____________________*"Covid-19" x "Covid-22" ____________________* Cientista suíço ALERTA para possível variante “Covid-22”, que poderia ser MUITO MAIS MORTAL. ____________________* Vacinas seriam INÚTEIS.

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imunossuprimidos.

. Foto: Editoria de Arte
. Foto: Editoria de Arte

A vacinação de reforço no estado será sempre HETERÓLOGA (com doses de diferentes fabricantes). Quem tomou PFIZER receberá a terceira aplicação de ASTRAZENECA. Quem foi imunizado com JANSSEN ou ASTRAZENECA receberá PFIZER. E quem tomou CORONAVAC receberá uma das outras três.

. Foto: Editoria de Arte


__________________________________________________________________________________ _________________________________________Após PERDER PERNAS em acidente, ele visitou 46 PAÍSES de CADEIRA de RODAS _________________________________________ Rio anuncia início da aplicação da DOSE de REFORÇO na semana que vem

________________________________________ Efetividade da Coronavac CONTRA MORTE em NONAGENÁRIOS cai a 35%, diz pesquisa __________________________________________________*"Covid-19" x "Covid-22" ?____ Cientista suíço ALERTA para possível variante “Covid-22”, que poderia ser MUITO MAIS MORTAL. ________________ __________* Vacinas seriam INÚTEIS. ________________________________________ Dose de REFORÇO da vacina da JANSSEN aumenta em NOVE VEZES número de ANTICORPOS, apontam testes INICIAIS. _________________________________________ 

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Treino de força é essencial à velhice, e não precisa ser só com musculação

iStock
Imagem: iStock

Fausto Fonseca

Colaboração para VivaBem

30/08/2021 04h00

A ideia de que, para treinar e definir os músculos, você precisa passar horas dentro de uma academia puxando ferro é um tanto ultrapassada. Sim, a musculação tradicional, com halteres, anilhas e aparelhos, é ainda uma das formas mais comuns e indicadas de exercitar a musculatura, mas não é a única.

Além da musculação, diversos métodos, dentro ou fora da academia, com ou sem pesos, são capazes de proporcionar ganho muscular, definição, resistência e força.

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Muitas dessas práticas, além de trabalhar a força e a definição muscular, exercem um trabalho integrado de mobilidade e flexibilidade.

"Músculos não identificam meios, mas respondem aos estímulos. Dessa forma, se conseguirmos estimular os músculos através dos meios disponíveis, as adaptações ocorrerão", explica Cauê La Scala, profissional de educação física, mestre e doutor em ciências e idealizador do FuncionaLink.

"A musculação tradicional é um meio, mas não o único. Os exercícios calistênicos e funcionais, com acessórios como kettlebellmedballTRX, entre outros, podem fazer a vez da musculação com eficiência já comprovada em diversas pesquisas científicas."

Muito além da estética

"A flexibilidade e a mobilidade são peças-chave na capacidade física em todas as idades. Nos idosos, é ainda mais importante, por que, com o avançar da idade, o envelhecimento muscular, de tendões e articulações, torna o corpo mais rígido, travado, podendo favorecer quedas, dores e problemas articulares. Então, manter a flexibilidade e o alongamento é fundamental", destaca Fabrício Buzatto, médico do esporte e fisiatra.

Buzatto recomenda que, em todas as idades, sejam feitos atividades regulares de alongamento ou exercícios como o pilatesCauê complementa: "De forma aguda, exercícios de alongamento dinâmico (alongamento com movimento) estão entre as melhores opções. Já durante os exercícios de força da calistenia ou do treinamento funcional, executar os movimentos na máxima amplitude possível gera estímulos suficientes para melhora da flexibilidade de forma crônica."

Um envelhecimento saudável e autônomo depende de como se trabalha ao longo da vida as capacidades físicas gerais, incluindo agachar sem dores, se locomover, ter flexibilidade e fôlego. Quem leva uma vida sedentária pode sofrer na velhice com a sarcopenia, uma condição que leva a um processo de perda de massa muscular.

"O treinamento de força para o combate à sarcopenia é fundamental. Muitas das incapacidades e dores crônicas em idosos se dão pela perda da massa muscular", finaliza Fabrício.

Conheça atividades que vão além da musculação para trabalhar força e resistência musculares:

Calistenia

calistenia, treino com o peso do corpo, bandeira humana, human flag - iStock - iStock
Imagem: iStock

A calistenia é um método que pode ser usado em diferentes lugares: na academia, em casa ou parques. Seus treinos consistem no uso do peso corporal, não necessitando de aparelhos, halteres e anilhas. Os exercícios podem ser complexos, usando barras e argolas, ou simples, como flexão de braçosagachamento e prancha abdominal.

"Obviamente que tudo irá depender do nível de desenvolvimento que está buscando, mas podemos, sim, treinar com a calistenia/peso corporal e adquirir volume muscular e simetria da região superior (tronco e braços), pois grande parte dos movimentos são pendurados na barra (puxando) e na posição invertida (empurrando)", fala Gabriel Máximo, personal trainer.

Para avaliar os resultados da calistenia, pesquisadores brasileiros submeteram voluntários a sessões de treinamento calistênico, estudando a capacidade de salto, agilidade, força isométrica e resistência intermitente.

No grupo experimental, foram observadas diferenças na composição corporal e a análise das variáveis antropométricas mostrou aumento significativo na massa magra, além de diminuição significativa no percentual de gordura corporal.

Crossfit

Escalada na corda, crossfit, treino, foco, determinação - iStock - iStock
Imagem: iStock

O crossfit é uma prática dinâmica e que reúne uma série de exercícios que trabalham capacidades aeróbicas, de força e resistência muscular. Como regra, as aulas têm três partes: aquecimento, exercícios técnicos e WOD ou Workout Of The Day (exercício do dia).

O crossfit é uma prática com muitas variações e similar ao treino funcional. "O treinamento funcional é mais amplo, seu objetivo principal é trabalhar as funções do corpo pensando sempre em movimentos. Diferente da musculação tradicional que isola grupos musculares e trabalha apenas força, no treinamento funcional/crossfit trabalhamos o condicionamento físico", explica Máximo.

Treino funcional

Agachamento búlgaro, afundo, treino funcional - iStock - iStock
Imagem: iStock

Na prática, treino funcional e crossfit são similares. Mas o primeiro é um conceito antigo, que surge dentro da fisioterapia, cujos movimentos estão associados à melhora da funcionalidade do corpo, compreendendo todo o conjunto de tarefas possíveis de serem executadas por um corpo humano.

"A melhora conjunta de todas as capacidades físicas é fundamental e isso forma a base conceitual do treinamento funcional. O cross training (crossfit) é baseado no mesmo conceito, porém preconiza a realização de estímulos em alta intensidade, visando adaptações em maior magnitude. Em suma, treinamento funcional é um conceito 'guarda-chuva' e o cross training é uma das hastes desse conceito", ensina Scala.

Parkour

Parkour - Movimento Mais Flow - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O parkour é um método de treinamento cujo objetivo é ultrapassar obstáculos com agilidade usando apenas as habilidades do corpo. Também usa da calistenia, já que não há aparelhos ou halteres, sendo o exercício realizado apenas com a força corporal e obstáculos comuns em ambientes urbanos, como muros, corrimões, árvores e barras.

