________________* O CRISTIANISMO está se DESINTEGRANDO nos Estados Unidos. É a REVOLTA CULTURAL mais RÁPIDA e RADICAL que a nação já experimentou. _____________________ ________________* ( Freedom From Religion Foundation )
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Veículos digitais criam ASSOCIAÇÃO em DEFESA da LIBERDADE de EXPRESSÃO e PLURALIDADE de IDEIAS
Os crimes do presidente: quem vai punir? | Sardenberg

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Covid-19: China enfrenta pior surto da doença desde o aparecimento do coronavírus em Wuhan

30/07/2021 11h01
Atualizada em 30/07/2021 11h10
Um surto de covid-19 com origem na cidade de Nanjing espalhou-se para outras cinco províncias da China e chegou a Pequim. A mídia estatal chinesa classificou o episódio como o mais amplo contágio desde o ocorrido a partir da cidade de Wuhan, no início da pandemia, no fim de 2019.
Quase 200 pessoas foram infectadas desde que o vírus foi identificado no movimentado aeroporto de Nanjing no dia 20 de julho.
Vacinas em falta: O alerta da OMS sobre doses acabando em países mais pobres
Todos os voos oriundos da cidade estão suspensos até o dia 11 de agosto, de acordo com a imprensa estatal.
Autoridades de saúde deram início a testagem em massa na região após críticas de falha na vigilância contra a covid-19.
Conforme a agência governamental de notícias Xinhua News, todos os 9,3 milhões de moradores da cidade serão testados. Publicações nas redes sociais mostram longas filas nos locais de testagem, e autoridades têm reforçado a importância de que as pessoas usem máscaras, mantenham distanciamento umas das outras e evitem conversar enquanto esperam.
O governo afirma ser a variante delta do coronavírus o principal fator por trás do novo surto. O fato de a cidade ter um aeroporto movimentado, de acordo com a declaração oficial, ajudou a espalhar a doença.
O vice-diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças de Nanjing, Ding Jie, disse a jornalistas que os primeiros casos foram de funcionários da limpeza que estiveram em uma aeronave que tinha acabado de chegar da Rússia no dia 10 de julho.
Segundo a agência Xinhua News, os funcionários encarregados da limpeza não seguiram corretamente os protocolos de higiene para evitar a contaminação pelo Sars-CoV-2. O conselho disciplinar do Partido Comunista Chinês culpou a gerência do aeroporto, afirmando que o local tinha "problemas de falta de supervisão e falta de profissionalismo da administração".
13 cidades atingidas
Os primeiros testes apontaram que o vírus já se alastrou por 13 cidades, incluindo Chengdu e a capital, Pequim.
Especialistas consultados pela plataforma Global Times, que também pertence ao governo, avaliaram, contudo, que o surto estaria ainda em estágio inicial e que poderia ser controlado.
Autoridades em Nanjing afirmam que, até o momento, sete entre os infectados estão em estado grave.
O rápido aumento no volume de casos levou parte da população a especular nas redes sociais sobre a eficácia das vacinas que têm sido aplicadas no país contra a variante delta.
Não se sabe, entretanto, se aqueles que foram infectados estavam ou não vacinados.
Alguns países do sudeste asiático que vinham usando imunizantes de farmacêuticas chinesas anunciaram recentemente que vão procurar outras fabricantes.
Há meses a China vinha conseguindo manter a pandemia sob controle, após fechar suas fronteiras e agir rapidamente para conter eventuais novos surtos.
De maio de 2020 a julho de 2021, o país registrou apenas três mortes por covid. Ao todo. A título de comparação, a atual média de mortes diárias no Brasil é de 1.344.
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OMS: Ganhos contra covid estão sob risco por avanço da variante delta

30/07/2021 14h46
O mundo corre o risco de perder os ganhos conseguidos a duras penas na luta contra a covid-19 com a disseminação da altamente transmissível variante Delta, mas as vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde continuam eficientes, afirmou a OMS hoje.
As infecções por Covid-19 cresceram 80% nas últimas quatro semanas na maioria das regiões do mundo, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Mortes na África —onde apenas 1,5% da população está vacinada— subiram 80% no mesmo período.
EUA: Vacinados espalham variante delta tanto quanto quem não está imunizado
"Ganhos conquistados a duras penas estão sob risco ou sendo perdidos, e sistemas de saúde em muitos países estão sobrecarregados", disse Tedros em uma entrevista coletiva.
A variante Delta foi detectada em 132 países e é a versão do vírus predominante no mundo, segundo a OMS.
"As vacinas que estão aprovadas pela OMS oferecem uma proteção significativa contra doenças graves e internações para todas as variantes, incluindo a Delta", disse o principal especialista de emergência da OMS, Mike Ryan.
"Estamos enfrentando o mesmo vírus, mas um vírus que ficou mais rápido e mais adaptado para a transmissão entre humanos, essa é a mudança", disse.
Alguns países relataram maiores taxas de internação, mas maiores taxas de mortalidade não foram registradas por causa da variante Delta, disse a líder técnica da OMS para a Covid-19, Maria van Kerkhove.
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Balaio do Kotscho - Fim de linha: só uma junta de psiquiatras pode livrar o Brasil de Bolsonaro
Bolsonaro, simplesmente, pirou de vez.
Se ainda restava alguma dúvida, o deprimente pastelão sobre "fraudes na urna eletrônica" apresentado ao vivo na noite de quinta-feira, durante 2 horas e 49 minutos, na TV Brasil e pelas redes sociais, mostrou que o presidente Jair Messias Bolsonaro não tem mais a menor condição de continuar governando o país.
Este é o fato; o resto é tudo fake news em doses industriais.
Como o impeachment se tornou inviável, após a entrega do governo ao Centrão, de porteira fechada, não adianta mais fazer editoriais, colunas, notas de repúdio, manifestações de protesto e denúncias na Justiça.
Tudo já foi dito e escrito a respeito da incompatibilidade do ex-capitão, com evidentes sinais de transtorno mental, para o exercício da Presidência da República.
"Chegou a hora de agir e arrancar o assassino de seu povo do posto que ocupa à base de mentiras e ofensas à Constituição", sugere meu amigo teólogo Leonardo Boff, com quem eu concordo plenamente.
De que jeito isso seria possível? Boff aponta a solução numa série de posts publicados no Twitter :
"Bolsonaro deve ser interditado por uma junta de especialistas, convocada pelo STF, por ser incapaz de liderar uma nação e de sustar o genocídio em curso. Alguém com poder deve fazer isso. Se não, passaremos por um povo insensível e cruel face a seus mortos por culpa de um genocida".
Esse teatro mambembe produzido por Bolsonaro para a volta do "voto impresso e auditável" tem o único objetivo de mobilizar suas tropas para melar o processo eleitoral e provocar uma convulsão no país.
O que o move é o derretimento da sua popularidade nas pesquisas e o medo de perder as eleições de 2022. Mais do que isso: é o pavor de ser processado e preso pelos crimes de responsabilidade em série que cometeu em seus dois anos e meio de governo, em especial no enfrentamento da pandemia, que já deixou mais de 550 mil mortos.
Só isso explica o seu desespero de apresentar como "indício de fraude" o vídeo de 2018 de um certo Era tudo inverossímel o que Alexandre Chut, astrólogo que faz acupuntura em árvores. "Provas das fraudes nas urnas! Exclusivo e urgente!", escreveu o doido na página de Naomi Yamaguchi (irmã daquela médica da cloroquina), suplente de deputada federal pelo PSL
A seu lado na live, estava um sujeito identificado apenas como "Eduardo", que seria um "analista de inteligência", encarregado de apresentar outros "indícios de fraude" encontrados por um outro "especialista" que ficou com medo de se expor, segundo o presidente.
Medo de quem? Depois se ficou sabendo que o tal de "Eduardo" é o coronel Eduardo Gomes da Silva, ex-assessor do general Luiz Eduardo Ramos na Casa Civil. Na sequencia, apareceu também um "Jefferson" que seria "programador". De quê? De fake news?
Parecia tudo inverossímil, e era.
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Veículos digitais criam a Associação Brasileira de Mídia Digital- ABMD, em defesa da LIBERDADE de expressão e PLURALIDADE de ideias

247 – "Devemos aprender a VIVER juntos como irmãos, ou iremos PERECER juntos como tolos", ensinava Martir Luther King. É com esse espírito de fraternidade, forjado em anos de militância em prol do jornalismo independente, da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão, que nasce a Associação Brasileira de Mídia Digital (ABMD).
Desde já, ela está disponível à sociedade como mais uma ARMA EM DEFESA do Estado Democrático de Direito.
, o qual se deve considerar não como um princípio estático, mas como um organismo delicado e complexo, que apenas pode resistir ao autoritarismo se o alimentarmos diariamente com nosso ativismo cívico.
A ABMD nasce forte porque composta de veículos fortes e influentes, que sobreviveram e cresceram durante os anos mais turbulentos da nova república.
Uma das causas de tanta turbulência - ainda em curso - tem sido a escassa pluralidade no debate de ideias promovido pelos grandes meios de comunicação. E se estamos, aos trancos e barrancos, atravessando o deserto, e nos aproximando de momentos mais tranquilos, isso também se deve à existência de veículos de mídia independentes, como os que formam a nossa Associação.
Um dos principais objetivos da ABMD, naturalmente, será defender os interesses comerciais dos membros, e ajudar a estabelecer uma relação saudável e construtiva com as grandes plataformas de tecnologia.
O processo de criação já foi devidamente formalizado. A associação terá sede em Brasília, Distrito Federal. Já tem um website, https://abmd.jor.br/, e em breve suas redes serão anunciadas.
A primeira diretoria da entidade é formada pelos seguintes nomes e funções:
Florestan Fernandes Filho, presidente
Luís Costa Pinto, vice-presidente
Adriana Delorenzo, secretária-geral
A democracia brasileira ainda vive um momento complicado, em virtude de um governo que diuturnamente procura desestabilizá-la.
Até que essa página seja virada, sabe-se lá que tumultos ainda será preciso enfrentar. A ABMD ajudará seus membros e toda a comunidade que se reúne no entorno desses veículos a atravessá-los mais fortes e organizados.
Cordiais saudações a todos!
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"Analista" que participou da live com Bolsonaro é "militante bolsominion" do Exército, diz coronel | Revista Fórum
Eduardo Gomes é coronel da reserva e, atualmente, assessor na Casa Civil; "Na ativa, defendia ostensivamente a candidatura Bolsonaro/Mourão nas redes", afirma o coronel Marcelo Pimentel
A live desta quinta-feira (29) em que Jair Bolsonaro prometeu apresentar provas de fraude nas eleições, e que não apresentou prova alguma, contou com a participação de um homem identificado por Jair Bolsonaro apenas como “Eduardo, analista de inteligência”.
Ele seria o responsável por expor as supostas evidências, já desmentidas, de que há fraude nas urnas.
Após a transmissão ao vivo, veio à tona que o “analista de inteligência” é Eduardo Gomes da Silva, assessor especial do Ministério da Casa Civil. Ele foi nomeado para o cargo pelo então titular da pasta, general Luiz Eduardo Ramos, em abril deste ano.
Além de assessor de ministério, Eduardo é coronel da reserva do Exército, tendo se graduado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negra, instituição onde também estudou Jair Bolsonaro.
“Militante bolsominion”
Pelas redes sociais, o também coronel da reserva Marcelo Pimentel revelou que fez um curso militar com Eduardo Gomes, e que o atual “analista de inteligência” do governo faria postagens pró-Bolsonaro nas redes sociais quando ainda era da ativa.
“O ‘analista de inteligência’ na live é o Cel Eduardo, de artilharia, meu colega no curso de Estado-Maior, 3a + moderno. Na ativa, defendia ostensivamente a candidatura Bols/Mourão nas redes e me destratava qdo eu, na reserva, criticava ativismo político de oficiais na ativa”, escreveu Pimentel.
O “analista de inteligência” na live é o Cel Eduardo, de artilharia, meu colega no curso de Estado-Maior, 3a + moderno.
Na ativa, defendia ostensivamente a candidatura Bols/Mourão nas redes e me destratava qdo eu, na reserva, criticava ativismo político de oficiais na ativa.
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Chega de respostas frouxas. Quem pode defenestrar Bolsonaro é o TSE
Por Tereza Cruvinel

