__________________________________________* TEIMOSIA de Bolsonaro em liberar FAKE_ NEWS nas redes é GÊMEA da ESTUPIDEZ __________________________________________* "VERGONHOSA", fala de Bolsonaro é recebida na ONU com INDIGNAÇÃO e CHACOTAS __________________________________________*

_____________________________________Como o 11 de setembro criou uma distopia de vigilância nos EUA _____________________________________https://oglobo.globo.com/mundo/ao-vivo/colunistas-do-globo-analisam-o-discurso-de-bolsonaro-na-onu.ghtml _____________________________________

Bolsonaro em NY foi do VEXAME à IRRELEVÂNCIA e terminou num FESTIVAL de MENTIRAS _____________________________________



Andréia Sadi e Queiroga fazendo gesto obsceno

________________________________//////Fake em Nóis: 

Pirulla e Gilmar comentam erro de roteiro em 'Matrix'

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Religião NÃO É o MOTOR da MORALIDADE, mas um FREIO de seu DESENVOLVIMENTO, afirma Daniel Dennett

Há pessoas que ainda buscam a fonte da moralidade na religião, mas se trata de um equívoco porque hoje ninguém vive como há milhares de anos, na época do Antigo Testamento. A escravidão, por exemplo, é considerada uma ofensa.

A afirmação é do filósofo evolucionista Daniel Dennet, diretor do Centro de Estudos Cognitivos da Universidade Tufts (EUA).

Para ele, a religião não é o motor da moralidade, mas um freio que atrasa o desenvolvimento da conduta da humanidade. Otimista, diz que a religião tem sido desbancada gradualmente como parâmetro da moralidade.

"Os religiosos não nos guiam, eles agora nos seguem", argumenta, dando o exemplo de que os católicos passaram a aceitar como normal a homossexualidade.

Uma referência do novo ateísmo, Dennet tem se dedicado a estudar por que somos do jeito que somos e por que pensamos da maneira que pensamos. Inicialmente, a sua perspectiva era a da filosofia e agora seu foco privilegia a ciência.

O professor afirma que o homem é a única espécie que possui causas, além de se reproduzir. "Algumas das causas são absurdas ou erradas, mas esse é o preço de ser humano."

O que dá sentido à vida é justamente a dedicação a uma causa ou a várias delas, dar uma contribuição à sociedade.

"A forma de ser feliz e viver bem é ajudar em alguma coisa, qualquer coisa. Trazer alguma bondade para o mundo vai fazê-lo feliz e os outros também. Que faça ciência, que procure salvar o ambiente ou proteger qualquer coisa, a arquitetura, um tipo de peixe. Há sempre muitas coisas necessárias para fazer."

"Somos a única espécie que tem uma perspectiva que não começa nem termina em ter filhos. Em outros animais, a reprodução é o objetivo final. É claro que também temos os impulsos da perpetuação nos nossos genes. Não estaríamos aqui se não fosse isso. Mas como temos língua e cultura, temos outra perspectiva."

O filósofo afirma que cada pessoa pode fazer ou tentar o que quiser e que só quem é demasiadamente egocêntrico e egoísta não consegue dar um sentido a sua vida.

Para Dennet, o livre arbítrio existe por si só e não depende, portanto, de um determinismo, "como se fosse uma preguiça na física", diferentemente do que se pensou por milhares de anos.

"O que queremos é tomar decisões com base em nossas razões, no que aprendemos. Repudiamos que a natureza nos jogue aos dados ou à roleta russa. Se faço algo, que seja feito pela minha intenção, que seja devido à minha deliberação e, por vezes, por provas factuais que recolhi. Não quero que a aleatoriedade intervenha nesse processo."

"Todas as minhas decisões são o produto do meu cérebro, tudo é biologia porque tudo acontece na minha mente." 

Como produtores de cultura, as causas definem o sentido de nossa vida  

Com informação do site espanhol de ciência Sinc e de outras fontes. 

Pandemia mostra que a moral de ateus é superior à de religiosos, diz Zuckerman



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Dawkins: religião é capaz de exercer poder monstruoso na mente humana

RICHARD DAWKINS
escritor, biólogo evolucionista e ateu militante

O poder que a religião é capaz de exercer sobre a mente humana é monstruoso. Tão poderoso que pode fazer até mesmo o mal óbvio, como o do Talibã, parecer justo para os perpetradores.

Eles acreditam sinceramente que Deus aprova sua crueldade, acreditam honestamente que estão para o céu.

A existência de tal poder deve nos dar uma pausa, nos fazer olhar para nós mesmos.

Não somos talibãs, mas será que nossas mentes podem ser dominadas por nossas poderosas ilusões?

Poderíamos estar sincera e honestamente iludidos sem saber? Como poderíamos saber? Pelo pensamento crítico científico.



Dawkins: como saber que
nossa mente foi sequestrada
por poderosas ilusões?
Este texto foi publicado originalmente no perfil do escritor no Twitter.


Defensor da ciência e do Estado laico, Dawkins se destaca no Twitter do Brasil 


Dawkins defende proteção das crianças contra religião dos pais


Bill Gates recomenda leitura de livro do ateu Richard Dawkins 


Moral avançou sem precisar da religião, afirma Dawkins

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MORAL avançou SEM precisar da RELIGIÃO, afirma Richard Dawkins

A FÉ em DEUS nunca serviu como bússola moral


A humanidade neste início do século 21 é bem diferente do que há 100, 200 anos.

Ela melhorou.

Hoje as pessoas são menos racistas e machistas — as pessoas ficaram mais gentis.

E esse avanço não tem nada a ver com religião.

Essas afirmações são do biólogo evolucionista e ateu Richard Dawkins, autor do estudo “O Gene Egoístas”, entre outros livros.

Ao responder perguntas de leitores do site da CNN, o britânico disse que a ideia de ter a religião como bússola moral “é horrível”.

A Bíblia e o Corão, por exemplo, disse, mandam apedrejar até a morte as pessoas que não dedicarem o sábado do Senhor.

Ele argumentou que, hoje em dia, os religiosos não fazem isso tipo de coisa, porque a sua LEITURA dos livros "sagrados" é SELETIVA, aceitam algumas coisas e rejeitam outras.

Os critérios adotados pelos religiosos para essas escolhas não são bíblicos.

“São os mesmos critérios que orientam qualquer pessoa moderna em suas decisões.”

Dawkins disse que o cristianismo está morrendo não só na Grã-Bretanha, mas em toda Europa Ocidental.

Acrescentou que até mesmo nos Estados Unidos, embora sejam um dos países mais religiosos, tem declinado o número de pessoas ligadas a uma crença religiosa.

Ele disse que os políticos americanos ainda não perceberam isso e, por isso, continuam achando que devem agradar os lobbies religiosos.

Um leitor quis saber se ele acha que as crianças não deveriam ter religião.

“Eu certamente não gostaria de proibir os pais de influenciarem seus filhos”, disse.

“No entanto, não concordo que se rotule uma criança de católica simplesmente porque seus países são católicos. Isso me parece uma forma de abuso infantil.”

“É tanto absurdo dizer que uma criança de 4 anos é católica
como falar que ela é existencialista ou positivista”.

Para ele, os pais não deveriam impor nenhuma religião aos seus filhos, pelo menos até que estes desenvolvam o poder do discernimento.

Outro leitor perguntou se ele, Dawkins, não é uma espécie de evangélico, já que vive pregando as palavras do ateísmo.

O biólogo recusou a comparação, porque, disse, gosta de “pensar” e não sai por aí “gritando” verdades absolutas.
[“Além disso], a razão está do nosso lado”.

Com informação da CNN.

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Pandemia mostra que a moral de ateus é superior à de religiosos, diz Phil Zuckerman

Professor de sociologia e estudos seculares no Pitzer College, EUA, Phil Zuckerman compara as atitudes de ateus ferrenhos com as de religiosos radicais diante da urgência de algumas questões e conclui que a moral dos sem deuses é superior à dos mais religiosos.

Ele relata o exemplo proporcionado pela pandemia do novo vírus. Nos Estados Unidos, os ateus são os maiores defensores de medidas que dificultam a difusão do coronavírus, como o uso de máscara, contrastando com os "ardentes adoradores de Deus", que são anti-máscara e antivacina, como o cardeal Raymond Burke, um líder da Igreja Católica dos Estados Unidos.

Com 73 anos, o cardeal contraiu o coronavírus e teve de ser internado às pressas por causa de fortes sintomas de Covid. Ele teve de ser entubado. A pregação de Burke deve ter levado muita gente à morte.


Zuckerman cita um recente estudo do Pew segundo o qual somente 10% dos ateus disseram que não vão tomar vacina. Entre os evangélicos brancos, o índice é assustador, de 45%.

"Aqui, nos Estados Unidos, geralmente é o mais religioso entre nós que se recusa a aderir a práticas que salvam vidas, enquanto é o mais secular quem concorda de boa vontade", escreve Zuckerman na revista Salon.

"Os secularistas radicais exibem muito mais empatia, compaixão e cuidado com o bem-estar dos outros."

O professor faz outra comparação: 80% dos americanos seculares aceitam as evidências de que a atividade humana está esquentando o planeta e que o problema exige prioridade dos governantes. Do total dos evangélicos brancos, apenas 33% deles demonstram essa preocupação.

"É o mais secular entre nós que entende a ciência por trás da mudança climática e quer fazer o que precisa ser feito para evitá-la, enquanto é o mais "piedoso" entre nós que rejeita a ciência e não quer lidar com a terrível ameaça."

Em outras questões os ateus e seculares demonstram ter muito mais amor ao próximo do que os religiosos. Questões como direitos dos homossexuais e transgêneros, direitos dos animais, assistência médica a todos e educação sexual nas escolas.

"Os americanos mais seculares demonstram mais atenção com o sofrimento dos outros, enquanto os mais religiosos exibem os níveis mais elevados de indiferença."

Zuckerman: os ateus
são aqueles que mais
amam o próximo

Com informação de Salon.

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Mourão: Brasil ainda pode desmatar uma área da Amazônia equivalente a 135 vezes a cidade de SP

Hamilton Mourão
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Brasil de Fato - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Nesta sábado (2), ele proferiu uma palestra em um evento sobre sustentabilidade em que disse que o Brasil - sem comprometer sua imagem de nação preocupada com o meio ambiente - ainda pode desmatar uma área da Floresta Amazônica de 205.000 quilômetros quadrados, ou 5% da área original do bioma, que era de 4,1 milhões de quilômetros quadrados, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

A área equivale a 135 vezes o tamanho da cidade de São Paulo, a mais populosa do país, que é de 1.521 quilômetros quadrados.

Segundo o vice-presidente, o Brasil precisa garantir a preservação de pelo menos 80% da Amazônia, "para mostrar à comunidade internacional seu compromisso com o bioma". Ele afirmou que cerca de 85% da floresta ainda mantém vegetação natural, o que limita seu desmatamento a 5%, no máximo.

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“Para mostrar à comunidade internacional que não estamos desistindo da nossa responsabilidade, de que vamos trabalhar duro para manter a floresta, se formos levar em consideração um mero cálculo matemático, nós ainda temos 5% para desmatar”, disse Mourão.

O vice-presidente também admitiu que os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido) foram responsáveis pelo aumento no ritmo de destruição da floresta. Segundo dados mostrados por Mourão, nos últimos 32 anos, os menores índices de desmatamento na Amazônia foram registrados em 2012, quanto a então presidenta Dilma Rousseff (PT) comandava o país.

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Entre 2018 e 2020, no entanto, as taxas cresceram, enfatizou Mourão, que ainda completou dizendo que, no ano passado, a taxa cresceu 7% em relação ao ano anterio. As maiores pressões ocorrem, segundo ele, em Rondônia, Mato Grosso e Pará. 

Mantendo o tom de crítica à gestão ambiental que se tem hoje no país,  Mourão disse também que o governo precisa garantir que as leis ambientais sejam cumpridas, e que, para isso, é necessário fortalecer os órgãos de fiscalização do meio ambiente.

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“Agência ambientais do Brasil têm sofrido com pessoal insuficiente e cortes orçamentários, o que se traduziu em menos eficácia na luta contra corte de madeira ilegal e incêndios criminosos”, afirmou.

O desmonte do Ibama e a militarização do ICMBio

No que se refere aos cortes e restruturações nos órgãos ambientais, os fatos corroboram o que disse o vice-presidente, que é general reformado do Exército Brasileiro.

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Os dois maiores órgãos de fiscalização ambiental do país, o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram alvo de uma reestruturação devastadora já na chegada do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles no governo, no início de 2019. Ele adotou um alinhamento completo a reivindicações e ideias do agronegócio.

Sem antes conhecer a equipe que assumia, Ricardo Salles exonerou 21 dos 27 superintendentes do Ibama. Dois meses depois, foi exonerado José Olímpio Augusto Morelli, servidor do Ibama que havia cumprido a lei e multado o então deputado Jair Bolsonaro por pescar em uma unidade de conservação de proteção integral em Angra dos Reis (RJ).

Cinco meses após o início da gestão, o próprio governo anunciou, em um misto de orgulho mórbido e cinismo, uma redução de 34% do número de multas aplicadas por desmatamento ilegal no país. As consequências não tardaram: como todos lembram, as chamas que consumiram parte da Amazônia em 2019 tornaram o Brasil alvo de espanto e censura no mundo inteiro.

Em maio do ano passado, foi a vez do ICMBio. A reestruturação do órgão que cuida das unidades de conservação e dos centros de pesquisas teve suas 11  coordenações regionais simplesmente fechadas. Agora, existe apenas uma gerência para cada região do país. Na região Norte, por exemplo, sobrou somente uma das quatro coordenações existentes anteriormente, para atender 130 unidades de conservação. 

Os chefes dessas gerências regionais são todos militares, e junto com eles trouxeram equipes prontas e montadas, que substituíram os profissionais de carreira, desalojando-os de suas funções e em alguns casos até mesmo do próprio local de trabalho. É que o decreto de reestruturação da autarquia transformou cargos antes ocupados exclusivamente por servidores de carreira em postos de livre provimento. Só da Polícia Militar de São Paulo, quatro oficiais foram nomeados para cargos de coordenação.

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Liderança evangélica fala em "expulsar demônio da Presidência"

Manifestação “Fora Bolsonaro”, São Paulo, Av. Paulista.
Gabriela Marçal/Metrópoles

São Paulo – O protesto contra o presidente Jair Bolsonaro realizado neste sábado (2/10) na Avenida Paulista, contou com um movimento inter-religioso, com representantes de comunidades zen, espíritas, católicas e evangélicas, que discursaram na manifestação. Segundo a organização do ato inter-religioso, só não participaram representantes de religiões de matriz africana porque a data coincidiu com as comemorações de São Cosme e Damião.

O pastor Ribamar Passos, que lidera frente da coalizão evangélica contra Bolsonaro, abriu o ato. Mas as críticas mais contundentes partiram de Jamal Oliveira, integrante da Bancada Evangélica Popular. A entidade se define como “um coletivo de lideranças de igrejas e movimentos sociais evangélicos que desejam participar de forma direta na política”.

“Estou aqui para dizer que os evangélicos não são capachos de Bolsonaro. Os evangélicos são muitos, não são um bloco só. Estamos aqui na rua para dizer que, com muita força e luta, nosso povo vai expulsar esse demônio da Presidência. Esse demônio que está causando fome, morte, solidão e desalento ao nosso povo. Isso não combina com a nossa fé”, disse Jamal, de cima do principal carro de som do protesto, o trio elétrico Demolidor, que já foi usado por Ivete Sangalo.

Jamal também mencionou, em seu discurso, os evangélicos que apoiam Bolsonaro. “Não vamos permitir que nossos irmãos e irmãs continuem sendo enganados por esses absurdos que essa turma está fazendo na manipulação do povo evangélico. Nossos crentes estão nas ocupações, nas escolas, nas universidades, nas fábricas, e nós vamos mostrar cada vez mais que estamos organizados na luta. Precisamos transformar nossa nação e não deixar na mão de quem quer usar nosso povo”, afirmou.

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Revista esquerdista Ultimato lamenta morte de pastor esquerdista René Padilla

Revista esquerdista Ultimato lamenta morte de pastor esquerdista René Padilla

Julio Severo

Em um editoral intitulado “René Padilla (1932-2021). Um lamento da igreja latino-americana,” a revista Ultimato, que é de orientação calvinista esquerdista, disse:

A igreja latino-americana lamenta hoje, em especial, a partida do nosso querido pastor e amigo, o teólogo René Padilla (1932-2021).

Fundador e presidente da Rede Miqueias, foi também membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e diretor de Ediciones Kairos.

Conhecido como “pai da missão integral”, René Padilla deixou sua marca também no Congresso de Lausanne, em 1974, coordenado por John Stott, que produziu o conhecido Pacto de Lausanne.

Não se esperava outra atitude da revista Ultimato. Esquerdista sempre defende esquerdista.

Embora eu lamente a morte de Padilla, principalmente porque ele nunca veio a se arrepender de proclamar um evangelho tão ideológico, é preciso apontar que enquanto o verdadeiro Evangelho aproxima as pessoas de Jesus Cristo, sua salvação, libertação e cura, a Teologia da Missão Integral (TMI) aproxima as pessoas das ideias e sentimentos de Karl Marx.

O Congresso de Lausanne se esquerdizou tanto, graças principalmente aos esforços de Padilla, que Billy Graham foi se afastando desse evento que era inicialmente financiado por ele. Eventualmente, Graham parou de financiá-lo, exclusivamente por causa do esquerdismo.

O esquerdismo de Padilla em Lausanne foi confrontado por C. Peter Wagner.

Padilla teve influência predominante entre protestantes tradicionais, especialmente calvinistas. A Ultimato é prova disso.

A aproximação de assembleianos aos calvinistas vem produzindo aproximações às várias teologias que influenciam as igrejas calvinistas. A TMI é uma delas.

Em 2020, um marxista ateu recomendou como exemplo cristão René Padilla. O que ele gostou em Padilla não foi o Evangelho puro — que não estava presente em Padilla. O que ele gostou foi do marxismo — presente em abundância em Padilla e em seu “evangelho.”

As igrejas esquerdistas latino-americanas estão lamentando a perda de uma de suas vozes mais importantes. Eu lamento que ele tenha ideologizado o Evangelho por amor ao marxismo.

O que precisamos é mais Evangelho e menos ideologia esquerdista no Evangelho e nas igrejas.

Não precisamos de vozes esquerdistas para deturpar o Evangelho. Precisamos de vozes límpidas que proclamem o Evangelho tal que Jesus proclamou — sem nenhuma mistura marxista.

Fonte: www.juliosevero.com

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Armas não são a verdadeira questão por trás de matanças a tiro

Michael Brown

Nas últimas semanas, parece que, quase todos os dias, houve uma matança a tiro nos EUA. É por isso que essa manchete não me surpreendeu: “Os EUA informaram pelo menos 45 matanças a tiro no último mês.”

No entanto, tão trágica quanto essa notícia seja (e é terrivelmente trágica), não acredito que as armas são nosso maior problema — e escrevo isso como alguém que não é dono de arma nem um membro da Associação Nacional do Rifle. Em vez disso, escrevo isso com base no bom senso.

Para aqueles de vocês que acompanham meus artigos ou transmissões de rádio em inglês ao longo dos anos, você sabe que não me especializo na lei americana que garante direitos ao porte de armas. Esses direitos não são simplesmente meu foco, independentemente de sua importância. E frequentemente denuncio o chamado cristão para se preparar para pegar armas contra o governo.

Estou também aberto à discussão sobre o que pode ser feito para melhorar as checagens de antecedentes criminais. E não tenho problemas com as pessoas debatendo se todos os tipos de armas devem ser disponibilizados ao público em geral. Então, eu não sou seu típico conservador “Deus e armas.”

Meu propósito em escrever este artigo é simplesmente para indicar o óbvio: sempre tivemos armas nos EUA, mas nem sempre fomos tão violentos. E quando há temporadas de extrema violência, precisamos perguntar o que está por trás desses picos. Por que agora? Por que esses últimos meses? O que está causando isso?

Alguns apontariam para um aumento em problemas de saúde mental (que outros contestariam).

Alguns apontariam para a ausência de pais nos lares (que outros novamente contestariam).

Um post cético no site Snopes observou que, “em agosto de 2019, como o tema de matanças a tiro novamente dominou os Estados Unidos depois de massacres de costa a costa, numerosos especialistas e usuários de mídia social tentaram examinar a razão pela qual tais ataques continuam acontecendo. Alguns culparam as leis de desarmamento e um aumento no movimento de supremacia branca, enquanto outros colocaram a culpa em doenças mentais, videogames, falta de pensamentos e orações, casamento gay e famílias sem pai.”

