__________ * TERRIVELMENTE EVANGÉLICOS e sua ASCENSÃO ao PODER __________________________________ __________ * Samuel Luiz Muñiz * https://www.queerty.com/
__________ * Samuel Luiz Muñiz __________ * https://www.queerty.com/ __________ * Kaká di Polly, ex-BOZO
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_______________ * Terrivelmente evangélicos e sua ascensão ao poder - André Barroso
Por André Barroso
A lua-de-mel entre O presidente e os evangélicos foi um projeto de poder, que começou décadas atrás. Quis o destino, que esse projeto encontrasse nesse momento o candidato que estava em ascensão naquele momento surfando na onda ultraconservadora da candidatura Bolsonaro. Existe um projeto de poder pentecostal que estava se desenhando para alçar maiores coberturas de seus domínios religiosos. Um dos pilares que ainda sustenta o presidente, mesmo com diversos crimes cometidos, mais de 130 pedidos de impeachment e pedidos até no Tribunal de Haia, é o da bancada evangélica.
Todos os fiascos do governo são extremamente embaraçosos para a ala evangélica, mas não são mortais. Já ascenderam como vereadores, deputados estaduais e federais, ministros e atualmente, o presidente da república. Aquela história de Estado Laico, já não existe mais. Esses embates negacionistas e propostas de lei baseados nas convenções pentecostais estão tomando conta das cidades e estados brasileiros. Não importa a inabilidade do governo, corrupção ou todo tipo de esquema produzido, pois o avanço da bíblia no Estado é um projeto que não está no começo, porém sem perspectivas de fim.
O governo Bolsonaro está respaldado por essa camada que detém o poder na igreja. Não teremos um The Handmaid's Tale, mas podemos ter avançado muito em um estado fundamentalista. Basta ver o projeto de política pública para adolescente que será vista em São Paulo proibindo os jovens de qualquer contato com sexo. A nação evangélica não se assusta com o olhar do Bolsonaro de Rasputin. Pode falar em matar, pode ser totalmente a favor de torturas e ser truculento, mas se aprovar leis a favor da moral conservadora, está tudo bem.
Desde 1982 para cá, os parlamentares evangélicos passou de 12 para 90. Uma ascensão mostrando uma tendência no congresso e que nas pequenas prefeituras são quase 100%, tendo inclusive sessões religiosas nas casas legisladoras. Temos o mandatário maior da igreja, Edir Macedo, que publicou o livro “Plano de Poder”, mostra Deus como um estadista. O crescimento exagerado entre os mais pobres, que diante dos problemas da vida, e dos transtornos causados pela crise e o empobrecimento social avassalador, leva ao amparo dessas igrejas, que estão em cada canto no Brasil, a esse sofredor. Um presidente que acaba com os direitos trabalhistas, acaba com o meio ambiente e avança em um projeto de destruição, tem o suporte dos crentes que olham o presidente com uma espécie de fascínio reverencial.
E que ninguém ouse acordar esse rebanho do transe. Isso por que a lua-de-mel deles com o presidente ainda está no começo. Está como se ainda estivessem nas Barramas, livres e faceiros. Tivemos a indicação recentemente de Bolsonaro com André Mendonça ao cargo ao STF. Seria o segundo ministro terrivelmente evangélico como o presidente costuma falar. Quando se dará um comportamento contrário a essa lua-de-mel? Dá forma como esse avanço se dá no poder, nem se houver um tsunami na suíte nupcial ou um dedo acidental na tomada. Mesmo com uma mudança radical de condução do país em 22, a bancada está estabelecida e vai avançar, pois a construção religiosa é através do afeto e nisso, o brasileiro mais necessitado dispõe das igrejas.
Será que sobrará apenas rezar um pai-nosso ou haverá um amanhecer mais glorioso para o Brasil pátria do evangelho.
_______________ * Lula ironiza Eduardo Bolsonaro após parlamentar pedir censura ao ex-presidente no Twitter
O ex-presidente Lula publicou na rede social uma imagem com a seguinte mensagem: "com licença senhor Lula. Será que você poderia se retirar do Twitter e parar de expor o meu pai?". Eduardo Bolsonaro havia criticado a posição do petista contra o voto impresso e pediu censura a ele na rede social

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), após o parlamentar sugerir ser favorável à censura ao petista no Twitter. O ex-presidente publicou na rede social uma imagem com a seguinte mensagem: "com licença senhor Lula. Será que você poderia se retirar do Twitter e parar de expor o meu pai?".
O filho de Jair Bolsonaro havia questionado uma postagem de Lula criticando o voto impresso, defendido pelo clã presidencial como uma forma de colocar em prática um eventual golpe caso o pai seja derrotado na eleição presidencial de 2022.
"Será bloqueado por fake news @Twitter? Bolsonaro foi a todos os debates que pôde, até um terrorista ex-filiado ao PSOL atentar contra sua vida. Com voto auditável queremos mais transparência e possibilidade de auditar o que hoje é uma caixa preta. Quem pode ter medo disso?", escreveu Eduardo.
Lula dispara em pesquisa
Um levantamento da Quaest Consultoria e Pesquisa e do banco Genial Investimentos, apontou que Lula tem 43% dos votos, contra 28% de Bolsonaro no primeiro turno.
_______________ * Omar Aziz decreta prisão de Roberto Dias, que é levado da CPI pela polícia (vídeo)

