_______________ * O toque de SADIM | Merval Pereira _______________ * Crise HÍDRICA e outras CONFUSÕES _______________ * O CHILE e a ESPERANÇA de todos nós _______________ * KNOXXX

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_______________ * Minha mãe foi VACINADA contra a covid-19. JÁ é SEGURO ABRAÇÁ-LA ?

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_______________ * Líder nas pesquisas, Lula também é o candidato com menor rejeição, diz levantamento CNT/MDA

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

247 - Um levantamento CNT/MDA, divulgado nesta segunda-feira (5), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não só dispara na liderança, como também tem o menor índice de rejeição (44,5%). Jair Bolsonaro lidera neste quesito (61,8%), seguido pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 57,9%, pelo ex-juiz Sérgio Moro (56,7%), pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 52,4% e pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 51,5%.

De acordo com a pesquisa, 35,4% afirmaram que votariam com certeza no petista; 17,1% disseram que podem votar nele; 0,1% disse que não conhece ou não sabe quem é, e 2,9% não souberam ou não responderam.

No caso de Bolsonaro, 22,8% dos eleitores votam com certeza nele; 11,6% podem votar; 0,4% não sabe quem é ou não o conhece; e 3,4% não souberam ou não responderam.   

O governador João Doria tem o voto certo de 1,5% dos entrevistados. Ao todo, 16,5% podem votar nele para presidente; 20,5% não conhecem ou não sabem quem é, e 3,6% não souberam ou não responderam.   

O ex-juiz Sérgio Moro tem o voto certo de apenas 4,4%. Segundo os números, 24,7% disseram que podem votar nele; 10,9% não conhecem ou não sabem quem é, e 3,3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa, o ex-ministro Ciro Gomes tem voto certo de 4,3% e 26,2% afirmaram que podem votar no pedetista para presidente. Ao todo, 13,1% não conhecem ou não sabem quem é o ex-governador, e 4,0% não souberam ou não responderam.

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 cidades de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Lula dispara e sobe rejeição ao governo

Os dados mostraram que, excluindo os que não souberam ou não responderam, o ex-presidente Lula dispara na liderança da corrida presidencial, com 49% dos votos. São mais de 15 pontos percentuais à frente de Bolsonaro (32%).

Segundo os números, a desaprovação do governo Bolsonaro passou de  35,5% em fevereiro para 48,2%, um aumento de quase 13 pontos percentuais

_______________ * CNT/MDA: reprovação ao governo Bolsonaro aumenta quase 13 pontos percentuais

247 - Pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (5), apontou que a desaprovação do governo Jair Bolsonaro aumentou 12,7 pontos percentuais, ao passar de 35,5% (10,4% de ruim e 25,1% de péssimo) em fevereiro para 48,2% (11,9% de ruim e 36,3% de péssimo) em julho.

De acordo com o levantamento, o percentual dos que acham a gestão regular caiu de 30,2% para 22,7%.

Os dados mostraram que a aprovação caiu de 32,9% (10,6% de ótimo e 22,3% de bom) para 27,7% (10,8% de ótimo e 16,9% de bom). 

A soma dos que não souberam ou não responderam continuou estável (1,4%).

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 cidades de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Lula dispara na liderança   

De acordo com as estatísticas, excluindo os que não souberam ou não responderam, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispara na liderança da corrida presidencial, com 49% dos votos. São mais de 15 pontos percentuais à frente de Bolsonaro (32%).

_______________ * Lula dispara, chega a 49% e pode vencer em primeiro turno as eleições de 2022, aponta CNT/MDA

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

247 - Pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta segunda-feira (5), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispara na liderança da corrida presidencial, com 49% dos votos, excluindo os que não souberam ou não responderam. O petista pode ser eleito ainda no primeiro turno.

Em segundo lugar aparece Jair Bolsonaro (sem partido), com 32% do eleitorado.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-juiz Sérgio Moro dividem a terceira colocação, com 7% dos votos cada. 

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fica na quarta posição, com 3%.

De acordo com o levantamento, se for incluir na pesquisa os percentuais de branco/nulo (8,6%) e indeciso (7,8%), Lula assegura 41,3% dos votos, contra 26,6% de Bolsonaro, seguido por Ciro (5,9%), Moro (5,9%), Dória (2,1%), e pelo ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta (1,8%).

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Lula vence Bolsonaro por 52,6% a 33,3% e ganha de Doria por 51,9% a 18,1%.

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 cidades de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

_______________ * Partido Novo decide apoiar impeachment de Bolsonaro: 'omissões, descaso na pandemia e possível prevaricação'

Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro

247 - O Partido Novo divulgou nesta segunda-feira (5) uma nota para informar que a legenda decidiu apoiar formalmente o impeachment de Jair Bolsonaro principalmente em razão do mau gerenciamento da pandemia do coronavírus. "A pandemia do coronavírus escancarou a incapacidade do presidente de liderar a nação", diz a nota divulgada pelo partido, após deliberação tomada pelo seu diretório nacional.

"Na avaliação do Novo, alguns dos crimes cometidos são omissões e péssimas ações na gestão da pandemia, descaso com a aquisição das vacinas e possível prevaricação em denúncia de esquema de corrupção na compra do imunizante Covaxin", acrescenta.

De acordo com o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, "não bastasse o descaso com a compra das vacinas, surge então a suspeita de um grande esquema de corrupção, o que é completamente inaceitável".

A sigla também destacou a possível interferência de Bolsonaro em investigações da Polícia Federal. "Além dos crimes relacionados à pandemia, Bolsonaro também agiu para interferir na Polícia Federal, Ministério da Justiça e Abin", afirma a nota do partido.

Leia a íntegra da nota:

Após detalhada análise técnica, consultas a juristas, discussões, e ampla reflexão sobre os fatos apresentados e consolidados pela CPI da Pandemia, o NOVO conclui de forma inequívoca que o presidente Jair Bolsonaro cometeu diversos crimes de responsabilidade previstos na Lei Federal nº 1.079/50.

Dessa forma, o Partido Novo se posiciona a favor da abertura do processo de impeachment do presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

Elencamos abaixo alguns dos potenciais principais crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente.

-Omissões e péssimas ações na gestão da pandemia, sobretudo no descaso com a aquisição das vacinas

-Crimes de responsabilidade cometidos: artigos 5º, 11; 6º, 5; 7º, 5, 9; 8º, 7; 9º, 3, 4, 5, 6, 7; 11, 1; 12, 2 da Lei 1.079/50

A pandemia do coronavírus escancarou a incapacidade do presidente de liderar a nação. Todos os países viveram momentos trágicos. Porém, no nosso país, a crise foi agravada pelo descaso, omissão, incompetência e, possivelmente, corrupção do governo federal.

Bolsonaro negou a gravidade da covid-19, boicotou e debochou das medidas básicas, estimulou aglomerações, recomendou remédios sem eficácia comprovada, disseminou desinformação sobre as vacinas e nada fez para conter a pandemia.

O governo abriu mão de suas prerrogativas e foi deliberadamente omisso na coordenação entre os entes federados, não expandiu a capacidade de testagem, não se preparou adequadamente para a demanda de insumos e medicamentos, atuou contra o distanciamento social – até mesmo com campanhas publicitárias -, diminuiu a transparência e qualidade das informações sobre a covid-19, chegando até a atrasar propositalmente a divulgação dos dados, produziu e distribuiu remédios sem eficácia comprovada.

Além de advogar publicamente contra o consenso científico, incentivar aglomerações e desafiar prefeitos e governadores em suas decisões, o governo federal deliberadamente atrasou o processo de aquisição de vacinas, conforme revelado na CPI da Pandemia através de documentos, troca de e-mails e depoimentos. Isso comprometeu a agilidade na imunização dos brasileiros e resultou em milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas.

-Fortes indícios de prevaricação em denúncia de esquema de corrupção na compra do imunizante Covaxin

-Crimes de responsabilidade cometidos: arts. 7º, 5; 9º, 3 e 7 da Lei 1.079/50

Não bastasse o descaso com a compra das vacinas, surge então a forte suspeita de um grande esquema de corrupção.

Em depoimento para a CPI da Covid, o deputado federal Luis Miranda e seu irmão Luis Ricardo, servidor do Ministério da Saúde responsável pela autorização de importações, afirmaram que o presidente Bolsonaro sabia de um suposto esquema ilegal para a compra das vacinas indianas Covaxin comandado pelo líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros.

Segundo Luis Miranda, ao ser informado sobre o suposto esquema, Bolsonaro teria dito que “isso é coisa do Barros” e prometido encaminhar uma denúncia à Polícia Federal. O ex-diretor da PF diz não se lembrar se Bolsonaro pediu investigação sobre Covaxin.

O Ministério Público Federal abriu uma investigação criminal e a Polícia Federal, um inquérito. O STF aceitou o pedido da PGR de abertura de inquérito para investigar a suposta prevaricação de Bolsonaro.

Informações solicitadas em fevereiro de 2021 por deputados do NOVO ao Ministério da Saúde mostram que o preço inicial da dose da Covaxin era de US$10. O acordo final foi fechado por US$15, levando a um aumento de R$538 milhões no contrato sem nenhuma explicação. Mesmo assim, o governo prosseguiu com a contratação.

O contrato da Covaxin foi suspenso pelo Ministério da Saúde após recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Bolsonaro, até o momento (05/07), não se manifestou formalmente sobre o caso. Ricardo Barros ainda é líder do governo.

-Interferências na Polícia Federal, Ministério da Justiça e na ABIN

-Crimes de responsabilidade cometidos: arts. 6º, 5; 7º, 5; 9º, 3, 4, 6 e 7 da Lei 1079/50

Bolsonaro pressionou o então ministro da Justiça Sergio Moro para trocar o diretor-geral da Polícia Federal e o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro. O diretor-geral à época, Maurício Valeixo, era quem conduzia investigações do inquérito das fake news, que estariam chegando a bolsonaristas.

Moro não cedeu à pressão, recusou a troca e se demitiu. As modificações que o ex-ministro havia alertado se concretizaram. O presidente admitiu publicamente que iria interferir na Polícia Federal. A PGR pediu abertura de inquérito para apurar as denúncias de Sergio Moro. A investigação está parada, aguardando há meses a decisão do STF sobre a forma como o presidente deve prestar depoimento

Bolsonaro indicou Alexandre Ramagem, próximo de sua família, para o comando da Polícia Federal. Porém, o STF barrou a indicação e Bolsonaro nomeou Ramagem para a diretoria geral da ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência.

Poucos meses após a indicação de Ramagem, surge a suspeita de envio de relatórios da ABIN para ajudar Flávio Bolsonaro, filho do presidente e senador, nos processos que responde.

O NOVO entrou com uma representação para a PGR apurar a utilização indevida da Abin nas investigações.

Deputados do NOVO enviaram requerimentos de informação aos órgãos competentes para apurar a denúncia de uso da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) para auxiliar na defesa do senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente.

As advogadas do senador afirmaram ter conversado com membros dos órgãos antes de montar a estratégia de defesa e que a ABIN teria feito sugestão de linha pra defesa do parlamentar. Em resposta à requerimento da bancada federal do NOVO, a Receita Federal confirmou encontros entre o secretário especial Tostes Neto, o senador e suas advogadas de defesa.

Após receber respostas evasivas, a bancada do NOVO enviou outro requerimento à Receita e ao GSI, que confirmou que houve relação informal com a defesa do Senador. A bancada também apresentou requerimento cobrando informações do GSI sobre uma sindicância que teria sido realizada pela ABIN para apurar o caso e sobre um servidor afastado por suposto envolvimento.

A ABIN é um órgão de Estado permanente, apartidário e apolítico, responsável por preservar a soberania nacional, a defesa do Estado de Direito e da sociedade.

É inadmissível o aparelhamento das instituições do Estado para defender os interesses do filho do presidente da República, ou de qualquer outra pessoa. Os órgãos públicos devem ser regidos pelo princípio da impessoalidade.

Do pedido de impeachment

Os crimes de responsabilidade aqui relatados não contemplam todos os já cometidos por Bolsonaro. O presidente notoriamente atua contra instituições do Estado de Direito, participa com frequência de manifestações antidemocráticas, tenta a todo custo descredibilizar o processo eleitoral – até mesmo as eleições de 2018, quando foi eleito para o atual mandato presidencial. Em diversas declarações, Bolsonaro faltou com o decoro exigido do cargo, mentindo deliberadamente, criando polêmicas com outros Poderes e até com outros países, prejudicando nossas relações institucionais e comerciais.

Cumprindo com seu propósito de trabalhar para melhorar a vida dos brasileiros, atuando sempre com responsabilidade e visão de longo prazo, o NOVO se posiciona em favor da abertura do processo de impeachment de Bolsonaro, endossando, principalmente, o pedido protocolado pelo movimento “Vem Pra Rua”, que em um documento de 922 páginas retrata mais de 35 tipificações penais em 130 crimes cometidos pelo presidente até o momento.

_______________ * Liana Cirne Lins: 'Bolsonaro rebate atacando direitos humanos, porque não tem defesa. Só sabe roubar'

Vereadora do Recife Liana Cirne Lins (PT)

247 - A vereadora do Recife Liana Cirne Lins (PT) afirmou no Twitter afirmou no Twitter que Jair Bolsonaro defendeu novamente pautas contra os direitos humanos na tentativa de afastar acusações de atuação direta em roubo de salários de funcionários (veja as postagens dele no final da matéria).

"Bolsonaro foi acusado pela cunhada de praticar rachadinha. A ‘defesa’ dele no twitter cita pedofilia, tráfico e homossexualidade - temas pelos quais tem obsessão. Só não cita algum fato que possa afastar o crime de peculato. Motivo: não tem defesa. É um bandido. Só sabe roubar", escreveu a parlamentar.

