__________* Empresários de NATURA, ULTRA-IPIRANGA e FIESP propõem mobilização CONTRA VOLTA de LULA __________*
________________________________________De prédios históricos a observatórios com PISO TRANSPARENTE, não faltam pontos para apreciar as melhores vistas ________________________________________SÃO PAULO do ALTO: do novo Sampa Sky ao clássico Terraço Itália, cinco MIRANTES na CIDADE ________________________________________
PT aciona MPF contra economista do Santander que defendeu golpe para evitar volta de LULA ________________________________________Empresários de Natura, Ultra-Ipiranga e Fiesp propõem mobilização contra volta de LULA ________________________________________

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O que faria Bolsonaro se um presidente de partido dissesse do Alto Comando das Forças Armadas o que Jefferson disse do STF? | Lauro Jardim - O Globo

Jair Bolsonaro está irritado com a prisão de Roberto Jefferson — assim como seus filhos, a julgar pelas manifestações de Eduardo e Carlos no Twitter desde ontem.
Hoje, o presidente disse que vai pedir ao Senado que abra uma ação contra Alexandre de Moraes (e contra Luís Roberto Barroso). Citou "prisões arbitrárias", como uma das razões. Beleza.
Seria interessante saber: o que faria Bolsonaro se um presidente de partido dissesse do Alto Comando das Forças Armadas o que Jefferson, presidente do PTB, anda bradando há tempos contra ministros do Supremo?
Apenas para relembrar, ontem mesmo Jefferson chamou Moraes de "cachorro do Supremo", qualificou o STF de "tribunal corrupto" e "organização criminosa" e achou graça em repetir que na Corte há "ministros de rabo preso e ministros de rabo solto". Meses atrás, disse que "nós temos que entrar lá e colocar para fora na bala, no pescoção, no chute na bunda, aqueles 11 malandros que se fantasiaram de ministros do Supremo".
Que o leitor transfira um desses adjetivos, boutades e ameaças para o ministro da Defesa ou um comandante militar e tente imaginar a reação de Bolsonaro.
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Passageira filma importunação sexual dentro de ônibus no Rio e expulsa homem; assista

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RIO — Uma cena de importunação sexual dentro de um ônibus na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no último dia 6, foi registrada em vídeo pela própria vítima, que postou as imagens em seu perfil de rede social para chamar atenção ao problema. O vídeo (veja abaixo) começa com a passageira, Mariana Muaharre, de 21 anos, questionando o que o homem a seu lado estaria fazendo naquele momento. O indivíduo parece ter se surpreendido com a reação e fica parado, enquanto a mulher demonstra ainda mais revolta com a situação de assédio.
"Desde que eu entrei nesse ônibus, o que é que você está fazendo? Sabe qual é a sua sorte? É que eu não estou com a minha faca aqui hoje", diz a autora da postagem, que trabalha numa loja de shopping.
Em seguida, ela se levanta e vai para o corredor, forçando o homem a também deixar seu lugar no coletivo.
"Está achando que eu estou brincando?", questiona, ao perceber que o passageiro aparentemente não saltaria por conta própria.
Mariana então começa a xingá-lo e pede para o motorista abrir a porta para que ele descesse. O homem acaba aceitando e diz que precisa descer por estar passando mal.
Questionada sobre como ela pensava que seria sua reação naquele contexto, ela disse que imaginava que fosse tomar uma atitude, mas não da forma como aconteceu.
— Na verdade, não me reconheço exatamente com toda aquela coragem que surgiu no momento, mas nunca é como a gente pensa. A gente imagina que sempre vai agir de uma forma e acaba fazendo outra coisa.
Por isso, ela contou que se surpreendeu bastante consigo mesma.
— Eu não esperava nada disso de mim mesma. Na verdade, ninguém que me conhece muito bem sequer imaginava. Estão até brincando na família. Acredito que imaginam que eu seria a última pessoa da família a ter uma atitude assim. Sou muito de resolver as coisas na conversa, sou considerada muito calma. Minha mãe sempre diz que sou muito sensível apesar de eu tentar não parecer.
A respeito do que sentiu depois, Mariana disse que nunca havia se visto como uma mulher "de fato forte".
No Instagram de Mariana, o vídeo já recebeu mais de 808 mil visualizações, e ela disse que não esperava tamanha repercussão. A partir de então, a jovem tem recebido relatos de todo Brasil.
— Recebi histórias muito semelhantes e até piores, meninas que foram estupradas me colocando como heroína, isso mexe demais comigo. Já chorei muito lendo o tanto de desabafos que estou recebendo. Mulheres que considero facilmente "n" vezes mais fortes que eu, se culpam por não terem tido uma atitude igual a minha, mas não sabem que nem eu esperava isso…
Na legenda, ela desabafou sobre a condição de medo constante em ser alvo dessa forma por ser mulher. Para a jovem, a mensagem que fica é a importância de se falar sobre isso.
"Aconteceu o que eu sabia que poderia acontecer, a gente que é mulher põe o pé pra fora de casa pensando em como não morrer, pensando em como não ser assediada e como não ser estuprada. A resposta é que não há como, a mudança é devagar mas só vejo retrocesso, ninguém me ajudou, ninguém fez nada, uma mulher que estava até bem distante gritou, com cerca de 90% das pessoas presentes sendo homens, que na internet dizem 'se eu tivesse lá mataria', justos os que não fazem nada", lamentou. "Sempre seremos nós por nós, num ato desse desses criei a coragem que não sabia que tinha, dois minutos depois liguei pra minha mãe chorando e toda bravura esvaiu, veio o vazio, a tristeza, a vulnerabilidade. Ajudem nossas mulheres, protejam nossas meninas".
Num primeiro momento, Mariana enviou o vídeo apenas para três pessoas próximas, mas uma delas acabou compartilhando no WhatsApp e, por fim, foi postado no TikTok.
— Fiquei chocada porque já estava com uma repercussão enorme — lembrou. — Vi que muitas pessoas queriam ter acesso àquilo completo, a história por trás, principalmente com o intuito de expor a situação, daí postei, mas com muito incentivo também da minha mãe e minha família.
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Caso Estranho, Esquisito:
Haddad e PT são condenados a indenizar Paula Toller por música em campanha (¿•?)

Anna Satie
Do UOL, em São Paulo
13/08/2021 22h02
Atualizada em 13/08/2021 22h22
A Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou o ex-candidato à Presidência Fernando Haddad e o PT (Partido dos Trabalhadores) a indenizarem a cantora e compositora Paula Toller em mais de R$ 100 mil, pelo uso indevido da música "Pintura Íntima" em material para as eleições de 2018. A decisão foi em 1ª instância e cabe recurso.
A defesa da artista acusou o partido de usar, sem autorização, a canção e a imagem de Toller e do saxofonista do Kid Abelha, Jorge Israel, em uma propaganda. A peça teria sido veiculada em canais de apoio ao candidato, inclusive no site do MST (Movimento Sem Terra).
O ex-prefeito de São Paulo e o PT argumentaram que não eram responsáveis pelo material, já que a mídia não foi identificada com o CNPJ da coligação, não seguia a identidade visual utilizada na campanha e não tinha a "qualidade técnica no nível empregado nos outros materiais oficiais".
Os petistas disseram ainda que os sites apontados não eram deles, mas de terceiros que eles não conheciam e, portanto, não poderiam pedir a retirada.
O juiz Cleber de Andrade Pinto reconheceu a queixa de Toller e condenou Haddad e o partido a pagarem R$ 100 mil em indenização, mais 20 vezes o valor do licenciamento que deveria ser pago originalmente, e as custas do processo.
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Opinião: Chico Alves - Golpistas delirantes são parceiros do governo Bolsonaro. É hora de detê-los


