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_____________________________________Dez truques e funções escondidas do Google Docs
Aprenda a editar textos com mais agilidade e a aproveitar outros serviços do Google em um documento online.
Por Paulo Alves, para o TechTudo
O Google Docs é um editor de texto que funciona no navegador e traz vários recursos pouco conhecidos dos usuários. Considerado uma das melhores alternativas a programas tradicionais como o Word, o serviço tem funções avançadas para criar e editar documentos no computador, incluindo alguns que tiram proveito de outros produtos famosos do Google, como a busca, o Tradutor e a digitação por voz. Reunimos a seguir dez truques do software que são desconhecidos por grande parte das pessoas, mas que podem ser úteis no dia a dia com a ferramenta.
1 de 2 Veja 10 funções pouco conhecidas do Google Docs — Foto: Melissa Cruz/TechTudo
Veja 10 funções pouco conhecidas do Google Docs — Foto: Melissa Cruz/TechTudo
Não é preciso abrir a página principal do Google Docs para criar um documento rapidamente. Em vez disso, é possível usar uma espécie de atalho no navegador: na barra de endereços, digite doc.new e pressione Enter para abrir um novo arquivo do Docs na hora. O comando é ideal para quando é necessário fazer uma anotação rápida e começar a escrever o quanto antes. O material é salvo automaticamente na sua conta Google e pode ser recuperado mais tarde na lista de documentos.
Crie um documento do Docs com um atalho no navegador — Foto: Reprodução/Paulo Alves
2. Organizar texto com títulos
Um texto longo pode ser organizado em títulos e intertítulos para ter um índice automático criado na lateral. Formate o documento usando a ferramenta de títulos: use título 1 para o principal, títulos 2 para secundários, título 3 para terciários e assim por diante. Ao terminar, verifique que, do lado esquerdo, o Docs passa a mostrar o conteúdo organizado nesse esquema e permite navegar pelo documento com um clique.
Configure tópicos como títulos para criar índice automático — Foto: Reprodução/Paulo Alves
3. Usar atalhos do teclado
O Google Docs tem uma porção de atalhos no teclado que ajudam a executar comandos rapidamente, sem precisar navegar pelos menus. Para começar, digite Ctrl+/ (ou Command+/ no Mac) para abrir uma janela com a lista de todos os atalhos compatíveis com a plataforma. A partir daí, é possível começar a usar os mais úteis no momento e, aos poucos, ir incorporando-os ao dia a dia. Várias combinações de teclas são as mesmas do Word, como Ctrl+Shift+V para colar sem formatação ou Ctrl+K para inserir um link. Veja alguns pouco conhecidos.
ou Ctrl+K para inserir um link. Veja alguns pouco conhecidos.
Localizar e substituir: Ctrl + h
Ocultar os menus (modo compacto): Ctrl + Shift + f
Repetir a última ação: Ctrl + y
Sobrescrito: Ctrl + .
Subscrito: Ctrl + ,
Copiar a formatação do texto: Ctrl + Alt + c
Colar a formatação do texto: Ctrl + Alt + v
Limpar a formatação do texto: Ctrl + Espaço
Aumentar o tamanho da fonte: Ctrl + Shift + >
Diminuir o tamanho da fonte: Ctrl + Shift + <
Abrir bate-papo dentro do documento: Shift + Esc
Aumentar imagem ou desenho: Ctrl + Alt + k
Ir para o próximo título: Manter pressionadas as teclas Ctrl + Alt, pressionar n e depois h
Ir para o gráfico anterior: Manter pressionadas as teclas Ctrl + Alt, pressionar p e depois g
Ir para o próximo link: Manter pressionadas as teclas Ctrl + Alt, pressionar n e depois l
Inserir comentário: Ctrl + Alt + m
Digite Ctrl+/ para ver a lista completa de atalhos do Google Docs — Foto: Reprodução/Paulo Alves
4. Digitar com a voz
O reconhecimento de voz do Google está disponível como uma função de ditado dentro do Google Docs. O recurso é útil para escrever sem precisar digitar, ideal para descansar as mãos ou produzir um texto ágil quando não é preciso haver tanta preocupação com a formatação. A função pode ser acessada no menu “Ferramentas > Digitação por voz" ou pelo comando Ctrl+Shift+S no teclado.
Use o ditado por voz para digitar sem usar as mãos — Foto: Reprodução/Paulo Alves
5. Digitar frases com um comando
A função de substituição automática do Docs pode ajudar a digitar trechos que costumam se repetir muitas vezes no texto ou em documentos diferentes. Acesse as preferências no menu “Ferramentas” e marque a opção “Substituição automática”. Depois, escreva o comando na coluna da esquerda e, do lado direito, o conteúdo que deverá ser inserido automaticamente. Depois, basta digitar o comando e dar um espaço para mostrar o conteúdo completo automaticamente.
Substituição automática permite digitar frases inteiras com um comando — Foto: Reprodução/Paulo Alves
6. Inserir conteúdo do Google
O Google permite fazer buscas na web sem precisar sair de um documento do Google Docs. Acesse o recurso “Explorar” no menu “Ferramentas” para abrir o buscador em um painel do lado direito. Busque links e imagens e clique e arraste os itens desejados para dentro do texto. Na aba “Drive”, é possível acessar arquivos salvos na sua nuvem pessoal que podem ser úteis para construir o documento.
Recurso Explorar permite importar links e imagens do Google para o documento — Foto: Reprodução/Paulo Alves
7. Mover parágrafos em bloco
O Google Docs tem um comando muito útil para facilitar a edição de um texto em blocos. Na hora de mover parágrafos inteiros no documento, em vez de usar o clássico copiar e colar, faça o seguinte: marque o parágrafo desejado, segure as teclas Shift+Alt e use as setas do teclado para mover o trecho inteiro de posição.
Use as setas do teclado para mover parágrafos em bloco — Foto: Reprodução/Paulo Alves
8. Traduzir documento
O Google Tradutor é outro produto da empresa que está integrado ao Docs. O recurso é útil para criar um documento inteiro em outra língua sem precisar apelar para o copiar e colar. Acesse o menu “Ferramentas”, pressione “Traduzir documento” e selecione um idioma de tradução — o sistema identifica automaticamente a língua original do texto. A função é compatível com todos os idiomas suportados pelo Tradutor.
Google traduz um documento inteiro do Docs com um clique — Foto: Reprodução/Paulo Alves
9. Ver histórico de edições
O Google grava um histórico de todas as edições realizadas e salvas em um documento online e permite reverter para uma versão anterior. O recurso é muito útil em textos editados colaborativamente e que podem ficar bagunçados na medida em que várias pessoas dão suas contribuições. Para acessar o registro, abra o menu “Arquivo > Histórico de versões > Ver histórico de versões” e navegue por variantes antigas do documento — o editor grava o nome e a hora em que a edição foi realizada. Selecione uma das versões e use o botão no canto superior direito para restaurar.
Veja e restaure versões anteriores de um documento — Foto: Reprodução/Paulo Alves
10. Editar e salvar como Word
Arquivos do Word são muito populares, mas isso não impede de usar o Docs como editor de texto principal. Se um arquivo da Microsoft estiver no Drive, basta clicar sobre ele com o botão direito do mouse e selecionar “Abrir com > Documentos Google” para editar no Docs sem mudar o formato .docx. Além disso, qualquer arquivo criado originalmente na plataforma online do Google pode ser baixado no formato Word para o computador: acesse “Arquivo > Fazer o download > Microsoft Word”.
Use o Google Docs para editar ou baixar arquivos no formato Word — Foto: Reprodução/Paulo Alves
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Oito funções do Google Docs que facilitam a vida de quem escreve muito
Lista traz recursos práticos que podem ser utilizados pelos usuários diariamente; conheça oito funções do Google Docs
Por Barbara Mannara, Para o TechTudo
04/11/2021 07h00 Atualizado há 3 dias
O Google Docs é uma plataforma de texto do Google que pode ser acessada pela nuvem do Google Drive. Embora seja bastante popular, o concorrente do Microsoft Word traz funcionalidades complementares pouco conhecidas e que podem facilitar a vida de pessoas que escrevem muito. Entre elas estão a digitação por voz e o recurso que permite que o usuário edite o conteúdo offline, dispensando o acesso à Internet.
A plataforma também oferece uma série de recursos para organizar o texto e disponibiliza diversos plugins de correção ortográfica que auxiliam no dia a dia de escritores, tanto profissionais quanto amadores. A seguir, o TechTudo lista oito funções do Google Docs que podem descomplicar a rotina dos usuários do serviço.
1 de 8 Google Docs: lista traz oito funções do editor online para aumentar produtividade de escritores — Foto: Reprodução/Helito Beggiora
Google Docs: lista traz oito funções do editor online para aumentar produtividade de escritores — Foto: Reprodução/Helito Beggiora
1. Digitação por voz
A possibilidade de narrar textos por voz para que eles sejam digitados automaticamente no Google Docs ajuda a otimizar o tempo de usuários que escrevem muito. Para usar o recurso nativo, basta clicar em "Ferramentas" e selecionar a opção "Digitação por voz". Um ícone de microfone aparecerá, e o usuário deve escolher o idioma de preferência antes de pressionar o botão para iniciar a captação.
2 de 8 Ativando a digitação por voz no Google Docs — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
Ativando a digitação por voz no Google Docs — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
O ícone ficará vermelho, e o Docs começará a transcrever as falas. A função é interessante para quem gosta de escrever em cadernos ou à mão e precisa de uma ferramenta prática para transcrever seus textos para o digital. Após a transcrição automática, é interessante revisar o texto para identificar e corrigir possíveis erros cometidos pela tecnologia.
2. Complementos para correção gramatical
O Google Docs oferece sugestões de correção gramatical de forma nativa. O recurso destaca o trecho incorreto em vermelho e sugere uma palavra para corrigir a passagem. No entanto, usuários que precisam de uma ferramenta mais completa podem fazer uso de plugins gratuitos, como o Grammar and Spell Checker - LanguageTool, que oferece suporte para português do Brasil.
Google Docs permite instalar plugins para correção gramatical — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
A extensão, que permite fazer uma varredura completa no texto em busca de construções gramaticais erradas ou falhas de digitação, é instalada a partir do menu "Complementos". Após acessá-lo, busque pelo nome do plugin na loja do Google Docs. Siga as instruções da tela e conclua a instalação. Vale ressaltar que é possível usar mais de uma ferramenta de checagem para garantir que o conteúdo está correto.
3. Sumário
Documentos mais longos, como trabalhos de conclusão de curso e e-books, precisam de um sumário. O índice permite que tanto leitores quanto autores encontrem o capítulo ou seção que procuram rapidamente, facilitando a navegação.
Inserindo sumário no Google Docs — Foto: Reprodução/Elson de Souza
Para inserir um sumário, selecione "Inserir" e confirme em "Sumário". É possível escolher a organização pelo número de páginas ou por categorias azuis, as quais encaminham o leitor diretamente para determinada parte do documento. Personalize como preferir.
4. Favoritos para navegar pelo documento
Outra funcionalidade que torna a navegação no texto ainda mais prática é a adição de favoritos. Com o recurso, é possível criar links para partes estratégicas do documento. O uso da função é simples: basta selecionar o trecho ou página, pressionar "Inserir" e clicar em "Favorito".
Google Docs: função 'Favoritos' facilita navegação no texto — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak
5. Modo offline
É possível fazer ajustes em textos do Google Docs mesmo sem conexão Wi-Fi ou 4G. Para ativar o recurso, basta clicar em "Arquivo" e selecionar "Tornar Disponível Offline". Vale lembrar que as mudanças não ficam salvas na nuvem. Logo, é necessário ter cuidado ao fechar o navegador. Uma dica é estabelecer conexão sempre que possível para manter o conteúdo seguro.
Tornando um documento de texto offline para acessar sem internet no Google Docs — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
6. Substituição automática
A função de substituição automática do Docs pode ajudar a digitar trechos que costumam se repetir muitas vezes no texto ou em documentos diferentes. O recurso permite substituir elementos, atalhos, textos e caracteres automaticamente ao longo da escrita.
Substituição automática permite digitar frases inteiras com um comando — Foto: Reprodução/Paulo Alves
A função é totalmente personalizável: basta digitar o termo de origem e, durante a digitação, o Google Docs fará alterações. Para habilitar o recurso, selecione "Ferramentas" e clique em "Preferências". Na aba "Substituições", digite os itens em suas respectivas caixas de contexto e confirme em "Ok" para aplicar.
7. Deslocamento de parágrafos em bloco
O Google Docs tem um comando muito útil para facilitar a edição de um texto em blocos. O recurso é mais prático que o tradicional "copiar e colar" e pode ser acionado de forma simples: basta copiar o trecho desejado, pressionar as teclas de "Shift" + "Alt", no Windows, ou "Shift" + "Control", no macOS, e fazer uso das setas para subir ou descer o trecho selecionado. Assim, você não corre o risco de perder alguma informação copiando e colando o texto no documento.
Google Docs permite movimentar blocos ou parágrafos completos — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
8. Numeração de páginas
Assim como o Microsoft Word, o Google Docs tem um recurso prático para formatar a numeração de páginas. A função é ideal para quem escreve livros, trabalhos de conclusão de curso ou simplesmente deseja manter o documento organizado.
Adicione numeração de página no documento de texto do Google Docs — Foto: Reprodução/Barbara Mannara
Para ativar a numeração de páginas, clique em "Inserir" e selecione "Números de página". Note que há alguns modelos padrão para aplicar a numeração no topo ou na base da página. Também é possível selecionar a primeira página sem numeração para adicionar uma capa.
Power bank 20.000 mAh: cinco modelos para comprar no Brasil
Carregadores portáteis podem carregar celulares, tablets e até notebooks; veja preços
Por Isabele Scavassa, para o TechTudo
07/11/2021 02h00 Atualizado há 11 horas
O power bank é um dispositivo portátil que acomoda bateria para recarregar aparelhos compatíveis sem a necessidade de uma tomada. O acessório deve ser uma boa opção para manter a carga dos celulares completa quando o usuário passa muito tempo longe de casa. Os modelos variam na capacidade e podem conter números mais baixos, como 5.000 mAh, ou mais elevados, de 20.000 mAh – que permitem uma maior quantidade de recargas.
Além dos smartphones, os dispositivos também são compatíveis com tablets e até notebooks, dependendo do modelo. Marcas como Multilaser, ELG e Geonav disponibilizam o item por valores que começam em R$ 117 e podem chegar a R$ 557. Confira cinco opções de power banks de 20.000 mAh para comprar no Brasil em 2021.
1 de 6 Power bank 20.000 mAh: modelos de empresas como Multilaser, ELG e Geonav podem ser vistos por preços que variam entre R$ 117 e R$ 557 — Foto: Elson Souza/TechTudo
Power bank 20.000 mAh: modelos de empresas como Multilaser, ELG e Geonav podem ser vistos por preços que variam entre R$ 117 e R$ 557 — Foto: Elson Souza/TechTudo
Nota de transparência: Shoptime e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.
O Multilaser CB144 é uma das opções mais baratas da lista. Apesar das cifras mais baixas em relação aos outros modelos, ele traz a mesma capacidade de 20.000 mAh, valor que pode conferir até oito recargas ao celular, de acordo com a fabricante. O produto tem suporte ao carregamento rápido e pode ser transportado facilmente, já que traz estrutura compacta.
Embora a Multilaser destaque a capacidade de carregar até oito vezes uma bateria, é válido destacar que tal informação depende de diversos fatores. Entre os principais, está a capacidade em mAh que acompanha um telefone. Para comprar este modelo é preciso investir cerca de R$ 117.
Power bank da Multilaser tem estrutura compacta para facilitar o armazenamento e o transporte — Foto: Divulgação/Multilaser
O ELG PB200BK traz duas portas USB, sendo uma delas para realizar o carregamento rápido. Além disso, sua estrutura oferece um indicador em LED para avisar sobre o nível de carga restante, e o modelo demora entre cinco e oito horas para ter a bateria de 20.000 mAh reposta. A ELG disponibiliza um cabo micro USB para a recarga do dispositivo, que pode ser comprado por a partir de R$ 158.
Segundo a fabricante, o item deve ser uma opção para os gamers, público que faz uso intenso dos celulares e podem precisar carregar o telefone com maior frequência. A indicação de funcionamento contempla todos os aparelhos que podem ser carregados via USB, ou seja, desde celulares e tablets até GPS e câmeras compatíveis.
ELG PB200BK tem indicador da quantidade de bateria em LED — Foto: Divulgação/ELG
O Geonav PB20KBK pode carregar até três aparelhos simultaneamente. Ele usa dois tipos de tecnologia, a de carregamento rápido, Quick Charge 3.0, e a de Power Delivery, ambas operando nas portas USB. Enquanto a primeira entrada fica responsável pelo carregamento otimizado de celulares compatíveis, a segunda permite a reposição da bateria de alguns notebooks, por exemplo.
O power bank da Geonav usa um pequeno painel de LED para indicar os quatro níveis de carga: 25%, 50%, 75% e 100%. Assim, o usuário sabe o momento certo de repor a bateria do produto. A estrutura mede 155 x 73 x 26 mm e o peso é de 414 gramas. O preço fica perto dos R$ 258.
Geonav PB20KBK pode repor a carga de até três aparelhos ao mesmo tempo — Foto: Divulgação/Geonav
O Baseus Esazi conta com duas entradas USB, uma micro USB e outra tipo C. As portas disponibilizadas se distribuem entre a de carregamento rápido e a de carregamento turbo, com a tecnologia Quick Charge 3.0. Ela é capaz de repor a carga dos aparelhos até quatro vezes mais rápido que os carregadores convencionais. Entretanto, para garantir que funcione, é preciso que o celular suporte a tecnologia. Para comprar o modelo é preciso investir cerca de R$ 312.
O produto reconhece a quantidade necessária de bateria para cada dispositivo e, por isso, não deve sobrecarregar os aparelhos conectados. O power bank da Baseus consegue carregar até dois dispositivos ao mesmo tempo, dividindo a carga entre eles. Já em termos de estrutura, o carregador tem as seguintes medidas: 14,4 x 8,4 x 2,6 cm e peso de 409 gramas.
Baseus Esazi pode carregar até dois dispositivos por vez — Foto: Divulgação/Baseus
O iPlace Sampa tem como destaque o acabamento em superfície metálica com tratamento de oxidação, características que devem conferir maior resistência e durabilidade ao produto. As dimensões são de 14,4 x 7,1 x 2,2 cm e o peso é de aproximadamente 420 gramas. A estrutura conta com duas saídas USB para plugar celulares, tablets e outros dispositivos.
Para repor a carga da bateria portátil, a fabricante disponibiliza entradas micro USB e USB-C, incluindo um fio próprio na caixa. Assim como as outras opções, o modelo da iPlace traz proteção contra descargas elétricas, o que evita curto-circuito durante o carregamento. O preço neste caso sobe e alcança cifras próximas aos R$ 557.
iPlace Sampa tem suporte para carregamento rápido — Foto: Divulgação/iPlace
_____________________________________Descubra os códigos mais secretos do seu iPhone e facilite sua vida - Gizmodo Brasil
A maioria das pessoas talvez não saiba como usar os atalhos, os tais “códigos secretos” do iPhone. Na verdade, pouca gente sabe que o aparelho tem esses códigos. Mas eles existem, para diversas funções e… Funcionam! Os códigos estão na tela de discagem do aparelho e podem fazer muitas coisas legais como, por exemplo, permitir […]
Luana Nunes 5 horas atrás
A maioria das pessoas talvez não saiba como usar os atalhos, os tais “códigos secretos” do iPhone. Na verdade, pouca gente sabe que o aparelho tem esses códigos. Mas eles existem, para diversas funções e… Funcionam!
Os códigos estão na tela de discagem do aparelho e podem fazer muitas coisas legais como, por exemplo, permitir que você tire seu identificador de chamadas ao discar outros números. Outra coisa interessante é poder mostrar a força do seu sinal de celular atualizado. Os códigos podem alterar as configurações ou mostrar dados que você nem imagina que estão no seu smartphone.
Vale ressaltar que muitos são específicos da operadora, portanto, podem não funcionar dependendo de como estiver a rede de sinal do celular. E outros podem não funcionar dependendo do modelo do aparelho.
Aqui estão alguns dos códigos mais interessantes e úteis:
Realizar chamadas anônimas
Todo smartphone já vem com o identificador de chamadas, é possível mudar isso nas configurações do aparelho, mas até encontrar a bendita configuração para mudar pode levar um tempo. Então, para “cortar caminho” e ativar essa função, basta adicionar * 67 na frente do número de telefone que você está tentando ligar e sua chamada aparecerá como “SEM IDENTIFICAÇÃO DE CHAMADA” na outra linha. Se você achar que esta opção não funciona para você, #31# também funciona.
Mostrar seu identificador de chamadas
Caso você tenha ativado o bloqueio do identificador em seu celular e precise fazer apenas uma chamada sendo identificado, tudo o que você precisa fazer é adicionar *82 ao número que está discando. Alguns números não permitem chamadas de pessoas desconhecidas. Esse código funciona para uma chamada por vez.
Bloquear chamadas de saída
Emprestar seu smartphone para alguém, muitas vezes pode causar um desconforto em relação à exposição, é definitivamente um exercício de confiança. Se uma de suas preocupações for para quem essa pessoa pode ligar com o seu telefone, saiba que há um código de discagem rápida para bloquear todas chamadas feitas.
Basta discar *33* seguido por um PIN de quatro dígitos e # (exemplo: * 33 * 1234 # ). Esse PIN garante que ninguém consiga desativar o bloqueio facilmente. Após apertar o botão de chamada, o recurso deve carregar e, em seguida, entrar em vigor. Você pode desativá-lo digitando a mesma combinação de código e PIN.
Verificar a força do sinal do seu smartphone
Esse “teste de campo” pode ser bem útil. Um menu oculto contém muitos dados sobre o sistema do seu celular, mas a única coisa que estamos procurando é o quão forte é a conexão.
Observação para iPhones: este é o momento em que os modelos mais antigos têm um recurso que os iPhones mais novos não possuem. Se você tem um iPhone 5G (iPhone 12 ou iPhone 13), não pode usar esta dica; todos os iPhones podem usar o menu de teste de campo, mas os iPhones somente LTE conseguirão ver a intensidade do sinal de seu celular.
Basta usar o código no discador *3001#12345 # * para abrir o menu de teste de campo, toque no ícone do menu à direita. Depois role para baixo até LTE e escolha Serving Cell Meas .
Verifique os números ao lado de rsrp0 e rsrp1, que representam sua torre de celular atual e a torre de backup, respectivamente. Quanto mais próximo o número estiver de zero, melhor será sua conexão com a torre. Quanto mais longe estiver, pior será a conexão.
Como verificar o IMEI do seu iPhone
O IMEI do seu iPhone é um número exclusivo que pode ser usado para identificar o seu dispositivo específico. Por esse motivo, é frequentemente usado para verificar se um telefone foi postado como roubado.
Vale lembrar que esse número é confidencial e é importante que apenas o dono do smartphone consiga ver.
De forma rápida e prática, é só discar *#06#, diferente dos outros códigos que você precisará apertar o botão de chamada, ao colocar esse código o telefone abrira sozinho uma tela e você verá uma página de informações do dispositivo aparecer. O IMEI será o segundo número listado, com outros números variados.
Detalhes da operadora
Para saber quantos minutos ainda tem no seu plano, é só discar *646 #. Para ver o saldo atual com sua operadora, disque * 225 # -o código pode não funcionar com algumas operadoras.
Ativar chamada em espera
Embora você possa configurar a chamada em espera indo em Ajustes> Telefone> Chamada em espera, também pode ativá-la rapidamente com um código. Basta digitar *43# para ativá-lo. No entanto, essa configuração provavelmente já está habilitada; sem ele, as chamadas recebidas vão direto para o correio de voz se você estiver em outra chamada.
Esses são alguns códigos que realmente podem ajudar a otimizar seu tempo.
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Google lança Pixel 6, seu novo celular Android 'puro sangue', por R$ 5.000
Imagem: Google
Lucas Carvalho
De Tilt, em São Paulo
19/10/2021 14h36
Atualizada em 19/10/2021 15h20
Sem tempo, irmão
Pixel 6 e Pixel 6 Pro são os novos celulares do Google e começam a ser vendidos nos EUA nesta terça-feira (19)
Principal novidade é o processador Tensor, desenvolvido pelo Google para cuidar da inteligência artificial do telefone
Sem previsão de lançamento no Brasil, os telefones saem por US$ 599 (Pixel 6) e US$ 899 (Pixel 6 Pro) nos EUA
Em um evento realizado nesta terça-feira (19), o Google anunciou oficialmente seus novos celulares: o Pixel 6 e o Pixel 6 Pro. Os aparelhos de categoria top de linha começam a ser vendidos hoje nos Estados Unidos custando US$ 599 (cerca de R$ 3.300 em conversão direta) e US$ 899 (R$ 5.000), respectivamente.
Embora não sejam vendidos oficialmente no Brasil, os celulares da linha Pixel são conhecidos pela câmera de alta qualidade, que rivaliza com os melhores telefones da Samsung e da Apple, e pelo Android sempre atualizado e configurado pelo próprio Google. Esse combo faz algumas pessoas comprarem o smartphone fora do país para usar por aqui.
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A principal novidade da sexta geração do Pixel é o processador Tensor, um chip desenvolvido pelo próprio Google e que, segundo a empresa, usa especificações de computadores bem mais potentes para rodar algoritmos de inteligência artificial em alta velocidade.
Desde a primeira geração, lançada em 2016, a linha Pixel usava processadores da Qualcomm, principal fabricante de chips para celulares Android no mundo. Desta vez, porém, a aposta do Google é num processador desenvolvido pelo seu próprio time de engenheiros, que, em teoria, funciona melhor com o sistema operacional.
Segundo o Google, o Tensor usa inteligência artificial para tomar decisões sobre como rodar aplicativos e executar tarefas de forma mais eficiente e rápida, em vez de usar componentes mais avançados isoladamente. Por isso, a empresa diz que o chip é 80% mais rápido que o Pixel 5, mas não deve tirar notas tão boas assim em testes de desempenho padronizados.
Para completar, o Pixel 6 é o primeiro celular com Android 12 já instalado de fábrica e é também o primeiro da fila nas futuras atualizações do sistema operacional. A versão do Android que vai no Pixel usa a interface customizada do Google conhecida como Material You, que se adapta ao seu papel de parede para criar temas, ícones e widgets personalizados.
Por dentro do Pixel 6
O Pixel 6 tem uma tela Oled de 6,4 polegadas (16,2 centímetros na diagonal, de um canto ao outro) com bordas planas, resolução Full HD e taxa de atualização em 90 Hz.
Já o Pixel 6 Pro tem uma tela Oled maior de 6,7 polegadas (17 cm) com resolução Quad HD, bordas curvas e taxa de atualização dinâmica que vai até 120 Hz. As duas versões do aparelho vêm com leitor de impressões digitais integrado à tela e o mesmo processador Tensor.
Ainda segundo a empresa, o Tensor é comparável ao Snapdragon 888, o chip mais poderoso da Qualcomm no mercado atual, usado em celulares como o Galaxy S21 Ultra, da Samsung. Além disso, o Pixel 6 vem com 8 GB de RAM, e o Pixel 6 Pro acompanha 12 GB de RAM. O armazenamento interno mínimo é de 128 GB, mas você pode pagar mais por 256 GB no modelo básico ou até 512 GB no "Pro".
A bateria do Pixel 6, por sua vez, é de 4.614 mAh, enquanto a do Pixel 6 Pro é de 5.004 mAh. Porém, nenhum dos dois telefones vem com carregador incluso na caixa.
Outra diferença é nas câmeras traseiras: o Pixel 6 vem com duas lentes, uma grande-angular e outra ultra-wide, para capturar mais conteúdo; enquanto o Pixel 6 Pro tem, além dessas duas, uma terceira lente do tipo periscópio capaz de fazer zoom óptico de 4 vezes sem perder qualidade.
A câmera principal nos aparelhos tem 50 MP e a ultra-wide tem 12 MP. No Pixel 6 Pro, a câmera extra tem 48 MP e alcança um zoom de até 10 vezes digitalmente.
Além disso, o chip Tensor é capaz de executar o algoritmo de fotografia computacional usado nas fotos do Pixel também na captura de vídeos. O celular consegue filmar imagens em resolução 4K e em 60 quadros por segundo.
Em fotos, a câmera ganhou um recurso chamado "Face Unblur" que usa inteligência artificial para limpar rostos que apareçam borrados em fotos em movimento. Outra novidade é o "Motion Mode", um recurso que propositalmente deixa algumas áreas da imagem borradas, como as rodas de uma bicicleta em movimento, sem borrar a pessoa pedalando, por exemplo.
Já quis apagar uma distração na sua foto, seja uma pessoa ou um objeto que não deveriam estar lá, mas faltou habilidade para mexer no Photoshop? A câmera do Pixel 6 vem com um recurso chamado "Magic Eraser" (borracha mágica) que usa IA para apagar esses extras.
O Pixel 6 também vem com um novo recurso de fotografia chamado "Real Tone" que, para variar, usa inteligência artificial para acertar no tom de pele da pessoa que está sendo fotografada, evitando deixar pessoas negras com a pele mais clara do que ela realmente é.
Ficha técnica: Pixel 6
Tela: 6,4 polegadas, FHD+ (1080 x 2400), 90 Hz, Oled
Graças ao chip Tensor, o Pixel 6 consegue realizar diversas tarefas de inteligência artificial localmente, offline, sem se conectar aos servidores remotos do Google. Um exemplo disso é o novo sistema de digitação por voz.
O teclado do Pixel 6 consegue identificar pontuações e até emojis quando você dita, pelo microfone, a mensagem de texto que quiser enviar. Mensagens também podem ser traduzidas em tempo real conforme você digita ou dita em qualquer aplicativo, incluindo o WhatsApp. O app de câmera também consegue traduzir instantaneamente imagens em outros idiomas.
Outra novidade é no app de telefonia. Ao ligar para um estabelecimento que trabalha com secretária eletrônica, do tipo que pede que você digite um número para navegar pelas opções, o Google Assistente consegue não só te avisar qual é o melhor horário para falar com aquela empresa, analisando o fluxo de ligações, como também consegue transcrever o que a secretária eletrônica diz em forma de texto na tela.
Ficha técnica: Pixel 6 Pro
Tela: 6,7 polegadas, QHD+ (1440 x 3120), 120 Hz, Oled;
Como saber se estão usando meu CPF indevidamente? O que fazer nesse caso?
Claudia Varella
Colaboração para o UOL, em São Paulo
27/09/2021 04h00
Imagina receber cobrança de uma dívida que você não contraiu, ter o nome negativado por uma despesa que não conhece ou descobrir que está filiado a um partido político sem nunca ter assinado qualquer ficha de filiação. Sabe o que pode ter acontecido: usaram o seu CPF indevidamente. Sim, isso acontece e é crime.
A educação é um passo fundamental para evitar as fraudes, saber como elas podem acontecer e como evitá-las é o começo para ter mais segurança. Felipe Barone, gerente da Serasa
Uso indevido do CPF: o que fazer
"Infelizmente, na maioria das vezes, a pessoa toma conhecimento apenas quando já houve o prejuízo. Por exemplo, ser cobrado por dívidas que não reconhece, receber ligações de escritórios de cobranças por tais dívidas ou ter o nome negativado por uma despesa de que nunca ouviu falar", declarou o advogado Kristian Pscheidt, sócio do escritório Costa Marfori.
Ainda usa DOC e TED para transferir dinheiro? Veja diferenças entre eles
Ele diz que uma orientação para saber como seu CPF está sendo usado é conectar-se ao site Registrato, do Banco Central. Na plataforma, o cidadão consegue monitorar a utilização do CPF para saber se foram realizadas aberturas de contas, empréstimos e demais serviços. É de graça.
Se a preocupação for financeira, o melhor a se fazer é monitorar regularmente seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC Brasil.
Na Serasa, os consumidores e as empresas podem solicitar de graça uma lista de quem consultou o seu CPF ou CNPJ nos últimos 24 meses. "Caso desconheça alguma ação que justifique uma consulta ao seu CPF/CNPJ, isso pode indicar uma situação de risco. Nesse caso, o mais indicado é entrar em contato com a empresa que verificou o documento e solicitar detalhes sobre o motivo da consulta", disse Barone.
A Serasa oferece ainda um serviço pago, o Serasa Premium, para você receber os alertas assim que uma consulta for realizada em seu CPF. Também existe a funcionalidade Lock & Unlock, que permite bloquear e desbloquear as consultas ao Serasa Score, o que também pode ajudar a evitar possíveis fraudes.
O SPC Avisa é uma ferramenta para monitoramento do CPF, que informa, via email ou SMS, qualquer alteração feita no CPF, consultas realizadas por empresas ao documento monitorado e mudança na nota de score, entre outros.
Se a sua preocupação for a utilização para outras finalidades, como filiação a partido político ou simplesmente um comentário indevido postado com o seu nome/CPF nas redes sociais, é recomendável fazer buscas no Google utilizando o seu nome e o seu CPF, a fim de tentar detectar usos indevidos, segundo Marcelo Chiavassa de Mello Paula Lima, professor de Direito Digital da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.
Nesses casos, diz o professor, você deve fazer boletim de ocorrência e procurar o partido político ou as redes sociais onde seu comentário foi postado para mostrar o equívoco, pedindo a exclusão da informação.
Para o advogado Kristian Pscheidt, em ambos os casos, vale procurar a origem da informação (quem foi o responsável por fazer a sua filiação ao partido ou postar comentários seus nas redes sociais). Para isso, é possível exigir o IP (número de identificação de um computador na internet) da origem do cadastro, para que seja viável rastrear a fonte.
"E se essa informação causou um prejuízo comprovado à sua imagem ou reputação, é cabível inclusive a reparação por danos morais", afirmou.
O que fazer quando alguém usa o meu CPF?
Registrar imediatamente um boletim de ocorrência no caso de perda, furto ou roubo do documento, para que você não seja penalizado em futuras compras.
Com o boletim de ocorrência em mãos, notificar de imediato a empresa que concebeu algum crédito em seu CPF e comunicar o seu banco de relacionamento.
Caso a empresa não devolva o valor ou não resolva o caso internamente sem causar qualquer dano ao consumidor, cabe registrar reclamação junto ao Procon ou ajuizar uma ação judicial (causas de até 20 salários mínimos podem ser ajuizadas sem a necessidade de advogado, junto aos Juizados Especiais), para ressarcimento dos prejuízos causados, inclusive perante o banco.
Se você perceber consultas suspeitas em seu CPF, procure a instituição financeira (banco, companhia de telefone, loja, etc.) e alerte que essas consultas são indevidas e podem ser uma fraude em andamento.
"O registro é recomendado porque, sempre que um lojista consultar o CPF nos produtos da SPC para fazer alguma venda a prazo ou serviço do tipo, será possível ver que os documentos foram furtados", explicou o advogado Kristian Pscheidt.
Existem vários motivos pelos quais empresas consultam um CPF/CNPJ:
Quando uma empresa de concessão de crédito quer saber a situação financeira do titular do documento
Quando produtos serão vendidos de forma parcelada ou com pagamento em cheque
Ao renovar o seguro da casa ou do carro
Caso você desconheça alguma ação, o mais indicado é entrar em contato com a empresa que verificou o documento, informar que a consulta foi feita sem o seu consentimento e solicitar detalhes.
Como monitorar meu CPF?
Registrato: gratuito. Para fazer o cadastro: clique em "Quero me cadastrar", na página Registrato - Cadastro.
Serasa: gratuito. Para fazer o cadastro: é preciso criar uma conta.
Serasa Premium: pago. Custa R$ 19,90 por mês (plano mensal) ou R$ 169,90 (plano anual), dividido em 12 vezes. Para fazer o cadastro: é preciso criar uma conta.
SPC Avisa, do SPC Brasil: gratuito por 30 dias. Depois, a assinatura custa de R$ 9,90 (por mês) a R$ 209,90 (plano mais completo anual). Para fazer o cadastro: é preciso criar um acesso na loja online do SPC Brasil.
É crime usar o CPF de outra pessoa?
Sim, é crime de utilização de falsa identidade, como prescrevem os artigos 307 e 308 do Código Penal. A pena é detenção de três meses a um ano ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave.
Segundo o professor Marcelo Chiavassa, do Mackenzie Campinas, na esfera cível, a pessoa pode ainda exigir indenização pelos prejuízos causados pela pessoa que usou o seu CPF indevidamente.
Dicas para evitar fraudes com o seu CPF
É importante o consumidor estar atento a tudo que ocorre com seu CPF. Vale monitorar e acompanhar as mudanças em sua nota de score, as consultas realizadas ao documento e nclusão de dívidas. Isso ajuda a identificar possíveis fraudes em seu documento. Marcelo Aragona, Head de Produtos e Negócios do SPC Brasil
Mantenha seus documentos por perto
Não informe os números dos seus documentos em sorteios e promoções de empresa que você não conhece
Desconfie de testes online e emails de alerta
Não faça cadastro em sites que não sejam de confiança
Antes de comprar online, verifique a origem do site, reputação da empresa, sua política de privacidade e compartilhamento de dados
Desconfie de sites que anunciam produtos com preços muito abaixo do mercado
Não compartilhe dados pessoais em redes sociais
Atenção ao descartar cartões, documentos e contas
Cuidado com telefones e computadores públicos
Não se esqueça de "deslogar" de aplicativos, site, caixas eletrônicos
Ative a dupla autenticação nos aplicativos de mensagens instantâneas, redes sociais e aplicativos bancários
Ative os alertas de movimentação bancária no seu banco (você receberá mensagem sempre que alguma operação financeira for realizada na sua conta).
Monitore seu CPF regularmente
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Bom dia para atualizar PC? Windows 11 é lançado durante apagão do Facebook
Menu Iniciar do Windows 11 será centralizado e não terá mais os Blocos Dinâmicos que estrearam no Windows 8 Imagem: Microsoft
Lucas Carvalho
De Tilt, em São Paulo
05/10/2021 04h00
Num dia em que Facebook, Instagram e WhatsApp ficaram quase 8 horas fora do ar, que tal aproveitar o tempo sem distrações para atualizar o computador? Esta parece ter sido a ideia da Microsoft, que decidiu pegar todo mundo de surpresa e soltou nesta segunda-feira (4) o aguardado Windows 11.
Atualização gratuita para quem tem Windows 10 e um computador compatível, a nova versão do Windows estava programada para ser lançada oficialmente hoje (5). Mas a Microsoft resolveu se antecipar e, quem quiser e puder, já pode começar a baixar o Windows 11.
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Entre as principais novidades do sistema está o visual repaginado, com janelas transparentes, ícones novos e —o mais polêmico— com um botão "Iniciar" centralizado na barra de tarefas.
Outra novidade importante é a possibilidade de baixar e usar aplicativos de Android diretamente pela loja de apps do Windows. No entanto, quem instalar o Windows 11 agora ainda não terá acesso ao recurso, que só deve ser lançado oficialmente nos próximos meses.
Como baixar o Windows 11
Os computadores compatíveis receberão uma notificação quando a atualização do Windows 11 estiver pronta para ser baixada. O update será disponibilizado gradativamente, de modo que seu PC ainda pode levar alguns dias ou semanas para recebê-lo. A Microsoft diz que todos devem receber o novo sistema até a metade de 2022.
Se quiser, pode abrir o app de Configurações do Windows (aquele ícone de engrenagem que fica no menu Iniciar), depois clicar em "Atualização e Segurança" e depois em "Verificar atualizações" para ver se ela já chegou.
Se mesmo assim o Windows 11 não aparecer, você pode forçar a instalação baixando o novo sistema pelo site oficial da Microsoft. Mas a empresa não recomenda que você faça isso se não estiver acostumado com esse tipo de configuração complexa do PC.
Como saber se posso usar o Windows 11?
Mas afinal, seu computador terá capacidade para rodar o Windows 11? Se você tiver um aparelho comprado recentemente —isto é, nos últimos 12 meses—, é provável que sim.
Mas para conferir se o seu computador atual com Windows 10 é compatível para a atualização grátis do Windows 11, você pode conferir a lista de especificações mínimas e recomendadas pela Microsoft.
Sobrou alguma dúvida? Você pode baixar o Verificador de integridade do PC, um programa da Microsoft que indica se seu computador já está preparado para receber o Windows 11. Para experimentar a ferramenta, é só:
Após o download, abrir a ferramenta e clicar em "Verificar agora";
Pronto! O aplicativo vai mostrar se seu computador é compatível.
Lembrando que a atualização é grátis para quem já tem PC com Windows 10. O preço da licença para quem quiser montar um computador do zero ou instalar numa máquina mais antiga ainda não foi divulgado.
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Tutorial: como baixar e instalar o Windows 11?
04/10/2021
3 min de leitura
A Microsoft finalmente lançou o Windows 11, a nova geração do sistema operacional da companhia para computadores. Além de chegar embarcado em novas máquinas, o SO pode ser aplicado em computadores existentes e chega como uma atualização gratuita para quem possui um PC com o Windows 10.
Como o sistema é praticamente um upgrade da versão anterior do SO, a instalação da novidade é bem simples. Confira aqui como realizar a instalação do Windows 11 em seu computador usando as ferramentas oficiais da Microsoft. Para quem já possui o Windows 10, o processo pode ser realizado com apenas um software, um pendrive bootável ou com a imagem do sistema, sem a necessidade de programas extras.
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A Microsoft disponibiliza em seu site uma ferramenta oficial para download e instalação do Windows. O programa pode ser utilizado tanto para atualizar o seu computador atual quanto para criar mídias de instalação para outras máquinas, como um pendrive ou DVD.
Abaixo, você confere como utilizar a ferramenta oficial da Microsoft para instalar o Windows 11 em ambos os casos. Vale destacar que você não precisa ter uma chave de ativação para realizar o download e instalação do sistema operacional, mas pode licenciar o SO posteriormente com uma key.
Instalando o Windows 11 no seu PC
A maneira mais simples de instalar o Windows 11 é baixando a ferramenta de atualização da Microsoft no computador que receberá o sistema operacional. O procedimento é bastante similar ao existente para as atualizações do Windows 10.
Clique em "Baixar agora" e Assistente de Instalação do Windows 11;
Abra o programa que será baixado e siga o passo a passo;
Caso o seu computador seja compatível, clique em "Avançar" para dar prosseguimento à instalação;
O instalador também permite escolher se você quer manter ou não os arquivos já existentes no PC. Se você quer ficar com os arquivos e apenas realizar o upgrade de sistema, seleciona a opção de manter os arquivos;
Com tudo configurado, clique em "Instalar"
O computador precisará ser reiniciado para que o sistema seja instalado;
Criando um pendrive ou ISO com Windows 11
A ferramenta oficial da Microsoft também pode ser utilizada para criar uma mídia de instalação do Windows 11. Assim, você pode criar um pen drive ou DVD para aplicar o sistema operacional em outros computadores.
Segundo a Microsoft, o ideal é utilizar um pen drive com pelo menos 8 GB para realizar a instalação do sistema operacional. Caso você não tenha uma mídia física, é possível realizar a instalação diretamente com o arquivo ISO em PCs com Windows 10, mas você precisará baixar ou transferir a imagem para o computador que receberá o novo sistema.
Veja como criar um pendrive ou ISO do Windows 11 com o sistema da Microsoft:
Na divisão "Criar mídia de instalação do Windows 11", clique em "Baixar agora" e salve o programa em seu computador;
Selecione a opção "Criar mídia de instalação (pen drive, DVD ou arquivo ISO) para outro computador";
Selecione a edição do Windows 11, o idioma e arquitetura de sua preferência e clique em "Avançar"
Em seguida, indique se você quer criar um pen drive bootável com o Windows 11 ou um arquivo ISO e clique em "Avançar" para concluir a configuração. O pen drive deve estar conectado no computador para a realização do procedimento.