No dia 29 de junho, durante atos contra Bolsonaro em Recife, a petista foi agredida por policiais, que jogaram spray de pimenta no rosto dela, que chegou a cair no chão e precisou ser amparada por outra pessoa

A polícia jogou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra vários manifestantes na capital pernambucana. Pelo menos uma pessoa já ficou gravemente ferida no ato.

Em uma das revelações sobre as rachadinhas, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Jair Bolsonaro, afirmou que ele demitiu um irmão dela, André Siqueira Valle, por ter se recusado a entregar a maior parte do salário de assessor do então deputado federal

Em outro indício de envolvimento de Bolsonaro nas rachadinhas, a mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar, também afirmou que "o 01, o Jair, não vai deixar", ao comentar sobre um possível retorno do marido para um cargo de assessor de Flávio Bolsonaro.

Várias lideranças políticas foram ao Twitter repudiar a atuação de Bolsonaro. "É melhor Jair se preparando para a cadeia!", disse o líder do MTST, Guilherme Boulos. "Esse vai sair do Palácio de camburão", afirmou Orlando Silva (PCdoB-SP). 

Usuários foram em peso à rede social chamar Bolsonaro de corrupto.

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_______________ * O toque de Sadim | Merval Pereira

Por Merval Pereira

Bolsonaro tem o dom de Sadim, que, ao contrário de Midas, faz com que destrua tudo que toque. Mas não é um dom inato, é fruto de um trabalho árduo para tentar destruir as instituições nacionais, com o objetivo de não ter obstáculos a sua prepotência inata.

O presidente, eleito pelo voto direto em urna eletrônica, tenta desde sempre desmoralizá-la. Já disse que ganhou a eleição de 2018 no primeiro turno, agora diz que, se perder, terá sido fraude e quer o voto impresso. Como se, no tempo do voto na cédula de papel, os casos de corrupção tivessem sido mínimos.

Existem desde o “voto a bico de pena”, que só acabou em 1930, justamente com a criação da Justiça Eleitoral, que instituiu o voto secreto, mas não à prova de fraude. O “voto de cabresto” vigorou por muito tempo, e os casos de corrupção só deixaram de ser tema de debate político a partir de 1996, com a introdução da urna eletrônica. Voltaram agora, com o retrocesso proposto por Bolsonaro para desmoralizar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Supremo Tribunal Federal (STF), por mais polêmicas e criticáveis que algumas decisões suas sejam, é uma referência institucional histórica, a última instância da Justiça, a que pode errar por último, como já dizia Rui Barbosa, a ressaltar que qualquer decisão sua tem de ser respeitada, mesmo que eventualmente algum ministro não seja respeitável.

O Congresso é outra instituição que Bolsonaro tenta desmoralizar, e o faz ao aderir aos hábitos e costumes de uma maioria de ocasião, que troca o apoio por benesses. O leilão reverso que faz com os partidos políticos para decidir a que legenda se filiará até outubro para concorrer à Presidência da República é uma prova de seu desprezo pela política partidária. Já foi filiado a dez legendas e negocia os fundos partidário e eleitoral com base em seu potencial de votos, que deu em 2018 ao nanico PSL a segunda maior bancada da Câmara.

O Tribunal de Contas da União (TCU), um órgão de assessoramento do Congresso, também é desmoralizado por Bolsonaro, assim como a CPI da Covid, que ele diz ser formada por “sete bandidos”, justamente a bancada oposicionista. A imprensa é outra “inimiga” a destruir. Tenta desacreditá-la não apenas com ofensas de viva voz em entrevistas e nas suas lives, mas fomentando blogs e sites que espalham fake news.

Por fim, está conseguindo fazer que as Forças Armadas, especialmente o Exército, se desmoralizem no contato com seu governo. A participação de generais, da ativa e da reserva, em funções civis faz que os desacertos do governo reverberem na imagem dos militares. Agora, surgem nomes de diversos militares, na estrutura militarizada do Ministério da Saúde montada pelo general de divisão da ativa Eduardo Pazuello, nos escândalos da compra e venda de vacinas contra a Covid-19.

A ponto de um cabo da Polícia Militar de Minas, nas horas vagas atravessador informal de compras de produtos médicos, Luiz Paulo Dominguetti, dizer que, ao receber a proposta de propina de US$ 1 por dose de uma suposta partida de 400 milhões de doses da Astra Zeneca, não ter podido fazer nada porque estava na mesa, participando da negociação, um oficial superior, o tenente-coronel Marcelo Blanco, até recentemente do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, que abriu uma empresa de venda de medicamentos. Um conflito de patentes que distorce a real validade da hierarquia militar, uma das pedras angulares da disciplina nas Forças Armadas.

Por fim, surgem agora áudios que colocam Bolsonaro no centro do esquema de “rachadinhas” em seu gabinete de deputado federal, o que fragiliza ainda mais sua posição, embora não tenham efeito prático, pois as transações ilegais teriam sido realizadas fora de seu mandato presidencial. Mas é possível pedir uma investigação, o que também enfraqueceria muito o presidente. É uma atividade ilegal, imoral — e não são poucos os parlamentares que usam esse esquema. Enfraquece a posição dele de querer se mostrar um político novo, sério, probo, que não comete falcatruas. Demonstração de que a imagem que vendeu, comprada por 57 milhões de brasileiros, nunca existiu.

_______________ * Crise hídrica e outras confusões | Míriam Leitão

Por Míriam Leitão

Usina Hidrelétrica Belo Monte fica localizada no rio Xingu, no Pará

Sair da negação e falar a verdade. Esse é o primeiro passo para o país enfrentar a crise hídrica. Há 20 anos foi assim e deu certo. O governo Bolsonaro permanece negando a gravidade da falta de água. Fez uma MP para criar um comitê de gestão, que pode tudo menos decidir pelo racionamento. Ontem foi anunciado aumento dos combustíveis, isso também afetará a tarifa de energia. A inflação sobe, a popularidade despenca, a CPI revela desmandos e corrupção e o governo tem medo de dizer a verdade sobre a crise hídrica.

A crise de 2001 foi provocada pela falta de planejamento, mas apesar de ser conhecido com “o apagão”, transformou-se num “case” de sucesso de gestão. Um dos gestores daquela crise de 2001 foi David Zylbersztajn, que na época era presidente da Agência Nacional do Petróleo. Ele compara:

– Tem agora uma repetição do erro do passado que foi entrar em negação, no início. Mas lá o sinal vermelho apareceu em maio. No dia primeiro de junho foi decretado o racionamento. Agora estamos em julho, o período seco está mais agudo e já perdemos mais de um mês em relação à ação tomada em 2001.

Ele acha que o risco de racionamento está muito alto, muito além do aceitável. A grande vantagem é que em 2001 mais de 80% da energia consumida no Brasil era hidráulica. Agora, um pouco mais de 60%. Foram desenvolvidas as energias eólica e solar, juntas têm mais de 10%, e continuam crescendo. Além disso, foi instalado o parque térmico de energia fóssil, e essas usinas, apesar de serem caras e sujas, foram colocadas no sistema. Tudo isso atenuou o problema, mas ao mesmo tempo, aumentou o uso competitivo da água.

As hidrelétricas mais velhas eram com reservatórios, e as que foram construídas depois são a fio d’água. Nos anos 80 chegou a haver planejamento plurianual para cinco anos.

– Agora não tem nem para um. E nem tem como ser diferente. Pegue Belo Monte, o lago que estava previsto iria inundar aldeias indígenas e uma parte da cidade de Altamira. Belo Monte segurou a produção de energia até agora, mas vai começar a cair drasticamente– disse David.

A construção da usina produziu um grande estrago ambiental mesmo sendo sem o reservatório previsto. E tem uma oscilação na capacidade de produção enorme, que começa a declinar justamente agora no período mais seco. Em agosto e setembro estará gerando em torno da metade da sua capacidade. O que mudou fortemente nesse período de vinte anos foi a eólica que chegou a segurar, em alguns dias, 100% da demanda do Nordeste. A escassez é principalmente no Sudeste, onde está 60% a 70% da acumulação necessária do Brasil todo.

– O sistema de transmissão está mais parrudo hoje do que era em 2001, mas o problema é manter a transmissão nos horários de pico. O governo tinha que conseguir deslocar o horário de pico, ou, como se diz na pandemia, achatar a curva – explica David.

E como fazer isso? Como foi feito em 2001, quando o governo abriu o jogo e falou claro. Sob o comando do então ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente, o governo admitiu o tamanho do problema, assumiu o seu erro, e passou a mobilizar a sociedade.

Um livro lançado recentemente conta o que foi aquele período. “Curto-Circuito”, de Roberto Rockmann e Lucio Mattos.

– Uma coisa que fizemos naquela época foi distinguir os consumidores. A bandeira vermelha não pode ser para todo mundo, tem que ser para quem consome mais. Quem tem renda baixa, será muito prejudicado. O pequeno negócio, também.

O que fez a diferença em 2001 foi um ambiente de diálogo permanente com o país. Parente e todos os integrantes da Câmara que geriu a crise falavam o tempo todo, com a imprensa, com todos os setores envolvidos. Virou uma mobilização nacional. O consumo demorou uns sete anos para voltar ao que era porque o país ficou mais eficiente.

– Ninguém tinha visto aquilo, reduzir a carga de um país em 20% pelo lado da demanda. Essa conversa franca com a sociedade ajudou. É como se a população dissesse, “vocês têm culpa, mas eu vou ajudar”. O sinal econômico funcionou, quem reduzisse o consumo pagava menos – conta David.

Agora, o governo prefere dizer que não vai ter racionamento. Só poderá evitá-lo se tomar as medidas certas. E nada será resolvido à moda militar, mas sim pela boa gestão. Se o racionamento for necessário e não for decretado, aí sim o país viverá um apagão.

_______________ * O Chile e a esperança de todos nós - Eric Nepomuceno

Por Eric Nepomuceno

Sou de uma geração em que a primeira grande esperança vinda do Chile foi a eleição, em 1970, de Salvador Allende. 

Eleger democraticamente o primeiro mandatário declaradamente socialista e marxista da América Latina pareceu, num continente coalhado de ditaduras mais – ou menos – sangrentas, uma porta aberta para mudanças estruturais em nossas comarcas.

Bem: deu no que deu. Armado por Washington e alentado pelos governos militares da região, com ênfase para o brasileiro, Allende morreu no golpe de 11 de setembro de 1973, encabeçado por Augusto Pinochet, que instalou a mais sanguinária das ditaduras chilenas e uma das mais criminosas da nossa América no século passado.

Além de milhares de mortos, sequestrados, torturados, exilados, a ditadura de Pinochet (regime, aliás, elogiado tanto por Jair Messias como pelo seu ministro da Economia, uma abjeção que atende pelo nome de Paulo Guedes, que foi funcionário dele), aqueles anos de horror deixaram um legado que vigora até hoje: uma Constituição.

Pois essa Constituição começou a ser enterrada no domingo, quatro de julho: foi oficialmente instalada uma convenção constitucional inovadora em todos os sentidos.

Ela terá nove meses – uma gravidez – para levar a um plebiscito popular o texto que será gestado.

E começa com duas inovações fundamentais. A primeira; é paritária, ou seja, tem 78 cavalheiros e 77 damas. E mais: tem 17 representantes de povos originários. É a primeira vez que as comunidades indígenas integram uma constituinte no Chile.

Para um povo que, conforme um belo livro de meu finado amigo Poli Délano, era tratado como “os ingleses da América Latina”, uma quase revolução. Além da questão paritária homens-mulheres, inclui os excluídos de sempre num país de desigualdades homéricas.

A presidente da Comissão que irá elaborar a nova Constituição é uma professora universitária de méritos reconhecidos e aplaudidos, chamada Elisa Loncón.

Mais que pelos seus títulos e sua carreira, a professora Loncón se destaca por um detalhe: ela é da comunidade indígena Mapuche, o mais populoso dos povos originários do mesmo Chile de Allende e do sanguinário Pinochet. E seu discurso inaugural foi dito primeiro no seu idioma, e depois repetido em castelhano. 

Para chegar à presidência da Comissão, ela contou não apenas com os votos dos indígenas, mas também da Frente Ampla de Esquerda, do Partido Comunista e dos chamados independentes, ou seja, dos progressistas não alinhados aos partidos convencionais.

A direita chilena do presidente Salvador Piñera, aquele que é admirado e elogiado por Jair Messias e trata de se afastar do brasileiro, bem que tentou neutralizar ou ao menos diminuir o impacto da formação da nova assembleia constituinte chilena. Em vão.

Há, é verdade, alta tensão na política chilena, a começar pela pouca participação eleitoral – uns 43%, ou seja, menos da metade dos aptos a votar – das constitucionais. 

Azar de quem, como aqui no Brasil, se absteve, votou em branco ou anulou o voto e ajudou a eleger Jair Messias.

Lá, ao contrário, quem fez isso ajudou a um avanço inédito na história do Chile. Ajudou a ressuscitar o sonho de Salvador Allende: um país justo, igualitário, que reconheça – e supere – suas desigualdades.

Foi aberto nesse domingo um período histórico: começam a ser definidos assuntos fundamentais para o Chile e que, segundo o resultado, servirão de exemplo para o resto das nossas comarcas latino-americanas.

_______________ * Protestos de rua, escalada de denúncias e o horizonte imprevisível de Bolsonaro - Igor Felippe Santos

Por Igor Felippe Santos

O estouro das denúncias sobre o esquema de corrupção na compra das vacinas para o coronavírus aprofundou a crise do governo Bolsonaro. Diante disso, as forças populares convocaram uma nova manifestação para 3 de julho, em uma reunião extraordinária. A terceira manifestação da campanha "Fora Bolsonaro" teve apenas sete dias para a convocação, agitação, mobilização e organização. 