“Até quando, Catilina, ABUSARÁS da PACIÊNCIA nossa?
Por quanto tempo ainda há de ZOMBAR de nós a tua LOUCURA?
A que EXTREMOS se há de precipitar a tua AUDÁCIA DESENFREADA?"
Assim falou Cícero no Senado romano, na mais conhecida de suas Catilinárias, perorando contra Catilina e suas maquinações ditatoriais.
Além de NÃO termos um Cicero, NEM discursos NEM esculachos abalam a IMORALIDADE e o CINISMO de Bolsonaro.
O presidente do STF, Luiz Fux, dirá palavras ao vento no discurso que pretende fazer na segunda-feira, na reabertura dos trabalhos judiciários, pregando a observância dos limites constitucionais por todos os poderes e especialmente por Bolsonaro.
A live infame de quinta-feira, transmitida por redes sociais e pela TV Brasil que já foi pública e hoje é canal do bolsonarismo, exige das instituições mais que contestações, como fez o TSE ao desmontar 18 mentiras contadas por Bolsonaro sobre o sistema eleitoral. Mais que palavras indignadas de ministros do STF que o chamaram de moleque. Mais que as denúncias de políticos da oposição sobre seu projeto golpista de desacreditar a eleição para continuar no poder a qualquer custo, diante da sangria de popularidade e das pesquisas que apontam sua derrota eleitoral. Basta de notas de repúdio e de respostas frouxas.
Bolsonaro não mente desavergonhadamente para dar pilha à base de apoio, mantendo-a unida, coesa e exaltada. Cada vez que ele diz, como na live infame, que o presidente do TSE está mancomunado com Lula para fraudar a eleição, ou que os ministros do STF cometeram um crime, autorizando governadores e prefeitos a substrairem direitos e garantias constitucionais no combate à pandemia, ele confunde as pessoas, semeia desconfiança do processo eleitoral e desacredita a corte suprema de Justiça. Vai cavando apoio ou simpatia ao golpe que planeja para quando for derrotado, apresentando-se como o coitado que foi vítima da fraude e de um STF que não o deixou governar.
As manifestações populares pelo impeachment de Bolsonaro vão continuar e devem engrossar com o avanço da vacinação mas não irão invadir o Planalto para arrancá-lo da cadeira. Elas estão legitimando a decisão que as instituições não podem mais esperar para tomar.
Mas de quem esperar o ato necessário? Nessa live mesmo, estão aí os juristas afirmando, ele cometeu alguns crimes de responsabilidade, afora os tantos outros descritos nos mais de 120 pedidos de impeachment já apresentados. Entretanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira, já deixou claro que não vai cumprir o seu dever, que continuará sentado sobre todos eles. Não colocará nenhum para tramitar mas também não mandará nenhum para o arquivo, alegando falta de fundamento juridico. E com isso, o Centrão vai elevando o preço de seu apoio e ocupando mais espaços no Estado desgovernado. Esta porta nao vai se abrir.
Poderia o STF processar Bolsonaro por crime comum, escolhendo um entre tantos já cometidos? Não, por duas razões óbvias. Primeiro, porque o Procurador-Geral da Republica, Augusto Aras, tem a palavra decisiva, e ele já vendeu a alma a Bolsoanro. Segundo, porque quando fosse pedida a autorização da Câmara, por 3/5 dos votos, o Centrão garantiria os 172 votos necessários para barrar a licença.
Está aí o inquérito sobre prevaricação no caso da Covaxin. Quando ele for concluído, em setembro, Aras com certeza dirá que não encontrou nas conclusões elementos que justifiquem o oferecimento de uma denúncia ao STF. E sem a denúncia, o Supremo não poderá avançar, pedindo a autorização da Câmara para o processo, que também não seria dada.
Quem pode livrar o Brasil de Bolsonaro e da convulsão política que ele está semeando, alardendo sem provas que o sistema de votação eletrônica permitirá uma fraude para derrotá-lo, é o TSE, se tomar coragem para apreciar logo a Ação de Impugnação de Mando Eletivo (AIME), cassando a chapa Bolsonaro-Morão. O inquérito das Fake News, presidido pelo ministro Alexandre de Morais, já compartilhou com o TSE provas de que a mesma máquina de mentiras que atuou na eleição de 2018 depois alimentou os atos antidemocráticos e investiu contra o STF e o Congresso. A CPI da Covid também já concluiu que a mesma máquina espalhou mentiras e desinformações sobre a Covid19, contribuindo para o morticínio.
Cabe ao presidente do TSE, ministro Barroso - que Bolsonaro já chamou de imbecil e acusa de estar programando uma fraude pró-Lula, e que os bolsonaristas em suas redes estão chamando de inimigo da democracia - acelerar este julgamento com os elementos já disponíveis.
Cassada a chapa, teríamos a posse provisória de Arthur Lira por 30 dias, e neste periodo o Congresso teria que eleger indiretamente um presidente tampão para conduzir o país até à eleição e à posse do eleito. Por pior que seja termos um presidente eleito indiretamente, seu mandato será fruto de um pacto democrático, do compromisso de conduzir o país à restauraçao da normalidade.
Por traumático que isso seja, pior o país não ficará. O crime sanitário já produziu a mortandade e agora existe a luz da CPI sobre o problema. A economia pode até melhorar quando o horizonte político clarear. Pior mesmo é ficarmos na janela, enquanto Bolsonaro trabalha pela destruição da democracia.
Ministro Barroso, a bola está com você.
Voltando ao começo. Catilina fugiu de Roma com seu bando de desqualificados e foi derrotado por forças legalistas, vindo a morrer no exílio em Pistoia. Seus sequazes que ficaram em Roma foram presos e executados.
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Rede vai ao STF para impor multa de R$ 500 mil a Bolsonaro por cada mentira sobre urnas eletrônicas

247 - A Rede Sustentabilidade acionou nesta sexta-feira (30) o Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja imposta a Jair Bolsonaro uma multa de R$ 500 mil para cada vez que o chefe do governo federal mentir sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro.
A legenda quer que a quantia seja descontada do patrimônio pessoal de Bolsonaro, e não dos cofres públicos.
“O senhor Presidente da República não respeita os demais Poderes da República, sendo necessária a imediata aplicação de pena de multa por evento de descumprimento a cada nova manifestação que faça acerca da inverídica existência de fraudes eleitorais, por via própria ou de seus Ministros ou familiares mais próximos”, diz o pedido apresentado pela Rede.
A medida vem um dia depois de Bolsonaro promover uma transmissão pelas redes sociais para propagar mentiras sobre as eleições no Brasil e desacreditar as urnas eletrônicas.
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STF ordena retomada de investigações sobre possível interferência de Bolsonaro na PF

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) retome as investigações para apurar se de fato Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na instituição.
A denúncia da suposta interferência foi feita pelo ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro, condenado pelo Supremo por parcialidade, ao deixar o comando do Ministério da Justiça em abril de 2020.
"Não se justifica a manutenção da suspensão da tramitação do inquérito que havia sido determinada pelo então relator em exercício, ministro Marco Aurélio Mello", escreveu Moraes em decisão.
Marco Aurélio havia trancado o inquérito diante da pendência acerca de como Bolsonaro, investigado, deve ser ouvido pela Polícia Federal, presencialmente ou por escrito.
No entendimento de Moraes, a indecisão sobre o formato do depoimento de Bolsonaro não impacta em outras diligências a serem realizadas pela PF.
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Ministros do TSE avaliam se Bolsonaro cometeu abuso de poder político e propaganda eleitoral antecipada em live

247 - Após disparar mentiras em série na live transmitida em suas redes sociais nesta quinta-feira (29), Jair Bolsonaro terá de apresentar provas concretas das acusações que fez contra o sistema eleitoral brasileiro ao Tribunal Superior Eleitoral até o dia 2 de agosto, na retomada dos trabalhos após o recesso do Judiciário.
A apresentação do material oficial deve ser feita em resposta a uma ação que questiona as provas que ele tem para questionar a credibilidade da urna eletrônica. Apesar de ter anunciado que apresentaria provas na live desta quinta, Bolsonaro só relatou desinformações que já haviam sido desmentidas anteriormente e até o vídeo de um astrólogo acupunturista de árvore.
Mas ministros do TSE estudam novas frentes, informa a jornalista Daniela Lima, da CNN. Ao usar a estrutura da Presidência e TV pública, Bolsonaro pode ter cometido abuso de poder político ou propaganda eleitoral antecipada - alguns tipificados apenas no âmbito eleitoral. Outra possibilidade é o crime de responsabilidade.
O Judiciário prepara uma resposta dura. Na próxima semana, o presidente do STF, Luiz Fux, deve se encontrar com ele e com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. O presidente também foi chamado de “moleque” por um ministro do Supremo que preferiu não se identificar.
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Lula 2022? Brazil poised for sensational political comeback
With former president’s political rights restored, polls suggest he would thrash Jair Bolsonaro if he stands for election


Last modified on Fri 30 Jul 2021 17.33 BST
Anazir Maria de Oliveira has a simple message for the man they call Lula.
“Comrade, I want you back,” said the 88-year-old union veteran and black activist as she celebrated the return of her “guru” to Brazil’s political fray.
Until just a few months ago, Lula – full name Luiz Inácio Lula da Silva – seemed to have reached the melancholy twilight of a mythical political career. The former factory worker rose to become one of the world’s most popular leaders before, in a dramatic fall from grace, he was jailed and barred from office.
But the quashing of corruption convictions against Brazil’s first working-class president has scrambled the South American country’s politics and given believers such as Oliveira the tantalising hope that the septuagenarian politician could make a comeback.
Five months after Lula’s political rights were restored, polls suggest that in next year’s election he would thrash Brazil’s far-right president, Jair Bolsonaro, who is facing mounting anger over his response to a Covid outbreak that has killed more than half a million Brazilians.
“Seeing him in the presidency again is everything we want … I’m heart and soul Lula,” enthused Oliveira, or Dona Zica as she is known in Vila Aliança, the favela where she lives on Rio’s deprived western limits.
Lula, a two-term president from 2003 to 2010, has yet to formally announce what would be his sixth presidential campaign since he first sought to become Brazil’s leader in 1989 aged 44. In a recent interview the 75-year-old stopped short of confirming his plans but said he had been inspired by Joe Biden’s election at 78. “I’m a boy compared with Biden,” Lula joked.
John D French, the author of a new biography charting Lula’s rise from unionist to president, said he had no doubt Lula would run – and was well-placed to win.
“He’s the Pelé of international presidential electoral politics – nobody has a record like he does anywhere in the world,” said French, remembering how either Lula or Lula’s anointed candidate had come either first or second in six successive elections going back to 1998.
Lula lost that year’s contest to the centrist intellectual Fernando Henrique Cardoso but won a historic landslide four years later, in 2002, telling voters “hope had overcome fear”. Members of Lula’s Workers’ party (PT) are pushing a similarly upbeat message now, as Brazil reels from a coronavirus-driven health and economic catastrophe that has killed more than 550,000 people and plunged the country into a profound funk.

