9 __________* POINT 202 * JUNIOR BARBOSA (45)

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Sex and the city  - Reprodução - Reprodução
O quarteto de 'Sex and the City' em cena da série exibida entre 1998 e 2004
Outro sucesso foi "Que rei sou eu?" (1989), de Cassiano Gabus Mendes. Da esquerda para direita: Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo

_________________________________________________Copacabana - POINT 202 (2003) Sauna gay sobrevive à pandemia, mas Junior Barbosa (45) prevê sucumbir a apps a médio prazo _________________________________________________CANCELAMENTO e DEMISSÃO de Maurício_Souza do vôlei servem mais à DIREITA do que à causa LGBTQIA+ - Leonardo Attuch _________________________________________________Superman bi: a política identitária instrumentalizada contra sua própria luta - Marcus Atalla _________________________________________________ATOR Paddy McGuinness afirma ter BEIJADO PRÍNCIPE HARRY durante festa _________________________________________________70 anos de novelas: 'ROQUE SANTEIRO' é eleita a trama mais marcante da história, seguida de 'VALE TUDO' _________________________________________________

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_________________________________________________SIMONE PONCIO: quem é a pastora que foi internada e como ela causou PELADA 

primeiro casamento HOMOAFETIVO da IGREJA_PENTECOSTAL_ANABATISTA da Barra. O quê?

De Splash, em São Paulo 05/01/2022

Simone Poncio no ensaio que causou polêmica Foto: Instagram / Reprodução
Simone Poncio no ensaio que causou polêmica Foto: Instagram / Reprodução

Gabi Brandt rebate críticas por 'brilho' após separação: 'Forçam a barra'

Simone com o filho Saulo Poncio. - Mãe de Saulo Poncio, Simone Poncio (Reprodução) - Mãe de Saulo Poncio, Simone Poncio (Reprodução)
Simone com o filho Saulo Poncio. Imagem: Mãe de Saulo Poncio, Simone Poncio (Reprodução)

Simone Poncio, 45 anos, precisou ser internada em uma clínica no Rio de Janeiro por conta do uso excessivo de antidepressivos. Você sabe quem é a matriarca da família mais polêmica dos últimos anos?

Ela ficou mais conhecida após um enorme barraco envolvendo Letícia Almeida em 2018. Para quem não se lembra, Letícia - ex-atriz da Globo e que no ano passado protagonizou uma das fases de "Gênesis", na RecordTV - era próxima à família pelo relacionamento com Saulo Poncio, mas ela acabou engravidando de Jonathan Couto, na época marido de Sarah Poncio, irmã de Saulo.

Gabi Brandt rebate críticas por 'brilho' após separação: 'Forçam a barra'Simone com o filho Saulo Poncio. Imagem: Mãe de Saulo Poncio, Simone Poncio (Reprodução)

Letícia registrou um boletim de ocorrência contra a ex-sogra, Simone, acusando-a de agressão e de rasgar a sua roupa, além de tentar ficar com a filha dela à força.

Os anos se passaram e cada um seguiu a própria vida, mas as controvérsias com quem carrega o sobrenome Poncio não terminaram. Com Simone não seria diferente.

A bênção da pastora

Assim como o marido, Márcio Poncio, Simone também é pastora. Ela ministra na Igreja Pentecostal Anabatista, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e chocou evangélicos de outras comunidades ao posar nua em um ensaio para abençoar um casal de homens. 

Choveram ataques nas redes sociais à pastora. O marido de Simone foi quem realizou o casamento dos noivos.

"Que dia tão especial Que casamento! Já está de tirar o fôlego... o primeiro casamento homoafetivo da Igreja Pentecostal Anabatista da Barra. O quê? Pode isso, Arnaldo? Sim, a regra é clara. E qual é a regra? Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo teu coração, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento. E amarás o teu próximo como a ti mesmo", disse.

Crise no casamento e quarto separadoSimone e Márcio Poncio estão casados há quase 30 anos e enfrentaram uma crise recente na relação. Imagem: Reprodução/Instagram @simoneponcioficial

Simone e Márcio são casados há quase três décadas e enfrentaram algumas crises conjugais recentemente. Os pais de Saulo e Sarah confirmaram a separação no ano passado, mas reataram pouco tempo depois. O casal vive em uma mansão de luxo no Rio e dorme em quartos separados. Em entrevista à Quem, Márcio explicou que esta era uma forma do casal respeitar a individualidade.

Vira e mexe a gente dorme em quartos diferentes - Márcio Poncio.

Em 2019, no Dia dos Namorados, o pastor causou barulho nas redes sociais ao filmar o bumbum de Simone. "Acabou a comemoração, agora que é o presente de verdade de Dia dos Namorados. Boa noite!", disse ele.

No que depender de Simone e de cada membro dessa família, certamente novas polêmicas virão. O ano de 2022 está só começando...

_________________________________________________Hildegard: Regina Duarte é das mais leais ao Jim Jones brasileiro, sai no tapa para tomar veneno se Bolsonaro mandar

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247 - A jornalista Hildegard Angel comentou sobre a montagem postada pela atriz e ex-secretária de Cultura Regina Duarte em que Jair Bolsonaro aparece de mãos dadas com Jesus. “Regina Duarte é das mais leais ao 'Jim Jones brasileiro'”, comentou a jornalista nas redes sociais, nesta quinta-feira, 6.

Jim Jones foi o norte-americano fundador e líder da seita Templo dos Povos, que ficou famosa por promover suicídio em massa.

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Segundo Hildegard, se Bolsonaro mandar formar fila para tomar veneno, Regina “até sai no tapa para pegar um lugar na frente. Para sua doença, não há vacina”.

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_________________________________________________José de Abreu fala em 'retirada geral' do Twitter após ataques de Bolsonaro

Intérprete do personagem Santiago na novela 'Um lugar ao sol', ator mobiliza 'greve' na rede social e acusa empresa por apoiar fake news







O ator José de Abreu Foto: Thomaz Cerminaro / Agência O Globo

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O ator José de Abreu usou as redes socias para convocar uma "greve geral" no Twitter por, pelo menos, 24 horas. Na última quarta-feira (5), após ser atacado por Jair Bolsonaro (PL), o artista de 75 anos conclamou uma "retirada geral" do Twitter para que "deixem o gado falando sozinho", em referência aos apoiadores do presidente.

Intérprete do personagem Santiago na novela "Um lugar ao sol", Zé de Abreu acusa o Twitter por promover postagens com informações falsas. Ele reclama que foi "admoestado" por representantes da rede social, na última quarta-feira, por uma publicação em que relembrava uma declaração de Bolsonaro sobre a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015.

Na ocasião, durante uma entrevista, ao responder sobre a permanência de Dilma no Planalto, Bolsonaro afirmou: "Espero que o mandato dela acabe hoje, infartada ou com câncer, ou de qualquer maneira". Bolsonaristas contestaram o teor da informação, que está registrada em áudio, conforme noticiado pelo GLOBO.

Bolsonaro cita Zé de Abreu

Na última quarta-feira, em entrevista coletiva após receber alta do hospital Vila Nova Star, onde estava internado desde a segunda-feira (3) para tratar uma obstrução intestinal causada por um camarão, Jair Bolsonaro falou sobre a redução do teto da Lei Rouanet em 50%. O presidente aproveitou a entrevista para alfinetar a cantora Ivete Sangalo, que também havia se posicionado, antes, contra o governo, e o ator Zé de Abreu.

"Ela [Ivete Sangalo] está chateada, o Zé de Abreu está chateado, porque acabou aquela teta gorda deles, de pegar até R$ 10 milhões da Lei Rouanet e defender o presidente de plantão. Não quero que me defendam, quero que falem a verdade a meu respeito. Fizemos muita coisa", declarou.

O vídeo com a entrevista foi publicado por Jair Bolsonaro no Twitter (veja acima), onde segue disponível. Ivete Sangalo, no entanto, não possui projetos aprovados pela Rouanet. Zé de Abreu também afirma que nunca precisou utilizar o programa. Em post no Twitter, o ator, que hoje mora em Portugal, revelou que seu salário mensal é superior a R$ 150 mil. "Acham realmente que preciso de Lei Rouanet?", ele questionou.

Ataques mútuos

Nesta semana, depois de atacar a internação do presidente Jair Bolsonaro (PL), o ator José de Abreu, que é filiado ao PT, foi alvo de críticas de dois filhos do mandatário: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Ao comentar o quadro médico em seu perfil no Twitter, Zé de Abreu disse sentir "prazer" pela situação e criticou o presidente: "Que exploda em merda!", escreveu.

O primeiro a responder a publicação foi o filho 02 de Bolsonaro. Carlos compartilhou um print do que disse o ator e mencionou os perfis oficiais do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Twitter, pedindo, com ironia, que providências fossem tomadas ao que chamou de "exemplo de ódio do bem".

A mensagem tem relação com medidas anteriores do Supremo e da própria rede social. Ambos aplicaram punições restringindo posts de políticos bolsonaristas, especialmente no contexto de ataques às instituições democráticas, próximos ao dia 7 de setembro de 2021. O próprio presidente da República, inclusive, já foi punido com avisos ou teve publicações removidas, também relacionadas à desinformação no contexto da pandemia da Covid-19.

O tom de Carlos foi o mesmo adotado por Eduardo Bolsonaro, que também ironizou a postura da rede social, mas não chegou a marcar outros perfis.


_________________________________________________Opinião - Bernardo Carvalho: Desejo oprime e emancipa em 'Ataque dos Cães'

Filme de Jane Campion explora o confronto do desejo como demônio interior e como instrumento de justiça

A ação de "Ataque dos Cães", de Jane Campion, acontece em 1925, no estado de Montana, noroeste dos Estados Unidos, mas o "teorema" apresentado pelo filme tem a ver com os nossos dias. É o confronto entre duas representações do desejo, duas maneiras opostas de compreender e lidar com o desejo, encarnadas por dois dos protagonistas masculinos.

Por um lado, o desejo é contradição, parte involuntária da vontade, paixão, demônio interior (que era como ele vinha sendo tratado no mundo judaico-cristão, de Agostinho a Freud); por outro, ele se converte em instrumento de poder ou, inversamente, de justiça (ou justiçamento) e emancipação. Nesse sentido, desejo se confunde com vontade.

O desejo, antes incontrolável, constitutivo do inconsciente, fonte de perturbação, transgressor da ordem, das normas e das aparências, a revelar as contradições do sujeito, das identidades e da sociedade, agora pode ser controlado, manipulado, passa a servir à consciência pragmática, à ação social e política. É mecanismo de opressão, mas também instrumento de emancipação.

A inteligência do filme (e aqui vem o spoiler) está em inverter a relação de forças entre essas duas concepções, entre a violência aparentemente ativa do algoz e a fragilidade aparentemente passiva da vítima.

O vaqueiro adulto, proprietário de terras com formação acadêmica, homem intratável e implacável, representa a contradição do possesso, debatendo-se contra um rebelde interior que ele não controla e que ameaça as normas sociais nas quais ele está inserido.

