_________________________* # BOLSONARO CORNO é assunto mais comentado nas REDES após vir à tona TRAIÇÃO de EX-MULHER _________________________*
Agricultura confirma dois casos de vaca louca e suspende exportações de carne bovina para a China
#BolsonaroCorno é assunto mais comentado nas redes após vir à tona traição de ex-mulher
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
_____________________________________
Ricardo Feltrin - Beyoncé chega aos 40; veja as mais tocadas dela no Brasil
Colunista do UOL
04/09/2021 14h40
Uma das maiores e mais bem-sucedidas cantoras do mundo, a texana Beyoncé Giselle Knowles, completa 40 anos neste sábado (4).
Para marcar a efeméride dessa cantora, dançarina, compositora, atriz e ex-integrante do Destiny´s Child, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais) , fez um levantamento com as músicas mais tocadas de Beyoncé no Brasil.
Relacionadas
Elton John faz 74; saiba curiosidades e loucuras desse gênio
Nos últimos 10 anos, a campeã em execuções é "Halo", faixa de seu terceiro disco de estúdio.
Seu álbum de estreia solo foi "Dangerously In Love". No ano seguinte já levou cinco Grammys.
Ela já vendeu sozinha cerca de 120 milhões de discos (além de outros 60 milhões com a Destiny´s Child).
Veja agora a lista das 10 músicas de Beyoncé mais tocadas no Brasil desde 2011.
No Brasil, a associação que representa a artista é a UBC (União Brasileira de Compositores).
1 - Halo (Ryan Tedder / Beyoncé / Bogart)
2 - Crazy in Love (Beyoncé / Eugene B Record / Jay Z / Harrison Richard C)
3 - Irreplaceable (Espen Lind / Bjorklund Amund / Beyoncé / Ne Yo / Eriksen Mikkel Storleer / Tor Erik Hermansen)
4 - Sweet Dreams (Rico Love / Jealous J / Beyoncé / Wayne Wilkins (Gb)
5 - Ego (Beyoncé / Harold Spencer Lilly Jr / Elvis Jr Williams)
6 - Single Ladies (put a ring on it) (Tricky (Us 1) / Kuk / Beyoncé / The Dream)
7 - Perfect Due (Beyoncé / Ed Sheeran)
8 - Beautiful Liar (Beyoncé / Eriksen Mikkel Storleer / Tor Erik Hermansen / Amanda Ghost / Ian Dench)
9 - Formation (Kid Krunk / Beyoncé / Mike-Will / Pluss / Caliboy Da Wiz)
10 - Telephone (Lady Gaga / Shaboogie / Beyoncé / Lazonate S Franklin / Black (Us 7)
_____________________________________
Floresta amazônica vale mais em pé do que derrubada, dizem executivos do Santander, Bradesco e Itaú

Receba notícias em tempo real no app.
RIO — Para os presidentes dos maiores bancos privados do país, preservar a Amazônia não é apenas uma questão ambiental, mas também de negócios. Foi pensando nisso que, há pouco mais de um ano, em junho de 2020, Bradesco, Itaú e Santander lançaram o Plano Amazônia, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável da região. Nesta sexta-feira, durante o evento Bioeconomia em Foco, as instituições fizeram um balanço do que vem sendo realizado nesses últimos meses.
— Temos uma obrigação com a sociedade brasileira de fazer alguma coisa, e não tem a ver com caridade, isso para nós é business — disse Octavio de Lazari, CEO do Bradesco. — A partir desse mercado organizado, imagine o quanto tem de riqueza no Brasil, de tantas empresas no mundo que precisam compensar suas emissões (de carbono), o quanto de recursos financeiros podem vir para este bioma, fruto da preservação que a gente pode fazer na floresta amazônica.
O executivo disse ainda que é possível produzir e gerar riqueza de forma sustentável, e beneficiando a população local. Citou como exemplo um financiamento que os três bancos fizeram recentemente para uma empresa da região que tinha como projeto adquirir uma balsa movida a energia solar para recolher o açaí coletado de forma responsável pelos ribeirinhos.
— Essas pessoas recolhem o açaí, mas normalmente não têm como armazenar, então vendem para os atravessadores por um preço muito baixo. Através desse negócio eles vão receber mais que o dobro, e perceberão que vale a pena fazer uma colheita sustentável — explicou Lazari.
Presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho afirmou que este primeiro ano do Plano Amazônia foi de "muito aprendizado", e com a definição de quatro principais linhas de atuação: indústria frigorífica, culturas sustentáveis, regularização fundiária e bioeconomia.
Ele destacou a importância da Amazônia para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a transição para uma economia de baixo carbono, e disse que é preciso reconhecer que as questões ambientais não são mais uma responsabilidade do Estado, mas também das empresas e cidadãos.
— É preciso construir políticas pautadas em dados científicos e combater fortemente o desmatamento ilegal, que já atinge 17% do território amazônico. Precisamos usar a tecnologia e o capital disponíveis para desenvolver um modelo que seja capaz de consertar o que já destruímos.
Para o CEO do Santander, Sérgio Rial, "a floresta vale muito mais em pé do que desmatada", e é preciso que o setor financeiro reflita sobre como pode contribuir para essa preservação.
— Historicamente, os bancos transitavam onde o PIB existia, e não onde as pessoas e as necessidades de futuro eram prementes, isso ficava a cargo dos bancos de desenvolvimento. Temos que trazer para cada um de nós a responsabilidade dessa agenda ambiental.
O executivo afirmou ainda que os bancos têm dialogado com a indústria frigorífica, que avalia ser possível oferecer mais transparência para sua cadeia de produção, com a possibilidade de rastrear o processo de criação e abate dos animais, além da preservação da floresta. No entanto, Rial aponta que uma política de desmatamento zero é considerada "mais para a frente".
_____________________________________
Terras indígenas freiam desmatamento, e aprovação do marco temporal no STF seria 'catástrofe', diz ambientalista

Receba notícias em tempo real no app.
RIO - Frear a devastação da Amazônia é crucial para conter as mudanças climáticas e manter o regime de chuvas que irriga florestas, reservatórios e plantações mais ao Sul do Brasil. Diferentes estudos científicos já mostraram que as reservas indígenas são as áreas mais protegidas do país. E, como a polêmica tese do marco temporal se tornou uma barreira para a demarcação desses territórios, que são um direito dos povos originários, é fundamental para o ecossistema que o Supremo Tribunal Federal (STF) considere o argumento inconstitucional no julgamento que deve ser retomado nesta quarta-feira.
Essa é a opinião da advogada e ambientalista Rachel Biderman, porta-voz e cofacilitadora da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne organizações ambientais, associações do setor agrícola e representantes do meio acadêmico. Nesta entrevista, Biderman explica que o nível de degradação da Amazônia está perto do que cientistas chamam de "ponto de não retorno", a partir do qual a floresta vai começar a virar uma enorme savana. Para impedir essa tragédia, ela diz, as reservas indígenas são vistas como aliadas não apenas por ambientalistas, mas, também, por uma parcela significativa de produtores agrícolas.
- Em termos de direitos originários, o marco temporal representa uma violação. E, em termos climáticos, é arriscadíssimo, se a gente pensar no volume de gases do efeito estufa que pode estar associado ao desmatamento que vai decorrer das terras que não serão preservadas porque não vão parar nas mãos dos indígenas. Eles são os maiores guardiões da floresta.
Em meio a reuniões preparatórias para a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-21), em novembro, na cidade de Glasgow, na Escócia, Biderman critica os altos índices de desmatamento observados no Brasil nos últimos dois anos e lamenta que o país esteja desperdiçando seu alto potencial de atrair investimentos voltados para o mercado verde. Ela diz que o Brasil precisa aprender com os povos indígenas e pensar a longo prazo, investindo na saúde do meio ambiente para fomentar a economia sustentável. Para o Brasil continuar sendo uma potência agrícola, a floresta precisa estar de pé e respirando.
Com que cara vamos chegar em Glasgow?
Vamos chegar com cara de quem não fez a lição de casa. Em 2020, o Brasil apresentou suas novas metas climáticas reduzindo muito a ambição dos compromissos que o país tinha assumido durante a Conferência do Clima de Paris, em 2015. Isso prejudicou nossa imagem, que já estava abalada, diante dos outros países que estão ampliando suas metas, seguindo os alertas que os cientistas vêm fazendo. No início de agosto, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou um relatório assustador.
O Brasil já lida com problemas ambientais há décadas, mas por que hoje vivemos um momento crítico?
Falta vontade política e entendimento da gravidade do problema. Estamos vendo o desmatamento no Brasil aumentar demais, com crimes contra a legislação ambiental. Falta a atuação dos agentes de direito para garantir essa legislação. Os órgãos fiscalizadores não estão atuando no volume que precisamos. Isso prejudica a nossa imagem. A Amazônia se tornou o centro das atenções desde que os grandes tomadores de decisão públicos e privados entenderam que o bioma está totalmente relacionado com o equilíbrio climático.
Que potenciais estão sendo desperdiçados com tanto desmatamento?
A gente perde investimento no mercado de créditos de carbono, por exemplo. Perde o interesse de quem quer investir em agricultura sustentável. Mas não há sinais de políticas públicas para atrair esse investidor, não há segurança jurídica para quem quer comprar certificados de crédito de carbono. O Brasil tem uma situação fundiária complicada, principalmente na Amazônia, com a atuação de gileiros. Ninguém vai investir em uma área que, amanhã, pode virar objeto de briga no Judiciário.