“The fact is [Lula] represents a moment when things went well, when Brazil felt it was moving forwards, when things were happening, when the minimum wage was going up, when your children could go to school, when 10m houses were built,” said French. Bolsonaro, in contrast, was widely associated with today’s “suffering, crisis and desperation”.
“Everybody feels in their daily life what is going on right now,” French said. “I don’t just mean the unemployment … People are losing large numbers of members of their family. It’s very real.”
Many conservatives are horrified by the thought of Lula’s return and some on the left are wary, too, even if they concede his political dominance may mean he is best positioned to defeat Bolsonaro.
Ciro Gomes, a former Lula minister who is now his main leftwing rival, called a third Lula presidency an “awful” prospect. “What is it that Lula wants to do at the age of 78 [sic], that he didn’t do during the four terms he managed to win for himself or for the representative he put forward?” Gomes asked, referring to Lula’s successor, Dilma Rousseff, who won elections in 2010 and 2014.
Gomes claimed voter fury over “the economic and moral debacle” of past PT governments – when key Lula associates, including his chief of staff and finance minister were jailed for corruption – had paved the way for Bolsonaro’s election. He argued Lula’s involvement in the 2022 vote threaten returning Bolsonaro to office by creating an election “in which Bolsonaro calls Lula a crook, and Lula calls Bolsonaro a murderer”.

There is far greater excitement among PT devotees, who have started attending anti-Bolsonaro protests in bright red T-shirts bearing the slogan: “Lula 2022.” A helium-filled Lula caricature has towered over recent opposition rallies in Rio while in the northeastern city of Fortaleza, one Lulista hung a banner from his window describing the leftist’s resurrection in biblical terms. “Thy will be done: Lula 2022 presidente,” it said, alongside the bearded leftist’s image.
Dona Zica, a retired cleaning lady and campaigner who keeps a stash of PT paraphernalia in her immaculately neat home, said she was also rooting for the return of a politician whose life story and social crusade mirrors her own. Like Lula, she was born into rural poverty in the small town of Manhumirim and, after a childhood harvesting peanuts and corn, moved to Rio in 1948, four years before Lula’s impoverished family set off for São Paulo on an open-back truck.
During the 1970s and 80s, as Lula championed metalworkers’ rights and Zica those of domestic workers, they crossed paths at union events. In 1994, during his second presidential campaign, he visited Vila Aliança. And in 2002, after Lula was finally elected on his fourth attempt, an overjoyed Dona Zica travelled to Brasília to witness his inauguration. “I felt fulfilled. It was my dream come true,” she said of that day, when the former lathe operator vowed that one of the world’s most unequal countries would “tread a new path” of growth and social change.
Nearly two decades later, Dona Zica hoped history might repeat itself but warned Bolsonaro’s defeat was not assured. She believed many Vila Aliança residents regretted voting Bolsonaro in 2018, having lost jobs or relatives to a pandemic their president has repeatedly trivialised. One neighbour recently apologised to Dona Zica, whose son spent 25 days in hospital fighting Covid, for backing Bolsonaro – but other locals remained loyal.
“If Lula does run in 2022, it won’t be an easy election. Today he’s ahead – but politics is constantly changing,” Dona Zica said.
“I’ll tell you one thing though,” added the great-grandmother-of-34. “Things can’t stay the way they are. Poor Brazilians have been utterly abandoned by the federal government … So many people have died.”
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__________* Freedom From Religion Foundation: pesquisa CONFIRMA que o CRISTIANISMO está se DESINTEGRANDO nos Estados Unidos
Freedom From Religion Foundation
Os sociólogos estão surpresos com a rápida desintegração do cristianismo nos Estados Unidos. É uma transformação cultural impressionante, confirmada por várias pesquisas e estudos.
Uma pesquisa Gallup descobriu que menos da metade dos americanos (47%) pertence a uma igreja, mesquita ou templo — abaixo dos 70% do início do século 21.
Hoje, mais da metade dos americanos não tem igreja.
As religiões protestantes da “linha histórica” — outrora o pilar da respeitabilidade WASP [Branco, Anglo-Saxão e Protestante] sofreram o pior, caindo tão drasticamente que foram apelidadas de protestantismo flatline [à beira da morte].
Os Batistas do Sul perderam 2 milhões de membros desde 2006. Agora, uma nova descoberta do serviço de votação religiosa de Barna diz que o cristianismo está sendo abalado pelo crescimento de pessoas indiferente à existência ou não de Deus. Pessoas que dizem que não sabem, não se importam ou não acreditam que Deus existe.
George Barna chama a destruição da igreja de "a revolta cultural mais rápida e radical que nossa nação já experimentou".
Um relatório de 8 de junho de 2021 da Arizona Christian University, onde Barna está localizado, cita que a quantidade de adultos indiferentes a Deus quase triplicou na última década, aumentando para 34% em 2021. "
Geração Y (de 18 a 36) está conduzindo grande parte dessa mudança, com 43% rejeitando a existência de Deus.
O relatório acrescenta que a crença na existência de Deus como o criador onisciente e onipotente do universo que ainda governa o mundo hoje caiu de 86% em 1991 para 46% em 2021.
Houve também queda de 60% para 41% de pessoas que acreditam na crença de que a Bíblia é a palavra exata e confiável de Deus.
Estou impressionado com a franqueza de Barna e Arizona Christian. Em vez de tentar encobrir os resultados desastrosos da pesquisa, eles admitem que há "um declínio vertiginoso do cristianismo e uma redução da confiança na religião em todo o país".
Este tsunami teológico é motivo de esperança política: os evangélicos brancos que dominam o Partido Republicano — elegendo Ronald Reagan, George W. Bush e Donald Trump — encolheram para meros 14%. O Instituto de Pesquisa da Religião Pública afirma que eles caíram 9% nos últimos anos. Seu poder de influenciar eleições parece estar diminuindo.
Enquanto isso, a América está se tornando mais honesta. Pessoas sinceras não afirmam saber coisas sobrenaturais que ninguém pode saber. Elas rejeitam as alegações de magia da religião que carecem de qualquer evidência.
O erudito religioso Thom Rainer prevê: “As denominações começarão seu declínio mais acentuado em 2021.”
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__________* Novo coronavírus infecta e se replica em células das glândulas salivares
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Requião anuncia saída do MDB: "tomado pelo Ratinho e pelo Bolsonaro"

247 - O ex-senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião anunciou neste sábado (31) pelo Twitter que está de saída do MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
"O MDB do Paraná foi tomado pelo ratinho e pelo Bolsonaro. Sou sério, estou fora!", escreveu o ex-parlamentar.
No início de 2021, Requião manifestou a intenção de concorrer novamente ao governo do Paraná em 2022.
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Por que Bolsonaro faz o que bem entende - Moisés Mendes
Por Moisés Mendes

Por Moisés Mendes, do Jornalistas pela Democracia
Bolsonaro pode repetir a live de quinta-feira, em que agrediu a Justiça Eleitoral e provou que não tem provas de fraudes em eleições, e no curto prazo não acontecerá nada.
Se quiser, pode até dizer em mais uma transmissão ao vivo que, se perder a eleição por 7 a 1 para Lula, o filho Dudu chamará o jipe, o cabo e o soldado e invadirá o Supremo e o TSE.
Bolsonaro continua com imunidade para dizer o que bem entende porque não conhece os próprios limites e não tem limites impostos pelos que ele ofende e poderiam enfrentá-lo em nome das instituições. Mas não só por isso.
As reações ao que ele faz e diz estão sempre aquém do dano causado. Todas as manifestações de qualquer área, incluindo a imprensa, em resposta às ameaças de Bolsonaro, são insuficientes como contraponto às suas agressões.
Os blefes de Bolsonaro são ofensivamente mais fortes, mesmo que sejam blefes, do que qualquer resposta racional aos seus desatinos.
Gilmar Mendes, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, todos podem dar respostas contundentes a Bolsonaro, mas que serão apenas respostas contundentes.
Mendes pode dizer que Bolsonaro precisa parar de dizer besteiras sobre o voto impresso. Fux, com quem Bolsonaro firmou uma trégua há apenas 18 dias, pode discursar na segunda-feira, como já avisou, com a reafirmação de recados a Bolsonaro e a Braga Netto.
Alexandre de Moraes pode determinar, como advertência, que a Polícia Federal retome as investigações sobre as interferências de Bolsonaro na própria Polícia Federal.
Mas tudo o que integrantes do Supremo ou do Congresso (pobre Congresso) fizerem ou fingirem que fazem estará sempre muitos tons abaixo dos ataques produzidos. Tem sido assim.
Bolsonaro faz o que bem entende por saber que instituição alguma e em lugar algum será incapaz de enfrentar o fascismo se não tiver respaldo do que vem das ruas, e não da internet.
Não o respaldo dos humores subjetivos do mundo virtual. Tampouco o respaldo de vontades expressas em voz alta, em tribunas diversas, mas sem a correspondente ação política.
Bolsonaro sabe que as instituições da democracia não impõem medo ao autoritarismo se não tiverem muito mais do que os ecos da indignação e da gritaria.
As quatro manifestações de rua contra Bolsonaro constroem perspectivas incertas. As esquerdas não podem se enganar. O que aconteceu até agora nas ruas ainda é pouco.
A cada manifestação, a controvérsia é sempre a mesma, e o Brasil debate se a caminhada mais recente foi maior ou menor do que a anterior. Se não há consenso sobre o crescimento dos protestos, é porque estamos quase onde começamos.
São quatro manifestações em dois meses. Repetem que os atos ganharam em capilaridade, com as caminhadas espalhando-se por mais cidades, mas ainda falta potência política.
Anunciam que a grande manifestação será a de 7 de setembro. Mas o que virá, e quando, depois do 7 de setembro? O 15 de novembro?
As esquerdas avaliam as fragilidades de Bolsonaro a partir da imprecisa, porque alugada, base política do centrão, e da sempre gasosa fidelidade dos militares, ou Bolsonaro não teria perdido seus chefes das três armas e o ministro da Defesa.
E Bolsonaro conta com as incertezas e os medos das instituições e das esquerdas. E sabe que as esquerdas e as instituições não têm ainda o povo que esperavam ter.
Hoje, Bolsonaro só corre riscos diante dos rolos dos coronéis da CPI do Genocídio e da ameaça do imponderável, sempre presente em lives como a de quinta-feira e nos momentos em que pede colo à claque do cercadinho do Alvorada.
Nos improvisos, ele pode a qualquer momento tropeçar numa frase que o conduza ao erro fatal. Mas o que poderia ser esse erro?
Não há como saber ou intuir, ou não seria o imponderável. A democracia brasileira pode estar hoje na dependência desse imponderável.
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Com homenagem à cúpula militar, empresários endossam atentados à democracia - Jeferson Miola
Por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola
Na 5ª feira, 30/7, em evento inacessível à imprensa, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro [FIRJAN] e o Sindicato Nacional das Indústrias de Defesa homenagearam as Forças Armadas “em reconhecimento ao seu papel a serviço da paz” [sic].
“Esta homenagem tem por objetivo atender a uma antiga demanda dos empresários do Rio de Janeiro. O intuito deste encontro pode ser resumido em duas palavras: reconhecimento e gratidão”, declamou o presidente da FIRJAN Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira no ato de bajulação do general-ministro Braga Netto e dos comandantes das três Forças.
A homenagem aconteceu poucos dias depois destes militares conspiradores terem intimidado senadores da CPI e petulantemente ameaçado cancelar a eleição de 2022, como se fossem tutores do poder civil e da democracia.
Dois dias antes da homenagem, o dirigente máximo do SENAI e do SESI, Rafael Lucchesi, se queixou que o “Corte de 30% ‘desmontaria’ o Sistema S” [aqui]. Era uma reação à ameaça do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, de “passar a faca no Sistema S” para o Tesouro Nacional abocanhar R$ 6 bilhões.
A asfixia financeira do chamado Sistema S, que é financiado com dinheiro público do INSS, pode comprometer a existência deste poderoso aparelho ideológico e sindical do empresariado, capilarizado em todo o país.
Em aparente apelo diante do risco de extinção do Sistema S, Eugenio Gouvêa chamou “atenção também para uma característica comum entre o Sistema FIRJAN e as Forças Armadas: o caráter de instituições permanentes” [sic].
Oficialmente, a FIRJAN diz que o evento estava previsto para antes da pandemia, mas o fato concreto é que ele ocorreu justo no momento em que o aparelhão sindical do patronato foi ameaçado de perdas bilionárias pelo governo militar.
A estas alturas, com o morticínio de quase 600 mil pessoas, o desmanche miliciano do país, a corrupção despudorada, os atentados permanentes à democracia e a atuação partidária das Forças Armadas, é irrelevante distinguir se os empresários se dobraram à chantagem oficial ou se decidiram espontaneamente homenagear a cúpula militar.
O significado da homenagem, em qualquer caso, é o mesmo, e pode ser interpretado como endosso da fração carioca desta lumpemburguesia à espiral fascista-militar e à continuidade da barbárie.
Em que pese alguns “efeitos humanos colaterais” da devastação causada pelo governo militar, setores significativos das oligarquias dominantes continuam apoiando a continuidade deste descalabro e se opõem ao impeachment.
O motivo é compreensível: as classes dominantes não têm um projeto de país soberano e independente; são beneficiárias diretas da repartição do butim desta devastadora guerra de saqueio e pilhagem em curso no Brasil e conduzida pelo governo militar.
O “parentesco histórico” mais próximo do processo fascista-militar brasileiro é o regime hitlerista instalado na Alemanha a partir dos anos 1930.
Chama atenção, inclusive, a relativa semelhança de alguns episódios, como, por exemplo, a homenagem dos empresários da FIRJAN ao comando militar do governo do “Fuhrer brasileiro”, e a reunião secreta de Hitler com os donos da Bayer, BASF, Siemens, Krupp, Farben, Opel, Telefunken etc em 20 de fevereiro de 1933 para confirmar apoio político e financeiro do empresariado alemão ao nazismo.
Esta reunião secreta, decisiva para consolidar a autoridade e o poder do Hitler, está magnificamente descrita em “A ordem do dia”, livro do escritor francês e diretor de cinema Éric Vuillard.
A semelhança do comportamento das classes capitalistas nacionais na adesão ao nazismo e ao fascismo, como a história demonstra, é mais que mera coincidência.
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Pegasus e a perdição do MPF - Carol Proner
Por Carol Proner