O desejo transbordante precisa ser contido, mantido oculto do convívio social. Quanto mais transbordante, maior a contradição dos atos, a violência do esforço para ocultá-lo. É o caso clássico do pastor sexualmente atraído por meninos, que vocifera no púlpito da igreja contra os homossexuais.

Em contrapartida, o adolescente afeminado, filho de uma viúva vulnerável em terra de brutos, representa a força de uma relação pragmática com o lugar da vítima. Não há aí contradição alguma. Aparentemente frágil, ele fará o que for necessário para sobreviver e defender a mãe. Aprendeu a se servir do desejo, controlá-lo e manipulá-lo. O desejo já não está oculto (e o sujeito submetido às paixões), ele é parte de uma estratégia, está confundido com a força da vontade.

É de um desejo assim que fala a professora de filosofia e feminista Amia Srinivasan no recente "O Direito ao Sexo" (Todavia). O desejo, instruído pelo poder, não é mais contradição do sujeito, demônio transgressor de regras e identidades, mas antes veículo reprodutor de preconceitos sociais e relações de opressão e discriminação.

A filósofa feminista Amia Srinivasan - Nina Subin/Divulgação

É o desejo como expressão de poder —e, como tal, não só legislável mas passível de controle, correção e (auto)disciplina, em nome do bem e da justiça.

Se o desejo reproduz a ordem patriarcal, capitalista, branca etc., "educá-lo" seria parte indispensável de uma luta radical pela emancipação social e política de oprimidos e excluídos. Sob o risco, é claro, do paradoxo de reproduzir uma nova ordem pautada pelo regramento moral, à semelhança de um projeto de poder religioso.

Fiz referência a um "teorema" para descrever a ação de "Ataque dos Cães" no início deste texto. Na estreia de "Teorema" na França, em 1969, Pasolini concedeu uma entrevista à televisão francesa em que explicava seu filme como um enigma, uma parábola, demonstração inconclusa por oposição à narrativa épica, heroica. A obra como problema, não como solução.

No filme de Pasolini, um estranho aparece na casa de uma família burguesa e instala a crise. É um elemento desestruturante e transgressor, que o cineasta associa a Deus ou ao Diabo: "Ou seja, à autenticidade".

O desejo é autenticidade. É o que subverte a norma, o que põe o mundo burguês de pernas para o ar. É também o que define o vaqueiro atormentado no filme de Jane Campion. O desejo é sua verdade (oculta, secreta, transtornada), mas já não é a verdade do adolescente em sua aparência frágil e afeminada. Há aí uma inversão. A vontade toma o lugar do desejo, como plano de sobrevivência e vingança.

Já não há nem enigma nem mistério, nem o páthos que poderia fazer do filme um faroeste edipiano. O desejo se rendeu à consciência instrumental, pragmática, épica.

Já não é da ordem das paixões, elemento traiçoeiro, transgressor. Foi substituído pelo ímpeto justiceiro, que vem restabelecer a norma, fazer um acerto de contas com o mundo de seres contraditórios e trágicos que até outro dia ainda acreditávamos ser.


_________________________________________________Grupo evangélico se opõe ao conservadorismo, defende diversidade sexual e cria debate ao propor 'novas narrativas' na Igreja

Encontro feito por grupo de vários lugares do Brasil repercute nas redes, mas também é alvo de ataque de fiéis fundamentalistas. Sociólogos explicam movimento e contexto histórico e político por trás de iniciativa

Debate, culto e oposição ao conservadorismo: encontro das Novas Narrativas Evangélicas em SP Foto: Reprodução

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RIO —  “Nada se encaixa, está tudo fora de contexto”. O comentário, feito numa rede social por um perfil genérico, auto descrito como “conservador e patriota”, é um dos que constam num vídeo com centenas de milhares de visualizações publicado no início de dezembro pela vereadora de Macaé, no Rio de Janeiro, Iza Vicente (Rede), que mostra jovens do movimento Novas Narrativas Evangélicas dançando ao som de batuques, durante um encontro realizado em São Paulo, fora dos padrões tradicionalistas. "Culto ao aborto , drogas e indecências em geral", escreveu outro homem.

Discriminatórios, os ataques são emblemáticos do ponto de vista da intolerância, síncrona ao crescimento de frentes conservadoras da igreja evangélica, observado por estudiosos. Mas é a partir desse avanço do fundamentalismo que também tem aparecido a atuação de pessoas que buscam se opor a questões que, muitas das vezes, caminham junto com estas frentes ideológicas, como, por exemplo, a homofobia, o machismo e a intolerância às divergências dentro da própria religião.

O coletivo Novas Narrativas Evangélicas surge como um desses opositores. Os idealizadores afirmam que o encontro, que repercutiu nas redes sociais, tem como objetivo, não para dar uma nova narrativa à Bíblia, mas, segundo eles, retomar questões importantes que, ainda na opinião dos organizadores, se perderam para muitas pessoas ligadas ao fundamentalismo, como o que eles chamam de "respeito à pluralidade" — que passa pela aceitação da diversidade sexual e da luta contra o preconceito racial, e da própria tolerância à divergência politica dentro da igreja. No mês passado, jovens de diferentes vertentes evangélicas se reuniram, levando à mesa para debate uma série de temas ligados aos direitos humanos.

O encontro que aconteceu em novembro, contam, foi dividido em três dias e, segundo os organizadores, composto por mais de cem pessoas de pelo menos dez movimentos ou ONGs, diferentes igrejas ou vertentes evangélicas — entre protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais, batistas, assembleianos, metodistas, presbiterianos, adventistas e anglicanos —, comunidades independentes e evangélicos sem filiação religiosa — os chamados “desigrejados”. Fora do contexto de um culto rotineiro — como diria o crítico internauta —, estava, no centro do encontro, uma série de debates sobre questões, envolvendo até a preservação do meio ambiente e respeito aos povos tradicionais. Tema sempre polêmico, a questão do aborto não foi tratada pelo grupo. O debate serviu para traçar pontos em comum entre os fiéis, e o resultado foi tido pelo movimento como positivo. Dentre as principais pautas onde houve consenso entre as ideias estão:

- A luta contra miséria, desigualdade e a fome no Brasil;

- A luta antirracista em todas as frentes;

- A defesa e celebração dos povos originários e tradicionais;

- A luta contra a violência de gênero, dentro e fora da igreja;

- A luta pela preservação ambiental e desconstrução do fundamentalismo bíblico e político.;

- Importância da mobilização social e política.

Em uníssono, o grupo acredita que o discurso de parte das igrejas evangélicas, hoje, é ultrapassado, falha no sentido da inclusão, dentro e fora da igreja, seja ela social, racial, sexual ou política e em relação à consciência sobre assuntos importantes como o direito à moradia e à alimentação no país, e contribui para uma estigmatização negativa dos evangélicos em geral.

— Da perspectiva bíblica, não queremos trazer novas leituras. O que nós queremos é que haja um resgate do sentido original da fé cristã, que esteja de acordo com o nosso tempo, que responda às demandas do nosso tempo. Isso exige um certo enfrentamento — comenta Ismael Lopes, de 30 anos, pastor, teólogo e articulador social, que participou do evento e se define como "crente e militante desde sempre".

Ele argumenta que qualquer crítica feita por frentes conservadoras da igreja ao debate de temas sensíveis à sociedade fere a mensagem passada pelo próprio evangelho. Para Ismael, o encontro acontece, também, como uma forma de resposta a intimidações, violências e estigmatizações vindas por parte de fundamentalistas da própria igreja.

— Esse encontro é mais um grito para que não descredibilizem a nossa fé, e não nos tirem de um lugar que é nosso. Não vamos deixar que nos privem desse espaço da igreja, que é precioso para nós, porque foi onde aprendemos a lutar pelo que lutamos. Se os evangélicos, de uma forma mais ampla, não têm mais essa bandeira dos direitos humanos, então eles precisam arrumar outro nome, porque o evangelho nos impele a lutar em defesa dos direitos e causas sociais — acrescentou.

Segundo o pastor Fellipe dos Anjos, de São Paulo, 20 propostas serão estruturadas e compartilhadas com demais igrejas evangélicas que se interessarem. Nos dois últimos dias do encontro, foram feitas ainda ações artísticas, místicas e litúrgicas originárias de várias tradições evangélicas, para celebrar a pluralidade, e que contou com apresentação musical.

— As reações das pessoas no evento foram as melhores possíveis. A maioria enfatizou a importância da fé e do pertencimento comunitário de forma generosa, aberta, plural e inclusiva. Mesmo que marginalizados e estigmatizados no interior do campo religioso, não vamos abandonar nossa fé, nossas memórias, nossas linguagens, nossas canções e nossas tradições nas mãos dos fundamentalistas. Vamos ocupá-las e atualizá-las. Vamos seguir reinventando nossa fé e nossas tradições, com liberdade, amor e responsabilidade pela vida do outro. Essa sensação de pertencimento foi o grande acontecimento — disse Fellipe.

Evangélicos de diferentes igrejas e grupos participaram de debate progressista sobre "novas narrativas" Foto: Divulgação

Daniel Wanderley, de 32 anos, um dos idealizadores do Novas Narrativas, acrescentou, detalhando sobre o momento do encontro que foi compartilhado em vídeo nas redes sociais.

— Estes cantos e danças são parte de uma estética, da linguagem e da corporeidade evangélica pentecostal, que de forma espontânea também brotou entre nós. Representa a experiência religiosa de muitas das pessoas presentes. E é possível dizer que há afinidades estéticas entre o pentecostalismo ou neopentecostalismo e religiosidades afro-brasileiras — comenta Daniel Wanderley, de 32 anos, um dos idealizadores do Novas Narrativas.

Novos tempos

A socióloga Christina Vital da Cunha, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos Sócio Antropológicos em Política (LePar) da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisa que há diferenças sintomáticas entre este movimento progressista evangélico atual e outros grupos conhecidos que emergiram no passado, como o Movimento Evangélico Progressista (MEP) ou pela Missão Integral entre os anos 1960 e 1990, do ponto de vista social e, também, das pautas que são levadas à mesa.

— O que observo de diferente é que há a inclusão hoje de pautas que não estavam nesses movimentos evangélicos anteriormente, porque eram temas que naturalmente não eram tratados pela sociedade de um modo geral no Brasil, sobretudo com a força que têm hoje, como sexualidade, feminismo, questões raciais — explica Christina.  — Há, também, mais evangélicos progressistas que são propriamente moradores de periferias, pessoas mais jovens, que fazem parte da liderança desses processos, diferente do que aconteceu no passado. No MEP, as principais lideranças eram masculinas, brancas, com alta escolaridade. Hoje, esses movimentos contam com muitas mulheres, pessoas negras, um recorte bem diferente.

'Disputa de narrativas'

Ela explica ainda que, após o período de ebulição política, a partir do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, foi dado um ponta-pé-inicial, também, num interesse maior desses grupos em articularem-se politicamente.

