___________________________________* ALERTAS VERMELHOS: SINAIS de que o corpo NÃO está se MEXENDO o SUFICIENTE ___________________________________* Governo tenta EVITAR RACIONAMENTO com MEDO de mais QUEDA de POPULARIDADE de Bolsonaro
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ALERTAS VERMELHOS: ____________ SINAIS de que o corpo NÃO está se MEXENDO o SUFICIENTE
Governo tenta evitar racionamento com medo de mais queda de popularidade de Bolsonaro
Procuro vida inteligente no espaço porque é difícil encontrar na Terra'
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Refluxo causa mais do que azia. E, agora há um novo jeito de tratá-lo
O novo procedimento — que, aliás, foi muito bem sucedido — se chama fundoplicatura endoscópica. Ou, como alguns preferem, TIF (sigla do inglês "trans-oral incionless fondoplication") "Ela já vinha sendo tentada desde o início dos anos 2000, mas com técnicas que não deram muito certo", explica o médico.
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Alertas vermelhos: sinais de que o corpo não está se mexendo o suficiente

Fernanda Beck
Colaboração para VivaBem
03/09/2021 04h00
O corpo humano é feito para se mover. No entanto, a falta de necessidade, as rotinas corridas e a famosa preguiça fazem com que a gente acabe não se mexendo tanto.
Mas o corpo sente e fala: são vários os sinais que o corpo dá quando não se exercita o suficiente. As manifestações do corpo quando não fazemos atividades físicas são muitas, e podem ser divididas em três compartimentos principais: o grupo cardiopulmonar, o osteomuscular e a saúde mental.
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'Gordinho ativo' ou magro sedentário: por que a comparação não faz sentido?
O exercício físico é um dos componentes de maior estresse ao qual o corpo se submete. São as reações ao estresse do movimento que condicionam o corpo, trazendo benefícios cardíacos, respiratórios, intestinais, metabólicos e mentais. Os resultados são visíveis quando o corpo trabalha para sair da zona de conforto, mas a falta deles também é bastante perceptível. Confira:
- Constipação intestinal frequente

A importância do exercício é muito grande no controle do intestino. Quando nos movemos com mais frequência, nosso intestino também se move, o que torna defecar uma tarefa mais fácil.
Com o exercício físico, rapidamente o organismo aumenta os gastos calóricos, exigindo que o metabolismo intestinal trabalhe de maneira mais rápida. Músculos abdominais fortes também são um elemento chave para aumentar a fluidez dos dejetos pelo sistema digestivo.
- Sentir as juntas "duras" e sensação de rigidez no corpo
Estes são sinais da falta de condicionamento do sistema musculoesquelético. O melhor remédio é manter o corpo sempre em movimento para que estas peças não "enferrujem".
O exercício físico aumenta a potência muscular, o volume, a elasticidade e a resistência muscular, proporcionando uma manutenção harmoniosa do aparelho locomotor. Mas atenção: em casos mais graves, podem ser sinais de inflamações, como a artrite. Na persistência dos sintomas, procure orientação médica.
- Estar sempre sem fôlego

Assim como os outros músculos do corpo, os músculos que movem os pulmões também vão definhando se não são exercitados. Quanto menos exercícios praticamos, mais ficamos com sensação de falta de ar ao executar tarefas corriqueiras e pouco desafiadoras. Uma rotina constante de exercícios físicos aumenta o condicionamento cardiorrespiratório, melhorando seu fôlego em todas as situações.
- Viver de mau humor

Não se exercitar tem efeitos também na saúde mental. O sedentarismo pode aumentar quadros de ansiedade e depressão. A atividade física aumenta a oxigenação cerebral, importante para o nosso bem-estar mental.
O esporte também traz benefícios sociais, ajudando a pessoa a se dedicar e manter o foco em coisas positivas. Fazer parte de um grupo, seguir regras e trabalhar colaborativamente também são benefícios sociais do esporte.
Além de melhorar o condicionamento físico, a prática regular de atividade física também melhora a capacidade cognitiva e diminui os níveis de ansiedade e estresse de maneira geral, melhorando desta forma o humor.
Com a prática da atividade física aumentamos a liberação de neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar. Cuidado com o outro extremo: o excesso de atividades físicas, com desgaste acumulado, pode levar à estafa e ao esgotamento, e ter um peso na saúde mental.
- Sentir-se sempre sem energia
O exercício físico aumenta a circulação sanguínea e o aporte de nutrientes para os diversos tecidos do corpo. Se você passa a maior parte do tempo parado, o corpo não recebe a energia de que precisa para funcionar de maneira saudável. Exercitar-se melhora o metabolismo e a utilização de nutrientes e de açúcar pelo corpo, aumentando a sensação de energia.
A prática de exercício físico é considerada a forma mais comum de tratar a ansiedade, já que traz benefícios para o sistema circulatório, contribui para uma maior produção de endorfina e melhora os níveis de serotonina e noradrenalina, substâncias envolvidas na ansiedade e sensação de falta de energia.
- Ter o metabolismo baixo

Mover-se mais e aumentar a massa muscular do corpo aceleram o metabolismo. O aumento da capacidade cardiopulmonar, vindo do exercício, também contribui para isto.
Pessoas com metabolismo mais "rápido" costumam ser pessoas que se movem mais, mesmo que sejam atividades pequenas, como caminhar pelo bairro, passear com o cachorro ou mesmo subir e descer as escadas de casa.
Os exercícios aumentam o gasto de energia do corpo e estimulam a queima de gorduras. Mesmo após terminada a atividade, os benefícios continuam: o corpo segue queimando calorias devido ao aumento da circulação sanguínea, da respiração e da atividade muscular, mantendo o metabolismo mais elevado.
- Ter um sono de má qualidade
O exercício físico moderado e constante tem efeitos benéficos na saúde em geral. Do lado psicológico, pode reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima e a autoconfiança, melhorar o aspecto cognitivo e diminuir o estresse. Todos estes são fatores que contribuem na qualidade do sono.
A descarga adrenérgica recebida pelo corpo ao realizar exercícios físicos também é importante, pois "cansa" o corpo, preparando-o melhor para dormir.
- Viver se esquecendo de tudo

A prática regular de atividade física garante o aumento da oxigenação do cérebro; ajudando a evitar graves doenças neurológicas. Quem se exercita com regularidade têm menos chances de desenvolver patologias neurológicas como Parkinson, Alzheimer e AVC.
- Ter pressão alta
A falta de atividade física, aliada à tão comum ansiedade, tende a desencadear quadros de hipertensão, podendo evoluir para AVCs e/ou infartos. O coração é o órgão do corpo humano que mais sofre com uma rotina sedentária.
- Apresentar quadro pré-diabético
Isso acontece porque, de forma geral, o sedentarismo e a obesidade não levam a um gasto energético dos alimentos que consumimos, causando a diabetes tipo 2. Estes fatores de risco causam predisposições para doenças cardiovasculares. Quando perde peso, o corpo diminui a resistência à insulina, melhora o uso da glicose e diminui as chances de desenvolver diabetes.
- Ter dor nas costas constante

A prática de atividade física influencia diretamente no desenvolvimento muscular e crescimento ósseo. O sedentarismo é prejudicial para a estrutura final do indivíduo e aumenta o risco de desenvolvimento da obesidade e de instabilidade da coluna. A falta de condicionamento e fortalecimento muscular pode desencadear dores crônicas em muitas partes do corpo.
Dores nas costas estão ligadas principalmente à falta de fortalecimento muscular e à má postura. Uma musculatura fraca não consegue manter a coluna alinhada da maneira correta. A solução é fortalecer os músculos do core, do qual a lombar faz parte.
- Sentir fome a toda hora
Já ouviu falar na frase "fome de leão"? O dito popular vem do fato de que durante a prática física (como quando um leão corre) temos um gasto energético elevado, o que leva à diminuição da taxa de glicose no sangue, o que traz a sensação de fome.
No início, aderir a uma rotina de exercícios pode aumentar o apetite, mas também diminui a ansiedade e aumenta a sensação de prazer e bem-estar, o que inibe a alimentação compulsiva. O comprometimento com o treino também é um fator que ajuda na melhora da alimentação.
- Ficar doente frequentemente

A falta da atividade física pode prejudicar a criatividade e a produtividade, provocar crises de ansiedade, humor deprimido, diminuição da libido e problemas de ordem física, afetando o sistema imunológico e prejudicando o bom funcionamento das defesas do corpo.
Movimentar-se melhora o sistema imunológico e diminui infecções de repetição - desde que mantendo um volume de treinos adequado, sem excessos, e uma alimentação saudável.
- Pele sem brilho
Durante a atividade física há uma melhora do fluxo sanguíneo, que leva mais oxigênio e nutrientes aos tecidos do corpo. Este estímulo na circulação deixa a pele saudável e bem nutrida, o que resulta em uma melhor aparência.
Através do suor são eliminadas impurezas e toxinas encontradas nos poros —uma hidratação de qualidade com água durante a atividade física ajuda neste ponto.
Exercício é remédio
Essa reportagem faz parte da campanha de VivaBem Exercício É Remédio, que quer ressaltar a importância da atividade física para a saúde e dar dicas e ideias para combater o sedentarismo.
Os conteúdos abordam a importância da atividade física para prevenir e tratar doenças, os sinais que o seu corpo dá quando você não se mexe o suficiente, dicas para tornar o exercício um hábito, além de descobrir qual mais combina com você, cuidados essenciais para começar a se movimentar, inclusive na terceira idade e relatos inspiradores de pessoas que trataram questões sérias de saúde com atividade física. Mas tem muito mais. Confira todo o conteúdo da campanha aqui.
Essa é a terceira campanha de uma série de VivaBem que tem trazido conteúdos temáticos para auxiliar no combate a problemas que muitas pessoas enfrentam no dia a dia e contribuir para que você tenha mais saúde e bem-estar.
A primeira foi Supere a Depressão Pós-Parto, realizada em março; e a segunda foi Tenha Uma Boca Saudável, em junho.
Fontes: Jinmy Henry Ricaldi Rocha, médico do exercício e do esporte, diretor de defesa profissional da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte; Tiago Lazzaretti, cirurgião ortopédico que atua no grupo de medicina do esporte no HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); João Felipe de Medeiros Filho, professor da disciplina de ortopedia do departamento de cirurgia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e membro da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia); e Fabrício Buzatto, médico do esporte, fisiatra e nutrólogo, professor da disciplina de nutrologia esportiva da pós-graduação em nutrologia da Santa Casa de Misericórdia de Vitória e pós-graduado em medicina esportiva pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
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Homem é preso no Rio acusado de roubar R$ 200 mil da própria mãe

Gilvan Marques
Do UOL, em São Paulo
21/08/2021 18h52
Um homem foi preso ontem por agentes da Polícia Civil, no Rio, acusado de roubar R$ 200 mil da própria mãe. Ele aplicou golpe com a ajuda da esposa, que também foi presa. Fernando José Marques e Edejane Xavier já haviam sido condenados pela Justiça a sete anos de prisão, cada um, por crimes com base no Estatuto do Idoso.
Segundo a investigação, o filho, que não convivia com a mãe, se aproximou ao perceber que ela tinha problemas de saúde com o objetivo de se apropriar de seus rendimentos mensais.
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Pai de grávida assassinada morre 19 dias após o ataque; genro segue preso
Daniele Dutra
Colaboração para o UOL, do Rio de Janeiro
02/09/2021 23h55
O sogro do tabelião e empresário de criptomoedas suspeito de ter assassinado a esposa, grávida de seis meses, e a sogra, em Cônego, Nova Friburgo, região serrana do Rio, morreu ontem, após 19 dias internado.
Em 13 de agosto, Wellington Braga de Mello, o Tom, de 75 anos, foi baleado com dois tiros pelo genro, conseguiu pedir ajuda, mas acabou morrendo após a longa internação em um hospital fluminense.
Homem é preso no Rio acusado de roubar R$ 200 mil da própria mãe
Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos, de 43 anos, está preso no Hospital Penal Psiquiátrico Roberto Medeiros desde 20 de agosto, mas já tem ordem de transferência para o presídio de Bangu autorizada, após a Justiça julgar não haver elementos nos autos de que o denunciado possua perturbação mental.
O suspeito, que agora vai responder por feminicídio da esposa grávida e homicídio dos sogros, alegou doenças como depressão, ansiedade, crise de pânico e demais transtornos mentais no dia da audiência de custódia, quando foi solicitado um exame para verificar qualquer instabilidade mental.
A decisão do juiz Marcelo Alberto Chaves Villas diz: "O acusado praticava tiro desportivo, postava fotografias em rede sociais com arma de fogo e não se sabe influenciado por discurso de ódio. Quiçá fatores possam explicitar crimes tão graves como ora os apurados e não um suposto surto psicótico. Chama atenção que o surto psicológico, apenas foi abordado superficialmente nos depoimentos dos agentes da lei em sede policial que afirmaram que o denunciado disse informalmente que cometeu os crimes, pois teve um 'surto'".
A reportagem procurou a SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária), mas até o momento não teve retorno sobre a transferência de Ricardo.
De acordo com Paulo Marra Moraes, advogado de Ricardo Vasconcelos, a decisão do juiz foi dada por um atestado de meses atrás, quando o tabelião conseguiu posse de arma: "Segundo o juiz, se ele estava são para ter arma, estava são para ir para o presídio. Mas o juiz não tinha em mãos os dois atestados médicos dizendo que ele estava surtado no dia. Ele usou o que achou conveniente para o pensamento dele".
Para o advogado, os médicos do hospital psiquiátrico não são obrigados a obedecer a essa ordem se eles entenderem que Ricardo não tem condições de ir para o presídio. Sobre o exame de sanidade mental, ele afirma que ainda não tem resultado.
"O que será feito no hospital é um laudo de como ele se encontra agora. Quando o processo se iniciar será promovido um 'Incidente de Sanidade Mental', que será feito por um perito judicial que avaliará se ele era capaz de entender a ilicitude de seus atos naquele momento em que ocorreram os fatos. Se ele estiver bem agora, irá para o presídio, mas, mesmo assim, nada impede que ele seja considerado inimputável e vice-versa", explica Paulo Marra.

Nas redes sociais, a médica Saliha Mello, que perdeu os pais e a irmã, desabafou: "Estou muito sofrida, muito, mas essa força vai virar revolta em prol de outras pessoas. Agora peço que a justiça seja feita. Que esse assassino cumpra o que tem que cumprir e onde tem que cumprir. E que essa decisão de que esse tesoureiro do inferno volte para o presídio comum, seja cumprida".
Somente na semana passada que ela conseguiu cremar a mãe Rosemary Gomes de Mello, de 67 anos, e a irmã, a juíza de paz Nahaty Gomes de Mello, de 33 anos, grávida de seis meses.
Noite do crime

Os assassinatos ocorreram na noite de sexta-feira, 13 de agosto, em Cônego, Nova Friburgo, quando a sogra de Ricardo Jucá, Rosemary Gomes de Mello, de 67 anos, foi encontrada morta no primeiro andar da residência da família; a esposa grávida, Nahaty Gomes de Mello, de 33 anos, no segundo andar, na cama, sem vida e com uma pistola ao lado.
Os policiais militares receberam um chamado e, chegando ao local, encontraram Wellington Braga, de 75 anos, sogro do suspeito, baleado na boca. Ele disse aos agentes que seu genro, Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos, de 43 anos, e suspeito de ser autor dos disparos, estaria "completamento transtornado" dentro de casa.
O suspeito trabalhava como tabelião no mesmo cartório que Nahaty, juíza de paz, e é empresário do setor de criptomoedas. Ainda não há confirmação para a cremação de Wellington Mello.
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Sérgio Mamberti redescobriu o amor com outro homem após morte da mulher
03/09/2021 10h52
Atualizada em 03/09/2021 13h06
Sérgio Mamberti, que morreu hoje aos 82 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, se envolveu em pelo menos duas grandes histórias de amor. A primeira foi com Vivian Mahr, a mãe de seus três filhos, e posteriormente com Ednardo Torquato, com quem viveu um relacionamento por quase quatro décadas.
As relações amorosas de Mamberti foram contadas pelo ator na biografia "Senhor do Meu Tempo", publicada recentemente. A dor pela morte de Vivian foi grande, mas veio acompanhada por um sentimento de alívio, como o artista relata no livro.