Para baixar a ISO diretamente, entre no site da Microsoft e vá até a opção "Baixar a Imagem do Disco (ISO) do Windows 11".
Instalando o Windows 11 direto da ISO
Para quem usar a ferramenta para a criação de uma ISO, o arquivo da imagem do Windows 11 ficará salvo em seu computador após a realização do download do sistema na ferramenta oficial da Microsoft. Além de permitir a instalação por meio de DVDs ou pen drives, a imagem do sistema também pode ser utilizada para aplicar o SO automaticamente no seu computador.
Para instalar o Windows 11 usando somente o arquivo ISO no Windows 10, siga os seguintes passos:
O Windows 11 pode ser instalado direto da ISO, sem a necessidade de um pendrive bootável.
Baixe o arquivo ISO do Windows 11 usando o site da Microsoft ou outra fonte de sua preferência;
Após o download, encontre o arquivo ISO do Windows 11 no seu PC, clique com o botão direito e selecione "Montar". Caso a opção não esteja disponível, selecione "Abrir com" e "Windows Explorer";
Execute o aplicativo "Setup", presente dentro da ISO do Windows 11, para iniciar a instalação no PC.
Com a pasta de arquivos da ISO aberta, clique no executável "Setup" para continuar com a instalação do Windows 11.
Siga os passos do menu de instalação, como mostrado nos tutoriais acima.
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Pix: Limite de transferência à noite passa a valer a partir de hoje. Veja mudanças
Banco Central implementou uma série de medidas para melhorar segurança no uso do sistema. Alterações também incluem outras operações financeiras
Pix contará com mais medidas de segurança Foto: Infoglobo
RIO — A partir desta segunda-feira, o limite de transferência de valor, por meio do Pix, no período da noite entra em vigor. O teto estabelecido para as transações é de R$ 1.000, no horário das 20h às 6h, que pode ser modificado pelo cliente.
A regra é para transações entre pessoas físicas, incluindo os microempreendedores individuais (MEIs) e também vale para TEDs, transferências entre contas do mesmo banco e cartões de débito.
Essa é uma das medidas estabelecidas pelo Banco Central (BC) para garantir maior segurança na prestação de serviços de pagamento, especialmente por meio do Pix.
Também será permitido pedir a ampliação deste limite. Mas este tipo de mudança não é automática, mas deve ser solicitada entre 24 e 48 horas antes, justamente para inibir, por exemplo, o roubo de valores em casos de sequestro-relâmpago.
Pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) terão um limite padrão de R$ 1 mil para transações que ocorram das 20h às 6h. Essa medida vale para Pix, mas também para TEDs, transferências entre contas do mesmo banco e cartões de débito. Se desejar, o cliente pode aumentar esse limite.
Mais tempo para alterar limite
Foto: Agência O Globo
Bancos e outras instituições financeiras terão prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para efetivar pedido de aumento do limite de transações feito por canal digital. Até então, o prazo para aumento de limite do Pix variava entre uma hora e o dia útil seguinte. A mudança vale também para TED, DOC, boleto, cartão de débito e transferências entre contas do mesmo banco.
Limites diferentes por horário
Foto: Divulgação
Os clientes poderão estabelecer limites diferentes, por transação, para os períodos diurno e noturno.
Retenção da transferência para análise
Foto: Eduardo Valente / Agência O Globo
As instituições financeiras poderão reter transações para análise de risco por 30 minutos, durante o dia, ou 60 minutos, durante a noite.
Contas fora do limite geral
Foto: Jorge William / Agência O Globo
As instituições financeiras deverão permitir que os clientes cadastrem previamente contas que poderão receber Pix acima dos limites estabelecidos. O cadastramento só terá efeito depois de 24 horas.
Identificação de contas suspeitas
Foto: Arte O Globo
Bancos e instituições financeiras passam a ser obrigados a marcar contas com indícios de utilização em fraudes no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT). As instituições poderão consultar essa base de dados a fim de coibir outros crimes envolvendo uma mesma conta suspeita.
Compartilhamento de informações
Foto: Agência O Globo
Instituições de pagamentos eletrônicos terão de compartilhar informações de transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas para as autoridades de segurança pública.
Controle de fraudes
Foto: Reuters
As instituições reguladas pelo BC deverão ter controles adicionais de fraude. O Comitê de Auditoria ou o Conselho de Administração deverão ser avisados, e o BC deverá ter acesso a essas informações.
Histórico de atuação
Foto: Luiza Moraes / Agência O Globo
As instituições deverão exigir histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis no mesmo dia.
À época, Campos Neto atribuíra parte do aumento de golpes feitos por meio do Pix ao avanço da mobilidade em meio às medidas de relaxamento e fim de quarentena nos estados, especialmente devido ao movimento em bares e restaurantes à noite.
Outra medida de segurança que passa a valer é a possibilidade de cadastrar contatos que poderão receber transações por Pix acima de R$ 1000 a qualquer momento do dia. A alteração também só vale 24 horas após o pedido.
Outras duas medidas deverão ser implementadas até 16 de novembro. As instituições serão obrigadas a realizar “registros diários das ocorrências de fraudes ou de tentativas de fraude na prestação de serviços de pagamento, discriminando, inclusive, as medidas corretivas adotadas”.
Em outra frente, as instituições devem avaliar previamente clientes que oferecem oferta de serviços que compensam os pagqmentos no mesmo dia em que a transação foi realizada.
Veja as mudanças que passam a valer nesta segunda-feira:
1 – Limite de transferência
No período entre 20h às 06h, o limite da transferência via Pix será de R$ 1000. A regra também vale para TED.
2 – Ampliação
Será possível pedir a ampliação do limite, mas a aprovação do pedido será feita entre 24h até 48h após a solicitação.
3 – Transferência para contatos
Também há a possibilidade de cadastrar contatos que poderão receber Pix acima de R$ 1 mil a qualquer hora.
Para esses casos, a alteração só valerá 24 horas após o pedido pelo usuário.
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Banco Central aprova medidas adicionais de segurança para Pix
Recursos poderão ser bloqueados por 72 horas em suspeitas de fraude
Agência Brasil – A partir de 16 de novembro, as instituições financeiras poderão bloquear o recebimento de transferências via Pix a pessoas físicas por até 72 horas, caso haja suspeita que a conta beneficiada seja usada para fraudes. A medida consta de resolução publicada hoje (28) pelo Banco Central (BC), com medidas adicionais de segurança para o sistema instantâneo de pagamentos.
Segundo o BC, o bloqueio preventivo permitirá que a instituição financeira faça uma análise mais cuidadosa de fraude em contas de pessoas físicas, aumentando a chance de recuperação dos recursos por vítimas de algum crime ou extorsão. O bloqueio será imediatamente comunicado ao usuário recebedor.
A resolução também torna obrigatória a notificação de infração, por meio da qual as instituições registram eventuais irregularidades e compartilham as informações com as demais instituições sempre que houver consulta a uma chave Pix. Atualmente, essa notificação é facultativa. O BC também ampliou o uso do mecanismo para transações em que pagador e recebedor tenham contas no mesmo banco e para operações rejeitadas por suspeita fundada de fraude.
O uso de informações vinculadas às chaves Pix será ampliado para prevenir fraudes. As instituições poderão consultar as notificações de fraudes vinculadas a usuários finais mesmo em procedimentos não vinculados diretamente ao sistema de pagamentos instantâneos, como abertura de contas.
Responsabilização
A resolução obrigou que os mecanismos de segurança adotados pelas instituições sejam no mínimo iguais aos procedimentos do BC. Casos de excessivas consultas de chaves Pix que não resultem em liquidação ou de consultas a chaves inválidas deverão ser identificados e devidamente tratados.
O BC também determinou que as instituições que oferecem o Pix serão responsabilizadas caso fique comprovado que a fraude decorreu de falhas nos mecanismos de segurança e de gerenciamento de riscos. As instituições estarão obrigadas a usar as informações vinculadas às chaves Pix como um dos fatores para autorizar ou rejeitar transações.
Aprimoramento
Em nota, o BC informou que as medidas criam incentivos para que os participantes do Pix aprimorem cada vez mais seus mecanismos de segurança e de análise de fraudes. Todas as medidas entrarão em vigor em 16 de novembro, exceto os limites de R$ 1 mil para transações noturnas entre pessoas físicas, aprovado na semana passada, que entra em vigor em 4 de outubro.
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US$ 2,59 trilhões, e contando: por que a Apple vale cada vez mais? - Gizmodo Brasil
por atualizado em 10 de setembro de 2021 @ 17:14
A Apple nunca valeu tanto dinheiro. Nesta semana, o valor de mercado da companhia superou os US$ 2,59 trilhões — algo em torno de R$ 13,7 trilhões. O que mais impressiona é a velocidade de valorização. Em agosto de 2020, a empresa da maçã se tornou a primeira companhia dos Estados Unidos a valer mais que US$ 2 trilhões. Agora, já se contam os dias para que ela supere a marca dos US$ 3 trilhões — algo que, segundo analistas, pode acontecer já em 2022.
A Apple lidera com folga em comparação a outras gigantes do Vale do Silício. A Microsoft, por exemplo, hoje tem valor estimado em US$ 2,25 trilhões. Em seguida vem a Alphabet (que controla o Google), com US$ 1,93 trilhão. Amazon, com US$ 1,77 trilhão, e Facebook, em torno de US$ 1 trilhão, vêm na sequência.
Mas por que, afinal, a Apple vale tanto?
A resposta curta é: porque ela dá muito lucro. No último balanço trimestral, referente ao terceiro trimestre de 2021, a Apple registrou lucro de US$ 21,7 bilhões. O montante representa alta de 93,2% (ou seja, quase o dobro) em comparação ao mesmo período de 2020. É nada menos que o recorde da história da companhia. Como parte dos lucros de empresas de capital aberto costumam ser divididos com os investidores — e eles gostam de embolsar grana –, mais gente compra ações da companhia, seja para vendê-las depois ou para entrar na partilha dos lucros.
A Apple aumentou seus dividendos — a fatia do lucro que repassa aos acionistas — nos últimos oito anos e a expectativa é que continue expandindo os pagamentos. Mais pessoas investindo significa mais dinheiro para alimentar novos projetos e vender mais, fazendo mais gente andar de iPhone novo no bolso. Mas a resposta longa é um pouco mais complexa que isso.
A pandemia ajudou a Apple
Algo que precisa entrar na conta para explicar o sucesso dos últimos meses é o fator pandemia. Não é segredo que, com as medidas de isolamento social e com os consumidores (digo, as pessoas) passando mais tempo em casa, a busca por eletrônicos disparou. Todas as grandes marcas surfaram nessa onda. Só que ninguém se deu tão bem quanto a Apple. Quem puxou o carro, claro, foram os iPhones. As vendas de celular subiram quase 50% no último ano. Contando o ano de 2020 inteiro, a Apple lucrou US$ 63,9 bilhões. É nada menos que o dobro da Samsung, a maior concorrente no mercado de smartphones. Com os temores de que uma falta global de chips pudesse derrubar drasticamente a produção, a companhia conseguiu antecipar uma potencial falta de componentes para seus notebooks e tablets. Com isso, o impacto financeiro foi menor do que o esperado — com as vendas do iPad subindo 12% e as do Mac, 16%. O desempenho financeiro forte — que é reflexo das vendas — pode ser explicado pelo alto nível de fidelidade à marca. Desde sua fundação, nos anos 1980, a empresa acumulou uma legião de consumidores-fãs — que tratam de consumir cada item que a companhia se atreve a lançar no mercado. A precificação tem um papel importante nessa estratégia: quem não consegue comprar as versões Pro, mais caras e lotadas de recursos, pode conquistar o sonho do iPhone próprio nos últimos anos buscando modelos mais acessíveis. A pesquisa 2021 Brand Intimacy COVID Study, feita pela agência americana de branding MBLM, que avaliou a conexão emocional de marcas com seus clientes durante a pandemia, prova isso. A Apple se mostrou a empresa mais capaz de fisgar o coração dos consumidores e levou a nota mais alta (74 em 100) entre todas as empresas avaliadas.
A fidelidade à Apple, de acordo com uma pesquisa feita nos EUA em março de 2021 pelo site SellCell.com, atingiu o ponto mais alto entre os donos de smartphones. 91,9% dos proprietários de iPhone planejavam comprar outro na próxima atualização — 1,4% a mais que em 2019. As motivações principais por trás da escolha são duas: 65% disseram gostar mais dos iPhones em relação à concorrência ou que nunca tiveram problemas com eles. Já outros 21% afirmam que estão “presos ao ecossistema” que a empresa criou. Eles consomem músicas no Apple Music, usam o iCloud para guardar arquivos, compram iPhones ainda na pré-estreia. O bom desempenho de produtos bem consolidados deu fôlego ao projeto de expansão recente da marca. Nos últimos 10 anos, com Tim Cook à frente da companhia, a Apple expandiu seus domínios para muito além do iPhone — e de iPads, Apple Watches e Macs.
Forte no hardware e software, a Apple se jogou de cabeça no setor de serviços, e inaugurou recursos como a App Store e o iCloud, e colocou o “selo Apple” em outras plataformas — como a Apple Podcasts, Apple Music e Apple TV. Após romper uma parceria de anos com a Intel, a Apple começou, recentemente, a fabricar os próprios chips. Há planos, inclusive, de que a empresa lance sua própria versão de carro elétrico autônomo até 2024. Uma coisa é certa: ainda que tente entrar em um mercado que nunca explorou antes, o oferecimento de novos serviços com a marca Apple sempre vai despertar o interesse do público. Ter a maçã estampada, afinal, já se tornou sinônimo de confiança.
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18 anos de Steam: como o serviço da Valve mudou a forma como jogamos (e distribuímos) jogos - Gizmodo Brasil
por
publicado em
13 de setembro de 2021 @ 18:52
Em 12 de setembro de 2003, chegava aos PCs o Steam, loja digital de jogos da Valve, que na época era conhecida apenas por desenvolver jogos e acabou se tornando referência em plataforma online de jogos.
Hoje, o serviço online chegou à maioridade, revolucionou toda uma indústria na forma cccomo jogamos e distribuímos jogos digitais e parece que tem um grande horizonte pela frente.
Quando tudo era mato
Antes, jogar nos PC não era tão simples, além do difícil acesso, as máquinas eram mais vistas como uma ferramenta de trabalho (afinal, os consoles já supriam essa necessidade). Mas os computadores se tornaram mais potentes e a chegada das LAN impulsionou o mercado a olhar os PCs como um potencial para jogos.
Entretanto, havia algumas particularidades e desafios ao jogar que eram a compatibilidade, pirataria e mídia física (se você ia nas bancas e comprava revistas com CDs de jogos para computador, os 30 anos está batendo na sua porta).
Com a chegada do serviço da Valve, parte desses problemas foram eliminados. Inicialmente, a empresa já tinha lançado alguns cases de sucesso – dentre eles Counter Strike e Half-Life em que muitos ansiavam pela continuação – e o CS tinha problemas de pirataria e trapaça. Gabe Newell, fundador da Valve, e a equipe criaram uma loja online de seus próprios produtos como forma de diminuir as fraudes e decidiram lançar Half-Life 2 apenas para Steam. Com o elogio da crítica, a plataforma começou a ascender no mercado.
Agradando jogadores e desenvolvedores
Com o tempo, a Valve percebeu as dificuldades que os desenvolvedores e estúdios pequenos tinham ao lançar um jogo em que era necessário assinar um contrato exorbitante. Com a faca e o queijo na mão, a empresa decidiu publicar jogos de terceiros abrindo uma nova possibilidade de publicação digital.
Além da distribuição de forma segura e de uma plataforma renomada, a Valve também criou maneiras de engajar tanto a comunidade de desenvolvedores quanto jogadores.
Antes, os jogadores conversavam sobre jogos online em comentários no YouTube ou nos famosos fóruns que dominavam os anos 2000. Na década seguinte, a Valve adicionou a aba comunidade em que usuários poderiam interagir com comentários e conversas em chat e também transmitindo jogos (vale ressaltar que além de CS, a empresa também é dona do DOTA 2 que possui o campeonato com a maior premiação em anos).
Em 2012 foi lançado o Steam Greenlight, sistema que ajudava desenvolvedores independentes a lançar games na plataforma através da votação do público Muitos jogos hoje renomados surgiram nesse sistema como Stardew Valley, Undertale e Papers Please.
Entretanto, para tentar diminuir a quantidade de jogos sem qualidade, o Greenlight foi substituído pelo Steam Direct, que tem critérios mais rigorosos e, em vez de serem votados pela comunidade, os jogos eram testados por funcionários da Steam.
Outra tática que atraiu foi o acesso antecipado (early access), em que os consumidores pagam por um jogo que está em seu estado inicial de desenvolvimento, assim tendo acesso posteriormente à obra completa.
Esse esquema beneficia os dois lados, pois começa a formar uma comunidade que contribui com feedbacks iniciais, enquanto o desenvolvedor usa o financiamento para continuar o trabalho no jogo.
O acesso antecipado se tornou até uma forma de evitar o crunch nas desenvolvedoras, o premiado Hades utilizou esse método.
Outro ponto crucial que Gabe Newell implantou e se tornou a alegria dejogadores (e tristeza das carteiras) foram as promoções sazonais que proporcionaram aumento de vendas – e diversos memes até chamando o CEO de Lord Gaben.
Além disso, a plataforma também seleciona alguns jogos para ficarem de graça apenas durante o final de semana, sendo uma ótima forma de atrair novos públicos.
Hoje em dia temos diversas lojas online, mas são poucas que conseguem bater o império que se tornou a Steam. A única que bate de frente é a Epic Game Store que além de ter a engine Unreal, desenvolve o lucrativo Fortnite e também usa táticas semelhantes a de Gabe como colocar jogos de graça por dias (quando GTA V ficou de graça, a loja conseguiu mais de 7 milhões de cadastros).
A Steam foi crucial ao colocar os jogos de PC também na gigante disputa das empresas de jogos e consegue concorrer e, ao mesmo tempo, ser aliado quando jogos da Microsoft também são lançados na plataforma da Valve – mesmo com o Game Pass no PC. Recentemente, a Sony não quer ficar para trás e anunciou que alguns exclusivos também estão indo para o PC como Horizon Zero Dawn e Death Stranding.
O futuro é logo ali
Em Julho de 2021, a Valve anunciou o Steam Deck, um console portátil capaz de reproduzir a maioria dos jogos da plataforma em alta qualidade na palma da mão. Enquanto muitos encararam de forma tentadora a grande aposta da empresa a ponto de sobrecarregar o servidor na pré-venda, outros ficam com o pé atrás por saber que a empresa não tem sorte quando se trata em hardware como os casos do Steam Controller e Steam Machine.
Aparentemente, a Valve tem ciência disso e as falhas que tiveram com o console anterior estão servindo de aprendizado para o Steam Deck. “Tudo isso é coisa que já fizemos antes, e estamos apenas aproveitando toda a experiência anterior para tornar este dispositivo o melhor possível”, afirmou Lawrence Yang, design em entrevista ao IGN.
Por enquanto, o desafio atual é identificar e arrumar quais jogos não estão rodando no portátil – dentre eles estão grande títulos como PUBG, Apex Legends, Rainbow Six Siege e Destiny 2 e entre outros.
Mas, se tudo der certo, o Steam Deck pode revolucionar ao trazer a portabilidade e a qualidade gráfica e, ao mesmo tempo, ser uma ameaça direta aos concorrentes. Mas isso, só o tempo dirá, no caso em dezembro que será lançado nos Estados Unidos, sem previsão quando chegar ao Brasil.
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Tudo o que vem de novidade no Windows 11 - Gizmodo Brasil
por
publicado em
10 de setembro de 2021 @ 19:24
Com data de lançamento para o dia 5 de outubro, o Windows 11 chega cheio de novidades. A nova atualização já é considerada uma das maiores da década. O software vem com características herdadas de atualizações anteriores, mas com grandes melhorias.
A grande atualização da companhia tenta juntar as interfaces de telas sensíveis ao toque ao convencional desktop, tudo isso sem grandes exageros como foi no Windows 8. O novo software também traz melhores recursos de jogos trazidos dos consoles Xbox da Microsoft e uma nova loja de aplicativos que oferece acesso a aplicativos Windows e Android.
O sistema vem com modificações super modernas, com temas claros e escuros e com uma configuração diferente das anteriores, com cantos arredondados para cobrir todas as janelas e melhor organização das informações e aplicativos. Panos Panay, diretor de produtos da Microsoft, descreveu as novas janelas como “parecidas com folhas de vidro”.
De cara nova
As mudanças podem ser vistas já na tela do boot. Diferente das versões anteriores, o menu Iniciar agora ficará fixo no centro da barra de tarefas, ele abandona de vez os blocos dinâmicos do Windows 10, assim como a lista vertical de programas. Outra novidade é que haverá uma barra de pesquisa incorporada para você encontrar documentos e aplicativos, além de uma seção recomendada para voltar ao que estava fazendo.
Ainda sobre o menu Iniciar, ele também dependerá do “poder da nuvem” para saber no que você estava trabalhando e onde parou pela última vez em todos os seus dispositivos.
Melhoria no gerenciamento de janelas
O Windows 11 se tornou mais inteligente para multitarefas, uma atualização do recurso Snap originalmente introduzido no Windows 7, vem com melhorias que facilitará a vida do usuário. A partir de agora o software vai lembrar de onde as janelas estavam quando os aplicativos forem reinicializados, sem sumir com as abas deixadas em monitores secundários. Caso uma das saídas de vídeo não esteja mais respondendo, o programa voltará para o monitor principal.
Outra adição importante foi o controle sobre o posicionamento de janelas embutido no botão de maximização. Ou seja: ao passar o mouse sobre o local usual para maximizar a janela, você pode escolher layouts de janela pré-determinados para fixar diferentes aplicativos e documentos conforme a necessidade, assim é possível deixar a organização mais fluida e dinâmica.
Essas opções dependerão da resolução geral da tela, e o Windows manterá esse layout se você estiver trabalhando entre diferentes desktops. Além disso, os desktops podem ter seus próprios papéis de parede e atalhos de aplicativos, para que você possa ter um perfil diferente para cada categoria em seu computador (trabalho, jogos, etc.).
Os widgets voltaram
A Microsoft reaproveitou a ideia de widgets que foi usada — e abonada — no Windows 8. Agora as ferramentas estarão oficialmente no Windows 11, mas de uma forma diferente.
Um botão na barra de tarefas irá mostrar um layout de widgets que será possível personalizar com feeds de clima, calendário e ações. Também vai ser possível, fazer a curadoria de seus próprios feeds de notícias, de publicações locais além de veículos globais mais conhecidos.
Chega de download! A empresa apostou alto na sua plataforma de comunicação corporativa e agora, o Microsoft Teams é o mais novo aplicativo nativo do Windows 11. O programa será integrado com o sistema e poupará o trabalho de ter que baixar por fora. Ufa!
Vale ressaltar que, recentemente, a empresa ampliou os recursos gratuitos do Teams, provavelmente visando um foco maior no uso pessoal para amigos e familiares se conectarem durante a pandemia.
Outra novidade é que os usuários que dependem dos dispositivos conversíveis dois em um, verão mudanças que facilitarão alternar entre os modos. Agora com um sistema mais aprimorado, a passagem do modo computador para o modo tablet com o tablet Surface, por exemplo, a IU (interface do usuário) do aparelho será ativada assim que você desconectar o teclado. Simples e prático.
Vitrine nova
A app store não poderia ficar de fora de tantas mudanças, A Microsoft também refez sua vitrine e agora todos os aplicativos do Windows podem ser facilmente encontrados, incluindo aplicativos da Web progressivos, aplicativos da plataforma universal do Windows (UWP) e aplicativos do Win32.
Aplicativos Android da Appstore da Amazon também serão integrados ao sistema operacional. Assim, você poderá acessar aplicativos como Ring, TikTok e Kindle, sem toda aquela bobagem necessária para fazer esse tipo de emulação.
Entretanto, será necessária uma conta da Amazon, mas, caso contrário, terá a aparência de um aplicativo do Windows — provavelmente semelhante à situação que temos agora com o Chrome OS do Google e os aplicativos Android da Play Store.
Novidade para os jogos
Sem abandonar seu legado de jogos, agora o Windows 11 vem com novos recursos para melhorar a experiência com os games, herdados dos consoles Xbox.
A nova atualização habilitará o auto HDR (tecnologia capaz de gerar cores mais vivas e iluminação com maior qualidade, mesmo em jogos mais antigos). A Microsoft mostrou, que o auto HDR pode fazer títulos como Skyrim parecerem experiências novas.
Outra novidade é que Xbox Games Pass será integrado ao Windows 11. Com uma assinatura mensal, é possível acessar a biblioteca de jogos disponíveis na nuvem do seu computador. Existem recursos para salvar a nuvem, e a Microsoft também vai permitir o jogo cruzado com outros dispositivos.
E por fim, o Windows também disponibilizara um armazenamento direto. O sistema foi projetado para ajudar a acelerar o tempo de carregamento do jogo e melhorar o desempenho dos jogos, eliminando gargalos relacionados ao armazenamento. É um recurso que já está em uso no Xbox Series S e X.
Migração para o Windows 11
Para quem deseja migrar do Windows 10 para o Windows 11, a atualização será feita de forma gradativa. Segundo a Microsoft, os computadores compatíveis que recebem a compilação emitirão um alerta quando o pacote estiver pronto para download e instalação. A empresa pretende liberar o update para todos os computadores elegíveis até a metade de 2022.
Para quem tem computadores mais antigos, será possível fazer a instalação manualmente.
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Malware que rouba senhas alveja organizações brasileiras; saiba se proteger
Liderando o ranking de ameaças mundiais, infostealer consegue capturar credenciais de navegadores, registrar digitação de teclado e executar arquivos maliciosos remotamente
Por Ana Letícia Loubak, do Home Office
14/09/2021 12h15 Atualizado há uma semana
Um malware capaz de capturar credenciais, registrar digitação de teclado e executar arquivos maliciosos foi o vírus mais prevalente do mundo em agosto. Conhecido como Formbook, o infostealer se espalhou por meio de campanhas de phishing e atingiu 5,25% das organizações brasileiras. As informações são do Índice Global de Ameaças de agosto de 2021, relatório produzido pela empresa de cibersegurança Check Point e divulgado na segunda-feira (13).
Visto pela primeira vez em 2016, o Formbook agora lidera o ranking de ameaças mundiais. O malware afetou 4,5% das organizações do mundo em agosto e assumiu o lugar do Trickbot, que caiu para o segundo lugar após ter liderado o índice por três meses consecutivos.
1 de 1 Malware que rouba senhas alveja empresas brasileiras; saiba se proteger — Foto: Pond5
Malware que rouba senhas alveja empresas brasileiras; saiba se proteger — Foto: Pond5
No Brasil, o malware predominante em agosto de 2021 foi o XMRig, um software de criptomoneração que impactou 5,32% das organizações brasileiras. O Formbook aparece logo em segundo lugar, com 5,25% das organizações impactadas pelo infostealer. Já o Trickbot figura na terceira posição, tendo afetado 4,58% das empresas.
Recentemente o Formbook foi distribuído por meio de campanhas maliciosas com o tema Covid-19 e em e-mails de phishing. Em julho deste ano, a Check Point relatou que uma nova família de malware derivada do Formbook, chamada XLoader, agora passava a ter como alvo também os usuários do macOS.
Além de roubar credenciais de navegadores da web, capturar imagens, monitorar e registrar digitação de teclas, o Formbook é capaz de baixar e executar arquivos de acordo com ordens de comando e controle (C&C), usando o PC da vítima para distribuir malware. Esse método de ataque é especialmente preocupante para empresas, já que depois que a rede é infectada, um invasor pode desligá-la ou criptografar os dispositivos infectados para bloquear os usuários.
Como se proteger
Para se proteger do Formbook ou qualquer malware veiculado por meio de campanhas de phishing, é importante evitar abrir arquivos anexos ou links incluídos em e-mails suspeitos ou que venham de remetentes desconhecidos. Além disso, recomenda-se manter o antivírus sempre atualizado.
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Como baixar vídeo do Facebook no celular sem instalar aplicativos
Serviço online permite o download de qualquer vídeo disponível no feed do Facebook.
Por Marvin Costa, para o TechTudo
14/09/2021 08h00 Atualizado há uma semana
É possível baixar vídeos do Facebook no celular com serviços de terceiros, como o site savefrom.net. A plataforma online precisa apenas da URL do vídeo no Facebook para gerar o download do conteúdo para o celular, e pode ser acessado no Android e no iPhone (iOS). A dica pode ser usada para ter no celular os vídeos que você mais gosta no Facebook e que deseja compartilhar com amigos sempre que quiser. A seguir confira como baixar vídeo do Facebook no celular.
1 de 4 Tutorial mostra como salvar vídeo do Facebook na galeria do celular com o site savefrom.net — Foto: Aline Batista/TechTudo
Tutorial mostra como salvar vídeo do Facebook na galeria do celular com o site savefrom.net — Foto: Aline Batista/TechTudo
Passo 1. Toque em um dos vídeos do feed para abri-lo no modo de reprodução do Facebook. Em seguida, toque sobre o botão "Compartilhar";
2 de 4 Ação mostra como salvar vídeo do Facebook na galeria do celular com o site savefrom.net — Foto: Reprodução/Marvin Costa
Ação mostra como salvar vídeo do Facebook na galeria do celular com o site savefrom.net — Foto: Reprodução/Marvin Costa
Passo 2. Assinale o ícone "Copiar link" e abra o Save From no navegador do seu celular pelo endereço "savefrom.net" (sem aspas). Toque sobre a barra "Insira o URL" e escolha a opção "Colar";
Ação mostra como copiar o link de um vídeo para usar no site savefrom.net — Foto: Reprodução/Marvin Costa
Passo 3. Pressione o ícone de seta ao lado da caixa da URL e aguarde alguns instantes. Feito isso, o site apresentará um botão de download. Basta tocar sobre ele para baixar o vídeo para seu celular.
Ação apra baixar um video do Facebook para o celular usando o site savefrom.net — Foto: Reprodução/Marvin Costa
Pronto. Aproveite a dica para ter em seu celular os vídeos que você mais gosta do Facebook.
Quatro funções odiadas do Facebook
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O Paraná e a revolução do 5G - Luiz Claudio Romanelli
Por Luiz Claudio Romanelli
20 de setembro de 2021, 22:10
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“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”
Bezerra de Menezes
O Paraná tem hoje 1.248 localidades que ainda não recebem sinal aceitável de celular e, desta forma, não conseguem ter acesso confiável à internet. São pequenas cidades, bairros e distritos rurais alijados da tecnologia e que acabam desconectados da rede global de computadores. Isso ocorre por uma falha no edital de concessão dos serviços que existem atualmente, que privilegiou os médios e grandes centros.
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Estamos na iminência do leilão da tecnologia 5G, que promete ser uma revolução na conectividade e na transmissão de dados, e o nosso Estado precisa estar preparado para receber esta rede. Não podemos repetir os equívocos do passado, até porque a nova plataforma é vista como uma ferramenta essencial para alavancar a produção de riquezas e facilitar o acesso a serviços públicos e privados.
Nesta semana fiz um convite a prefeitas e prefeitos para participar da audiência pública que realizaremos no próximo dia 29 para debater tecnicamente o impacto do 5G na nossa economia e na vida dos paranaenses. A audiência será virtual e estará aberta a todos que quiserem participar, mas é fundamental que as autoridades municipais estejam presentes.
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“Muitas cidades precisarão rever ou criar legislação para a instalação de novas antenas e equipamentos. Precisaremos vencer este obstáculo para que todas as nossas cidades tenham um moderno serviço de comunicação”
Muitas cidades precisarão rever ou criar legislação para a instalação de novas antenas e equipamentos. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), este é um dos principais limitadores para que as empresas invistam em serviços de telefonia móvel e internet. Precisaremos, então, vencer este obstáculo para que todas as nossas cidades tenham possibilidade de ter um moderno serviço de comunicação.
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No edital que rege o leilão do sistema, a própria Anatel pontua que as cidades com leis adequadas serão priorizadas para receber os investimentos das operadoras que ganharem a concessão do sistema 5G. As leis locais devem estar alinhadas com a legislação federal – a Lei das Antenas (13.116/15) e o decreto 10.480/20.
Em síntese, os municípios devem ficar atentos às normas que tratam do licenciamento ambiental e urbanístico para a instalação de antenas. Para a implementação da nova tecnologia será necessário expandir o número de bases de transmissão. Os equipamentos, contudo, serão menores e podem ser instalados em postes de iluminação, fachadas e telhados de prédios e residências, áreas públicas e mobiliário urbano.
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A expectativa é de que todas as cidades brasileiras sejam atendidas pelo 5G no final de 2029. Até lá as operadoras deverão disponibilizar no mínimo a conexão em 4G nos municípios que ainda não contam com este serviço. Isso vale para localidades com mais de 600 habitantes. O sistema também deve estar disponível ao longo das rodovias federais.
“O 5G promete velocidade de transmissão de dados 100 vezes maior que a atual e amplia a chamada internet das coisas. Este é um avanço sem proporções para a produção […]”
A modernização da tecnologia fará uma transformação econômica e social. A evolução da conectividade deve mudar a realidade da indústria, comércio, agricultura e das pessoas de uma forma geral. Lembremos que o 5G promete uma velocidade de transmissão de dados 100 vezes maior que a atual e amplia a chamada internet das coisas. Ou seja, permite que máquinas e equipamentos funcionem de forma autônoma.
Este é um avanço sem proporções para a produção agrícola, por exemplo. O campo vai exigir cada vez mais um sistema de transmissão de dados que garanta a automatização de grande parte dos trabalhos feitos nas lavouras. Além disso, temos que pensar nos serviços públicos. Na saúde, aumentam enormemente as possibilidades de cirurgias remotas em razão da qualidade de sinal.
Não podemos, portanto, deixar áreas de sombra no território paranaenses. O 5G precisa chegar a todos os lugares do Estado no menor prazo possível para que possamos ficar em sintonia com o mundo. Por isso, estamos chamando especialistas e técnicos do Estado que atuam na área de inovação, além das operadoras de celular, para debater as necessidades do Paraná em relação à nova tecnologia.
Com a audiência do dia 29, a Assembleia Legislativa encampa e puxa para si o necessário aprofundamento da discussão sobre a plataforma 5G. É algo que ainda faltava fazer no Paraná, com a abrangência que o tema merece. É mais uma iniciativa que demonstra o protagonismo de deputadas e deputados na defesa dos interesses dos paranaenses.
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Como conectar a impressora ao Wi-Fi
Recurso presente em diversos modelos de impressora facilita o compartilhamento e oferece mais comodidade. Veja como conectar a impressora ao Wi-Fi.
Por Fernando Sousa, para o TechTudo
19/09/2021 07h20 Atualizado há um dia
1 de 13 Como conectar a impressora ao Wi-Fi
Divulgação/Epson
Conectar a impressora ao Wi-Fi é possível em alguns modelos de marcas como Brother, Canon, Epson, HP e mais. Além de proporcionar uma maior comodidade, o recurso facilita o compartilhamento da máquina em sua rede local. A tecnologia está presente em diversas linhas de impressoras, desde modelos de entrada até os mais modernos e com mais recursos, como tanques de tinta ou impressão a laser.
Apesar de parecer algo complicado, a instalação de uma impressora por meio da rede Wi-Fi não é tão complexa. Cada fabricante pode oferecer um jeito diferente mas, a seguir, o TechTudo dá detalhes de como você pode configurar sua impressora via Wi-Fi e ter mais liberdade e conforto na hora de imprimir documentos.
Várias impressoras aceitam transmissão Wi-Fi — Foto: Divulgação/Epson
O que é necessário para conectar a impressora ao Wi-Fi?
Seu modelo de impressora precisa ter a disponibilidade de configuração via rede sem fio, recurso presente em grande parte dos modelos modernos, mesmo de entrada. Além disso, você precisa ter um roteador ou modem Wi-Fi, rede configurada e a senha da rede. Ter acesso ao menu de configuração do roteador também pode ser interessante em alguns casos, mas requer os dados de administrador da rede com login e senha.
Para verificar se sua impressora oferece conectividade Wi-Fi, é interessante consultar o manual ou acessar o site da fabricante. Muitos modelos tem um botão destinado ao recurso Wi-Fi ou LEDs que indicam a funcionalidade, além de botão WPS para configuração rápida.
Quais são as formas de configurar minha impressora no Wi-Fi?
A configuração se dá basicamente de duas formas: por meio de software da fabricante ou utilizando o pareamento via função WPS. O software das fabricantes pode ser obtido diretamente no site da marca e exige, na maioria das vezes, apenas que o usuário indique qual é o modelo de impressora a ser configurado. Em alguns casos, o software de configuração do Wi-Fi é o mesmo software que instala os drivers e recursos adicionais.
Para utilizar o recurso de WPS, você precisa observar se a impressora tem a função e se o seu modem ou roteador oferece a possibilidade de configuração de novos dispositivos por este meio.
Configuração via software
Ao instalar sua impressora, você pode ter tido que instalar os drivers, o que por sua vez pode ter exigido o download de algum software da fabricante. Algumas marcas, como a Epson, oferecem um software para configuração das impressoras que, em um determinado momento, possibilita a instalação do equipamento em uma rede Wi-Fi.
Para realizar o procedimento, basta fazer o download do software indicado para sua impressora e seguir o passo a passo de configuração. No exemplo dos modelos da Epson, mesmo para quem pretende utilizar a impressora sem conectar fios, é solicitado que a impressora seja conectada ao computador por meio do cabo USB durante a instalação.
Software de fabricantes como a Epson oferece configuração Wi-Fi simplificada — Foto: Reprodução/Paulo Alves
Na janela de configuração de redes sem fio, o usuário precisa selecionar uma das redes Wi-Fi disponíveis. Depois de inserir a senha, basta aguardar até que a configuração da impressora seja concluída.
Ao concluir o processo, você pode remover o cabo da impressora e, se for o caso, posicionar o equipamento em outro local, desde que mantenha o acesso ao sinal do roteador.
Configuração rápida por WPS
Talvez a maneira mais simples de realizar a configuração da impressora em uma rede Wi-Fi seja por meio da função WPS. O recurso realiza a sincronização dos dispositivos de uma rede, e solicita apenas que um botão seja acionado em um determinado intervalo de tempo.
Para ter acesso ao recurso, primeiro é necessário verificar se o seu roteador tem a funcionalidade. Em alguns modelos de roteadores existe um botão específico para a função de WPS, enquanto outros modelos de marcas como a Intelbras realizam a configuração de WPS pelo mesmo botão que faz o reset do roteador.
Botão WPS permite conectar facilmente dispositivos via Wi-Fi — Foto: Barbara Mannara/TechTudo
A impressora também precisa oferecer a funcionalidade, uma vez que o recurso exige que o usuário pressione teclas para habilitar a busca de uma rede. Quando acionado, o modem ou roteador inicia uma contagem que varia de cada modelo. Assim, no intervalo de tempo indicado, você precisará acionar a ferramenta de pareamento da impressora.
De modo geral, o WPS funciona de maneira similar ao pareamento Bluetooth, exigindo que os dois dispositivos tenham o recurso acionado simultaneamente para que, de maneira automática, seja feita a configuração na rede. Após concluir a configuração, a rede vai atribuir um endereço IP para impressora, o que deve facilitar a configuração do equipamento em outros computadores.
Botão Wi-Fi da impressora Epson L365 — Foto: Divulgação/Epson
Adicionando a impressora aos computadores da rede
Passo 1. Depois de realizar a configuração da impressora no Wi-Fi, você vai precisar adicioná-la à lista de dispositivos vinculados ao seu computador. Para isso, acesse o Painel de Controle do Windows e localize a guia "Hardware e Sons";
Acesso a 'Hardware e Sons' no Painel de Controle — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 2. Ao acessar a guia, o primeiro item listado deve ser "Dispositivos e Impressoras";
Menu de configuração de novos dispositivos e impressoras — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 3. Em "Dispositivos e Impressoras", uma nova janela é aberta listando os dispositivos conectados. Note que, na parte superior da tela, existem duas opções: "Adicionar dispositivo" e "Adicionar Impressora". Selecione a segunda;
Acesse 'Adicionar Impressora' para avançar no processo de configuração — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 4. Uma nova janela será aberta solicitando que você selecione a impressora que deseja adicionar. Caso sua impressora não seja detectada automaticamente, selecione a opção "A impressora que eu quero não está na lista";
Caso sua impressora não seja listada, selecione a função destacada para avançar — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 5. Na janela seguinte, o Windows exibe diversas formas de adicionar sua impressora, incluindo "Adicionar uma impressora usando um endereço IP ou nome de host";
Selecione a opção de TCP/IP para adicionar a impressora da rede — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 6. Ao selecionar a opção, na janela a seguir, no campo "Tipo de dispositivo", selecione "Dispositivo TCP/IP", e no campo "Nome do host ou endereço IP", adicione o IP da impressora que foi configurada.
Para descobrir qual é o IP da sua impressora, você pode acessar as configurações de seu modem ou roteador e verificar quais são os dispositivos conectados. Alguns modelos de impressoras também podem ser configurados e operados por meio de apps para celular, nos quais é possível obter o endereço IP dos dispositivos de uma maneira rápida e simples.
Após digitar o IP da impressora, clique em "Avançar";
Adicione o endereço IP no campo indicado para avançar — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 7. Drivers adicionais podem ser necessários, e o Windows pode solicitar que você indique a fabricante e modelo da impressora na janela a seguir. Após encontrar os dados de seu equipamento, basta avançar;
Selecione a fabricante e modelo da impressora para que o Windows instale os drivers automaticamente — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Passo 8. Após avançar nas etapas seguintes, basta concluir as configurações e, se necessário, imprimir a página de teste.
Após concluir, basta imprimir página de testes ou encerrar a configuração — Foto: Reprodução/Fernando Sousa
Mais do TechTudo
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Cinco aplicativos para comparar preços e encontrar os produtos mais baratos
Apps estão disponíveis para Android e iPhone (iOS) e prometem ajudar o consumidor a economizar até nas compras do supermercado
Por Lucas Santos, para o TechTudo
19/09/2021 08h50 Atualizado há um dia
Economizar na hora da compra é o que muitos consumidores desejam. Por isso, alguns aplicativos prometem encontrar produtos por preços mais justos ao comparar e monitorar os valores oferecidos por várias lojas. Estes apps reúnem informações como histórico de preços de um item, valor mais baixo durante a busca e podem até notificar o usuário quando o produto favorito sofrer reduções. As ferramentas listadas a seguir podem ser baixados gratuitamente pela Google Play Store ou App Store.
Algumas opções como o Buscapé e o Zoom mostram o melhor preço, fornecem cupons de desconto e cashback. Outro destaque é o Busca Preço, que pode ser utilizado em lojas físicas para saber a média do valor de um produto por meio do código de barras. Veja a seguir cinco aplicativos que prometem ajudar a economizar na hora da compra.
1 de 6 Aplicativos que comparam preços de produtos ajudam consumidores na hora de escolher o menor valor — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo
Aplicativos que comparam preços de produtos ajudam consumidores na hora de escolher o menor valor — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo
1. Buscapé
O Buscapé é um comparador de ofertas que possui mais de 500 lojas cadastradas para mostrar o melhor preço de diversos produtos. Outro destaque da plataforma é a possibilidade de comprar com cupons de descontos exclusivos. O app está disponível gratuitamente para ser baixado no Android ou iPhone (iOS).
Além da busca pelos preços mais baixos, o aplicativo do Buscapé também oferece um histórico de ofertas para comparar valores e produtos, disponibiliza a avaliação de outros consumidores, além de um vigia de preços responsável por notificar sobre reduções, no qual é possível salvar os itens favoritos em uma lista exclusiva.