Chico Alves
Colunista do UOL
13/08/2021 13h42
A cena é patética. Um sexagenário, com expressão de lunático, aparece em vídeo à frente de uma bandeira do Brasil portando duas pistolas. Se autodenomina como "retaguarda" e diz que "só por cima de nosso cadáver vão implantar aqui um regime ateu-marxista-comunista". Chama o embaixador da China de "macaco chinês".
Em outro vídeo, o mesmo personagem posa de rifle em punho e canta o Hino da Proclamação da República. "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", entoa, antes de finalizar engatilhando a arma. Na última gravação, surge desarmado e tenta parecer ameaçador, enquanto bota a mão em concha junto ao ouvido. "Ouçam o rufar dos tambores", diz. "Se não houver voto impresso e contagem pública dos votos, não haverá eleição ano que vem".
A diferença entre Braga Netto e Fernando Azevedo, o general que disse 'não'
O protagonista dessas performances constrangedoras é Roberto Jefferson. Ele obteve grande audiência nas últimas semanas nas redes sociais. Serviu de chacota, motivou gargalhadas e memes.
Apesar das risadas que provoca, Jefferson não é um comediante, seu humor é involuntário. Ele é presidente de um partido político, o PTB, e faz parte de uma súcia de arruaceiros digitais e analógicos que repete ameaças golpistas como quem dá "bom dia".
Esse personagem foi preso hoje sob acusação de integrar o núcleo político do que seria uma organização criminosa cujo objetivo é "desestabilizar as instituições republicanas", como argumenta o ministro Alexandre de Moares, que acatou pedido da Polícia Federal. Segundo Moraes, além de fazer ameaças ao STF, Jefferson por mais de uma vez incitou a prática de crimes, como a invasão do Congresso.
Nada contra os memes, mas já é hora de levar a sério esses golpistas abilolados.
Não custa lembrar que a invasão ao Capítólio, em meio ao transe causado nos Esatdos Unidos por Donald Trump, tinha como um dos líderes o idiota de calças pescando siri, cara pintada e chapéu peludo com chifre. Depois de preso, chorou, pediu arrego e implorou comida vegana, mas a bagunça que essa figura ajudou fazer resultou em vários feridos e cinco mortos.
Aqui no Brasil é preciso atentar para o perigo que essa cambada representa, principalmente por ter ligação direta com o Palácio do Planalto.
No dia 3 de agosto, o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da Republica, postou no Twitter foto e comentário sobre a visita que Roberto Jefferson fez ao seu gabinete. "Mais um soldado na luta pela liberdade do nosso povo e pela democracia do nosso Brasil", escreveu Ramos.
As analogias que remetem à guerra obviamente não são gratuitas. Jefferson foi recebido com toda deferência por um ministro do governo brasileiro, mesmo depois de ofender o principal diplomata de um dos países de maior importância estratégica para o Brasil.
Golpistas têm trânsito livre no Palácio do Planalto, sejam oriundos do meio neopentescotal, como o pastor Silas Malafaia (no dia 4 de agosto distribuiu video defendendo intervenção militar), ou ativistas digitais como Tercio Arnaud.
É urgente acabar com a naturalidade com que essa turma defende ruptura institucional, repetindo a postura de seu chefe, o arruaceiro-mor Jair Bolsonaro.
Pela agressividade das postagens até o último minuto antes da prisão pode-se supor que Roberto Jefferson almejava ser preso, em busca do status de mártir. Foi atendido e mandado ao xilindró.
É importante a discussão jurídica sobre a fundamentação da prisão determinada por Moraes. Que todos os recursos sejam apresentados e que se verifique com todo rigor se o ministro tem base constitucional para fazer o que fez.
Porém, dentro do que prescreve a Constituição e exige o Estado de Direito Democrático, é cada vez mais necessário que os golpistas sejam levados a sério e passem a arcar com os crimes que cometem. Antes que seja tarde demais.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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PT entra com representação no MPF contra economista do Santander | Revista Fórum
Texto da consultoria CAC e divulgado por Victor Candido defende golpe de Estado para evitar que Lula volte à presidência em 2022

O Partido dos Trabalhadores (PT) representou contra o economista do Santander, Victor Candido, que divulgou um relatório, que defende um golpe de Estado para evitar que Lula volte à presidência em 2022.
O texto assinado pelos deputados federais Elvino Bohn Gass (PT-RS), Alencar Santana (PT-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) diz que o economista, “munido da sanha antidemocrática que se abate sobre uma parcela de néscios que aflorou no País nos últimos anos, na condição de economista do Banco Santander, enviou um relatório a clientes e operadores da referida Instituição bancária, onde defende, sem maiores preocupações, talvez substanciado nos exemplos diários que partem inclusive do Chefe da Nação, um golpe de Estado no País, para evitar o retorno, pelas vias democráticas, que se avizinha, do Presidente Lula”.
A representação destaca, ainda, que “a conduta tipifica, em tese, os delitos em destaque, o que agrava sua ação e sugere a adoção de providências legais céleres”.
E menciona os “artigos 286 e 287 do Código Penal: Art. 286 – Incitação ao crime – Incitar, publicamente, a prática de crime: Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa. Apologia de crime ou criminoso – Art. 287 – Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime: Pena – detenção, de três a seis meses, ou multa.
Com isso, o PT pede “abertura de procedimento investigatório criminal com vistas a apurar as condutas perpetradas pelo Representado e, ao final, se for o caso, a propositura da ação penal cabível”.
O que diz o relatório
O texto divulgado pelo economista faz as seguintes referências ao ex-presidente Lula:
“Dito isso, é preciso reconhecer um problema na eleição de 2022: a perspectiva de retorno ao poder da máquina de corrupção do governo Lula”, diz um trecho.
Em outro, afirma: “Se o sistema político e judicial, se o establishment político brasileiro acha cômico o governo Bolsonaro, o retorno de Lula e seus aliados representa uma ameaça bem mais séria. Hoje, Lira é o presidente da Câmara, mas sob um governo do PT, seria um modesto aliado abrigado em um cargo menor”.
“Em suma, ninguém apoiará um golpe em favor de Bolsonaro, mas é possível especular sobre um golpe para evitar o retorno de Lula. Ele era inelegível até outro dia, por exemplo, pode voltar a sê-lo”, prossegue.
O que diz o Santander
Em nota após a repercussão do relatório enviado pelo economista, o Santander informou que “o texto citado não corresponde, sob qualquer hipótese, a uma visão da instituição, que restringe suas análises econômicas a variáveis que impactem a vida financeira de seus clientes, sem qualquer viés político ou partidário”.
“O conteúdo trata-se, tão somente, de avaliação feita por uma consultoria independente – que não censuramos e por cujo teor não nos responsabilizamos -, repassada a um grupo restrito de investidores que necessitam embasar suas decisões em diferentes visões do cenário nacional”, afirma ainda a instituição.
Consultoria
O relatório sobre o golpe contra Lula compartilhado pelo economista do Santander partiu CAC Consultoria Política, empresa de análise que trabalha junto ao banco.
Até o momento a consultoria não se manifestou sobre o texto compartilhado pela instituição financeira.
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PT aciona MPF contra economista do Santander que defendeu golpe para evitar volta de Lula

