_____________________________* Quais os melhores biscoitos?: Integral, cookie, de polvilho: avaliamos principais marcas no mercado para ajudar você a fazer uma boa escolha _____________________________*
________________________________________https://www.uol.com.br/vivabem/reportagens-especiais/quais-sao-os-melhores-biscoitos-do-mercado/#page36 ________________________________________Quais os melhores BISCOITOS?: Integral, cookie, de polvilho: avaliamos principais marcas no mercado para ajudar você a fazer uma BOA escolha ________________________________________Melhores IOGURTES no mercado: Um time de NUTRICIONISTAS avaliou diferentes CATEGORIAS do produto para ajudar você a fazer uma BOA ESCOLHA ________________________________________

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Melhores leites do mercado: Integral, zero lactose, "de soja": avaliamos marcas dessas bebidas para ajudar você a fazer uma boa escolha

Contribui para prevenir a osteoporose
VERDADE. O leite é rico em cálcio e um alimento acessível à população. Portanto, é perfeito para ajudar a atingir a necessidade diária de 1.000 mg do mineral nos adultos e 1.200 mg nos idosos. Mas é preciso lembrar que outros fatores também contribuem para prevenção da doença, como a prática regular de exercícios físicos, o consumo adequado de vitamina D e de fontes de proteína além do leite e derivados, como carne, ovo, peixe.

A versão integral é ruim para a saúde
MITO. O leite integral contém as gorduras originais do alimento, portanto é mais calórico em relação ao semidesnatado e o desnatado. Mas isso não quer dizer que ele faz mal ou engorda. "Pessoas que não têm restrição calórica ou problema com colesterol ou triglicérides podem consumi-lo", diz a nutricionista Aline David. A gordura do leite, inclusive, reduz a velocidade de absorção do açúcar da bebida no organismo e gera saciedade. Por isso, em muitos casos, a versão integral é mais vantajosa até para quem busca emagrecer.
Trata-se de um leite que passou por um procedimento seguro e eficaz para eliminar micro-organismos nocivos à saúde em temperaturas um pouco mais baixas em relação ao processo UHT: 72ºC a 75ºC durante 15 a 20 segundos.
Os diferenciais do produto são principalmente o sabor de leite fresco pronunciado, além da presença de bactérias benéficas ao organismo que se mantêm vivas. As desvantagens ficam por conta da necessidade de refrigeração e da validade mais curta do produto, que varia conforme o fabricante, mas geralmente é de três a quinze dias.
Nesta categoria, destacou-se o Letti a². Além de conter apenas leite in natura, o alimento tem como diferencial ser proveniente de vacas selecionadas, que possuem o genótipo A2A2. Esses animais são de uma linhagem pura e produzem o leite com a proteína beta-caseína A2. Estudos sugerem que esse nutriente do tipo A2 tem uma digestão mais fácil em comparação à beta-caseína A1, evitando reações em pessoas que possuam intolerância a essa proteína específica. Mas as fontes consultadas pelo VivaBem dizem que não há um consenso sobre o assunto.
A segunda colocação ficou com o Fazenda Bela Vista, que contém apenas leite in natura como ingrediente e maior quantidade de cálcio por porção, em comparação a outras marcas. O Fazenda Trevisan completou o pódio, por também conter apenas leite como ingrediente.
O que é um leite tipo A?
De acordo com Mirna L. Gigante, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, esse é o "leite fresco" que não foi transportado. Ele foi submetido ao processo de pasteurização e envasado no mesmo local em que foi obtido (na fazenda ou granja leiteira), para, então, ser destinado ao consumo humano.
Atualmente, a legislação divide o "alimento fresco" como leite cru resfriado, leite pasteurizado e leite pasteurizado tipo A. No passado, no entanto, existiam também os leites tipo B e C, classificações usadas em produtos que eram transportados da fazenda para as indústrias, para serem pasteurizados. Até 2005, não se exigia que esses leites fossem resfriados antes de serem transportados, por isso, eles podiam apresentar uma quantidade maior de micro-organismos que poderiam deteriorar o produto.
Esse tipo de produto é indicado a quem tem intolerância à lactose —açúcar (carboidrato) naturalmente presente no leite. A condição ocorre porque algumas pessoas têm deficiência em produzir a enzima lactase, responsável por digerir o açúcar do alimento. Assim, ao consumir lactose, o indivíduo sofre inchaço abdominal, cólica, diarreia. Para evitar esses desconfortos, a enzima lactase é adicionada aos leites zero lactose —pois, apesar do nome "zero", o açúcar do leite continua presente nesses produtos.
O Leite Integral Leitíssimo Zero Lactose conquistou a primeira colocação por ter uma lista de ingredientes bastante enxuta, com apenas três ingredientes: leite in natura, estabilizante e enzima lactase.
Já a segunda posição ficou com o Leite Integral Pirakids Zero Lactose, que tem como diferencial a adição de vitaminas e minerais. Muitas marcas ficaram praticamente empatadas no terceiro lugar e o Leite Zymil Zero Lactose Integral Parmalat acabou levando o posto por apresentar um pouco menos de gordura saturada em relação aos concorrentes —apesar de ter tanto conservante quanto eles.
A embalagem faz diferença
Ela protege o alimento e é definida de acordo com o tempo que o produto ficará na prateleira

Leites pasteurizados
Por se tratar de produtos frescos e com validade curta (15 dias ou menos), podem ser armazenados em embalagens transparentes, como garrafas pet (de poliéster), além de saquinhos, frascos de polietileno e caixas revestidas com filme de polietileno. Segundo Carlos Alberto Rodrigues Anjos, professor da área de embalagens da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, o saquinho tem algumas desvantagens em relação aos demais, pois precisa ser muito bem higienizado pelo consumidor para não haver contaminação quando aberto, uma vez que sua superfície pode facilmente adquirir micro-organismos. Sem contar que ele não pode ser vedado após o consumo, deixando o leite mais exposto a bactérias e até mesmo ao oxigênio, que degrada os alimentos.

Leite longa vida
Para ser conservado em temperatura ambiente e durar mais nas prateleiras, esse produto precisa ficar bem protegido da luz e do contato com oxigênio externo. Por isso, são usados frascos de polietileno e caixas, ambos com revestimento interno de alumínio. As caixas, que podem ter vários formatos, ainda recebem uma camada de filme de polietileno para vedar e podem ou não ter sistema de fechamento (tampa). "É importante que o consumidor dê preferência por embalagens que possibilitem ser fechadas durante o consumo, para evitar contaminações", acrescenta Anjos.
Prático, o leite em pó é uma versão desidratada do alimento tradicional. O fato de ele ter passado por um processo de tratamento térmico, concentração e secagem faz com que o produto tenha uma durabilidade bem maior do que suas versões líquidas, o que facilita o transporte. Ainda permite que o produto seja armazenado por um longo período após aberto, tornando-se uma boa opção para quem não consome tanto leite no dia a dia.
Ser em pó também possibilita que o produto não tenha conservantes químicos, como os três eleitos do ranking. Como critério de avaliação, as nutricionistas "tiraram pontos" das versões instantâneas com lecitina de soja, assim como os compostos lácteos, que trazem ingredientes que acrescentam gordura à fórmula.
Em primeiro lugar ficou o Leite em Pó Integral NINHO Forti+, por ter mais cálcio que os demais. Em seguida, veio o Leite em Pó Integral Itambé, que, apesar de ter menos cálcio que, leva vantagem em relação ao terceiro colocado por ter menos sódio. O Leite em Pó Integral Italac completou o pódio.
O leite ideal para você
Entenda a principal diferença entre eles

Integral
É o alimento na sua forma original, com maior teor de gordura --no mínimo 3%. Por isso, é um leite mais calórico, interessante para garantir maior aporte energético na dieta de crianças após os dois anos de idade e idosos, por exemplo. Nos três tipos de leite, as quantidades de proteína e cálcio são similares. A única diferença pode acontecer nas vitaminas lipossolúveis, como K, D, E e A, presentes no integral, já que elas dependem da gordura para serem bem absorvidas pelo organismo.