O comparador Buscapé é uma opção que oferece cupons de desconto — Foto: Divulgação/Buscapé
2. Zoom
O Zoom é um comparador de preços que promete ajudar os usuários na hora da compra e ainda oferece 7% de cashback em vários produtos. A plataforma se compromete em auxiliar os consumidores desde a comparação até a entrega por meio do Zoom Garante. O serviço de controle de qualidade assegura o suporte necessário em caso de atraso na entrega dos produtos comprados no Zoom.
O app oferece um histórico de preços dos últimos 40 dias ou até dos últimos 6 meses para saber a variação de valor dos produtos. O comparador também disponibiliza uma especialista para tirar dúvidas sobre os itens de desejo dos consumidores. O Zoom pode ser baixado na App Store ou Play Store.
Zoom é o comparador de preços que proporciona cashback de até 7% — Foto: Divulgação/Zoom
3. Escolha Segura
O Escolha Segura é uma opção que compara os preços dos produtos de diversas lojas do comércio eletrônico de forma instantânea enquanto o usuário navega no e-commerce. O aplicativo é gratuito e pode ser instalado somente pela Play Store.
Ao navegar pelas lojas virtuais no celular utilizando o Google Chrome, na página do produto escolhido aparecerá o ícone do comparador com preços mais baixos em outras lojas. O desenvolvedor indica ainda que o aplicativo oferece recursos de acessibilidade.
O comparador Escolha Segura fornece notificações de ofertas diretamente na página da web — Foto: Divulgação/Escolha Segura
4. Escorrega o Preço
O Escorrega o Preço é uma plataforma para comparar os valores de diversas lojas virtuais. O aplicativo está disponível para download gratuito somente na Play Store. A promessa é de que o comparador informe ao cliente se o produto buscado está com bom preço ou não. Outro destaque para os consumidores são os cupons de desconto disponíveis em lojas cadastradas.
Com o app é possível criar um alerta para artigos específicos, sendo assim, não é necessário procurar o item com frequência, pois o Escorrega o Preço assegura notificar o usuário das melhores ofertas. O histórico de preços reúne os valores dos últimos 90 dias ou dos últimos 2 anos, conforme a necessidade do usuário.
O Escorrega o Preço está disponível para Play Store — Foto: Divulgação/Escorrega o Preço
5. Busca Preço
O Busca Preço é um aplicativo que promete auxiliar os consumidores a encontrar preços mais justos de produtos específicos disponíveis em supermercados e farmácias, por exemplo. A promessa é de que o usuário seja informado se um produto está caro ou barato utilizando o app, para isso basta escanear o código de barras e ter acesso às informações.
O aplicativo está disponível para download gratuito na Play Store. O resultado da busca consegue proporcionar ao cliente as várias classificações de preço de um produto que estarão divididos em: barato, razoável, tolerável e caro, além de informar o preço justo do item.
O aplicativo Busca Preço fornece uma média de preços de produtos disponíveis nas lojas físicas — Foto: Divulgação/Busca Preço
Mais do TechTudo
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5 funções do WhatsApp que ajudam a economizar a memória do celular
Mensageiro tem recursos para apagar arquivos de forma automática no smartphone
Por Clara Fabro, para o TechTudo
18/09/2021 08h00 Atualizado há um dia
1 de 6 5 funções do WhatsApp que ajudam a economizar a memória do celular
Reprodução/WhatsApp
O WhatsApp possui uma série de funções que podem ajudar a poupar a memória do celular. Por exemplo, a visualização única de fotos e vídeos e o modo temporário para mensagens são ferramentas que autodestroem conteúdos após um determinado período, limpando o armazenamento de forma automática.
Na lista a seguir, o TechTudo separou cinco funções do WhatsApp que ajudam a economizar espaço no armazenamento do celular. A seguir, você pode conferir como acessar a ativar os recursos para aproveitar melhor o mensageiro e liberar memória no smartphone.
2 de 6 WhatsApp: veja como poupar memória do celular com cinco recursos do mensageiro — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo
WhatsApp: veja como poupar memória do celular com cinco recursos do mensageiro — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo
1. Análise de armazenamento
O recurso de gerenciamento de memória do WhatsApp permite conferir o espaço ocupado pelos conteúdos de mídia compartilhados no app. A página informa quantos GB de memória ainda estão livres, quais são os arquivos maiores do que 5 MB, as mídias encaminhadas com frequência e o tamanho das conversas no WhatsApp.
Para acessar o recurso, abra o WhatsApp e toque sobre as reticências no canto superior direito da tela para ir até as configurações do app. Em seguida, selecione "Armazenamento e dados" e, depois, "Gerenciar Armazenamento". A função ainda deixa organizar as mídias das mais pesadas para as mais leves, o que pode ser útil para liberar espaço mais rapidamente.
Arquivos de mídia desnecessários podem ser excluídos através da função "Gerenciar Armazenamento" — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
2. Modo temporário
O modo temporário do WhatsApp também pode ser útil para liberar a memória do celular. Ao ativar a função em uma conversa, todo o conteúdo de mensagens compartilhadas pela plataforma desaparece de forma automática sete dias após o envio. Assim, é possível liberar o espaço de armazenamento ocupado pelas mensagens com certa periodicidade.
Para usar o recurso, é preciso ativar a função em cada conversa individualmente. Para isso, abra um chat no WhatsApp e toque sobre o nome do contato. Em seguida, deslize a tela para baixo até encontrar a aba "Mensagens temporárias", toque sobre o recurso e, na tela seguinte, selecione a opção "Ativadas". Vale dizer que a função também pode ser habilitada nos grupos do mensageiro, mas apenas os administradores podem ativar o recurso nos chats coletivos.
Para enviar fotos e vídeos com visualização única, toque sobre o ícone de câmera ao lado de "Mensagem" ou acesse a galeria do aplicativo. Selecione a foto ou vídeo desejados e, antes de enviá-los, toque sobre o ícone de timer com um desenho de "1" no centro para ativar o recurso.
Enviando uma imagem com visualização única no WhatsApp — Foto: Reprodução/Clara Fabro
Vale ressaltar que esse procedimento deverá ser seguido sempre que usuário desejar enviar mídias com visualização única, já que a função não vem habilitada por padrão. Apesar de não permitir salvar os arquivos no celular, o recurso não possui aviso de print — ou seja, não há como saber se o destinatário fez uma captura da tela da imagem.
4. Mudar qualidade de imagem
Outra dica que pode ser útil para liberar espaço no celular é modificar a qualidade das imagens compartilhadas pelo mensageiro. Por padrão, o WhatsApp comprime as fotos enviadas pela plataforma, já que imagens com resolução mais alta implicam em um tempo maior de processamento. Mas é possível mudar a qualidade da imagem enviada, e escolher compartilhar imagens com alta qualidade ou em economia de dados, que comprime ainda mais o arquivo e ocupa menos espaço no celular.
Para enviar fotos com maior compressão, abra as configurações do WhatsApp, toque sobre "Armazenamento e dados" e selecione a opção "Qualidade das fotos". Em seguida, selecione a opção ao lado de "Economia de dados" no pop-up que aparecerá na tela, e toque em "Ok" para confirmar. Vale lembrar que fotos mais comprimidas possuem maior perda de resolução.
Alterando a qualidade das fotos no WhatsApp para o modo "Economia de dados" — Foto: Reprodução/Clara Fabro
5. Desativar download automático de mídias
O download automático de mídias fica habilitado por padrão no WhatsApp, e pode ser mais prático do que baixar os conteúdos manualmente. No entanto, a função pode encher a memória do smartphone, já que todos os conteúdos baixados são salvos diretamente na biblioteca do celular. Por isso, desativar o download automático dos arquivos pode ajudar a manter a memória do dispositivo livre.
Para isso, vá até as configurações do WhatsApp e toque sobre "Armazenamento e dados". Em seguida, em "Download automático de mídia", selecione "Ao utilizar dados móveis" e desmarque as opções "Fotos", "Vídeos" e "Documentos". Para salvar, toque em "Ok". Repita o procedimento em "Ao utilizar dados móveis" e "Em roaming".
Desativando o download automático de fotos, vídeos e documentos no WhatsApp — Foto: Reprodução/Clara Fabro
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Oito fórmulas essenciais do Excel para simplificar as contas
Lista traz oito funções para descomplicar as contas do dia a dia usando o Excel; confira
Por Clara Fabro, para o TechTudo
18/09/2021 10h00 Atualizado há um dia
Algumas fórmulas do Excel podem simplificar as contas em planilhas. As funções permitem calcular a soma e a multiplicação de valores em intervalos pré-definidos, descobrir quais os maiores ou menores valores em uma sequência, e até criar critérios para descomplicar determinadas operações. As fórmulas podem ser úteis para quem quer organizar os gastos do mês, ou ainda para quem trabalha com fluxo de caixa, controle de preço e até organização de estoque.
Na lista abaixo, o TechTudo separou oito funções matemáticas do Excel que devem facilitar e descomplicar as contas. Confira a seguir de que maneira as fórmulas podem ajudar no dia a dia de uma empresa ou do lar e como aplicá-las em uma planilha.
1 de 9 Excel: lista traz oito funções que podem descomplicar as contas — Foto: Helito Beggiora/TechTudo
Excel: lista traz oito funções que podem descomplicar as contas — Foto: Helito Beggiora/TechTudo
1. =SOMA()
A fórmula =SOMA() é uma das funções mais básicas do Excel. Ela permite calcular o total de valores de um determinado intervalo em uma tabela, recurso que pode ser útil para quem trabalha com fluxo de caixa, por exemplo. Para utilizá-la, em uma célula em branco, digite "=SOMA (" e, em seguida, selecione o intervalo de números que você deseja somar na tabela.
Após selecionar as células que entrarão na conta, digite ")" para fechar o parênteses e pressione enter. Por exemplo, se os valores para a soma estão entre o intervalo que vai de C2 a C11, então a função deve assumir o seguinte formato: =SOMA(C2:C11).
2 de 9 Somando um intervalo no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
Somando um intervalo no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
2. =SOMASE()
A função =SOMASE(), diferentemente da fórmula =SOMA(), só adiciona os valores de um intervalo se eles atenderem a um critério especificado. Com a =SOMASE(), é possível definir um parâmetro para somar as células da planilha. Por exemplo, em uma planilha de gastos você pode indicar a soma apenas dos valores menores que R$ 100 e, assim, obter o somatório total com base neste critério. A função vai assumir o seguinte formato: =SOMASE(intervalo;critério). Se você quer somar o intervalo entre C2 e C11, e o critério são os valores menores do que R$ 100, então temos: =SOMASE(C2:C11;"<100").
Aplicando a função =SOMASE() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
Além disso, a função =SOMASE() ainda pode ser usada para somar intervalos cujos critérios estejam relacionados a outras células de uma planilha. Por exemplo, se o usuário tem uma tabela com os gastos do mês e deseja calcular a soma dos valores gastos apenas em "Supermercado", pode utilizar a fórmula =SOMASE(), que assume o seguinte formato: =SOMASE(intervalo;critério;intervalo_soma). Nesse caso, se você deseja somar o intervalo de C2 a C11 apenas com os gastos em "Supermercado", temos a função =SOMASE(A2:A11;"Supermercado";C2:C11).
Aplicando a função =SOMASE() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
3. =BDSOMA()
A função =BDSOMA() pode ser utilizada para calcular a soma de um intervalo especificado de um banco de dados, permitindo a manipulação de outras informações da tabela com base em critérios pré-definidos.
Por exemplo, em uma planilha com dados de contas, gastos do mês e dia do pagamento, é possível somar o total dos gastos e definir critérios para a operação: se você quer saber quanto gastou em um dia, pode manipular os dados para obter a soma total para este dia específico. Ou, então, pode definir uma categoria, como "Entretenimento", por exemplo, para saber quanto gastou no total, tendo como base este critério.
A função deve ser escrita da seguinte forma: =BDSOMA(banco_de_dados;campo;critério). O "banco de dados" são todas as informações da planilha, incluindo o título da tabela. O "campo" deve ser o número da coluna que traz as informações dos valores que serão somados, e os "critérios" são os intervalos com as células que contém as condições especificadas.
Utilizando como exemplo a tabela da figura abaixo, temos a função escrita da seguinte forma: =BDSOMA(A1:C11;3;E2:F3). Assim, é possível somar os gastos e definir critérios para a operação, considerando a soma de gastos em um dia específico, por exemplo.
Aplicando a função =BDSOMA() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
4. =MULT()
A função MULT(), assim como a SOMA(), permite a multiplicação dos valores de um intervalo na tabela. Com a fórmula, é possível multiplicar os valores das células, multiplicar o resultado por um número, e também calcular a multiplicação dos números das linhas e colunas, função útil quando é necessário multiplicar várias células em uma tabela.
A fórmula assume o seguinte formato: =MULT(número1, [número2], [número3], ...). Para multiplicar intervalos, você pode escrevê-la da seguinte forma: =MULT(C2:C11). Caso queria multiplicar o resultado da operação por dois, por exemplo, a fórmula pode ser escrita: =MULT(C2:C11;2).
5. =MÍNIMO() OU =MÍN()
A função =MÍNIMO() identifica o menor número de um intervalo em uma planilha, e pode ser útil para analisar o menor desvio de uma tabela. Para utilizar a fórmula, em uma célula em branco, digite "=MÍNIMO(" e selecione o intervalo desejado. Em seguida, feche o parênteses digitando ")" e pressione a tecla enter. O Excel, então, retornará o número de menor valor que foi encontrado. Em algumas versões do Excel, a função pode ser encontrada como =MÍN().
Em uma tabela com a descrição dos gastos do mês, por exemplo, você pode identificar o valor da menor despesa. Para encontrar o menor número em um intervalo que vai de C2 a C11 em uma tabela, a função assume o seguinte formato: =MÍNIMO(C2:C11).
Aplicando a função =MÍN() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
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6. =MÁXIMO()
A aplicação da função =MÁXIMO() é similar à função =MÍNIMO(). A diferença entre elas é que, enquanto a segunda identifica o menor valor de um intervalo, a primeira é capaz de encontrar o maior valor. Para utilizar a fórmula, em uma célula em branco, digite "=MÁXIMO(" e selecione o intervalo desejado. Em seguida, digite ")" e pressione a tecla enter. O excel, então, retornará o maior número encontrado entre as células selecionadas.
A função, assim como =MÍNIMO(), pode ser útil para identificar o desvio de uma tabela. Por exemplo, se você deseja encontrar a despesa com o maior valor em um quadro de gastos, é possível fazer isso utilizando a função =MÁXIMO(). Em um intervalo que vai de C2 a C11, a função assume o seguinte formato: =MÁXIMO(C2:C11).
Aplicando a função =MÁXIMO() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
7. =MENOR()
A função =MENOR(), assim como =MÍNIMO(), é capaz de retornar os menores valores identificados em um intervalo na tabela. A diferença entre as duas funções é que =MÍNIMO() identifica apenas o menor número, enquanto =MENOR() pode encontrar outros valores baixos entre os selecionados. Assim como em =MÍNIMO(), =MENOR() pode ser útil para identificar os menores desvios em uma sequência.
Por exemplo, se você deseja encontrar o segundo menor número de um intervalo da tabela, digite "=MENOR(", selecione o intervalo, digite";2)" e pressione enter. A fórmula, portanto, assume o seguinte formato no exemplo utilizado: =MENOR(C2:C11;2), e retornará o segundo menor número do intervalo. Seguindo a mesma lógica, também é possível usar a função =MENOR(C2:C11;3) para descobrir o terceiro menor número, e assim por diante.
Aplicando a função =MENOR() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
8. =MAIOR()
A função =MAIOR(), assim como =MÁXIMO(), é capaz de identificar os maiores valores de um intervalo na tabela. A diferença entre as duas funções é que =MÁXIMO() retorna apenas o maior número, enquanto =MAIOR() pode encontrar outros valores altos no intervalo. A função, portanto, pode ser útil para identificar os maiores desvios em uma tabela.
A aplicação da função =MAIOR() é similar à função =MENOR(). Portanto, para encontrar o segundo maior número de um intervalo, a fórmula deve ser escrita da seguinte forma: =MAIOR(C2:C11;2). Já para encontrar o quinto maior número da sequência, deve assumir o formato =MAIOR(C2:C11;5).
Aplicando a função =MAIOR() em uma planilha no Excel — Foto: Reprodução/Clara Fabro
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Notebook ou PC? Saiba cinco diferenças antes de comprar
Confira informações importantes para avaliar antes de escolher o modelo ideal
Por Lucas Santos, para o TechTudo
20/09/2021 04h00 Atualizado há 4 horas
A escolha do modelo ideal de computador pode gerar dúvidas em alguns usuários, e para acertar na decisão entre um desktop ou um notebook é necessário conhecer as diferenças entre os equipamentos. É possível encontrar produtos do segmento que apresentam configurações similares. No entanto, o formato portátil ou não deve ser levado em consideração de acordo com o que o consumidor deseja.
O TechTudo preparou uma lista com cinco diferenças que podem ser encontradas no comparativo entre desktops e notebooks. Confira a seguir dicas que abordam o que deve ser levado em conta antes de escolher o modelo ideal.
1 de 6 Lista reúne algumas diferenças que podem ser encontradas no comparativo entre desktops e notebooks — Foto: Divulgação/Unsplash (XPS)
Lista reúne algumas diferenças que podem ser encontradas no comparativo entre desktops e notebooks — Foto: Divulgação/Unsplash (XPS)
Nota de transparência: Shoptime e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.
1. Portabilidade
Os usuários que precisam utilizar o computador em mais de um lugar podem optar por um notebook devido à portabilidade. O equipamento pode ser transportado sem muita dificuldade dentro de uma bolsa ou mochila, podendo ser utilizado tanto em casa quanto no escritório. O desktop deve ser melhor aproveitado em um ambiente fixo, pois para mudá-lo de lugar é necessário realizar a desmontagem de seus periféricos.
Outro ponto positivo dos computadores portáteis é a capacidade de usá-lo fora da tomada, apenas com a carga da bateria interna. Já o desktop precisa estar sempre conectado à energia para o uso, o que limita algumas possibilidades. Outra vantagem é que o notebook requer menos espaço físico que o computador, podendo ser utilizado com maior tranquilidade mesmo em mesas ou escrivaninhas pequenas.
Os notebooks ocupam menos espaço na mesa — Foto: Pedro Vital/TechTudo
2. Troca de peças
Realizar manutenções nos computadores é um processo importante para garantir que a vida útil dos aparelhos seja maior. A troca de peças nos modelos desktop tende a ser um pouco mais fácil quando comparada a de notebooks. Devido à facilidade de manusear os componentes e também de encontrá-los no mercado nacional, os upgrades e substituições devem ser menos complicados para os usuários. A manutenção em notebooks requer um pouco mais de conhecimento e a compatibilidade dos componentes pode ser restrita.
Caso o mouse e o teclado de um desktop apresentem problema, por exemplo, o ato de realizar a troca dos periféricos é mais simples, pois basta adquirir um produto novo e conectá-lo novamente. No caso dos notebooks, os periféricos básicos estão diretamente agregados à estrutura do equipamento, com isso, sua manutenção tende a ser mais difícil.
Os desktops tendem a ser mais fáceis de realizar upgrades — Foto: Filipe Garrett/TechTudo
3. Preço
Um dos fatores que influenciam no preço de computadores é a sua configuração. Quando falamos de um notebook que apresenta a mesma ficha técnica de um desktop, podemos encontrar uma discrepância nos valores e os portáteis acabam sendo mais caros. Isso ocorre porque os laptops são equipamentos completos que apresentam os periféricos essenciais e alguns acessórios extras incluídos na estrutura.
Dependendo de quanto o usuário pretende gastar em um computador, um desktop pode ser uma opção mais fácil de se adequar ao bolso. Ao optar por montar um PC o consumidor pode, por exemplo, priorizar alguns componentes em detrimento de outros. Portanto, com a troca de peças sendo mais fácil, é possível realizar os upgrades no futuro. Mas é importante salientar que o preço do desktop pode sofrer alteração devido à compra separada de periféricos como tela, mouse e teclado, por exemplo.
O preço de notebooks mais avançados pode ser mais elevado do que o de um desktop — Foto: Raíssa Delphim/TechTudo
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4. Tela
O tamanho da tela do computador costuma variar de acordo com a necessidade do usuário. Em notebooks, as dimensões desta peça apresentam limitações quando comparado ao desktops, que permitem utilizar monitores com mais polegadas de tamanho e até mesmo televisões como tela.
Os computadores portáteis também permitem que os usuários os conectem a outras telas ou mesmo em TVs. No entanto, ao conectar o dispositivo em displays externos, sua portabilidade acaba sendo prejudicada, pois o periférico externo pode limitar o uso dos laptops. Isso porque o usuário precisará ficar em mesas ou locais próximos à tela.
Ao utilizar notebooks em outros displays, o dispositivo perde sua portabilidade — Foto: Raquel Freire/TechTudo
5. Desempenho
A disputa no quesito desempenho entre desktops e notebooks varia de acordo com a finalidade do usuário. De modo geral, os PCs de mesa tendem a fornecer uma melhor performance e isso pode estar associado à possibilidade de realizar upgrades com mais facilidade. Por exemplo, quando uma placa de vídeo nova é lançada, o consumidor pode instalá-la no PC sem tardar, enquanto a tendência é que o componente demore para chegar aos laptops.
A escolha entre os dois modelos de computador, porém, deve levar em consideração o propósito final de uso. No mercado, existem diversas opções de notebooks disponíveis e quem executa tarefas mais simples pode optar por um modelo com o desempenho moderado. Já os usuários mais exigente podem optar pelos desktops com configurações mais avançadas e que permitem upgrades de maneira simples.
O desempenho do computador é um dos critérios que deve ser levado em conta na hora de escolher o modelo que comprar — Foto: Divulgação/Apple
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12 funções 'escondidas' do Google Chrome que você precisa conhecer
Navegador do Google pode ser usado como calculadora e consegue controlar reprodução de músicas; veja lista com funções
Por Raquel Freire, para o TechTudo
19/09/2021 00h00 Atualizado há um dia
O Google Chrome é um dos navegadores mais populares, sendo usado por 65% dos usuários. A mágica da omnibox — a barra de endereço que permite fazer buscas no Google sem ter que a abrir a página do mecanismo de pesquisas — é um grande atrativo para os internautas, que têm o browser como primeira opção, seja usando Windows, Mac ou Linux.
Ainda assim, muitos recursos presentes no navegador são pouco explorados. Pensando nisso, o TechTudo separou uma lista com 12 funções pouco conhecidas do Google Chrome e que podem melhorar a experiência com o browser. As dicas abaixo são focadas na versão web do navegador, embora alguns recursos também funcionem nas versões dos aplicativos para celulares Android e iPhone (iOS).
1 de 13 Google Chrome: lista traz 12 funções pouco conhecidas do navegador, incluindo grupos de abas — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo
Google Chrome: lista traz 12 funções pouco conhecidas do navegador, incluindo grupos de abas — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo
1. Grupos de abas
Navegar com diversas abas abertas é algo que quase todo usuário faz. Para ajudar a organizar a bagunça, o Google Chrome permite agrupar as guias de acordo com categorias, como "música", "trabalho", "faculdade", etc. O primeiro passo é clicar com o botão direito do mouse sobre uma aba e selecionar "Adicionar guia ao novo grupo".
2 de 13 Grupos de abas no Google Chrome ajudam a organizar a navegação do usuário — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Grupos de abas no Google Chrome ajudam a organizar a navegação do usuário — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Uma página para definir nome e cor do conjunto será aberta. Cada vez que abrir uma nova aba, você poderá clicar com o botão direito do mouse sobre ela e escolher um dos grupos já criados. Assim, formam-se grandes blocos de abas com cores distintas, facilitando a identificação dos assuntos.
2. Pesquise abas abertas na omnibox
A omnibox também indica abas abertas que usuário talvez esteja procurando. Quando o você digita uma palavra-chave na barra de endereço, o navegador exibe a opção "Alternar para esta guia" abaixo das URLs que contenham o termo. Desta forma, é possível evitar abrir a mesma página várias vezes.
Omnibox indica abas abertas que usuário talvez esteja procurando — Foto: Reprodução/Raquel Freire
3. Múltiplos perfis
O Chrome permite criar vários perfis de usuário. Com essa funcionalidade, pessoas que dividem um mesmo computador podem ter seus favoritos e demais configurações salvas de forma independente. O recurso também é útil para testar problemas no navegador, indicando se alguma falha ocorre apenas em um perfil ou em todos - e, portanto, se está relacionada a alguma configuração.
Google Chrome permite criar vários perfis de usuários no navegador — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Para adicionar um novo perfil, o usuário precisa clicar na sua foto, no canto superior direito do Chrome, fazer login com a conta do Google e pressionar "Adicionar". As preferências de cada profile também podem ser alteradas ao clicar no ícone de engrenagem "Configurar perfis".
4. Lista de leitura
O Google Chrome conta com um recurso chamado "lista de leitura". Ele serve para salvar uma página para ler depois, sem ter que adicionar a URL aos favoritos. A vantagem da ferramenta é que os conteúdos são sincronizados na conta Google, permitindo continuar a leitura em outros dispositivos.
Lista de leitura do Chrome permite ler sites em outros dispositivos, mesmo offline — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Na versão web, basta clicar no ícone de estrela na omnibox e selecionar "Adicionar à lista de leitura", localizada à direita da barra de favoritos. Os conteúdos ficam disponíveis para ler offline.
5. Bloqueio de pop-ups de notificações
Anúncios pop-ups solicitando permissão para o envio de notificações são impertinentes para a maioria dos usuários. Felizmente, é possível impedir que eles apareçam nas configurações do Chrome. Para isso, vá em "Privacidade e Segurança", entre em "Configurações do site" e acesse "Pop-ups e redirecionamentos". Feito isso, selecione a opção "Não permitir que os sites enviem pop-ups ou usem redirecionamentos."
Google Chrome permite desativar a exibição de pop-ups — Foto: Reprodução/Raquel Freire
6. Atalho para reabrir aba fechada por engano
É comum, durante a navegação, fechar uma aba sem querer e não lembrar ao certo do endereço para reabri-lo depois. Felizmente, o Google Chrome tem um atalho que permite recuperar uma aba fechada por engano. Basta pressionar "Ctrl + Shift + T" e o navegador irá reabrir a última guia fechada.
Atalho de teclado reabre guia fechada por engano no Chrome — Foto: Reprodução/Raquel Freire
7. Controle de música integrado
O Chrome possui um reprodutor de áudio integrado. Ele permite controlar a execução de músicas e vídeos diretamente da barra do navegador, sem a necessidade de procurar a guia que está emitindo o som para então pausá-lo. O controle de música integrado fica localizado no canto superior direito da barra de endereços e permite avançar, voltar, parar e continuar a reprodução do áudio.
Chrome tem reprodutor de música integrado ao navegador — Foto: Reprodução/Raquel Freire
8. Busca rápida
Caso deseje pesquisar uma palavra ou expressão, não é necessário abrir uma nova aba do Google Chrome para isso. Basta selecionar o termo, clicar com o botão direito do mouse e selecionar "Pesquisar <expressão> no Google". O navegador automaticamente abrirá uma nova guia com os resultados da pesquisa.
Google Chrome tem mecanismo de busca rápida por palavra ou frase — Foto: Reprodução/Raquel Freire
9. Salvar página em formato PDF
O Google Chrome consegue, de forma nativa, converter sites em PDF para salvá-los no computador. A função é bem simples de usar: clique no menu de três pontinhos, vá em "Imprimir" e, em "Destino", selecione "Salvar como PDF". Essa dica abre ainda mais o leque de possibilidades para ler um site, permitindo, por exemplo, visualizar artigos em um Kindle sem Wi-Fi.
Usuário pode converter sites em PDF com Google Chrome — Foto: Reprodução/Raquel Freire
10. Cópia de link para texto destacado
Selecionar um texto e clicar com o botão direito do mouse revela outra mágica: ao entrar em "Copiar link para conteúdo destacado", o Chrome cria um link que leva diretamente ao trecho. Esse link pode ser mandado para amigos via mensagem, tornando bem mais simples indicar o que você quer que as pessoas leiam.
Chrome cria links de conteúdos destacados para facilitar compartilhamento de texto — Foto: Reprodução/Raquel Freire
11. Caixa de pesquisa como bloco de notas e calculadora
O Chrome pode ser usado como um bloco de notas. Basta digitar "data:text/html, <html contenteditable>" (sem aspas) na barra de pesquisas e dar enter. A página ficará toda em branco, e você poderá escrever o que quiser. Caso queira salvar o conteúdo, converta a página em PDF, como indicado no item 9.
Barra de endereço do Chrome pode ser usada como bloco de notas e calculadora — Foto: Reprodução/Raquel Freire
A omnibox também serve como calculadora. O truque é simples: basta digitar a conta diretamente na barra de endereço. O resultado será exibido também ali, após um sinal de "=".
12. Gerenciador de tarefas do Chrome
Não é segredo para ninguém que o Chrome consome muita memória RAM. O que nem todos sabem é que o navegador tem seu próprio gerenciador de tarefas. Ele permite controlar as ações que estão sendo executadas pelo browser, encerrando sites que estão causando lentidão ou travamentos, por exemplo. A ferramenta ajuda, desta forma, a deixar a navegação na web mais rápida.
Gerenciador de tarefas do Google Chrome — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Para acessar o recurso, clique no menu de três pontinhos, posicione o cursor sobre "Mais ferramentas" e então clique em "Gerenciador de tarefas". Na janela, você pode identificar os processor que estão consumindo mais recursos do sistema e então finalizá-los.
Pacote de acessibilidade do Android: conheça seis funções úteis
Transcrição, notificações de sons e leitura em voz alta englobam a lista de recursos de acessibilidade
Por Marcela Franco, para o TechTudo
15/09/2021 07h00 Atualizado há 20 horas
O pacote de acessibilidade do Android reúne diversos recursos de adaptação que permitem manusear o celular sem precisar usar os olhos ou as mãos. Entre as funções que auxiliam usuários com deficiência visual, auditiva ou motora a usarem o smartphone, estão a transcrição de mensagens ou gravações de voz, o TalkBack e a adaptação do display do celular.
O smartphone pode ser personalizado com as funções nativas na aba "Acessibilidade", localizada nas configurações do celular, ou por meio de aplicativos do Google que completam as medidas. A seguir, conheça seis recursos úteis do pacote de acessibilidade do Android.
1 de 8 Veja seis recursos do pacote de acessibilidade úteis para o manuseio do celular — Foto: Marcela Franco/TechTudo
Veja seis recursos do pacote de acessibilidade úteis para o manuseio do celular — Foto: Marcela Franco/TechTudo
1. Notificações de som
O recurso notificações de som reconhece barulhos importantes próximos ao celular, como bipe de detector de fumaça e de eletrônicos, campainha, latidos e choro de bebês, e enviar uma notificação ao smartphone sobre as sonoras detectadas. Para ativar a função, é preciso acessar as configurações e tocar em "Acessibilidade". Depois, em "Serviços Instalados", basta procurar por "Notificações de som".
Caso o celular não disponibilize a função, é possível baixar o app Transcrição instantânea na Play Store, que conta com o mesmo recurso. Após o download, na tela inicial do aplicativo, acesse as configurações tocando sobre o ícone de engrenagem e selecione a opção "Abrir Notificações de som".
2 de 8 Recurso notificação de som é útil para usuários com deficiência auditiva — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Recurso notificação de som é útil para usuários com deficiência auditiva — Foto: Reprodução/Marcela Franco
2. Transcrição de mensagens ou gravações de voz
A transcrição de mensagens ou gravações de voz geram legendas automáticas em mídias como vídeos, podcasts e mensagens de áudio. A função está disponível em "Serviços Instalados" na aba "Acessibilidade". Para ativar o recurso, toque em "Transcrição instantânea". Vale ressaltar que a ferramenta realiza a transcrição simultânea apenas no idioma inglês.
3 de 8 O recurso de transcrição gera legendas instantâneas em vídeos — Foto: Reprodução/Marcela Franco
O recurso de transcrição gera legendas instantâneas em vídeos — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Para driblar a limitação do idioma, o Google possui o app Transcrição instantânea em que captura a fala do usuário, em português, pelo microfone e a exibe em formato de texto.
4 de 8 Aplicativo Transcrição Instantânea reconhece a voz pelo microfone do celular — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Aplicativo Transcrição Instantânea reconhece a voz pelo microfone do celular — Foto: Reprodução/Marcela Franco
3. Ouvir textos escritos no celular
O recurso TalkBack realiza a leitura da tela do celular em voz alta. O usuário pode ouvir textos escritos ao tocar em partes da tela que contenham palavras e mensagens. Todas as ações realizadas no smartphone são seguidas de um feedback em relação ao comando para auxiliar o uso do celular sem a necessidade de olhar para a tela.
A função está disponível nas configurações do celular. Na aba "Acessibilidade", basta tocar em "Serviços Instalados" e, depois, em "TalkBack. Em seguida, toque sobre o botão "Desativado" para ativar o recurso.
5 de 8 Toque em "Serviços instalados" e, depois, em "TalkBack" para acessar à função — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Toque em "Serviços instalados" e, depois, em "TalkBack" para acessar à função — Foto: Reprodução/Marcela Franco
4. Ler textos com a câmera do celular
O recurso Selecionar para ouvir faz a leitura em voz alta de textos à medida que o usuário aponta a câmera para imagens ou textos e seleciona uma área específica. A função fica disponível em "Serviços Instalados" na aba de "Acessibilidade". Para ligar o recurso, é necessário tocar em "Selecionar para ouvir" e, depois, pressionar o botão "Desativado".
O pacote de acessibilidade do Android possui um atalho que fica localizado bem na parte de baixo da tela, especificamente ao lado dos botões de home e voltar. Sabendo disso, para realizar a leitura em voz alta é preciso acessar a câmera do dispositivo e tocar no atalho, representado pelo ícone de pessoa. Depois, é preciso apontar a câmera para um texto e selecionar a área em questão.
6 de 8 Selecione para ouvir auxilia usuários com deficiência visual — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Selecione para ouvir auxilia usuários com deficiência visual — Foto: Reprodução/Marcela Franco
5. Adaptar o display do celular
O Pacote de acessibilidade permite mudar o tamanho da fonte do aparelho, da tela e ajustar cores. Na aba "Acessibilidade", o usuário precisa ir em "Melhorias de visibilidade". Na seção, é possível configurar diversas funções. Em "Tamanho e Zoom", por exemplo, ficam as opções para ampliar a tela e aumentar o tamanho da fonte. Além disso, daltônicos podem ir em "Correção de cor" para ajustar as cores.
7 de 8 Melhorias de visibilidade reúne recursos para personalizar letra, zoom e cores — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Melhorias de visibilidade reúne recursos para personalizar letra, zoom e cores — Foto: Reprodução/Marcela Franco
6. Conectar teclado em braille
O Pacote de acessibilidade deixa o usuário digitar usando o teclado em braille do TalkBack. Para usar a ferramenta, é preciso colocar o celular na horizontal. O teclado possui seis pontos, então é preciso configurar os comandos lembrando que cada ponto representa uma letra do alfabeto. A exclusão de uma letra, o espaço entre palavras e outros comandos são feitos por gestos explicados detalhadamente no tutorial que o Google exibe ao ativar o recurso.
Para usar a ferramenta, abra o teclado no celular e selecione abaixo do botão "Enter" para alterar o teclado para opção braile do TalkBack. Já a configuração da ferramenta deve ser feita na aba de TalkBack em "Acessibilidade".
8 de 8 Teclado em braille do TalkBack é voltado para usuários com deficiência visual — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Teclado em braille do TalkBack é voltado para usuários com deficiência visual — Foto: Reprodução/Marcela Franco
Defeitos do WhatsApp: disseminou as fake news que decidiram eleições mundo afora; foi responsável por notícias falsas sobre a Covid-19 no Brasil; permitiu que crianças fossem expostas a conteúdos impróprios; fomentou nudes; facilitou a vida dos praticantes de golpes financeiros; participou indiretamente de crimes, como o que aconteceu em Cuiabá, onde uma mulher negociou pelo WhatsApp o assassinato do seu marido por R$ 60 mil.
Qualidades do WhatsApp: nasceu como ferramenta de papo informal e se transformou rapidamente em peça importante no mundo dos negócios; melhorou o atendimento e as vendas de diversas empresas; aproximou gerações e facilitou o crescimento de profissionais; fomentou nudes; ajudou a levar a escola para dentro de casa; transformou em suportáveis os longos períodos de lockdown diminuindo a distância entre familiares e amigos.
Mas, deixando de lado os defeitos, as qualidades e os nudes, vale a pena analisar a linguagem do WhatsApp, que começou como diálogo escrito, ganhou a presença de fotos, áudios e vídeos e se transformou num poderoso disseminador de mensagens. Pode ser uma frase de William Shakespeare: “Os velhos desconfiam dos jovens porque já foram jovens”. Uma comparação de hábitos e costumes: “Sandálias Havaianas no mundo: acessório de praia”, “Sandálias Havaianas no Brasil: acessório de praia, calçado de pedreiro, mata-inseto, acendedor de churrasqueira, trave de gol, educador infantil, luva de goleiro, prendedor de porta, freio de bicicleta”.
Pode ser um progresso da humanidade documentado em vídeo: cenas de um corrimão em braile, que permite a deficientes visuais desfrutar a paisagem de um mirante em Nápoles, na Itália.
Ou um pensamento de filósofos de botequim: “Cerveja nunca faz pênalti. Cerveja só faz falta”.
Encontram-se ainda no WhatsApp fotos de 50 anos atrás, com quatro senhoras conversando na janela de uma casinha de vila e a legenda: “1970’s chat room using Windows.” E frases para mulheres com baixa autoestima: “Quando você estiver triste e desanimada, lembre-se da bunda da Lindsay Lohan”. Encontram-se também comentários para baianos orgulhosos das medalhas conquistadas em Tóquio: “Dendê será incluído na lista do doping nas Olimpíadas de Paris em 2024”. Pequenas histórias para pessoas sem coração: “Repórter: ‘O que a senhora prefere? Ter Parkinson ou Alzheimer?’. Entrevistada: ‘Parkinson, porque prefiro derramar metade da taça, do que esquecer onde guardei a garrafa de vinho’.”.
E ironias dirigidas aos Faria Limers: “Se eu fosse acionista dos Postos Ipiranga, processava o Paulo Guedes por prejudicar a imagem da empresa”.
São realmente inúmeras as novidades que chegam diariamente para todos nós via WhatsApp.
Algumas despidas do mínimo bom senso, como a gravação do cantor e compositor Sérgio Reis, que circulou a partir da segunda semana de agosto, afirmando que, no dia 7 de setembro, ele e sua turma exigiriam do Senado a aprovação do voto impresso e a demissão de todos os ministros do STF porque, se isso não acontecesse, eles parariam o país, invadiriam o Congresso e quebrariam tudo.
Já nos dias seguintes, também via WhatsApp, surgiram algumas reações: Guttemberg Guarabyra, Maria Rita, Guilherme Arantes e Zé Ramalho cancelaram suas participações no novo disco de Sérgio Reis. E um amigo de Sérgio, Amado Batista, prestou a ele sua total solidariedade.
O dia 7 de setembro chegou, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, manteve nos seus pronunciamentos de Brasília e São Paulo o mesmo tom golpista que já vinha usando havia algum tempo. Mas as ameaças de Sérgio Reis felizmente não se concretizaram.
Nos zaps do dia 8, o comentário que chamava mais a atenção era aquele que continha uma análise mais musical do que política: “Há que separar o artista da obra. Sérgio Reis e Amado Batista podem ser golpistas desprezíveis, mas nem por isso seu trabalho musical deixa de ser uma merda”.
Pelo bem do seu bolso: 6 passos fundamentais para seu celular durar mais
Aposte em várias frente, afinal é melhor prevenir que remediar Imagem: iStock
Marcelle Souza
Colaboração para Tilt, em São Paulo
08/09/2021 04h00
Você acabou de tirar o celular da caixa e gostaria de ele durasse um pouco mais do que os anteriores? A boa notícia é que nem precisa de muito esforço. Alguns cuidados simples já garanter o bom funcionamento do seu aparelho por mais tempo.
1. Escolha uma boa capinha
Ok, é óbvio. Ok, não é necessariamente muito bonito. Mas uma boa capinha consegue evitar danos graves ao seu aparelho em caso de queda. Há inúmeras opções no mercado, e muitas protegem bem o celular dos impactos. Ainda ficou na dúvida sobre qual escolher?
Tilt testou uma capinha de borracha que custa pouco (cerca de R$ 5) e pode ser encontrada com facilidade no comércio popular das grandes cidades do país. Colocamos a proteção e submetemos um iPhone 6 a quedas em piso cerâmico, de cimento e no carpete. E, olha, ela mostrou que cumpre bem o seu papel —apesar de ser bem feia, é verdade.
Quer dizer, não faltam são opções. Escolha a que mais proteja seu aparelho e caiba no seu orçamento —foco nos cantos reforçado e num material resistente, como silicone ou uma capinha mais dura, que cubra o máximo possível o celular.
2. Não esqueça a película
Outro acessório indispensável é a película. Esta simples proteção já faz grande parte dos problemas serem adiados. Ao investir em uma, leve em conta o quanto pode pagar e o uso que faz do aparelho.
Também não espere a bateria zerar para então carregá-la. Os fabricantes recomendam que o telefone não chegue a níveis de bateria baixos. Muitos aparelhos, inclusive, desligam sozinhos antes de o nível chegar à reserva, justamente para preservar a bateria. A recomendação é que a recarga seja feita quando chegar a 20% da capacidade.
Além disso, carregadores sem marca podem fazer com que o seu aparelho receba a voltagem errada, alterando os ciclos da bateria e fazendo com que ela perca a autonomia com o tempo.
Imagem: Getty Images/iStockphoto
5. Baixe um antivírus
Você pode até achar que este é um cuidado desnecessário, mas a quantidade de celulares infectados é cada vez maior. Chega de golpes, né? Não custa nada colocar uma camada extra de segurança. Basta acessar a loja de aplicativos e baixar algum dos sistemas disponíveis —existem boas opções gratuitas tanto para Android quanto para iOS. Entre os mais conhecidos, estão Norton, Avast, Kaspersky, Trend Micro, Antivírus Acelerador & Limpeza (da Psafe) e Avira.
6. Tenha um celular substituto
A noite promete e você já sabe que vai curtir muito? Então, pode ser uma boa ideia deixar em casa ou fazer um seguro daquele aparelho de celular caro e que você ama. Em festas e grandes aglomerações, seu smartphone pode cair, molhar ou ser furtado.
Os chamados "feature phones" são os celulares da era pré-smartphone, que basicamente fazem ligações de voz e mandam mensagens SMS. Eles têm tela menor que uma caixa de fósforo, câmera com qualidade de imagem baixíssima e não, não contam com acesso à internet. Mas, em compensação, custam a partir de R$ 50.
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Ar-condicionado quente e frio: cinco modelos com Wi-Fi disponíveis no mercado
Opções com a tecnologia para esfriar e aquecer podem ser boas soluções para qualquer região do Brasil. Aparelhos inteligentes podem economizar até 82% de energia
Por Lucas Santos, para o TechTudo
07/09/2021 10h00 Atualizado há 20 horas
Os aparelhos de ar-condicionado com a função que promete esfriar ou esquentar podem ser uma boa opção para todas as estações do ano. Aparelhos deste segmento devem ser interessantes para diversas regiões do Brasil e empresas como LG, Midea, Samsung e Philco oferecem equipamentos por preços que partem de R$ 2.354.