A meta entre os mais realistas era manter o mesmo padrão de mobilização para, em curto espaço de tempo, incidir na conjuntura dentro das condições impostas pela crise política. A aposta era que os depoimentos de Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e seu irmão Luis Miranda (DEM-DF), deputado federal, na CPI da Pandemia no Senado Federal elevariam a temperatura política e precipitaram uma série de acontecimentos que impulsionariam a mobilização, especialmente pelas redes sociais. 

O #3JForaBolsonaro reuniu em torno de 800 mil pessoas, em 312 municípios no Brasil, além de 35 cidades em 16 países no exterior, atendendo as expectativas de uma jornada com caráter extraordinário. Ou seja, atingiu o objetivo mais realista, repetindo o mesmo patamar das duas últimas rodadas, embora aqui e acolá os relatos indiquem que alguns atos tenham sido menores, maiores ou iguais. A mobilização dos setores médios, da juventude estudantil e dos dirigentes das organizações da classe trabalhadora manteve o vigor neste 3 de julho, com abrangência nacional e consolidação da capilaridade em dezenas de cidades médias e pequenas. 

A manutenção do 24 de julho na agenda de manifestações concede aos setores populares um tempo maior para efetivar as articulações em curso. O engajamento do movimento sindical, com a organização de assembleias nos locais de trabalho, e a atuação dos movimentos populares nos territórios são fundamentais para o salto de qualidade necessário na luta popular. O processo de acúmulo de forças passa pelo aumento da mobilização de faixas da classe trabalhadora. 

O aprofundamento da crise do governo, que se agudiza com as denúncias de corrupção, e o fortalecimento da luta  pelo "Fora Bolsonaro" têm forçado deslocamentos de personalidades e franjas da direita para uma posição mais firme de oposição. Tanto a adesão de ex-bolsonaristas ao super-pedido de impeachment como a participação de setoriais do PSDB no ato em São Paulo refletem o fortalecimento da luta. 

Nesse processo, a campanha Fora Bolsonaro tem mantido a condução das manifestações e as bandeiras em defesa do afastamento do presidente, das medidas sanitárias (especialmente, a aceleração da vacinação) e das políticas de manutenção de emprego, salário e renda (com destaque para a retomada do auxílio emergencial de R$ 600). Quem se deslocou da influência da extrema-direita, mudou de posição e aderiu à campanha contra Bolsonaro foram, justamente, esses atores. Quantos mais setores se desprenderem e aderirem ao impeachment, mais força para alcançar esse objetivo. 

Mais uma vez, os grandes meios de comunicação fizeram uma cobertura factual dos atos, noticiando os protestos por todo o país, apresentando as pautas e reconhecendo os cuidados com as medidas sanitárias. As cenas de violência de pequenos grupos no ato de São Paulo, tanto as agressões aos militantes do setorial LGBT do PSDB como a quebradeira de vidraças de bancos e pontos de ônibus - sejam causadas por militantes com táticas equivocadas ou por provocadores infiltrados - são preocupantes. Esses acontecimentos isolados criam uma imagem ruim das manifestações e criam dificuldades para a massificação das manifestações. Além disso, abrem margem para a milícia dos bolsonaristas nas redes sociais estigmatizarem os manifestantes.

O levantamento do comportamento do público nas redes sociais, produzido por Fábio Malini, demonstra o impacto dessas cenas. Até o final da tarde (18h), os atos #3JForaBolsonaro registraram 500 mil postagens no Twitter. O campo bolsonarista teve uma redução expressiva, neutralizado com as denúncias de corrupção. Caiu de 25% das interações no último ato para 9%. No final da noite (23h), repercutindo as imagens de violência, o bolsonarismo voltou ao patamar de 25% do total de interações, com vídeos e imagens para circular pelos seus grupos. O presidente Bolsonaro aproveitou a onda e fez uma postagem sobre o tema para desqualificar as manifestações. 

A responsabilidade das forças populares para conduzir as próximas manifestações cresce, assim como os desafios para massificar a mobilização. O salto de qualidade da luta depende, sobretudo, do envolvimento de faixas da classe trabalhadora. Até agora, os atos demonstram que um segmento da sociedade está em movimento e tem disposição para atender aos chamados. É um patrimônio que precisa ser preservado para evitar desgastes, com a convocação excessiva de atos. 

Sectarismo e vandalismo podem obstruir o processo de ampliação necessário para avançar a luta popular. Além disso, abrem a guarda para a extrema-direita manipular o significado dos protestos, incidir sobre os agentes da repressão e, inclusive, justificar medidas autoritárias, como o endurecimento da lei do terrorismo, que tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados.

As grandes manifestações e a evolução da crise política levaram à reabertura da discussão no Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) sobre o impeachment, que tem um peso decisivo. Ao mesmo tempo, aumenta a pressão sobre o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e outras instituições para tomar medidas, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e a Procuradoria Geral da República, que tem a responsabilidade de conduzir um inquérito contra o presidente por prevaricação no escândalo da Covaxin. 

A descoberta do esquema para a compra das vacinas e o esquadrinhamento dos casos na CPI do Senado abriram a porteira para uma escalada de denúncias, que serão elementos catalisadores das próximas manifestações e podem forçar mais deslocamentos para a defesa do impeachment. As gravações que apontam o envolvimento pessoal de Bolsonaro no esquema das “rachadinhas”, o procedimento ilegal de entrega de salários pagos a assessores pelo Estado ao parlamentar contratante, sinalizam que mais casos podem vir a público, o que torna o cenário imprevisível.

_______________ * Partido Comunista da China abriu um novo caminho de defesa da paz e de desenvolvimento para o mundo

O Partido Comunista da China (PCCh) se preocupa com o futuro da humanidade e deseja avançar em conjunto com todas as forças progressistas do mundo, declarou o secretário-geral do PCCh, Xi Jinping

Evento de 100 anos de fundação do Partido Comunista da China reúne milhares de participantes em Pequim
Evento de 100 anos de fundação do Partido Comunista da China reúne milhares de participantes em Pequim (Foto: Mídia chinesa)

Rádio Internacional da China - O Partido Comunista da China (PCCh) se preocupa com o futuro da humanidade e deseja avançar em conjunto com todas as forças progressistas do mundo, declarou o secretário-geral do PCCh, Xi Jinping, ao discursar na comemoração do centenário do Partido. Ainda acrescentou que a China sempre trabalhou para salvaguardar a paz mundial, contribuir para o desenvolvimento global e preservar a ordem internacional.

Amar a paz é a virtude da nação chinesa que já tem sido transmitida há mais de 5 mil anos, também uma tradição fundamental do PCCh. Quando muitos ocidentais perguntaram por que o PCCh foi capaz de atrair incontáveis progressistas numa China coberta por fumaças de guerra, a canadense Isabel Crook, a qual testemunhou as tremendas mudanças da China, respondeu: porque o PCCh trouxe a paz.

Desde unir e liderar o povo chinês a lutar contra o fascismo japonês, para seguir o caminho do desenvolvimento pacífico após a fundação da República Popular, até propor a criação de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, comunistas chineses de várias gerações têm lutado continuamente para salvaguardar a paz mundial. Na opinião do sul-coreano Woo Su-keun, presidente da Associação Global Coreia do Sul-China, a China entende a importância da paz e estabilidade melhor do que qualquer outro país, portanto, valorizando-as muito.

Desde a fundação em 1921, o PCCh tem sido um partido com grandes aspirações. Ele não apenas deseja uma vida boa ao povo chinês, mas também busca contribuir para a paz e o progresso da humanidade.

Como o segundo maior contribuinte da manutenção da paz da ONU, a China já enviou mais de 40 mil oficiais e soldados para missões de paz. Ao mesmo tempo, a China participa ativamente da resolução pacífica de questões regionais, propõe a implementação conjunta da iniciativa “Cinturão e Rota”, apoia o multilateralismo, entre outros. A China está injetando forças motrizes para a paz e o desenvolvimento do mundo com seus próprios esforços.

Após subir ao poder na China, o PCCh liderou o povo a construir e desenvolver seu país. Ele não seguiu o velho caminho de que “um país, ao se tornar poderoso, irá inevitavelmente buscar a hegemonia”, mas sim, abriu o caminho de benefícios recíprocos, que é uma importante contribuição para o progresso humano.

Os fatos e as práticas confirmam que o maior partido no poder do mundo, com mais de 95 milhões de membros, não é uma ameaça à paz mundial, mas sim a espinha dorsal para defendê-la. “Nunca busque a hegemonia nem a expansão” é a promessa do PCCh tanto para o povo chinês quanto para o resto do mundo.

_______________ * Líderes europeus voltam a procurar Xi Jinping, apesar da pressão dos Estados Unidos

O jornalista Nelson de Sá destaca a atitude de independência em relação aos EUA, por parte da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente da França, Emmanuel Macron, quando o assunto é China

O presidente chinês, Xi Jinping, na videoconferência com líderes da Alemanha e União Europeia
O presidente chinês, Xi Jinping, na videoconferência com líderes da Alemanha e União Europeia (Foto: Xinhua)

247 - "Após o centenário do PC chinês e a ofensiva diplomática americana contra a China na Europa, a Bloomberg noticia que Angela Merkel e Emmanuel Macron preparam uma nova cúpula por vídeo com Xi Jinping para esta semana", informa o colunista da Folha de S.Paulo, Nelson de Sá.

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O objetivo é reduzir “tensões entre a Europa e a segunda maior economia do mundo”. O presidente francês estaria, por exemplo, “ansioso para dar novo impulso aos interesses da Airbus”.

Na mesma direção, o South China Morning Post destacou que, falando na Universidade Tsinghua no domingo, o embaixador da União Europeia “pediu que Pequim reveja sanções aos legisladores europeus, um passo para abrir espaço político” —e facilitar a aprovação do acordo sino-europeu de investimentos fechado meses atrás.

_______________ * Chefe do FMI alerta para "divergência perigosa" na recuperação da pandemia

Kristalina Georgieva disse que o forte crescimento em países ricos como os Estados Unidos é uma "boa notícia", mas as nações em desenvolvimento estão ficando para trás devido aos baixos níveis de vacinação

(Foto: Reuters)

PARIS (Reuters) - A chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta segunda-feira sobre uma "divergência perigosa" entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento enquanto buscam se recuperar da pandemia de Covid-19.

Kristalina Georgieva disse que o forte crescimento em países ricos como os Estados Unidos é uma "boa notícia", mas as nações em desenvolvimento estão ficando para trás devido aos baixos níveis de vacinação.

"Isso é um perigo para a coerência do crescimento e também para a estabilidade e segurança mundiais", disse Georgieva ao Fórum da Paz de Paris, em que também falaram os chefes da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do Banco Mundial.

A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, expressou preocupações semelhantes, alertando sobre uma "recuperação em forma de K", com regiões como América Latina, Oriente Médio e África, que têm taxas de vacinação mais baixas, experimentando um crescimento muito lento.

Georgieva pediu que as 20 maiores economias do mundo (G20) façam mais em uma reunião de 9 a 10 de julho em Veneza sobre compartilhamento de doses, dizendo que uma promessa do G7 de doar 1 bilhão de doses "não era suficiente". "Precisamos agir com mais força", disse ela.

(Reportagem de Matthias Blamont e Emma Farge)

_______________ * Estará tudo bem até ficar tudo ruim. A crise também é militar. * A hipótese militar | Carlos Andreazza

Uma hipótese para que Bolsonaro, diante da denúncia dos irmãos Miranda, nada tenha feito: que a tradicional corrupção no Ministério da Saúde, operada por esses barros e seus afilhados, tenha sido encorpada pela adesão competitiva de militares ao esquema. Não seria só o Centrão a amarrá-lo.

O governo é militar. Sim: abrigou mobília testada como Roberto Dias, que Bolsonaro chegaria a indicar a cargo de direção na Anvisa; só recuando ante a notícia de que assinara contrato suspeito para compra de 10 milhões de kits-teste. Recuou da indicação, sem se acanhar, porém, para mantê-lo como diretor do Departamento de Logística do ministério em que, ora, ora, firmara o convênio acusado.

Manteve Dias, cheio de padrinhos e alcolumbres. Mas, sendo o governo militar, acrescentar-se-iam à dinâmica tipos como coronel Blanco, aquele que, ex-assessor de Dias até janeiro, abriu uma empresa de representação comercial de medicamentos três dias antes de se sentar à mesa, em 25 de fevereiro, com o ex-chefe e o policial Dominguetti, intermediário do intermediário, para presenciar conversa em que um diretor do Ministério da Saúde teria pedido propina ao atravessador que oferecia inacreditáveis 400 milhões de doses do imunizante AstraZeneca por meio de uma companhia, a Davati, de que procuração não tinha.

Assim se manifestou o CEO da Davati, Herman Cárdenas, sobre o que ofertava: “No começo deste ano, fomos procurados pelo nosso representante no Brasil para ajudar a localizar vacinas contra Covid-19. Descobrimos um possível lote de vacinas sendo oferecido por um vendedor privado no exterior”. Diga-se que a ponte entre a descobridora Davati e o governo, antes de Dominguetti entrar na jogada, coubera a outro militar, o coronel Criscuoli, amigo de Bolsonaro e próximo a Eduardo Pazuello e Elcio Franco.

Cárdenas também falou sobre Dominguetti, o desconhecido que, no entanto, operava por sua empresa e que incluíra em e-mail ao ministério: “Nos disseram para incluí-lo, mas ele não estava nos representando. A Davati não tinha conhecimento de quem ele era, então presumimos que era representante deles”.

Deles quem?