Por que a Amazônia é tão importante num mundo que lida com mudanças climáticas?
A Amazônia proporciona equilíbrio climático. A floresta tem a função de armazenar o carbono da atmosfera e de lançar umidade no ar. É de lá que partem os chamados rios voadores, que fazem chover no Sudeste. Mas esse equilíbrio está perto de ruir. Estamos chegando a 17% de degradação da chamada Pan-Amazônia, presente em nove países da América do Sul. Segundo os cientistas, se a degradação alcançar os 20%, vamos atingir um "ponto de não retorno", a partir do qual ocorrerão vários fenômenos. Um deles será a savanização do bioma, ou seja, a Amazônia perderá a condição de floresta tropical úmida e ficará cada vez mais parecida com a savana. E, como o Brasil é o país com a maior parte desse ecossistema, somos sempre os vilões do seu desmatamento.
Há uma parcela de representantes do setor agropecuário que entende a importância da preservação ambiental?
A Coalizão para o Clima nasce do encontro entre ambientalistas que entendem o setor produtivo como fundamental para o equilíbrio global e produtores rurais que perceberam o meio ambiente como tema central para sua atividade. Em 2014, a gente acreditava que o Brasil atrairia muito investimento. Estávamos cheios de sonhos porque o país tem soluções baseadas na natureza para o equilibrio climático valiosissimas no mercado. Hoje, essa não é mais a nossa imagem. Os últimos dois anos foram de muito desmatamento, emissões e queimadas. A gente precisa recuperar nossa imagem.
Existe relação direta entre o desmatamento e a crise hídrica que estamos vivendo em 2021?
As florestas têm papel fundamental na retenção e reposição de água e até na depuração que garante a qualidade da água. O desmatamento e as mudanças climáticas afetam o regime de chuvas, agravando a disponibilidade de água na Mata Atlântica e a situação dos reservatórios. Muitos estudos comprovam essa relação.
Qual o papel das reservas indígenas na preservação das florestas?
É quase uma visão utilitária avaliar a reserva por seu valor ambiental. A posse dos territórios é um direito originário desses povos, algo sagrado para indígenas que historicamente habitam esses espaços. Mas, além disso, em meio à crise climática, os cientistas perceberam que as reservas são as áreas mais preservadas da Amazônia. Um estudo de 2016 da World Resources Institute (WRI), por exemplo, mostrou que o volume de carbono armazenado num território indígena era muito maior do que nos seus arredores, por causa do volume de cobertura vegetal protegida pelos seus moradores. Eles são muito melhores que nós nessa função. O modo de vida indígena consiste nisso há milhares de anos.
Temos muito a aprender com eles nesse aspecto?
Sim, mas nos falta humildade para isso. Eles têm um conhecimento farmacológico incrível sobre plantas e animais, sem falar no conhecimento sobre o clima, que é impressionante. Em vários aspectos, parece que a sociedade ocidental levou milhares de anos para chegar aonde os povos originários estão há tempos. A riqueza da cosmovisão desses povos é sem fim, até por causa do alto número de etnias no Brasil. Todo esse conhecimento foi ameaçado pela tentativa arrogante de dominar esses povos. A Constituição de 1988 tentou corrigir essa questão, garantindo a eles o direito a seus territórios, mas agora isso está em risco, por causa do julgamento do marco temporal, que se for mantido pode resultar em uma catástrofe.
Qual é o risco ambiental do marco temporal, tendo em vista que a tese está emperrando 82 processos de demarcação de terras indígenas?
Em termos de direitos originários, o marco temporal representa uma violação. Em termos climáticos, é algo arriscadíssimo, se a gente pensar no volume de gases do efeito estufa que pode estar associado ao desmatamento que vai decorrer das terras que não serão preservadas porque não vão parar nas mãos dos indígenas. Eles são os maiores guardiões da floresta.
Como mensurar o risco?
É a visão do curto prazo da sociedade ocidental contra a visão do longo prazo dos indígenas. Quando só se pensa no aqui e agora, a expansão de plantações sobre certas áreas pode ficar em risco. Mas o Brasil, hoje, não precisa expandir produção sobre nenhuma floresta. A gente não pode mais desmatar a Amazônia. Portanto, é preciso olhar para os indígenas como aliados para manter a floresta intacta, porque a gente precisa das florestas de pé para ter chuva. Então, o maior aliado da agricultura no Sul e no Sudeste é o indígena. Ele preservam a floresta que vai evapotranspirar e mandar água para cultura agrícola por meio dos rios voadores. Ainda tem gente que não entende isso, talvez por falta de leitura, conhecimento ou respeito.
Para o meio ambiente, é fundamental que o STF decida contra marco temporal?
Fundamental. Estamos com a faca no pescoço, que são as mudanças climáticas. Os indígenas monitoram as fronteiras dos territórios, expulsam os invasores. Nós não estamos mandando as polícias para proteger essas terras, há áreas imensas sem fiscais. Os indígenas defendem os territórios naturalmente e doam esse serviço à sociedade. As reservas indígenas garante os rios voadores que trazem umidade e chuva para as regiões mais ao Sul. O papel deles é indiscutível.
Por que ainda vigora a narrativa de que as reservas atrapalham o setor agrícola?
Muitos produtores já entenderam o recado. Já sentem no bolso a quebra de safra por causa das mudanças cimáticas e sofrem com a falta de água em suas plantações. Hoje, uma boa parte deles preservam suas propriedades e até compram áreas degradadas pra reflorestar e fazer silvicultura. Dentro da Amazônia, há uma profusão de projetos de agrofloresta. Mas existe uma minoria desse setor agrário que nega a ciência e vai avançando ilegalmente sobre os territórios e causando destruição. Essas pessoas deveriam ser presas.
_____________________________________
Em duas décadas, queimadas reduziram hábitat de 85% das espécies ameaçadas na Amazônia

Receba notícias em tempo real no app.
SÃO PAULO - Os incêndios florestais que ocorreram na Amazônia desde 2001 reduziram em ao menos 5% a área hábitat para pelo menos 62% das espécies de plantas e animais que vivem na região. Entre as espécies que já estão sob risco de extinção, o impacto foi ainda pior: 85% foram afetadas.
Os novos números preocupantes estão em um estudo publicado nesta quarta-feira na revista "Nature". Um consórcio de pesquisadores americanos, chineses e brasileiros analisaram o impacto do fogo na biodiversidade amazônica cruzando dados de incêndios capturados por satélite com mapas detalhados da distribuição de espécies na floresta.
Segundo os pesquisadores, liderados pelo geógrafo Xiao Feng, da Universidade da Flórida, estimar o risco da degradação ambiental na floresta olhando apenas para o desmatamento com corte raso resulta numa subestimativa. O fogo, que também está na maioria dos casos associado a atividades humanas, degrada uma parte maior de floresta destruindo vegetação abaixo da copa das grandes árvores, e afeta uma área muito maior.
No período analisado pelos pesquisadores, mais de 190 mil km² de floresta amazônica queimaram em algum momento, uma área maior que o Uruguai. Apesar a Amazônia ter mais de 5 milhões de km², o impacto em diferentes tipos de plantas e animais foi desigual.
— Muitas espécies de plantas e animais da Amazônia possuem distribuições restritas, o que aumenta as chances desses incêndios florestais causarem grandes perdas em biodiversidade —, afirma Paulo Brando, cientista do Instiuto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), que participou do estudo.
No estudo, os cientistas citam como exemplo a Remijia kuhlmannii, um arbusto silvestre da família do café, que corre o risco de sumir e já perdeu mais de 60% de sua área de hábitat. Não por coincidência, a planta ocorre justamente na transição entre o Cerrado e a Amazônia onde a agropecuária mais se expande, no Mato Grosso.
Os pesquisadores também constataram no estudo que existiu uma grande correlação de área queimada com a existência de leis e políticas para coibir o uso do fogo em áreas adjacentes à floresta. Uma área menor do bioma foi afetado entre 2008 e 2018, quando as queimadas estiveram mais sob controle no Brasiil.
"Contudo, apesar de a regulação ter sido efetiva em desacelerar a queima e o desmatamento, quando essas regulações são relaxadas — tal qual se viu no Brasil em 2019 — os ganhos obtidos podem ser anulados rapidamente", escrevem os pesquisadores.
Segundo Brando, como os dois últimos anos não foram de seca, o aumento abrupto do fogo depois de 2018 é um mal sinal.
— Pelo clima de 2019, o fogo na Amazônia deveria estar abaixo da media histórica, mas ficou bastante acima, justamente por causa do desmatamento e das ações humanas — afirma.
Estimativa conservadora
A análise feita pelos pesquisadores no estudo partiu de uma base de dados com mais de 11.000 espécies de plantas e 3.000 espécies de vertebrados. Destas, 520 são aquelas consideradas ameaçadas, pelos criterios da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza). Os números foram cruzados então com o mapeamento dos satélites Aqua e Terra, da Nasa, que estimam a área atingida pelas queimadas.
As porcentagens listadas acima se referem ao limite superior da conclusão dos cientistas, dada a margem de erro. Os dados, mesmo assim, tendem a estar subestimados, porque não se considerou no trabalho os danos anteriores a 2001, e os dados de sensoriamento remoto tendem a subestimar as áreas degradadas de floresta.
Além disso, afirmam os pesquisadores, não foram incluídos na análise insetos e outros invertebrados, que representam uma porção significativa da biodiversidade amazônica. A linha de corte de 5% de perda de hábitat usada pelos cientistas, se fosse baixada, significaria que quase toda a biodiversidade da floresta já foi afetada pelo fogo.
"Até 95,5% das espécies de plantas e vertebrados podem ter sido impactas pelo fogo, ainda que em um grau menor", escrevem Feng e seus coautores no estudo.
Brando, do Ipam, afirma ainda que as perdas de biodiversidade para vertebrados e plantas se retroalimentam. Os primeiros dependem dos segundos para alimento, e a relação também se inverte, porque vegetais dependem de bichos para dispersar sementes e reciclar biomassa. A redução de um dos grupos de seres vivos, então, cria pressão também sobre o outro.
— Manter os animais na paisagem é extremamente importante para que a floresta consiga se recuperar da degradação do fogo. Perder bicho é perder resiliencia da floresta — diz o cientista.
_____________________________________
Juízas tentam fugir do Afeganistão e não ser alvo dos homens que colocaram na prisão