O TechTudo preparou a lista a seguir com alguns modelos que podem ser encontrados à venda no varejo eletrônico do Brasil. Em destaque, é possível encontrar o Artcool, da LG, por cifras a partir de R$ 2.609. O modelo WindFree Plus, da Samsung, tem conexão Wi-Fi e pode ser adquirido por valores a partir de R$ 2.999.
1 de 6 Lista reúne modelos de ar-condicionado que podem ser usados tanto no verão quanto no inverno — Foto: Divulgação/LG
Lista reúne modelos de ar-condicionado que podem ser usados tanto no verão quanto no inverno — Foto: Divulgação/LG
Nota de transparência: Shoptime e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.
O modelo Dual Inverter Voice, da LG, é um dispositivo que pode ser controlado e monitorado à distância por meio do aplicativo LG ThinQ. O aparelho também pode ser ativado por meio de comando de voz via assistente virtual, como a Google Assistente, por exemplo. Um dos destaques do modelo é a promessa de maior estabilidade e redução da vibração, o que pode proporcionar economia de até 70% de energia e refrigeração até 40% mais rápida.
O modelo listado possui 9.000 BTUs e funções Sleep, Swing e Energy Saving. A aleta possui abertura de cima para baixo e a deflexão do ar pode ser manual ou automática. O ar-condicionado está disponível na cor branca e possui 26,5 x 75,6 x 18,4 cm em suas dimensões internas e pesa 7,2 kg. É possível adquirir o modelo porpreços a partir de R$ 2.354.
O Dual Inverter Voice está disponível na cor branca — Foto: Divulgação/LG
O Artcool, também da LG, promete economia de 70% da energia e refrigeração do ambiente até 40% mais rápida. Além de proporcionar ciclos que podem deixar os ambientes agradáveis tanto no inverno quanto no verão, este ar-condicionado também prioriza a desumidificação de área com altos índices de umidade por meio da função Jet Dry.
O modelo ainda possui um design moderno e display que permite acompanhar o consumo de energia. O componente interno do aparelho mede 28,5 x 88,5 x 20,5 cm (A x L x P). Com a função de limpeza automática é possível obter um ambiente mais agradável, pois o dispositivo evita o acúmulo de bactérias e mofo. A opção de 12.000 BTUs pode ser comprada por a partir de R$ 2.493.
O modelo Artcool, da LG, está disponível na cor grafite com detalhes preto — Foto: Divulgação/LG
O AirStill, da Midea, promete ser uma boa opção para quem busca conforto térmico dentro de casa e economia na conta de energia. A brisa de ar do dispositivo circula de forma suave no ambiente por conta dos microfutos dispostos junto aos defletores reguláveis do modelo. O ar-condicionado ainda possui a função Eco Noite, que regula a temperatura durante o sono por até 8 horas.
Sua promessa é de economizar até 60% de energia no modo normal e 82% com a função Eco Noite ativada. As dimensões do modelo são de 19,3 x 32,5 x 94 cm (C x A x L). Disponível na cor branca, o modelo possui um visual arredondado. É possível adquirir o ar-condicionado AirStill por a partir de R$ 2.659.
O AirStill possui um design futurista com saídas de ar na lateral e furos nas aletas — Foto: Divulgação/Midea
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4. Samsung WindFree Plus - a partir de R$ 2.999
O ar-condicionado WindFree Plus, da Samsung, é um modelo inteligente com conexão Wi-Fi que permite controlar e ajustar comandos no dispositivo remotamente. Com o aplicativo SmartThings, disponível tanto para Android quanto para iPhone (iOS), é possível programar o aparelho para funcionar a partir de determinado horário, desligá-lo quando estiver fora de casa e também realizar os comandos via assistente de voz.
A disposição do ar no ambiente acontece de forma ampla e sem vento direto, isso ocorre por conta dos 23.000 furos que revestem toda a estrutura do aparelho. A promessa é de deixar o clima mais agradável no ambiente. O WindFree Plus com 9.000 BTUs pode ser encontrado por a partir de R$ 2.999 no site oficial da Samsung.
Tecnologia WindFree promete boa noite de sono com refrigeração sem vento direto — Foto: Divulgação/Samsung
Com a promessa de ser uma opção para qualquer estação do ano, o ar-condicionado Philco Protect, além de esfriar e esquentar o ar, consegue desumidificar e ventilar o ambiente. O modelo promete eliminar até 99,8% dos vírus presentes no ar, além de fungos e bactérias.
O ar-condicionado possui dimensões de 72 x 20,1 x 27 cm (L x C x A) e design simples na cor branca. A aleta de distribuição de ar possui abertura de baixo para cima. Com 9.000 BTUs, é possível adquirir o Protect da Philco por cifras que partem dos R$ 3.099.
Philco Protect pode ser adquirido por a partir de R$ 3.099 — Foto: Divulgação/Philco
Cinco acessórios para casa inteligente
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Não gaste grana à toa: veja dicas para comprar uma pulseira fitness
Veja dicas para escolher a pulseira fitness ideal para você Imagem: Arte UOL
Nicole D'Almeida
Colaboração para Tilt, em São Paulo
07/09/2021 04h00
Atualizada em 07/09/2021 16h13
As pulseiras fitness, também conhecidas como pulseiras inteligentes ou smartbands, podem ser um incentivo a mais para a a atividade física. Dependendo do modelo, acessórios como esses são capazes de medir a distância percorrida, frequência cardíaca e calorias gastas. Alguns dispositivos funcionam também como relógio despertador e, por meio de aplicativos no celular ou no computador, oferecem monitoramento da qualidade do sono.
Como deu para ver, os recursos são variados, mas é preciso analisar bem o que você precisa/irá usar antes de abrir a carteira.
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Para ajudar você a escolher o melhor modelo de pulseira fitness, conversamos com quem manja do assunto:
Roberto Teixeira Nahon Marinho, diretor da SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte)
José Marques Novo Júnior, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), onde coordena o Lietec (Laboratório de Inovação e Empreendedorismo em Tecnologia Assistiva, Esporte e Saúde).
1. Não compre se não tiver o básico
De acordo com os entrevistados, existem funções que não podem faltar numa pulseira fitness para que ela traga algum benefício. Como existem diversos modelos sendo vendido por aí (originais e falsificados), o dispositivo precisa, no mínimo:
Monitorar frequência cardíaca
Medir o gasto calórico
Identificar a distância percorrida
"Com esses dados, já é possível entender muito da reação do corpo a um treinamento e quantificar o treinamento. A partir desses dados, é, muitas vezes, interessante a capacidade de medir o deslocamento, principalmente para quem treina em locais sem medidas exatas de distância", diz Marinho.
O professor José Marques alerta que antes de investir em uma pulseira fitness é importante verificar o status de atualização do sistema operacional usado pelo dispositivo. Não valerá a pena comprar um produto ligado a um aplicativo de controle de dados que já não existe mais, por exemplo.
2. Escolha de acordo com o treino
A melhor pulseira inteligente é aquela que combina com o seu objetivo e com a(s) modalidade(s) que você treina.
"Encontre aquela que satisfaça o mínimo do que você precisa. Muitas vezes você paga um absurdo, mas usa apenas as funções de uma pulseira de R$ 100. Tudo depende do que você precisa", diz José Júnior.
Um praticante de natação, por exemplo, vai precisar de um acessório à prova d'água. Se for para caminhada ou corrida, é preciso ser resistente ao suor. Verifique se a contagem de passos ou ciclos inclui o esporte que você faz.
"Cada esporte tem sua especificidade. Quanto mais relacionado a performance, maior a colaboração de cada novo dado", afirma Marinho.
3. Medição deve ser confiável
Quanto mais dados, maior a chance de conhecermos a resposta do corpo a um estímulo e melhor a adequação do exercício, explicam os especialistas ouvidos por Tilt. Por isso, é fundamental que a pulseira fitness capture dados com precisão e que o aplicativo vinculado a ela também ofereça informações claras.
Marinho explica que essas informações são fornecidas pelos fabricantes. Você também pode fazer pesquisas em plataformas que reúnem comentários de consumidores.
O professor José Júnior acrescenta que, quando a pulseira fitness é usada juntamente com outro aparelho, como uma cinta torácica, por exemplo, a confiabilidade dos dados registrados é ainda maior. Fique de olho então em potenciais dispositivos que possam ser usados em conjunto com a sua smartband.
E vale a pena lembrar que esses medidores são avançados, mas não são recomendados para identificar doenças graves, como um infarto. Por isso, ao sentir algum sintoma, procure um médico.
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Oito jogos de quebra-cabeça para jogar nos smartphones Android e iOS
Lista de games puzzle inclui jogos pagos e gratuitos que prometem desafios para os jogadores
Por Rafael Monteiro, para o TechTudo
08/09/2021 01h00 Atualizado há 10 minutos
Jogos do gênero puzzle ou quebra-cabeça são games voltados para usuários que gostam de treinar a mente e pensar bem em suas ações antes de realizá-las. Diferentes de games de ação, que costumam depender de reflexos, a maioria dos títulos nesse estilo não precisam de reações rápidas e permitem ao usuário absorver as situações em seu próprio tempo. O TechTudo separou sete jogos do tipo que estão disponíveis para celulares Android e iPhone (iOS), boa parte deles disponíveis gratuitamente nas lojas digitais Google Play Store e App Store.
1 de 9 Confira sete jogos de quebra-cabeça que irão fazer você pensar e se divertir no Android e iOS — Foto: Reprodução/Google Play Store
Confira sete jogos de quebra-cabeça que irão fazer você pensar e se divertir no Android e iOS — Foto: Reprodução/Google Play Store
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1. Threes!
Neste jogo de quebra-cabeça, usuários movem números por um tabuleiro, inicialmente pequeno, para uni-los e formar múltiplos de 3. Quanto mais números o jogador consegue unir, maior fica o tabuleiro e, assim, pode continuar a partida por um longo período.
Threes! está disponível em uma versão gratuita com anúncios ou uma versão paga por R$ 4,99 no Google Play Store. Também é possível jogá-lo através do serviço de assinatura Google Play Pass.
2 de 9 Threes! é um divertido jogo sobre unir números em um tabuleiro em constante expansão — Foto: Reprodução/Google Play Store
Threes! é um divertido jogo sobre unir números em um tabuleiro em constante expansão — Foto: Reprodução/Google Play Store
2. Monument Valley
Monument Valley é um conhecido quebra-cabeça sobre geometria que desafia jogadores a pensarem fora da caixa, como na famosa obra das escadas de Maurits Cornelis Escher, artista plástico conhecido por produzir degraus que criavam ilusão de óptica.
Peças do cenário poderão ser movidas de maneiras que desafiam a lógica para criar caminhos e permitem que uma silenciosa princesa seja guiada por esses locais. Monument Valley está disponível por R$ 12,99 no Google Play Store ou através dos serviços de assinatura Google Play Pass para Android e Apple Arcade para iOS.
3 de 9 Monument Valley é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de uma geometria impossível — Foto: Reprodução/Google Play Store
Monument Valley é um jogo de quebra-cabeça que brinca com a ideia de uma geometria impossível — Foto: Reprodução/Google Play Store
3. Two Dots
Em Two Dots o objetivo do jogador é conectar vários pontos na horizontal ou vertical para eliminá-los, mas é preciso considerar como ficarão os outros pontos quando os conectados desaparecerem. Trata-se de um jogo simples em que o desafio é realizar um certo número de conexões com cada cor de ponto em um número predeterminado de movimentos. Two Dots é oferecido gratuitamente tanto no Google Play Store e App Store.
4 de 9 Conectar alguns pontos em Two Dots é um desafio mais complexo do que pode parecer — Foto: Reprodução/Google Play Store
Conectar alguns pontos em Two Dots é um desafio mais complexo do que pode parecer — Foto: Reprodução/Google Play Store
4. Brain It On! - Physics Puzzles
Brain it On!, uma divertida coletânea de desafios que envolvem física, coloca jogadores para pensar com problemas que parecem simples, mas exigem uma boa lógica. O usuário desenha diretamente na tela uma forma que acredite conseguir resolver o desafio. Esse objeto então se move e você consegue conferir se a arte que criou consegue resolver o problema proposto. Brain It On! - Physics Puzzles está disponível gratuitamente no Google Play Store e App Store.
5 de 9 Brain It On! - Physics Puzzles é um criativo jogo de quebra-cabeça e física que coloca usuários para pensar — Foto: Reprodução/Google Play Store
Brain It On! - Physics Puzzles é um criativo jogo de quebra-cabeça e física que coloca usuários para pensar — Foto: Reprodução/Google Play Store
5. Hitman GO
Baseado na popular série Hitman do mercenário Agente 47 nos consoles e PCs, Hitman GO tem foco na estratégia de eliminar inimigos inteligentemente e sem ser visto. As cenas e personagens são apresentados como se fossem um brinquedo ou um jogo de tabuleiro, com turnos e movimentos predeterminados que o jogador pode usar a seu favor. Hitman Go está disponível por R$ 25,99 no Google Play Store e R$ 27,90 na App Store.
6 de 9 Hitman GO reduz a escala das tradicionais missões do Agente 47 em uma espécie de tabuleiro — Foto: Reprodução/Google Play Store
Hitman GO reduz a escala das tradicionais missões do Agente 47 em uma espécie de tabuleiro — Foto: Reprodução/Google Play Store
6. Tetris
Um dos jogos de quebra-cabeça mais popular de todos os tempos, Tetris para Android e iPhone (iOS) traz o clássico game atualizado com uma nova roupagem. Usuários terão que empilhar peças aleatórias que caem regularmente e montá-las de forma que criem linhas, as quais desaparecem e garantem pontos. Há também modos de confronto online com outros jogadores e até o Tetris Royale para 100 competidores. O título está disponível gratuitamente no Google Play Store e App Store com anúncios.
7 de 9 O clássico Tetris está disponível para smartphones Android e iOS com direito a modos multijogador — Foto: Reprodução/Google Play Store
O clássico Tetris está disponível para smartphones Android e iOS com direito a modos multijogador — Foto: Reprodução/Google Play Store
7. Friday the 13th: Killer Puzzle
Dos mesmo desenvolvedores de Slayaway Camp, Friday the 13th une a popular jogabilidade de quebra-cabeça com a clássica série de filmes Sexta-feira 13. No controle de Jason, o jogador terá que escolher atentamente seus movimentos para ter certeza de que conseguirá eliminar todos na cena. Durante sua aventura será possível destravar novas versões do famoso assassino e diferentes animações de morte. Friday the 13th: Killer Puzzle está disponível grátis no Google Play Store e App Store.
8 de 9 Friday the 13th: Killer Puzzle traz a jogabilidade de Slayaway Camp com a temática de Sexta-feira 13 — Foto: Reprodução/Google Play Store
Friday the 13th: Killer Puzzle traz a jogabilidade de Slayaway Camp com a temática de Sexta-feira 13 — Foto: Reprodução/Google Play Store
8. Menção honrosa a Dr. Mario World
Dr. Mario World deve encerrar suas atividades em breve. Segundo a produtora oficial do game, a Nintendo, ele deixará de funcionar em novembro de 2021. Neste game, Mario e outros personagens de sua turma se tornam médicos com a missão de eliminar vírus através do uso de comprimidos que caem na tela. A mecânica é semelhante à do clássico Tetris e provavelmente foi inspirada pela febre do mais popular game de quebra-cabeça na época do Game Boy original.
9 de 9 Dr. Mario World irá encerrar suas atividades no Android e iPhone/iPad (iOS) em novembro de 2021 — Foto: Reprodução/Google Play Store
Dr. Mario World irá encerrar suas atividades no Android e iPhone/iPad (iOS) em novembro de 2021 — Foto: Reprodução/Google Play Store
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Falso comprovante de pagamento é o golpe mais usado no Brasil; previna-se
Com o boom dos pagamentos online, os golpes estão cada vez mais frequentes e diversos, mas é o falso pagamento que lidera e domina a lista de fraudes digitais —corresponde a 42% dos casos, segundo pesquisa que analisou cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas. Na sequência, estão a falsa venda (25%) e o roubo de dados (23%).
No golpe mais utilizado no país, o fraudador elabora um falso comprovante de depósito, com os dados da vítima, e envia por email ou WhatsApp para finalizar uma transação de venda de um produto.
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O vendedor acredita que o valor já foi depositado e entrega o produto. Quando percebe o golpe, o golpista já sumiu do mapa: ele já está com o produto em mãos e deixa de responder as mensagens.
O estudo, feito pela OLX, plataforma de compra e venda online, em parceria com a AllowMe, empresa de proteção de identidades digitais, coletou dados de janeiro a junho de 2021. Segundo o levantamento, esse golpe gerou um prejuízo estimado de certa de R$ 6 milhões apenas no 1º semestre deste ano.
O crime costuma acontecer com mais frequência na venda de eletrônicos, que representam 78% dos casos. Celulares aparecem em primeiro lugar (47%), em seguida, videogames (19%) e computadores (13%).
O perfil do fraudador
Os golpistas são extremamente organizados e não atuam sozinhos. Na verdade, eles participam de associações criminosas, que se organizam em rede, para criar contas falsas a partir de dados de pessoas de verdade.
Os fraudadores buscam atrair o maior número de vítimas por meio de anúncios, muitas vezes com abordagens realistas.
Há uma ideia de que as atividades cibernéticas criminosas estão associadas à deep web —parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca como o Google, por exemplo— com navegador Tor, recurso utilizado nessa parte da web. Contudo, a pesquisa mostra que esse argumento não é tão assertivo assim: a cada 10 mil contas falsas criadas, apenas uma é feita a partir do Tor (0,01%) e 14 utilizam caixas de e-mail temporárias (0,14%).
Por outro lado, a relação de emails válidos, que vazaram recentemente, é muito superior. Se considerarmos uma amostra de mais de 10 mil contas falsas, 173 foram abertas fazendo uso de emails comprometidos.
Outro mito é em relação ao horário. Três em cada quatro atividades criminosas ocorrem entre meio-dia e meia-noite. A madrugada, período do dia que muitas pessoas acreditam que os golpes costumam acontecer, corresponde a somente 18%.
Como se prevenir?
Tanto Gustavo Monteiro,diretor geral do AllowMe, quanto Beatriz Soares, diretora de produto e operações da OLX, usaram os dados da pequisa para reforçar o papel dos internautas no reforço à segurança digital.
"Mesmo com maior investimento por parte das empresas nas soluções de segurança e a tecnologia como uma aliada nos modelos de prevenção de fraudes, os fraudadores atuam principalmente na falta de conhecimento dos usuários sobre os processos de compra e venda eletrônica para aplicar a engenharia social e enganá-los", ressaltou ela.
Já Monteiro aponta que os principais players do mercado investem em soluções de alta tecnologia para detectar e barrar atividades suspeitas, mas os usuários precisam ficar ligados. "Seja em relação a promoções extremamente irrecusáveis em troca de dados cadastrais ou na hora de efetuar um pagamento (por boleto, cartão de crédito, transferência bancária ou PIX)", diz.
Veja os que eles sugerem para você evitar cair em fraudes:
Evitar aplicativos de mensagem
O ideal, segundo as empresas, é negociar sempre pelos chats das plataformas de compra e venda. Isso porque os fraudadores preferem ambientes digitais em que não poderão ser rastreados.
Confirme o depósito pelo aplicativo do banco
Hoje em dia, é possível conferir seu extrato com facilidade. Use esse recurso para se prevenir de furadas.
Entrega do produto após confirmação do pagamento
Essa dica é fundamental. Só entregue o produto após ter certeza que recebeu o pagamento.
Desconfie dos compradores apressados
Segundo o estudo, essa é uma velha tática utilizada para que a pessoa entregue o produto antes da confirmação do pagamento. Siga o processo com calma.
E-mails
E-mails oficiais da empresa normalmente usam o nome da marca e não informações genéricas.
Vale a pena verificar também o domínio: empresas não costumam usar domínios de emails gratuitos, como Hotmail e Gmail, por exemplo.
WhatsApp verificado
Empresas também costumam ter o WhatsApp verificado, garantindo mais segurança ao processo de comunicação. Então, se não tiver o selo, fique com pé atrás.
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Smart TV pega vírus? Saiba como proteger a televisão inteligente
04/09/2021
1 min de leitura
Assim como outros aparelhos conectados, a Smart TV também pode ser uma porta de entrada para ameaças cibernéticas e merece cuidados de segurança, assim como notebooks e celulares. Ataques envolvendo televisões inteligentes não são comuns, mas podem ser a porta de entrada para cibercriminosos alcançarem outros dispositivos conectados à rede de internet.
Com o isolamento social, o número de vendas de televisões inteligentes aumentou em 2020, chegando a 97,7% do total de vendas no período. A empresa de segurança ESET explica a importância de se proteger contra vírus nas Smart TVs, visto que o consumo cresceu e pode atrair possíveis ataques.
Segundo explica a companhia de segurança, os cibercriminosos buscam formas de gerar dinheiro, seja interceptando informações que serão vendidas, dados pessoais para extorquir as vítimas, equipamentos para sequestrar ou até mesmo utilizar do processamento interno das TVs para aplicar outros golpes.
Devido ao fato desse tipo de ataque ser incomum, alguns desses dispositivos possuem vulnerabilidades de fábrica, tornando-os mais inseguros. Algumas das técnicas utilizadas para ganhar o controle do equipamento são engenharia social, exploração de pontos fracos, configurações ruins, ataques físicos e malwares. Uma vez comprometida, a TV pode ser utilizada como ponto de partida para outros ataques na mesma rede.
Dicas de segurança
A ESET alerta sobre a importância de manter os dispositivos atualizados, visto que os fabricantes corrigem particularidades suscetíveis a ataques, que surgem com o uso das televisões. “Estar atento a como os criminosos agem pode fazer com que o usuário esteja sempre à frente e protegido contra novas ameaças” acrescenta Daniel Cunha Barbosa, especialista em segurança da informação da empresa.
Confira as dicas da ESET para manter a sua TV inteligente segura, a seguir;
Rever configurações do aparelho para evitar deixar portas abertas e analisar as políticas de privacidades;
Rever permissões de dispositivos e aplicativos para descobrir, entre outras coisas, quais informações são coletadas e como serão utilizadas;
Estar sempre atento aos aparelhos que podem ser acessados por terceiros (em salas de espera ou estar, entre outros), pois nesses casos, as portas USB podem ser usadas para executar scripts maliciosos ou explorar vulnerabilidade;
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Aplicativos da semana | 5 apps para que você precisa conhecer | NextPit
5 min
Há 9 horas
Como todo fim de semana, nos reunimos no NextPit para minha seleção de 5 aplicativos e jogos móveis gratuitos ou pagos que chamaram minha atenção na Google Play Store e na Apple App Store.
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Toda semana tento trazer a você as melhores aplicações possíveis que não são armadilhas de dados ou ninhos de microtransação. Além das minhas próprias descobertas, acrescento também as joias descobertas pela comunidade NextPit e compartilhadas em nosso fórum, que os convido a consultar.
De jogos móveis a aplicativos de produtividade, aqui estão os 5 aplicativos Android/iOS gratuitos e pagos da NextPit esta semana.
Privacy Dashboard
Este é um aplicativo que minha colega Camila apresentou. Um desenvolvedor independente, Rushikesh Kamewar, desenvolveu um app que lhe permite tirar proveito do novo gerenciador de privacidade no Android 12.
O aplicativo é gratuito, de código aberto e obviamente não contém anúncios ou compras no app (fora um link para enviar uma doação ao desenvolvedor).
O aplicativo exibe um histórico de acesso dos aplicativos de seu celular à sua localização, microfone ou câmera. Como com o Android 12, o aplicativo só exibe dados das últimas 24 horas e também oferece indicadores visuais quando um ou mais dos componentes (localização, microfone, câmera) são utilizados.
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Preço: gratuito / Anúncios: não / Compras no app: não / Conta: não é necessária
O Humit é uma espécie de rede social leve que facilita o compartilhamento de músicas. Se você gosta de uma música, pode encontrá-la no Humit, escolha um clipe de 30 segundos que deseja compartilhar e poste em canais (que funcionam um pouco como os subreddits) ou para todos os seus seguidores.
Da mesma forma, se você estiver procurando novas músicas, você pode vascular canais e estações e ouvir as músicas de outros usuários. Você pode até mesmo adicionar músicas que você gosta aos seus favoritos e elas serão automaticamente salvas em uma lista de reprodução no Spotify.
Sim, o aplicativo pode sincronizar com sua conta do Spotify e o suporte para Apple Music está chegando em breve, o que também significa que o aplicativo acessa e coleta seus dados no Spotify.
Preço: grátis / Anúncios: não / Compras no app: não / Conta: Spotify
Antes de mais nada: não tenho um smartwatch, por isso não pude testar este app. Dito isto, o Wear Installer é uma aplicação de acesso antecipado, que visa facilitar a instalação de apps em seu relógio Wear OS conectado.
Aparentemente, instalar aplicativos em seu smartwatch não é tão fácil quanto deveria ser. Portanto, a ideia do Wear Installer é simplesmente permitir que você carregue aplicativos do seu celular para seu smartwatch Wear OS sem ter que fazer isso diretamente através da pequena tela do seu relógio.
O aplicativo é gratuito, sem anúncios ou compras no app. Compartilhei um tutorial em vídeo abaixo pelo próprio desenvolvedor, No post do Reddit onde descobri este aplicativo, os comentários foram principalmente positivos sobre como funciona o Wear Installer e como ele é útil.
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Preço: gratuito / Anúncios: não / Compras no app: não / Conta: não é necessária
Behind the Frame é um jogo narrativo, do tipo apontar e clicar no qual você segue uma aspirante a artista enquanto ela completa a peça final de sua apresentação na galeria de arte.
O jogo tem claramente vibrações lo-fi inspiradas no universo Ghibli com uma direção de arte e trilha sonora muito elaboradas. A jogabilidade é muito simplista e você passa pelos níveis muito rapidamente.
Entretanto, não me arrependo dos R$ 28 que investi no jogo. É perfeito para relaxar no fim de semana depois de alguns dias estressantes ou simplesmente para distrair a mente em um dia chuvoso.
Preço: R$ 27,90 / Anúncios: não / Compras no app: sim, R$ 4,99 por item / Conta: não é necessária
Este aplicativo de código aberto se baseia no menu de seleção de texto contextual no Android e acrescenta uma nova funcionalidade chamada Significado. Quando você seleciona uma palavra, você pode obter sua definição sem executar uma busca na web (que é o que o menu de contexto padrão oferece).
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Exceto que o Notification Dictionnary, além de funcionar offline e ser compatível com praticamente qualquer aplicativo de seleção de texto, pode exibir a definição de uma palavra como uma notificação. A aplicação é gratuita, sem anúncios ou compras no app. Não requer nenhuma permissão. É uma aplicação de nicho e só funciona em inglês, mas pode ser útil se você estiver lendo um artigo bastante técnico de um de nossos concorrentes americanos, por exemplo.
Preço: gratuito / Anúncios: não / Compras no app: não / Conta: não é necessária
"Sem energia você não faz nada". Por mais que seja verdade quando estamos falando do seu corpo, queria focar um pouco na energia elétrica.
Estamos em tempos de crise energética, falando em racionamento e etc. Essas crises são cada vez piores, porque somos cada vez mais dependentes da tecnologia e da energia elétrica.
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"Ah, se eu tiver o meu celular e internet eu tô bem". Os dois dependem da energia elétrica. Em 20 ou 30 anos os hábitos já mudaram muito e até para ler um livro talvez você dependa do seu leitor eletrônico que consome energia (o bom é que eles são bem econômicos).
Infelizmente, não foi dada a atenção necessária ao setor energético e ao meio ambiente quando era a hora e, infelizmente, nada ou quase nada será feito para corrigir isso. Não em um futuro próximo.
Como bons brasileiros que somos, vamos apenas nos resignar e suportar mais esse perrengue, tirando um pouco de risadas onde a gente consegue.
Imagem: Andre Noel/ Vida de Programador
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Loja online confiável: nove dicas para comprar na internet sem correr risco
Saiba como checar as principais informações sobre lojas virtuais para não cair em golpes
Por Lucas Santos, para o TechTudo
31/08/2021 03h00 Atualizado há 18 horas
Comprar pela internet requer a atenção dos consumidores para não cair em golpes de sites falsos. O consumo de produtos em lojas online tem se tornado um hábito cada vez mais comum, seja pela praticidade de comprar sem sair de casa ou mesmo pelas promoções com preços mais baixos oferecidas pelos vendedores.
No entanto, é importante estar atento a algumas informações contidas nos sites. Pensando nisso, o TechTudo preparou uma lista com nove dicas para comprar online sem correr riscos. Dentre elas, estão ações mais oficiais, como a checagem em cadastros no Procon e no site da Receita Federal, ou indicações menos comuns, como selos de segurança e domínios confiáveis.
1 de 10 É necessário ter atenção na hora de comprar pela internet para não cair em golpes de lojas falsas — Foto: Getty Images/Thomas Imo
É necessário ter atenção na hora de comprar pela internet para não cair em golpes de lojas falsas — Foto: Getty Images/Thomas Imo
Com o número do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da loja online em mãos, o usuário consegue acessar algumas informações sobre a empresa pelo site da Receita Federal. Esta é uma das opções que permite tomar conhecimento sobre a autenticidade de uma empresa e tudo pode ser feito de forma online no site do órgão federal.
Para realizar a consulta, acesse o site da Receita Federal (www.gov.br/receitafederal/pt-br). Em seguida, clique no menu a esquerda e selecione "Serviços" e depois "Cadastros". Feito isso, clique em "Pessoa Jurídica" e espere carregar uma nova página. Aperte a opção "Consultar CNPJ" e depois "Iniciar". Com isso, basta informar o número do CNPJ responsável e esperar as informações aparecerem na tela.
2 de 10 Página de consultas de CNPJ no site da Receita Federal — Foto: Reprodução/Receita Federal
Página de consultas de CNPJ no site da Receita Federal — Foto: Reprodução/Receita Federal
2. Verifique a lista do Procon
O Procon é o órgão de defesa do consumidor responsável por garantir que as compras de produtos sejam feitas com segurança, livres de abusos e fraudes, além de repassar informações e orientações a empresários e consumidores. Algumas sedes do órgão auxiliam os compradores indicando sites que devem ser evitados na hora das compras.
As listas de sites que não são recomendados podem aparecer com mais frequência durante a Black Friday, período em que as compras pela internet tendem a aumentar. O Procon-SP, por sua vez, disponibiliza em seu portal online uma lista fixa de sites que devem ser evitados. A dica, neste caso, é acessar o endereço virtual do órgão referente a região onde mora, ou da localidade da loja em que pretende comprar. Caso não haja lista, as divulgadas por outros estados também podem servir como base.
3 de 10 No site do Procon-SP é possível encontrar uma lista de sites que devem ser evitados na hora das compras — Foto: Reprodução/Procon
No site do Procon-SP é possível encontrar uma lista de sites que devem ser evitados na hora das compras — Foto: Reprodução/Procon
3. Busque a reputação no "Reclame Aqui"
No site Reclame Aqui é possível encontrar reclamações contra empresas feitas por consumidores que tiveram experiências ruins durante as compras. Por lá, é possível ler as principais queixas dos clientes e a tratativa da loja sobre o assunto. Com base na experiência dos usuários, a loja recebe uma classificação de sua reputação. Quanto mais baixa for a nota, menos confiável é o estabelecimento.
No Reclame Aqui é possível ter acesso as principais reclamações e reputação de lojas online — Foto: Reprodução/Reclame Aqui
4. Confira o link e o domínio
É importante ter atenção ao link do site e também ao domínio utilizado, principalmente em caso de receber a URL via e-mail, redes sociais ou aplicativos de mensagens. Alguns golpes tentam utilizar links com nome de sites conhecidos pelos consumidores, mas com pequenas modificações para redirecionar para páginas que não são autênticas.
Além de conferir se o nome do link está totalmente correto, outro detalhe que deve ganhar atenção é o domínio. Os endereços eletrônicos que terminados com “.br” “.edu” e “.org” tendem a ter mais credibilidade do que os que estão registrados como “.biz” e “.net”, por exemplo.
O link em destaque apresenta a configuração correta e indica para uma loja online autêntica — Foto: Reprodução/Amazon
5. Utilize o site "Posso Confiar"
O site Posso Confiar é uma plataforma digital que permite aos usuários conferir a autenticidade de um site e também ter a certeza de que ele é confiável. A plataforma possui um banco de dados que pode ser utilizado para descobrir se um site é phishing, por exemplo.
Para averiguar a veracidade de uma loja online pelo Posso Confiar, acesse o site (possoconfiar.com.br) e insira a URL da página que deseja analisar no campo "Cole o link aqui para verificar". Feito isso, a plataforma iniciará a análise e informará o resultado em poucos segundos. É possível receber três tipos de respostas após a conclusão: a confirmação da autenticidade do site; a indicação de que a página é fraudulenta; ou resultado incerto.
Site evita que o consumidor caia em golpes cibernéticos — Foto: Reprodução/TechTudo
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6. Confira as formas de pagamento oferecidas
O comércio online costuma oferecer para os clientes diversas opções de formas de pagamentos. Em linhas gerais, as possibilidades mais comuns oferecidas por lojas autênticas são: cartão de crédito ou débito, boleto e Pix, que é o meio eletrônico de pagamento instantâneo mais recente do mercado.
As lojas online fraudulentas tendem a oferecer um número limitado de possibilidades para pagar. Com isso, os consumidores precisam estar atentos na hora de confirmar o pagamento para não cair e golpes.
As lojas fraudulentas na internet oferecem poucas formas de pagamentos para os clientes — Foto: Divulgação/Unsplash
7. Veja os comentários de quem já comprou
Ter como base para as compras a experiência de outros clientes pode ser um caminho seguro para adquirir produtos em lojas online que não são tão conhecidas. Os sites de e-commerce que reúnem diversos vendedores são os que requerem uma atenção especial, pois o mesmo produto desejado pode ser vendido por fornecedores mais ou menos confiáveis.
Para acessar os comentários de outro clientes, geralmente, basta olhar as avaliações de um determinado item. Com isso, é possível saber a qualidade, se é original e se o vendedor é autêntico e realizou a venda dentro de todos os trâmites legais.
Os comentários de outros clientes podem reunir informações importantes sobre o vendedor — Foto: Divulgação/Unsplash
8. Desconfie de preços muito abaixo do normal
Apesar de muitas lojas na internet oferecerem promoções de produtos com preços variados, é importante desconfiar dos valores que estão muito abaixo do normal. Por isso, os consumidores devem sempre comparar os preços com outras lojas que já são conhecidas por sua autenticidade.
As lojas fraudulentas tentam atrair os clientes oferecendo produtos muito baratos, bem abaixo do preço de mercado. Esta prática, no entanto, coloca o consumidor em risco duplo, pois o artigo adquirido pode não ser entregue e os dados pessoais da compra podem ser repassados a golpistas.
É importante comparar o preço de produtos em diversos lojas para não cair em golpes de valores abaixo do mercado — Foto: Tainah Tavares/TechTudo
9. Observe as informações presentes na página
As lojas online reúnem informações importantes em seus sites que garantem sua autenticidade para uma compra segura. Geralmente, no fim na página, há selos que garantem a segurança na transação. Os consumidores devem procurar outras informações importantes como o endereço físico da loja, telefone para contato e também é interessante ler as políticas e regras do site.
As redes sociais também são aliadas para obter informações que podem dar credibilidade a uma loja online. É comum encontrar nos sites links diretos para as páginas das lojas nas mídias sociais. Com isso, é importante ver o número de seguidores e também os comentários nas publicações feitas.
É importante verificar no site da loja se há selos de compra segura e links para redes sociais — Foto: Rubens Achilles/TechTudo
Cinco acessórios para casa inteligente
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Windows 11: tudo que se sabe sobre o novo sistema da Microsoft
Novo sistema operacional da Microsoft possui semelhanças com o Windows 10X e design minimalista; veja o que já se sabe sobre o Windows 11
Por Giovanna Adelle, para o TechTudo
19/06/2021 00h00 Atualizado há um mês
1 de 7 Windows 11: tudo que se sabe sobre o novo sistema da Microsoft
Reprodução/Baidu
O Windows 11 deve ser anunciado oficialmente pela Microsoft em um evento na próxima quinta-feira (24). Após o vazamento de supostos screenshots feitos por um usuário do Baidu, surgiu ainda na web uma build do sistema para desenvolvedores, disponível para download. A nova interface exibe um design mais simples e minimalista, muito parecida com a do recentemente cancelado Windows 10X.
Entre as principais características do Windows 11, podem ser destacados o "Menu Iniciar" centralizado, um novo modo de gerenciar janelas, ícones remodelados, widgets no desktop, wallpapers para modos claro e escuro e uma maior conectividade com o Xbox. Confira, a seguir, o que já se sabe e o que esperar do novo sistema da Microsoft.
2 de 7 Ícones da barra de ferramentas estão centralizados no Windows 11 — Foto: Reprodução/Baidu
Ícones da barra de ferramentas estão centralizados no Windows 11 — Foto: Reprodução/Baidu
Tanto para o modo claro quanto para o escuro, os wallpapers do novo Windows 11 não deixam de chamar a atenção por serem imagens vívidas e com aspecto fluido. Vale lembrar que o design do novo sistema operacional traz janelas com cantos arredondados, que também estão presentes no Menu Iniciar.
Outra mudança significativa do design está no logotipo do Windows, que deixa de ter a forma semelhante ao trapézio para se tornar um quadrado, como o próprio logo da Microsoft. Além disso, ícones do sistema e o som de inicialização também foram renovados.
Menu Iniciar e demais ícones ganham nova aparência no Windows 11 — Foto: Reprodução/Baidu
Menu Iniciar e barra de tarefas
Antes dispostos do lado esquerdo da tela, os ícones de programas fixados passaram a ocupar o centro da barra de tarefas em uma disposição que lembra a do macOS, mas o usuário pode retorná-la para a esquerda por meio das configurações. A barra de pesquisa também está diferente: foi de um largo retângulo para um pequeno ícone de lupa na taskbar, que abre uma janela flutuante para digitar o programa desejado.
Acesso à barra de pesquisa do Windows 11 deverá ser pelo ícone da lupa — Foto: Reprodução/Baidu
Já no Menu Iniciar, o recurso "Live Tiles", ou Blocos Dinâmicos, foi retirado do sistema para dar lugar a uma hierarquia direta de aplicativos com ícones estáticos. Há também uma lista de apps e documentos recomendados, baseados nas atividades recentes do usuário.
Gerenciamento de janelas
O Windows 11 também incluiu novos controles de para maximizar e minimizar janelas, chamados de "Fancy Zones". Com eles, é possível posicionar janelas de aplicativos ou navegadores em zonas quadradas ou retangulares ao longo da tela apenas passando o mouse sobre o botão de restaurar tamanho. O recurso é uma atualização do modo cascata, que já existia em versões anteriores.
Windows 11 deve trazer novo sistema de organização de janelas inteligente — Foto: Reprodução/Baidu
Widgets
A barra inferior também conta com um ícone de widgets. Ao clicar sobre ele, um painel de atualizações é aberto para que o usuário possa fixar notícias de diversos assuntos, gráficos da bolsa de valores, previsão do tempo e até o placar de campeonatos esportivos.
Painel de widgets com notícias e outros blocos deve estar no Windows 11 — Foto: Reprodução/The Verge
Segundo o site especializado Gizmodo, o recurso pode ser uma substituição ao "Live Tiles", que incorporou a forma de widget e atalho. A tela que se abre ocupa grande parte da lateral esquerda. A última atualização do Windows 10 trouxe um painel parecido disposto perto do relógio.
Cortana escondida
Aba de configurações do novo Windows 11 — Foto: Reprodução/Baidu
Com a saída da antiga barra de pesquisa, o sistema operacional também retirou completamente o ícone da assistente virtual Cortana da barra de tarefas. Para ativá-la, é preciso configurá-la manualmente no menu de ajustes do computador. A mudança poderia estar associada a reclamações de usuários sobre as limitações da assistente em relação a outras presentes no mercado.
Outros recursos
Em abril deste ano, a empresa informou que estava trabalhando em uma atualização da Microsoft Store, mas ainda não é possível ver mudanças significativas no aplicativo. Uma das alterações poderia ser a inclusão de qualquer software do Windows, como navegadores e plataformas de comércio de terceiros. Para os gamers, ficou mais fácil acessar os jogos do Xbox Game Pass, suas redes sociais e a loja do Xbox com o novo app, que já vem integrado ao Windows 11.
Novo aplicativo Xbox facilita acesso ao painel de jogos no Windows 11 — Foto: Reprodução/The Verge
Windows 11 será lançado no dia 5 de outubro para todos os usuários
Microsoft irá disponibilizar o software de forma gratuita para usuários do Windows 10, que terá o fim do seu suporte no 14 de outubro de 2025
Por Pedro Cardoso, para o TechTudo
31/08/2021 14h29 Atualizado há 7 horas
O Windows 11 estará disponível para todos os usuários a partir do dia 5 de outubro, como uma atualização gratuita para o Windows 10, desde que o PC tenha os requisitos mínimos exigidos pela Microsoft. A empresa anunciou a data nesta terça-feira (31), afirmando que o novo sistema operacional também será incluído em novos desktops e notebooks fabricados após o seu lançamento.
Os usuários receberão o update em fases, que ocorrerão ao longo dos próximos meses. De acordo com o gerente geral de marketing do Windows Aaron Woodamn, todos os computadores irão receber o Windows 11 até meados de 2022, em uma experiência similar ao que aconteceu nos grandes updates do Windows 10, sistema operacional que a Microsoft anunciou o fim do suporte para 2025.
1 de 2 Windows 11: sistema operacional estará disponível a partir do dia 5 de outubro — Foto: Divulgação/Microsoft
Windows 11: sistema operacional estará disponível a partir do dia 5 de outubro — Foto: Divulgação/Microsoft
De acordo com os requisitos de sistema divulgados em junho, o Windows 11 vai precisar de um PC com CPU de no mínimo 1 GHz e 64-bits, com dois núcleos, 4 GB de memória RAM, além de compatibilidade com DirectX 12 e WDDM 2.x. Também será necessário tela com resolução HD (1280 x 720 pixels), maior do que 9 polegadas, e suporte ao “Secure Boot”, para iniciar o sistema. A Microsoft divulgou um teste para os usuários verificarem os requisitos e a compatibilidade do Windows 11.
O anúncio do novo software causou polêmica entre os usuários do Windows por conta da exigência do chip de segurança física TPM 2.0, que não está disponível em todas as placas-mãe atuais. De fato, apenas os PCs mais caros e avançados possuem tal tecnologia disponível no momento. Por outro lado, de acordo com um documento vazado, a Microsoft poderia não exigir TPM 2.0 em alguns casos, permitindo a instalação do sistema em um PC mais antigo.
2 de 2 Windows 11 também tem suporte a apps para Android — Foto: Divulgação/Microsoft
Windows 11 também tem suporte a apps para Android — Foto: Divulgação/Microsoft
Os usuários que quiserem testar a compatibilidade com o novo sistema operacional também podem realizar verificação através do programa PC Health Check, da própria Microsoft. Entretanto, todos os computadores aptos receberão um aviso pelo Windows Update do Windows 10, assim como acontece com outras atualizações menores.
O Windows 11 também terá maior integração com o Xbox Game Pass, painel de widgets, além do Microsoft Teams totalmente incorporado ao sistema e outras aplicações com foco em produtividade.
8 atalhos do Gboard para você dominar o teclado do seu celular | NextPit
5 min
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há 6 meses
O "Gboard" ou teclado do Google se tornou uma alternativa de teclado realmente útil ao longo dos anos. Por isso, preparamos essa lista de atalhos para que você possa tirar o melhor aproveito do seu celular.
Existem diferentes tipos de teclados para smartphone, e o fato é que a maioria é bem útil. O próprio Gboard do Google é uma destas alternativas e funciona tanto para Android como para iOS. Com o tempo, a gigante das buscas atualizou o teclado e, precisamos ser francos, melhorou bastante as funcionalidades do app.