Nada disso — essa várzea — impediria que Dominguetti fosse recebido, no dia seguinte, no Ministério da Saúde; nem que, adiante, chegasse ao gabinete do secretário executivo, coronel Elcio Franco.

Para isto serve o rolo Dominguetti/Davati: para mostrar como era fácil alcançar o centro decisório do ministério bastando ter/ser um intermediário, independentemente de haver vacinas a comerciar. Este, o atravessador, o elemento que dispararia o interesse do governo Bolsonaro — não por imunizantes necessariamente, mas por contratos. Era o negócio — a fatura, uma carta de intenções — que fazia a máquina girar. E tudo bem que fosse irreal a oferta, se real fosse a intermediação. Eram necessárias a Precisa, a Belcher, a Davati, até um Dominguetti. O agente que faltara à Pfizer.

Voltamos, pois, ao caso Covaxin. O caso-mãe.

Eis a cronologia, segundo a última versão do Planalto. Em 20 de março, os Mirandas falaram a Bolsonaro sobre traficâncias no Ministério da Saúde relativamente à aquisição dessa vacina. Terceirizando a prevaricação, o presidente mandou Pazuello investigar. Era dia 22. (Não há documento que formalize a ordem.) O general matou no peito. O chefe determinara mesmo que apurasse; que, claro, o ministro da Saúde investigasse seu Ministério da Saúde. Pazuello, por sua vez, terceirizando a terceirização, repassara a demanda a seu braço direito, conforme explicaria, em 29 de junho, à PGR:

— Impende destacar que o secretário executivo Elcio Franco foi responsável pela negociação, contratação e aquisição de todas as vacinas pelo Ministério da Saúde. Por consectário lógico, o agente público com maior expertise para apreciar eventual não conformidade contratual quanto às vacinas era o secretário executivo.

Note-se que o “consectário lógico” de Pazuello é a própria razão para que não fosse Elcio a investigar “eventual não conformidade contratual”. Ou não será uma anomalia — a defesa do vício — estabelecer que o “responsável pela negociação, contratação e aquisição de todas as vacinas” seja o designado a apurar o produto (degenerado, segundo a denúncia) de sua expertise?

Pazuello recebera a ordem — repita-se — em 22 de março. (O mesmo 22 de março em que Regina Célia Silva Oliveira, fiscal do contrato em xeque, autorizaria a abertura do processo de importação da Covaxin, mesmo ante pedido por pagamento antecipado — não previsto — a ser feito a offshore não constante no tratado.) Pazuello seria exonerado no dia seguinte, 23, quando se formalizou demissão anunciada ainda no dia 15. Foi a 24 de março, aliás, já fora da pasta, que associaria a sua queda à falta de “pixulé”; à “crise com liderança política que nós temos hoje, que mandou uma relação pra gente atender e nós não atendemos, e aí você está jurado de morte”. (O mesmo dia 24 em que a Anvisa reclamava, ao ministério, de ser diretamente assediada por e-mails da intermediária Precisa pressionando pelo aval à importação da Covaxin.) A 26 de março, seria Elcio Franco o exonerado, mas não sem que informasse — após três dias de averiguação — estar tudo bem com o contrato; o mesmo suspenso ao fim de junho.

Estará tudo bem até ficar tudo ruim. A crise é também militar. O risco de quando se manda Elcio Franco investigar elcios-francos. Já não dá para culpar apenas “a liderança política que temos hoje” nem cantar somente “se gritar pega Centrão...”.

_______________ * Super-ricos' têm isenção de 60% no IR; restante dos contribuintes, 25%

 A Receita diz que é incorreto somar o que já é cobrado das empresas com os 20% na distribuição dos dividendos - Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo
A Receita diz que é incorreto somar o que já é cobrado das empresas com os 20% na distribuição dos dividendos Imagem: Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo

Adriana Fernandes

Do Estadão Conteúdo, em Brasília

06/07/2021 13h00

Atualizada em 06/07/2021 13h45

Um único brasileiro declarou no ano passado ter recebido a quantia de R$ 1,3 bilhão em lucros e dividendos livre de impostos, de acordo com dados públicos divulgados pela Receita Federal. Esse contribuinte faz parte de um grupo de 3 mil milionários que, segundo as próprias declarações, possuem uma renda de R$ 150 bilhões anuais, dos quais R$ 93 bilhões são isentos de tributação na pessoa física.

Na pirâmide social-tributária do Brasil, de acordo com os dados da Receita, quanto mais rica for a pessoa, maior será a parcela da renda que permanece isenta. Enquanto 99% dos contribuintes têm isenção média de 25%, no topo dessa pirâmide 60% da renda não é tributada, apontam simulações feitas pelo economista Sergio Gobetti, a pedido do Estadão, sobre o impacto da volta da tributação de lucros e dividendos previsto na proposta de reforma do Imposto de Renda enviada ao Congresso. No caso específico do exemplo que começa esta reportagem, a isenção chegou a 95% da renda.

Comissão aprova corrigir tabela do IR em 32%; isenção subiria para R$ 2.512

Hoje, os lucros e dividendos recebidos por acionistas de empresas são isentos no Brasil. A proposta do governo é cobrar uma alíquota de 20%. Haveria uma única exceção: quem ganha até R$ 20 mil de pequenas e médias empresas.

O projeto foi mal recebido por empresas, que pressionam por mudanças. A principal alegação é que as empresas já pagariam um IR elevado que incide sobre o lucro distribuído aos acionistas e que, com a nova proposta, a carga tributária chegaria a 43% (somando o imposto cobrado na pessoa física e na jurídica). A Receita diz que é incorreto somar o que já é cobrado das empresas com os 20% na distribuição dos dividendos.

Modelo

Segundo Gobetti, mesmo quando se considera o valor médio de impostos sobre lucros recolhidos ao nível das empresas, em torno de 24%, a carga tributária média efetiva sobre a renda dos "super-ricos" chega a 20%, bem abaixo do que ocorre em países desenvolvidos, onde a alíquota média é o dobro.

Vários estudos recentes mostram, porém, que é inadequado considerar que todos os impostos recolhidos ao nível da empresa incidam efetivamente sobre a renda dos sócios. Em muitos casos, o custo do IRPJ é transferido para os consumidores ou para os trabalhadores das empresas.

"Por isso, os estudos internacionais têm recomendado reduzir os impostos incidentes sobre o lucro das empresas e aumentar a tributação ao nível das pessoas físicas, de modo progressivo, pesando mais a mão sobre a renda dos mais ricos", diz Gobetti. Segundo ele, essa é a visão dominante no mundo de hoje, inclusive nos organismos internacionais, como FMI e OCDE.

Para o tributarista Eduardo Fleury, sócio do escritório FCR Law, a proposta de tributação dos dividendos foi muito pesada. "Na verdade, deveríamos ter reduzido bem mais a alíquota do imposto das empresas para compensar parcialmente a taxação sobre os dividendos", afirma. Ele defende a isenção quando a distribuição é feita de empresa para empresa e também para remessas ao exterior. "Será que o governo vai usar o aumento da arrecadação para distribuir renda ou em gastos correntes?", questiona.

Especialista no tema, a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Débora Freire chama atenção para o fato de que o sistema tributário brasileiro é muito regressivo (quem ganha menos paga, proporcionalmente, mais), dada a elevada participação de tributos indiretos, isto é, sobre consumo, na carga tributária. Ela lembra que, com isenções e deduções (como gastos com saúde e educação), o topo da pirâmide acaba pagando menos imposto do que a maioria dos contribuintes. A isenção maior se dá pela não taxação dos lucros e dividendos. Desde 1996, esses ganhos não são taxados na pessoa física. "Essa é uma distorção que precisamos corrigir para que o nosso sistema fique um pouco mais justo."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

_______________ * Espanha: Morte brutal de jovem nascido no Brasil gera onda contra homofobia

  • Jovens protestam em Barcelona contra a morte de Samuel Luiz na Espanha - Reuters

06/07/2021 09h29

Atualizada em 06/07/2021 13h08

O crime, com motivação homofóbica, aconteceu em frente a uma boate próxima ao centro da cidade e foi praticado por mais de dez agressores, que deixaram o jovem de 24 anos inconsciente e fugiram antes de o serviço médico chegar ao local.

Menina de 4 anos salva casa ao avisar pai sobre incêndio: 'Foi por pouco'

espanha - Reprodução/Twitter/@AnabelAlonso_of - Reprodução/Twitter/@AnabelAlonso_of
Samuel Luiz nasceu no Brasil e foi ainda bebê para a Espanha, segundo a imprensa espanhola Imagem: Reprodução/Twitter/@AnabelAlonso_of

Samuel nasceu no Brasil e foi à Espanha quando era um bebê de um ano, de acordo com a imprensa espanhola. Ele trabalhava como auxiliar de enfermagem e na noite de sua morte havia saído da discoteca para fumar e ligar para uma amiga, quando foi abordado por um homem, que fazia insultos homofóbicos.

Pouco depois, o infrator se retirou e voltou com um grupo, que atacou a vítima.

O jornal El País reportou diversos protestos nos grandes centros da Espanha, que buscam justiça pelo crime, já que, até o momento, ninguém foi preso. As centenas de participantes denunciam que se trata de um ataque contra a comunidade LGTBQIA+.

Ontem, cerca de três mil pessoas se reuniram em Madri e houve confronto com a força policial, que argumentou que alguns manifestantes estavam lançando objetos na direção dos agentes.

Protestos em todo o país

O acontecimento provocou comoção não só no cenário do crime, como também em Barcelona, Madri e Valência, onde foram convocadas manifestações por ativistas LGBTQ.

Em Madri, milhares de manifestantes se reuniram na Puerta del Sol e exibiram cartazes e faixas contra a homofobia. Em Barcelona, ativistas também marcharam por uma rua importante entoando slogans e agitando cartazes e bandeiras com as cores do arco-íris.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, se expressou por meio do Twitter: "Estou confiante de que a investigação da polícia em breve encontrará os autores do assassinato de Samuel e esclarecerá os fatos. Foi um ato selvagem e cruel. Não vamos dar nenhum passo atrás nos direitos e liberdades. A Espanha não vai tolerar isso".

Polícia ainda investiga

A polícia está revendo imagens de câmeras de vigilância e interrogando suspeitos e testemunhas que estavam do lado de fora da casa noturna no momento do crime, disse o delegado do governo na região noroeste da Galícia.

"Estamos nos estágios iniciais, e apenas a investigação vai nos dizer se foi um crime homofóbico ou não", disse o delegado José Minones, acrescentando que nenhuma prisão foi feita até agora e pedindo prudência na descrição dos acontecimentos.

Dados do Ministério do Interior da Espanha mostram que, no ano de 2019, foram registrados 278 crimes de ódio relacionados à orientação sexual ou identidade de gênero na Espanha, um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior. Mas segundo a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, apenas uma pequena fração dos crimes de ódio são denunciados à polícia.

*Com Deutsche Welle

_______________ * Como mandar nudes com segurança? Veja 3 conselhos de quem manja

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Marcos Bonfim

Colaboração de Tilt

06/07/2021 04h00

Atualizada em 06/07/2021 14h20

Seja a pessoa cringe ou de outras gerações, um tema que sempre gera boas discussões entre adeptos e os mais receosos é o envio de nudes. E se foto vazar na internet?

Alguns cuidados como não mostrar o rosto, tatuagens ou algo que identifique as pessoas envolvidas estão entre as principais recomendações. Mas existem outras dicas que devem ser seguidas para tornar o envio de nudes o mais tranquilo possível.

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Daniel Cunha Barbosa e Martina Lopez, especialistas em segurança da informação da empresa Eset, que atua na área de proteção digital, ensinam como compartilhar e armazenar os arquivos de nudes com maior segurança.

1) Troca segura

Hoje, existem muitas formas de enviar arquivos de forma segura, independentemente do conteúdo: a troca de mensagens por aplicativos que criptografam envio e recebimento de arquivos; e o famoso "zip com senha", que é compactar os arquivos em uma pasta que só pode ser aberta após a inserção do código.

"Para o envio através de aplicativo de troca de mensagens, muitos deles já têm disponíveis funções que auxiliam os usuários a enviarem conteúdos sigilosos, como a função de 'bomba relógio', que permite que o conteúdo enviado fique visível apenas por poucos segundos após a leitura", explica Barbosa.

Além disso, existem programas (oferecidos por empresas de segurança) prometem a função de privacidade que impede que print de tela sejam tirados. Algumas redes sociais também deduram se alguém tirar print de arquivos temporários em algumas situações, como Snapchat e Instagram.

No caso dos arquivos zipados (compactados) com senha, alguns exemplos são: WinRARWinZip e 7-Zip. Depois de instalar o programa de sua escolha, vá com o botão direito do mouse em cima do arquivo desejado e siga as instruções de comando.

Em geral, uma tela abre com as opções de configuração do zip. Neste momento, procure a opção "Definir senha", cadastre e salve. O especialista ressalta que é fundamental usar combinação de códigos complexa, com caracteres variados e de difícil adivinhação.

2) Salvando os nudes

O cuidado deve ir além do compartilhamento das imagens e vídeos íntimos em si. As pessoas precisam se atentar também no armazenamento desses conteúdos, tanto do ponto de vista de quem envia quanto de quem as recebe.

"É imprescindível tornar os dispositivos tão protegidos quanto possível. É importante ter uma solução de antivírus instalada, atualizada e configurada para barrar ameaças e impedir que algum criminoso tenha acesso indevido aos arquivos [em caso de invasão do dispositivo, por exemplo]", afirma Barbosa.