'Dr. Victor é meu alterego', disse Sérgio Mamberti no 'Oi, Sumido'
Os dois últimos anos haviam me afetado profundamente, como também foram marcantes na vida dos meninos. Afinal, não é fácil ver a mãe tão doente, definhando a cada dia.
Vivian enfrentou 18 internações e morreu, aos 37 anos, no início de 1980 de insuficiência cardíaca. Com ela, os dois tiveram os filhos Eduardo, Carlos e Fabrício.
Um novo amor

Em viagem com uma peça de teatro, o eterno tio Victor do "Castelo Rá-Tim-Bum" conheceu Ednardo Torquato, ou simplesmente Ed — como ele o chamava carinhosamente. Eles foram morar juntos em 1985 e tiveram 37 anos de união.
Em 2019, um novo baque em sua vida: a morte de Ed. Na biografia, Mamberti narra a dificuldade que se viu diante de uma nova perda e como precisou de coragem
Ed, meu companheiro querido, nos deixou muito cedo. Pela segunda vez, tive de experimentar a mesma ausência sofrida com a partida de Vivian, em 1980. Sei que nunca vou me recuperar dessas duas perdas, mas a vida exige coragem e esperança para seguir em frente.
Ed teve a síndrome de Wernicke-Korsakoff, caracterizada pela amnésia e forte confusão mental. Acabou tendo uma uma infecção urinária e morreu aos 62 anos. O ator e Ed adotaram uma menina, Daniele.
Bissexualidade nunca foi um segredo
O artista diz na obra que não escondia a sua sexualidade. Apenas optou por não falar sobre o tema abertamente em entrevistas.
Não adianta esconder porque a qualquer hora isso pode vir à tona. Talvez a gente tenha tido, em alguns momentos, que enfrentar determinados problemas, mas muito menores do que se eu tivesse tentado esconder.
Veja a participação de Sérgio Mamberti no 'Oi, Sumido: Castelo Rá-Tim-Bum'
Morre o ator Sérgio Mamberti, relembre momentos da sua carreira

Sérgio Mamberti voltou a encontrar o porteiro do Castelo Rá Tim Bum em 2017

Raios e Trovões! Sérgio Mamberti se destacou como o Doutor Victor no "Castelo Rá Tim Bum" (TV Cultura)
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3,89% do texto da Bíblia propagam violência e ódio; Corão, 8,85%
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| Em ambos os livros, o castigo divino se estende para a eternidade |
A Bíblia e o Corão, como se sabe, contêm passagens de extrema violência.
Exemplo cristão:
Exemplo muçulmano:
A perversidade é tanta, que nos dois livros há trechos que ameaçam com o castigo eterno, como no exemplo acima do Corão.
Apesar disso, a Bíblia e o Corão têm sido guias de conduta de moralidade para bilhões de pessoas em todo o mundo.
Qual dos dois livros sagrados destilam mais crueldade?
Em quantidade de citações, a Bíblia ganha fácil:
Ocorre que a Bíblia tem mais páginas do que o livro sagrado dos muçulmanos.
Em inglês, aqui estão os relatos bíblico que exaltam a violência, um a um, e aqui os do Corão.
Os líderes religiosos (exceto os fundamentalistas) pouco falam sobre esses textos, mas eles não podem negar que fazem parte da obra de Deus.
Trechos bíblicos cuja existência crentes fingem desconhecer
Machismo da Bíblia e Corão manda a mulher se calar
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Mais contradições da Bíblia
Bíblia não condena aborto nem a poligamia, afirma estudioso
O pouco que a Bíblia diz sobre a 'última ceia' é inconsistente
3,89% do texto da Bíblia propagam violência e ódio; Corão, 8,85%
Dez imoralidades da Bíblia não questionadas por cristãos
Bíblia tem mais de 2,5 milhões de mortes em nome de Deus
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| Sangue escorre da Bíblia |
Trechos bíblicos cuja existência crentes fingem desconhecer
Veja os 10 trechos mais cruéis da Bíblia
Nove trechos da Bíblia que fazem apologia da tortura
Se Bíblia fosse lei, maioria estaria condenada à morte
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90 trechos da Bíblia que são exemplos de ódio e atrocidade
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----------*'Penha me transformou em monstro', afirma ex-marido
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----------*WikiLeaks aponta os financiadores de movimentos ultraconservadores
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----------* Mundo muçulmano fica em silêncio diante do triunfo do horror do Talibã no Afeganistão
escritor franco-marroquino
Um silêncio ensurdecedor dos países muçulmanos acolheu a vitória dos talibãs no Afeganistão. Indiferença ou mera passividade, ou talvez um velho hábito de não dizer nada, de não fazer nada quando o Islã é usado para uma tarefa indigna de seus valores.
O Catar, que tem ajudado discretamente os talibãs, se comporta como se nada tivesse a ver com eles. Nem uma palavra. A Arábia Saudita também não fez nenhum comentário. Ainda assim, há muito a ser dito sobre a maneira como o Islã está sendo desviado para se tornar bandeira e ideologia do terrorismo talibã.
Por que os povos muçulmanos do mundo não reagem a esse horrível desvio de sua religião por criminosos e bárbaros? Por que uma instituição como Al Azhar, no Cairo, não se expressa com firmeza e sem ambiguidades contra esses bandos de destruidores do Islã? Por que assistimos diariamente ao triunfo do horror no Afeganistão como em alguns países africanos, sem nos mover, sem gritar, sem manifestar nas ruas a rejeição absoluta a essa barbárie arrogante e triunfante?
Boko Haram significa "livro proibido". Talibãs significa "estudantes". Tanto o primeiro quanto o segundo se encontram no túnel do obscurantismo. Ambos os fenômenos são marcados pelo ódio aos livros e à cultura. Pelo ódio e pela subserviência da mulher.
Há muito tempo o Islã vem sendo usado por criminosos como ideologia e bandeira de uma nova ordem, a da submissão e escravidão de crianças e mulheres. Desnecessário dizer que nada disso existe no Islã, mas se deixa aberta a porta para a possibilidade de as pessoas acreditarem que o Islã seja isso.
Os textos, lidos com inteligência, exoneram o Islã desses atos de violência. Mas é necessário mobilizar-se em todo o mundo muçulmano para rejeitar esses abusos que negam toda civilização, toda cultura, toda humanidade.
Na Nigéria, o Boko Haram sequestra estudantes do ensino médio para induzir os pais a não mandar suas filhas à escola. Os talibãs traficam drogas para comprar armas e conquistar um país inteiro. Em 11 de março de 2001, o patrimônio cultural mundial sofreu danos irreparáveis com a destruição das estátuas monumentais de Buda em Bamiyan. O mundo muçulmano, ao contrário do mundo ocidental, não reagiu.
Vinte anos depois, os insurgentes se apoderaram das principais cidades sem nem mesmo ter que combater. Cabul se rendeu. Enquanto isso, o presidente do país fugiu para o exterior. O exército regular afegão é tão corrupto que não opôs resistência. Entregou o país a um bando de homens armados até os dentes, dispostos a impor suas próprias regras sobre o funcionamento de uma sociedade em que as mulheres são consideradas escravas dos homens.
Um morador de Baghlan (uma província do norte) relatou que: "Todas as forças do governo fugiram imediatamente após a chegada dos talibãs sem a menor resistência."
As mulheres fogem antes da chegada dos talibãs. Sabem que serão violentadas ou forçadas a se casar com um dos chefes. Uma jovem afegã disse à AFP que "chora dia e noite ao ver os talibãs obrigar as garotas a se casarem com seus combatentes". Ela chora porque sabe que destino a espera se cair nas mãos desses indivíduos.
Por ordem de Joe Biden, os EUA, após vinte anos de presença, retiraram-se desse atoleiro. É de se perguntar por que eles embarcaram nessa aventura. Os vários líderes estadunidenses não aprenderam nenhuma lição com a derrota no Vietnã.
Claro, houve primeiro a intervenção soviética, depois a luta contra o comunismo e o ateísmo da Arábia Saudita e finalmente a chegada dos EUA com a intenção de treinar o exército afegão para defender o país da barbárie. Um fracasso em todas as frentes. A guerrilha urbana tem mais recursos do que a guerra convencional. E assim o Afeganistão se tornará o centro do terrorismo em escala global.
Os europeus temem um afluxo maciço de refugiados afegãos. O Irã já recebeu 3,5 milhões de afegãos em fuga e o Paquistão 1,4 milhão. Os europeus estão dispostos a dar dinheiro a esses dois países para aceitar mais refugiados. O medo de ver famílias afegãs chegarem ao solo europeu é real. O asilo político para esses milhões de refugiados não funciona mais.
O mundo testemunhou a derrota de um exército e de um estado em poucos dias. Fala-se que alguns governadores negociaram com os insurgentes para fugir, deixando as cidades abertas aos talibãs. O mal vem de longe. A corrupção e a falta de legitimidade dos governantes contribuíram para a rápida vitória dos talibãs.
O silêncio do mundo muçulmano surpreendeu a todos. Um país, uma sociedade, caiu nas mãos de pessoas que nada sabem sobre o Islã e sua filosofia. A vitória dos talibãs é o triunfo do obscurantismo religioso, a subjugação das mulheres e o fim da cultura. E tudo isso está sendo imposto a um povo em nome do Islã.
> Esse artigo foi publicado originalmente no jornal italiano La Reppublica com o título Afghanistan, il silenzio dei musulmani. Tradução do português é de Luisa Rabolini para IHU Online.
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"Bolsonaro será preso após deixar o poder", diz Felipe Neto

247 – "Bolsonaro aposta todas as fichas na reeleição porque sabe o futuro.
Sem a máquina pública aparelhada e controlada, ele e membros da sua família serão presos", postou o youtuber Felipe Neto, em suas redes sociais.
Saiba mais sobre o novo escândalo da "familícia":
Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, que trabalhou por 14 anos para a família Bolsonaro, alegou ter testemunhado durante o período crimes que teriam sido cometidos pelos parlamentares Flávio e Carlos Bolsonaro, assim como pela advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair, informa reportagem do Metrópoles.
Marcelo dos Santos, que foi lotado no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj entre 2003 e 2007, alega ter devolvido 80% de tudo que recebeu no período.
O valor repassado gira em torno de R$ 340 mil.
As revelações foram feitas após Marcelo dos Santos se demitir por não receber o salário pedido.
Ele trabalhou na campanha de 2002 de Flávio para deputado estadual e depois trabalhou em seu gabinete.
Em seguida, virou uma espécie de babá de Jair Renan, filho de Ana Cristina com Jair Bolsonaro.
“Entre 2014 e 2021, trabalhou como empregado doméstico de Ana Cristina em suas casas, primeiro em Resende (RJ), e nos últimos meses em Brasília”, informa o Metrópoles.
Marcelo alega que Ana Cristina foi quem precedeu Fabrício Queiroz.
Ela era a encarregada de recolher as rachadinhas não só no gabinete de Flávio, mas também no de Carlos, eleito vereador da Câmara do Rio em 2000.
“Segundo ele, Ana Cristina não se envolvia no eventual recolhimento de valores dos funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro como deputado federal, restringindo-se a articular o esquema na Assembleia e na Câmara do Rio.
Todo mês, segundo ele, sacava 80% de seu salário e entregava o dinheiro em espécie nas mãos da advogada.
Todos os assessores de Flávio, de acordo com o ex-empregado, faziam o mesmo, bem como os de Carlos”, diz o funcionário.
“Somente depois da separação de Jair e Ana Cristina, em 2007, Flávio e Carlos teriam assumido a responsabilidade do recolhimento dos valores dos funcionários de seus gabinetes”, diz a reportagem.
Em 2020, o patrimônio de Ana Cristina era estimado em R$ 5 milhões.
O ex-funcionário alega que o montante foi possível através do uso de uma série de laranjas, inclusive na compra da mansão em que mora atualmente em Brasília, no Lago Sul, com o filho Jair Renan.
“Segundo Marcelo, Ana Cristina não alugou o imóvel, como ela conta, mas o comprou, por meio de dois laranjas, com quem firmou um contrato de gaveta, ou seja, um documento informal não registrado em cartório, para que eles repassem o imóvel para seu nome após o encerramento do financiamento”, destaca a reportagem.
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Morre Sérgio Mamberti, 82, um dos maiores atores do país e fundador do PT (vídeo)

247 - O ator Sérgio Mamberti, de 82 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (3) em São Paulo. O artista estava internado em um hospital da rede Prevent Sênior, na capital paulista. Mamberti foi um dos maiores atores da dramaturgia nacional. Fundador do PT, foi protagonista de dezenas de vídeos e campanhas do partido, tendo atuado com destaque na campanha pela libertação de Lula, de quem era grande amigo.Assista a este depoimento de Sérgio Mamberti sobre a fundação do PT, gravado em 2017. “Os artistas, intelectuais, operários, estavam todos juntos ali”, relembrou o ator:
Mamberti estava intubado, com uma infecção nos pulmões. Ele morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.
Em julho deste ano, Mamberti havia sido hospitalizado para tratar de uma pneumonia e chegou a passar por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após cerca de 15 dias, se recuperou e teve alta.
Além de ator e protagonista político-social, Sérgio Mamberti foi um grande articulador cultural, abrigou em sua casa em São Paulo artistas vindos do Brasil e de fora que precisavam de abrigo. Entre seus hóspedes, estão os Novos Baianos, Asdrúbal Trouxe o Trombone e The Living Theatre, lembra reportagem do G1.
O ator colecionou inúmeros papéis de destaque. Foi nas séries que viveu seu personagem mais querido, o saudoso Dr. Victor do Castelo Rá-tim-bum.
Também participou de produções da TV Globo, como “A diarista" e "Os normais”. “Atualmente, esteve no elenco de “3%”, série brasileira produzida pela Netflix.
Mamberti dirigiu peças importantes no circuito paulista. Em 2019, estreou, ao lado de Rodrigo Lombardi, a premiada “Um panorama visto da ponte”.
Estreou no cinema em 1966 com a comédia “Nudista à força”, de Victor Lima. Depois, emplacou inúmeros sucessos: “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), “Toda Nudez Será Castigada” (1973), “O Homem do Pau Brasil” (1980), “A Hora da Estrela” (1985), “A Dama do Cine Shangai” (1987).
Também estrelou filmes infantis como “Xuxa Abracadabra” (2003) e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili” (2006).
Mamberti também reinou nas novelas. Um de seus primeiros papéis de destaque foi como João Semana em “As Pupilas do Senhor Reitor” (1970).
Depois disso, atuou também em , “Brilhante” (1981), “Anjo Mau” (1998), “O Profeta” (2007), “Flor do Caribe” (2013), “Sol Nascente” (2016), entre outras. Seu maior sucesso foi o mordomo Eugênio na clássica “Vale Tudo” (1988).
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PF se expõe ao ridículo para ter munição contra o PT nas eleições de 2022 - Davis Sena Filho
Por Davis Sena Filho