Com um número maior de recursos também vem aumentam as chances de você nunca conhecê-los. Ou se você é como eu e possui dedos extremamente curtos e rechonchudos, então definitivamente curte as vantagens de cada atalho que um teclado pode oferecer.
Pensando nisso, resolvi criar este repertório de atalhos para o Gboard e espero que também sejam úteis para você. Vamos lá!
Atalhos para caracteres especiais
Você pode alternar entre números e caracteres especiais usando a tecla "?123". Porém, dá para fazer isso ainda mais rápido ao segurar longamente o botão "?123" e depois deslizar até o caractere especial desejado.
Assim, se você passar para o sinal de $, por exemplo, e pressionar por um tempo, os outros caracteres especiais localizados no ícone também serão exibidos. Ao selecionar o caractere desejado, o teclado volta automaticamente para a tela de início. Legal, né?
Como mencionei acima, meus dedos são curtos, porém grandes. Isso faz com que frequentemente eu perca a paciência ao tentar posicionar o cursor com precisão. Se você sofre do mesmo problema, vai gostar de saber que também há um truque para assumir o controle exato do cursor e colocá-lo exatamente onde você precisa.
Tudo o que tem que se fazer é tocar na barra de espaço e depois deslizar para a esquerda ou direita, colocando o cursor no exato lugar que você precisa. A precisão aqui é cirúrgica!
Adicione atalhos para suas frases
Se você é do tipo de pessoa que utiliza palavras longas e complicadas cm certa frequência, então essa dica é para você. Para tanto, vou compartilhar a minha experiência com a comunidade "Depeche Mode", na qual utilizo as mesmas expressões com certa frequência.
Um truque que está me ajudando a economizar tempo de digitação é abreviar o título das músicas no Gboard, por exemplo, como "Enjoy the Silence". Assim, ao escrever "ets" no teclado do Google aparece automaticamente "Enjoy the Silence".
Para criar seus próprios atalhos para suas palavras ou frases, primeiro você precisará abrir o dicionário nas configurações do Gboard. Toque em "Dicionário" e selecione o idioma desejado. Feito isso, escreva a palavra ou as palavras desejadas e, a seguir, a abreviatura a qual estará relacionada.
Certifique-se de não escolher uma abreviatura usada com certa frequência ("Enjoy" como abreviação de "Enjoy the Silence" seria um problema se você usa a palavra em inglês com certa regularidade).
Como você pode ver na figura abaixo, quando digitei "ets", "Enjoy the Silence" apareceu como uma sugestão:
Às vezes é preciso dar destaque para certas palavras usando letras garrafais. E adivinha qual teclado tem um atalho para exatamente isso? Aliás, é muito fácil transformar em maiúsculas as palavras digitadas anteriormente em minúsculo no Gboard.
Se este for o caso, basta tocar duas vezes na palavra que deseja destacar e depois na tecla Shift, ou seja, a seta para cima do lado esquerdo. Ao fazer isso, é possível alternar entre letras minúsculas e maiúsculas, bem como, apenas adicionar a letra maiúscula no início da palavra.
Uso inteligente da pontuação
Dois recursos interessantes podem ser encontrados nas Configurações, em "Correção de texto". Entre outras coisas, você verá "Duplo espaço para ponto" na parte inferior. Ao ativar esta função, será possível inserir um ponto seguido de espaço ao tocar duas vezes na barra de espaços.
Também em "Correção de texto", é possível ativar "Espaço automático após pontuação" que, como o nome já diz, insere um espaço após a pontuação. Contudo, esta função está disponível apenas em Inglês dos EUA.
Eliminar palavras sugeridas
É super útil que o Gboard forneça sugestões de palavras, certo? Porém, não é nada conveniente quando o sistema sugere opções que você sabe que nunca vai usar, como palavras incorretas que foram salvas.
Para evitar este tipo de ajuda que só atrapalha é fácil: basta tocar na palavra sugerida e mover o termo para a lixeira virtual do teclado.
Utilizar o celular com apenas uma mão é um problema para muitas pessoas. Se este for o seu caso, pode customizar o teclado inteiro para ser usado apenas do lado direito ou esquerdo da tela.
A dica para este atalho: toque na vírgula e mantenha-a pressionada. Aparecerão três ícones. Escolha aquele que se assemelha a uma mão sobre a tela.
Ao fazer isso, o teclado ficará então um pouco menor, mais próximo da borda esquerda da tela. Para posicionar o teclado ao lado direito, basta clicar no ícone da seta direcional que aparece na lateral:
Você já teve problemas para exibir as frações usando o teclado? Pessoalmente, não me deparo com tal situação com muita frequência, mas caso esse seja o seu caso, aqui vai uma dica. Segure qualquer dígito e as frações correspondentes aparecerão como se fosse mágica.
E aí, o que você achou destes atalhos, já conhecia? Se estiver faltando alguma dica nesta lista, você pode usar os deste artigo para compartilhar novos truques com a nossa comunidade.
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Gboard no Android 12: o que muda no teclado do Google | NextPit
3 min
há 3 semanas
Conforme os aplicativos vão sendo adaptados para o Android 12, o novo sistema operacional do Google fica ainda mais interessante. Isso porque é possível perceber melhor a integração das novas formas e funcionalidades do Material You, que permite modificar o tema do sistema de forma automática ao mudar o Wallpaper do celular. E um dos aplicativos que melhor mostra essa integração é o Gboard, o teclado do Google.
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Com o envio da versão Beta 3 do Android 12, o Gboard recebeu suporte para o Material You, a nova diretriz de design do Android. Com isso, tivemos uma revisão do visual do aplicativo. Isso significa que o teclado usa o recurso de "Cor dinâmica" que, quando ativado, permite mudar as cores do Gboard para ter uma experiência com o tema do papel de parede.
Outra mudança pode ser notada na nova fonte utilizada no Android 12 e chamada de "Google Sans". Na captura de tela abaixo, faço uma comparação entre o novo Gboard para Android 12 e a versão atual do Gboard para Android 11. Nela, é muito fácil perceber a diferença no tema, claro, mas também na tipografia. Se você olha para as letras "G" e "Q" fica mais fácil ver como as letras são distintas:
Os botões e teclas do teclado também estão mais brilhantes, especialmente a que oferece mais opções, como o botão "?123", a seta de opções na barra superior do teclado e botões como enviar e alternar. Sinceramente, não é exagerado dizer que o Gboard está mais vibrante.
Bom, como você deve ter percebido até aqui, o teclado do Google não oferece a mesma opção de personalização em aparelhos rodando Android 11 ou inferior, pois essa é uma característica exclusiva do Gboard no Android 12. Bom, pelo menos até o momento.
Como configurar o Gboard no Android 12 para usar a Cor Dinâmica
Assim que o aplicativo do teclado do Google recebeu a atualização, automaticamente o sistema passou a usar a opção "Cor Dinâmica" como padrão. Logo, não precisei fazer nada no meu Pixel 3 rodando com Android 12 Beta 3.1 para que o Gboard passasse a usar automaticamente as cores do tema do sistema.
Contudo, se este não for o seu caso, siga o caminho descrito abaixo para configurar a Cor Dinâmica no seu Gboard:
Abra o teclado em algum aplicativo que permita a entrada de texto;
Acesse as Configurações do teclado;
Navegue até a opção Tema;
Na categoria Padrão, escolha Cor Dinâmica;
Pronto, o seu Gboard agora mudará o tema de cores a partir da mudança do tema do celular.
É muito importante relatar aqui as diferenças entre os padrões "Cor Dinâmica" e "Sistema Auto", pois enquanto o primeiro permite usar as cores do Wallpaper como destaque de teclas e iluminação, o segundo apenas segue o tema escuro ou claro do sistema, sem oferecer nenhum destaque de cor ou iluminação de teclas específica.
A velocidade das transações com o Pix foi um dos principais motivos para ele ter caído no gosto dos brasileiros – e ter se transformado em munição nas mãos de criminosos. “Sabe por que o Pix é tão atraente para os bandidos? É a velocidade do cashout [saque]. O criminoso consegue rapidamente enviar o dinheiro para uma conta de laranjas e de lá pulveriza a grana para diversas outras contas”, diz Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.
O fato de o novo sistema de pagamentos funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, também atraiu os bandidos. Afinal, golpes com TED e DOC não podem ser feitos fora do expediente bancário. “Aquele criminoso mais esforçado pode trabalhar 24 horas por dia, pois o Pix não esbarra no horário de funcionamento do atendimento bancário”, diz Alexandre Pinto, diretor-executivo Banking as a Service (BaaS) da CSU CardSystem.
Assolini diz que a limitação do valor à noite não impedirá a ação dos criminosos. “Se for caso de sequestro-relâmpago, o criminoso vai levar a vítima para o caixa eletrônico e obrigá-la a sacar dinheiro. Ou passará a agir mais durante o dia. Restringir o limite ao período do dia não resolve.”
Por isso, Pinto defende uma revisão do limite de valores inclusive para o período do dia. “Cada um tem que olhar seu limite e ver se aquele valor faz sentido. Às vezes, o limite é super alto e a pessoa nem sabe. Aí, vai descobrir da pior maneira possível.”
Para indicar as melhores condutas a serem adotadas para evitar que bandidos raspem o saldo bancário pelo meio do Pix, o 6 Minutos pediu que Pinto e Assolini fizessem suas recomendações. Veja abaixo:
Celular do ladrão
Assolini diz que há muito pouco a se fazer, do ponto de vista da vítima, para proteger seu Pix em caso de sequestro-relâmpago. “Nesses casos, o que os especialistas em segurança têm recomendado é que a pessoa tenha dois celulares. Um para ela usar em casa, com todos seus aplicativos. E outro, mais barato, para sair e fazer a vez do celular do ladrão.”
Esse segundo smartphone, segundo ele, não pode ser totalmente desprovido de aplicativos. “A pessoa pode abrir conta em um banco que movimenta pouco, deixar um saldo baixo na conta, para usar somente em caso de emergência.”
Limitação de valores também de dia
Alexandre Pinto recomenda às pessoas que utilizam mobile banking que verifiquem seus limites de movimentação. “Cada um tem que olhar seu limite e ver se aquele valor faz sentido para ela. Às vezes, o limite é super alto e a pessoa nem sabe. Aí, vai descobrir da pior maneira possível.”
Ter um limite baixinho é inconveniente? Pode ser, mas Pinto questiona o que vale mais: a conveniência ou a segurança? “Muito melhor ter um limite baixo e, quando precisar fazer uma movimentação maior, como comprar um carro, elevar o valor.”
Aplicativos de bloqueio e formatação do celular
Existem aplicativos que bloqueiam a utilização do celular ou que formatam o aparelho a partir de um determinado número de tentativas erradas de login. Assolini diz que soluções assim são uma saída para evitar o acesso às contas bancárias apenas em caso do furto de celular.
“Esses programas ajudam quando a vítima não está com o sequestrador do seu lado e não há risco de violência física. Mas se o bandido estiver do seu lado e armado, ele vai obrigar a pessoa a desbloquear o aparelho e fazer o Pix. Pior, ele pode ficar irritado se o celular ficar bloqueado ou for formatado. A tecnologia pode ajudar, mas também pode prejudicar.”
Senhas difíceis
Uma dica importante é nunca usar a mesma senha do banco em outros aplicativos, sites de compras ou serviços de internet. “Estes apps, em grande parte dos casos, não contam com sistemas de segurança robustos e a proteção adequada das informações dos usuários”, diz a Febraban (federação brasileira de bancos).
Também não se deve anotar as senhas do aplicativo bancário em blocos de notas, e-mails, mensagens de Whatsapp ou em outros locais do celular. Afinal, o bandido estará com o aparelho e poderá achar a senha anotada.
A Febraban recomenda que o usuário não ative as funções ‘lembrar/salvar senha’ do navegador ou site. “Utilize sempre o procedimento de bloqueio da tela de início do celular.”
Limites ao mobile banking
Essa sugestão que já surgiu em grupos que discutem segurança é mais polêmica, pois envolve a possibilidade de criar limites de diferentes para operações realizadas em celular das feitas em desktop. Ou seja, atinge bancos digitais e fintechs que só funcionam por aplicativos. “Colocar um limite variável pode ajudar, mas prejudica a competição bancária”, afirma Assolini.
E os bancos?
Mas são só os correntistas que devem se preocupar com o uso do Pix por criminosos? Lógico que não. A Febraban informa que já estava tratando com o BC sobre adoção de “medidas adicionais para melhorias de segurança nas transferências financeiras.”
“A Febraban lembra que os canais digitais oferecem maior conveniência e segurança nas transações financeiras. No entanto, se ainda assim o cliente entender necessário, poderá solicitar ao seu banco a redução dos limites transacionados, para se adequar às suas necessidades. As instituições financeiras irão se preparar tecnicamente nos próximos dias para a implementação das novas medidas.”
Alexandre Pinto diz que existem outras medidas que podem ser implementadas e que dizem respeito aos bancos, como validações extras em casos de:
Pedidos de aumento do limite para transações com Pix
“A redução de limite tem que ser feita automaticamente, mas o aumento não. Para autorizar, poderia ser adotada uma espécie de validação em dois fatores ou fazer uma pergunta ao usuário que só ele saberia responder. O problema é que hoje essas validações são feitas por e-mail ou SMS, que podem ser acessados pelos bandidos”, diz o diretor da CSU.
O BC anunciou na sexta-feira que pretende estabelecer um prazo máximo de 48 horas para a efetivação de pedido de aumento de limite feito por canais digitais.
Troca de senha
Troca de senha
Aqui a lógica é a mesma. Se o usuário pedir para trocar de senha, deveria ser adotada uma camada extra de proteção. “É preciso ter um método de validação mais eficiente e que não dependa apenas do celular.
Bloqueio de transações suspeitas
O mesmo rigor aplicado pelas empresas de cartão de crédito na análise e bloqueio de transações suspeitas deveria ser usado no Pix, segundo Pinto. Várias transferências seguidas, de valores elevados e que fogem do padrão de utilização do usuário podem ser um indício de suspeita.
Na sexta, o BC informou que os bancos poderão reter para análise uma operação suspeita com Pix por 30 minutos durante o dia – o prazo sobe para 60 minutos à noite.
Checagem da identidade na abertura das contas
“Diferentemente do saque em dinheiro, o Pix é rastreável, dá para saber qual a conta de destino. O problema é que bandido não passa recibo, essa conta costuma estar em nome de um laranja. É uma conta de passagem, o dinheiro entra em instantes de lá é direcionado para outras contas ou pagamentos”, afirma Pinto.
Por isso, ele sugere que seja feito um aperto na checagem da identidade do correntista, principalmente nos casos de contas digitais. “Se o processo de abertura de conta de laranjas fosse dificultado, o bandido não teria para onde mandar o dinheiro. A geolocalização poderia ser usada para verificar se o endereço informado é o mesmo de onde a pessoa está. Dá para fazer perguntas que somente a verdadeira pessoa saberia responder. Tudo isso aumentaria a fricção, mas não estamos falando de mandar um fax, ir pessoalmente ao banco ou autenticar documentos. São medidas que aumentam em alguns minutos o tempo de abertura de conta.”
Guia do 5G: quando a tecnologia chegará ao Brasil? Veja perguntas e respostas
Tire dúvidas sobre a quinta geração de redes móveis.
Por Alessandro Feitosa Jr, G1
12/03/2021 08h15 Atualizado há 4 dias
5 mudanças do 5G na vida das pessoas
O 5G, a nova geração de internet móvel, promete uma revolução: conexão com velocidade ultrarrápida, avanços de tecnologias como carros que dirigem sozinhos e a possibilidade de ligar muitos objetos à internet ao mesmo tempo.
A rede já deu seus primeiros passos em países como Alemanha, China, Estados Unidos e Japão, mas ainda não estreou oficialmente no Brasil. O governo prepara atualmente o leilão das frequências, que é o pontapé inicial.
Mas quanto tempo vai levar para termos o 5G no Brasil? O quanto ele é melhor do que o 4G? Veja respostas para essas e outras dúvidas abaixo:
O que é o 5G?
O que significa Mbps, Gbps, MHz e GHz?
O quanto o 5G é melhor que o 4G (na prática)?
O que o 5G vai permitir?
Quando ele chegará ao Brasil?
Em que pé está?
Vai ser mais caro?
Vai funcionar no celular que eu já tenho ou vou precisar comprar um compatível?
O 4G vai acabar?
O 5G vai substituir a internet fixa?
O que é o 5G anunciado pelas operadoras atualmente?
O que são as faixas do 5G?
O que as antenas parabólicas têm a ver com 5G?
Como vai funcionar a rede privada 5G do governo?
Qual a previsão de arrecadação do leilão do 5G?
O que o governo quer como contrapartida no leilão?
Qual é a polêmica com a chinesa Huawei?
O que é o 5G?
É a nova geração de internet móvel, uma evolução da conexão 4G atual.
A promessa é que ela trará mais velocidade para baixar e enviar arquivos, reduzirá o tempo de resposta entre diferentes dispositivos e tornará as conexões mais estáveis.
Essa evolução da rede vai permitir conectar muitos objetos à internet ao mesmo tempo: celular, carro, semáforo, relógio. Tudo isso já pode ser ligado ao 4G, mas é esperada uma melhoria na conexão.
Infográfico mostra aplicações do 5G. — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1
O que significa Mbps, Gbps, MHz e GHz?
Hz: hertz, é a unidade de medida de frequência de ondas e equivale a um ciclo por segundo.
MHz: megahertz, representa 1 milhão de hertz (1 milhão de ciclos por segundo).
GHz: gigahertz, representa 1 bilhão de hertz (1 bilhão de ciclos por segundo).
Bps: bits por segundo, é a menor unidade medida de transmissão de dados por segundo.
Mbps: megabits por segundo, representa 1 milhão de bits por segundo.
Gbps: gigabits por segundo, representa 1 bilhão de bits por segundo.
O quanto ele é melhor que o 4G (na prática)?
A média da velocidade 4G no Brasil é de 19,8 Mbps (megabits por segundo), de acordo com um relatório da consultoria OpenSignal.
O valor pode variar de região para região, da operadora utilizada e até mesmo do horário em que uma pessoa acessa a rede.
Uma conexão 4G com excelente performance chega a próximo 100 Mbps, segundo Leonardo Capdeville, chefe de inovação tecnológica da TIM.
O 5G, por sua vez, pode chegar à velocidade entre 1 e 10 Gbps – uma diferença de 100 vezes ou mais em relação ao 4G.
"Se fizermos uma analogia com o mundo real, 100 vezes mais rápido é a diferença de velocidade entre um ciclista de alta perfomance e um caça de guerra", afirmou Capdeville.
Nem sempre o 5G vai atingir as velocidades absolutas, mas a melhora pode ser significativa.
Infográfico mostra vantagens do 5G em relação ao 4G. — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1
Essa diferença diz respeito somente à velocidade. Mas o 5G também promete baixa latência, ou seja, um tempo mínimo de resposta entre um aparelho e os servidores de internet – aquele "delay" que acontece em ligações em vídeo, quando é preciso esperar uns segundos até que a pessoa do outro lado veja e ouça o que falamos.
"No 4G, quando é muito boa a latência, ela é de 50 a 70 milissegundos. No 5G, pode ficar de 1 a 5 milissegundos. Estamos falando em reduzir numa ordem de 10 vezes o tempo que uma informação leva para percorrer a rede", disse Capdeville.
Outra característica do 5G que difere das gerações de rede anteriores é que ele poderá lidar com muito mais dispositivos ligados ao mesmo tempo. A conexão também será mais confiável, pois um aparelho vai poder se conectar com mais de uma antena ao mesmo tempo.
O que o 5G vai permitir?
Essas melhorias de velocidade, tempo de resposta e confiança na rede prometem abrir um leque de aplicações, segundo especialistas.
Tecnologias como os carros autônomos e a telemedicina devem avançar com o 5G, bem como a chamada "indústria 4.0" com toda a linha de produção automatizada. Cirurgias feitas remotamente, por exemplo, serão mais confiáveis quando a rede oferecer um tempo de resposta mínimo.
Wilson Cardoso, membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e diretor de soluções da Nokia na América Latina, lembra de usos da internet que passaram a ser possíveis com o 4G e faz um paralelo com a novidade.
"Não tínhamos Uber no 3G porque não as características que o Uber pede, de localização, de velocidade, não estavam disponíveis. Essas aplicações surgiram com as redes 4G espalhadas. Quando tivermos o 5G espalhadas, teremos sensores e novas aplicações", afirmou.
É o caso dos carros autônomos. Eles já existem, mas o tempo de resposta do 4G ainda não é veloz o suficiente para evitar acidentes em situações extremas, além de não suportar tantos dispositivos conectados ao mesmo tempo.
O 5G também pode revolucionar o próprio smartphone, já que as altas velocidades permitiriam que muito do processamento de tarefas deixe de acontecer no chip do aparelho e passe a ser na nuvem, pegando emprestado a potência dos computadores. O mesmo pode acontecer com acessórios médicos, como pulseiras e relógios conectados.
Em termos práticos e do dia a dia, as videochamadas devem se tornar mais claras, a experiência de jogos on-line também deve ser aprimorada, as transmissões de vídeo ao vivo devem travar menos e perder sinal em meio a uma multidão não deve mais acontecer.
SAIBA MAIS: veja abaixo reportagem da GloboNews sobre o que muda
Tecnologia 5G deve trazer revolução na velocidade de comunicação ao Brasil
Quando ele chegará ao Brasil?
Ainda deve demorar. A expectativa de fontes ligadas ao setor ouvidas pelo G1 é que ainda leve de 2 a 4 anos, depois do leilão de frequências, para que o 5G esteja efetivamente disponível para as pessoas.
No edital do leilão, que foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), está previsto que o 5G deve funcionar nas 26 capitais do Brasil e no Distrito Federal em julho de 2022. Para todas as cidades do Brasil com mais de 30 mil habitantes, o prazo é julho de 2029.
Depois, as operadoras vencedoras precisão investir em infraestrutura para oferecer a conexão, como instalação de fibras ópticas.
Além disso, o 5G vai exigir muito mais antenas para entregar todo o seu potencial – uma preocupação das operadoras, já que as regras para instalação dos equipamentos são definidas por cada município.
A Anatel prevê que se instale mais estações rádio base (ERB) – ou antenas – nas cidades, com o passar do tempo. Na prática, é isso o que garantirá cobertura de sinal 5G. Veja o cronograma:
31 de julho de 2022: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes
31 de julho de 2023: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes
31 de julho de 2024: capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes
31 de julho de 2025: capitais e Distrito Federal e cidades com mais de 500 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
31 de julho de 2026: Cidades com mais de 200 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
31 de julho de 2027: Cidades com mais de 100 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
31 de julho de 2028: pelo menos 50% das cidades com mais de 30 mil habitantes tendo tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
31 de julho de 2029: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes tendo uma ERB a cada 15 mil habitantes
Em que pé está?
O 5G aguarda a definição de quando será realizado o leilão de frequências, pontapé inicial para a implantação.
As regras do edital (exigências, metas e contrapartidas daqueles que comprarem as faixas) foram aprovadas pela Anatel e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A expectativa do governo federal é de que o leilão aconteça em outubro.
Vai ser mais caro?
As operadoras geralmente não oferecem acesso exclusivo a um tipo de tecnologia de rede, mas cobram pela franquia de dados utilizada.
As empresas, porém, ainda não definiram se haverá reajustes nos preços de pacotes de dados, pois ainda vão levar meses até que a tecnologia esteja disponível.
O acesso ao 5G deve ser mais restrito no início por dois motivos: uma cobertura menor, primeiramente centrada nas capitais, e a compatibilidade de poucos celulares – que atualmente são os mais caros do mercado.
Vai funcionar no celular que eu já tenho ou ter que comprar um compatível?
Ícone do 5G em um iPhone. — Foto: James Yarema/Unsplash
Será preciso ter um celular compatível com a tecnologia 5G. Dentre os que já são vendidos no Brasil, maioria são modelos mais sofisticados, como o iPhone 12 e o Galaxy S21, na faixa dos R$ 6 mil ou mais.
Há outros modelos menos potentes à venda, como o Motorola Moto G 5G, anunciado em dezembro de 2020 por R$ 2.799. Com o tempo, a tendência é que todos incorporem a compatibilidade, assim como aconteceu com o 4G.
O 4G vai acabar?
Não. Os celulares atuais continuarão funcionando nas redes 4G, 3G e 2G – essas conexões não deixarão de funcionar.
Vai substituir a internet fixa?
Não. Embora o 5G seja muito potente e prometa velocidades maiores até do que as que temos em casa, a tendência é que a rede móvel sirva como um complemento.
Para conectar lâmpadas, aspiradores de pó, geladeiras, entre dezenas de outras coisas, o Wi-Fi ainda será a ponte para a internet.
"Para o 5G oferecer a velocidade, é preciso também chegar com a fibra óptica na antena", explicou Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de consultoria de telecomunicações.
Para o executivo, a internet fixa vai melhorar independente do 5G. A necessidade de se instalar mais cabos de fibra óptica nas cidades pode acelerar toda a infraestrutura.
O que é o 5G anunciado pelas operadoras atualmente?
Algumas operadoras já fazem propagandas sobre o 5G, mas esse ainda não é o "verdadeiro" 5G. Na verdade, a tecnologia oferecida atualmente é o 5G DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da sigla em inglês), que funciona como transição entre a quarta e a quinta geração da rede.
Essa tecnologia usa as mesmas frequências do 4G e oferece uma velocidade maior, mas não chega a entregar o potencial máximo do 5G.
"Essa conexão vai ser importante no conceito futuro da rede 5G, quando a cobertura ainda for restrita. Às vezes você estará em uma região onde você não tem a cobertura total da quinta geração, mas você tem o 5G DSS que ajuda nessa continuidade de conexão", afirmou Leonardo Capdeville, da TIM.
A promessa das operadoras que oferecem esse serviço no Brasil é de velocidades que chegam a 500 Mbps. No uso do dia a dia, os valores são menores, mas superam a média da velocidade do 4G (19,8 Mbps).
A disponibilidade da tecnologia, no entanto, ainda é limitada: somente alguns bairros de poucas cidades possuem essa conexão.
O que são as faixas do 5G?
Logo do 5G. — Foto: ERIC PIERMONT/AFP
As faixas do 5G são as frequências em que a rede opera. Uma analogia frequente para explicar as faixas são rodovias no ar por onde circulam os dados de internet.
É isso o que será leiloado pelo governo brasileiro e permitirá que as operadoras passem a oferecer a conexão.
Ao comprar uma faixa, uma empresa terá direito de fazer a exploração econômica (oferecendo conexão para as pessoas por exemplo), mas também terá de cumprir com obrigações previstas pela Anatel (veja mais abaixo quais são).
No Brasil, irão a leilão faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. As principais faixas para o 5G serão:
3,5 GHz, que vão permitir conexões rápidas em longo alcance;
26 GHz, chamada de faixa milimétrica e que vai permitir as aplicações com tempo mínimo de resposta, mas que exige a instalação de mais antenas por ter um alcance de sinal limitado.
A exigência de mais antenas na faixa de 26 GHz e as demandas de cobertura da Anatel são vistos como desafios pelo setor de telecomunicações, pois as regras para a instalação delas são definidas por cada município.
A Lei das Antenas, sancionada em 2015, foi criada para facilitar o processo de instalação de antenas de redes móveis.
Em 2020 um decreto presidencial regulamentou alguns aspectos, como o silêncio positivo, que permite a instalação dos equipamentos após 60 dias caso não haja manifestação por parte de órgãos ou entidades municipais – desde que o pedido siga em conformidade com a legislação.
Instalação de antenas 5G da empresa sueca Ericsson, na Coreia do Sul. — Foto: Divulgação/Ericsson
O que as antenas parabólicas têm a ver com 5G?
O sinal de parabólicas hoje ocupa uma das faixas de frequência que serão do 5G.
A Anatel determinou que esse sinal passe da banda C (faixa de 3,5 GHz), que será usada no 5G, para a banda Ku (outra faixa, que opera entre 10,7 GHz e 18 GHz).
A transferência inclui a distribuição e instalação de kits que permitam a recepção do sinal de TV aberta transmitido nessa banda Ku. Ou seja, a antena parabólica será substituída na casas das pessoas por um outro equipamento que vai garantir o sinal de TV.
As operadoras de telecomunicações vão financiar a troca das velhas antenas por novas, menores, que operam em outra frequência, para beneficiários de programas de baixa renda que fazem parte do Cadastro Únido do governo (CadÚnico).
O processo vai ser parecido com aquele que aconteceu quando houve a troca do sistema da TV analógica para a TV digital. A distribuição será de responsabilidade de uma entidade criada pelo governo federal.
Como vai funcionar a rede privada 5G do governo?
Uma portaria do Ministério das Comunicações com as diretrizes do leilão para o 5G, que basearam o edital, exigiu a criação de uma rede privada do governo. O objetivo é que ela funcione como um canal seguro para a comunicação estratégica das autoridades.
Os estudos preveem uma rede móvel de fibra óptica limitada ao Distrito Federal e uma rede fixa para atendimento dos órgãos públicos federais.
"Os conceitos de redes privativas nasceram antes do 5G, mas agora são muito mais aplicados. A gente vê vários países aplicando regulamentos de redes privativas para uso de segurança pública, como proposto na portaria da Ministério das Comunicações ou mesmo para usos industriais", afirmou Wilson Cardoso, do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).
"A rede privativa do governo faz sentido nesse ponto de vista, de criar uma rede apartada com características de segurança que a gente ainda não sabe, porque só define que existe essa rede e dedicada aos usos do governo federal. Não é nenhuma jabuticaba, é uma tendência global", completou.
Para criar essa rede privativa, será criada uma entidade administradora, que funciona como uma empresa. As empresas que ganharem o leilão precisarão fazer um aporte de R$ 1 bilhão.
Essa companhia será formada por aqueles que vencerem os leilões e seu objetivo será executar as obrigações previstas no edital – os vencedores precisarão depositar os valores previstos no documento.
O conselho dessa empresa terá representantes do Ministério da Comunicação, da Anatel e das vencedoras do leilão. Esses grupos irão discutir detalhes técnicos, e a execução ficara por conta do corpo técnico da entidade administradora.
Ao final da construção da rede ela será transferida para o governo.
Qual a previsão de arrecadação com o leilão do 5G?
A estimativa da Anatel de arrecadação pelas quatro faixas é de R$ 45,6 bilhões.
Desse valor, cerca de R$ 37,1 bilhões deverão ser destinados às obrigações de investimentos pelas empresas vencedoras – ou seja, não deve ir para o caixa da União.
O que o governo quer como contrapartida no leilão?
Para permitir a instalação do 5G no Brasil, o governo federal determinou contrapartidas para cada passo dessa empreitada. Elas estão atreladas às faixas.
Cada uma das bandas (700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz) que serão leiloadas têm contrapartidas específicas:
700 MHz
Instalar antenas 4G ou superior nas cidades e trechos de estradas previstos em portaria do Ministério das Comunicações até 2025.
3,5 GHz
Construir backhaul (rede hierárquica de telecomunicações responsável por fazer a ligação entre o núcleo da rede e sub-redes periféricas) em uma lista de cidades até 2025, com conversão do ágio em compromissos adicionais. Essa demanda prevê levar fibra óptica a cidades atualmente sem esse tipo de infraestrutura.
Para os lotes nacionais, as empresas deverão instalar antenas 5G em cidades com 30 mil habitantes ou mais, sendo necessário uma antena a cada 15 mil habitantes até o julho de 2029.
Para lotes regionais será obrigatório a instalação de antenas 5G nos municípios com menos de 30 mil habitantes até o final de 2029.
Pagar pela limpeza da faixa ocupada pelo sinal de parabólicas e transferência das operadoras de TV para a banda Ku.
Construção de rede para o Programa Amazônia Integrada e Sustentável.
Construção de rede privada de comunicação para a administração pública federal, com requisitos próprios de segurança.
2,3 GHz
Cobrir com tecnologia 4G ou superior 95% da área urbana dos municípios com menos de 30 mil habitantes e que não possuem 4G.
Atender localidades previstas em edital com antenas 4G ou superior.
26 GHz
Não tem compromisso específico para quem vencer essa faixa
Por que se fala tanto da chinesa Huawei quando o assunto é 5G?
Para que o 5G funcione é preciso instalar antenas compatíveis com a tecnologia. Uma das fornecedoras desses equipamentos é a chinesa Huawei, que esteve envolvida em polêmicas nos Estados Unidos durante a gestão do ex-presidente Donald Trump.
Em maio de 2019, Trump assinou um decreto estabelecendo emergência nacional e impedindo as empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações produzidos por empresas que representem risco à segurança nacional. O governo dele também adicionou a Huawei à lista de proibição comercial dos EUA em 2019.
Huawei — Foto: Reuters/Yves Herman
Os EUA afirmam que a China poderia usar equipamentos de rede de empresas de telecomunicação instalados no exterior para espionagem ou interferir no funcionamento da infraestrutura de outros países. Os EUA disseram que haviam provas de que a companhia chinesa poderia acessar redes de clientes, mas não as apresentou.
A Huawei e a China negam as acusações. A empresa chegou a dizer que revelaria detalhes de sua tecnologia para mostrar que não representa risco de segurança aos países que incluírem seus equipamentos em redes de telefonia móvel 5G.
As medidas restritivas à Huawei aconteceram em meio a uma guerra comercial entre China e Estados Unidos, marcada pela imposição de tarifas bilionárias.
Havia pressão do governo americano para que países parceiros não utilizassem equipamentos da empresa chinesa, mas a portaria do governo com bases para o leilão de 5G não vetou Huawei no Brasil, nem qualquer outra empresa de infraestrutura e tecnologia.
A companhia foi barrada no Reino Unido e na Austrália – países que fazem parte do grupo "Five Eyes" (Cinco Olhos), com o qual os EUA mantêm relações de cooperação estreitas em inteligência.
Como os EUA não comprovaram suas alegações, não ficou claro quais dados a Huawei poderia coletar ou como isso representaria um risco concreto para usuários.
"Quem fabrica os equipamentos pode, em teoria, fornecer acesso especial a terceiros, principalmente dados de uso, quantas pessoas estão conectadas e onde, esse tipo de informação", explicou Altieres Rohr, jornalista especialista em segurança digital e colunista do G1.
"Mas os dados transmitidos hoje são criptografados pelos aplicativos. Os apps precisam lidar com redes Wi-Fi públicas e inseguras, então eles adotam medidas que servem para proteger a comunicação em qualquer rede", completou.
Conselheiros da Anatel haviam informado que o edital não poderia restringir a participação de firmas específicas na implementação do 5G brasileiro. O governo, no entanto, poderia usar a "segurança nacional" como justificativa para impor restrições desse tipo.
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Como instalar (e usar) o WhatsApp em um tablet Android! | NextPit
Atualizado: instruções atualizadas
há 3 meses
O WhatsApp é sem sombra de dúvidas um dos apps mais populares para celular. Apesar disso, o aplicativo de mensagens não oferece uma versão oficial para tablets. Para driblar essa restrição ensinamos dois métodos diferentes para enviar e receber mensagens do WhatsApp no seu tablet Android.
Como usar o WhatsApp Web no tablet Android ou iPad
O método mais rápido aproveita o mesmo WhatsApp Web disponível para PCs, associando o app do celular com a página no tablet. Nesse caso, valem as mesmas limitações do serviço nos computadores, ou seja, caso o smartphone fique sem internet ou sem bateria, o serviço deixa de funcionar também no tablet, que pode ser tanto Android quanto o iPad.
Para enviar e receber mensagens no WhatsApp Web pelo tablet basta seguir os passos indicados:
O WhatsApp Web no tablet funciona de forma idêntica ao serviço nos computadores. Alguns recursos adicionais do mensageiro como envio de fotos ou mensagens de áudio podem pedir uma permissão do sistema no tablet, que pode estar bloqueada para o navegador.
Como instalar o WhatsApp no tablet
A segunda opção é instalar o WhatsApp para celular direto no tablet. Esta opção, por enquanto, está disponível apenas no Android, mas pede alguns cuidados.
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Como o WhatsApp associa o perfil do usuário ao número de telefone e apenas permite o uso da conta em um aparelho por vez (fora o caso do WhatsApp Web/Desktop), você vai ter que optar por abrir mão do app no celular, ou então usar um segundo número de telefone.
No caso dos tablets, se você optar por usar um número de telefone secundário, será necessário adicionar todos os contatos no aparelho, já que a conta criada no tablet será diferente da usada no celular.
Seja qual for a opção escolhida, é preciso ter em mãos o celular com o número ativado e seguir as instruções abaixo.
Passo a passo para instalação do WhatsApp no tablet
Informe o número do celular, confirmando o DDI (+55 para o Brasil) e DDD, e toque em Avançar;
Como o tablet (geralmente) não recebe SMS, o app deve oferecer a opção de digitar o código recebido no celular, ou então enviar os seis números de confirmação por chamada de voz;
Caso escolha receber uma ligação de voz, atenda a chamada e digite no tablet o código ditado no telefone;
Siga as instruções para configuração e recuperação de backups e aproveite o WhatsApp no tablet!
Como o caso das atualizações de sistema em tablets é ainda pior que nos celulares Android, antes de tentar baixar o WhatsApp no tablet vale a pena conferir se o aparelho roda pelo menos a versão 4.0.3 do sistema.
Artigo atualizado em maio de 2021 com novas imagens e passos atualizados para a versão atual do WhatsApp. Comentários anteriores à data podem citar instruções desatualizadas.
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Tem arquivos na nuvem? Eles podem ser bloqueados e não ser recuperados
Especialista recomenda contratar empresas de armazenamento com sede no Brasil, que são obrigadas a cumprir as leis nacionais
Servidores da nuvem na web: não há garantia de que arquivos não sejam deletados Foto: Agência O Globo
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RIO — Segurança, menos espaço ocupado na memória do celular e no HD do computador, garantindo mais agilidade nas tarefas cotidianas realizadas pelos gadgets. Essas são as razões que levaram o engenheiro eletrônico Eduardo Ladeira a pagar, nos últimos dez anos, para armazenar seus arquivos na nuvem. Ou seja, em um sistema fora dos seus equipamentos gerido por uma empresa especializada.
Em uma década, Ladeira guardou nada menos do que 190 mil arquivos, sendo 120 mil fotos. Desde o dia 15 de julho, no entanto, todo esse material está fora do seu alcance, sua conta foi desabilitada. E ele não consegue saber o que aconteceu e nem se terá como recuperar seus arquivos.
— O Dropbox era meu backup. Há algum tempo meus equipamentos estão sincronizados, tudo que chega vai direto para a nuvem. Dos 190 mil arquivos, 170 mil só tenho na nuvem. A única informação que me dão é que violei os termos de uso, mas nem o que eu fiz consigo saber, nas redes sociais vi relatos como o meu de usuários de vários países — conta.
Eduardo Ladeira perdeu 190 mil arquivos no Dropbox Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
O designer gráfico paulista Fernando Mello foi um dos usuários que Ladeira encontrou nas redes. Há três meses ele recebeu a mesma mensagem enviada ao carioca, que sua conta estava desabilitada.
Desde então, assim como Ladeira, tenta contato com o Dropbox para saber qual regra teria descumprido e como recuperar seus arquivos.
— Ainda vejo a lista dos meus arquivos, mas é como se estivessem travados na nuvem. Continuo recebendo a cobrança no meu cartão de crédito, mas agora enviam propaganda como se estivesse com uma conta nova. Já abri vários chamados no suporte, alguns foram ignorados. As respostas parecem feitas por robôs — queixa-se Mello, que tinha conta no Dropbox há 8 anos.
Reposta automática
Além do suporte, Ladeira passou a enviar mensagens a executivos da empresa pelas redes sociais. Até agora, no entanto, não conseguiu resolver. O próximo passo, diz, será o lançamento na próxima semana de um site para reunir reclamações de usuários do Dropbox de dentro e fora do país:
— Ainda tenho esperança de recuperar meus arquivos, todas as fotos da minha filha estão lá. Vi um estrangeiro que conseguiu após 10 meses.
A Dropbox respondeu as mensagens enviadas pela reportagem com textos automáticos com um link sobre o correto uso da sua logomarca e orientações para o consumidor.
Entre as recomendações, no entanto, não havia menção de como saber o motivo da desabilitação da conta, nem como recuperar arquivos caso isso aconteça.
Bases de dados do sistema de nuvem da Microsoft ficaram expostas por cerca de dois anos Foto: Arquivo
Especialista em direito digital, Gustavo Quevedez, sócio da BVA Advogados , diz que os usuários da plataforma precisam ser informados sobre a regra que teriam desrespeitado e tem que ser dado a eles o direito de contestar:
— Mesmo que tenham descumprido algum item do termo de uso, me parece uma pena excessiva a perda de todos os arquivos. Em regra, eles deveriam ter sido notificados antes da conta ser desabilitada.
Quevedez diz ainda que caso a empresa não tenha representante no Brasil será mais difícil recorrer judicialmente caso seja necessário:
— Recomendo sempre que contratem empresas que tenham representação no país, pois isso as obriga a cumprir a lei brasileira.
Pastas deletadas
A designer carioca Alexandra Karmirian decidiu manter um backup em um HD externo, desde que parte dos arquivos compartilhados via nuvem numa empresa para qual presta serviço foi deletada com a saída de um funcionário.
— Com a pandemia e o trabalho on-line, cada vez mais compartilhamos arquivos pelo Google Drive. Uma pessoa da equipe saiu da empresa e o e-mail dela foi deletado antes que os arquivos fossem guardados ou transferidos. Conclusão várias pastas foram deletadas e não sabemos se poderão ser recuperadas.
O Google explica que as ações disponíveis nos drives compartilhados dependem do nível de acesso, do tipo de assinatura e dos privilégios de administrador.
Para evitar perdas de aquivos na nuvem, especialistas recomendam fazer back up Foto: . / Reprodução da internet
O cargo mais alto na hierarquia de um drive compartilhado pode realizar funções exclusivas, como deletar automaticamente arquivos no lixo, restaurar arquivos e pastas do lixo (até 30 dias, antes que sejam deletados permanentemente), adicionar pessoas e criar outros drives compartilhados na organização.
Recuperação de arquivos
Caso uma conta seja desativada, explica a empresa, é possível reativá-la para recuperar arquivos do Drive até 20 dias após a exclusão. Uma vez que a conta for restabelecida, é necessário transferir a propriedade de pastas e arquivos para outro usuário para que eles permaneçam disponíveis.
Arquivos criados em drives compartilhados, ressalta o Google, estão protegidos caso alguém deixe a organização e tenha a conta desativada, os arquivos pertencem à equipe e não a um indivíduo.
Victor Rizzo diretor de inovação da e-Xyon, diz que mesmo quem opta por armazenamento na nuvem, não deve manter todos esses arquivos em uma única plataforma:
— Deve-se ter ao menos um backup principal e um de contingência.Se optar por manter tudo na nuvem, tenha duas plataformas. A tecnologia sempre pode falhar. Assim como você não guardaria seu dinheiro no banco da praça é preciso se informar antes de escolher onde guardar seus arquivos.
E se houver vazamento?
Na última semana, a Microsoft alertou a milhares de clientes que usam seu serviço de nuvem, que o sistema ficou vulnerável à ação de invasores, que teriam capacidade de ler, mudar e até apagar suas principais bases de dados. A empresa diz já ter resolvido o problema e afirma estar comunicando a cada um dos usuários afetados. A Microsoft afirma , no entanto, ter conhecimento de “dado do cliente que esteja sendo acessado”.
Em caso de vazamento, Quevedez,da BVA Advogados, diz que a primeira providência a ser adotada pelo usuário é alterar suas senhas vinculadas à conta.
