BOZO, MULA-SEM-CABEÇA, SACRIPANTA, MATUSQUELA, OLIGOFRÊNICO, MENTECAPTO, EXECRÁVEL BUFÃO, ANENCÉFALO, ZUMBI, MOCORONGO, BOCO-MOCO, TRUBUFU, JACÚ,

________________________________________On/Off: dicas superfáceis da NSA protegem seu celular de hackers

____________________ Universa ____________________

Formatura de Soldados da PM no Sambódromo do Anhembi. 27/05/2015

____________________ Universa ____________________

________________________________________Dose de REFORÇO da vacina da JANSSEN aumenta em NOVE VEZES número de ANTICORPOS, apontam testes INICIAIS 

________________________________________Manuel Loff faz PARALELO entre Bolsonaro, PMs e ESPANHA pós-Franco

________________________________________CRISE de GOVERNANÇA de PMs NÃO é NOVA e PIORA com OMISSÃO de governadores __________________________ Monitoramento e controle são armas contra golpismo de CORPORAÇÕES CONTAMINADAS pelo DISCURSO BOLSONARISTA 

________________________________________SEM condições para GOLPE, Bolsonaro faz SHOW da MAMADEIRA de PIROCA com IMPEACHMENT de ALEXANDRE de MORAES 

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MARCO TEMPORAL: Entenda julgamento do STF que define futuro das terras e civilizações indígenas do Brasil

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Covid-19: dose de reforço da vacina da Janssen aumenta em nove vezes número de anticorpos, apontam testes iniciais

Farmacêutica procura evidências científicas que segunda dose de seu imunizante tará benefícios diante de novas variantes
O Globo, com agências internacionais
25/08/2021 - 08:39 / Atualizado em 25/08/2021 - 14:48
Vacina da Janssen contra a Covid-19. Foto: ROBYN BECK / AFP
Vacina da Janssen contra a Covid-19. Foto: ROBYN BECK / AFP

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CHICAGO — Uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Janssen, que é de dose única, aumentou drasticamente os níveis de anticorpos, de acordo com dados provisórios de dois testes em estágio inicial, disse a empresa nesta quarta-feira. Pessoas que receberam um reforço de seis a oito meses após suas injeções iniciais viram os anticorpos aumentarem nove vezes mais do que 28 dias após a primeira vacinação, disse a Janssen.

O estudo de fase 2 está sendo conduzido nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 2 mil pessoas receberam a dose de reforço.

"Novos dados provisórios desses estudos demonstram que uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson gerou um aumento rápido e robusto nos anticorpos de ligação à Spike, nove vezes maior do que 28 dias após a vacinação de dose única primária", escreveu a empresa em um comunicado à imprensa.

"Estabelecemos que uma única injeção de nossa vacina Covid-19 gera respostas imunes fortes e robustas que são duráveis e persistentes por oito meses. Com esses novos dados, também vemos que uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson aumenta ainda mais as respostas de anticorpos entre os participantes do estudo que já haviam recebido nossa vacina", disse o Dr. Mathai Mammen, chefe global de pesquisa e desenvolvimento da Janssen, em um comunicado.

Ao contrário dos anticorpos neutralizantes, que destroem o vírus, os anticorpos de ligação grudam no vírus, mas não o destroem nem evitam a infecção. Em vez disso, eles alertam o sistema imunológico de sua presença para que os glóbulos brancos possam ser enviados para destruí-lo.

Vários países, incluindo os Estados Unidos, começaram a oferecer doses de reforço a pessoas com situação de saúde vulnerável, incluindo os imunocomprometidos, conforme a variante Delta se espalhou e alguns vacinados contraíram a Covid-19.

Anteriormente, não havia evidências sobre o efeito de uma dose de reforço da vacina da Janssen. Os consultores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, em particular, estão esperando por uma palavra sobre como aconselhar indivíduos imunocomprometidos que receberam a vacina de dose única.

De acordo com a Janssen, os estudos mostraram aumentos significativos nas respostas de anticorpos de ligação em participantes com idades entre 18 e 55 anos e naqueles com 65 anos ou mais que receberam uma dose de reforço mais baixa.

Os resumos do estudo estão sendo submetidos ao servidor de pré-impressão MedRxiv antes da revisão por pares.

Os resultados foram divulgados antes da conclusão muito esperada do grande ensaio de vacina de duas doses da Janssen. Um porta-voz disse que os resultados estarão disponíveis nas próximas semanas.

Em julho, a Janssen publicou dados provisórios da Fase 1 e 2 no New England Journal of Medicine, que mostraram que os anticorpos neutralizantes gerados por sua vacina permaneceram estáveis oito meses após a imunização com uma única dose.

"Estamos ansiosos para discutir com as autoridades de saúde pública uma estratégia potencial para nossa vacina COVID-19 da Johnson & Johnson, com reforço de oito meses ou mais após a vacinação de dose única primária.", disse Mathai Mammen.

Vários cientistas levantaram preocupações de que os indivíduos que receberam a injeção de Janssen precisariam de reforços. Um estudo realizado por uma equipe da Universidade de Nova York descobriu que uma "fração significativa" das amostras de sangue de receptores que receberam a injeção J&J tinham anticorpos neutralizantes baixos contra Delta e várias outras variantes do coronavírus.

A Janssen disse que a empresa está trabalhando com o CDC, a Food and Drug Administration (FDA), a European Medicines Agency, a Organização Mundial da Saúde e outras autoridades de saúde sobre a aplicação de uma injeção de reforço da vacina.

Por causa de sua conveniência de dose única e requisitos menos onerosos de armazenamento e transporte, a vacina da Janssen já foi considerada uma ferramenta importante para vacinação em áreas de difícil acesso. Mas depois de problemas de segurança e tropeços na fabricação, ele tem a menor aceitação na Europa entre todas as vacinas aprovadas para uso e também tem lutado para ganhar força nos Estados Unidos.

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MARCO TEMPORAL: entenda julgamento do STF que define futuro das terras e civilizações indígenas do Brasil (vídeos)

Acampamento pela Vida dos povos indígenas em Brasília
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RBA e 247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia nesta quarta-feira (25), o julgamento que definirá o futuro das demarcações de Terras Indígenas (TIs) no Brasil. Do lado de fora, povos indígenas de todo o país estarão reunidos, no Acampamento Luta pela Vida, que da mesma forma retoma a intensa mobilização realizada em junho no Levante pela Terra.

Veja imagens do acampamento:

O STF vai analisar a ação de reintegração de posse movida pelo governo de Santa Catarina contra o povo Xokleng, referente à TI Ibirama-Laklãnõ, onde também vivem os povos Guarani e Kaingang. Em 2019, o STF deu status de “repercussão geral” ao processo, o que significa que a decisão tomada neste caso servirá de diretriz para a gestão federal e todas as instâncias da Justiça no que diz respeito aos procedimentos demarcatórios.

No centro da disputa está a discussão em torno do chamado “marco temporal”, uma tese político-jurídica defendida por ruralistas e setores políticos e econômicos interessados na exploração das terras indígenas. Segundo esta interpretação, os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Alternativamente, se não estivessem na terra, precisariam estar em disputa judicial ou em conflito material comprovado pela área na mesma data.

Desigual

Defensores dos povos originários apontam que a tese é injusta, porque desconsidera as expulsões, remoções forçadas e todas as violências sofridas pelos indígenas até a promulgação da Constituição. Além disso, ignora o fato de que, até 1988, eles eram tutelados pelo Estado e não podiam entrar na Justiça de forma independente para lutar por seus direitos.

O julgamento chegou a ser iniciado em plenário virtual no dia 11 de junho, mas foi suspenso por um pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes, que era o primeiro a votar. Os demais ministros sequer chegaram a proferir seus votos. Dias depois, o presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, marcou o reinício da apreciação para esta quarta-feira. A sessão desta quarta-feira, prevista para iniciar às 14h, ocorrerá também por meio de videoconferência, em função da pandemia de covid-19, e será transmitida pela TV Justiça.

“Esse julgamento é muito importante para nós e para toda a sociedade, pois os povos indígenas lutam não só pelos seus direitos, mas também pelo meio ambiente. O que nós queremos e precisamos é que o STF garanta nossos direitos, e que sejam reconhecidas as terras que são nossas. O marco temporal é uma afronta aos povos indígenas, que busca tirar o direito dos povos às suas terras tradicionais”, avalia Brasílio Priprá, importante liderança do povo Xokleng.

O caso em disputa

No julgamento, os ministros vão analisar a determinação do ministro Edson Fachin, de maio do ano passado, que suspendeu os efeitos do Parecer 001/2017 da Advocacia-Geral da União (AGU). A norma oficializou o “marco temporal”, entre outros pontos, e vem sendo utilizada pelo governo federal para paralisar e tentar reverter as demarcações.

Na mesma decisão do ano passado, Fachin suspendeu, até o final da pandemia da covid-19, todos os processos judiciais que poderiam resultar em despejos ou na anulação de procedimentos demarcatórios. Essa determinação também deverá ser apreciada pelo tribunal.

Luta de décadas

A TI Ibirama-Laklãnõ está localizada a 236 quilômetros a noroeste de Florianópolis, entre os municípios de Doutor Pedrinho, Itaiópolis, Vitor Meireles e José Boiteux. A área tem um longo histórico de demarcações e disputas, que se arrasta por todo o século 20, período em que foi reduzida drasticamente. Foi identificada por estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2001, e declarada pelo Ministério da Justiça, como pertencente ao povo Xokleng, em 2003. Os indígenas nunca deixaram de reivindicar o direito ao seu território ancestral.

“A forma como o povo Xokleng perdeu o território foi a forma mais violenta, mais vil, mais terrível. Houve, no início do século passado, a demarcação sem critérios técnicos. Perdeu-se, na década de 1920, parte significativa do território. Em 1950, a mesma coisa. Depois, a construção de uma barragem levou as melhores terras. E nesse contexto se dá a disputa do povo Xokleng, para que de fato seja garantida a devolução dessas áreas roubadas”, explica Rafael Modesto, advogado da comunidade Xokleng e também assessor jurídico do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Em 2019, o povo Xokleng foi admitido pelo relator do caso, o ministro Edson Fachin, como parte no processo, por ser diretamente afetado pela decisão a ser tomada nesta ação. A admissão foi considerada uma importante vitória para os povos indígenas, que lutam, há décadas, pela efetivação do direito de acesso à justiça garantido a eles na Constituição Federal de 1988.

Resistência até o fim

Centenas de lideranças indígenas estão na capital federal para mais uma ciclo de lutas em defesa de suas terras e de seus direitos constitucionais e humanos. O acampamento Luta pela Vida dá continuidade ao acampamento Luta Pela Terra, em junho, como forma de resistência aos diversos projetos e medidas antiindígenas que vêm sendo tomadas pelo Congresso Nacional e pelo governo federal.

“Fazemos esse chamado, ainda durante a pandemia, porque não podemos calar diante de um genocídio e um ecocído, que a Terra grita mesmo quando estamos em silêncio”, afirma o manifesto de convocação do Luta pela Vida divulgado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). “Nos sentimos obrigados a nos fazer presente em Brasília, neste cenário tão desolador que está sendo promovido tanto pelo Congresso Nacional, mas principalmente pelo Governo Federal no que tange o direito dos povos indígenas”, disse Dinamam Tuxá, Coordenador da Apib.

Cuidados sanitários contra o coronavírus, como o uso de máscaras e a presença apenas de indígenas imunizados com as duas doses da vacina contra a covid-19, também foram ressaltados pela Apib e devem ser seguidos durante todos os dias da mobilização.

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Grupo Prerrogativas repudia tese do “MARCO TEMPORAL ”

Acampamento pela Vida dos povos indígenas em Brasília


247 - O Grupo Prerrogativas divulgou nota nesta quarta-feira (25) em que repudia a tese do “marco temporal”, que pretende que comunidades indígenas apenas possam requerer e reivindicar espaços e terras que já ocupavam na data da promulgação da Constituição Federal, ou seja, em 5 de outubro de 1988. Segundo a nota do grupo, a tese “simplesmente ignora os povos que foram destituídos de suas terras, por meio de violência ou em decorrência da expansão rural e urbana. Seriam esses povos carentes de direitos, exatamente no contexto de uma Constituição que enfrenta o seu passado colonial e se propõe a superá-lo? Numa Constituição que reconhece a igual dignidade de pessoas e dos diversos grupos formadores da sociedade nacional?”

Leia a íntegra do texto do Prerrogativas:

 O Grupo Prerrogativas, que reúne juristas, professores e Direito e profissionais da área jurídica repudia a tese do “marco temporal”, que pretende que comunidades indígenas apenas possam requerer e reivindicar espaços e terras que já ocupavam na data da promulgação da Constituição Federal, ou seja, em 5 de outubro de 1988.

Essa tese, sabe-se, é defendida pela bancada ruralista e por empresários do setor agropecuário.

Diante de uma história de ocupação do espaço de mais de 500 anos, iniciada muito antes da consolidação do Estado nacional, a Constituição de 1988, em sua busca radical por igualdade e diversidade, reconheceu aos indígenas direitos originários às terras que tradicionalmente ocupam (art. 231, caput). Ou seja, assegurou direitos que remontam ao período da conquista, mas as terras são aquelas tradicionalmente ocupadas, essenciais à conservação da própria cultura.

A contraposta e equivocada tese do "marco temporal" simplesmente ignora os povos que foram destituídos de suas terras, por meio de violência ou em decorrência da expansão rural e urbana. Seriam esses povos carentes de direitos, exatamente no contexto de uma Constituição que enfrenta o seu passado colonial e se propõe a superá-lo? Numa Constituição que reconhece a igual dignidade de pessoas e dos diversos grupos formadores da sociedade nacional?  

O fato insuperável é que os espaços de terra que na atualidade são alvo de litígios judiciais foram incorporados através de procedimentos de colonialismo interno. A disciplina legal agrária e civil foi organizada sobre representações distintas a respeito de lugares e de suas concepções, que voltam agora a ser fundamentais, uma vez que a Constituição determina que as terras tradicionalmente ocupadas por indígenas sejam analisadas à vista de seus “usos, costumes e tradições” (art. 231, § 1º).

O caso Raposa Serra do Sol, primeiro a consagrar a chamada tese do "marco temporal", está cercado de particularidades e foi reconhecido como singular pelo próprio STF ao julgar os embargos de declaração deduzidos em face do primeiro julgamento. Mas  foi conferida repercussão geral ao RE 1.017.365-SC, de modo a que o STF estabeleça, em definitivo, o regime constitucional das terras indígenas.

O Grupo Prerrogativas segue confiante em que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento que vai ocorrer nessa semana, fará prevalecer o sentido pleno da Constituição, de assegurar aos indígenas os direitos originários às terras que tradicionalmente ocupam, independentemente de quaisquer marcos ou condicionantes de caráter infraconstitucional.

Grupo Prerrogativas,  22 de agosto de 2021.

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Instituições lançam manifesto contra projeto de lei estadual que pede extinção da Uerj

Deputado Anderson Moraes (PSL-RJ) e a GUERRA SUJA CULTURAL 

Nota assinada por dez reitores fluminenses destaca que a proposta vem 'no contexto de uma guerra cultural contra as universidades e a ciência'
Estudantes se preparam para a segunda etapa do Enem 2021 na Uerj, Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Estudantes se preparam para a segunda etapa do Enem 2021 na Uerj, Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

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RIO — Um conjunto de instituições de ensino e pesquisa do Estado do Rio publicou nesta segunda-feira um manifesto contra o projeto de lei estadual que prevê a extinção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a transferência de seus alunos e patrimônio para a iniciativa privada.

Assinada por dez reitores de universidades e institutos de ensino públicos fluminenses, a nota destaca que "a Uerj ocupa um lugar de destaque na educação de jovens e na produção científica nacional, tendo sido pioneira na introdução do sistema de cotas entre as universidades brasileiras, o que contribuiu para a aceleração do processo de inclusão no ambiente universitário".

O comunicado diz ainda que “a proposta vem no contexto de uma guerra cultural contra as Universidades e a Ciência, constituindo-se em um ataque não só à Uerj, mas a toda comunidade acadêmica e científica do Estado do Rio de Janeiro, que está mobilizada para a defesa da universidade pública, gratuita, referenciada socialmente e de excelência”.

O projeto de lei 4.673/2, de autoria do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ), foi publicado no Diário Oficial no último dia 19, embora tenha sido protocolado em maio. Quando noticiada, a proposta recebeu o repúdio imediado da própria Uerj e de outras entidades. Ainda naquele mês, o próprio presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano, disse que não pautaria o projeto em plenário.

“Estamos confiantes que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não chancelará tal iniciativa, cuja aprovação constituiria grave prejuízo para a educação, a ciência, a tecnologia, o desenvolvimento econômico e a inclusão social em nosso estado e nosso país”, completa o manifesto. Abaixo, os signatários do documento:

  • Antonio Claudio Lucas da Nóbrega (Reitor - UFF)
  • Denise Pires de Carvalho (Reitora - UFRJ)
  • Jefferson Manhães de Azevedo (Reitor - IFF)
  • Luanda Moraes (Reitora -Uezo)
  • Maurício Saldanha Motta (Diretor Geral - Cefet)
  • Oscar Halac (Reitor - Colégio Pedro II)
  • Rafael Barreto Almada (Reitor - IFRJ)
  • Raul Ernesto Lopez Palacio (Reitor - UENF)
  • Ricardo Lodi Ribeiro (Reitor - Uerj)
  • Ricardo Silva Cardoso (Reitor - UniRio)
  • Roberto de Souza Rodrigues (Reitor - UFRRJ)

O autor

Bolsonarista, o autor do texto, Anderson Moraes, provocou outras controvérsias no passado. Em abril deste ano, moveu uma ação popular que resultou na anulação de um decreto de medidas restritivas contra a Covid-19 assinado pelo prefeito Eduardo Paes. Em 2020, Moraes teve suas contas removidas do Facebook por criar perfis falsos.

A publicação do projeto no DO gerou uma nova de reações entre acadêmicos. Ainda semana passada, a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) lançou uma nota de repúdio intitulada “Em defesa do Estado do Rio de Janeiro”, em que ressalta que a proposta é “flagrantemente inconstitucional”, pois “o artigo 309 da Constituição Estadual claramente determina a existência da mais antiga universidade estadual fluminense”.

Além disso, segundo a carta, o projeto “deixa evidente uma estratégia deliberada de destruição da pesquisa e da formação de profissionais de alta qualidade, até porque o autor da proposição também sugere que recursos da UERJ sejam canalizados para instituições de ensino privadas”.

“A SBPC lembra ainda que, além da qualidade dos cursos da Uerj, foi ela a primeira instituição de ensino superior a implantar, no Brasil, políticas de ação afirmativa, proporcionando o acesso de estudantes historicamente discriminados à educação de qualidade. Educação e Ciência serão pilares na recuperação do estado do Rio de Janeiro, e a Uerj é peça fundamental para esta recuperação e o desenvolvimento do estado. Por estas razões, a SBPC repudia essa tentativa de extinguir uma universidade amplamente respeitada e manifesta sua solidariedade ao Estado do Rio de Janeiro e a suas universidades, que tanto contribuem para seu desenvolvimento científico, cultural, social e econômico”, escreve a associação.