A Polícia Federal é filha legítima da ditadura militar de 21 anos que terminou, em 1985, desmoralizada e odiada pela sociedade brasileira e por inúmeras gerações que tiveram de conviver com elementos ditatoriais que tomaram de assalto o poder central e causaram incontáveis transtornos e sofrimento a milhares de famílias brasileiras. A PF se expõe ao ridículo para ter munição contra o PT nas eleições de 2022.
Contudo, e apesar de ser poderosa mais do que devia ser permitido, tal corporação está há quase dez anos a se meter no processo político e eleitoral deste país bananeiro, que por ser bananeiro tem uma polícia judiciária que se considera forte e autônoma o suficiente para realizar farsas, colher provas manipuladas, mentir como se não houvesse amanhã, além de realizar todo tipo de ilegalidades para que, inacreditavelmente, seus interesses políticos e corporativos sejam concretizados.
A verdade é que a Polícia Federal se partidarizou, tornou-se ideológica e, com efeito, optou pelo ativismo político de forma criminosa, mesmo a ser uma corporação pertencente ao Estado nacional, assim como jamais deveria agir e atuar como se fosse membro do governo ultraliberal e de essência fascista, como o é a fracassada administração de Jair Bolsonaro, que entrará para a história como o pior governo da história do Brasil.
Não sei por que cargas d'água a PF, ou melhor, setores dela ainda insistem em construir uma narrativa que não passa de uma falácia e farsa, como é o caso dos hackers que tiveram acesso às conversas de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e outros membros da Lava Jato, a incluir delegados da PF, que ao que parecem estão ainda inconformados com a desmoralização e derrota inapelável do bando de quadrilheiros que se associou para apoiar um golpe de estado contra Dilma Rousseff, bem como encarcerar por inacreditáveis 580 dias o líder trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora a PF tenta ligar o ex-ministro Antônio Palocci e o PT aos hackers, que tiveram em sua posse os áudios e mensagens escritas entre Moro, Dallagnol et caterva, dignas de uma fossa imunda e fedorenta, de autoria dos verdadeiros gangsters que armaram todo tipo de arapuca jurídico-policial para que o PT fosse destruído e suas principais lideranças demonizadas e taxadas como corruptas e formadoras de quadrilhas.
O problema é que depois se verificou e se comprovou que os verdadeiros corruptos e criadores de grupos bandoleiros eram, indubitavelmente, inúmeros juízes, procuradores e delegados da PF, que de tão poderosos e intocáveis que se sentem continuam até hoje a dar continuidade a acusações sem provas e denúncias totalmente desprovidas de fundamentos, em uma clara ação de apenas manter vivo o processo dantesco que levou o País à bancarrota e praticamente acabou com o Estado de Direito, maculou a Constituição e destruiu a economia e seus principais alicerces da indústria e do comércio.
Outra coisa a observar é a irresponsabilidade institucional dessa gente concurseira, com origem na classe média, sustentada pelo Erário Público, que depende para existir do dinheiro do contribuinte brasileiro em forma de impostos. Parte importante da PF está indelevelmente infectada pela ideologia anti esquerda e seus agentes agem como se fossem, ridiculamente, salvar o Brasil do comunismo, sendo que o País nunca teve um governante comunista e muito menos deixou de ser algum dia um paiseco de quinta categoria, onde viceja a pior "elite", sem sombra de dúvida, do mundo ocidental.
Trata-se de um País tão atrasado e sempre disposto ao retrocesso que policiais federais agem como querem e desejam, nem para que isso tenham que manipular provas, criar situações e acusar com má-fé intelectual as pessoas que a PF considera criminosas, sendo que surrealisticamente são os próprios agentes do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte e autorizados pela nação para usar armas, que estão a cometer crimes, pois a intenção, volto a ressaltar, é ter munição para que a direita e a extrema direita partidárias, que irão enfrentar Lula nas próximas eleições, possam fazer o combate político e ideológico.
Evidentemente que esses servidores públicos, ousados e atrevidos, terão de um dia responder por seus crimes em série, que tem origem na mal fadada Lava Jato, um covil de conspiradores desmedidamente ambiciosos, que queriam fama, dinheiro e poder, além de que, obviamente, serem ideologicamente de direita.
É vergonhoso o que setores da PF estão a fazer, com a aquiescência de sua cúpula bolsonarista, que efetivou o aparelhamento da PF, sendo que alguns integrantes dessa corporação, a serviço do presidente de plantão, agem nos subterrâneos da ilegalidade quando se dispõem a fazer acusações sem quaisquer provas reais, que pudessem consolidar as traquinagens que ora a PF está a fazer.
A verdade é que Walter Delgatti não para de incomodar certos policiais que estão a agir como lamentáveis meganhas dos tempos da ditadura de 1964. Delgatti é o hacker que acabou com as picaretagens e as malevolências da PF, que ficou com fraturas expostas por causa da Operação Spoofing, cujos diálogos e mensagens entre os valetes da Lava Jato são dignos de verdadeiros bandidos, que deixariam o próprio capeta com imensa vergonha e avassalador constrangimento.
A verdade é que a PF (como o MPF e outros setores minoritários da Justiça neste momento) se tornou uma corporação partidária e, evidentemente, de direita, a ter como estratégia de combate à oposição de esquerda e trabalhista os mesmos métodos consagrados pela Lava Jato, ou seja, coação, perseguição, ameaça, intimidação e açodamento nas relações com as cortes de justiça superiores, de forma a sabotar o andamento de recuperação da ordem democrática e institucional.
Esses grupos de servidores públicos claramente apoiam o governo ultraliberal e de extrema direita do capitão desprezado pelo Exército. Deve ser porque esses policiais devem se considerar membros da alta burguesia brasileira, com os mesmos interesses econômicos e financeiros, sendo que ser servidor público durante décadas deve ser para eles, creio eu, apenas um hobby, até quando trocam tiros com marginais nas ruas das cidades e nas fronteiras.
Apenas um hobby, porque da mesma classe, pois ricos e milionários os policiais já são, não é cara pálida? Acho que é isso e por causa disso os agentes da PF, sem generalizar, tomam partido, escolhem candidatos e governos para defender e também atacar. No caso dos líderes do PT, a PF só ataca, como aconteceu em eleições anteriores. Contudo, os policiais são incansáveis e insistem em manter a chama do Bolsonaro acesa, porque o vulgo Bozo não tem nada a oferecer ao povo, a não ser fuzil e fome, como se vê em todo o Brasil, que jamais teve desemprego e insegurança alimentar com índices tão altos.
Entretanto, a PF considera o mentiroso e covarde do Antônio Palocci um trunfo, porque sabe que ele é um homem sem fibra e que se entrega ao medo, além de ter mostrado ao Brasil que é um lamentável traidor, que fez de tudo, até cometeu falso testemunho para sair da cadeia, porque, na verdade, não passa de um bunda mole, coisa que o Lula não é, pois enfrentou com coragem o sistema corrupto de justiça e falou de forma altissonante para quem quisesse ouvir que juízes, procuradores e policiais formaram um bando criminoso para que o PT fosse destruído e suas lideranças desmoralizadas moralmente e politicamente.
Lula derrotou essa gente sem eira nem beira, além de useira e vezeira em cometer desatinos e malfeitos no próprio campo de jogo deles. São 17 processos contra ele derrotados e injustificados, sendo que a maioria não tinha sentido e lógica quanto mais credibilidade. Os marginais da Lava Jato armaram, com o apoio da imprensa de mercado mais corrupta, vil e golpista do mundo, um conjunto de incoerências, mentiras, perfídias, denúncias vazias e acusações não fundamentadas, que os levaram à desmoralização e à total falta de credibilidade.
E por isso foram duramente derrotados, principalmente a partir da Operação Spoofing, que pode ser considerada o calcanhar de Aquiles dos delinquentes da Lava Jato e fora da Lava Jato. Os delegados agora tentam convencer o próprio diabo que há um mandante ou financiador do hacker Walter Delgatti, além de outros envolvidos nesse caso, que fez o STF, STJ, TRF4 e varas federais de primeira instância extinguir os simplesmente não aceitar pedidos do MPF e da PF quanto a Lula e outras pessoas que também foram envolvidas de forma ilegal e ilegítima com os processos da Lava Jato.
Vê se pode, cara pálida! E não é que agora agentes da PF do DF estão a tentar validar a tese esdrúxula e por isto surreal de que Palocci TERIA oferecido R$ 300 mil ao hacker Luiz Henrique Molição? O hacker é um jovem de 19 anos, que teria, segundo os agentes da PF, enviado mensagens de autoria dos delinquentes da Lava Jato a Palocci. A intenção do ex-ministro era saber das tramoias de policiais, juízes e procuradores para que ele pudesse melhor se defender e, consequentemente, sair da cadeia?
Seria cômico se não fosse trágico e ridículo. Molição ficou preso um bom tempo e recebeu o "benefício" para ficar encarcerado em casa mediante, obviamente, à delação "premiada". Ele medrou e delatou seus amigos, entre eles Walter Delgatti Neto, que, juntamente com o Intercept Brasil, praticamente obrigou o STF a agir em prol da democracia e do sistema de Justiça que foi dolorosamente corrompido pela Lava Jato e seus apoiadores do poder público e de parcela sociedade civil, a que anda nas ruas até hoje feito zumbi e a vestir a camiseta amarela da CBF, sempre a pedir por um golpe militar de forma deplorável.
Como Lula derrotou fragorosamente a Lava Jato e seus indivíduos desprovidos de moral e respeitabilidade, porque são autores de crimes em série, mas que um dia terão de responder nos tribunais, a opção desses agentes da PF, pelo que se vê agora, é apostar em outro desatino de atos incongruentes, como fazer ilações levianas que a "sobrinha" do Palocci, Luanna Costa, agia como uma ponte de comunicação entre Palocci e Delgatti.
Só que depois de algum tempo, os policiais, lépidos e fagueiros, homens e mulheres "de bem", defensores da família, da pátria, de Deus, da propriedade, e dos bons costumes até a terceira página de um livro de 400 páginas, "descobriram" que Luanna não era sobrinha do Palocci. Além disso, mesmo a saber do não parentesco entre ambos, a PF fez relatório, porém, nunca formalizou as acusações contra o hacker Luiz Henrique Molição. E por quê? Porque não há provas.
Sinal de que o hacker Walter Delgatti agiu sozinho, não recebeu dinheiro, mas acabou com a sequência de patifarias, armações e mentiras da Lava Jato, por intermédio do Intercept Brasil do jornalista Glenn Greenwald. Enfim, a Lava Jato foi derrotada e ainda não respondeu pelos seus crimes de traição, lesa-pátria, lesa-humanidade e pelos prejuízos de bilhões causados à economia e à sociedade brasileiras.
Para não esquecer, pois é necessário ressaltar, não existe qualquer evidência de que Palocci é o mandante de ações de hackers. Sabe o que é? É o seguinte: todo esse processo draconiano que levou à deposição de uma presidente que não cometeu crimes de responsabilidade e a prisão injusta de Lula começou com mentiras. Todo mundo sabe que os mentirosos patológicos tendem a mentir sempre, pois a mentira vai tão longe que não é mais possível parar.
Como não querem ser desmoralizados e taxados de criminosos que eles realmente são, esse pessoal que entrou de cabeça na aventura dantesca da Lava Jato percebeu que, além de o tiro sair pela culatra, terão de no futuro responder pelos seus malfeitos, delinquências e desatinos. O pior de tudo é que esses agentes são os que cuidam de investigar, prender, reprimir, denunciar e acusar, bem como se for necessário, matar.
Sinto-me, por exemplo, como se estivesse à mercê de irresponsáveis armados com a autorização do povo brasileiro, que os paga para exercer seus cargos e funções de forma republicana e apartidária, mas não para intervir no processo eleitoral, se contrapor à democracia, a criminalizar a política, a perseguir a quem considera adversário ou inimigo, e a ideologizar a corporação a qual pertencem e que deve apenas se submeter à Lei e o que determina a Constituição. Só e nada mais, mesmo se o policial da PF for adepto de Bolsonaro.
A verdade é que Lula é o político mais investigado da história da República, além de ser amplamente monitorado. Ele não tem dinheiro no exterior, não mora em mansões, não é latifundiário e nem capitão da indústria. Lula não viaja ao exterior para se divertir e suas posses e pertences são de um homem de classe média ou média alta. Os meganhas da polícia, os procuradores, juízes e a imprensa de negócios privados mais corrupta e golpista do mundo ocidental sabem disso, e como sabem...
O problema da direita incompetente, entreguista, eternamente sem programa e projeto de soberania e desenvolvimento para o País, que odeia de morte os pobres e os trabalhadores é que Lula tem muito voto, seu partido é orgânico, além de ser a maior sigla de esquerda das Américas, bem como seus dois governos foram um sucesso retumbante, tanto é verdade que o Lula saiu do poder com quase 90% de aprovação popular após oito anos, um recorde mundial, assim como superou em aprovação o mito Nelson Mandela.
A direita sabe disso e por isso perseguiu cruelmente e covardemente o Lula. E que fez isso com maior ênfase e culpabilidade? Os partidos de direita? Não. Quem o fez foi o sistema judiciário (Justiça, PF e MPF), que ora estão a tentar salvar o que restou de credibilidade e moral após apoiar um golpe de estado vergonhoso e permitir a prisão covarde de um ex-presidente, que não cometeu crimes, como foi mais do que comprovado.
Tanto é verdade que Lula jamais fugiu da raia, combateu severamente as injustiças, perseguições e covardias, para enfim derrotar os lobos e coiotes da Lava Jato e da imprensa de mercado historicamente golpista. Lula está livre. Ele disputará a eleição presidencial em 2022. Os agentes da PF e do MPF não poderão fazer nada, a não ser votar contra o Lula e a favor de seu fascista destrambelhado de estimação: o Bozo! É isso aí.
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Elites econômicas já traçam plano para se livrar de Bolsonaro, diz William Waack

247 – "Diante dos olhos das principais elites da economia brasileira Jair Bolsonaro repete uma conhecida trajetória. De mal menor, está virando aos olhos dessas elites o pior dos males", escreve o jornalista William Waack, editor da CNN, em sua coluna no jornal Estado de S. Paulo.
"A forte rejeição a Jair Bolsonaro facilmente detectável nesses segmentos vem de uma visão de mundo – portanto, ideológica – para a qual o presidente simboliza o contrário dos princípios fundamentais de uma sociedade aberta, tolerante e liberal no sentido europeu da palavra. Foi nessas áreas que mais rápido Bolsonaro trafegou da condição de personagem político 'tolerável' à de 'insuportável'”, prossegue.
"O 'tipping point' (ou palha que quebra o lombo do burro) é o momento em que o receio da severa turbulência causada por um processo de impeachment é menor do que a certeza de que com Bolsonaro vai tudo só ficar pior, e que não dá para aguentar até as distantes eleições do ano que vem, pois a velocidade e profundidade da crise encurtaram drasticamente os horizontes de tempo. É o momento no qual a crise brasileira se encontra", alerta. "Com o 7 de setembro Bolsonaro está se esforçando para ver quanto o burro aguenta", finaliza.
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Zerar emissões de gases de efeito estufa até 2050 é 'tarde demais' para evitar desastre global, diz relatório

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RIO — Zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 é “tarde demais” para evitar um desastre global e não será suficiente para atingir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o final do século, estabelecida no Acordo de Paris. O alerta é feito por cientistas do Conselho Consultivo de Crise Climática (CCAG, na sigla em inglês), em relatório divulgado na quarta-feira.
Com base nas descobertas publicadas recentemente pelo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), os cientistas do CCAG afirmam que nunca tivemos tantas evidências científicas para demonstrar que estamos "no meio de uma emergência climática global".
Segundo o novo relatório, mesmo que os países atinjam zero emissões de gases de efeito estufa em meados do século — meta definida pela maioria das nações que participam do acordo, incluindo o Brasil, como anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima — isso não traz impactos para os mesmos gases que já estão na atmosfera, com concentrações de gás carbônico de até 540 partes por milhão.
Os pesquisadores destacam que os países devem se concentrar em metas de emissões negativas, focando em começar a remover rapidamente os gases de efeito estufa da atmosfera em grande escala e a reparar os sistemas climáticos "gravemente danificados".
— Quando se fala na neutralidade de carbono, estamos pensando que vamos passar a sequestrar a mesma quantidade de carbono que emitirmos. Isso é importante porque algumas emissões de CO2 não vamos conseguir evitar, então temos que contrabalançar. Mas e tudo que já foi emitido? É preciso trabalhar na redução da concentração atmosférica de CO2, além de outros gases de efeito estufa — afirma Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasília (UnB) e membro do CCAG.
“Alcançar emissões zero até 2050 não é mais suficiente para garantir um futuro seguro para a humanidade. Devemos revisar as metas globais e nos comprometermos com estratégias negativas de emissão de gases de efeito estufa urgentemente”, afirma David King, ex-conselheiro científico do governo britânico e líder do CCAG, formado por 15 especialistas do clima de 10 países diferentes, em nota divulgada pela Agência Bori.
Sequestro de carbono
Bustamante afirma que o setor com mais potencial de ajudar a sequestrar carbono rapidamente é o de ecossistemas e de agricultura.
— Buscar formas de recuperar os ecossistemas é uma opção importante pensando em países tropicais, além da conservação. No caso da agricultura, trabalhar sistemas que aumentem o sequestro de carbono do solo e diminuam as emissões — afirma a pesquisadora, e acrescenta: — O Brasil poderia ter papel importante, como já representou há alguns anos atrás. Mas não se continuarmos considerando que os mecanismos de conservação ambiental são um entrave ao desenvolvimento.
Bustamante destaca que é preciso um esforço para limitar o aquecimento a 1,5ºC, mas lembra que mesmo esse aquecimento também terá consequências.
— Já temos impactos hoje, com aumento de quase 1,1ºC. Muitos eventos extremos recentes já são apontados como causados pelo impacto da atividade humana. Quando observamos o relatório do IPCC, se passar para 1,5ºC e depois 2ºC, vai aumentando a frequência desses eventos. Então precisamos nos preparar para responder a essas consequências — afirma.
Ela destaca que a conservação de ecossistemas contribui para a adaptação aos impactos da mudança do clima. A vegetação dentro das cidades, por exemplo, é importante para reduzir o calor, cita a pesquisadora.
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'Sensação é que não há ninguém no leme, o país está meio à deriva’, diz Elena Landau

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RIO - Elena Landau, economista que foi presidente do Conselho de Administração da Eletrobras e diretora de privatizações do BNDES no governo Fernando Henrique, diz que o país está muito atrasado nas ações para lidar com a crise hídrica e há risco de apagões.
Ela considerou “muito graves”, as últimas declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o “devo não nego e pago como puder”, em relação aos precatórios (dívidas da União que não podem ser contestadas). Para ela, parece que o país “está meio à deriva”.
Como vê a economia daqui para frente?
Você tem uma crise política gerada e alimentada pelo presidente da República de forma cotidiana que, evidentemente, vai se refletindo em tudo.
Esse cenário pessimista se junta a uma inflação que vai chegando a dois dígitos, que atinge especialmente a baixa renda, porque pega feijão, energia, alimentos e reduz o poder de compra.
Temos taxa de juros mais elevada que se junta a uma crise institucional, é natural que as previsões de PIB sejam revistas para 2022. A mais otimista agora é de 2%.
não possa exceder a 8% dos encargos totais com folha de pagamento.
A que se deve essa piora em Bolsa, dólar, juros e risco-país?
Quem vai investir num país onde o presidente ameaça dar um golpe contra a democracia? Politicamente, talvez seja o pior momento desde a redemocratização.
Mas não acho que vai ter ruptura institucional, porque a sociedade está bastante atenta, tem uma adesão maior a manifestos do setor produtivo, mesmo com o recuo absolutamente esperado da Fiesp, porque o Skaf nunca foi oposição na vida, não iria começar hoje.
Mas teve o manifesto do pessoal da agricultura, os bancos privados não recuaram, já tinha havido dois manifestos de empresários insatisfeitos. A sociedade está se colocando.
Tem uma atuação muito firme do Supremo, e o presidente do Senado vem declarando que não vai admitir qualquer tipo de estresse nas instituições democráticas.
Bolsonaro joga o tempo todo com a crise. É como se ele quisesse provocar uma ruptura o tempo todo.
Isso cria um ambiente de incerteza, que aliado a inflação e juros elevados, tem reflexo no câmbio. Os analistas consideram que o câmbio está mais desvalorizado do que estaria em uma circunstância de normalidade institucional.
O que a senhora achou das soluções propostas pelo governo para os precatórios?
A questão dos precatórios foi muito grave. Deu uma dimensão de quanto o ministro está completamente alheio à realidade.
Ninguém é pego de surpresa com aumento de precatórios, não existe isso. Tem que ter acompanhamento, saber o que está acontecendo no STF (Supremo Tribunal Federal). Há uma falta de controle sobre as coisas, não adianta chamar de meteoro, não é meteoro.
E tem um discurso de um governo que se disse liberal e tem uma ruptura clara, exibindo o mesmo discurso do governo anterior, com contabilidade criativa com precatórios, dizendo que não estavam preparados para isso, que os bancos são os culpados, são fundos que compraram precatórios, que estão na mão de malvados. Um discurso todo antimercado.
A realidade se mostra cada vez mais difícil, e o ministro fica dizendo que estamos decolando, que inflação de 8% não é problema, está no jogo, que energia cara não tem problema, que, quanto aos precatórios, diz "devo não nego". Quando um ministro da Economia diz isso, é muito grave.
Vê risco de racionamento ?
Corremos risco de apagão mesmo, o que é gravíssimo.
Estamos com estresse em todo o sistema elétrico, trabalhando no limite.
Em 2001, houve uma racionalidade na forma de administrar a crise hídrica, uma redução voluntária, bônus, agora não.
De novo, o governo chegou muito atrasado, entrou muito tarde com as políticas de demanda.
Todo mundo que acompanha o setor elétrico estava avisando.
Se tivesse gerenciamento adequado, em vez de fazer um discurso apelando para sociedade parar de tomar banho dois meses atrás, deveria ter implantado as políticas de demanda.
O cidadão que, como eu, economizou, não vai ganhar bônus.
Já cortou o que podia e, agora, o perdulário vai ganhar bônus.
Pagar mais pela energia por questão climática, tudo bem, mas por incompetência, não.
O medo de falar do controle de energia, o medo de impactar, de um lado, a perspectiva de retomada de crescimento e, de outro, a inflação, vai adiando a decisão à espera de um milagre.
E o milagre não vem, pelo contrário: estamos cada vez piores na dimensão hidrológica.
Essa situação vai deixar rastro até no ano que vem, porque o impacto sobre as tarifas de energia é alto.
Há temor de descontrole fiscal, com as eleições no ano que vem e a pressão por mais gastos, com ameaça ao teto de gastos (crescimento das despesas limitado à inflação)?
Isso é a grande discussão, se para entrar na eleição com mais poder de fogo vai começar ainda mais o populismo descarado.
É só ver a atuação da Caixa. Administração mais populista impossível, abrindo agência quando não devia, jogando fora todo o ajuste de governança que foi feito no governo Temer (Michel Temer).
O monopólio da Caixa no auxílio emergencial foi prejudicial aos brasileiros, que tiveram a obrigação de abrir conta. A sensação que se tem é que, no desespero da busca pela reeleição, vai se dar força a esse lado populista.
Eu acho que ainda tem um respeito muito grande ao teto de gastos. Tem essa noção de que o teto é um divisor de águas. Abandonar isso pode piorar o cenário econômico, com problema de dominância fiscal (quando aumentar juros para conter a inflação não funciona mais) e entra numa crise muito maior.
A pergunta é: tem o ministro Guedes hoje o prestigio e o poder de segurar o presidente? A sensação que você tem é que não há ninguém segurando o leme, que está meio à deriva.
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Famílias de vítimas do 11 de Setembro voltam a pedir investigação sobre ligação da Arábia Saudita com os atentados