Receba notícias em tempo real no app.
HAIA e RIO — A salvo na Europa após escapar de Cabul, uma juíza afegã descreve como foi caçada por homens que ela havia colocado na prisão e foram libertados pelos combatentes do Talibã, grupo fundamentalista que voltou ao poder no país no último dia 15. O Afeganistão tem cerca de 270 juízas. Algumas conseguiram fugir nas últimas semanas, mas a maioria foi deixada para trás e ainda tenta escapar, de acordo com ativistas internacionais que formaram redes que trabalham 24 horas por dia para ajudá-las.
“Quatro ou cinco membros do Talibã vieram e perguntaram às pessoas na minha casa: 'Onde está essa juíza?' Eram pessoas que eu coloquei na prisão”, disse a magistrada à Reuters em uma entrevista em um local não divulgado, pedindo para não ser identificada.
No último dia 25, 270 magistradas afegãs pediram ao governo brasileito asilo humanitário e um avião para trazê-las ao país. Em carta enviada à Associação de Magistrados do Brasil (AMB), 100 integrantes da associação afegã afirmam terem sido alertadas de que correm risco de vida. De acordo com Renata Gil, presidente da AMB, o plano de retirada está pronto, mas dependiam do visto humanitário.
— Os vistos ainda não foram emitidos porque o Brasil não tem missão diplomática no Afeganistão. As missões diplomáticas mais próximas são no Paquistão e no Irã, mas como o aeroporto de Cabul está fechado, as magistradas teriam que deixar o país por terra, o que é muito arriscado neste momento, afinal, estamos falando do deslocamento de mulheres — explica ao GLOBO. — Mas o governo brasileiro está tentando adequar a portaria a essa realidade.
Em uma entrevista coletiva logo após a tomada de Cabul, um porta-voz do grupo disse que os direitos das mulheres seriam protegidos, e que elas teriam permissão para trabalhar em setores importantes da sociedade, mas de acordo com a lei islâmica.
A posição do Talibã em relação aos direitos das mulheres ainda não está bem esclarecida. Relatos das últimas semanas indicam que em cidades como Herat, o Talibã vinha proibindo mulheres de irem a escritórios e de frequentarem as universidades, segundo agências internacionais. Na semana passada, um porta-voz do grupo extremista chegou a aconselhar as mulheres a não trabalhar e ficar em casa. O porta-voz alegou que elas não estavam seguras na presença de soldados.
Mas mulheres que trabalham na Justiça se tornaram alvo antes mesmo da tomada do país pelo Talibã. Duas juízes da Suprema Corte foram mortas a tiros por homens armados não identificados, em janeiro deste ano. Um porta-voz do Talibã disse, à época, que o grupo não estava envolvido na morte.
Mas, agora que vários prisioneiros foram libertados em todo o país, “a vida das juízas realmente corre perigo”, afirmou a magistrada afegã à Reuters.
UE: Bloco define condições para se relacionar com Talibã, mas nega reconhecimento imediato do grupo extremista
A juíza, que escapou com a ajuda de um coletivo de voluntárias de direitos humanos da Associação Internacional de Mulheres Juízes (IAWJ), mantém contanto com colegas em seu país, que enviam “mensagens de medo e terror total”. “Elas me dizem que, se não forem resgatadas, suas vidas correm perigo diretamente”.
Ativistas são alvos
Além delas, cerca de mil outras defensoras dos direitos humanos podem estar na mira do Talibã, de acordo com Horia Mosadiq, uma ativista de direitos humanos no país.
— Prisioneiros libertados telefonam para fazer ameaças de morte a juízas, promotoras e policiais, dizendo 'nós iremos atrás de vocês' — disse.
O ministro da Justiça britânico, Robert Buckland, disse na semana passada que o Reino Unido retirou nove juízas do país e trabalha para fornecer passagem segura para mais “pessoas muito vulneráveis”.
— Muitas dessas juízas foram responsáveis por administrar o Estado de Direito e, com razão, temem as consequências que agora podem enfrentar com a ascensão do Talibã.
Vários ativistas de direitos humanos e jurídicos envolvidos no esforço para resgatar as juízas dizem que os países ocidentais não fizeram de sua remoção uma prioridade após a queda de Cabul.
— Os governos não tinham interesse em retirar pessoas que não eram de sua própria nacionalidade — disse Sarah Kay, uma advogada de direitos humanos baseada em Belfast, na Irlanda, e membro da Atlas Mulheres, rede internacional de advogados.
Kay está trabalhando online com um grupo de voluntários conhecido como “Dunkirk digital”, batizado em homenagem à retirada das tropas britânicas da França ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Com a ajuda de grupos de bate-papo em redes sociais e contatos pessoais, a ativista já ajudou centenas de pessoas a fugirem.
Na IAWJ, uma equipe de seis juízas estrangeiras também coordenou informações, fez lobby junto aos governos e organizou fugas.
— A responsabilidade que carregamos é quase insuportável, porque somos uma das poucas pessoas que assumem responsabilidade por esse grupo — disse uma das líderes do esforço, Patricia Whalen, juíza americana que ajudou a treinar afegãs em um período de 10 anos. — Estou furiosa. Nenhuma de nós deveria estar nesta posição.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Juízas, vários segmentos estão entrando em contato com a entidade.
— São vários profissionais desesperados, pedindo ajuda para sair sair do Afeganistão.
(Colaborou Thayz Guimarães)
_____________________________________
Mulher de Glaidson Santos, o 'Faraó dos Bitcoins', sacou R$ 1 bilhão em criptomoedas antes de fuga | Ancelmo - O Globo
Por Ancelmo Gois