247 - O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, deu voz de prisão contra o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, que depõe nesta quarta-feira (7) à comissão.
"Ele vai ser recolhido agora pela polícia. Ele está mentindo desde de manhã. O senhor está detido pela presidência da CPI", declarou Aziz.
O presidente da CPI também citou áudios de Luiz Paulo Dominghetti, suposto representante da Davati Medical Supply, que desmentem uma versão dada por ele à comissão.
A advogada do depoente protestou contra a prisão. "Isso é uma ilegalidade sem tamanho".
A sessão foi encerrada por volta de 17h50 com a ordem prisão mantida por perjúrio. "Pode levar", disse Aziz ao final da sessão.
_______________ * “Nosso lado pode não aceitar o resultado”, diz Bolsonaro sobre as eleições de 2022

247 - Jair Bolsonaro subiu o tom dos ataques à democracia e afirmou nesta quarta-feira (7) que NÃO ACEITARÁ o RESULTADO das ELEIÇÕES presidenciais de 2022, caso não haja a implementação do voto impresso.
“Eles vão arranjar problemas para o ano que vem.
Se esse método continuar aí, sem inclusive a contagem pública, eles vão ter problema, porque algum lado pode não aceitar o resultado.
Esse lado obviamente é o nosso lado, pode não aceitar esse resultado.
Nós queremos transparência. […] Havendo problemas, vamos recontar”, afirmou Bolsonaro em entrevista à rádio Guaíba, de Porto Alegre.
Sem provas, Bolsonaro atacou a credibilidade das eleições feitas por meio das urnas eletrônicas e disse que teria havido fraude nas eleições de 2014, na qual a presidenta Dilma Rousseff foi reeleita derrotando o candidato Aécio Neves (PSDB).
"Nosso LEVANTAMENTO, feito por gente que ENTENDE do assunto, garante que SIM.
Não sou técnico de informática, mas foi comprovado fraude em 2014", disse Bolsonaro.
Na mesma entrevista, Bolsonaro voltou a defender o voto impresso e atacou o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
"O parlamento brasileiro negociou com liderança partidária para que o voto impresso não fosse votado.
Para quê?
Para fraude.
Brasil é o país que desponta no tocante da informatização.
Por que o Japão não adota o voto eletrônico?
Por que os Estados Unidos não fazem o mesmo?
Porque o Barroso não quer mais transparência nas eleições, porque tem interesse pessoal", afirmou.
_______________ * CPI: áudios DESMENTEM Dias e COMPROVAM que encontro com Dominghetti NÃO foi acidental

247 - Áudios extraídos do celular do polícial militar Luiz Paulo Dominghetti, suposto representante da Davati Medical Supply, pela CPI da Covid e obtido por Daniela Lima, da CNN Brasil, desmentem a versão apresentada nesta quarta-feira (7) à comissão pelo ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.
Dias afirmou aos senadores e senadores que encontrou Dominghetti por acaso em um restaurante dentro de um shopping em Brasília. No entanto, em um áudio enviado por Dominghetti em 23 de fevereiro, dois dias antes do encontro, a um interlocutor chamado Rafael, às 16h22, o PM já falava sobre a "reunião" que aconteceria em 25 de fevereiro. "Rafael, tudo bem? A compra vai acontecer, tá? Estamos na fase burocrática. Em off, pra você saber, quem vai assinar é o Dias mesmo, tá? Caiu no colo do Dias... e a gente já se falou, né? E quinta-feira a gente tem uma reunião para finalizar com o Ministério", diz Dominghetti.
Segundo relato de Dominghetti à CPI, Dias teria pedido propina de US$ 1 por dose de vacina que estava sendo negociada. A Davati oferecia ao Brasil naquela ocasião 400 milhões de doses de vacina da AstraZeneca.
Em 25 de fevereiro, dia do fatídico encontro no restaurante, Dominghetti recebe um áudio de Odillon, que ajudou o PM a se aproximar de militares que, segundo ele, abriram as portas no Ministério da Saúde. "Queria ver se vocês combinaram alguma coisa para encontrar com o Dias", diz a mensagem de voz enviada às 14h51.
No dia seguinte, 26 de fevereiro, Dominghetti manda nova mensagem, às 17h16, a Rafael, relatando ter acabado de sair do Ministério da Saúde. A agenda oficial da pasta registra o encontro às 15h. "Rafael, acabei de sair aqui do Ministério. Tudo redondinho. O Dias vai ligar pro Cristiano (representante da Davati no Brasil) e conversar com o Herman (CEO da Davati) ainda hoje, tá. Ele tá afinando essa compra aí, várias reuniões certificando a turma de que a vacina já está à disposição do Brasil".
_______________ * Luis Miranda mostra áudio de conversa com Roberto Dias: “vou levar cigarro na cadeia”