Revista Fórum - O Partido dos Trabalhadores (PT) representou contra o economista do Santander, Victor Candido, que divulgou um relatório, que defende um golpe de Estado para evitar que Lula volte à presidência em 2022.
O texto assinado pelos deputados federais Elvino Bohn Gass (PT-RS), Alencar Santana (PT-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) diz que o economista, “munido da sanha antidemocrática que se abate sobre uma parcela de néscios que aflorou no País nos últimos anos, na condição de economista do Banco Santander, enviou um relatório a clientes e operadores da referida Instituição bancária, onde defende, sem maiores preocupações, talvez substanciado nos exemplos diários que partem inclusive do Chefe da Nação, um golpe de Estado no País, para evitar o retorno, pelas vias democráticas, que se avizinha, do Presidente Lula”.
A representação destaca, ainda, que “a conduta tipifica, em tese, os delitos em destaque, o que agrava sua ação e sugere a adoção de providências legais céleres”.
Continue lendo na Fórum.
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São Paulo do alto: do novo Sampa Sky ao clássico Terraço Itália, cinco mirantes na cidade

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RIO - São Paulo costuma apaixonar o visitante nos detalhes, mas impressiona mesmo quando vista de cima. Bem de cima. Observar, do alto de um prédio, o oceano de torres que se espalha por quilômetros é uma das melhores atrações turísticas maior cidade do país.
Por isso mesmo não é surpresa alguma o sucesso que mirantes fazem entre quem vive e quem apenas passa por São Paulo. Como o novíssimo Sampa Sky, com 150 metros de altura, aberto ao público no último domingo (8/8). Ou o tradicional Terraço Itália, que reabre seu mirante para visitantes no próximo domingo (15/8). no topo de um dos edifícios mais célebres da cidade.
Abaixo, veja cinco opções para apreciar São Paulo do alto:
Sampa Sky

Inspirado no mirante Sky Deck de Chicago, instalado no 103º andar da Willis Tower, a 412 metros de altura, o Sampa Sky oferece duas caixas de vidro que avançam sobre o ar no Centro de São Paulo. São dois boxes com paredes, teto e piso transparentes, que dão ao visitante a sensação de estar "flutuando" a 170 metros de altura. De um lado, voltado para a Zona Sul, se tem vista para o Vale do Anhangabaú, o Viaduto Santa Ifigênia, o Farol Santander e o Mosteiro de São Bento, entre outros. Do outro, o visual é virado para a Zona Leste.
Inaugurada no último domingo, a atração ocupa um espaço de 700 metros quadrados do 42º andar do Mirante do Vale, o edifício mais alto do Centro paulistano. O ingresso, vendidos apenas pelo site, custa R30 e o funcionamento é de terça à sexta-feira, das 11h às 19h, aos sábados, das 9h às 19h, e aos domingos, das 9h às 16h.
Praça Pedro Lessa 110, Centro.instagram.com/sampasky
Terraço Itália

No 42º andar do clássico Edifício Itália, a 165 metros de altura, no coração da região central de São Paulo, o Terraço Itália sempre foi um programa clássico da cidade. Nos últimos meses, durante a pandemia, apenas quem reservava uma mesa em seu elegante restaurante podia aproveitar a vista incrível, que pega desde o vizinho Copan até a Serra da Mantiqueira, passando pela Avenida Paulista. Mas a partir deste domingo, 15/8, seu mirante será reaberto ao público geral. O espaço, ao ar livre, é ideal para curtir o pôr do sol.
O espaço estará aberto à visitação das 15h às 19h, todos os dias, e a capacidade será reduzida a 30 pessoas por horário. Por isso mesmo, o ingresso, de R$ 30 (que não dá mais direito a um drinque, como antes) só será vendido antecipadamente pelo site terracoitalia.com.br/reservas.
Avenida Ipiranga 344, Centro.terracoitalia.com.br
Edifício Martinelli

Numa cidade que se orgulha de seus arranha-céus, por que não visitar o primeiro deles? O Edifício Martinelli foi o pioneiro na conquista dos céus paulistanos e até hoje detém uma bela vista, do alto de seus seus 106 metros. Entre 1924, quando foi inaugurado, e 1936 foi o prédio mais alto da cidade. O terraço fica no topo do prédio, onde o magnata Giuseppe Martinelli, dono do empreendimento, construiu sua mansão.
A visitação está temporariamente suspensa, por conta da pandemia. Antes de ser interrompida, ela era gratuita e acontecia diariamente, entre 11h e 19h30m, e cada grupo de visitantes podia ficar até uma hora no local. Mais informações no site prediomartinelli.com.br.
Avenida São João 35, Centro.prediomartinelli.com.br.
Farol Santander

Você certamente já viu a imagem de uma bandeira gigante do estado de São Paulo tremulando no topo de um arranha-céu. Essa torre, que lembra o Empire State Building, em Nova York, tem 161 metros. e foi, por 20 anos, a mais alta da cidade. Oficialmente batizado de Edifício Altino Arantes, o prédio inaugurado em 1947 foi por muito tempo chamado de Edifício Banespa, e hoje abriga o Farol Santander, um grande centro cultural que se espalha por diversos andares, e conta com espaços de exposição, bares, cafés, restaurantes e, claro, um mirante. O observatório fica no 26º andar, e conta até binóculos especiais para explorar todos os detalhes do Centro Histórico de São Paulo.
O ingresso custa R$ 25 e dá direito à visita completa ao centro cultural (venda pelo site). As visitas acontecem de terça a domingo, das 9h às 18h30m.
Rua João Brícola 24, Centro.farolsantander.com.br
Skye Bar

Fica no rooftop do Hotel Unique, um cinco estrelas de design arrojado. A ousadia arquitetônica deste prédio em formato de barco está presente no terraço a céu aberto do oitavo andar, onde fica uma piscina avermelhada e o bar e restaurante Skye, conhecido por sua cozinha bastante autoral e pelo clima de balada pós-expediente. E tudo isso com uma linda vista para o Parque Ibirapuera e, claro, para o skyline paulistano.
Avenida Brigadeiro Luís Antônio 4.700, Jardim Paulista.hotelunique.com
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Polícia da Nicarágua invade instalações do principal jornal do país