WASHINGTON - Parentes de vítimas dos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, que completam 20 anos neste mês, pediram nesta quinta-feira ao Departamento de Justiça para apurar suas suspeitas de que o FBI, a polícia federal americana, mentiu ou destruiu provas que ligavam a Arábia Saudita aos sequestradores dos aviões lançados contra as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono.
O pedido, feito em uma carta ao inspetor-geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, afirma que "as circunstâncias tornam provável que um ou mais funcionários do FBI tenham cometido má conduta deliberada com a intenção de destruir ou esconder provas".
O FBI não fez comentários sobre a mensagem.
A solicitação é a mais recente de várias semelhantes feitas ao longo dos últimos 20 anos, desde que terroristas islâmicos sequestraram quatro aviões civis e os lançaram contra os alvos, causando no total quase 3 mil mortes. Dois atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, o terceiro o Pentágono e o quarto caiu na Pensilvânia antes de atingir a Casa Branca.
A carta pede a busca de provas, incluindo registros telefônicos e uma fita de vídeo de uma festa na Califórnia da qual dois dos sequestrados participaram mais de um ano antes dos ataques.
“Dada a importância das provas em questão para a investigação do 11 de Setembro, assim como a recorrente má administração do FBI dessas provas, uma explicação inocente não é crível", disse a carta, assinada por cerca de 3.500 pessoas, entre parentes de vítimas, socorristas e sobreviventes.
A carta pede a Horowitz que investigue as declarações do FBI, dadas em resposta a uma intimação das famílias, de que a agência "perdeu ou simplesmente não é mais capaz de encontrar provas-chave sobre os indivíduos que forneceram apoio considerável dentro dos EUA aos sequestradores do 11 de Setembro".
Quinze dos 19 sequestradores eram da Arábia Saudita, de onde também era originário Osama bin Laden, criador da rede terrorista al-Qaeda, que reivindicou os ataques. Uma comissão do governo dos EUA não encontrou provas de que o país aliado tenha financiado diretamente a al-Qaeda. O regime saudita afirma que não teve nenhum papel nos ataques.
— Nosso governo ou está mentindo sobre as provas que possui ou está, ativamente, as destruindo, e não sei o que é pior — disse Brett Eagleson, filho de Bruce Eagleson, que morreu nos atentados.
Os parentes das vítimas há muito tempo procuram documentos do governo dos Estados Unidos, incluindo relatórios secretos supostamente relacionados com o fato de a Arábia Saudita ter ajudado ou financiado qualquer uma das 19 pessoas que participaram diretamente dos atentados.
As famílias de cerca de 2.500 dos mortos e de mais de 20 mil pessoas que sofreram ferimentos, além de empresas e várias seguradoras, processaram a Arábia Saudita em busca de bilhões de dólares.
No mês passado, muitas famílias pediram ao presidente Joe Biden para ignorar os eventos em memória dos 20 anos da tragédia, a menos que ele torne públicos documentos que eles alegam que mostrarão que os líderes sauditas apoiaram os ataques.
Três dias depois, o Departamento de Justiça disse, em um processo judicial, que havia decidido rever as alegações que deu na época dos ataques para não liberar algumas das informações solicitadas pelas famílias.
"Meu governo está empenhado em garantir o máximo grau de transparência em relação à lei", disse Biden no dia 9 de agosto, em uma declaração na qual disse que o departamento está comprometido com essa revisão.
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__________* Mesmo enfraquecido, furacão Ida causa inundações em Nova York e Nova Jersey, deixando 15 mortos

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NOVA YORK — O furacão Ida continua avançando pelo Atlântico Norte, causando fortes tempestades e inundações nos Estados Unidos. Na noite de quarta-feira, os governadores de Nova York e Nova Jersey declararam estado de emergência, depois de inundações que deixaram pelo menos 15 mortos.
Na cidade de Nova York, onde nove pessoas morreram, os fortes ventos e chuvas interromperam parcialmente o serviço de metrô. Os mortos incluem uma criança de 2 anos e uma senhora de 86. Em Nova Jersey, outras seis pessoas morreram, uma delas após ficar presa em um carro em uma enchente na cidade de Passaic e as demais no desabamento de casas na cidade de Elizabeth. Mais de 200 mil casas nos dois estados e na Pensilvânia estão sem eletricidade.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, declarou estado de emergência pouco antes das 23h30m de quarta-feira, dizendo que a cidade estava “enfrentando um evento climático histórico”, com “chuvas recordes, enchentes brutais e condições perigosas nas estradas”. Ele alertou os nova-iorquinos:
— Fiquem dentro de casa.

Pouco antes da 1h, a cidade emitiu uma proibição de deslocamentos até 5h desta quinta-feira. “Todos os veículos não emergenciais devem estar fora das ruas e rodovias de Nova York”, disse o escritório de gerenciamento de emergência no Twitter. Uma estrada que atravessa o Central Park estava cheia de carros que foram abandonados depois de ficarem presos nas enchentes. A cidade registrou mais chuva na quarta-feira do que o normal em um mês, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.
A Autoridade de Transporte Metropolitano avisou os clientes em um alerta por e-mail, na noite de quarta-feira: “O serviço de trem é extremamente limitado por causa das fortes chuvas e inundações em toda a região”. O site do sistema mostrou que o serviço foi suspenso em mais de 18 linhas de metrô.
Em Nova Jersey, o governador Phil Murphy também declarou estado de emergência na noite de quarta-feira e pediu aos moradores que “ficassem fora das estradas, em casa e em segurança”. Todo o serviço ferroviário, com exceção da linha de Atlantic City, foi suspenso. O tráfego aéreo também foi suspenso na região.
As autoridades estavam se preparando para remover os moradores em parte da cidade de Passaic, depois que o Rio Passaic transbordou e causou inundações significativas. O Ida, que atingiu a Louisiana no domingo como um furacão de categoria 4, foi rebaixada para um ciclone pós-tropical, de acordo com o Centro Nacional de Furacões. Dezenas de milhares de residências no estado do Sul americano continuam sem energia elétrica.
__________* Luciano Huck admite que 'perdeu o chão' ao saber que o irmão é gay: 'Tive medo de enfrentar meus próprios preconceitos'

Luciano Huck foi o primeiro da família a saber que o irmão, o cineasta Fernando Grostein, de 40 anos, é gay. A notícia, contada pelo próprio em 1999, deixou o apresentador, então com 28 anos, em "choque". Esse episódio é narrado em detalhes no recém-lançado livro "De porta em porta", que Huck escreveu durante a pandemia. "'Eu sou gay', disse assim, na lata, o meu único irmão, Fernando", inicia o apresentador, num capítulo inteiro dedicado ao assunto.
"Quando Fernando, aos 20 anos, marcou sua posição e falou, 'olha, eu sou gay', essa é minha vida, isso não é uma escolha, esse é o meu ser, é como eu sou', eu disse: 'o.k.'. Mas, num primeiro momento, tive um certo choque — por razões que têm a ver com a forma obtusa, estúpida e quase desumana como o mundo dita as regras de comportamento, mas também porque você quer que a vida da pessoa que ama seja uma estrada asfaltada, sem buracos e pouco sinuosa. (...) No mundo em que vivemos, (...) embora isso esteja mudando, assumir-se gay ainda significa, infelizmente, enfrentar uma dose pesada de preconceito", admite o novo apresentador do "Domingão" no livro.
No relato emocionado e cheio de lições de vida, Luciano abre o coração e admite, inclusive, que tinha preconceitos.
"A 'libertação' começou naquele dia em que Fernando me mostrou que não éramos nem tão parecidos nem tão próximos quanto eu imaginava. (...). Hoje, vejo o quanto os anos e anos em que fui submetido a uma espécie de pós-graduação machista — que assolou e assola minha geração e muitas outras — me tonaram incapaz de enxergar os preconceitos que pensei, disse e fiz, e, pior ainda, as coisas importantes que deixei de pensar, dizer e fazer. (...) Hoje sei que também tive medo de enfrentar meus próprios preconceitos".

"De forma estúpida, eu achava que tinha uma certa obrigação de reproduzir com ele as toxidades que havia absorvido em nome da virilidade, de uma 'tradição' abjeta que gerou multidões de homens traumatizados e, no mínimo, sexualmente confusos. (...) Dada a toda carga de referências machistas e homofóbicas que a sociedade brasileira me entregara — e o preconceito e o sofrimento que imaginei que isso traria para o Fernando e para a minha família — minha primeira sensação foi, de fato, a de perder o chão. Começa ali um embate entre tudo o que tinha entranhado em mim, fruto daquilo que hoje é chamado de machismo estrutural, e minha tentativa de tentar compreender e processar as novas informações e formar uma nova consciência", explica.
Ainda no livro, o irmão narra o momento que fez a revelação: "Luciano perdeu o chão, mas o seu instinto imediato foi de acolhimento. Proteção. Lembro que a primeira coisa que ele fez foi me dar a mão, me abraçar e dizer que estávamos juntos. Eu estava buscando aceitação".

Luciano Huck segue explicando que sempre teve uma relação de afeto, amor e admiração mútua com Fernando, e relata o orgulho que sente do irmão e o quanto o cineasta, que é dez anos mais novo que ele, o ajudou a entender o universo LGBTTQIA+.
"Não foram poucas vezes em que meu irmão e eu revisitamos nossas dores e emoções nesse tema. Muitas conversas, alguma discussões. (...). Chegar a esse ponto de aprendizado não foi fácil. (...) Foram anos de encontros e desencontros, algumas brigas e reações explosivas de ambos os lados. Acho importante frisar reiterar isso, para deixar claro que nossa vida em família fica bem longe de ser um script de comercial de margarina. (...) É por isso que eu exponho aqui, sem medo, as entranhas da nossa intimidade familiar. (...). Por acreditar que essa história contribui, de alguma forma, par tornar esse mundo melhor".
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Crises GERADAS ou MAL GERIDAS por Bolsonaro SACRIFICAM a ECONOMIA. O PIB no meio das INCERTEZAS | Míriam Leitão

A agropecuária foi atingida pela seca, encolheu no segundo trimestre e isso puxou o número do PIB para um ligeiro negativo, de -0,1%. A crise hídrica está batendo também na inflação que, com o novo aumento das bandeiras tarifárias anunciado na terça-feira, pode chegar a 10% em agosto e superar 8% no ano. Isso encolhe o consumo das famílias que neste segundo trimestre ficou estagnado. Os investimentos tiveram uma queda de 3,6%, o pior resultado pelo lado da demanda. As medidas de restrição de consumo vão afetar o PIB do quarto trimestre, que pode até ser negativo. A incerteza em relação à pandemia cresce em setembro, mas a vacinação pode ajudar a reduzir a crise sanitária no fim do ano. O pior fator de incerteza na economia são os conflitos criados pelo presidente Bolsonaro.
A economia está sofrendo o impacto dos eventos de todas as áreas, as incertezas hídricas, sanitárias, políticas. A demora de ação na gestão da crise hídrica, da mesma forma que houve na pandemia, acabou aumentando o problema. O preço está subindo mais exatamente porque o governo dizia que estava tudo sob controle. O negacionismo é sempre um terrível elemento na administração de qualquer crise. Na sanitária, provocou o aumento de mortes e atraso na vacinação. Tudo isso afeta a economia. O PIB este ano terá um número forte porque está sendo comparado com o tombo enorme do ano passado, mas os dados divulgados ontem pelo IBGE foram piores do que o calculado pelo mercado.
O PIB do segundo trimestre foi decepcionante. Esperava-se estabilidade, mas no terreno positivo, a mediana era 0,2%, mas havia instituições como a Genial apostando em 0,8%. A Tendências previu exatamente -0,1%. A avaliação é que os serviços teriam um crescimento mais forte e aumentaram em 0,7%. A retomada do setor é a grande aposta para resultados melhores nos próximos trimestres, porque o avanço da vacinação vai permitindo a normalização desse tipo de atividade. Mas a restrição provocada pela crise hídrica pode levar o último trimestre até a um resultado negativo, diz Sergio Vale, da Mendonça de Barros Associados.
A MB reviu a inflação do ano para 8,3%, com o pico chegando a 10% em setembro, e isso por causa da nova bandeira tarifária que eleva em mais 7% o preço da energia este ano. A energia residencial já subiu 10% até julho e não há qualquer garantia de que vai parar por aí, o custo das térmicas continua acumulando um déficit para ser pago por todos os consumidores, que aliás vão financiar também o bônus dos que conseguirem reduzir o consumo. O Itaú informou que o resultado do PIB do segundo trimestre colocou um viés negativo para o crescimento deste ano. Previa 5,7%, um dos números mais altos do mercado. Para o ano que vem, o banco há algum tempo reduziu a previsão para 1,5%. O Bradesco iniciou seu relatório dizendo que “as incertezas fiscais voltaram a reduzir a visibilidade do cenário” e revisou a inflação do ano para 7,8% e o crescimento do ano que vem para 1,8%. Alertou que as volatilidades vão continuar.
Os relatórios dos bancos e consultorias divulgados ontem indicaram que o grande carregamento estatístico deste ano — efeito da comparação com a queda forte do ano passado — continuará produzindo números positivos no segundo semestre. Mas isso nem de longe é crescimento sustentado. O ano que vem murcha, a inflação está elevando as projeções de taxas de juros, o desemprego teve um número melhor em junho, mas principalmente por aumento das vagas informais. A crise hídrica abre uma gigantesca avenida de incerteza sobre a economia.
Crise hídrica afetando produção e preço, pandemia ainda não debelada, juros altos, desemprego forte, risco fiscal elevado já seriam sombras suficientes sobre a economia. Mas o governo é um gerador de crises políticas e institucionais pelo comportamento desorganizador do presidente da República. Isso bate no dólar, aumenta a inflação, que eleva os juros, que reduz a perspectiva de crescimento. Quanto mais a inflação subir neste fim de ano, menor será o espaço fiscal com o qual o governo conta para os planos eleitorais do ano que vem. Para se ter ideia, o parâmetro usado no Orçamento era de uma inflação de 6,2% este ano — e as projeções estão perto de 8% ou até mais — e um crescimento de 2,5% em 2022 que hoje ninguém mais aposta. A economia já não vai bem e piora muito com o ingrediente conflito institucional criado por Bolsonaro.
Com Alvaro Gribel (de São Paulo)
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Mais uma BOBAGEM: MIDNIGHT SUNS: confira primeiro trailer de gameplay do RPG tático da Marvel
Do Start
Em São Paulo
01/09/2021 15h37
Anunciado na Gamescom 2021, o RPG tático Midnight Suns, inspirado nos quadrinhos da Marvel, ganhou seu primeiro trailer de gameplay nesta quarta-feira (1).
Confira abaixo a apresentação da mecânica do jogo, baseada no uso de cartas que ativam golpes e poderes:
Na trama, o caçador de vampiros Blade, o espírito da vingança Motoqueiro Fantasma, o mago supremo Doutor Estranho, além de Wolverine, Capitão América e Homem de Ferro, se unem para ressuscitar a nova personagem, chamada Hunter (Caçadora), como forma de impedir a ascensão da vilã Lillith.
Produzido pela 2K, ele será lançado em março de 2022.
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Reportagem: Lucia Helena - Refluxo causa mais do que azia. E, agora, há um novo jeito de tratá-lo