— Houve, não só um crescimento do movimento dos evangélicos progressistas, mas também uma mudança de estratégia. Se antes era um movimento que dialogava para dentro do próprio segmento, passou a haver interesse maior dirigido ao âmbito da política eletiva. É algo que se torna forte em 2018, se torna ainda mais amplo em 2020 e tende a ser ainda maior em 2022 — acrescenta a professora, autora do relatório "Evangélicos à Esquerda no Brasil", pesquisa feita para o Instituto de Estudos da Religião (Isep) e publicada em dezembro.

Sobre os ataques recebidos nas redes sociais por parte desses grupos, Christina reforça que um dos principais desafios.

— Os evangélicos de esquerda e progressistas vêm sofrendo muitos ataques e tentativas de deslegitimação. É uma disputa de narrativas, evidentemente, mas a gente observa também que esses evangélicos de esquerda são estigmatizados, sofrem preconceito por boa parte da própria esquerda que os veem como conservadores e duvidam dessa aproximação. De outro lado há ainda a esquerda secular que busca justamente distinção entre Estado e religião. Eles sofrem ataques de diferentes grupos, motivados por diferentes perspectivas. Esse é um desafio ao crescimento e consolidação desse grupo. Não tanto na sociedade, porque eles vêm crescendo, mas em termos políticos e eleitorais principalmente.

Número de evangélicos é crescente no Brasil

A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada sobre a presença das religiões no Brasil mostrava que, uma população evangélica que era de 26,2 milhões de pessoas em 2000 saltou em 61% em dez anos e passou a ser de 42,3 milhões em 2010 – cerca de 22% da população brasileira àquela altura. No ano passado, o Instituto Datafolha publicou que, em 2020, a proporção já era de 31% da população brasileira – ou cerca de 65,9 milhões de pessoas, se levados em conta os 212,6 milhões de habitantes brasileiros, segundo o IBGE.

Apesar de ainda não tão expressiva quanto é sua população total, a disposição dos fiéis na política também ajuda a entender um pouco sobre como as diferentes vertentes religiosas pensam. Apesar de a pluralidade existir, a grande maioria dos parlamentares evangélicos que se candidataram no TSE nas últimas eleições para vereador, por exemplo, se consideram de direita (6.332) ou do centro (2.059), enquanto 1.804 definem sua atuação como de esquerda. Os dados são da pesquisa “Esquerda evangélica nas eleições 2020”.

Contexto político dita tendências

A socióloga e professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Mariana Côrtes, que pesquisa o contexto político das bancadas evangélicas, explica os elementos que contribuíram para um novo avanço do conservadorismo entre os evangélicos.

— No contexto eleitoral de 2018, o combate contra as pautas dos movimentos feministas e dos grupos LBTQIA+ constituiu uma agenda conservadora que encontrou reverberação entre os evangélicos. Mas não só isso. O discurso teológico e militar do bolsonarismo também encontrava ressonância entre os pentecostais, habitantes das periferias. Viver sob o cerco das facções criminais, a ameaça das milícias, a luta pelo trabalho, toda uma gramática de guerra urbana fortalecia a ideia do Deus da guerra, fundamentado no Antigo Testamento — comenta a pesquisadora.

Para ela, no entanto, o cenário político atual também contribui para uma espécie de ruptura de muitos evangélicos que radicalizaram o discurso com o presidente Jair Bolsonaro, o que abre uma brecha para que manifestações como a das Novas Narrativas surjam com mais força e visibilidade. A pesquisadora acredita que o comportamento da comunidade evangélica – à direita, esquerda, liberal ou conservadora – está longe de ser estática e se desenvolve de acordo com o contexto.

— Após a catástrofe da condução da pandemia pelo governo, e o agravamento do desemprego, da miséria e da forme, a relação entre pentecostalismo e bolsonarismo dá sinais de abalo. Nesse cenário, grupos progressistas de evangélicos, ainda que minoritários no campo protestante, ganham uma maior projeção política e nas redes sociais, ao colocarem o foco na ética da fraternidade e na retórica do amor — afirma. — Ainda é cedo para afirmar um diagnóstico sobre as viradas do pentecostalismo, mas a conjuntura atual permite dizer que o pentecostalismo não é um bloco monolítico, mas um movimento plástico, que pode ganhar sentidos à direita e à esquerda, a depender do contexto político.

_________________________________________________Ivete Sangalo ganha apoio de Luísa Sonza e Ingrid Guimarães após ser atacada por Jair Bolsonaro

“O limite para os artistas eram R$ 10 milhões por ano, eu passei imediatamente para R$ 1 milhão, conversando com Mário Frias agora, vou passar para R$ 500 mil o limite. Nós criamos a Lei Rouanet para atender aquele artista que está começando a carreira e não para figurões, ou figuronas, como a querida Ivete Sangalo”, comentou.

Ingrid Guimarães detonou o comentário de Bolsonaro em um perfil de fofoca na rede social. 

“Boçal. Até parece que Ivete precisa de lei. Esse é o sonho dele: que a gente precise dele para alguma coisa”, detonou. 

Luísa reforçou. “Nossa, exatamente. Ridículo”, disse.

No final do ano passado, em sua nova turnê, Ivete Sangalo surpreendeu o público e dançou ao som de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”, algo que irritou profundamente bolsonaristas.

Cantora nunca teve projeto na Lei Rouanet

Para quem tinha alguma dúvida após as declarações de Jair Bolsonaro, Ivete Sangalo nunca teve projeto algum aprovado na Lei Rouanet. 

O acesso à informação é direito de todos e pode ser acessado no VerSalic.

O que de fato foi descoberto é que teve, em 2016, um projeto aprovado envolvendo a cantora, mas não foi captado nenhum valor e outro projeto que foi abortado. 

_________________________________________________Chico Barney - Lembra dele? Regis Tadeu leva invertida de Gil do Vigor no Instagram

Colunista do UOL 04/01/2022 11h36

Regis Tadeu realmente não toma jeito. O crítico musical que fez fama e fortuna imitando o capeta no programa do Raul Gil aprontou mais uma das suas.

Depois de sofrer com os ataques de fãs do Manowar em um evento e passar os dias detonando a cantora Anitta no seu canal no YouTube, agora resolveu se meter a besta com Gil do Vigor.

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Com o estranho elitismo intelectual de quem usa óculos com a lente azul e ouve músicas criadas para adolescentes tristes dos Estados Unidos, Regis fez graça ao publicar um print em que anunciava que Gil estava trocando beijos com 'moreno misterioso' em uma festa.

"E pensar que tem gente que passou anos em uma faculdade de jornalismo para acabar como foca de redação e ser obrigado pelo editor a escrever pautas como essa, e a cobrir tudo o que esse sujeito faz. Quanto dinheiro jogado fora, não?"

Gil do Vigor não se fez de rogado e escreveu um textão para retrucar o roqueiro.

"E no que isso fere a ti? Pq tanta amargura? Cara, estamos em 2022. Se você acha que a matéria é podre e sem valor, não lê. Segue direto e lê aquilo que te agrada. Fico feliz que já saíram matérias sobre o fato de eu ter abdicado noites de sono para conseguir um PhD em uma das melhores universidades do mundo. Já saíram matérias sobre o fato de eu representar vários gays cristãos que acham que, por serem gays, não são amados por Deus", começou o ex-BBB.

"Sou um homem preto que através de muitos sacrifícios e o estudo, consegui muita coisa na minha vida e meu objetivo (tem em meu livro e documentário) é transmitir esperança para pessoas através da educação", continuou. E aqui cabe uma pergunta, quantos livros e documentários foram feitos a respeito de Tadeu?

"Mas ao mesmo tempo, tem pessoas que precisam de informações de entretenimento para se distrair, relaxar, sorrir. O mundo já tá muito difícil para ficarmos o tempo inteiro pesado e sempre negativando tudo ao nosso redor. Mais luz na sua vida e que deus tire esse sentimento de Deus do seu coração. E uma última coisa: não sou um jeito, sou um mestre em economia pela universidade federal de Pernambuco e atualmente PhD studandt pela UC Davis", concluiu GIl.

A lição que fica é que ouvir Van Halen não faz ninguém superior ao jornalismo de celebridades. São apenas formas de passar o tempo enquanto aguardamos, da forma mais proveitosa possível, a inevitável chegada da luz no fim do túnel.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

_________________________________________________Além da traição: Como foi o namoro entre Rodrigo Santoro e Luana Piovani?

Luana Piovani e Rodrigo Santoro namoraram entre 1997 e 2000

Luana Piovani e Rodrigo Santoro namoraram entre 1997 e 2000 - Reprodução/Instagram
Luana Piovani e Rodrigo Santoro namoraram entre 1997 e 2000 Imagem: Reprodução/Instagram

De Splash, em São Paulo

05/01/2022 04h00

O namoro entre Rodrigo Santoro e Luana Piovani voltou a ser assunto após quase 22 anos do término. A atriz de 45 disse ontem que "se arrepende da culpa" por trair o ex-companheiro.

No Carnaval de Salvador de 2000, a atriz foi vista traindo Santoro publicamente com o empresário Christiano Rangel. A foto de Piovani beijando o rapaz foi estampada na capa da revista Contigo! na época.

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Luana Piovani tinha 23 anos quando a traição aconteceu. Rodrigo Santoro é um ano mais velho do que a atriz, que participou da edição portuguesa do programa "The Masked Singer".

Casal 'favorito' da TV

O relacionamento começou em 1997 e, desde então, aparecia constantemente na mídia. Luana Piovani afirmou que os dois formavam o "casal do momento" da TV brasileira em entrevista à revista Playboy em 2015.

A gente ia se casar mesmo. Mas é difícil você encontrar o homem da sua vida aos 29 anos. Você pode estar apaixonado, mas a chance de dar certo é pequena. Éramos o casal 20. A TV Globo nos botou em uma novela das 20h. Mas eu não estava feliz. Tínhamos grandes diferenças. Ele é uma pessoa muito reservada. Eu não sou.Luana Piovani à Playboy em 2015

Os dois estiveram juntos na novela "Suave Veneno", exibida entre janeiro e setembro de 1999. Márcia e Eliseu, personagens dos atores, também se envolveram na trama.

Um ano após o término, Luana Piovani diz que enfrentou problemas por conta dos ciúmes de Santoro em conversa com a revista IstoÉ Gente.

"O Rodrigo era superciumento, deixei de fazer muita coisa por causa dele. Ficávamos trancados em casa se amando e tudo bem porque era esse o meu momento de vida. Afinal, não adianta dizer que não vai brincar carnaval porque seu namorado não quer e ficar infeliz", relatou a atriz.

Rodrigo Santoro não costuma se manifestar sobre o relacionamento com Piovani. Segundo a revista carioca Canal Extra em 2004, o ator afirmou que se tratava de "uma relação entre ele e Luana" e que as pessoas "não tinham nada a ver com isso" ao comentar sobre as publicações feitas na época da traição.