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MANÁGUA — A polícia da Nicarágua invadiu nesta sexta-feira as instalações do La Prensa, o principal jornal do país, que é crítico do governo do presidente Daniel Ortega. As autoridades informaram que haviam iniciado uma investigação sobre fraude aduaneira e lavagem de dinheiro contra o jornal fundado há 95 anos.
Na quinta-feira, o jornal informou que parou de circular sua versão impressa porque o governo de Ortega havia retido na alfândega o papel importado que precisavam para a impressão. Entre 2018 e 2019, as autoridades retiveram o papel do jornal por 500 dias, o que diminuiu o número de páginas e a sua circulação.
A reportagem da agências Reuters ainda não conseguiu entrar em contato com o governo.
“A Polícia Nacional iniciou uma investigação contra a Editorial La Prensa Sociedad Anónima e seus diretores pelos crimes de fraude aduaneira, lavagem de dinheiro, de bens e de ativos em prejuízo do Estado da Nicarágua”, afirmou a corporação em nota.
Os policiais invadiram as instalações do jornal, que havia mantido suas publicações no site, e proibiram os funcionários de usar seus celulares, disse à Reuters o editor-chefe do La Prensa, Eduardo Enríquez, que não estava no jornal quando a polícia chegou.
A ação policial ocorre uma semana após a Justiça eleitoral do país suspender o registro do partido que lidera uma frente de oposição ao presidente Ortega meses antes das eleições previstas para 7 de novembro. A medida se soma a outras ações contra opositores, que incluem a prisão de mais de 30 pessoas, entre os quais alguns potenciais rivais nas urnas.
Repressão e sanções
Ex-líder guerrilheiro, Ortega liderou a Nicarágua entre 1979 e 1990 e tenta a terceira reeleição consecutiva. Muito embora pesquisas de opinião o coloquem à frente dos rivais na votação de 7 de novembro, ele vem sendo acusado de usar mecanismos de Estado, como os tribunais eleitorais e as forças de segurança, para afastar e prender seus rivais.
Um dos mecanismos usados é uma controversa Lei de Segurança Nacional aprovada no ano passado, que pune candidatos que "incitem a ingerência estrangeira" ou "demandem, exaltem ou aplaudam a imposição de sanções" contra o país. Na época, lideranças de oposição declararam que a medida era uma “armadilha” imposta aos nicaraguenses.
Diante desse cenário, a União Europeia (UE) aprovou, na segunda-feira, um pacote de sanções contra a cúpula do governo, incluindo Ortega, sua vice, Rosario Murillo, seu filho Juan Carlos, e outras seis autoridades. Ao justificar a medida, o bloco apontou para “graves violações dos direitos humanos” — as sanções impedem a entrada dos atingidos na UE e bloqueiam bens nos países que integram a União.
Nesta sexta, o governo dos EUA também anunciou medidas contra aliados de Ortega, vetando a entrada de 50 nicaraguenses ligados ao governo, além de suas famílias, em território americano.
“Como demonstram essas medidas, os EUA estão comprometidos a promover um acerto de contas com qualquer pessoa responsável ou beneficiada pelos ataques do regime de Ortega e Murillo às instituições democráticas”, disse o Departamento de Estado, em comunicado. A ação se soma a outra medida, anunciada em julho, que fechou as fronteiras americanas a mais de cem parlamentares, juízes e promotores da Nicarágua, além de seus parentes diretos, acusados de serem “responsáveis ou cúmplices de ataques à democracia”.
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'O buraco comigo é mais embaixo, Xandão', diz Roberto Jefferson em áudio antes de ser preso | Malu Gaspar - O Globo

Por Mariana Carneiro e Johanns Eller
Minutos antes de ser preso, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) repetiu num áudio enviado por WhatsApp aos correligionários do partido repetindo as ameaças já feitas no passado ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, que decretou hoje sua prisão justamente por integrar uma "organização criminosa" e fazer ameaças ao Supremo, com o objetivo de "desestabilizar as instituições republicanas".
De sua casa, no município fluminense de Levy Gasparian, Jefferson disse que queria informar aos " leões e leoas conservadoras" de seu partido que havia acabado de receber o mandado de prisão – assinado por Moraes, que ele chamou de "o marido da dona Vivi, o Xandão, o pior caráter do Supremo".
Referindo-se ao STF como uma "Orcrim", ou uma organização criminosa, Jefferson dobrou a aposta que o levou à prisão e desafiou o ministro Moraes: "Eu já falei pro Xandão uma vez e vou repetir: o buraco comigo é mais embaixo, Xandão. Eu sei que você é metido a valente. A nossa conta daqui para frente é pessoal, não tem saída".
As falas do ex-deputado seguem o mesmo roteiro de enfrentamento adotado pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a declarar na semana passada, em tom de ameaça, que a hora de Moraes "chegaria".
Endossam ainda a sugestão de Alexandre de Moraes, que em seu despacho afirmou que o plano de desestabilizar as instituições não se daria por encerrado com a prisão de Jefferson.
Em outro áudio encaminhado aos petebistas, também antes de ser preso, o dirigente pede confiança na figura da vice-presidente da legenda, Graziela Nienov, em uma espécie de "testamento".
Sua filha, a ex-deputada federal Cristiane Brasil, também já se mobiliza nas redes para classificar o pai como um perseguido político pelo STF, faturando politicamente com a prisão de Jefferson junto à militância bolsonarista.
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Talibã toma Kandahar, segunda maior cidade do Afeganistão, e aperta cerco a Cabul

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CABUL — Kandahar, a segunda maior cidade do Afeganistão, e outras quatro importantes cidades afegãs foram tomadas pelo Talibã nesta sexta-feira à medida que os combates no país se intensificam, a duas semanas da conclusão da retirada dos militares dos Estados Unidos e de seus aliados da Otan. O grupo fundamentalista, na última semana, já tomou o controle de 16 das 34 capitais provinciais e se aproxima com velocidade da capital, Cabul.
Entre as cidades tomadas nesta sexta está Pul-i-Alam, a apenas 50 km da capital, que especialistas afirmam poder ser cercada dentro de 30 dias e tomada em 60. Lashkar Gah, no Sul, e Qala-e-Naw, no Noroeste, também caíram após semanas de combate. Há relatos de que Firuz Koh, capital da província central de Ghor, rendeu-se sem grandes confrontos. Segundo a rede al-Jazeera, outras duas capitais, Qalat e Terenkot, no Sudoeste, também estariam sob controle dos talibãs.

Agora, o Talibã controla todo o Sul do país, região onde é historicamente forte. Toda a fronteira com o Irã também está sob o comando do grupo, incluindo Herat, a terceira maior cidade afegã, tomada na quinta. Nesta sexta, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que Cabul não está em "ameaça iminente" neste momento, mas que o grupo fundamentalista está tentando isolá-la e avança em velocidade "preocupante".
Os insurgentes se aproximam, portanto, de retornar ao poder após a saída dos militares ocidentais, que deverá ser concluída até 31 de agosto. O objetivo parece ser forçar o presidente Ashraf Ghani a renunciar ou tomar a capital à força antes de as temperaturas começarem a cair com a mudança de estação, algo cujo impacto humanitário seria potencialmente devastador.
— Nós vamos dar o bote em Cabul como uma anaconda. O controle de Cabul e do regime afegão é inevitável, talvez em questão de semanas — disse ao Financial Times Muhammad Zadran, integrante de alta patente do grupo na província de Paktia, no Sul do país.
Kandahar é uma conquista particularmente significativa. Foi nesse centro econômico que o grupo fundamentalista nasceu, no início dos anos 1990, em meio à guerra civil que se seguiu à retirada das forças da antiga União Soviética, que ocuparam o país de 1979 e 1989 para defender um governo alinhado a Moscou.
O Talibã assumiu o poder em Cabul em 1996 e foi expulso da capital em 2001, com a invasão americana semanas após os ataques do 11 de Setembro, sendo substituído por um governo pró-Washington. À época, os americanos argumentavam que o grupo extremista dava abrigo a Osama Bin Laden, o fundador da al-Qaeda e responsável pelos atentados.
Preocupação internacional
Os avanços no Norte, onde o grupo não tinha o controle total nem mesmo há 20 anos, também são rápidos e um baque para o que restava da estratégia de um governo que, segundo especialistas, subestimou o poder real do grupo — ao FT, um diplomata ocidental caraterizou a estratégia do Talibã nas últimas duas semanas como "nada menos que brilhante".
Segundo ele, o grupo sabia que o governo defenderia a todo custo o Sul do país e, portanto, atacaram três cidades da região simultaneamente. Hoje, para cada soldado do governo, há ao menos três do Talibã. Em cada cidade que adentram, capturam equipamentos e arsenal das forças de segurança oficiais. Perante a dimensão da ofensiva, há relatos de integrantes da polícia e do EXército afegãos que se renderam sem resistência.
O efetivo talibã cresceu após o acordo negociado em 2020 pelo então presidente Donald Trump com o grupo insurgente, que levou à libertação de milhares de combatentes do grupo. Hoje, apenas três das cidades afegãs mais importantes continuam sob as rédeas do presidente Ashraf Ghani: a capital, Jalalabad, perto da fronteira com o Paquistão, e Mazar-i-Sharif, que está cercada pelos fundamentalistas.
Segundo o Programa Mundial de Alimentos da ONU, a escassez de comida no país é "muito séria" e só piora. Mais de 400 mil pessoas já deixaram suas casas, 250 mil delas desde maio. As Nações Unidas também alertaram que a chegada dos fundamentalista a Cabul teria um "impacto catastrófico" para a população civil, e fez um apelo para que os países vizinhos mantenham suas fronteiras abertas para os afegãos.
Há meses, negociações de paz entre o governo afegão e o Talibã, realizadas em Doha, no Qatar, estão empacadas. Na quinta, o grupo rejeitou uma suposta proposta de partilha de poder, nunca confirmada oficialmente por Cabul. Para analistas, uma solução diplomática parece improvável neste momento.
Avanços rápidos
Dois terços dos distritos afegãos já estão sob controle do Talibã — as forças de segurança nunca tiveram presença muito forte nas regiões rurais. Com as derrotas contundentes em várias áreas urbanas, o governo de Ghani concentra cada vez mais as forças de segurança na capital, para onde milhares de pessoas se dirigem diariamente em busca de abrigo.
— Eu estou preocupada a cada segundo aqui, estou chorando — disse ao NYT Humaira Jahion, que deixou Kunduz no domingo e se dirigiu para a capital. — Aqui não há futuro para mim, não há futuro para os meus filhos — completou a mulher, que passou dois dias escondida dentro de casa com seus sete filhos, mas decidiu fugir após um morteiro cair na vizinhança.
Kandahar, em particular, estava cercada havia semanas. Na quarta, contudo, o Talibã tomou a prisão central da província, liberando centenas de detentos. No dia seguinte, já havia conseguido vencer em praticamente todas as frentes da cidade, segundo fontes de segurança.
Simultaneamente, o grupo tomava o controle de Herat, onde também por semanas as forças afegãs lutavam ao lado das milícias do senhor da guerra Mohammed Ismail Khan, que se rendeu aos insurgentes nesta sexta em um suposto acordo cujos detalhes são desconhecidos. Conhecido como o Leão de Herat, seu envolvimento nas guerras no país vem desde a intervenção soviética.
— O Talibã concordou que não vai ameaçar ou ferir os funcionários do governo que se renderam — afirmou o integrante do Conselho Provincial de Herat, Ghulam Habib Hashimi, descrevendo a capital de 600 mil habitantes, perto da fronteira com o Irã e um centro histórico da cultra persa, como uma "cidade fantasma".
A queda de Lashkar Gah, capital da província de Helmand que por anos viu combates de militares americanos e britânicos contra os talibãs, também ocorreu na manhã de sexta, após a tomada de uma prisão e do quartel policial na véspera. Qala-e-Naw, capital de Badghis, caiu horas depois.
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Julho foi o mês mais quente já registrado no planeta, segundo agência americana