Semidesnatado
Tem redução parcial de gordura, oferecendo entre 0,6% e 2,9% do nutriente por porção. A maioria oferece 1%, o que reduz expressivamente o valor calórico em cerca de 60%, já que 1 grama de gordura tem 9 calorias. "É um produto indicado para pessoas que precisam reduzir a ingestão calórica e de gorduras da dieta, mas que ainda assim apreciam o sabor e as características do leite", diz Najla Kfouri, nutricionista clínica formada pela Unicamp. Nosso júri não avaliou leites semidesnatados e desnatados pois, quase sempre, os melhores alimentos integrais também serão os melhores nas outras versões.

Desnatado
Esse tipo de leite teve uma redução quase completa de gordura da composição, mantendo o máximo de 0,5%. Isso quer dizer que 100 g do alimento terá 0,5 g de gordura. Mas a diferença de calorias que este leite costuma apresentar entre o semidesnato não é grande, cerca 10 kcal ou até menos. A diferença no paladar, por outro lado, é grande, uma vez que o desnatado é mais aguado.

Algumas pessoas vão reclamar que bebida vegetal não é leite. Não entraremos em polêmicas. Avaliamos esses produtos pois, para parte da população, eles entram no cardápio no lugar do leite de vaca.
A bebida à base de soja é uma alternativa, por exemplo, para pessoas que têm alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose —e ainda para veganos e outros tipos de vegetarianos. Por ser produzida a partir deste grão, oferece proteína vegetal de alto valor biológico, o que quer dizer que possui todos os aminoácidos essenciais não produzidos pelo nosso organismo.
A bebida MaisVita Pura Soja Yoki se destacou por não ter adição de açúcar e ter cálcio acrescido na fórmula. Já o segundo lugar, Purity Original, ganhou esta posição devido ao menor teor de sódio em relação ao terceiro colocado. A Naturis Soja Batavo, entretanto, tem como vantagem a adição de cálcio.
Quando o leite pode ser vilão?
Há situações específicas em que o leite exige atenção e precisa até ser excluído da dieta

APLV (alergia à proteína do leite de vaca)
Trata-se de uma reação exagerada do sistema imune à proteína presente no leite, que pode acontecer não apenas pela ingestão, mas também pelo contato ou cheiro do alimento. É mais comum surgir na infância e estima-se que 2,2% das crianças possam desenvolvê-la. Entre os sintomas estão vermelhidão na pele, urticária aguda, vômitos, fezes com sangue, rinite, tosse seca, asma, dermatites. O que fazer: os indivíduos com APLV não podem consumir leite nem seus derivados e devem buscar orientação nutricional para encontrar alimentos alternativos para substituí-los.

Intolerância à lactose
É um quadro que acontece devido à deficiência na produção da enzima lactase, responsável por quebrar o açúcar naturalmente presente no leite e seus derivados durante o processo digestivo. Ao consumir alimentos com lactose, a pessoa que tem essa deficiência sofre com desconfortos gástricos, náuseas, gases e diarreia. O que fazer: pacientes diagnosticados com intolerância à lactose são orientados por seus médicos e nutricionistas a evitarem o consumo de alimentos lácteos ou optarem por versões zero lactose. Há ainda a opção de consumir a enzima lactase antes da alimentação com lácteos. Ela é vendida em farmácias na forma de comprimidos, sachês, tabletes ou em gotas.

SII (síndrome do intestino irritável)
Tem como característica a inflamação crônica do intestino, que pode gerar dores abdominais, diarreia, deficiência nutricional e perda de peso. Pessoas que sofrem com a condição têm sensibilidade a alguns alimentos que possuem carboidratos fermentáveis, como o leite. Isso vai ser descoberto com alguns testes práticos, realizados com acompanhamento médico. A pessoa retira vários alimentos do cardápio e vai os reintroduzindo aos poucos, até descobrir o(s) causador(es) da sensibilidade. O que fazer: se for detectado que algum tipo de leite é responsável por piorar o quadro do paciente com SII, o alimento deverá ser eliminado da alimentação para melhorar a qualidade de vida da pessoa.
Entre as bebidas vegetais produzidas a partir de grãos, as produzidas à base de aveia apresentam uma grande variedade de marcas nas prateleiras dos supermercados, por isso entraram no nosso ranking.
Assim como as bebidas de soja, as de aveia são opção para quem não consome alimentos de origem animal e com restrições ao leite, mas oferecem menos proteína e maior teor de carboidrato.
O ponto forte dos três produtos selecionados é não ter óleo na composição. A Bebida de Aveia Orgânica Nude ficou em primeiro lugar pois traz poucos ingredientes (água, aveia e sal), sendo que o grão usado é cultivado sem agrotóxicos. O alimento ainda apresenta baixo teor de sódio e um pouco mais de proteína em relação aos concorrentes.
Em segundo ficou o Alimento com Aveia Sem Glúten A Tal Castanha, sem aditivos e com cálcio adicionado, que oferece um ótimo aporte de 400 mg do mineral por copo. O Alimento com Aveia Natuterra completou o pódio. Apesar de ter o acréscimo de algumas vitaminas normalmente deficientes na alimentação vegetariana, o produto perde para os primeiros colocados por possuir aditivos químicos, que em excesso podem fazer mal à saúde.
As bebidas à base de sementes oleaginosas geralmente são consumidas por pessoas que têm uma dieta plant based, uma dieta low carb ou simplesmente por quem evita consumir leite, por diferentes motivos. Hoje em dia, estão disponíveis diversas opções de marcas e variações, principalmente, produzidas com amêndoas, como as que trazemos aqui.
Essas bebidas costumam ter pouca proteína, mas apresentam um bom teor de gorduras poli-insaturadas e monoinsaturadas, que são benéficas para a saúde cardiovascular.
O júri elegeu o Alimento com Amêndoa A tal da Castanha como primeiro colocado por ter apenas água e amêndoa como ingredientes, além de baixo teor de sódio e uma boa quantidade de cálcio. Essa composição de ingredientes é a mesma da Bebida de Amêndoas Leatt, que levou o segundo lugar por apresentar teor de cálcio bem baixo, em comparação aos demais.
Já o Alimento com Amêndoas Natuterra ficou em terceiro lugar por trazer estabilizantes na composição. Por outro lado, é rico em cálcio e tem adição de vitaminas, um diferencial para os consumidores que não possuem uma alimentação balanceada.
Além do leite de vaca: conheça propriedades de outras bebidas que você encontra no mercado

Leite de cabra
É cerca de 30% mais gorduroso em relação ao leite de vaca e com um sabor mais pronunciado. Também traz mais proteína e um pouco mais de cálcio em sua composição. Por outro lado, possui baixo teor de ferro e ácido fólico. O leite de cabra ainda possui baixa quantidade da chamada alfa s1 caseína, principal proteína responsável pelo desenvolvimento de alergia ao leite de vaca.

Leite de búfala
A bebida é ainda mais gordurosa que a de cabra: são 14 gramas em 200 ml --cerca de 60% a mais quando comparada ao leite de vaca. Também tem um teor mais elevado de cálcio, proteínas, carboidratos e vitaminas. Mas a principal diferença é o fato de possuir apenas a beta-caseína A2, por isso o alimento é mais fácil de ser digerido, diferentemente do leite de vaca, que geralmente tem tanto a A2 quanto a A1. Portanto, é uma opção para pessoas com dificuldade em digerir esse tipo de proteína.