No último sábado, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop) também se manifestou contrariamente ao texto proposto por Moraes. Em nota, a entidade disse que “o projeto de desmantelamento deste patrimônio da Sociedade Fluminense e Brasileira é uma proposta por demais estapafúrdia”. O Foprop destaca ainda que a Uerj “figura como a única universidade estadual fora do Estado de São Paulo na lista das 15 instituições que mais produzem ciência no país, além de se destacar como a instituição de maior impacto na produção científica brasileira”

“Por isso tudo, a Uerj é um modelo muito bem-sucedido de inclusão social, que vem transformando a vida de uma parcela da população comumente alijada deste espaço de produção de conhecimento científico e tecnológico”, finaliza a entidade.

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Casal desaparecido em Angra fazia viagem para tentar reconciliação

No fim da tarde de DOMINGO, os dois resolveram sair de BARCO para ver o pôr do sol de uma ilha próxima e avisaram que NÃO demorariam.

Desde então NÃO deram mais notíciais.

Cristiane e Leonardo: último contato feito com a família foi na manhã de domingo

Cristiane e Leonardo estão desaparecidos desde domingo Foto: Reprodução
Cristiane e Leonardo estão desaparecidos desde domingo Foto: Reprodução

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RIO — Cristiane Nogueira da Silva, de 48 anos, e  Leonardo Machado de Andrade, de 50, viveram juntos por dois anos e estavam separados por igual período. Na semana passada combinaram de passar um fim de semana juntos em Angra dos Reis. O casal, que estava ensaiando uma reconciliação, estava hospedado numa casa alugada por Leonardo na Praia da Longa, na Ilha Grande, onde ele agora reside. No fim da tarde de domingo, os dois resolveram sair de barco para ver o pôr do sol de uma ilha próxima e avisaram que não demorariam. Desde então não deram mais notíciais.

Casal saiu de barco para ver pôr do sol e não voltou mais
Casal saiu de barco para ver pôr do sol e não voltou mais

Guilherme Brito, filho de Cristiane, contou que  na manhã de domingo a mãe se comunicou com uma irmã dela e tia do rapaz. Por meio de mensagem, ela parecia feliz e comunicou que Leonardo havia comprado presentes para ela levar para os familiares e se despediu com um "até amanhã", dando a entender que retornaria ao Rio no dia seguinte.

Depois disso a família não conseguiu mais falar com ela. Mas, devido à ultima mensagem e acreditando que ela poderia estar num lugar de difícil comunicação por telefonia celular, eles não se preocuparam. O sinal de alerta foi ligado na segunda-feira, quando o mesmo motorista que a levou do Rio para Angra dos Reis foi ao local combinado para buscá-la e trazer de volta, mas não a encontrou.

Mais tarde, por meio de um marinheiro que trabalha para Leonardo, a família ficou sabendo que ele também tinha perdido contato com o patrão desde o fim da tarde de domingo. O marinheiro, que também se chama Guilherme, publicou fotos do barco nos grupos de WhatsApp de pescadores e marinheiros, mas ninguém tinha visto a embarcação.

— O que eu acho mais estranho é que minha mãe nunca ficaria sem se comunicar com a gente. Ela me dá "bom dia!" pelo WhatsApp todas as manhãs. É uma coisa tão frequente que às vezes nem respondo. Ela faz o mesmo com a minha irmã, minha tia e minha avó — disse o rapaz.

Guilherme contou que conversou com uma ex-namorada de Leonardo e ela confirmou que os dois tinham encerrado o relacionamento há cerca de um mês. O rapaz  acredita que o ex-padrasto fez isso porque estava decidido a reconquistar sua mãe, tanto que a convidou para encontrá-lo na ilha Grande, para tentarem uma reconciliação.

Na sua opinião, não há motivos para desconfiar de Leonardo, porque ele também está desaparecido. Também não acredita na hipótese de o casal ter ido em segredo para algum lugar, onde não quisesse ser importunado. Mesmo assim, sua esperança é que os dois apareçam sãos e salvos.

— Ela (sua mãe) estar em outro lugar consciente é improvável, porque ela sabe que todo mundo estaria desesperado, como estamos agora, em busca de notícias della. Ainda assim prefiro acreditar que no fiml tudo não passou de um mal-entendido e que eles estão bem em algum lugar.

Guilherme foi para Angra acompanhado do cunhado e de uma tia para acelerar as buscas. Ele contou que acionou as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos, que ainda não conseguiram localizar o casal nem tiveram informações sobre a embarcação. Ele também alugou uma lancha e, com a ajuda dos familiares, circulou até Paraty.

O Corpo de Bombeiros confirmou que o quartel de Angra dos Reis fez buscas, sem sucesso, entre o começo da tarde e início da noite desta terça-feira. As equipes estiveram na Praia do Pouso, na Ilha do Abraão. As buscas do Corpo de Bombeiros serão retomadas na manhã desta quarta-feira.

— Estou voltando agora para o Rio para dar apoio à família e aguardar notícias positivas. São dois dias e meio esperando contato ou alguma informação — disse o rapaz na noite desta terça-feira.

Na casa onde o casal foi visto pela última vez,  na Praia do Longa, Guilherme recolheu todos os pertences da mãe que encontrou. Mas só ao chegar ao Rio descobriu que entre os objetos recolhidos estava o aparelho de telefone celular dela.

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Sempre dá pra cavar ainda mais o fundo do poço:

Conheça a 'filial' do Estado Islâmico no Afeganistão, INIMIGA em COMUM da AMÉRICA e do TALIBà

Estado Islâmico na Província de Khorasan opera desde 2015 em solo afegão e foi responsável por massacres da população civil
Local da explosão em escola de meninas em Cabul, no dia 8 de maio Foto: STRINGER / REUTERS
Local da explosão em escola de meninas em Cabul, no dia 8 de maio Foto: STRINGER / REUTERS

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No discurso em que confirmou que manterá a data para a conclusão da retirada dos militares americanos do Afeganistão, 31 de agosto, Joe Biden mencionou um dos riscos de segurança que o levaram a tomar a decisão: a possibilidade de ataques do Estado Islâmico do Khorasan, ou Isis-K, na sigla em inglês, grupo terrorista que é inimigo em comum dos EUA e da milícia Talibã.

Surgido em meados de 2014, o Isis-K tem como base ex-integrantes de um grupo igualmente radical, o Tehrik-i-Taliban, “Movimento dos estudantes”, do Paquistão, presente em áreas de fronteira entre os dois países e que mantém uma relação marcada por altos e baixos com o Talibã.

Ela segue um modelo similar ao de outras células — chamadas de províncias — do Estado Islâmico pelo mundo: uma relativa independência da liderança do grupo, baseada na Síria e no Iraque, e levando em consideração fatores regionais.

Isso ocorre, por exemplo, com o Estado Islâmico da Província da África Ocidental, ativa na Nigéria, da Província do Sinai, no Egito, e do Iêmen, onde tem papel crucial na longa guerra civil no país. No caso do Isis-K, o nome vem da província histórica de Khorasan, que abrange partes do que hoje são Irã, Afeganistão, Paquistão e de outras nações da Ásia Central.

Contudo, o Isis-K sempre foi visto como prioritário para as lideranças do Estado Islâmico: no momento de sua criação, em janeiro de 2015, o grupo ainda estava em um momento de força em sua expansão pelo Oriente Médio, e via ali a chance de aumentar sua presença em um território historicamente estratégico. Desde o início, a “província” recebeu apoio logístico, financeiro e até moral: são inúmeros os vídeos de combatentes do Estado Islâmico na Síria e Iraque saudando a criação do Isis-K.

Meses depois, com o avanço das forças oficiais sírias e iraquianas, além do decisivo apoio aéreo de EUA e Rússia, a expansão para o Afeganistão passou a ser vista como uma alternativa para proteger figuras de destaque do grupo terrorista, como dirigentes e combatentes procurados por autoridades em outros países.

Sua estratégia de recrutamento era igualmente agressiva, buscando adeptos em áreas rurais e urbanas, sempre com promessas de dinheiro — muitas vezes oferecendo maços de notas de dólar e euro — e um discurso contra o Talibã. Muitas das lideranças do Isis-K viam a milícia como “apóstata”, considerando que eles não aplicavam de forma correta os preceitos do Islã e que se mostravam abertos a conversas com os EUA. Por outro lado, muitos reclamavam da brutalidade do Estado Islâmico, que queimaram grandes áreas de cultivo de papoula, principal fonte de renda de muitos camponeses e do próprio Talibã.

A crise entre os extremistas explodiu em junho de 2015, quando comandantes do Talibã enviaram uma carta ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, exigindo que suspendesse a campanha de recrutamento no Afeganistão e alegando que só havia espaço para “uma bandeira” na luta para restabelecer um emirado islâmico.

Não houve acordo, e semanas depois o Isis-K passaria a controlar a província de Naranghar, no Leste afegão, e áreas em Helmand e Farah, agora com combatentes recrutados localmente e outros vindos de países da região, como o Uzbequistão. Mas essa fase expansionista duraria pouco, e o grupo foi parcialmente dizimado por bombardeios dos EUA, em 2016, recuando para posições isoladas e perdendo um grande número de integrantes, agora de volta às linhas do Talibã.

Além dos combates, o Isis-K realizou, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, centenas de ataques contra posições do governo afegão pró-Ocidente e contra civis, deixando um rastro de horror até mesmo na capital, Cabul. Em maio de 2020, homens armados invadiram uma maternidade e abriram fogo contra médicos, enfermeiras e gestantes. Ao todo, 24 pessoas morreram, incluindo dois recém-nascidos — no mesmo dia, 32 pessoas morreram em um funeral em Naranghar.

Em maio, quase 100 pessoas, na maioria estudantes de uma escola para meninas, foram mortas em um grande ataque a bomba em Cabul. As ações foram creditadas ao Estado Islâmico. Por isso, diante do caos provocado pela vitória militar do Talibã e a iminente saída das forças estrangeiras, é real a ameaça de uma nova onda de violência provocada pelo grupo terrorista, seja contra o Talibã, seja contra a população afegã.

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Exercite-se vigorosamente por 4 segundos. Repita. Seu corpo pode agradecer

O treino intervalado de alta intensidade traz benefícios para condicionamento aeróbio e potência, indicam novos estudos
Gretchen Reynolds, do New York Times
25/08/2021 - 04:30
Grupo se exercita em escadaria Foto: TODD HEISLER / NYT
Grupo se exercita em escadaria Foto: TODD HEISLER / NYT

Apenas quatro segundos de exercício intenso, repetido 20 ou 30 vezes, pode ser tudo precisamos para desenvolver e manter nosso condicionamento, força e potência física, de acordo com um novo estudo da Universidade do Texas, envolvendo adultos de várias idades.

Praticamente qualquer pessoa com o mínimo interesse em atividade física e saúde já ouviu falar de HIIT (High Intensity Interval Training) ou treino intervalado de alta intensidade. Um treino HIIT típico envolve disparos curtos e repetidos de árduo esforço, intercalados com períodos de descanso.

Por gerações, atletas treinaram de forma prolongada para aumentar sua velocidade e desempenho. Mas, para a maioria das pessoas, o principal atrativo do HIIT é sua brevidade. Estudos anteriores já mostraram que exercícios intensos durando cerca de quatro minutos, ou um pouco menos, melhoraram a saúde e o condicionamento físico tanto ou até mais que sessões muito mais longas de exercícios contínuos mais suaves, como corrida ou caminhada. Para os fãs de HIIT, os treinos de alta intensidade geralmente representam sua principal ou única forma de exercício.

A duração ideal dos períodos de atividade intensa, porém, permanece incerta. A maioria dos cientistas concorda que deve durar o suficiente para estimular e forçar coração, pulmões e músculos, levando-os a se aprimorarem. Mas os exercícios não devem ser tão cansativos que ao terminá-los a pessoa nunca mais queira treinar. Cada momento deve ser, em essência, tão cansativo e tolerável quanto possível.

Para Edward Coyle, professor de cinesiologia e educação em saúde da Universidade do Texas, nos EUA, isso significava um período ideal de apenas quatro segundos. Ele e seus colegas chegaram a esse número depois de uma sequência de estudos.

Primeiro analisaram atletas profissionais que, nos testes em laboratório, deram o máximo de potência e velocidade em bicicletas ergométricas especializadas. Apenas dois segundos após começar a pedalar, alcançaram um pico de esforço aeróbico e força. Coyle e seus colegas descobriram que os atletas poderiam fazer esse esforço por pouco tempo, mas repeti-lo várias vezes, com alguns segundos de recuperação entre as sessões.

Ficar parado o dia todo pode minar os resultados do treino

Segundo o professor, as pessoas comuns, não sendo atletas profissionais em plena forma, podem precisar de mais tempo para atingir esse pico aeróbio e de potência durante exercício de ciclismo semelhante. Mas, afirma, mesmo o dobro do tempo seriam apenas quatro segundos.

Para responder se isso seria atividade física suficiente para uma pessoa, a equipe fez outro estudo, publicado no ano passado, no qual pediu a estudantes universitários que completassem cinco repetições de exercício de quatro segundos nas bicicletas a cada hora, durante um dia de trabalho de oito horas. Eles descobriram que os voluntários metabolizaram a gordura muito melhor no dia seguinte do que se estivessem sentados o dia todo.

Da mesma forma, um estudo mais amplo e de longo prazo envolvendo adultos mais velhos fora de forma mostrou que exercícios regulares de intervalo de quatro segundos repetidos pelo menos 15 vezes por sessão aumentaram significativamente seu condicionamento aeróbio e massa muscular da perna após oito semanas.

Mas ainda não estava claro se os treinos intervalados de quatro segundos melhorariam significativamente o condicionamento físico e a força muscular em pessoas já ativas e condicionadas. Assim, para essa última pesquisa, publicada em revistas especializadas, 11 jovens saudáveis e ativos realizaram as 30 repetições do esforço total de quatro segundos nas bicicletas, com pelo menos 15 segundos de descanso entre eles. Os voluntários completaram três sessões desse exercício a cada semana durante oito semanas, totalizando 48 minutos de exercícios durante os dois meses, nos quais não fizeram outras atividades.

Os resultados foram, nesse período, melhora de 13% seu condicionamento aeróbico e de 17% sua força muscular. Isso indica que alguns segundos de esforço extenuante “definitivamente fornecem estímulo suficiente” para fortalecer corações e músculos já robustos, disse Coyle. Na prática, afirma, isso pode significar correr repetidamente morro acima por quatro segundos ou subir dois ou três degraus de cada vez em disparos de quatro segundos.

O cientista pede cautela, no entanto. Outra pesquisa, que incluía na análise seu estudo com estudantes, sugere que ficar parado por longos períodos pode ter efeitos prejudiciais sobre a saúde metabólica, minando os benefícios de exercícios de alta intensidade. Então, se realizar vários intervalos de quatro segundos pela manhã e depois sentar, quase imóvel, pelo resto do seu dia, pode acabar com problemas metabólicos relacionados ao sedentarismo, apesar dos esforços rápidos e intensos.

“Em geral, será uma boa ideia se levantar e se mover ao longo do dia”, disse o pesquisador, “e então, às vezes, também, mover-se de uma forma fisicamente intensa”, mesmo que dure tão pouco como quatro segundos.

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Bebê de disco do Nirvana processa banda por pornografia infantil

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247 - Spencer Elden, que ficou conhecido mundialmente como o “bebê do Nirvana”, ao estrelar a capa de “Nevermind”, está processando a banda. Atualmente com 30 anos, diz que o ensaio foi feito sem o seu consentimento e acusa a banda de pornografia infantil. A informação é do portal Istoé.

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Elden entrou com um processo contra os administradores da obra de Kurt Cobain e os membros sobreviventes da banda, dizendo que os rock stars violaram os estatutos federais de pornografia infantil e o exploraram sexualmente.

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Ele também alega que sofreu “danos ao longo da vida” por ter seu corpo nu estampado no álbum, que teve cerca de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, e afirma que nem ele nem seus pais – que ganharam US$ 200 pelo ensaio – consentiram com a sessão de fotos com a criança nua, de acordo com o processo federal.

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Jungmann: pior cenário de 2022 é Bolsonaro perder, não aceitar resultado e partir para violência

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247 - Ex-ministro da Defesa e Segurança Pública Raul Jungmann avalia que o pior cenário para o Brasil em 2022 é Bolsonaro perder a eleição, não aceitar o resultado e partir para a violência.  Ele falou sobre a crise em entrevista ao UOL

Segundo Jungmann, é um cenário preocupante porque Bolsonaro pode utilizar o artigo da Constituição sobre a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para instaurar a violência no país, já que o mandante da nação é o único que pode colocar as Forças Armadas na rua. 

"Esse é o pior dos cenários, é remoto, mas para o qual nós não temos saída legal", disse. Apesar do amparo constitucional, Jungmann não acredita que as Forças Armadas cedam, pois “não estão disponíveis para aventura institucional ou golpe", disse. 

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Segundo o ex-ministro, Bolsonaro chega até a “fazer bullying" com as instituições na tentativa de pressionar os militares. "Existe uma constante atuação de constrangimento por parte do presidente da República, para forçar as Forças Armadas a endossar os atos e as falas dele", destacou. Mas Jungmann reforça que as Forças Armadas não devem aderir ao projeto, pois não pertencem a nenhum presidente.

Sobre os recentes episódios de coronéis da PM fazendo convocatória para o 7 de setembro, Jungmann também não acredita que a Polícia Militar e a Polícia Federal se movimentam enquanto instituições para apoiar o golpe, mas não descartou que existam grupos bolsonaristas dentro das corporações.

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Em editorial, O Estado de S. Paulo diz que o Brasil virou 'refém do temperamento louco' de Jair Bolsonaro

Editorial do jornal paulista afirma que a capacidade de Jair Bolsonaro para fabricar crises "manterá o Brasil refém do temperamento vesânico do pior presidente que já governou a Nação”

(Foto: Reprodução | PR)

247 - O jornal O Estado de S. Paulo afirma, em seu editorial desta quarta-feira (25) que a crise política e institucional que levou “cinco ex-presidentes da República – José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer – acionarem” seus canais de interlocução com as Forças Armadas” está ligada ao fato de que Jair Bolsonaro tem dado cada vez mais sinais “de que partirá para o ‘tudo ou nada’ – vale dizer, o descumprimento das leis e da Constituição, quiçá de ordens judiciais – como forma de se aferrar ao poder e, assim, tentar escapar das consequências políticas e penais de seus desatinos”. Segundo o periódico, o Brasil virou "refém do temperamento vesânico do pior presidente que já governou a Nação".

“Para o bem da Nação, as respostas que os cinco ex-presidentes obtiveram, ainda que com pequenas variações, afluíram na direção do respeito à Constituição pelas Forças Armadas. Os emissários dos ex-presidentes ouviram dos generais consultados que as eleições de 2022 não só vão ocorrer normalmente, como o Congresso ouvirá, na data da posse, o compromisso do presidente eleito, seja ele quem for, exatamente como determina a Lei Maior”, ressalta o texto.