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WASHINGTON — Julho deste ano foi o mais quente já registrado no mundo, afirmou nesta sexta-feira a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês) com dados que destacam a crise climática.
— O mês de julho [verão no Hemisfério Norte] é, habitualmente, o mais quente do ano, mas julho de 2021 foi o mais quente jamais registrado — disse o administrador da NOAA, Rick Spinrad. — Esse novo recorde se soma à perturbadora trajetória que a mudança climática vem marcando no planeta — concluiu o oceanógrafo.
A NOAA afirmou que a temperatura combinada da superfície terrestre e oceânica foi 0,93ºC acima da média do século 20, de 15,8ºC, o que torna o mês passado o mais quente desde que os registros começaram a ser feitos, há 142 anos.

Segundo dados do Serviço de Mudança Climática Copernicus, da União Europeia, o mês passado foi o terceiro julho mais quente já registrado, divergência de dados que é comum entre as agências.
Na semana passada, um relatório das Nações Unidas sobre o clima provocou agitação ao indicar que o mundo caminhava para um aumento de temperatura de 1,5ºC até 2030, levando planeta a limiar da catástrofe.
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Comentário de embaixador chinês após prisão de Jefferson é mal recebido pelo governo e pode impactar 5G | Bela Megale - O Globo
Por Bela Megale

O comentário do embaixador chinês, Yang Wanming, publicado logo após a prisão do bolsonarista Roberto Jefferson foi mal recebido por integrantes do governo. A mensagem “Lindo dia para todos!!!”, publicada pelo chinês no Twitter, foi interpretada pelos auxiliares de Bolsonaro como uma “provocação” em relação ao episódio.
Yang Wanming e a China foram alvos de ataques e notícias falsas de tropas bolsonaristas nas redes envolvendo, em especial, o coronavírus. Em julho, o ex-deputado fez um vídeo em que chamou o embaixador de “macaco” e disse que o presidente Bolsonaro deveria “mandá-lo embora” do Brasil. Jeffeson aparecia com duas armas em punho. Hoje, antes de ser preso, o presidente do PTB enviou um áudio a correligionários da sua sigla em que disse que o STF foi comprado pela China.
A declaração causou tanto mal-estar que, segundo interlocutores do Palácio, pode até ter consequências no leilão do 5G. Os chineses são um dos principais fornecedores da tecnologia, em concorrência com os americanos.
Interlocutores do embaixador já foram comunicados sobre a insatisfação do governo com comentário. As autoridades brasileiras têm dito que a restrição ao uso dos equipamentos da empresa chinesa Huawei só vai se dar na rede privativa do governo, que é exclusiva para órgãos públicos.
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O erro de Glauber Braga, do PSOL, ao votar contra a cassação de Flordelis | Bernardo Mello Franco - O Globo

O deputado na bolha
Depois de dois anos e dois meses, a Câmara enfim cassou o mandato da deputada Flordelis, do PSD.
A pastora é acusada de encomendar a morte do marido, o também pastor Anderson do Carmo.
Escapou da prisão preventiva graças à imunidade parlamentar.
Como esperado, o plenário aprovou a cassação por ampla maioria: 437 a 7.
A única surpresa foi o voto contrário de um deputado do PSOL, Glauber Braga.
Até o início da semana, ele se dizia pré-candidato ao Planalto.
Depois desse episódio, arrisca se complicar até numa eleição para síndico.
Glauber nunca foi um aliado de Flordelis.
Na sessão de quarta, fez questão de dizer que considerava sua linha política “sofrível”.
Ainda assim, o deputado endossou a tese da defesa.
Disse que a pastora deveria ser suspensa, e não cassada, até o veredicto do tribunal do júri.
A argumentação contém um erro primário:
confunde o julgamento criminal, feito pela Justiça, com o julgamento político, feito pela Câmara.
Não cabe aos congressistas decidir se a colega mandou ou não mandou matar o marido.
O que se discute ali é se houve quebra de decoro parlamentar.
O relator Alexandre Leite, do DEM, sustentou que houve.
Ele concluiu que Flordelis usou o prestígio do cargo para ocultar provas e coagir testemunha.
A pastora ainda foi acusada de mentir ao Conselho de Ética sobre a compra da arma do crime.
Seu marido foi executado com 30 tiros à queima-roupa.
Glauber alegou que seria incoerência defender a agenda antipunitivista e apoiar a cassação de uma colega que ainda não foi condenada.
“É o que geraria menos desgaste? Com certeza. Eu me sentiria bem? Não”, escreveu.
A argumentação convenceu pouca gente, inclusive no partido dele.
Para um aliado, o deputado “se perdeu no personagem”.
Para outro, derrapou no “principismo”.
No jargão político, isso significa que ele exagerou na defesa de um princípio abstrato, desconectando-se da realidade.
A internet abriu novas formas de participação popular, mas também incentivou a radicalização de militantes e políticos.
Muitos se tornaram reféns de bolhas virtuais, afastando-se da razão e do sentimento da sociedade.
Em sua cruzada contra os direitos humanos, o bolsonarismo costuma acusar a esquerda de “defender bandidos”.
Com seu voto infeliz, Glauber pode reforçar essa pecha.
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Assessoria ligada à XP é criticada por foto com equipe só de brancos, aglomerada e sem máscara | Capital - O Globo
Por Rennan Setti