Bebida de arroz
Fonte de carboidratos sem glúten e sem lactose, essa bebida vegetal tem boas quantidades de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo e função cerebral. No entanto, é um alimento pobre em proteína. Enquanto um copo de leite (200 ml) fornece 7 gramas, a mesma quantia da bebida de arroz oferece menos de 1 grama, em média. Algumas versões industrializadas costumam ser enriquecidas com cálcio, ferro, vitamina A e vitamina D.
Chocolate, morango, baunilha... Cuidado com os "leites saborizados"
Apesar de esses produtos, chamados de bebidas lácteas, terem o apelo de oferecer energia (calorias) e vitaminas, eles possuem muitos aditivos químicos e açúcares, ingredientes nada interessantes para o organismo. Os "leites saborizados" são considerados alimentos ultraprocessados e, segundo a recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira e do nosso júri, devem ser evitados.
"O consumo excessivo de açúcar, além de ser uma das principais causas do ganho de peso, é prejudicial para a nossa microbiota intestinal, atrapalhando a absorção de nutrientes", diz Najla Kfouri, nutricionista clínica formada pela Unicamp.
Essas bebidas ainda contêm elevado teor de sódio e vários componentes além do leite —por isso o nome "bebida láctea", já que o alimento produzido pela vaca muitas vezes está em segundo ou terceiro plano.
"Para quem deseja dar um sabor diferente ao leite, o mais saudável seria prepará-lo com cacau, em casa mesmo, para obter os benefícios desses alimentos integrais", diz Natalia Barros, nutricionista especialista em saúde feminina e mestre em ciências pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Nós até pedimos para nosso júri avaliar algumas bebidas lácteas achocolatadas, mas os produtos não apresentam grandes diferenças nutricionais positivas para formarem um pódio. Além disso, poucas marcas deixam claro na embalagem as quantidades de açúcar adicionado na composição. Por esse motivo, damos abaixo apenas uma tabela com o valor nutricional médio do alimento, para que você possa compará-lo com o leite integral.
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Melhores pães do mercado: Branco, integral, com grãos: avaliamos diferentes categorias do produto para você fazer uma boa escolha
Melhores pães do mercado
Branco, integral, com grãos: avaliamos diferentes categorias do produto para você fazer uma boa escolha
Um alimento milenar, delicioso e muito presente em nosso dia a dia, como opção para o café da manhã, lanches e até no almoço e jantar. É difícil encontrar alguém que não goste de pão. E no supermercado há opções para atender a praticamente todos os desejos, gostos e necessidades dos amantes do produto.
Mas, diante de tanta variedade, muitas vezes fica difícil saber qual é a escolha mais saudável. Para ajudar você, pedimos para nutricionistas avaliarem os pães disponíveis nas prateleiras e apontarem as melhores marcas em oito categorias: pão de forma branco (o convencional, com farinha refinada), integral, com grãos, com castanhas, pão de milho, bisnaguinha tradicional, bisnaguinha integral e pão sem glúten.
Quais foram os critérios de seleção?
A equipe do VivaBem consultou o site das marcas, foi às lojas e acessou o site dos principais supermercados de São Paulo para listar os pães disponíveis ao consumidor. Em seguida, passou a relação às especialistas do nosso júri, que não têm relação com qualquer fabricante.
Para eleger os três melhores pães de cada categoria, as nutricionistas avaliaram principalmente critérios técnicos, como o valor nutricional e os ingredientes. No entanto, como em algumas categorias as características nutricionais dos pães são muito parecidas, preferências pessoais como sabor e consistência podem ter pesado para o desempate.
Assim, produtos semelhantes aos "vencedores" podem ter ficado de fora de nossos pódios, o que não significa que são ruins —longe disso, eles podem ser tão bons quanto os escolhidos. O mais importante é que, a partir das informações e escolhas apresentadas pelo VivaBem, você compreenda as características essenciais de um bom pão e consiga fazer a melhor escolha observando a tabela nutricional e a lista de ingredientes dos produtos que encontra aí no supermercado perto de sua casa.
Houve praticamente um empate técnico no pódio e todos os produtos são boas escolhas. Os três pães brancos, que usam farinha refinada como principal ingrediente, têm como pontos positivos a lista de ingredientes enxuta (o que indica que não há tantos conservantes e aditivos químicos na receita) e não possuir gordura vegetal hidrogenada (a popular gordura trans, que é nociva à saúde e eleva o risco de doenças cardiovasculares e no fígado, por exemplo).
O Pão Do Forno Original Wickbold ficou com o primeiro lugar por oferecer um pouquinho a mais fibras em relação aos seus concorrentes, apesar de essa não ser uma característica comum e que se espera de pães brancos.
Já o Pão Plusvita Tradicional, da Pullman, ocupou a segunda posição pelo bom sabor e textura —e a qualidade nutricional que já explicamos, claro. O Pão de Forma Zero, da Panco, completou o ranking por não conter açúcar e possuir um maior teor de proteína do que os concorrentes (6,8 g do nutriente em 50 g).
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Como escolher um bom pão?

Avalie os ingredientes
Originalmente, o pão é feito apenas de farinha, água, sal e fermento. Uma vasta lista de itens na composição pode indicar que o produto possui muitos aditivos químicos (como melhoradores de farinha) e conservantes, que aumentam sua durabilidade. Alimentos com grande quantidade dessas substâncias entram na categoria de ultraprocessados e devem ser consumidos com muita moderação, pois são cada vez mais associados a diversos problemas de saúde.

Fique de olho nas gorduras
Óleos e gorduras costumam entrar na composição dos pães para dar maciez ao produto. O ponto de atenção deve ser com a presença de gordura vegetal hidrogenada (a famosa gordura trans), que é inflamatória. Ela apresenta maior risco cardiovascular e, se consumida em grandes quantidades, pode gerar esteatose hepática (gordura no fígado), podendo evoluir para fibrose, cirrose e até câncer. O óleo de palma é outro ingrediente que exige atenção, por se tratar de uma gordura saturada também nociva à saúde cardiovascular. Dê preferência aos pães feitos com óleos vegetais poli-insaturados, como soja e girassol.

Confira a tabela nutricional
Não se deixe levar apenas por mensagens no rótulo. Enaltecer que o pão possui 15, 20 ou mais grãos não garante que o produto seja rico em fibras, se esses itens estiverem no fim da lista de ingredientes, ou seja, em pouca quantidade na receita. Se sua intenção é comprar um pão rico em fibras (que dão saciedade e evitam picos de açúcar no sangue), cheque essa informação na tabela nutricional e a compare com outros produtos.
Produzidos para atender um público preocupado com a saúde, esses pães usam a farinha de trigo integral, que tem fibras, importantes para o bom funcionamento do intestino, a saciedade e para evitar picos de açúcar no sangue (o que estimula a produção de insulina, favorecendo o estoque de gordura corporal).
Os três selecionados do ranking têm como vantagem ser 100% integrais —ou seja, não usam farinha branca (a comum), que é permitido pela legislação, mas faz com que o produto tenha menor teor de fibras. O Pão 100% Integral Tradicional Wickbold ficou em primeiro lugar pois, além dessa característica, tem poucos conservantes e não contém gordura vegetal hidrogenada.
O Pão Integral com Linhaça e Aveia, da Vale do Sol, se destacou devido ao elevado teor de fibra (8,4 g em cada 50 g). Já a terceira colocação ficou com o Pão 100% Integral Plant Based, da Nutrella, que tem uma quantidade baixa de fibras (1,7 g em 50 g) para a categoria, mas se diferencia dos demais analisados por não conter aditivos químicos na composição.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Os pães de milho costumam agradar quem busca um sabor mais adocicado. Eles têm como diferencial o uso da farinha de milho, mas a farinha de trigo tende a ser o principal ingrediente do produto.
O Pão de Milho Casa da Vó, da SevenBoys, ficou com a primeira colocação por apresentar mais fibras e menos conservantes em relação aos concorrentes. O produto também não traz a gordura vegetal hidrogenada, apesar de um teor maior de gorduras totais (2,4 g por porção de 50 g).
Em segundo lugar vem o Pão de Milho Pullman, que apresenta baixo teor de gordura (0,9 g em 50 g) em comparação aos demais. O Pão de Milho Kim ficou em terceiro lugar pois, apesar de ter mais fibra e menos conservantes em relação ao segundo colocado, perdeu pontos devido à presença da gordura trans na composição.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Os grãos são uma maneira de adicionar ainda mais fibras e proteínas —ainda que esse não seja o objetivo do pão enquanto alimento —, além de vitaminas, minerais e antioxidantes.
Os selecionados para nosso ranking se destacam por não trazer gordura vegetal hidrogenada. O Pão Integral 12 Grãos, da SevenBoys ficou em primeiro lugar por ser rico em fibras (5,9 g em 50 g) e conter poucos conservantes.
Em segundo lugar, o Pão 100% integral Grãos Germinados, da Wickbold, se destaca por ter menos gorduras totais em relação aos outros e 3,9 g de fibras em 50 g. O Pão 14 Grãos Plant Based, da Nutrella, com 3,2 g de fibras por porção, fechou o pódio e tem como diferencial uma fórmula sem aditivos químicos —nisso ele supera até os que ficaram em posição melhor do ranking.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
3 boas razões para o pão estar na sua mesa