“A rigor, a própria consulta que cinco ex-presidentes da República fizeram aos generais revela, por si só, que Bolsonaro já golpeou a democracia ao agredir diuturnamente, com atos e palavras, os pilares do Estado Democrático de Direito”, destaca o editorial. “Jair Bolsonaro é irremediável. Se ainda havia alguma dúvida sobre sua aversão à política em seu sentido mais estrito – a acomodação de interesses por meio do diálogo –, esta dúvida foi dissipada em caráter definitivo pelo pedido de impeachment que o presidente apresentou ao Senado contra o ministro Alexandre de Moraes, sem qualquer fundamento a não ser a clara disposição de lançar seus apoiadores mais fanáticos contra a Suprema Corte e contra o Senado, que, evidentemente, não dará andamento ao pedido”, observa o editorialista.

“O País ainda tem pela frente longos 16 meses até que termine o mandato de Bolsonaro. 

Nada indica que os graves problemas que afligem o País serão tratados neste período. 

As investidas golpistas do presidente travarão o andamento de projetos importantes no Congresso, como as reformas estruturais. 

A capacidade de Bolsonaro para “fabricar artificialmente crises institucionais infrutíferas”, como bem avaliou o decano do Supremo, ministro Gilmar Mendes, é inesgotável. 

E isto manterá o Brasil refém do temperamento vesânico do pior presidente que já governou a Nação”, finaliza.

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Folha reconhece "fracasso inegável" do governo Bolsonaro, que apoiou na eleição de 2018

Jornal Folha de S.Paulo e Jair Bolsonaro
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247 - O jornal Folha de S.Paulo desistiu em definitivo de Jair Bolsonaro e resolveu reconhecer o fiasco de seu governo. "Decorridos dois terços do governo Jair Bolsonaro, o saldo é um fracasso inegável e, tudo indica, irreversível", afirma  editorial da família Frias. Em 2016, o jornal foi um apoiador entusiasmado do golpe contra Dilma Rousseff e, em 2018, apresentou uma suposta "neutralidade" que teve como objetivo atacar de maneira brutal Fernando Haddad.

Num editorial em 29 de setembro de 2018, sob o título "A hora do compromisso", o jornal publicou: "A agressão constante a decisões legítimas da Justiça e do Congresso, bem como o recurso sistemático à corrupção nas gestões petistas, ainda não foi objeto de autocrítica da legenda nem de seu candidato". Fez críticas a Bolsonaro, mas voltou-se, com esperança, para o presidente que agora abandona: "É o momento de corrigir, em linguagem clara, esse conjunto de afrontas ao patrimônio civilizatório".

Os ataques continuados ao PT e a Haddad fizeram com que o ex-candidato desistisse de ser colunista do jornal em 9 de janeiro deste ano. Ponderou Haddad sobre a situação em artigo de despedida de sua função: "Quando fui convidado para ser colunista da Folha, relutei em aceitar. Na época, me incomodava o posicionamento do jornal no segundo turno das eleições de 2018. Pareceu-me uma falsificação inaceitável um órgão de imprensa que apoiou o golpe militar de 1964 equiparar, em editorial, um professor de teoria democrática a uma aberração saída dos porões da ditadura. Àquela altura, a Folha já sabia que a família Bolsonaro era autoritária e corrupta, mas entendia que a agenda econômica neoliberal de Paulo Guedes compensaria o risco. Teria sido mais correto assumir isso publicamente",

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Sobre Bolsonaro, no editorial desta quarta-feira, a Folha continua: "Não se vê em Brasília pensamento, liderança ou mera disposição para levar adiante uma agenda que permita ao país chegar ao final de 2022 em condições melhores que as herdadas pelo mandatário".

O jornal destaca que "não houve nova política, muito menos combate à corrupção". "O centrão ganhou protagonismo inédito, a Procuradoria-Geral perdeu em autonomia e a Polícia Federal teve dirigentes trocados ao sabor das preocupações do Planalto com aliados e familiares", diz.

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"O malogro de seu governo se deve ao despreparo e à indolência, não a sabotagens e conspirações imaginárias. A perspectiva de derrota nas urnas, que desencadeou toda a atual gritaria golpista, decorre tão somente da constatação do óbvio pelo eleitorado".

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Comandante do Talibã: 'não haverá democracia, a lei é a sharia e é isso'

Waheedullah Hashimi, no centro
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247 - Um dos principais comandantes do Talibã, Waheedullah Hashimi afirmou nesta quinta-feira (19) que leis no Afeganistão devem ser parecidas com as que existiam quando o grupo ocupava o poder, há 20 anos. 

"Não haverá nada como um sistema democrático porque isso não tem nenhuma base no nosso país, nós não vamos discutir qual será o tipo de sistema político que vamos aplicar no Afeganistão porque isso é claro: a lei é sharia, e é isso", disse Hashimi. 

O relato foi publicado pelo portal G1.

A Sharia é o sistema jurídico do Islã.

São regras aplicadas com base no Corão, falas e condutas do profeta Maomé

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Análise: Bernardo Machado - No caso do Afeganistão, sobram impressões e falta reflexão

Homem afegão se lava antes de rezar em rio na cidade de Jalalabad - Noorullah Shirzada/AFP
Homem afegão se lava antes de rezar em rio na cidade de Jalalabad Imagem: Noorullah Shirzada/AFP
Bernardo Machado

Colunista do UOL

24/08/2021 04h00

As imagens afegãs impactaram as sensibilidades na última semana. Perante as incertezas e as dores, paira a vontade de compreender o que ocorre. Contudo, na ânsia por acomodar os eventos em explicações, podemos incorrer em fórmulas de análise imprecisas ou até mesmo preconceituosas. Ainda mais quando tratamos do que chamamos, de modo genérico, como "Oriente".

A respeito do tema, em 1978, o pensador palestino Edward Said escreveu um livro importante chamado "Orientalismo". Nele, o autor explica como o "Ocidente" criou uma série de ideias, noções e discursos a respeito do "Oriente". Said chama de orientalismo a forma de aludir e entender um conjunto variado de regiões e de histórias, "é um estilo ocidental para dominar, reestruturar e ter autoridade sobre o Oriente".

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O discurso orientalista é resultado "das ocupações coloniais francesa e inglesa que se infiltraram e se popularizaram, ao longo de um século, primeiro na literatura e universidades, e depois no cinema e mídias ocidentais", explica a pesquisadora especialista no assunto, Helena Manfrinato, da USP. Em seu mestrado, a antropóloga estudou o impacto do 11 de Setembro sobre a visibilidade das comunidades muçulmanas no Brasil. Segundo ela, o discurso orientalista se pauta pela presença de duas forças incompatíveis e contraditórias: "O Oriente contra o Ocidente; o primeiro, marcado pela opressão e violência atávica; o segundo, como o arauto das liberdades individuais, democracia e benevolência civilizatória."

Uma das características do discurso orientalista diz respeito ao fato de que ele confere pouco ou nenhum contexto histórico sobre dezenas de países e a diversidade de pessoas que neles vivem. "O Oriente é visto como uma massa indistinta de mulheres oprimidas, governos tirânicos, guerras e pobreza. O Ocidente é visto como uma força cultural e civilizatória superior, em uma missão de levar iluminação a essas populações oprimidas", expõe Manfrinato.

Nessa chave de leitura, há a insistência em enfatizar aspectos como a vestimenta ou a religião das pessoas, comenta a antropóloga Francirosy Barbosa, professora livre docente da USP. Ela tem investigado as narrativas islamofóbicas no Brasil e avalia a repercussão recente a respeito do Afeganistão: "Ouço muito como as mulheres são 'coitadinhas'. Mas é preciso calma. Esse discurso desconsidera a agência delas. É muita prepotência nossa, ocidental e feminista, considerar que essas mulheres não tomam decisões e reivindicam suas pautas." Segundo Manfrinato, nos discursos orientalistas "a imagem da mulher 'coberta' foi tornada um ícone exemplo de ausência de direitos humanos, um termômetro que indica se tal sociedade é civilizada e democrática ou retrógrada e opressiva".

A postura que simplifica as nações, as histórias e as culturas acomete também parcela expressiva da imprensa brasileira. Em 2007, a pesquisadora Isabelle Somma de Castro, da USP, realizou um estudo para compreender como Folha de S.Paulo e Estadão cobriram assuntos relacionados a árabes e muçulmanos seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro e seis meses depois. Após analisar 120 edições desses periódicos, ela revela como as escolhas de palavras e de imagens de ambos os jornais corroboraram conceitos orientalistas, estereótipos e estigmas que remontavam a um período medieval.

De lá para cá, infelizmente, pouco mudou, avaliam as pesquisadoras entrevistadas. "De modo geral, a mídia brasileira se vale de agências de notícias americanas e europeias para cobrir eventos internacionais, replicando não só as informações que circulam sobre esses eventos, mas os seus pontos de vista e enquadramentos", explica Helena Manfrinato. O uso indiscriminado de imagens de dor merece reflexão, alerta a antropóloga, "há uma preponderante insensibilidade em mostrar esses corpos em situações de sofrimento, ao contrário de pessoas de países ocidentais, que tem o privilégio da privacidade de sua dor".

Nesse contexto em que a complexidade do assunto é achatada, sobram as impressões, os preconceitos e as violências. "Toda vez que ocorre algo externo ao Brasil que tem envolvimento muçulmano, a religião é questionada", aponta Francirosy Barbosa. "Em outras situações semelhantes, onde a religião vira o foco, já tivemos pichação em mesquitas, mulheres que receberam pedradas, xingamentos, pessoas que perderam o emprego por usarem o lenço."

Ao contrário do que pululou na última semana — as imagens de corpos de mulheres muçulmanas cada vez mais coberto e como sinônimo da opressão —, Barbosa explicita a urgência de tratar de outras dimensões para a além da vestimenta. "Não se trata de lenço, barba ou turbante. Se trata de questões políticas e econômicas."

Para entender a complexidade do caso afegão, por exemplo, cumpre considerar alguns aspectos, comenta a professora. Em primeiro lugar, o país está imerso em um contexto político-econômico que antecede os Estados Unidos e guarda singularidades desde a sua formação histórica — relacionada à partição da Índia e do Paquistão e à invasão da União Soviética nos anos 1970. Em segundo lugar, não se pode desprezar a composição populacional afegã, que "não é um povo com unidade étnica, é um povo que se estrutura num país, mas que tem várias divisões internas". A dimensão econômica tampouco deve ser desprezada, salienta a antropóloga, pois "o Afeganistão tem uma plantação de papoula e um comércio grande de lítio, o que chama a atenção de outros países".

Já a simplificação e a redução do Islã a alguns poucos estereótipos distorce a realidade diversa dos países de maioria muçulmana ao redor do mundo. No que toca a forma de aplicação da fé de Mohammed, impera uma grande ignorância, explica Barbosa. "As pessoas pouco sabem que cada país islâmico tem uma jurisprudência própria. A jurisprudência que rege o Irã não é a mesma jurisprudência que está na Arábia Saudita, ou nos países do norte da África." Por sinal, menos uma religião excludente, trata-se de uma forma de professar a fé aberta, conta a professora: "O islã que eu estudei e que eu aprendo a cada dia, há mais de 20 anos, é a do diálogo. Tanto é que a palavra diálogo aparece 46 vezes no Alcorão."

Os discursos e as imagens a respeito do Afeganistão merecem uma reflexão profunda e crítica. Conforme destacam as pesquisadoras, além de atentar para os aspectos históricos, políticos e culturais da região, é fundamental colocar sob suspeita as narrativas que naturalizam a violência de países estrangeiros e os discursos orientalistas que simplificam mundos.

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Temor é de conflito entre facções armadas em 2022 no Brasil, diz Greenwald

24/08/2021 11h46

Atualizada em 24/08/2021 12h31

Para o jornalista Glenn Greenwald, o cenário das eleições presidenciais no Brasil em 2022 pode levar facções armadas, incluindo parte da polícia militar, a saírem às ruas caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja derrotado nas urnas. "Estou especulando, mas meu medo é que não vai ser um golpe puro dos militares. Pode ter um conflito violento entre facções armadas na rua, em todo lugar, o que cria violência, falta de estabilidade política e social", disse ele.

"A coisa que me deixa mais preocupado, a pergunta que tenho colocado para todos é a mesma que todos têm: qual seria a postura do militar se Bolsonaro tentasse fazer golpe, se perder eleição e não quiser sair do cargo?", questionou ele durante o UOL Entrevista, comandado por Fabíola Cidral e com participações dos colunistas Diogo Schelp e Kennedy Alencar. "É perigoso quando precisamos perguntar isso, nunca queremos uma situação em que se depende da postura militar. Nos EUA sabíamos que os militares nunca permitiriam golpe pelo Trump", disse.

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Greenwald lembrou o que foi feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou os resultados eleitorais após ser derrotado pelo democrata Joe Biden, no ano passado, e incitou manifestantes a invadirem o Capitólio em janeiro deste ano. Apesar das tentativas de Trump, Biden tomou posse como presidente. O jornalista pontuou, no entanto, que há diferenças entre as democracias americana e brasileira.

Aqui no Brasil é uma história completamente diferente, a democracia tem 35 anos, não 200 [como nos Estados Unidos], com instituições muito frágeis. Tenho perguntas. O Trump conseguiu 800 pessoas naquele dia [da invasão do Capitólio]. Acho que Bolsonaro tem milhares de fanáticos que iriam às ruas com armas, usando violência. Meu medo maior é que não vai ter golpe limpo como em 1964, mas poderia ter facções de polícia militar, e outras surgindo no [meio] militar, que podem criar desordem na sociedade.Glenn Greenwald

Bolsonaro, que deve se candidatar à reeleição, tem feito uma série de ataques infundados à lisura do processo eleitoral, com críticas à urna eletrônica. Greenwald declarou que, apesar de as instituições brasileiras estarem dando sinais de "muita resistência" aos ataques realizados pelo presidente, não se sabe se esse cenário será mantido caso ele não vença as eleições no ano que vem.

"Esse sempre era meu medo da presidência de Bolsonaro: qual capacidade as instituições têm para resistir ao autoritarismo de Bolsonaro? Fico surpreso que o Congresso, o STF [Supremo Tribunal Federal], a mídia e os cidadãos estão dando muita resistência, o que me dá conforto, mas há preocupações se podemos manter isso caso Bolsonaro perca as eleições, incitando os fanáticos dele de que foi fraude", disse, acrescentando acreditar que "grande parte dos militares acredita na democracia".

Uso 'excessivo' das palavras fascista e nazista

Na entrevista, Greenwald também afirmou ver um uso "excessivo" de palavras como fascista e nazista para descrever líderes como Trump e Bolsonaro.

"O discurso no Brasil às vezes é excessivo, de forma que ajuda Bolsonaro e ajudou Trump. Nunca gostei da tentativa de escrever Trump como fascista, nazista e comparado a Hitler, era muito feito pela mídia mainstream; não eram só os fanáticos de esquerda no Twitter, mas foi uma narrativa aceita. É excessivo e vai destruir a confiança das pessoas na mídia, exceto do campo progressista", disse.

Para ele, o uso da palavra genocida, amplamente difundida pela esquerda para descrever o comportamento de Bolsonaro, em especial no que diz respeito à condução da pandemia do coronavírus, também deve ser realizado com cuidado.

"A definição [de genocídio] é muito clara e estabelecida na lei internacional, é o assassino do grupo racial, religião ou étnico, o que não estou vendo [em] como Bolsonaro gerencia a covid", declarou. "Essas palavras precisam ter o significado correto, senão vão perder sua força".

Atividades corruptas por parte de autoridades

Um dos fundadores do The Intercept Brasil, site que publicou uma série de reportagens feitas com base em mensagens trocadas por procuradores da Operação Lava Jato e que foram obtidas por hackers, Greenwald defendeu o uso de meios que podem vir a ser ilegais para a revelação de atitudes corruptas e que também vão contra a lei por parte de autoridades.

"Como jornalista, vejo que facções poderosas fazem posturas ilegais e queremos incentivar [a] descobrir o que estão fazendo. Às vezes, a única alternativa de descobrir é com um processo que a lei não permite. Às vezes, a lei é desenhada para proteger as autoridades corruptas", disse.

Apesar disso, ele afirmou não acreditar que esse posicionamento seja uma espécie de incentivo ao hackeamento ou à realização de crimes.

"O hackeamento que pessoas fazem, mesmo sendo justificado da perspectiva jornalística, ainda é um crime. As pessoas que hackearam estão sendo processadas, estão na prisão esperando o fim do processo. Para mim, isso é um incentivo grande para não fazer [o crime]: o fato de que você vai ser processado e provavelmente vai para a prisão por muito tempo".

Imparcialidade da mídia

Greenwald ainda disse não acreditar na imparcialidade da imprensa porque, na avaliação dele, os jornalistas devem ser vistos como humanos. "Para mim, é fraude [dizer] que estamos acima da condição humana de ideologias e opiniões", disse.

"Tentamos eliminar as opiniões políticas para fazer jornalismo, mas ainda [as] temos. Para mim é sempre mais honesto dizer qual é sua perspectiva e posição política, é mais fácil de gerar confiança", declarou.

O jornalista disse ainda que, na avaliação dele, a mídia brasileira não está à direita, nem à esquerda.

Nunca falaria que a mídia [brasileira] é de esquerda ou de direita, muito menos extremista. Bolsonaro não é o tipo de figura que a mídia gosta. Obviamente com exceções, diria que a mídia gosta da área do PSDB, gosta da economia, uma direita modulada e centro-direita", afirmou.

Segundo ele, a mídia brasileira poderia aceitar e gostar de Paulo Guedes, "gostavam de Aécio Neves nas eleições em 2014", mas segue um caminho mais progressistas nos costumes. "A maioria da mídia mora em São Paulo e no Rio de Janeiro, é mais progressista em questões LGBT, aborto, racismo."

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02 kg Banana D'água Nem verde/nem madura
02 Abacate Orgânico ou comum
04 Bandejas Tomate ORGÂNICO 
02 Bandejas de Beringela ORGÂNICA 
02 Bandejas Quiabo ORGÂNICO 
02 Bandejas Vagem Manteiga ORGÂNICA
06 Unidades Tangerina
01 Espinafre Orgânico
01 Maçã organica
01 Coentro Orgânico

08 Sobrecoxas de frango CONGELADAS SEM PELE da Korin
Vocês têm bacalhau congelado? 

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O Brasil não tem salvação: é muita estupidez e pouca inteligência - Roberto Malvezzi

Por Roberto Malvezzi

enchente

O que era uma PIADA do Papa Francisco, agora virou PROFECIA. 

Não pela cachaça, nem pela pouca oração, mas pelo tamanho da estupidez que tomou conta do Brasil. 

O relatório do IPCC nos diz que já estamos mergulhados nas mudanças climáticas: 

secas, enchentes, ondas de calor, ondas de frio, furacões, tempestades, com o consequente impacto nas comunidades e países mais pobres e vulneráveis, com aumento de doenças, fome, sede e miséria. 

O que antes era esperado para o fim do século, depois para a metade do século, agora já se confirma e deve chegar ao ápice já em 2030. 

O Pantanal já perdeu 75% de suas águas desde 1985.

Uma grande vitória do agronegócio brasileiro, com sua soja, seu milho, seu gado e todas as suas monoculturas.  

No geral o Brasil perdeu 15% de suas águas doces em 30 anos

Vitória complementar dos devastadores da Amazônia e do Cerrado. 