Distância em eventos

Durante a entrevista à Playboy, Piovani afirmou que os dois mantiveram um núcleo de amigos em comum e se cruzaram poucas vezes após o término. "Após digerir a história, ele me procurou numa festa e teve uma atitude supernobre: 'Vamos conversar'. Bacana, lavamos roupa suja".

A atriz afirmou que Santoro fez um pedido estranho após o término do relacionamento. Ele não queria ser visto com ela quando os dois estivessem participando de eventos.

"Não queria que as pessoas vissem que a gente se falava. Italiano, machista, homem, leonino. Não queria mostrar que dava mole para a 'Geni'. Ah, não lavamos a roupa suja, não zeramos? Por que não vou poder te abraçar em público? As pessoas não podem ver que a gente conversa? Coisa de vaidade", analisou.

Piovani descobriu traição

Piovani contou que não foi a única a trair durante o relacionamento entre ela e Rodrigo Santoro. Ela diz que soube de uma traição após o término.

Para mim, foi pior. Porque ele voltou para casa e disse: 'Amor, eu te amo'. Eu me senti menos aliviada lá atrás, quando vieram me contar. Só que eu não podia sair na mesma capa de revista dizendo: 'Olha, queria contar para vocês que ele também fez'.Luana Piovani à Playboy em 2015

A atriz comentou que passou por um processo para conseguir se perdoar após o que aconteceu ao fim do relacionamento com Rodrigo Santoro.

"Eu tinha 20 e poucos anos, eu era a bola da vez, tava ganhando rios de dinheiro. Me doía a dor que eu causei a um semelhante, mas eu estava fazendo análise. Demorei a me perdoar, mas entendi que eu só namorava, não era casada, não tinha filhos", afirmou em conversa com Antonia Fontelle para o programa "Na Lata".

Luana Piovani namora atualmente o empresário Lucas Bitencourt. Anteriormente, ela teve três filhos durante o relacionamento com o surfista Pedro Scooby. Santoro é casado com a atriz Mel Fronckowiak e os dois são pais de Nina, 3 anos.




_________________________________________________Nina Lemos - Apesar da tragédia das enchentes, famosos ostentam em festas na Bahia

No Sul da Bahia, Morro de São Paulo, Caio Castro e Kéfera passeavam de jatinho - Reprodução/Instagram
No Sul da Bahia, Morro de São Paulo, Caio Castro e Kéfera passeavam de jatinho Imagem: Reprodução/Instagram
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Nina Lemos

Colunista de Universa

30/12/2021 04h00

Às vésperas do Réveillon de 2022, a Bahia está embaixo d'água. Na tarde de quarta-feira (29), mais de 77 mil pessoas estavam desabrigadas por causa das fortes chuvas que tomaram conta do estado no últimos dias. O número de mortes era de 21 e 136 cidades estão em situação de emergência, o que representa 30% do estado.

Entre as cidades em emergência que recebia pacientes feridos de estados mais atingidos, estava Porto Seguro. Só que isso não parece ter feito com que a maioria dos famosos e ricos mudassem seus planos de Réveillon. Caio Castro, Nati Vozza, Gabigol, MC Rebecca são algumas das celebridades que vão celebrar a virada de ano no estado, apesar do estado de calamidade. A distopia encenada pelos influenciadores em terras baianas ensaia, agora, seu terceiro capítulo.

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Há um ano, com a pandemia bombando (na época ainda não estávamos vacinados), a cidade de Porto Seguro virou notícia por um feito inédito. O aeroporto do lugar, onde fica Trancoso, uma das praias preferidas pelos ricos e famosos do Brasil, registrou engarrafamento de jatinhos. Sim, os milionários e influenciadores correram para lá (na época não dava para viajar para fora do Brasil, já que países da Europa e os Estados Unidos não aceitavam a entrada de brasileiros) e festejaram a vontade.

Em 2020, outra praia paradisíaca da Bahia foi associada a tragédias. Um dos primeiros surtos de coronavírus registrados no Brasil aconteceu em Itacaré, em março, no casamento da influencer Marcella Minelli, irmã da blogueira fitness Gabriela Pugliesi, com o empresário Marcelo Bezerra.

"Lá em cima estava sol"

Na tarde de quarta-feira, enquanto parte do estado estava debaixo d'água, influenciadores como sorriam e exibiam looks do dia no Instagram. Alguns até faziam piada. Caso da influenciadora Nati Vozza que chegou de jatinho e postou uma foto da janela do avião: "lá em cima estava sol, mas tudo é uma questão de perspectiva", escreveu. Como? Ela não percebeu que estava rindo da desgraça de pessoas que perderam tudo que tinham? Talvez não. Mas um dia após ter feito a piada ela já estava postando foto fazendo brinde com cerveja na praia.

Em Itacaré, a empresária Tati Sanches Oliva, que produziu uma festa de pré-Réveillon com Anitta se empolgou. Na quarta-feira, postou de biquini na praia em cima de uma árvore derrubada e trazida pela maré. Sim, ela sensualizou na tragédia.

E ainda tentou fazer uma pensata: "As fortes chuvas trouxeram as praias (sic) de Itacará um novo visual. Agora com o sol, o que parecia sujeira e destruição vai se acomodando a um novo cenário e virando beleza natural. Sem palavras". Ela completou com um emoticon de gratidão. É sério. Isso aconteceu, por mais inacreditável que possa parecer.

Há poucos quilômetros dali, em outra cidade do Sul da Bahia, Morro de São Paulo, Caio Castro e Kéfera passeavam de barco. Junto com outros influenciadores, eles chegaram de jatinho e postaram no Instagram, cheios de sorrisos.

Se a chuva atrapalha? Na página da festa Origens, que reunirá influenciadores em Trancoso, há informação de alteração de alguns horários e a informação de que os eventos "são cobertos".

Há também quem reclame da dificuldade de chegar na Bahia. Caso do jogador Gabigol, que passa as festas em Barra Grande, com a irmã e amigos e reclamou em seu perfil no Instagram que a viagem foi muito longa. MC Rebecca, que foi se apresentar em uma festa no estado, também usou o Stories para reclamar da demora da viagem.

Gabigol e outros frequentadores tradicionais de praias da Bahia, como a influenciadora Thassia Naves, ajudaram na divulgação de informações para doações ao estado e muito possivelmente doaram, justiça seja feita. Mas isso é o mínimo, vamos combinar.

Será que dá mesmo para manter o clima de festa?

Não fica no mínimo esquisito celebrar com 30% do estado em situação de emergência?

Em se tratando de ricos e famosos na Bahia tudo é possível.

_________________________________________________Mega da Virada: há formas comprovadas de ganhar o prêmio; confira como

Gabriel Toueg Colaboração ao UOL, de São Paulo 29/12/2021 04h00

Aos que pretendem apostar na Mega da Virada, uma boa notícia: existe uma forma simples de ganhar o desejado prêmio — até o momento, estimado em R$ 350 milhões pela Caixa. É simples, mas não é nada barata (e tem um porém — leia mais abaixo).

A fórmula é a seguinte: ao fazer todas as combinações possíveis do jogo, alguma delas certamente vai sair vencedora. Isso significa que o apostador terá de fazer algo entre 10 mil e mais de 50 milhões de apostas diferentes. E o valor total da jogada vai variar de acordo com a quantidade de dezenas que você decidir apostar.

Seis dezenas de cada vez

Para fazer a aposta mais comum, aquela em que são escolhidos seis entre 60 números disponíveis, é preciso desembolsar quase R$ 225,3 milhões. Esse é o valor necessário para as 50.063.860 apostas que seriam realizadas, a um custo unitário de R$ 4,50 — valor mínimo para apostas na Mega da Virada em 2021.

Essas mais de 50 milhões de apostas são as combinações possíveis de dezenas, considerando todos os 60. O número é alcançado usando análise combinatória e foi calculado a pedido do UOL pela estatística Alessandra Montini, professora da FEA-USP e colunista de Tilt.

E tem mais: além de levar a medalha de ouro da Mega da Virada, o prêmio maior, o apostador ainda ficaria com a prata. Afinal, receberia também o prêmio pago a quem faz a quina (já que acertaria cinco dos seis dezenas com 324 das suas mais de 50 milhões de apostas), e com o bronze, a quadra (acertando quatro dos seis números sorteados).

Aposta cara e mais ágil

Além de ter de desembolsar uma enorme quantia, esse esquema certeiro para levar o prêmio da Mega Sena é bastante trabalhoso, uma vez que são necessárias milhões de apostas.

Por isso, se o apostador está decidido a ganhar de uma vez por todas, pode optar por investir um pouco mais: R$ 225.292.567,50. Um total de R$ 5,2 mil a mais do que a estratégia anterior.

Assim, é possível ter pouco menos de trabalho: apostando com 15 dezenas — máximo permitido —, o apostador terá de fazer 10.003 jogos e um deles sairá premiado. Neste caso, o valor unitário da aposta sobe para R$ 22.522,50, segundo os dados informados no site da Caixa. Quanto mais dezenas, mais caro é o jogo, mas menos apostas são necessárias.

Quanto apostar para levar o prêmio?

Saiba quanto apostar em cada uma das modalidades possíveis, considerando os valores de apostas divulgados pela Caixa para 2021 e a análise combinatória de cada caso:

6 dezenas a R$ 4,50: 50.063.860 de apostas - valor total: R$ 225.287.370

7 dezenas a R$ 31,50: 7.151.980 de apostas - valor total: R$ 225.287.370

8 dezenas a R$ 126: 1.787.995 de apostas - valor total: R$ 225.287.370

9 dezenas a R$ 378: 595.999 apostas - valor total: R$ 225.287.622

10 dezenas a R$ 945: 238.400 apostas - valor total: R$ 225.288.000

11 dezenas a R$ 2.079: 108.364 apostas - valor total: R$ 225.288.756

12 dezenas a R$ 4.158: 54.182 apostas - valor total: R$ 225.288.756

13 dezenas a R$ 7.722: 29.175 apostas - valor total: R$ 225.289.350

14 dezenas a R$ 13.513,50: 16.672 apostas - valor total: R$ 225.297.072

15 dezenas a R$ 22.522,50: 10.003 apostas - valor total: R$ 225.292.567,50

Em todos os casos possíveis de apostas, entre 6 e 15 dezenas marcadas, o rendimento pode valer a pena. Considerando um prêmio estimado inicialmente em R$ 350 milhões, o apostador ganharia cerca de 55% a mais do que investiu. No ano passado, a diferença entre o valor apostado num cenário assim e o retorno era de pouco mais de 28%.

Vale destacar que com este volume de apostas, o vencedor pode levar ainda mais dinheiro, já que a quantia arrecadada com os jogos impacta no valor final do prêmio. A Caixa destina 43,35% da arrecadação com as apostas para o prêmio bruto da Mega-Sena. Esta fatia passa por uma tributação de 30% na fonte, e o prêmio estimado já é o valor líquido.