Fornece energia
O pão é um alimento rico em carboidrato, que é transformado em glicose (energia) em nosso organismo. Por isso, é uma opção interessante e prática para consumir antes de realizar exercícios físicos, por exemplo, e no café da manhã, pois o corpo ficou várias horas sem ingerir alimento desde a última refeição e precisa de combustível para funcionar bem.

Mais uma fonte de fibra
Consumir pão integral é uma maneira de atingir a ingestão de fibras recomendada (25 gramas por dia). Elas dão saciedade, contribuindo para o controle de peso, melhoram o funcionamento do intestino e ajudam a prevenir o câncer do intestino. Por ser digerida mais lentamente que a farinha refinada, a integral evita picos de glicemia, o que é interessante para o diabético e para quem quer manter a saúde e a forma física. Ainda fornece mais vitaminas e minerais, como magnésio, fósforo, cálcio.

É uma opção até para celíacos
Os pães produzidos com farinhas sem glúten atendem perfeitamente às necessidades de pessoas com doença celíaca --ou seja, que possuem intolerância à proteína do trigo. E as marcas estão investindo cada vez mais para aprimorar suas receitas e entregar um produto saboroso e que ofereça outros benefícios nutricionais para este público.
As oleaginosas não só contribuem para deixar os pães mais nutritivos, como também saborosos. Para fazer uma boa escolha, cheque sempre a posição dessas sementes na lista de ingredientes —quanto mais perto do começo, maior a quantidade do alimento na receita.
Nosso júri elegeu como primeiro colocado o Pão 100% Integral Girassol & Castanha, da Wickbold, que além de uma lista reduzida de ingredientes (poucos conservantes), traz a semente de girassol e da castanha-de-caju como terceiros e quartos ingredientes.
Já a segunda posição ficou com o Pão 100% integral Grãos & Castanhas, da Pullman. Ele apresenta a mesma quantidade de fibras que o primeiro colocado e é feito com um mix de grãos (castanha-do-pará, nozes e semente de girassol), fornecendo boa variedade de nutrientes.
O Pão Integral de Castanha & Nozes, da SevenBoys conquistou o terceiro lugar no pódio pela boa quantidade de fibras, ter a castanha-do-pará como quarto ingrediente e não conter gordura trans, assim como os dois primeiros do ranking.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
As bisnaguinhas são comuns no café da manhã e lanches escolares das crianças. No entanto, vale lembrar que são alimentos ultraprocessados. Portanto, devem ser consumidas com moderação.
Na hora da compra, vale observar os detalhes que já explicamos: quantidade de aditivos químicos e conservantes na lista de ingredientes, se há gordura vegetal hidrogenada e fibras, vitaminas e micronutrientes fornecidos por porção.
Com base nesses critérios, a primeira colocada do nosso ranking foi a Bisnaguinha Tradicional Wickbold, que apresenta um maior teor de fibras por porção, além de ser fonte de 10 vitaminas e minerais. Em seguida vem a Bisnaguinha Original SevenBoys, que se destaca pelo baixo teor de conservantes e de açúcar. Ambas não possuem gordura trans.
O Bisnaguito Tradicional Pullman completou o pódio. Ele superou os demais concorrentes, que ficaram fora do ranking, por não conter gordura trans, uma vez que os especialistas recomendam que o consumo dessa substância seja ainda menor pelas crianças, em comparação aos adultos.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Estou de dieta: vale investir em pão light ou sem açúcar?
Não se engane! Qualquer produto é denominado light quando tem redução de 25% de alguns dos ingredientes, que pode ser sódio, carboidrato ou gordura —o que faz com haja uma redução de calorias. Mas, no caso do pão, muitas vezes esse número não é tão significativo (cerca de 30 kcal por porção).
"E ao reduzir os principais ingredientes do alimento, descaracterizamos o produto e pode ser difícil manter a consistência da massa", esclarece Marchiori. Nesse caso, se o objetivo é cortar calorias, o que vale mesmo é controlar o número de fatias que você consome.
O açúcar sai, mas o carboidrato continua
Inicialmente, pães zero açúcar podem até parecer uma boa ideia para quem tem diabetes ou deseja perder peso. Mas, no final das contas, tanto o carboidrato da farinha quanto o açúcar viram glicose no organismo. Portanto, ser zero açúcar é um detalhe que não vai fazer grande diferença para um pão —até porque a quantidade usada em uma receita geralmente é de uma colher de sopa. Basta reparar que a quantidade de calorias continua bem parecida com os demais pães.
A vantagem desses produtos é fornecer mais fibras do que a versão tradicional.
As Bisnaguinhas Integrais Wickbold ficaram com o primeiro lugar por terem um teor de fibras adequado, um mix de vitaminas, poucos conservantes e não conter gordura trans.
As Bisnaguinhas Integrais Panco até oferecerem maior quantidade de fibras por porção que as outras do ranking, mas ficaram na segunda posição por possuir gorduras trans —em menor quantidade da Bisnaguinha Integral Kim, por isso ela ficou com o terceiro lugar.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Produzidos para atender um público mais específico de pessoas com doença celíaca, esses pães são preparados com farinhas sem glúten —proteína naturalmente presente no trigo, na cevada e no centeio, que dá elasticidade à massa e maciez ao produto final.
Entre os ingredientes mais usados para substituir a farinha comum estão o amido de milho, as féculas de batata e de mandioca e a farinha de arroz, mas outros tipos podem ser adicionados.
A textura do pão sem glúten é bem diferente daquela que conhecemos justamente pela ausência da proteína do trigo. E, para garantir um pão saboroso e bonito, além de diferentes farinhas, a indústria inclui mais gordura para deixá-lo macio e úmido.
Se a sua intenção é consumir pão sem glúten porque acredita "é bom para emagrecer", saiba que ele pode ser mais calórico que os pães tradicionais feitos com farinha de trigo.
Na hora de comprar um pão sem glúten, é importante avaliar o tipo de gordura usada na fabricação do produto, além de sua quantidade, assim como o teor de fibras da porção e a quantidade de conservantes.
Nosso júri definiu a primeira colocação para o Pão de Forma Tradicional sem Glúten Schär por ele conter maior teor de fibra que os demais, não possuir gordura trans e ter pouca quantidade de gordura saturada. Em segundo lugar, vem o Pão Beterraba e Batata Doce sem Glúten Wickbold, que se destaca por ter poucos aditivos químicos, além de ser enaltecido por sua textura e sabor.
A terceira colocação ficou para o Pão Multigrãos Sem Glúten e Lactose Delirie, que traz ingredientes interessantes, como chia, quinoa, linhaça, gergelim e psyllium na composição. No entanto, o produto perdeu colocações por apresentar maior quantidade de gordura, inclusive de palma, que é saturada.
*A tabela nutricional com "-" significa que a quantidade de açúcar não foi informada pelo fabricante, por não ser obrigatória, não que o produto não contenha a substância.
Os Melhores Alimentos do Supermercado
Esta é uma série do VivaBem que ajuda você a fazer escolhas mais saudáveis no dia a dia. Veja outros rankings