A Mata Atlântica já tinha sido destruída. 

E Caatinga vai sendo destruída a conta gotas, assim como cada gota de chuva que cai sobre nós. 

O desmatamento da Amazônia cresceu 51% em relação ao mesmo período anterior. 

Portanto, a política de devastação de Bolsonaro/Sales vai atingindo plenamente a sua meta, mas o processo já vinha desde a década de 70 do século passado com a ocupação da Amazônia nos padrões de desenvolvimento do Regime Civil-Militar.  

Um deserto do tamanho da Inglaterra avança sobre o Semiárido Brasileiro. 

Resultado do desmatamento para a agricultura e pecuária extensivas. 

Cerca de 13% do território do Semiárido já estaria desertificado e a perspectiva é de ampliação desse processo de extinção da vida, segundo o mesmo IPCC (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58263344).

A maior seca dos últimos 91 anos se abate sobre a região Sudeste e os sulistas e sudestinos insistem em levar seu modelo de desenvolvimento para a Amazônia, para o Pantanal, para o Cerrado e para o Oeste Baiano. 

Um Senhor de cabeça branca, vice-governador da Bahia, em um vídeo exalta uma empresa no Oeste Baiano por “suprimir a vegetação de 25 mil hectares” e implantar um projeto de irrigação no município de Barra, onde estão os Brejos, verdadeiros “oásis” em território brasileiro.

Hoje se fala em múltiplas inteligências, inclusive a emocional. 

Olhe para o presidente da República e dê uma nota de zero a dez para sua inteligência emocional, sem falar na capacidade de raciocínio. 

Para completar, cinco ex-presidentes vão perguntar aos generais se eles estão querendo dar um golpe ditatorial no Brasil. 

É o avesso do avesso, do avesso, do avesso. 

Parafraseando o Papa Francisco, o Brasil não tem salvação, é muita estupidez e pouca inteligência.

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Ator José de Abreu fica sem aposentadoria após INSS alterar cadastro; caso está na Justiça | Ancelmo - O Globo

Divulgação

O ator José de Abreu, 75 anos, tenta regularizar a sua situação junto ao INSS. Aposentado desde junho de 2011, o artista recebia regularmente sua aposentadoria até que no final de 2019 houve uma mudança.

Abreu alega em ação na Justiça Federal do Rio que, "sem qualquer solicitação ou motivação", a conta para depósito foi alterada, de uma agência no Rio para uma em Nova Iguaçu. O ator abriu procedimentos administrativos, mas o problema não foi solucionado.

Com a mudança da conta, a aposentadoria passou a ser estornada pelo INSS, o que levou Abreu a recorrer ao Judiciário em maio deste ano. Pelo que consta nos documentos anexados, ele deixou de receber os valores entre os meses de novembro de 2019 a março de 2021, sem contar 13º salário.

"Após haver insistência do ator, tanto no banco, quanto no INSS, um servidor do INSS informou-lhe de que se quisesse receber, bem poderia entrar na Justiça. Vale ressaltar que o ator buscou por diversas vezes o INSS e, simultaneamente, o banco para tratar da questão", informou o escritório de advocacia que representa Zé de Abreu no caso.

A defesa do ator informou em petição recente que os depósitos voltaram a ser feitos na conta correta, mas ainda resta o estorno do que não foi recebido. Seus advogados pedem liminar para obrigar a União a detalhar o que é devido e realizar o estorno do valor.

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Pacientes infectados com a Delta têm carga viral 300 vezes maior do que outras variantes no início dos sintomas da Covid-19

Taxa de transmissão corresponde a cerca de duas vezes a versão original do vírus
Mulher é testada em Seul, na Coreia Foto: KIM HONG-JI / REUTERS
Mulher é testada em Seul, na Coreia Foto: KIM HONG-JI / REUTERS

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SEUL — Pessoas infectadas pela variante Delta, mais transmissível, apresentam uma carga viral 300 vezes maior do que aquelas com a versão original do coronavírus nos primeiros dias de sintomas da Covid-19, descobriu um estudo sul-coreano.

No entanto, a diferença da carga viral diminui gradualmente ao longo do tempo — para 30 vezes em quatro dias e pouco mais de 10 vezes em nove dias — e se iguala aos níveis observados em outras variantes após 10 dias de infecção, informou a Agência de Prevenção e Controle de Doenças da Coreia (KDCA) nesta terça-feira.

A carga viral maior significa que o vírus se espalha mais facilmente de pessoa a pessoa, aumentando o número de infecções e hospitalizações, disse o ministro da Sáude Lee Sang-won em uma entrevista à imprensa.

"Mas isso não significa que a Delta seja 300 vezes mais infecciosa... Estimamos que sua taxa de transmissão corresponda a 1,6 vez a taxa da variante Alfa, e a cerca de duas vezes a versão original do vírus", disse Lee.

O estudo comparou a carga viral de 1.848 pacientes infectados com a Delta a 22.106 pessoas que tinham outras variantes do vírus.

A variante Delta do coronavírus foi identificada inicialmente na Índia, e a variante Alfa, no Reino Unido.

Para conter o avanço da variante Delta, agora já dominante no mundo, o KDCA fez um apelo à população para que façam o teste imediamente aos primeiros sintomas da Covid-19 e para evitar contato pessoal.

O espalhamento rápido da variante Delta as baixas taxas de vacinação pegaram grande parte da Ásia desprevenida, sobretudo as economias emergentes, e até mesmo impactaram a reabertura da Europa e da América do Norte.

A Coreia do Sul registrou 1.509 novos casos do coronavírus na segunda-feira, aumentando o total para 239.287 infecções, com 2.228 mortes. O país já vacinou 51,2% de seus 52 milhões de habitantes com ao menos uma dose da vacina, enquanto que 23,9% estão completamente imunizados.

O boletim do consórcio de imprensa do qual O GLOBO faz parte registrou nesta segunda-feira 370 mortes por Covid-19 no Brasil, totalizando 574.944 vidas perdidas para o coronavírus. Foram registrados também 15.364 novos casos da doença em território nacional, elevando para 20.583.286 o total de pessoas que já se contaminaram com o vírus. Em todo o país, 124.189.677 pessoas foram parcialmente imunizadas com a primeira dose de uma das vacinas, o equivalente a 58,65% da população brasileira. Já 55.939.618 pessoas estão totalmente imunizadas (com as duas doses ou com a vacina de dose única), ou seja, 26,42% da população nacional.

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GOLPISMO contamina as POLÍCIAS MILITARES no Brasil (surpresa.? ZERO.!)

Presença INACEITÁVEL | Merval Pereira

O afastamento do coronel da Polícia Militar de São Paulo Aleksander Lacerda, que chefiava o Comando de Policiamento do Interior-7, em Sorocaba, por fazer ofensas pesadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governador de São Paulo, João Doria, e que convocou pelo Facebook seus seguidores para as manifestações de 7 de setembro, foi uma ação acertada, ao mesmo tempo exemplar e prenunciadora de problemas que estão por vir.

A atitude do Comando-Geral da PM de São Paulo é importante para controlar a tentativa de avanço bolsonarista nas polícias militares, que ocorre em vários estados, e reforça o caráter legalista e de respeito à Constituição da corporação. Bolsonaro alimentava, antes mesmo de ser eleito, essa subversão nas forças militares auxiliares, na tentativa de ter uma força armada para apoiar um golpe ou uma rebelião.

Não foi outra, também, a intenção dele ao liberar o porte de armas, proporcionando que em 2020 fossem registradas 180 mil novas armas de fogo na Polícia Federal, um aumento de 90% em relação ao ano anterior. As manifestações de seguidores quando era candidato, nos aeroportos por todo o país, imagens que viralizavam revelando uma força inaudita de sua campanha, eram organizadas por militares da reserva e da ativa, especialmente policiais militares.

Não se imaginava na época, mas desde então esses “organizadores” andavam armados, especialmente depois do atentado que Bolsonaro sofreu em Juiz de Fora. Ao anunciar que estará presente e discursará em Brasília e São Paulo, nas manifestações marcadas para o Dia da Independência, o presidente as endossa, apesar de estarem sendo convocadas a favor do fechamento do Supremo, contra ministros específicos, como Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, e também contra o Congresso, que acabou com a pantomima da emenda constitucional a favor do voto impresso. Portanto são manifestações antidemocráticas.

Não foi a pessoa física de Jair Bolsonaro que entrou com um pedido de impeachment contra ministro do Supremo, nem será ela que estará presente na Avenida Paulista, mas sim o presidente da República, não sendo aceitável que isso aconteça sem uma resposta institucional à altura. Caso se confirme essa “ameaça”, a situação será muito grave, e as forças democráticas precisam se unir contra isso.

Além dos muitos crimes de responsabilidade que Bolsonaro vem cometendo desde o início de seu governo, esse, a ser cometido no Dia da Independência, será talvez o mais inegável, e o mais grave, pois repetição de atos anteriores, de apoio a manifestações antidemocráticas que aconteceram em Brasília, inclusive na frente do quartel do Comando-Geral do Exército, rejeitados na ocasião, mas não punidos.

Essas manifestações, aliás, são investigadas há muito pelo Supremo Tribunal Federal, e foi com base nelas que seguidores bolsonaristas radicalizados, como o presidente do PTB, Roberto Jefferson, foram presos recentemente, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos inquéritos. Não é por outra razão que Bolsonaro está mirando-o preferencialmente, para dar satisfação a seus aloprados.

No Brasil todo, o presidente alimenta o bolsonarismo entre os policiais militares, comparecendo, desde o início do mandato, a formaturas de PMs com a intenção de infiltrar seus pensamentos nas forças militares auxiliares, que atuam em coordenação com o Exército nos estados.

O serviço de inteligência da Polícia Civil de São Paulo detectou movimento de incentivo a que os seguidores de Bolsonaro compareçam às manifestações armados, alegadamente para reagir a alguma agressão. Sabidamente, é provável que militantes infiltrados incentivem atos de violência para justificar arruaças. Tivemos em tempos recentes a presença de black blocs em passeatas. A democracia terá problemas se a Polícia Militar for contaminada por essa tentativa golpista do presidente. As Forças Armadas terão de enfrentar essa situação.

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A aurora do novo esquerdomacho

Para quem não conhece a palavra, é o homem que finge ser progressista, mas na realidade é tão tosco e primitivo como a maioria
Capa de disco de Waldik Soriano Foto: Reprodução
Capa de disco de Waldik Soriano Foto: Reprodução

O anúncio veio como um grito do Ipiranga: “Vou me desconstruir!”

A minha primeira preocupação foi com a estrutura do meu amigo: na nossa idade convém não balançar muito, a gente já é quase ruína. Basta um peteleco para cair.

Mas ele estava decidido. Havia sido acusado — mais uma vez — de ser um esquerdomacho. Para quem não conhece a palavra, é o homem que finge ser progressista, sensível, defensor do feminismo, das causas sociais, mas na realidade é tão tosco e primitivo como a maioria. O seu teatro tem uma finalidade: obter favores sexuais femininos. Ele reclama com veemência do machismo tóxico, defende o empoderamento feminino, clama pela liberdade sexual e, claro, chora de raiva ao falar da opressão do patriarcado. Puro caô. Assim que o esquerdomacho se estabelece, começa o reality show: tenta controlar a companheira, diz como tem que se vestir, o que fazer, como pensar e, claro, finge de morto na hora de lavar a louça e arrumar a casa.

Posso falar de machismo com propriedade: não é dos meus maiores problemas. Não por virtude, é que meu catálogo de defeitos é tão vasto como um cardápio do La Mole. No meio de tantas deficiências, o machismo, mesmo grave, passa até despercebido. Nunca ouvi queixas a respeito, seria como reclamar do mau hálito de um serial killer. Isso não quer dizer que eu não consiga identificá-lo nos outros. Aliás, essa sim é uma qualidade que tenho: enxergo os defeitos alheios com precisão cirúrgica. Os meus, nem com GPS.

Logo percebi que a desconstrução do meu amigo esquerdomacho, seria — mais uma vez — da boca para fora. Para terminar com a enrolação dele, avisei que a gente já estava em outra fase. Depois dos 40, o esquerdomacho vira tiozão, sua versão vintage. O tiozão é aquele canastrão que tenta cantar a estagiária da firma dizendo que o seu casamento está em crise, que quer fazer um bonito com a secretária da contabilidade soltando um “é pavê ou pacumê” ou que aparece num primeiro encontro de sapatênis, camisa polo e blazer azul-marinho e no fim da noite propõe ir para um lugar mais reservado, vestir algo mais confortável. Ele se comporta como um personagem da Praça da Alegria, mas se considera um 007.

Tem mais, avisei, já, já você vira vovô sem noção, que é a fase seguinte, em que a gente começa a beliscar as enfermeiras e a ser inconveniente com as moças que passam entre as mesas de dominó da praça. Além disso, continuei, seu DNA é heterotop raiz, um Jece Valadão legítimo, com notas de Dado Dolabella e Waldick Soriano. Pra tirar o seu machismo, só com bisturi ou pé de cabra. Pode até tentar, mas você já tá ficando manjado, quando abrem o seu perfil do Tinder toca uma sirene e aparece uma tarja preta. Melhor desistir, seu caso não é de desconstrução, é de demolição mesmo. Você não tem jeito.

Houve uma iluminação na sua face. Ele deu outro brado.

— Já sei! Chega de desconstrução pessoal, dá muito trabalho, vou é espalhar para a cidade toda que sou um machista incorrigível e tóxico, um talibã tropical. Vou desconstruir a sinceridade. Vai ter um monte de ingênuas querendo me recuperar, igual aqueles operários que tentaram consertar a usina de Chernobyl. Mulher adora caso perdido. Obrigado pelos conselhos!

É a aurora do novo esquerdomacho.

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On/Off: dicas superfáceis da NSA protegem seu celular de hackers

Existem alguns passos simples que devem ser seguidos para aumentar a proteção - iStock
Existem alguns passos simples que devem ser seguidos para aumentar a proteção Imagem: iStock

Letícia Naísa

De Tilt, em São Paulo

23/08/2021 04h00

Uma simples dica para proteger seu celular contra criminosos digitais foi divulgada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos): desligue seu celular com mais frequência.

Não é de hoje que existe uma preocupação constante com vazamentos de dados por aí. O celular é um dos aparelhos que reúne informações das mais preciosas para hackers, como sua localização, endereço, senhas pessoais, contas de bancos, documentos, conversas sensíveis, contatos, fotos. Desligar o dispositivo com mais frequência pode prevenir que esses dados sejam espalhados por aí.

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NSA desenvolveu um guia com dicas preciosas para segurança de dispositivos móveis e recomenda fortemente que as pessoas desliguem o telefone mais vezes. No mínimo, uma vez por semana.

Sem acesso à rede, fica mais difícil para criminosos acessarem informações pessoais e roubá-las para vender por aí.

Zero cliques

A dica se torna relevante por causa de algumas estratégias que os cibercriminosos usam para acessar os celulares das vítimas. Uma delas é chamada de "zero cliques". Nela, a pessoa não precisa clicar em nenhum link suspeito para cair na armadilha. A técnica de invasão se aproveita de vulnerabilidades do sistema operacional do celular, permitindo a instalação de um programa malicioso sem consentimento do usuário.

Um exemplo recente de aplicação da técnica foi o caso do Pegasus, um software espião criado por uma empresa israelense que permite rastrear em segredo todas as atividades da pessoa que tem o aparelho infectado. Quase como um vírus, ele consegue ler mensagens enviadas e digitadas, acessar informações de contas bancárias, redes sociais e emails.

O Pegasus foi usado para espionar cerca de 50 mil ativistas de direitos humanos, jornalistas e advogados pelo mundo.

Google e a Apple afirmaram que corrigiram possíveis vulnerabilidades que permitiriam a espionagem, mas ainda há risco em aparelhos que não foram atualizados ou em brechas que ainda não foram descobertas.

Independentemente do tipo de malware e vírus, além de desligar o seu celular com frequência, verifique imediatamente se o seu dispositivo está com o sistema operacional atualizado.

A NSA também recomenda outras ações para aumentar a privacidade e proteção nos celulares:

  • Não abra anexos e links de pessoas desconhecidas
  • Não mantenha conversas de assuntos sensíveis por mensagens
  • Use o carregador original e outros acessórios do celular
  • Não use carregadores USB públicos nem redes wi-fi ou bluetooth públicas
  • Desative a localização (do GPS do celular e/ou do acesso pelas redes sociais) quando for possível
  • Use senhas fortes -- nada de escolher a data de aniversário dos pais
  • Use autenticação por biometria para proteger acesso a aplicativos

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Que fim terá? OnlyFans proíbe pornô e gera revolta de profissionais do sexo

Suzy Cortez é uma das brasileiras no OnlyFans - Divulgação/Vanessa Dalceno
Suzy Cortez é uma das brasileiras no OnlyFans Imagem: Divulgação/Vanessa Dalceno

De Tilt, em São Paulo

21/08/2021 14h25

Conhecido por seu conteúdo picante e que ganhou popularidade durante a pandemia, o site OnlyFans anunciou na quinta-feira (19) que vai proibir todo o conteúdo "sexualmente explícito" a partir de outubro. Desde então, os profissionais do sexo que tinham achado na plataforma um jeito de sobreviver durante o isolamento ali se perguntam como e se a redes social vai sobreviver.

"O sentimento meu e de outros criadores que conheço é de raiva e confusão", disse Chelsea Lynn ao Business Insider. Ela conta que ganhou mais de US$ 200 mil com o OnlyFans nos últimos seis meses e que isso gerou US$ 42 mil para a plataforma. "O trabalho sexual construiu o OnlyFans, e agora parece que eles estão virando as costas para nós."

A rede social se difere das outras por oferecer assinaturas de conteúdos, o que funcionou muito bem para quem produzia vídeos pornôs. Os criadores postam vídeos e fotos e cobram pelo conteúdo, enquanto o OnlyFans fica com uma parcela de 20% de todos os pagamentos.

A empresa com sede no Reino Unido afirma ter dois milhões de "criadores de conteúdo" remunerados, que já receberam mais de US$ 5 bilhões na plataforma. Ao todo, 130 milhões de pessoas usam a rede social. Não está claro quanto disso foi para as estrelas da pornografia, mas a sensação é de que a plataforma depende da indústria do sexo para sobreviver.

Se não for para postar vídeos picantes, para que ela serve? Essa é a pergunta que circulou na mídia e nas redes sociais desde que o anúncio foi feito.

Ainda não está claro que tipo de nudez será aceitável pela nova política de uso, mas o OnlyFans deixou claro em comunicado que as mudanças são uma resposta às preocupações de banqueiros e investidores, enquanto busca expandir sua audiência além do conteúdo adulto, com fotos e vídeos de culinária ou ioga.

O site lançou recentemente um canal "apto para o trabalho" oferecendo vídeos focados em áreas como fitness, música ou culinária, para competir com plataformas como o Facebook, que também pagam os criadores de conteúdo.

"A grande maioria das trabalhadoras do sexo sobrevive de pagamento em pagamento na plataforma", disse Nat Cole, 20, ao Business Insider. "Eles estão nos avisando com menos de dois meses de antecedência e temos que mover todos os nossos fãs para outra plataforma."