A modalidade tem influências de práticas como a ginástica e exige força e resistência. Os treinos são intensos e trabalham pernas, tronco e braços.

"Se você vê uma pessoa fazendo um exercício pliométrico (saltos) ou saltando no parkour, a potência está sendo estimulada e será aprimorada, independentemente do meio usado. Da mesma forma, se você vê uma pessoa fazendo esforço para sustentar ou levantar uma carga, seja na sala de musculação ou no pole dance, a força será estimulada e aprimorada independentemente do meio usado", explica Scala.

Pilates

pilates - iStock - iStock
Imagem: iStock

O pilates é uma técnica de exercício que melhora a capacidade cardiovascular, pulmonar e também muscular, ajudando a tonificar e definir o corpo. Os treinos favorecem o fortalecimento muscular e a flexibilidade, com movimentos de resistência e isometria (estáticos). Usa também acessórios específicos, como faixas, elásticos e bolas.

"Geralmente o que vemos nas academia, estúdios e box de crossfit são praticantes que fogem dos alongamentos/mobilidade, mas essa capacidade física é importante não apenas para evitar lesões e dores articulares, mas também um músculo alongado produz mais força. Muitas lesões existem não pela prática dos movimentos, mas, sim, pela falta de flexibilidade e dos alunos 'pularem' essas partes no treino. Por isso, esses métodos citados, como o pilates, também são ótimos", diz Máximo.

Pole dance

Pole dance - iStock - iStock
Imagem: iStock

A barra fixa na vertical é o principal acessório do pole dance, que une movimentos de dança e de flexibilidade com técnicas de força e calistenia, sendo um exercício completo para quem busca obter resultados de uma forma divertida.

Práticas como o próprio pole dance, o pilates e o parkour ajudam a tonificar a musculatura e a melhorar a flexibilidade e a mobilidade. Porém, quem espera hipertrofia pode ter mais benefícios no crossfit, na calistenia e no funcional.

"Modalidades como pilates e pole dance vêm crescendo bastante, mas pensando na hipertrofia muscular é mais difícil, pois irão ajudar a tonificar os músculos, mas não servirão para grande aumento de massa muscular", ressalta o personal trainer.

Exercício é remédio

Essa reportagem faz parte da campanha de VivaBem Exercício É Remédio, que quer ressaltar a importância da atividade física para a saúde e dar dicas e ideias para combater o sedentarismo.

Os conteúdos abordam a importância da atividade física para prevenir e tratar doenças, os sinais que o seu corpo dá quando você não se mexe o suficiente, dicas para tornar o exercício um hábito, além de descobrir qual mais combina com você, cuidados essenciais para começar a se movimentar, inclusive na terceira idade e relatos inspiradores de pessoas que trataram questões sérias de saúde com atividade física. Mas tem muito mais. Confira todo o conteúdo da campanha aqui.

Essa é a terceira campanha de uma série de VivaBem que tem trazido conteúdos temáticos para auxiliar no combate a problemas que muitas pessoas enfrentam no dia a dia e contribuir para que você tenha mais saúde e bem-estar.

A primeira foi Supere a Depressão Pós-Parto, realizada em março; e a segunda foi Tenha Uma Boca Saudável, em junho.

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Após perder pernas em acidente, ele visitou 46 países de cadeira de rodas

John, no Rio de Janeiro - Arquivo pessoal
John, no Rio de Janeiro Imagem: Arquivo pessoal

Marcel Vincenti

Colaboração para Nossa

30/08/2021 04h00

Durante toda a sua vida, o estadunidense John Morris foi um apaixonado por viagens. "Pegava aviões pelo simples prazer de voar e explorei lugares em todos os cantos do planeta. Viajar foi meu primeiro amor", conta ele.

Em 2012, porém, um fato mudou tudo: "no outono daquele ano, em um acidente de carro, queimaduras gravíssimas me fizeram perder parte das minhas duas pernas e do meu braço direito. Tive que lutar contra muitas emoções, como choque, medo, raiva, tristeza e desespero", relata.

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Mesmo com a mobilidade prejudicada, a vontade de explorar o mundo persistiu. Pouco mais de um ano após o acidente, ele voltou a viajar — agora, sobre uma cadeira de rodas.

John nas Pirâmides de Gizé, em Cairo, no Egito - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John nas Pirâmides de Gizé, em Cairo, no Egito Imagem: Arquivo pessoal

"Minha primeira viagem na condição de pessoa com deficiência foi para Los Angeles, em 2014. Fui assistir à final do campeonato universitário de futebol americano, que acabou sendo conquistado pela universidade onde estudei", conta.

Nesta oportunidade, percebi que era possível voltar a viajar e curtir as mesmas coisas que antes".

Quase 50 países

John, em Bruxelas, na Bélgica - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John, em Bruxelas, na Bélgica Imagem: Arquivo pessoal

Hoje com 31 anos, John visitou de cadeira de rodas 46 países. Quênia, Canadá, Colômbia, África do Sul, Egito e Brasil são exemplos. "As primeiras foram feitas na companhia de familiares, mas agora viajo quase sempre sozinho", explica.

Em cada um desses passeios, John aprendeu novas formas de circular. "Faço uma ampla pesquisa para descobrir os graus de acessibilidade oferecidos pelos meios de transporte locais, como ônibus urbanos, metrô e táxis."

A questão do transporte é a minha maior preocupação".

John e a estátua de Carlos Drummond de Andrade, no Rio de Janeiro - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John e a estátua de Carlos Drummond de Andrade, no Rio de Janeiro Imagem: Arquivo pessoal

O americano vai a qualquer lugar onde sua cadeira de rodas possa deslizar e caber. No Rio de Janeiro, curtiu o Bondinho do Pão de Açúcar e tirou foto com a estátua de Carlos Drummond de Andrade na orla de Copacabana.

Já na região da Cidade do Cabo, na África do Sul, visitou mirantes com vista para o mar. No Maasai Mara National Reserve, no Quênia, realizou um dos mais fantásticos safáris do mundo.

Segundo Jogn, as melhores cidades para turistas cadeirantes são Londres, na Inglaterra, e Washington, DC., capital dos Estados Unidos.

"Washington tem ampla oferta de hotéis, táxis e Uber com acessibilidade, um ótimo sistema de transporte público e excelentes museus para pessoas com deficiência", avalia ele.

John no Quebec, no Canadá - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John no Quebec, no Canadá Imagem: Arquivo pessoal

Em Londres, o destaque vai para os táxis pretos da cidade, que têm rampas para cadeiras, e para o Uber, que oferece opções de carros acessíveis.

São duas cidades que recomendo para cadeirantes que estão começando a viajar".

Expert em viagens para cadeirantes

John em Pitsburgo, nos Estados Unidos - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John em Pitsburgo, nos Estados Unidos Imagem: Arquivo pessoal

Como enfrentou dificuldades para achar informações de qualidade sobre acessibilidade em viagens na internet, John criou o WheelchairTravel.org.