Natural, proteico, sem açúcar: quais são os melhores iogurtes do mercado
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Melhores iogurtes no mercado: Um time de nutricionistas avaliou diferentes categorias do produto para ajudar você a fazer uma boa escolha
O iogurte é uma opção comum no cardápio de quem busca manter uma alimentação saudável. Constituído em boa parte por ingredientes lácteos, o produto geralmente é fonte de cálcio e proteínas —macronutriente importante para diversas funções do organismo, entre elas, a construção de massa muscular.
Mas nem todos os produtos que encontramos no mercado contêm somente ingredientes saudáveis. Muitos apresentam alta quantidade de açúcares, conservantes e aditivos alimentares.
Para ajudar você a fazer uma boa escolha, convidamos quatro nutricionistas para avaliar dezenas de opções das marcas mais comuns nos supermercados brasileiros em cinco categorias diferentes: iogurtes naturais, proteicos, sem lactose, probióticos e zero açúcar.

Quais foram os critérios de seleção?
A equipe do VivaBem entrou em contato com as marcas, foi às lojas e acessou o site dos principais supermercados de São Paulo para identificar os iogurtes disponíveis. Depois, montamos uma lista e a passamos para os especialistas do nosso júri, que não possuem relação com qualquer fabricante e também receberam produtos para experimentar (enviados por nós).
Para eleger os três melhores iogurtes de cada categoria, os nutricionistas avaliaram principalmente critérios técnicos, como o valor nutricional e os ingredientes. No entanto, como em algumas categorias as características nutricionais dos iogurtes são muito parecidas, preferências pessoais como sabor e consistência podem ter pesado na decisão.
Portanto, produtos semelhantes aos "vencedores" podem ter ficado de fora de nossos pódios, o que não significa que são ruins. Longe disso, são tão bons quanto os escolhidos. O mais importante é que, a partir das informações e escolhas apresentadas pelo VivaBem, você compreenda as características essenciais de um bom iogurte e possa fazer a melhor escolha entre as opções que encontrar em qualquer supermercado.

Na hora de escolher um iogurte natural —geralmente a opção mais saudável entre todos os iogurtes —, é importante observar a lista de ingredientes. O ideal é que o produto não tenha muitos componentes na sua preparação, principalmente itens como espessantes, conservantes e aromatizantes. É o caso das três opções eleitas aqui pelo nosso júri de nutricionistas.
De acordo com os especialistas, os três produtos são similares e você estará fazendo uma boa escolha ao optar por qualquer um deles. O Atilatte Natural aparece em primeiro lugar por ser feito com leite tipo A, de maior qualidade de produção.
Já o segundo e o terceiro colocados cumprem a missão de ter o menor número de ingredientes possíveis: são feitos somente com leite e fermento lácteo. Há praticamente um empate técnico entre eles e o Fazenda Natural ficou em segundo por conter ligeiramente mais cálcio do que Nestlé —271 mg contra 247 mg.

Queridinhos dos praticantes de atividade física, os iogurtes com mais proteína ganharam dezenas de versões nos últimos anos. Além de oferecer mais do que o dobro do nutriente em comparação a um iogurte natural, o Blíssimo Skyr se destaca pela alta quantidade de cálcio e lista curta de ingredientes, sem aditivos alimentares.
Segundo colocado da categoria, o Yorgus Grego também não contém aditivos e oferece apenas 1 g a menos de proteína que o primeiro lugar —e possui menos carboidratos e calorias. Ou seja, há praticamente um "empate técnico" entre os dois primeiros do nosso pódio.
Já o 3º colocado tem a desvantagem de levar edulcorantes e oferece um pouco menos de proteínas por pote do que os demais (sim, ele tem mais proteínas em 100 g, mas ninguém compra um pote de 130 g e come só 100 g, por isso consideramos o pote como porção). Porém, o Vigor Grego Protein também apresenta lista curta de ingredientes, tabela nutricional equilibrada e é uma boa opção.
Como escolher um bom iogurte

Leia o rótulo
Como já falamos, os produtos mais saudáveis são aqueles com menos ingredientes em sua fórmula --e sem açúcares adicionados. Na hora de checar o rótulo, lembre-se que o itens descritos na lista de ingredientes são apresentados conforme a quantidade que estão presentes no alimento, do maior para o menor.

Compare as opções
Algumas embalagens chamam a atenção por anunciar mais fibras, vitaminas ou proteínas. Mas, muitas vezes, essas comparações são feitas com iogurtes de outras categorias da mesma marca. Portanto, compare as informações nutricionais com as de produtos da mesma categoria.

Pense em suas necessidades
Será que você precisa mesmo pagar mais caro por um iogurte com 3x mais proteína ou zero lactose? Lembre-se que cada versão atende a um público específico. Os sem lactose são indicados para quem tem intolerância a esse açúcar do leite. Já quem quer emagrecer pode procurar versões mais naturais e sem açúcar. E os proteicos podem servir para quem treina pesado e precisa consumir maior quantidade do nutriente.

Assim como os iogurtes de outras categorias, as melhores opções formuladas para pessoas com intolerância à lactose são aquelas com um número pequeno de ingredientes na lista e sem aditivos alimentares.
O iogurte Atilatte 0% Lactose ficou no lugar mais alto no pódio por ter essas características e ainda ser produzido com leite pasteurizado tipo A, que preserva as vitaminas lipossolúveis. O Yorgus Natural Zero Lactose também não possui aditivos, por isso superou o LacFree Verde Campo —que ainda assim é uma boa opção, pois seus aromatizantes e corantes são naturais.

Nesta categoria, os iogurtes foram eleitos por ordem de maior quantidade de bactérias vivas. O Yorgus Grego contém mais de um milhão delas, além de ser feito apenas com leite, fermento e enzima.
Já o Yorgus Grego Ultra, embora contenha o mesmo número de bactérias do primeiro colocado, possui espessante e adoçantes (naturais), por isso entrou em segundo lugar. Ambos têm a vantagem de conter cinco tipos diferentes de bactérias, enquanto o terceiro colocado, o Lacbaccilus Natural Verde Campo, apresenta apenas um tipo e não informa no rótulo o número total de organismos.