Com isso, uma aposta de R$ 225,2 milhões levaria à destinação de R$ 97,6 milhões para a premiação bruta. Após a tributação de 30%, o prêmio líquido aumentaria em R$ 68,3 milhões.

Nem tudo são flores

Existe um "porém": provavelmente o apostador precisará dividir o prêmio. Segundo o histórico divulgado pela Caixa, o valor anual da Mega da Virada nunca foi embolsado por uma só pessoa.

Na verdade, o valor já foi dividido entre duas pessoas (no ano passado, por exemplo, quando cada um levou R$ 162,6 milhões) e até entre 52 ganhadores (em 2018, quando cada sorteado ficou com pouco mais de R$ 5,8 milhões).

Na média dos últimos 12 anos, desde 2009, quando foi criado o jogo que faz o ano de alguns brasileiros começar mais tranquilo, foram nove apostadores vencedores por ano.

Isso significa que, se a tradição se mantiver, o apostador terá que compartilhar o prêmio. E, a depender do montante final do prêmio, o valor na conta pode ser menor que o investimento inicial.

Tendo como exemplo o prêmio de R$ 350 milhões e a média de nove vencedores por ano, cada um deles ficaria com aproximadamente R$ 38,8 milhões. Na pior hipótese, mantendo os cenários dos últimos anos, o ganhador dividiria o valor com outros 51 sortudos, levando para casa cerca de R$ 6,8 milhões. Se dividir com apenas mais uma pessoa, seriam R$ 175 milhões — o que ainda representaria uma perda para quem investiu mais de R$ 225 milhões.

_________________________________________________Mega da Virada: o que a matemática diz sobre a sua chance de levar o prêmio

Mega-Sena da Virada será sorteada em 31 de dezembro Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Colaboração para Tilt 30/12/2021 04h00

Se neste fim de ano você decidir apostar na Mega-Sena da Virada e depois pegar um avião, saiba que é mais provável que a aeronave caia do que uma pessoa sozinha acerte as seis dezenas do prêmio, previsto em R$ 350 milhões para 2021. O dado não é para desanimar ninguém, mas é bom ter ciência das probabilidades.

E a conta não é exagerada. As chances de alguém vencer com uma aposta simples de seis números, de R$ 4,50, é de uma em 50 milhões, de acordo com a Caixa Econômica. Isso dá 0,000002% e vale tanto para a Mega da Virada quanto para qualquer outro sorteio do prêmio.

Já as probabilidades de morrer em um acidente aéreo são de uma em 4 milhões, o que equivale a 10 mortes em 40 milhões de voos, segundo Gilcione Nonato, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Agora, se você puder e decidir investir mais na sua sorte e apostar sete números, que custa R$ 31,50, as suas chances se tornam um pouco maior: uma em 7,1 milhões.

Pela ciência da matemática, o melhor cenário seria apostar 15 números, o máximo permitido. Neste caso, a probabilidade é de uma em 10.003. Só que precisaria desembolsar R$ 22.522,50. Haja confiança e grana no bolso.

Se já é difícil ganhar com uma aposta simples, se tornar o único sorteado com prêmio é ainda mais raro.

"Além de sortear o seu jogo, que apresenta a probabilidade de 1 em 50 milhões, é preciso que mais nenhuma outra aposta seja igual à sua", afirma Flávio Gonçalves, professor de estatística, também da UFMG.

Partindo desse raciocínio, a probabilidade de ganhar sozinho a Mega-Sena da Virada com uma única aposta, supondo-se 180 milhões de apostas — média das anteriores — é de aproximadamente 1 em 1,8 bilhão, ou seja, 0,0000000548%.

Eventos raros são mais rotineiros do que apostas da loteria

O risco de ser atacado por um tubarão, por exemplo, é de 1 em 11,5 milhões, de acordo com um levantamento realizado pelo Museu de História Natural da Flórida, da Universidade da Flórida (EUA), em 2017. Então a probabilidade de ser atacado por um tubarão é cinco vezes maior do que ganhar na Mega-Sena da Virada com uma única aposta.

A probabilidade de ser mãe de quádruplos, 2.500 vezes; de viver mais de 100 anos, após ter chegado aos 60, 2,5 milhões; e de um avião se chocar com um pássaro, 13,7 milhões de vezes.

Mas não se desanime com a Mega. É difícil, mas a matemática mostra que é possível. Só ganha quem aposta. O sorteio será dia 31 de dezembro. Quem sabe, né?

_________________________________________________'Lá vem o aluno com seu travequinho'; atleta trans revela ameaças após formatura de namorado militar

Fenômeno das redes sociais em Natal, Thaynna Dantas foi atacada pela internet e registrou queixa na delegacia
Thaynna Dantas com o noivo militar, durante formatura: preconceito Foto: Reprodução
Thaynna Dantas com o noivo militar, durante formatura: preconceito Foto: Reprodução

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Uma imagem quase passou despercebida no último dia 4, na formatura da Escola de Sargentos da Infantaria, em Três Corações, Minas Gerais. O ineditismo só foi percebido quando a mulher de um dos formandos reconheceu Thaynna Dantas De Souza, que foi à formatura como mais uma das namoradas e mulheres dos militares. Atleta transexual, Thaynna é um fenômeno das redes sociais em Natal, Rio Grande do Norte, onde o casal mora. Tem mais de 400 mil seguidores, inevitável ser reconhecida. Thaynna conta que não houve qualquer restrição do Exército à sua presença na cerimônia formal, tampouco na formatura. Mas o que era celebração virou pesadelo: já de volta a Natal, ela passou a receber ameaças de outros usuários das redes.

Thaynna conta que, ao chegar em casa, passou a receber áudios agressivos pelo celular. Alguns, com dois minutos de ameaças. Registrou queixa no 15º  Distrito Policial de Natal.

– Chorei duas horas sem parar ao ouvir. Se era para ser uma brincadeira, virou um crime. Eram palavras transfóbicas, absurdas, ameaças. Por que isso? Só porque sou trans... Jamais um relacionamento tem que interferir na imagem de um militar. O que ele faz na caserna diz respeito à sua função. O que faz fora é sua vida particular – disse Thaynna, em depoimento ao lado do noivo, que a ajudava a lembrar datas e detalhes da cerimônia de formatura.

Juntos há três anos, a atleta e o terceiro-sargento, que se formava na ocasião, namoram há três anos e estão noivos. Ela, 33, ele 24. Lucca Michelazzo pediu Thaynna em casamento este ano. Está no Exército há dois. Já Thaynna interrompeu os estudos aos 15 anos para iniciar a transição de gênero. Atualmente, tem uma carreira eclética: além de atleta, ela se forma em nutrição no segundo semestre.

'Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho'

A polícia começa hoje a investigar os ataques virtuais. Quando foi estudar na Escola de Sargentos do Exército, Lucca já namorava Thainna e nunca se ressentiu da reação de colegas, que foram poucas. Mas o casal lembra de um em especial: "Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho". 

– Cheguei a entrar no grupo de Whatsapp de mulheres e namoradas de militares. Todas doidas para casar. Não sabiam que eu era trans. Aí veio a frase: 'Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho'. Como era aluno, não denunciei. Desde essa época, já tinha preconceito. Soube agora que uma menina pesquisou foto minha no Google e encaminhou as fotos que descobriu em outro grupo. O preconceito ia ter de qualquer jeito, mas Lucca é totalmente de boa com isso. À noite, no baile de formatura, a mãe disse: nossa: "tá lindíssima".  Estávamos tão felizes que só queríamos curtir. Independente de olhares. Quando me viram pessoalmente, devem ter pensado: 'é um casal normal'. 

_________________________________________________Criadora de "Run the World": "São negras incríveis ocupando uma NY diversa"

"Run the World", nova série ambientada em Nova York e que conta a história de quatro amigas, é protagonizada por mulheres negras - Jojo Whilden/Divulgação
"Run the World", nova série ambientada em Nova York e que conta a história de quatro amigas, é protagonizada por mulheres negras Imagem: Jojo Whilden/Divulgação

Mariane Morisawa Colaboração para Universa 15/05/2021 04h00

Na nova série "Run the World", Whitney (Amber Stevens West), Ella (Andrea Bordeaux), Renee (Bresha Webb) e Sondi (Corbin Reid) são quatro amigas de 30 e poucos anos que equilibram carreira, relacionamentos amorosos e diversão em Nova York. Quatro amigas + Nova York sempre evocam "Sex and the City". Foi assim com "Girls", que atualizava a fórmula para o século 21, com o Brooklyn no lugar de Manhattan e garotas hipsters de 20 e poucos anos em vez das mulheres glamourosas interpretadas por Sarah Jessica Parker e companhia.

"Run the World" (mesmo nome da música de Beyoncé), que estreia neste domingo (16) na plataforma de streaming Starzplay, com um episódio novo toda semana, transfere a ação para o Harlem e está em sintonia com o agora ao fazer de suas protagonistas quatro mulheres negras.

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A criadora da série, Leigh Davenport, fica honrada, claro, com qualquer comparação com "Sex and the City", um marco da televisão. Mas enxerga muitas diferenças. "'Sex and the City' era uma série divertida sobre mulheres brancas numa grande cidade diversa. E esta série é sobre mulheres negras ocupando uma grande cidade diversa", disse ela em entrevista a Universa por videochamada. Sua intenção era ampliar a maneira como o público imagina que mulheres negras transitam em sua negritude.

Somos seres políticos, sexuais e criativos, tudo ao mesmo tempo agora, todos os dias

run the world - Cara Howe/Divulgação - Cara Howe/Divulgação
A trama se passa no Harlem e não gira em torno de encontros sexuais e homens, como "Sex and the City" Imagem: Cara Howe/Divulgação
Mas ela gosta da possibilidade de "Run the World" também se tornar um marco como "Sex and the City".

Demorou esse tanto, mas eu adoraria que a visão do que é ser uma mulher moderna em Nova York fosse a imagem dessas mulheres negras lindas, inteligentes e engraçadas

Na trama, WhitneyEllaRenee e Sondi enfrentam racismo e preconceito. "Elas vivem em suas peles negras todo dia, afinal", afirmou Davenport. Mas suas reações variam. Às vezes, apenas dão risada. Outras, nem ligam. E em algumas situações precisam rebater ou ter uma discussão a respeito.

"Queria dar ao público a oportunidade de viver conosco de uma forma orgânica e não sentir como se eu estivesse intencionalmente tentando impor conversas sobre a minha negritude. Se você está apenas no meu mundo, conforme eu e minhas amigas vivemos em espaços negros, você vai entender muita coisa."

"São mulheres negras vivendo graciosamente em suas verdades"

Outra grande diferença com "Sex and the City", segundo Davenport, é que "Run the World" não foca encontros sexuais, homens e relacionamentos. "É sobre irmãs que estão tentando descobrir o que querem da vida, como conseguir chegar lá, como apoiar umas às outras para tentarem ser as mulheres que querem ser."