A proibição de vídeos sexuais veio na esteira de denúncias feitas pela BBC News, que teve acesso a documentos internos que mostravam que o OnlyFans é leniente com contas que postam conteúdo ilegal —por exemplo, anúncios de prostituição e menores de 18 anos vendendo e aparecendo em vídeos explícitos.

O OnlyFans chegou a dizer que esse tipo de conteúdo eram eventos "raros", mas os documentos vazados mostram que as contas não são encerradas automaticamente se violarem os termos de uso do site.

Segundo reportagem do UOL TV e FamososSuzy Cortez, brasileira pioneira no OnlyFans, conversou com o fundador da plataforma, Tim Stokely, para entender o que estava acontecendo.

"Ele me explicou que eles querem limpar o OnlyFans no que se refere ao conteúdo erótico/pornográfico. Não se trata de censura ou caretice, e sim de uma 'faxina' naqueles que insistem em desfocar o verdadeiro objetivo, que é em divulgar a arte que existe no conteúdo sensual", comenta a modelo. "Nos últimos meses foram detectadas coisas pesadas como zoofilia, sexo explícito e até casos de menores em exposições pra lá de explícitas."

Suzy, que diz que deixou de trabalhar para revistas adultas depois de conhecer a plataforma, já vendeu água do próprio banho para um fã por R$ 37 mil e um lençol usado por R$ 63 mil usando o OnlyFans. "O conteúdo é igual ao de várias edições de Playboy que eu fiz no mundo, só que agora o lucro é todo meu", explica.

Já a modelo Núbia Oliver disse à Folha que a mudança não deve atrapalhar a vida de quem ganha dinheiro sem apelar. "Não acredito que vão excluir o nu", falou, ressaltando ainda que já recebeu diversos convites para outras redes sociais que prometem a mesma coisa.

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Tem jeito! Veja 5 dicas para economizar em planos de celular, internet e TV

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

22/08/2021 09h00

Está precisando colocar as contas em dia? Segundo especialistas ouvidos por Tilt, é possível deixar de gastar uma boa grana revendo pacotes de celular, internet, telefone fixo e TV por assinatura. O segredo é refletir sobre seus hábitos e se questionar: "eu realmente preciso disso tudo"?

Então, vamos lá:

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1. Conheça o seu perfil de consumo

O primeiro passo é se conhecer e analisar com calma o que você precisa em relação aos serviços de pacote de dados, minutos de ligação, internet banda larga e TV por assinatura. Claro que a necessidade vai variar conforme o perfil de cada um, mas é uma prática que deve ser seguida por todos.

Rafael Bomfim, analista de mercado da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), sugere que os usuários façam essa reflexão ao longo de um mês. Anote o quanto de internet (móvel e banda larga) você consumiu e o quanto de minutos de ligação você usou.

Caso você já tenha TV por assinatura, seja sincero consigo mesmo e observe se você realmente consome boa parte dos canais disponíveis no pacote contratado.

Uma vez identificados os serviços que mais utiliza, fica mais fácil identificar aqueles que não estão atendendo às suas necessidades e aqueles que você quase não utiliza. Use uma planilha para ajudar a visualizar melhor as informações e a fazer os cálculos.

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Imagem: iStock

2. Pesquise novas ofertas

Você já conseguiu entender o que mais usa, então agora é hora de procurar ofertas de planos de telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura. Existem algumas plataformas gratuitas que fazem a comparação de planos para você, como o Melhor Plano e a Melhor Escolha.

É fundamental pensar no seu orçamento e ver o quanto pode gastar com esses serviços.

Os serviços de telecomunicação passam por diversas mudanças para atender a demanda dos consumidores. A internet, por exemplo, fica mais rápida, e o custo-benefício da telefonia também varia. Você pode estar pagando neste momento muito mais do que deveria.

Comece pesquisando os combos de serviços (internet, TV e telefone fixo no mesmo pacote). Em alguns casos, o consumidor consegue bons descontos ao contratar o pacote de uma empresa no lugar de serviços separados.

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Imagem: Getty Images

3. Não se deixe enganar pelos números

Por que contratar um plano de TV por assinatura com "mil canais" se eu só acabo vendo uns 10? Por que contratar um serviço de internet com 3 GB se eu só uso o celular para ligar, jogar e navegar nas redes sociais? Por que contratar todos os canais da TV a cabo se só vejo filmes na Netflix?

Pense bem. A maioria das pessoas superestima o uso da internet, acreditando que ela sempre vai faltar, e tem pacotes exagerados.

No caso da TV, é interessante lembrar que muitas empresas oferecem canais de áudio, jogos e canais duplicados com melhor resolução. Por isso, o número de opções parece "inflado", atraindo assim o consumidor pela falsa ilusão de que ele terá mais. Pesquise os tipos de canais oferecidos e não a quantidade —e lembre: boa parte dos canais mostrados pelas empresas são da programação aberta e pública.

A dica prática aqui é contratar um pacote menor por um tempo e sentir se ele atende às suas necessidades. É bem mais fácil fazer um upgrade nos serviços oferecidos depois.

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Imagem: Rafael Huspel/Folha Imagem

4. Migre: é seu direito

Em geral, as empresas trabalham com contratos de fidelidade dos serviços prestados. Então, muita gente precisa esperar a média de 12 meses para poder trocar seus planos sem a necessidade de pagar a multa por quebra de contrato.

Mas, depois desse período, o consumidor tem o direito de trocar pelo que deseja —inclusive, se o novo plano custar bem menos.

Por isso, achou uma oferta que compensa a troca? Entre em contato com a empresa e solicite a alteração do plano. Isso é previsto pela Anatel e muita gente não sabe porque nem sempre é algo informado pelas empresas.

Algumas companhias podem dificultar esse processo e argumentar que a promoção no valor do serviço é só para clientes novos. Caso isso aconteça, insista e exija a troca. Se for preciso, entre em contato com a ouvidoria da prestadora do serviço, a Anatel e órgãos de defesa do consumidor, como o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), a Proteste e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

5. Se não vai usar, não pague

Vai sair de férias ou viajar a trabalho? Entre em contato com a empresa e solicite a suspensão do serviço pelo prazo máximo de até 120 dias (o mínimo é de 30 dias). Com isso, a empresa corta temporariamente os serviços prestados e você deixa de pagar pelo que não vai usar. Isso serve para os serviços de TV por assinatura e internet banda larga.

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Nelson de Sá: Mortes voltam ao patamar de março nos EUA, e Covid ameaça democratas

Com pandemia e Afeganistão, partido de Biden teme perder maioria no Congresso nas eleições do ano que vem, diz NYT

Na home page do New York Times de sábado (21), pela primeira vez desde março, as mortes por Covid nos Estados Unidos passaram de mil na média de sete dias, salto de 99% em duas semanas (abaixo). Em 7 de julho último, antes de voltar a subir, estavam em 175.

Na mesma direção, as hospitalizações chegam agora a 88,7 mil, salto de 43% em duas semanas.

E no domingo o jornal publicou reportagem sobre o "alarme" dos democratas, ouvindo mais de 40 deles e destacando que temem perder a maioria no Congresso na eleição do ano que vem, caso o quadro se agrave na pandemia ou no Afeganistão.

"Se o vírus continuar a piorar ou a situação no Afeganistão se deteriorar ainda mais, muitos dos aliados do presidente Joe Biden temem que ele perca a confiança dos eleitores moderados que levaram seu partido à vitória em 2020", diz o NYT.

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O fim do conversível, mais uma ameaça no mundo dos carros

Assim como as peruas, os conversíveis começam a perder vendas de forma perigosa em vários mercados e seu futuro corre risco. Entenda

13 abr202015h31
| atualizado às 19h10
Conversíveis como o Mercedes SL já foram muito ostentados no passado, mas este cenário mudou nas ultimas gerações.
Conversíveis como o Mercedes SL já foram muito ostentados no passado, mas este cenário mudou nas ultimas gerações.
Foto: Mercedes-Benz / Divulgação

É do conhecimento de quase todo entusiasta automotivo (gearhead) que as peruas estão morrendo a cada dia. É só uma questão tempo até se tornarem algo do passado, como o design “rabo de peixe”, o teto de vinil, a janela quebra-vento, o tuning e por aí em diante. Mas há outro tipo de carroceria que também está perto de desaparecer. O conversível, tão desejado como um símbolo de liberdade (e da crise de meia-idade), parece também estar com os seus dias contados.

Historicamente, os primeiros veículos movidos a combustão interna, como o Patent-Motorwagen de Karl Benz, lançado em 1886, eram conversíveis. Sujeira de cavalo tornava-se coisa do passado, mas os passageiros ainda lidavam com a chuva, o sol, e o que caísse das aves logo acima. Somente após a adoção da linha de montagem (1913) o teto fixo tornou-se um padrão em automóveis; até aquele momento, o máximo que existia eram tetos retráteis de lona, que, ocasionalmente, eram cheios de infiltrações. A partir dos anos 1950, com a fusão de luxo e conforto, o conversível virou um imponente símbolo de status, tornando-o desejado entre o grande público. O puro ato de conduzir um conversível dizia: “Você é alguém importante. Por que? Ninguém sabe, mas você é”.

O Ford Escort XR3 Conversível foi o conquistador dos anos 1980 no mercado brasileiro.
O Ford Escort XR3 Conversível foi o conquistador dos anos 1980 no mercado brasileiro.
Foto: Ford / Divulgação

Na década de 1970, o medo de que novas leis de segurança banissem o conversível nos EUA, culminou com a criação do estilo targa. Embora o temor nunca tenha se concretizado, o design virou ícone entre os esportivos da época como o Chevrolet Corvette e o Porsche 911. Nos anos 1980, novas tecnologias e preparadoras independentes tornaram o estilo de carroceria mais acessível ao homem comum. Até um compacto popular poderia ser transformado num charmoso cabriolet. Em ruas brasileiras, um Ford Escort XR3 Conversível era tão admirado quanto um Mercedes-Benz SL. Quem tinha um, sequer penava durante a chamada “década perdida” (por causa das crises econômicas), o que explicava seu apelo aos playboys da época, vide a novela “Verão 90”, da TV Globo.

Entretanto, nos últimos 10 anos, a fama do segmento caiu vertiginosamente (mais do que o Neymar em jogo decisivo), diversos modelos encerraram a produção de suas variantes, mesmo entre as marcas mais luxuosas. No exterior, somente o Porsche 718 Boxster e o Mazda MX-5 Miata ainda mantêm sua relevância, talvez por isso continuem a ser lembrados pelo público. Segundo os índices da consultoria Car Sales Base, o tradicional Mercedes-Benz SL, conversível de referência há mais de 50 anos no mercado, chegou a registrar mais de 10 mil unidades vendidas nos EUA em 2005, enquanto sua última versão vendeu 7.007 unidades em 2013. Em 2019, o modelo emplacou apenas 1.791 unidades. Até mesmo roadsters consagrados, como o BMW Z4, sofreram na última década; em 2018, EUA e Europa emplacaram somente 129 unidades. A nova plataforma G29 ajudou a recuperar suas vendas, principalmente na Europa, chegando à marca de 9 mil unidades. Porém, o mercado americano, que correspondia por metade de seus compradores, não demonstra o mesmo interesse – em 2019, o número de vendas foi 80% menor do que no mercado europeu.

Porsche Boxster: dinâmica impecável e a fama intacta entre os conversíveis.
Porsche Boxster: dinâmica impecável e a fama intacta entre os conversíveis.
Foto: Porsche / Divulgação

Embora o conversível tenha enfrentado tantos altos e baixos quanto a carreira de Tim Maia, dois fatores combinados o levaram à beira da extinção. O primeiro é evidente em qualquer histórico de vendas. A crise mundial de 2008/2009 abalou  tanto a economia quanto algumas questões sociais e culturais. Só a General Motors, com um prejuízo de quase 40 bilhões de dólares, liquidou metade de suas marcas para fechar o caixa, o que significou menos empregos, menor produção e maior custo de vida (principalmente para pagar os bailouts mundo afora). Embora mais de 10 anos tenham se passado desde o episódio, especialistas defendem que a economia global não se recuperou totalmente, principalmente se considerar a crise do euro em 2014. Em ambos os casos, milhares de motoristas trocaram seus carros premium por compactos populares, algo frequente neste tipo de cenário. A mesma resposta se aplica ao porquê de todos os carros serem pintados de branco, prata ou preto ultimamente – quase ninguém está otimista a ponto de ter um Ford Ka na cor laranja.

Outro fator influente é ascensão dos crossovers e SUVs na última década, que agora são um sinônimo de exclusividade no mercado. Se antes eram carros destinados a grandes famílias ou aventureiros, hoje representam sucesso e pujança. Quem imaginaria há 10 anos um veículo como o Lamborghini Urus, ou o Rolls-Royce Cullinan? O tamanho, desempenho e requinte desses veículos pareia tranquilamente com a maioria dos segmentos ao oferecer uma combinação de vantagens. Até mesmo o Range Rover Evoque conta com uma versão conversível, o que é uma incoerência, considerando a queda nas vendas de cabriolets (ou um ousado teste de mercado). Embora a economia mundial ainda esteja trepidando, a expansão das ofertas de crédito ocorreu justamente quando o setor ganhou a atenção pública.

Teste de capotagem de um VW Golf Cabrio na Alemanha feito pela Adac.
Teste de capotagem de um VW Golf Cabrio na Alemanha feito pela Adac.
Foto: Adac / Divulgação

Porém, há um terceiro fator significativo para o cabriolet perder sua relevância no meio automotivo: o fato de ser um mau tipo carro. Pode parecer absurdo, mas a única vantagem de um conversível é o prazer, e nada mais. Há evidências objetivas que comprovam isso. Para começar, a capota móvel  não é prática, exigindo trabalho manual para ser armada ou desarmada; e mesmo que opere eletronicamente, o porta-malas é sacrificado para acomodar o mecanismo, eliminando a capacidade de carga do veículo. Consumo elevado de combustível é um problema crônico dos conversíveis, pois o mecanismo de operação da capota adiciona muito peso, exigindo mais do motor, enquanto a ausência do teto piora a aerodinâmica do carro. Essa combinação força proprietários a se tornarem sócios de postos de combustível.

Por falar em desempenho, veículos de capota fixa possuem melhor rigidez no chassi, o que evita torções e garante estabilidade ao veículo, tanto em curvas fechadas quanto em longas retas. No quesito segurança, um problema relevante dos cabriolets é que, em caso de capotamento, há um grande risco de esmagamento dos ocupantes, se comparado com outras carrocerias. Embora tecnologias como o “suporte ejetável” e o próprio teto targa ajudem a remediar este risco, passageiros ainda podem ser atingidos por destroços em caso de acidente. Exposição a furtos e assaltos também colaboram para a baixa adesão do público, pois conversíveis chamam muita atenção nas ruas e são presas fáceis para os criminosos. Elementos da natureza também podem invadir o carro. O interior do veículo não tarda a acumular mofo ou ferrugem, principalmente em regiões úmidas ou poluídas, transformando o cheiro de carro novo em cheiro de cidade poluída.

Land Rover Evoque Conversível: tentativa de surfar na onda dos SUVs.
Land Rover Evoque Conversível: tentativa de surfar na onda dos SUVs.
Foto: Land Rover / Divulgação

Mas compilando tudo isso, significa que o conversível é um carro problemático e, portanto, um péssimo negócio? Não necessariamente. Ter um conversível demonstra comprometimento, quiçá mais do que com qualquer outro tipo de veículo, pois, mesmo com tais desvantagens, a dedicação pelo que você valoriza supera (quase) qualquer obstáculo. Mais do que outros carros, o conversível é um fetiche, mas se o prazer por algo lhe satisfaz, e você pode deixá-lo a qualquer momento sem grandes consequências, talvez valha a pena o esforço. Além do mais, nem todo veículo sem teto é obrigatoriamente complicado, pois vários roadsters evoluíram muito em termos de engenharia para amenizar seus malefícios.

Infelizmente, o conversível está perdendo seu charme, mas ainda há uma legião de gearheads que os valoriza, principalmente por seu simbolismo. Como tudo que existe na sociedade, o mundo automotivo é marcado por popularizações e decadências; mas, às vezes, há momentos de renovação. O futuro agora é incerto para o cabriolet, mas o domínio dos crossovers e SUVs também não durará para sempre. Haverá um dia em que sua glória chegará o fim (rápido, espero eu). Se esse dia chegar, talvez a perua e o conversível possam brilhar de novo aos olhos do público.

Pedro Coelho é jornalista, fã de automóveis desde criança e faz produção de vídeos para o YouTube.

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RIQUEZA MINERAL do AFEGANISTÃO pode dar ao TALIBÃ TRILHÕES de DÓLARES da luta contra o aquecimento global

Soldados americanos no deserto do Afeganistão, cujo subsolo tem reservas estimadas entre US$ 1 trilhão e US$ 3 trilhões em minérios - Reuters
Soldados americanos no deserto do Afeganistão, cujo subsolo tem reservas estimadas entre US$ 1 trilhão e US$ 3 trilhões em minérios Imagem: Reuters

Mariana Sanches - @mariana_sanches

Da BBC News Brasil em Washington

23/08/2021 10h27

Atualizada em 23/08/2021 11h01

Ao tomar o poder político no Afeganistão após a partida dos EUA, o grupo radical islâmico Talibã passou a deter também o controle sobre uma riqueza mineral estimada em algo entre US$ 1 trilhão e US$ 3 trilhões.

Ao mesmo tempo em que é um dos países mais pobres do mundo — em 2016, mais de metade da população estava abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Banco Mundial —, o Afeganistão possui extensas reservas de cobre, lítio, cobalto, ferro, ouro, que permaneceram relativamente intocadas nas últimas décadas, período em que o país esteve mergulhado em diferentes conflitos armados.

Afeganistão: a reação de veteranos e de refugiados ao colapso, após 20 anos de guerra

Entre 1996 e 2001, quando o Talibã governou a nação, sua principal atividade econômica foi a produção de papoula para extração do ópio matéria-prima para a fabricação de heroína.

O país era considerado um pária nas relações internacionais e comerciais. Agora, porém, as coisas podem ser diferentes.

Não porque o Talibã, que tenta vender uma imagem mais moderada ao mundo, tenha efetivamente mudado de status no xadrez global.

Mas porque as condições de exploração e sobretudo o mercado desses minérios se alterou drasticamente nos últimos anos, impulsionado pela necessidade do mundo de se mover em direção à uma economia verde.

Recentemente, um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas mostrou que os efeitos do aquecimento global têm se acelerado e que será preciso fazer mais para impedir uma catástrofe ambiental que ameace a sobrevivência humana na Terra.

Vai ser preciso mudar — e rápido — como produzimos e como consumimos.

E é exatamente por deter recursos necessários para essa mudança que o grupo islâmico pode ter uma janela de oportunidade.

Para Rod Schoonover, cientista especializado em mudanças climáticas e ex-funcionário de inteligência americana, o Talibã "não está só sentado sobre valiosas jazidas de pedras preciosas, mas de minérios centrais para a produção industrial mundial como o ferro e, especialmente, de parte dos recursos mais críticos no processo de transição econômico ambiental no século 21".

Afinal, o que há no subsolo afegão?

Há centenas de anos, sabe-se que a região onde fica o Afeganistão é rica em minérios.