Aqui, vale o alerta: muitos iogurtes zero açúcar têm açúcares "escondidos" em sua lista de ingredientes em forma de maltodextrina ou outros tipos de açúcares com nomes estranhos, que você pode não reconhecer. Caso a intenção seja fugir dessa substância, considere escolher um iogurte natural —que também não é isento dela, pois tem o açúcar natural do leite (a lactose).
Os produtos zero açúcar ainda costumam ter muitos adoçantes artificiais, aromatizantes e corantes, por isso não são considerados tão saudáveis pelos especialistas. Se mesmo assim você quiser consumir esses iogurtes, nosso ranking vai ajudá-lo a fazer uma escolha um pouco melhor.
Os três selecionados contêm itens semelhantes em suas listas de ingredientes. O Vigor 3 Grãos Zero Adição de Açúcares se destaca pela presença de chia, quinoa e amaranto, que são fontes de fibras e proporcionam maior saciedade. Já o Yorgus Grego Ultra foi escolhido pelos especialistas para o segundo lugar por ter praticamente o dobro de proteínas (6 g a cada 100 g de iogurte) do que o terceiro colocado, o Apreciare Zero Açúcar.
Benefícios do iogurte

É fonte de proteína
O nutriente participa de diversas funções em nosso organismo, como a produção hormonal, construção de massa muscular e o fortalecimento de cabelos e unhas.

Aliado do emagrecimento
As proteínas também promovem saciedade, fazendo com que você sinta menos fome durante o dia. Além disso, os iogurtes oferecem cálcio, mineral que tem efeito positivo na queima de gordura.
Contém bactérias poderosas
Os probióticos, bactérias presentes nos iogurtes, oferecem vários benefícios, como melhorar a saúde do intestino e a imunidade, favorecendo a resistência a doenças infecciosas e inflamatórias.

Fornece vitamina B
As vitaminas do complexo B atuam como coenzimas na ativação de diferentes processos metabólicos, auxiliando, por exemplo, a síntese de glicogênio (que serve de combustível para a atividade física).
Iogurtes que você deve consumir com moderação
Pode ser que você tenha chegado até aqui se perguntando: "E aquele iogurte com mel ou sabor morango, chocolate, torta de limão e churros que eu adoro, por que não apareceu até agora?".
Como essas categorias de produtos estão longe de ser saudáveis e geralmente têm características nutricionais e lista de ingredientes parecidas —possuem grande quantidade de açúcar, conservantes, corantes, espessantes, adoçantes etc.— praticamente não há critérios técnicos para nosso júri definir um melhor produto (ou o "menos pior", na verdade) entre eles. Ao escolher esses alimentos no mercado, pesa basicamente o gosto pessoal.
Inclusive, os especialistas ressaltam que esses produtos não são uma opção saudável para o café da manhã ou lanche diários. "Se você gosta desses iogurtes, deve entender que eles têm tanto açúcar que praticamente equivalem a uma sobremesa, como um pudim, um bolo, uma torta, um brigadeiro, um sorvete... Tudo bem degustá-los com moderação, no lugar de um doce no final de semana, por exemplo, mas eles não devem fazer parte do seu cardápio do dia a dia", indica o nutricionista Victor Machado.
Abaixo, mostramos as principais categorias de iogurtes e "similares" que devem ser consumidos com moderação.

A combinação iogurte e mel (ou frutas) até parece saudável. Porém, basta olhar a lista de ingredientes e a tabela nutricional desses alimentos para entender que esses produtos não são uma boa opção. Em média, eles oferecem 20 g a mais de carboidratos (açúcares) que um iogurte natural integral. Na lista de ingredientes, entre os primeiros itens costumam aparecer xarope de açúcar e preparado de mel --uma mistura feita com xarope de açúcar (de novo!), água, mel e amido. Ou seja, há pouco mel e muito açúcar industrializado, além de aditivos químicos. Outros iogurtes de copo com sabores (ameixa, morango, coco, cenoura e mel) --ou até mesmos os de garrafinha e os de bandeja-- têm valor nutricional e ingredientes semelhantes aos com mel.

Churros, flocos, sensação, chocolate, torta de maçã, cheesecake, caramelo... Muitos dos sabores desses produtos já indicam que eles são uma sobremesa --e o iogurte grego entra aí para dar uma "cara" de saudável. O que não acontece. Tanto as versões que lembram um docinho quanto as com caldas de frutas costumam ter muitos aditivos, conservantes e, principalmente, alto teor de açúcar --usado para adoçar o iogurte grego e o preparado saborizado que o acompanha. Na lista de ingredientes de um único potinho é possível encontrar itens como açúcar, açúcar invertido, xarope de guaraná e preparado de mel. "Ainda é comum ter a presença de amido e creme de leite, o que já elimina a caracterização de um iogurte de verdade", indica Machado.

Como o próprio nome diz, esses alimentos não são iogurtes. Mas, como ficam na mesma área do supermercado e parecem saudáveis, vale explicar por que não devem ser consumidos com frequência. Os leites fermentados realmente têm função probiótica --ou seja, oferecem bactérias saudáveis que contribuem para a saúde do intestino. O problema, mais uma vez, é a presença de açúcar --que, inclusive, quando consumido em excesso é prejudicial para as bactérias boas que vivem no intestino. "Se a sua preocupação é o efeito probiótico, o melhor mesmo é consumir o iogurte natural", recomenda Machado.

Estes produtos recebem o nome de sobremesas lácteas --um doce à base de leite. "Apesar de terem quase tanto açúcar quanto muitos iogurtes saborizados, por incrível que pareça, as sobremesas lácteas levam a vantagem de ser menos processadas e conter menos aditivos em sua lista de ingredientes", diz Machado. Claro que isso não torna esses alimentos saudáveis ou dá aval para serem consumidos frequentemente. Mas é algo que você pode levar em consideração na hora de escolher entre uma sobremesa láctea, um bolo ou um iogurte sabor brownie de chocolate para "matar" a vontade de doce.
Publicado em 27/10/2020
Reportagem: Giulia Granchi Edição Nathalie Aires e Cesar Candido dos Santos Arte Suellen Gomes
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Quais os melhores biscoitos?: Integral, cookie, de polvilho: avaliamos principais marcas no mercado para ajudar você a fazer uma boa escolha
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Práticos para serem consumidos nos lanches, os biscoitos fazem parte de uma categoria de alimentos repleta de opções ao consumidor.
As variações não se resumem apenas a sabores, recheios, coberturas e formatos, mas também aos tipos de receitas e ingredientes usados. Isso significa que esses produtos podem agregar à dieta maior teor de fibras e nutrientes e mais ou menos gordura, açúcar e calorias —ou ainda resultar em um alimento sem glúten e sem lactose para intolerantes, por exemplo.
Diante de tantas opções, é comum ter dúvidas na hora das compras. Para ajudar você a fazer uma boa escolha, pedimos para um time de nutricionistas avaliar os principais produtos e indicar os três melhores em seis categorias: cookie integral, biscoito integral com frutas, biscoito salgado integral, biscoito integral com cacau, biscoito de polvilho e biscoito de arroz.
Quais foram os critérios de seleção?
A equipe do VivaBem consultou o site das marcas e visitou lojas físicas e virtuais de grandes redes de supermercados de São Paulo para listar os biscoitos disponíveis ao consumidor.
Ao todo, reunimos 79 marcas de biscoitos (uma média de 13 por categoria). Passamos para as especialistas do nosso júri apenas a lista de ingredientes e a tabela nutricional de cada produto. Portanto, as nutricionistas, que não têm relação com qualquer fabricante, fizeram uma avaliação cega, sem saber quais marcas estavam indicando como as mais saudáveis. Elas analisaram somente critérios técnicos, como ingredientes e o valor nutricional.
Vale dizer que produtos semelhantes aos "vencedores" podem ter ficado de fora de nossos pódios, o que não significa que são ruins —longe disso, eles podem ser tão bons quanto os escolhidos. O mais importante é que, a partir das informações e escolhas apresentadas, você compreenda as características essenciais de um bom biscoito e consiga fazer a melhor escolha, observando a tabela nutricional e a lista de ingredientes dos produtos que encontrar no supermercado perto de sua casa.
Para escolher os biscoitos mais saudáveis, o primeiro ponto analisado pelas especialistas foi a presença de gordura vegetal hidrogenada —que não está presente nos alimentos mais saudáveis, já que eleva o risco de doenças cardiovasculares e no fígado. As nutricionistas avaliaram também a quantidade de gordura saturada e deram preferência aos produtos com farinha integral como primeiro ingrediente da lista. É o caso dos três colocados do ranking.
O Plus Life Multigrãos, da Adria, foi o campeão desta categoria por apresentar um maior teor de fibras —que garantem saciedade e contribuem com o bom funcionamento do intestino. Além disso, tem gergelim e linhaça, sementes que fornecem gorduras benéficas à saúde.
O Mini Crackers Original D.P.A., da Jasmine, também contém gergelim e linhaça e apresenta quantidades de sódio e gordura saturada abaixo da média, além de menos conservantes, por isso ficou em segundo lugar. Já o Cream Cracker Integral, da Piraquê, completou o pódio por trazer uma lista de ingredientes bastante enxuta, com poucos aditivos, mas ficou em terceiro lugar por ter menor teor de fibras que os dois primeiros colocados.