Para o especialista, também é interessante configurar um tempo limite para que a tela do celular seja bloqueada automaticamente. Caso o aparelho fique ocioso ou sem supervisão, o aparelho vai solicitar novamente a inserção de senha para desbloquear a tela. Ou seja, somente se o criminoso tiver é que ele conseguirá acessar os dados do telefone (e os nudes gravados nele).

Outra dica é contar com uma senha adicional para a abertura da galeria, aplicativos de troca de mensagens e gerenciamento de arquivos do celular. Muitos smartphones hoje já oferecem esse recurso como padrão. Para os que não contam, vale analisar algumas opções de softwares que oferecem esse tipo de solução.

3) Criptografia em tudo

Para uma maior segurança, é recomendado o uso de criptografia em todos aparelhos que as pessoas costumam usar, como smartphones, notebooks e tablets.

Isso porque, mesmo com as proteções dos arquivos, se uma pessoa tentar indevidamente conectar o celular em um computador, ela pode ter acesso aos conteúdos e fazer o download. "Tenha a criptografia habilitada. Isso ajudará a evitar que pessoas com acesso físico aos dispositivos consigam fazer transferências de arquivos sem autorização", afirma Barbosa.

Existem várias ferramentas que ajudam nesse processo, explica Martina Lopez. O iPhone vem com camadas de criptografia instalada de fábrica, utilizando uma tecnologia particular da Apple. Nos smartphones Android, ela pode ser configurada nas configurações (item 'Segurança e criptografia').

"Outro exemplo é o próprio Windows, que possui uma ferramenta de criptografia para certos documentos, arquivos e pastas que pode ser utilizada caso o computador possua uma chave de desbloqueio [uma senha]. Para conferir se um arquivo ou pasta está criptografado, basta conferir as suas propriedades [ir com o mouse e clicar com o botão direito em cima do arquivo desejado]", destaca Lopez.

"Os documentos também podem ser criptografados com o usuário do Windows. Se uma pessoa extrai os arquivos e tenta visualizá-los em outro dispositivo, sem a senha e o usuário criado, a informação aparecerá como ilegível", acrescenta a especialista.

Segundo a profissional, existem também outros apps para criptografar discos rígidos inteiros, o que é um técnica muito comum no ambiente corporativo para a preservação de informações importantes do ambiente de trabalho. Dê uma pesquisada na internet e encontre a solução que mais se encaixa no seu perfil.

_______________ * Ter um celular com o app do banco e outro para sair limita risco de golpes?

Getty Images
Imagem: Getty Images

Rosália Vasconcelos

Colaboração para Tilt

02/07/2021 04h00

Atualizada em 02/07/2021 12h27

A onda crescente de roubos de celulares e denúncias de golpes online tem preocupado bastante. Em posse do nosso aparelho, criminosos podem conseguir acessar de arquivos pessoais (como fotos, conversas no WhatsApp) até limpar a conta bancária. Mas será que ter dois celulares — um pessoal e um outro para poder sair na rua com menos medo— nos manteria mais seguros?

Bom, isso poderia até ajudar, segundo especialistas ouvidos por Tilt. Porém, a estratégia de ter dois smartphones não protege completamente a pessoa de ataques maliciosos. Isso porque existem vários tipos de ofensivas direcionadas aos aparelhos. E é preciso conhecê-las bem antes de tomar qualquer decisão.

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Caso você opte por ter dois celulares, Angelo Sebastião Zaninicoordenador do curso de engenharia da computação do IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), aconselha: instale em um todos os aplicativos sensíveis como os de bancos, de investimento e carteiras virtuais de cartões de crédito. No outro, você pode manter os apps de comunicação necessários para o dia a dia. "O mais sensível ficaria mais em casa. Enquanto o outro seria para uso geral, com menos preocupação."

Ter dois chips em um celular ajudaria?

Segundo Zanini, ter dois chips no mesmo aparelho pode não ser uma boa ideia. O problema nesses casos é que todos os aplicativos ficam instalados no mesmo smartphone. Uma vez roubado, não dá para garantir que os criminosos não vão conseguir acessar os conteúdos do telefone. "Se o aparelho for invadido, o invasor terá acesso a todas as informações que estão nos aplicativos."

Basta que os dados de uma instituição de confiança sejam vazados ou um malware (programa malicioso) clone a agenda telefônica dos contatos próximos para que o risco aumente. "É muito difícil isolar totalmente a finalidade de dois números de telefone", diz Rodrigo Avelino, especialista em segurança digital e professor do curso de engenharia no Insper.

Se a pessoa não tiver os devidos cuidados, ter dois números de telefone pode dobrar as chances de exposição dos dados pessoais, acrescenta Osmany Arruda, especialista em segurança digital e professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). "Independentemente do número de chips que se tenha, o mais importante é evitar dar brechas de segurança", ressalta.

Principais formas de golpe e como se proteger

No caso de ameaças virtuais, é importante ter em mente que há golpistas que utilizam informações pessoais de indivíduos obtidas através de vazamentos dados para atacar. Em posse deles, as ações de engenharia social, que é quando criminosos usam histórias convincentes para atrair a vítima, ganham força. Um exemplo é o golpe do WhatsApp e aquela história de um amigo precisando de dinheiro emprestado.

Em situações assim a única forma para se proteger é manter o "desconfiômetro" ativado. Desconfie de ligações ou mensagens contendo promoções imperdíveis. Se alguém pedir dinheiro emprestado via mensagem, procure confirmar a veracidade da história por outros meios diretamente com a pessoa.

Em outros casos, os internautas é que podem facilitar a vida do fraudador: ao clicar em links suspeitos, desconhecidos ou baixar aplicativos de origem duvidosa, que podem infectar o sistema do seu smartphone.

Em geral, a contaminação do celular é feita por um tipo de vírus conhecido por "cavalo de troia", explica Zanini. "A partir daí, ele começa a monitorar todas as operações feitas no smartphone, independentemente de quantos chips ou linhas uma pessoa tenha."

Cuidado o número do celular

O número de celular pode servir como chave de busca simples para centenas de informações na internet, alerta Avelino. Isso acontece, segundo ele, porque fornecer o número do telefone no Brasil para qualquer coisa se tornou um hábito.

Avelino explica que uma pessoa mal-intencionada consegue acessar no Google outras informações pessoais vinculadas a esse número, desde apps ou contas a que este dado está vinculado, até informações de crédito, comportamentais e profissionais. "A partir daí, é possível realizar inúmeros ataques direcionados de engenharia social muito bem feitos."

Recapitulando as dicas básicas para manter a segurança

  • Evite a exposição excessiva de seu número seja em redes sociais ou mesmo evitando informar se não houver necessidade;
  • Não instale aplicativos desconhecidos;
  • Tenha cuidado com apps que pedem permissões, porque algumas delas possibilitam o uso da tela do smartphone;
  • Utilize sempre que possível o segundo fator de autenticação;
  • Evite fornecer o número de celular como chave de ativação de alguma plataforma, sempre que possível;
  • Desconfie de todas as mensagens que chegam com links. Na dúvida, não clique;
  • Não atenda ligações telefônicas por Whatsapp de números que você não conhece;
  • Evite usar redes wi-fi públicas ou de quem você não conhece.

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_______________ * Economizar energia e mais: 3 conselhos de quem manja para sua Smart TV

Lovatto/UOL
Imagem: Lovatto/UOL

Marcos Bonfim

Colaboração para Tilt

01/06/2021 04h00

As smart TVs ganham cada vez mais adeptos pelo país. Para se ter uma ideia, quase todos os televisores comprados no ano passado tinham a capacidade de se conectar à internet — 97,7% das 12,6 milhões vendidas, para ser mais exato, segundo dados da Eletros (Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos).

Essas TVs permitem o uso de aplicativos, plataformas de streaming e games, além da interação por comando de voz e melhor experiência de tela.

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Só a título de comparação, em 2013, as smart TVs corresponderam a apenas 22,4% das vendas de televisores. Esse crescimento se dá por diversos fatores, que incluem a redução do preço desse tipo de dispositivo.

Se você está pensando em comprar uma smart TV só para ver filmes e séries da Netflix, saiba que os recursos delas vão muito além do streaming. Quer saber como tirar melhor proveito de todos eles? O professor Rodrigo Botelho Francisco, do departamento de Ciência e Gestão da Informação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), te dá três conselhos.

1. Explore menus e configurações

O desejo é sempre o mesmo: abrir logo o produto, colocar em funcionamento e aproveitar todos os recursos prometidos na hora da compra. Se o conteúdo for um filme, até a pipoca já fica reservada.

Para o professor, o ideal é também explorar ao máximo as configurações avançadas da TV. Com isso, a pessoa poderá tomar algumas decisões importantes sobre idioma, economia de energia, o uso da largura de banda da internet, como a TV deve se comportar ao ter algo USB conectado a ela, atualização do sistema e notificações.

Para quem tem criança em casa, pode ser essencial saber onde se ativa o controle parental, que define como a TV será compartilhada e impede o acesso a conteúdos indevidos.

"Várias dessas funcionalidades vêm configuradas com padrões de fábrica, mas isto não é necessariamente o que cada um quer em sua realidade. Por exemplo, algumas TVs têm um local das configurações para informar como tratar publicidade direcionada diretamente para o aparelho. Vale a pena dizer se este conteúdo é ou não bem-vindo", explica.

2. Use o celular como controle remoto

Enquanto as TVs evoluíram, os controles remotos ainda estão caminhando a passos lentos como uma ferramenta capaz de auxiliar nas buscas com digitação. Às vezes, a pesquisa vira uma verdadeira saga. Por isso, contar com os dispositivos móveis, como smartphones, notebooks e tablets — ou mesmo desktops —, conectados às smart TVs pode ser uma ótima saída para agilizar as pesquisas e a seleção de conteúdos.

Em alguns aparelhos, por padrão de fábrica, basta que tanto o televisor como o dispositivo estejam na mesma rede de Wi-Fi para que se possa espelhar ou enviar o comando para que o conteúdo selecionado seja exibido na TV.

Para garantir a segurança, é sempre importante verificar como está o padrão para conexões por dispositivo, nas configurações avançadas.

"Sempre restrinja este acesso a mesma rede de internet, desde que ela não seja pública ou compartilhada com muita gente. Do contrário, conteúdos e ações indesejadas vão aparecer na tela. Tudo que se conecta à web recebe, mas também transmite dados. As televisões e os aplicativos vinculados estão produzindo dados sobre nós e sobre cada decisão que tomamos", afirma.

Para ele, quem tem uma TV dessas precisa ter consciência do que está informando sobre si e para quem. A privacidade dos dados é cada vez mais relevante.

3. Navegue pela loja de aplicativos da sua TV

As plataformas de streaming são as queridinhas de quem tem smart TV. O problema, segundo o professor, é que muitas pessoas acabam usando apenas as mais populares no Brasil, como Netflix e Globoplay — entre outras que podem vir configuradas de fábrica.

"Há um universo bastante grande de canais que podem ser adicionados diretamente na TV. O importante é explorar e garantir acesso aos conteúdos que mais interessem. Inclusive para quem domina outras línguas e não se importa com conteúdo legendado, o céu é o limite. Há alguns canais, inclusive, gratuitos", complementa.

Dito isso, navegue pela loja de aplicativos da sua TV, você pode encontrar muita coisa interessante por lá.

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_______________ * Quer começar a programar? Três conselhos de quem manja (aos 15 anos)

Lovatto/UOL
Imagem: Lovatto/UOL

Fernando Barros

Colaboração para Tilt

20/04/2021 04h00

Você sabe o que é HTML, framework, Github, Javascript, API, back end, front end e full stack? O sergipano Marcos Henrique Dias, 15, está no caminho para dominar esse palavreado, pois cursa o primeiro ano do ensino médio e já domina algumas linguagens da programação, que ele começou a estudar quando tinha 12 anos. Ele mantém um canal no YouTube, com 4,34 mil inscritos, para ensinar o que sabe no desenvolvimento de aplicativos.

O interesse surgiu brincando. Aos dez anos, desmontava os próprios carrinhos de controle remoto para ver as peças, entender a relação entre elas e a tecnologia por trás de seu funcionamento. Dois anos depois, ganhou do pai o primeiro celular e passou a assistir a canais de tecnologia no YouTube, como o Brincando com Ideias.

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Conheceu então o Arduino, uma plataforma para escrever códigos e desenvolver diferentes projetos. Logo estava fazendo cursos e publicando dicas no Youtube. Isso chamou a atenção de uma empresa de Sergipe, que o contratou como jovem aprendiz. Hoje, além do estágio, Dias produz um app, batizado de Mesadinha, para ensinar as crianças a lidarem desde cedo com o dinheiro de uma forma lúdica.

Veja a seguir três conselhos que ele dá para quem quer se aventurar entre códigos, comandos e linguagens da computação:

1 - Estudar e praticar

O primeiro passo, diz ele, é estudar bastante e testar o que mais combina com você. "Vídeos, cursos, livros, documentações de programas são oportunidades de buscar conhecimento para quem quer entender programação."

Ele, por exemplo, mescla todas essas possibilidades, mas gosta bastante do aprendizado via cursos. Para o "dev" mirim, eles vão do básico até o mais avançado, o que permite progredir gradativamente. "É importante também praticar para ajudar a fixar e não esquecer", sugere.

2 - Manter-se atualizado

Nessa área, novas tecnologias surgem o tempo todo. Por isso, é preciso estar sempre de olho e manter-se atualizado. Vale escolher um segmento para se especializar, mas sem se privar de explorar outras possibilidades. Ele trabalha principalmente com node.js, react.js e React Native, todos ligados a Javascript, uma das linguagens mais populares do ramo.

Aqui, mais uma dica: "Quando você coloca um peso para aprender as coisas, elas ficam mais difíceis. Já quando se diverte, aprende sem nem perceber."