Por Caio Barbieri e Victor Fuzeira, no Metrópoles - O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) rebateu, nesta quarta-feira (7), a acusação feita pelo ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.
Na oitiva, Dias afirmou que os irmãos Miranda teriam envolvido o nome dele nas denúncias de corrupção na compra da Covaxin como retaliação por ter negado a concessão de um cargo ao servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do parlamentar.
“É o famoso comentário que segue a mesma estratégia de todos:
desconstruir a testemunha, né?
Fazer ter uma dúvida para que a base bolsonarista faça o recortezinho, e essa vai ser a manchetes do dia.
E todo dia eles tentam aí desconstruir e não falam do fato.
A empresa terceira não interessa, o fato de essa empresa estar em paraíso fiscal não interessa a eles, de ela não estar no contrato, também não interessa a ele (…). Isso não interessa a base.
Então, é criar narrativa, né?”, disse.
Miranda também lembrou que nunca houve pedido por cargo e que a única menção feita pelo irmão foi pelo interesse de ser remanejado de setor dentro do Ministério da Saúde, onde atua como concursado.
“Como que o meu irmão, que é chefe do setor desde 2016, poderia querer outro cargo?
Será que ele pediu o de ministro?
O que eu me recordo era que o meu irmão queria sair desse departamento pela quantidade de denúncias de roubos, para não chamar de corrupção, que esse departamento tem, o Delog [Departamento de Logística].
Isso eu me recordo, mas não por vantagem, pelo contrário:
estava disposto a perder o cargo de chefia para ir a qualquer outro setor e que se livrasse de pessoas como Roberto Dias”, continuou.
_______________ * Renan quer acareação entre Roberto Dias e coronel Elcio Franco

247 - O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu nesta quarta-feira (7) uma acareação entre o ex-diretor do Delog Roberto Ferreira Dias e o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco. Para o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), "Elcio Franco está se complicando cada vez mais”
Os senadores encontraram inconsistências entre os depoimentos prestados por Dias e Franco pelos ex-servidores.
Roberto Dias disse à CPI hoje que o seu departamento não fez nenhum levantamento de preços de imunizantes, como havia dito Elcio Franco. Dias atribuiu todas as irregularidades ao coronel ex-número 2 da Saúde.
Para o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a exoneração de Roberto Dias foi resultado da participação do ex-diretor de logística na negociação por vacinas, que seria uma atribuição de Elcio.
Randolfe afirmou a Dias que “a forma como o Coronel Elcio Franco se reporta ao senhor é sempre com grau de desconfiança. è responsabilizando o senhor por alguma não concretização de tratativas em relação à vacina” e que “houve uma clara intervenção. O departamento de logística era de interesse da Secretaria Executiva”.
Elcio Franco ocupou o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello de junho de 2020 a março de 2021 e foi responsável pelas negociações com fabricantes para a compra de vacinas contra a Covid-19. O militar teve uma gestão marcada pela truculência e pela falta de diálogo. Além do insucesso na negociação com a empresa farmacêutica Pfizer, acumulou episódios simbólicos, como o destrato a um garçom de seu gabinete e o uso de um broche com uma "faca na caveira" em seu terno.
_______________ * "A CPI não é brincadeira!", diz Randolfe Rodrigues após prisão de Dias

247 - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, disse pelo Twitter no final da tarde desta quarta-feira (7) apoiar a decisão do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), de decretar a prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias por perjúrio.
"A CPI não é brincadeira! Já chega de mentiras! Estamos perdendo vidas, as mortes não param, falta vacina, não temos tempo para andar em círculo enquanto os membros do governo mentem. Apoio a decisão do Omar Aziz e espero que o senhor Roberto Dias seja responsabilizado", escreveu Randolfe.
A prisão de Dias foi decretada por Aziz por volta das 17h30 e causou muito debate entre os senadores que participavam da sessão da CPI desta quarta-feira.
_______________ * Roberto Dias diz que Dominghetti é "picareta" e ataca o deputado Miranda

247 - O ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias negou na CPI da Covid as acusações de envolvimento no esquema de corrupção na compra de vacinas pela pasta.
"Não tive participação alguma na escolha da empresa, do produto, dos quantitativos disponíveis, do cronograma de entrega ou da definição de preço, nem tampouco condições contratuais", disse Dias.
Segundo o depoente, ele cuidava apenas de medidas operacionais de logística e jamais exerceu pressão sobre funcionários para que um imunizante fosse comprado.
Acusado pelo cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti Pereira de ter participado do esquema, Dias disse que "nunca pediu nenhum tipo de vantagem" e chamou do representante da Precisa Medicamentos de "picareta"
"Acerca da alegação do senhor Dominghetti, nunca houve nenhum pedido meu a este senhor. O mesmo já reconheceu à CPI que antes daquela data [do encontro no Brasília Shopping, em 25 de fevereiro] nunca havia estado comigo. Estou sendo acusado sem provas por dois cidadãos, o senhor Dominghetti, que aqui nessa CPI foi constatado ser um picareta que tentava aplicar golpes em prefeituras e no Ministério da Saúde".
Dias atacou ainda o deputado Luis Miranda (DEM-DF), cujo irmão, o servidor Luis Ricardo Miranda, alegou ter sido pressionado por ele.
"O nobre deputado Luis Miranda possui um currículo controverso que me abstenho de citar e é de domínio público", disse.
"Luis Miranda disse que não comercializava produtos para a saúde. Negou sob o compromisso de não mentir na CPI ter negócios nesse ramo. Mentiu, pois conforme a ata notarial retrata em que pese o diálogo não ser sobre vacinas, era sobre produtos para a saúde, luvas, EPI. O deputado mentiu, fazia negócio na área da saúde, diferentemente do que alegou".
_______________ * Roberto Dias é calmo, seguro, mas tem versões inverossímeis | Míriam Leitão - O Globo