O site, que apresente roteiros e dicas para viajantes cadeirantes, virou referência nos Estados Unidos. "Para mim, planejar uma viagem era difícil. Nada do que eu lia mostrava a realidade de como é viajar com uma cadeira de rodas", lembra.

Seu papel passou a ser de desbravador: "Também visito locais onde me proponho descobrir possibilidades de acessibilidade, para levar essas informações para outros cadeirantes que queiram explorar o mundo".

John, no litoral da África do Sul - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
John, no litoral da África do Sul Imagem: Arquivo pessoal

No Rio de Janeiro, por exemplo, ele se hospedou em quatro hotéis diferentes para ver quais deles ofereciam as melhores estruturas. As praias cariocas foram criticadas. Para ele, faltam esteiras sobre a areia da praia para chegar do calçadão ao mar.

Apesar dos contratempos, John acredita que, com planejamento, é possível curtir grande parte dos destinos. "Um dos meus objetivos é mostrar maneiras de aproveitar locais carentes de acessibilidade".

Tenho o sonho de visitar todos os países do mundo. E acho que posso fazer isso com minha cadeira de rodas".

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Efetividade da Coronavac contra morte em maiores de 90 cai a 35%, diz pesquisa

Estudo avaliou proteção de vacinas contra Covid no Brasil e reforça necessidade de 3ª dose para nonagenários

São Paulo

Um estudo que avaliou a eficácia na vida real das vacinas Coronavac e AstraZeneca contra a Covid-19 indicou que a proteção fornecida pelos imunizantes contra mortes diminui em pessoas com 90 anos ou mais, na comparação com o resto da população.

A pesquisa VigiVac-Covid19 avaliou quase 61 milhões de brasileiros que tomaram uma ou duas doses das vacinas contra Covid-19 no país de 18 de janeiro a 30 de junho. Foram excluídas os imunizantes da Janssen e da Pfizer, devido ao baixo número de doses aplicadas no período estudado.

Segundo a pesquisa, a Coronavac (feita no Brasil com o Instituto Butantan) confere apenas 35,4% de eficácia contra mortes por coronavírus em pessoas com 90 anos ou mais. Já no caso da AstraZeneca (produzida no Brasil em parceria com a Fiocruz), a taxa fica em 70,5%.

Isso significa que a cada 1.000 mortes causadas por Covid nessa faixa etária, a Coronavac evita 354 óbitos, enquanto a AstraZeneca impede 705 mortes.

Vacinação de idosos contra a Covid-19 no estádio do Pacaembu, em São Paulo
Vacinação de idosos contra a Covid-19 no estádio do Pacaembu, em São Paulo - Danilo Verpa - 28.fev.21/Folhapress

Esses valores são menores do que o observado em pessoas entre 80 e 89 anos —de 67,3% para a Coronavac e de 91,2% para a AstraZeneca. Ambas mantêm uma alta proteção para casos, hospitalizações e mortes em pessoas até 80 anos.

O estudo reforça assim a necessidade de uma 3ª dose dos imunizantes em pessoas com mais de 80 anos. Na última quarta (25), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que todas as pessoas imunossuprimidas e os idosos com mais de 70 anos devem receber uma dose extra da vacina a partir de 15 de setembro.

A discussão sobre a necessidade de um reforço das vacinas contra Covid-19 ganhou força há algumas semanas, quando países como Chile, Uruguai, Estados Unidos e Israel anunciaram a aplicação de uma 3ª dose das vacinas em suas populações, especialmente naquela acima de 60 anos.​

Por aqui, a disputa sobre quem daria o pontapé inicial na terceira dose no país foi entre o governo federal e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Poucas horas depois do anúncio de Queiroga, o tucano disse que em São Paulo todas as pessoas acima de 60 anos serão revacinadas a partir do próximo dia 6.

A capital maranhense São Luís, por outro lado, iniciou nesta quinta (26) a aplicação de uma dose extra nos idosos residentes em asilos.

Segundo Manoel Barral-Netto, pesquisador da Fiocruz Bahia e um dos autores do estudo, já há bastante evidências que mostrar as causas imunológicas para redução dos anticorpos que combatem o coronavírus no corpo, mas não há ainda muitas pesquisas que confirmem a redução na eficácia das vacinas.

"Todas as vacinas vão ter um decaimento, não é possível biologicamente manter o nível de anticorpos elevado no sangue, mas buscamos a imunidade de memória. E é aí onde pode eventualmente falhar nos mais velhos, que já apresentam a chamada imunossenescência [nome dado a diminuição da capacidade de resposta do sistema imune que é causada pela idade]", explica.

Para analisar a efetividade das vacinas, os pesquisadores cruzaram informações públicas do SI-SUS, o sistema da campanha de vacinação nacional, casos de suspeita de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) notificados no e-SUS e os dados de hospitalização por Srag do sistema Sivep-Gripe.

As informações pessoais não são públicas, mas cada indivíduo recebe um código, que é específico para cada CPF, a partir do qual é possível rastrear exames laboratoriais confirmando infecção por Sars-CoV-2, hospitalização ou óbito por Covid nas pessoas vacinadas com uma ou duas doses. Assim, a efetividade de cada uma das vacinas foi calculada para infecção, hospitalização, internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morte.

Os pesquisadores consideraram o primeiro dia após a injeção da primeira ou segunda dose e o tempo de aparecimento de sintomas para cada um dos desfechos (hospitalização, internação, óbito), o que elimina uma infecção prévia pelo vírus.

A efetividade geral, isto é, para toda a população, da vacina AstraZeneca com duas doses (14 dias ou mais após segunda dose) observada foi de uma redução em 70% do risco de infecção, 86,8% de hospitalização, 88,1% de internação em UTI e 90,2% morte por Covid-19.


​Já a imunização parcial (14 dias ou mais após a primeira dose e antes da segunda) conferiu proteção de 32,7% para infecção, 51,7% para hospitalização, 53,6% para internação em UTI e 49,3% mortes.

No caso da Coronavac, sua efetividade com duas doses reduziu em 54,2% o risco de infecção, 72,6% para hospitalização, 74,2% para internação em UTI e 74% para morte na população como um todo.

A primeira dose da Coronavac, por outro lado, teve uma eficácia observada de menos de 50% para risco de infecção (16,2%), hospitalização (26,5%), internação em UTI (28,1%) e morte (29,4%) para todas as idades.

Quando a análise foi estratificada por faixa etária, a imunização com duas doses de AstraZeneca e Coronavac teve efetividade alta para todos os grupos exceto indivíduos acima de 90 anos, em que a redução do risco de morte era de 70,5%, para a primeira, e somente 35,4% da segunda.

O cálculo de efetividade das vacinas foi feito a partir da fórmula VE (efetividade da vacina) é igual a 1 – HR, que é a razão de risco (hazard ratio) calculada para se infectar, ser hospitalizado, internado em UTI ou morrer por Covid.

Todos os valores foram ajustados para idade, sexo, local de residência, condição socioeconômica e mês de aplicação da 1ª dose, eliminando assim fatores como a desigualdade na distribuição das vacinas durante a campanha, quando várias capitais e estados ficaram sem cobertura de segunda dose para as vacinas contra Covid.