Por mais que se ame Carrie (Sarah Jessica Parker), Charlotte (Kristin Davis), Samantha (Kim Cattrall) e Miranda (Cynthia Nixon), elas eram representações de tipos de mulheres — tanto que era comum perguntar se alguém era a Carrie ou a Samantha. "Em 'Sex and the City', as mulheres eram o extremo oposto uma das outras", disse Davenport. "Eu queria fugir dos estereótipos, ainda mais porque estava contando histórias sobre mulheres negras. Eu busquei os meios-termos. A cada momento pensávamos no que as tornava seres humanos completos e o que fazia delas apenas um tipo."

Leigh Davenport é a criadora de "Run the World" - Divulgação - Divulgação
Leigh Davenport é a criadora de "Run the World" Imagem: Divulgação

Whitney, por exemplo, trabalha no mercado financeiro, é uma mulher alfa, perfeccionista, e essas personagens frequentemente aparecem como malvadas e frias. Mas ela é doce. Renee é bem-sucedida, desbocada, espalhafatosa e poderia facilmente parecer ser alguém que não precisa de ninguém, mas ela sofre com o fim do seu casamento. Amber, que segue carreira acadêmica, tem medo das consequências da descoberta de sua relação com seu orientador. Ela sabe que a corda sempre arrebenta do lado da mulher, que é acusada de oportunista. E Ella, que teve sucesso com um livro, viu sua carreira patinar e voltou a trabalhar num site de celebridades. Pode ser cínica e sarcástica, mas também é romântica e idealista.

Bresha Webb, que interpreta Renee, disse que nunca havia visto esse perfil de personagens negras na tela.

Eu li no roteiro mulheres negras vivendo graciosamente em suas verdades, elegantemente, exuberantemente. Suas amizades eram complexas. Vi as conversas que eu tenho com minhas amigas sobre sexo, sobre preconceito de idade, racismo. Sobre coisas que acontecem. Mas que também temos humor. E temos amor, e há tantos lados diferentes para as mulheres. E eu nunca tinha tido a chance de ver isso tudo refletido

Andrea Bordeaux, a Ella, espera que a série sirva para expandir a maneira como as próprias mulheres negras se enxergam. "Há uma grande reclamação na comunidade de sermos tratadas como um monolito. E nós mesmas fazemos isso, nos colocamos certas limitações na maneira como vivemos ou nas histórias que contamos", disse.

"E voltemos a 'Sex and the City'. Muitas vezes vivemos experiências similares, mas não nos sentimos capazes de contar histórias assim. 'Run the World' oferece esse panorama nova-iorquino de alta moda e energia, mas adicionando a cultura negra americana. Essas personagens vestem Gucci, mas também LaQuan Smith."

_________________________________________________Volta de 'Sex and the city' é PURA DECEPÇÃO 

Patrícia Kogut 19/12/2021 - 07h00

Atrizes gravam 'Sex and the city' (Foto: Reprodução)
Atrizes gravam 'Sex and the city' (Foto: Reprodução)

O lançamento de “And just like that” na HBO Max faz duvidar de que valha a pena ressuscitar programas de tanto sucesso como “Sex and the city”. A série original foi ao ar entre 1998 e 2004. O enredo acompanhava quatro amigas, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon). Solteiras, elas namoravam muito e trocavam confidências de forma irrestrita. Falavam de sexo com uma liberdade àquela altura ainda pouco vista na televisão. A produção marcou e deixou um legado na teledramaturgia. Sua linguagem e os temas que retratou balizaram inúmeras atrações que vieram depois.

Havia um rompimento de padrões na forma de contar as histórias. A abordagem tão livre da intimidade feminina trazia uma verdade que conquistou o público. As quatro circulavam pelos lugares charmosos de Nova York com um figurino de primeira, principalmente Carrie, dona de uma coleção de sapatos. A moda era um tema central, quase um personagem. A cidade, também. A série tinha um arco dramático maior e situações que se esgotavam mais rapidamente. As amigas viraram emblemas de uma época.

Entre a história original e a de hoje, fizeram três filmes de qualidade duvidosa. Nenhum deles alcançou o êxito obtido pela televisão. Mas nada arranhou a força da boa lembrança que a série tinha deixado.

Agora, esse símbolo da memória afetiva pura no palito está sucateado. Vinte anos se passaram num instante, como indica o título. Porém, em “And just like that”, não houve amadurecimento. As amigas chegaram aos 50 com voz de púberes e fazendo biquinho de adolescentes. Ao que indicam os dois primeiros episódios, elas perderam o bonde do charme, da iconoclastia e do frescor narrativo. Aquelas mulheres que viviam à frente de seu tempo agora parecem adultas que não cresceram totalmente.

As personagens já não são as mesmas, natural. Os temas também mudaram. Só que nada disso acontece de forma orgânica. É simplista e preguiçosa, por exemplo, a forma como a série tenta responder às acusações de ter um elenco não inclusivo. A solução é esquemática: cada uma tem uma amiga de alguma minoria, pronto.

Miranda, antes uma mulher decidida, inteligente e articulada, perdeu o traquejo. Depois de anos como advogada numa empresa, ela volta a estudar. Mas exagera nos figurinos. Vai à primeira aula vestida para o baile e erra tudo o que diz à professora. Não parece Miranda, e sim uma daquelas donas de casa que decidem enfrentar o mercado depois de um longo hiato profissional. Uma figura que, convenhamos, foi mais comum nos anos 1970/1980. Não em 2021.

Charlotte, a romântica, se casou e é uma mãe dedicada de duas meninas. Mas, francamente, também evoluiu mal. É só boba.

Carrie conserva o figurino de antes e o jeito charmoso, e tenta se adequar aos tempos. Em “And just like that”, pena, até isso se expressa de forma cosmética: ela agora faz um podcast — oh!, que moderna.

O público que vinha aguardando essa estreia com grande expectativa sabe que Kim Cattrall saiu por desentendimentos com Sarah Jessica. O roteiro resolveu bem a ausência, que é mencionada abertamente. Uma grande virada acontece no segundo episódio (e não vou detalhar aqui porque é um mega spoiler). Ela é trágica, mas, noves fora, serve a impulsionar a trama.

“Sex and the city” merecia muito mais.

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_________________________________________________Sex and the City' de volta: como série contaminou minha vida amorosa

"And Just Like That", revival de "Sex and the City", estreia na quinta (9) na HBO Max Imagem: Divulgação/HBO Max

"And Just Like That", revival de "Sex and the City", estreia na quinta (9) na HBO Max - Divulgação/HBO Max
"And Just Like That", revival de "Sex and the City", estreia na quinta (9) na HBO Max Imagem: Divulgação/HBO Max
Camila Brandalise De Universa 08/12/2021 04h00

Lembro a primeira cena de "Sex and the City" que vi e como fiquei hipnotizada pelo que aparecia na tela. Tinha 14 anos, fazia parte de uma família extremamente católica onde sexo era assunto proibido, acreditava que tinha que casar virgem e que aos 30 anos teria marido, filhos, casa própria e carro na garagem. Aquela velha história.

E aí eu vejo a personagem da Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), com 31 anos, se questionando por ter transado no primeiro encontro com o crush que ela apelidou de Big (Chris Noth). Era uma cena do sexto episódio da primeira temporada, estavam os dois no chão do quarto dele enquanto o fluxo mental da protagonista jogava na minha cara um jeito de ser mulher que até então eu nem sabia que existia, ainda que essa dúvida dela, hoje, me soe muito careta.

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Mais velha, passei a assistir aos episódios semanais que eram exibidos na televisão. Em outra época, aluguei em DVD para ver a série completa. Fui acompanhando o avanço da tecnologia: baixei o programa em um site pirata, depois comprei os DVDs para ter em casa e hoje, no streaming da HBO Max, faço o que já fiz várias vezes no passado: assisto à série sempre que tenho o coração partido ou quando quero ver mulheres vivendo uma vida sem grandes problemas. Agora aguardo um novo capítulo dessa história: na quinta-feira (9), estreia "And Just Like That", uma continuação de "Sex and the City", também na HBO Max.

As protagonistas da continuação de "Sex and the City" Imagem: Reprodução/Instagram

As protagonistas da continuação de "Sex and the City" - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
As protagonistas da continuação de "Sex and the City" Imagem: Reprodução/Instagram
Pelos meus cálculos, devo ter assistido todos os episódios, do começo ao fim, 13 vezes. Podem me julgar. Por um lado, me confortou. É como se as histórias me dessem uma certa esperança ao normalizar o fato de que passa muita gente pelo nosso caminho até aparecer aquela pessoa que vai ficar por mais tempo. Todas as quatro personagens principais têm encontros atrás de encontros e diversas decepções amorosas — sempre contadas entre piadas e facilmente superadas. No meio de tudo isso, havia muita conversa sobre sexo e alguma sobre trabalho.

Por outro lado, mostra uma mulher apegadíssima a um homem e que só tem um final feliz porque fica com ele — vocês já devem saber que Carrie e Big ficam juntos. A gente já recebe esse tipo de mensagem de todo o lado, seria melhor que uma das séries mais icônicas já vistas não apertasse essa tecla com tanta força. Ainda assim, ao dizer com todas as letras que mulheres são poderosas e também querem viver sua sexualidade, fez escola. Diversos outros programas surgiram depois disso, e até hoje, com premissa parecida.

Carrie é chata, e série é revolucionária, mas estereotipada

A autora do livro homônimo que deu origem à série vê o programa como uma história não muito positiva para as mulheres. Candace Bushnell disse em entrevista ao jornal "New York Post", em outubro, que não considera o programa feminista, principalmente por causa das

Carrie é chata, e série é revolucionária, mas estereotipada

A autora do livro homônimo que deu origem à série vê o programa como uma história não muito positiva para as mulheres. Candace Bushnell disse em entrevista ao jornal "New York Post", em outubro, que não considera o programa feminista, principalmente por causa das incessantes tentativas de Carrie de ficar com Big. No final das contas, segue o estereótipo da mulher heterossexual: então a felicidade só será completa se eu tiver um homem ao meu lado?

A personagem Carrie Bradshaw - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
A personagem Carrie Bradshaw Imagem: Reprodução/Instagram

Com os olhos de hoje, há vários outros problemas, começando pela falta de representatividade. No programa, a mulher branca hetero e rica está no centro do que se chama de feminino. É como se representassem um perfil universal de mulher.

O conceito deveria englobar diferentes raças, classes, orientações sexuais. E nem dá para colocar a culpa em uma possível falta de discussão da época: a filósofa Angela Davis fala disso, pelo menos, desde 1981. Eu, uma mulher branca de classe média, não percebi o problema por muito tempo. Errei. Hoje me salta aos olhos.

Charlotte (Kristin Davis) continua sendo a madame da série - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Charlotte (Kristin Davis) continua sendo a madame da série Imagem: Reprodução/Instagram

Com o tempo também comecei a achar a Carrie uma amiga chata, autocentrada e pouco empática. É sarcástica quando ouve desabafos de amigas, desliga o telefone na cara delas e fala de si o tempo todo, como se tudo girasse em torno de sua vida.