Há alguns dias fui ao browse do computador atrás de um aplicativo chamado Mobile Verification Toolkit (MVT), um programa desenvolvido pelo setor de Tecnologia da Informação da Anistia Internacional feito com o objetivo de identificar se um aparelho celular está infectado pelo programa de espionagem Pegasus, software israelense do NSO Group que permite invadir telefones celulares e acessar a câmera, o microfone, os documentos, os contatos, a localização, praticamente todos os dados da vida de uma pessoa.
Perdi vários minutos e interrompi a busca por dois motivos: primeiro, e mesmo sendo um aplicativo de código aberto, o processo exige conhecimento técnico e requer auxílio de um especialista em TI. E também porque seria um despropósito agentes públicos ou privados monitorarem professores universitários quando há tantos alvos mais estratégicos.
Mas este é o mundo em que vivemos. Quando recebemos uma mensagem do além ou um telefonema surdo, apitam as sentinelas da paranoia em “um mundo vigiado”, como diria o sociólogo francês Armand Mattelart, sem contar que 80 jornalistas de 17 grupos de mídia de dez países se uniram para criar um rastreador do Pegasus e esse fato demonstra que talvez não seja tão exagerado manter o telefone dentro do micro-ondas durante uma reunião, mesmo aquela de família.
Os advogados do ex-presidente Lula, que já foram alvo de monitoramento clandestino, protocolaram nesta semana um novo pedido junto ao STF para esclarecer se o consórcio de Procuradores Federais, liderados por Deltan Dallagnol, cometeu mais essa ilegalidade no uso do sistema Pegasus, conforme indica conversa de 31 de janeiro de 2018 e que registra a oferta da referida empresa às operações do Rio de Janeiro e de Curitiba.
Aparentemente o MPF do RJ caiu em tentação e operou um imenso malabarismo jurídico para ter acesso ao Pegasus. Considerando que a empresa israelense afirma só negociar com governos, o MPF do Rio teria encontrado um jeitinho de evitar a licitação e desembaraçar uma “doação” do software espião por “altruísmo” de um colaborador da Lava Jato. E a doação, segundo interpretação exótica da lei que trata de lavagem de dinheiro, teria sido recepcionada pelo MPF fluminense por intermédio da cláusula de “perdimento” (art. 7º da Lei 9.613/1998).
Um caso semelhante envolvendo o Pegasus tem sido enfrentado pelo México. O governo de Lopes Obrador tenta avançar nas investigações e, apesar das resistências corporativas, já se sabe que o programa foi utilizado clandestinamente durante os governos de Felipe Calderón e de Enrique Peña Nieto, que foi adquirido pela Promotoria Geral da República (PGR) e pelos serviços de inteligência e utilizados contra jornalistas críticos ao Governo, como Carmen Aristegui, e os advogados da equipe jurídica das famílias dos 43 estudantes desaparecidos de Ayotinapa.
As investigações do Instituto Nacional de Acesso à Informação (INAI) do México detectaram diversas irregularidades e indicaram que foram gastos pelo menos 32 milhões de dólares com espionagem. Questionada, a PGR mexicana informou que havia desinstalado o programa, mas essa solução não é tarefa simples, já que as informações e os dados espionados podem ter sido usado em investigações, procedimentos penais e até como provas em decisões judiciais.
Tanto no México quanto no Brasil o elemento comum no uso do Pegasus parece ser, além das irregularidades na aquisição pelo poder público, o desvirtuamento no uso de um equipamento destinado a combater organizações criminosas e o terrorismo. O uso clandestinos em mãos autoritárias é absolutamente conveniente para a prática das chamadas guerras jurídicas contra opositores e inimigos políticos.
Tanto lá quanto aqui as sociedades precisam se perguntar como foi que sistemas de fiscalização pública se transformaram em instrumentos antidemocráticos e contrários à participação popular. Como foi que o Ministério Público chegou a esse delírio de autonomia que ainda persiste no comportamento de alguns integrantes. Ou acaso o lavajatismo acabou com a anulação dos processos contra Lula?
No caso brasileiro, é imperativo que a Procuradoria-Geral da República e a Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal se manifestem sobre este escandaloso caso envolvendo o Pegasus. Ao mesmo tempo, é condição democrática e de futuro que a sociedade brasileira conheça o modus operandi da Lava Jato, seus excessos e abusos para que o maior escândalo judicial da história do país possa ser superado.
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Sardenberg: quem vai punir os crimes de Bolsonaro?
De acordo com o jornalista, os irregularidades vão "desde as ofensas e ataques ao sistema democrático (as ameaças de golpe) até o desleixo e a corrupção na compra de vacinas"

247 - Em sua coluna publicada no jornal O Globo, Carlos Alberto Sardenberg alerta para a necessidade de punição contra Jair Bolsonaro. "Quem vai apanhar e punir os crimes do presidente?", questiona. De acordo com o jornalista, os irregularidades vão "desde as ofensas e ataques ao sistema democrático (as ameaças de golpe) até o desleixo e a corrupção na compra de vacinas".
"Podem-se incluir aqui as coisas aparentemente menores, como o incêndio na Cinemateca ou a paralisação da Plataforma Lattes, do CNPq. Nesses dois casos, é evidente a péssima administração dos órgãos federais. A Cinemateca está sem gestor há meses. No dia do incêndio, o governo lançou edital para contratar. É uma confissão, não é mesmo?", continua.
"Então temos: ameaças à estabilidade institucional; ataques à liberdade de imprensa; vidas perdidas por falta de vacinas e políticas sanitárias nacionais; e desastres administrativos, com danos à população e ao interesse público".
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Os crimes do presidente: quem vai punir? | Opinião - O Globo
Como lidar ou, se quiserem, como reagir ao presidente Bolsonaro? É mais fácil dizer o que não se deve fazer: bater boca com ele. Essa é a casa dele.
Alguns sugerem não fazer nada: deixem ele falar sozinho com a turma do cercadinho.
Não é boa ideia. Afinal, o cara é presidente eleito com 57,7 milhões de votos. Não se pode dizer que sejam todos fiéis. Muita gente, a maioria, acredito, votou nele considerando a opção melhor ou menos ruim, de modo que depositaram um mínimo de confiança em sua capacidade.
Nesse pessoal, é possível que cole a questão do voto impresso. Qual o problema, dirão, de tirar um print do voto?
Por isso, fez muito bem o Tribunal Superior Eleitoral ao responder, on-line, em tempo real, às mentiras que Bolsonaro foi espalhando na live da última quinta-feira. O TSE ocupou espaço nas redes sociais — território bolsonarista — e deu argumentos técnicos, detalhados, contra as fake news. Mostrou que uma urna cheia de papeizinhos impressos é mais vulnerável a roubos de toda espécie do que a urna eletrônica.
Portanto temos aqui uma linha de resposta. Não cair na armadilha do bate-boca, mas responder com serenidade, mostrando fatos, sem exclamações.
Isso vale especialmente para a imprensa independente. E é o que temos procurado fazer aqui, no Grupo Globo. Os leitores não imaginam o tempo e os recursos que usamos para checar e rechecar as falas do presidente e sua turma.
Lógico, há uma parte dos eleitores de Bolsonaro — os fiéis dos cercadinhos — que nem sequer se inteira do que se publica na imprensa independente. Vive, como seu chefe, no mundo das fake news da internet.
Serão quantos? Vinte e cinco por cento do eleitorado?
Varia, é claro, conforme as circunstâncias. Por exemplo: economistas, cientistas políticos, políticos profissionais, de variadas tendências, acham que Bolsonaro pode ter um bom momento no ano que vem, se a vacinação estiver bem avançada e a economia em recuperação.
Ou seja, a reação — serena, técnica — ao comportamento do presidente deve ser permanente e diária.
Mas e a outra parte da história? Os danos que a gestão Bolsonaro causa ao país, às instituições e ao serviço público?
Isso vai desde as ofensas e ataques ao sistema democrático (as ameaças de golpe) até o desleixo e a corrupção na compra de vacinas. Podem-se incluir aqui as coisas aparentemente menores, como o incêndio na Cinemateca ou a paralisação da Plataforma Lattes, do CNPq. Nesses dois casos, é evidente a péssima administração dos órgãos federais. A Cinemateca está sem gestor há meses. No dia do incêndio, o governo lançou edital para contratar. É uma confissão, não é mesmo?
Então temos: ameaças à estabilidade institucional; ataques à liberdade de imprensa; vidas perdidas por falta de vacinas e políticas sanitárias nacionais; e desastres administrativos, com danos à população e ao interesse público.
Resumo da ópera: responder é bom e importante, mas não basta. Certamente, há crimes nesse desempenho presidencial. O que nos leva ao grande problema atual.
Ministério Público, Polícia Federal, Ministério da Justiça — instituições que poderiam investigar e representar contra o presidente — estão devidamente aparelhados.
O Congresso está controlado pelo Centrão, que pouco se lixa para as questões da democracia e das instituições.
Seus chefes só não querem um golpe militar, porque isso, ao menos temporariamente, tiraria poder dos políticos.
Um Bolsonaro que entrega cargos e dinheiro está mais que bom.
Sobram a imprensa independente, governadores, prefeitos e parlamentares de oposição e o Supremo Tribunal Federal.
Sim, sobra Lula também, mas ele quer que Bolsonaro fique assim mesmo até as eleições, para polarizar fácil. Deveria pensar mais no país do que em si mesmo, mas isso não vai acontecer.
Tem também a CPI da Covid, mas que demora e poderá não chegar diretamente a Bolsonaro.
Então, quem vai apanhar e punir os crimes do presidente?