Lúcia Helena
Colunista do UOL
02/09/2021 04h00
Há pouco mais de 15 dias, o gastroenterologista Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura usou um método inovador para resolver o problema de uma senhora de 75 anos. Ela, como praticamente um em cada três adultos no Brasil, amargava uma condição, no mínimo, ardida: o refluxo esofágico.
Só de ouvir esse nome, a gente já pensa em azia — e essa queimação subindo da boca do estômago na direção da garganta é, de fato, um de seus sintomas mais comuns. Mas há outras complicações perigosas.
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Refluxo e problemas dentais são principais causas de mau hálito recorrente
Mais do que ser um mal-estar, o refluxo pode se tornar uma doença e irá precisar de tratamento. Na maioria das vezes, com bons remédios. O problema é que, para uma parcela dos pacientes, eles não conseguirão apagar o incêndio. Ao menos, não completamente.
Até então, a alternativa era partir para uma cirurgia, realizada de maneira convencional ou por laparoscopia. "Imagine operar todo esse contingente!", pondera o médico, que há doze anos é o diretor do Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Mas no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde também coordena a endoscopia, ele não fez um único corte, nem furou a paciente para passar seus instrumentos. Em vez disso, usou um endoscópio acoplado a um equipamento especial que, introduzido pela boca, reconstruiu a válvula na passagem do esôfago para o estômago.
Escancarada, ela estava permitindo que o conteúdo gástrico — as refeições, os líquidos ingeridos, os sucos extremamente ácidos da digestão, enfim, tudo o que estivesse ali — desafiasse a gravidade, pegando o caminho de volta. Para o esôfago, despreparado para tanta acidez, esse retorno só pode causar uma baita irritação.
O novo procedimento — que, aliás, foi muito bem sucedido — se chama fundoplicatura endoscópica. Ou, como alguns preferem, TIF (sigla do inglês "trans-oral incionless fondoplication") "Ela já vinha sendo tentada desde o início dos anos 2000, mas com técnicas que não deram muito certo", explica o médico.
Já a técnica que aterrissa no hospital paulistano soma uma boa quantidade de trabalhos científicos provando seus resultados. "Ela é uma novidade no Brasil", conta Eduardo de Moura. "Mas, nos Estados Unidos e na Europa, é realizada com êxito há dez anos."
Por que o alimento volta
Corredor para tudo o que engolimos, atravessando o tórax para ligar a faringe, na garganta, ao estômago, o esôfago tem um esfíncter no final de seu trajeto. "Trata-se de uma válvula que se abre para a comida passar quando a deglutimos e que se fecha em seguida", descreve o gastroenterologista.
Se a pessoa tem alterações nesse esfíncter inferior, esse abre-e-fecha sai prejudicado. E existe gente com a famosa hérnia de hiato. Eduardo de Moura explica: "O diafragma é o músculo que separa o tórax do abdomen, E tem uma espécie de furo no meio por onde passa o esôfago. Por sua vez, normalmente a área de transição do esôfago para o estômago coincide com essa passagem pelo músculo. Então, podemos dizer que o esfíncter não barra os alimentos totalmente sozinho. Há uma ajuda, uma espécie de pinçamento feito pelo diafragma".
Só que, quando não existe a tal coincidência e o esfíncter não fica nesse ponto exato, é o fim do auxílio extra. Os alimentos irão retornar com maior facilidade e, mais do que isso, o orifício por onde o esôfago atravessa o diafragma pode até se alargar com a subida do próprio estômago.
Isso mesmo: o estômago pode invadir parcialmente o tórax e, em casos assim, a novidade da fundoplicatura endoscópica não vai funcionar. "Só mesmo a cirurgia para resolver uma situação dessas", esclarece o médico.
Isso também faz queimar
Existem mais fatores que favorecem o refluxo. Um deles é ingerir muito café, chá preto ou mate, outras bebidas cafeinadas. Aliás, bebidas gasosas e alcoólicas entram nesse rol. Cair de boca no chocolate ou no molho de tomate, idem. "Esses alimentos e bebidas contêm substâncias que acabam relaxando o esfíncter inferior do estômago", justifica Eduardo de Moura.
As bebidas gasosas têm ainda outro componente: ajudam a expandir o estômago, o que também acontece quando a gente come demais — e piora se, depois de se fartar à mesa, resolve tirar uma soneca. A posição deitada será meio caminho andado — caminho de volta, bem entendido.
Finalmente, é fator de risco tudo o que aumenta a pressão dentro do abdômen. Em geral, a pressão interna do tórax e a abdominal são iguais. Se a da barriga aumenta, tudo tenderá a subir, na tentativa de reestabelecer o equilíbrio.
"A obesidade faz isso e seu crescimento na população é uma das explicações por que estamos vendo mais e mais casos de doença do refluxo esofágico nos dias atuais", nota o médico.
Portanto, um aviso do doutor: "Não adianta eu fazer esse novo procedimento em um indivíduo com excesso de peso que não está disposto a emagrecer. Eu vou reconfigurar a válvula, mas não vou tratar a doença de base, que está causando aquilo", justifica. Daí, o risco de o problema voltar é grande.
Além da azia
Azia e regurgitação — aquela sensação de o alimento retornar — são, de longe, os sintomas mais predominantes. Muitas vezes, a irritação na mucosa do esôfago é tão forte que a pessoa relata uma dor torácica intensa, confundindo-a com angina. Acha está infartando. Nessas horas, é melhor mesmo correr até um pronto-socorro para ver o que é. Vai que,,,
O problema é que essa irritação, a esofagite, é capaz de criar complicações. "Podem surgir úlceras ou, então, o que chamamos de esôfago de Barret", diz Eduardo de Moura. Nesse caso, de tanto ser provocada, a mucosa desse órgão muda e fica tal e qual a do estômago, na tentativa de suportar tanta acidez.
"O paciente até deixa de sentir sintomas graves e acha que o problema melhorou por conta própria", observa o médico. Lego engano. O conteúdo do estômago continua retornando e ele é que não sente isso por causa da mucosa do esôfago modificada.
O problema é que essa modificação favorece demais o câncer nesse órgão, o que é motivo de sobra para alguém procurar uma saída — cirúrgica ou, se for o caso, a da fundoplicatura endoscópica.
E tem mais. De acordo com Eduardo de Moura, cerca de 15% das pessoas com refluxo apresentam sintomas fora do esôfago. O conteúdo gástrico pode retornar tanto, mas tanto, a ponto de provocar laringites ou até mesmo — pasme! — otites. Sim, lembre-se que há um canal ligando a garganta ao ouvido.
"Quem tem refluxo pode também viver com uma tosse seca e corre o risco até de aspirar esse alimento que volta, provocando uma pneumonia", informa o médico.
Como é o novo procedimento
Para se submeter à nova fundoplicatura, a pessoa precisa de anestesia geral. "Mas são drogas de curta duração, porque todo o procedimento leva apenas uns 45 minutos", esclarece Eduardo de Moura.
Ele, primeiro, introduz o endoscópio para uma última checagem, conferindo se não existe um hiato muito alargado, que seria indicação cirúrgica. Se tudo está certo, na sequência entra o equipamento da TIF, feito um tubo com a ponta articulada. Ao chegar no estômago, essa articulação faz uma curva e assume o formato de um anzol. "É que preciso direcionar os movimentos olhando de baixo para cima", explica o doutor.
Seus olhos são a câmera, bem ali na ponta do instrumento, o qual também tem um braço que, nesse instante, se abre. Então, uma pecinha dele penetra em um ponto específico — "se fosse um relógio, seria onde estaria marcando 11 horas", descreve o médico — e é como se o puxasse para baixo. Parece içar a parede do esôfago para fazer uma dobra, amarrada logo em seguida, quando o dispositivo solta dois prendedores de plástico.
Isso é repetido no local onde o "relógio" marcaria 12, 13, 17 e 7 horas, respectivamente, deixando 20 desses prendedores. A parede do esôfago, assim dobrada e grampeada, forma a nova válvula.
Em duas ou três horas, a pessoa irá para casa. "São três dias de dieta líquida e mais uns sete ou dez de dieta pastosa." Depois disso, vida normal e sem queimação.
Claro que não é todo mundo que se beneficiará com a novidade. Vale repetir que essa fundoplicatura não é indicada para aqueles com hérnia de hiato, nem com problemas de motilidade do esôfago. "Ela é para indivíduos que, se deixam de tomar remédio para refluxo um dia, já passam mal, mas que também não têm complicações a ponto de a gente sugerir que sejam operados", resume Eduardo de Moura. "Eu diria que a fundoplicatura entra em um nicho entre o tratamento clínico e o cirúrgico."
Cerca de 40% das pessoas com refluxo esofágico se encaixam nesse perfil e, após a fundoplicatura, três em cada quatro deixam os remédios de lado. O restante vê diminuir bastante a sua necessidade. Aproveitando, que fique o recado: jamais saia se automedicando ao sentir azia. Isso só irá mascarar a eventual gravidade do problema e, aí sim, você poderá ver o que é fogo.
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Opinião: Isabela Del Monde - Não há como recontar tentativas de matar Maria da Penha com tiro e choque
Não há justificativa para quem tentou assassinar Maria da Penha duas vezes
Maria da Penha Maia Fernandes, uma mulher hoje com 76 anos, é uma brasileira farmacêutica bioquímica, formada pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará e mestra em Parasitologia em Análises Clínicas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Também é palestrante, fundadora do Instituto Maria da Penha e, claro, nomeia uma das leis mais importantes e conhecidas do país.
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Violência contra a mulher aumenta no Brasil por descaso do governo
Mesmo tendo sida vítima de duas tentativas de assassinato pelo seu marido e pai de suas três filhas, uma delas quando já estava paraplégica devido ao tiro que seu marido deu em suas costas enquanto ela estava dormindo, ela dedicou 19 anos de sua vida para que todas as demais meninas e mulheres brasileiras pudessem ter uma vida livre de violência.
Assim que seu marido, um homem colombiano, conseguiu a sua cidadania brasileira, facilitada pelo casamento com Maria da Penha, ele começou a agredi-la, assim como as crianças. Depois de não ter conseguido matá-la com o tiro, ele tentou eletrocutá-la no banho. Sim, ele não foi preso nem afastado dela depois da primeira tentativa, tendo tido todo o tempo e espaço para cometer a segunda tentativa.
Esse homem que tentou ser um assassino por duas vezes foi julgado apenas 8 anos após o crime e saiu do fórum em liberdade. Em segundo julgamento, em 1996, mais uma vez ele não foi preso. Por conta dessas violações do sistema de justiça aos direitos de Maria da Penha, o caso foi levado para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA).
Em 2001, o Estado Brasileiro foi responsabilizado pela CIDH: negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileiras. Uma das recomendações ao Estado Brasileiro feita por aquela Comissão era de "prosseguir e intensificar o processo de reforma que evite a tolerância estatal e o tratamento discriminatório com respeito à violência doméstica contra mulheres no Brasil". E apenas em 2002 o agressor foi preso.
A partir disso, formou-se um consórcio de ONGs de mulheres e de feministas e juristas especialistas para redação do projeto de lei que gerou a lei 11.340/2006, a querida e necessária Lei Maria da Penha. Importante destacar que o PL foi aprovado por unanimidade tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal e foi sancionada sem vetos pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Maria da Penha foi homenageada com seu nome na lei e indenizada pelo estado do Ceará, onde ocorreram as violações institucionais do sistema de Justiça contra ela, inclusive a violação que permitiu ao agressor que ele tentasse matá-la novamente. Devido à relevância de todo seu trabalho, ela foi indicada para o prêmio Nobel da Paz em 2017.
Intrigante, portanto, é a força, a fibra e a honradez dessa mulher que transformou a sua dor e o trauma em ação para melhorar a vida de todas as brasileiras. Intrigante é seu caráter amoroso e pacificador. Intrigante é como ela conseguiu ser maior que a raiva, o rancor e o desejo de vingança e dedicou sua energia para que pudéssemos ter uma das três melhores leis do mundo para mulheres e meninas.
As mulheres brasileiras não permitirão que congressistas oportunistas, que faço questão de não nomear, tentem, ainda que por um segundo, recontar a história de Maria da Penha. Se você acredita que há algo de intrigante na história do outro lado que pode, de qualquer forma, justificar um homem que foi condenado e preso por duas tentativas de assassinato contra a mãe de suas próprias filhas, você não nos deixa outra opção a não ser pensar que você é igual a ele ou concorda com o assassinato de mulheres.
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Thelma agradece Lula por criação do Prouni: 'Recebi uma oportunidade'

02/09/2021 07h17
Atualizada em 02/09/2021 07h27
Thelma Assis conversou com o ex-presidente Lula em uma live realizada na noite de ontem no YouTube, na qual também participaram Linn da Quebrada, Celso Athayde e Gil do Vigor. A médica, vencedora do "BBB 20" (Globo), aproveitou para agradecer ao político pela oportunidade criada para que ela pudesse estudar medicina durante o seu governo.
Thelma foi estudante da PUC; ela conseguiu a vaga na faculdade devido ao Prouni, programa federal criado pelo governo do petista. Ela levou a carta que recebeu quando teve sua bolsa aprovada para a live com o ex-presidente e aproveitou para agradecê-lo.
Thelma rebate hater que a acusou de 'se escorar': 'Racistinha de mer**'
"Eu recebi uma carta e nela dizia que eu tinha sido contemplada em 100% para cursar medicina, a PUC. Naquela época, a mensalidade custava R$ 3,5 mil e eu não tinha condição de passar pela porta. Eu entendo que é uma obrigação do estado, não é um favor, mas não tem como não ser grata. Se hoje estou aqui, olhando nos seus olhos, de alguma forma eu recebi uma oportunidade lá atrás", começou ela.
E todas essas pessoas que estão aqui nas estatísticas buscam esta oportunidade também. Então eu gostaria de saber como o senhor se sente sabendo que tem três milhões de universitários que se beneficiaram com o Prouni e tiveram essa transformação nas suas vidas, assim como o Gil e assim como eu, e o que fazer com essas pessoas que continuam oprimidas pela sociedade e não avançam?
Lula então respondeu que se sente um homem feliz por ter criado esse tipo de incentivo quando era presidente. "Thelminha, eu que fico gratificado e emocionado vendo pessoas como você e como o Gil chegaram aonde vocês chegaram. O papel do estado é só abrir a porta e dar a oportunidade das pessoas disputarem qualquer coisa neste país", afirmou ele.
Gil agradece Lula
Formado em economia pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e atualmente cursando PhD na Universidade de Davis na Califórnia com bolsa integral, o ex-BBB Gil do Vigor disse que foram graças às medidas adotadas pelo ex-presidente que ele e outros amigos conseguiram ter acesso ao ensino superior, e isso mudou sua vida para melhor.
"Eu vim de escola pública e hoje estou no PhD. Então, assim, isso nunca seria possível se lá atrás alguém não tivesse entendido a importância de trazer o pobre para onde ele deveria estar, porque tem muita fuga de conhecimento. Então, eu sou extremamente grato e apaixonado pelo governo do presidente Lula, que pensou em quem precisava", declarou.
Segundo Gil do Vigor, a interiorização das universidades foi uma medida importante para evitar a perda e fuga de conhecimento. O famoso ponderou que, antes, apenas os ricos tinham acesso à graduação, e também criticou a meritocracia ao apontar as diferentes realidades entre os que pertencem a classes mais favorecidas em relação àqueles que estão nas classes C, D e E, por exemplo.
"Então eu fico até emocionado porque eu sei que foi aquela ajuda lá atrás, sabe, quando eu pensei que nunca fosse conseguir [o Lula] falou 'não, vamos colocar o pobre, vamos tirar a universidade pública da mão de quem já tem'. Porque o que acontecia: a universidade pública, ela ficava num clico eterno, rico, rico, rico e o pobre é que lute. Como é que ele vai competir? A competição era injusta! Então como uma medida alternativa ele [Lula] falou 'peraí, vamos tentar resolver isso a curto prazo, porque a gente sabe que questão de educação não se resolve do dia para a noite", continuou.
"Então o sistema de cotas ele veio, foram colocadas várias alternativas para nos ajudar de fato. Eu digo isso porque eu e vários amigos conseguimos ingressar na universidade pública e isso mudou minha vida de fato", completou.
Por fim, o economista voltou a defender a educação como a alternativa "para salvar o país", e criticou os cortes nas verbas destinadas à educação e também à saúde.
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Incertezas com variante delta acendem alertas para uma 'pandemia oculta'

Robert Siqueira e Giovanna Grepi
Jornal da USP
02/09/2021 10h29
A cidade de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, confirmou os primeiros casos da variante delta do coronavírus. O anúncio foi feito em entrevista coletiva, que contou com a participação de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, do Hemocentro de Ribeirão Preto e de autoridades do município.
Foram identificados oito pacientes com a nova variante em uma amostra de 30 sequenciamentos genéticos, representando cerca de 25% dos casos. "Os contaminados possuem idades entre 26 e 90 anos, apresentaram sintomas leves e já tinham tomado pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19, dois deles já com as duas doses", conta o professor Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues, da FMRP e diretor científico do Hemocentro de Ribeirão Preto.
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A confirmação dos casos acendeu um sinal de alerta entre os pesquisadores e na população. É que, com a vacinação adiantada e as restrições diminuindo, a presença de uma nova cepa trouxe novos questionamentos entre os pesquisadores e voltou a causar insegurança na comunidade.
Segundo o professor Benedito Antônio Lopes da Fonseca, da FMRP, o número de casos da variante delta, proporcionalmente, coloca a cidade como a segunda do Estado com mais casos da nova cepa, atrás apenas da capital paulista, onde cerca de 37% dos casos são dessa variante.
Delta pode ser duas vezes mais transmissível
Pesquisas internacionais apontam que a variante delta é duas vezes mais transmissível que a cepa original, explica o professor Fonseca. "Por conta disso, nós ainda vamos ver um número de casos muito elevado", projeta o especialista.
Fonseca ainda destaca que a manifestação clínica da delta também é diferente, sendo mais frequentes as dores de cabeça, de garganta e no corpo, além de febre e coriza. "Como as manifestações clínicas são mais leves, é provável que a demanda maior seja de leitos de enfermaria, ao contrário do que vem acontecendo desde o início da pandemia; desta forma, o sistema de saúde vai ter que se readaptar para atender esses pacientes em modo ambulatorial", avalia o professor.
Mas o professor alerta que os sintomas leves também necessitam de cuidados e atenção redobrada para que não se transforme em uma "pandemia oculta". Para Fonseca, como a manifestação clínica desta variante parece não ser tão grave é possível que muitas pessoas não procurem atendimento médico.
Para enfrentar uma possível explosão de casos da nova cepa, "o sistema de saúde precisa se fortalecer", garante o especialista em saúde pública e professor da FMRP José Sebastião dos Santos. Entretanto, "a tarefa é difícil e pode levar anos, pois necessita de equipes que produzam bons indicadores e um grande desempenho, o que demanda um alto investimento e recursos financeiros".
Medidas de enfrentamento seguem as mesmas
Muitas cidades do Brasil estão diminuindo as restrições de funcionamento do comércio nas últimas semanas. Mas, segundo Luzia Márcia Romanholi Passos, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, o município continua com as medidas protetivas que já estavam sendo seguidas ao longo da pandemia, como usar máscaras, evitar aglomerações e praticar o distanciamento social.
Com relação ao comércio, a indicação é que os estabelecimentos continuem funcionando e seguindo as orientações vigentes no decreto municipal, sem retrocesso. "Nossa recomendação é a manutenção das medidas protetivas colocadas até o momento, contando com o apoio da população", ressalta Luzia.
O infectologista e professor da FMRP Fernando Bellissimo Rodrigues concorda com a decisão e diz que "não se justifica retroceder no isolamento e no fechamento de serviços, neste momento". Mas ressalta que é preciso prudência e observar os exemplos ao redor do mundo. "Não podemos relaxar precocemente no uso de máscaras, como foi feito nos Estados Unidos, que precisaram voltar atrás". Segundo ele, é possível viver a vida o mais próximo do normal, desde que mantendo as medidas de prevenção à doença que "não tem prazo para acabar".
Como fica a vacinação?
Estudos mostram que a variante delta pode infectar também pessoas que já tomaram a vacina contra a covid-19, como aconteceu em Ribeirão Preto. Apesar disso, especialistas avaliam que é cedo para fazer afirmações sobre a eficácia, ou não, do imunizante contra a nova cepa.
E, com o objetivo de reforçar a proteção contra a doença, o Ministério da Saúde anunciou a aplicação da terceira dose em grupos prioritários. Para o professor Rodrigues, o que deveria ser discutido "é uma questão de equidade". É que muitos países estão sendo questionados por aplicarem a terceira dose na população, enquanto outros sequer vacinaram com a primeira dose os grupos prioritários.
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Procuro vida inteligente no espaço porque é difícil encontrar na Terra'