Já ouvi a opinião (ao ar na mídia social) que os socialistas estão pagando esses homens armados para abrir o caminho para uma repressão às armas. (Eles estão pagando homens armados para se matarem também? Fala sério!)

Qualquer que seja a causa específica, o fato continua sendo que sempre tivemos armas nos EUA, mas matanças a tiro eram muito mais raras em nosso passado.

Crescendo em Nova Iorque e, em seguida, Long Island, eu não estava perto de armas, nem eram os meus amigos caçadores de amigos ou usuários de armas. Mas estive em outras partes do país onde colegas me dizem como eles traziam seus rifles para a escola, os guardavam em um armário e depois iam caçar. E sem exceção, suas escolas eram sem violência de armas.

Qual, então, é o problema hoje? Por que esses picos trágicos?

Acredito que há causas culturais maiores, como lares sem pai, os quais inevitavelmente levam a colapsos mais tarde na vida. E nós certamente temos uma cultura que se alimenta de violência, da TV aos filmes a videogames e muito mais. Para muitos de nós, assistir à violência, até extrema violência, tem sido nossa dieta diária desde a infância. Isso certamente terá um efeito dessensibilizante.

Mas por que os recentes picos em matanças a tiros? Além de sugerir um aumento na atividade demoníaca, que é certamente algo a considerar, parece que um fator importante é que estamos no limite como nação, em parte por causa das divisões e tensões.

Mais e mais americanos se sentem reprimidos e agitados. Mais e mais se sentem ameaçados e sob ataque. Mais e mais se sentem com raiva e prontos para partir para o ataque. Mais e mais perderam renda e vivem sob pressão constante. E em um ambiente como esse, não é preciso muito para um conflito entrar em erupção.

Em breve, as famílias estão em luto e choque enquanto ouvem a notícia de que um dos seus parentes queridos foi assassinado a sangue frio ou está sendo levado às pressas para o hospital em estado crítico.

Ou talvez eles recebam a notícia de que um dos seus parentes queridos é o próprio homem armado.

Somos uma nação com os nervos a flor da pele agora, ficando mais irritados e mais frustrados a cada minuto. E parece que tudo ao nosso redor, desde as notícias às circunstâncias da vida diária, está conspirando para nos tornar mais irritados ainda.

Talvez, enquanto os especialistas debatem o que pode ser feito para reduzir essas horríveis tragédias, todos nós que conhecemos o Senhor podemos orar para que Sua misericórdia seja derramada e para que as causas de nossos problemas serem revelados. E talvez, por tudo o que vale a pena (e certamente vale alguma coisa), todos nós podemos fazer o nosso melhor para sermos embaixadores de reconciliação e graça, oferecendo esperança e um melhor modo de vida.

Isso certamente não pode machucar e, talvez, possa apenas ajudar.

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Convite para suruba bissexual termina em assalto em Santa Catarina

A vítima afirmou que os suspeitos anunciaram o assalto em um local afastado da cidade e o fizeram entregar o veículo.

Na madrugada de domingo, dia 26 de setembro, um homem de 52 anos foi assaltado por três suspeitos após ser convidado para uma suruba. O veículo da vítima foi levado pelos criminosos, um homem e duas mulheres, e encontrado por ele abandonado com marcas de colisão pouco tempo depois. As informações são do G1.

Conforme o boletim de ocorrência, o homem estava em um bar em Blumenau, por volta das 4 horas da manhã, quando o trio fez o convite para o sexo grupal. Segundo a PM, a vítima aceitou e foi com seu próprio carro com o grupo até um local afastado na cidade vizinha.

A vítima afirmou que os suspeitos anunciaram o assalto em um local afastado da cidade e o fizeram entregar o veículo. O trio fugiu com o carro da vítima e o grupo não estava armado, segundo a PM, e a vítima não se feriu.

Convite para suruba bissexual termina em assalto em Santa Catarina
Reprodução

Não houve testemunhas e nem mesmo o serviço de telefonia celular funcionava na região. O homem teve que andar por cerca de 2 quilômetros até conseguir sinal para ligar para a polícia e buscar ajuda. No caminho, a vítima encontrou o carro abandonado na rodovia e a Polícia Civil deve apurar quem são os autores do assalto.

Vale lembrar que no início do mês, o chefe de cozinha Anderson Luiz Krall, de 31 anos, sendo agredido na saída de um bar, em Jaraguá do Sul, a 192 km de Florianópolis, no dia 2 de setembro.

No B.O. registrado pela vítima, foi relatado que ambos teriam discutido dentro de um bar depois que o suspeito se intrometeu em uma conversa por não ter gostado do assunto que eles abordavam. Depois de deixar o local, o advogado o seguiu de carro, parou e desceu, e ocorreu as agressões. Segundo relatos preliminares apurados pela Polícia Civil, a confusão estaria relacionada a um suposto caso de homofobia. O inquérito será instaurado neste dia 6 de setembro.

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Morre Tommy Kirk, astro de "O Meu Melhor Companheiro", aos 79 anos

O ator Tommy Kirk, conhecido por estrelar algumas produções da Disney, morreu aos 79 anos, na última terça-feira (28). A informação foi confirmada ontem (29), pelo também ator Paul Petersen, através de seu perfil no Facebook.

Segundo informações de Petersen, Kirk não tinha mais contato com sua família biológica. O ator recebia apoio da A Minor Consideration, uma organização sem fins lucrativos que atua em prol de atores mirins durante a transição à vida adulta.

Tommy Kirk, conhecido por atuar no filme “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957, foi encontrado sem vida em sua residência em Las Vegas, nos Estados Unidos, e não teve a causa da morte divulgada.

Tommy Kirk no filme “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957 (Foto: Reprodução).

“Meu amigo de décadas, Tommy Kirk foi encontrado morto. Você deve se recordar de seus vários filmes na Disney. Tommy era um cara reservado. Vivia em Las Vegas, perto de sua amiga e colega de elenco de “O Meu Melhor Companheiro”, Bev Washburn, que nos ligou esta manhã” escreveu Petersen em seu perfil no Facebook.

O ator ainda comentou sobre a relação de Kirk com a família. “Tommy era gay e distante de sua família de sangue. Nós que integramos A Minor Consideration somos a sua família. Sem desculpas. Nós cuidaremos disso. Por favor, saibam que Tommy Kirk amava vocês, seus fãs. Vocês o levantaram quando a indústria o decepcionou em 1965. Ele não guardou mágoas. Sua igreja o confortou. Que Deus tenha piedade de sua alma”, finalizou.

O ator Tommy Kirk fez grande sucesso no século 20 em várias produções da Disney, como em “O Fabuloso Criador de Encrencas”, de 1963 e “Uma Aventura na Terra dos Brinquedos”, de 1961. Apesar da fama e participação em diversos filmes, o estúdio encerrou o contrato com o ator após sua mãe revelar que ele era gay.

Tommy Kirk e a sua sexualidade

Durante uma entrevista em à revista Filmfax, em 1993, Kirk contou que percebeu que era gay aos 17 anos e que isso quase destruiu sua carreira. “Disney era um estúdio de cinema familiar e eu deveria ser o protagonista jovem de seus principais filmes. Depois que descobriram que eu estava envolvido com outro homem, foi o fim da minha trajetória com a Disney”, desabafou. As informações do site Uol.

Tommy Kirk em 1967 (Foto: Reprodução)

Kirk também falou que teve uma adolescência infeliz. “Eu sabia que era gay, mas não tinha como expressar meus sentimentos. Era muito difícil conhecer pessoas e, naquela época, não havia lugar para ir para se socializar. Foi só no início dos anos 1960 que comecei a ouvir falar de lugares onde os gays se reuniam. Aquele estilo de vida não era reconhecido e eu me sentia muito, muito sozinho”, relatou.

As relações de Kirki com outros homens sempre foram clandestinas. “[…] coisas do tipo beco sem saída. Éramos desesperados e miseráveis”, contou à Filmfax. Com cerca de 17 ou 18 anos, o ator admitiu para si que era gay. “Não sabia quais seriam as consequências, mas tinha a sensação definitiva de que isso destruiria minha carreira na Disney e talvez toda minha carreira de ator. Tudo iria acabar.”

Tommy Kirk foi um dos maiores atores campeões de bilheteria da Disney, antes de ser descartado pelo estúdio por homofobia. Ao contrário do que Kirk imaginava, o rompimento com empresa estadunidense não foi o fim de sua carreira e ele continuou estrelando filmes em outras produtoras. A ator se aposentou em 2001, após participar de do filme “The Education of a Vampire”.

(Foto: Reprodução)

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Vivi numa bolha não sabendo o que acontecia do meu lado"

Ronald desabafa sobre pais famosos: "Vivi numa bolha não sabendo o que acontecia do meu lado"

Ronald é filho do craque Ronaldo Lazário e Milene Domingues

DJ refletiu sobre o lado bom e ruim em ser filho de pais conhecidos - Reprodução / Instagram @rnldmusic
DJ refletiu sobre o lado bom e ruim em ser filho de pais conhecidos - Reprodução / Instagram @rnldmusic

Redação Publicado em 01/10/2021, às 10h44

Filho dos ex-jogadores de futebol Ronaldo Lazário e Milene DominguesRonald refletiu sobre os dois lados de ser filho de pais famosos, afirmando existir um lado negativo de ter nascido sob os holofotes. 

À Quem, o DJ foi questionado sobre o lado bom e ruim em ser filho de Ronaldo e Milene: "De positivo tem a comodidade, luxo e facilidades. Isso é muito óbvio e não quero de maneira alguma me vangloriar. Mas muitas pessoas não conseguem reconhecer que tem de fato um lado negativo. Devido à eu ser fruto de pais famosos e grandes ícones em suas áreas, durante muito tempo, vivi numa bolha, não sabendo o que acontecia do meu lado."

Ele prosseguiu: "É fácil se permitir viver nesta bolha e nem precisa ser filho de famosos. Acho mega importante saber tudo o que está acontecendo na nossa volta, saber do próximo, como a gente pode ajudar, como a gente consegue facilitar para o próximo."

"Essa é a nossa função como seres humanos, como raça, a gente precisa se unir e ajudar sempre o próximo", disse. Trabalhando no ramo da música eletrônica, ele ainda fala sobre seus sonhos. "Já tive a fase de profetizar um objetivo lá na frente, de que quero chegar a tocar nisso ou aquilo, mas depois do que aconteceu com a pandemia, mudei um pouco. Meus sonhos são muito mais a curto prazo."

"Neste exato momento é voltar a tocar, poder compartilhar momentos icônicos com os meus fãs e fãs da música eletrônica, retomar essa parte da nossa vida que a gente curte tanto. Se Deus quiser, já, já, a gente vai realizar esse sonho", completou.

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"Fugia do que a sociedade pregava como normal"

Franklin David fala sobre sua sexualidade: "Fugia do que a sociedade pregava como normal"

Frankin David se abriu sobre sua sexualidade e celebrou seu atual relacionamento

Franklin David fala sobre seu namoro e sua sexualidade - Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal
Franklin David fala sobre seu namoro e sua sexualidade - Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 27/09/2021, às 18h52

Foi só recentemente que Franklin David compartilhou com o público sua orientação sexual. Mas o apresentador, que namora o turismólogo Victor Vianna, conta que nunca escondeu nada do público, nem isso era um dilema para ele.

"Acho que o fato de eu falar mais abertamente da minha vida pessoal atualmente tem relação com meu momento de vida. Na minha vida eu amo alguém com quem eu quero, pela primeira vez, construir uma família, morar junto, falar do que estou vivendo. O Vitor é especial, tem a mesma vibe que eu, é leve, então eu não poderia me sentir melhor, mais à vontade", afirmou.

Os namoros que eu tive, além de não terem sido nada sério, nunca despertaram esse desejo em mim. Eu era garoto, com hormônios fervilhando, queria saber de beijar várias bocas, sair, me divertir e foi o que eu fiz nesses últimos 15 anos. E nesse período não escondi nada, fiz posts em redes sociais com pessoas com quem estava me relacionando, eu só não legendava dizendo 'É isso, é aquilo' e ninguém se ligava, mas a minha vida sempre esteve aí (risos). Hoje, mais maduro, o olhar muda e o universo sentiu isso e enviou o Vitor. Agora eu continuo beijando muito, mas é uma boca só.

Como David apresentava e foi repórter de programas que tinham como assuntos os bastidores da TV e a vida pessoal dos famosos, ele nunca quis que expor a sua.

"Sobre a vida profissional, até pelos programas de TV que eu fazia, o meu pensamento era que o interessante seria eu ser notícia pelo meu trabalho, por boas entrevistas, afinal já tinha muita gente em evidência apenas pela vida pessoal. Isso eu nunca quis. Não teria problema que falassem, mas não podia ser só isso", destacou.

Ele prosseguiu: "Acho que por isso eu fiquei mais na minha. Eu não vou mentir de que eu recebia conselho das pessoas em relação a minha vida profissional anos atrás, dizendo que falar sobre a sexualidade iria fazer com que eu tivesse apenas o público LGBTQI+ ao meu lado, mas nunca dei atenção para isso. Tanto que deixei muita gente falar muita coisa, só me reservei ao direito de ficar na minha, não queria ter que justificar nada".

O ex-repórter do "TV Fama" diz que não acredita que a sexualidade pode atrapalhar sua carreira: "Faço questão de não trabalhar com pessoas que achem a sexualidade de alguém um problema. Vou amar trabalhar, mas só se eu puder ser 100% eu", frisou.

Ele também revela que nunca tentou lutar contra seus desejos e sentimentos. E ter o apoio da família, algo que, infelizmente, não acontece para todos as pessoas da comunidade LGBTQIA+, foi importante para a sua trajetória.

"Sempre soube que eu fugia do que a sociedade pregava como sendo o normal, o relacionamento homem e mulher. É algo que vem com você, não é uma escolha como muita gente pensa. Eu me relacionei com mulheres e com homens, sempre respeitando a minha vontade, os meus sentimentos, nunca lutei contra nada", relatou.

Com 19 anos, tive uma conversa com a minha mãe da qual nunca vou esquecer. Quando disse que também sentia atração por pessoas do mesmo sexo que eu, ela virou e disse: 'Quero que seja feliz, meu filho. Se você estiver feliz, mãe estará feliz também'. Eu tive sorte, porque sei que muitas pessoas não podem contar com esse apoio familiar e eu tive.

Ao lado do namorado, o ex-apresentador do Tricotando irá apresentar um programa de viagens. Ele também falou sobre seu relacionamento.

"O que acontece entre eu e o Vitor é um sonho, a gente uniu nossas vidas de tal forma, que vamos até apresentar um programa de viagens, o Aventureiros. Antes dele, nunca me imaginei dividindo a vida com ninguém, primeiro porque queria aproveitar a vida e conhecer outras pessoas, ter a minha individualidade. E depois porque ninguém despertou esse desejo da vida a dois em mim. Eu vivo uma vida sem amarras, seguro, consciente, maduro, isso não tem preço", destaca.

O apresentador conclui dizendo que não tolera preconceito.

"Ninguém merece ser julgado por amar alguém, por tentar ser feliz. Eu não me vejo diferente de ninguém pela minha sexualidade. Se alguém não aceitar o que estou fazendo da minha vida, o problema é da pessoa, não meu. Quero do meu lado pessoas que me enxerguem como o ser humano bom que a cada dia eu me esforço para ser e evoluir. Jamais vou admitir ser diminuído porque me relaciono com outro homem", finaliza.

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Franklin David fala sobre sexualidade e seu relacionamento

O apresentador afirma que nunca escondeu sua homossexualidade. “[...] fiz posts em redes sociais com pessoas com quem estava me relacionando", disse

Franklin David ficou conhecido por ser repórter do programa “TV Fama”, da Rede TV. O modelo, que chegou  a ser um dos principais apresentadores da emissora, encerrou o seu contrato para buscar novas experiências profissionais e pessoais.

O repórter, que recentemente disse ser gay, falou sobre sua sexualidade em entrevista ao site Cenapop“Acho que o fato de eu falar mais abertamente da minha vida pessoal tem relação com meu momento de vida. Na minha vida eu amo alguém com quem eu quero, pela primeira vez, construir uma família, morar junto, falar do que estou vivendo”, contou o apresentador.

(Foto: Reprodução)

Franklin, que namora o turismólogo Victor Vianna, afirmou que nunca escondeu a sua homossexualidade. “Não escondi nada, fiz posts em redes sociais com pessoas com quem estava me relacionando, eu só não legendei dizendo ‘é isso, é aquilo’ e ninguém se ligava, mas a minha vida sempre esteve aí”, pontua.

Como Franklin apresentou e foi repórter de programas que tinham como assuntos os bastidores da TV e a vida pessoal dos famosos, ele nunca quis expor a sua. “Sobre a vida profissional, até pelos programas de TV que eu fazia, o meu pensamento era que o interessante seria eu ser notícia pelo meu trabalho, por boas entrevistas, afinal já tinha muita gente em evidência apenas pela vida pessoal. Isso eu nunca quis. Não teria problema que falassem, mas não podia ser só isso”, destacou.

Ainda sobre sua a vida profissional, o modelo está segue para uma nova fase e se prepara para um programa de viagens. Segundo ele, em parceria com o seu namorado e a Agências Aventureiros, está sendo criado o canal “Aventureiros”.

O ex-repórter do “TV Fama”, também disse que recebeu conselhos de pessoas para que não falasse sobre sua sexualidade, pois atrairia apenas o público LGBTQ+. Entretanto, ele acredita que o fato de ser gay não atrapalha a sua carreira. “Faço questão de não trabalhar com pessoas que achem a sexualidade de alguém um problema. Vou amar trabalhar, mas só se eu puder ser 100% eu”, frisou.

Em entrevista ao Cenapop, ele ainda relembrou quando contou para a sua mãe que era gay. “Com 19 anos, tive uma conversa com a minha mãe da qual nunca vou esquecer. Quando disse que sentia atração por pessoas do mesmo sexo que eu, ela virou e disse: ‘Quero que seja feliz, meu filho. Se você estiver feliz, mãe estará feliz também’”.

Por fim, Franklin disse que não tolera preconceito e que ninguém merece ser julgado por alguém, por tentar ser feliz. “Eu não me vejo diferente de ninguém pela minha sexualidade. Se alguém não aceitar o que estou fazendo da minha vida, o problema é da pessoa, não meu. Quero do meu lado pessoas que me enxerguem como o ser humano bom que a cada dia eu me esforço para ser e evoluir. Jamais vou admitir ser diminuído porque me relaciono com outro homem”, conclui.

(Foto: Reprodução)

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Apresentador da CNN Brasil assume namorado: 'Parei de me importar'

Jornalista Daniel Adjuto apresenta o "Live CNN Brasil" - Reprodução/Instagram
Jornalista Daniel Adjuto apresenta o 'Live CNN Brasil' Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

02/10/2021 09h29

Daniel Adjuto, da CNN Brasil, está namorando. O jornalista publicou recentemente uma foto com o namorado, o médico Rafael Pinto da Rocha, e chamou atenção dos seguidores no Instagram.

O apresentador contou como foi o início do relacionamento. "Nos conhecemos na Grécia, mas ele namorava. Anos depois, em um passeio de barco entre amigos, começamos a conversar", disse ele em entrevista à revista Veja São Paulo.

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Adjuto lembrou que não foi fácil o período de autoaceitação, e disse que hoje encara a vida de uma forma mais leve: "Parei de me importar com o que os outros pensavam de mim".

Na homenagem de aniversário que publicou na rede social, no mês passado, o apresentador do "Live CNN Brasil" publicou uma foto fazendo um brinde com o médico.

"Rafa é um achado, daqueles que a gente procura a vida inteira. Cuida, se entrega, se doa sem esperar nada, nada mesmo, em troca. Não tem tempo ruim nem pessimismo. O copo está sempre cheio, nos dois sentidos", escreveu Adjuto na postagem.

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Daniel Adjuto conta como conheceu o namorado e a demora para se aceitar gay

"Hoje parei de me importar com o que os outros pensavam de mim", disse Adjuto

O jornalista da CNN Brasil, Daniel Adjuto (31), concedeu uma entrevista a Veja SP e falou, abertamente, sobre sua sexualidade e como conheceu seu namorado, o médico urologista Rafael Pinto da Rocha.

“Nos conhecemos na Grécia, mas ele namorava. Depois de um passeio de barco entre amigos, começamos a conversar”, disse o jornalista, acrescentando que o processo de auto aceitação não foi fácil, mas que hoje em dia ele não liga para os outros. “Hoje parei de me importar com o que os outros pensavam de mim”.

Adjuto aproveitou a oportunidade para também se declarar fã da cantora Claudia Leitte, desde a época em que ela era vocalista da banda Babado Novo, na década de 2000.