Mauricio Barreto, professor emérito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e também pesquisador da Fiocruz Bahia, ressalta, porém, que os achados da pesquisa não visam jogar "toda a culpa na idade". "Para não ficar tudo concentrado na velhice, um aspecto importante que avaliamos é o tempo desde a aplicação da segunda dose, porque isso também vai influenciar a efetividade."

Diferentemente dos outros estudos de efetividade, a pesquisa VigiVac busca compreender melhor como a efetividade das vacinas se comporta, inclusive, frente a novas variantes. No período estudado, surgiu e esteve predominante a variante gama (P.1), e as vacinas se mostraram em geral bem eficazes contra esta forma. É possível que ao mensurar a efetividade daqui a alguns meses, caso a delta seja dominante no país, o cenário seja diferente, avalia.

A pesquisa não se encerra por aí. Segundo Guilherme Werneck, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e um dos autores do estudo, a análise é importante porque faz um acompanhamento contínuo da efetividade das vacinas no país.

"O objetivo do nosso grupo é fazer um monitoramento pós-comercialização das vacinas, ou seja, uma avaliação dentro de um grupo internacional de monitoramento dos imunizantes contra Covid", diz.

O estudo foi divulgado ainda no formato pré-print (sem revisão de pares), mas, segundo os autores, foi submetido e está em processo de avaliação em uma revista científica de alto impacto.

A pesquisa é fruto da colaboração de cientistas da Fiocruz Bahia, da UFBA, da Universidade Federal de Ouro Preto, do Núcleo de Medicina Tropical da UnB, do Ministério da Saúde, da Uerj e da London School of Hygiene and Tropical Medicine, no Reino Unido.

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Prefeitura do Rio prevê aplicar a terceira dose da vacina contra Covid-19 em todos os idosos até outubro; confira o calendário

Segundo cronograma, todos os cariocas com 60 anos ou mais vão receber o reforço até 30 de outubro
Fila para vacinação contra a Covid-19 na Cidade das Artes, na Barra Foto: Márcia Foletto em 19-08-2021 / Agência O Globo
Fila para vacinação contra a Covid-19 na Cidade das Artes, na Barra Foto: Márcia Foletto em 19-08-2021 / Agência O Globo

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RIO — A Prefeitura do Rio divulgou um novo calendário de vacinação contra a Covid-19, já com datas para a aplicação da terceira dose em idosos. De acordo com o cronograma, que depende do envio de imunizantes pelo Ministério da Saúde, todos os cariocas com 60 anos ou mais vão receber o reforço até 30 de outubro.

“Coroas do meu Rio! Adolescentes cariocas! Está aí para vocês o calendário de setembro e outubro. Adolescentes até dia 14 de setembro. Coroada com mais de 60 anos até o final de outubro recebendo a dose de reforço. #BoraVacinar”, escreveu o prefeito Eduardo Paes (PSD), ao divulgar o calendário nas redes sociais.

Os primeiros a receber o reforço serão os moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), entre 1º e 10 de setembro. A partir do dia 13, os idosos em geral serão vacinados novamente, começando pelos maiores de 95 anos. Até o dia 14, haverá aplicação da primeira dose em adolescentes e do reforço nos idosos. A capital começou ontem a vacinar os menores de idade sem comorbidades.

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Niterói começa hoje a aplicação de uma terceira dose de CoronaVac em todos os idosos com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência e que completaram o ciclo vacinal contra a Covid-19 há pelo menos seis meses. A medida, segundo a prefeitura, visa a conter a disseminação da variante Delta, que já é dominante no Estado do Rio. A Secretaria municipal de Saúde informou que o reforço será ampliado para outros grupos em setembro com o imunizante da Pfizer, com os lotes que o Ministério da Saúde enviará especificamente para suprir esta demanda.

A CoronaVac não está incluída na previsão de terceira dose do Ministério da Saúde, que orientou que o reforço seja feito, preferencialmente, com Pfizer. Não havendo estoque disponível desta vacina, a pasta do governo federal indicou o uso de AstraZeneca e Janssen. A Prefeitura do Rio anunciou que fará o reforço com Pfizer ou AstraZeneca.

O governo do Rio incluiu ontem a terceira dose em seu calendário único. Enquanto o ministério anunciou, quarta-feira, que prevê terceira dose para idosos com 70 anos ou mais e pacientes imunossuprimidos (com baixa imunidade), a Secretaria estadual de Saúde informou que a aplicação será para todos os fluminenses a partir dos 60 anos, além dos imunossuprimidos.

. Foto: Editoria de Arte
. Foto: Editoria de Arte

A vacinação de reforço no estado será sempre heteróloga (com doses de diferentes fabricantes). Quem tomou Pfizer receberá a terceira aplicação de Astrazeneca. Quem foi imunizado com Janssen ou Astrazeneca receberá Pfizer. E quem tomou CoronaVac receberá uma das outras três.

. Foto: Editoria de Arte
. Foto: Editoria de Arte

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Austrália e Nova Zelândia têm recordes de casos em surtos da variante Delta

Países registraram 1.117 e 68 novos casos, respectivamente, nas últimas 24h, afetando estratégia de 'Covid zero' adotada pelas duas nações
O Globo e agências internacionais
26/08/2021 - 12:20 / Atualizado em 26/08/2021 - 20:51
Pessoas esperam, em fila, para receberem vacina contra a Covid-19 em Sydney, na Austrália Foto: LOREN ELLIOTT / REUTERS
Pessoas esperam, em fila, para receberem vacina contra a Covid-19 em Sydney, na Austrália Foto: LOREN ELLIOTT / REUTERS

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SYDNEY E AUCKLAND -  A Austrália e a Nova Zelândia, países da Oceania que adotaram a estratégia de Covid zero, visando eliminar totalmente o vírus de seus territórios, estão tendo dificuldade para conter surtos da variante Delta. 

Nesta quinta-feira, os novos casos diários de Covid-19 da Austrália superaram a marca de mil pela primeira vez desde que a pandemia começou, chegando a 1.117.

Na Nova Zelândia, foram registrados 68 novos casos nas últimas 24h, um recorde desde abril de 2020.

No caso neozelandês, uma infecção provocada pela variante mais contagiosa, que apareceu em Auckland na semana passada, pôs fim a seis meses sem registro de infecções locais no país. 

Já Sydney, maior cidade australiana, concentra a maior parte dos casos no país e ainda está lutando para acabar com o surto que começou no final de junho, mesmo depois de DOIS meses de QUARENTENA

Nos dois países, que enfrentaram bem a primeira onda da pandemia, em 2020, a campanha de vacinação está atrasada em relação às dos demais países ricos.

Nesta semana, hospitais de Sydney montaram tendas de emergência ao ar livre para ajudar a lidar com um aumento de pacientes.

A primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, disse que as autoridades quadruplicaram o número de ventiladores de terapia intensiva no estado para dois mil.

Embora o sistema esteja "sob pressão", ele pode suportar a crise atual quando as taxas de vacinação aumentarem, disse ela.

Cerca de 25% da população australiana foram totalmente vacinados, enquanto pouco mais de 44% receberam pelo menos uma dose.