O MPF identificou que a venezuelana Mirelis Zerpa, mulher do ex-garçom e ex-pastor da Universal, Glaidson Acácio Santos, o “Faraó dos Bitcoins”, sacou antes da fuga para os EUA 4.330 unidades desta tal moeda.
É o equivalente a um bilhão, 63 milhões, 70 mil, 463 reais e 56 centavos, na cotação do dia.
_____________________________________ As tentações autoritárias: livre expressão perde apoio
Já vi muitos argumentos contra a liberdade de expressão.
O de Lula é o mais abjeto.
O candidato do PT à Presidência da República prometeu controlar os órgãos de comunicação se voltar ao Palácio do Planalto por ter visto “como a imprensa destruía o Chávez”.
Ele se referia ao coronel paraquedista Hugo Chávez, aquele que tomou o poder na Venezuela num golpe militar, tornou-se ditador, quebrando o país e submetendo a imprensa a uma censura brutal que terminou por destruí-la.
No primeiro mandato, Lula e seu partido tentaram censurar a imprensa com a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, órgão de óbvia inspiração soviética.
Tomou um contravapor da sociedade civil e teve de recuar.
Pelo que se vê, foi um recuo tático.
Hora ruim para falar em coibir a liberdade de expressão que, na cristalina análise do advogado Alexandre Fidalgo, um de seus mais bem-sucedidos defensores nos tribunais brasileiros, não pode ser confundida com a “convocação e arregimentação de forças radicais com o objetivo explícito de assaltar as instituições democráticas”.
Fidalgo não vê conflito entre a garantia constitucional estabelecendo que os governos não podem limitar a liberdade de expressão e a inevitabilidade de que os cidadãos que fazem uso criminoso dessa liberdade arquem com as consequências jurídicas de seus atos.
É clara a referência aos extremistas de direita, sob os auspícios do presidente Bolsonaro, que usam as correntes digitais sob sua influência para “convocar e ensinar como devem ser feitos os ataques físicos” às instituições. Diz Fidalgo:
— O pior é que a apologia ao crime legitima os excessos contra a liberdade de expressão por parte dos aplicadores da lei.
Alguns juízes e o próprio Supremo Tribunal Federal cometeram excessos.
É ameaçador também o enfraquecimento do conceito fundamental da liberdade de expressão entre aqueles que deveriam ser seus mais aferrados defensores, os intelectuais e jornalistas dos países de democracia consolidada — principalmente Estados Unidos e Reino Unido.
Em universidades daqueles países, transita ainda em nichos, mas com desenvoltura e sem oposição, um neoautoritarismo cuja base teórica é a negação das liberdades individuais — justamente a prática que levou àquelas nações o progresso social, material, tecnológico e político sem precedentes na história humana.
“A liberdade de expressão está nos matando” e “Meus argumentos contra a liberdade de expressão” são exemplos de livros e artigos escritos por professores e jornalistas advogando controles mais rígidos sobre a livre expressão do pensamento por parte das pessoas, mesmo que não estejam incentivando ou propondo qualquer ação violenta.
É um afastamento radical do mais sagrado pilar da democracia.
Recentemente, célebres defensores dessa ruptura — Andrew Marantz e P.E. Moskowitz — se reuniram num debate transmitido pela NPR, a emissora pública dos Estados Unidos.
Seus argumentos liberticidas, para surpresa de muita gente, passaram sem contestação na presença de mentes bem mais sérias como Susan Benesch, da Universidade George Washington, e John Powell, de Berkeley.
O jornalista Matt Taibbi assistiu ao debate e deu o primeiro alerta em seu blog (taibbi.substack.com)
— Os debatedores e o mediador, infelizmente, se esqueceram da melhor interpretação jurídica segundo a qual é tecnicamente impossível fazer qualquer lei limitando a liberdade de expressão que não possa ser usada contra pessoas cuja fala ninguém deseja barrar.
Isso já foi tentado muitas vezes e nunca deu certo.
Mesmo diante dos novos desafios trazidos pela internet, e talvez por causa deles, o pluralismo de opiniões não pode ser cerceado, principalmente porque o poder de decidir o que é adequado e o que não é adequado terá de ser exercido por alguém ou por um grupo de pessoas — e o resultado disso é a sempre desastrosa censura.

Por Eurípedes Alcântara
_____________________________________
Agricultura confirma dois casos de vaca louca e suspende exportações de carne bovina para a China

Receba notícias em tempo real no app.
BRASÍLIA — O Ministério da Agricultura confirmou neste sábado a ocorrência de dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como a doença da vaca louca. Como consequência, o governo brasileiro decidiu suspender, temporariamente, as exportações de carne bovina para a China.
Os casos de vaca louca foram confirmados em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte.
“Todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá. Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, diz a nota da pasta.
Estes são o quarto e quinto casos de vaca louca atípica registrados em mais de 23 anos de vigilância para a doença. O Brasil nunca registrou a ocorrência de casos de vaca louca clássica, segundo a Agricultura.
Os casos de vaca louca atípica ocorrem por causa de uma mutação num único animal. Já os casos clássicos, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação, poderiam afetar mais de um bovino por vez.
O ministério informou que os dois casos de vaca louca atípica — um em cada estabelecimento — foram detectados durante a inspeção ante-mortem. Trata-se de vacas que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito nos currais.
Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), conforme preveem as normas internacionais.
No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, as exportações ficam suspensas temporariamente as exportações de carne bovina. A medida, que passa a valer a partir deste sábado, se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.
Neste ano, o Brasil já exportou US$ 3,545 bilhões em carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para a China. A suspensão das exportações para a China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, ocorre num momento em que os produtos brasileiros passam por um maior escrutínio por conta do alto número de infecções por Covid-19 no país.
O Ministério da Agricultura afirma que, por serem casos atípicos, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos.
Como é a doença
Doença fatal, a vaca louca acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca se torna agressiva.
A encefalopatia espongiforme bovina, nome científico da doença, é gerada por uma proteína infecciosa já é presente no cérebro de vários mamíferos naturalmente. Quando essa proteína se multiplica rapidamente, ela mata os neurônios e no lugar ficam buracos brancos no cérebro
Exitem duas formas de ocorrer a doença. Na forma atípica, que foram os casos registrados no Braisl, a proteína sofre uma mutação.
O outro caso é uma contaminação por meio do consumo de rações feitas com proteína animal contaminada, como por exemplo, farinha de carne e ossos de outras espécies. No Brasil, é proibido o uso deste tipo de ingrediente na fabricação de ração para bovinos.
Não há indícios de que uma vaca transmita a doença para a outra. Mas, caso ela seja diagnosticada com o mal, o produtor deve colocá-la para o abate e incinerar o corpo.
A doeça ficou conhecida no mundo após o primeiro grande surto, no Reino Unido, entre 1992 e 1993. Na época, foram confirmados 100 mil casos no país. Mais de 180 mil cabeças de gado foram sido afetadas, segundo as estimativas da época, e mais de 4 milhões de animais foram sacrificados. Durante este período, o consumo de carne bovina chegou a ser proibido no país.
Impactos
Nesta sexta-feira, a suspeita de vaca louca já havia acentuado a queda da atividade dos frigoríficos brasileiros, de acordo com a associação que representa o setor.
"A notícia da vaca louca veio neste momento em que a ociosidade nos frigoríficos que trabalham somente com o mercado interno é bastante elevada e serviu para diminuir ainda mais o negócio de aquisição de bois diariamente", disse a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) em nota divulgada na sexta-feira.
“Tudo isso criou uma situação de compasso de espera por parte das empresas que naturalmente iriam parar suas atividades pelo feriado de 7 de setembro, aguardando o desfecho deste caso para a quarta-feira”, afirmou a Abrafrigo.
_____________________________________
Biden ordena liberação de documentos sigilosos sobre ataques do 11 de setembro

Sputnik - Joe Biden, presidente dos EUA, anunciou na sexta-feira (3) que emitiu uma ordem executiva "ordenando ao Departamento de Justiça [DoJ, na sigla em inglês] e outras agências relevantes que supervisionassem uma revisão de desclassificação de documentos relacionados às investigações do Bureau de Investigação Federal no dia 11 de setembro".
"A ordem executiva exige que o procurador-geral [dos EUA, atualmente Merrick Garland] divulgue publicamente os documentos desclassificados durante os próximos seis meses", detalha a ordem executiva.
Em agosto, o DoJ se comprometeu a essa decisão na véspera do 20º aniversário dos ataques, em resposta a anos de petições das famílias das vítimas.
Biden também enfrentou exigências de 1.800 sobreviventes dos ataques para não participar dos próximos eventos memoriais se ele se recusasse a liberar os documentos.
Legado de 20 anos dos ataques terroristas
Cerca de 2.977 pessoas foram mortas nos ataques de 11 de setembro de 2001.
Dois dos quatro aviões, segundo Washington, foram capturados por terroristas do Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), que os fizeram chocar com os dois arranha-céus das Torres Gêmeas em Nova York, EUA.
Um terceiro embateu no edifício do Pentágono em Arlington, Virgínia, e outro caiu do céu sobre a Pensilvânia, depois que passageiros tentaram recuperar controle da aeronave.
Os ataques terroristas acabaram por levar os EUA e outros países da OTAN a invadir o Afeganistão em 7 de outubro de 2001, o qual ocuparam durante quase 20 anos, apesar de Washington ter anunciado que bin Laden foi morto no Paquistão em 2 de maio de 2011.
O país norte-americano declarou oficialmente a guerra como terminada na segunda-feira (30), anunciando que os últimos efetivos militares saíram nesse dia.
Além do Afeganistão, os EUA também invadiram o Iraque em 20 de março de 2003, depondo do poder o líder Saddam Hussein, que acabou por ser julgado, e executado em 30 de dezembro de 2006.
Os EUA saíram do país em 2011, mas regressaram em 2014, onde permanecem desde então.
_____________________________________
Tinder, Bumble, Happn, Grindr e mais: guia mostra qual app combina com você

Thamires Andrade
Colaboração para o Tilt, em São Paulo
03/09/2021 04h00
Atualizada em 03/09/2021 15h46
O isolamento social forçado pela covid-19 e a insegurança de frequentar espaços presencialmente fizeram o uso dos aplicativos de encontro aumentar. Afinal, se não dava para sair tanto de casa, um flerte virtual acabou sendo a saída para passar o tempo ou até encontrar o amor.
De acordo com um estudo realizado pela AppsFlyer, plataforma de análise e atribuição de marketing móvel, a receita dos aplicativos de relacionamento cresceu 406% desde 2020. Isso significa que os internautas não só usaram a versão gratuita dos apps como investiram dinheiro — pagando os respectivos planos — para conhecer pessoas.
Relacionadas