Biscoito substitui o pão?
Por se tratar de um alimento à base de farinha, poderia se dizer que os biscoitos fazem a vez do pão por fornecerem energia. No entanto, eles também carregam muita gordura na composição, para ganharem crocância.
"Para se ter ideia, enquanto um pão francês de 50 g contém 1,06 g de gorduras totais, segundo a TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos), a média de uma porção de 30 g de cookies é de 3,6 g, e dos biscoitos cream cracker tradicionais, de 4,3 g", compara a nutricionista Jurucê Borovac. Portanto, uma porção menor de biscoito chega a ter quatro vezes mais gordura (inclusive a do tipo saturada) em relação ao pãozinho.
"Apesar de práticos, os biscoitos industrializados devem ser considerados uma extravagância, uma vez que são classificados como alimentos ultraprocessados pelo Guia Alimentar para a População Brasileira. Uma alimentação saudável deve sempre priorizar os alimentos in natura e minimamente processados", coloca a nutricionista Mariana Del Bosco.
Esse tipo de biscoito pode ser mais "ousado" em relação aos ingredientes que entram na receita, já que não precisa de uma característica tão bem definida quanto a de outros biscoitos. Isso possibilita que as marcas diversifiquem os ingredientes, usando itens mais naturais, para obter um produto mais saudável.
O Cookie Integral Chocolate com Gotas, da Jasmine, se destacou no primeiro lugar por trazer na receita a farinha integral como primeiro ingrediente, além de açúcar mascavo em vez do refinado e cacau em pó (fonte de antioxidantes). O produto não tem conservantes e apresenta a maior quantidade de proteínas e o menor teor de gordura saturada e sódio entre os colocados.
Já os Mini Cookies Integrais Cacau e Castanhas, da Mãe Terra, ficaram com a segunda posição devido à sua lista de bons ingredientes orgânicos (cereais integrais, sementes, açúcar demerara e mascavo) e por terem um pouco mais de fibras em relação ao terceiro colocado. Ainda que tenham mais gordura que seu concorrente, a quantidade de saturada é igual. Isso significa que alguns ingredientes acabaram contribuindo com gorduras boas, como é o caso da linhaça, da chia e das castanhas.
Elaborados com farinha sete grãos —de trigo integral, aveia, farinha de centeio, linhaça, gergelim, chia e quinoa— e outros ingredientes de qualidade, os Cookies 100% Integrais de Cacau, Da Magrinha, ficaram com o terceiro lugar por apresentarem o menor teor de fibras dos três. Por outro lado, oferecem a mesma quantidade de gordura do primeiro colocado e menos calorias por porção.
Para quem curte chocolate, essas versões são melhores do que os biscoitos recheados ou com cobertura, já que o cacau tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. No entanto, vale lembrar que a quantidade da fruta presente nesses alimentos é pequena, por isso os produtos contribuem pouco para trazer seus benefícios.
A primeira colocação foi do Biscoito Integral Cacau e Cereais, da Linea, que tem o maior teor de fibras entre os três, além de ingredientes de qualidade, como linhaça e alfarroba. O produto não tem açúcar e usa adoçantes naturais.
Logo atrás, em segundo lugar, ficou o Biscoito Integral Tribos Cacau, da Mãe Terra, que tem menos fibra em relação ao terceiro colocado, mas ganhou na votação por trazer boa parte de seus ingredientes orgânicos e de boa qualidade, como os cereais integrais e as sementes, que aparecem no começo de sua lista.
Já o Biscoito Cereale Cacau, Aveia e Mel, da Bauducco, apresenta maior teor de fibras em relação ao segundo colocado por ter cereais integrais como primeiro item da lista de ingredientes, além de ter menos gorduras totais entre os três. No entanto, acabou caindo na posição por usar menos ingredientes de qualidade na composição quando comparado aos demais. Por exemplo, tem açúcar comum, enquanto no primeiro colocado não há adição desse ingrediente e o segundo usa o açúcar mascavo, tipo que não passou por processos químicos e, por isso, oferece mais propriedades nutricionais.
Apesar de muitas pessoas acharem que as frutas são um apelo apenas de sabor no rótulo dos biscoitos, de certa maneira, elas contribuem com o resultado do produto, oferecendo um pouco de vitaminas, minerais e fibras —claro que não a ponto de fazer uma grande diferença na sua dieta, afinal, esse tipo de produto continua mantendo sua característica, que é ter alto teor de carboidrato e gordura.
Mas as frutas acabam substituindo aditivos artificiais que poderiam ser adicionadas para dar sabor. Então vale, sim, buscar produtos que as incluam na lista de ingredientes, como é o caso do primeiro colocado, o Biscoito Integral Zooreta Morango, da Mãe Terra.
O alimento se destacou por trazer um mix de frutas vermelhas na composição, mas também por ter boa parte de seus ingredientes orgânicos, entre eles, os cereais integrais, as sementes, a farinha e a fécula.
Em segundo lugar ficou o Biscoito Integral Lev Morango, Iogurte e Cereais, da Marilan, que traz a fruta (fonte de vitamina C) entre seus ingredientes e ainda apresenta o maior teor de fibras e o menor teor de sódio, em comparação com os demais eleitos.
Quem levou o terceiro lugar foi a Rosquinha Integral Maçã e Banana, da Jasmine, que traz duas frutas e outros ingredientes de qualidade: farinha integral, açúcar mascavo, melado de cana e canela em pó. Porém, o produto perdeu posições por ter mais sódio que os outros.
Leves e crocantes, esses biscoitos são feitos à base de polvilho (ou fécula de mandioca), ovos e óleo. Eles são um dos primeiros produtos industrializados oferecidos para as crianças, já que boa parte dos biscoitos de polvilho não apresenta aditivos na composição. No entanto, isso não é regra e vale sempre conferir se realmente não há gordura trans (hidrogenada), aromatizantes, corantes e conservantes. Inclusive, esse foi o primeiro ponto avaliado por nosso júri para definir os produtos mais saudáveis.
Em primeiro lugar ficou o Biscoito de Polvilho com Queijo Flormel, que não só apresentou o melhor teor de calorias e gorduras em relação aos concorrentes como também trouxe bons ingredientes, como azeite extravirgem, queijo parmesão ralado, sal rosa, cúrcuma e extrato de alecrim.
O segundo lugar ficou com o Biscoito de Polvilho Integral Tradicional CrekCrek, que não tem ovo, glúten, nem lactose, portanto, é uma opção para pessoas alérgicas a esses componentes. Ele é produzido com farinhas de banana verde e de linhaça dourada, que acrescentam nutrientes e (poucas) fibras ao produto. Por outro lado, contém maior teor de sódio e gordura comparado ao primeiro colocado.
Já o Biscoito Salgado de Polvilho Maravilha Tradicional, da B.eat, conquistou a terceira posição. Apesar de ter uma lista de ingredientes enxuta, o produto caiu na pontuação devido ao maior teor de gordura saturada, por conta do óleo de coco usado no preparo.
Essa versão de biscoito sem glúten conquistou o público que busca uma alimentação saudável por trazer baixíssima quantidade de gordura e, muitas vezes, por não conter aditivos —o que o torna interessante para as crianças. Por outro lado, é pobre em fibras e não costuma ser o tipo mais saboroso, por isso ingredientes que agregam benefícios nutricionais e sabor são bem-vindos.
É o caso do primeiro colocado, o Biscoito de Arroz Integral com Sementes e Açafrão Natural Life. O produto tem, entre outros ingredientes, a linhaça e a chia, que oferecem ômega 3 e antioxidantes importantes para a saúde do organismo, além do açafrão-da-terra, que tem efeitos anti-inflamatórios e dá sabor ao biscoito.
Em segundo lugar ficou o Biscoito de Arroz Sem Glúten Multigrãos Jasmine, que traz o trigo sarraceno sem glúten, o milho, o gergelim e o painço. Já o terceiro colocado tem gergelim, ingrediente que contribui para oferecer um bom teor de fibras e cálcio.
De olho na gordura hidrogenada
Há algumas décadas, a gordura vegetal hidrogenada virou alvo de discussão. Apesar de vantajosa para a indústria (por ajudar a aumentar o tempo de prateleira e a dar estrutura para o produto), ela não é nada interessante para a nossa saúde. Muito pelo contrário, a substância tem o efeito de reduzir o colesterol bom (HDL) e elevar o ruim (LDL), aumentando a inflamação no organismo e o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, aterosclerose e AVC, conforme mostra um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA).
Por isso, há algum tempo, o uso desse ingrediente vem sendo limitado por meio de resoluções criadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no país. A mais recente é a RDC Nº 332, de 23 de dezembro de 2019, em vigor desde 1º de julho de 2021 e com validade até 1º de janeiro de 2023. Ela define que a quantidade de gorduras trans industriais não pode representar mais do que 2% do total de gorduras dos alimentos.
A partir de 1º de janeiro de 2023, ficam proibidos a produção, a importação, o uso e a oferta de óleos e gorduras parcialmente hidrogenados para uso em alimentos, assim como a produção de alimentos formulados com estes ingredientes, de acordo com Tatiana Guinoza Matuda Masaoka, professora do curso de engenharia de alimentos do Instituto Mauá de Tecnologia.
Grande parte das empresas já substituiu a gordura vegetal hidrogenada pela gordura de palma e pela gordura interesterificada de soja, para obter um produto com as mesmas características, segundo Caroline Joy Steel, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). No entanto, esses ingredientes têm o ponto negativo de possuírem gordura saturada, tipo que também impacta na saúde cardiovascular.
Biscoitos que você deve consumir com ainda mais moderação
Como já falamos, os biscoitos industrializados devem ser consumidos esporadicamente, por serem considerados alimentos ultraprocessados. E nas categorias apresentadas abaixo o consumo deve ser ainda mais moderado, pois esses biscoitos geralmente são pobres em vitaminas, minerais e fibras e altamente calóricos, pois basicamente trazem farinha refinada, gordura e açúcar em sua composição.
Nós não avaliamos produtos pois eles têm características parecidas e raramente trazem benefícios nutricionais, então seria difícil escolher os melhores. Eles estão aqui só para você compreender por que não deve consumir regularmente esses biscoitos.
Apesar de delicioso, é rico em açúcar e gordura, para poder desmanchar na boca, e pobre em fibras. Algumas marcas importadas ainda trazem a gordura vegetal hidrogenada como ingrediente. Fique de olho e, se for o caso, prefira fazer uma receita caseira de biscoito amanteigado.
Quebradiços, esses biscoitos trazem muita gordura na massa, para ficarem crocantes e saborosos ao paladar. Fora que recebem as tradicionais gotas de chocolate, que também são bastante gordurosas. Prefira as versões integrais e 'fit', como os produtos eleitos pelo nosso júri.
Segundo a professora Carolina Joy Steel, diferentemente dos outros biscoitos, a massa dos wafers possui pouca gordura e pouco açúcar, pois as placas são assadas em chapas, a fim de criar as camadas que vemos no produto pronto. O problema é que o recheio é pura gordura e açúcar, resultando em um biscoito bastante calórico.
Mesmo as versões diet fornecem muitas calorias. O que muda é que o adoçante substitui o açúcar, possibilitando que o produto seja consumido por diabéticos.
Esse tipo possui muita gordura na massa para que possa ser moldado no formato desejado pelo fabricante. Fora que o recheio também é uma mistura praticamente de gordura e açúcar. "Uma opção um pouco melhor seria os biscoitos com recheio de frutas, as famosas 'goiabinhas', que possuem bem menos gordura", sugere a nutricionista Débora Palos.
Na indústria, são conhecidos como biscoitos laminados, ou seja, suas massas passam por rolos para chegarem à espessura ideal para serem cortadas, estampadas e assadas. Esse processo possibilita que o produto tenha um pouco menos de gordura na massa em relação aos amanteigados, cream crackers e cookies tradicionais. Por outro lado, tem açúcar na composição e é pobre em fibras.
Por que é melhor escolher os biscoitos integrais?