Das 116 pessoas internadas em tratamento intensivo em Nova Gales do Sul, 102 não estão vacinadas. 

Três novas mortes foram relatadas, incluindo um homem de 30 anos que morreu em casa, levando os óbitos do atual surto para 79 e média móvel de óbitos para dois.

Delta ameaça minar o sucesso inicial do combate ao coronavírus na Austrália, país que manteve seus números totais da pandemia relativamente baixos, com 47.840 casos e 989 mortes.

Além de Sidney, a segunda maior cidade do país, Melbourne, e a capital, Camberra, também estão em quarentena, com mais da metade dos 25 milhões de habitantes do país sob rigorosas ordens de permanência em casa.

Na Nova Zelândia, a situação fez com que a primeira-ministra Jacinda Ardern reconhecesse que a variante DELTA levará a MUDANÇAS na ESTRATÉGIA do COMBATE à doença, como a aplicação mais precoce de quarentenas e uma testagem mais ampla. 

Ela afirmou que o objetivo continua sendo levar a zero o número de infectados no país, que desde o início da pandemia registrou apenas 3.227 casos.

A Nova Zelândia não registra mortes em razão da doença desde 15 de fevereiro e, do começo da pandemia até hoje, 26 pessoas morreram.

Segundo Ardern, vias alternativas poderão ser examinadas quando a taxa de vacinação aumentar. 

Hoje, 38% da população receberam ao menos uma dose da vacina e 20% estão totalmente imunizados.

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Rio anuncia início da aplicação da dose de reforço na semana que vem

Aplicação da terceira dose da vacina contra coivd-19 ainda não tem aval do Ministério da Saúde - Sebastian Castaneda/Reuters
Aplicação da terceira dose da vacina contra coivd-19 ainda não tem aval do Ministério da Saúde Imagem: Sebastian Castaneda/Reuters

Do UOL, em São Paulo

24/08/2021 21h01

A secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro anunciou o início da aplicação da dose de reforço da vacina contra covid-19 na próxima semana, na quarta-feira (1º).

O primeiro grupo a receber a terceira dose será o de idosos que moram em instituições de longa permanência. Segundo a secretaria, o reforço será para quem tomou a segunda dose da vacina há, no mínimo, seis meses.

Sem aval da Saúde, Rio precisa de 1 milhão de doses de reforço para idosos

Apesar da dose de reforço ter sido recomendada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Ministério da Saúde ainda não autorizou oficialmente a prática, o que pode afetar o recebimento de doses para cumprir o calendário.

Pfizer ou Astrazeneca para o reforço

A operacionalização das vacinas depende das doses disponíveis. Mas foi definido pelo comitê científico que a aplicação será heteróloga, ou seja, com vacina diferente daquela recebida na primeira e na segunda dose.

Alberto Chebabo, infectologista pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e membro do comitê, confirmou que a recomendação é que a dose de reforço para aqueles que receberam CoronaVac — a vacina mais aplicada nos idosos — seja com vacina de outro laboratório.

"As evidências que temos é de fazer outra vacina como reforço em relação ao esquema da CoronaVac", disse via mensagem.

Queiroga define reforço a partir de outubro

Na semana passada, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, disse que deve definir em outubro a aplicação da dose de reforço. O ministro afirmou que a pasta tem recolhido evidências científicas próprias para entender a melhor forma de realizar a aplicação.

A pasta estaria conduzindo um estudo sobre o assunto, mas Queiroga não descarta adiantar a definição, caso surjam outras evidências até lá.

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RJ: Reabertura e imunidade explicam por que idoso é principal alvo da covid

Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

25/08/2021 04h00

Sete meses após o início da campanha de vacinação de idosos no Rio de Janeiro, o grupo de pessoas com mais de 60 anos voltou a ser o mais afetado pela covid-19 no estado.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) explica que o aumento na proporção de idosos diagnosticados e mortos com covid-19 no Rio está relacionado à alta transmissão do vírus (o estado sofre hoje com o avanço da variante delta), ao efeito do avanço da vacinação nas diferentes faixas etárias e à baixa imunidade dos idosos.

Efeito da delta no RJ expõe omissão e indica nova onda no Brasil

Essa tendência foi percebida a partir de junho, segundo dados do Observatório Covid-19 da Fiocruz. Nas primeiras semanas do ano, antes da vacinação, idosos eram 99% dos mortos por covid no Rio. Com a vacinação, essa proporção caiu até atingir 86% em meados de junho. Desde então, permanece estável, oscilando em torno desse índice.

Os casos e óbitos de idosos ficaram proporcionalmente mais baixos nos primeiros meses da campanha de vacinação porque os jovens ainda não haviam tomado a vacina, conforme explica Marcelo Gomes, coordenador do boletim InfoGripe e pesquisador da Fiocruz.

Agora, com os níveis de vacinação crescendo entre a população com menos de 60 anos, a tendência é de que os idosos sejam sempre os mais suscetíveis à doença por fatores biológicos. O estado do Rio tem 31,8% da população adulta com esquema vacinal completo.

Neste mês, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) já registrou ao menos 1.007 óbitos de idosos por covid-19. Estima-se contudo que esse número seja maior porque nem todos os casos foram registrados no sistema.

Proteção coletiva para proteger idosos

Especialistas em saúde explicam que, em um cenário ideal com todos vacinados, os idosos sempre serão os principais alvos da doença, em razão da baixa imunidade.

Marcelo Gomes afirma que, para frear o alto contágio entre idosos, o vírus precisa parar de circular.

"Estamos vivendo uma armadilha de achar que no momento atual, mesmo com duas doses, as vacinas resolvem tudo. Há mais pessoas circulando, mais interações, a adesão ao uso de máscaras caindo. Tudo influencia no aumento de casos e diminui a proteção coletiva dos idosos", afirma.

No estado do Rio de Janeiro, a capital é responsável pela maioria dos casos e óbitos. Na última semana, o município teve o pico de casos registrados de covid-19 do ano: 47.215.

Na capital, com exceção de boates e festas pagas, todos os outros estabelecimentos podem funcionar com capacidade de 60% em lugares abertos, distanciamento e uso de álcool para higiene das mãos. O prefeito Eduardo Paes (PSD) diz que só deve endurecer as restrições se o aumento das infecções evoluir para casos graves e mortes.

A vacina indiscutivelmente ajuda, mas não é uma barreira intransponível nem a solução de todos os problemas. É parte importante e fundamental, mas não a única."Marcelo Gomes, pesquisador da Fiocruz

O epidemiologista Danilo Klein afirma que a proteção coletiva —segundo ele, mais importante que a individual— deve ser perseguida agora.

"Quando estamos numa grande onda, pensamos mais na proteção individual: 'quero que o idoso da minha família se vacine para pegar a doença de uma forma branda'. Mas agora precisamos pensar no coletivo: todos vacinados para que não haja circulação [do vírus] e esse idoso nem pegue a doença."

O que é imunossenescência

A imunossenescência é a maior suscetibilidade biológica dos idosos a doenças. Em linhas gerais, é o fenômeno de envelhecimento do sistema imunológico.