Por Carlos Alberto Sardenberg
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Tribunais acertam ao combater a desinformação com firmeza e rapidez | Opinião - O Globo

Tem sido louvável o trabalho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para enfrentar a proliferação de fake news sobre a pandemia e contra a lisura das eleições no Brasil. A comunicação dos tribunais tem usado de forma eficiente todo o arsenal disponível no combate à desinformação.
Na última quarta-feira, o STF divulgou uma mensagem dura nas redes sociais, reiterando que não impediu o governo federal de atuar no combate à pandemia, como tem repetido o presidente Jair Bolsonaro. “Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!”, afirmou. Desmentidos nesse tom — simples e diretos — deveriam se tornar mais comuns daqui para a frente, à medida que as eleições do ano que vem forem se aproximando e que as hostes bolsonaristas intensificarem a disseminação de mentiras tentando abalar a confiança no processo eleitoral.
Até 2018, quando se falava em desinformação em eleições, pensava-se apenas em ataques entre candidatos. Uma das novidades, já presente na última campanha presidencial, foi que o próprio processo eleitoral passou a também ser alvo de fake news. A partir daí, o TSE montou um programa voltado para as eleições de 2020, que contava com parcerias com plataformas digitais e uma coalizão de agências de checagem. Ao observar que os ataques não aconteciam apenas em anos eleitorais, decidiu-se por torná-lo permanente. O foco é monitorar as falsidades espalhadas nas redes e responder às mentiras de forma rápida, sem “juridiquês”.
Um bom teste aconteceu na noite de quinta-feira, na live em que Bolsonaro prometera apresentar “provas” para sustentar suas acusações sem pé nem cabeça contra as urnas eletrônicas. Usando uma rede social, um aplicativo de mensagens e seu site, o TSE rebateu em tempo real as mentiras do presidente. Somente nos 30 primeiros minutos da live, a assessoria já encaminhara sete textos com desmentidos. Ao todo, 18 alegações foram rebatidas, entre elas as balelas repetidas por Bolsonaro sobre a possibilidade de fraudar o código-fonte das urnas ou de votos serem completados automaticamente.
O comitê permanente do TSE dedicado a combater a desinformação está finalizando um plano de ação para as eleições de 2022 e deverá divulgá-lo até o final de agosto, quando haverá um debate público para análise de sugestões.
Uma das reações comuns diante do absurdo das fake news é desprezá-las. É como se, de tão estapafúrdias, fossem inofensivas e devessem ser ignoradas. Mas isso é um erro. A campanha deliberada de Bolsonaro e de seus partidários para atacar o processo eleitoral não pode prosperar em hipótese alguma, sob pena de corroer a credibilidade da democracia. A reação imediata, certeira e enfática do STF e do TSE é necessária e precisa ser aplaudida.
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CPI forçou Bolsonaro a comprar vacinas e revelou a corrupção no Ministério da Saúde

Eduardo Maretti, da RBA - A CPI da Covid retoma suas atividades públicas nesta terça-feira (3) com o depoimento do “reverendo” Amilton Gomes de Paula. Na primeira fase, antes do recesso da segunda quinzena de julho, a comissão superou as desconfianças de que acabaria “em pizza”. Obteve inclusive a aprovação popular. Revelou fatos que comprovam cabalmente a responsabilidade do governo de Jair Bolsonaro e seu Ministério da Saúde perante a tragédia sanitária que se abateu sobre o país com a pandemia de coronavírus, que já levou à morte quase 560 mil brasileiros. Os resultados concretos trazidos pela comissão são irrefutáveis.
Entre eles, ter forçado o governo negacionista de Bolsonaro a ir atrás de vacinas. Se antes da CPI o país assistiu ao presidente atacar a CoronaVac incessantemente, a comissão demonstrou depois que o imunizante da Pfizer foi objeto de um boicote sistemático. Isso indica, segundo vários senadores, que a sabotagem aos imunizantes, mais do que omissão, era uma politica em si.
A CPI, instalada em 27 de abril, revelou também o nebuloso contrato da Covaxin, a vacina indiana objeto de obscuras negociações envolvendo a Precisa Medicamentos e até mesmo uma empresa de fachada em Singapura, a Madison Biotech, à qual deveriam ser destinados antecipadamente 45 milhões de dólares. O contrato foi extinto devido às apurações da CPI. Nesse ponto, a comissão já caminhava para penetrar na corrupção do Ministério da Saúde, e conhecer a estranha relação com intermediários como o PM Luiz Paulo Dominguetti, que se dizia representante de uma empresa (Davati) que prometia vacinas que não tinha.
Para os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Otto Alencar (PSD-BA), são muitos os resultados concretos da comissão até aqui. “Por conta da pressão que CPI gerou, ao mostrar às pessoas o que aconteceu, o governo foi obrigado a deixar o discurso antivacina e começou a buscar os imunizantes. Diminuíram também as ações pelo tratamento precoce”, anota o petista.
Crime sanitário
Alencar aponta o crime sanitário configurado na comprovada orientação governamental para o uso de hidroxicloroquina. O medicamento não evita que o paciente contraia a doença nem que seja curado. Ele lembra que o próprio Ministério da Saúde divulgou o “kit covid”. Segundo o senador, em decorrência do trabalho da comissão, o presidente, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, seu então secretário executivo, Élcio Franco, “e todos os membros do gabinete das sombras” serão responsabilizados.
Humberto Costa menciona o fato de que, com as revelações da CPI, os seguidores de Bolsonaro diminuíram os discursos negacionistas e a popularidade do presidente caiu. “Além disso, nosso trabalho impediu negócios nebulosos como o da Covaxin, mostrou a questão da Davati e obrigamos o governo a comprar o “kit intubação”. Tudo isso são efeitos da CPI.”
Para Alencar, a CPI provou concretamente que dentro do Ministério da Saúde havia tráfico de influência, improbidade administrativa, corrupção e superfaturamento na compra de medicamentos. Destaca que o governo assinou o contrato de R$ 1,6 bilhão em 25 de fevereiro para a compra da Covaxin, o que por fim só não foi efetivado porque o servidor Luís Ricardo Miranda evitou o negócio. O presidente da República teria sido informado da irregularidade do contrato. “E ele não tomou providência e prevaricou.”
A perversidade no Amazonas
Para Alencar, uma das mais graves e perversas consequências da atuação do Bolsonaro, seus ministros e seguidores, no período de pandemia, se deu no Amazonas. “O crime sanitário em Manaus, quando estimularam a imunidade de rebanho levando a óbito tantas pessoas que morreram por falta de oxigênio. Todos os que participaram desse crime sanitário, previsto no artigo 268 do Código Penal, serão responsabilizados. A denúncia será encaminhada à Câmara, à PGR e à Corte Internacional de Haia”, promete o senador da Bahia.
No auge da mortandade em Manaus, em janeiro deste ano, com pessoas morrendo sufocadas, sem assistência e abandonadas à própria sorte, a ainda hoje secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina, foi com equipe a Manaus. O objetivo não era resolver a crise de oxigênio, mas divulgar o tratamento com hidroxicloroquina, já então comprovadamente ineficaz no tratamento à covid-19.
“A CPI deverá agora mostrar coisas mais concretas ainda referentes ao grupo à frente do Ministério da Saúde, administrado por 11 meses por um general que confessou na CPI que não entendia absolutamente nada de covid-19 nem de saúde”, diz Otto Alencar.
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Análise: Ana Canosa - Dia do Orgasmo: por que é impossível competir com o sugador de clitóris