3 - Compartilhar conhecimento

Uma boa maneira de saber mais sobre programação é dividir o que se aprende. Para compartilhar seus aprendizados e experiências, mantém o canal do YouTube, um blog, um perfil no LikedIn e outro no Instagram.

Ele é monitorado de perto pelos pais, em todas essas redes, por conta da idade, mas faz questão de interagir com os seguidores, responder perguntas e tirar dúvidas. "Ensinar o que você sabe a outras pessoas pode inspirá-las e também te ajuda a fixar o conhecimento. Você aprende ensinando", acredita.

_______________ * Como fazer a manutenção do seu celular? Veja 3 conselhos de quem manja

Lovatto/UOL
Imagem: Lovatto/UOL

Marcos Bonfim

Colaboração para Tilt

06/04/2021 04h00

Você comprou aquele celular que paquerou durante meses, usou um tempo, mas logo o aparelho começou a dar sinais de lentidão? Existem cuidados simples que ajudam a aumentar a vida útil do aparelho, sem que você precise gastar mais dinheiro com assistência técnica ou reparos.

Clayton Mangulin, fundador da rede de assistências técnicas Campinas Celulares, respondeu à pergunta: se pudesse dar três conselhos sobre manutenção de celular, quais seriam? Veja o que ele disse:

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1 - A bateria não precisa "dormir"

Você não precisa colocar o celular para "dormir" com você. O hábito de deixar o aparelho carregando durante toda a noite pode prejudicar a bateria se você não estiver usando o carregador original do modelo. Além disso, você não estará de olho se acontecer um curto-circuito, o que aumenta a chance de danos e até incêndios.

"Sempre recomendamos que as pessoas deixem de duas horas a três horas na tomada, que é o tempo médio para a carga completa, a depender do modelo. Quando der os 100%, retire o aparelho do carregador", diz o especialista. Uma dica para isso é usar um app de alarme de bateria.

As baterias normalmente duram quatro anos. Mas, quando são muito demandadas, ficam com uma vida útil muito menor, de um ano e meio, no máximo. Segundo Mangulin, a troca dessa peça corresponde a 30% dos reparos feitos nas suas lojas.

2 - Cuide muito bem da tela e evite álcool gel

Você já deve saber que não dá para viver com um celular sem película e capinha, mas é sempre bom reforçar. "Todos os aparelhos precisam ter essas proteções. Se deixar cair, a tela vai quebrar mesmo", diz.

Esse tipo de manutenção representa 60% de todos os serviços que a assistência técnica faz, sendo que as trocas custam de 25% a 30% do valor dos aparelhos. Ou seja, não dá para arriscar.

Segundo o profissional, depois que a pandemia chegou e estudos mostraram que o coronavírus "sobrevive" nos celulares por quase um mês, muita gente passou a usar álcool gel nos eletrônicos. Isso danifica o aparelho, mancha o visor, estraga o fone de ouvido e conector de carga e ainda pode oxidar os componentes.

O mais indicado é limpar a tela com um pano ou tecido que não solte fios e umedecido em álcool isopropílico, não jogando o produto diretamente no aparelho.

A higienização inadequada fez o número de consertos do tipo aumentar bastante nos últimos meses. Em muitos casos, não foi possível salvar o equipamento, diz Mangulin.

3 - Preserve a memória com faxina periódica

Ninguém quer perder as recordações daquela viagem, as fotos com os amigos e a família ou arquivos importantes. Para evitar esses transtornos, faça uma limpeza semanal de conteúdos guardados em aplicativos como WhatsApp e Telegram.

Como quase todo mundo está em muitos grupos de conversas, recebemos uma quantidade grande de arquivos que pode sobrecarregar a memória do celular ou conter vírus. Ao longo do tempo, esse excesso de dados trava o aparelho.

Em alguns casos, isso significa ter de resetar e apagar tudo para que o aparelho volte ao normal. Ou seja, você corre sim o risco de perder tudo. Além de apagar tudo o que não precisa, contar com um serviço na nuvem de armazenamento ajuda a dormir mais tranquilo.

_______________ * Chega de passar raiva! Veja como limpar o computador e deixá-lo mais rápido

Uma boa faxina no seu computador vai fazer com que ele funcione melhor - Getty Images
Uma boa faxina no seu computador vai fazer com que ele funcione melhor Imagem: Getty Images

De Tilt, em São Paulo

20/06/2021 04h00

Atualizada em 24/06/2021 16h57

Seu computador trava toda hora e demora horas para abrir um único arquivo? Isso pode ser um sinal claro de que ele anda precisando de uma limpeza geral.

Claro que a lentidão pode ter a ver com um problema mais complexo de ser resolvido. Mas pode ter certeza que uma boa faxina vai fazer com que ele funcione bem melhor do que antes.

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Tilt separou algumas dicas para que você mesmo faça uma limpeza geral no seu computador com sistema operacional Windows. Você vai precisar:

  • Limpar arquivos temporários;
  • Excluir programas que não usa mais;
  • Desfragmentar o disco.

Limpe arquivos temporários

Durante o uso do Windows, os programas vão criando vários arquivos temporários. Até a nossa navegação na internet deixa rastros e sujeira dentro do HD.

Fazendo a limpeza do disco, todos esses arquivos serão apagados e o computador ficará com mais espaço para funcionar. O passo a passo abaixo pode ser uma etapa ou outra diferente dependendo da versão do Windows que tiver. Mas todas possuem um jeito parecido de fazer a limpeza.

  • Vá na barra de tarefas do computador (localizada na borda inferior da tela no lado esquerdo) e encontre o símbolo da Lupa. No Windows 10, é só abrir a barra e digitar direto o texto abaixo;
  • Digite "Limpeza de Disco" (se o sistema estiver em Inglês, digite 'Disk Cleanup');
  • Selecione a opção na lista de resultados;
Digite Limpeza de Disco na lupa do Windows para limpar seu PC - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução
  • Uma nova janela vai surgir com algumas sugestões. Você deve selecionar os tipos de arquivos que deseja remover;
  • Se tiver alguma dúvida, clique no item para ler uma descrição sobre ele (alguns exemplos são: arquivos da lixeira e de internet temporários);
  • Depois de selecionar o que quer, é só ir no 'OK' e confirmar. O sistema vai abrir uma janela perguntando se você deseja realmente continuar o processo.

Ao confirmar, todos os arquivos selecionados serão excluídos, sem chance de recuperação.

A parte dois da limpeza de arquivos desnecessários do PC   - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Exclua programas que não usa mais

No mesmo local da Limpeza de Disco aparece um item chamado "Mais opções". Ao clicar, uma nova janela vai surgir com todos os programas instalados em seu PC.

Análise um por um e veja quais você não usa já há algum tempo. Decidiu qual quer apagar?

  1. Clique nele e em seguida aperte o botão "Desinstalar".
  2. Siga os passos seguintes exibidos na tela; e pronto.

Desfragmente o disco

A dica agora serve para que o Windows analise os arquivos que estão espalhados (fragmentados) pelo HD. O próprio sistema acaba fazendo essa desordem durante o seu funcionamento. Por isso, é bom repetir o processo de tempos em tempos.

Seguindo os passos abaixo, o computador consegue se reorganizar para economizar mais espaço. Consequentemente, ele fica mais rápido.

  1. Volte para a barra de pesquisa e digite "Desfragmentar e Otimizar Unidades";
  2. Ao abrir, selecione a unidade C:/ e vá no botão "Analisador";
  3. Depois que o PC fizer sua análise é só pressionar "Otimizar";
  4. O processo pode demorar bastante (até horas) dependendo do caso.
  5. Depois de seguir é só dar um OK para concluir.
Como desfragmentar o disco - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

E uma recomendação: só faça a desfragmentação quando não tiver riscos de falha na rede elétrica (como em caso de um temporal). O risco é o computador desligar no meio do caminho e perder alguns dados.

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_______________ * Como preservar seu notebook? Veja três conselhos de quem manja

Confira 3 conselhos de quem manja para preservar seu notebook - Lovatto/UOL
Confira 3 conselhos de quem manja para preservar seu notebook Imagem: Lovatto/UOL

Marcos Bonfim

Colaboração para Tilt

04/05/2021 04h00

Cada vez mais brasileiros têm se rendido à praticidade dos notebooks. Com mais tempo em casa, por causa da pandemia, e fazendo praticamente tudo (desde trabalhar, estudar, até ter vida social) usando esse tipo de computador, as vendas cresceram no ano passado —alta de 21,8%% em comparação com 2019, segundo dados do instituto de pesquisa IDC Brasil.

Em média, brasileiros desembolsaram R$ 4.300 por um novo notebook. Foram quase 5 milhões de unidades vendidas no ano passado, apesar da grave crise econômica que o país enfrenta. Se você foi uma dessas pessoas, saiba que, com os cuidados certos, seu novo computador terá um tempo de vida útil maior —fazendo seu dinheiro render.

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Paulo Sérgio, professor e pesquisador de ciência tecnológica do Centro Universitário FEI, manja bastante do assunto e, por isso, pedimos a ele para te dar três conselhos sobre como cuidar do seu notebook.

1. Comida e notebook não combinam

Quem nunca comeu enquanto trabalha em frente o notebook, principalmente ao longo da pandemia, que atire a primeira pedra. A atitude, porém, precisa ser evitada por oferecer diversos riscos de danos ao equipamento.

"O maior prejuízo é a poeira e sujeira caírem e entrarem nos componentes eletrônicos. Essa micro sujeira seca vai degradando o notebook ao longo do tempo e se espalhando por outros espaços. Agora, se for líquido, como café e refrigerante, o dano é mais imediato, tem que levar para a assistência para limpeza e manutenção", explica.

Esse uso, sem a devida atenção à limpeza, também pode desvalorizar o aparelho, já que as teclas do teclado tendem a desgastar em pouco tempo.

Para evitar esses problemas, o professor recomenda limpezas periódicas. "Já que não vamos conseguir proibir as pessoas de comerem enquanto usam os seus notebooks, principalmente neste período de pandemia, o ideal é sempre cuidar do equipamento, passando uma flanela com álcool isopropílico no teclado. Não basta só passar por cima, precisa virar também o notebook para que saiam todos os resíduos", complementa.

2. Cuidados com as conexões

Como em todas as nossas novas aquisições, todos temos uma tendência a cuidar muito bem dos dispositivos. Com o passar do tempo, no entanto, relaxamos. E é aí que mora o perigo.

Para o professor, muitas pessoas acabam, ao longo do tempo, reunindo um emaranhado de fios conectados aos notebooks. Para além da aparente desorganização, isso pode significar prejuízos para o aparelho e enfraquecer as conexões. "Hoje, temos vários relatos de choques elétricos em razão disso."

Ademais, o especialista chama atenção para o uso da tomada de três pinos. "Muitas pessoas ignoram esse terceiro pino, mas ele é o responsável pelo fio terra", afirma. Para preservar o aparelho, a melhor saída é ter um adaptador sempre à disposição.

3. Especialista de tutorial

Acompanhar tutoriais já se tornou uma prática comum na internet e muitas pessoas têm se aventurado em campos que não dominam. Para o especialista, quando há desejo de fazer ajustes ou melhorias, o caminho a seguir é outro.

"Muitos usuários, seguindo tutoriais, querem alterar conexões, aumentar a memória, por exemplo. E isso acaba sendo um problema sério porque mexem de uma maneira não profissional e sofrem com prejuízos depois. Quando quiser fazer mudanças, aconselho levar para um especialista que saberá manipular os equipamentos adequadamente", sugere.

O professor lembra ainda que cuidados básicos, como não deixar o notebook carregando continuamente, desligar a tela completamente após o uso e a atenção ao colocá-lo em mochilas e bolsas, são essenciais para a boa preservação e uma vida útil mais longa dos aparelhos.

_______________ * #FICADICA #FICADICA Celular LENTO? Esgote estes 14 recursos ANTES de TROCAR por um NOVO 

Calma, antes de jogar o celular na parede, tente esse passo a passo - Pollyana Ventura/Getty Images
Calma, antes de jogar o celular na parede, tente esse passo a passoImagem: Pollyana Ventura/Getty Images

De Tilt, em São Paulo

04/07/2021 04h00

Ao longo do tempo, os celulares ficam mesmo mais lentos. Não é impressão, é acúmulo de dados, imagens, vídeos, áudios e aplicativos. Existem muitas maneiras de melhorar isso, das simples às complexas.

Siga este passo a passo antes de partir para um novo modelo, quem sabe assim você consegue adiar o gasto com um aparelho mais moderno.

  1. Comece atualizando o sistema operacional
  2. Diminua o máximo que puder a quantidade de apps na tela inicial, repense também os widgets
  3. Analise sua coleção de aplicativos: todos são realmente importantes? Apague o que não usa e atualize os que ficarem. As atualizações de software nem sempre são sobre novos recursos, na maioria das vezes trazem melhorias no desempenho ou novos recursos de segurança. Você pode verificar isso em Configurações > Atualização de software > Baixar atualizações manualmente.
  4. Exclua arquivos desnecessários salvos no seu celular
  5. Faça uma limpeza profunda no WhatsApp: jogue fora vídeos, memes e áudios que te mandam. Você pode até acionar o recurso "Apagar todas as conversas" na configuração do app, item "Conversas".
  6. Previna-se desse tipo de acúmulo: no WhatsApp, vá em "Configurações" > "Conversas e chamadas" ou "Conversas" > "Download automático" ou "Salvar no Rolo de Câmera" > "Quando utilizar rede de dados" e desabilite todas as opções. Ao fazer isso, apenas os arquivos que você selecionar serão salvos.
  7. Desapegue e desinstale jogos que não usa. Além de ocupar espaço, eles requerem muito do seu processador.
  8. Escolha um bom cartão de memória SD e armazene nele fotos, vídeos e áudios que quiser guardar. Caso tenha um, formate de tempos em tempos.
  9. Outra opção é colocar arquivos pesados na nuvem, como no Google Drive, OneDrive ou iCloud.
  10. Limpe o cache (as informações que os apps guardam para agilizar seu carregamento). Para excluir, vá em Configurações > Armazenamento > Dados de cache ou em Configurações > Manutenção do aparelho> Armazenamento > Configurações de armazenamento (três pontinhos no canto superior) > Dados memorizados.
  11. Desabilite animações e efeitos desnecessários: launchers e papéis de parede (wallpapers) animados são legais e deixam o aparelho mais divertido, mas pesam na memória e consequentemente afetam o desempenho. Desative em Configurações > Aplicativos
  12. Use um app de limpeza para melhorar a memória e o desempenho do celular (mas escolha um com boa reputação)
  13. Reinicie seu aparelho, isso ajuda a liberar memória
  14. Se nada disso ajudar, salve tudo o que tem de mais precioso e formate: nas configurações, escolha "Fazer backup e redefinir".