Receba notícias de Tilt no WhatsApp e no Telegram
Mas, com tantos aplicativos diferentes disponíveis no mercado, é importante entender o que você está buscando, as funcionalidades que cada um oferece e até mesmo quais as mulheres podem se sentir mais seguras. Pensando nisso, Tilt preparou um guia que analisa os recursos dos apps de encontro mais populares e mostra opiniões sinceras de pessoas que já os utilizaram.
Tinder: simples de usar e pode agradar geral
O que você vai encontrar: Ele revolucionou os apps de relacionamento com a sua tecnologia de "match" (que junta pessoas que se curtem mutuamente), além de popularizar o formato: deslize para a direita se gostar do que vê e para a esquerda se não gostar. A empresa ostenta 1,6 bilhão de "matches" por dia.
Ainda que já tenham saído muitos casamentos e relacionamentos duradouros do Tinder, o aplicativo é muito usado para ficadas e encontros casuais, já que você escolhe pessoas com base principalmente na foto, em vez de interesses. O aplicativo pode agradar héteros, LGBTQIA+ e quem busca uma terceira pessoa para o relacionamento.
É gratuito para uso geral, mas oferece três atualizações pagas: Tinder Plus, Tinder Gold e Tinder Platinum. Isso inclui recursos extras como desfazer uma descurtida em alguém, enviar "super likes" para chamar a atenção de quem você realmente gostar e, no caso do Gold, ver quais usuários curtiram seu perfil. As assinaturas custam entre R$ 15,90 e R$ 49,90.
Opinião de quem usou: "Usei pela 1ª vez em 2016, após sair de um casamento de 20 anos. Estava curtindo a vida, solteira e muita gente me falou bem dele. Na época, queria conhecer pessoas sem qualquer compromisso e foi ótimo para isso. Conheci uns caras legais, outros nem tanto. Mas gostei porque pude conhecer pessoas de perto da minha cidade, colocar a distância e filtrar a idade ajudaram bastante. Além de poder bloquear algumas pessoas que não achava interessante", conta a professora Ana Paula Corrêa.
OkCupid: para além de um rostinho atraente
O que você vai encontrar: Une pessoas compatíveis a partir de interessas e, para isso, o usuário precisa responder a um questionário com 15 perguntas ao se cadastrar. Nele estão contempladas perguntas sobre comunicação, relacionamento amoroso e até opiniões políticas.
Assim, o algoritmo utiliza as informações coletadas para determinar a compatibilidade entre as preferências pessoais e, dessa forma, sugere os perfis mais indicados, seja para encontros casuais, amizades ou relacionamento sério. O aplicativo também permite ver em porcentagem a afinidade que você e seu futuro par têm.
Além disso, ele oferece 22 itens em sua lista de preenchimento de gênero e 13 de orientação sexual, um grande passo em direção à inclusão e valorização da diversidade.
É possível usar tranquilamente a versão gratuita do app para encontrar pessoas compatíveis com você. Porém, é liberado saber quantas pessoas deram like, mas sem conseguir identificá-las. Para ter acesso a essa informação é preciso pagar um pacote, que também permite bloqueio de anúncios durante o uso e a ativação de que suas mensagens foram lidas. As opções de plano variam de um a seis meses, com valores de R$ 61,65 a R$ 124,90 ao mês.
Opinião de quem usou: "O que me fez gostar desse aplicativo era a possibilidade de selecionar as pessoas pela afinidade. Enquanto nos demais, você tinha que dar match e ficar tentando deduzir se aquela pessoa tinha minimamente uma consciência política pela foto e palavras-chave. Já no OkCupid, a pessoa já dizia de cara, preferências políticas, religiosas, estilo de vida, o que também ajudava na hora de conversar. Ou seja, não ficava só nessa coisa da imagem", afirma Glaucia Macedo*, agrônoma.
Grindr: foco na comunidade LGBTQIA+
O que você vai encontrar: Lançado há mais de dez anos, o Grindr se descreve como "dedicado às comunidades gay, bi, trans e queer". Encontrar alguém para conversar é praticamente instantâneo. Em vez de deslizar para a direita ou esquerda em busca de um match, no Grindr você encontra os perfis das pessoas que estão próximas da sua localização.
Com a facilidade da geolocalização, há quem procure o app para encontros casuais. Mas também existem internautas que encontraram a sua cara-metade graças ao programa, que conta com mais de 3,8 milhões de usuários diários no mundo.
Além da versão gratuita, também há a opção de planos premium a partir de US$ 24,99, que permite o desbloqueio de algumas funções, como a exclusão de anúncios e a confirmação de leitura das mensagens.
Opinião de quem usou: "Dentre todos os apps voltados para gays, o que mais gosto é o Grindr, pois ele tem uma maior variedade de usuários, diferentes idades, tipos físicos e interesses. Além disso, é bem prático e promove encontros mais imediatos. Fora que é legal já filtrar pelo que a pessoa está querendo do encontro. Mas claro que é preciso tomar cuidado para não ficar em relações muito superficiais, já que um relacionamento não se resume apenas a beleza física", diz Juba Dias, cabeleireiro e maquiador.
Bumble: mulheres dão o 1º passo e dá para fazer amigos
O que você vai encontrar: O Bumble se diferencia dos demais, pois as mulheres têm o poder de iniciar a conversa após o match. Sendo assim, elas selecionam os os pretendentes que realmente querem levar para frente — para casais do mesmo sexo, qualquer um dos lados pode iniciar a conversa.
Em um match heterossexual, por exemplo, a mulher precisa iniciar o chat em até 24h. Caso não o faça, o match será desfeito, como se nunca tivesse existido. Isso também vale para os homens que não respondem 24h após o primeiro contato.
O Bumble não foca apenas em relacionamentos amorosos. O aplicativo oferece ainda o "modo BFF" (melhores amigos para sempre em livre tradução), que indica pessoas em busca de amizade. Ele também funciona com o modo "Bizz", abreviação da palavra "business" (negócio, em inglês). O recurso funciona de forma semelhante ao modo "BFF", mas é voltado para quem busca conexões profissionais.
Além da versão gratuita, o Bumble oferece a versão premium que libera curtidas ilimitadas, ver quem curtiu seu perfil, entre outros benefícios. O custo do serviço é pago em dólar, US$ 8,99 por semana.
Opinião de quem usou: "Já tinha usado outros, mas no Bumble encontrei pessoas que faziam mais meu estilo. De todas as funcionalidades, o que acho mais legal é esse recurso das mulheres iniciarem o papo. Assim, se dou um match errado, posso ignorar. Também acho muito legal poder enviar mensagens de voz, porque assim você também vai conhecendo a pessoa melhor", conta Juliana Nogueira, analista de eventos e ceramista.
Inner Circle: para quem não quer ser enganado no 1º encontro
O que você vai encontrar: O app se diz voltado para "matches qualificados". Para usar, não basta fazer download. Ao fazer o cadastro, sua ficha passa por uma triagem rigorosa até ser aprovada. O objetivo é evitar catfishs — pessoas que criam perfis falsos — e garantir um público selecionado.
Para que essas aprovações aconteçam, o app conta com sistema de inteligência artificial capaz de detectar se tem outra pessoa usando sua foto, bem como analisar os dados do seu Facebook e LinkedIn que podem estar atrelados a conta do Inner Circle.
Uma vez aprovado, o usuário visualiza os pretendentes e, em caso de combinação mútua, acontece o match — a partir daí, os dois podem conversar no chat.
O app está disponível no Brasil desde abril de 2019 e funciona gratuitamente. Há planos de assinatura para liberação de recursos extras, como a visualização de todos os membros disponíveis e a lista de quem viu o seu perfil, com valores que variam de R$ 45,90 a R$ 259.
Opinião de quem usou: "Estava cansada de ver sempre as mesmas pessoas no Tinder, então, decidi ver como era o Inner Circle. Achei pessoas que buscam por algo mais sério e querem realmente se encontrar. Não é tanto essa questão de conversar por conversar que nem rola nos outros apps. Em questão de funcionalidade, também achei interessante que é possível colocar um perfil bem detalhado, com altura, idade, profissão, se tem filhos ou não, além de mostrar o status da vacina da pessoa", afirma Ana Cristina*, bancária.
Happn: quem quer conhecer alguém onde menos se espera
O que você vai encontrar: A proposta é dar o poder de encontrar uma pessoa com quem você já cruzou na rua. Por essência, o app utiliza o tempo todo o GPS do celular e, para aparecer na sua timeline, a pessoa precisa ter cruzado com você.
Recentemente, o Happn também lançou um novo recurso, o Flash Note, em que é possível receber notificações de pessoas que ainda não são crush, mas que te interessam. Cabe a pessoa decidir se ela vai seguir com a conversa ou ignorar.
As funções básicas são gratuitas. Você pode cruzar o caminho de outros usuários, dar Like, ter Crushs, conversar e acionar o modo Invisível. Mas, se você quiser ter acesso a outras funções, como aplicativo sem publicidade e receber até 10 FlashNotes por dia, é necessário assinar o pacote Happn Premium, que pode variar de 1 a 12 meses, custando R$ 79,90 mensais.
Opinião de quem usou: "Depois que me separei, tive muito preconceito com aplicativos de relacionamento. Mas um dia vi o anúncio do Happn e achei interessante. Achava legal a ideia de chegar em uma balada ou evento e poder dar match com pessoas que estivessem no mesmo espaço. Por conta da pandemia, acabei voltando para os apps e acho que eles são, sem dúvida, uma forma bem prática de sair do lugar sem sair. Quem sabe após as vacinas, consiga ter bons momentos e bons encontros", afirma Ana Beatriz Schauff, relações públicas.
Nostalgia
Se você é da linha que prefere encontrar o amor (ou só conhecer pessoas mesmo) no estilo mais nostálgico, que tal usar o Bate-papo UOL? O aplicativo de conversas online conta com mais de 4 mil salas sobre diversos assuntos, e já foi palco para a formação de inúmeros casais. Existem as versões gratuitas e VIP (R$ 9,90 por mês ou R$ 99,90 no plano anual).
*Nomes trocados a pedido das entrevistadas
_____________________________________
Eduardo Paes: 'Não vai ter nada no 7 de setembro' | Malu Gaspar - O Globo
Por Malu Gaspar