Mas foram os soviéticos, nos anos 1960 e 1970, quem primeiro mapearam a composição geológica do Afeganistão, resultado de uma série de colisões entre placas tectônicas que liberaram para a superfície terrestre partes do manto e do magma do planeta.

Entre os anos 2000 e 2010, o Centro de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos e o Centro Afegão de Pesquisa Geológica retomaram as análises soviéticas do solo e se lançaram a um extensivo inventário de cerca de mil minas e depósitos minerais ao redor do país.

Para fazer o levantamento, os pesquisadores contaram não só com o auxílio de satélites da Nasa, mas tiveram que ser levados às regiões pesquisadas a bordo de Black Hawks, os helicópteros militares americanos, e fazer suas escavações e coletas paramentados com trajes dos Marines e sob a vigilância de soldados armados.

Basicamente, todo o trabalho foi feito em zonas de guerra.

Isso explica porque, apesar da qualidade desses estudos, boa parte do conhecimento que se tem sobre as riquezas minerais afegãs ainda estão limitadas a estimativas e a realidade em solo pode ser ainda mais impressionante.

À época do estudo, o cientista americano Robert Tucker, que liderou a expedição no Afeganistão, afirmou à revista Scientific American que suas projeções sobre quantidades dos metais eram "conservadoras".

O esforço gerou um mapa com mais de 800 milhões de pixels de dados — onde estariam potenciais reservatórios de minérios - o que corresponde a uma área de 440 mil quilômetros quadrados, cerca de 70% do país.

Os cálculos de Tucker e seu time indicam, por exemplo, que o país poderia produzir 60 milhões de toneladas de cobre.

Em 2021, a escassez do metal levou o preço a subir mais de 40% em relação ao valor de 2020 e afetou pesadamente a indústria automotiva, por exemplo, que não conseguia produzir por falta de peças feitas de cobre.

O cobre é ainda fundamental na produção de placas de luz solar e outras soluções sustentáveis.

Há ainda estimadas 2,2 bilhões de toneladas de minério de ferro, que, em 2010 valiam cerca de US$ 420 bilhões, e são a principal matéria prima do aço. Além de quase cem minas diferentes de ouro e prata.

Mas a análise das rochas vulcânicas do perigoso deserto afegão mostraram também a existência de 1,4 milhão de toneladas de um grupo de 17 elementos químicos conhecidos como terras-raras, como o lantânio e o neodímio, que possuem incomuns propriedades catalíticas, metalúrgicas, nucleares, elétricas, magnéticas e luminescentes.

E depósitos de lítio em quantidades tão significativas que um documento interno do Departamento de Defesa dos EUA qualificou o Afeganistão como a "Arábia Saudita do Lítio".

Nas estimativas das autoridades americanas, apenas na província de Ghazni, na porção sudeste do país, haveria reservas de lítio de tamanho equivalente às da Bolívia, onde está o maior depósito conhecido desse metal no mundo.

"Mas pode haver muito mais do que isso, só que não foi possível analisar, dada a insegurança no terreno", explica Schoonover.

Um mercado em ebulição

Tanto as terras-raras quanto o lítio são fundamentais no desenvolvimento de produtos de alta tecnologia verde.

Eles são usados em celulares, televisores, motores híbridos, computadores, lasers e baterias de todos os tipos, incluindo os de carros elétricos.

Entre as terras-raras, há ainda algumas fundamentais para fazer supercondutores, ligas que conduzem energia com mínimas perdas presentes em diferentes indústrias.

Esses minerais são tão centrais para a economia atual que o Congresso americano os classificou como "críticos para a segurança nacional".

"A crescente demanda por cobre, lítio e cobalto, em particular, está sendo impulsionada em grande parte pela transição para a energia verde.", afirmou à BBC News Brasil Michaël Tanchum pesquisador do Instituto Austríaco para Europa e Política de Segurança e do Instituto do Oriente Médio, em Washington D.C.

Até 2030, os EUA planejam ter metade de sua frota automotiva composta por veículos elétricos - Getty Images - Getty Images
Até 2030, os EUA planejam ter metade de sua frota automotiva composta por veículos elétricos Imagem: Getty Images

Até 2030, os EUA planejam ter metade de sua frota automotiva composta por veículos elétricos (hoje são cerca de 2%). E em 2035, a União Europeia espera eliminar todos os carros com motor à combustão.

Em sua fabricação e funcionamento, carros elétricos demandam em média seis vezes mais minerais, como lítio e cobalto, dos que os convencionais.

Assim, é fácil entender porque, nos próximos nove anos, a projeção é que a demanda mundial por lítio aumente cerca de quatro vezes. Já a demanda por terras-raras deve quase triplicar até 2030.

Em maio, a Agência Internacional de Energia alertou que a produção de lítio, cobre, cobalto e terras raras precisa crescer drasticamente ou o mundo perderia a chance de combater o aquecimento global.

A entrada do Afeganistão no mercado também representaria uma bem-vinda diversificação de fornecedores.

Atualmente, apenas 3 países — China, Congo e Austrália — respondem por 75% da produção global de lítio, cobalto e terras-raras.

É possível que o Talibã, agora no comando, tente explorar riqueza mineral - BBC - BBC
É possível que o Talibã, agora no comando, tente explorar riqueza mineral Imagem: BBC

O fator China

"Não resta dúvida que as potencialidades econômicas para os afegãos da exploração desse subsolo seriam enormes e essenciais, mas se fosse assim tão fácil os próprios americanos já teriam começado a exploração.

É impossível criar condições de mineração industrial ao mesmo tempo em que se tenta desviar de balas", afirma Schoonover.

Não apenas os sucessivos conflitos militares explicam o motivo pelo qual a riqueza mineral afegã nunca foi sistematicamente explorada.

O país não tem vias rodoviárias asfaltadas ou malha ferroviária capaz de escoar a produção.

Além disso, a atividade mineradora exige enorme quantidade de energia elétrica - recurso escasso em um país onde somente 35% da população têm acesso à eletricidade - e de água, também limitada e com distribuição precária no país.

Nessas condições, o pouco de mineração até hoje foi irregular e artesanal.

Todos esses problemas já existiam antes, mas agora, sem os EUA por perto, há também novas oportunidades.

"Em contraste com a primeira vez em que o Talibã chegou ao poder na década de 1990, a China, vizinha do Afeganistão, é agora uma potência manufatureira com alcance global. Isso muda a equação, já que o controle do Talibã sobre o Afeganistão agora chega em um momento em que há uma crise no fornecimento desses minerais no futuro próximo e a China precisa deles", afirma Michaël Tanchum.

De acordo com Tanchum, se o Talibã oferecer aos chineses condições mínimas de segurança para a operação, é possível que a China seja capaz de cruzar a fronteira - com maquinário, pessoal treinado e até com insumos para construções de vias - e criar as condições para uma produção em escala de minérios.

A depender do mercado, seria inclusive uma solução lucrativa.

E a China não é conhecida por relações internacionais baseadas em sanções por assuntos de direitos humanos e liberdades individuais, temas, aliás, que frequentemente trazem problemas ao governo de Pequim.

"Fora da própria China, os maiores produtores desses minerais são a Austrália, o Chile e a Argentina. Assim, o Afeganistão poderia ajudar a China a obter maior segurança de abastecimento a uma distância muito mais próxima, reduzindo a participação de mercado para os produtores de lítio da América Latina", diz o pesquisador.

Embora não costume operar em zonas de guerra, a própria China já tem uma posição pioneira no Afeganistão para extrair minerais.

Em 2007, a Corporação Metalúrgica da China (MCC) adquiriu um contrato de arrendamento de 30 anos para minerar cobre em Mes Aynak, no Afeganistão, por US$ 3 bilhões, no que é considerado o maior investimento estrangeiro na história do país.

As operações de mineração da MCC foram duramente afetadas pela instabilidade no país devido ao conflito entre o Taleban e o ex-governo afegão.

Agora, com a queda do governo afegão, as condições mudam sensivelmente.

"Se houver condições operacionais estáveis, então as explorações de cobre sozinhas podem gerar dezenas de bilhões de dólares de receita, estimulando o desenvolvimento de operações de mineração de lítio e outros metais", diz Tanchum.

Outros países da região, como o Paquistão, certamente teriam interesse nisso, já que a produção poderia ser transportada por suas rotas comerciais até a China, o que geraria receitas aos paquisteneses e aumentaria os incentivos para que eles atuem em favor da estabilidade da área.

O Paquistão é o principal aliado estrangeiro do Talibã, que possui bases no país vizinho.

A situação no Afeganistão após a tomada de Cabul pelos radicais islâmicos segue incerta.

Uma parte da população luta para fugir enquanto o Talibã tenta colocar em pé o governo do novo Emirado e estabelecer as bases - legais e repressoras - em que seu poder vai se assentar.

Há, no entanto, uma sensação de que a ascensão ao poder do grupo é um fato dado.

Em 2010, o geólogo americano Jack Medlin afirmou que as recém-descobertas reservas minerais do país eram "uma riqueza que autorizava os afegãos a sonhar com um futuro que eles desconheciam".

É possível que o Talibã, agora no comando de tudo, tenha herdado a possibilidade de concretizar esse sonho de mais de uma década

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Entendendo Bolsonaro - Governadores erram ao buscar diálogo com Bolsonaro

Reunião dos governadores está sendo realizada no Palácio do Buriti, sede do governo de Brasília. - Lucas Valença/UOL
Reunião dos governadores está sendo realizada no Palácio do Buriti, sede do governo de Brasília. Imagem: Lucas Valença/UOL
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* Vinícius Rodrigues Vieira

Não se negocia com arruaceiros ou fascistas. Quem sai das quatro linhas da Constituição deve ser enquadrado dentro delas não com a política, mas com a Justiça. Na esperança de resolver a crise institucional lançada por Jair Bolsonaro, os governadores dos Estados e do Distrito Federal que se dispõem a dialogar com o presidente parecem desconhecer casos em que, na tentativa de apaziguar protoditadores, as poucas instituições funcionais de democracias em declínio acabaram apenas por se enfraquecer.

Sem maiores detalhes, lembremos das concessões que o establishment político alemão fez a Adolf Hitler, na esperança de ele ser controlado. Mais recentemente, nos Estados Unidos, o ídolo-mor de Jair Bolsonaro, o ex-presidente Donald Trump, esticou a corda ao extremo, a ponto de promover a invasão ao Capitólio durante a oficialização de sua derrota para Joe Biden na campanha de 2020. Um golpe poderia ter sido bem-sucedido em Washington caso não houvesse um comando militar comprometido com a Constituição americana.

No Brasil, relatos de bastidor indicam que o Alto Aomando do Exército rechaça apoio a qualquer aventura golpista. Mais obscuro ainda é o comprometimento dos altos oficiais da Aeronáutica e Marinha com as diatribes de Bolsonaro. Os comandantes dessas forças parecem ter sido cooptados pelo presidente. As polícias militares estaduais, porém, parecem ter parido o que faltava para o golpe anunciado ganhar corpo. Não basta afastar coronéis e demais PMs golpistas, tal como o governador João Doria fez em São Paulo. É necessário prendê-los e processá-los nos termos da lei.

Aos governadores, portanto, restaria somar esforços aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Junto a lideranças de centro e esquerda da Câmara, são esses os personagens mais comprometidos com a preservação do que sobrou do edifício constitucional brasileiro, cuja legitimidade foi demolida pacientemente ao longo do tempo pela corrupção endêmica para, apenas recentemente, desmoronar com as marretadas autoritárias de Bolsonaro et caterva.

A liberdade de expressão, confundida propositalmente com a liberdade de cometer crimes, tornou-se o último refúgio dos canalhas que buscam implantar um regime de exceção, miliciano, no qual aquilo que restar do Estado será dividido entre senhores da guerrilha bolsonarista, tais como militares prestes a se amotinar, e líderes religiosos que seguem firmes com o governo.

Eleitos pela vontade popular, mas sob o manto rasgado da Constituição, os governadores deveriam buscar remendá-la em vez de entregá-la àquele que busca destruí-la. Como já tinha antecipado neste espaço há três semanas, Bolsonaro busca o martírio. Conversar com ele, portanto, reforça sua situação de vítima e anima a militância golpista para o 7 de Setembro.

A crise é o presidente e será apenas estancada quando ele deixar o poder. Por isso, cabe aos governadores aproveitar suas pontes com o mercado financeiro e o agronegócio para dar vazão ao processo de impeachment. Como escrevi à luz do que se passou nos Estados Unidos em janeiro, vai sair mais barato que tolerar fascistas ou dialogar com eles.

* Vinícius Rodrigues Vieira é doutor em Relações Internacionais por Oxford e leciona na FAAP e em cursos MBA da FGV.

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Com a chegada da variante Delta, Nova Zelândia decreta confinamento nacional

O governo afirmou que a alta transmissibilidade da nova cepa preocupa e que o sistema de saúde pode colapsar

Reprodução
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O governo da Nova Zelândia reconheceu neste domingo (22) que a sua política de “zero covid” não é mais viável com a chegada da variante Delta.

Apesar do rígido controle sanitário, apenas 20% da população está vacinada e a alta transmissibilidade da nova cepa preocupa e o governo que teme um “colapso no sistema saúde”.

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“A escala do risco de contágio e a velocidade com a qual o vírus se espalha é algo que, mesmo com o melhor preparo do mundo, deixou o nosso sistema de saúde em apuros”, declarou Chris Hipkins, ministro responsável pelo combate ao coronavírus.

Até este momento a estratégia do governo era a considerada a mais eficaz no mundo. Pois, até hoje o país registrou 26 mortes por Covid em uma população de cinco milhões.

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O método utilizado pelo governo é evitar a transmissão local do vírus por meio de um rigoroso controle de fronteiras e confinamentos totais quando pessoas infectadas são detectadas.

Mas, com o avanço da variante Delta, o governo já estuda remanejar a sua estratégia, pois, segundo Hipkins a nova cepa “não se parece com nada que já enfrentamos nesta pandemia”.

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O país possui 71 contágios pela variante Delta e, por conta disso, foi determinado um confinamento nacional.

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Deputado Paulo Teixeira enquadra general Braga Netto

Esta edição Forum Onze e Meia comenta o depoimento de Braga Netto sobre voto impresso na Câmara e ameaças às eleições. 

A entrevista de João Doria: "Toma, Bolsonaro" e o fim da CPI da Pandemia, entre outras notícias do dia.

Entrevistas com o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e o jornalista Florestan Fernandes Jr

Comentários de Renato Rovai e apresentação de Dri Delorenzo

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Morre Roberto Stuckert, mestre do fotojornalismo brasileiro | Revista Fórum

Stukão, como era conhecido, é de uma família de profissionais da fotografia e pai de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial do ex-presidente Lula

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Roberto Stuckert - Foto: Ricardo Stuckert
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Roberto Stuckert, um dos principais repórteres-fotográficos do país, morreu nesta segunda-feira (23), aos 78 anos. Mais conhecido como Stukão, ele trabalhou em inúmeros veículos de comunicação, como Manchete, Jornal Diário Carioca, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília e Associated Press. Stuckert foi vítima de uma insuficiência cardíaca, o que provocou um infarto fulminante

Roberto é de uma família de 33 fotógrafos e pai de Ricardo Stuckert, o Stukinha, fotógrafo oficial do ex-presidente Lula, e de Roberto Stuckert Filho, o Stuka.

“Hoje meu pai partiu. Ele sempre foi esta pessoa, feliz, alegre, com um sorriso no rosto e um contador de histórias. Desde pequeno, eu sempre fui encantado por ele. Admirava o profissionalismo, a dedicação, a devoção à família. E foi com ele que aprendi a fotografar. Um dos primeiros presentes que ganhei dele, ainda criança, foi uma máquina fotográfica. Ele me entregou e disse ‘Rico, aqui tem a minha vida e você vai aprender a olhar o mundo por este visor’”, disse Ricardo, nas redes sociais.

“Depois, com a máquina na mão, ele falou que iria me levar ao laboratório de fotografia para aprender a revelar filmes. Quando entrei naquela sala toda escura e vi a imagem surgindo do filme, perguntei pra ele: ‘Pai, isso é mágica?’. Ele sorriu e disse “Sim, é como se fosse’”, acrescentou.

“Eu cresci acreditando nisso. Que a fotografia é mágica, que mostra um mundo que as pessoas não conhecem, que revela sentimentos, que traz histórias. A fotografia é a memória, é a lembrança. E agora, vendo esta foto (foto do pai), me deu uma saudade imensa de ter você aqui, mas também tive um sentimento de imensa gratidão por ter tido um pai como você, pelos meus filhos terem convivido com um avô maravilhoso como você foi. Eu tive de você tudo que um filho mais precisa: amor e afeto. Obrigado, pai!”, completou Ricardo.

Não vai ser fácil

A irmã de Stukão, Roberta, também escreveu uma mensagem: “Oh meu irmão, continuar a vida sem seu sorriso, suas brincadeiras, não vai ser fácil. Vai na luz, que você tem de sobra, vai lá animar o céu, fazer graça porque aqui tá muito difícil e agora aqui está muito sem graça sem sua presença”.

__________* Prisão de Paulo Roberto da Silva Lima, o Galo, NÃO tem a ver com BORBA GATO e sim com a CRIMINALIZAÇÃO de um MOVIMENTO

"O objetivo foi abrir o debate", disse o ativista; é esse debate o problema e não o fato de uma estátua ter sido chamuscada

Ilustra: Cris Vector
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MAÍRA MIRANDA

Na quinta-feira, 5 de agosto, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou a soltura de Paulo Roberto da Silva Lima, o Galo, preso desde o final do mês passado pela acusação de participar da tentativa de queimar a estátua do bandeirante Borba Gato em Santo Amaro, na capital paulista.

“A decretação desse encarceramento, a meu sentir, parece ter se preocupado mais com o movimento político que o paciente participa, atividade que, em si, não é, em princípio, ilegal, do que com os possíveis atos ilícitos praticados por ele, que até os confessou à autoridade policial a que espontaneamente se apresentou”, justificou Ribeiro Dantas, ao deferir o pedido de habeas corpus feito pela defesa do líder dos entregadores de aplicativos.

A juíza Gabriela Marques Bertoli, do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, no entanto, decidiu descumprir a decisão do tribunal superior e decretou a prisão preventiva de Galo, mantido preso já há 12 dias, porque o ativista “não se arrependeu”.

O “argumento” da juíza deixa claro que Paulo Galo foi preso não porque chamuscou o Borba Gato, mas para criminalizar um movimento pela defesa do direito do povo de questionar a história da forma que ela é contada pelas elites. Borba Gato foi queimado porque é um símbolo do bandeirantismo. Como bem pontua o filósofo camaronês Achile Mbembe no livro Políticas da Inimizade, para facilitar a repressão, os regimes de poder tentaram despolitizar o protesto social.

Criou-se uma celeuma sobre a queimada da estátua, mas o fato de Galo ficar preso por tantos dias não causa a mesma comoção. Sobre os atos tidos, por vezes, como violentos, Mbembe defende que a revolução é um acontecimento violento.