— Em seguida, deve-se procurar a empresa para buscar informação formal sobre o vazamento, como determina a LGPD, para avaliação mais ampla sobre os dados vazados. Outra recomendação é fazer um Boletim de Ocorrência, ação que permitirá que ele se resguarde perante terceiros, casos seus dados pessoais sejam utilizados para fins ilícitos.
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Como se DEFENDER contra ATAQUES do SPYWARE israelense PEGASUS
O niilismo de segurança é a ideia de que os ataques digitais se tornaram tão sofisticados que não há nada a ser feito para impedir que eles aconteçam ou para diminuir o seu impacto. Mas esse tipo de conclusão seria um erro. Por um lado, ele dá aos hackers mal intencionados exatamente o que eles gostariam, que seus alvos parem de se defender. Também é um erro factual: você pode se defender contra o spyware do NSO — por exemplo, seguindo técnicas de segurança operacional, como não clicar em links desconhecidos, praticar a compartimentalização de dispositivos (como usar dispositivos separados para aplicativos diferentes), e ter uma rede privada virtual, ou VPN, em seus dispositivos móveis. Essas técnicas são eficazes contra toda sorte de ataques digitais e, portanto, úteis mesmo se o NSO Group estiver correto em suas alegações de que as supostas evidências contra a empresa não são válidas.
Pode até não haver segurança perfeita, como afirma um ditado clássico na área, mas isso não é desculpa para a passividade. Aqui, então, estão alguns passos práticos que você pode seguir para reduzir sua “superfície de ataque” e se proteger contra spywares como o do NSO.
O Pegasus oferece “acesso ilimitado aos dispositivos móveis do alvo”
As recentes revelações dizem respeito a um spyware específico da NSO, conhecido como Pegasus. Elas vêm após extensos estudos anteriores do software da empresa feitos por entidades como Citizen Lab, Amnesty International, Article 19, R3D, e SocialTIC. A seguir vai o que sabemos especificamente sobre o Pegasus.
Os recursos do software foram descritos no que parece ser um folheto promocional do NSO Group datado de 2014 ou anterior e disponibilizado quando o WikiLeaks publicou uma coleção valiosa de e-mails relacionados a uma empresa de spyware diferente, a Hacking Team, da Itália. A autenticidade do panfleto não pode ser confirmada, e o NSO disse que não fará mais comentários sobre o Pegasus. Mas o documento vende o Pegasus de forma agressiva, dizendo que ele fornece “acesso ilimitado aos dispositivos móveis do alvo” e permite que os clientes “coletem remota e secretamente informações sobre os relacionamentos, localização, ligações, planos e atividades de seu alvo — quando e onde quer que eles estejam”. A brochura também afirma que o Pegasus pode:
Monitorar chamadas de voz e VoIP em tempo real.
Extrair contatos, senhas, arquivos e conteúdo criptografado do telefone.
Funcionar como um “grampo ambiental”, ouvindo pelo microfone.
Monitorar as comunicações feitas por aplicativos como WhatsApp, Facebook, Skype, Blackberry Messenger, e Viber.
Rastrear a localização do telefone via GPS.
Apesar de todo o hype, porém, o Pegasus é apenas uma versão glorificada de um tipo antigo de malware conhecido como Cavalo de Troia de Acesso Remoto, ou RAT na sigla em inglês: um programa que concede a uma parte não autorizada o acesso total a um dispositivo-alvo. Em outras palavras, embora o Pegasus possa ser potente, a comunidade de segurança sabe bem como se defender contra esse tipo de ameaça.
Vejamos as diferentes maneiras como o Pegasus pode potencialmente infectar telefones — seus vários “vetores de instalação de agentes”, na própria linguagem do panfleto — e como se defender contra cada um.
Driblando o caça-clique de engenharia social
Há inúmeros exemplos nos relatos de ataques do Pegasus de jornalistas e defensores dos direitos humanos que receberam mensagens de SMS e WhatsApp como isca, ordenando-os a clicar em links maliciosos. Os links baixam spyware que se aloja nos dispositivos por meio de falhas de segurança em navegadores e sistemas operacionais. Esse vetor de ataque é chamado Mensagem de Engenheiro Social Aprimorado, ou ESEM na sigla em inglês, no folheto que vazou. Ele afirma que “as chances de o alvo clicar no link são totalmente dependentes do nível de credibilidade do conteúdo. A solução Pegasus fornece uma ampla gama de ferramentas para compor uma mensagem personalizada e inocente para atrair o alvo a abrir a mensagem”.
‘As chances de o alvo clicar no link são totalmente dependentes do nível de credibilidade do conteúdo’.
Como o Comitê para Proteção de Jornalistas detalhou, as mensagens-isca do tipo ESEM vinculadas ao Pegasus se enquadram em várias categorias. Algumas afirmam ser de organizações conhecidas, como bancos, embaixadas, agências de notícias, ou serviços de entrega de encomendas. Outras se referem a questões pessoais, como trabalho ou suposta evidência de infidelidade, ou afirmam que o alvo está enfrentando algum risco de segurança imediato.
Ataques ESEM futuros podem usar tipos diferentes de mensagens como isca, por isso é importante tratar com cautela qualquer uma que tente convencê-lo a realizar uma ação digital. Alguns exemplos do que isso significa na prática:
Se você receber uma mensagem com um link, particularmente se ela incluir um senso de urgência (informando que um pacote está para chegar ou que seu cartão de crédito vai ser cobrado), evite o impulso de clicar imediatamente nele.
Se você confia no site do link, digite o endereço manualmente.
Se for a um site que você visita com frequência, salve-o em uma pasta de favoritos e acesse o site apenas a partir do link em sua pasta.
Se você decidir clicar no link ao invés de digitá-lo ou visitar o site através dos seus favoritos, pelo menos examine o link para confirmar que ele realmente leva a um site que você conhece. E lembre-se que ainda assim é possível ser enganado: alguns links de phishing utilizam letras de aparência semelhante de um conjunto de caracteres de outro alfabeto, no que é conhecido como ataque homógrafo. Por exemplo, um “O” cirílico pode ser utilizado para imitar o “O” latino que vemos em inglês e português.
Se o link parece ser uma URL encurtada, use um um serviço expansor de URL, como o URL Expander ou o ExpandURL para revelar o link longo real antes de clicar.
Antes de clicar em um link aparentemente enviado por alguém que você conhece, confirme que aquela pessoa realmente o enviou; a conta dela pode ter sido hackeada ou seu número de telefone falsificado. Confirme usando um canal de comunicação diferente daquele em que você recebeu a mensagem. Por exemplo, se o link veio por email ou mensagem de texto, telefone para o remetente. Isso é conhecido como verificação ou autenticação fora de banda.
Pratique a compartimentalização de dispositivos, utilizando um dispositivo secundário sem nenhuma informação confidencial para abrir links não confiáveis. Lembre-se de que, se o dispositivo secundário estiver infectado, ele ainda pode ser usado para monitorar você por meio do microfone ou da câmera, portanto, mantenha-o em uma bolsa Faraday quando não estiver em uso — ou, pelo menos, longe de onde você mantiver conversas confidenciais (uma boa ideia mesmo se estiver em uma bolsa Faraday).
Use navegadores que não são padrão. De acordo com a seção intitulada “Falha de instalação” na brochura vazada da Pegasus, a instalação pode falhar se o alvo estiver utilizando um navegador não compatível e, em particular, um diferente daquele navegador “padrão do dispositivo”. Mas o documento já tem vários anos e é possível que o Pegasus hoje suporte todos os tipos de navegadores.
Se há qualquer dúvida sobre um link, a melhor medida de segurança operacional é evitar abrir o link;
Frustrando ataques de injeção de rede
Outra maneira pela qual o Pegasus infectou dispositivos em vários casos foi interceptando o tráfego de rede de um telefone usando o que é conhecido como ataque de intermediário, ou MITM na sigla em inglês. Nele, o Pegasus interceptou o tráfego de rede não criptografado, como solicitações HTTP da web, e o redirecionou para cargas maliciosa. Fazer isso envolvia enganar o telefone para que ele se conectasse a um dispositivo portátil que fingia ser uma torre de celular próxima ou obter acesso à operadora de celular do alvo (plausível se o alvo está em um regime repressivo onde o governo fornece os serviços de telecomunicações). Esse ataque funcionou mesmo se o telefone estivesse no modo apenas para dados móveis e não estivesse conectado ao wifi.
Quando Maati Monjib, cofundadora da ONG Freedom Now e da Associação Marroquina de Jornalismo Investigativo, abriu o navegador Safari de seu iPhone e digitou yahoo.fr, o Safari primeiro tentou acessar http://yahoo.fr. Normalmente, isso teria redirecionado para https://fr.yahoo.com, uma conexão criptografada. Mas, como a conexão de Monjib estava sendo interceptada, ela a redirecionou para um site malicioso de terceiros que, por fim, invadiu seu telefone.
‘Digitar apenas o domínio do website em um navegador abre espaço para ataques, porque o navegador vai tentar realizar uma conexão não criptografada ao site’.
Digitar apenas o domínio do site (como yahoo.fr) na barra de endereços do navegador sem especificar um protocolo (como https://) abre a possibilidade para ataques MITM, porque seu navegador, por padrão, vai tentar uma conexão HTTP não criptografada ao site. Normalmente, você chega ao site verdadeiro, que imediatamente o redireciona a uma conexão HTTPS segura. Mas, se alguém está rastreando para hackear seu dispositivo, a primeira conexão HTTP é uma abertura suficiente para sequestrar a conexão.
Alguns sites protegem contra isso usando um recurso de segurança complicado conhecido como HTTP Strict Transport Security, que evita que o navegador faça uma solicitação não criptografada para eles, mas você nem sempre pode contar com isso, mesmo para alguns sites que o implementam corretamente.
Essas são algumas coisas que podem ser feitas para prevenir esse tipo de ataques:
Sempre digite https:// ao acessar os sites.
Favorite URLs seguras (HTTPS) dos seus sites mais acessados, e use elas em vez de digitar o domínio diretamente.
Como alternativa, use um VPN em seus dispositivos desktop e móveis. Um VPN canaliza todas as conexões com segurança para o servidor VPN, que então acessa sites em seu nome e os retransmite de volta para você. Isso significa que um invasor que monitora sua rede provavelmente não será capaz de realizar um ataque MITM bem-sucedido, pois sua conexão está criptografada para VPN — mesmo se você digitar um domínio no navegador diretamente sem o “https://”.
Se você usa um VPN, lembre-se que seu provedor de VPN tem a capacidade de espionar o tráfego da internet, por isso é importante escolher um confiável. O blog Wirecutter publica uma comparação completa e atualizada regularmente dos provedores de VPN com base em seu histórico de auditorias de segurança feitas por terceiros, suas políticas de privacidade e termos de uso, a segurança da tecnologia VPN utilizada e outros fatores.
Exploits sem cliques
Ao contrário das tentativas de infecção que exigem que o alvo execute alguma ação, como clicar em um link ou abrir um anexo, os exploits (no sentido de “explorar” uma vulnerabilidade do sistema) sem cliques recebem esse nome porque não exigem interação do alvo. Tudo o que é necessário é que a pessoa visada tenha um aplicativo ou sistema operacional vulnerável específico instalado. O relatório forense da Anistia Internacional sobre as evidências recentemente reveladas do Pegasus afirma que algumas infecções foram transmitidas através de ataques sem cliques, utilizando os aplicativos Apple Music e iMessage.
Seu dispositivo deveria ter o mínimo necessário de aplicativos
Esta não é a primeira vez que as ferramentas do NSO Group são vinculadas a ataques sem cliques. Uma queixa de 2017 contra o ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, afirma que jornalistas, figuras políticas, ativistas sindicais e líderes de associações civis foram alvos do Pegasus e notificações desonestas recebidas em seus dispositivos, enquanto em 2019 o WhatsApp e o Facebook registraram queixa alegando que o NSO Group desenvolveu um malware capaz de explorar uma vulnerabilidade sem cliques do WhatsApp.
Como as vulnerabilidades de clique zero, por definição, não precisam de nenhuma interação do usuário, elas são as mais difíceis de se defender. Mas os usuários podem reduzir suas chances de sucumbir ao reduzir o que é conhecido como “superfície de ataque” e praticando a compartimentalização de dispositivos. Reduzir a superfície de ataque significa simplesmente minimizar as possíveis formas de infecção do dispositivo. A compartimentalização de dispositivos significa espalhar seus dados e aplicativos em vários dispositivos.
Especificamente, os usuários podem:
Reduzir o número de aplicativos no telefone. Quanto menos portas destrancadas sua casa tem, menos oportunidades um ladrão tem para entrar; de forma similar, menos aplicativos significam menos portas virtuais para invadir o celular. O dispositivo deve ter o mínimo necessário de aplicativos de que você precisa para executar as funções do dia-a-dia. Há alguns aplicativos que não podem ser removidos, como o iMessage; nesses casos, muitas vezes é possível desativá-los, embora isso também faça com que as mensagens de texto não funcionem mais no seu iPhone.
Monitore regularmente seus aplicativos instalados (e suas permissões), e remova aqueles de que não precisa mais. É mais seguro remover um aplicativo raramente usado e baixá-lo novamente quando realmente precisar dele do que deixá-lo permanecer no telefone.
Atualize regularmente o sistema operacional do telefone e aplicativos individuais, uma vez que as atualizações corrigem vulnerabilidades, às vezes até de forma não intencional.
Compartimentalize os aplicativos que sobrarem. Se o celular só tem o WhatsApp instalado e for invadido, o hacker vai pegar os dados do WhatsApp, mas não outras informações sensíveis como email, calendário, fotos ou mensagens do Signal.
Mesmo um telefone compartimentalizado pode ser usado como um grampo e um dispositivo de rastreamento, então mantenha seus dispositivos fisicamente compartimentalizados — ou seja, deixe-os em outra peça da casa, idealmente em uma bolsa anti-sabotagem.
Acesso físico
Uma última maneira pela qual um invasor pode infectar seu telefone é interagindo fisicamente com ele. De acordo com o folheto, “quando o acesso físico ao dispositivo é uma opção, o agente Pegasus pode ser injetado manualmente e instalado em menos de cinco minutos” — embora não esteja claro se o telefone precisa ser desbloqueado ou se os invasores são capazes de infectar até mesmo um telefone protegido por PIN.
Parece não haver casos conhecidos de ataques do Pegasus lançados fisicamente, mas esses exploits podem ser difíceis de detectar e serem distinguidos dos ataques online. Algumas maneiras de mitigá-los:
Sempre tenha seus dispositivos à vista. Perdê-los de vista abre a possibilidade de comprometimento físico. Obviamente há uma diferença entre um agente alfandegário pegando seu telefone no aeroporto e você deixar o laptop em uma peça da sua residência enquanto vai ao banheiro, mas todos envolvem algum risco, e você terá que calibrar sua própria tolerância ao risco.
Coloque seu dispositivo em um saco anti-sabotagem quando precisar deixá-lo sem vigilância, especialmente em locais de maior risco, como quartos de hotel. Isso não impedirá que o dispositivo seja manipulado, mas pelo menos dará um alerta de que o dispositivo foi retirado da bolsa e pode ter sido adulterado, momento em que o dispositivo não deve mais ser usado.
Use telefones descartáveis e outros dispositivos compartimentados ao entrar em ambientes potencialmente hostis, como prédios do governo, incluindo embaixadas e consulados, ou ao passar por pontos de controle fronteiriço.
Outras recomendações gerais:
Use o Mobile Verification Toolkit da Anistia Internacional se você suspeita que seu telefone foi infectado com o Pegasus.
Faça backups regulares dos arquivos importantes.
Finalmente, não faz mal resetar regularmente seu telefone.
Embora o Pegasus seja um spyware sofisticado, há passos tangíveis que você pode dar para minimizar a chance de seus dispositivos serem infectados. Não existe um método infalível para eliminar o risco por completo, mas certamente há coisas que você pode fazer para diminuir esse risco, e com certeza não há necessidade de recorrer à visão derrotista de que “não somos páreo” para o Pegasus.
Tradução: Maíra Santos
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Como gravar tela do PC no Windows 10
1 de 10 Como gravar tela do PC no Windows 10: tutorial ensina como realizar procedimento — Foto: Raquel Freire/TechTudo
Passo 1. Para gravar tela do PC no Windows 10, pressione a tecla iniciar do Windows + "G" para abrir o controle da Xbox Game Bar. Em seguida, clique no botão "Capturar", localizado na parte superior da tela. Para iniciar a gravação, pressione o botão de Rec, como ilustrado na imagem abaixo. Também é possível pressionar tecla do Windows + "Alt" + "R" para começar uma gravação em segundo plano;
2 de 10 Procedimento para gravar a tela Windows 10 usando a Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Procedimento para gravar a tela Windows 10 usando a Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 2. A janela "Início da captura" será aberta no canto superior direito da tela. Caso queira ocultar as demais barras para gravação, clique em qualquer outro local da tela;
Início da captura de tela no Windows 10 com ferramenta Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 3. Para ativar ou desativar o microfone do PC durante a gravação, basta clicar no ícone ilustrado na imagem abaixo. Pressione o botão de "Stop" quando quiser terminar a captura;
Como desativar captura de áudio do microfone durante gravação da tela do PC Windows — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 4. Ao finalizar a gravação, será exibida a mensagem "Clipe de jogo gravado". Toque na notificação ou pressione Windows + "G" novamente para abrir a Xbox Game Bar;
Fim da captura de tela do PC com Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 5. Nesta etapa, selecione a opção "Ver todas as capturas" para visualizar a gravação realizada;
Caminho para área de armazenamento das capturas de tela feitas com a Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 6. O histórico de gravações está localizado na lateral esquerda do recurso. Ao selecionar determinado vídeo, você pode visualizar informações do arquivo. Caso queira renomear, clique no ícone destacado abaixo;
Galeria de capturas de tela em vídeo feitas a partir da Xbox Game Bar no Windows 10 — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 7. Digite o nome da captura de tela e clique em "Aceitar";
Mudança de nome da gravação de tela do PC na Xbox Game Bar — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 8. Para visualizar o vídeo no Explorador de Arquivos do Windows 10, clique no ícone de pasta na parte de cima da tela ou em "Abrir local do arquivo";
Botões de acesso ao Explorador de Arquivos do Windows 10 — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Passo 9. A pasta "Capturas" armazena todas as gravações realizadas no Xbox Game Bar.
Captura de tela feita com Xbox Game Bar no Explorador de Arquivos do Windows 10 — Foto: Reprodução/Raquel Freire
Pronto. Utilize as dicas para gravar a tela do PC no Windows 10.
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Bancos querem mudanças no Pix; BC é contra | Lauro Jardim - O Globo
Têm sido duras as reuniões entre o BC e os bancos para tratar do Pix.
O Pix é um sucesso — e o volume de transações diárias está aí para comprovar — mas os bancos querem que sejam feitas modificações em alguns pilares da ferramenta.
Alegam que, como é formatado hoje, o Pix é vulnerável à investida de bandidos.
Os bancos pedem, por exemplo, liberdade para negociarem com o cliente o limite de transferência. Querem também que o botão Pix não seja obrigatório no aplicativo de todos os clientes.
Pelas determinações do Banco Central, os bancos não podem negociar os limites operacionais com os usuários.
Explica o diretor de um grande banco:
— A flexibilização das regras chega ao ponto de permitir ao cliente ampliar o limite do valor da transferência no momento da operação, fato amplamente conhecido, inclusive dos bandidos.
O BC até o momento está irredutível. Avalia que o Pix não precisa de mudanças.
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Opinião - Paul Krugman: Quem criou o milagre da energia renovável?
Apoio do governo criou um milagre de custos que poderia não ter acontecido de outro modo
Por mais terríveis que sejam muitas coisas no mundo, a mudança do clima é única, por representar uma ameaça à existência da civilização. E é horripilante que tantas figuras políticas se oponham frontalmente a qualquer ação séria para enfrentar essa ameaça.
A despeito disso, continua a existir a chance de que nos saiamos bem o suficiente para evitar uma catástrofe –não porque tenhamos nos tornado mais sábios, mas sim porque tivemos sorte. Costumávamos acreditar que obter grandes reduções nas emissões de gases causadores do efeito estufa seria difícil e dispendioso, ainda que isso jamais tenha sido tão dispendioso quanto os inimigos da causa ambiental afirmavam. Nos últimos 12 anos ou pouco mais, no entanto, passamos por um milagre tecnológico. Como Max Roser bem documenta em um artigo, os custos da energia solar e da energia eólica, no passado desdenhadas como tolas fantasias hippies, caíram a tal ponto que bastam incentivos modestos para conduzir a uma redução rápida no uso dos combustíveis fósseis.
Mas será que isso aconteceu por sorte? Esse milagre –dois milagres, na verdade, porque gerar eletricidade do sol e do vento envolve tecnologias completamente diferentes– aconteceu por acaso exatamente no momento em que necessitávamos? Ou ele foi consequência de boas decisões de política pública?
A resposta é que existem bons argumentos em favor de afirmar que boas políticas –os investimentos do governo Obama na energia verde e subsídios europeus, especialmente para o desenvolvimento de instalações offshore de energia eólica– desempenharam papel central.
Qual é a justificativa para essa conclusão? Comecemos pelo fato de que nem a energia solar e nem a energia eólica era uma tecnologia fundamentalmente nova. Moinhos de vento estavam em uso pelo menos desde o século 11. A energia solar fotovoltaica foi desenvolvida na década de 1950. E, até onde sei, não houve qualquer grande avanço científico por trás do recente declínio dramático de custos dessas duas formas de energia.
O que estamos vendo, em lugar disso, parece ser uma situação na qual o uso crescente de energia renovável é que impulsiona as reduções de custos. No caso da energia solar e eólica, vimos uma série de melhoras graduais à medida que as companhias de energia ganham experiência, grandes reduções nos preços de componentes à medida que coisas como as lâminas das turbinas começam a ser produzidas em massa, e assim por diante. A energia renovável, como aponta Roser, parece estar sujeita a curvas de aprendizado, sob as quais os custos caem em proporção ao avanço cumulativo da produção.
E essa é a questão: quando um setor tem uma curva de aprendizado desafiadora, o apoio governamental pode ter imensos efeitos positivos. Basta subsidiar um setor por alguns anos para que os custos comecem a cair, com a experiência, e a situação enfim chegará a um ponto no qual o crescimento se torna autossustentável, e subsídios deixam de ser necessários.
Isso pode ter acontecido, ou estar a ponto de acontecer, com relação à energia renovável.
O American Recovery and Reinvestment Act de 2009 –o pacote de estímulo econômico adotado quando Barack Obama assumiu a presidência– tinha por objetivo principal combater o colapso da demanda que se seguiu à crise financeira de 2008. E ajudou, mas mesmo assim adquiriu uma reputação negativa porque não tinha força suficiente para produzir uma recuperação rápida. (E não, não estou falando em retrospecto. Foi uma questão sobre a qual me esgoelei na época.) Mas também incluía verbas significativas para a energia verde: incentivos fiscais, subsídios, empréstimos do governo e garantias a empréstimos.
Alguns dos projetos em que o governo apostou deram errado, e os republicanos tiraram vantagem política das perdas. Mas os financistas do setor de capital para empreendimentos antecipam que alguns dos negócios em que apostam fracassem; se isso nunca acontece, eles não estão assumindo riscos suficientes. De forma semelhante, um programa do governo dirigido a promover o avanço da tecnologia com certeza terminará resultando em alguns fracassos; se isso não acontece, o projeto não estará estendendo as fronteiras.
E, em retrospecto, a impressão é de que as iniciativas de Obama de fato estenderam as fronteiras, especialmente no caso da energia solar, que, de uma tecnologia de alto custo e adoção limitada, se converteu em uma tecnologia que ocasionalmente é mais barata que as fontes tradicionais de energia.
As políticas de Obama também ajudaram a energia eólica, mas quanto a isso suspeito que boa parte do crédito cabe aos governos europeus, que subsidiaram pesadamente projetos de energia eólica offshore, no começo da década passada.
Em resumo, há bons argumentos em favor de afirmar que o apoio do governo à energia renovável criou um milagre de custos que poderia não ter acontecido de outro modo –e esse milagre de custos talvez seja a chave para que nos salvemos da catástrofe quanto ao clima.
Tradução de Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: Negação climática, da Covid, e a queda da direita
Fomos da sujeição cínica aos interesses corporativos a uma irracionalidade agressiva e performativa
The New York Times
Antes que a direita decidisse encampar a negação da Covid, já existia a negação da mudança no clima. Muitas das atitudes que caracterizaram a resposta da direita à pandemia do coronavírus –a recusa a reconhecer os fatos, acusações de que os cientistas são todos parte de uma vasta conspiração liberal, a recusa em enfrentar a crise– foram prenunciadas no debate quanto ao clima.
Mas com base na resposta das autoridades republicanas à Covid-19 –especialmente sua oposição a vacinas capazes de salvar vidas–, fica difícil escapar à conclusão que o viés paranoico e irracional da política americana não é tão ruim quanto imaginávamos, e sim muito, muito pior.
Na segunda-feira (9), o Painel das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas divulgou seu mais recente relatório. As conclusões não surpreenderão qualquer pessoa que venha acompanhando a questão, mas mesmo assim são aterrorizantes.
Alguns grandes danos causados pela mudança no clima já são irreversíveis, o painel concluiu. Eles já estão acontecendo, na verdade, e o mundo está experimentando eventos climáticos extremos como as ondas de calor na região Pacífico Noroeste dos Estados Unidos e as inundações na Europa, cuja ocorrência se tornou ainda mais provável por conta da elevação na temperatura mundial.
Mas podemos, no entanto, prever com segurança agora de que maneira os conservadores influentes reagirão ao relatório, se é que haverá reação. Dirão que não passa de uma farsa, ou que os dados científicos ainda não são claros, ou que qualquer tentativa de mitigar a mudança no clima poderia devastar a economia.
Ou seja, reagirão da mesma maneira que reagiram a alertas passados –ou da mesma maneira que reagiram à Covid-19. Eventos climáticos extremos provavelmente não mudarão qualquer coisa. Afinal, governadores republicanos como Ron DeSantis, na Flórida, e Greg Abbott, no Texas, continuam a se opor a medidas de controle do vírus –não só se recusando a agir, mas também tentando bloquear regras de obrigatoriedade de vacinação adotadas por governos locais e até por empresas privadas– enquanto o número de hospitalizações em seus estados dispara.
No entanto, embora haja semelhanças importantes entre a resposta da direita à mudança no clima e sua resposta à Covid-19, também existem diferenças importantes. A pandemia levou a uma travessia de novas fronteiras de irresponsabilidade destrutiva.
O fato é que a negação da mudança no clima era uma irresponsabilidade moral, e indefensável intelectualmente, mas ela pelo menos fazia sentido, ao menos para as mentes estreitas.
Para começar, os avisos sobre a mudança no clima sempre envolveram consequências de longo prazo, o que facilitava para os negadores afirmar que flutuações de curto prazo serviam para refutar todo o conceito. “Está vendo? Hoje está frio. A mudança do clima é uma farsa!” Essa espécie de evasão se tornou mais difícil recentemente, agora que estamos vendo a cada dois anos incêndios e inundações de uma escala que só surgia uma vez por século. Mas ajudou a confundir a questão.
E também havia dinheiro grosso por trás da negação da mudança no clima. Os interesses associados aos combustíveis fósseis estavam dispostos a gastar imensas quantias para criar uma névoa de ceticismo na expectativa de que postergar a ação quanto ao clima beneficiasse seus resultados de negócios.
Por fim, e talvez menos importante ainda que não irrelevante, os ideólogos do livre mercado não queriam ouvir falar de problemas que o livre mercado não é capaz de resolver.
Nenhuma dessas explicações funciona, no caso da atual negação da Covid.
As empresas podem ter protestado contra lockdowns que reduziram suas vendas, mas, até onde consigo ver, elas estão ansiosas por promover o máximo de vacinação, o que as ajudaria a voltar ao normal nos negócios, e número crescente de empresas está impondo regras de vacinação obrigatória.
E até mesmo os libertários mais radicais em geral admitem que promover a vacinação, para deter uma praga, é um papel válido para o setor público.
E no entanto, eis o ponto a que chegamos: tentar limitar uma pandemia mortífera, mesmo por meio de vacinas que geram imensos benefícios e pouco risco, se tornou uma questão partidária contenciosa.
Como isso aconteceu? Eu contaria a história da seguinte maneira: o ritmo rápido de vacinação dos Estados Unidos no segundo trimestre foi uma excelente notícia para o país –mas era também uma história de sucesso para o governo de Joe Biden. Por isso, conservadores influentes –para quem atacar os liberais é sempre um objetivo primordial– começaram a bloquear os esforços de vacinação.
Isso teve consequências graves. Como escrevi antes, o Partido Republicano moderno é mais parecido com um culto político autoritário do que com um partido político normal, e por isso a obstrução à vacinação –não um ataque às vacinas em si, mas a oposição a qualquer esforço realizado para aplicá-las nas pessoas - se tornou um teste de lealdade, a posição que um militante deveria assumir para provar sua lealdade aos republicanos e a Trump.
Presumivelmente, os políticos que tomaram essa decisão não faziam ideia de que a realidade contra-atacaria tão rápido e de forma tão pesada –que a Flórida em pouco tempo se veria com um índice de hospitalizações nove vezes maior que o de Nova York, e que algumas cidades do Texas ficariam sem leitos de UTI disponíveis. Mas é quase impossível para eles mudar de rumo. Se Ron DeSantis admitir o quanto seus erros sobre a 19 foram letais, as ambições políticas dele estariam arruinadas.
Por isso, a negação da Covid provou ser ainda pior do que a negação da mudança no clima. Fomos da sujeição cínica aos interesses corporativos a uma irracionalidade agressiva e performativa. E a direita continua sua queda, em um poço aparentemente sem fundo.
Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: 'Liberdade', a Flórida, e o desastre da variante delta
Estado americano tem cobertura vacinal dos jovens pior do que a média nacional e enfrenta surto de Covid
The New York Times
Ron DeSantis, o governador da Flórida, não é estúpido. Mas ele é ambicioso, e supremamente cínico. Assim, quando diz coisas que parecem estúpidas, vale a pena perguntar o motivo. E suas recentes declarações sobre a Covid-19 nos ajudam a compreender por que tantos americanos continuam a morrer ou a adoecer severamente por conta do coronavírus.
O pano de fundo, no caso, é a catástrofe em curso nos serviços de saúde da Flórida.
Agora temos vacinas altamente efetivas e gratuitas disponíveis para todos os americanos com idade de mais de 12 anos. Houve muito exagero na mídia sobre contágio pela variante delta de pessoas já vacinadas, e os casos sérios de Covid-19 entre essas pessoas continuam a ser ainda mais raros. Não existe um bom motivo para que continuemos a sofrer severamente com a pandemia.
Mas a Flórida está enfrentando um surto de Covid pior do que aquele que havia experimentado antes do início da vacinação. Há mais de 10 mil moradores do estado hospitalizados, cerca de 10 vezes mais que o número de pacientes da doença em Nova York, um estado com número semelhante de residentes; 58 moradores da Flórida estão morrendo da doença a cada dia, ante seis pessoas em Nova York. E o sistema de hospitais da Flórida está sob pressão severa.
Não há mistério sobre os motivos para que isso esteja acontecendo. A cada estágio da pandemia, DeSantis agiu na prática como aliado do coronavírus, por exemplo, ao divulgar ordens que impediam que empresas exigissem que os fregueses mostrassem prova de vacinação e que as escolas requeressem o uso de máscaras. Em termos mais gerais, ele ajudou a criar um estado de espírito no qual o ceticismo quanto às vacinas floresce e a recusa em se precaver é normalizada.
Uma nota técnica: os índices de vacinação na Flórida são bem mais baixos do que em estados na região nordeste dos Estados Unidos, mas acompanham a média nacional. No entanto, a probabilidade de vacinação é muito mais alta entre as pessoas mais velhas do que entre as mais jovens, na Flórida e em todos os outros lugares; e a Flórida, claro, abriga uma proporção consideravelmente mais alta de residentes mais velhos. Entre as faixas etárias mais jovens, a vacinação no estado fica bem abaixo da média nacional, e ainda mais abaixo da média nos estados governados pelos democratas.
Assim, considerados esses desdobramentos desanimadores, deveríamos antecipar que, ou ao menos ter a esperança de que, DeSantis reconsiderasse sua posição. Na verdade, ele vem só procurando desculpas —o problema todo é o ar condicionado! O governador tem afirmado que a adoção de quaisquer restrições novas representaria custo inaceitável para a economia —embora o desempenho recente da Flórida pareça terrível para qualquer pessoa que dê valor à vida humana.
Acima de tudo, ele vem martelando na tecla da conspiração de esquerda, e cartas enviadas por ele a doadores de verbas para o Partido Republicano declaram que a “esquerda radical” está chegando para “roubar sua liberdade”.
Assim, vamos falar sobre o que a direita significa quando usa a palavra “liberdade”. Desde que a pandemia começou, muitos conservadores vêm insistindo em que ações adotadas para limitar o número de mortes —distanciamento social, uso obrigatório de máscaras e agora a vacinação— deveriam ser escolha pessoal. Essa posição faz algum sentido?
Bem, dirigir bêbado também é uma escolha pessoal. Mas quase todo mundo compreende que essa é uma escolha pessoal que coloca outras pessoas em risco: 97% do público considera que dirigir sob o efeito do álcool é um problema sério. Por que não vemos unanimidade semelhante quanto à recusa em receber vacinação, uma escolha que ajuda a perpetuar a pandemia e coloca outras pessoas em risco?
É verdade que muita gente duvida da ciência; a correlação entre a recusa à vacina e o número de mortes por Covid é tão real quanto a correlação entre dirigir embriagado e o número de mortes em acidentes de trânsito, mas menos evidente a olho nu. Mas por que as pessoas da direita são tão receptivas à desinformação sobre esse assunto, e se enraivecem tanto com os esforços para expor os fatos?
Minha resposta é que, quando as pessoas da direita falam sobre “liberdade”, o que elas de fato querem dizer fica mais próximo de “defesa do privilégio” —especificamente, o direito de certas pessoas (em geral homens, cristãos e brancos) a fazer o que quer que desejem.
Não por coincidência, se recuarmos às raízes do conservadorismo moderno, encontramos figuras como Barry Goldwater, que defendia o direito de empresas a discriminar americanos negros. Em nome da liberdade, claro. Boa parte do pânico recente sobre a “cultura do cancelamento”, ainda que não todo ele, gira em torno de proteger o direito de homens poderosos a maltratar mulheres. E assim por diante. Assim que você compreende que a retórica da liberdade na verdade gira em torno do privilégio, coisas que na superfície parecem grosseiramente incoerentes e hipócritas começam a fazer sentido.
Ron DeSantis, governador da Flórida, durante evento em Miami - Jose Raedle/AFP
Por que, por exemplo, os conservadores insistem tanto no direito das empresas a tomarem suas próprias decisões, sem regulamentação, mas se apressam a lhes recusar o direito de negar serviço a clientes que não usem máscaras e nem mostrem prova de vacinação? Por que a autonomia dos distritos escolares locais é uma questão de princípio fundamental —a não ser que eles desejem impor o uso de máscaras ou ensinar aos seus alunos a história racial dos Estados Unidos? Tudo gira em torno de que privilégios estão sendo protegidos.
A realidade do que a direita quer dizer com “liberdade” em minha opinião também explica a raiva especial quanto a regras que imponham mínimas inconveniências em nome do interesse público —como na guerra dos detergentes alguns anos atrás. Afinal, só devemos pedir que os pobres e as minorias façam sacrifícios.
De qualquer forma, quando você ouvir DeSantis invocando a “liberdade” a fim de escapar à responsabilidade por sua catástrofe do Covid, lembre-se de que, quando ele a diz, a palavra não significa aquilo que você pensa que ela significa.
Tradução de Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: O retorno do zumbi dos valores familiares
Crianças precisam de ajuda de verdade, e não de uma retórica vazia
O presidente George Bush pai estava enfrentando problemas em sua campanha de reeleição devido a uma economia fraca e à desigualdade crescente. Por isso, seu vice-presidente, Dan Quayle, tentou mudar de assunto atacando Murphy Brown, uma personagem em uma série de humor na TV, que decide ter um bebê apesar de não ser casada.
O incidente me veio à memória quando li sobre declarações recentes de J.D. Vance, autor de “Hillbilly Elegy” e agora candidato republicano ao Senado pelo Ohio.
Vance apontou que alguns democratas proeminentes não têm filhos, e atacou a “esquerda sem filhos”. Também elogiou as políticas do líder húngaro Viktor Orban, cujo governo subsidia casais que têm filhos, e perguntou: “Por que não podemos fazer isso aqui?”
Como apontou Dave Weigel, do The Washington Post, que estava lá, foi estranho que Vance não tivesse mencionado o crédito fiscal aprovado recentemente por Joe Biden para as famílias, que fará enorme diferença para as muitas famílias pobres que têm filhos.
Também foi interessante que Vance tenha elogiado a Hungria em lugar de outros países europeus que adotaram políticas fortes de promoção da natalidade. A França, especialmente, oferece grandes incentivos a famílias com filhos e tem um dos maiores índices de natalidade entre os países avançados.
Assim, por que Vance decidiu selecionar para elogio um governo repressivo e autocrático com forte inclinação ao nacionalismo branco? A pergunta é retórica.
Tampouco consigo resistir a mencionar que, quando tuitei sobre algumas dessas questões algumas semanas atrás, em um final de semana, concentrando minhas afirmações na debilidade dos argumentos econômicos em favor de políticas de incentivo à natalidade, a resposta madura e ponderada de Vance foi me chamar de “uma velha dos gatos esquisita”.
Mas existe um aspecto mais importante nisso. A questão toda do foco em “valores de família” —em oposição a políticas concretas que ajudem as famílias— terminou por se provar um épico fiasco intelectual.
É claro que Dan Quayle não era intelectual. Mas sua ofensiva quanto ao seriado aconteceu em meio a uma argumentação sustentada, da parte de pensadores conservadores como Gertrude Himmelfarb, de que o declínio nos valores tradicionais, especialmente as estruturas familiares tradicionais, era o presságio de um colapso social generalizado.
O fim das virtudes vitorianas, muita gente argumentava, conduziria a um futuro de crime e caos desenfreados.A sociedade, no entanto, se recusou a entrar em colapso.
É verdade que a proporção de mães solteiras começou a crescer. Falarei mais sobre isso adiante. Mas o pico da ansiedade quanto aos valores de família por acaso coincidiu com o início de uma queda imensa no número de crimes violentos.
As grandes cidades, especialmente, se tornaram muitíssimo mais seguras. Por volta da década de 2010, o número de homicídios em Nova York tinha caído de volta ao nível da década de 1950. E já que alguém com certeza mencionará o fato, sim, durante a pandemia o número de homicídios cresceu —mas não o de crimes em geral.
Ninguém sabe o motivo exato, da mesma forma que ninguém sabe com certeza por que o número de crimes caiu, inicialmente. Mas vale a pena apontar, no entanto, que outros aspectos da sociedade também se desordenaram durante a pandemia.
Por exemplo, houve um salto no número de mortes em acidentes de trânsito, mesmo que a quilometragem percorrida pelos veículos do país tenha caído muito. Presumivelmente, o isolamento forçado causa sérios danos sociais, mas isso nada tem a ver com valores familiares.
Também vale a pena notar que o declínio das famílias tradicionais é ainda mais pronunciado em alguns países europeus do que é aqui. A França, como eu disse, conseguiu promover uma natalidade alta, mas a maioria das crianças nascidas são filhas de mães solteiras.
Como nos Estados Unidos, porém, existe pouca indicação de caos social: o índice de homicídios na França é de menos de um sétimo do americano.
É claro que nem tudo foi bem para a sociedade dos Estados Unidos. Tivemos um crescimento alarmante no número de mortes por desespero, ou seja, mortes causadas por suicídio e abuso de álcool e drogas. Mas é difícil argumentar que essa alta reflete o declínio dos valores tradicionalistas.
Na verdade, se compararmos a situação em base estadual, dos dez estados que exibem resultados mais altos em um dos indicadores de valores tradicionais, a religiosidade, sete têm número de mortes por desespero superior à média.
Isso quase certamente é um caso de correlação e não de nexo causal. Reflete a concentração do desespero em áreas rurais e pequenas cidades nas quais as oportunidades desapareceram quando o centro de gravidade da economia se deslocou para áreas metropolitanas, onde os níveis educacionais são mais elevados.
O que me conduz ao meu argumento final: quando políticos bradam sobre valores, ou atacam as escolhas pessoais alheias, isso em geral é um sinal de que não podem ou não querem propor políticas que de fato melhorariam a vida dos americanos.
O fato é que existem muitas coisas que podemos e deveríamos fazer para tornar a nossa sociedade melhor. Fazer mais para ajudar as famílias que têm filhos —com assistência financeira, serviços de saúde melhores e acesso a creches— está no topo da lista ou perto dele. E o objetivo, aliás, não é encorajar as pessoas a terem mais filhos —essa decisão cabe a elas—, e sim melhorar a vida das crianças, para que ao crescer se tornem adultos mais saudáveis e produtivos.
Por outro lado, gritar com membros da elite sobre as decisões deles quanto a suas vidas pessoais não está na lista de jeito algum. E quando isso é tudo que um político faz, é um sinal de falência intelectual, e talvez moral.
Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: Republicanos têm uma autocracia privada
Lealdade, inflação lisonjeira e culto à personalidade compõem códigos do partido
Acredito muito na utilidade da ciência social, especialmente na de estudos que utilizam comparações entre áreas e entre períodos diferentes para lançar luz sobre nossa situação atual. Assim, quando o cientista político Henry Farrell sugeriu que eu estudasse a literatura de campo que existe sobre cultos de personalidade, segui sua indicação.
Ele recomendou um estudo em especialmente, trabalho do pesquisador Xavier Márquez, radicado na Nova Zelândia, que, em minha opinião, é um estudo revelador. “Os Mecanismos de Produção de Cultos” compara o comportamento das elites políticas de ampla gama de regimes ditatoriais, da Roma de Calígula à Coreia do Norte da família Kim, e encontra semelhanças notáveis.
A despeito das imensas diferenças de cultura e de circunstâncias materiais, a elite em todos esses regimes se engaja em comportamento mais ou menos igual, especialmente naquilo que o estudo denomina “sinalização de lealdade” e “inflação de lisonja”.
Sinalização é um conceito originalmente desenvolvido na Economia; dispõe que as pessoas às vezes se engajam em comportamento dispendioso e aparentemente despropositado como forma de provar que têm atributos a que os outros conferem valor.
O senador norte-americano Lindsey Graham durante audiência sobre orçamento nos Estados Unidos - Evelyn Hockstein - 17.jun.21/AFP
Por exemplo, os novos contratados em bancos de investimento podem realizar jornadas de trabalho insanamente longas não porque as horas extras são realmente produtivas, mas para demonstrar seu comprometimento para manter alimentada a máquina de dinheiro.
No contexto de regimes ditatoriais, a sinalização tipicamente envolve fazer afirmações absurdas em nome do líder e de sua agenda, que frequentemente incluem “exibições nauseantes de lealdade”.
Se as afirmações são claramente absurdas e destrutivas em seus efeitos, se fazer essas afirmações humilha a pessoa que as faz, esses são traços de definição da sinalização, e não acidentes, como é que o líder pode saber que um subordinado é verdadeiramente leal a não ser que ele esteja disposto a demonstrar essa lealdade causando mal não só a terceiros como à sua própria reputação?
E assim que essa forma de sinalização se torna a norma, aqueles que tentam provar sua lealdade têm de ir a extremos cada vez maiores a fim de se diferenciar do rebanho.