Mais nova, não tinha muita simpatia pela Samantha (Kim Cattrall), talvez por me assustar com sua sexualidade. Hoje me parece a mais divertida das quatro. A imprensa americana diz que foi por causa do brilho da personagem que, nos bastidores, Cattrall passou a ser destratada pelas outras três colegas, especialmente por Sarah Jessica Parker. Por isso, e por não querer mais falar tanto sobre sexo aos 61 anos, Cattrall não quis participar da continuação da série.

O que eu gostaria de ver nos novos episódios

Miranda (Cynthia Nixon) abandonou o ruivo e abraçou os cabelos brancos - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Miranda (Cynthia Nixon) abandonou o ruivo e abraçou os cabelos brancos Imagem: Reprodução/Instagram
Espero ver na continuação a essência do que vi aos 14 anos: alguma discussão nova sobre ser mulher. Pelos trailers, me parece que o foco será no envelhecimento. Assim como ainda não pensava tanto em sexo na adolescência mas gostei de ver o tema ser tratado abertamente, a velhice feminina começa a me interessar aos 36 anos, principalmente por ser um tabu que ainda precisa ser discutido longe da ideia de juventude eterna.

Também senti, pelas prévias do que virá, que os diálogos não serão tão forçados quanto nos dois filmes lançados após o fim do seriado.

Lisa, vivida pela atriz Nicole Ari Parker (ao centro), será a nova melhor amiga de Carrie - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Lisa, vivida pela atriz Nicole Ari Parker (ao centro), será a nova melhor amiga de Carrie Imagem: Reprodução/Instagram

Vi que no elenco há mulheres negras e outras com corpos diferentes do padrão de magreza que a série sempre mostrou. Agora é ver como suas histórias serão abordadas, se serão apenas um step para as protagonistas brancas e magras ou terão personalidades complexas, como deveria ser. Além disso, espero que os relacionamentos com homens — e tomara que haja relações homoafetivas também — sejam tratados como uma parte da vida, e não a prioridade.

Falei bem mal de "Sex and the City" aqui, mas a verdade é que ainda é minha série preferida. É para onde volto quando não há nada de novo e interessante para ver nos serviços streamings. Tenho uma ligação afetiva, um carinho. É o programa que cito nas conversas com as amigas e é de onde saem algumas frases que decorei e reproduzo de vez em quando. Por muito tempo tive vergonha de admitir isso, por já ter ouvido que é uma série de "mulherzinha". Bom, se for assim, posso me considerar uma.

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Mauricio Stycer - Volta de "Sex and the City" sem Samantha deveria se chamar só "The City"

Colunista do UOL

13/01/2021 13h13

Volta e meia os fãs pedem a volta de séries muito queridas que já terminaram há anos. E a indústria, em crise de criatividade, dá corda para estes desejos embalados por saudosismo.

Foi assim, por exemplo, com a volta de "Gilmore Girls", em 2016, patrocinada pela Netflix. O serviço de streaming desenvolveu quatro longos episódios inéditos, protagonizados por Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e sua filha, Rory Gilmore (Alexis Bledel). O título deixou claro o aspecto saudosista: "Gilmore Girls - Um Ano para Recordar".

A Netflix também é responsável (culpada?) pela volta de "Arrested Development", uma série cult, exibida originalmente em 2003 e cancelada em 2006, após três temporadas. O serviço de streaming resgatou a série em 2013 e não funcionou muito bem. Em 2018, uma nova leva de episódios foi lançada, igualmente sem maior repercussão.

Há anos lemos sobre planos (ou sonhos, melhor dizendo) de ver o sexteto de "Friends" reunido para uma nova safra de episódios. Em 2020, finalmente, a Warner anunciou que faria um especial, mas o projeto foi adiado por causa da pandemia de coronavírus. Gosto da série, mas espero, com todo respeito aos fãs, que este projeto seja cancelado.

O mesmo ocorre com "Seinfeld", "The Office" e tantas outras séries queridas. Em nome da minha memória afetiva, espero que esses projetos não vinguem.

Esta semana a notícia é a da volta de "Sex and the City". A HBO Max (Warner) anunciou o projeto "And Just Like That...", que vai seguir as protagonistas agora na faixa dos 50 anos. A série original, exibida entre 1998 a 2004, acompanhava as protagonistas em seus 30.

"Sex and the City" é um dos marcos da era de ouro da TV americana no início deste século. Por meio do quarteto de protagonistas, quatro mulheres independentes, mas muito diferentes entre si, abordou temas que a TV ainda não tratava de forma tão aberta.

A volta agora me parece uma péssima ideia. Prefiro uma reprise. Como disse, acho melhor guardar na lembrança a qualidade da série e das personagens no contexto da exibição original.

Sex and the city  - Reprodução - Reprodução
O quarteto de 'Sex and the City' em cena da série exibida entre 1998 e 2004 Imagem: Reprodução

Para piorar, Kim Catrall, a Samantha, não vai participar do projeto de reencontro. Apenas Sarah Jessica Parker (Carrie), Kristin Davis (Charlotte) e Cynthia Nixon (Miranda) estão envolvidas. Ora, como brincaram alguns fãs, "Sex and the City" sem Samantha é apenas "The City".

Na minha lembrança, a personagem de Catrall era quem encarnava de forma mais radical o mote feminista "meu corpo, minhas regras". Samantha fazia sexo com quem ela queria e não dava a menor bola para quem recriminasse as suas relações.

_________________________________________________Opiniões Universa - Sex and the city: Samantha teve que correr muito para Fleabag poder voar

A atriz Kim Catrall como a Samantha de Sex and The City - Reprodução
A atriz Kim Catrall como a Samantha de Sex and The City Imagem: Reprodução
Carla Lemos Colaboração para Universa 13/01/2021 04h00

A notícia está em toda parte: Sex and the City estará de volta para uma nova temporada na HBOMAX. Só que mais que empolgação e expectativas para sabermos como estão estas personagens que influenciaram toda uma geração de mulheres, o que todo mundo quer saber é: existe Sex and the City sem Samantha Jones? Sex and the City, sem sex.

Pois é, cara leitora, é isso mesmo. A atriz Kim Cattrall já mandou avisar há alguns anos, enquanto se especulava a produção de um terceiro filme inspirado na série, que não reviveria o papel de Samantha. Muita gente usa isso pra alimentar aquele velho fetiche social de rivalidade feminina, mas a questão aqui é outra: Kim declarou que ao chegar aos 60 anos resolveu que era o momento de encerrar este ciclo na sua carreira. Quando uma mulher diz não, cabe a toda sociedade respeitar sua escolha.

Eu devia ter uns 19,20 anos, logo no início dos anos 2000, quando ouvi falar de Sex and the City a primeira vez numa revista de moda. Sempre fui "a loca das séries" então corri para a revista da TV a cabo para descobrir quando passava essa série que representava tanto a vida da mulher moderna. Eu era uma jovem adulta do subúrbio do Rio, adolescente de igreja, namorinho de portão que não sabia era nada sobre o mundo ou da própria sexualidade.

Samantha Jones me chocava. A liberdade sexual dela por vezes assusta quem foi reprimido por toda a vida. Por mais que ela me deixasse de olhos arregalados em muitos episódios, eu a admirava. Era importante demais ver que existiam mulheres (mesmo que na ficção) que tinham a si mesmas como grande amor e sua própria felicidade como foco na vida.

A abertura da série era um anúncio da coluna da Carrie que dizia que ela conhecia um bom sexo, mas, a real é que, quem deu aulas sobre liberdade sexual por todas as temporadas da série (e nos 2 filmes) não foi a Carrie Bradshaw. Foi, sim, Samantha Jones.

Muito antes de amarmos a franqueza de Phoebe Waller-Bridge em Fleabag, Samantha Jones já estava praticando o seu direito de ter uma vida sexual plenamente ativa (inclusive se apaixonando por padres por aí...) e priorizando o seu prazer. Ela gostava de sexo e não tinha vergonha nenhuma disso, mesmo sendo incompreendida pelas suas próprias amigas que muitas vezes recriminavam seu comportamento. Carrie, Charlotte e Miranda eram obcecadas demais pela aprovação masculina para compreenderem uma mulher que se importava com suas próprias necessidades.

Phoebe Waller-Bridge em cena de Fleabag - Reprodução / Internet - Reprodução / Internet
Phoebe Waller-Bridge em cena de Fleabag Imagem: Reprodução / Internet

Samantha popularizou não só o uso dos vibradores, mas também a noção de que sexo tem que ser prazeroso para ambas as partes envolvidas — porque, se não for assim, não vale a pena, viu garotas?

Sex and the City foi ao ar a primeira vez em 1998 e (re)assistindo aos primeiros episódios, me impressionou ver como a liberdade sexual da Samantha é, talvez, a única coisa que tenha "envelhecido bem" na série.

Tomada pela nostalgia, ao rever o segundo episódio da primeira temporada vi Carrie, Miranda e Charlotte simplesmente não conseguindo compreender que Samantha tivesse uma autoestima saudável.

Enquanto as três olhavam para as modelos nas capas de revistas e depreciavam a si mesmas, Samantha reconhecia um vestido igual ao seu. Ela não se intimidava com convenções sociais.

Enquanto Carrie, Miranda e Charlotte viviam sofrendo por uns homens meio bosta, Samantha estava sempre cuidando da própria felicidade. Era honesta sobre si e seu prazer. 'Tento de tudo, pelo menos uma vez', dizia. Defendia sua libido (e suas amigas) acima de todas as coisas. E tá errada?

"Se eu me preocupar com o que falam sobre mim, nem saio de casa", dizia.

Samantha correu muito para que Fleabag pudesse voar. Mas, mesmo passados 20 anos da estreia de Sex and the City, a sociedade ainda se choca ao ver uma personagem feminina em controle da sua própria vida sexual como a criada por Phoebe Waller-Bridge. O sexo feminino continua sendo um grande desconhecido na televisão.

O elenco de Sex and the City. - Reprodução / Internet - Reprodução / Internet
O elenco de Sex and the City. Imagem: Reprodução / Internet

Talvez seja este o grande incômodo gerado pelo anúncio dessa nova temporada.

Sem a autonomia de Samantha e suas lições de sexualidade e amor-próprio, o que podemos esperar de uma série protagonizada por três mulheres heterossexuais brancas da elite de Nova York em 2021?

Bom, o jeito é aguardar para ver se finalmente a influência de Samantha bateu nas suas amigas da ficção como bateu nas fãs da série.

*Carla Lemos é feminista, carioca e produtora de conteúdo há mais de 15 anos. Observadora atenta das mudanças de comportamento das mulheres na sociedade, Carla comanda o podcast PRIMAS e é autora do livro "Use a Moda A Seu Favor". Em 2021, lançará seu novo livro, "As Mentiras que te Contaram Sobre Ser Mulher"

_________________________________________________'And Just Like That': novo Sex And The City mostra que envelhecer faz bem

And Just Like That: O que você precisa saber antes de ver revival de Sex and the City - Reprodução / Internet
And Just Like That: O que você precisa saber antes de ver revival de Sex and the City Imagem: Reprodução / Internet

Júlia Flores

De Universa

10/12/2021 08h22

Estrearam na madrugada desta quinta-feira (09) dois episódios de "And Just Like That", sequência da série "Sex And The City". Sim, a gangue de Carrie está de volta (dessa vez sem Samantha, já que a atriz Kim Catrall se negou a participar do reboot por conflitos com a equipe).