“Esta violência é planificada. Em acontecimentos revolucionários, pessoas que encarnam a ordem prestes a ser derrubada podem se tornar alvos. Apesar de inevitável, esta violência deve ser contida e voltar-se contra as estruturas e instituições”, diz o filósofo. “É verdade que a violência revolucionária tem algo de irredutível. Pretende destruir e liquidar a ordem estabelecida –liquidação que não se pode obter pacificamente. Ela ataca mais a ordem das coisas do que das pessoas.”

A estátua de 13 metros de altura, inaugurada em 1963, vem sendo alvo de críticas de ativistas nos últimos anos pelo papel de Borba Gato e do bandeirantismo em geral no avanço ao interior do país, tomando terras e escravizando indígenas e negros em busca de minérios. Questiona-se o “valor histórico” da estátua, assim como as demais homenagens a personagens que cometeram atrocidades contra os povos originários, caso das rodovias Fernão Dias e Raposo Tavares, também em São Paulo.

Logo na introdução de Políticas da Inimizade, Achile Mbembe fala que povos inteiros sentem que se esgotaram os recursos necessários para continuarem a assumir a sua identidade.

Toda a desinformação sobre a história dos nossos próprios povos originários, que conta com interlocutores tradicionalistas, ainda ganha respaldo no desmonte do ensino médio na escola pública, aprovado pelo Congresso durante o governo Temer, que patrocinou, inclusive, a diluição de diferentes matérias que antes mereciam destaque especial: História, Geografia, Sociologia e Filosofia foram incorporadas a um único livro didático, de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

A decisão da juíza deixa claro que Paulo Galo foi preso não porque chamuscou o Borba Gato, mas para criminalizar um movimento pela defesa do direito do povo de questionar a história da forma que ela é contada pelas elites

As conquistas coloniais foram um campo privilegiado de experimentação. Dariam lugar a um emergente pensamento da força e da técnica, que, levado às últimas consequências, abriu caminho aos campos de concentração e às ideologias genocidas modernas.

Em maio deste ano, no Canadá, foram encontradas 1.148 sepulturas com valas coletivas onde jaziam, sem qualquer identificação, corpos de crianças das Primeiras Nações do Canadá (termo utilizado para se referir às populações nativas do país). Os corpos foram encontrados em diversas partes do país e carregavam sempre consigo a peculiaridade de estarem no próprio local ou perto de internatos governamentais para crianças indígenas.

Estes colégios internos administrados pelo governo faziam parte da política oficial para tentar incorporar as crianças indígenas à sociedade canadense e ao mesmo tempo destruir as culturas e as línguas indígenas. As famílias das Primeiras Nações do Canadá eram obrigados a enviarem suas crianças para tais escolas.

O caso gerou revolta em todo país, com atos e manifestações que desejavam demonstrar a indignação com a ausência de informações sobre as crianças que foram encontradas mortas, não tendo direito a identificação e devidas homenagens.

“Uma das particularidades desse sistema era produzir uma gama de sofrimentos que não desencadeiam como resposta a tomada de responsabilidade, nem solicitude, nem simpatia e nem sequer piedade. Pelo contrário, fazia-se tudo para atenuar todo e qualquer compadecimento ou afetação pelo sofrimento dos indígenas”, diz Mbembe.

“Desencadeadas por regimes que se reclamam de direito, as guerras coloniais, na sua maioria, nomeadamente no momento da conquista propriamente dita, não são guerras de autodefesa. Não são travadas para recuperar quaisquer bens roubados ou para estabelecer justiça onde quer que tenha sido violada. Não existe, à partida, qualquer delito cuja gravidade pudéssemos objetivamente medir. A violência que essas guerras promovem não obedecem a nenhuma regra de reciprocidade. Não existe praticamente nenhum limite formal para a devastação que assalta as entidades declaradas inimigas. Inúmeros inocentes são mortos, a maioria não devido a faltas cometidas, mas a faltas futuras. A guerra de conquistas não é, portanto, uma execução de direito. Se ela criminaliza o inimigo, não o faz para estabelecer justiça. Portador de armas ou não, o inimigo a punir é um inimigo intrínseco, um inimigo por natureza”, argumenta o filósofo –daí o título do livro.

“As guerras coloniais, na sua maioria, não são guerras de autodefesa. Se ela criminaliza o inimigo, não o faz para estabelecer justiça. Portador de armas ou não, o inimigo a punir é um inimigo intrínseco, um inimigo por natureza”, diz Achille Mbembe

A história da “colonização” precisa ser contada também sob o ponto de vista dos “colonizados” –ou sob a ótica dos “vencidos”, não só dos “vencedores”. Borba Gato e ainda fatos mais recentes, como o golpe de 1964, devem não só constar amplamente nos livros de História como devem ser tratadas tal qual o Holocausto, que ganhou memorial em Berlim e em São Paulo, e sobre o qual se contam cada vez mais detalhes sórdidos e cruéis, seguindo o lema de lembrar para não repetir.

“Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres”, disse Galo no momento de sua prisão.

É esse debate que está sendo criminalizado. Não o fato de uma estátua feita de cimento, trilhos de trem e pedras ter sido chamuscada por um grupo de ativistas.

__________* Resposta do Exército ao UOL não explica nada e apenas confirma matéria da Fórum sobre marechais | Revista Fórum

O FATO OBJETIVO é que todas as informações que constam na nota do Exército confirmam as duas reportagens da Fórum

O Ministério da Defesa não respondeu à reportagem da Fórum por cinco dias sobre as denúncias de promoção de generais ao posto de marechal.

A matéria foi então publicada na noite de quarta-feira (4).

Nesta noite de sexta-feira (6) o Comando do Exército enviou nota ao UOL, ao colunista Rubens Valente, que foi publicada sem qualquer tipo de questionamento ou reflexão acerca do seu conteúdo.

Ponto para o Exército que deve ter trabalhado com uma boa EMPRESA de GERENCIAMENTO de CRISE utilizado por instituições quando querem FUGIR de um assunto

ou DERRUBAR uma apuração que pode gerar danos à sua imagem.

A maior incoerência da nota é que ela fala que apenas generais teriam tido a “promoção” a marechal.

Não é verdade.

Em reportagem desta quinta-feira (5), a Fórum mostrou que Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel e reconhecido torturador da Ditadura, subiu quatro postos e foi alçado à patente de marechal.

Ele está morto desde 2015.

Suas filhas ganham como se ele tivesse sido marechal.

O fato objetivo é que todas as informações que constam na nota do Exército confirmam as duas reportagens da Fórum.

1- Generais viraram marechais e isto consta no Portal da Transparência.

O posto NÃO EXISTE na ATUAL CONJUNTURA e isso NÃO poderia ter acontecido.

2 – Nem todos os generais foram promovidos a marechais. Só alguns deles.

3 – Ustra era coronel e não existe explicação para ter subido quatro postos e chegar ao “salário” de marechal.

A matéria do UOL cita a Fórum sem link. 

Mas dá link para uma agência que não tem nada a ver com a matéria. 

Sendo que hoje pela manhã o veículo publicou uma nota falando da promoção de Ustra a marechal sem citar o furo de reportagem da Fórum

Como se fosse apuração do portal.

Tudo isso pode ajudar a explicar porque o Exército preferiu responder ao UOL e não à Fórum.

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Sem condições para golpe, Bolsonaro faz show da mamadeira de piroca com impeachment de Alexandre de Moraes | Revista Fórum

É preciso tratar Bolsonaro na sua exata dimensão. Como um dos presidentes mais fracos da história recente do país, um político desastrado, um covarde, um sujeito perdido e sem perspectiva de futuro político. Sem romantizá-lo.

Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)
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Bolsonaro é um político sem talento que ganhou um mandato presidencial por força do golpe de 2016 e da injusta prisão de Lula em 2018. Um abjeto que fez carreira defendendo a tortura e atacando gays, lésbicas, negros e mulheres. Um sujeito que não sabe o que fazer com o que poder que lhe foi conferido nas urnas e que por isso, em desespero, fica ameaçando às instituições. Ameaças que mostram cada vez mais sua boca banguela para atingir o alvo. Porque Bolsonaro é um jacaré sem dentes.

É preciso colocar a bola no chão para não se assustar com os grunhidos que vêm do Palácio do Planalto. Há muito este blogueiro vem apontando que se não há condições para o impeachment, porque Bolsonaro comprou o centrão, também não há espaço para golpe porque ele já não tem mais sequer a mesma força que já teve nas Forças Armadas para uma aventura desesperada.

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A cartada mais recente de Bolsonaro mostra isso. Ao pedir ao Senado o impeachment do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, o presidente da República sabe que não terá chance de vitória. Muito pelo contrário, foi avisado por todos os seus assessores mais próximos e também pelos seus articuladores do centrão que tende a ser humilhado se porventura Rodrigo Pacheco abrir o processo, mas que o mais provável é que sequer o presidente do Senado aceite a denúncia.

Mas por que então sabedor da humilhante derrota antecipada, Bolsonaro foi para o jogo?

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Porque quer manter em ritmo de batalha seus apoiadores na base de qualquer factóide. Nas eleições de 2018, muitos deles se mobilizaram para derrotar Haddad, dizendo que ele tinha criado o kit gay para distribuir nas escolas e junto com ele entregava uma mamadeira em formato de pênis para bebês e crianças, a tal mamadeira de piroca. Não foram poucas as pessoas que juravam ter tido contato com o kit e visto a tal mamadeira. Não só gente menos informada dos setores populares caia na fake news, como também aqueles que se julgam o suprassumo da sociedade, os tais cidadãos de bem, bradavam pelo fim da pedofilia nas escolas e da transformação de crianças em exército LGBT.

O impeachment de Alexandre de Moraes se enquadra nesta estratégia. É diversionismo para a patuleia, para o seu exército da salvação nas redes sociais, não exatamente algo que mobilize as Forças Armadas ou possa levar a um golpe.

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É possível que Bolsonaro percebendo que será derrotado nas eleições possa até renunciar ao mandato. Isso é mais fácil de acontecer do que obter o impeachment de um ministro do STF ou qualquer outra coisa que enseje um ataque mais grave às instituições. Por este motivo é necessário não perder tempo com análises fatalistas e derrotistas que transformam um presidente fraco num super homem.

É preciso tratar Bolsonaro na sua exata dimensão. Como um dos presidentes mais fracos da história recente do país, um político desastrado, um covarde, um sujeito perdido e sem perspectiva de futuro político. Sem romantizá-lo. Sem deixar que paute o debate político com seus devaneios. Só assim se caminhará para o seu necessário enterro político. Que não vai ser tão breve quanto muitos gostariam, mas que está suficientemente próximo para que não haja desespero. Lula avança como um foguete neste sentido.

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EXCLUSIVO: Manuel Loff faz paralelo entre Bolsonaro, PMs e Espanha pós-Franco | Revista Fórum

Principal historiador português da atualidade concedeu longa entrevista à Fórum e falou sobre a situação vivida pelo Brasil, seus reflexos nas sociedades nacional e internacional, e sobre possíveis cenários com Bolsonaro. Confira a primeira parte

Foto: RTP Arquivos

Manuel Loff é o mais proeminente historiador português da atualidade. Professor titular da Universidade do Porto e pesquisador associado da Universidade Nova de Lisboa, Loff é uma autoridade acadêmica prestigiada e com mais de 20 anos de estudos sobre autoritarismo e ditaduras fascistas do século XX. Doutorou-se pelo Instituto Universitário Europeu de Florença, na Itália, e atualmente vive entre Portugal e Espanha com suas pesquisas e atividades docentes.

Fórum realizou uma longa entrevista exclusiva com o historiador e a conversa fluiu por dois eixos: o bolsonarismo como movimento autoritário e seus reflexos na sociedade brasileira e também sobre como a comunidade internacional, sobretudo europeia, reage e vê o governo ultrarradical do presidente brasileiro, que já tem influenciado movimentos políticos em Portugal e na Espanha.

A primeira parte da entrevista, que versa sobre o bolsonarismo “intramuros”, ou seja, seus impactos aqui dentro país, você confere a seguir:

Fórum – Professor Loff, o bolsonarismo é um movimento que pode ser considerado, de fato, fascista?

Manuel Loff – “Devo dizer que acaba de sair um livro, agora neste mês de agosto, sobre as novas extremas direitas do século XXI e eu sou dos poucos nesse livro a sustentar as teses de que as novas extremas direitas radicais, neste século XXI são, na sua matriz, neofascistas. O bolsonarismo cumpre todas as condições essenciais para, no contexto do século XXI, e não estamos mais em 1933 na Alemanha, em 1922 em Itália e nem estamos em 1937 no Brasil, mas na eleição de 2018 e na ascensão ao poder em 2019 de Jair Bolsonaro, é em minha opinião, é a versão que toma o fascismo agora.”

Fórum – Movimentos autoritários, como o bolsonarismo, e que flertam com o nazismo, por exemplo, assim como outros, têm evitado o rótulo de racistas. No entanto, esse aspecto (do racismo) continua presente em ideologias assim?

Manuel Loff – “Eu concordo com essa relação ambígua estabelecida por Bolsonaro com o racismo e isso tem muito a ver com a herança do luso-tropical. Nesse contexto, o bolsonarismo se aproxima muito mais do Chega (movimento radical de Portugal atual, nascido há poucos anos), assim como o contrário também, já a extrema direita portuguesa do Chega se aproxima muito mais do bolsonarismo, mais que propriamente o caso do Vox em Espanha (movimento radical da Espanha atual, nascido também há poucos anos). E nós falamos de dois países (Portugal e Brasil) em que a retórica ideológica, de ligação com o racismo, e que é uma retórica muito consistente, quer no caso brasileiro, quer no caso português, é muito presente, mas disfarçada. No caso de Portugal, relaciona-se com a natureza colonial, até 1974, da dominação colonial, e a partir daí essa ligação decorre de uma renovação da tradição luso-tropical, herdeira de Gilberto Freyre, do percurso dos portugueses e da relação com os povos colonizados. No caso brasileiro, nega-se uma das fontes mais evidentes de tensão, dentro de um dos maiores confrontos que existe na sociedade brasileira, e dá-se uma dimensão não só étnico-racial, mas uma dimensão de classe, evidentemente, de natureza social.”

Fórum – O racismo então está lá, mas de forma descaracterizada e não assumido?

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Manuel Loff – “O que unifica esse discurso discriminatório, preconceituoso, centrado numa espécie de inimigo interno, em países como o Brasil e Portugal, e em alguma medida também em Espanha, é a negação de que se tem racismo, com aquela conversa de “ah, não… o racismo é uma coisa de norte-americanos, alemães, franceses, do hemisfério norte rico”, assim como a criminalização da pobreza e a descrição dos pobres como parasitas do Estado e do bem-estar social, parasitas da riqueza da classe média, com forte vocação criminosa. No Brasil, o discurso securitário é muito forte… Essa ideia de que se é preciso securitizar o espaço público, um discurso de que essas pessoas ameaçam a vida dos brasileiros, é o discurso que remete permanentemente ao pobre, às camadas populares com baixos rendimentos econômicos.”

Fórum – O bolsonarismo e o próprio Jair Bolsonaro podem ser classificados como uma inspiração aos movimentos radicais portugueses e espanhóis contemporâneos?

Manuel Loff – “No caso português é claramente uma inspiração, justamente por que há uma semelhança e um ajuste nos modelos de propaganda, no uso das redes sociais, e que são lições evidentemente aprendidas pela direita portuguesa com a extrema direita brasileira. Jair Bolsonaro, como todos sabemos, foi aplaudido por toda a extrema direita europeia no momento de sua eleição, mas a administração, o governo Bolsonaro em si, ao longo de 2019, com as questões da Amazônia, e depois, em 2020, com a catástrofe que foi a gestão do governo federal brasileiro em relação ao problema da Covid, da pandemia, tem invisibilizado Bolsonaro para extrema direita europeia. Isso tem feito com que eles evitem fazer referências, ou a se aproximar, de Jair Bolsonaro.”

Fórum – Bolsonaro teria êxito em conseguir instalar um governo autoritário no Brasil?

Manuel Loff – “Eu nunca vivi no Brasil, tampouco trabalhei em universidades brasileiras, embora produza muitos trabalhos com colegas brasileiros, mas foi a partir de 2018 que me aprofundei muito na questão da extrema direita do Brasil. Eu confesso a minha enorme surpresa, e ela realmente foi enorme, depois da eleição, com a inaptidão total e absoluta de Jair Bolsonaro em formar um governo autoritário, como ele sempre quis fazer e que ainda quer fazer. E inclusive uma inaptidão muito superior à de Donald Trump na condução da política norte-americana. Ainda que eu queira acrescentar que não deixo de acreditar de forma alguma na reeleição de Jair Bolsonaro. Como nunca dei por perdida a reeleição de Donald Trump, e nós sabemos que Trump não perdeu um único voto, ele ganhou milhões de votos! O que ouço muito, de colegas, ou de meus estudantes, e há que salientar que a segunda maior comunidade de brasileiros no mundo é em Portugal e que os luso-brasileiros são muitos, é a tese mais ou menos assumida de que se realmente não houver nada, nenhum empecilho, até a data das eleições presidenciais, Bolsonaro não tem a reeleição perdida. Sua derrota não seria tão simples, não seriam favas contadas.”

Fórum – Muito se fala sobre a semelhança entre o Brasil de Bolsonaro e a Espanha pré-Guerra Civil, que acabou tristemente desembocando numa carnificina fraticida. O cenário, para alguns, seria parecido. O que o senhor pensa sobre isso?

Manuel Loff – “Vou lhe dar uma resposta de historiador: é sempre arriscado fazer comparações de casos muito diferentes, não só do ponto de vista nacional, mas sobretudo em contextos históricos diferentes. Não é excesso de precaução, mas é aconselhável entre historiadores dizer que, são situações substancialmente diferentes. A Espanha de 1936, ao contrário do que já havia acontecido em toda a Europa, vivia um contexto pré-revolucionário que criou um ambiente de pânico extraordinariamente agressivo por parte das direitas tradicionais e das classes dominantes espanholas, sobretudo no campo andaluz, em Castela, em Aragão e, especialmente, nas grandes regiões industriais, onde a burguesia terratenente (latifundiários) e a burguesia industrial dizem que o Estado liberal sempre será incapaz de travar ou afastar a revolução, e impressionados com a vitória nas eleições daquele ano por uma coligação política formada por setores populares, com a participação da extrema esquerda radical, teremos nós que tomar armas para o fazer. Desta forma, eu não acho que o Brasil está vivendo um período pré-revolucionário. Existe um ambiente de polarização e de radicalização verbal, claro, não simplesmente verbal, já que a sociedade brasileira é muito violenta, mas há sim já uma violência muito presente no Brasil, e o caso de Marielle Franco mostra que ali não foi um caso de violência verbal, aliás, nada verbal. Mas enfim, há uma escalada de violência verbal num país com uma das maiores taxas de violência do mundo, com um dos maiores índices de pessoas presas, com mais homicídios por ano, que não é exatamente uma característica brasileira, mas sim das condições sociais em que vive a sociedade brasileira. Eu responderia a isso usando o exemplo dos EUA. Nos EUA também temos muita violência, muitas mortes por arma de fogo, e o que ocorre no Brasil pode passar da violência na dimensão geral para a dimensão da violência política armada. Vou comparar metaforicamente, mas que isso seja apenas uma metáfora: O Brasil não corre risco de uma guerra civil assim como aquele episódio da tentativa de invasão do Capitólio, nos EUA, de forma alguma resultaria numa guerra civil nos EUA.”