Ana Canosa
Colunista do Universa
31/07/2021 04h00
Hoje, 31 de julho, é celebrado o Dia do Orgasmo. A data, criada em 1999, por uma rede de sex shops britânica, para incentivar o debate sobre uma vida sexual mais satisfatória. Para aproveitar a data, vou falar justamente do sex toy queridinho do autoerotismo feminino do momento: o sugador de clitóris. O aparelho mais parece aquele que a otorrinolaringologista coloca no seu ouvido, sem a pontinha -ele tem um bocal aberto e oco, que envolve a glande do clitóris sem tocá-lo e aí é que está o pulo do gato.
Como o próprio nome diz, ele suga o clitóris em movimentos rítmicos, com intensidade regulável. A promessa é a de que você consegue atingir um orgasmo em míseros 2 minutos - comparados aos quase 15 que algumas mulheres levam, é uma potência revolucionária.
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"Testei a versão chinesa (e mais barata) do sugador de clitóris da moda"
O que ele tem que bocas e mãos não tem? Facilmente adaptados a necessidade individual na pressão e constância. A facilidade para ter um orgasmo é simplesmente espantosa. Para não ficar "na mão", sugiro usar os alimentados por fonte USB, que levam muito mais tempo para descarregar - as pilhas são coisas do passado.
Mas é claro que mãos, bocas, e línguas fazem falta, na verdade ter um orgasmo com um vibrador em um momento individual reforça a autonomia, mas é muito diferente do que estar em uma relação sexual com outra pessoa, e isso tem prós e contras
Algumas mulheres têm relatado sobre a dificuldade de obtenção de orgasmo que não seja com a masturbação. Quando estão sozinhas, podem usufruir do mergulho nas fantasias sexuais prediletas, não há um corpo por cima de você, nem uma pessoa gemendo, ou falando algo que não te excita.
Com o uso do sugador de clitóris, a constância do estímulo não sofre interferência, ninguém muda de posição de repente. Clitóris é um órgão muito sensível, com 8 mil terminações nervosas, todas ali presentes naquele capuz ou glande de pouco mais que 1 cm, que fica visível na genitália feminina. Isso faz com que muitas vezes, um movimento diferente possa facilmente incomodar ou doer, cortando todo a excitação que vinha em uma crescente. Nessas horas é preciso abandoná-lo um pouco e retornar mais tarde. Clitóris é maravilhoso, mas tem vida própria. O diferencial do sugador de clitóris é justamente que ele tem um bocal aberto e oco, que envolve a glande do clitóris sem tocá-lo, o que evita atrito.
Vale lembrar que esse órgão erétil se projeta internamente entre os pequenos lábios, favorecendo que boa parte da vulva seja bastante excitável.
Ainda em se tratando de masturbação feminina, o sugador de clitóris leva vantagem por se tratar de um objeto com quem se pode explorar até esgotar toda a sua energia: não há preocupação se a outra pessoa terá cãimbra na língua ou travará a mandíbula, se o seu corpo ou sua performance estão do agrado. Mulheres foram condicionadas ao cuidado e com frequência ficam sensibilizadas pelo esforço alheio; com um sugador e simplesmente se entregam sem reservas para a experiência de prazer.
Certamente que mulheres podem ter preciosos orgasmos com um vibrador, pois tudo depende do quanto excitadas estão, mas a experiência pode também ser bem mecânica, um prazer mais localizado no órgão.
A pele é certamente uma fonte de grande excitação e outros órgãos do corpo também funcionam como fonte de energia excitatória. A não ser que a mulher esteja com um alto nível de tensão sexual, a experiência do orgasmo com um sexy toy não supera um encontro sexual de qualidade, quando todo o corpo está sendo estimulado
Vale ressaltar que, se uma mulher também se habitua a encontrar como fonte de excitação os filmes pornográficos, que produzem uma resposta muito instantânea do centro de recompensa cerebral, aliado ao estímulo do vibrador, o jogo erótico com outra pessoa pode ser mais desafiador, e essa mulher precisar de mais tempo para se excitar.
Muitas vezes o ritmo do casal se desencontra ou a mulher desiste de insistir na experiência sensorial, sendo invadida pelos pensamentos de "está demorando muito"..."não vou gozar desse jeito". Abandonar um pouco a prática masturbatória e o acesso aos vídeos, para descondicionar o corpo e focar nas sensações pode ser uma saída, para quem se incomoda ou não consegue levar o sex toy para a relação.
Aliás, essa é uma boa indicação para favorecer que o orgasmo seja mais facilmente disparado durante o sexo a dois: usá-lo para incrementar a experiência, ajudando que a excitação siga em uma crescente. Muitas mulheres adoram que ele seja usado junto da penetração. No entanto, em relações heterossexuais, é preciso explicar aos homens que isso não significa que o pênis dele não importa, que ele não seja desejado ou que é um parceiro ruim. Não é nada pessoal.
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Justiça nega nova dose de vacina a empresário que alega falta de anticorpos
Lola Ferreira
Do UOL, no Rio
31/07/2021 17h57
O empresário Jandir José Milan, de Mato Grosso, recorreu à Justiça para uma nova dose de vacina contra a covid-19 por considerar que não está imunizado. O pedido foi negado e a defesa irá recorrer.
Milan fez o pedido após três testes sorológicos indicarem que ele não adquiriu carga de "anticorpos neutralizantes" suficiente contra o vírus. Na petição, a defesa do empresário argumenta que ele é portador de oito doenças cardíacas consideradas agravantes para a covid-19.
Covid-19: Anvisa recebe pedido para realização de estudos de vacina da UFMG
Pelo calendário de vacinação de Cuiabá, o empresário foi vacinado —devido às comorbidades— com a primeira dose da vacina em 12 de abril e com a segunda dose em 10 de maio.
Na decisão que nega o acesso a uma nova dose de vacina, o juiz Gerardo Humberto Alves Silva Junior, da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública do TJ-MT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), evoca uma nota técnica da Sociedade Brasileira de Imunizações que "não recomenda a realização de sorologia para avaliar resposta imunológica às vacinas".
"Tanto a infecção natural quanto a vacinação estimulam o sistema imunológico de forma mais ampla, gerando também anticorpos não neutralizantes (...) que exercem importante papel na proteção contra a covid-19", diz a nota.
Além da negativa, o juiz extinguiu o processo e determinou que o empresário pague todas as despesas processuais. A defesa de Milan diz que vai recorrer.
"Não é 3ª dose, mas dose de reforço", diz defesa
A dose solicitada por Milan, de acordo com a petição, deveria ser de imunizante diferente da CoronaVac —fabricante das duas doses iniciais— e AstraZeneca, por alegar risco de trombose. No pedido, consta o nome do médico Luiz Antônio Raio Granja como solicitante da nova dose e com essa especificidade.
Ao UOL, o advogado Marco Marrafon, que representa Milan, disseque o empresário não é "anticiência", mas que teme pela sua vida.
"A gente respeita a decisão judicial, mas vai recorrer porque a situação dele é muito específica e especial. Acreditamos que todos vão tomar dose de reforço, por conta da atualização da vacina, então o pedido é basicamente uma antecipação da dose de reforço para ele", afirma Marrafon.
Porém, o juiz Gerardo Humberto Alves concluiu sua decisão afirmando que ações como a de Milan "contribuem para a pulverização e superficialidade do debate" e "enfraquecimento das ações do Ministério da Saúde". E, ao contrário dos argumentos da defesa, também afirmou que a petição não tem embasamento científico e busca "atender interessa meramente individual".
Marrafon, entretanto, afirma que a falta de um consenso científico para os testes de anticorpos garante o pedido e rechaça a ideia de ser um pedido de "sommelier de vacina".
"Os exames levam à comprovação científica de que há dúvida, e geram um caso concreto. Uma única dose, diante das milhões compradas, é fácil para o estado, entendemos que não vale a pena arriscar a vida de um ser humano", diz o advogado.
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Opinião - Roberto Dias: As lutas nos Jogos
Faz sentido continuar distribuindo medalha para uma pessoa agredir a outra?
“Eu vim aqui para arrancar cabeças”, avisou o boxeador espanhol Emmanuel Reyes em Tóquio.
A Carta Olímpica diz, em seu primeiro princípio fundamental, que “o Movimento Olímpico procura criar um modo de vida baseado...no valor educacional do bom exemplo”. É curioso que continue sendo tratada como absolutamente normal a distribuição de medalhas olímpicas para pessoas agredirem outras pessoas.
As lutas configuram uma tradição nas Olimpíadas e são imensas as diferenças entre elas (esgrima, judô, boxe, wrestling, taekwondo e o estreante caratê). Há casos de contato mínimo, como o da esgrima, centrado em sensores nas armas e nas roupas, e existe no outro extremo o boxe, o esporte de Emmanuel Reyes, que, como ele bem sabe, tem como clímax o nocaute, ou seja, a incapacitação do adversário para a disputa.

Boxe olímpico que voltou atrás em relação aos protetores de cabeça, retirando-os da disputa masculina sob a alegação de que aumentavam o risco em vez de diminuí-lo, mas mantendo-os na feminina por falta de estudo mais abrangente. Algo um tanto difícil para o público entender.
Do ponto de vista médico, não há dúvida sobre o risco. “O boxe é qualitativamente diferente de outros esportes por causa das lesões que provoca e deveria ser banido”, defende a Associação Médica Mundial. “É um esporte perigoso. Seu intuito básico é produzir lesão ao corpo focando especificamente a cabeça.”
Leis humanas proibiram há décadas as brigas de galo e, nos últimos anos, as touradas. A legislação que se aplicaria a agressões entre humanos na rua é suspensa no ringue porque as pessoas que estão ali concordaram em se agredir. Tudo isso em nome do interesse de muita gente em ver duas pessoas se socando --não custa lembrar que o o atleta mais bem pago do mundo atualmente é um boxeador e lutador de MMA, o irlandês Conor McGregor.
O boxe chegou a ficar sob risco no programa olímpico, mas não pelos motivos médicos e sim problemas de cartolagem. Chegará o momento de ser questionado seriamente pelos motivos certos.
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Bruno Boghossian: Sem provas, desordem é elemento-chave do plano golpista de Bolsonaro
Presidente tenta criar impressão de que rejeitar o resultado das urnas é uma demanda popular
O plano de Jair Bolsonaro para 2022 nunca dependeu das provas inexistentes de fraude que ele prometia apresentar. Há outro elemento-chave em sua longa campanha para desacreditar o sistema de votação eletrônica e abrir caminho para a contestação das eleições em caso de derrota: a incitação à desordem.
No comício digital transmitido pela TV do governo na quinta (29), Bolsonaro falou quatro vezes no risco de agitações públicas provocadas pela desconfiança em relação às urnas. Disse que "o povo" pode se revoltar, mencionou um período de inquietação pós-eleitoral e afirmou que alguns grupos estariam dispostos a "realizar ações contrárias ao pleito".
Não é premonição, é incentivo. Com o megafone da Presidência, Bolsonaro tenta criar um ambiente de dúvidas e convencer uma parcela não desprezível de apoiadores a participar de mobilizações a favor de suas teses. O objetivo é criar a impressão de que rejeitar o resultado das urnas não é um projeto pessoal, mas uma demanda popular.
O presidente busca um estímulo adicional a esse tumulto e trabalha pela reativação do antigo pavor de seus eleitores em relação ao PT. Em sua última transmissão ao vivo, ele repetiu a tese de que a suposta tramoia nas urnas é parte de um complô para levar Lula de volta ao poder.
Se realmente acreditasse que a eleição será roubada, Bolsonaro não deveria se importar com o eventual beneficiário da trapaça –seja Lula, João Doria ou o Cabo Daciolo. Fica claro que seu objetivo não é denunciar nenhuma irregularidade, mas provocar reações nas ruas, nas polícias e nos quartéis contra o rival petista.
A desordem é a ferramenta ideal para o projeto de Bolsonaro em 2022 porque não depende de uma maioria que concorde com seus ataques ao resultado das eleições. Se for derrotado, ele só precisa fabricar barulho e alguns episódios de violência, com um punhado de homens armados na retaguarda. Pode não ser suficiente para conseguir o golpe, mas deve ajudar a manter o bolsonarismo vivo como força política.
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Opinião - Oscar Vilhena Vieira: Ameaçadoras platitudes
Honra de magistrado não se protege pelo direito penal
A afirmação de que a liberdade de expressão não é absoluta, além de constituir uma rotunda platitude, concede uma senha para a interdição do debate público, com severos danos à democracia liberal. É evidente que o uso da palavra pode e deve encontrar limites quando causar danos a direitos fundamentais de outros indivíduos ou mesmo grupos discriminados. Da mesma forma, não há obstáculo constitucional para que se reprima o uso abusivo da palavra com a finalidade de incitar o crime, seja contra uma pessoa ou as instituições democráticas, como parece ser o caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), ao fomentar atos de violência contra ministros e o próprio Supremo Tribunal Federal.
É inaceitável, porém, que autoridades públicas invoquem direitos de personalidade para reprimir e intimidar seus críticos, especialmente quando essas autoridades são aquelas que receberam a incumbência constitucional de zelar pela proteção da liberdade de expressão.
Ao propor o emprego do direito penal para calar o professor Conrado Hübner, que criticou uma de suas decisões —aliás, revertida por nove de seus colegas de tribunal—, o ministro Kassio Nunes se insurge contra a ideia elementar de que, num regime democrático, os parâmetros para a restrição à liberdade de expressão aplicados à vida privada não podem ser os mesmos daqueles destinados a reger o debate público.
Como salientava o ministro Celso de Mello, que o precedeu no Supremo, “o exercício da liberdade de expressão e crítica [...], no contexto de uma sociedade fundada em bases democráticas, mostra-se intolerável à repressão penal do pensamento...” (petição nº 3.486/2005). Nesse sentido, a honra da autoridade pública não pode ser protegida pelo direito penal. Esse é um ônus imposto àqueles que se propõem a exercer uma função pública em nome de outras pessoas.
Causa perplexidade que duas associações de magistrados, que saíram em defesa do ministro Kassio Nunes, também não demonstrem compreender que numa república, como já dizia James Madison, em 1789, “é o povo que tem o poder de censura sobre o governo, e não o governo sobre o povo”. Isso porque, em uma república, todos aqueles que exercem o poder o fazem em nome dos demais cidadãos, devendo, portanto, estar submetidos ao mais rigoroso e constante escrutínio por parte desses mesmos cidadãos. E isso, para surpresa de alguns, inclui os magistrados.
Como decidiu a Suprema Corte norte-americana no famoso caso New York Times v. Sullivan, de 1969, “a preocupação com a dignidade e a reputação dos tribunais não justifica a punição criminal por críticas a um juiz ou sua decisão [...]”. Por mais veementes, ácidas, ou mesmo incorretas que sejam as críticas endereçadas a um magistrado ou autoridade pública, seus autores não podem ser criminalmente reprimidos, nem mesmo sofrer sanções civis que, na prática, instituam um regime de autocensura.
A liberdade de expressão não é uma garantia voltada à defesa do interesse individual de jornalistas, acadêmicos ou polemistas; mas um elemento constitutivo do próprio regime democrático. Daí merecer uma proteção especial. Sem que haja uma robusta esfera de liberdade de expressão, os cidadãos não poderão exercer seu direito à informação, o que é essencial para que possam formar juízos autônomos e tomar suas decisões de forma livre e bem informada.
Esse caso, portanto, não se resume à intimidação de um proeminente acadêmico, mas a uma ameaça mais ampla à livre circulação de ideais, indispensável a própria sobrevivência do Estado democrático de Direito.
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Opinião - Marcelo Leite: Por que demolir Borba Gato e preservar Victor Brecheret
Monumento às Bandeiras retrata barbárie paulista; estátua incendiada, só um mito
O ataque incendiário à estátua de Borba Gato levantou um vagalhão de opiniões maniqueístas. Alguns mais exaltados, contra ou a favor, aventaram que a próxima vítima poderia ser o Monumento às Bandeiras de Victor Brecheret.
A efígie do bandeirante em Santo Amaro fez por merecer e se tornou mais autêntica com as pedras coloridas lambidas por fumo negro, como que em sinal de luto. Ficaria ainda melhor demolida. A obra do Ibirapuera, entretanto, merece permanecer como e onde está.
Só o valor estético do trabalho mais célebre do modernista Brecheret justificaria plenamente sua preservação e incolumidade, sobretudo em contraste com o monstrengo do bacamarte. Há mais razões, contudo, a desfazer a aparente contradição entre defender uma e descartar a outra.