“Sou fã desde o Babado Novo e até já fui atropelado por uma van dela, em Caldas Novas. Quando passei por dificuldades de vida, ela me mandava áudios com frases bíblicas”, explicou.

Daniel Adjuto conta como conheceu o namorado e a demora para se aceitar gay
Reprodução

No dia 21 de setembro, Daniel Adjuto usou as redes sociais para se declarar oficialmente ao namorado, que estava fazendo aniversário, confirmando os rumores de que é gay.

“Rafa é um caso raro: tem 2 corações. O dele, que é gigante, e outro que doa diariamente a quem quer que seja. É nesse 1º que está a base do 2º, o que bate no peito do Dr. pipi. Rafa faz cirurgia em bebês, recém-nascidos. Daí você tira… não é qualquer um que tenha tamanha delicadeza e atenção. Rafa fecha as incisões com curativos do baby shark, da patrulha canina ou de desenhos que eu nem sabia que existiam. Rafa opera com touca do Capitão América”, escreveu Adjuto.

“Rafa é um achado, daqueles que nós procuramos a vida inteira. Cuida, se entrega, se doa sem esperar nada, nada mesmo, em troca. Não tem tempo ruim nem pessimismo. O copo está sempre cheio. Quando faz aniversário, mas não somente no 21 de setembro, recebe uma enxurrada de amor. É um novo ciclo que se inicia nesses 2 corações e tô felizão em estar desde o comecinho dele. Que seja mais luz, saúde e sabedoria. Deus e Nossa Senhora guiem sempre seu caminho”, concluiu.

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Opinião: José Luiz Portella - Ato falho: ato hoje na Paulista. Necessário, não suficiente.

Manifestação antibolsonarista de 12 de setembro - Reprodução/MBL
Manifestação antibolsonarista de 12 de setembro Imagem: Reprodução/MBL
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02/10/2021 08h33

Atualizada em 02/10/2021 12h43

O ato de hoje é necessário, mas não é suficiente. Não adianta colocar dezenas de milhares de pessoas nas ruas e, depois, continuar a seguir caminhos individuais e personalistas.

O PT só é solidário quando tem hegemonia, a cabeça de chapa, difícil, quase impossível, o PT fazer um acordo de relevo não estando na cabeça. O ato de hoje serve para o PT, além da meta declarada, como convite para os outros não formarem a terceira via e caminharem na linha do "primeiro é democracia contra o fascismo", o PT quer oferecer uma sinalização de acolhida aos outros. Para ter o controle.

É certo que a primeira luta deve ser contra o fascismo, Lula não é polo oposto a Bolsonaro neste sentido, ele está no campo democrático, gostem dele as pessoas ou não, porém se a segunda ação dele for obstaculizar o surgimento de um adversário, dentro do campo democrático, ele não estará sendo democrático.

Ciro precisa se libertar de ser contra si próprio. Ciro contra Ciro. Estar do lado de uma terceira via, desde que "seja ele". Precisa admitir que pode ser outro, pela maior capacidade de aglutinar eleitores e votos, que Ciro não tem conseguido, por três vezes. Ciro precisa compreender que está fazendo algo errado. Ele é o candidato com as ideias mais articuladas para um programa de governo, é honesto, já demonstrou competência em cargos públicos, é conhecido, disputou várias eleições para a presidência, por que não consegue passar o sarrafo dos 10%? Deveria estar resolvendo esta equação. Ou ele consegue vencer esse desafio de ser um bom candidato, há tempos, mas com um Teto de Votos, ou é melhor apoiar alguém que logre chegar ao segundo turno e retirar Bolsonaro da disputa.

O PSDB precisa deixar de pensar no próprio umbigo e criar um candidato que tenha reais condições de empolgar o eleitorado e se tornar uma terceira via confiável. Quanto mais pensa só em si, mais retira do candidato a ser escolhido em Convenção, a chance de se impor futuramente como terceira via.

União Brasil, o partido que vem aí da fusão DEM-PSL, um bicho que ainda não tem cara e corpo definidos, precisa decidir se oferecerá a candidatura presidencial a Alckmin, que gostaria desse desafio, ou não.

União Brasil quer base eleitoral, pois PSL perderá votos de bolsonaristas e DEM erodiu seus votos. Se Alckmin for candidato à presidência da República, muda o quadro político em SP e no Brasil, a postergação só atrapalha aquilo que o ato de hoje quer representar: um basta a Bolsonaro. Funciona como uma doença autoimune, o organismo ataca a si mesmo.

Como vemos, os maiores adversários do ato de hoje são os próprios organizadores dele, que não fazem as respectivas lições de casa para alcançar o que irão para rua apregoar.

Exatamente dessa inépcia da oposição é que sobrevive Bolsonaro e aliados como Arthur Lira, que está atropelando tudo, com viés, fazendo as reformas ficarem pior do que deixar como está, involuindo. Quer manter o que está aí, voltando à mesma atitude que tinha quando funcionava como adjunto de Eduardo Cunha.

A cissiparidade da oposição continua a ser o alimento de Bolsonaro. Os criadores do movimento antibolsonaro são os maiores algozes de seus objetivos. Tudo pela presença de um órgão que prepondera no ser humano: o Ego.

Não adiantará gritar, se o ego não ouvir.

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Antonia Fontenelle é condenada na Justiça por ofender Felipe Neto

Antonia Fontenelle e Felipe Neto

Por Bruno Menezes, Metrópoles - A apresentadora Antonia Fontenelle foi condenada por crime de injúria contra o comunicador digital Felipe Neto. A sentença é do 9° Juizado Especial Criminal, da Barra da Tijuca, onde Fontenelle responde a três processos movidos por Neto.

A primeira ação, já ganha pelo YouTuber, diz respeito a uma publicação em que ela o chama de “câncer da internet” e “canalha”. Na decisão, a juíza a condenou criminalmente ao pagamento de uma multa no valor de cerca de R$63 mil reais – mais custas do processo – para o fundo penitenciário.

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O novo antipetismo: a culpa é do PT - Emir Sader

Por Emir Sader 2 de outubro de 2021, 09:22

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
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Na nova onda do antipetismo, o PT leva a culpa pelo Mandetta ter entrado no governo do Bolsonaro. E leva a culpa também pelo Rolex do Marcos Rogério.

Mas isso não é novo. Já quando surgiu o PT foi culpado por introduzir a luta de classes no Brasil. É como se as classes e a luta de classes não existissem antes da fundação do PT.

Como se a exploração dos povos indígenas pelos colonizadores e mais de três séculos de exploração do trabalho dos negros trazidos à força pelos colonizadores para serem escravos, não significasse exploração, super-exploracao de classes. Como se foi quando o foi fundado o PT para, finalmente, os trabalhadores terem um partido que defenda seus interesses, é que surgiu a luta de classes no Brasil.

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Mas a culpa é do PT se os trabalhadores passaram a ter um partido seu, a votar nesse partido, ao ponto de eleger, pela primeira vez na nossa história, um líder dos trabalhadores, um torneio mecânico, imigrante nordestino, presidente da República. 

A culpa é do PT se os trabalhadores passaram a disputar a possibilidade de dirigir o país com um presidente originário do movimento sindical. A culpa é do PT que o centro da política brasileira deixou de estar polarizado entre partidos representantes da elite brasileira, para ter um polo que representa os trabalhadores.

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O PT passou a ser responsabilizado por tudo por quem não se conforma de ter sido deixado para trás na disputa pela hegemonia política no Brasil. Culpa do PT do partido ter passado a representar uma alternativa antineoliberal no país e por isso representar uma alternativa para o Brasil.

O PT passou a ser culpado por realizar os governos mais virtuosos da história política brasileira. Conseguiu combinar investimentos econômicos e sociais com controle da inflação e equilíbrio nas contas públicas, desmentindo, na pratica e não apenas em palavras, as teses do pensamento único e do Consenso de Washington.

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O PT conseguiu atacar e diminuir o problema mais grave do Brasil – as desigualdades sociais. Diminuiu as desigualdades criando mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada. Aumentando o salário mínimo 70% acima da inflação. Estendendo as politicas sociais para toda a população, privilegiando os mais pobres.

O PT é culpado de ter feito do Brasil uma referência mundial no combate à fome e à pobreza. De ter projetado seu presidente como o líder da esquerda mais importante no mundo e exemplo de uma política externa soberana.

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Depois, o PT foi culpado de ter sofrido um golpe articulado pela direita e apoiado por outros setores – com gente no campo da esquerda se deixando levar pelas mentiras da Lava Jato e assumindo que o PT e o Lula eram corruptos. O PT passou a ser acusado de ter gerado os monstros que lhe deram o golpe, tiraram a Dilma da presidência e colocaram no lugar os adversários da democracia e do povo brasileiro.

O PT passou a ser acusado do golpe que o derrubou, do surgimento dos golpistas que passaram a governar contra o PT, contra a democracia, contra o povo e contra a soberania nacional.

O antipetismo passou a ser a grande esperança dos que queriam derrotar o PT. Desqualificar o PT não pelo seu programa, não pelos seus governos, mas tratando de apagar na consciência das pessoas o que o PT trouxe para o país com seus governos, com suas propostas para o país. Apagar a imagem do Lula, desqualifica-lo como preso e corrupto.

O antipetismo passou a ser o anticomunismo do nosso tempo. O fantasma que se usa para chantagear, como se o retorno do PT fosse o retorno das piores coisas que o Brasil viveu. Quando é justamente o contrário.

Hoje Lula é o Brasil, é a democracia, é a soberania popular, é o representante do povo brasileiro. O PT é culpado de ter em suas fileiras, como o seu principal líder, o maior dirigente político e de massas que o país jamais teve. O PT é culpado. 

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Jones Manoel denuncia tentativa de assassinato no ato contra Bolsonaro em Recife

Jones Manoel
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247 - O historiador Jones Manoel denunciou pelo Twitter neste sábado (2) uma "tentativa de assassinato" ao final do ato contra Jair Bolsnaro em Recife, Pernambuco. Manifestações contra o atual governo federal acontecem em diversas cidades do país e do mundo ao longo deste sábado.

Segundo Manoel, uma mulher foi atropelada e o caso não se tratou de um acidente. Ele ainda pediu que as autoridades competentes façam a imediata identificação do motorista. 

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"Camaradas, uma moça acabou de ser atropelada em Recife, ao final do ato. Não foi acidente, foi tentativa de assassinato. Eu estava ao lado, vi tudo, tentei junto com outros camaradas impedir. A SDS tem câmeras pelo Recife todo. Identificação imediata do assassino", escreveu o historiador.

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Militar preso pela Marinha por beijar na boca em navio será indenizado em R$ 90 mil | Lauro Jardim - O Globo

Por João Paulo Saconi

O navio-veleiro Cisne Branco, da Marinha


Por decisão da 2ª Vara Federal de São Gonçalo (RJ), a União terá que indenizar em R$ 90,4 mil um militar da reserva que, em 2019, foi punido pela Marinha com dois dias de prisão disciplinar por beijar uma mulher enquanto estava a bordo do navio-veleiro Cisne Branco, atracado na Noruega.

Rogério Santos tinha 32 anos de carreira nas Forças Armadas e, na época dos fatos, atuava como suboficial e fazia sua última viagem internacional antes da aposentadoria. Durante uma confraternização com tripulantes de outro navio, foi filmado vestindo sua farda enquanto beijava uma norueguesa.

O caso repercutiu nas redes sociais e, diante disso, os superiores de Santos na Marinha resolveram, como punição, repatriá-lo quatro meses antes do tempo previsto para o fim da expedição. Também determinaram, após um julgamento, que ele cumprisse 48h de reclusão.

A advogada do militar, Bianca Figueira, levou o caso à Justiça Federal sob a alegação de que a sanção foi desproporcional aos fatos. Ela sustentou, ao longo do procesos, que Santos, um homem negro, teria sido vítima de racismo estrutural na Marinha: destacou outros casos de militares brancos com condutas semelhantes e punições menos duras.

LEIA TAMBÉM: Marinha é obrigada judicialmente a permitir que militar trans use uniformes e corte de cabelo femininos

Para evitar a indenização, a União alegou que o militar trouxe “prejuízo” à imagem da Marinha, com destaque para o fato de que beijou outra mulher mesmo sendo casado. 

O juiz Erik Wolkart, no entanto, entendeu que a conduta em questão não estava tipificada no Regulamento Disciplinar da Marinha, ao contrário do que defendia a instituição. Ele determinou o pagamento de R$ 60,4 mil referentes aos pagamentos que Santos deixou de receber diante da suspensão da viagem e mais R$ 30 mil por danos morais. Cabe recurso.

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Morador morto durante operação da PM em Tomás Coelho estava saindo de casa para trabalhar

Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, era técnico em lubrificação em um posto de gasolina. Ele deixa dois filhos
Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, morreu na porta de casa no Morro do Urubu, quando saía para trabalhar Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo
Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, morreu na porta de casa no Morro do Urubu, quando saía para trabalhar Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo

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RIO — Era pouco depois das 5h, desta sexta-feira, quando Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, preparava-se para ir o trabalho, como técnico em lubrificação, num posto de gasolina no Caju, na Zona Portuária. Um tiro o acertou antes de deixar a garagem do prédio, perto do Morro do Urubu, onde morava com a esposa e os dois filhos — um rapaz de 19 anos e uma menina de 8. Naquele momento a Polícia Militar fazia uma operação contra o roubo de cargas em Tomás Coelho.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. O EXTRA teve acesso a dois trechos da gravação. No primeiro deles, é possível ver o técnico de lubrificação saindo de casa. No segundo trecho, Bruno está próximo a um carro e é surpreendido por vários homens que chegam correndo pela rua. Armados, eles cercam o técnico de lubrificação. Em seguida começa a troca de tiros e Bruno se esconde atrás de um carro. No entanto, acaba sendo alvejado. Os homens fogem. As imagens mostram ainda que um deles entra no condomínio e tenta pular a janela de uma residência.

Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, era técnico em lubrificação em um posto de gasolina.
Ele deixa dois filhos.

Os colegas de trabalho de Bruno estranharam o atraso dele — já que ele era o primeiro a chegar no posto de gasolina, onde trabalhava há pouco mais de dois meses. O gerente do estabelecimento, Rafael Salles, e o amigo, que indicou Bruno para o emprego, contam que souberam da morte do técnico por um cliente que abastecia o carro nesta manhã.

Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, morreu durante operação da PM em Tomás Coelho Foto: Reprodução
Bruno Leonardo Vidal de Almeida, de 39 anos, morreu durante operação da PM em Tomás Coelho Foto: Reprodução

— O Bruno estava aqui há dois meses. Era novo. O que sabemos é que ele estava vindo trabalhar quando foi atingido. Ele sempre foi um dos primeiros a chegar. Ele chegava às 5h30m. Quando deu 6h e nada, a gente pensou que tinha se atrasado por ter acontecido alguma coisa. Às 6h30m um cliente passou aqui para encher o tanque e disse que ele havia morrido. Pensamos que fosse brincadeira. A gente não acreditava. Quando a gente viu na TV, era o carro dele e o corpo estava lá no chão — conta Rafael, que completou.

— Não vai acontecer nada. Morreu mais um. Amanhã vai morrer mais outro e nada se resolve — lamentou.

O técnico em lubrificação Leonardo Cunha da Silva, de 37, era amigo de Bruno desde 2012, quando se conheceram em um posto de gasolina na Linha Amarela. Desde então, eles não perderam a amizade. Foi ele quem fez a indicação para o novo emprego, já que Bruno estava desempregado desde o ano passado.

— O Bruno conquistou todo mundo pelo seu jeito alegre e comunicativo. Ele era motorista de aplicativo até três meses. Devido à pandemia ele perdeu o emprego. Como ele disse que não estava gostando, ele me pediu para arrumar alguma coisa. Então, quando surgiu essa oportunidade, eu indiquei e ele foi contratado. Estava muito feliz. Mas infelizmente a realidade do Rio é essa. Você sai para trabalhar e pode não voltar. Todo dia eu temo pela minha vida — lembra Leonardo.

Por volta das 10h, agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) chegaram ao local para a perícia. O corpo está no chão desde as 5h.

Um policial militar foi baleado no pé e levado para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte. Um suspeito, que também foi ferido durante a operação, foi levado para a mesma unidade de saúde.

Veículos estacionados e paredes dos apartamentos do Residencial Correios ficaram marcados de balas.

________________________________________////////////Opinião: GGWP - Como a dublagem reposiciona indústria de games como líder no entretenimento.

Leo Bianchi Colunista do UOL 01/10/2021 04h00 Leo Bianchi Colunista do UOL 01/10/2021 04h00 Leo Bianchi Colunista do UOL 01/10/2021 04h00 

Seja no cinema, na TV ou nos games, personagens ficcionais podem marcar a memória dos fãs de muitas maneiras. Uma delas é a voz. O tom, a cadência e os maneirismos da fala podem vir repletos de personalidade - mas só se um bom dublador estiver no comando. E, se ele estiver falando português, tanto melhor.

Aos poucos, as publicadoras de jogo estão se dando conta da importância desse trabalho. Tomemos como exemplo dois games concorrente no cenário competitivo atual: Rainbow Six Siege e VALORANT. O ator e dublador Thiago Zambrano está presente em ambos. Ele dá voz a Sam Fisher, personagem de Tom Clancy's Splinter Cell e também do R6, mas aparece no FPS da Riot Games como Cypher.

Zambrano também atua como diretor de "localização" - o jargão na indústria do entretenimento que significa mais do que apenas "dublar" (ou legendar) uma obra no idioma local. Significa adaptar as referências e o tom do discurso para o gosto e a cultura daquela região. E, no caso do Brasil, essa região é cada vez mais influente (e o público, cada vez mais exigente).

"Somos o terceiro país do mundo com mais consumidores de jogos", afirma Zambrano.

"Então, cada vez mais as indústrias estão confiando seus produtos às empresas responsáveis por localizar. É um grande mercado em expansão".

Segundo Zambranoesse crescimento intensificou demanda por mão-de-obra especializada. Apenas experiência com outras mídias não basta. "Quem localiza jogos eletrônicos precisa ter mais agilidade em diferentes formas de gravação", explica. Ele ressalta que "quem joga vive uma imersão diferente de quem assiste a uma série ou filme.

Por outro lado, dubladores com extensas carreiras na TV e no cinema têm um bônus adicional. Suas vozes acabam criando, para o público, uma conexão nostálgica entre diferentes personagens. 

EmLeague of Legends, por exemplo, Fábio Lucindo dubla Ezreal - mas, ao mesmo tempo, fãs têm na memória afetiva seu trabalho como Ash (Pokémon) e Kuririn (Dragon Ball). Outro caso clássico é o de Wendel Bezerra, que faz Goku (Dragon Ball), Bob Esponja, Jackie Chan... E, no LoLzinho, é o Lee Sin.

Você, fã de games. Feche os olhos e mentalize seus personagens favoritos. Certamente, você lembrará do jeito que ele ou ela fala. Talvez até lembre de certas frases clássicas. É sobre essa capacidade catártica que falamos. A importância que os jogos eletrônicos têm nas nossas vidas não é novidade para ninguém - muito menos para você que acompanha esse espaço. Porém, é necessário, todos os dias, entender o quanto cada profissional envolvido na produção de um jogo é fundamental para que ele venha a público e faça sucesso como tal.

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Custo alto e fuga dos jovens da TV aberta causaram o fim de 'Malhação'

Programa sai do ar em 2022, depois de 27 anos ininterruptos

Dado (Claudio Heinrich) e Luiza (Fernanda Rodrigues), protagonistas da primeira "Malhação" (1995) - Nelson Di Rago/Globo

NEWSLETTER F5

Em meados da década de 1990, a Globo buscava um novo formato de dramaturgia, que não custasse os olhos da cara. Algo próximo das “soap operas”, as novelas vespertinas da TV aberta americana, que duram anos a fio e cujos elencos vão mudando aos poucos.

  1. Faustão na Band: Emissora divulga detalhes do programa e mantém bailarinas

Desenvolvida por Andrea Maltarolli e Emanuel Jacobina, “Malhação” estreou em 24 de abril de 1995, na faixa das 17 horas. O principal cenário era uma academia, onde se cruzavam jovens de diferentes origens. Focado no público adolescente e com uma boa dose de humor, o programa foi um sucesso imediato.

“Malhação” manteve o cenário e o elenco originais por alguns anos. No entanto, a série acabou evoluindo para o formato que os americanos chamam de antologia: a cada temporada, conta-se uma nova história, com elenco e cenários diferentes

A fórmula deu muito certo. Além de servir de aquecimento para a novela das 18 horas, atraindo o espectador mais cedo para a frente da TV, “Malhação” também ajudou a revelar dezenas de novos atores e autores. Praticamente não há quem tenha sido adolescente de 1995 para cá que não tenha acompanhado pelo menos uma temporada da série.