_______________ * Minha mãe foi vacinada contra a covid-19. Já é seguro abraçá-la?

iStock
Imagem: iStock

Lívia Inácio

Colaboração para VivaBem

05/07/2021 04h00

No dia em que a mãe se vacinou contra a covid-19, Maria Rita Alves Dalledone, 29, fotografou tudo. Da chegada ao hospital ao momento da injeção, a estudante de psicologia cobriu cada cena do evento, com direito a stories no Instagram e fotos enviadas para o grupo de WhatsApp da família. A notícia chegou como um alívio a todos, já que Rita de Cássia Alves, 61, é hipertensa, condição que a enquadra no grupo de risco da doença.

Apesar da emoção compartilhada publicamente, nem a mãe nem a filha afrouxaram os protocolos de segurança. Continuam se vendo pouco e de máscara, usando álcool gel e se isolando o quanto podem. "Vamos seguir assim até a pandemia acabar", diz Maria Rita. Mas será que isso é realmente necessário?

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A resposta é: sim. Segundo a bióloga Patrícia do Rocio Dalzoto, professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), só vai ser possível relaxar o distanciamento social e o uso das máscaras depois que o país vacinar em torno de 75% da população com a primeira e a segunda doses —quando, teoricamente, será atingida a chamada imunidade coletiva (ou imunidade de rebanho). Hoje, apenas 12% dos brasileiros já concluíram as duas etapas.

Mas se a vacina é segura e eficaz, por que você ainda não pode abraçar sua mãe como antigamente, mesmo depois de ela ter sido vacinada? A especialista lista duas grandes razões.

A primeira é que, embora uma pessoa imunizada tenha menos chances de desenvolver um quadro grave de covid-19, essa possibilidade ainda existe, sobretudo em meio a mutações do vírus, que tende a se tornar mais forte e virulento enquanto não se imuniza toda a população.

"Por enquanto, as fórmulas usadas conferem proteção contra as variantes conhecidas. Mas não podemos prever o que acontecerá se outras continuarem a surgir", ressalta Dalzoto.

O segundo ponto é a transmissão. A bióloga explica que, entre 15 e 20 dias após a segunda dose, a pessoa já produz anticorpos neutralizantes capazes de impedir a entrada do invasor nas células. Mas isso não quer dizer que não seja possível transmiti-lo a outras pessoas.

Edson Teixeira, imunologista e professor do Departamento de Patologia e Medicina Legal da UFC (Universidade Federal do Ceará), acrescenta que não necessariamente se elimina o vírus assim que se tem contato com ele. Então, todo cuidado é pouco nessa fase de transição pela qual o mundo passa.

Muitas pesquisas têm apontado que a imunização é capaz de reduzir a transmissão, mas não de impedi-la completamente. Um estudo publicado pelo governo inglês, por exemplo, que avaliou os efeitos das vacinas Pfizer e AstraZeneca, mostrou que, três semanas após a segunda dose, infectados tiveram quedas na transmissibilidade que chegavam a 49%. Ainda assim, não dá para descartar a possibilidade de contágio.

Quais cuidados ainda são necessários?

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Imagem: Getty Images

Como a transmissão do vírus ainda ocorre, é preciso tomar os mesmos cuidados habituais entre as pessoas não vacinadas: uso de máscara (de preferência o modelo PFF2), constante higienização das mãos (lavando com água e sabão ou utilizando álcool em gel), isolamento social e medidas de distanciamento.

Isso porque as pessoas vacinadas transmitem o vírus da mesma forma que as ainda não imunizadas: o coronavírus pode ser disseminado pelas mãos e por gotículas proliferadas no ar a partir da fala, do espirro e da tosse, conforme explica o professor Marcelo Pillonetto, da Escola de Medicina da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e microbiologista do Laboratório Central paranaense.

Teixeira lembra que a pandemia é um problema de ordem comunitária e não individual. Por isso é necessário cumprir acordos coletivos para que todos possam abraçar pessoas queridas o quanto antes. A vacinação é o primeiro passo dessa trilha, mas não é o único cuidado a se tomar agora.

"Já caminhamos muito. Se tivermos só mais um pouquinho de paciência, em breve estaremos festejando", acredita.

Maria Rita não vê a hora desse momento chegar. Responsável por organizar as festas da família, ela já tem vários planos para uma grande ceia de Natal.

"Se não for neste ano, será no ano que vem. Vai ser emocionante reunir todo mundo e dar aquele abraço que a gente espera há tanto tempo", afirma.

_______________ * Quem tomou vacina deve continuar usando máscara e evitando aglomerações

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do VivaBem*, em São Paulo

10/06/2021 19h22

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou, nesta quinta-feira (10), que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deve publicar um parecer para desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que já foram vacinados ou contraíram covid-19 e se recuperaram — o que contraria as recomendações de autoridades sanitárias do mundo todo.

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Apenas países que estão com a vacinação em ritmo acelerado adotaram a medida, como Israel (59,4% da população vacinada com duas doses) e Estados Unidos (42,15% da população).

Segundo especialistas, a vacina não é um passe-livre para as pessoas deixarem de usar as máscaras e também fazerem aglomerações. Os imunizantes, de acordo com suas eficácias, reduzem as chances do adoecimento e, com isso, diminuem a transmissão da doença nas comunidades.

"Infelizmente é isso que as pessoas esperam, elas querem algo que seja 100% eficaz, ou seja, protege completamente. Você está vacinado, você fica de corpo fechado e, de preferência, 0% de efeitos diversos. Primeira notícia: isso não existe. Nem para vacinas, nem para medicamentos. O que existe sempre é uma redução do risco e um aumento do benefício", explica a microbiologista Natalia Pasternak*.

O oncologista Drauzio Varella também alerta para que as pessoas não relaxem com as medidas de proteção contra covid-19, mesmo já vacinadas ou para quem já foi infectado pela doença. "A vacina não é um salvo-conduto, de jeito nenhum. Eu estou vacinado, vou sair de máscara, não vou me aglomerar, vou tentar reduzir ao máximo o risco de entrar em contato com o vírus", explica o médico*.

Até porque pessoas vacinadas também podem transmitir covid-19 — nenhuma vacina irá proteger 100% a pessoa. Inclusive, um estudo do IHME (Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde), da Universidade de Washington, já mostrou que mesmo com a vacinação, só o uso de máscaras e distanciamento podem frear a pandemia.

Por isso, a orientação segue a mesma desde o começo da pandemia: fique em casa, se puder, e use máscaras quando estiver em locais públicos. Se o ambiente for muito fechado, com pouca circulação do ar, opte pelas máscaras PFF2/N95, que garantem maior proteção.

* Com informações de reportagem publicada em 04/05/2021.

_______________ * Tatá Werneck é criticada por usar máscara e face shield, mas ela está certa

Tatá Werneck recebeu críticas por "excesso" de proteção em velório de Paulo Gustavo - Marcelo Sá Barretto/AgNews
Tatá Werneck recebeu críticas por "excesso" de proteção em velório de Paulo Gustavo Imagem: Marcelo Sá Barretto/AgNews

Luiza Vidal

Do VivaBem, em São Paulo

07/05/2021 13h39

Desde o começo da pandemia do coronavírus, Tatá Werneck tem adotado medidas de proteção para evitar a disseminação da covid-19, como o isolamento social e uso de máscaras quando precisa sair de casa — diferente de outros famosos, que promovem aglomerações em festas ou que continuam viajando normalmente, mesmo em um momento em que Brasil registra mais de 400 mil mortos pela doença.

Na cerimônia de despedida do ator Paulo Gustavo, nesta quinta-feira (6), a apresentadora foi fotografada usando duas máscaras, face shield, além de um produto para higienizar as mãos. Entretanto, alguns internautas resolveram criticar a atriz, pelo "excesso" de proteção.

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"As pessoas são bobas demais. Criticam quem não se protege. E na mesma medida quem se protege demais. Prefiro ser chamada de exagerada do que de irresponsável", escreveu a atriz no Twitter.

Tatá Werneck rebateu críticas sobre máscaras em velório de Paulo Gustavo - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Tatá Werneck rebateu críticas sobre máscaras em velório de Paulo Gustavo Imagem: Reprodução/Instagram

Diferente do que alguns internautas disseram, Tatá Werneck está muito correta com os seus cuidados: o uso de máscara é extremamente importante para se proteger e também evitar a disseminação da covid-19, além, é claro, do distanciamento social — que ela tem feito, exceto quando precisa trabalhar — e da higiene constante das mãos.

Inclusive, em locais de maior aglomeração, como transporte público e mercados, as máscaras PFF2/N95 são as mais indicadas. Elas apresentam uma capacidade de filtragem maior e proporcionam um melhor ajuste no rosto.

Outra forma de reforçar a proteção é usando a máscara cirúrgica com uma de tecido por cima, que pode reduzir em 95% o risco de transmissão da covid-19, segundo estudo do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão regulador do sistema de saúde dos EUA.

A apresentadora também estava usando a face shield, protetor facial transparente, muito válido para proteger outras regiões do rosto, como os olhos. Mas é importante ressaltar que, sozinho, ele não funciona. O "escudo" facial deve ser utilizado, sempre, com a máscara embaixo, assim como a atriz fez.

Importância dos rituais de despedida

Tatá já contou nas redes sociais que tem medo da situação da pandemia no país neste momento — inclusive, além da filha pequena, ela também mora com os pais. "Eu só saio para trabalhar. Foi a primeira vez que saí. E pensei muito antes de ir. Mas eu acho que se não fosse não acreditaria. Fiquei pouco tempo e já estou nervosa por ter saído. Eu estou com muito medo. Agora muito mais que antes. Mas eu prefiro ser exageradamente responsável", escreveu sobre a ida à cremação do amigo.

Mesmo com medo, ela decidiu ir à cerimônia — com toda proteção — para se despedir do amigo. E este momento é fundamental para o luto das pessoas, conforme explica Marilene Kehdi, psicóloga pela FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) e especialista em atendimento clínico. "O que fecha o ciclo da despedida de um ente querido é o velório. Ele abre caminho para a superação. Sem esse rito, o enlutado não consegue fechar o ciclo e fica mais difícil superar a perda, causando grande angústia", diz.

Além disso, Kehdi conta que é neste momento que as pessoas conseguem dizer as últimas palavras e receber apoio de amigos e/ou familiares. "Tatá Werneck fez muito bem: se despediu de um amigo, no velório dele, mas também priorizou sua responsabilidade com a vida dela e com a dos outros também", diz a psicóloga. "Ela está vendo a realidade da covid no Brasil, temos mais de 400 mil mortos pela doença."

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Imagem: Getty Images

Cristiane Bomfim

Da Agência Einstein

28/05/2020 11h34

O isolamento social e os cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus são realidade e não há previsão de quando a vida voltará ao normal. E mais: acredita-se em um novo normal após a pandemia, caracterizado pelo maior distanciamento físico, uso de máscara em locais com grande número de pessoas e maior frequência de higienização das mãos.

Mas tudo isso deve continuar sendo feito de acordo com o passo a passo correto. "Não adianta estar com máscara e, com frequência, levar a mão ao rosto sem higienização, por exemplo", explica o infectologista Moacyr Silva Junior, do Hospital Israelita Albert Einstein. É preciso ainda tomar cuidados com a desinfecção de compras e utensílios. As regras são as mesmas independentemente do estado ou cidade em que você mora.

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Uso correto das máscaras

As máscaras devem ser usadas em todos os lugares, sem exceção: rua, carro, metrô, ônibus, mercado, açougue, trabalho, banco, praças, durante caminhadas. "O ideal é sair de casa com ela no rosto e permanecer assim ao longo dia", explica o médico. Para o dia a dia, o Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras de pano com pelo menos duas camadas - ou seja, dupla face. Os tecidos podem ser algodão, tricoline, TNT ou qualquer outro que seja grosso. Ela deve estar bem ajustada ao rosto, cobrindo totalmente a boca e o nariz.

  • A máscara é de uso individual e não pode ser dividida.
  • Ela deve ser trocada sempre que estiver úmida ou suja. Por isso o ideal é que cada pessoa tenha, pelo menos, duas máscaras de pano disponíveis para o uso ao longo do dia
  • Ela deve ser usada sempre ao sair de casa.
  • Antes de vesti-la, lave as mãos com água e sabão ou as higienize com álcool gel. Pegue a máscara pelas alças e a coloque no rosto
  • Evite tocar o rosto - especialmente olhos, que estão descobertos ao longo do dia. Se precisar tocá-los, higienize as mãos antes e depois
  • Carregue sempre um saquinho plástico. Toda vez que precisar retirar a máscara - como na hora das refeições -, higienize as mãos, retire pelas alças e a coloque no saquinho fechado para evitar a contaminação. "O contato da máscara com outras superfícies pode contaminá-la", explica Moacyr da Silva Junior.