- Infelizmente vamos ter que acreditar no acusador, disse o senador Omar Aziz.
Era o final do interrogatório feito pelo senador Eduardo Braga, que deu a Roberto Dias, o ex-diretor de Logística, todas as chances de se explicar. Afinal, segundo Braga ele enfrentou três “retaliações”. Foi nomeado e depois desnomeado para a Anvisa. Foi exonerado pelo então ministro Pazuello. A Casa Civil segurou a exoneração. E agora, depois de ser acusado de pedido de propina, foi exonerado. Por que? Contrariou interesses? Ele não respondeu.
O ar calmo e seguro de Roberto Dias esconde várias contradições. E elas são insanáveis. As perguntas foram feitas por vários senadores.
1-Por que aceitou se reunir com Dominguetti, marcou encontro e trocou emails com a Davati se ele mesmo diz que seu departamento não negociava vacinas e tudo estava contralizado com a secretária executiva?
2- Por que essas tratativas com uma intermediária foram aceitas dado que a vacina oferecida era Astrazeneca, empresa com a qual o Brasil já estava negociando diretamente através da Fiocruz?
A explicação que ele deu para o encontro com o Cabo Dominguetti, um encontro acidental e com um “picareta” como o definiu, não fica de pé. Ele teria ido tomar um chopp com um amigo, as cinco e meia da tarde, e estava lá quando chegou o coronel Blanco com o Dominguetti. E ele, quando viu que o assunto era vacina, pediu para marcar agenda para o dia seguinte no Ministério.
A primeira falha nessa história é que em pleno horário de trabalho, numa quinta feira, no meio de uma pandemia, num dia em que morreram mais de 1.500 brasileiros de Covid, o diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde vai beber com amigos. De qualquer maneira, ainda que fosse tempo de happy hour, a história dele é inverossímel.
Tanto que o senador Omar Aziz, presidente da CPI, avisou:
– Não somos meninos tolos. O menino mais tolo aqui teve um milhão de votos para se eleger senador.
_______________ * Ciro Gomes discute com bolsonaristas em restaurante em Visconde de Mauá: 'O cara está roubando dinheiro da vacina' | Sonar - A Escuta das Redes - O Globo

O pré-candidato à presidência em 2022 Ciro Gomes (PDT) discutiu com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um restaurante na vila de Visconde de Mauá, região turística no interior do Rio de Janeiro. Em registro publicado nas redes sociais, o presidenciável aparece de pé rebatendo um grupo que gritava "mito, mito, mito" enquanto ele deixava o local.
“Falando sério, vocês não cansaram de passar vergonha ainda? O cara está roubando dinheiro da vacina. Quem está roubando dinheiro do povo brasileiro é o Bolsonaro, o maior vagabundo que o Brasil já teve”, diz Ciro Gomes, completando: "Ele vai ganhar uma chave de cadeia".
Ciro aparece no vídeo ao lado da esposa, Giselle Bezerra. O restaurante onde o presidenciável jantou publicou uma foto do casal que degustou um rodízio de fondue, antes de bater boca com a mesa de bolsonaristas.
_______________ * Em repúdio a Sikêra Jr, Nathalia Arcuri pede demissão da RedeTV. Depois do episódio, ele perdeu 37 patrocinadores
Arcuri diz que não concorda com a postura do apresentador que chamou LGBTQIA+ de "raça desgraçada"
A apresentadora e jornalista Nathalia Arcuri (36), conhecida pelo canal do YouTube “Me Poupe” que fala sobre finanças pessoais, pediu demissão de seu programa na RedeTV!, “Me Poupe! Show”, após o posicionamento de Sikêra Jr, que chamou os LGBTQIA+ de “raça desgraçada” em seu programa Alerta Nacional. As informações são do UOL.
Em comunicado, a emissora agradeceu o empenho de Arcuri e desejou sucesso para futuros projetos. “A RedeTV! confirma a saída de Nathalia Arcuri. A emissora agradece o profissionalismo e empenho da jornalista e deseja sucesso em sua jornada. O último episódio do Me Poupe! Show será exibido na terça-feira (20)”.
Os comentários do apresentador Sikêra Jr foram para criticar a nova campanha do Burger King, em que crianças de diferentes idades são entrevistadas e explicam que é normal ver pessoas LGBTQIA+.
“A criançada está sendo usada”, disse o apresentador, “Um povo lacrador que não convence mais os adultos e agora vão usar as crianças. É uma lição de comunismo: vamos atacar a base, a base familiar, é isso que eles querem. Não vamos deixar”, continuou.
“Vocês são nojentos. A gente está calado, engolindo essa raça desgraçada, mas vai chegar um momento em que vamos ter que fazer um barulho maior. Deixa a criança crescer, brincar, descobrir por ela mesma. O comercial é podre, nojento. Isso não é conversa para criança”, concluiu.