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), deve ser uma das poucas autoridades do país que não embarcou na tensão pré-7 de setembro.
Convidado do episódio 19 do podcast A Malu Ta ON, Paes governa pela terceira vez a cidade que é o berço do bolsonarismo.
E parece confortável em dizer que não espera nem tumulto, nem grandes repercussões políticas das manifestações que prometem chacoalhar o país no feriado da Independência.
"Posso estar absolutamente cego, equivocado", afirma ele.
"Mas a minha impressão é de que não vai ter nada.
Vai ter uma cota grande de irresponsáveis, que defendem teses estapafúrdias, golpe militar, AI-5.
Nem eles sabem do que estão falando, essa é a verdade".
Para o prefeito, acostumado a discutir publicamente com o vereador no Rio Carlos Bolsonaro na internet, o bolsonarismo está cheio de "doidinhos", "uma parcela de gente inculta absurda, com quem não vale a pena perder tempo."
A última discussão entre o prefeito e o filho 02 de Jair Bolsonaro na internet aconteceu em torno da exigência da apresentação de carteira de vacinação para a entrada em locais públicos.
O vereador ameaçou "tomar providências"contra o passaporte, o prefeito ironizou:
"Providência no 1: tomar a 1a dose; providência no 2: tomar a 2a dose!"
Para Paes, não havia outra forma de responder.
"Não consigo discutir a sério com pessoas que acham que a terra é plana, que quem tomar vacina vai virar jacaré, que é coisa de comunista….
Só tratando mesmo jocosamente.
Não vou entrar num debate sobre direitos individuais e coletivos, até porque essa gente nunca leu nada na vida.
Com esse debate, eu não perco meu tempo".
Mas nem perder o tempo de multar o presidente da República, que frequentemente visita o Rio de Janeiro sem máscara e promove aglomerações frequentemente?
Paes diz que não.
O prefeito já chegou até a multar a si próprio, depois de ser filmado numa roda de samba, sem máscara, cercado de gente.
Mas, para ele, multar Bolsonaro é politizar o assunto.
“Não vou ficar de babá de presidente da República [...] as pessoas são inteligentes, elas sabem quem está cumprindo com a obrigação e quem não está”.
Nesta conversa com Malu Gaspar, o prefeito do Rio falou ainda sobre o apoio a Rodrigo Pacheco nas eleições de 2022, da infiltração das milícias no território carioca, dos preparativos para o Réveillon e o Carnaval e – claro – de samba.
Sempre conduzido pela jornalista Malu Gaspar, o A Malu Tá ON traz entrevistas sinceras e diretas com gente que está fazendo a história acontecer.
O programa está disponível toda sexta-feira, a partir das 12h, na página de Podcast do Jornal O Globo, no Spotify, no Apple Podcasts, na Amazon Music, no Google Podcasts, no Deezer ou em qualquer outro agregador.
_____________________________________
Embaixada dos EUA alerta para manifestações pró-Bolsonaro | Ancelmo - O Globo

_____________________________________
Manifesto capitaneado pela Fiesp não deve ser publicado; se for, pode ainda ser abrandado | Lauro Jardim - O Globo
Por Lauro Jardim

Ninguém pode afirmar com 100% de certeza se o manifesto "A Praça dos Três Poderes" será mesmo publicado. A probabilidade maior, hoje, é que durma em alguma gaveta.
Oficialmente, Paulo Skaf, que está capitaneando em nome da Fiesp a divulgação do documento, admitiu apenas que o publicaria depois do ato de 7 de setembro. Mas a dúvida sobre o destino do manifesto é grande.
De qualquer modo, o Palácio do Planalto foi informado que Skaf estaria novamente mudando os termos do texto, se ele vier mesmo a público. Abrandando-o ainda mais. O documento já teve várias versões. A cada nova versão, afirmações mais aguadas se espalham pelo texto.
_____________________________________
Rodrigo Maia passou dos limites. Por Moisés Mendes
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO BLOG DO AUTOR
Homens públicos cometem erros graves, e o deputado Rodrigo Maia cometeu o que pode ter sido seu grande erro.
Corre o mundo o vídeo em que Maia diz, ao ser entrevistado, que Bolsonaro pode ser um gay enrustido. Maia não poderia ter feito o que fez.
Bolsonaro é o governante maior do país. Um homem íntegro que personifica e respeita o papel da figura pública no mais alto posto da nação.
Um homem que, antes mesmo de assumir, explicitou suas posições cristalinas em defesa das liberdades, da diversidade e das diferenças.
Um respeitador das mulheres, dos gays, dos negros, dos índios, das pessoas com deficiência, das florestas, dos rios e dos animais.
Um governante que orienta toda a sua conduta pela Bíblia e pelos ensinamentos de Cristo. Deus está sempre acima do que Bolsonaro faz e pensa.
Um homem que mantém a família unida, que protege os filhos e tem relações humanitárias com todos, inclusive com as milícias, tratadas como se tivessem o seu sangue.
Rodrigo Maia foi grosseiro ao levantar dúvidas sobre um cidadão imbrochável, que teve uma filha porque fraquejou, mas que, se pudesse, teria apenas filhos homens.
Os filhos desse homem macho são todos figuras públicas machas com reputação inabalável.
Os amigos, os cúmplices e até os militares que estão em seu entorno defendem a democracia, o respeito ao Supremo e às eleições. Todos machos.
Rodrigo Maia atacou um macho nacional, um de seus melhores representantes, talvez o melhor de todos os tempos.
Bolsonaro não pode ser gay. Bolsonaro é na verdade um homem que nunca foi atormentado pelas suas inseguranças. É o machão seguro em todas as áreas, por saber que pode contar com o apoio incondicional dos outros machos.
Bolsonaro é macho, sim, tão macho que, quando foi assaltado quando era jovem e já dispunha de bom histórico como atleta, entregou a arma ao assaltante, porque um macho racional não reage.
Bolsonaro não é gay, mas talvez pense que pode ser gay, mas nem isso o preocupa. Porque ele está seguro de que sua insegurança íntima é coisa do diabo, e o diabo não vence os machos.
Bolsonaro é o modelo do macho nacional de extrema direita, o fascista alegre que existe em todas as famílias. Muitas famílias adoram seus fascistas.
Dizer que Bolsonaro é gay é errar na configuração do machão brasileiro que nunca brochou, que não falha em nada do que faz, que aplica blefes de golpes todos os dias.
Rodrigo Maia tentou, mas não vai conseguir estragar os festejos dos machos no 7 de setembro.
Bolsonaro não é gay. Bolsonaro é o macho que virou uma aberração humana e que se vangloria por ser uma aberração. Rodrigo Maia não sabe nada.