Uma foto onde tudo parece estar errado reacendeu críticas sobre falta de diversidade e desprezo pelas normas sanitárias no estrato mais favorecido da sociedade brasileira.
A Ável Investimentos, um escritório de agentes autônomos gaúcho plugado à XP, reuniu toda a equipe no terraço de sua sede para fotografá-la. Em plena pandemia, a imagem mostra mais de cem pessoas aglomeradas em espaço exíguo. Apenas duas delas usam máscara, e uma terceira, em primeiro plano, ostenta o adereço sobre o queixo.
Não está claro quando a imagem foi feita, mas a presença de raros mascarados atesta que a foto foi clicada já sob as restrições do coronavírus.
Não bastasse o desrespeito ao distanciamento social, a fotografia revelou um problema brasileiro mais antigo. Praticamente todas as pessoas na imagem são brancas, repetindo a falta de diversidade no setor financeiro que já havia sido escancarada, em 2019, pela foto da turma de trainee do Itaú Unibanco.
No caso da Ável, há outro agravante: entre mais de cem funcionários na imagem, o número de mulheres não chega a dez.
Questionamento nas redes
A imagem da equipe da assessoria gaúcha está sendo alvo de críticas no Twitter e no LinkedIn nesta sexta-feira, com internautas questionando tanto a Ável como a XP.
Fundado em 2019 em Porto Alegre, a Ável diz ter R$ 3,5 bilhões em ativos sob custódia e integrar o chamado G20, grupo que reúne os vinte principais escritórios de agentes autônomos plugados à XP.
O site da Ável lista uma relação de 105 assessores na equipe, dos quais apenas oito são mulheres. Como na foto, praticamente todos são brancos.
Procuradas pela coluna, Ável e XP não quiseram comentar as críticas sobre a foto.
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Inquéritos 'moderadores' do STF vão até as eleições | Vera Magalhães - O Globo

Não devem ser encerrados antes das eleições os inquéritos 4.781 e 4.874, do Supremo Tribunal Federal, ambos sob a relatoria de Alexandre de Moraes. O primeiro foi aberto em 2019 e ficou conhecido como inquérito das fake news. Teve sua constitucionalidade atestada pelo plenário do STF em junho do ano passado.
O segundo foi instaurado pelo próprio Alexandre de Moraes em julho, a partir do inquérito dos atos antidemocráticos, que foi arquivado. Ele apura a existência de uma organização criminosa digital que atua com vários núcleos para atacar a democracia. Foi nesse segundo inquérito que se deu a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson nesta sexta-feira.
Os dois inquéritos são "siameses", complementares. Há coincidência de personagens e de métodos apurados, e o segundo foi aberto para "driblar" a recomendação do procurador-geral da República, Augusto Aras, pelo arquivamento da investigação sobre os atos antidemocráticos promovidos por bolsonaristas em 2020.
Ministros com os quais conversei nesta sexta-feira, depois da prisão de Jefferson, atestaram: os inquéritos funcionarão como a forma de o STF defender a si e às demais instituições dos ataques do presidente e de seus apoiadores. Num momento em que bolsonaristas começam a evocar um inexistente poder "moderador" das Forças Armadas em caso de choque entre os Poderes, os ministros do STF dizem que são os inquéritos que têm o condão de moderar o golpismo crescente no seio do bolsonarismo.
Diferentemente de outras épocas, em que temas como esse costumavam dividir o Supremo, a decisão de Moraes de acatar o pedido da Polícia Federal para a prisão preventiva de Jefferson foi amplamente apoiado internamente.
Como Jefferson não tem mandato, Moraes nem consultou Fux antes. Também não pretende tomar a iniciativa de submeter sua decisão ao plenário, como fez com Daniel Silveira. Essa tem sido a praxe apenas para detentores de mandato. Isso só deverá ocorrer se houver recurso da defesa e Moraes acatar.
O primeiro inquérito, de 2019, foi prorrogado já várias vezes, e cabe ao relator pedir mais prazo para as investigações.
Moraes também não pretende concluir nada que dependa da decisão de Aras, que tem sido refratário a acatar pedidos de prisão e outras providências contra aliados do presidente.
Os ministros viram nas declarações de Jefferson depois da prisão, mencionando o nome da mulher de Alexandre de Moraes e chamando o ministro para um "duelo" ameaças, que agravam sua condição e reforçam a necessidade de prisão preventiva.
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Horror a pobre, pré-requisito | Opinião - O Globo
Por Flávia Oliveira
No governo Jair Bolsonaro, aporofobia não é surpresa, mas pré-requisito. Ministro da Economia, Paulo Guedes já depreciou empregadas domésticas, filhos de porteiro, brasileiros em situação de fome. A mais recente demonstração de horror a pobres partiu do titular da Educação, Milton Ribeiro, há um ano no cargo. Numa entrevista à TV Brasil, o pastor presbiteriano, autodeclarado professor, disparou um trio de declarações de ruborizar Justo Veríssimo, o personagem de Chico Anysio que melhor encarnou o desprezo dos homens públicos pelos brasileiros de baixa renda. Combinou indiferença, preconceito e desinformação, a santíssima trindade do constrangimento. Merece resposta.
1) “Na Alemanha são poucos os que fazem universidade, universidade na verdade deveria ser para poucos nesse sentido de ser útil à sociedade.” O ministro parece desconhecer que, no Brasil, universidade já é para poucos. Em 2019, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, apenas um em cada quatro jovens de 18 a 24 anos, idade desejável, frequentava o ensino superior. Comparado aos membros da OCDE, clube que o governo de Milton Ribeiro sonha adentrar, o Brasil tem menos habitantes que concluíram a universidade. Em Portugal, Turquia e Colômbia, a proporção de adultos de 25 a 34 anos com carreira universitária supera a do Brasil.
2) “Com todo o respeito que tenho aos motoristas, é uma profissão muito digna, mas tem muito engenheiro, muito advogado dirigindo Uber porque não consegue colocação devida. Mas se ele fosse um técnico em informática estaria empregado, porque há uma demanda muito grande.” O Brasil tem 34,7 milhões em vagas informais, precárias, sem direitos trabalhistas e previdenciários; 14,8 milhões de desempregados, gente que não trabalhou e busca ocupação; 5,7 milhões de pessoas que desistiram de procurar, os desalentados. Se há engenheiros e advogados em funções aquém da formação que tiveram, cabe ao ministro da Educação identificar os problemas e atuar pela qualidade dos cursos universitários. Ou cobrar do titular da Economia medidas de estímulo à criação de emprego e renda. Mas ainda nesta semana, o governo aprovou na Câmara dos Deputados um projeto de reforma trabalhista que legaliza a precarização. Cria para jovens de 18 a 29 anos uma modalidade de contratação por meio salário mínimo e vale-transporte, mas sem férias, décimo terceiro e FGTS. É a legalização do trabalho precário. Se não pode superá-lo, formalize-o.
3) “O que também eu acho justo (metade das vagas nas universidades públicas para alunos de maior renda), considerando que os pais desses meninos tidos como filhinhos de papai são aqueles que pagam os impostos no Brasil que sustentam bem ou mal a universidade pública.” Aqui, há ignorância ou má-fé para induzir a sociedade a acreditar que os pobres brasileiros não pagam impostos, quando inúmeros e insuspeitos estudos provam que a carga tributária por aqui é regressiva — quanto mais se ganha, menos se paga. Levantamento recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a tributação indireta abocanha 26,7% da renda dos 10% mais pobres do país e somente 10,1% do décimo mais rico, o topo da pirâmide social. A assimetria se explica, porque o Brasil taxa pesadamente produtos e serviços e alivia renda e patrimônio.
A Lei de Cotas, que ano que vem completa uma década e será reavaliada, promoveu inédito acesso de jovens negros e indígenas, de baixa renda e oriundos de escolas públicas à universidade. Pôs fim à reserva quase total de vagas àqueles que o próprio ministro reconhece como filhinhos de papai. Nas avaliações, alunos cotistas têm mostrado desempenho semelhante aos demais — não raro, melhor —, além de bem-vindo aumento da diversidade na convivência e na produção acadêmica.
Em vez de advogar pelo acesso a quem já é privilegiado, Milton Ribeiro poderia se ocupar do desânimo que, no pós-pandemia, tem levado milhares de jovens a desistir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O total de inscritos para a prova deste ano foi o menor desde 2009, quando foi inaugurado o atual modelo de avaliação. Pesquisa do Conselho Nacional da Juventude, entre março e abril passados, com 68 mil brasileiros de 15 a 29 anos, revelou que oito em dez não fizeram o Enem 2020; 43% pensaram em abandonar os estudos durante a pandemia, principalmente por falta de dinheiro e dificuldades com o ensino remoto; 6% já largaram a escola. A indiferença oficial certamente atrapalha.