Depois do episódio, ele perdeu 37 patrocinadores, incluindo marcas como o banco Caixa, Casas Bahia, Renault, MRV, Mercedes Benz, TIM, Kwai e diversas outras.
Além disso, ele teve sua conta no Instagram desativada após denúncias de machismo e homofobia. A hashtag #DesmonetizaSikera ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter em quase todos os dias no horário em que o programa dele foi ao ar.
Quanto ao comercial do Burger King, ele veio para mostrar como as crianças lidam com os LGBTQIA+, lançando a campanha “Como explicar?” por meio de um filme realizado em co-criação com especialistas da área de psicologia e diversidade. A ideia é retratar, de forma genuína e espontânea, a pluralidade e o amor, através do olhar das crianças. Além disso, na semana que celebra o Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, a companhia convida todas as pessoas a repensarem a forma como a diversidade é abordada dentro da sociedade.
“O lançamento dessa campanha tem como objetivo endereçar um ponto de reflexão a população em geral. O preconceito é uma construção social e, com toda a responsabilidade que nos cabe enquanto companhia, conseguimos mostrar que os pequenos carregam o discernimento a partir de um olhar muito sensível e humano”, reforça Juliana Cury, Diretora da Marca Burger King do Brasil.
_______________ * BRYCE EVANS, ator pornô morreu em 11 junho, ao 46 anos. _______________ * ROMAN HEART, morreu aos 33 anos no final de 2019, porém a informação veio a público somente em agosto de 2020
O astro morreu em 11 de junho, mas a notícia ficou em sigilo para que a família de Evans vivenciasse o luto
O ator Bryce Evans (46) sofreu um ataque cardíaco em Fort Lauderdale, no estado da Flórida, nos EUA. Ele foi hospitalizado e acabou morrendo no dia 11 de junho, mas o anúncio chegou a imprensa esta semana através de seu agente, Howard Andrew. A notícia ficou em sigilo para que a família de Evans vivenciasse o luto.
Bryce Evans trabalhou em estúdios famosos como Men.com e Peter Fever, iniciando sua carreira em 2011. Além disso, teve uma carreira envolta de polêmicas pelo seu envolvimento com drogas, agressão e roubo, chegando a ser preso em alguns momentos. Recentemente, ele tinha retomado a carreira na pornografia com a produtora MenOver30.

“Há três semanas, nós perdemos um amigo e integrante da família. Sua família queria manter isso em segredo no início, para que eles tivessem a chance de aceitar e lamentar. Nós respeitamos os desejos. Mas agora é hora de lembrar de Bryce Evans. Você estará ausente em nossas vidas. Voe com os anjos, meu amigo”, publicou o agente em seu perfil no Twitter.
Roman Heart
Um caso semelhante aconteceu com o ator Roman Heart, que morreu aos 33 anos no final de 2019, porém a informação veio a público somente em agosto de 2020 através de uma mensagem publicada na conta pessoal do Facebook de um amigo dele.
“Hoje tivemos a notícia de que nosso amigo de longa data, Garret Rubalcaba (seu nome de batismo) faleceu no fim de 2019. O porquê demorou quase um ano para descobrirmos sobre, eu não sei. Por favor não me pergunte o que aconteceu porque não sabemos dos detalhes, mas iremos procurar saber mais.” – disse o amigo.
“Conheço Garret desde que tenho 18 anos e ele ajudou a moldar a minha vida e de muitos de nossos amigos. Ele fará falta para muitos. Ele tinha uma alma linda, genuína e bondosa com um coroação de ouro” – completa.
Nas redes sociais, muitos atores pornôs lamentaram a sua morte, com destaque para Chad Hunt, que fez um extenso texto em sua conta do Facebook e foi publicado pelo Queerty, alegando que falta empatia da população com quem trabalha com entretenimento adulto.
“As lágrimas que derramei hoje não podem levar a dor e arrependimento que eu sinto sobre sua perda (…) As pessoas não entendem que sim, trabalhadores de entretenimento adulto podem parecer promíscuos, mas nós somos como todo o resto do mundo que pretende ser bem sucedido na vida e encontrar o amor.
O estigma da nossa careira pode ‘pesar demais em nossas costas’. Vocês tratam a nós como objetos feitos para seu prazer e obsessão, mas agem como se fossemos apenas lixo, ignorantes e incapazes de saber amar, mas na maioria dos casos, vocês estão errados (…) EU TE AMEI GARRET, gostaria muito de ter te ajudado. Esperava que tivéssemos mantido contato.”
Roman Heart entrou no universo pornô em 2004 e a partir de 2005 assinou contrato de exclusividade com a Falcon Studios.
_______________ * Falcon Studios star Roman Heart dead at 33

Garrett Rubalcaba, better known to his fans as Roman Heart, has reportedly died at the age of 33.
According to recent social media posts, the former adult star and Falcon Studios exclusive passed away in late 2019. Friends and colleagues have only now learned of the sad news. No cause of death has been released.
A longtime friend of Rubalcaba broke the news on Facebook on August 11, writing:
Tonight we got news that my long time friend Garrett Rubalcaba passed away in late 2019. As to why it’s taken nearly a year to find this out I do not know. Please don’t ask me what happened because we do not know the details but we will further try to find out more.
I’ve known Garrett since I was 18 years old and he helped shape and mold my life and so many of our friends. He will be missed by so many. He was such a beautiful, genuine and kind soul with a heart of gold.
Since then, gay adult industry insiders have expressed their grief and anger over the loss.
Adult blog QueerMeNow shared this message from Chad Hunt:

From Trent Atkins:

And from Wolf Hudson:
_______________ * Eu podia ser o Samuel Luiz Muñiz
Samuel Luiz Muñiz, um jovem homossexual, foi brutalmente agredido até à morte, em Espanha. Fico pálido de medo só de pensar que aquele jovem gay podia ser eu, ou tu que lês este artigo; podia ser qualquer pessoa que quer viver a sua vida de forma livre.
No passado dia 1 de Julho, Samuel Luiz Muñiz, um jovem homossexual, foi brutalmente agredido até à morte por um grupo de jovens homofóbicos, em Espanha. Ainda o mês o passado, o nosso país acordou com a notícia de um jovem trans português, que foi violentamente agredido em Inglaterra.
A brutalidade dos relatos que li chocaram-me profundamente. Fico aliás pálido de medo só de pensar que aquele jovem gay podia ser eu, ou tu que lês este artigo; podia ser qualquer pessoa que quer viver a sua vida de forma livre.
A comunidade LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, queer, intersexo, assexuais e outras identidades) continua, em 2021, a sofrer as mais variadas agressões possíveis e imagináveis. Muitas delas acabam em mortes, como foi o caso do Samuel.
Não é justo. Não é justo que alguém pelo simples facto de não se reconhecer no status-quo da heterossexualidade “cis" (cisgénero refere-se a pessoas que se identificam com o género que lhes foi atribuído à nascença) e se expressar de uma forma diferente seja impedido de ter o direito a viver. Não é justo que alguém que queira demonstrar a sua livre autodeterminação não o possa fazer de forma segura no espaço público, colocando em risco a sua própria vida.
Os governos por todo o mundo têm o dever de implementar programas de sensibilização para todas as faixas etárias sobre a LGBTQIAfobia, os programas escolares necessitam de abordar estes temas. A população tem, de uma vez por todas, de abrir os olhos para esta realidade.
Segundo Observatório Contra a Homofobia (OCH), desde do início do ano mais de 76 pessoas LGBTQIA+ foram vitimas de ataques homofóbicos apenas na zona da Catalunha. Em Marrocos, milhares de gays estão em perigo enquanto são perseguidos através de aplicações de relacionamento.
Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, no Brasil, só em 2020 foram assassinadas 175 pessoas trans — um pesadelo que também assombra o nosso país. Ninguém, jamais, pode esquecer o caso da Gisberta e as fatais e reiteradas agressões que sofreu às mãos de um grupo de menores.
Enquanto isso, a Hungria faz retrocessos LGBTQIAfobicos na sua lei, com danos gritantes na vida da sua população. O Parlamento português terá brevemente a oportunidade de condenar as políticas nefastas de Orbán e, nesse dia, a população deste país irá saber quem são aqueles que, apesar de se apelidarem de democratas, estão, na realidade, ao lado do ódio.
Tanto que lutamos, tanto que exigimos ao longo de décadas a fio. E, mesmo assim, estes crimes hediondos continuam a ser uma constante pelo mundo. A luta LGBTI+ é uma luta de preservação dos direitos humanos. Milhares de pessoas por toda a Espanha levantam-se por justiça pelo Samuel, e que orgulho tenho nesta comunidade que não se cala e que continua uma luta tão digna.
Exige-se justiça para Samuel e para todos aqueles que sofrem com o preconceito. Este crime não pode cair no esquecimento. As pessoas que cometeram este horrível acto devem ser julgadas na justiça e serem responsabilizadas por este grave acto.
A sociedade tem de abrir os olhos para esta realidade que assombra milhões de pessoas por todo mundo, para que não caia nem mais uma única gota de sangue. Ontem foi o Samuel, amanhã poderei ser eu ou tu.
_______________ * Ex-eleitora de Bolsonaro, drag Kaká di Polly fez nascer a 1ª Parada LGBT do país