Com o passar do tempo, nossos órgãos envelhecem fisiologicamente, o que aumenta as chances de infecção e reduz a resposta vacinal —para covid e outras doenças.

Médica geriatra no Hospital São Vicente de Paulo, Alessandra Ferrarese explica que se trata de um processo fisiológico natural, pelo qual todos passam. Existem contudo idosos com resposta imunológica melhor que a de outros —o que explica por exemplo o fato de contraírem a doença e se curarem.

"Todos os idosos têm maior suscetibilidade do que os jovens. Mas cada idoso é único e é impossível comparar indivíduos, mesmo os da mesma idade. Há fatores como a resposta imunológica, doenças pré-existentes e carga viral da doença", afirma Alessandra.

Dose de reforço pode aumentar resposta imunológica

Acompanhando o dia a dia de idosos, a médica aponta que já percebeu nos atendimentos a necessidade de uma dose de reforço, exatamente em razão da imunossenescência.

A vacina foi fundamental e chegou num prazo bacana, mas já faz alguns meses e parece adequado o reforço para aumentar a resposta imunológica de idosos."Alessandra Ferrarese, médica geriatra

Marcelo Gomes lembra que várias vacinas têm eficácia mais baixa na população idosa. Por isso, defende o pesquisador da Fiocruz, o Brasil deve avançar na discussão sobre o reforço.

"Tem a questão da disponibilidade de doses, que é um cobertor curto. Mas o que não podemos fazer é nos furtar de discutir seriamente essa necessidade", diz.

Nesta semana, a cidade do Rio anunciou que programa para setembro a aplicação de dose de reforço em idosos. O planejamento ainda não encontra eco no PNI (Plano Nacional de Imunização), que libera as doses para estados e, posteriormente, chega aos municípios.

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, afirmou que o reforço só acontecerá quando o país avançar na segunda dose para maior parte da população.

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Reino Unido: Estudo indica queda de proteção de vacinas em cerca de 5 meses

Reino Unido estuda a possibilidade de aplicação de uma dose de reforço - iStock
Reino Unido estuda a possibilidade de aplicação de uma dose de reforço Imagem: iStock

Do VivaBem, em São Paulo*

25/08/2021 07h46

Atualizada em 25/08/2021 08h19

A proteção contra covid-19 oferecida por duas doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca começa a cair em cerca de cinco meses, indica um estudo de pesquisadores do Reino Unido.

A eficácia do imunizante da Pfizer na prevenção da infecção por covid-19 caiu de 88% no mês após a segunda dose para 74% depois de cinco a seis meses, mostrou uma análise de dados coletados no estudo britânico Zoe Covid.

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Para a vacina AstraZeneca, a eficácia caiu de 77% para 67% após quatro a cinco meses.

O estudo foi baseado em dados de mais de 1,2 milhão de resultados de testes. A análise anterior dos dados sugeriu que as vacinas forneciam proteção por pelo menos seis meses.

Segundo Tim Spector, principal pesquisador da Zoe Covid, os dados mostram a necessidade de organizar a aplicação de uma dose de reforço.

"Isso está trazendo à tona a necessidade de alguma ação. Não podemos apenas ficar sentados e ver a proteção diminuindo lentamente enquanto os casos ainda são altos e a chance de infecção ainda alta", disse Spector em entrevista à emissora BBC.

O Reino Unido começou a planejar uma campanha de reforço da vacina contra covid-19 ainda este ano, depois que os principais consultores de vacinas disseram que pode ser necessário uma dose de reforço aos idosos e mais vulneráveis.

Esse não é o primeiro estudo que aponta para a queda da proteção das vacinas anticovid. Nas últimas semanas, diversas pesquisas internacionais vêm sendo publicadas por revistas científicas alertando para os riscos da variante Delta, altamente contagiosa. A linhagem vem contaminando e sendo propagada também por pessoas já vacinadas contra a covid-19, embora o imunizante se mostre eficaz contra casos graves e contaminações.

A maior preocupação da comunidade médica é com as pessoas não vacinadas e com populações que não podem ser imunizadas até o momento, como os menores de 12 anos. Alguns países, como a França e os Estados Unidos, vêm registrando um aumento de bebês e crianças em hospitais e UTIs. Na maioria dos casos, eles são contaminados por mães e pais não vacinados.

Campanha para a terceira dose

Vários países europeus, Israel e os Estados Unidos apostam na terceira dose dos imunizantes anticovid para tentar barrar a propagação da variante Delta. Na França, a Alta Autoridade de Saúde recomendou na terça-feira (24) que pessoas com mais de 65 anos e suscetíveis de desenvolver formas graves da doença recebam uma terceira injeção a partir de setembro.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) se pronunciou diversas vezes contra as campanhas para as injeções de reforço. A instituição acredita que, para vencer a pandemia, a vacinação completa em países que ainda não tem acesso aos imunizantes precisa ser a prioridade.

Apesar da resistência dos movimentos antivacinas, especialistas do mundo inteiro vem alertando sobre a necessidade urgente da adesão à imunização para impedir o surgimento de variantes do coronavírus mais resistentes. Diante da queda da eficácia dos fármacos ao longo dos meses, muitos deles defendem que a vacinação contra a covid-19 deverá se tornar anual, como ocorre atualmente contra a gripe.

Com informações das agências Reuters e RFI.

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Coronavírus: como proteção de Pfizer e Astrazeneca enfraquece com o passar dos meses

Getty Images
Imagem: Getty Images

Michelle Roberts - Editora de saúde, BBC News online

25/08/2021 09h03

Especialistas dizem que declínio é esperado e doses de reforço podem ser necessárias, pelo menos para algumas pessoas.

Pesquisadores afirmam que estão observando uma diminuição da proteção contra infecções por Covid-19 em pessoas que receberam as duas doses da vacina.

Um estudo, realizado no Reino Unido com dados do mundo real, analisou resultados positivos do exame PCR entre maio e julho de 2021 de mais de um milhão de pessoas que receberam duas doses da vacina Pfizer ou AstraZeneca.

A proteção após duas doses da Pfizer diminuiu de 88% em um mês para 74% em de cinco a seis meses. No caso da AstraZeneca, a queda foi de 77% para 67% em de quatro a cinco meses.

A redução da proteção é esperada, de acordo com os especialistas.

Embora haja casos de infecção em indivíduos totalmente imunizados, as vacinas ainda estão fazendo um bom trabalho na proteção da população contra a forma grave da doença e mortes por Covid-19.

Vacinas salvam vidas

O Public Health England, agência de saúde pública do governo britânico, estima que cerca de 84,6 mil mortes e 23 milhões de infecções foram evitadas como resultado da campanha de vacinação contra Covid-19 na Inglaterra até agora.

O professor Tim Spector, da Universidade King's College London (KCL), que liderou o estudo com base em dados do aplicativo de pesquisa epidemiológica Zoe Covid, afirma que as descobertas podem explicar as infecções recentes que algumas pessoas totalmente vacinadas têm relatado.

"A diminuição da proteção é esperada e não é razão para não ser vacinado", diz ele.

"As vacinas ainda fornecem altos níveis de proteção para a maioria da população, especialmente contra a variante Delta, então ainda precisamos do maior número possível de pessoas para sermos totalmente imunizados".