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No entanto, a partir da década passada, a audiência começou a cair. Essa tendência de queda foi interrompida por “Viva a Diferença” (2017), a única temporada ambientada em São Paulo, que conquistou o público e a crítica, mas retomada nas duas seguintes.

Aí veio a pandemia, e a temporada prevista para 2020 foi cancelada. Em seu lugar, entraram reprises. No momento, a Globo exibe “Sonhos”, de 2014, que deve terminar em fevereiro de 2022.

Na sequência, estava prevista uma temporada inovadora. Escrita pelos irmãos Eduardo e Marcos Carvalho, que são negros, a trama teria 70% de personagens também negros, e seria ambientada em uma favela carioca. Um grande passo da emissora em direção à diversidade.

Só que, nesta terça (28), a Globo informou que esta nova safra foi “adiada”, interrompendo sua produção. A leitura que boa parte da imprensa fez foi outra: “Malhação” estaria definitivamente cancelada, depois de 27 anos no ar.

A razão principal é o custo. Não é segredo que as receitas de todas as emissoras abertas vêm caindo vertiginosamente, obrigando-as a demitir funcionários e reduzir produções.

A pandemia também inundou a tela de reprises. E a Globo logo percebeu, por exemplo, que o humorístico “Vai que Cola”, produzido para seu canal pago Multishow, alcança índices de audiência semelhantes aos de um episódio inédito do extinto “Zorra”. Para quê gastar em conteúdo novo, se o que já existe quebra o galho?

Mas também há um outro fator que explica o fim de “Malhação”. Os jovens de hoje não estão mais tão ligados na TV aberta quanto os das gerações anteriores. A garotada não tem interesse por novelas, nem paciência para ver um programa com hora marcada. O YouTube e as plataformas de streaming mudaram os hábitos para sempre.

Especula-se que a Globo irá reprisar duas novelas antigas na faixa Vale a Pena Ver de Novo, ou até mesmo ressuscitar o Video Show. São opções baratas, mas de apelo restrito ao público mais velho.

Dessa forma, segue o dilema: o que fazer para atrair os jovens de volta à TV aberta?

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Zap de Bolsonaro revela um monstro que exalta Pinochet, ataca vacina, espalha mentiras e faz piadas homofóbicas

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247 – O jornalista Paulo Cappelli, do jornal O Globo, teve acesso a mensagens enviadas nos últimos dias por Jair Bolsonaro a seus contatos no aplicativo, que incluem notícias falsas sobre vacinação de jovens, vídeo elogioso ao ditador chileno, piadas preconceituosas e ataques a adversários. Numa das mensagens, Bolsonaro afirma que a vacina da Pfizer, distribuída pelo governo federal, estaria matando jovens. "Bolsonaro também compartilhou vídeo com elogios ao ditador chileno Augusto Pinochet e deu a entender que, se a esquerda voltar ao poder, o Brasil terá um destino preocupante", informa Cappelli, em sua reportagem.

Em suas mensagens, Bolsonaro também ataca a China, país que mais compra produtos brasileiros e mais investe no Brasil. "Outro vídeo compartilhado por Bolsonaro mostra Lula, em entrevista, elogiando a China, enquanto cachorros mortos sendo comercializados como alimentos aparecem em imagens. Em outro momento do vídeo com Lula, uma criança leva surra de suposto professor chinês dentro de sala de aula", informa Cappelli.

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Por fim, Bolsonaro também espalha homofobia. "Na segunda-feira, ele compartilhou um conteúdo que mostra pessoas aparentemente num protesto por direitos da comunidade LGBT queimando uma bandeira do Brasil", aponta o jornalista. "Não foi a única mensagem preconceituosa. Na madrugada do último domingo, Bolsonaro remeteu um vídeo no qual o músico Rogério Skylab diz ter tido relações homossexuais sem, no entanto, considerar-se gay: 'Já dei três vezes, mas sou hétero'. Logo depois, Bolsonaro completa: 'Até três vezes pode.'”

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Princesa Isabel: A aristocrata dona de escravos que 'apenas assinou' a Lei do Ventre Livre | Blog do Acervo - O Globo

Princesa Isabel, filha do imperador Dom Pedro II

Uma aristocrata sem interesse na política e desconectada da causa abolicionista. Assim a Princesa Isabel é descrita em "O castelo de papel: Uma história de Isabel de Bragança" (editora Rocco, 2013), da pesquisadora e professora Mary del Priore. No livro, a autora conta que a filha do então imperador Dom Pedro II não tinha nenhum envolvimento com a luta contra a escravidão e apenas assinou a Lei do Ventre Livre, que está completando 150 anos nesta terça-feira.

Segundo a historiadora, Isabel era dona de negros escravizados e nem sequer participou dos debates que levaram ao ato promulgado em 28 de setembro de 1971. Ela só assinou a Lei do Ventre Livre porque seu pai estava em viagem pela Europa, assim como ocorreu 17 anos depois, quando Isabel firmou a Lei Áurea, "abolindo" a escravidão no Brasil. Ambos os atos foram precedidos por muita luta de ativistas negros e brancos abolicionistas. Mas a princesa pouco atuou nesse sentido. 

Diz a Lei do Ventre Livre que: "Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei, serão considerados de condição livre". No aniversário de 150 anos de sua promulgação, o termo "Princesa Isabel" vem sendo intensamente buscado no Google. Para ajudar a contextualizar a discussão, o Blog do Acervo resgata, na íntegra, uma entrevista publicada originalmente em 2013, na qual Mary del Priore conta sobre sua pesquisa e esclarece quem foi a integrante da família real que, ao longo da História, teve o nome associado ao fim do sistema escravagista no Brasil. Leia abaixo:

Princesa Isabel ao piano do Palácio das Laranjeiras

FORMAÇÃO. “Sim, ela teve aquele excesso de aulas, de latim à religião, passando por geografia e tantas outras coisas. Mas, como a própria condessa de Barral escreve, ela raramente termina as aulas, alegava sempre uma dor de dente, uma dor de barriga, mostrando que o aproveitamento de todas essas aulas não era tão grande assim e acabou por não se traduzir em um conhecimento consistente. Quando chega a Pernambuco, ela escreve para o pai: ‘O que foi mesmo que aconteceu em Pernambuco?’ Ela não tinha disposição, e seu preparo era inócuo.

DONA DE CASA. “Fica bem demonstrado, por meio de vários documentos e frases dela, que detestava a vida política. Havia uma incompatibilidade com o projeto que lhe atribuíam. Não achei nenhuma frase dela que demonstrasse qualquer interesse pelo assunto. Estava mais preocupada com a vida familiar, as gravidezes.”

INCENTIVO DO IMPERADOR. “Além de todas essas questões, o próprio dom Pedro II não a aproximou da vida política, não a incentivou. Então, ela tinha uma vida social muito privada, ficava muito tempo em Petrópolis, às voltas, primeiro, com as questões da sua esterilidade e, depois, com a criação dos filhos e as viagens para a Europa. Não tem exatamente um círculo de amizades. O casal não tem visibilidade, não vai ao espaço público.”

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE. “Foi um casamento arranjado, mas eles se gostaram muito, foram muito amigos. Ninguém queria casar com aquelas princesas pobres, de um império sem projeção. E o Brasil era completamente desconhecido. A única coisa que sabiam sobre os brasileiros era que eram escuros e gostavam de cuspir no cão. Gastão, por sua vez, era hostilizado por outros oficiais por ser primo do rei da Espanha. Ele também, de certa forma, era um príncipe pobre, sem muita oportunidade. Então considerou bom o arranjo. Ela, como toda mulher do século XIX, mostrou-se logo apaixonada. Ele foi muito lúcido, chegou a dizer que ela era muito feia e não tinha sobrancelhas, mas que a situação toda era boa para ele. No fim, ele acaba gostando muito dela. Eles foram muito felizes. Um casal que se queria bem e que ficou junto até o final. Foram muito companheiros até o fim da vida.”

 RELIGIOSIDADE. “Preparada por uma mãe piedosa e uma aia (a condessa de Barral) que também vai se tornando piedosa, ela era uma católica praticante, que regularmente organizava festas na igreja. Mas a perda da irmã e a perda da primeira filha são eventos muito dramáticos, que vão empurrá-la cada vez mais para os braços da igreja. Ela espera milagres o tempo todo. Quando engravida, atribui isso a uma visita a um lugar de peregrinação. Sua vida vai se tornando, cada vez mais, a de uma católica beata.”

FILANTROPIA. “Não vejo muita originalidade. A filantropia, na Europa, era uma prática das elites, voltada, sobretudo para pacificar as chamadas classes perigosas. Naquela época, os sindicatos eram fortes, o Partido Comunista se fortalecia. E havia um movimento grande no sentido de enfraquecer uma eventual tentativa mais forte de luta de classes. Era um modismo, um modismo europeu, e acho que a Abolição entra nesse mesmo pacote.”

BEATIFICAÇÃO. “Em uma de suas regências, ocorreu a maior seca do Nordeste, um momento dramático. E ela passa por isso como gato por brasa. Menciona numa carta que é um desígnio de Deus, que nada podemos fazer. E ainda teve o episódio dos filhos de Leopoldina (a irmã que morreu), que acabaram esquecidos. Acho que essa ideia da beatificação não se justifica.”

ESCRAVOS. “Ela tinha escravos, escravos que sequer tinham rosto, que ela registra em seus escritos como ‘negrinha’, ‘escravo de quarto’, ‘negros’ ou ‘pretos’. Não é uma pessoa que tivesse um envolvimento direto com a questão. Não participou dos debates na época da Lei do Ventre Livre. Por isso, digo com todas as letras: é um abolicionismo muito epidérmico. Ela sequer participa dos debates, só assina a lei.”

ESCRAVIDÃO NO BRASIL. “Havia escravos ainda no Norte Fluminense, no sul de Minas e no Vale do Paraíba. No resto do Brasil, não havia mais escravidão. O Nordeste todo, com a crise da cana-de-açúcar, havia feito com que os senhores de engenho vendessem seus escravos para o Sudeste. Já não havia praticamente escravos no país. Eram, ao todo, uns 600 mil, um número baixo.”

ABOLIÇÃO. “Eu diria que ela surfou nessa onda, que nasce em 1870; essa onda da formação da imprensa reformista, do partido republicano e da resistência cada vez maior à existência dos escravos. Há ainda o aparecimento de grandes figuras, grandes abolicionistas, todo um movimento que vai empurrando, por assim dizer, a Abolição. Ela teve inúmeras oportunidades de se manifestar. Em Recife, foi recebida por um monte de abolicionistas, inclusive mulheres; era um movimento que poderia ter esposado ou, ao menos, demonstrado simpatia. O primeiro gesto dela em direção ao movimento é de 1878, em Petrópolis. É a batalha de flores que ela organiza. Foi um único passeio, com um carro todo decorado, uma ideia que ela trouxe da França. Sai do palácio, com o carro todo enfeitado. Cai uma chuvarada, os meninos começam a espirrar, e ela volta correndo. Ou seja, um primeiro gesto abortado. Depois disso, ela organiza dois bailes. E só."

LEI ÁUREA. “É importante que se diga que (a Abolição) foi um processo, que começou por volta de 1870. Foi uma longa luta, que envolveu escravizados, descendentes de escravizados, a mudança da mentalidade em todo o país. Nada disso se faz da noite para o dia, é um acúmulo de tendências que levou à assinatura de papel. E havia várias correntes. A conservadora, por exemplo, achava que apenas com Lei do Ventre Livre a escravidão se esgotaria, como havia ocorrido em Portugal. Havia os abolicionistas radicais, em sua maioria paulistas, que já trabalhavam com imigrantes nas plantações de café. E ainda outros.

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Derretimento de gelo está fazendo a crosta terrestre se mover de maneira inusitada - Gizmodo Brasil

Nenhum lugar pode escapar das mudanças climáticas. Até a crosta terrestre está sentindo o impacto do aumento das temperaturas e do derretimento do gelo.

Dharna Noor 1 dia atrás

Os mantos de gelo da Groenlândia e da Antártica — as duas maiores placas de gelo do mundo — estão derretendo a uma velocidade alarmante, causando grandes problemas para os ecossistemas locais e também para comunidades costeiras. Agora, com mais evidências de que a crise climática está mudando tudo de forma assustadora e intensa, novas pesquisas sugerem que o derretimento está distorcendo a crosta terrestre.

Um novo estudo, publicado na revista científica Geophysical Research Letters, analisou dados de satélite sobre derretimento de gelo entre 2003 e 2018. Os autores utilizaram esses dados para criar um modelo que mostra como as mudanças na massa de gelo afetam a crosta do planeta. O projeto mostrou que grande parte do hemisfério norte movimentou-se horizontalmente devido ao derretimento do gelo na Groenlândia e no Ártico.

Isso acontece porque a camada mais externa do planeta tem um pouco mais de folga do que você imagina. Quando as camadas de gelo se acumulam, o peso delas faz com que a crosta que está embaixo afunde ainda mais para compensar. Assim, no momento em que o gelo derrete, o que ocorre a uma taxa recorde devido ao aumento das temperaturas, há menos peso para a crosta suportar. Então, ela se recupera.

“Pense em uma placa de madeira flutuando em cima de uma banheira de água”, disse Sophie Coulson, cientista de Harvard e que liderou o estudo, em um comunicado à imprensa. “Quando você a empurra para baixo, isso faz com que a água que está embaixo desça. Se você pegar a placa, verá a água se movendo verticalmente para preencher aquele espaço.” Mas, como um colchão ou almofada de sofá que mantém o formato do seu corpo depois que você se deita, a crosta nem sempre volta totalmente à sua forma anterior.

Durante a Idade do Gelo, a crosta terrestre foi pressionada por camadas de gelo com milhares de metros de espessura. A Terra se recuperou em lugares onde as camadas de gelo recuaram. Mas o novo fenômeno é totalmente diferente — e o rápido colapso que está causando está sendo impulsionado pelas mudanças climáticas.

Estudos anteriores já haviam analisado o movimento para cima e para baixo que o derretimento da camada de gelo pode causar. Contudo, o novo relatório examinou mais de perto as mudanças horizontais. Em alguns lugares, os pesquisadores descobriram que essas mudanças são mais significativas do que as que acontecem para cima e para baixo. Essas alterações são observáveis ​​mesmo em áreas a centenas de quilômetros de distância da perda de gelo. Os cientistas puderam descobrir isso graças a uma variedade de dados de satélite.

O movimento é sutil, com média de bem menos de um milímetro por ano, globalmente. A crosta sob o oeste do Canadá e os Estados Unidos mudou horizontalmente em até 0,3 milímetro por ano. Em outros lugares, as maiores mudanças ocorreram na extremidade norte da Groenlândia, particularmente durante os períodos de grande perda de gelo. A Antártica Ocidental e a Península Antártica, dois pontos críticos para a perda de gelo, também viram um grande movimento, com a crosta tão longe quanto o Oceano Antártico rastejando de volta em direção às áreas onde o gelo estava desaparecendo.

O problema é que essas pequenas mudanças se somam ao longo do tempo, e podem levar a ainda mais derretimento do gelo. Coulson disse que a “recuperação da crosta está mudando a inclinação do leito rochoso que está abaixo do manto de gelo, e isso pode afetar a dinâmica das geleiras.”

No oeste da Antártica, por exemplo, o leito rochoso desce cada vez mais. A primavera na crosta do Oceano Antártico pode fazer com que a inclinação aumente, enviando mais água do oceano para quebrar o gelo. 

Os autores do novo estudo esperam que a pesquisa ajude estudos futuros e outros pesquisadores a desenvolverem novas formas de monitorar as mudanças na massa de gelo. Analisar esse movimento da crosta é crucial para prever deslocamentos tectônicos, terremotos e outros processos geológicos.

“Compreender todos os fatores que causam a alteração na crosta é realmente importante para lidar com vários problemas das ciências da Terra”, disse Coulson.

Esta não é a primeira vez que os pesquisadores descobriram que o derretimento do gelo está causando grandes mudanças globais. Estudos anteriores apontaram que o desaparecimento do gelo redistribuiu água suficiente para mudar o eixo da Terra, movendo seus pólos de rotação. O novo estudo é o mais recente lembrete de que a crise climática está provocando grandes mudanças na própria estrutura da Terra — e , a menos que o mundo elimine o uso de combustíveis fósseis, essas mudanças perturbadoras continuarão.

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Há uma bomba-relógio no TSE

Cassar chapa com atraso é tapetão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que nas próximas semanas julgará o processo de cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Parece falta de assunto, mas é bom que se diga: trata-se de uma iniciativa retardatária e inoportuna, caso clássico de tapetão.

É retardatária porque não faz sentido cassar uma chapa três anos depois da campanha durante a qual teriam ocorrido flagrantes transgressões da lei. Tudo indica que as ilegalidades ocorreram, mas, se o Judiciário levou três anos para decidir julgar o caso, deveria reconhecer que sua morosidade causou danos ao bem público semelhantes aos das malfeitorias cometidas. Se o caso envolvesse uma autoridade conduzida a um cargo vitalício, tudo bem, mas cassar uma chapa a um ano do fim do mandato é uma excentricidade.

É inoportuna, porque o país ainda não se livrou da tensão institucional manipulada por Bolsonaro nos seus confrontos verbais com o Judiciário. Uma nova encrenca nesse quintal é coisa desnecessária.

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É um caso de tapetão porque, anulando o resultado de um pleito mais de três anos depois de sua realização, leva água para o moinho do condenado. É tudo do que precisa um governante ameaçado de perder a reeleição. Ele fica com o argumento de que foi eleito por 57 milhões de pessoas e cassado três anos depois pela maioria de um colegiado de sete sábios. Para Bolsonaro, esse seria um cenário de sonho.

A esta altura, Jair Bolsonaro pode ser afastado da Presidência pelo Congresso, por meio de um processo de impedimento. Se faltam apoios para isso, paciência. Resta a alternativa lisa e límpida da eleição do ano que vem.

O TSE já passou por experiência semelhante em 2017, quando julgou o processo de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. A senhora já havia sido deposta pelo Congresso, o vice ocupava-lhe a cadeira, e o tribunal rejeitou o pedido. Viveu-se uma tensão desnecessária.

Todas as encrencas que Bolsonaro alimentou com o Judiciário partem da premissa de que ele tenta invadir as competências do Executivo. A cassação da chapa seria uma cereja para esse bolo. Fica a pergunta do que seria possível fazer para desarmar a bomba-relógio. Isso só os ministros do TSE poderão saber. No caso da cassação da chapa Dilma-Temer, seguiram um caminho que resultou na piada segundo a qual a dupla foi inocentada por excesso de provas.

Um dos pilares das denúncias contra Bolsonaro está na exposição do uso abundante de notícias falsas durante a campanha de 2018. Nesse sentido, agora o próprio TSE armou-se para impedir que essa praga contamine a eleição do ano que vem. Há três anos, as notícias falsas eram uma produção nacional. Pelo andar da carruagem, percebe-se que a receita promete ser repetida no ano que vem, com o agravante da internacionalização.

Quando Steve Bannon, o guru de Donald Trump, disse que Lula “é o esquerdista mais perigoso do mundo”, sinalizava o que pode vir por aí.

Em janeiro passado, o mesmo Bannon prometia “destruir a Presidência de Joe Biden no berço”. Referia-se à armação que resultou na invasão do Capitólio, no dia 6 de janeiro. Lá, essas coisas não mofam no Judiciário. A turma que armou a insurreição está respondendo pelos seus crimes, e muitos deles já admitiram suas culpas e apenas esperam as sentenças dos juízes.

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Mil dias: o método Bolsonaro de governar

Em mil dias, governo Bolsonaro reúne elenco polêmico, mais de 30 violações de direitos humanos e retrocessos, segundo a Anistia Internacional, além de uma persistente inoperância
Por Fernanda Cirenza | Jornalistas Livres

Chegamos à inacreditável marca de mil dias de governo Bolsonaro com dados alarmantes. Enquanto o chefe do executivo considera a pandemia do coronavírus uma “gripezinha”, 594 mil brasileiros até agora perderam suas vidas por conta da doença. Nesse período, muitos outros deboches foram proferidos pelo líder máximo do país e seu elenco. O atual ministro da Saúde, por exemplo, num ato recente de fúria, mostrou o dedo do meio para ofender manifestantes contrários ao atual estado de coisas. Ele deu o seu recado. Danem-se nós.