A drag queen Kaká di Polly, um dos grandes ícones da militância LGBTQ+ de São Paulo, basicamente deu à luz primeira Parada LGBT+ do país. A artista, que iniciou sua carreira intercalando o trabalho de psicologia com shows deslumbrantes como drag, figurou como representação prevalecente na Parada SP na primeira edição, em 1997, simplesmente por ajudar o movimento acontecer.
Ao perceber que os policiais estavam bloqueando a Parada, especialmente pela aglomeração intensa de pessoas, Kaká fingiu desmaio com o intento de paralisar o trânsito e ajudar a parada fluir.
“Eles tinham fechado pra gente só uma via da avenida. Nós tínhamos que caminhar por aquela faixa e não interromper o trânsito. A polícia chegou e achou que ia ser bagunça, não sei o que, e falaram que ia ficar parado, como uma manifestação. O Beto chorando, em lágrimas e eu falei ‘pera um pouco, mona, eu vou fazer um negócio’. A hora que eu fizer, você coloca esse caminhão na rua e sai andando com esse povo atrás. Eu fui lá na frente, onde começava a rua, eu estava com uma bandeira oficial do Brasil e a polícia olhando pra mim, aí eu fui ficando nervosa e pus a mão no peito e fingi que eu caí, me joguei no chão”, disse em entrevista à Vice.
História
Em resumo – Em 1995, a comunidade começou a se organizar e entender profundamente que, para conseguir algum direito, é preciso correr atrás dele. Já no ano de 1996, o ato foi na Praça Roosevelt, em São Paulo. A atração contou com cerca de 500 pessoas. Todas unidas em prol das demandas LGBTs e pela luta de favorabilidade à dignidade da pessoa humana, sem distinção. Dessa maneira, em 1997, aconteceu a primeira Parada LGBT na cidade de São Paulo. O evento reuniu cerca de duas mil pessoas. Nós falamos com aprofundamento sobre a gênese da Parada na reportagem de 2019.
Polêmicas
Kaká, há 1 ano, fez uma montagem com o presidente vestido de palhaço e afirmou estar arrependida de seu voto. Já em uma carta aberta publicada em seu site, a artista deu detalhes sobre o seu posicionamento no espectro político.
Recentemente, por meio do Instagram, partilhou uma imagem de Fora Bolsonaro.
_______________ * “A mídia ainda vende o gay como palhaço caricato”, aponta diretor, que cita Gil do Vigor

O diretor artístico Ale Monteiro, por exemplo, enxerga no audiovisual uma ferramenta para quebrar padrões sociais. Segundo ele, o público está assimilando e até mesmo incentivando essas transformações.
“Estamos vivendo um período onde esse processo ocorre de forma acelerada. Os telespectadores atualmente têm muita pressa e menos paciência porque as minorias já foram massacradas demais. Além disso, o acesso à informação é mais fácil, então uma fala preconceituosa já é considerada praticamente imperdoável e isso impacta nas relações sociais”, afirma.
“O gay ainda é anulado na sociedade porque a mídia o vende como palhaço caricato, sempre afetado e dissimulado, o que não é a realidade de muitos. Eu não sou uma piada. Tenho família, tenho estudo, e é muito mais difícil você crescer em uma sociedade que avança com a ideia de que somos parte do folclore”, explica.
“Um grande exemplo é o Gil do Vigor, ex-BBB. É um economista, chamado para ser PhD no exterior, e aqui, muitas marcas o reduzem a uma imagem engraçada e apenas isso”, acrescenta.
“Precisamos de corpos e mentes mais diversos na legislação, no judiciário, nas novelas e filmes e ocupar esses espaços por mérito e não por cota. Tratando essas questões com mais naturalidade, a gente vai construindo uma sociedade mais livre”, finaliza.
_______________ * Assassinato de jovem nascido no Brasil gera comoção nacional na Espanha

- Samuel Luiz Muñiz tinha 24 anos e morreu após ser espancado; polícia apura se crime foi causado por homofobia
- Por Agência Brasil6 jul 2021, 16h57
Milhares de pessoas saíram na segunda-feira (5) às ruas em várias cidades da Espanha para protestar contra o assassinato do auxiliar de enfermagem Samuel Luiz Muñiz, de 24 anos. Nascido no Brasil, Samuel foi agredido por um grupo de homens na porta de uma boate da cidade de La Coruña, na Galícia. Levado ao hospital, o jovem não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu no último fim de semana e está sendo investigado como motivado por homofobia.
As manifestações se espalharam por várias cidades espanholas em questão de horas. Internautas de outras nacionalidades passaram a compartilhar as hashtags criadas para pedir justiça, e até mesmo o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, se pronunciou sobre o assassinato. Em sua conta pessoal no Twitter, Sánchez escreveu que confia no esclarecimento dos fatos e na identificação dos agressores pela investigação policial. “Não daremos nem um passo atrás em relação aos direitos e às liberdades. A Espanha não vai tolerar. Todo meu apoio à família [de Muñiz] e seres queridos”, diz a mensagem do primeiro-ministro.
O representante do governo da Galícia, que é uma comunidade autônoma espanhola, José Miñones, também usou as redes sociais para condenar a violência e prometer justiça à família da vítima. “Nossa sociedade não pode permitir a violência que, neste fim de semana, tirou a vida de Samuel, em La Coruña. Condeno e rechaço esta agressão mortal”, escreveu Miñones antes de pedir calma à população. “A polícia está trabalhando para esclarecer os fatos e levar os autores à Justiça. Neste momento de dor e raiva, apelo à prudência e à responsabilidade.”
Nesta manhã, em entrevista ao programa Vozes da Coruña, da Rádio Voz, Miñones informou que, além de recolher imagens de câmeras de segurança instaladas perto do local do crime, os investigadores já ouviram depoimentos de ao menos 15 pessoas. Miñones não especificou, porém, se, entre os depoentes, há apenas testemunhas do assassinato ou também algum suspeito de ter agredido Samuel. Segundo o representante do governo da Galícia, há várias linhas de investigação em aberto, incluindo a de homofobia.
Uma amiga de Samuel que estava com ele na madrugada de sábado (3) disse à imprensa espanhola que um rapaz passou a agredir o auxiliar de enfermagem após pensar que este o estava filmando. A jovem, que os jornalistas espanhóis estão identificando apenas como Lina, contou que ela e Samuel tinham saído da boate e faziam uma videochamada por celular com uma terceira pessoa, quando o agressor, acompanhado por uma moça, passou a gritar para que Samuel parasse de filmá-lo.
De acordo com o site La Opinión, da Coruña, Lina relatou que ela e Samuel disseram ao rapaz que estavam conversando com uma amiga, mas este não acreditou e começou a ofender o auxiliar de enfermagem com termos de cunho homofóbico. Os dois discutiram e, então, o rapaz começou a agredir Samuel, que caiu no chão. Um terceiro homem apartou a briga e a situação se acalmou, a ponto de Lina ter se afastado de Samuel para recolher o celular e outros pertences do jovem que se espalharam durante a confusão.
Ainda conforme o relato compartilhado pelo site La Opinión, foi quando voltava para perto do amigo que Lina viu outras pessoas investindo contra Samuel. De acordo com ela, ao menos sete jovens, entre os quais o primeiro agressor, bateram muito em Samuel, ignorando seus gritos e os alertas de que iram matá-lo. O grupo se dispersou antes da chegada dos primeiros policiais, deixando Samuel inconsciente.
Nascido no Brasil, Samuel vivia na Espanha desde os primeiros anos de vida. Ele trabalhava em uma entidade que cuida de idosos e crianças de até 3 anos de idade, a Real Instituição Beneficente Padre Rubinos. Ontem, pessoas atendidas, funcionários e voluntários se reuniram no pátio da entidade e fizeram um minuto de silêncio em homenagem a Samuel.
_______________ * Fotos de antes da pandemia, só que não
Reportagem da Vejinha flagrou grupos de jovens desrespeitando medidas de combate à pandemia e toque de recolher
Badalação no Itaim Bibi, em Pinheiros e na região central não é uma novidade paulistana. O problema é que, apesar de mais de um ano de pandemia, ruas tradicionalmente boêmias seguem como pontos de encontro para jovens e vendedores ambulantes que desrespeitam a obrigatoriedade do uso de máscara, o distanciamento social e o toque de recolher do governo estadual, válido das 21h às 5h durante a fase de transição do Plano São Paulo, que vai pelo menos até 15 de julho.