Daí a “inflação de lisonja”. O líder não é só bravo e sábio como também um perfeito espécime físico, um brilhante especialista em saúde, um analista econômico digno do Prêmio Nobel, e mais. O fato de que ele evidentemente não é qualquer dessas coisas só aumenta a efetividade da lisonja como demonstração de lealdade.
Isso tudo lhes parece familiar? É claro que sim, pelo menos para qualquer pessoa que venha acompanhando a Fox News ou os pronunciamentos de figuras políticas como Lindsey Graham ou Kevin McCarthy.
Muita gente, e estou entre essas pessoas, vem declarando há anos que o Partido Republicano deixou de ser um partido político normal.
Não se parece, por exemplo, com o Partido Republicano da era de Dwight Eisenhower ou com os democratas cristãos da Alemanha. Mas apresenta semelhança crescente com os partidos governantes de regimes autocráticos.
A única coisa incomum sobre a adoção generalizada do Princípio do Líder pelos republicanos é que o partido não detém o monopólio do poder; na verdade, não controla nem o Congresso e nem a Casa Branca.
Políticos suspeitos de lealdade insuficiente a Donald Trump e ao trumpismo em geral não são enviados ao gulag. Na pior das hipóteses, perdem postos internos no partido e, possivelmente, futuras primárias. Mas a timidez dos políticos republicanos é tamanha que essas ameaças amenas aparentemente bastam para fazer com que muitos deles se comportem como cortesãos de Calígula.
Infelizmente, toda essa sinalização de lealdade está colocando o país inteiro em risco. Na verdade, ela certamente deve causar a morte de grande número de americanos nos próximos meses.
A paralisação da campanha de vacinação inicialmente bem sucedida dos Estados Unidos não foi inteiramente causada por partidarismo —algumas pessoas, especialmente integrantes de minorias, estão optando por não se vacinar por motivos que pouco têm a ver com a política atual.
Mas a política ainda assim é claramente um fator chave: políticos republicanos e influenciadores de inclinação republicana propeliram boa parte da oposição às vacinas contra a Covid-19, em alguns casos praticando o que pode ser definido como sabotagem aberta.
E existe uma espantosa correlação negativa entre a proporção de votos para Trump em cada condado, na eleição de 2020, e a proporção de pessoas vacinadas nesses condados hoje.
Como é que vacinas destinadas a salvar vidas foram politizadas? Jonathan Bernstein, da Bloomberg, aponta que os republicamos atuais estão sempre em busca de maneiras de provar que seu comprometimento para com a causa é maior que o de seus colegas —e se considerarmos até que ponto o partido já afundou, a única maneira de fazê-lo, agora, é “insensatez e niilismo”, e a defesa de políticas loucas e destrutivas como a oposição às vacinas.
Ou seja, a hostilidade a vacinas se torna uma forma de sinalização de lealdade.
Nada disso deveria ser entendido como implicação de que os republicanos são a raiz de todos os males ou de que seus oponentes são santos.
Os democratas de forma alguma são imunes ao poder dos interesses especiais ou aos atrativos da transição bem recompensada entre o setor público e privado. Mas o Partido Republicano se tornou algo diferente, e, até onde sei, sem precedentes na história americana, ainda que com muitos precedentes no exterior.
Os republicanos criaram para eles mesmos um reino político no qual demonstrações dispendiosas de lealdade transcendem as considerações da boa política ou mesmo da lógica mais primária. E todos nós talvez tenhamos que pagar o preço.
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Opinião - Paul Krugman: O duradouro mito dos infernos urbanos nos Estados Unidos
Americanos ainda acreditam que grandes cidades são infernos de crime e depravação
Vance, que estudou Direito na Universidade Yale e trabalha como executivo de capital para empreendimentos, certamente sabe que as coisas não são assim. Mas presumivelmente espera que os eleitores republicanos acreditem no contrário.
Mas por que será que tantos americanos ainda acreditam que as grandes cidades do país são infernos de crime e depravação?
Por que tantos políticos acreditam que ainda podem conduzir campanhas baseadas no suposto contraste entre o mal urbano e as virtudes das cidades pequenas, em uma era na qual muitos indicadores sociais parecem piores no interior do que nas grandes áreas metropolitanas das duas costas?
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos durante visita ao estado do Texas - Callaghan O'Hare - 30.jun.21/Reuters
É certo que tivemos uma alta no número de homicídios no país —embora não no de crimes em geral— durante a pandemia, por motivos que continuam a não ser claros. Mas Nova York continua mais segura do que há uma década, imensamente mais segura do que há 30 anos e, se isso vale alguma coisa, consideravelmente mais segura do que Columbus, Ohio.
E se você deseja destacar uma região específica como vítima de uma crise, Nova York dificilmente seria o lugar a escolher.
Os maiores problemas sociais dos Estados Unidos acontecem-no chamado “heartland leste”, um arco que se estende da Louisiana ao Michigan. É essa a área em que número crescente de homens em idade primária de trabalho não dispõe de empregos, e onde as “mortes por desespero” —ou seja, causadas por álcool, suicídio e overdoses de drogas— atingem totais elevados.
Percebam que não atribuo esses problemas nas áreas centrais do país a alguma forma de colapso moral da parte dos moradores locais. A deterioração social da região tem raízes econômicas claras.
A ascensão da economia do conhecimento conduziu a uma concentração crescente do emprego e da riqueza nas grandes áreas metropolitanas, cujas populações têm nível educacional elevado, deixando para trás boa parte das regiões rurais e das pequenas cidades dos Estados Unidos.
E essa perda de oportunidades terminou por ser refletida na desintegração social, da mesma forma que o desaparecimento de empregos fez em muitas áreas urbanas deterioradas, meio século atrás.
É estranho dizer, porém, que a maior parte das pessoas que se proclamam “populistas”, como Vance —ou Donald Trump— não estabelecem os paralelos evidentes entre os problemas da região central do país e os dos americanos em outras eras, e tampouco propõem qualquer coisa que possa melhorar a situação.
Em lugar disso, continuam a repetir a demagogia de 1975, contrastando uma visão idealizada do coração do país, que se parece ainda menos com a realidade, a uma visão sombria da vida urbana que está desatualizada há décadas.
E o contraste mítico entre as grandes cidades malignas e as pequenas cidades bondosas tem efeitos destrutivos, e até letais, sobre as políticas públicas.
Há relatórios que apontam que um dos motivos para que o governo Trump tenha decidido minimizar a gravidade da pandemia da Covid-19, em seus primeiros estágios, foi a crença de que ela era problema apenas para as cidades grandes e os estados de maioria democrata; houve definitivamente muitas asserções de que o risco só era severo em lugares com grandes populações.
E houve muitos pronunciamentos —alguns deles em tom de inconfundível júbilo—no sentido de que a pandemia mataria as grandes cidades e os estados que as abrigam.
Na verdade, a Covid-19, ainda que inicialmente tenha atingido duramente a cidade de Nova York, não era um problema metropolitano; a densidade populacional aparentemente não influi na incidência da doença. Por exemplo, o estado do Dakota do Sul tem a mais ou menos a mesma população da cidade de San Francisco, e registrou quatro vezes mais mortes causadas pela Covid.
E agora, estados rurais e de inclinações republicanas registram índices de vacinação muito inferiores aos dos estados de maioria democrata, e por isso, se surgir uma nova onda de contágios, o mito de que as cidades são os fulcros do contágio será virada de cabeça para baixo.
Oh, e embora você talvez tenha ouvido que muita gente está fugindo da Califórnia, liberal e urbanizada, isso pode ser só mais um mito. A Califórnia está sofrendo uma crise de habitação séria, causada por preocupações particularistas dos proprietários de imóveis, mas, como no caso de Nova York, se você ouviu dizer que o estado se tornou um lugar péssimo para morar, está escutando propaganda da direita.
Além de ajudar a paralisar nossa resposta à pandemia, o mito da virtude rural e do vício urbano significa que muitos eleitores republicanos parecem desinformados de que estão entre os maiores beneficiários do “governo grande” que seu partido diz que deseja eliminar.
Ou seja, eles continuam a imaginar que o governo gasta dinheiro para beneficiar moradores urbanos dependentes da Previdência, e não em benefício de pessoas como eles.
Por exemplo, será que os eleitores dos estados de maioria republicana sabem que os gastos federais em seus estados —muitos dos quais em forma de benefícios da Previdência e do programa de saúde Medicare— superam em muitos os impostos que eles pagam a Washington?
No Kentucky, o exemplo mais extremo, o influxo anual de dinheiro federal é US$ 14 mil (R$ 73,1 mil) mais alto, per capita, do que a arrecadação federal no estado.
Se os eleitores soubessem disso, estariam tão dispostos assim a apoiar os cortes de benefícios aos trabalhadores americanos e os cortes nos impostos das grandes empresas e dos ricos?
Quero deixar bem claro que não estou criticando políticas que na prática subsidiam muitos estados. Somos todos americanos, e deveríamos estar dispostos a ajudar uns aos outros.
O problema, em lugar disso, está em políticos cínicos que depreciam algumas partes do país e dão a entender que essas regiões não são parte da “verdadeira América”. Esse cinismo matou milhares de pessoas na pandemia —e poderia também matar a democracia, facilmente.
Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: A direita dos EUA aposta tudo na ignorância
Mente fechada e ignorância se tornaram valores centrais para os conservadores
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The New York Times
Como todos sabem, os esquerdistas odeiam as forças armadas dos Estados Unidos. Recentemente, uma figura proeminente da mídia de esquerda atacou o general Mark Milley, que preside o estado-maior conjunto americano, declarando que “além de ser um porco, ele é estúpido”.
Ah, não. Não foi um esquerdista, mas sim Tucker Carlson, da Fox News. O que causou a explosão de Carlson foi um depoimento de Milley ao Congresso em que ele disse considerar importante que “as pessoas uniformizadas tivessem a mante aberta e leituras amplas”.
O problema é óbvio. Mente fechada e ignorância se tornaram valores centrais para os conservadores, e aqueles que rejeitam esses valores são o inimigo, não importa o que possam ter feito a serviço do país.
A audiência de Milley era parte de um furor orquestrado sobre a “teoria crítica da raça” que vem dominando a mídia de direita nos últimos meses, tendo recebido quase duas mil menções na Fox News só este ano. É frequente ouvir a afirmação de que aqueles que atacam a teoria crítica da raça não fazem ideia do que ela é, mas discordo; eles compreendem que existe alguma relação entre a teoria e afirmações de que os Estados Unidos têm um histórico de racismo e de políticas públicas que explícita ou implicitamente alargam as disparidades raciais.
Alunos durante o recreio em uma escola na cidade da Filadélfia, na Pensilvânia (EUA) - Hannah Beier - 8.mar.21/Reuters
E essas afirmações são incontestavelmente verdadeiras. O massacre racial de Tulsa realmente aconteceu, e foi apenas um entre muitos incidentes como esse. O manual de financiamento da Administração Federal da Habitação, em sua edição de 1938, realmente declarava que “não se deve permitir que grupos racialmente incompatíveis vivam nas mesmas comunidades”.
Podemos discutir sobre a relevância desse histórico para as políticas atuais, mas quem argumentaria contra reconhecer simples fatos?
A direita moderna. A direita moderna argumentaria. A obsessão atual com a teoria crítica da raça é uma tentativa cínica de mudar de assunto, desviando a atenção das iniciativas políticas altamente populares do governo Biden, e de açular a ira branca que os republicamos negam existir. Mas esse é só um dos múltiplos assuntos em que ignorância deliberada se tornou um teste para qualquer pessoa que espere encontrar sucesso político no Partido Republicano.
Assim, para ser um republicano respeitado no partido é preciso negar a realidade de que atividades humanas causaram uma mudança no clima, ou no mínimo se opor a qualquer ação para limitar as emissões de gases causadores do efeito estufa. É preciso rejeitar, ou ao menos expressar ceticismo sobre, a teoria da evolução. E nem vou começar a discorrer sobre coisas como a eficácia dos cortes de impostos.
O que sublinha esse compromisso multidisciplinar para com a ignorância? Em cada tema, a recusa de reconhecer a realidade parece servir a interesse especiais. Aqueles que negam a mudança do clima atendem aos interesses do setor de combustíveis fósseis; os que negam a evolução atendem aos religiosos fundamentalistas; o misticismo dos cortes de impostos é um serviço aos bilionários que doam verbas de campanha.
Homem observa escombros na comunidade negra de Greenwood, em Tulsa (EUA), em 1921; local foi alvo de revolta de brancos, que queimaram casas e destruíram tudo o que viam pela frente - Oklahoma Historical Society/Getty Images
Mas existe também, eu argumentaria, um efeito secundário: aceitar provas e a lógica é uma espécie de valor universal, e não se pode removê-lo de uma área de pesquisa sem degradá-lo em todo o espectro. Ou seja, não se pode declarar que honestidade sobre a história racial dos Estados Unidos é inaceitável e esperar que os padrões intelectuais quanto a outros temas sejam mantidos. No moderno universo de ideias da direita, tudo é político, e não existem assuntos seguros.
Essa politização de tudo inevitavelmente cria imensas tensões entre os conservadores e as instituições que tentam respeitar a realidade.
Há muitos estudos que documentam as fortes inclinações democratas dos professores universitários americanos, o que é muitas vezes tratado como prova clara de vieses na contratação. Na Flórida, uma nova lei requer que cada universidade do estado conduza uma pesquisa anual “que considere em que medida ideias e perspectivas concorrentes são apresentadas”; a lei não ordena especificamente que mais republicanos sejam contratados, mas é claramente um gesto nessa direção.
Um contra-argumento óbvio às imputações de parcialidade nas contratações é a autosseleção: quantos conservadores escolhem seguir carreira, por exemplo, na sociologia? Os vieses de contratação são o motivo para que policiais pareçam ter apoiado Donald Trump por maioria desproporcional na eleição de 2016, ou isso é um simples reflexo do tipo de pessoa que escolhe carreiras nesse ramo de atividade?
Mas além disso, o Partido Republicano moderno não abriga pessoas que acreditem na objetividade. Uma característica notável das pesquisas sobre partidarismo acadêmico é a pesada preferência pelos democratas nas ciências duras, como a biologia e a química; mas será que isso é tão difícil assim de entender quando os republicanos rejeitam a ciência em tantas frentes?
Um estudo recente expressa espanto por até mesmo os departamentos de finanças nas universidades serem pesadamente pró-democratas. De fato, seria de esperar que professores de finanças, alguns dos quais têm trabalhos lucrativos como consultores em Wall Street, fossem bastante conservadores. Mas mesmo eles se deixam repelir por um partido que tem um compromisso para com a Economia zumbi.
O que me reconduz ao general Milley. Os militares americanos tradicionalmente preferem o Partido Republicano, mas o corpo moderno de oficiais das forças armadas tem um nível educacional elevado, mente aberta e, se posso ousar dizer, demonstra alguma inclinação intelectual – porque esses são atributos que ajudam a vencer guerras.
Infelizmente, também são atributos que o Partido Republicano moderno considera intoleráveis.
Assim, algo como o ataque a Milley era inevitável. A direita apostou tudo na ignorância, e por isso é inevitável que entre em conflito com todas as instituições –incluindo as forças armadas americanas– que tentem cultivar o conhecimento.
Traduzido originalmente do inglês por Paulo Migliacci
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Opinião - Paul Krugman: Os trabalhadores não querem seus velhos empregos de volta nos velhos termos
Perversamente, a pandemia pode ter dado a muitos americanos a oportunidade de determinar o que realmente importa para eles
The New York Times
A pandemia desordenou a vida de trabalho de muitos americanos. Alguns de nós —em geral pessoas brancas e de nível educacional elevado, com empregos relativamente bem remunerados— puderam adotar o trabalho remoto. Milhões de outros trabalhadores, especialmente muitos trabalhadores mal pagos do setor de serviços, simplesmente viram seus empregos desaparecer quando os consumidores deixaram de comer fora e de viajar.
Agora a economia está se recuperando —uma recuperação que provavelmente continuará a despeito da difusão da variante delta do coronavírus. Mas muitos americanos não desejam voltar à maneira que as coisas costumavam ser. Depois de 18 meses trabalhando em casa, muita gente não quer voltar a enfrentar o estresse da jornada diária entre sua casa e o trabalho. E pelo menos algumas das pessoas que foram forçadas a aceitar o desemprego vieram a perceber o quanto eram infelizes com seus empregos de baixo salário e condições de trabalho precárias, e relutam em retornar aos seus postos anteriores.
Para ser honesto, quando as empresas começaram, a se queixar da escassez de mão de obra, minha sensação foi de ceticismo. Esse tipo de queixa sempre emerge quando a economia começa a se recuperar de um período recessivo, e muitas vezes significa apenas que as pessoas em busca de emprego agora estão um pouco menos desesperadas. Alguns de nós ainda recordam como, sete ou oito anos atrás, Pessoas Muitas Sérias insistiram em que enfrentávamos uma grande “carência de qualificação” e que jamais seríamos capazes de levar o desemprego de volta aos níveis que haviam prevalecido antes da crise. (“Spoiler”: foi exatamente o que fizemos.)
A este ponto, porém, parece claro que alguma coisa realmente está acontecendo. Pode-se perceber pelos dados sobre postos de trabalho em aberto que existem muito mais vagas não preenchidas do que normalmente esperaríamos ver dado o nível atual de desemprego, que continua a ser relativamente alto.
É uma situação perceptível também se considerarmos o que está acontecendo no setor mais atingido pela pandemia, o de lazer e hospitalidade (hotéis, restaurantes).
O emprego no setor continua bem abaixo do nível que mantinha antes da pandemia; mas para trazer de volta os trabalhadores, o setor teve de oferecer grandes aumentos de salários, levando-os para valores significativamente mais altos do que a tendência vigente antes da pandemia.
Em outras palavras, alguns trabalhadores realmente não parecem dispostos a voltar aos seus velhos empregos a não ser que lhes sejam oferecidos substancialmente mais dinheiro e/ou condições de trabalho melhores. Mas por que isso está acontecendo? E devemos ver a tendência como ruim?
Os conservadores insistem em que é de fato ruim: os trabalhadores, eles afirmam, estão se recusando a aceitar empregos porque a assistência do governo está tornando o desemprego confortável demais para eles. Mas eles sempre diriam isso, não é? Lembre-se, foi a mesma coisa que disseram depois da crise financeira, afirmando que os desempregados estavam sendo mimados —quando a verdadeira razão para que a recuperação tenha demorado mais do que deveria foi a política de austeridade destrutiva imposta pelos republicanos do Congresso.
Isso posto, os motivos para preocupação quanto aos efeitos de incentivo dos benefícios-desemprego parecem mais convincentes agora do que no passado. A assistência aos desempregados foi muito mais generosa durante a pandemia do que durante a Grande Recessão; o suplemento de US$ 300 por semana aos benefícios-desemprego existentes, aprovado em dezembro e prorrogado em março, embora inferior aos US$ 600 por semana que vigoraram por parte de 2020, basta, quando combinado aos benefícios regulares, para substituir a maior parte da renda normal dos trabalhadores menos bem pagos.
Mas será que os benefícios-desemprego tiveram um grande efeito adverso sobre o emprego, na verdade? Não. Os números sobre o emprego em base estadual divulgados na sexta-feira (20) reforçam as conclusões de estudos anteriores que constataram um efeito negativo pequeno.
Desta vez, os republicanos inadvertidamente forneceram os dados necessários a refutar o que afirmam. Muitos dos estados governados por conservadores correram as cancelar os benefícios-desemprego expandidos antes de setembro, a data em que eles expirariam. Se esses benefícios fossem uma grande força de bloqueio à criação de empregos, esses estados teriam visto crescimento de emprego perceptivelmente mais rápido do que os estados democratas, que mantiveram os benefícios. Isso não aconteceu.
Mas se os benefícios do governo não foram responsáveis, o que explica a relutância de alguns trabalhadores a voltar aos seus velhos empregos? Pode haver diversos fatores. O medo do vírus não desapareceu, e pode estar fazendo com que alguns trabalhadores escolham ficar em casa. Cuidar das crianças também é uma questão, já que muitas escolas continuam fechadas e os serviços de creche ainda não se recuperaram.
Meu palpite, porém —e é só um palpite, embora alguns dos especialistas mais conhecidos nessa área tenham opiniões semelhantes— é que, como indiquei no começo deste artigo, o desordenamento do trabalho criado pela pandemia foi uma experiência de aprendizado. Muitas das pessoas afortunadas o bastante para poderem trabalhar de casa perceberam o quanto detestavam ir de casa ao trabalho a cada dia; algumas das pessoas que trabalhavam no setor de lazer e hospitalidade perceberam, em seus meses de inatividade forçada, o quanto odiavam seus velhos empregos.
E os trabalhadores parecem dispostos a pagar um preço para evitar voltar ao que as coisas eram. Isso, aliás, pode se provar especialmente verdadeiro para os trabalhadores mais velhos, alguns dos quais optaram por sair da força de trabalho.
Na medida em que essa é a história por trás da recente “escassez de mão de obra”, o que estamos vendo é bom, e não um problema. Perversamente, a pandemia pode ter dado a muitos americanos a oportunidade de determinar o que realmente importa para eles —e o dinheiro que estavam sendo pagos para realizar trabalhos desagarráveis, alguns deles agora percebem, não era suficiente.
Tradução de Paulo Migliacci
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Opinião - Guilherme Boulos: Duas faces da moeda
Não há comparação entre quem agride jornalistas com quem questiona a parcialidade da imprensa
A campanha eleitoral ainda nem começou, mas a narrativa que Bolsonaro e a esquerda são duas faces da mesma moeda já tem sido utilizada despudoradamente por ideólogos liberais e setores da imprensa. Reclamam, com certo ar de impotência, da polarização nacional entre dois extremos e advogam um caminho do meio.
Antes de mais nada, é preciso dizer que o Brasil é polarizado há 500 anos. Um país marcado a ferro por três séculos de escravidão e por uma das piores distribuições de renda do planeta cria um abismo entre cidadãos e subcidadãos, para usar o termo de Jessé Souza. Não há como esperar um padrão de convivência dinamarquês numa sociedade tão desigual e violenta. E é evidente que isso transborda para a política.
O fato de a política brasileira dos dias atuais estar conflagrada, ameaçando a democracia, não se deve, stricto sensu, à polarização, e sim ao autoritarismo e à intolerância. Nesse ponto, não há sinal de equivalência possível. As responsabilidades são claras e vêm de um único extremo, que é o bolsonarismo.
Não há como comparar as ameaças feitas por Bolsonaro de destituir ministros do Supremo e de fechar o Congresso com posições críticas da esquerda à judicialização da política e ao sistema viciado de governabilidade. Não existe comparação entre quem agride e humilha jornalistas diariamente e aqueles que questionam a parcialidade de órgãos de imprensa. A esquerda brasileira nunca ameaçou cancelar as eleições nem promoveu desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios.
Não são duas faces da mesma moeda. A existência da polarização política não significa equivalência entre as partes. Allende e Pinochet não eram duas faces da mesma moeda. Nem Hitler e o KPD. Nem Mussolini e Antonio Gramsci. De um lado está o autoritarismo, a tortura e a desumanidade. De outro, a democracia, a defesa da justiça social e o respeito à diversidade.
O Brasil está num dos momentos mais críticos de sua história. Temos no comando alguém que desprezou a morte de mais de meio milhão de pessoas e que arquiteta, aos olhos incrédulos da nação, uma estratégia golpista para se manter no posto. Ele não dá nenhum sinal de recuo, e, a essa altura, é difícil imaginar que possa fazê-lo.
Entendo que seja tentador aos liberais, hoje com pouca base eleitoral, querer jogar no mesmo balaio seus opositores à direita e à esquerda. Mas é de uma indecência sem igual. É legítimo que a direita tradicional brasileira queira emplacar seus representantes e defender sua agenda, que, em resumo, significa manter a política econômica de Bolsonaro sem seus extremismos políticos. Que, porém, o faça com decência.
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Sojicultores de MT se firmam como a linha mais fiel de defesa do bolsonarismo - Saída pela direita
Entre os produtores rurais, um setor bastante diversificado, alguns dos mais entusiasmados são os produtores de soja. E destes, os de Mato Grosso são os mais empolgados entre os empolgados.
Nos últimos dias, houve algumas demonstrações de que os sojicultores compõem a mais fiel linha de defesa do bolsonarismo. Na segunda-feira (23), como revelou a colunista Mônica Bergamo, o presidente da Aprosoja Brasil (Associação dos Produtores de Soja), Antônio Galvan, chegou à sede da Polícia Federal em Sinop (MT) cercado de tratores.
A demonstração de solidariedade ocorreu porque Galvan foi chamado a prestar depoimento após ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão na semana passada, acusado de participar do financiamento e organização de atos contra a democracia.
Além disso, no último sábado (21), um auditório na mesma Sinop, espécie de capital mato-grossense do agronegócio, ficou lotado para um evento em que a estrela era o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
Em pauta estava a construção da Ferrogrão, ferrovia planejada para escoar soja até o porto de Miritituba, no Pará, e de lá para abastecer a China. É um dos principais projetos de infraestrutura do atual governo, e menina dos olhos dos sojicultores, o que só reforça a aliança do setor com Bolsonaro.
A própria entrada do ministro no auditório já deu o tom do que seria o evento. Foi recebido ao som de música e na voz de um locutor que o anunciou como se fosse um lutador de boxe que chega para o ringue.
“Vamos em pé recepcionar o ministro. Uma salva de palmas. Esse é um momento histórico para o nortão de Mato Grosso, para o sul do Pará. Somos a força do Brasil. Mato Grosso precisa da Ferrogrão”, afirmou o apresentador do evento (o momento pode ser conferido neste link, a partir de 11 minutos).
A seu lado estavam lideranças do agronegócio, além de autoridades da cidade e do estado, capitaneadas pelo governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM).
O próprio Galvan estava no evento, e recebeu a solidariedade de diversos dos presentes, embora não tenha discursado. “Em nome da bancada federal, gostaríamos de prestar a nossa solidariedade ao Antonio Galvan. Os gabinetes de Brasília estão escancarados para você”, disse o deputado Juarez Costa (MDB).
Tarcísio também recebeu sua cota de elogios. “Você é a grande revelação do governo Bolsonaro. Você é um fazedor, você é aquele que realmente vai a campo”, afirmou o ex-deputado Nilson Leitão (PSDB), hoje ligado ao Instituto Pensar Agro. O ministro vem sendo mencionado pelo presidente Bolsonaro como possível candidato a governador de São Paulo.
Em sua fala, o governador Mauro Mendes atacou movimentos indígenas, como a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), que se opõem à obra, e criticou a vinda ao Brasil de uma delegação da entidade global de esquerda Internacional Progressista (IP).
“Temos um presidente que é corajoso, e põe corajoso nisso. Temos um ministro que é técnico, eficiente. Temos nossos senadores todos, bancada federal, estadual, prefeitos, a sociedade toda. Será que nós vamos perder para esses caras? Não vamos. Nós vamos ganhar essa guerra, e vamos lutar com todas as armas que sejam necessárias“, afirmou Mendes.
Numa provocação ao senador americano Bernie Sanders, apoiador da IP, disse que os americanos mataram milhares de índios ao fazerem suas ferrovias. “Vamos fazer a Ferrogrão sem matar um índio sequer”, declarou.
Já o ministro Tarcísio afirmou que é preciso “desconstruir a narrativa” de que a obra é prejudicial ao meio ambiente.
“Muita gente fala bobagem. Algumas pessoas atacam a Ferrogrão sem ter o menor conhecimento do que é esse projeto, do que representa. Vejo pessoas falando em agressão a povos tradicionais, ao meio ambiente. É a primeira vez que eu tenho que mostrar que uma ferrovia é sustentável”, afirmou.
Mesmo que não saia, no entanto, a campanha pela frrovia ajuda a cimentar a união entre o agronegócio e o governo Bolsonaro. Um casamento que vem resistindo às intempéries, ao menos por enquanto.
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Desaparecidos em Angra dos Reis: filho acredita que sua mãe e ex-companheiro podem ter sido vítimas de piratas
Para Guilherme Brito, mãe e Leonardo Machado de Andrade podem ter sido abandonados por ladrões em alguma ilha
Cristiane e Leonardo desapareceram após sair para um passeio de barco Foto: Reprodução
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RIO — Guilherme Brito, filho de Cristiane Nogueira da Silva, de 48 anos, que está desaparecida na Baía de Ilha Grande, em Angra dos Reis junto com seu ex-companheiro Leonardo Machado de Andrade, de 50, disse acreditar na hipótese de que o casal possa ter sido vítima de piratas, como são conhecidos os bandidos que praticam assaltos no mar. Cristiane e Leonardo foram vistos pela última vez, na tarde de domingo, dia 22, ao sair em um barco para ver o pôr do sol na localidade conhecida como Lagoa Verde. A embarcação era conduzida pelo próprio Leonardo.
Para Guilherme, as vítimas podem sido interceptadas por algum bote ou barco ocupado por ladrões e abandonadas em alguma ilha da região. Ele disse ser possível que o ex-companheiro da sua mãe estivesse levando, durante o passeio, uma quantia em dinheiro.
— Conhecendo o Leonardo como eu conheço, acredito que ele estivesse com algo entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. O dinheiro seria para pagar despesas e combustível. Conversei com muita gente na Região de Angra e Paraty que contou que este tipo coisa (roubo no mar) não é incomum naquela região. Acredito na hipótese de que eles possam ter sido atacados por piratas e que ficaram sem o barco. Podem estar em alguma ilha da região — disse Guilherme.
A presença de homens armados no mar da Baía da Ilha Grande já foi constatada outras vezes. Em 2017, pelo menos 12 bandidos usaram lanchas para chegar a uma vila de Mambucaia, em Angra, onde explodiram uma agência bancária. Em 2019, assaltantes armados de fuzis explodiram quatro caixas eletrônicos, no Centro do município, e fugiram em uma embarcação que estava a espera do bando em uma cais. O delegado Vilson de Almeida Silva, da 166ªDP (Angra dos Reis) disse não descartar nenhuma hipótese para o caso, mas ressalvou que, do início de 2021 até agosto até agosto não havia sido registrado nenhum roubo no mar com uso de embarcações.
Ele também disse não ter confirmado a informação recebida por uma denúncia, dando conta de que o casal havia sido visto, um dia após o desaparecimento, em um restaurante flutuante.
— Uma equipe da nossa delegacia esteve restaurante e conversou com o proprietário. Ele informou que o casal desaparecido não esteve lá. Estamos tentando localizar o barco usado pelo casal para tentar saber o que aconteceu. Não descarto nenhuma hipótese — disse o policial.
Cristiane Nogueira da Silva e Leonardo Machado de Andrade viveram juntos por dois anos e estavam separados por igual período. Na semana passada combinaram de passar um fim de semana juntos em Angra dos Reis. O casal que estava ensaiando uma reconciliação estava hospedado numa casa alugada por Leonardo na Praia da Longa, na Ilha Grande, onde ele agora reside. No fim da tarde de domingo dos dois resolveram sair de barco para ver o pôr do sol de uma ilha próxima e avisaram que não demorariam. Desde então não deram mais notíciais.
Nesta quarta-feira, bombeiros das unidades de busca de Angra dos Reis, Mambucaia, Sepetiba e Ilha Grande, auxiliados por embarcações e por homens com jets ski vasculharam o mar, mas não encontraram vestígios do casal desaparecido nem da embarcação usada pelas vítimas. Desde o último domingo, Guilherme Brito aguarda notícias sobre o paradeiro da mãe. Ela e o Leonardo Machado de Andrade saíram para um passeio em Angra dos Reis, por volta das 16h30 do dia 22 e não foram mais vistos. Sem retorno para as mensagens e as ligações, Guilherme foi até a casa de Leonardo, onde os dois estavam para tentar uma reconciliação e encontrou o celular de Cristiane no imóvel.
Também nesta quarta-feira, Guilherme compartilhou nas redes sociais as últimas mensagens enviadas para a mãe. Às 12h35 ele pergunta: "Está bem?". Quatro horas depois, ainda sem resposta diz: "Quando puder responde". Ainda sem retorno, duas horas depois escreve: "Estou indo te buscar".
— Com certeza ela está incomunicável, ontem (segunda-feira) ainda achei o celular dela dentro da bolsa, com todas as coisas. Ela me manda bom dia às 6h, 7h da manhã, aquele bom dia de mãe. Não é só comigo, mas com minha irmã, minha tia, minha avó. Pergunta se estamos bem, o que estamos fazendo, como estão as coisas. Ela está sempre em comunicação com todos. — conta Guilherme.
— Tem alguma coisa estranha. Estão todos aguardando notícias. Só quero minha mãe de volta, saber que estão bem, entender que está tudo bem. Só quero ter boas notícias— completou.
As buscas tiveram início ainda no domingo, quando um funcionário de Leonardo começou a perguntar a conhecidos se tinham alguma informação sobre o casal. O delegado Vilson de Almeida Silva disse que diferentes órgãos participam de uma varredura na região à procura da embarcação. Ele acredita que ao conseguir localizar o barco, possivelmente encontrará o casal ou terá pistas sobre o paradeiro.
— A gente pediu auxílio à Capitania dos Portos, pedimos auxílio à Defesa Civil, Polícia Federal, à Secretaria municipal de Angra, Secretaria da Ilha Grande para poder tentar localizar a embarcação para tentar chegar neles e ver o que aconteceu — conta o delegado. — Está tudo muito vago. A gente não descarta nenhuma linha de investigação. O barco pode ter afundado, tem uma história deles de relacionamento, eles podem estar vivendo um momento de amor em algum lugar. Sem encontrar o barco é difícil definir o que aconteceu. Mas, realmente, a gente não descarta nenhuma possibilidade — disse o delegado.
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Humankind: professor de Relações Internacionais avalia "novo Civilization"
Por Lucas Leite
Colaboração para o START
24/08/2021 04h00
Antes de qualquer coisa, preciso assumir: sou um fã convicto e assumido da franquia Civilization, da Firaxis. As minhas mais de oito mil horas de jogo comprovam que já joguei com todas as civilizações, mods e cenários possíveis. Afinal, é um tema que me interessa: sou professor de Relações Internacionais na Fundação Armando Álvares Penteado. Dito isso, procurei ser o mais aberto possível para Humankind, novo simulador que a Amplitude Studios lançou no último dia 17.
Nas comunidades, os "civfans" (fãs de Civilization) ainda não sabem se devem considerar Humankind um rival ou não do jogo que amam. E minha conclusão, pelo menos por enquanto, é que não se trata de um desbancar ou não o outro. As similaridades são óbvias, até por se tratar de jogos 4X por turnos com a mesma temática.
Para reforçar meu argumento, vou apresentar os prós e contras de Humankind, o que superou as expectativas e o que poderia mudar nas próximas atualizações e expansões.
Imagem: Divulgação
Quando eu cheguei aqui, era tudo mato
Antes de começar o jogo, é necessário criar um avatar e definir quais são os adversários previamente - mas não é possível saber qual será a civilização de cada um. Essa é provavelmente a maior diferença em relação a Civilization, onde se define de antemão qual a civilização será escolhida para o jogo todo. Em Humankind, você define uma nova civilização a cada mudança de era (inclusive o Brasil, na última era), o que deixa o jogo com muito mais possibilidades e mais dinâmico.
As opções de tempo de jogo são variadas, mas a quantidade de turnos é pré-determinada. Quem prefere turnos ilimitados provavelmente vai sofrer (em Humankind, a versão "ilimitada" é de 600 turnos). E, entre os ajustes de dificuldade, há um nível mais fácil, introdutório; e os mais difíceis se chamam "civilization" e "humankind" - acho que rolou uma farpa aí, hein?
E, por fim, na definição dos mapas, ainda não há cenários ou escolhas de locais históricos. É de imaginar que isso seja resolvido aos poucos nas novas atualizações.
Imagem: Divulgação
O jogador começa sem necessariamente estabelecer uma cidade, o que é uma novidade interessante. Você precisa, primeiro, explorar o terreno e completar atividades que dão pontos de influência para que se tenha o poder de fundar o primeiro posto avançado do que virá a ser a civilização. Esses pontos podem ser conquistados lutando contra animais selvagens, acumulando pontos de ciência e descobrindo maravilhas, por exemplo.
Portanto, chegar à uma civilização, de fato, demanda passar por essa era de coletores e caçadores, o que realmente condiz com a história da humanidade. Inclusive as transições de era contam com vídeos belíssimos. E, quando finalmente chega o grande momento de mudar do Neolítico para a Antiguidade, é dada ao jogador a escolha dentre 10 civilizações-culturas distintas que pertencem historicamente a esse período.
Essa escolha se repete em toda mudança de era, e cada novas opção vem com atributos, edifícios e unidades únicos. O ponto alto do jogo é justamente a pluralidade de culturas, que permite direcionar sua evolução para caminhos diferentes, enfatizando, por exemplo, indústria, alimentos, influência ou recursos financeiros.
Unidos para construir... ou destruir
Em relação aos recursos disponíveis, diferentemente de Civilization, não há pontos de cultura para avançar na linha de cívicos. O que existem são pontos de influência que permitem uma série de ações, como fundar postos avançados e evoluí-los para cidades, progredir cívicos distintos, construir minas e, principalmente, reivindicar maravilhas.
Imagem: Reprodução
Mesmo se você tiver a tecnologia para construir uma maravilha, você não pode simplesmente incluí-la na linha de produção de uma cidade. Elas dependem desses pontos de influência e são reivindicadas por civilizações diferentes interessadas nos seus multiplicadores únicos. Além disso, só se pode investir em uma maravilha após ter construído a que foi selecionada anteriormente. E várias cidades podem somar esforços para que a construção seja acelerada.
A união também faz a força na hora das batalhas - outro ponto positivo do jogo. Em Civilization, as unidades apenas duelam a partir de pontos prévios de ataque e defesa. Aqui, os confrontos podem durar turnos, com unidades que podem se juntar e formar tipos diferentes de exércitos.
As batalhas podem ser conduzidas manualmente, com elementos estratégicos e movimentação mais dinâmicos, ou você pode optar pela movimentação automática que gera resultados mais rápidos, mas não necessariamente melhores. (Tá pensando que gerenciar toda uma civilização é fácil? Você precisa escolher onde investir sua atenção!)
Imagem: Divulgação
Alguns pontos para melhorar
Algumas elementos, contudo, chamaram atenção pela falta de criatividade ou de clareza. A evolução científica me pareceu um pouco confusa e a quantidade de ciência por turno não aparece na tela principal - apenas os pontos de influência e recursos financeiros.
Achei problemático também que não há um mapa disponível e de fácil visualização. É necessário usar o zoom pelas teclas de atalho. E essas teclas são necessárias uma vez que, em alguns momentos, o jogo simplesmente aumenta ou diminui a proximidade.
De qualquer forma, é possível relevar alguns desses aspectos quando se lembra que esta é a primeira versão de Humankind e que o feedback da comunidade será essencial para evoluir a jogabilidade. Quem ganha com a rivalidade entre Civilization e Humankind são os jogadores, que poderão cobrar inovações ainda mais complexas e divertidas no futuro.
SEQUESTROS-RELÂMPAGOS e roubos com PIX EXPLODEM em SP, e delegado diz que 'virou PRAGA
Levantamento inédito aponta que mais de 200 casos foram registrados desde o fim de 2020
São Paulo
Em maio, a estudante de psicologia Larissa Look Dias, 21, viveu horas de terror na zona sul de São Paulo. Rendida por criminosos armados, ela foi mantida no interior do próprio carro por cerca de duas horas enquanto as contas bancárias dela eram esvaziadas.
Todas as características desse crime são semelhantes aos tradicionais sequestros-relâmpagos, a não ser pela forma como a dupla conseguiu levar os R$ 10 mil: por meio de transferências pelo Pix.
A forma de pagamento em PIX está sendo usada nos comércios e para transferências bancárias em taxas - Rivaldo Gomes/Folhapress
“Não fiquei surpresa porque já imaginava que, quando essa onda de Pix surgiu, era por esse caminho que os bandidos iriam começar a agir. Até porque é muito rápido. Cai na conta deles na hora”, disse ela.
De acordo com dados de inteligência do governo paulista, somadas essas duas modalidades criminosas, desde de dezembro do ano passado foram registrados 202 crimes no estado de São Paulo nos quais as vítimas relataram o uso do Pix por parte dos criminosos durante o roubo.
Para ter uma ideia do crescimento, nos primeiros quatro meses desde o surgimento desse tipo de crime (entre dezembro de 2020 e março de 2021), foram registrados 51 boletins em todo o estado. De abril a julho, os registros pularam para 151 casos.
Em maio, por exemplo, mês que Larissa foi roubada, quase 30% dos sequestros-relâmpagos foram praticados com a utilização dessa modalidade de transferência —9 dos 32 casos registrados naquele período.
“No início, era comum que a vítima fosse abordada, seu cartão, roubado, e os criminosos fizessem compras altas com a pessoa, mas o risco de serem pegos era alto. Depois, a tática usada era obter dinheiro com maquininhas de cartão de crédito e débito. Agora, vemos o Pix, que é uma ferramenta ótima para o mercado, mas, para atividade ilícita, é uma arma”, disse Tarcio Severo, delegado da divisão antissequestro do Dope (Departamento de Operações Especiais de Polícia).
Ele afirma que, apesar de as transações deixarem rastros, a polícia tem dificuldade em localizar o assaltante pois, na maioria das vezes, a quantia roubada é enviada para contas de laranjas, que logo são avisados —a tática é usada para evitar que o banco seja acionado e bloqueie o dinheiro.
“Virou uma praga”, diz o delegado Gilberto Tadeu Barreto. “O Pix é uma tecnologia fantástica, mas está sendo usada de uma forma totalmente indevida. E não só nesse tipo de crime, mas também em estelionatos. Foi um mecanismo que os criminosos aprenderam a usar de uma forma muito rápida”, afirma.
Apesar da dificuldade, a equipe de Barreto conseguiu identificar seis pessoas que, em junho, participaram de um sequestro-relâmpago de uma dentista. Ela ficou refém por cerca de três horas e, por meio do Pix, os bandidos tiraram R$ 22 mil das contas dela.
Além dos dois criminosos que a fizeram refém, os policiais também identificaram os donos das contas usadas. Todos tiveram a prisão preventiva decretada —dois já foram detidos, e o restante está foragido.
“Se foi registrado o BO, ficando clara e confirmada a grave ameaça, impossível de resistir, alguns bancos estão ressarcindo. Mas não é um procedimento usual, pois alegam que a senha pessoal é de conhecimento restrito do correntista, a quem cabe preservá-la”, diz.
Especialistas ouvidos pela Folha analisam que é difícil encontrar uma maneira de se prevenir desse tipo de crime. O consenso é que se deve buscar o banco para travar os limites diários de transferências, como forma de reduzir o prejuízo.
Rafael Alcadipani, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, diz que uma forma de se proteger seria adquirir dois celulares, um só para transações bancárias, que ficaria em casa, e outro para sair na rua. Mas, como ele próprio reconhece, essa é uma dica que não pode ser adotada pela maioria dos brasileiros.
Guaracy Mingardi, analista criminal e também membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que outra forma de se prevenir seria pedir para o banco emitir alertas referentes a transações no celular de algum parente, o que poderia facilitar a busca por ajuda caso a pessoa observe alguma movimentação de dinheiro fora do comum.
Renato Opice Blum, advogado de direito digital e presidente da ABPD (Associação Brasileira de Proteção de Dados), diz que não tem como abolir de vez o uso de transferências bancárias, já que dependemos delas para pagamentos do dia a dia.
Ele sugere também que adeptos do Pix prefiram usar como chave de acesso o email ou a opção que gera combinação de letras e números aleatórios, assim o beneficiário não tem acesso a dados pessoais, como o CPF e o celular.