O mau uso do poder não é exatamente uma novidade. Houve ministro que sugeriu “passar a boiada”, que vai passando mesmo com nova liderança na pasta, que atua pela continuidade dos interesses do agronegócio. Para piorar o rol de más notícias, as grandes culturas de soja e milho já transformaram o Brasil no principal comprador de agrotóxicos do mundo – alguns considerados “muito perigosos ao meio ambiente”, de acordo com o Ibama.

Longa dança das cadeiras na Educação. Primeiro, tivemos de lidar com a ignorância astuta de Abraham Weintraub, que fez uma gestão marcada pelo contingenciamento de verbas para as instituições de ensino superior, corte em bolsas da Capes na área de Ciências Humanas e Sociais e ataques racistas a povos indígenas. Também houve xenofobia contra chineses, declarações incitando estudantes a filmar professores em sala de aula e ataques a Paulo Freire. O ex-ministro chegou a ser condenado pela Justiça ao dizer que universidades “fabricam drogas e cultivam maconha”.

Ele também fica para a história como o ministro da Educação que não sabe português. São dele frases que nos fizeram rir de vergonha. Foi assim quando escreveu em sua rede social: “Haviam (sic) emendas parlamentares de R$ 55 milhões para recuperar o museu” ou “com a redução de bolsistas de mestrado e doutorado, há paralização (sic) de pesquisas e risco de evasão de pesquisadores para atuação no exterior, comprometendo o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país”.

Muda-se o ministro. Sobe o teólogo Milton Ribeiro, o quarto titular do MEC deste governo de mil dias. Em pouco mais de um ano no comando, ele coleciona frases memoráveis, como dizer que existem crianças “de impossível convivência” e que as universidades deveriam “ser para poucos”.

Paulo Guedes segue firme, mesmo com a economia em frangalhos. O IPCA-15 divulgado semana passada informa inflação de 1,14% em setembro. Já o PIB teve queda de 0,1% no segundo trimestre do ano em relação ao primeiro trimestre. Os números se fazem compreender quando obrigam uma mudança drástica no prato dos brasileiros: com a alta nos preços dos alimentos, recorremos ao osso e ao fragmento de arroz.

Damares Alves anda meio sumida. Mas de Jesus na goiabeira a silêncio em coletiva, passando por declaração “menino veste azul e menina veste rosa”, a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos reúne um acervo de situações, digamos, controversas. Por exemplo, disse ser “mestre em educação” e “em direito constitucional e direito da família”, títulos acadêmicos que não possui.

Essa é apenas parte das bizarrices de parte do elenco deste governo que, de acordo com documento da Anistia Internacional que avalia os mil dias de Bolsonaro, cometeu mais de 30 violações de direitos humanos e retrocessos. O documento começa pela condução da pandemia e cita o pronunciamento que Bolsonaro fez minimizando o risco da Covid-19. “No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho” (2020).

Bolsonaro mente

Relata ainda distorções sobre o desmatamento e queimadas na Amazônia apresentadas em discursos do presidente na ONU. Em outro capítulo, considera as medidas que facilitam o acesso a armas uma ameaça à segurança da população. Também são citadas ameaças ao Estado de Direito, como a participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos.

Em 2016, exaltou o torturador Brilhante Ustra durante seu voto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Há outras centenas de comentários que seriam cômicos, se não fossem reais, como “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vou botar esses picaretas para correr do Acre. Já que gosta tanto da Venezuela, essa turma tem que ir para lá” (2018) ou “A atual Constituição garante a intervenção das Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem. Sou a favor, sim, de uma ditadura, de um regime de exceção, desde que este Congresso dê mais um passo rumo ao abismo, que no meu entender está muito próximo” (1999).

Diante de todo esse quadro de catástrofes, é penoso compreender que Jair Bolsonaro, antes mesmo dos mil dias de governo, antes até de virar presidente do Brasil, avisou a que veio. Atacou homossexuais (“Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”, 2011), mulheres (“Eu jamais ia estuprar você porque você não merece”, frase dirigida à deputada Maria do Rosário, 2003), indígenas (“Ele devia ir comer
um capim ali fora para manter as suas origens”, em 2008, em referência ao índio Jacinaldo Barbosa, que lhe jogou um copo de água durante uma audiência pública na Câmara para discutir a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol), negros (“Fui num quilombola [sic] em Eldorado Paulista. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Acho que nem para procriadores servem mais”, 2017, em palestra no Clube Hebraica).

Ele avisou. Sem dúvida, trata-se de um jeito peculiar de gerenciar. “Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio é muito mais saudável. Ajude o Brasil.” Bolsonaro emenda, à sua maneira, a governança em torno da pior crise hídrica desde 1930. “Aqui [no Palácio da Alvorada] são três andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio… Ajude a gente. Quanto menos mexer no elevador, mais economia de energia nós temos”. Esse é o método Jair Bolsonaro de governar.

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DF: 'Hulkinho do tráfico' é preso suspeito de vender combo de drogas e sexo

Homem vendia drogas durante programa e era conhecido como "Hulkinho" - Reprodução/Facebook
Homem vendia drogas durante programa e era conhecido como 'Hulkinho' Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

22/09/2021 13h41

Atualizada em 23/09/2021 08h58

Um homem de 27 anos, conhecido como Hulkinho do Tráfico, foi preso na tarde de ontem após investigações da Polícia Civil do Distrito Federal apontarem que ele era suspeito de tráfico de drogas em uma espécie de venda casada com programas sexuais.

Segundo a polícia, Jean Ferreira Leal era conhecido pelo apelido alusivo ao herói da Marvel, e atuava como garoto de programa nos Setores Hoteleiros Norte e Sul e também em festas direcionadas ao público LGBTQIA+.

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As investigações duraram cerca de um mês e apontaram que Hulkinho vendia drogas como cocaína e demais substâncias sintéticas a clientes de alto poder aquisitivo e que, geralmente, a comercialização acontecia durante a realização dos programas sexuais. A polícia ainda apontou que a venda de drogas também acontecia a outros garotos e garotas de programa, configurando tráfico de drogas.

Hulkinho - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Jean Ferreira Leal é conhecido como 'Hulkinho' Imagem: Reprodução/Instagram

A prisão ocorreu quando Hulkinho chegava a uma padaria da 313 Norte, em Brasília. Ele estava acompanhado de outros dois homens e resistiu à prisão jogando cadeira contra as autoridades, segundo a polícia. Os agentes registraram ter encontrado "uma grande porção de cocaína" e vários compridos de ecstasy com o suspeito, que se apresentou aos policiais com documento falso.

De acordo com a delegacia, Hulkinho possui diversos antecedentes criminais por tráfico de drogas, roubo e furto. Ele e os dois homens que estavam no local, de 22 e 29 anos, foram autuados em flagrante e levados à delegacia.

Hulkinho deve responder pelos crimes de resistência, tráfico de drogas e uso de documento falso.

UOL tenta localizar a defesa do suspeito, uma vez que a Polícia Civil afirmou não ter informação da constituição de defesa. Segundo informações preliminares, ele seria representado por um defensor público. A reportagem entrou em contato com a Defensoria Pública do Distrito Federal para posicionamento do profissional designado no caso, mas, até o momento, não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualização tão logo esclarecimentos sejam prestados.

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'Me distanciei do julgamento pessoal', diz Carla Diaz sobre ser Richthofen

Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais - Stella Carvalho/Divulgação
Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais Imagem: Stella Carvalho/Divulgação

Fernanda Talarico

De Splash, em São Paulo

23/09/2021 04h00

Em 2002, Suzane von Richthofen arquitetou o assassinato dos próprios pais com o namorado, Daniel Cravinhos, e o cunhado, Cristian Cravinhos. Prestes a completar 20 anos, dois filmes baseados no crime chegam amanhã ao Amazon Prime Video: "A Menina Que Matou os Pais" e "O Menino que Matou Meus Pais".

Cada um dos longas mostra uma visão diferente do crime: pela versão de Suzane von Richthofen, vivida por Carla Diaz, ou pela ótica de Daniel Cravinhos, interpretado por Leonardo Bittencourt.

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Em conversa com Splash, a atriz disse ter sido bastante desafiador interpretar uma pessoa real e que precisou se afastar do próprio julgamento para poder vivê-la de maneira que fosse próxima da realidade.

"Quando eu soube que eu iria fazer [o filme], sabia da responsabilidade de interpretar uma historia real de um dos crimes mais falados do Brasil, um dos mais chocantes e estarrecedores, que ainda gera muita discussão", conta.

Eu sabia que precisaria me distanciar do meu julgamento pessoal em relação ao caso, porque se não, não conseguiria interpretar com veracidade a personagem, ainda mais sendo em duas versões, dois filmes, que contam a mesma historia, por dois olhares diferentes.

Carla Diaz é Suzane Von Richthofen e Leonardo Bittencourt é Daniel Cravinhos - Stella Carvalho/Divulgação - Stella Carvalho/Divulgação
Carla Diaz é Suzane Von Richthofen e Leonardo Bittencourt é Daniel Cravinhos Imagem: Stella Carvalho/Divulgação

Três personagens

Como os títulos abordam diferentes versões do mesmo crime, os personagens apresentados também mudam: em "A Menina Que Matou os Pais", Suzane é manipuladora e seduz Daniel para a cometer os assassinatos; já em "O Menino que Matou Meus Pais", ela é uma garota doce e apaixonada, levada pelo namorado às drogas e à decisão de matar Manfred e Marísia von Richthofen.

Para Diaz, há também uma terceira versão de Suzane, a que é apresentada no tribunal. Nestas cenas, segundo a atriz, "a personagem tem outra nuance, outro tipo de construção, porque tem uma diferente de anos, ou seja, ela já está presa, em um tribunal, ela vai fazer a sua defesa".

Por essa ótica, a ex-BBB entende que ela e Leonardo Bittencourt acabaram vivendo três personagens diferentes ao longo dos dois filmes.

Para nós, atores, é um superdesafio um projeto desses, e até porque ele acaba sendo inédito: esse modelo de dois filmes contarem a mesma história, nunca aconteceu no cinema antes.

Desde que se descobriu a verdade sobre o caso, o crime sempre foi noticiado pela manchete de "filha mata os pais", deixando o protagonismo para Suzane. Sendo assim, Bittencourt disse ter usado os autos do processo — os mesmos usados para criar o roteiro — para compor Daniel Cravinhos.

Vera Zimmermann é Marísia Von Richthofen e Kauan Ceglio interpreta o irmão, Andreas Von Richthofen - Stella Carvalho/Divulgação - Stella Carvalho/Divulgação
Vera Zimmermann será a mãe de Suzane, Marísia Von Richthofen, e Kauan Ceglio interpreta o irmão, Andreas Von Richthofen Imagem: Stella Carvalho/Divulgação

Segundo o ator, os documentos eram bastante ricos em detalhes, com registros precisos de quando fatos aconteceram e até mesmo traços de comportamentos do casal.

Isso ajuda muito na composição de personagens reais, por mais que o rosto dele não seja não tão conhecido. Os fatos conhecidos são os mesmos para os dois.

Como foi?

Para gravar os dois "A Menina Que Matou os Pais" e "O Menino Que Matou Meus Pais", foram 33 dias de gravações que, segundo Carla Diaz, demandaram bastante de toda a equipe de produção.

Foi um recorde. E foi muito intenso, porque nós todos da equipe, tínhamos muita concentração e foco para poder realizar dois filmes e contar duas histórias, versões completamente diferentes, e trocar a chavinha quando precisava gravar outra versão. Foi único e muito diferente.

Tanto para a atriz, quanto para Bittencourt, as sequências feitas para representar o tribunal foram as mais difíceis de serem feitas. "A gente teve o cuidado de não mudar nenhuma palavra do que foi dito no julgamento", conta Diaz.

Foi muito emocionante porque todo o elenco e toda a equipe estavam presentes, fora a quantidade de figuração. E a direção de arte que fez, em um estúdio, o tribunal que parecia o do caso real. Aquilo tocou todos nós.

A composição dos personagens estava tão verossímil que, segundo Leonardo Bittencourt, uma pessoa da equipe que também esteve presente no julgamento real, elogiou o trabalhado dos atores e disse que a sensação era de reviver o momento.

Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais - Stella Carvalho/Divulgação - Stella Carvalho/Divulgação
Carla Diaz é Suzane Von Richthofen em A Menina Que Matou Os Pais Imagem: Stella Carvalho/Divulgação

A cena do crime

Para o ator que vive Daniel Cravinhos, a sequência do assassinato também não foi fácil de se reproduzir. "A cena das gravações do crime foram bem intensas, com dois dias de filmagens", conta.

Foi bastante dedicação, tanto mental quanto física, em que cada um teve o seu próprio processo.

Ao final das filmagens, o ator contou que todos da equipe se reuniram, deram as mãos, e fizeram um minuto de silêncio em respeitos às vítimas.

Controvérsias

Ao ser anunciado, o projeto dos dois filmes sofreu inúmeras críticas. Entre elas, sobre a possibilidade de humanizar os assassinos e também glamourizar o ato. No entanto, Diaz se sentiu imune às reclamações, pois acredita que os críticos, inicialmente, não tenham entendido o objetivo dos filmes.

As críticas não foram para mim, e houve um debate a partir do momento em que as pessoas não tinham todas as informações do projeto.

Por isso, mesmo com as críticas e possíveis controvérsias, Carla Diaz topou participar da produção. "Como artista, sabendo da responsabilidade de viver essa história real, aceitei esse desafio."

Para ela, a arte deve abordar todos os tipos de assunto, "ainda mais sobre um crime".

Parricídios são mais comuns do que a gente imagina, e isso nunca é debatido na sociedade. E por que não é falado? Tem que ser questionado. A arte está aí para questionar e, talvez, trazer alguma mudança positiva no final disso tudo.

Bittencourt concorda que é necessário continuar falando sobre parricídio — quando o crime envolve o assassinato de figuras paternais —, mesmo tantos anos depois do crime.

A gente precisa trazer o debate para evitar esse tipo de crime horroroso. O papel dos filmes, da arte como um todo, é trazer esse questionamento. A gente não vem para contar uma história e glamorizar, exaltar o ato, porque isso não seria nem possível, porque nada apaga o crime que eles fizeram. A nossa proposta é levantar o questionamento do que leva o ser humano a fazer um ato desses, e cada um na sua conclusão, chegar a uma resposta. Até porque a verdade, só os envolvidos sabem.

Carla Diaz como Suzane Von Richthofen - Divulgação - Divulgação
Carla Diaz como Suzane Von Richthofen Imagem: Divulgação

A presença de Suzane

Muito foi debatido sobre o envolvimento de Suzane von Richthofen em "A Menina Que Matou os Pais" e "O Menino Que Matou Meus Pais". Carla Diaz, contudo, é pragmática ao explicar que a condenada não participou de nada.

Para a atriz, não houve nem mesmo a possibilidade de encontrá-la para desenvolver melhor a personagem. "A produção nunca quis ter nenhum tipo de envolvimento com ninguém do caso real. Ou seja: os envolvidos não têm nenhuma ligação com as produções dos filmes", explica.

"A Menina Que Matou os Pais" e "O Menino Que Matou Meus Pais" mostram duas versões diferentes que podem ajudar a entender um pouco melhor um dos crimes que mais chocou o país.

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Bolsonaro precisa recalibrar seu viés de confirmação

21.set.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU - AFP
21.set.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU Imagem: AFP
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Cristina Tardáguila

Colunista do UOL

23/09/2021 10h43

Dez mentiras em 12 minutos. Nisso se resume o discurso que o presidente Jair Bolsonaro fez na última terça-feira diante do plenário das Organizações das Nações Unidas (ONU). Prova definitiva - e traduzida simultaneamente para diversos idiomas - de que o viés de confirmação do presidente anda fora de controle, fazendo do Brasil motivo de chacota.

Para que fique claro logo de início, o viés de confirmação não é uma doença. É algo que todos nós, seres humanos, carregamos. Segundo estudos comportamentais feitos no Reino Unido na década de 1960, trata-se da tendência que sentimos de favorecer - e de verdadeiramente acreditar - nas informações que confirmam nossas crenças, nossos gostos, nossos valores e nossos desejos - mesmo que essas informações sejam falsas e distantes da realidade. É, em miúdos, um abismo cognitivo perigoso contra o qual deveríamos lutar se quiséssemos estar bem informados. O que não parece ser o caso de Jair Bolsonaro.

Ipec: Lula no 1º turno e "Mito" acuado. Faz sentido PSDB X PT desde já?

Encaixa bem no viés de confirmação do presidente acreditar - e difundir - que, no último 7 de setembro, "milhões de brasileiros" foram às ruas "na maior manifestação de nossa história". É o viés cognitivo presidencial que repele o dado da PM de São Paulo que calculou 125 mil participantes nos eventos daquele dia - um total muito inferior ao registrado em outros momentos do país.

Cai bem ao presidente mentir sobre o fim da corrupção e a preservação da Amazônia. É o viés cognitivo que empurra Bolsonaro a realmente acreditar que o Brasil está livre de um dos crimes mais praticados no mundo e que, ao mesmo tempo, mantém uma excelente política ambiental. A cegueira é cognitiva e tapa a dura realidade dos tribunais e das florestas.

E é interessante ver como o presidente está completamente imerso nos três níveis - ou três graus - de viés de confirmação identificados pelos especialistas. Bolsonaro sofre de busca enviesada por informação, faz interpretações enviesadas dos dados e padece de memória seletiva.

Expliquemos.

busca enviesada por informação consiste na tendência humana de colocar a realidade em xeque a partir de uma única perspectiva ou hipótese. Você deve conhecer alguém assim. É aquele indivíduo que costuma iniciar uma análise ou um experimento científico a partir do final. Traz uma tese pronta e, a partir dela, constrói a pergunta que precisaria ser feita para confirmar sua hipótese. Inverte toda metodologia científica.

Sem fatos nem dados, Bolsonaro afirma que o Brasil estava à beira do socialismo quando ele tomou posse.

interpretação enviesada se dá quando, diante de provas cabais, dois seres humanos têm entendimentos opostos.

É por isso que, enquanto dezenas de mandatários do mundo olham para os testes feitos com cloroquina e ivermectina e veem o óbvio (que essas substâncias não são eficazes na prevenção ou combate à covid-19), o presidente do Brasil enxerga o oposto.

Para Bolsonaro, o fato de ele ter adotado o chamado tratamento precoce e de aparentemente não ter sofrido qualquer efeito colateral é prova suficiente de que todos poderiam fazer o mesmo.

E a memória seletiva se dá, por fim, quando o ser humano apresenta mais facilidade de lembrar aquilo que se encaixou perfeitamente com suas expectativas, deixando soterrado no fundo das lembranças situações em que se viu em contradição.

O fato de Bolsonaro ter dito na ONU que sempre apoiou a vacinação contra a covid-19 é sinal claro de que o presidente do Brasil padece de memória seletiva.

Além de não ter se imunizado, o presidente foi contra a compra da Coronavac produzida pelo Instituto Butantan, afirmou que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina" e solicitou à aliança internacional Covaxin Facility apenas a cota mínima de imunizantes.

E dá para retomar o controle do viés de confirmação?

Especialistas dizem que sim. Basta Bolsonaro querer seguir cinco passos bem delineados:

  1. Evitar hipóteses ou conclusões precipitadas, entrando em campo para colher evidências sobre um assunto e só depois analisá-las;

  2. Durante a análise das evidências coletadas, permitir-se trabalhar com várias hipóteses e ir descartando uma depois da outra até chegar à real. Jamais tomar o caminho contrário;

  3. Compartilhar as evidências coletadas e suas hipóteses com outras pessoas de outras bolhas, antes de tratá-las como definitivas (e de expô-las na ONU, por exemplo);

  4. Também colocar-se à prova e aceitar quando as evidências derrubam suas hipóteses;

  5. Lembrando, por fim, que as evidências podem e devem mudar com o passar do tempo. E que é preciso estar aberto a refazer todo o processo.

Fica a dica.

Cristina Tardáguila é diretora sênior de programas do ICFJ e fundadora da Agência Lupa

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Viagem de Bolsonaro deixou ainda mais clara sua IRRELEVÂNCIA

Um ex-deputado que passou 30 anos EMBROMANDO, mas que, numa pandemia, acredita que entende mais de imunologia do que os melhores imunologistas, 

NÃO é caso de análise política, é CASO de HOSPÍCIO.

O país parece destinado a passar vergonha, seja em restaurante estrelado em Paris, seja em calçada de Nova York

Bolsonaro não existe mais. Depois da tentativa de golpe do dia 7 de setembro, quando ficou claro que o Brasil consegue funcionar a despeito do que ele, as milícias e os caminhoneiros propõem, deixou de ter qualquer importância. Vai continuar esbravejando e causando, vai continuar fabricando Medidas Provisórias e PLs cheios de más intenções, mas o seu show acabou. Morreu. Se vai ser enterrado nas urnas ou antes disso só importa porque há muito a reconstruir no Brasil, e cada dia perdido é mais um prejuízo.