02/09/2021 10h38
Atualizada em 02/09/2021 11h00
Avi Loeb, professor da Universidade de Harvard, tem enfrentado colegas por sua provocadora ideia de que o estranho objeto interestelar Oumuamua pode ter sido formado por civilização alienígena; teoria, embora incomum, desperta interessantes reflexões sobre exploração do universo.
Oumuamua foi um visitante misterioso e fugaz. Ninguém conseguiu observá-lo em detalhe, mas ficou claro que aquele objeto celestial era algo que não havia sido avistado no espaço até então.
Em outubro de 2017, o telescópio Pan STARRS, da Universidade do Havaí, detectou esse corpo celestial pela primeira vez — e em seguida, vários observatórios conseguiram segui-lo durante dez noites.
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Por sua trajetória e características, os astrônomos concluíram que poderia ser o primeiro corpo celestial que passava perto da Terra proveniente de fora do Sistema Solar.
Por isso, foi batizado de Oumuamua, palavra que no idioma havaiano significa "o mensageiro que vem de longe e chega primeiro".
Não foi possível obter imagens ou dados sobre sua formação, mas os cálculos existentes permitem estimar que o objeto era de forma plana, com dimensões de 400 m por 40 m². Tinha uma superfície avermelhada, com um brilho que mudava abruptamente, além de navegar em trajetória caótica pelo cosmos.
Alguns astrônomos disseram que poderia se tratar de um asteroide ou um cometa. Um ano depois do achado, porém, o astrônomo e professor de Física Teórica da Universidade de Harvard Avi Loeb publicou um estudo defendendo uma ideia muito mais audaciosa.
Nele, Loeb ressalta que o objeto não tinha a cauda de um cometa e que os dados sugerem que ele era incomumente brilhante — ao menos dez vezes mais do que os asteroides do Sistema Solar.
Com base nessa e em outras "anomalias", ele chegou à conclusão de que o Oumuamua poderia ser uma sonda enviada por uma civilização alienígena, ou os restos de um artefato criado por extraterrestres.
O estudo gerou grande controvérsia e críticas de vários cientistas conhecidos.
Longe de ceder, Loeb se manteve firme em defesa de sua tese e agora, em 2021, publicou um livro em que a explica ao público em geral, com o título Extraterrestre: O primeiro sinal de vida inteligente fora da Terra.
Em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, Loeb comenta seu interesse pela possibilidade de vida extraterrestre, conta por que acredita ser importante buscar inteligência em outros lugares do cosmos e como defende suas ideias sobre o misterioso Oumuamua.
BBC - O senhor afirma que buscar vida extraterrestre é a questão mais fundamental da ciência. Por quê?
Avi Loeb - Porque encontrar vida extraterrestre teria uma grande implicação para a humanidade. Mudaria nossa perspectiva sobre nosso lugar no universo, nossas aspirações sobre o espaço, as relações entre nós, as relações internacionais, porque nos daríamos conta de que somos parte da espécie humana e de que há mais alguém lá fora.
A melhor analogia que posso fazer é com minhas filhas. Em seu primeiro dia no jardim de infância, elas tiveram um choque psicológico, porque antes, achavam que eram as mais inteligentes do mundo e que o mundo girava ao redor delas.
Quando conheceram outras crianças e se deram conta que não era bem o caso, foi uma grande revelação.
Para que nossa civilização amadureça, precisamos encontrar outras.
Além disso, busco inteligência no espaço porque muitas vezes não a encontro aqui na Terra. Ao longa da história da humanidade, vejo pessoas brigando entre si, tentando se sentirem superiores, e isso tem tão pouco sentido no grande esquema do universo, porque todos somos tão insignificantes que não há por que tentarmos ser superiores entre nós.
Poderíamos nos comportar de maneira muito mais inteligente antes de sermos admitidos no clube da inteligência, então espero que a possibilidade de vida extraterrestre nos convença a agir juntos e ter um futuro melhor que nosso passado.
BBC - Para o senhor, o que é inteligência?
Loeb - Para mim, uma civilização inteligente é aquela que segue os princípios da ciência, ou seja, a cooperação e o intercâmbio de conhecimentos baseados na evidência.
BBC - O senhor diz que os humanos não são especiais, que somos insignificantes, mas o certo é que somos bastante complexos, não?
Loeb - Sim, mas me refiro à forma como nos sentimos acerca de nós mesmos.
De fato, embora na Terra sejamos muito especiais e únicos, se você olhar ao seu redor, verá que aproximadamente a metade das estrelas parecidas ao Sol têm um planeta do tamanho da Terra, aproximadamente à mesma distância.
Isso significa que não só não estamos no centro do universo, como argumentou o filósofo Aristóteles e as pessoas acreditaram durante mil anos porque isso inflava seu ego, como que, além disso, sabemos que o sistema Terra-Sol não é especial; não somos privilegiados, é um sistema muito comum.
Para mim, isso significa que o universo está nos dizendo que devemos ser modestos, que não somos particularmente privilegiados. Temos circunstâncias parecidas em dezenas de bilhões de Terras na Via Láctea, e 10 à potência de 21 em todo o universo, Isso é mais do que o número de grãos de areia em todas as praias da Terra.
O número é tão grande que me pergunto como nos atrevemos a nos considerarmos únicos e especiais.
Além disso, a maioria das estrelas se formou bilhões de anos antes que o Sol. Então é muito provável que tenha havido coisas similares a nós que existiram antes de nós e, se víssemos o que fizeram, poderíamos vislumbrar nosso futuro.
BBC - Por isso o senhor afirma que é mais provável que haja inteligências mais avançadas do que nós, em vez de menos avançadas?
Loeb - Sim, uma das razões é que nós somos tecnológicos há apenas cerca de um século, e é muito provável que muitos deles tenham sido (tecnológicos) há muito mais tempo.
Mas, além disso, é porque tenho um senso de modéstia. Quando abro livros de culinária, vejo que com os mesmos ingredientes podemos fazer bolos muito diferentes.
Então qual é a probabilidade de que, a partir da mescla de químicos que existiu na Terra primitiva, obtivemos o melhor bolo de todos? São muito poucas.
BBC - Qual é a sua ideia a respeito da existência de um deus e como ela se relaciona à possibilidade de vida extraterrestre?
Loeb - Nós vemos que nossas tecnologias estão avançando exponencialmente, então as tecnologias que desenvolveríamos dentro de mil ou um milhão de anos não seriam reconhecíveis hoje — pareceriam magia ou milagre. Em um futuro distante, se conseguirmos uma teoria da relatividade quântica, que unifique a teoria da mecânica quântica e a da gravidade de Einstein, talvez possamos projetar um experimento que crie um universo bebê em laboratório
Acho que a ciência e a tecnologia suficientemente avançadas podem nos parecer a algo como um deus.
Já há laboratórios que estão se aproximando do desenvolvimento da vida sintética, ou seja, se começa com uma sopa de químicos e a partir daí se obtém uma célula viva e funcional — e acho que dentro de poucas décadas seremos capazes de conseguir isso.
No passado, acreditávamos que um deus cria a vida, mas parece que os cientistas poderão fazer isso ainda neste século. E depois, em um futuro distante, se conseguirmos uma teoria da relatividade quântica, que unifique a teoria da mecânica quântica e a da gravidade de Einstein, talvez possamos projetar um experimento que crie um universo bebê em laboratório.
Mas se você pergunta sobre o Deus religioso em que as pessoas acreditam e que não tem nada a ver com tecnologia, nesse sentido me alinho à noção do filósofo Spinoza, que basicamente o identifica com a natureza.
Para mim, a natureza parece incrivelmente linda e com frequência, quando estudo o universo, vejo que ela está controlada pelas mesmas leis de física em todas as partes. As leis que descobrimos em laboratório se aplicam a todo o universo. É extraordinário que esteja tão bem organizado e tão lindo.
Para mim, como cientista, essa ideia funciona muito bem.
Mas quanto a esse Deus religioso que monitora suas ações, por simples modéstia acho difícil acreditar nele. Simplesmente não acho que sejamos suficientemente importantes para que um Deus esteja nos monitorando.
Além disso, se há criaturas inteligentes em outros planetas, é muito trabalho monitorar dezenas de bilhões de planetas e garantir que tudo ocorra segundo a sua vontade.
Me parece exaustivo, e e acho que Deus estaria acima disso.
Se alguma civilização alienígena nos monitora, aí é outra coisa. Aí diria que sim, talvez possam se interessar por nós ao ver que estamos desenvolvendo tecnologia.
BBC - O que o senhor acha dos métodos usados atualmente para buscar vida extraterrestre?
Loeb - Acho que não estamos procurando de forma correta.
Nos últimos 70 anos, essa busca tem sido principalmente por sinais de rádio. O problema com isso é que é similar a uma conversa telefônica — você precisa que o interlocutor esteja vivo, e a maioria das civilizações que existiram no passado podem já estar mortas.
Isso não significa que não possamos procurar os rastros que elas deixaram, como fazemos aqui na Terra com a arqueologia.
Pode haver uma arqueologia espacial, de busca por relíquias ou equipamentos de outras civilizações, como se fossem garrafas lançadas ao mar.
BBC - Segundo seu estudo, um desses objetos alienígenas poderia ser Oumuamua...
Loeb - Oumuamua foi o primeiro objeto detectado proveniente de fora do Sistema Solar, e de fato parecia muito estranho. Tinha várias anomalias que me convenceram que poderia ser um artefato de uma civilização tecnológica.
Em 2020, o mesmo telescópio que o detectou observou outro objeto, conhecido como 2020 SO, que se comportava de modo similar, e era o propulsor de um foguete construído em 1996.
Sabemos então que nós humanos construímos aquele objeto artificial. A pergunta é quem produziu Oumuamua. E a maneira de responder essa pergunta é que, se outro objeto se aproximar de nós, poderíamos detectá-lo cedo, seja com o telescópio Pan STARSS, o Observatório Vera C Rubin (que será concluído daqui a dois anos no Chile), por exemplo, e podemos lançar uma nave equipada com um uma câmera fotográfica que nos diga se é um objeto artificial ou uma rocha.
Se se assemelha a um artefato, talvez possamos aterrissar sobre ele, assim como fez a missão Osiris-Rex sobre o asteroide Bennu. E poderíamos ver em qual planeta foi feito ou mesmo tentar trazê-lo à Terra, embora isso custe muito dinheiro.
BBC - Oumuamua é um objeto construído por extraterrestres?
Não sabemos com certeza, porque não reunimos provas suficientes.
A razão pela qual eu digo que talvez seja artificial é por suas anomalias. Uma delas é que, quando ele girava, a quantidade de luz solar que ele refletia mudava por um fator de 10, o que significa que ele tem uma forma muito extrema, provavelmente como a de uma panqueca.
Também tinha um ímpeto excessivo distanciando-se do Sol, não tinha cauda como um cometa, nem evaporação de gás ou pó que lhe pudessem dar esse ímpeto — então a única explicação que me ocorreu é que isso se devesse ao reflexo da luz solar.
Para que isso ocorra, o objeto teria que ser muito fino, como a vela de um barco, mas não necessariamente projetada para ser uma vela. Talvez Oumuamua fosse só um receptor que se comunicava com sondas que já estão na Terra.
BBC - O senhor descarta a possibilidade de que Oumuamua seja o resultado de um processo natural que nós humanos ainda desconhecemos?
Loeb - Depois que eu publiquei meu estudo, outros cientistas propuseram outras possíveis explicações para argumentar que Oumuamua tinha uma origem natural, mas todas elas estavam associadas a um objeto que nunca havíamos visto antes.
Um argumentava que era uma nuvem de partículas de pó cem vezes mais densa que o ar. O problema com isso é que, à medida que ela se aproximasse do Sol, esquentaria e não manteria sua integridade.
Também se sugeriu que era um iceberg de hidrogênio do tamanho de um campo de futebol, que, ao evaporar, não deixa uma cauda de cometa porque o hidrogênio é transparente. Mas o hidrogênio evapora muito rapidamente, então não resistiria à viagem espacial.
Ou se disse que seria o fragmento de um objeto maior que se destruiu. A dificuldade aqui é que, nesse caso, geralmente o resultado seriam peças alargadas, e não planas. (Loeb sustenta que Oumuamua teria a forma de uma panqueca, e não de um charuto).
Meu ponto é que, se é algo que nunca havíamos visto, também deveríamos contemplar a possibilidade de que tenha uma origem artificial.
BBC - Estamos sozinhos no universo?
Loeb - Por pura modéstia, acho que não. Além disso, não procuramos o suficiente para chegar a uma conclusão.
Acho que não apenas não estamos sós, como talvez não sejamos a turma mais inteligente do quarteirão.
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Esper Kallás: O tortuoso caminho da vacina contra a Aids
Buscar novos meios de combater a doença não pode deixar de ser uma prioridade
As vacinas contra Covid-19 são assunto desde o fim de 2020, pois têm causado grande impacto na prevenção de internações e mortes pela doença. Seria este um indício de que é possível resolvermos os problemas de todas as doenças transmissíveis? Infelizmente, não é bem assim.
Um exemplo desta dificuldade é o caminho tortuoso percorrido pelas vacinas para prevenção do HIV, causador da pandemia de Aids, que assola a humanidade há 40 anos.
Quando se descobriu que a Aids era causada por um vírus, muitos imaginaram que a doença poderia ser facilmente evitada com o uso de uma vacina. O tempo provou o contrário.

O HIV tem material genético cerca de três vezes menor que o do novo coronavírus. Entretanto, ele muda demais, o que torna a busca pela vacina muito mais complexa. Sua capacidade de mutação é tão grande que uma única pessoa infectada, sem tratamento com o coquetel antirretroviral, pode ter mais variantes de HIV do que todas as variantes encontradas do novo coronavírus pelo mundo, o que atrapalha sobremaneira a descoberta de uma vacina eficaz.
Prova disso foi a desapontadora notícia, publicada nesta segunda (30), de um grande estudo que não mostrou sucesso em mais uma tentativa. Realizado na África, o Imbokodo avaliou se a combinação de duas vacinas contra o HIV seria capaz de prevenir a infecção em mulheres vulneráveis, numa região duramente acometida pela Aids. Após analisar os dados, em cerca de 2.600 voluntárias, verificou-se que a proteção não atingiu a meta.
Uma curiosidade é que uma das vacinas utilizadas foi concebida com a mesma plataforma utilizada para criar um produto que se mostrou altamente eficaz para prevenir a Covid-19. Um grupo da Universidade Harvard, em conjunto com a farmacêutica Johnson & Johnson, usou também o adenovírus 26 para produzir uma vacina segura e capaz de ensinar o sistema de defesa a combater o vírus. O que deu muito certo para o novo coronavírus não funcionou para o HIV.
Devemos parar de buscar uma vacina contra o HIV e a Aids? Evidentemente que não.
O estudo Mosaico, que emprega uma combinação parecida de vacinas, continua seu curso para avaliar a capacidade de proteção de vulneráveis à infecção pelo HIV em vários países, inclusive no Brasil.
Por ora, sabemos que ainda é preciso aprofundar mais as pesquisas sobre possíveis alternativas para alcançarmos uma vacina eficaz.
Enquanto isso, é preciso investirmos em outras medidas que já se provaram úteis e eficazes na luta contra a pandemia de Aids: garantir a quem vive com HIV fácil acesso ao tratamento, para que essas pessoas deixem de transmitir sexualmente o vírus uma vez que tenham a carga viral indetectável; ampliar a aplicação de estratégias conhecidas como profilaxias pré e pós exposição (PrEP e PEP); realizar diagnóstico e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis, que podem facilitar a transmissão sexual do HIV; e claro, manter o estímulo ao uso de preservativos e à prática do sexo mais seguro.
Aqui cabe um alerta importante. O Brasil, tido como um exemplo no combate ao HIV e Aids, vem observando uma diminuição na discussão sobre este tema. O número de campanhas para prevenção e tratamento é escasso e o combate ao preconceito contra pessoas vulneráveis, ou que vivem com o vírus, é um debate que tem perdido espaço.
A pandemia de Covid-19 reacendeu a discussão por mais investimento em ciência da saúde. Esperamos que torne evidente, também, a necessidade de darmos a devida atenção às outras doenças infecciosas, quaisquer que sejam elas.
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Esquecido pelos EUA, banco de dados de afegãos vira arma na mão do Talibã

Aurélio Araújo
Colaboração para Tilt, em São Paulo
02/09/2021 10h39
O retorno do Talibã ao poder no Afeganistão levantou um novo debate sobre segurança e tecnologia. Bases de dados pessoais sensíveis deixadas para trás pelos Estados Unidos e pelo governo do Afeganistão após o país ser dominado pelo grupo fundamentalista podem ser usadas para perseguir cidadãos afegãos que colaboraram com os americanos.
O alerta foi dado pelos técnicos que criaram o sistema APPS (sigla em inglês para Sistema Afegão de Pessoal e de Pagamento), usado por anos por dois órgãos bastante importantes do governo anterior do Afeganistão: os Ministérios do Interior e da Defesa, responsáveis respectivamente pela polícia e pelas forças armadas locais.
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Desenvolvido para evitar corrupção de beneficiários fantasmas — ou seja, evitar que pessoas com identidades falsas recebessem dinheiro de forma fraudulenta —, ele contém dados biométricos de afegãos que colaboraram com a ocupação dos EUA no país. Assim, essas pessoas podem se tornar alvos fáceis do Taleban, que tem no APPS uma tecnologia para identificá-los.
Soldados fantasmas e biometria
Durante os 20 anos de presença americana no Afeganistão, os "soldados fantasmas" se tornaram um grande problema: eram nomes de pessoas que apareciam nos sistemas de pagamento do Exército afegão, mas que não exerciam os cargos para os quais estavam registrados. Dessa forma, o dinheiro era desviado para outras finalidades.
Para combater esse tipo de fraude, os EUA financiaram a criação do APPS, sistema que chegou a coletar dados de cerca de 500 mil afegãos que, em algum momento, atuaram na polícia e nas forças armadas.
Fontes ouvidas pela revista Technology Review, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), que ajudaram a criar o APPS, afirmam que esses dados foram coletados desde o primeiro dia em que os afegãos se alistaram, e permanecem no sistema para sempre, independentemente de essas pessoas terem deixado as forças de segurança ou não.
Elas relatam ainda que não houve um planejamento do que fazer com a base de dados no caso de uma emergência — como, por exemplo, a retomada do controle do país pelo Talibã.
São ao menos 40 dados coletados sobre cada membro da polícia ou das forças armadas afegãs, desde nome, data e local de nascimento, até um número de identidade ligado a um perfil biométrico. Além disso, constam na base de dados também informações de terceiros, como nomes de pais, tios e avós dessas pessoas.
Perigos de represália
O grupo Talibã, que deseja ser reconhecido internacionalmente como líder legítimo do Afeganistão, tem prometido moderação nas suas ações. Uma das bases dessa promessa é dizer que não irá punir afegãos que colaboraram com o governo anterior ou com as forças de ocupação.
No entanto, essa atitude deve ser encarada com ceticismo: de acordo com a Anistia Internacional, em julho, o Talibã torturou e matou nove homens após tomar o poder na província de Ghazni. Eles foram selecionados depois que os perpetradores foram de porta em porta nas residências locais, "registrando" quem eram os indivíduos que estavam cooperando com as forças internacionais.
Suspeita-se até que o Talibã já tenha usado dados biométricos antes: em 2016, ao sequestrar um ônibus rumo à cidade de Kunduz, o grupo utilizou um equipamento que escaneava as digitais dos reféns. 12 pessoas foram assassinadas naquela ação. Não se sabe o que era ou como funcionava o dispositivo, que foi denunciado à polícia pelos sobreviventes do sequestro.
Quais dados são legítimos de coletar?
Algo que chama a atenção ainda é o fato de que dados aparentemente pouco úteis, como o vegetal e a fruta favorita de cada policial ou soldado, ajudam a compor a base de dados APPS. Não é claro o motivo desse tipo de dado ter sido coletado.
Porém, isso levanta outra discussão: se um sistema de informações é desenvolvido com um propósito específico, como evitar beneficiários fantasmas, até que ponto o Estado pode coletar informações sobre os cidadãos? Quais informações realmente vão ajudar nesse propósito, e quais são coletadas para servir a outros objetivos?
No caso do Afeganistão, as leis sobre privacidade eram inexistentes até muito tempo depois que o governo e os EUA começaram a reunir dados pessoais.
Embora pareça, essa não é uma questão limitada ao Afeganistão: diversos outros países também utilizam sistemas de biometria para evitar fraudes. Ouvida pelo Technology Review, Amba Kak, diretora de política global do instituto AI Now, órgão de pesquisa sobre inteligência artificial da Universidade Nova York, classificou o APPS como um projeto "em linha com outras experiências mundiais" com biometria.
"Identidade biométrica como o único meio eficiente de identificação legal é algo que tem falhas e é um pouco perigoso", afirmou Kak. Ela defende outras correções de brechas que permitam fraudes para substituir o uso de biometria.
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'Favela indígena' é cenário onde ocorreu estupro coletivo e morte de Raíssa