Fórum – Não há semelhanças com aquela Espanha então?

Manuel Loff – “Penso que o Brasil não vive um julho de 36 (na Espanha), mas acho que o Brasil pode viver uma situação parecida com a que viveu a Espanha da transição (ao fim do Franquismo, nos anos 70), momentos nos quais a extrema direita armada, em grande medida, como acontece no Brasil, constituídos por efetivos das polícias e das Forças Armadas, que constituem esquadrões da morte, usando estratégias típicas de esquadrões da morte, façam e imponham vinganças de natureza política, como de certa maneira ocorreu com Marielle Franco. Esse tipo de violência já ocorre no Brasil e penso que isso poderia a vir a agravar-se muito. Isso não é uma figura de retórica e deve-se levar muito a sério a possibilidade de que, por conta de uma polarização ainda mais forte em torno do próximo ciclo eleitoral, no caso de uma derrota de Bolsonaro em novembro e já lançando mão de uma série de argumentos que ponham em causa a legitimidade da eleição, como fez Trump, e pensemos, meramente como imaginação, que Lula ganhe… Nós teríamos um ambiente entre novembro e dezembro de 2022, uma situação, que facilmente poderia descambar para uma grave violência política… Mas façamos uma ressalva de que ainda hoje é muito cedo para se falar de uma previsão assim.”

Fórum – Não há uma tendência, então? Não podemos ventilar se Bolsonaro permanecerá ou não no poder?

Manuel Loff – “Isso tudo dependerá muito da capacidade do bolsonarismo de manter seu engajamento interno daqui até a eleição de 2022. Bolsonaro nunca será reeleito se não tiver apoio de uma substancial fatia das direitas tradicionais, como aconteceu no caso italiano e como já ocorreu com todos os fascismos. Não devemos esquecer que os fascismos e neofascismos nunca chegarão sozinhos ao poder. Podem chegar por via de um golpe de Estado, e mesmo assim, num cenário de ruptura institucional, tenderá sempre a configurar uma coalizão de poder na qual os setores mais radicais e duros das direitas fascistas são minoritários… Mas de qualquer forma, não só Bolsonaro, mas foi assim com Hitler e Mussolini, para se manter no poder ele terá que manter ativo e efetivo um apoio significativo das direitas ditas tradicionais, que no caso do Brasil são esses grupos sociais e econômicos dominantes. A hora que os grupos sociais dominantes, os setores econômicos dominantes do Brasil, perceberem ou julgarem que Bolsonaro é um empecilho do que um instrumento útil para seu controle do poder, aí sim ou Bolsonaro não se apresentará à reeleição em 2022 ou perderá essa eleição.”

Fórum – Um golpe nos moldes tradicionais parece viável ou possível?

Manuel Loff – “Não parece, olhando aqui de fora, nem é o que nos chega, que os comandos militares ou que os comandos policiais tenham dando margem a qualquer solução autoritária radical, suspendendo constituição, ou suspendendo eleições, para manter Bolsonaro no poder indefinidamente.”

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__________"Covid-19" x "Covid-22"

Cientista suíço ALERTA para possível variante “Covid-22”, que poderia ser MUITO MAIS MORTAL. 

__________ Vacinas seriam INÚTEIS. 

O imunologista Sai Reddy, um pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, afirma que MESCLA de CEPAS já existentes do coronavírus, como a DELTA, pode RESULTAR numa VERSÃO DEVASTADORA, para qual VACINAS seriam INÚTEIS. 

Por Henrique Rodrigues, da Revista Fórum - 23 ago 2021
Imagem: Anadolu Agency (Reprodução)

Um pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, alertou a comunidade científica nesta segunda-feira (23) para a possibilidade de que uma nova variante do coronavírus, detectada recentemente e batizada de Covid-22, venha a ser muito mais LETAL que as variantes que já circularam até agora no mundo.

Em entrevista ao jornal alemão Blick, o imunologista Sai Reddy informou que a nova cepa, a Covid-22, diferentemente de versões como a sul-africana Beta e a brasileira Gama, que conseguiram “burlar” apenas alguns anticorpos das vacinas, poderia passar incólume pelos atuais imunizantes e com a velocidade de disseminação da Delta, que é muito mais contagiosa, ainda que não seja mais letal. 

No caso da Covid-22, a mortalidade seria muito superior às variantes atuais.

“É muito provável que surja uma nova variante e que não possamos mais contar apenas com as vacinas”, disse o pesquisador do órgão suíço.

Reddy advertiu também para a capacidade da variedade Delta em se espalhar, uma vez que pesquisas recentes têm mostrado que ela vem municiada de uma CARGA VIRAL cada vez MAIS ELEVADA

Tal mudança poderia fazer com que as pessoas se tornassem “super espalhadores” do vírus, segundo suas análises.

O alerta sobre a capacidade viral da Delta é voltado especificamente para crianças abaixo de 12 anos, que pelo fato de não poderem se vacinar, teriam um papel marcante na difusão da doença, ou até mesmo serem vítimas dela.

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CRISE de GOVERNANÇA de PMs NÃO é NOVA e PIORA com OMISSÃO de governadores

Monitoramento e controle são armas contra golpismo de CORPORAÇÕES CONTAMINADAS pelo DISCURSO BOLSONARISTA 

Não é de hoje que governadores de vários estados do país recebem sinais de alerta quanto à contaminação de suas polícias pelo discurso golpista do presidente Jair Bolsonaro, que sempre acenou para a categoria —ainda que, na prática, nada tenha entregado a ela para além de elogios.

No ato mais estridente de uma leva de insubordinações que atravessa vários estados governados por opositores do presidente, o coronel Aleksander Lacerda, agora ex-comandante de sete batalhões da PM no interior de São Paulo, usou as redes sociais para uma convocatória ao ato bolsonarista de 7 de setembro na avenida Paulista.

Outra de suas postagens mirava o próprio governador João Doria (PSDB), seu chefe, a quem chamou de “cepa indiana”.

Homem fardado discursa em tribuna ao microfone
O coronel da PM de São Paulo Aleksander Lacerda, afastado por João Doria de cargo de comando após fazer convocações para ato bolsonarista no 7 de setembro e atacar o governador - Agnaldo Pereira/Câmara Municipal de Sorocaba

Ao afastar o coronel do comando de uma tropa composta por cerca de 5.000 policiais, o governador paulista fez uso exemplar da caneta que lhe foi concedida pelo voto popular e que o colocou na posição de comandante em chefe da maior corporação policial do país.

Vale lembrar: o Regimento Disciplinar da Polícia Militar de São Paulo determina que policiais da ativa não podem participar de manifestação de caráter político-partidário e aponta como falta grave referir-se a superior de forma desrespeitosa.

"São Paulo tem orgulho da sua Polícia Militar, a mais bem treinada do Brasil. Indisciplina não será admitida na PM, que respeita suas regras e suas funções”, disse Doria à Folha nesta segunda-feira (23).

Estudiosos da segurança pública brasileira apontam há anos para o problema de governança das forças policiais do país. Ele passa pela transposição de regramentos de organização e de controle das polícias diretamente dos tempos da ditadura militar (1964-1985) para a nova era democrática. Exemplares dessa história são os intocados artigos 142 e 144 da Constituição, que até hoje aguardam regulamentação.

Essa crise de governança, no entanto, passa também pela omissão de governadores no comando e controle das corporações, preferindo a figuração e a acomodação de interesses aos conflitos e responsabilidades intrínsecos à posição de liderança de uma instituição que tem o monopólio do uso da força, inclusive letal. Não há Estado democrático de Direito possível sem mandato, regulação e transparência de corporações dotadas de tamanho poder.

“O comandante em chefe da polícia se chama governador. Ele pode escolher não exercer esse comando, mas essa é uma escolha errada porque vai torná-lo refém em seu gabinete”, já disse a professora do Departamento de Segurança Pública da UFF (Universidade Federal Fluminense) Jacqueline Muniz. Ela adverte que, sem esse comando, as forças policiais se autonomizam e que o extremo desse movimento gera o que chamamos de milícia.

No calor das recentes manifestações de indisciplina de parcelas radicalizadas das polícias, alguns governadores resolveram também pegar na caneta para exercer a função de comando das tropas.

Esse movimento de insubordinação começou com o motim da PM cearense, em fevereiro de 2020, em oposição ao governador Camilo Santana (PT), que culminou com o senador Cid Gomes (PDT-CE) alvejado com dois tiros ao pilotar uma retroescavadeira em direção à barricada erguida por policiais encapuzados em frente a um batalhão.

Os atos foram saudados por Bolsonaro e elogiados pelo comandante da Força Nacional, Aginaldo de Oliveira, enquanto os homicídios no estado explodiam mais de 400% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se de uma das muitas facetas do que se convencionou chamar de necropolítica.

No Recife, policiais militares abusaram do uso da força durante repressão a um ato contra Bolsonaro em que dois homens foram atingidos por balas de borracha e ficaram cegos de um olho. Os agentes acabaram afastados pelo governador Paulo Câmara (PSB).

Em Alagoas, foi exonerado o subcomandante de policiamento da capital, o tenente-coronel Marcos Vanderlei, que exaltava Bolsonaro, com quem ostentava a fotografia de um abraço, enquanto atacava o governador Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI que investiga a atuação do governo no enfrentamento da pandemia.

Agora, os holofotes atraídos para a medida adotada por Doria levantam duas questões urgentes no que diz respeito às insurreições de policiais, isolados ou em grupo.

A primeira diz respeito à estruturação e ao grau de disciplina das corporações policiais, que é bastante heterogêneo no país. A Polícia Militar de São Paulo é reconhecida como aquela de maior institucionalidade do Brasil. Portanto, se um comandante da PM paulista se sente à vontade para desafiar seu regramento disciplinar, o que esperar das cadeias de comando de outras PMs menos organizadas?

O governador paulista deu seu recado às tropas do seu estado. Falta combinar com as corporações dos outros.

A segunda questão parte do caráter excepcional deste tipo de expediente por parte dos governos estaduais, o que pode fazer a canetada sair rasurada. Para que tenha efeito, já apontou o coronel da reserva José Vicente da Silva, essa medida precisa ser antecedida e sucedida de um trabalho de inteligência que mapeie o grau de adesão das tropas à politização bolsonarista.

Do contrário, o governo pode não detectar a tempo alguma movimentação maior e precisar de remédios mais amargos para contê-las. “Esse coronel não postou tudo isso anteontem”, alerta José Vicente, evidenciando as falhas que existem neste tipo de monitoramento.

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O problema Haddad: ___________________ ele NÃO TEM SANGUE nos OLHOS. ____ O que SOBRA no SACRIPANTA do Ciro, FALTA nele. ____________________________ LULA é MESTRE._______________________ E a VOZ pra DENTRO, chorosa, NÃO DÁ. NÃO em tempos de GUERRA ideológica. LULA é  MESTRE.

“NÃO SEI por que ele está fazendo isso" "O QUE ESTÁ ACONTECENDO com esse homem" _______________________________ "Ciro está em CONFUSÃO MENTAL" ____ "Ele ESQUECEU isso OU mentiu?" ______ "O que se GANHA com ISSO?" _________ "Na verdade, o MINISTRO da EDUCAÇÃO é quem está atrapa-LHADO"

“Ciro está em confusão mental”, afirma Haddad | Revista Fórum

O pedetista declarou que Fernando Haddad não telefonou para ele após o resultado do primeiro turno em 2018: “Não sei por que ele está fazendo isso. O que está acontecendo com esse homem?

Foto: Reprodução

Fernando Haddad (PT) questionou o comportamento de Ciro Gomes (PDT). 

Em entrevista ao programa “Conversa com Bial”, na Rede Globo, o pedetista afirmou que não recebeu ligação de Haddad, após o primeiro turno da eleição presidencial de 2018 para tratar de um eventual apoio no segundo turno.

“O Ciro está em confusão mental. Não só liguei, como ele foi a única pessoal que eu liguei depois do resultado do primeiro turno. 

Eu estava com a Manuela D´Ávila (PCdoB). 

Primeiro, telefonei com meu celular para o Ciro e ele não atendeu. 

Pedi para a Manuela ligar do celular dela. 

O Ciro atendeu, ela me passou o aparelho e nós conversamos”, relembrou Haddad, no programa Fórum Onze e Meia.

O petista afirmou que a conversa foi rápida.

“Disse para ele que depois falaríamos com mais calma.

No dia seguinte fiquei sabendo pelos jornais que ele tinha viajado para fora do país”, disse.

“Não sei por que ele está fazendo isso. 

Como é que o cara vai numa emissora de grande audiência e fala uma coisa dessas?. 

O que está acontecendo com esse homem? 

Falta vergonha, falta juízo. Enfim, falta alguma coisa.

Ele esqueceu isso ou mentiu? O que se ganha com isso?”, indagou.

Demissão

Haddad, que foi ministro da Educação, destacou, ainda, que Milton Ribeiro, o titular da pasta no governo de Jair Bolsonaro, deveria ser demitido.

“Ele não tem a menor condição de ser ministro da Educação”. 

O petista se referiu às últimas declarações de Ribeiro, afirmando que “universidade deveria ser para poucos” e “alunos com deficiência atrapalham”. 

“Na verdade, ele é quem está atrapaLHADO”, resumiu.

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Kennedy Alencar: Bolsonaro deve fracassar como Trump, mas pode legar danos à democracia

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247 - Em coluna no UOL, o jornalista Kennedy Alencar ressaltou que a “defesa da democracia” é o tema central do debate público, apesar disso ser “absurdo” em 2021 com todo o caos social e ambiental que existe no Brasil. Segundo ele, o tema é fundamental diante das ameaças de Jair Bolsonaro ao regime político.

“Sem passar um dia sem criar uma crise artificial e atormentar o debate público, Bolsonaro não tem competência para nada, nem para ser ditador. Não há apoio na sociedade civil a um golpe. Tampouco existe atmosfera internacional como nos anos 60. No entanto, isso não significa que devam ser menosprezadas as ameaças cotidianas de Bolsonaro e seus aliados à democracia”, destacou.

Bolsonaro e Trump

Ele comparou Bolsonaro ao ex-presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump e reforçou que, em 2020, durante as eleições norte-americanas, “indagava-se se aquela democracia centenária resistiria a um segundo mandato de Donald Trump”. “Devemos fazer a mesma pergunta em relação ao Brasil e Bolsonaro”, disse. Trump foi derrotado por Joe Biden e não voltou ao poder.

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“Vivendo em Washington no ano passado, vi que não foi fácil derrotar o obscurantismo no país mais poderoso do planeta. No Brasil, não será um passeio no parque enfrentar a máquina de fake news bolsonarista em 2022”, ressaltou, lembrando que “o uso da mentira como arma” favorecia o cenário pró-Trump e deve favorecer Bolsonaro.

“Bolsonaro não tem compromisso com a verdade nem com o país, apenas com a fuga em família da polícia, da Justiça e da CPI da Pandemia. Ele repete a estratégia de Trump de estressar a democracia o tempo todo com mentiras e manipulação política”, destaca.

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Segundo o jornalista, “Bolsonaro é candidato a ditador, como Trump era” e “os dois jogaram e jogam fora da lei”, com “o método dos criminosos”. “Bolsonaro tende a fracassar como Trump fracassou, mas poderá deixar legado de danos se não for enfrentado com firmeza”, disse. 

“Ambos adotaram projetos de destruição institucional que se revelaram parcialmente exitosos nos dois países. O envenenamento do debate público nos EUA não acabou com a derrota de Trump”, lembrou.

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Ainda, Kennedy Alencar destaca que, assim como Trump, Bolsonaro fundamenta seus ataques em “teorias conspiratórias”, sobre o funcionamento de instituições da República e fraudes eleitorais. “A principal cartada da conspiração seriam urnas eletrônicas manipuláveis para dar votos ao PT. Bolsonaro copia à risca o roteiro trumpista”, diz.

Defesa da democracia

Por isso, o jornalista destaca que “é imperativo aprender com o processo eleitoral americano de 2020. Imprensa e sociedade civil não podem cometer os mesmos erros de 2018, quando normalizaram Bolsonaro e endossaram a demonização da política capitaneada pela Lava Jato, que apoiou o genocida”. 

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Nesse sentido, denunciou a falsa equivalência que fazem entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula (PT). “No poder, o PT jogou o jogo democrático. Bolsonaro não joga”, destacou, lembrando que “é urgente que o Brasil trace uma linha clara separando os democratas de Bolsonaro e seus bárbaros”. 

“Há um embate, sim, entre democracia e autoritarismo. Autoridades cúmplices e omissas estão perdendo a chance de demonstrar lealdade às instituições”, ressaltou, dizendo que é “crime” atentar contra as instituições brasileiras, pedindo o fechamento do STF, por exemplo. “Bolsonaro é criminoso”, concluiu.

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POLICIAIS MILITARES se organizam para participar de atos bolsonaristas: "SANGUE nos OLHOS"

Circulam em grupos de WhatsApp de policiais militares mensagens que falam em “EXIGIR” o PODER, lutar contra o COMUNISMO e RETIRAR MINISTROS do Supremo Tribunal Federal

Formatura de Soldados da PM no Sambódromo do Anhembi. 27/05/2015
Formatura de Soldados da PM no Sambódromo do Anhembi. 27/05/2015 (Foto: Du Amorim/A2FOTOGRAFIA)

247 - Nesta segunda-feira (25), dia em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou um coronel da Polícia Militar por indisciplina após o oficial ter feito convocações para atos em defesa do governo federal e alertou colegas para o risco de infiltração de bolsonaristas nas polícias estaduais, o Poder360 informa que POLICIAIS MILITARES se PREPARAM para PARTICIPAR de ATOS BOLSONARISTAS no próximo 7 de setembro.

Circulam em grupos de WhatsApp de PMs de São Paulo e do Rio de Janeiro, dos quais participam oficiais da ativa e reserva, mensagens que falam em “exigir” o poder, lutar contra o comunismo e retirar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No grupo denominado "ROTA ETERNA ”, os integrantes combinaram de comparecer ao ato na Avenida Paulista usando as boinas da Polícia Militar. 

Os policiais dizem que não vão "pegar em armas”, mas falam em se posicionar como “BATALHÃO de VANGUARDA”. 

Jair Bolsonaro é visto pelos OFICIAIS como MÁRTIR  de uma suposta “GUERRA IDEOLÓGICA": 

"participamos e resolvemos CANUDOS, após 3 tentativas infrutíferas do governo federal pediram ajuda ao nosso batalhão e quando fomos resolvemos o problema

Participamos de todos movimentos e revoluções do país mas agora a missão é outra, não falo em pegar em armas, mas nos posicionar como Batalhão da vanguarda e no dia 7 de Setembro unirmos forças e mais uma vez, todos nós veteranos mostrarmos nossa força".

No Rio, policiais organizam uma MARCHA de NITERÓI até a praia de COPACABANA

No grupo “PMS DO BRASIL 🇧🇷”, os membros falam em "sangue nos olhos e muito amor no coração pela nossa pátria! Deus, Pátria, Família e Liberdade!!! Que os bons se unam!”.

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