Bolsonaro juntou o que tinha e o que não tinha para a sua cartada golpista. Ao longo dia 7, mas sobretudo na noite tenebrosa do dia 6, o bolsonarismo veio com tudo. Felizmente havia adultos em Brasília, e eles tomaram providências. O tudo se fez nada muito rápido porque era nada desde o começo: onde o Messias se via como um leão rugindo, foi fácil perceber o pato, manco das duas patas.

A carta de Temer afastou o impeachment da fervura para o banho-maria, mas cortou as asas do pato e reduziu-o à sua devida dimensão.

Agora, a viagem a Nova York deixou ainda mais clara a sua irrelevância.

Não há político que já não tenha tentado passar a impressão de ser um sujeito humilde comendo na rua, mas até aqui não se tinha notícia de político comendo na rua por não cumprir normas sanitárias universais.

Bolsonaro não entende a liturgia do cargo, não compreende o que significa ser presidente.

Poderia comer até debaixo da ponte se estivesse com os papéis em dia, mas quando optou por se dizer não-vacinado se pôs no lugar do pária, aquele que ninguém quer por perto. A sua foto comendo pizza em pé na calçada, cercado de basculhos, vai entrar para a História como um dos pontos mais baixos da iconografia brasileira, páreo duro para a clássica farra dos guardanapos.

O país parece destinado a passar vergonha, seja em restaurante estrelado em Paris, seja em calçada de Nova York.

Como já era esperado, o discurso do presidente não fez o menor sentido, mas também não fez (ou faz) qualquer diferença. Não quer dizer nada.

Tanto faz o que ele diga ou o que deixe de dizer.

Discordo de quem acha que perdeu uma oportunidade de ouro para discutir grandes questões. Não se perde o que não se tem.

Bolsonaro não só não sabe separar os problemas do mundo das picuinhas domésticas, como já deixou de ser levado a sério como interlocutor no cenário internacional há bastante tempo. Ninguém mais presta atenção às suas palavras.

A única coisa que lhe restava a fazer era mesmo o que fez: usar o discurso de abertura da ONU como palanque para se dirigir aos seus fiéis, os únicos que ainda lhe dão ouvidos.

Nós jornalistas estamos falando e escrevendo sobre esse discurso desde terça-feira, mas estamos perdendo tempo. Um ex-deputado que passou 30 anos embromando, mas que, numa pandemia, acredita que entende mais de imunologia do que os melhores imunologistas, não é caso de análise política, é caso de hospício.

O mundo já percebeu isso, e aponta para o Brasil como uma piada que deu errado.

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Nova pesquisa mostra Lula perto da vitória em primeiro turno

Lula no meio do povo
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247 - Pesquisa do instituto Ipec, divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Jornal Nacional, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no limite da margem de erro para vencer no primeiro turno as eleições presidenciais do próximo ano. 

 Confira os dois cenários apresentados pela pesquisa:

Pesquisa Ipec
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Pesquisa Ipec

Em relação à pesquisa anterior, de junho, Lula mantém 11 pontos percentuais a mais do que a soma de todos os seus possíveis adversários, o que o levaria a vencer no 1º turno se as eleições fossem hoje.

O levantamento do Ipec foi feito de 16 a 20 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.

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O que a Folha pensa: Pária na calçada

Bolsonaro usa assembleia da ONU para delírios voltados à minoria que o apoia

Jair Bolsonaro deu novamente as costas para o mundo ao se apresentar no púlpito da Organização das Nações Unidas para discursar na abertura da sua assembleia anual, nesta terça-feira (21).

Como em ocasiões anteriores, sua fala foi dirigida especialmente para a minoria que ainda apoia seu desacreditado governo, de cuja fidelidade o mandatário depende para sustentar sua campanha à reeleição no ano que vem.

Algo mais moderado, Bolsonaro mostrou preocupação em abordar temas que, em seu governo, geram desgaste para a imagem do país. Em que pese a tentativa, tudo o que tinha a oferecer eram fantasias que só seduzem os mais radicais de seus adeptos.

Ao discorrer sobre a política ambiental, distorceu números, minimizou receios e enalteceu a legislação brasileira —a mesma que ele busca enfraquecer sem descanso desde que tomou posse.

Numa tentativa covarde e canhestra de se eximir de responsabilidade pelo fracasso no enfrentamento da pandemia e na recuperação da atividade econômica, culpou governadores e prefeitos pela fome, pelo desemprego e até pelo descontrole da inflação.

Destacou a vacinação no país, como se o mundo ignorasse as medidas que tomou para sabotar os esforços dos governos locais e sua negligência na crise sanitária. Teve ainda a desfaçatez de oferecer lições a outros governantes.

Voltou a defender o uso de remédios que se provaram ineficazes contra a Covid e criticou os países que passaram a exigir comprovantes de vacinação em suas fronteiras.

Com a economia andando de lado, disse que não há no mundo porto mais seguro para os investidores do que o Brasil e apontou como prova da confiança em seu governo o apoio das multidões sectárias que foram às ruas atender a seus apelos golpistas no 7 de Setembro.

Para frustração dos diplomatas ingênuos que sonhavam com a aparição de um estadista magnânimo no palco da ONU, sugestões de moderação do discurso foram ignoradas, e Bolsonaro pôde se apresentar mais uma vez como o radical que seus seguidores idolatram.

Se o contraste entre as palavras e a realidade é gritante, as imagens produzidas pelo mandatário em sua passagem por Nova York deixaram claras suas intenções.

Com entrada restrita nos restaurantes da cidade por não ter se vacinado, o chefe do Executivo fez questão de divulgar imagens em que comia pizza com assessores na calçada. Em outra ocasião, seu ministro da Saúde permitiu-se fazer, de dentro de um carro, um gesto obsceno para manifestantes.

Ao ostentar o negacionismo, Bolsonaro acena para o eleitor que ainda vê nele o rebelde transgressor que prometia enfrentar as elites e consertar o país. Para o resto do mundo, fica apenas mais um retrato do isolamento do presidente que não governa e não se importa em ser visto como pária.

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Prevent Senior escondeu que morte do médico negacionista Anthony Wong foi por Covid

Médico Anthony Wong
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247 - Investigada pela CPI da Covid, a rede Prevent Senior escondeu que a Covid-19 foi causa da morte do médico pediatra e toxicologista Anthony Wong, usado como referência por bolsonaristas na defesa da hidroxicloroquina. De acordo com a revista Piauí, o atestado de óbito não mencionou a Covid-19 nem como causa básica nem secundária, e informou somente as doenças que decorreram da Covid-19. No campo da causa mortis, disse o seguinte: choque séptico, pneumonia, hemorragia digestiva alta e diabetes mellitus. A menção à morte decorrente da Covid-19 é obrigatória, segundo orientação das secretarias de Saúde dos estados.

Ele morreu em janeiro por causa da Covid-19 e foi "tratado" pela médica negacionista Nise Yamaguchi, também alvo da CPI, que já ouviu a médica. 

A Piauí informou: "O médico faleceu às 17h25 do dia 15 de janeiro. O atestado de óbito, no entanto, deveria informar que Wong teve Covid porque a infecção pelo vírus foi o que motivou todas as complicações subsequentes que o mataram. É essa a orientação das secretarias de Saúde dos estados, inclusive a de São Paulo. 'A declaração de óbito deveria mostrar o código para Covid senão como causa básica da morte, ao menos como causa secundária', afirma o epidemiologista Wanderson Oliveira, que elaborou os protocolos de manejo de corpos do Ministério da Saúde quando era secretário de Vigilância em Saúde, na gestão de Luiz Henrique Mandetta. Mas o atestado de Wong não menciona Covid nem como causa básica nem secundária. Em vez disso, limita-se a informar as doenças que decorreram da Covid. No campo da causa mortis, diz o seguinte: choque séptico, pneumonia, hemorragia digestiva alta e diabetes mellitus. A única doença prévia de Wong, no momento em que foi internado, era uma diabetes leve, que ele vinha tratando com medicação adequada. As outras três intercorrências – o choque séptico, a pneumonia e a hemorragia digestiva – foram provocadas por complicações do tratamento da Covid".

Em outubro de 2020, Wong fez declarações defendendo a "intervenção vertical", que é o isolamento somente de idosos e gestantes.

No dia 17 de novembro, Wong foi internado no hospital Sancta Maggiore do Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo. O estabelecimento pertence à rede Prevent Senior, que está sendo investigada pela CPI da Covid sob suspeita de irregularidades na pandemia. 

Quando deu entrada no Sancta Maggiore, o médico contou que estava com sintomas de Covid-19 havia oito dias. Também disse que vinha fazendo uso de hidroxicloroquina. A presença do Sars-CoV-2 foi confirmada após um exame de PCR feito no hospital. Era a segunda vez que Wong contraíra a doença. Ele havia contraído o vírus em abril de 2020, mas recuperou-se bem.

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'Comitiva brasileira cometeu cenas inacreditáveis de degradação', escreve Rosângela Bittar

Jornalista Rosângela Bittar e a comitiva presidencial brasileira em Nova York


247
 - "O balanço dos vexames de Jair Bolsonaro na 76.ª Assembleia-Geral da ONU mostrou como um governante pode estragar uma conquista da diplomacia do seu país", escreve a jornalista Rosângela Bittar em sua coluna publicada no jornal O Estado de S.Paulo. "A comitiva do governo brasileiro, sem agenda, seguiu o mestre, promovendo cenas inacreditáveis de degradação", diz. "Bolsonaro contamina o cargo com sua incivilidade e péssima educação".

De acordo com a jornalista, "almoçar uma pizza na calçada porque, ao descumprir regras sanitárias de Nova York, está proibido de entrar em restaurantes, não é uma cena natural para um presidente da República". 

"A data de ontem, reservada à audiência mundial do pensamento brasileiro, foi desperdiçada. Bolsonaro proferiu o discurso de sempre, sem alma, sem ideias, recheado de mistificações. Apresentou-se, mais uma vez, como o garoto-propaganda da cloroquina, na desqualificada forma da defesa do tratamento precoce da covid-19. No item Meio Ambiente, de interesse extremo para todas as nações, pinçou dados que disfarçam sua sanha destruidora e a incompetência do governo", afirma.

"Se não sabia, o mundo percebeu, nesta terça-feira, que o Brasil é um país encurralado por seu presidente e este, um ser isolado do planeta".

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Bolsonaro aproveita ONU para mandar cinco recados; veja quais são

CPI, agronegócio e evangélicos estão entre públicos que presidente buscou em seu discurso
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU) Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU) Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

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BRASÍLIA — Em sua terceira participação na Assembleia Geral da ONU, o presidente Jair Bolsonaro se isolou ainda mais, seja pelo fato de ser um dos poucos líderes mundiais a não ter se vacinado, seja por negar os problemas ambientais na região amazônica e o efeito da pandemia que matou mais de 590 mil brasileiros. Ao invés de tentar melhorar a imagem chamuscada do país no exterior, Bolsonaro preferiu adotar um discurso radicalizado, voltado aos seus apoiadores.

O tom de sua fala na sede das Nações Unidas lembrou mais as suas "lives" semanais, quando profere  inverdades, e menos a carta de pacificação que escreveu com a ajuda do ex-presidente Michel Temer, após fazer ameaças antidemocráticas nos atos do 7 de Setembro e ficar sob pressão. De olho na reeleição em 2022, Bolsonaro aproveitou a sua fala de 12 minutos para enviar recados.

Veja os principais:

1 - Tratamento precoce

Com o país prestes a ultrapassar 600 mil mortos pela pandemia, Bolsonaro redobra o discurso negacionista e defende o tratamento precoce em um palco global. Isso não é por acaso: ocorre em um momento em que a CPI da Covid no Senado faz importantes descobertas com o uso da cloroquina em "cobaias humanas" da rede de hospitais Prevent Senior. Com a previsão do fim da comissão nas próximas semanas, o presidente tenta usar o discurso como um antídoto das acusações que certamente sofrerá. Essa nova postura do governo, mais radical nos temas da pandemia, é vista até mesmo na alta polarização do Ministério da Saúde, que mudou a orientação de vacinação para adolescentes, contrariando cientistas e a própria Anvisa.

Neste ponto, Bolsonaro aproveita a ONU para partir para o ataque: "Não entendemos porque muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos."

2 - Meio ambiente

Tema que mais provoca expectativas no exterior, o meio ambiente foi tratado por Bolsonaro com dados estatísticos a seu favor. Porém, ele faz cortes temporais das informações que apenas beneficiam sua administração, sem uma análise profunda. Isso gera uma guerra de narrativas que afeta a sua segunda parte do recado que pretendeu mandar sobre o tema: cobrar mais envolvimento e recursos dos países ricos na agenda verde.

O pedido de maior engajamento e dinheiro das nações desenvolvidas tinha tudo para tirar Bolsonaro do isolamento ambiental em que ele tem posto o país, mas a falta de credibilidade afeta este ponto, o único em que sinalizou com algum acordo, ao dizer que, na COP-26, "buscaremos consenso sobre as regras do mercado de crédito de carbono global".

3 - Agronegócio

Bolsonaro se portou como um embaixador do agornegócio braileiro.  Afagou o campo, base importante de seu apoio e responsável por enviar pessoas às manifestações de apoio ao governo. Bolsonaro defendeu o direito de "usar terras para a agricultura", em um sinal indireto sobre o julgamento que o STF faz sobre o marco temporal das demarcações de terras indígenas. Disse que a agricultura brasileira é de baixo carbono e que alimenta o mundo.

4 - Investidores e mercado

Se na pandemia Bolsonaro não se fia na ciência, na economia abusa dos números. Seu discurso tentou vender um país que cresce, atrai investimentos e se moderniza. Porém, o que poderia ser visto como uma tentativa de atrair ainda mais recursos para o Brasil pode ser um tiro no pé. As previsões econômicas de crescimento e inflação pioram a cada dia. Conforme seu próprio ministro da Economia admite, graças aos "ruídos políticos", como os que Bolsonaro fez em todo o resto de seu discurso.

5 - Incendiando sua base com um Brasil sem problemas

Bolsonaro falou para a sua base. Disse que o país está, há dois anos e oito meses, sem corrupção, ignorando investigações, CPIs e denúncias que já afetaram até ministros de seu governo, como o do Turismo. Afirmou que agora tem um presidente temente a Deus e que o país é baseado na "família tradicional", o que funciona como boa "cortina de fumaça" para os problemas do país e engaja apoiadores, sobretudo evangélicos. Não tratou de questões como o aumento da fome, desemprego recorde, ou meio de enfrentar estes problemas, muito menos pedir colaboração ou articulação global para esses flagelos que são também planetários. Ao criticar a imprensa, ao dizer que mostraria o país que não está "nos jornais ou em televisões", falou para a sua base fiel. O discurso impresso, distribuído pelo governo, previa trecho que dizia que "o Brasil tem um presidente que acredita em Deus, respeita a Constituição e seus militares", mas Bolsonaro acabou cortando a referência às Forças Armadas.

*Uma versão anterior informava, erroneamente, que Bolsonaro citou os militares no discurso. Isso consta da transcrição oficial repassada pelo governo, mas ele não falou dos militares na ONU. Este texto já está corrigido.

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Bolsonaro em NY foi do vexame à irrelevância e terminou num festival de mentiras | Míriam Leitão - O Globo

Bolsonaro discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU

O discurso de Bolsonaro na ONU tem um volume tão grande de mentiras que é difícil listar as afirmações e se pode perguntar qual delas você prefere: que o Brasil estava à beira do socialismo ou que as manifestações de 7 de setembro foram as maiores da História?

Bolsonaro sucedeu ao governo Temer que é um político de direita, os governos anteriores do PT não estavam levando ao socialismo, seja lá o que for isso num momento em que a China é um país de capitalismo estatal. A sua afirmação de que a agricultura ocupa apenas 8% do território nacional, não considera que 22% são ocupados pela pecuária. Os números na área ambiental estão errados, o Brasil não tem 66% de vegetação nativa intacta exatamente como estava em 1.500.

O Brasil tem de fato uma enorme área preservada, apesar de todos os esforços do seu governo de destruir. O número que deu de queda do desmatamento não tem a ver com a realidade do seu governo em comparação às administrações que o precederam.

O presidente está falando de um país em que os investimentos estão crescendo e um dos exemplos que dá é a venda de aeroportos. Na verdade, mesmo o governo do PT vendeu aeroportos.

Mas há dois pontos importantes para entender essa viagem. Primeiro o vexame: o presidente não poder comer dentro de um restaurante, ou a comitiva, incluindo o ministro da Saúde, fazendo gestos obscenos para manifestantes é extremamente vergonhoso.

A conversa com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson foi um vexame e uma demonstração de que ele nao tem um mínimo de jogo diplomático. O que ele deveria ter dito ao premier é que o nosso principal instituto científico federal, a Fiocruz, é parceiro da Universidade de Oxford exatamente na produção da vacina que ele recomendou, a Astrazeneca. Mas ele preferiu confirmar sua fama de exótico que tem diante do mundo. Há um momento no discurso que ele diz que seu governo recuperou a credibilidade externa do Brasil. É exatamente o oposto disso.

Mas o mais triste é pensar na oportunidade perdida. A mudança climática dá muito mais força ao discurso ambiental que o Brasil já teve no passado, desde que sediou a reunião precursora, a Rio 92. Bolsonaro foi, gastou nosso dinheiro, levou uma comitiva com vários integrantes sem qualquer justificativa para estar ali, mostrou a condição pária do país, e fez um discurso pífio e mentiroso. Não vale os impostos nossos gastos nessa viagem.


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Projeções na cidade de Nova York denunciam Bolsonaro e a destruição da Amazônia

Protestos contra Bolsonaro em Nova York
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Nova York, 21 de setembro de 2021 - Na véspera do discurso de Jair Bolsonaro na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA), ativistas projetam imagens ao lado da ponte do Brooklyn alertando sobre os perigos da chegada do presidente não-vacinado. As imagens destacam a agenda anti-ambiental de Bolsonaro, que levou à destruição generalizada da floresta amazônica, aos ataques sistemáticos aos direitos dos povos indígenas no país, ao manejo inadequado da pandemia e ao enfraquecimento das instituições democráticas no Brasil. Ativistas e aliados brasileiros estão convocando os líderes mundiais e a comunidade global para responsabilizar Bolsonaro pelas múltiplas crises que seu governo causou no país e globalmente.

A participação de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU tem sido cercada de polêmica desde que o presidente declarou sua condição de não vacinado, o que viola o mandato interno de vacinação de Nova York. Seu desrespeito coloca em risco todos com quem ele entra em contato; de funcionários de hotéis e restaurantes a delegados e funcionários da ONU. Conforme noticiado na imprensa, a equipe de Bolsonaro passou a semana tentando contornar a ordem do prefeito da cidade, Bill De Blasio, tentando fazer acordos para que ele não tivesse que ser vacinado para comparecer.

O Comitê Defend Democracy in Brazil (DDB-NY) está organizando uma série de atos e fez parceria com The Illuminator e Greenpeace USA para projetar as imagens às vésperas da Assembléia. Os protestos de rua estão sendo organizados com grupos de base de ação climática, anti-fascistas e de brasileiros em Nova York.

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“As ações do Bolsonaro no Brasil são um ataque direto aos direitos humanos, ao meio ambiente e à saúde global. Ao se gabar de sua condição de não vacinado na cidade de Nova York, Bolsonaro mostra seu total desprezo pela vida humana e pelas famílias das vítimas do COVID-19 no Brasil e nos Estados Unidos. As ações de Bolsonaro não devem ficar impunes. Ele mentiu em seus discurso na ONU no passado e o fará novamente. Ele precisa ser envergonhado, se não for coibido pela própria ONU”, disse Natália de Campos, do DDB-NY.

O Comitê Defend Democracy in Brazil formou uma coalizão com outros grupos e juntos se manifestaram contra Bolsonaro já em maio de 2019, repudiando suas visões racistas, homofóbicas e anti indígenas. [1] Vários grupos desta coalizão agora organizam uma manifestação em 21 de setembro na 2ª avenida com a rua 45, enquanto Bolsonaro falará na Assembléia Geral da ONU.

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Google vence blogueiro Allan dos Santos na Justiça e não reativa seu canal no YouTube

Allan dos Santos
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Revista Forum - O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, do canal Terça Livre, acionou a Justiça contra o Google, que é dono do YouTube, para pedir a reativação de seu canal pessoal, excluído após infrações aos termos de uso. Ele perdeu em primeira e, recentemente, segunda instância.