Ambas obras homenageiam empreendimentos que marcaram a história paulista, é verdade. Mas há diferenças sutis, como o fato de uma aludir a um tipo de expedição não explicitado na outra, e diferenças nada sutis, como a presença de cavalos, índios e uma embarcação omitidos na oponente.
O gigante, no primeiro caso, é a canoa. Com ela se davam as incursões pelo interior seguindo o curso do Tietê no sentido oeste, para longe do mar. Como grande inimigo havia a geologia, com os afloramentos de rochas mais duras a formar corredeiras e cachoeiras que era imperativo contornar.
O batelão vai arrastado sobre a terra, no esforço hercúleo da multidão de indígenas que sustentavam essas viagens fluviais, mais apropriadamente chamadas de monções. Bandeiras em geral se realizavam a pé, e os bandeirantes eram gente pobre, quase sempre descalça, desprovida das botas ostentadas pelo Borba Gato.
Os cavalos figuram um tanto fora de lugar, pois não parece prático transportá-los em barcos. Cabe aqui a dúvida: quem são os heróis reais da empreitada, senhores montados que encabeçam a coluna ou a massa de fortes que dão o sangue sobre o qual desliza a história?
Índios apresados em expedições anteriores morriam como moscas nas cruéis entradas para capturar e escravizar mais algumas centenas de parentes Guarani, Terena, Kaiowá, Kaingang, Kayapó, Krenak e Xavante que ainda povoavam a terra paulista. Assim operavam empreendedores bandeirantes.

O historiador Warren Dean registra que 240 “peças” nativas teriam sucumbido numa única bandeira, em 1607, ao ritmo de três por dia. O saldo entre mortos e escravizados era chamado de “remédio do sertão” por pioneiros sem capital para comprar negros africanos.
Nada disso transparece na estátua de 13 metros de Júlio Guerra: um homem em pose estática, olhar vazio e fixo (para não dizer maníaco), indivíduo solitário cujo único apoio é a arma. Protótipo brutalista da supremacia caipira, para glorificar o genocídio como construção de nação, quando paulistas não passavam de pobretões em busca de ouro.
Não é por outro motivo que tantos na extrema direita encarnada pelo presidente garimpeiro saíram em defesa da estátua de um facínora. Será pequena a surpresa se marcarem para os pés do Borba Gato sua próxima manifestação em defesa de bois, balas e bíblias.
Afinal, para essa gente que priva da companhia de nazistas, bandidos, índios e “comunistas” bons são bandidos, índios e “comunistas” mortos. Tudo a ver.
Espantoso foi encontrar pessoas mais equilibradas, de centro ou ligeiramente (bem ligeiramente) à esquerda, alinharem-se com a defesa desse outro mito, sob pretexto de preservar propriedade pública. Brecheret narra a história paulista sem escamotear atores e tensões; Guerra cultua patrimônio histórico que só envergonha.
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Leonardo Sakamoto - Guedes imita Bolsonaro e ataca IBGE por revelar desemprego de 14,8 milhões
Colunista do UOL
31/07/2021 01h30
Copiando o comportamento do chefe, Paulo Guedes disse que o "termômetro" que mede o desemprego está quebrado só porque o tamanho da febre é constrangedor para ele. O ministro da Economia criticou a metodologia de cálculo usada pelo IBGE, nesta sexta (30), após o instituto divulgar que temos 14,8 milhões de pessoas procurando trabalho sem encontrar. Guedes disse que ele "está ainda na idade da pedra lascada".
Ironicamente, uma das principais características do período Paleolítico, que foi do surgimento dos primeiros hominídeos até uns 10 mil a.C., era que os seres humanos caminhavam o tempo todo em busca de sustento e abrigo. Mais ou menos como 14,6% da população brasileira, sob a sua gestão, neste momento.
O que nos leva a crer que não é o IBGE que ganhou ares de Idade da Pedra Lascada, mas, citando o economista Gil do Vigor, sob Guedes e Bolsonaro, o Brasil tá lascado.
O ministro reclamou que apesar do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontar um saldo positivo de 1,5 milhão de postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, a Pesquisa Nacional por Amostra de domicílio (PNAD) Contínua, do IBGE, afirma que o país mantém 14,8 milhões de desempregados.
Diz que irá "rever" os procedimentos do instituto porque os métodos "não são os mais eficientes". E reclama de pesquisas realizadas por telefone durante a pandemia, por mais que o método tenha sido adotado pelas principais instituições em todo o mundo para evitar contaminação por covid-19.
O ministro não é burro, ele sabe que o Caged atua com empregos formais e a PNAD Contínua envolve a enorme massa de trabalhadores informais. Mas critica o indicador não por razões técnicas, mas políticas.
Segue assim os passos de Bolsonaro que, diante de altas taxas de desemprego, tem atacado não as suas causas, mas o IBGE, que informa o tamanho do problema. Voltando à metáfora do termômetro, é como se um médico, diante de uma febre, blasfemasse contra o aparelho ao invés de ministrar o remédio correto - médico que, aliás, deixou que o quadro do paciente chegasse a um estado crítico por sua omissão e negligência.
"Estamos criando empregos formais, e bastante, mês a mês, mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE, que atendia ao governo da época. Esse tipo de metodologia, no meu entender é o tipo errado. Vou sofrer críticas do IBGE, mas eles podem mudar a metodologia", afirmou, em entrevista à CNN, no dia 8 de abril.
Para Guedes e Bolsonaro, a metodologia, que segue padrões internacionais, é errada porque não favorece o seu discurso. E, portanto, precisa ser mudada. Tal como Jair acusou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de mentir sobre o desmatamento na Amazônia porque as imagens de satélite não corroboravam as mentiras que ele contava.
Governo festeja o Caged e blasfema a PNAD Contínua
Como já disse aqui, governos autoritários, quando colocados contra a parede, reduzem a transparência de informações às quais a sociedade tem acesso a fim de adaptar a realidade à sua narrativa.
O ministro e o presidente afirmam que é impossível o Caged estar publicizando saldos positivos de contratações e o desemprego estar em um patamar alto. A reclamação não procede.
A taxa de desocupação depende de uma série de variáveis. Por exemplo, a quantidade de pessoas que já estavam procurando emprego sem sucesso. Mas também o montante que estava fora da força de trabalho e volta a procurar emprego ou inicia agora a busca pelo primeiro emprego.
Quem não está procurando emprego não é considerado desempregado pela metodologia da PNAD Contínua. Desempregado é quem está tentando encontrar emprego e não consegue. Ou seja, 14,8 milhões de pessoas. Quando a economia dá sinais de melhora, as pessoas voltam a procurar serviço. E, portanto, retornam à fila do desemprego se não encontram.
Com a volta paulatina de entrevistas presenciais, a PNAD Contínua pode apresentar alterações nos próximos resultados, mas a diferença não deve ser significativa. Ao mesmo tempo, os dados do Caged também estão sendo criticados por especialistas após mudança de metodologia promovida recentemente pelo governo, ampliando a base de referência. Ou seja, não são comparáveis e podem estar inflados.
Já virou folclore: toda vez que o Caged é divulgado, auxiliares de Bolsonaro têm feito festinha e tentado capitalizar nas redes sociais. Mas quando os dados da PNAD Contínua vêm a público, é só ranger de dentes e blasfêmias.
O negacionismo e as maracutaias do governo estenderam a gravidade da pandemia por mais tempo do que a média mundial. Ao lutar contra o isolamento social e demorar meses para comprar vacinas em número suficiente, ele manteve a covid-19 martelando a economia. Culpa governadores e prefeitos pela crise econômica oriunda da crise sanitária, mas é ele o arquiteto do desemprego prolongado.
Bolsonaro precisa parar de brigar com números e passar a trabalhar para ajudar a reduzi-los. De preferência, evitando projetos que reduzam proteções sociais e direitos trabalhistas em nome de gerar emprego, como tem sido a tônica da atual gestão.
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Cientistas: Gelo que derreteu na Groenlândia poderia inundar toda a Flórida
Colaboração para o UOL, em São Paulo
30/07/2021 15h11
Desta terça-feira, uma grande quantidade de gelo derrete na Groenlândia. Segundo cientistas, ela seria capaz de inundar todo o estado norte-americano da Flórida.
De acordo com o Polar Portal, um braço de institutos de pesquisa ártica dinamarqueses, embora a quantidade total de gigatons perdidos seja menos extrema do que em 2019, a área de gelo que está perdendo massa é maior.
Calor do Canadá cozinhou mariscos, mexilhões e moluscos vivos a céu aberto
A camada de gelo da Groenlândia possui água suficiente para aumentar em 7 metros o nível do mar global, algo que afetaria milhões de pessoas.
Em maio, cientistas alertaram que o processo de derretimento já poderia chegar a um ponto irreversível.
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BOLSONARO, simplesmente, PIROU de VEZ.
Se ainda restava alguma dúvida, o DEPRIMENTE PASTELÃO sobre "fraudes na urna eletrônica" apresentado ao vivo na TV Brasil e pelas redes sociais, mostrou que o presidente Jair Messias Bolsonaro NÃO TEM MAIS a MENOR_CONDIÇÃO de CONTINUAR governando o PAÍS. ____________________ Este é o FATO; o resto é tudo fake news em doses industriais.
"Bolsonaro deve ser INTERDITADO por uma junta de especialistas, convocada pelo STF, por ser INCAPAZ de LIDERAR uma NAÇÃO e de sustar o GENOCÍDIO em curso.
Alguém com poder deve fazer isso. Se não, passaremos por um povo insensível e cruel face a seus mortos por culpa de um genocida".
Esse teatro mambembe produzido por Bolsonaro para a volta do "voto impresso e auditável" tem o único objetivo de mobilizar suas tropas para melar o processo eleitoral e provocar uma convulsão no país.
O que o move é o derretimento da sua popularidade nas pesquisas e o medo de perder as eleições de 2022. Mais do que isso: é o pavor de ser processado e preso pelos crimes de responsabilidade em série que cometeu em seus dois anos e meio de governo, em especial no enfrentamento da pandemia, que já deixou mais de 550 mil mortos.
Só isso explica o seu desespero de apresentar como "indício de fraude" o vídeo de 2018 de um certo Era tudo inverossímel o que Alexandre Chut, astrólogo que faz acupuntura em árvores. "Provas das fraudes nas urnas! Exclusivo e urgente!", escreveu o doido na página de Naomi Yamaguchi (irmã daquela médica da cloroquina), suplente de deputada federal pelo PSL
A seu lado na live, estava um sujeito identificado apenas como "Eduardo", que seria um "analista de inteligência", encarregado de apresentar outros "indícios de fraude" encontrados por um outro "especialista" que ficou com medo de se expor, segundo o presidente.
Medo de quem? Depois se ficou sabendo que o tal de "Eduardo" é o coronel Eduardo Gomes da Silva, ex-assessor do general Luiz Eduardo Ramos na Casa Civil. Na sequencia, apareceu também um "Jefferson" que seria "programador". De quê? De fake news?
Parecia tudo inverossímil, e era.
O CRISTIANISMO está se DESINTEGRANDO nos Estados Unidos
É a REVOLTA CULTURAL mais RÁPIDA e RADICAL que a nação já experimentou
Pesquisa Gallup descobriu que MENOS da METADE dos AMERICANOS (47%) pertence a uma IGREJA, MESQUITA ou TEMPLO — abaixo dos 70% do INÍCIO do século 21.
Hoje, MAIS da METADE dos americanos NÃO tem igreja.
As pessoas estão ficando INDIFERENTES à existência ou não de Deus.
Geração Y (de 18 a 36) está conduzindo grande parte dessa mudança, com 43% REJEITANDO a EXISTÊNCIA de Deus.
_______________ Bruno Boghossian (UOL):
Sem NENHUMA PROVA de fraude, a DESORDEM é a FERRAMENTA_IDEAL para o projeto GOLPISTA de BOLSONARO em 2022
porque NÃO DEPENDE de uma MAIORIA que concorde com seus ataques ao resultado das eleições.
Basta um punhado de HOMENS ARMADOS na RETAGUARDA.
Fica claro que seu objetivo não é denunciar nenhuma irregularidade, mas provocar reações nas RUAS, nas POLÍCIAS e nos QUARTÉIS contra o rival petista.
Pode NÃO ser suficiente para conseguir o golpe, mas deve AJUDAR a manter o BOLSONARISMO VIVO como FORÇA POLÍTICA.
Gelo que está derretendo na Groenlândia poderia INUNDAR toda a FLÓRIDA
A camada de gelo da Groenlândia possui água suficiente para AUMENTAR em 7 metros o NÍVEL do mar GLOBAL, algo que afetaria milhões de pessoas.
Em maio, cientistas alertaram que o processo de derretimento já poderia chegar a um PONTO IRREVERSÍVEL.
Calor do Canadá COZINHOU MILHÕES de mariscos, mexilhões e moluscos VIVOS a céu aberto
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CPI forçou Bolsonaro a comprar vacinas e revelou a corrupção no Ministério da Saúde