DCM Ao Meio-Dia: Ex-funcionário diz que Bolsonaro pôs filhos para cuidar da rachadinha após traição de Ana Cristina
Bolsonaro é o assunto. AO VIVO. Kiko Nogueira e Pedro Zambarda fazem o giro de notícias. Entrevista com o educador Daniel Cara.
LEIA MAIS:
1 – Assessor de Marcos Rogério investigado por tráfico de drogas trabalhou para tucano próximo de Aécio
2 – VÍDEO: Bolsonaro diz que 7 de setembro será “ultimato” contra ministros do STF
Bolsonaro, Flávio e Carlos
O atual presidente decidiu transferir a gestão da “rachadinha” para Flávio e Carlos após suposta traição da ex-mulher, Ana Cristina Valle. Segundo Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, ex-empregado da família, Cristina foi a primeira a controlar o esquema.
Ela cuidava do recolhimento de parte dos salários de todos os assessores dos filhos de Jair até o divórcio, em 2007.
Marcelo disse ao Metrópoles que o pedido de separação surgiu após descoberta de que Ana Cristina o traiu com seu segurança. O bombeiro militar Luiz Cláudio Teixeira fazia escolta do clã no Rio de Janeiro.
“Já estava aquela guerra dos meninos pressionando ele porque ela comandava a rachadinha no gabinete deles. Já estava esse clima tenso. Aí veio a história da traição”, conta.
O ex- funcionário diz ter testemunhado uma série de golpes da ex-mulher do presidente.

Por que Lula deve ir ao Anhangabaú dia 7 de setembro? Por Valerio Arcary
Por que Lula deve ir ao Anhangabaú dia 7 de setembro?
Publicado originalmente na coluna de Valerio Arcary
A coragem evita mais perigos que o medo.
Sabedoria popular portuguesa
Ainda há tempo da esquerda colocar em movimento todas sua militância, mobilizar todas as suas forças, convocar todas as lideranças, a começar pela confirmação da presença de Lula. Bolsonaro estará nas ruas no dia 7 de setembro, Doria deve estar presente na Paulista no ato convocado pelo MBL para o dia 12 de setembro. Mas Lula não. Por quê?
Leia mais:
1. Dilma lamenta morte de Mamberti: “Bravo militante”
2. Mortes de indígenas por Covid-19 crescem 41% em agosto
4. Após revelação de traição, internautas chamam Bolsonaro de “corno”
5. Carlos e Flávio já homenagearam bombeiro amante da ex-mulher de Bolsonaro
A iminência de um fatídico 7 de setembro escancara os perigos da conjuntura. Uma parcela da esquerda, até entre militantes que abraçam uma perspectiva anticapitalista, tem se posicionado pela suspensão da ida às ruas na Jornada Nacional do Grito dos Excluídos pelo “Fora, Bolsonaro”.
Alguns argumentam que os atos deveriam ser adiados para eliminar a possibilidade de confrontos. Trata-se de um posicionamento tático. Inoportuno, indiscreto e até impróprio, mas tático. Equivocado, mas tático.
Há outra parcela que, tampouco, considera essencial ir às ruas no dia 7 de setembro, mas faz cálculos de uma natureza, completamente distinta, mais estratégica, e muito mais grave. Apoiam-se na premissa que defende que Bolsonaro é o inimigo ideal da esquerda como candidato em 2022, e devemos esperar. Esta é a estratégia do quietismo.
Comer o mingau pelas bordas para não queimar a língua é algo que todos aprendemos desde criança. É uma boa forma de educar a garotada a ter a disciplina da paciência, autocontenção, autodomínio. O tempo está do nosso lado porque ele esfria o mingau. Mas esta sabedoria popular não serve como bússola para a luta política.
O tempo nem sempre corre a nosso favor. Na luta de classes é necessário saber que há horas em que o melhor é manter posições, mas há outras em que é preciso saber recuar ou avançar. Depende das circunstâncias. Mas nunca se pode perder a questão central: o caminho para a luta pelo poder. A hora agora é de avançar.
Na direção do PT têm muito peso os que consideram que a situação política mudou, qualitativamente, desde que Lula recuperou os direitos políticos. Reconhecem que, desde então, foi se consolidando uma maioria social contra o governo. Sublinham, sobretudo, que a sequência de pesquisas indica que Lula disputaria as eleições na condição de favorito, desde que contra Bolsonaro.
Defendem que a orientação da esquerda não deve ser buscar o impeachment de Bolsonaro em 2021. Nessa chave de análise quem teria maior interesse no impeachment de Bolsonaro, neste momento, não seria a esquerda, mas a fração burguesa que aposta na construção de uma terceira via.
Este raciocínio, quase impublicável, comete quatro erros: (a) o primeiro é desprezar o impacto positivo colossal, objetivo e subjetivo, que o impeachment e Bolsonaro teria sobre os trabalhadores e a juventude, a base social da esquerda; (b) o segundo é ignorar a enorme, imensa, gigantesca confusão que o impeachment de Bolsonaro teria nas fileiras da burguesia brasileira que apoiou o golpe institucional de 2016; (c) o terceiro é um irrealista agigantamento do papel que Mourão e, sobretudo, do apoio que Doria ou qualquer outro candidatura poderia ter; (d) o quarto e mais importante é subestimar Bolsonaro, que mantém uma base social ainda em torno de 25%, e desconhecer que, por variadas razões econômico-sociais, ele pode se recuperar.
Não estão muito preocupados na direção do PT, por enquanto, porque sabem que o impeachment depende de um deslocamento na classe dominante que, até agora, não ocorreu. Sucessivos manifestos de diferentes setores e organizações da classe dominante indicam crescente preocupação, mas nenhum deles foi além.
A fórmula mais “elegante” de defesa da tática de quietismo é o argumento da guerra de posições: o desgaste paciente e ininterrupto do bolsonarismo para medir forças nas eleições de 2022. O problema é que esta posição é muito influente nos círculos dirigentes do PT mais próximos de Lula.
Em resumo: evitar uma medição de forças com Bolsonaro em 2021, porque seria o inimigo ideal em 2022. Assim se explica a ausência de Lula dos atos pelo Fora, Bolsonaro.
A análise de conjuntura tem como objetivo estudar os conflitos e explicar as oscilações na relação de forças sociais e políticas. Se a análise estiver correta, ela descobre quais são as tendências de evolução mais prováveis, e as previsões nos ajudam a um posicionamento mais favorável.
Mas a ideia de que a melhor tática para derrotar Bolsonaro seria o quietismo tem se demonstrado, mês após mês, um gravíssimo erro. Por várias razões, mas a mais importante é que desconsidera que Bolsonaro está enfraquecido, mas não derrotado. Na hora em que se fragiliza não deve ser poupado. Ao contrário, deve ser enfrentado, sem perdão, sem clemência, sem piedade.
Bolsonaro foi colocado na defensiva, mas ainda tem margem de manobra para reagir. Não é um cadáver político insepulto. E está reagindo. Quinze meses é muito tempo. Ele mesmo admitiu que seu destino é a prisão, a morte ou a vitória. A morte é um acidente da vida, portanto, imprevisível. Restam a derrota ou a vitória. Ao identificar a derrota com a prisão, Bolsonaro alertou sua corrente para o que está em jogo: tudo ou nada.
A agitação bolsonarista de tudo ou nada tem como objetivo incendiar sua base social para a necessidade de uma mobilização contrarrevolucionária permanente daqui até ás eleições. A movimentação do bolsonarismo pelas redes sociais entre policiais, evangélicos e setores das camadas médias exasperadas, e a decisão do próprio Bolsonaro de comparecer nos atos de São Paulo e Brasília sinaliza que as ameaças bonapartistas merecem ser levadas a sério.
A concentrações de 7 de setembro não serão o gatilho imediato de uma sublevação militar, quartelada ou golpe militar, mas são muito graves.
O governo de extrema-direita, liderado pela ala neofascista, sabe que não pode depender somente do escudo de proteção do centrão na Câmara dos Deputados para atravessar os quinze meses até as eleições de 2022. O governo Bolsonaro é “anormal”. Não pode depender somente do apoio nos limites da institucionalidade.
Há, hipoteticamente, excluída uma reeleição de Bolsonaro, três hipóteses para o seu destino: pode ser derrubado pelas mobilizações de rua, impedido pelas instituições por um giro da fração mais poderosa do PIB, ou derrotado por Lula nas eleições. Hoje por hoje, a terceira é mais provável, mas não se pode, nem se deve excluir nenhuma delas.
As três hipóteses não são iguais. Se derrubado por um impeachment impulsionado “a quente” pela mobilização de massas o bolsonarismo seria, também, atingido de forma irreversível.
Se impedido pelas instituições “a frio” por um deslocamento da fração mais forte do PIB o bolsonarismo sairia muito fragilizado, mas vivo. Se derrotado, eleitoralmente em 2022, mesmo por Lula, o bolsonarismo sobreviveria como a segunda corrente mais forte do país.
Eis o resumo da ópera. Bolsonaro vem perdendo força. Diminui sua audiência na classe dominante e perde na classe média, sofre com a avalanche de más notícias, e se protege na blindagem do centrão no Congresso. Mas sabe que não é o bastante. Por isso convoca, também, às ruas. Seu objetivo é mostrar os dentes. Sabe que não pode morder. Parece loucura, mas há um método. Quer intimidar.
É verdade que o medo é um sentimento poderoso, mas não é o mais forte. O impeachment de Bolsonaro continua colocado como possibilidade. O relógio da história ensina que ainda há tempo. Pode ser derrotado. Às ruas! Às ruas! Às ruas!
_____________________________________
Maia faz ataque homofóbico a Bolsonaro