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O blogueiro de extrema-direita usou seu canal pessoal do YouTube para fazer transmissão depois que o Terça Livre foi removido da plataforma. A punição foi por, entre outras coisas, publicar vídeo com fake news sobre as eleições americanas e a defesa da invasão do Capitólio (leia a íntegra na Revista Forum).

______________________________________________////////////https://oglobo.globo.com/mundo/ao-vivo/colunistas-do-globo-analisam-o-discurso-de-bolsonaro-na-onu.ghtml

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Jamil Chade - "Vergonhosa", fala de Bolsonaro é recebida na ONU com indignação e chacotas

Colunista do UOL 21/09/2021 12h06

Delegações estrangeiras receberam o discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na abertura da Assembleia Geral da ONU como uma mistura de indignação, decepção e ironias. 

Representantes de seis países diferentes consultados pelo UOL foram unânimes em alertar que, diante do descrédito completo do brasileiro no cenário internacional, o presidente "afundou" o país num isolamento ainda maior.

Existia uma esperança por parte de algumas delegações de que houvesse uma mudança de tom adotada pelo Brasil, diante da fragilidade internacional de Bolsonaro.

Mas, para a surpresa de muitos, o que se viu foi um discurso ainda mais radical e repleto de desinformação. 

"Fakenews speech (discurso)", escreveu um negociador alemão, assim que terminou sua fala. 

"Vergonhoso", disse outro representante europeu. 

Jornais como o Washington Post descreveram a fala como "embaraçosa", enquanto o Guardian destacou como o brasileiro atacou a exigência de um passe sanitário, uma realidade nos EUA e na Europa.

Já o New York Times apontou como Bolsonaro defendeu remédios sem comprovação científica, enquanto dezenas de comentaristas americanos ironizaram quando o serviço de conferências da ONU entrou em cena para desinfectar o pódio após sua fala.

Joe Biden seria o próximo. 

Os dois líderes não se cruzaram nos bastidores.

"O Brasil transformou a tribuna mais sagrada da diplomacia em um disseminador de mentiras e vergonhas", acusou outro delegado.

Indignados ainda ficaram representantes da OMS, quando Bolsonaro falou sobre tratamento precoce contra a covid-19 sem qualquer tipo de comprovação científica. 

"O negacionismo na abertura de uma Assembleia Geral é um dos pontos inesquecíveis dessa pandemia", ironizou um dos funcionários da agência.

Mesmo dentro do Itamaraty, à medida que o discurso era lido, embaixadores experientes e diplomatas não conseguiam esconder a revolta. 

"Vergonha alheia", escreveu por mensagem à coluna um deles.

Para delegações estrangeiras, a desconfiança internacional será ainda maior em relação ao Brasil depois da fala. 

"Como é que o governo quer que os demais parceiros o levem a sério", questionou um governo europeu. 

Na avaliação de membros do bloco, as mentiras contadas pelos governos ao longo de mais de dois anos de governo Bolsonaro pareciam que não conseguiriam mais ser superadas. 

Até que chegou a vez do presidente subir ao púlpito da ONU nesta terça-feira.

Para um delegado de um país vizinho do Brasil na região, o tom do presidente foi revelador de um líder que está isolado no mundo e opta por ampliar essa marginalização.

Indígenas e Clima

Mas foram as supostas GARANTIAS de que o Brasil PROTEGE seus INDÍGENAS e sua FLORESTA que criou uma REAÇÃO MAIS INDIGNADA.

Para diplomatas estrangeiros, as palavras não apenas caíram num vazio, mas ampliaram o descrédito do presidente. 

"O Brasil apenas será levado a sério quando provar cada passo que der", disse um deles. 

Isso significa, segundo eles, mostrar a redução do desmatamento a cada mês, o compromisso com indígenas e ativistas de direitos humanos e o respeito pela democracia.

"Todas as informações que temos vão no sentido contrário da fala do presidente", afirmou outro delegado, apontando para o desmonte da FUNAI e de instituições de controle da floresta.

A garantia de democracia também se contrasta com os alertas emitidos pela ONU, que apontou na semana passada estar preocupada com a crise entre os poderes e que fez um apelo para que o estado de direito fosse preservado.

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Como o 11 de setembro criou uma distopia de vigilância nos EUA

Passada a onda de horror causada pela morte repentina de 2.977 cidadãos, o que restou aos EUA foi tentar assimilar o simbolismo por trás dos ataques de 11 de setembro de 2021 — 20 anos atrás. Os alvos dos aviões, as torres do World Trade Center, eram ícones da supremacia global estadunidense. A principal mensagem, no entanto, era outra: a segurança nacional dos EUA parecia ser mais frágil do que qualquer um poderia supor. Como, afinal, uma organização terrorista internacional enviou homens para o país e conseguiu tirar do papel um plano dessa magnitude?

“Investigações feitas por jornalistas e pelo Congresso dos EUA depois dos atentados mostraram que, se as agências de inteligência norte-americanas tivessem uma atuação mais efetiva e, principalmente, mais coordenada, o 11 de setembro seria evitável”, diz José Antonio Lima, professor de Geopolítica e Economia Internacional da Faculdade Cásper Líbero. “Vários terroristas que participaram daquele ato estavam na lista das agências. Então, houve um conjunto de falhas que permitiram um ataque desse tamanho”.

O 11 de setembro pedia uma resposta imediata. E isso mudaria para sempre a atuação das agências de inteligência e de órgãos de vigilância e controle nos EUA. Sob o argumento da manutenção da segurança nacional — e a eliminação de uma ameaça terrorista que, à época, ainda não se sabia ao certo o tamanho — a vigilância se tornou redobrada e impacta o mundo e a internet até hoje.

Nossa responsabilidade já está clara: responder a esses ataques e livrar o mundo do mal. […] Esta nação é pacífica, mas feroz quando enfurecida. O conflito começou no momento e da maneira que os outros queriam. E vai acabar do nosso jeito e na hora que escolhermos. ”

George W. Bush, em discurso feito em 14 de setembro de 2001

O problema é que integrar os sistemas de investigação e fazer nascer nova estratégia de combate ao terror às pressas não era das tarefas mais fáceis. “Agências de vigilância e serviços de inteligência foram construídos para monitorar sistemas de comunicação na era da Guerra Fria”, diz Christopher Parsons, pesquisador do Citizen Lab, da Universidade de Toronto, no Canadá. “Então, começa a haver a migração para plataformas de comunicação mais modernas — e essas agências não estavam nem um pouco preparadas”.

Após a dissolução da União Soviética, o investimento em programas de espionagem e vigilância acabou perdendo prestígio. A aparente queda de importância fez com que o setor perdesse relevância no orçamento, com repasses cada vez mais limitados pelo Congresso. Quando os EUA foram atacados, tudo isso mudou. “O que observamos, imediatamente após os ataques de 11 de setembro, é uma grande retomada de investimentos na NSA [Agência Nacional de Segurança, na sigla em inglês]”, diz Parsons. 

Faltava, porém, dispositivos legais que dessem respaldo às novas funções das agências. O primeiro marco nesse sentido foi o Ato Patriota (Patriot Act, do inglês), muito discutido no Congresso estadunidense e defendido pelo ex-presidente George W. Bush, que passou a valer em outubro de 2001 — 45 dias após os atos de 11 de setembro. O que a medida fez foi aumentar penas para crimes de terrorismo, mas também expandiu a capacidade de vigilância das agências de inteligência e criou mecanismos para facilitar o intercâmbio de informações entre as agências.

O FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act), de 1978, criado para justificar a vigilância de agentes estrangeiros quando o comunismo era a grande ameaça, também recebeu uma série de emendas dias após os atentados de 11 de setembro. Assim, uma sequência de legislações paralelas fez crescer o poder das agências de inteligência e deu gás aos programas de espionagem.

Vigilância por um bem maior?

O fato é que, com essa expansão, surgiu a possibilidade de que órgãos do governo, como a NSA, tivessem acesso a informações particulares de cidadãos. Entram nesse balaio ligações telefônicas, trocas de e-mails, mensagens de texto, coletas de dados sobre o histórico bancário e de crédito e a atividade de pessoas físicas na internet — que, à época, ainda dava seus primeiros passos.

Órgãos como a CIA, por exemplo, deixaram de apenas reunir informações e passaram a caçá-las diretamente da fonte. Para isso tudo dar certo, tornou-se aceitável vasculhar a vida de pessoas para conter ameaças terroristas em potencial. A troca parecia justa: ao abrir mão de sua privacidade, cidadãos estariam mais protegidos de futuros ataques terroristas. Bem, pelo menos era o que prometia o governo.

Essa busca, porém, patinou — sobretudo no início. Segundo aponta este relatório da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), estima-se que, entre 2003 e 2006, 192,5 mil Cartas de Segurança Nacional (NSLs, da sigla em inglês) foram emitidas no país. Esses documentos davam ao FBI o poder de obrigar a divulgação de registros de clientes — sob o pretexto de investigar supostas ameaças terroristas. Apenas uma entre essas centenas de milhares de autorizações para investigação amparadas pelo Ato Patriota, no entanto, serviu para identificar uma atividade terrorista.

Essa proporção não melhorou muito nos anos seguintes. Em 2010, cerca de 1% das investigações do tipo estavam relacionadas ao terrorismo — 76% delas tinham a ver com drogas, um objetivo secundário. A NSA, porém, sempre bateu o pé para defender a importância desse acesso facilitado aos dados por parte de agências. Em 2013, o general Keith B. Alexander, chefe da NSA na época, afirmou que os programas de vigilância implementados desde 11 de setembro permitiram ao governo prevenir mais de 50 ataques terroristas. O fato é que, independentemente da eficácia, um volume imenso de dados — a maior parte,  de cidadãos comuns — passou a se acumular sob a tutela de órgãos do governo.

Planos revelados

As provas de que os EUA formaram um complexo de inteligência que poderia ameaçar a liberdade dos cidadãos, ganharam o mundo apenas anos mais tarde. O principal escândalo foi trazido à público em 2013 por Edward Snowden, ex-agente da CIA que vazou informações sigilosas envolvendo projetos de segurança nacional dos Estados Unidos. As revelações detalhavam o funcionamento de programas de vigilância usados para a espionagem da população americana. Via servidores de empresas como Google, Apple e Facebook, o governo estadunidense estendia sua influência pelo mundo, monitorando conversas sigilosas de membros do governo de diversos países — incluindo o Brasil.

“O fato é que as revelações feitas pelo Snowden acabaram provocando uma onda de revisões sobre as práticas das agências de inteligência, não só nos Estados Unidos mas em outros países, principalmente da Europa”, explica Lima. Em 2015, durante o governo Obama, foi aprovada uma outra legislação que modificava várias previsões feitas no Ato Patriota, o USA Freedom Act, que acabaram reduzindo o poder das agências de vigilância.

Essa “pisada no freio” se refletiu no orçamento federal dedicado à inteligência. Se no final da década de 1990, eram investidos cerca de US$ 40 bilhões ao ano — volume que saltou para US$ 100 bilhões em 2010 — hoje, esse montante está na casa dos US$ 80 bilhões.

Em 2019, a NSA anunciou que encerraria a coleta em massa de registros de telefone e de conversas por texto. A agência citou “irregularidades técnicas” para explicar a decisão. O fato é que, além de invasivo, seu programa de espionagem de dados dos cidadãos simplesmente nunca funcionou bem o suficiente. Pelo menos, não a ponto de justificar os altos investimentos.

Essa saída de cena por parte da NSA não significa dizer que o governo americano abandonou sua veia para espionagem. Em julho deste ano, o FBI apareceu entre os órgãos de vigilância que se beneficiavam do spyware Pegasus, programa feito para espionagem de usuários, criado pela empresa israelense NSO Group. A lista de pessoas observadas incluía 189 jornalistas, mais de 600 políticos e oficiais de governo, 65 executivos e 85 ativistas de direitos humanos.

Qual o tamanho da ameaça terrorista hoje?

“Mesmo um analista do FBI teria dificuldade em responder essa pergunta”, comenta Lima. “O que é seguro dizer é que o fato de o Estado Islâmico ter perdido territórios que ocupava no Iraque e na Síria, depois do combate realizado contra vários países, acaba por dificultar o processo de doutrinação de pessoas em outros lugares, inclusive nos EUA”.

Ainda que novos ataques coordenados possam parecer improváveis, o combate ao terrorismo seguirá sendo um argumento para justificar a vigilância sociedade americana. E isso deve continuar assim pelo menos enquanto a memória dos ataques de 11 de setembro estiverem tão vívidas entre os cidadãos. Como apontou uma pesquisa do Pew Research Center divulgada no início de 2021, defender a sociedade contra o terrorismo está no top 4 da lista de prioridades entre os estadunidenses. De acordo com 63% dos entrevistados, o presidente e o Congresso precisam colocar a pauta à frente de qualquer outra demanda — como a recuperação da economia ou mesmo a pandemia do coronavírus, que aparecem como prioridade máxima para 80% e 78% da população, respectivamente.

O desafio, porém, é ouvir demandas de associações que analisam a privacidade no meio digital — e frear o apreço pela espionagem que agências do governo americano incorporaram ao longo dos últimos anos. “Não se deve pesar para nenhum dos lados, mas buscar o equilíbrio. É um debate que não tem fim. Vai haver sempre uma disputa entre a sociedade e as forças do Estado, a respeito de onde esse equilíbrio deve ficar”, diz Lima. “O que é fundamental é que a sociedade tenha alguma capacidade de supervisão sobre o trabalho das agências de inteligência”.

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Racismo e miséria marcam história de quilombola amarrado e agredido por empresário no Rio Grande do Norte

Jovem negro, órfão e dependente de álcool contou como um comerciante de Portalegre, no interior do estado, o amarrou e o espancou; agressão foi filmada e divulgada nas redes sociais
Luciano Simplício, que vive em situação de rua, foi amarrado e agredido Foto: Rafael Duarte
Luciano Simplício, que vive em situação de rua, foi amarrado e agredido Foto: Rafael Duarte

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NATAL - Até o século XIX, as pessoas escravizadas eram castigadas com chicotes e os quilombos se formaram para escapar deste e de outros tipos de violência. No século XXI, essa tortura voltou a ser aplicada no quilombola Francisco Luciano Simplício, de 23 anos, por mais de uma hora. O jovem negro, órfão e dependente de álcool contou ao GLOBO como um comerciante de Portalegre, no interior do Rio Grande do Norte, o amarrou e o espancou.

A agressão teve cenas filmadas e se disseminou nas redes sociais. O empresário Alberan de Freitas Epifânio foi preso mas não ficou atrás das grades. No canto da sala de uma casa sem reboco, atrás do matadouro municipal de Riacho da Cruz, a pouco mais de 5km de Portalegre, Luciano teme novas agressões.

O quilombola conta que teve a camisa retirada para o espancamento, depois de ter atirado uma pedra na porta de madeira da loja de Alberan porque lhe negaram carne e cachaça de um churrasco que o acusado fazia com amigos.

— Ele ficou dando (golpes de corda) em mim. Me arrastou pela corda. Passei dois dias com o olho roxo. Foram chutes, socos, pisões nas costas — recorda Luciano, acrescentando que Alberan foi ajudado pelo servidor público André Barbosa.

Chute nos genitais

Segundo o quilombola, Barbosa o segurou e lhe deu ao menos um chute nos genitais. Alberan e o amigo tiveram a prisão preventiva decretada. Alberan foi detido na sexta-feira. André não foi localizado e chegou a ser considerado foragido. Mas o Ministério Público foi contrário à continuidade da prisão, alegando que os acusados têm bons antecedentes.

Alberan foi denunciado por outro episódio de racismo em junho de 2020, quando teria chamado Saulo Mikael Vieira Rocha de “nego safado”, “nego b...”, e dito “você é um nego b...” e “suma do meu comércio que nem de nego eu gosto”. Como ainda não há uma sentença sobre o caso, o comerciante, perante a Justiça, continua a ter bons antecedentes. Luciano recorda que, abordado por moradores que pediam a ele que parasse a surra, o comerciante ameaçava a todos, dizendo que, “se insistissem, me soltaria e amarraria outra pessoa em meu lugar”.

O delegado responsável pelo caso, Cristiano Zadrozny, considera que Luciano foi torturado. Mas o advogado dos dois acusados, Genilson Pinheiro de Morais, disse que Alberan teria agido “no calor da emoção do momento” após ser ameaçado por Luciano:

— Alberan foi agredido com palavras por esse cidadão. Ele ameaçou dar cinco facadas em Alberan e está sendo processado por lesão corporal.

Luciano Simplício está desempregado e estudou até a 4ª série, mas não sabe ler nem escrever. Órfão, herdou a casa dos pais e conta com a ajuda financeira de uma irmã. Tem duas passagens pela polícia: uma por furto de motocicleta e outra por dirigir embriagado. Nasceu no Pêga, um dos quatro quilombos de Portalegre, município com a maior concentração destes povoados no estado, que tem 33 comunidades certificadas.

“Hora dos miseráveis”

Até meados dos anos 1970, brancos e pretos não frequentavam os mesmos espaços em Portalegre. Era comum que os negros só descessem dos quilombos para a cidade aos domingos. Nas festas no Mercado Público ou nos clubes, só podiam entrar depois que os brancos deixassem o local. Na saída das escolas, os filhos dos brancos eram liberados primeiro para que não se misturassem aos negros.

Maria de Fátima Gomes, a dona Daza, líder do Quilombo do Sobrado, diz que o racismo era naturalizado nos próprios quilombos, por falta de informação:

— A gente tinha em mente que o negro era sempre para sofrer perseguição. Imaginávamos que, se era branco, tínhamos que abrir espaço para passar, por exemplo. Os negros não podiam entrar nas festas enquanto os brancos estivessem lá. Os portões para nós só abriam depois das 2h da madrugada, a “hora dos miseráveis”. Era quando os brancos já tinham ido embora depois de curtir o sanfoneiro. Só ficavam os brancos passivos, que não queriam briga — rememora.

O Quilombo do Pêga foi fundado há mais de 100 anos. Atualmente, tem 60 famílias e mais de 200 pessoas. Boa parte das casas abriga duas famílias, com até nove moradores. A maioria trabalha no plantio de mandioca, feijão e milho. Os quilombos na região se formaram com a fuga de negros escravizados ou recém-libertos dos engenhos do Apodi e arredores. Como Portalegre fica em uma serra, era o esconderijo ideal. Atualmente, além do Sobrado e do Pêga há ainda no município, certificados, os quilombos de Lajes e Arrojado.

As ocupações das terras inabitadas pela comunidade negra ao longo de décadas não impediram o avanço da elite de Portalegre pelos sítios onde estão os quilombos. Não são raros os relatos de venda de terrenos em troca de farinha e cachaça:

— Daí vem muito dos problemas com o alcoolismo — diz o quilombola Aercio de Lima, hoje subcoordenador de Povos e Comunidades Tradicionais do Governo do Rio Grande do Norte.

Aercio nasceu no Quilombo Sobrado, vizinho do Pêgas. Aercio afirma que não consegue dormir desde que assistiu às imagens em que Luciano é agredido. Ele levou o caso para a Ouvidoria da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos:

— Isso não vai ficar impune — promete, acrescentando que se lembra de Luciano, antes da pandemia, puxando uma quadrilha junina. — É um menino muito bom. Gostava tanto de quadrilha que chegava a ir a pé da cidade até o quilombo.

Luciano é o caçula de cinco irmãos, três mulheres e dois homens. Os pais, Maria José Belmiro e Francisco Simplício, nasceram no Pêga e viviam em conflito. Quando conheceu Maria José, o pai de Luciano era viúvo e tinha 73 anos, e a mãe, 40 anos. A mãe tinha a saúde mental abalada e tendências suicidas. O pai morreu em 2007, tentando ser atendido em uma clínica. A mãe, pouco depois, em outra cidade, Pau dos Ferros, longe dos filhos.

Depois de morar um tempo com tios em Araguaçu, em Tocantins, Luciano voltou a Portalegre. A irmã conta que mandava dinheiro e conseguiu comprar moto e celular para Luciano que, ao regressar, vendeu os bens para comprar bebida.

Logo depois de ser entrevistado, Luciano foi mandado pela prefeitura de Portalegre para exames numa clínica de dependentes de álcool e outras drogas. O quilombola pediu para ser internado. Ele diz que sairá de Portalegre assim que tiver alta:

— Vou para a casa da minha tia no Tocantins — planeja o quilombola.