Como lavar a máscara

  • Ela deve ser lavada separadamente das outras roupas com água e sabão. Depois, pode ser mergulhada por 30 minutos em uma solução desinfetante (2 colheres de sopa de água sanitária em 1 litro de água)
  • Após enxague e secagem, ela deve ser passada com ferro quente e guardada em uma embalagem fechada

Nos elevadores

  • Utilize o elevador individualmente ou apenas com moradores do mesmo apartamento
  • Em caso de elevadores cheios, aguarde o próximo ou prefira as escadas
  • Evite conversar dentro do elevador
  • Não encoste nas paredes do elevador e utilize um lenço descartável para apertar o andar, caso tenha.
  • Você pode também higienizar as mãos após digitar o andar

No táxi ou corridas por aplicativos

  • Tanto passageiro quanto motorista devem usar máscara
  • Viaje no banco traseiro
  • Mantenha as janelas abertas, se possível. A circulação do ar reduz os riscos de contágio
  • Ao desembarcar, higienize as mãos
  • Motoristas devem evitar a retirada da máscara e, sempre que o fizerem, precisam colocá-la em um recipiente plástico

No transporte público

  • Esteja de máscara.
  • Tente manter distância de ao menos 1 metro dos demais passageiros
  • Não leve mão ao rosto, tampouco toque a máscara ao longo do percurso
  • Ao desembarcar, higienize as mãos e objetos tocados ao longo da viagem (como celulares)

Viagens de avião

  • Evite viajar
  • Use máscara e, se possível, tente intercalar os assentos
  • Em viagens curtas, evite comer no avião. Assim você reduz as chances de contaminação com a retirada da máscara
  • Use álcool em gel ao entrar e sair da aeronave

Higienização de alimentos

  • É importante lembrar que vírus não se multiplicam em alimentos ou superfícies - que são veículos de transmissão.
  • Mantenha pias, mesas, bancadas e utensílios domésticos limpos e secos. A limpeza pode ser feita com água e sabão e água sanitária. Estes procedimentos evitam a presença de microrganismos indesejados (incluindo o novo coronavírus) e contaminação cruzada, que é a transferência destes microrganismos de alimentos ou superfícies contaminadas para alimentos limpos
  • As embalagens de produtos comprados em supermercados devem ser limpas ao chegar em casa. Embalagens plásticas, caixas e latas devem ser lavadas inicialmente em água corrente para retirada de resíduos sólidos. Depois devem ser mergulhadas em uma solução desinfetante (medida: 1 colher de sopa de água sanitária em um litro de água) e enxaguadas em água corrente. Importante lembrar que solução à base de vinagre não é capaz de eliminar completamente vírus e bactérias
  • O procedimento é o mesmo para vegetais, folhas e frutas antes de serem armazenados na geladeira. Para este caso, a recomendação é o uso de substâncias sanitizantes próprias para alimentos.

Refeições prontas

  • Em casos de entrega de comida (comprada por aplicativo), a recomendação é evitar o contato com o entregador e opção por embalagens de papelão
  • As embalagens devem ser desinfectadas antes da retirada dos alimentos e descartadas
  • Preferir pagamento remoto (pelo próprio aplicativo), mas se for manusear cédulas ou máquinas de cartão, higienize as mãos antes de tocar os alimentos

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_______________ * RJ identifica dois novos casos da variante delta da covid-19 no estado

Os infectados por essa cepa são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores de Seropédica e São João de Meriti - effelle/Pixabay
Os infectados por essa cepa são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores de Seropédica e São João de Meriti Imagem: effelle/Pixabay

Do VivaBem, em São Paulo*

06/07/2021 08h11

Atualizada em 06/07/2021 10h17

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou dois novos casos da variante Delta do novo coronavírus (B.1.617), que provoca a covid-19. Segundo autoridades sanitárias, os pacientes são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores da Baixada Fluminense.

Os casos, dos moradores de Seropédica e São João de Meriti, foram anotados nos dias 16 e 17 de junho. Os municípios foram comunicados e estão investigando se são transmissões autóctones, ou seja, ocorridas dentro do estado, ou importadas.

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"Elas pegaram há mais de vinte ou trinta dias. Já estão liberadas e passam bem", disse o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

A delta é também conhecida como variante indiana e se espalhou por quase 100 países. Um caso da cepa indiana já havia sido anotado no estado em maio deste ano. Apesar disso, a linhagem P.1 (brasileira) continua sendo a mais comum no estado.

"Não sabemos ainda qual a capacidade de replicação dessa variante delta. A predominância segue de variante P.1 no Estado. O risco da delta vir a ser dominante existe, por isso temos que ficar em alerta e atentos. Se houver um avanço da delta, existe a possibilidade de ter um recrudescimento da transmissão" acrescentou o secretário.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde ressaltou que as ações de prevenção e os métodos de diagnóstico e tratamento da covid-19 seguem os mesmos, independentemente da variante.

*Com informações da Agência Brasil e Reuters

_______________ * Confira três mudanças que o Instagram fez que vão ajudar em seu home office

Getty Images
Imagem: Getty Images

Nicole D'Almeida

Colaboração para Tilt

04/07/2021 04h00

A adesão do home office potencializada pela pandemia de covid-19 parece ter contribuído para que empresas de tecnologia acelerassem mudanças na versão de seus programas para computador. O Instagram é um exemplo.

Recentemente, a rede social começou a testar a opção permitir publicações de fotos diretamente da versão web. O recurso é algo que em breve deve chegar para todo mundo.

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Além disso, ao longo do ano passado, a rede social também liberou atualizações para sua versão para computador, como você pode conferir abaixo. Tilt reuniu três funções práticas para ajudar na vida em home office e ensina como usar.

Postar pelo PC

Ainda que esteja em fase de testes, como confirmado pelo Facebook em comunicado à "Bloomberg", a novidade de postar fotos e vídeos diretamente do computador é ótima.

Para os internautas "eleitos", um símbolo de + passou a aparecer na versão web do Instagram. Ao clicar, uma tela com a mensagem "Selecionar do computador" é aberta. Na sequência, é possível publicar fotos e vídeos.

Matt Navarra, consultor de mídia social, foi um dos internautas que notaram o teste.

Podemos notar que o recurso é bem parecido com a versão mobile, permitindo selecionar proporções, aplicar filtros e usar parâmetros básicos de edição.

O recurso não está disponível para todos ainda, mas está destacado no canto superior direito da tela, com uma mensagem que afirma: "Agora você pode criar e compartilhar postagens diretamente de seu computador".

Assistir lives pelo PC

No ano passado, a versão web do Instagram ganhou a função de assistir lives diretamente do computador, algo que só era possível no aplicativo para celular e tablets.

A mudança ocorreu graças ao aumento das transmissões em vídeo ao vivo. A interface vista no PC e no notebook permite visualizar os comentários, fazer um se desejar e até visualizar quantas pessoas estão assistindo àquela transmissão.

Para usar, é só clicar na bolinha com o símbolo do "Ao vivo" e acompanhar tudo em tempo real.

Acessar DMs pelo PC

Outro recurso que surgiu em 2020 é o acesso a DMs (direct messages ou mensagens diretas, em português) no computador.

Além de visualizar as mensagens recebidas por seus contatos (ou desconhecidos se o seu perfil for aberto), a ferramenta permite acessar o teclado emoji e enviar fotos e vídeos da galeria do seu PC.

A função aparece no canto superior direito do navegador, entre o indicador do feed e o explorar. É só clicar no ícone e a caixa de entrada de mensagens se abre.

_______________ * Quanto investir para ter R$ 10 mil ou R$ 15 mil de aposentadoria por mês?

Exclusivo para assinantes UOL

Matheus Adami

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/07/2021 04h00

Ter um plano de aposentadoria é algo que parece distante para muitas pessoas. Mas é possível se estruturar para conseguir rendimentos superiores a R$ 10 mil por mês? A resposta é sim, mas a tarefa não é simples, requer consistência e foco. Para se aposentar com R$ 5.000 mensais é preciso investir algo entre R$ 800 e R$ 1.850.

Agora, para se aposentar com R$ 10 mil ou R$ 15 mil mensais, os valores são outros. Quer saber quanto e onde investir? Confira as contas dos especialistas feitas para o UOL Economia+, considerando quatro prazos para a aposentadoria: daqui a 10, 15, 20 e 30 anos. Em todos os casos foram levados em conta dois objetivos: se aposentar com uma renda mensal de R$ 10 mil e R$ 15 mil. Veja abaixo.

_______________ * WhatsApp: confira 7 novidades que estão prestes a chegar

Tim Reckmann (Flickr)
Imagem: Tim Reckmann (Flickr)

Thaime Lopes

Colaboração para Tilt

25/06/2021 04h00

Atualizada em 26/06/2021 11h08

WhatsApp ganhou, recentemente, algumas funções que têm feito muito sucesso. Uma delas é a possibilidade de acelerar a velocidade de reprodução dos áudios recebidos pelo aplicativo. E as novidades não devem parar por aí.

Segundo o site especializado WaBetaInfo, que antecipa recursos que estão em testes no WhatsApp, os internautas podem aguardar sete novidades fresquinhas nas próximas atualizações do aplicativo.

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Algumas funcionalidades, inclusive, já estão disponíveis para quem usa a versão beta (de teste) do WhatsApp, como encaminhamento de pacote de figurinhas e mensagens que desaparecem logo após serem lidas.

Abaixo listamos as sete prováveis novas funções e explicamos como elas devem funcionar. Confira:

Viu e apagou

Em entrevista ao WaBetaInfo, Mark Zuckerberg confirmou que uma das funcionalidades em que eles estão trabalhando é o de mensagens que só podem ser vistas uma vez. Depois, elas serão apagadas automaticamente. Eles também estão desenvolvendo um modo temporário (similar do que o Instagram já possui) para que os usuários possam optar por suas conversas sempre sumirem.

Encaminhamento de figurinhas

Meme bom é meme que cai nas graças da galera. E com a futura função do WhatsApp, isso vai se tornar ainda mais fácil. É que na atualização, será possível encaminhar pacotes inteiros de figurinhas para seus contatos. Quem receber o pacote, verá um link onde poderá fazer o download das imagens.

A novidade, por enquanto, só está disponível na versão de teste do iOS (iPhone). Ela deve chegar em breve aos usuários beta do Android.

Melhorias para empresas que usam o WhatsApp

Ao abrir o perfil de uma conta corporativa, haverá um pequeno resumo do estabelecimento. Também haverá atalhos para rapidamente ligar, mandar mensagem, encaminhar, ver o catálogo e explorar a loja, caso o comércio tenha loja no Facebook. Por enquanto, a novidade só está disponível no beta para Android.

WhatsApp em mais de um celular

Hoje, quem gosta de usar o WhatsApp Web precisa que o celular esteja obrigatoriamente conectado à internet. Zuckerberg, entretanto, afirmou que em breve teremos a opção de não só usar o Zap mesmo que o smartphone esteja desconectado, mas também acessar a mesma conta em até quatro dispositivos ao mesmo tempo.

O único ponto negativo é que mesmo no desktop não será possível fazer chamadas de áudio ou vídeo para outros usuários que não tenham a mesma versão do WhatsApp que você.

Transferência de chats entre Android e iOS

Trocou de sistema e está preocupado em perder suas conversas? Não se preocupe mais. Uma das novidades em teste é justamente a possibilidade de exportar seus chats entre Android e iOS.

Arquivos arquivados para sempre

Atualmente, se o usuário arquiva uma conversa e posteriormente recebe uma mensagem daquela pessoa, a conversa é automaticamente desarquivada e volta para a página principal do WhatsApp.

Nos testes, a empresa acrescentou a opção de arquivar definitivamente as conversas, caso o usuário queira. Novas mensagens desses chats serão automaticamente mutadas.

O usuário poderá optar por qualquer um dos modos de arquivamento de conversas.

Busca por figurinhas

Já disponível anteriormente para as versões de teste do Android, agora quem usa o beta no iOS também poderá desfrutar da facilidade de buscar por figurinhas específicas dentre as muitas que tiver.

Essa função já estava disponível, mas nos novos testes ela funciona de forma similar à busca por emojis ao digitar uma palavra em específico. Por exemplo: vamos supor que você digite na barra de busca "caminhão". Além de sugerir emojis, o botão de figurinhas ficará animando, identificando que também encontrou algo similar à palavra que você digitou.

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_______________ * Elas começaram a investir com pouco na Bolsa e hoje têm milhões; veja como

Do UOL, em São Paulo

06/07/2021 10h49

Quer perder o medo de investir e começar hoje a cuidar melhor do seu dinheiro? Hoje você vai aprender como com as influenciadoras e especialistas Bea Aguillar e Júlia Mendonça.

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Bea Aguillar é analista certificada e trabalhou por mais de sete anos em grandes instituições financeiras. Ela se dedica ao mercado de renda variável desde 2011. Em 2018, criou o canal "Papo de Bolsa" no YouTube para compartilhar sua experiência como investidora. Bea é uma das poucas mulheres certificadas a falar sobre Bolsa de Valores na internet.

A especialista em planejamento financeiro pessoal Júlia Mendonça começou a cuidar do próprio dinheiro quando se viu com uma dívida de R$ 80 mil, aos 24 anos. Ao estudar sobre finanças, Júlia quitou a dívida e logo se tornou investidora. Hoje impacta mais de 2 milhões de pessoas mensalmente com seu canal de Youtube e Instagram. É colunista do UOL e da rádio CBN Campinas, e autora do livro "Bora Enriquecer".

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