Vinicius Konchinski
Colaboração para o TAB, de Curitiba
31/08/2021 19h40
O capitão Gaudêncio Benites, 41, indígena da etnia Guarani Kaiowá, foi alertado com um telefonema ao amanhecer de 9 de agosto de que algo havia ocorrido com Raíssa da Silva Cabreira, 11. Assim que despertou, viu inúmeras mensagens em seu telefone avisando que a menina, também indígena, havia sido jogada de um penhasco nos limites da Aldeia Bororó, localizada dentro da Reserva Indígena de Dourados (MS).
Benites mal tinha conseguido dormir. Tinha passado a noite de domingo tentando encontrar um outro indígena habitante da reserva que havia se desentendido com a ex-mulher e, bêbado, invadiu e quebrou a casa dela.
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Mesmo cansado, ao ser avisado sobre o que havia acontecido com Raíssa, o capitão saiu rápido. Enquanto dirigia, já buscava consigo mesmo entender o que pode levar uma pessoa a cometer um crime tão bárbaro contra uma criança.
"A gente acompanhava a situação da Raíssa, que morava num barraco, sem móveis, sem comida, com familiares que bebiam muito", disse Benites. "Infelizmente é a nossa rotina na aldeia: sem perspectiva, o pessoal bebe e acaba cometendo desde atos de violência, agressões, até os piores crimes."
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Raíssa foi vítima de um estupro coletivo cometido por cinco pessoas, incluindo o tio da menina, que morreu na prisão dias depois. Após o abuso sexual, os estupradores teriam jogado Raíssa do penhasco.
Vanilda da Silva, 50, mãe de Raíssa, disse que a menina iria trabalhar catando milho na segunda-feira, quando seu corpo foi encontrado. Na noite anterior, a filha foi convidada a beber e não voltou mais para casa. "Saí para procurar e a encontrei quase morta", contou Vanilda, em língua nativa traduzida simultaneamente por Benites.

Para o capitão Benites, eleito por duas vezes para representar politicamente a Aldeia Bororó, o caso de Raíssa é emblemático. Mas não é único nem provavelmente será o último na Reserva de Dourados. Enquanto falta água, trabalho e moradia digna para os indígenas locais, sobram álcool e drogas. E, neste cenário, prevalece a violência.
De acordo com dados oficiais tabulados pelo MPF-MS (Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul), entre 2012 e 2014, o Brasil teve taxa média de 29 homicídios por 100 mil habitantes. Entre os indígenas da reserva, essa taxa é de 101. Isso quer dizer que, se você é um indígena e mora na reserva, tem aproximadamente quatro vezes mais chances de morrer assassinado do que um brasileiro médio.
"Em 99% dos casos de briga, agressão ou abuso, os envolvidos estão drogados ou bêbados", complementou a defensora pública Neyla Ferreira Mendes, coordenadora do Nupiir (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Povos Indígenas e de Igualdade Racial e Étnica) da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.

Aldeia urbana com estrutura de favela
A Reserva Indígena de Dourados é uma das mais antigas do país. Foi criada em 1914, tem cerca de 30 quilômetros quadrados e é morada de aproximadamente 20 mil pessoas. A maioria delas é indígena da etnia Guarani Kaiowá (ou simplesmente Kaiowá) e outra parte significativa é Terena. Há também indígenas de outras etnias, mestiços e até brancos.
Existem duas aldeias dentro da reserva: a Bororó, cuja população é quase toda Kaiowá, e a Jaguapiru, com população mais diversa. Ambas são consideradas "aldeias urbanas" por conta de sua proximidade com a cidade de Dourados, que fica 235 km ao sul da capital Campo Grande, numa região que é polo agropecuário sul-mato-grossense.
Saindo de carro do centro de Dourados, em dez minutos, qualquer motorista acessa a área da reserva. A Aldeia Jaguapiru fica logo à beira da rodovia MS-156. É mais desenvolvida. Poderia ser chamada de bairro se não estivesse dentro de uma reserva. Já para chegar a Bororó é preciso tomar estradas vicinais. Lá, barracos de lona preta abrigam parte dos indígenas. O cenário, às vezes, lembra o de uma favela, mas mais espalhada. E, como em favelas, a falta de serviços públicos é um problema.
A água é escassa. Não chega à casa de todos. É comum que indígenas tenham que lavar suas roupas em rios que passam perto da reserva e até bebam dessa água — que não é tratada.
Há escolas, mas elas não atendem a todas as crianças. Projeções baseadas em dados oficiais de 2014 indicavam que mais de 800 crianças da reserva não estudavam.
Falta também segurança pública. A polícia até faz um patrulhamento preventivo na reserva durante o dia. Contudo, durante a noite, policiais só entram nas aldeias para atender ocorrências específicas. Fica, então, a cargo dos próprios indígenas a prevenção de crimes, como o que vitimou Raíssa.

Viatura improvisada
Em maio do ano passado, a Sejusp-MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) resolveu colaborar com o policiamento comunitário. Doou aos indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru duas caminhonetes modelo Blazer, ano 2008, que já haviam sido aposentadas pela Polícia Militar e seriam leiloadas.
É numa delas que o capitão Benites e outras lideranças da Bororó tentam manter a ordem na aldeia. Isso quando eles têm recursos para pagar o combustível ou quando o veículo não está quebrado. "A gente sai atrás dos barzinhos, das casas onde o pessoal está com o som muito alto, com cachaça na mão, e procura pedir para maneirarem na bebida", conta o capitão.
Na Bororó, até há discussões internas sobre uma proibição de venda de bebidas alcoólicas. Hoje, ela está disponível por toda aldeia. A venda de bebidas para menores de 18 anos e de drogas é proibida por lei, mas não é efetiva por lá.
Quando Benites e seus colegas de patrulha deparam-se com o tráfico ou com menores embriagados, eles intervêm. Em caso de brigas ou crimes também, mesmo não tendo poder formal de polícia e respaldo legal para isso. "Vamos na cara e coragem, pondo em risco a própria vida. Só levo um pau comigo — yvyra pará, em Guarani Kaiowá — para caso de emergência mesmo", diz. "Um dia desses, meteram o pé no vidro da camionete e quebraram. Agora, precisamos juntar dinheiro com a comunidade para consertar."

Terra no centro do problema
Benites admite que não existe solução simples para os problemas que afligem seu povo. Ele mesmo nem consegue enumerar todas as causas da situação em que se encontram os indígenas de Dourados. O capitão, no entanto, ressalta que há uma questão fundamental para tudo o que se passa, principalmente com os Kaiowá: a falta de terra.
"A gente não tem espaço para plantar uma rama de mandioca", reclama. "É complicado."
Segundo o MPF-MS, a Reserva de Dourados tem a maior concentração de indígenas do país. De acordo com o órgão, com a colonização de Mato Grosso do Sul após a Guerra do Paraguai (1864-1870), terra tradicionais indígenas foram expropriadas e os próprios indígenas acabaram "confinados", sem espaço suficiente para manter seu modo de vida.
O professor e pesquisador da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) Neimar Machado de Sousa diz que a desconexão dos indígenas com suas tradições contribui com o alcoolismo e dependência química. Há, contudo, outros fatores envolvidos.
"Um dia uma indígena, bêbada, perguntou para um agente de saúde: 'você bebe?'. A agente disse que não, e a indígena replicou: 'você não sente fome?'", contou Sousa.

De quem é a responsabilidade?
Procurada pelo TAB, a Funai (Fundação Nacional do Índio) informou que atua para a garantia da segurança alimentar, proteção territorial e promoção da autonomia dos indígenas de Dourados. Em agosto, a fundação entregou 9 mil cestas básicas às famílias residentes nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
A Funai informou que questões relativas à saúde dos indígenas e ao abuso de álcool e drogas são competência do Ministério da Saúde. Já a educação é responsabilidade do Ministério da Educação, governo de Mato Grosso do Sul e prefeitura de Dourados.
Sobre a morte de Raíssa e a violência na Reserva de Dourados, a Funai declarou que acompanha os casos e subsidia tecnicamente os órgãos de segurança pública.
O governo de Mato Grosso do Sul informou que tem diversas ações direcionadas a indígenas: Vale Universidade Indígena, distribuição de 18 mil cestas básicas por mês, melhorias em estradas que dão acesso a aldeias, entre outras.
Já a prefeitura de Dourados lamentou profundamente a morte de Raíssa e declarou que, "dentro das limitadas atribuições que lhe cabe, tem atendido a comunidade indígena".
"O município mantém projetos na área de educação, assistência social e saúde dentro das reservas. Porém, cabe ressaltar que, por se tratar de uma área federal, com índios tutelados pela União, a grande maioria das atribuições estruturantes, políticas públicas e investimentos é de competência do governo federal", informou a prefeitura, em nota.
Em 2017, o MPF e as Defensorias Públicas da União e de Mato Grosso do Sul ajuizaram uma ação civil pública para que os governos federal, estadual e municipal fossem obrigados a implementar políticas de enfrentamento ao uso de drogas na Reserva de Dourados. A ação tramita até hoje e aponta que governos têm sido "omissos quanto aos deveres constitucionais e legais de tutela à vida e à saúde da população indígena".
MPF e Defensorias chegaram a propor, em 2019, um acordo extrajudicial aos governos. O acordo não chegou a ser homologado porque o governo de Mato Grosso do Sul informou que não podia executar ações contra o suicídio de indígenas em Dourados sem a aprovação de uma lei na Assembleia Legislativa. Não há projeto neste sentido tramitando no parlamento de Mato Grosso do Sul.
No dia 26 de agosto, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi a Dourados participar de uma audiência pública com indígenas da Reserva de Dourados e prometeu que o governo agirá para combater a violência e o abuso de álcool e drogas no local. Não foi, entretanto, anunciada nenhuma ação de efeito imediato.
A comitiva de Damares, aliás, passou pouco menos de 12 horas no Mato Grosso do Sul. Não visitou nem a Aldeia Bororó nem a Jaguapiru por questões de segurança, segundo anfitriões da ministra.
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Reportagem: Chico Alves - Deputados evangélicos repelem radicalismo de Malafaia sobre atos do dia 7

Chico Alves
Colunista do UOL
02/09/2021 04h00
Principal liderança evangélica a apoiar politicamente o presidente Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, tem adotado tom radical para convocar para as manifestações pró-governo no dia 7 de setembro. Defende o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem chama de ditador; diz que Moraes e o ministro Luis Roberto Barroso estão formando uma organização criminosa e há algumas semanas chegou a pedir intervenção militar.
Na influente bancada de pastores evangélicos da Câmara dos Deputados, porém, as declarações extremistas de Malafaia não encontram eco e são criticadas mesmo entre parlamentares governistas.
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O deputado Silas Câmara (PRB-AM), pastor da Assembleia de Deus, que era presidente da bancada evangélica até o fim do ano passado, é governista, mas defende que o ato transcorra dentro da normalidade. "A manifestação do dia 7 deve ser pacífica", disse o deputado à coluna, em contraste com os bolsonaristas mais exaltados.
Silas Câmara rebate a tese da destituição dos ministros do STF. "Não defendo essa pauta, mas sim a reeleição do Presidente Bolsonaro e, a seguir, dentro do processo legal de aposentadoria, a indicação dos novos ministros com perfil que agregue mudanças que parte da sociedade deseja", afirma.
Ele também não pensa em intervenção militar. "Defendo a liberdade de expressão dentro das quatro linhas da Constituição, respeito à democracia e a paz e harmonia entre os poderes".
O atual presidente da bancada evangélica, Cezinha de Madureira (PSD-SP), também pastor da Assembleia de Deus, não é dado a entrevistas e não respondeu às solicitações da coluna. Mas tem sido muito criticado nas redes sociais por apoiadores do governo depois que foi divulgado um vídeo em que ele tem uma conversa cordial com o ministro Luis Roberto Barroso, do STF. Alguns chegaram a chamá-lo de comunista por isso.
Um dos grupos mais avessos à mobilização para a manifestação do 7 de setembro é o dos deputados que são pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). O posicionamento político desses parlamentares é ditado pelo bispo Edir Macedo, principal líder da denominação religiosa.
Dizendo ter sido cobrado por fiéis para se posicionar quanto aos fatos políticos, Macedo fez um pronunciamento há seis dias no Instagram. "Eu não vou tomar partido de A, B ou C, eu vou buscar a vontade de Deus, vou orar para que ele venha consertar essa situação crítica que nós temos vivido", afirmou ele, em fala que vai na contramão do bolsonarismo. "Entra governo e sai governo e sempre promessas. Mas na verdade as promessas são mais para si mesmo que para o povo, porque o povo continua a deus-dará".
Em um dos trechos do vídeo, Macedo faz menção à frase bíblica que Bolsonaro usa como lema: "Não basta eu dizer 'conhecereis a verdade e a verdade vos libertará', tem que viver a verdade para falar".
Outra parte do pronunciamento foi encarada por alguns deputados como crítica indireta a Malafaia. "Você, que às vezes segue outros que se dizem cristãos, mas na verdade não são, como pode se autoavaliar diante dos fatos concernentes à política brasileira?", questiona.
A orientação reverbera nos representantes da Universal na Câmara, que refutam o clima extremista da convocação para a manifestação do Dia da Independência. "Da forma como está sendo conduzido não acredito ser o melhor caminho", diz o deputado Gilberto Abramo (PRB-MG), que além de pastor da IURD é teólogo.
A pauta que Abramo sugere para o momento político é bem diferente da defendida pelos religiosos ligados a Bolsonaro. "É preciso diálogo, fazer com a razão e não com a emoção", preconiza ele. "Os extremos sempre foram prejudiciais à sociedade".
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Após MPT pedir seu afastamento da Palmares, Sérgio Camargo surta e dispara ataques: "afromimizentos de biqueira"

247 - Sérgio Camargo ficou irritado com a notícia de que o Ministério Público do Trabalho pediu seu afastamento do cargo da presidência da Fundação Palmares, alegando que o bolsonarista pratica assédio moral, discriminação e perseguição ideológica contra funcionários, além de excluir nomes como Gilberto Gil e Elza Soares da lista das personalidades negras que marcaram o Brasil.
Enfurecido, ele usou sua conta no Twitter para promover diversos ataques contra o movimento negro.
“Se você é preto e tem orgulho do seu cabelo, além de ridículo, será sempre um fracassado a serviço do vitimismo”, disparou.
Ele ainda descreveu membros do movimento negro como “mimizentos de biqueira” e disparou fake news a respeito dos ativistas. “O movimento negro defende a liberação das drogas, o desencarceramento em massa, a vitimização de bandidos e a segregação dos negros em guetos vitimistas”.
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Carluxo bomba nas redes após ter seu sigilo quebrado: "grande dia"
Carlos Bolsonaro é suspeito de praticar rachadinha e nomear "funcionários fantasmas" e está entre os assuntos mais comentados do Twitter

247- Após o Tribunal de Justiça do Rio autorizar a quebra de sigilos bancário e fiscal de Carlos Bolsonaro, o filho do mandatário tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta quarta-feira (1).
A maioria dos internautas comemorou a ação e expôs a hipocrisia presente no discurso anticorrupção do clã.
Assim como seu irmão Flávio, Carlos Bolsonaro é suspeito de praticar rachadinha e nomear "funcionários fantasmas".
Veja a repercussão:
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Excesso sedentarismo no lazer aumenta em sete vezes o risco de AVC, aponta estudo
Pesquisa canadense demonstra que pessoas que passam mais de oito horas em hobbies que não envolvem exercício estão mais próximas de um acidente vascular cerebral (AVC)