247 - O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia promoveu ataques homofóbicos contra Jair Bolsonaro ao dizer que desconfia de sua orientação sexual.
“Eu tenho uma grande dúvida [se Bolsonaro é gay]. Eu acho que é. Não tem problema. Não há uma mulher que ele admire ou goste. Não estou brincando. Acho que esse debate tem que ser feito. Ele não consegue assumir o que ele é. Falo sério”, disse.
O ex-deputado Jean Wyllys rebateu o comentário de Maia. “Querido Maia, deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser!”.
_____________________________________
#BolsonaroCorno é assunto mais comentado nas redes após vir à tona traição de ex-mulher

247 - Após vir à tona na mídia que Jair Bolsonaro (Sem Partido) passou todo comando do esquema de “rachadinhas” dos gabinetes dos filhos para Flávio e Carlos, por descobrir que a sua ex-esposa advogada, a Ana Cristina Siqueira Valle, o traía com o bombeiro que fazia a escolta da família no Rio de Janeiro, internautas subiram a #BolsonaroCorno nos assuntos mais comentados do Twitter.
A informação sobre a suposta traição é do ex-empregado, Marcelo Luiz Nogueira de Santos, à coluna de Guilherme Amado.
Veja a repercussão:
_____________________________________
Bolsonaro tirou ex do controle das “rachadinhas” após descobrir que era traído com bombeiro
Até então, o esquema era comandado por ela. Após a traição, passou para as mãos dos filhos Carlos e Flávio. Revelação é do ex-funcionário Marcelo Luiz Nogueira dos Santos

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) passou todo comando do esquema de “rachadinhas” dos gabinetes dos filhos para Flávio e Carlos, após descobrir que a sua ex-esposa, a advogada, a Ana Cristina Siqueira Valle, o traia com o bombeiro que fazia a escolta da família no Rio de Janeiro.
Esta é mais uma revelação do ex-empregado, Marcelo Luiz Nogueira de Santos, à coluna de Guilherme Amado. O ex-funcionário contou também que ela foi a primeira a controlar todo o recolhimento de parte dos salários de todos os assessores parlamentares dos dois, respectivamente primeiro e segundo filho de Bolsonaro.
Segundo Marcelo, Bolsonaro pediu a separação porque descobriu que a ex-mulher o traía com seu segurança, o bombeiro militar Luiz Cláudio Teixeira, que fazia a escolta do clã no Rio de Janeiro.
Marcelo diz que o comando da rachadinha saía então das mãos de Ana Cristina e passava a ser de responsabilidade direta de Flávio e Carlos Bolsonaro.
Ele contou ainda, em entrevista à coluna de Juliana Dal Piva, no UOL, que, além de Ana Cristina Valle ficar com 80% do seu salário, ela também pegava a mesma porcentagem do seu 13º.
_____________________________________
Rodrigo Maia: "Bolsonaro é gay, mas não assume por causa da ideologia militar"
Rodrigo Maia: “Bolsonaro é gay, mas não assume por causa da ideologia militar”
Em entrevista para um podcast, o atual secretário do governo Doria afirmou que é preciso fazer o debate e que o exército é muito atrasado no debate sobre orientação sexual

O ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual secretário do governo de João Doria (PSDB-SP), Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou em entrevista ao Derretecast que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é gay, mas não tem coragem de sair do armário.
“Eu acho que ele é gay e não tem nenhum problema. Você não tem uma mulher trabalhando com ele, que ele admire. E qual é o problema? Como ele tem formação militar… não estou brincando, a gente tem que fazer esse debate”, disse Maia.
“Ele não consegue assumir o qu ele é. Eu falo isso pra todo mundo e o pessoal começa a rir e depois falam ‘acho que você tem razão’. Não tem problema nenhum, eu tenho grandes amigos que são homossexuais assumidos, o próprio governador Eduardo Leite assumiu agora e é um cara maravilhoso”, disse.
Por fim, Maia afirmou que Bolsonaro “só briga com mulher, agride, fica com essa coisa de ‘vamos namorar’, agora, como ele tem formação militar, que é muito reacionária, que é muito atrasada nesse aspecto da orientação sexual, ele prefere dizer que é machão”.
Jean Wyllys: “Bolsonaro é um misógino”
O ex-deputado federal Jean Wyllys respondeu ao comentário de Rodrigo Maia e afirmou que Bolsonaro é um “homofóbico”.
“Querido Rodrigo Maia, deixe-me te explicar uma coisa: o genocida é seguramente misógino, sexista e machista, e tem doentia fixação no coito anal e inveja do gozo da homossexualidade. Tudo isto faz dele um homofóbico, não um gay. Gay sou: ser gay tem a ver com o orgulho de ser!”, criticou Wyllys.
_____________________________________
Carlos e Flávio Bolsonaro fizeram homenagens a bombeiro que teria sido amante de ex-mulher do pai
Luis Claudio Teixeira da Silva, que teria sido amante de Ana Cristina Siqueira Valle, recebeu homenagens na Câmara e na Alerj dos filhos de Bolsonaro

O bombeiro militar Luiz Cláudio Teixeira, que de acordo com o ex-funcionário da família Bolsonaro, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, teria sido amante da ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, foi homenageado pelos filhos do presidente.
O então deputado estadual Flavio Bolsonaro concedeu, em outubro de 2003, a Moção de Louvor e Congratulações ao Soldado do Corpo de Bombeiros Luis Claudio Teixeira da Silva, lotado na Escola de Bombeiros Coronel Sarmento, “pelos importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro”.
De acordo com a coluna de Guilherme Amado, no Metrópoles desta sexta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) passou todo comando do esquema de “rachadinhas” dos gabinetes dos filhos para Flávio e Carlos, após descobrir que a sua ex-esposa, a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, o traia com o bombeiro que fazia a escolta da família no Rio de Janeiro.
Esta é mais uma revelação do ex-empregado Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, à coluna. O ex-funcionário contou também que ela foi a primeira a controlar todo o recolhimento de parte dos salários de todos os assessores parlamentares dos dois, respectivamente primeiro e segundo filho de Bolsonaro.
Segundo Marcelo, Bolsonaro pediu a separação porque descobriu que a ex-mulher o traía com seu segurança, o bombeiro militar Luiz Cláudio Teixeira, que fazia a escolta do clã no Rio de Janeiro.
As informações são de Lino Bocshini em sua conta do Twitter:
_____________________________________
Negro e gay, ex-funcionário do clã Bolsonaro foi usado por Renan para negar preconceito do pai
Marcelo Luiz Nogueira de Santos revelou os detalhes do esquema de “rachadinha” que ocorria nos gabinetes de Carlos e Flávio Bolsonaro

Durante o mês de junho o filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro, Renan, fez um post em seu Instagram ao lado de Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) que denunciou o esquema de “rachadinha”.
À época, o presidente Bolsonaro era novamente acusado de LGBTfobia, então, em uma estratégia para tentar “provar” que o presidente não é homofóbico, o 04 fez uma postagem/homenagem a Marcelo de Santos, que é negro e gay.
“Marcelo, ao longo desses anos todos, você tem sido um grande amigo para mim. Você me ensinou muito, especialmente a como me tornar uma boa pessoa. Sua empatia e seu carinho são contagiantes, e eu serei eternamente grato a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho. Que neste aniversário seu coração possa transbordar com o dobro da felicidade que você trouxe para nossa família! Obrigado por tudo! Parabéns! Felicidades”, escreveu Renan Bolsonaro.
Rachadinha
Ex-funcionário da família Bolsonaro, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos contou que Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) jogava videogame no gabinete quando foi eleito para o primeiro mandato, em 2001, enquanto Ana Cristina Valle, então mulher de Jair, instalava o esquema de corrupção que ficou conhecido como “rachadinhas”.
“Quando o Carlos foi eleito, era uma criança. Vivia no gabinete dele jogando videogame, à época. Com 17, 18 anos, tanto que foi ela que assumiu a chefia do gabinete do Carlos. Foi onde ela começou com isso [rachadinhas]. Mas, o Carlos, por sua vez, ainda morava com a mãe, não passava necessidades nenhuma, ainda estava começando a vida e o pai sempre deu tudo. Ele não fez questão. Sabia, mas também não se envolvia, não. Ele ganhava o salário dele, que para a idade dele já era muito, portanto ele não se envolvia muito com isso, não”, disse em entrevista a Guilherme Amado, do site Metrópoles, em que fez uma série de denúncias contra o clã presidencial.
Marcelo resolveu fazer as denúncias após, segundo ele, ter sido enganado e vítima de racismo. Convidado por Ana Cristina a trabalhar na mansão onde ela vive com o filho, Jair Renan, em Brasília, a ex-mulher de Bolsonaro não teria honrado a promessa de pagar ao funcionário um salário de R$ 3 mil.
Segundo Marcelo, o esquema que começou a ser instalado no gabinete da “criança” Carlos em 2001, foi replicado o gabinete de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) por Ana Cristina em 2003.



Comentários
Postar um comentário