Melhorias de segurança por parte dos bancos também são um dos pontos levantados pelos especialistas ouvidos pela reportagem. “Assim como o caixa eletrônico tem essas tecnologias, como de manchar notas roubadas, é preciso criar para o meio digital. Qual o sentido de se liberar empréstimo para alguém pelo celular na hora? Nenhum”, diz Rafael Alcadipani.
Febraban diz que que bancos contam com ‘melhores tecnologias em relação à prevenção de fraudes’
Procurada, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) informou, por meio de nota, que o setor usa “toda sua experiência com os sistemas de pagamentos agora para o Pix”.
“Desde abril, os usuários podem controlar seu limite no sistema de pagamento instantâneo, permitindo que ele reduza ou aumente o valor disponível para realizar transações e pagamentos, seguindo à risca as instruções normativas do Banco Central”, diz a nota.
Ainda de acordo com a instituição, o limite máximo oferecido pelos participantes do Pix para transações dentro do horário útil, ou seja, entre 6h e 20h, é igual ao existente para transações via TED. Fora do horário útil segue o limite de compra disponibilizado para o cartão de débito.
A instituição também orienta que, caso o usuário for vítima de um assalto ou de um sequestro-relâmpago e seja obrigado a fazer uma transferência via Pix, deve-se registrar um boletim de ocorrência e procurar imediatamente seu banco.
Além disso, a entidade também afirma que “as transações do Pix são totalmente rastreáveis, e, no caso de irregularidades, todos os envolvidos serão identificados e responderão pelos delitos”. “As áreas de segurança dos bancos também têm protocolos para reverter o envio do dinheiro o mais rápido possível, para que rapidamente possam comunicar às autoridades competentes”, continua.
Por fim, a Febraban diz que “cada instituição financeira tem sua própria política de análise e ressarcimento, que é baseada em análises aprofundadas e individuais, considerando as evidências apresentadas pelos clientes e informações das transações realizadas”.
__________* Como configurar o Google para que seus dados sejam apagados automaticamente Google guarda mais informações sobre nós do que você pode imaginar Imagem: Getty Images Nicole D'Almeida Colaboração para Tilt, em São Paulo 25/08/2021 09h00 O Google mantém o registro de nossas pesquisas em seu buscador e localização salvos por anos em seu banco de dados. É dessa maneira que a plataforma analisa nossos gostos e faz recomendações personalizadas de conteúdo e anúncios. Isso tudo pode ser útil para quem gosta de encontrar sugestões de pesquisa, serviços e produtos compatíveis com os próprios hábitos e gostos. Mas existem pessoas que preferem manter os seus dados na internet mais privados... - Veja mais em
Você consegue se lembrar de todas as senhas de suas redes sociais, emails e diversos sites? Se você segue a recomendação de criar combinações fortes e diferentes para cada conta, provavelmente a resposta é não. E a solução nestes momentos é usar um gerenciador de senhas.
Guardar todas as senhas em um bloco de notas no celular é uma opção totalmente insegura — se você for assaltado, todos os seus dados podem ficar nas mãos dos bandidos. Contudo, existem diversos serviços que podem facilitar a sua vida nesse quesito.
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Esses gerenciadores de senhas funcionam basicamente como um banco de dados, ou seja, é uma espécie de cofre virtual no qual guarda todas as suas combinações em um único lugar. Dessa forma, você não precisa mais se lembrar de todas elas e nem mesmo informá-las sempre que desejar acessar uma conta. As funcionalidades oferecidas variam de cada programa.
Se você se animou com a ideia, é fundamental que o próximo passo seja escolher um serviço que lhe passe credibilidade e confiança. É importante usar um aplicativo seguro, já que você estará confiando suas senhas a eles.
Abaixo, separamos uma lista com alguns dos mais populares, mas invista um tempo fazendo pesquisas na internet, avaliando as políticas de segurança de cada plataforma e lendo comentários de pessoas que já os utilizaram. Alguns programas usam criptografia de dados, o que é um ótimo sinal em nível de segurança, pois dificultam que as informações sejam acessadas por terceiros.
1Password (navegadores, Windows, Linux, macOS, Android e iOS)
O programa não salva somente senhas. Você pode cadastrar também endereços, contas bancárias, cartões, passaportes, CNH, entre outros.
Para acessar todas as suas informações armazenadas, você só precisa informar um código, chamado de "Senha Principal", ou utilizar a impressão digital e/ou facial.
Além disso, há o recurso "Watchtower" que informa se suas senhas são fracas, comprometidas ou duplicadas e quais sites não têm a autenticação por dois fatores ou que utilizam HTTP inseguro.
O 1Password é um dos serviços mais populares, mas é pago. Há duas opções:
"Pessoal e Família": valor varia de US$ 2.99 (R$ 16 na cotação atual) por mês a US$ 4.99 (R$ 27 na cotação atual) por mês
"Equipes e Negócios": com valores de US$ 7.99 (R$ 43 na cotação atual) por mês por usuário, US$ 19.95 (R$ 108 na cotação atual) por mês para 10 membros e pacote personalizado.
LastPass (navegadores, Windows, macOS, Android e iOS)
O programa permite armazenar endereços, cartões de crédito e dados pessoais, além de senhas. Um ponto interessante é que o LastPass é capaz de te ajudar com o preenchimento de cadastros ou compras online, afinal, ele conta com um sistema de autopreenchimento.
O serviço também tem um gerador de senhas no qual cria códigos longos e aleatórios para proteger as suas contas. Além disso, há o chamado "Monitoramento da dark web", em que você recebe alertas se seus dados pessoais estiverem em risco.
Para acessar todos os seus dados salvos, você só precisa informar o código mestre cadastrado ou utilizar o reconhecimento biométrico.
O LastPass tem versão gratuita e pacotes pagos, com opções "Pessoal" e "Planos Empresariais". A opção grátis, apenas para o plano pessoal, se limita a apenas um aparelho, ou seja, é preciso escolher entre o PC ou o celular.
Já as versões pagas variam de US$ 3 (R$ 16 na cotação atual) a US$ 4 (R$ 21 na cotação atual) por mês no plano "Pessoal" e entre US$ 4 (R$ 21 na cotação atual) e US$ 6 (R$ 32 na cotação atual) por mês por pessoa nos "Planos Empresariais".
Bitwarden (navegadores, Windows, macOS, Linux, Android e iOS)
Bitwarden Imagem: Reprodução
O programa tem código aberto e permite adicionar, além de senhas, cartões, documentos pessoais, entre outros. Assim como o LastPass, tem a opção de gerar senhas fortes e preenchimento automático.
Um recurso interessante que o software disponibiliza é a opção de enviar textos protegidos pela criptografia de ponta a ponta na versão gratuita. Já nas opções pagas, o mesmo pode ser feito com arquivos.
O Bitwarden conta com uma versão gratuita bem interessante. Diferentemente da plataforma anterior, essa opção permite a sincronização entre dispositivos, não limita os itens no cofre e disponibiliza um gerador de senhas seguras.
As versões pagas variam de US$ 10 (R$ 54 na cotação atual) a US$ 40 (R$ 218 na cotação atual) por ano nos planos pessoais. Nas opções para negócios, o custo é de US$ 3 (R$ 16 na cotação atual) por mês por usuário ou US$ 5 (R$ 27 na cotação atual).por mês por usuário.
Assim como o Bitwarden e o LastPass, o programa também é capaz de fazer o preenchimento automático de formulários e pagamentos, além de salvar as suas senhas. O software ainda envia alertas para o PC ou o telefone em caso de violações de sites e vazamentos de dados.
Um recurso interessante do Dashlane é o chamado "Password Changer" no qual o software muda a sua senha em todos os serviços direto pelo app, assim, não é preciso acessar cada site ou aplicativo.
Ele ainda consegue importar as suas senhas do 1Password e do LastPass caso tenha trocado de gerenciador.
O programa também possui a versão gratuita e a paga para planos individuais. Na versão grátis, a experiência é um pouco limitada, permitindo somente 50 senhas cadastradas e acesso por um único dispositivo.
As versões pagas dos planos individuais vão de US$ 2,49 (R$ 13 na cotação atual) a US$ 5,99 (R$ 32 na cotação atual) por mês. Já os planos empresariais variam de US$ 5 (R$ 27 na cotação atual) a US$ 8 (R$ 43 na cotação atual) por mês por usuário.
True Key (navegadores, Windows, macOS, Android e iOS)
O True Key é um gerador de senhas da McAfee, desenvolvedora de programas de segurança online. Assim como os outros, ele é capaz de preencher suas senhas automaticamente, além de salvá-las. Você ainda consegue cadastrar documentos pessoais, cartões de crédito, entre outros.
A plataforma também conta com a opção de ajudar a criar senhas fortes, acessar seus dados por meio da impressão digital e sincronizar com outros dispositivos.
Há a versão gratuita, na qual te limita ao cadastro de apenas 15 senhas, e a Premium, que custa R$ 29,90 por ano e conta com armazenamento ilimitado, além de todos os outros recursos mencionados acima.
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Opinião: Matheus Pichonelli - Frisson com 'malão do Lula' dá o tom de como será a eleição em 2022
Clique viralizou após Lula aparecer de sunga e chamar atenção com atributo físico Imagem: Reprodução/Twitter/@JanjaLula
Matheus Pichonelli
Colunista do UOL
25/08/2021 04h00
Posso estar enganado, mas até pouco tempo — quatro anos?, oito?, duas semanas? — o tamanho da coxa e o volume embutido na cueca não eram exatamente os atributos levados em conta na hora de escolher, fazer campanha e vibrar pelo candidato favorito.
Uso o substantivo masculino de propósito.
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Naturalizado por anos, Bob Jeff virou símbolo dos instintos mais primitivos
Uma candidata mulher que posasse com o namorado mostrando as coxas a pouco mais de um ano da eleição teria praticamente sepultado as chances de ser eleita.
"Teria" porque na medição de forças até lá estão dois candidatos homens favoritos e uma terceira via que não foi ainda inventada e já foi convertida ao substantivo masculino.
O frisson em torno da (bela) foto do ex-presidente Lula postada por sua namorada é tão sintomático quanto compreensível.
Ela dá o tom de como serão as eleições de 2022, se todo mundo chegar inteiro até lá.
Quem deu o caminho para entender esse frisson foi o ator e humorista Paulo Vieira.
Ele escreveu em seu Twitter: "O que eu tô amando nos memes do 'malão do Lula' é que isso vai doer muito no Bolsonaro amanhã.
Debate não dói, números não doem, evidências não doem, mas essa questão fálica é por demais delicada no bolsonarismo".
Pura verdade.
No dia em que a foto viralizou, Fernando Haddad, adversário de Jair Bolsonaro em 2018, falou sobre biologia, antropologia, linguística e relações sociais em uma entrevista a Pedro Bial. É possível que os fãs de uma liderança incapaz de somar 5 com -4 não tenham franzido a testa.
Numa briga de meninos no parquinho, dá para dizer sem medo de errar que foi o atual presidente que começou com essa história de botar a virilidade acima de tudo, e seus desdobramentos da masculinidade frágil acima de todos.
Dos muitos entulhos que os amigos imersos nas redes bolsonaristas pescam e compartilham, chamou a atenção, há poucos dias, um certo "teste de viadagem" postado por apoiadores do ex-capitão para saber com quem o interlocutor se identifica.
Entre os "crimes" contra a masculinidade estavam assistir a musicais, gostar de vôlei, ver peças de teatro, ser vegano, ser antifascista, gritar "Fora, Bolsonaro" e postar foto de arco-íris nas redes. Basicamente, se você não mastiga pedregulho nem espreme a abelha pra beber o mel, não é digno de viver naquela morada cheia de bíceps, armas e culto ao corpo masculino.
O problema é que toda vez que este presidente com histórico de atleta, o único homem que pode e deve ser amado pelos machões do teste, tenta mostrar o muque o resultado é um misto de fiasco com vergonha alheia.
Bolsonaro vira piada quando tenta fazer flexão nos quartéis e quase se estropia. Quando quer posar de Rambo vestindo roupa de mergulho. Quando escapa pelas portas dos fundos de debates e entrevistas longe das perguntas camaradas das emissoras amigas. Quando faz carinha de quem tá gostando demais ao empunhar um fuzil. Quando evoca Johnny Bravo pra dizer que quem ganhou foi ele e disfarçar a insegurança inerente ao exercício do poder. E quando grita que é "imbroxável" para provar que... bem, deixa pra lá.
Bolsonaro passa vergonha em todas essas performances porque é um senhor de 66 anos que poderia facilmente privilegiar outros predicados da vida adulta se não aquilo que outro ator, Pedro Cardoso, chamou de ilusão da própria virilidade.
Mas não. O esforço em manter a pose e performar seu mito do homem que não se vacina, que usa dinheiro público pra comer gente, que casa com a mulher mais nova, que não teme e não erra é contrastada pela dureza de um elemento fora do cálculo chamado realidade. No Twitter, a ágora do deboche dos tempos virtuais, essa lente da realidade é expandida até quebrar as redes.
Foi lá que os adversários do presidente, como o garoto do fundão que sabe o que dá febre, perderam os amigos mas não perderam a piada. Correram para dizer: meu candidato é mais viril que o seu.
Daí os memes produzidos em escala industrial com montagens dos rivais olhando entre invejosos e frustrados para as coxas petistas.
Como num ciclo inevitável, a trollagem não passou pelo filtro da problematização, que não passou pelo filtro dos problematizadores da problematização que nessas horas parecem emprestar o ranço do adversário para quem o mundo está muito chato, cheio de "frescura", não se pode mais nem brincar etc.
Não tenho procuração nem vontade de entrar nessa refrega, mas desconfio que quando alguém se apropria da linguagem do rival para provocá-lo, o risco é permanecer num campo em que o outro joga em casa — e melhor. A tréplica não demora a vir com tiros para o alto (ou não), berrante, rolês de tratores, passeios de moto, cara de mau.
De sopapo em sopapo, os braços marombados, feitos para a trollagem ou não, acabam deixando o lugar inabitável para quem tem mais a mostrar além do muque. Tente só imaginar uma quarta, quinta ou sexta via feminina tentando botar o pé neste debate. A começar pelas redes. Não visualizou? Pois é.
Como escreveu em seu Facebook a minha amiga Joanna Burigo, mestre em gênero, mídia e cultura pela London School of Economics, "se resta em alguém alguma dúvida sobre a força do domínio ideológico patriarcal cis hétero e falogocêntrico sob a que vivemos, sugiro pensar no que a imagem do Lula na fotografia oficial do Stuckert com a Janja e a lua causou".
Bem-vindos a 2022.
E deixem os braços e pernas de franguinhos do lado de fora. Aqui os "fracos" não têm vez.
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Rogério Gentile - Tribunal decide que imunidade libera deputado a proferir discurso de ódio
Colunista do UOL
25/08/2021 10h07
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que, em razão da imunidade parlamentar, o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) tem o direito de dizer na tribuna da Assembleia Legislativa que tiraria um transexual "a tapa" de um banheiro feminino.
A decisão foi tomada em processo aberto pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais, que exige do deputado bolsonarista uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos, bem como que ele seja obrigado a fazer uma retratação pública.
Família de ex-ministro é condenada por vender tela falsa de Picasso
Em abril de 2019, durante um debate na Assembleia paulista sobre um projeto de lei que estabelece o sexo biológico como único critério para definir o gênero de atletas em São Paulo, o parlamentar disse que, "se um homem que se sente mulher" entrasse num banheiro feminino utilizado por sua mãe ou irmã, ele iria primeiro "tirar no tapa" e, depois, "chamar a polícia".
De acordo com a associação, "a fala do deputado, além de transfóbica, se revela um verdadeiro discurso de ódio". "Estimula que novas mulheres transexuais e travestis sejam agredidas quando estiverem tentando fazer suas necessidades fisiológicas em banheiros públicos", disse a entidade à Justiça. A associação cita também que o Supremo Tribunal Federal, em junho de 2019, decidiu que é crime a discriminação por orientação sexual.
O desembargador Donegá Morandini, relator do processo no TJ-SP, afirmou que a frase do deputado "foi emitida durante um debate parlamentar e, principalmente, dentro do contexto da matéria em discussão". De acordo com o magistrado, "a manifestação está acobertada pela imunidade parlamentar, prevista no artigo 53 da Constituição Federal".
A associação, que considera que a imunidade parlamentar não pode funcionar como uma "carta branca" para a prática de discriminação, ainda pode recorrer da decisão.
O deputado disse à Justiça que não há "com força de lei, qualquer regulamento que garanta ao 'homem que se sente mulher' o direito de frequentar banheiro feminino". Declarou também que a Constituição garante a imunidade parlamentar para que os membros do Poder Legislativo possam cumprir sua missão "com autonomia e independência".
Após a polêmica, o parlamentar afirmou publicamente ser homossexual.
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Jamil Chade - OMS: 3ª dose é "tecnicamente e moralmente errada"
Colunista do UOL
25/08/2021 13h25
A OMS criticou a decisão de governos de iniciar uma campanha de vacinação com uma terceira dose do imunizante contra a covid-19, alertando que a iniciativa vai deixar os países pobres com uma escassez ainda mais aguda de doses e que não existem dados ainda sobre segurança e eficácia.
Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, insistiu nesta quarta-feira em coletiva de imprensa em Genebra que a recusa da agência em propor uma terceira dose está baseada na ciência. Mas aponta que o argumento é também moral. "A prioridade deve ser salvar vidas. Não deveríamos ter 10 mil pessoas morrendo por dia", disse.
"Em termos de saúde, há um consenso de que os dados não são conclusivos (sobre a eficácia de uma terceira dose)", insistiu.
Ela admite que os mais velhos deverão necessitar de alguma proteção em algum ponto no futuro. "Mas não estamos no momento de recomendar doses extras", disse. "Não temos um abastecimento sem limites. Portanto, as vacinas precisam ir para médicos e idosos, que estão perdendo suas vidas", defendeu.
Um dos aspectos alertados pela OMS é a questão de segurança da vacina extra. "O que ocorre com uma terceira dose?", questionou Soumya. "Existem ainda perguntas que precisam ser respondidas", disse.
Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, também insistiu que não existem dados conclusivos nem sobre a segurança da 3ª dose e nem sobre os benefícios. Ele alertou que tal iniciativa seria um "problema moral", já que deixaria milhões de pessoas pelo mundo sem doses. "É tecnicamente e moralmente errado", disse.
Tedros admite o mundo não irá sair da crise sanitária rapidamente e que uma ação precisa ocorrer para proteger quem ainda não tomou nenhuma vacina. "É como dar mais um salva-vidas para quem já tem um salva-vidas, enquanto deixamos aqueles que não tem proteção sem proteção", alertou.
Enquanto grande parte da população não for vacinada, ele ainda aponta para o risco do surgimento de novas variantes. "Estamos dando oportunidade para que o vírus circule e isso é bom para o vírus", disse. Segundo ele, uma nova variante pode ser mais poderosa que a mutação delta e até evadir as vacinas atuais.
No total, a agência estima que países ricos e emergentes vão consumir mais 1 bilhão de doses para garantir essa vacina extra.
A OMS havia solicitado que governos evitassem iniciar a vacinação com a terceira a dose, pelo menos até setembro, para que os países pobres pudessem avançar na proteção da população mais vulnerável. Hoje, os países africanos contam com apenas 2% de seus habitantes imunizados. Mas França, Alemanha, EUA, Israel e outros ignoraram o apelo da OMS. No Brasil, tanto o governo federal como o estado de São Paulo apontaram na mesma direção.
A OMS espera que, até o final de setembro, a meta de vacinar 10% de cada um dos país seja atingido. Para dezembro, a meta é a de chegar a 40% de proteção. Depois, portanto, a OMS reconhece que poderia ser considerada ideias de doses extras.
Kate O'Brian, representante técnica da OMS, insiste que a prioridade ainda deve ser evitar as variantes. "Elas são geradas em pessoas sem vacinas", disse. Segundo ela, as vacinas estão "resistindo" e mantendo sua proteção. "Com um abastecimento limitado, a questão é o que fazer com as vacinas", disse.
Números em queda no Brasil e casos estabilizados no mundo
Nos últimos dados divulgados pela OMS, o Brasil aparece em queda no número de novos casos por semana e na taxa de mortes. Ainda assim, o país é um dos cinco maiores do mundo em termos de contaminações e um dos maiores em óbitos.
O maior número de novos casos foi registrado uma vez mais nos EUA, com um aumento de 15% em comparação à semana anterior e 1 milhão de registros. O segundo lugar é hoje ocupado pelo Irã, com 251 mil casos, seguido pela Índia, com 231 mil, e 219 mil para o Reino Unido. O Brasil apenas vem na quinta posição, com 209 mil casos em uma semana, uma queda de 1%.
Em termos de mortes, o Brasil continua tendo a segunda maior taxa das Américas, com 5,6 mil casos por semana, uma queda de 7% em comparação aos números da semana anterior. Pela primeira vez em meses, a situação americana voltou a superar a crise sanitária brasileira, com 6,7 mil óbitos e um aumento de 58% em comparação às taxas dos sete dias anteriores.
No mundo, a OMS aponta que a pandemia atingiu uma estabilização, mas em uma taxa extremamente elevada. Foram mais de 4,5 milhões de novos casos em uma semana e 68 mil mortos.
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Leticia Sabatella: 'se posicionar contra Bolsonaro não é escolha'
25 de agosto de 2021, 14:37
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247 - A atriz Leticia Sabatella afirmou ser "impossível não se posicionar contra" Jair Bolsonaro. Os relatos da artista foram publicados pela coluna Universa, no portal Uol.
"Não sei se é uma questão de escolha. Porque não tem nada de bom, nada que justifique a gente precisar de um governo genocida com o país que a gente tem. É só ganância", disse a artista, que interpreta a imperatriz Tereza Cristina na novela "Nos Tempos do Imperador", da Globo.
"Só poderia ter alguma paz de espírito para dar um passo e respirar, com tudo que isso pode acarretar, me posicionando contra ele", acrescentou a atriz.
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'Se posicionar contra Bolsonaro não é escolha', diz Leticia Sabatella
Leticia Sabatella interpreta a imperatriz Tereza Cristina em novela Imagem: Reprodução/Instagram
A história do Brasil nem sempre valoriza as figuras femininas. Na contramão desse apagamento, a atriz Leticia Sabatella interpreta a imperatriz Tereza Cristina na novela "Nos Tempos do Imperador", da Globo. Outras facetas da personagem, como o interesse por escavações em sítios arqueológicos e o canto lírico, são explorados na trama.
Negando a ideia de que a imperatriz era apenas "uma mulher feia", Sabatella contou para Universa que, ao interpretar uma mulher do século 19, também compreende quais são as lutas que travamos, como mulheres, para conquistar nossos direitos.
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A atriz também falou sobre autoestima, pandemia, posicionamento contra Bolsonaro e como polarização política e questões ambientais a afetam. "Luto todos os dias para não sucumbir à tristeza de ver o que está acontecendo no país", afirmou.
UNIVERSA: Quem é a imperatriz Teresa Cristina e por que sabemos pouco sobre ela?
LETICIA SABATELLA: Fiz uma pesquisa 'arqueológica', porque era uma personagem que não conhecia também. O desmonte das imagens da monarquia, feito quando se teve o golpe para a República ser instaurada como novo regime, também a atingiu.
A atriz na novela Nos tempos do Imperador, gravada durante a pandemia Imagem: Divulgação/Globo//João Miguel Júnior
Foi a última imperatriz, mas sofreu, então, esse apagamento histórico.
Há também o fato de ser mulher e a história ser contada por homens
O que se sabe é que ela era de uma região que já não tinha escravidão e alforriava escravizados em praça pública. Tinha interesse por arqueologia, participou das escavações de Veio e de Pompeia [cidades próximas a Nápoles, na Itália] e foi uma grande propulsora das artes. Ela mesmo praticava o canto lírico.
Então, fui vendo que não era uma figura tão apagada, as coisas que ela gostava de cantar, falando de amor, mostrava que tinha dentro dela um fogo. Só que há uma história muito romanceada sobre a figura dela: como é que dá para reduzir uma pessoa por que tem um 'nariz de berinjela'? Daí, conheci a pesquisadora napolitana Antonella Roscilli, que tem um estudo grande sobre a imperatriz. Foi ela que me disse que a imperatriz e Dom Pedro II protegiam anarquistas, por exemplo. E diferente da imperatriz Maria Leopoldina, que foi importante para a Independência, mas não conseguiu se adaptar ao país, a Tereza Cristina se apaixonou pelo Brasil.
Você interpreta uma mulher do século 19, ainda muito acostumada a valores de servir aos homens, de manter a família. Olhar para esse passado te inspira na luta pelos nossos direitos?
Totalmente. Até hoje, a gente tem essa questão de cedermos para sermos aceitas. Há uma dificuldade de romper com o estabelecido — que, mesmo quando se estabelece com harmonia, é opressor, por ser patriarcal.
Tereza Cristina ainda estava no tempo da escravidão. Deve ter havido o momento em que ela pensou que precisava cuidar de algo maior do que sua própria pele enquanto mulher.
Selton Mello como Dom Pedro II e Leticia Sabatella como Tereza Cristina, na novela Nos tempos do imperador Imagem: Divulgação/Fabio Rocha
Confesso que busco maneiras de contribuir para que haja mais harmonia, mais humanidade. Ao mesmo tempo, percebo que a gente precisa de um choque para romper os estabelecidos. E isso a gente encontra com estratégias, enquanto tentamos melhorar essa questão da luta das mulheres, porque não é saudável, nas dimensões físicas, psíquicas, emocionais, para nós.
Não vejo uma mulher que não tenha sido oprimida, acatado algo, por mais que tenha feito suas coisas, que não tenha sido adoecida ou violentada nesse sentido.
Naquela época, a luta acontecia, mas os limites eram mais estreitos, a comunicação era mais restrita. Hoje, temos informação com alcance global, e mesmo assim ainda podemos ser ludibriadas pela lógica patriarcal.
Como foram a paralisação e a retomada para as gravações da novela?
Foi muito bem conduzida por nossa equipe de produção, pela Globo. Logo de início, o diretor e o produtor já ligaram falando para tomarmos cuidado. De repente, vieram os sinais de lockdown, a Globo mandou todo mundo para casa, nunca tinha visto isso. Era um momento em que o presidente da República estava se expondo em aglomerações, o Brasil estava muito mal servido de exemplo.
A orientação era para cada um cuidar dos seus, de sua família. Não estávamos em férias, era para nos cuidarmos, porque a qualquer momento a gente iria voltar.
Durante o confinamento, passei por todas as dificuldades, como lidar com o emocional. E também me senti em uma grande enfermaria, porque eram povos indígenas pedindo ajuda, me mobilizei em campanhas com colegas da classe artística, fiz lives para ajudar quem ficou sem renda na pandemia...
Depois de um tempo, comecei a fazer coisas artísticas, estudar. Gravei o álbum da Caravana Tonteria, gravei um clipe, fiz algumas intervenções poéticas de Edith Piaf.
Consegui ser mais produtiva e a retomada da novela me ajudou mais ainda a recuperar a vitalidade e a energia, porque é instigante. É divertido, tem colegas que amo. Isso deu um gás
Como Tereza Cristina, você vai levar canto lírico à cena. E também já realizou o espetáculo Caravana Tonteria, cantando. Como é transitar pela música?
A música tinha ficado em segundo plano e queria retomar. A TV me trouxe isso na minissérie 'Hoje é Dia de Maria', no reality 'Popstar' que, para mim foi difícil, porque não tinha repertório pop. Mas, foi uma aula. Na novela 'Sangue Bom' também estive cantando e agora vem também em 'Nos Tempos do Imperador'.
Sinto que sempre tenho espaço na TV para ser mais de uma coisa. Tenho uma tendência escapista, se não for a arte, vai ser uma droga mais pesada [risos]. Além disso, consigo me comunicar melhor com ela. No show da Caravana, por exemplo, mais do que um discurso político, consigo atingir o coração das pessoas e falar de escolhas políticas melhores para o todo, justiça social, direitos humanos. É um caminho que nunca pode ser deixado de lado e por isso ele acaba incomodando tanto regimes autoritários. Porque a arte é transformação.
Leticia Sabatella durante a apresentação do espetáculo "Caravana Tonteria" Imagem: Roberto Filho / Brazil News
Alguns especialistas falam que temos uma "pandemia de violência contra mulher" também. Você já revelou que passou por uma situação de agressão. Que mensagem tem para mulheres que vivem isso agora?
Não sei se teria algo tão sintético, mas diria sobre a capacidade de acreditar em si mesma e questionar as opressões que vêm na forma de um agrado ou amor. É preciso ter cuidado com essa palavra 'amor', que se torna algo mágico, maravilhoso, divino, para falar de opressão.
Sei que isso é delicado, porque a gente nasce com esse propósito, quer se doar, amar, dar sentido dessa maneira. Além disso, há a culpa que é colocada para não sermos egoístas. É tudo uma forma de ludibriar o psicológico e deixar as mulheres reféns dessa lógica.
Experimentei muitas vezes um estado em que não se raciocina bem. Você intui uma coisa, mas acontece o gaslighting [manipulação psicológica como forma de violência]. Pessoas que são inteligentes e bem-sucedidas ficam emocionalmente assim, porque somos conduzidas a ser essa figura que concede. Atenção ao que se diz que é amor, porque nunca vai ser em nome do ódio ou de querer ganhar vantagem sobre você.
Você teve uma rede de apoio para sair dessa situação de violência? Qual foi a importância dela?
Aprendi que a única maneira de sair é com a rede de apoio —sozinha é muito difícil. A gente acredita que está escolhendo estar ali... A rede de apoio precisa olhar para essa mulher, porque é uma covardia o que acontece, diante da lógica patriarcal em que a gente vive.
Nas redes sociais, você publica várias fotos sem maquiagem e recebe elogios pela beleza natural. Você passou por um processo de autoestima para se libertar dos padrões estéticos?
Sempre fui mais disponível mesmo, fiz "A Muralha" sem maquiagem e, em "Liberdade, Liberdade", o mesmo, a maquiagem era sujar. A Delfina, em "Tempo de Amar", a própria Tereza Cristina... São personagens que vão me distorcendo.
No caso da imperatriz, havia a literatura de que ela era feia. Mas, vi que caímos em um engodo, com um olhar misógino, gordofóbico... Então fui vendo que ela só era uma pessoa que não tinha harmonização facial [risos]. Não estava em um padrão e me questionei sobre isso. Que padrão de beleza que colocamos na nossa cabeça? Isso é uma prisão.
Antes, a beleza era como se fosse algo que me impedia de ser uma boa atriz. Minha libertação é nesse sentido, porque me culpava muito por causa da vaidade. O equilíbrio para mim é ver que me arrumar não é um problema. Tenho cuidados estéticos, mas também gosto de ver a beleza mudando e acho que, ao estar nas redes sociais, isso me aproxima das pessoas.
Muitos artistas foram cobrados ou cancelados por posicionamentos políticos, especialmente neste ano. Você publica "Fora Bolsonaro" nas suas redes com frequência. O que se posicionar assim te traz de bom e de ruim?
É impossível não se posicionar contra, não sei se é uma questão de escolha. Porque não tem nada de bom, nada que justifique a gente precisar de um governo genocida com o país que a gente tem. É só ganância. Só poderia ter alguma paz de espírito para dar um passo e respirar, com tudo que isso pode acarretar, me posicionando contra ele.
Na repercussão do posicionamento da atriz Juliana Paes em defesa da médica Nise Yamaguchi, você foi elogiada por ter chamado a atriz para conversar sobre a polarização política que ela mencionou. Como lida com essa questão?
Sou tão cheia de defeitos que, muitas vezes, consigo ter uma capacidade de empatia e compreensão do outro. Sei que as pessoas não são uma coisa só. Claro que também sinto raiva, tenho limites e horas de dizer "f*da-se", mas sinto que mesmo com a pessoa mais enlouquecida me agredindo numa praça pública — e eu já passei por isso [em 2016, a atriz foi hostilizada em uma manifestação a favor do impeachment de Dilma Rousseff] — não sinto raiva, mas pena, dor, tristeza.
Uma vez, numa reunião na casa da Paula Lavigne e do Caetano Veloso, a Marisa Monte falou uma coisa bonita: "A média afina". Em uma plateia cantando, mesmo haja mil pessoas, o som sai afinado. Quando se permite isso, há uma harmonia nesse caos da polarização
Se não houvesse tanta fake news, a gente poderia julgar individualmente as pessoas. Como sabemos que não é só a consciência dos indivíduos, mas o que os abarca, precisamos iniciar com o diálogo. E tenho afinidade com Juliana, a admiro como atriz, personalidade, gosto de ver. Sou encantada por ela. Sei que falou uma coisa que não é legal, a maneira como tratou os movimentos sociais me doeu, mas ela não teve o conhecimento.
Precisamos pensar o coletivo de uma maneira mais generosa, e acho que nem mesmo o governo do PT, que nem foi tão de esquerda assim, foi capaz de trazer uma educação política. Deu acesso a muita coisa, à faculdade e aos bens de consumo, mas à cidadania aplicada, nas escolhas de projetos, não. Por isso, temos que ser muito delicados para explicar a situação para o grande público. Porque ali não estava falando só para a Juliana, mas para milhões de seguidores que ela tem.
Você usa sua voz para alertar para questões ambientais, dos indígenas. Como vê essas notícias com tom 'irreversível' sobre o meio ambiente?
Com muita tristeza, luto todos os dias para não sucumbir à tristeza de ver o que está acontecendo no país. Luto pelas crianças, pelos indígenas, pelos sem terra, àqueles que tem direito de ter uma vida com qualidade. Luto pela natureza e pelos animais. É dessa maneira que consigo ver um sentido. Procuro fazer a minha parte e inspirar as pessoas a terem coragem de lutar e de defender a nossa vida com qualidade.
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OnlyFans desiste de proibir conteúdo 'sexualmente explícito'
YAHOO anos atrás, também foi obrigada a voltar atrás em relação ao TUMBLR...!
Plataforma conhecida por hospedar publicações eróticas tinha anunciado na semana passada que iria banir parte do conteúdo adulto. Reação dos usuários e acerto com setor financeiro motivou desistência do plano.
Por G1
25/08/2021 10h11 Atualizado há 3 horas
1 de 2 Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters
Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico — Foto: Andrew Kelly/Reuters
A medida havia sido divulgada na última quinta (19) e passaria a valer em 1º de outubro.
Conhecida por suas publicações para o público adulto, a plataforma disse na ocasião que os usuários ainda poderiam postar nudez se as imagens estiverem de acordo com as políticas de uso do serviço.
A reação da comunidade do aplicativo foi negativa. Em um novo anúncio realizado pelo Twitter, o OnlyFans disse que "suspendeu a mudança de política planejada".
A motivação para retirar o conteúdo explícito teria vindo de pedidos feitos por parceiros financeiros da empresa. Agora, a companhia disse que "obteve as garantias necessárias" para apoiar os criadores de conteúdo.
Em entrevista ao jornal britânico "Financial Times" na última terça (24), o presidente-executivo da plataforma, Tim Stokely, os bancos pela intenção de mudar as políticas.
"Pagamos mais de US$ 300 milhões por mês a mais de um milhão de criadores, e assegurar que esse dinheiro chegue até eles envolve utilizar o setor bancário", afirmou, explicando que alguns dos bancos possuem regras rígidas para pessoas e empresas que trabalham com conteúdo adulto.
Lançado em 2016, o OnlyFans cresceu em popularidade durante a pandemia Covid-19. O site diz ter mais de 130 milhões de usuários e 2 milhões de pessoas que produzem fotos e vídeos para o app.
Empresa lançou aplicativo sem nudez
A presença dos "nudes" vai na contramão das regras impostas pelas lojas de aplicativos oficiais do Google, que desenvolve o Android, e da Apple, fabricante do iPhone.
Para contornar esse problema e ampliar a sua presença digital, a empresa que mantém o OnlyFans anunciou a criação de um aplicativo alternativo, mais "recatado". Chamado de OFTV, ele tem regras mais restritas em relação ao conteúdo permitido: nada de nudez.
OFTV é o aplicativo 'recatado' do OnlyFans — Foto: Divulgação
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Disponível para celulares Android e iPhones, o OFTV conta com centenas de vídeos gratuitos, incluindo uma série original com a ex-atriz pornô Mia Khalifa, e as atrizes Bella Thorne e Holly Madison.
Há ainda conteúdos de instrutores de pilates, de meditação, chefe de cozinha, entre outros.
O aplicativo foi lançado originalmente em janeiro, segundo a agência de notícias Bloomberg, mas o OnlyFans só começou a promovê-lo agora.
O OFTV faz parte de uma estratégia da empresa de se descolar um pouco da imagem tão ligada ao conteúdo adulto.
A tentativa é se aproximar de concorrentes como Patreon e Substack, que permitem que criadores de conteúdo cobrem por conteúdos exclusivos. Alguns artistas, como a cantora Anitta, criaram contas na plataforma para promoverem seu trabalho e receberem "gorjetas".
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Conheça a DDR5▪︎NOVA memória RAM será mais RÁPIDA e pode chegar a 128_GB
O que é DDR5? Saiba tudo sobre a próxima geração de memórias RAM para PC
1 de 5 Definição de especificações técnicas finais e lançamento de novos processadores deve iniciar processo de adoção do DDR5 — Foto: Divulgação/SKHynix
Definição de especificações técnicas finais e lançamento de novos processadores deve iniciar processo de adoção do DDR5 — Foto: Divulgação/SKHynix
O que é DDR5?
DDR5 é o sucessor do atual DDR4 no mercado. Válido tanto para celulares quanto para computadores, passando ainda por uma infinidade de dispositivos diferentes, o DDR5 deve combinar maior desempenho com maior eficiência energética do que a tecnologia atual.
Em linhas gerais, o consórcio JEDEC, responsável por criar e implementar padrões técnicos para esse tipo de componente, define a memória DDR5 a partir da promessa do dobro de largura de banda em relação ao que é possível no DDR4 – isso ainda com redução no consumo de energia. A adoção da tecnologia deve começar nos próximos meses por conta das especificações técnicas gerais que fabricantes devem obedecer ao produzir seus chips e módulos de memória DDR5.
No último dia 14 de julho, a JEDEC fixou os parâmetros para os módulos de RAM para PCs e servidores, seguindo medida similar que, em 2019, já tinha estabelecido as regras para as versões “LP” (de “low power”, ou “baixa energia” em tradução livre), direcionadas ao uso em smartphones e laptops. É por conta dessa diferença entre datas e padrões técnicos que você já pode ter visto notícias sobre o surgimento de produtos DDR5 há algum tempo.
Qual a diferença do DDR5 para o DDR4?
Em resumo, as diferenças envolvem ganho de performance pela maior velocidade dos chips de memória e a comunicação em banda mais larga com o processador, além do custo energético menor.
DDR5 têm densidade maior e deverá atingir velocidades superiores — Foto: Divulgação/Micron
A velocidade, que é a taxa com que a RAM atualiza seus dados a cada segundo, deve ser de, pelo menos, 4.800 MHz em módulos mais baratos com padrão DDR5, e a expectativa é de alcançar até 8.400 MHz nas opções mais caras no futuro. Para se ter uma ideia de como isso é rápido, a especificação oficial mais alta do DDR4 para em 3.200 MHz.
Um efeito prático dessa velocidade interna da RAM é a habilidade de trocar mais informações com o processador a cada instante. Enquanto o DDR4 3200 MHz pode bater 25,6 GB/s (gigabytes por segundo), o DDR5 4.800 MHz já tem capacidade demonstrada de 38,4 GB/s no mesmo exercício. Além disso, a previsão do padrão definido pela JEDEC é de alcançar 51,2 GB/s nas memórias mais rápidas que 4.800 MHz no futuro.
Além da largura de banda maior, as novas DDR5 oferecem uma série de tecnologias que racionalizam o acesso e a operação interna dos módulos. A ideia é de que a troca de dados aconteça em um ritmo 50% maior em relação ao DDR4.
Memórias com o novo padrão também devem aumentar as capacidades típicas disponíveis. A expectativa é de que unidades de 128 GB sejam viáveis e permitam dual-channel para chegar a 256 GB, por exemplo. No DDR4, os maiores pentes ficam limitados a 32 GB.
ECC: correção de erros
Pentes DDR5 vão trazer tecnologia para corrigir erros, algo comum em data centers e servidores — Foto: Divulgação/Micron
Embora as questões relacionadas à performance bruta sejam importantes, há outros elementos interessantes sobre o perfil técnico do DDR5. Um deles é a tendência de que a tecnologia ECC comece a chegar aos consumidores.
Disponível nas gerações anteriores das memórias DDR usadas em servidores e data-centers, ECC é um fator de correção de erros em hardware que promete atenuar inconsistências de dados e garantir uma operação mais confiável da memória. A correção de erros evita um fenômeno conhecido como "bit flip", em que valores binários (0 e 1) acabam virando para o oposto dentro da memória ou durante o trânsito entre RAM e CPU, o que gera informação inconsistente.
Em sistemas sem ECC, o processador requisita as informações novamente para corrigir o que veio errado, tornando a operação de todo o sistema mais lenta. Em casos mais graves, o bit alterado é suficiente para desencadear travamentos. Com o recurso, as memórias DDR5 terão duas formas da tecnologia: uma delas, mais robusta, vai residir dentro do chip para conferir a integridade dos dados, enquanto a outra vai monitorar o trânsito de informação no percurso entre RAM e processador.
Quando chegará ao mercado?
Considerando celulares, a tecnologia DDR5 (na variante "LP") já se encontra disponível desde 2020. Aparelhos da linha Galaxy S20 Ultra e Note 20 da Samsung, bem como OnePlus 8 Pro ou mesmo os Xiaomi Mi 10 e Mi 10 Pro são exemplos de smartphones com DDR5. Como citamos anteriormente, os padrões que norteiam os requisitos de memória para dispositivos portáteis são um pouco diferentes e foram estabelecidos ainda em 2019.
Memórias LPDDR5 existem desde 2019 e já estão disponíveis em smartphones — Foto: Divulgação/Samsung
Já nos computadores, as coisas são um pouco diferentes. Memórias dependem do restante do sistema para funcionar e só devem se tornar comuns quando houver um ecossistema consistente de produtos que suportem a tecnologia. Você vai precisar, por exemplo, de placa-mãe equipada com slots próprios para DDR5, que são diferentes do DDR4. Além disso, o processador precisa reconhecer esse tipo de memória e, no momento, nem Intel e nem AMD têm produtos com essa capacidade no mercado.
Processadores das próximas famílias Alder Lake da Intel, com lançamento previsto para 2021, e Zen4 da AMD, previstos para chegar ao mercado em 2022, terão suporte ao novo padrão e devem contribuir para impulsionar a adoção da tecnologia em desktops.
Qual a previsão de preço?
Memórias são especialmente sensíveis a problemas nas cadeias de fornecedores, causando grande oscilação de preços ao longo do tempo – algo fácil de observar em tempos de pandemia.
Embora seja difícil antecipar preços, é possível estabelecer alguma comparação com produtos no mercado atualmente. Para tomar como base, um par de pentes de memória RAM DDR4 de 2.800 MHz de 16 GB de capacidade (totalizando 32 GB) é encontrado no Brasil por R$ 1.540 no momento. As DDR5 serão bem mais rápidas já de saída, além de mais densas, fatores que devem puxar os preços para cima.
Kits de memória RAM DDR4 de alta velocidade podem custar mais de R$ 1.000 no momento — Foto: Divulgação/HyperX
Mesmo um DDR4 mais simples tem valores altos. Um kit com dois pentes de 8 GB (16 GB no total) a velocidade mais baixa de 2.400 MHz, típica no mercado de entrada, fica por R$ 749 atualmente.
Outro fator a se considerar é que haverá um custo de entrada necessariamente elevado para a DDR5: como o novo padrão depende de suporte na placa-mãe e no processador, você terá de investir não só na memória em si, como também em CPU compatível e em placa-mãe com os slots corretos.
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