Têm mais fibras
A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda o consumo diário de 25 g de fibras para os adultos. Já as crianças devem ingerir o equivalente à idade delas mais 5 g. Apesar de os biscoitos integrais não substituírem frutas, verduras e legumes, eles acabam contribuindo para alcançarmos a quantidade diária recomendada de fibras.

Ajudam na saciedade
As fibras fazem com que o processo de digestão fique mais lento. Precisamos até mastigar mais para consumir esse alimentos, em comparação aos biscoitos não integrais. Assim, a fome demora mais para voltar.

Têm menor índice glicêmico
Comparados aos tradicionais, os carboidratos dos biscoitos integrais demoram mais para serem absorvidos pelo organismo. Isso evita picos de insulina no organismo --o hormônio incentiva o acúmulo de gordura no corpo.

Oferecem mais nutrientes
Os grãos integrais contêm mais vitaminas e minerais em relação àqueles que passaram por beneficiamento. Fora que os biscoitos integrais geralmente trazem outros ingredientes saudáveis, como sementes.
São produzidos da mesma maneira que os biscoitos maria e maisena, porém ainda recebem uma espécie de "farofa" feita com farinha, gordura e sal, que é depositada entre as lâminas (camadas) para dar o aspecto folhado na estrutura do biscoito. "A massa também passa por um processo de fermentação biológica, o mesmo usado na produção do pão, para contribuir com o aspecto aerado", explica Masaoka.
As receitas clássicas costumam ser preparadas apenas com açúcar, gordura vegetal e amido (de mandioca e/ou de milho), por isso algumas marcas vendem com o apelo de o produto ser sem glúten e sem lactose. Há receitas, no entanto, que misturam farinha de trigo para deixar o alimento menos quebradiço —por isso, é importante ficar de olho caso você tenha alguma restrição ao glúten. Existem ainda versões de sequilhos amanteigados, que possuem uma proporção maior de gordura na receita.
Preparado com ovos na massa, esse tipo de biscoito possui bem menos gordura em relação aos demais, por outro lado, costuma trazer açúcar em grande quantidade (muitas vezes é o primeiro ingrediente da lista!), o que faz elevar seu índice glicêmico e teor calórico. Também é bem pobre em fibras.
Os Melhores Alimentos do Supermercado
Esta é uma série do VivaBem que ajuda você a fazer escolhas mais saudáveis no dia a dia. Veja outros rankings

Natural, proteico, sem açúcar: quais são os melhores iogurtes do mercado
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