Ele estima que a proteção contra infecções pode cair para 50% no inverno e serão necessárias doses de reforço ? mas outros especialistas pedem cautela ao fazer previsões para os próximos meses.

A expectativa é de que o Reino Unido comece a oferecer a algumas pessoas uma terceira dose de reforço da vacina contra covid no próximo mês, mas o governo está aguardando as recomendações de um órgão consultor independente, chamado JCVI, que está analisando evidências para respaldar a decisão.

"Muita gente pode não precisar. Muitas pessoas podem ter recebido um reforço natural porque já tiveram uma infecção natural por covid, então, efetivamente, terão tomado três vacinas", afirma Spector.

"Por isso, acho que a coisa toda precisa ser administrada com muito mais cuidado do que apenas dar (a terceira dose) para todo mundo, o que seria um grande desperdício e eticamente duvidoso, dados os recursos que temos. Acho que precisamos de uma abordagem mais direcionada do que da última vez."

Simon Clarke, especialista em microbiologia celular da Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que os níveis de infecção na comunidade alterariam a chance de uma pessoa se deparar (com o vírus) e pegar covid a qualquer momento, tornando difícil tirar conclusões definitivas sobre o declínio da imunidade.

Alexander Edwards, também da Universidade de Reading, diz que é importante entender quando as doses de reforço podem ser necessárias e para quem.

"A vacinação não torna as pessoas invulneráveis —e não previne todas as infecções. As variantes têm um impacto real e significativo na saúde pública, e muitas pessoas ainda estão morrendo tragicamente no Reino Unido por causa desse vírus horrível."

"As vacinas que temos são notavelmente seguras e eficazes, e ainda continuam sendo muito melhores do que outras vacinas que oferecem enormes benefícios."

"Devemos planejar proativamente nossa estratégia de saúde pública para levar em conta a proteção imperfeita e a possibilidade de queda da proteção ao longo do tempo", completa.

Um estudo semelhante foi publicado pelo Office for National Statistics e pelo Oxford Vaccine Group na semana passada.

Com base nos resultados do exame PCR de quase 400 mil pessoas infectadas com a variante Delta no Reino Unido, ele mostrou que duas doses da vacina Pfizer foram inicialmente mais de 90% eficazes contra a infecção sintomática por covid, em comparação com cerca de 70% no caso da vacina AstraZeneca.

Mas, ao longo de três meses, a proteção da Pfizer caiu significativamente, enquanto a imunidade da AstraZeneca permaneceu mais estável.

O professor Adam Finn, consultor governamental de vacinas, disse que outros estudos haviam mostrado que as vacinas mantêm uma boa proteção contra doenças graves e hospitalização.

Mas acrescentou: "Precisamos tomar muito cuidado para ver se essa redução (da imunização) em relação às doenças mais brandas começa a se traduzir na ocorrência de casos mais graves, porque então serão necessárias doses de reforço".

Por enquanto, ainda não há nenhuma definição sobre o reforço vacinal no Brasil, mas tanto o Ministério da Saúde quanto o Instituto Butantan (responsável por finalizar a produção da CoronaVac no país) admitem que avaliam e consideram essa possibilidade.

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Quem são as pessoas imunossuprimidas e por que elas vão precisar da 3ª dose

iStock
Imagem: iStock

Luiza Vidal

Do VivaBem*, em São Paulo

25/08/2021 16h18

Nesta quarta-feira (25), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir do dia 15 de setembro em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos, que são pessoas que passaram por um transplante ou pacientes que têm HIV, por exemplo.

A vacina utilizada será "preferencialmente" a da Pfizer, segundo a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, em entrevista ao UOL News. Mas a terceira dose também pode ser feita com outra vacina de vetor viral, como da Janssen e da AstraZeneca.

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O que significa "imunossuprimidos"?

Para entender o termo, primeiro, é importante compreender como o nosso sistema imunológico funciona. Ele é responsável por nos proteger de vírus, bactérias e outros agentes estranhos que tentam "invadir" nosso corpo. Mas em algumas pessoas esse "exército protetor" pode não funcionar perfeitamente. Por isso, elas são consideradas imunossuprimidas.

Há os indivíduos que nascem com uma falha neste sistema por causa de doenças congênitas, as chamadas de imunodeficiências primárias.

Existem também os casos das imunodeficiências secundárias, como pacientes com HIV, pessoas em tratamento de câncer ou quem passou por um transplante e necessita dos imunossupressores pelo resto da vida. O grau de imunossupressão divide-se em leve, moderado e grave.

Os idosos, naturalmente, também possuem um sistema imune menos robusto — o nome disso é imunossenescência. Todos os órgãos do corpo envelhecem e o sistema imunológico passa pelo mesmo. Essa condição faz com os idosos estejam mais suscetíveis aos agentes infecciosos — não só ao vírus causador da covid-19, mas qualquer outra doença.

Vacinas em imunossuprimidos: como funciona?

Por ter um sistema imunológico mais debilitado, a resposta imune para as vacinas, seja ela qual for, pode não ser a mais esperada. Mesmo com a resposta mais baixa do que em pessoas saudáveis, é de extrema importância que elas tomem todos os imunizantes disponíveis.

Isso vale principalmente no caso da covid-19, em um momento de pandemia. "É uma questão polêmica. A depender do tipo de imunodeficiência, a pessoa terá pouca resposta à vacina. Mas qualquer resposta é melhor do que nada. Mesmo porque, por estarem nesta condição, esses pacientes têm maior possibilidade de evoluir com doença grave", explica Lorena de Castro Diniz*, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).

Essa dose de reforço já é feita com outros imunizantes, como o de hepatite B. Na população geral, ela é aplicada com 0,5 ml em três doses. Nas pessoas imunossuprimidas, o esquema é diferente: 1 ml em 4 doses. Tudo isso para dar uma resposta mais robusta.

E a terceira dose?

O tema divide a opinião dos especialistas. Por isso, os países têm adotado suas próprias estratégias (veja quais já incluíram nova medida). Nos EUA, o FDA, agência reguladora de medicamentos, autorizou a aplicação de uma dose de reforço das vacinas da Pfizer e da Moderna para parte das pessoas imunossuprimidas.

Em comunicado, eles disseram que essas pessoas "têm uma capacidade reduzida de combater infecções e outras doenças e são especialmente vulneráveis a infecções".

Aqui pelo Brasil, uma pesquisa preliminar coordenada pela Faculdade de Medicina da USP mostrou que a resposta ao vírus da covid-19 em pessoas que tomaram as duas doses da vacina CoronaVac, por exemplo, é bem menos intensa na maior parte dos homens com mais de 55 anos de idade.

"A resposta diminuída para a vacina se acentua a partir de 80 anos. Isso demonstra bem que o regime vacinal que foi utilizado não é suficiente para dar uma razoável cobertura contra doença grave e contra morte", disse o professor da FMUSP Jorge Kalil, um dos autores do estudo.

Em Israel, por exemplo, um estudo com idosos mostrou que a terceira dose da vacina da Pfizer aumentou significativamente a proteção contra casos graves e hospitalizações entre pessoas acima de 60 anos, em comparação com aqueles que receberam duas aplicações.

Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) diz ainda não ter dados conclusivos sobre necessidade da dose de reforço contra covid. Para o diretor-geral, Tedros Adhanom, é mais uma questão moral. "Quando alguns países têm recursos para obter a dose de reforço e outros não estão nem mesmo vacinando a primeira e segunda doses, é uma questão moral", disse ele.

O que os especialistas reforçam, entretanto, é que as vacinas são seguras e essenciais para combater a pandemia de covid-19. Os imunizantes evitam que mais pessoas sejam internadas e, consequentemente, morram por causa da doença.

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Covid-19: dose de reforço da vacina da Janssen aumenta em nove vezes número de anticorpos, apontam testes iniciais

Farmacêutica procura evidências científicas que segunda dose de seu imunizante tará benefícios diante de novas variantes
O Globo, com agências internacionais
25/08/2021 - 08:39 / Atualizado em 25/08/2021 - 14:48
Vacina da Janssen contra a Covid-19. Foto: ROBYN BECK / AFP
Vacina da Janssen contra a Covid-19. Foto: ROBYN BECK / AFP

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CHICAGO — Uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Janssen, que é de dose única, aumentou drasticamente os níveis de anticorpos, de acordo com dados provisórios de dois testes em estágio inicial, disse a empresa nesta quarta-feira. Pessoas que receberam um reforço de seis a oito meses após suas injeções iniciais viram os anticorpos aumentarem nove vezes mais do que 28 dias após a primeira vacinação, disse a Janssen.

O estudo de fase 2 está sendo conduzido nos Estados Unidos e na Europa. Cerca de 2 mil pessoas receberam a dose de reforço.

"Novos dados provisórios desses estudos demonstram que uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson gerou um aumento rápido e robusto nos anticorpos de ligação à Spike, nove vezes maior do que 28 dias após a vacinação de dose única primária", escreveu a empresa em um comunicado à imprensa.

"Estabelecemos que uma única injeção de nossa vacina Covid-19 gera respostas imunes fortes e robustas que são duráveis e persistentes por oito meses. Com esses novos dados, também vemos que uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson aumenta ainda mais as respostas de anticorpos entre os participantes do estudo que já haviam recebido nossa vacina", disse o Dr. Mathai Mammen, chefe global de pesquisa e desenvolvimento da Janssen, em um comunicado.

Ao contrário dos anticorpos neutralizantes, que destroem o vírus, os anticorpos de ligação grudam no vírus, mas não o destroem nem evitam a infecção. Em vez disso, eles alertam o sistema imunológico de sua presença para que os glóbulos brancos possam ser enviados para destruí-lo.

Vários países, incluindo os Estados Unidos, começaram a oferecer doses de reforço a pessoas com situação de saúde vulnerável, incluindo os imunocomprometidos, conforme a variante Delta se espalhou e alguns vacinados contraíram a Covid-19.

Anteriormente, não havia evidências sobre o efeito de uma dose de reforço da vacina da Janssen. Os consultores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, em particular, estão esperando por uma palavra sobre como aconselhar indivíduos imunocomprometidos que receberam a vacina de dose única.

De acordo com a Janssen, os estudos mostraram aumentos significativos nas respostas de anticorpos de ligação em participantes com idades entre 18 e 55 anos e naqueles com 65 anos ou mais que receberam uma dose de reforço mais baixa.

Os resumos do estudo estão sendo submetidos ao servidor de pré-impressão MedRxiv antes da revisão por pares.

Os resultados foram divulgados antes da conclusão muito esperada do grande ensaio de vacina de duas doses da Janssen. Um porta-voz disse que os resultados estarão disponíveis nas próximas semanas.

Em julho, a Janssen publicou dados provisórios da Fase 1 e 2 no New England Journal of Medicine, que mostraram que os anticorpos neutralizantes gerados por sua vacina permaneceram estáveis oito meses após a imunização com uma única dose.

"Estamos ansiosos para discutir com as autoridades de saúde pública uma estratégia potencial para nossa vacina COVID-19 da Johnson & Johnson, com reforço de oito meses ou mais após a vacinação de dose única primária.", disse Mathai Mammen.

Vários cientistas levantaram preocupações de que os indivíduos que receberam a injeção de Janssen precisariam de reforços. Um estudo realizado por uma equipe da Universidade de Nova York descobriu que uma "fração significativa" das amostras de sangue de receptores que receberam a injeção J&J tinham anticorpos neutralizantes baixos contra Delta e várias outras variantes do coronavírus.

A Janssen disse que a empresa está trabalhando com o CDC, a Food and Drug Administration (FDA), a European Medicines Agency, a Organização Mundial da Saúde e outras autoridades de saúde sobre a aplicação de uma injeção de reforço da vacina.

Por causa de sua conveniência de dose única e requisitos menos onerosos de armazenamento e transporte, a vacina da Janssen já foi considerada uma ferramenta importante para vacinação em áreas de difícil acesso. Mas depois de problemas de segurança e tropeços na fabricação, ele tem a menor aceitação na Europa entre todas as vacinas aprovadas para uso e também tem lutado para ganhar força nos Estados Unidos.

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__________* __________"Covid-19" x "Covid-22"

Cientista suíço ALERTA para possível variante “Covid-22”, que poderia ser MUITO MAIS MORTAL. 

__________ Vacinas seriam INÚTEIS. 

O imunologista Sai Reddy, um pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, afirma que MESCLA de CEPAS já existentes do coronavírus, como a DELTA, pode RESULTAR numa VERSÃO DEVASTADORA, para qual VACINAS seriam INÚTEIS. 

Por Henrique Rodrigues, da Revista Fórum - 23 ago 2021
Imagem: Anadolu Agency (Reprodução)

Um pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, alertou a comunidade científica nesta segunda-feira (23) para a possibilidade de que uma nova variante do coronavírus, detectada recentemente e batizada de Covid-22, venha a ser muito mais LETAL que as variantes que já circularam até agora no mundo.

Em entrevista ao jornal alemão Blick, o imunologista Sai Reddy informou que a nova cepa, a Covid-22, diferentemente de versões como a sul-africana Beta e a brasileira Gama, que conseguiram “burlar” apenas alguns anticorpos das vacinas, poderia passar incólume pelos atuais imunizantes e com a velocidade de disseminação da Delta, que é muito mais contagiosa, ainda que não seja mais letal. 

No caso da Covid-22, a mortalidade seria muito superior às variantes atuais.

“É muito provável que surja uma nova variante e que não possamos mais contar apenas com as vacinas”, disse o pesquisador do órgão suíço.

Reddy advertiu também para a capacidade da variedade Delta em se espalhar, uma vez que pesquisas recentes têm mostrado que ela vem municiada de uma CARGA VIRAL cada vez MAIS ELEVADA

Tal mudança poderia fazer com que as pessoas se tornassem “super espalhadores” do vírus, segundo suas análises.

O alerta sobre a capacidade viral da Delta é voltado especificamente para crianças abaixo de 12 anos, que pelo fato de não poderem se vacinar, teriam um papel marcante na difusão da doença, ou até mesmo serem vítimas dela.

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