'Saí de casa com 7 anos'

Luciano é o caçula de uma família de cinco irmãos, sendo três mulheres e dois homens. Os pais, Maria José Belmiro e Francisco Simplício, nasceram no Pêga e viviam em conflito. Quando conheceu Maria José, o pai de Luciano já era viúvo e tinha 73 anos de idade, frente aos 40 anos da companheira. As brigas do casal desintegraram a família. A mãe tinha a saúde mental abalada e tendências suicidas. Segunda mais nova da prole e espécie de tutora de Luciano, a empregada doméstica Conceição Belmiro deixou a família antes de completar 10 anos de idade:

— Saí de casa aos sete anos porque meus pais brigavam muito. Minha mãe tinha problemas psicológicos, tentou se matar algumas vezes — recorda-se a irmã de Luciano.

A saúde de Maria José piorou após um acidente doméstico, quando nem Conceição e Luciano haviam nascido. Como não havia água encanada no quilombo, as mulheres lavavam a roupa num local conhecido como Valero, próximo a um riacho. Um dia, Maria despencou de uma pedreira e os ferimentos a deixaram com uma deficiência nas pernas. A falta d’água e a distância até uma fonte mostram como o acesso aos serviços públicos nos quilombos de Portalegre sempre foi difícil para as comunidades. Em 2007, já com 82 anos, o pai de Luciano adoeceu e a família decidiu alugar uma casa no Carrapicho. Com a morte do patriarca, a família tentou acessar a aposentadoria de Francisco, mas esbarrou na burocracia ao descobrir que ele tinha dois registros de nascimento. Foram três anos com o processo correndo na Justiça até que o dinheiro fosse liberado. Nesse período, a saúde mental de Maria José piorou ainda mais e os problemas de convivência entre os irmãos aumentaram.

Uma irmã de Maria José assumiu as finanças e,  assim que a verba saiu,  comprou a casa para os sobrinhos no valor de R$ 10 mil, o que não significou estabilidade financeira e emocional.

Os problemas do irmão mais velho de Luciano com o alcoolismo se agravaram ao ponto de Maria José deixar os filhos no Carrapicho para morar com a irmã, em Pau dos Ferros, município polo no Alto Oeste. Foram apenas seis meses até a morte da mãe, longe dos filhos, em decorrência de uma infecção no intestino:

— Depois que meus pais morreram, Luciano passou a dizer que está sozinho no mundo. Mas não está, tem a mim — responde Conceição, espécie de tutora e conselheira do irmão, que herdou dois salários mínimos de pensão dos pais até completar 21 anos.

Depois de morar um tempo com tios no município de Araguaçu, em Tocantins, ele teria voltado para Portalegre por pressão dos amigos. De acordo com a irmã, ela mandava R$ 600 para ele todo o mês e, economizando, conseguiu comprar moto e celular para Luciano que, ao regressar, vendeu tudo para comprar bebida. Após a morte da mãe, ele ainda chegou a trabalhar em duas lojas do comércio local. Rosa Belmiro, prima de Maria José e uma das lideranças do Pêga, lembra que era uma criança típica da região:

— Soltava peão, caçava passarinho com baladeira, jogava bola, como todas as crianças do quilombo. A gente gosta muito dele - diz, e se emociona ao falar do vídeo que registrou as agressões. — Eu vi só uma vez e não quis ver mais. Fiquei muito transtornada. A gente conhece o rapaz, conhece o Alberan também. É muito forte. Todo mundo gosta do Luciano aqui. E todo mundo ficou chocado. Ninguém esperava, ele é da família, do nosso sangue. Só a justiça de Deus mesmo. E tem muita gente abaixo de Deus torcendo por ele.

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Um Brasil muito doido | Lauro Jardim - O Globo

Protesto a favor de Bolsonaro e voto impresso em Brasília

De um embaixador de um país europeu em Brasília, atônito com o Brasil do pós 7 de setembro:

— A situação aqui é tão absurda que eu não tenho nem descrito o que está ocorrendo nos relatórios à minha chancelaria, porque eles vão achar que estou bebendo demais.

O embaixador referia-se aos atos do dia 7, à carta-recuo de Jair Bolsonaro e ao vídeo do jantar na casa de Naji Nahas, onde  Michel Temer ria das imitações do presidente.

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Josias de Souza - Teimosia de Bolsonaro em liberar fake news nas redes é gêmea da estupidez

Colunista do UOL

20/09/2021 09h24

Ao tentar ressuscitar por meio de um projeto de lei o cadáver da medida provisória sobre fake news, Bolsonaro acena para os seus devotos mais radicais. Mas em política, como na vida, a teimosia é irmã gêmea da estupidez.

Bolsonaro quer porque quer transformar as redes sociais num território livre para que o bolsonarismo espalhe a mentira e o ódio. Editou uma medida provisória para impor essa atmosfera de liberou-geral. Natimorta, a MP foi sepultada rapidamente.

Rosa Weber cavou a cova no Supremo Tribunal Federal ao suspender os efeitos da MP. Em movimento quase simultâneo, Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso, jogou uma lápide por cima do assunto quando devolveu a MP ao Planalto.

Menos de uma semana depois, Bolsonaro enviou ao Congresso projeto de lei com conteúdo semelhante. Insiste na ideia de proibir as redes sociais de retirar a falsidade e a raiva do ar sem autorização da Justiça.

A pretexto de zelar pela liberdade de expressão, o presidente favorece a disseminação de fake news por aqueles que, como ele, têm dificuldade de se exprimir sem atentar contra o direito alheio à civilidade.

Bolsonaro avilta o Marco Civil da Internet, aprovado por ampla maioria no Congresso após sete anos de debates. A medida provisória entraria em vigor imediatamente, até que fosse votada pelo Congresso em 120 dias. Dessa vez pelo menos o presidente utilizou o projeto de lei.

A chance de aprovação é próxima de zero. Há uma proposta sobre o mesmo tema em tramitação no Congresso. Foi aprovada pelo Senado no ano passado. Encontra-se na Câmara. O texto vai na contramão do que deseja Bolsonaro. Proíbe perfis falsos e robôs, inibe a remuneração de conteúdo falso.

Ou seja: o fato de Bolsonaro continuar batendo com a cabeça na parede não significa que a parede vai virar uma porta.


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Risco chinês piora o cenário | Míriam Leitão - O Globo

Por Míriam Leitão

Investidor na bolsa na China

Uma crise internacional é tudo que o Brasil não precisa neste momento. E foi isso que se vislumbrou ontem, quando mercados do mundo inteiro despencaram pelo temor do efeito de contágio de uma gigante imobiliária. O centro do problema fica exatamente no país do qual o Brasil mais depende, a China. A equipe econômica tem planos de nos próximos meses vender a Eletrobras — e sonha arrecadar R$ 100 bilhões com ela — leiloar 16 aeroportos e privatizar os Correios. Tudo ao mesmo tempo. O Brasil é um país em crise institucional, risco fiscal elevado e um presidente visto como uma aberração, como se viu ontem em Nova York. A cotação de uma das commodities que o Brasil exporta, o minério de ferro, caiu de US$ 222 a tonelada para US$ 95, em apenas dois meses.

O problema da Evergrande é o seu tamanho e dispersão na economia chinesa, como explica o economista Gilberto Cardoso, CEO da Tarraco Commodities Solutions e analista da plataforma OHMResearch.

— Evergrande é um conglomerado industrial, com foco no mercado imobiliário, mas também em máquinas, baterias, carro elétrico. Acredito que está em iminente falência. Um contágio direto seria sobre os credores, bancos ou outras instituições chinesas. A empresa é controlada por uma pessoa, sócio que tem 70% das ações. E os minoritários são bancos, fundos, empresas chinesas — disse.

Por que o Estado chinês não a resgataria para evitar um mal maior? Essa é a pergunta que se faz:

— As pessoas que compraram apartamentos através da Evergrande, ou investiram, já foram para as portas dos edifícios da empresa para protestar. Preocuparia a ditadura chinesa ter uma convulsão social. Por isso acho que vão tentar uma saída meio mercado, meio Estado.

Mesmo se houver o resgate, não se sabe para onde vai a economia chinesa. As maiores agências de risco rebaixaram para nível “especulativo” o rating da Evergrande. Ontem foi feriado na China, a Bolsa de Shangai não funcionou, na de Hong Kong, as suas ações viraram pó com queda de mais de 80% este ano. Segundo a Fitch, um dos temores é o de que ativos da construtora tenham que ir a leilão, para o pagamento de dívidas, e isso provoque também uma forte desvalorização no preço dos imóveis.

O risco chinês poderia afetar o Brasil de várias formas. É a segunda maior economia do mundo, haveria um aumento da aversão ao risco global. Os investidores ficariam mais seletivos e passariam a cobrar juros mais altos de países com problemas, como é o caso do Brasil. Um dos efeitos mais diretos desse cenário é a alta do dólar sobre as moedas de emergentes, como o real, o que teria impacto na nossa inflação. Os juros já estão em alta, amanhã por exemplo o Copom deve subir um ponto percentual. Na bolsa brasileira, a Vale, por ser grande exportadora de minério de ferro, teve queda de 29% em menos de dois meses, mesmo tendo reportado um lucro de R$ 40 bilhões no segundo trimestre.

Os investidores já vinham temendo o aumento do risco fiscal no Brasil. Aqui, o Orçamento está com contas que não fecham, há projetos que elevam os gastos e o cenário de queda gradual da dívida bruta já está sendo abandonado. O economista-chefe da Genoa Capital, Igor Velecico, explica que um dos pontos de preocupação é que os projetos no Congresso que provocam aumento de despesas ou renúncias fiscais estão sendo apresentados e apoiados pelos próprios líderes do governo.

— O conjunto de medidas em discussão pode gerar um déficit grande nos próximos 10 anos, entre R$ 500 bilhões, num cenário otimista, e R$ 1,5 trilhão, num cenário pessimista. São pessoas alinhadas ao governo pautando essa agenda de menos receitas e de mais gastos. Se uma parte disso virar medidas econômicas, vamos ter aumento do déficit muito grande —explicou.

Na lista do economista do que aumenta o risco fiscal está a reforma do Imposto de Renda, PEC dos precatórios, vale-gás, Refis, desoneração da folha, subsídio ao diesel, fundo social de privatizações.

O governo tem planos que precisam da confiança dos credores, mas tem uma gestão econômica confusa, uma gestão política conflituosa, e agora aparece uma ameaça de crise na China, da qual o Brasil precisa como destino da maioria dos bens que exporta. Uma crise internacional, mesmo que seja mitigada pelo governo chinês, aumentará muito o grau de risco do Brasil.

Com Alvaro Gribel (de São Paulo)

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Merval: desleixo com as vidas alheias é a marca registrada de Bolsonaro

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247 - Em sua coluna publicada no jornal O Globo, o jornalista Merval Pereira fez referência a Jair Bolsonaro e diz que "comer pedaço de pizza nas ruas de Nova York pode ser um dos melhores programas da cidade, mas ficar na porta do restaurante porque não pode entrar sem a comprovação da vacina contra a Covid-19 é um vexame sem precedentes para um presidente de qualquer República que se preze". "Não é sinal de populismo, nem de ser popular, mas de desleixo com as vidas alheias, que é a marca registrada de Bolsonaro", continua.

"O que esperar de um governo cujo presidente se vangloria de não se ter vacinado? O vexame internacional em que está se configurando mais essa viagem de Bolsonaro ontem teve um toque tupiniquim de burla das normas sanitárias de Nova York com a churrascaria brasileira Fogo do Chão dando demonstração de que o famoso 'jeitinho brasileiro' pode sempre ser usado para mau exemplo", complementa.

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"Bolsonaro disse que seu discurso será em braile. Imagino que tenha usado a metáfora para ironizar aqueles que não querem ver as maravilhas que vem fazendo no Brasil. O mundo será, então, inundado de fake news".

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Um pária em NYC | Merval Pereira - O Globo

Por Merval Pereira

Comer pedaço de pizza nas ruas de Nova York pode ser um dos melhores programas da cidade, mas ficar na porta do restaurante porque não pode entrar sem a comprovação da vacina contra a Covid-19 é um vexame sem precedentes para um presidente de qualquer República que se preze. Não é sinal de populismo, nem de ser popular, mas de desleixo com as vidas alheias, que é a marca registrada de Bolsonaro.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que foi seu companheiro de negacionismo no início da pandemia, mas depois caiu na real, foi sutilmente irônico com Bolsonaro. Fez a apologia da vacina AstraZeneca, fruto de pesquisas da Universidade de Oxford, e incentivou todos a se vacinar. Embora certamente já soubesse, Boris Johnson perguntou a Bolsonaro se ele já havia se vacinado, ao que o presidente brasileiro respondeu com um sorriso sem graça: “Ainda não”.

Só num país dirigido por um desequilibrado seria possível ter acontecido a abjeta experiência que resultou em 200 mortes entre 645 pacientes de Covid-19 que foram usados para uma pesquisa sobre os efeitos da proxalutamida completamente fora de controle técnico, como acusa a Comissão de Ética em Pesquisa.

O mesmo médico, o endocrinologista Flavio Cadegiani, que agora está sendo acusado na Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter ampliado sem consulta a pesquisa inicialmente aprovada, foi o criador do sistema de tratamento usado no aplicativo TrateCov, que o governo também usou em Manaus, no auge da crise de falta de oxigênio. A CPI da Covid apresentará em seu relatório final provas de que esse foi um “experimento pseudocientífico”, na expressão do jurista Miguel Reale Júnior, orientado pelo Ministério da Saúde.

O que esperar de um governo cujo presidente se vangloria de não se ter vacinado? O vexame internacional em que está se configurando mais essa viagem de Bolsonaro ontem teve um toque tupiniquim de burla das normas sanitárias de Nova York com a churrascaria brasileira Fogo do Chão dando demonstração de que o famoso “jeitinho brasileiro” pode sempre ser usado para mau exemplo.

A churrascaria fez um puxadinho na calçada, improvisou uma barreira para que Bolsonaro e seus convivas não fossem perturbados e serviu um churrasco bem brasileiro ao presidente, que não podia entrar no restaurante sem o passe sanitário. Para completar, o lutador Renzo Gracie acompanhou a comitiva brasileira na caminhada de volta até o hotel, para evitar qualquer incômodo ao presidente. O que não impediu que uma brasileira o saudasse com gritos de “genocida”.

Nova York, governada pelo liberal — que significa esquerdista nos Estados Unidos — Bill de Blasio, já havia atrapalhado a entrega do prêmio Homem do Ano a Bolsonaro, pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A cerimônia seria no Museu de História Natural, mas o prefeito insinuou que não gostaria de ver aquele “homem perigoso” ser homenageado numa instituição que recebia verba pública, e Bolsonaro teve de receber a homenagem na Flórida.

Agora, mandou um recado ao presidente do Brasil: se não se vacinou, não precisa nem vir à cidade. Sorte de Bolsonaro que a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) é território internacional dentro de Nova York e, assim como Fidel Castro não podia entrar no país, mas podia discursar na ONU, também Bolsonaro não precisou se vacinar para fazer seu discurso hoje, na abertura da sessão anual, como é tradição devido a Oswaldo Aranha.

Bolsonaro disse que seu discurso será em braile. Imagino que tenha usado a metáfora para ironizar aqueles que não querem ver as maravilhas que vem fazendo no Brasil. O mundo será, então, inundado de fake news.

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"Queiroga é jagunço de miliciano", diz Paulo Pimenta

Deputado federal Paulo Pimenta e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) repudiou o gesto obsceno feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que mostrou o dedo do meio para manifestantes em Nova York (EUA).

"A cada dia que passa fica mais nítido que Queiroga não passa de um jagunço de miliciano no Ministério da Saúde. O ministro não aguentou a crítica de manifestantes que não aguentam mais esse governo que envergonha o Brasil", escreveu o petista em sua conta no Twitter. 

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Padilha: 'gesto de Queiroga foi chocante. Não pensa na maioria, nem respeita a diferença'

Deputado Alexandre Padilha
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247 - O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde, criticou o gesto feito pelo atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, que mostrou o dedo do meio para manifestantes em Nova York (EUA), onde Jair Bolsonaro e sua comitiva presidencial estão para a 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (21). 

"Chocado..chocante. Quando fui Ministro da Saúde enfrentei violência daqueles que eram contra o Mais Médicos. A certeza do que fazia para a maioria da população e o respeito à diferença, davam-me paz para enfrentá-los. Quem ocupa o Ministério de Bolsonaro não tem nem uma coisa nem outra ....", escreveu o parlamentar no Twitter. 

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Além de Queiroga, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi alvo de protestos e chamado de "vergonha brasileira"

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Orlando Silva: Queiroga 'não tem condições de ser agente público'

Orlando Silva
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247 - O ex-ministro e deputado federal Orlando Silva (PCdoB)  usou as redes sociais para criticar o gesto obsceno feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após ser alvo de protestos nos Estados Unidos. Para o parlamentar, o atual titular da pasta da saúde “não tem condições de ser agente público”. 

“O ministro Marcelo Queiroga deu um piti, descontrolado e mal educado, ao se deparar com um protesto contra o governo genocida de Bolsonaro, em Nova York. Não tem condições de ser agente público. É só um Pazuello com diploma de médico. Uma vergonha para o Brasil”, postou Orlando Silva no Twitter.

Confira a postagem de Orlando Silva sobre o assunto. 

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Em atitude inédita de desrespeito, Queiroga faz gesto obsceno para brasileiros em Nova York (vídeo)

Queiroga mostra o dedo do meio
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247 – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, protagonizou na noite de ontem uma atitude inédita de desrespeito ao povo brasileiro, na cidade de Nova York. Ao ser confrontado com protestos, ele se levantou da poltrona no ônibus e mostrou o dedo do meio, num gesto obsceno que não necessita de explicação. Confira o vídeo abaixo:

Queiroga assumiu o cargo após a saída do general Eduardo Pazuello e tem sido submisso ao negacionismo de Jair Bolsonaro, que, recentemente, suspendeu a vacinação de adolescentes no Brasil após o comentário de Ana Paula, uma ex-jogadora de vôlei, numa rádio de extrema-direita. Assim como Queiroga, Jair e Eduardo Bolsonaro também foram alvos de protestos em Nova York.

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"Chocante, triste, desesperador", diz Andréia Sadi, sobre dedo do meio de Queiroga

Andréia Sadi e Queiroga fazendo gesto obsceno
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247 - A jornalista Andréia Sadi usou o Twitter para condenar o gesto obsceno feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após ser alvo de protestos nos Estados Unidos. Segundo ela, o gesto do ministro foi “chocante, constrangedor, triste, desesperador”.

“Inacreditável o ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga, ministro de ESTADO - sem qualquer condição, compostura, noção de homem público, país. Chocante, constrangedor, triste, desesperador. Eu poderia dizer que faltam palavras mas não é verdade: falta espaço aqui p/tamanha tragédia”, postou a jornalista na rede social. 

Confira a postagem de Andréia Sadi sobre o assunto. 

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Caixa de comentários da ONU no YouTube vira palco de guerra por Bolsonaro

Brasileiros "invadem" transmissão oficial da ONU momentos antes de discurso de Bolsonaro - Reprodução
Brasileiros "invadem" transmissão oficial da ONU momentos antes de discurso de Bolsonaro Imagem: Reprodução

Juliana Arreguy, Lucas Borges Teixeira e Rafael Neves

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

21/09/2021 10h41

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda nem havia começado a discursar na 76ª Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, e a caixa de comentários do canal oficial no YouTube já havia sido tomado por apoiadores e críticos.

Em português e em inglês, as pessoas que acompanhavam os discursos de abertura do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente da Assembleia-Geral, Abdulla Shahid, chanceler das Maldivas, se revezavam entre pedir a saída de Bolsonaro da presidência e a sua reeleição. Havia, ainda, os envergonhados pela briga ideológica.

Questionada sobre Bolsonaro em Nova York, OMS recomenda vacinação

"Bolsonaro é uma vergonha pro Brasil! Fora Jair Bolsonaro!", já comentavam críticos assim que Guterres começou a discursar, por volta das 10h.

"Bolsonaro é corrupto!", escreveu outro crítico, em inglês.

Não demorou a chegar os defensores. "Bolsonaro salvou o Brasil, o globalismo [sic] envenena a mente das pessoas. Comunismo não só destrói a capacidade de discernimento como também promove uma ruptura nos valores morais. Vida longa a Bolsonaro!", disse um apoiador.

Os temas eram variados e abordavam assuntos que Bolsonaro também deve tratar no seu discurso, como o aumento do desmatamento no Brasil.

"A Amazônia está queimando até o fim, por favor nos ajudem a parar Bolsonaro", comentou um crítico, em inglês.

Havia também os brasileiros envergonhados pela postura dos conterrâneos no canal oficial e internacional, tomado pela briga.

"Bolsonaro nem falou ainda, parem de envergonhar o Brasil antes do tempo. Quando ele começar a falar vocês xiguem [sic], não precisa ser antes", publicou uma espectadora.

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