Por Flávia Oliveira
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A democracia precisa se defender de malucos
Prisão em defesa da democracia | Merval Pereira - O Globo
Há muito tempo que o ex-deputado Roberto Jefferson anda se excedendo nas redes sociais, com ameaças de fuzilamento, arma na mão e outros absurdos. Um presidente de partido político não pode fazer uma coisa dessa e por isso, a prisão foi justa. Ele enveredou por um caminho de sedição, de defender revolução armada, que os deputados de seu partido não querem e por isso metade deles está entrando no STF com pedidos para deixar o PTB e manter o mandato. A democracia precisa se defender desses malucos e a prisão é um dos seus mecanismos de defesa. O inquérito do STF, que começou enviesado – recebeu críticas corretas, de que não poderia ter sido montado como foi – demonstra agora ser necessário, porque há realmente uma rede de militantes digitais que não se limitam a criticar os oposicionistas ao governo; fazem questão de estimulam o ódio e a violência física, de colocar armas numa suposta defesa dos cidadãos e da democracia. Num estado de direito, não se pode permitir propaganda de revolução. Além do mais, essas redes sociais são financiadas pelo fundo partidário, dinheiro público, o que é também inaceitável. Assim como não é possível custear despesas pessoais de políticos com verba partidária.
Ouçam os comentários da rádio CBN:
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Empresários de Natura, Ultra-Ipiranga e Fiesp propõem mobilização contra volta de Lula

247 – Um artigo publicado hoje no jornal Estado de S. Paulo sinaliza que grandes empresários estão dispostos a se mobilizar mais uma vez contra a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a soberania popular, depois de uma sucessão de golpes que empurrou o Brasil ao fascismo: o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, a prisão política de Lula em 2018 e agora as ameaças a um processo eleitoral limpo. Trata-se do texto "Nem Lula, nem Bolsonaro", assinado por Pedro Passos, dono da Natura, Pedro Wongtschowski, do grupo Ultra e Horácio Lafer Piva, ex-presidente da Fiesp.
"A História registra momentos substantivos, quando decisões são tomadas para o bem ou para o mal. Por vezes eles chegam sem se anunciar, mas na maioria dos casos uma análise mais cuidadosa mostrará com relativa clareza a existência de antecedentes", diz o trio.
"O Brasil anda mal, muito mal. Não adianta se esconder atrás do sucesso do agronegócio, das startups, da rica, embora maltratada, cultura e até da ampla aceitação das vacinas contra a covid-19. O fato é que avançamos mal em quase tudo para onde se olhe o País, revelando um desperdício gritante de oportunidades e um desalinho criminoso diante de tantas necessidades", prosseguem.
"Depois de tantos reveses, não se concebe o Brasil jogado noutra aventura. Já passou por dois modelos de gestão e conseguiu se dar mal em ambos. É hora de buscarmos um novo caminho – uma alternativa de equilíbrio, moderação e responsabilidade, com sentido de missão e foco em resultados", avançam.
"A solução não está nem em Lula nem em Bolsonaro. O voto é livre e soberano, mas, de tão sério, precisa ser exercido com alto grau de discernimento. Ambos os aspirantes à corrida presidencial já são personagens da História, que saberá julgá-los. Quanto a nós, é daqui para a frente, e, por consequência, a partir de 1.º de janeiro de 2023, que o Brasil se mostrará tanto a quem dele precisa quanto a quem dele se quer orgulhar.
Qualquer coisa que fuja de um verdadeiro e comprometido polo inovador e democrático, como almejado pelos muitos grupos de discussão mais ou menos indignados, mas majoritariamente sinceros nos propósitos e fartos de soluções mal pensadas, será atitude homicida, quiçá, suicida", escrevem. "Persistir no que já se mostrou errado não será apenas burrice, será covardia. E, se há que voltar à História, covardia é palavra vã no vocabulário do brasileiro."
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A ruína do guru do ódio religioso Olavo de Carvalho - Lúcia Helena Issa
Por Lúcia Helena Issa