A CPI da Covid retoma suas atividades públicas nesta terça-feira (3) com o depoimento do “reverendo” Amilton Gomes de Paula.
Essa CPI revelou FATOS que COMPROVAM cabalmente a RESPONSABILIDADE do governo de Jair BOLSONARO e seu Ministério da Saúde perante a TRAGÉDIA SANITÁRIA que se abateu sobre a nação com a pandemia que já levou à MORTE de quase 560 mil brasileiros.
Os RESULTADOS CONCRETOS trazidos pela comissão são IRREFUTÁVEIS.
Entre eles, ter forçado o governo negacionista de Bolsonaro a ir atrás de vacinas. Se antes da CPI o país assistiu ao presidente atacar a CoronaVac incessantemente, a comissão demonstrou depois que o imunizante da Pfizer foi objeto de um boicote sistemático. Isso indica, segundo vários senadores, que a sabotagem aos imunizantes, mais do que omissão, era uma politica em si.
A CPI, instalada em 27 de abril, revelou também o nebuloso contrato da Covaxin, a vacina indiana objeto de obscuras negociações envolvendo a Precisa Medicamentos e até mesmo uma empresa de fachada em Singapura, a Madison Biotech, à qual deveriam ser destinados antecipadamente 45 milhões de dólares. O contrato foi extinto devido às apurações da CPI. Nesse ponto, a comissão já caminhava para penetrar na corrupção do Ministério da Saúde, e conhecer a estranha relação com intermediários como o PM Luiz Paulo Dominguetti, que se dizia representante de uma empresa (Davati) que prometia vacinas que não tinha.
Para os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Otto Alencar (PSD-BA), são muitos os resultados concretos da comissão até aqui. “Por conta da pressão que CPI gerou, ao mostrar às pessoas o que aconteceu, o governo foi obrigado a deixar o discurso antivacina e começou a buscar os imunizantes. Diminuíram também as ações pelo tratamento precoce”, anota o petista.
Crime sanitário
Alencar aponta o crime sanitário configurado na comprovada orientação governamental para o uso de hidroxicloroquina. O medicamento não evita que o paciente contraia a doença nem que seja curado. Ele lembra que o próprio Ministério da Saúde divulgou o “kit covid”. Segundo o senador, em decorrência do trabalho da comissão, o presidente, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, seu então secretário executivo, Élcio Franco, “e todos os membros do gabinete das sombras” serão responsabilizados.
Humberto Costa menciona o fato de que, com as revelações da CPI, os seguidores de Bolsonaro diminuíram os discursos negacionistas e a popularidade do presidente caiu. “Além disso, nosso trabalho impediu negócios nebulosos como o da Covaxin, mostrou a questão da Davati e obrigamos o governo a comprar o “kit intubação”. Tudo isso são efeitos da CPI.”
Para Alencar, a CPI provou concretamente que dentro do Ministério da Saúde havia tráfico de influência, improbidade administrativa, corrupção e superfaturamento na compra de medicamentos. Destaca que o governo assinou o contrato de R$ 1,6 bilhão em 25 de fevereiro para a compra da Covaxin, o que por fim só não foi efetivado porque o servidor Luís Ricardo Miranda evitou o negócio. O presidente da República teria sido informado da irregularidade do contrato. “E ele não tomou providência e prevaricou.”
A perversidade no Amazonas
Para Alencar, uma das mais graves e perversas consequências da atuação do Bolsonaro, seus ministros e seguidores, no período de pandemia, se deu no Amazonas. “O crime sanitário em Manaus, quando estimularam a imunidade de rebanho levando a óbito tantas pessoas que morreram por falta de oxigênio. Todos os que participaram desse crime sanitário, previsto no artigo 268 do Código Penal, serão responsabilizados. A denúncia será encaminhada à Câmara, à PGR e à Corte Internacional de Haia”, promete o senador da Bahia.
No auge da mortandade em Manaus, em janeiro deste ano, com pessoas morrendo sufocadas, sem assistência e abandonadas à própria sorte, a ainda hoje secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina, foi com equipe a Manaus. O objetivo não era resolver a crise de oxigênio, mas divulgar o tratamento com hidroxicloroquina, já então comprovadamente ineficaz no tratamento à covid-19.
“A CPI deverá agora mostrar coisas mais concretas ainda referentes ao grupo à frente do Ministério da Saúde, administrado por 11 meses por um general que confessou na CPI que não entendia absolutamente nada de covid-19 nem de saúde”, diz Otto Alencar.
Quem vai punir os crimes de Bolsonaro?

247 - Em sua coluna publicada no jornal O Globo, Carlos Alberto Sardenberg alerta para a necessidade de punição contra Jair Bolsonaro.
"Quem vai apanhar e punir os crimes do presidente?", questiona.
De acordo com o jornalista, os irregularidades vão "desde as ofensas e ataques ao sistema democrático (as ameaças de golpe) até o desleixo e a corrupção na compra de vacinas".
Pessoas com Deficiência Física.
Por Ana Burke
Na cultura grega, especialmente na espartana, os indivíduos com deficiências não eram tolerados. A filosofia grega justificava tais atos cometidos contra os deficientes postulando que estas criaturas não eram humanas, mas um tipo de MONSTRO pertencente a outras espécies e na Idade Média, os portadores de deficiências foram considerados como PRODUTO DA UNIÃO DE UMA MULHER E O DEMÔNIO.
Na Roma antiga criou-se até uma lei, denominada “A Lei das XII Tábuas”, que permitia aos patriarcas matar os filhos defeituosos e, em Esparta, os recém-nascidos, frágeis ou deficientes, eram lançados do alto do Taigeto (abismo de mais de 2.400 metros de altitude).
"DEUS" ABOMINA os DEFICIENTES FÍSICOS ____________________ e odeia as MULHERES
Esses FATOS BÍBLICOS INCONTESTÁVEIS como "DEUS "ser masculino, UM PAI, e discriminar a mulher em toda a bíblia, nos mostra que "DEUS" é um reles e asqueroso MACHO tipicamente HUMANO.
DEUS ABOMINA O DEFICIENTE FÍSICO e se DEUS só existiu para uma época dentro do contexto daquela época, DEUS FOI CRIADO por criaturas e NÃO o contrário.
BÍBLIA (Levítico 21:16-21) NENHUM homem em quem houver alguma DEFORMIDADE, homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impigem, ou que tiver testículo mutilado, se chegará no ALTAR para OFERTAR ao Senhor; DEFEITO NELE HÁ;
A BÍBLIA foi escrita por homens BESTIAIS, BOÇAIS e IGNORANTES que NEM sabiam para onde o SOL ia à NOITE.
TUDO está de acordo com a mentalidade rasteira da época, inclusive o Novo Testamento.






Espero que esta tendência se acelere