Por Cristiane Santos, para a Agência Einstein - O lazer sedentário (assistir televisão, ler, mexer no celular, usar o computador, jogar videogame) pode aumentar o risco de AVC entre adultos. É o que mostra um estudo publicado no periódico científico Stroke, da Associação Americana do Coração.
Ao revisarem registros canadenses de saúde e estilo de vida, pesquisadores da Universidade de Calgary descobriram que adultos com menos de 60 anos que gastam oito ou mais horas do dia em lazer sedentário têm sete vezes mais chance de sofrer um AVC.
Os cientistas analisaram as informações de 143 mil adultos sem episódios de derrame, doença cardíaca ou câncer que participaram da Pesquisa de Saúde da Comunidade Canadense nos anos 2000, 2003, 2005 e no intervalo de 2007 a 2012.
Durante um acompanhamento de quase uma década — concluído em 31 de dezembro de 2017 —, foram registrados 2 965 AVCs. A partir daí, os pesquisadores verificaram o tempo que cada um dos 143 mil participantes gastou com atividades sedentárias. Os voluntários foram separados em quatro grupos:
- Menos de quatro horas de lazer sedentário por dia
- De quatro a menos de seis horas por dia
- De seis a menos de oito horas por dia
- Oito horas ou mais por dia.
O tempo médio de sedentarismo no lazer foi de quase quatro horas por dia entre adultos com menos de 60 anos. Mas no grupo que relatou oito ou mais horas de lazer sedentário e baixa atividade física, o risco de AVC se mostrou sete vezes maior.
“As pessoas devem estar cientes de que comportamentos sedentários podem ter efeitos adversos na saúde”, afirmou Raed Joundi, principal autor do estudo, ao site da Associação Americana do Coração.
O cientista esclareceu que a análise do tempo sedentário dos voluntários do estudo não considerou o período de trabalho. Segundo ele, cada vez mais as pessoas se divertem com hobbies que envolvem pouco exercício, o que pode favorecer problemas de saúde.
Em brasileiros entre 50 e 59 anos, o tempo dedicado a atividades como ver TV passou de 2 horas e 12 minutos para 3 horas e 15 minutos durante a pandemia. O uso de tablets ou computador também ganhou mais tempo: saiu de 3 horas e 25 minutos para 4 horas e 13 minutos.
Os dados são da Pesquisa ConVid de Comportamentos, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Senado rejeita MP que retira direitos trabalhistas e facilita demissões durante a pandemia

247 - O Senado rejeitou nesta quarta-feira, 1, a proposta que criava três novos programas, com regras trabalhistas mais flexíveis contra os trabalhadores. Os defensores do projeto alegavam que as medidas serviam para estimular a contratação de jovens.
Foram 47 votos pelo arquivamento da MP, e 27 pela aprovação.
Os programas foram aprovados pela Câmara dos Deputados após uma medida provisória ser enviada pelo governo Jair Bolsonaro em abril. A MP, em questão, tratava de uma nova rodada do programa de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato de trabalho durante a pandemia.
As medidas propostas retiram direitos trabalhistas. Ele previa redução de jornadas e salários e suspensão de contrato de trabalho durante a pandemia.
Com a rejeição e o arquivamento da MP, segundo técnicos da Secretaria-Geral da Mesa do Senado, o Congresso deve elaborar um projeto de decreto legislativo para "modular" as relações que já foram firmadas, informa o G1.
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PMs protegem bolsonarista e vão para cima de indígenas, que revidam (vídeo)

247 - Durante ato contra o Marco Temporal, em Brasília, nesta quarta-feira, 1, indígenas hostilizaram um bolsonarista que, segundo denúncias, fez gestos nazistas e ofendeu os manifestantes.
Policiais militares protegeram o bolsonarista e partiu para cima dos indígenas, que revidaram, como mostram vídeos compartilhados nas redes sociais.
Nesta quarta, o Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento do Marco Temporal, tese jurídica defendida por ruralistas segundo a qual os povos indígenas só teriam direito às terras que estivessem ocupando até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.
Cerca de mil indígenas estão acampados em Brasília, protestando contra a medida.
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"Sou extremamente apaixonado e grato pelo governo Lula", diz Gil do Vigor

247 - O economista Gilberto, conhecido como Gil do Vigor após sua marcante passagem pelo BBB 21, reality show da TV Globo, participou nesta quarta-feira (1) de um debate ao lado da campeã do BBB20, Thelma Assis, e do ex-presidente Lula e falou de sua gratidão pelos governos petistas.
Gil elogiou a postura de Lula de, quando governante, garantir aos pobres subsídios para uma melhor condição de vida, não deixando de lado a expansão do acesso à educação.
"Como o presidente falou, se a gente começar focando no pobre, no que precisa, isso vai gerar um efeito em cadeia e vai repercutir no geral. É básico, é o simples, e as pessoas sabem disso, mas parece que algumas pessoas tampam a visão para o que é óbvio", disse Gil, que seguiu: "eu sou um exemplo disso. Eu vim de escola pública e hoje estou no PhD. Então, assim, isso nunca seria possível se lá atrás alguém não tivesse entendido a importância de trazer o pobre para onde ele deveria estar, porque tem muita fuga de conhecimento. Então eu sou extremamente apaixonado e grato pelo governo do presidente Lula, que pensou em quem precisava".
Na sequência, Lula respondeu: "fico emocionado de ver pessoas como você [Thelma], como o Gil chegarem onde vocês chegaram. O papel do Estado é apenas abrir a porta e dar às pessoas a oportunidade de disputar qualquer coisa nesse país".
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Lula: 'Estado só faz sentido se for para ajudar os mais pobres'

247 - O ex-presidente Lula concede nesta quarta-feira (1) entrevista ao programa Triangulando, comandado pela campeã do BBB 20 Thelma Assis, conhecida como Thelminha. Perguntado sobre como chegar a um "consenso" na disputa de interesses entre ricos e pobres, o petista disse que é preciso governar "com método do coração de mãe".
"Se uma mãe tiver 10 filhos e ela tiver um mais fraquinho, é aquele mais fraquinho que vai ter um pouquinho de leite a mais, que vai ter um bife a mais, que vai ter um dengo a mais. No governo, para cuidar do povo pobre, você precisa governar um pouco com a cabeça, mas sobretudo com o coração", explicou Lula, favorito para a eleição de 2022.
Ele ainda disse que um Estado forte só faz sentido quando a ajuda aos pobres é prestada. "Você precisa levar em conta que o Estado só tem sentido de funcionar se for para a gente tentar ajudar os mais pobres".
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Governo tenta evitar racionamento com medo de mais queda de popularidade de Bolsonaro | Míriam Leitão - O Globo
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Rodrigo Tavares: O mercado financeiro rompeu com Bolsonaro? Façamos um teste
A Faria Lima vai começar a considerar o novo perfil ambiental, social e de governança do Brasil na compra de títulos de dívida pública?
D. Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, nasceu e morreu português. Depois do grito libertado a 7 de setembro, D. Pedro acabou abdicando em 1831 (“na pessoa do meu muito amado e prezado filho, o sr. D. Pedro de Alcantara”) e passou os últimos anos, ironicamente, lutando pelo trono de Portugal. Como se o Brasil não tivesse feito parte da sua vida, nasceu e morreu exatamente no mesmo quarto no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa.
Também por estes dias o mercado financeiro brasileiro soltou o seu grito contra o autoritarismo presidencial de Bolsonaro, por intermédio de manifestos, declarações e jantares. Como já escrevi nesta Folha, os agentes financeiros não têm legitimidade para se mostrar surpreendidos ou vitimizados com os desmandos de Bolsonaro porque o pré-presidente, o presidente e o pós-presidente são mais consistentes do que as variações na Selic.
Mas o desembarque do governo, se se consumar e qualquer que seja a verdadeira motivação, será certamente passível de atenção por um outro Pedro Américo. Olhando retrospectivamente para a timidez com que os entes financeiros tendem a reagir aos solavancos de Brasília, pode dizer-se que se fez história. Resta, contudo, saber se o mercado irá morrer no Palácio de Queluz. O corte com a coroa é calculista e temporário? Ou a independência é genuína?
Sugiro um teste: integração ESG na dívida pública brasileira.
Vamos por partes. A dívida pública federal, que atingiu em julho o alarmante valor de R$ 5,4 trilhões e que deverá terminar o ano num patamar entre R$ 5,5 e R$ 5,8 trilhões, é um dos principais ativos transacionados no mercado brasileiro, por intermédio de títulos de dívida (CFTs, NTNs, LTNs, LFTs, entre outros). Contrariamente a muitos países, os detentores destes títulos são entidades brasileiras, mais especificamente fundos de investimento, fundos de pensão e instituições financeiras. Desde a perda do grau de investimento em 2015 (que tinha ganho em 2008), são cada vez menos os investidores estrangeiros que compram dívida brasileira, passando de uma fatia de 21% para 10% em 6 anos.
Estes detentores da dívida pública, muitos deles recém desembarcados do governo, são também apoiadores públicos da integração de políticas, práticas e dados ambientais, sociais e de governança (ESG) na análise de investimentos. Seja apenas marketing ou não, são poucas as grandes instituições financeiras brasileiras que se mantêm totalmente refratárias a estratégias ESG.
E sim, é possível integrar ESG em transações de dívida pública. Estudos indicam que países com melhor desempenho ESG agregado tendem a ter menor risco de inadimplência, menores spreads dos swaps de inadimplência de crédito e menor custo da dívida (Capelle-Blancard et al. 2016; Berg et al. 2016). A boa governança também está correlacionada com maior PIB per capita e crescimento do PIB. Por isso, o casamento entre ESG e dívida não é só possível quanto desejável. É uma ferramenta para que os investidores neste tipo de ativos tenham capacidade de analisar riscos e oportunidades com maior precisão.
Mas os agentes financeiros brasileiros ainda não consideram informações ESG na compra de títulos de dívida. Uma consulta a alguns deles esta semana revelou que os riscos de governança (fragilização institucional, instabilidade política, corrupção na administração pública, ineficiência governativa), os riscos sociais (menor coesão social, desgaste do padrões de vida e aumento da desigualdade de renda) e os riscos ambientais (menor segurança energética, difícil transição energética para baixo carbono, frágil proteção dos recursos naturais) ainda não são considerados de forma sistemática pelos compradores brasileiros da dívida.
Muitos, em redenção, apontam que as suas análises dependem das agências de rating. E apesar destas integrarem alguns dados macroeconômicos que têm uma conotação ESG, ainda não incorporam este tipo de informações, de forma metódica, nas suas classificações de risco soberano. As notas da Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch ainda não mudaram apesar da degradação de indicadores ESG no país desde a eleição de 2018.
Se os agentes financeiros brasileiros integrassem ESG no processo de compra de dívida pública, possivelmente a taxa de juro aumentaria, fazendo crescer o custo e a própria dívida. Seria mais uma fonte de pressão para o governo bolsonarista, juntamente com o crescimento da inflação e a desvalorização do real para o dólar. Como é costume dizer, no Brasil é a economia que define as eleições. E nem a economia nem ESG estão bem.
Mas irá a Faria Lima considerar informações ESG na compra de títulos de dívida? Dificilmente.
Muitas instituições financeiras, tecnicamente, não têm capacidade de fazer este tipo de análises. E outras, como D. Pedro I, simplesmente preferem o status quo —apesar dos gritos recentes na imprensa.
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Crossfit de pepeca? Vagi yoga? Ginástica íntima ajuda a ter mais prazer

Patrícia Beloni
Colaboração para Universa
01/09/2021 04h00
Já praticou crossfit vaginal hoje? Ainda não aderiu à tendência da vagi yoga? Brincadeiras à parte, esses são alguns dos novos nomes que os exercícios íntimos vêm ganhando para atrair mais mulheres para a prática. A ideia é elevar o cuidado com o corpo a um outro patamar, que mistura preocupação com a saúde, consciência corporal e, de quebra, ainda te ajuda a ter mais prazer.
Esse tipo de malhação íntima —que pode contar com o auxílio de acessórios e também tem entre as suas variantes o pompoarismo, os exercícios de Kegel e os yoni eggs— reúne exercícios que trabalham a musculatura do assoalho pélvico. "São exercícios de contração e relaxamento profundos e de percepção sensorial da região", diz Natalia Carvalho, educadora física, terapeuta tântrica e especialista em uroginecologia.
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Como funciona o DIU? Toda mulher pode usar? Saiba mais sobre o método
O assoalho pélvico, essa região que muita gente ainda não conhece, é o que se chama comumente de chão da bacia: uma área que vai do púbis ao cóccix, formada por músculos, ligamentos e fáscias (tecidos que envolvem a estrutura do corpo), e que possui a função de sustentação de órgãos internos, como útero, ovários, bexiga e intestino.
Com os exercícios para o assoalho pélvico, exercita-se o entorno da vagina levando benefícios para toda a região íntima. As vantagens vão desde o fortalecimento dos músculos da região, evitando problemas como a incontinência urinária, até uma maior consciência corporal, que pode facilitar os seus orgasmos.
No Egito, na Índia, no Japão...
A ginástica íntima, centrada na ação de contração e relaxamento da musculatura circunvaginal, não é exatamente uma novidade. Há diversos registros históricos que revelam práticas como essas por mulheres de diferentes culturas, como dançarinas de dança do ventre no Egito, gueixas no Japão e adeptas do tantra na Índia.
Há também vários estudos que buscam comprovar os benefícios da prática. Como os feitos na década de 1940 pelo ginecologista americano Arnold Kegel, que criou uma série de exercícios para melhorar a saúde íntima de suas pacientes e ajudou tanto a popularizar a prática que a ginástica passou a ser conhecida como exercícios de Kegel. Acadêmicos brasileiros também já atestaram as vantagens da prática para a redução da incontinência urinária e para a melhora da função sexual, entre outros benefícios.
Só vi vantagem
Conheça alguns dos benefícios da ginástica íntima para a saúde física e sexual:
- Condicionamento e fortalecimento da região pélvica
- Sensibilidade e consciência da região íntima
- Autoconhecimento
- Possível controle e até incremento dos orgasmos
- Melhora na lubrificação vaginal
- Redução de infecções urinárias
- Melhora na incontinência urinária
- Ajuda no prolapso genital (quando a musculatura vaginal fica fraca, podendo levar ao deslocamento dos órgãos da região)
- Alivia dores na relação sexual
- Ajuda no tratamento de vaginismo
Questão energética
Com nomes inusitados, como vagi yoga ou crossfit vaginal, profissionais vêm oferecendo treinamento em ginástica íntima para mulheres interessadas em exercer uma maior autonomia sobre o seu corpo.
"Mas cada profissional pode atuar com uma técnica diferente que pode abordar força, resistência muscular, elasticidade, controle ou percepção", diz a fisioterapeuta Thalita Freitas.
Cada especialista acaba adaptando os exercícios de acordo com a sua experiência e os objetivos de cada cliente. E vai dando nomes à prática de acordo com as tendências de mercado ou com a corrente que segue, como é o caso da terapeuta tântrica Paula Rodrigues, que trabalha com os chamados yoni eggs.
Essa corrente alia os exercícios de relaxamento e contração com o uso de pedras de cristal em formato de ovos que são introduzidas no canal vaginal com o objetivo de fortalecer e também energizar essa região. Segundo as adeptas da prática, os yoni eggs teriam poderes de cura energética. Eles ajudariam a limpar memórias de antigas relações, padrões e crenças limitantes que poderiam impedir a evolução da mulher e da energia feminina.
Diferentes objetivos, muitos benefícios
Trabalhar a região do assoalho pélvico também pode ajudar no tratamento de doenças físicas, como aconteceu com a professora de inglês Aline Corrêa, que começou os exercícios depois de uma cirurgia de endometriose e da inserção do DIU hormonal.
Ela sentia dores no cóccix e tinha incontinência urinária. A contração vaginal e o pompoarismo ajudaram não só a fortalecer os músculos pélvicos e do abdômen que ficaram enfraquecidos, mas também a diminuir as dores. Além disso, mudaram a relação dela com seu próprio corpo: "Passei a sentir que me conheço melhor como mulher e a querer descobrir mais sobre mim mesma. Melhorou meu autoconhecimento e minha autoestima".
Já a assistente de audiovisual Yasmin Dias procurou a yoni egg terapia no início da pandemia, quando começou a sentir necessidade de trabalhar sua força feminina. "Mudou tudo. Eu senti que mudei. A prática foi me ensinando a destravar e criar um contato com a minha vagina. Porque, na sociedade, a gente não é ensinada a ter esse contato. É muito intenso e despertou muito a minha criatividade", diz.
Cuidados básicos
Para quem não está acostumada a esse tipo de exercício, pode ser difícil reconhecer onde está a musculatura a ser trabalhada e saber se está fazendo a contração de forma adequada. Então, os exercícios podem ser feitos em casa, mas, de preferência, depois da orientação de um profissional. "O fisioterapeuta pode, inclusive, passar treinos para fazer em casa", diz Thalita Freitas.
Em alguns casos, pode ser preciso trabalhar mais a capacidade de contração. Em outros, o relaxamento. É o profissional especializado que vai analisar e indicar o melhor método.
Fontes: Aline Corrêa, praticante de pompoarismo, Aline Machado, fisioterapeuta e professora da Universidade Paulista, Natalia Carvalho, educadora física, terapeuta tântrica e especialista em uroginecologia, Paula Rodrigues, terapeuta energética, Thalita Freitas, fisioterapeuta e sócia e proprietária da Athali Fisioterapia Pélvica, Yasmin Dias, praticante de yoni egg.
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Andressa Urach diz que cogitou registrar seu filho como Bolsonaro
“Queria que se chamasse Bolsonaro”, disse a “influencer”

247 - Andressa Urach revelou qual será o nome de seu segundo filho, fruto do relacionamento com Thiago Lopes, e disse que gostaria que a criança se chamasse Bolsonaro, em homenagem ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No entanto, a pedido de seu primogênito, Arthur, o bebê receberá o nome de Léon. A reportagem é do portal UOL.
"Eu queria Leão, leão da selva, mas o Thiago não deixou. [León] Significa valente como um leão, então quase ficou leãozinho", disse em um vídeo publicado em seu canal no YouTube.
Na gravação, a modelo, que recentemente rompeu laços com a Igreja Universal do Reino de Deus, afirmou que tanto ela quanto Lopes são "bolsonaristas assumidos", e aproveitou para esclarecer uma polêmica declaração de seu marido, que ressaltou não ter dado uma "fraquejada" e que, por isso, o primeiro filho do casal será do sexo masculino e não do sexo feminino.
"Somos bolsonaristas assumidos.
O Thiago fez uma brincadeira e, no fim, nossa, algumas pessoas não entenderam. Resultado da história, falando do nome do neném, já que chegamos a este ponto, queria que se chamasse Bolsonaro", contou.













Saudações aos petralhosos e não petralhosos!
RESPONDERQuando é que a esquerda vai assumir que entregou por meio do BNDES uma fortuna imensa para vários países, como Cuba, Venezuela, Angola e outros. Quando é que vão devolver o que nunca foi deles... Respeitável blogueiro!
Vai escrever uma matéria dizendo que após tomarem a picada, Tarcísio Meira, Glória e Silvio Santos pegaram o Coronavírus? E o primeiro veio a óbito? Que o Alexandre de iMORAES prendeu o Roberto Jeferson? Cadê a sua repercussão?
muda o disco, nazista...
Sobre o comentário acima: O-TÁ-RIO !!!
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