Há poucos anos, pelos artigos que tenho publicado como correspondente de guerra, como jornalista e por ter iniciado um canal dando voz aos refugiados lutando pela reconstrução da paz e contra a intolerância, como muitos de vocês sabem, fui atacada por mais de 4000 seguidores do guru do ódio religioso e um dos maiores islamofóbicos do mundo, o ideólogo da extrema-direita brasileira, Olavo de Carvalho.
Muitas agressões deixadas pelos criminosos e extremistas cristãos naquela semana foram apagadas, até para poupar minha filha, então com apenas 13 anos, que chorou durante todos aqueles dias diante da sordidez de Olavo de Carvalho.
Os seguidores do guru do ódio me escreviam naqueles dias mensagens com frases como "você merecia ser estuprada", “será estuprada para aprender a não defender refugiados muçulmanos” e publicaram fotos com ameaças que tenho vergonha de reproduzir aqui.
Foram seis dias de terror. Mas também foram dias de afeto, apoio e de milhares de manifestações de solidariedade e carinho vindas de muçulmanos e cristãos do mundo todo.
O aspecto irônico dessa história é que o guru incitou seus seguidores contra mim acreditando que eu era professora e muçulmana, sem ler ou pesquisar nada sobre mim no Google, onde há centenas de matérias sobre mim e sobre meu trabalho como jornalista e cristã. O sujeito agrediu várias jornalistas (sempre mulheres) por meses sem sequer fazer uma pesquisa elementar sobre elas.
Não apenas nunca fui muçulmana, e tenho imenso carinho pelos meus amigos muçulmanos, como sou sobrinha neta de um dos arcebispos católicos mais conhecidos da história do Brasil e sou de uma família árabe cristã há mais de 1200 anos.
O outro aspecto irônico dessa história é que Olavo, naquele seu estilo literário de quem vive no limbo do esgoto existencial e tem obsessão por orifícios anais, escreveu que eu, por lutar contra as guerras e pela tolerância religiosa, depois de ser agredida, ficaria calada por medo de suas agressões e seria esquecida.
Para a infelicidade de Olavo, jamais me calei, continuei escrevendo, viajando ao Oriente Médio e dando voz aos refugiados, recebi 3 prêmios internacionais, recebi a homenagem em Paris como embaixadora da paz, recebi, com imensa honra, o prêmio Estrella del Sur em Montevidéu, recebi a Medalha Marielle Franco em Salvador na linda Casa do Olodum, e tive minha trajetória como jornalista e escritora contada em livros feitos por alunos de duas faculdades de jornalismo e por alguns maiores jornais do Brasil.
Enquanto isso, Olavo de Carvalho tem sido condenado em vários processos judiciais, adquiriu uma dívida de indenização de 2 milhões de reais para com Caetano Veloso, perdeu inúmeras ações, perdeu vergonhosamente o processo que moveu contra mim, que foi EXTINTO pelo juiz, o que é ainda pior do perder, e tem sido denunciado e ridicularizado pelos maiores jornais do mundo.
Olavo foi denunciado recentemente por algumas das mais importantes publicações norte-americanas sobre política no continente, por grandes publicações italianas, e ridicularizado em programas humorísticos da TVs italiana, alemã e britânica.
Foi denunciado também pela própria filha, Heloisa de Carvalho Arribas, no livro escrito recentemente por ela, em parceria com o filósofo Henry Bugalho, intitulado ” Meu pai, o guru do presidente” e lançado pela Kotter Editorial.
Heloisa e eu nos tornamos amigas exatamente na semana em que fui exposta e agredida por seu pai. Recebi dela naqueles dias sombrios, uma carta emocionante, repleta de solidariedade, luz, empatia, humanidade, e desde então, nos tornamos amigas.
Heloísa revela em seu livro, assim como me havia relatado quando conversamos nos meses seguintes, o imenso abandono intelectual a que foi submetida pelo pai ainda na infância. Sim, ela cursou a primeira série do ensino fundamental aos sete anos e passou os seis anos seguintes fora da escola, assim como outros dois irmãos. Segundo ela me contara logo que nos conhecemos, o pai não pagava as mensalidades escolares, mesmo tendo dinheiro, e eles acabavam expulsos de várias escolas, até que que o pai decidiu tirá-los da escola definitivamente no momento mais fundamental do aprendizado, a alfabetização. Ela carregaria para sempre a dor, a tristeza e os problemas cognitivos causados pelo pai. Foi só quando já tinha 12 anos, que ela voltou a estudar, ao deixar a casa paterna para morar com uma tia materna.
Ela me contaria naquele momento, já adulta, forte, mãe, e formada em Direito, que escreveria em livro “ sobre o lado cruel e manipulador do guru que as pessoas compraram como cristão, uma fraude, um líder de uma seita perigosa, que sempre teve sede de poder, que abandonou os filhos de várias formas, mas que se vende como um cristão exemplar e um pai dedicado, pois se viu numa questão moral delicada. “O mesmo pai que levou sua mãe a tentar o suicídio, deu um golpe financeiro em amigos, na editora com quem trabalhava, estava tendo o poder de fazer um imenso mal ao Brasil”.
Olavo de Carvalho foi denunciado recentemente também em longas reportagens das revistas Veja, Época e Istoé, e a própria plataforma de vídeos que permitiu que ele propagasse em larga escala sua voz insana, o Youtube, reconheceu os danos causados à democracia no Brasil e retirou da plataforma dezenas de vídeos do sujeito. O guru e seu ódio nefasto mergulharam o Brasil numa noite sem fim, pulverizando um vírus letal, degenerativo, que afeta o sistema nervoso central, causando agressividade, comprometendo capacidades cognitivas, afetando a capacidade auditiva, cujos sintomas são assustadores e incluem o falso nacionalismo, a xenofobia, a homofobia, a falta de empatia, o falso moralismo, o falso cristianismo, o ódio à ciência, à medicina e às universidades e a incapacidade de discernir o real do imaginário e insano.
O guru do ódio, do bolsonarismo e das armas, o sujeito que acredita que a Pepsi é feita de fetos abortados, que acredita que Galileu e Newton eram idiotas, o sujeito que acredita que é o Sol que gira em torno da Terra ( geocentrismo) e que a Terra permanece parada, o sujeito que acredita que todos os muçulmanos ( mais de um bilhão de pessoas) são terroristas em potencial, que bradava há poucos meses que a pandemia de Covid não existia e que não mataria ninguém, o sujeito que afirma há anos que as vacinas não devem ser tomadas pelas crianças e que devemos deixá-las morrerem se tudo der errado, o sujeito que afirma que o Herodes fez um bem às crianças na Terra Santa ancestral,, matando-as antes de completar dois anos de vida porque assim as impediu de pecar, enfim, o sujeito que berra as agressões mais abjetas contra refugiados muçulmanos e fez um imenso mal a várias gerações de brasileiros.
Olavo de Carvalho e seus seguidores perderam há anos qualquer traço de humanidade e qualquer limite moral, a ponto de afirmarem, como fez o próprio charlatão, que os portugueses não escravizaram os negros e nem pisavam na África, e que a escravidão foi benéfica para os negros no Brasil. Infectados pelo mestre com rações diárias de racismo e intolerância, tudo isso travestido de " cristianismo", e de " filosofia".
Os seguidores do guru do ódio encontraram nele um " filósofo" que, mesmo não tendo sequer terminado o ensino fundamental, legitimou o racismo, a misoginia e a vontade de matar, alegando que esses sentimentos podiam ser " cristãos". Odeiam as diferenças religiosas, a infinidade de cores do mundo, o multiculturalismo e a própria vida, pois cultuam a morte, idolatram alguém cujo grande prazer é matar ursos nos EUA, cultuam o rosto da morte e passam seus dias na internet ameaçando pessoas. Odeiam o fato de existirem diferentes muçulmanos assim como diferentes cristãos e a indigência de seus cérebros trabalha apenas com ideias binárias, duas ideias de cada vez, algo como "todo muçulmano é o malvado e todo cristão é o mocinho da história". Pensar sobre ideias mais sofisticadas e em outras variáveis diante de um cenário muito complexo, lhes é impossível.
Mas os anos de manipulação, ódio, misoginia e racismo pagos a peso de ouro parecem estar acabando.
Olavo de Carvalho está cada vez mais isolado. Seus discípulos mais nefastos, como o ex-ministro Abraham Weintraub e o ex-secretário de cultura, Roberto Alvim, que fizeram discursos retirados da ideologia nazista, já perderam seus cargos e entraram definitivamente para a lata de lixo da história. O guru do ódio perdeu dezenas de patrocinadores nos últimos meses, foi retirado de várias plataformas de pagamentos virtuais e, há poucos dias, teve seu contrato literário com a Editora Record rompido definitivamente.
O ideólogo do ódio decidiu voltar há alguns dias ao Brasil.
Atingido por uma série de doenças e problemas cardíacos, descobriu que não tinha dinheiro sequer para se tratar no país em que vivia e idolatrava, os EUA.
Foi internado em um hospital de São Paulo pelo Sistema Público de Saúde brasileiro, o mesmo sistema que ele covardemente atacou e demonizou por anos.
Tudo isso nos mostra como o mundo gira, mas não muda a minha tristeza por ter testemunhado o abismo em que mergulhamos, o fim de programas sociais históricos, o aumento do feminicidio, os assassinatos de indígenas e negros, e as mais de 500 mil mortes que poderiam ser evitadas no Brasil, se o presidente não fosse um seguidor confesso da as ideias assustadoras e neonazistas de Olavo de Carvalho. Ideias que mergulharam o Brasil em um ciclo de horrores e obscurantismo só comparável à Inquisição medieval.
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