Madrugada adentro, frequentadores usam o espaço público para beber, dançar e ouvir música, enquanto a ocupação dos leitos de UTI na capital segue na faixa dos 70%, segundo dados da plataforma SP Covid-19 Info Tracker. No dia 25 de junho, uma sexta-feira, a reportagem de VEJA SÃO PAULO percorreu endereços da cidade conhecidos como pontos de encontro para aglomerações. A partir das 21h30, rodamos da Zona Sul até a região central, fotografando multidões que se divertiam ao ar livre sem incômodo de nenhum tipo de fiscalização. CEPs como o da Guaicuí, em Pinheiros, e a Professor Atílio Innocenti, no Itaim, ficam cheios após as 21h, mesmo quando os estabelecimentos fecham as portas. Em locais como a Édson Dias, bares operam, contrariando outra regra do Plano São Paulo, que permite o funcionamento das 6h às 21h.



Segundo o infectologista Jamal Suleiman, do Hospital Emílio Ribas, encontros em ambientes abertos não impedem a transmissão do vírus, principalmente quando as máscaras não são utilizadas. “O contágio ao ar livre é baixo desde que não haja aglomeração”, explica o médico. “Não é um evento rápido, é uma interação social. Fatalmente vão, por exemplo, dividir um copo.”

Até o fim de junho, apenas 10% da população do município estava imunizada com duas doses de vacinas contra a Covid-19. “O mais seguro é que tenhamos pelo menos 80% de imunes. Como as vacinas dão graus diferentes de imunidade esterilizante (capacidade de evitar totalmente as infecções por Covid-19), a proteção é uma combinação de fatores”, afirma a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês.

Procurada sobre a aglomeração nesses pontos de encontro frequentes, a prefeitura, da gestão Ricardo Nunes (MDB), afirma que “apoia as ações de fiscalização do governo do estado. É fundamental que as pessoas mantenham distanciamento, evitando aglomerações e usem máscaras”. A Secretaria de Segurança Pública, da gestão João Doria (PSDB), afirma que flagrou mais de 38 000 aglomerações e 15 000 pessoas foram presas nessas ações. “As polícias Civil e Militar participam das operações em pontos de aglomerações e eventos clandestinos.”

A Secretaria de Estado da Saúde diz que a Vigilância Sanitária Estadual realizou, de julho de 2020 a 14 de junho de 2021, 328 123 inspeções e 7 886 autuações por descumprimento das regras do Plano São Paulo. A pasta diz que o desrespeito das medidas por parte dos estabelecimentos pode levar a multas de até 290 000 reais e a falta de uso de máscaras, a infrações de 552 reais. Em junho, até o dia 28, a Vigilância recebeu 13 747 denúncias de violações de medidas sanitárias. Relatos do tipo podem ser feitos pelo telefone 0800 771 3541.
Enquanto isso, até a última terça (29), a cidade já tinha registrado 33 335 mortes por Covid-19.
Publicado em VEJA São Paulo de 07 de julho de 2021, edição nº 2745
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