Em 2021 a trama de Sex And The City ganha novos conflitos e levanta discussões sobre padrões de beleza, raça e gênero. Miranda, por exemplo, abandona a carreira de advogada para dedicar-se a um mestrado em Direitos Humanos — trazendo as discussões para atualidade chega a debater o termo "White Savior".

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Volta de "Sex and the City" sem Samantha deveria se chamar só "The City"

Para alguns críticos, a trama perdeu a originalidade ao tentar se retratar com o passado e deixar a série "menos branca". O jornal The Guardian chegou a dizer que "And Just Like That" reduz as personagens principais "a um trio perplexo que tenta se encontrar em novo mundo estranho".

Mas a verdade é que a sequência foca no amadurecimento (e envelhecimento!) de suas personagens e é esse o principal ponto positivo do novo "Sex And The City". Explicamos o porquê:

Série prova que envelhecer faz bem

And Just Like That... (Fonte: HBO Max) - Reprodução / Internet - Reprodução / Internet
And Just Like That... (Fonte: HBO Max) Imagem: Reprodução / Internet

Carrie, Miranda e Charlotte, ainda que carreguem seus trejeitos e manias, estão diferentes. Carrie, por exemplo, agora é host de um podcast sobre comportamento e - choque! - fica tímida ao fazer piadas sobre masturbação... Cadê aquela jornalista audaciosa que escrevia sobre fetiches e taras de importantes figuras de Nova York perto dos anos 2000?.

Só que, por outro lado, em uma sociedade marcada pelo etarismo, ver uma mulher bem-sucedida, em uma nova carreira e com posicionamentos redefinidos na casa dos 50 anos prova que não há idade limite para mudanças. E isso é ótimo!

Outro debate importante trazido pela série é

_________________________________________________Perfis no Instagram com ilustrações 'salientes' levam erotismo à rede; veja

Ilustração do perfil @vamodedengo, em que pessoas negras são retratadas com "dengo, melanina e saliência", como diz a descrição do perfil Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa 25/12/2021 20h05

A cena de um casal nas preliminares, corpos femininos e masculinos livres e sem tarjas para cobrir a região íntima. No Instagram, registros assim só são possíveis mesmo quando feitos em ilustrações (já que as políticas de uso da plataforma proíbem, por exemplo, a exibição de mamilos femininos).

Na rede social, não faltam perfis de artistas que apostam em diversidade para celebrar o erotismo. Mão aqui, língua acolá, artistas desenham posições sexuais e naturalizam questões como masturbação, sexo com mais de duas pessoas e entre pessoas LGBTQIA+, como deve ser.

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70 anos de novelas: 70 personalidades revelam sua trama favorita

“Roque Santeiro” (1985) foi a preferida, com 10 votos, seguida de “Vale tudo” (1988), com 5
"Que rei sou eu?" (1989). Da esquerda para direita Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo
"Que rei sou eu?" (1989). Da esquerda para direita Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo

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Em 21 de dezembro de 1951, há exatas sete décadas, era exibido o primeiro capítulo da primeira telenovela brasileira: "Sua vida me pertence". Para comemorar os 70 anos de uma das maiores paixões nacionais, o GLOBO perguntou a 70 personalidades ligadas ao gênero, entre atores, diretores, autores, jornalistas e músicos, qual sua trama preferida e por quê.

A campeã, com 10 votos, foi o clássico “Roque Santeiro”, que estreou na Globo em 1985, seguida de “Vale tudo” (1988), com 5 votos. Em terceiro lugar, empataram “Que rei sou eu” (1989), “Renascer” (1993) e “Avenida Brasil” (2012), com 4 votos cada uma. Estes e outros sucessos serão lembrados no especial “70 anos esta noite”, que vai ao ar na TV Globo nesta terça-feira (21) logo após “Um lugar ao Sol”, com participação de grandes nomes da dramaturgia.

Confira o voto de cada jurado.

Adriana Esteves, atriz: “Renascer” (1993)

“Uma novela tão importante na minha vida, e uma das mais bonitas já produzidas. Nesta novela, conheci o Marco [Ricca]. Começamos a namorar um ano depois, ficamos casados por 10 anos e tivemos um filho lindo, Felipe Ricca. Foi um trabalho maravilhoso e especial também por esta parte pessoal”.

Aguinaldo Silva, autor: “Pecado capital” (1975)

“Foi a primeira a ter êxito na tentativa de misturar o melodrama, o folhetim, com o realismo da crônica do cotidiano. O ‘naturalismo’ quase documental conferido ao texto pela autora Janete Clair e fielmente seguido pelo diretor Daniel Filho fez da obra uma espécie de mapa depois seguido pelas novelas futuras.”

Alcione, cantora: “Roque Santeiro” (1985) e “Da cor do pecado” (2004)

“‘Roque Santeiro', com seu inesquecível Sinhozinho Malta, e 'Da cor do pecado', que retratou as belezas da minha terra: nosso Centro Histórico e seus casarões, o som único do tambor de crioula e tantas maravilhas do Maranhão."

Alexandre Nero, ator: “O bem amado” (1973)

"Dias Gomes talvez tenha sido o maior autor de telenovelas do país. Ele retrata as nossas mazelas com uma visão tragicômica e ao mesmo tempo atemporal. O elenco reúne atores brilhantes em personagens repletos de camadas. Um passeio para quem interpreta e quem assiste.”

Alinne Moraes, atriz: “Além do tempo” (2015)

“Foi uma novela que abordou épocas e personagens tão distintos, uma beata no século XIX e depois uma empresária rica em pleno 2012. É uma obra romântica e muito atual. Até hoje as pessoas se lembram muito e me chamam de Lívia. Tem cenas lindas, foi muito marcante para mim.”

Amora Mautner, diretora: “O cravo e a rosa” (2000)

"Foi uma brilhante adaptação do Walcyr do texto ‘A megera domada’ de Shakespeare, e por ter sido a primeira novela que dirigi."

Ana Carolina, cantora: “Andando nas nuvens” (1999)

“Sempre me interessei pela forma como as novelas contam a vida do povo brasileiro. E elas, de certa forma, contam a minha também. ‘Andando nas nuvens’ marcou minha carreira, foi a primeira com música minha e que me deu meu primeiro grande sucesso: 'Garganta', tema da Deborah Bloch.”

Ana Maria Braga, apresentadora: “Avenida Brasil” (2012)

“A trama do João Emanuel Carneiro trouxe personagens cativantes e ambientados à realidade do momento que era exibida, o que foi um divisor de águas nas novelas brasileiras. O telespectador se enxergava naqueles diálogos e cenários. Toda a vingança da Nina, as maldades de Carminha deixavam espaço para momentos de muito humor e fui telespectadora assídua desta novela!"

André Paixão (Nervoso), cantor e guitarrista: “Roque Santeiro” (1985)

"É uma novela que não envelheceu, até em termos de diálogos e piadas. Muito divertida, remete à minha adolescência. Traz um sentimento bom. Trilha sonora cheia de músicas lindas. Das novelas que já assisti foi a que melhor retratou o Brasil, nosso povo, nossas crenças, nossa cultura, nossa identidade."

Antonio Fagundes, ator:  “Renascer” (1993)

“Sou realmente apaixonado por essa novela... E por um acaso eu fiz parte do elenco, mas, de qualquer forma, é maravilhosa”

Benedito Ruy Barbosa, autor: "Pantanal (1990)"

"Essa era uma novela que estava na minha cabeça e ninguém topava fazer, eu precisei bancar o louco. Saímos do estúdio, filmamos na água, em tantos lugares,... Foi um marco".

Betty Faria, atriz: “Tieta”(1989)

“Irresistível não escolher Tieta. Com inúmeras novelas maravilhosas que tive a sorte de fazer, Tieta é a escolhida porque toca o coração, é amorosa, tem humor, sem preconceitos e com consciência ecológica. É sempre atual e o povo ama”.

Bruno de Luca, ator: “Top model” (1989)

“Tinha muitas crianças, um núcleo infantil grande. O Nuno Leal Maia fazia o personagem Gaspar, ele tinha seis filhos, cada um com uma mãe diferente. Foi ali que eu vi que poderia ser ator, que entendi um pouco a profissão. Eu fui ver a gravação na Praia da Macumba uma vez e foi um sonho pra mim. Falei: quero fazer isso da minha vida”.

Bruno Gouveia, cantor: “Louco amor" (1983)

“Assistia novelas desde pequeno, na casa de meus avós. ‘Louco amor’, entretanto, foi uma novela e tanto pra mim, cheguei a correr esbaforido pelas ruas para não perder os capítulos mais marcantes. Ali me caiu a ficha que tinha herdado a mania de meus avós e virado um noveleiro de marca maior”.

Carlinhos de Jesus, dançarino e coreógrafo: “Avenida Brasil” (2012)

“Foi uma grande novela que me chamou muito a atenção e mexeu muito comigo. A história, a trama, o elenco, a tecnologia, tudo conta muito. Eu entrei pro GloboPlay por causa da novela, para assistir quando estava na rua. Mas eu evitava sair, agendava meus compromissos para antes ou depois da novela.”

Cauã Reymond, ator: “Renascer” (1993)

“Eu assistia com meus avós, e me levou para um universo completamente diferente, que é o universo do realismo fantástico, com os personagens do Osmar Prado, do Antonio Fagundes, Marcos Palmeira, Adriana Esteves, Maria Luísa Mendonça fazendo a Buba. Foi uma novela que me marcou de um jeito muito bacana, como se eu tivesse lendo um livro espetacular."

Christiane Torloni, atriz: “Mulheres apaixonadas” (2003)

“É um projeto muito humanista do Manoel Carlos. Através das personagens, ele vai desde o abuso sexual até a proteção à saúde moral e física dos idosos. Os personagens não são heróis, são seres humanos incríveis. É uma novela epistolar, com um elenco digno de Oscar”.

Claudette Soares, cantora: “Vale tudo” (1988)

"Tinha a Odete Roitman interpretada pela maravilhosa Beatriz Segall, e a personagem da Cássia Kis, que o público só consegue descobrir no último capítulo que matou a Odete"

Cláudia Raia, atriz: “Roque Santeiro” (1985)

“Um clássico dos clássicos. É uma síntese da nossa brasilidade. Traz os folclores, as lendas, a questão da corrupção. É uma história atemporal, que até hoje está atual. Dias Gomes, aliás, foi um autor que escreveu sobre o Brasil como ninguém”.

Daniel Filho, diretor: "Escrava Isaura” (1976)

"Projetou o Brasil internacionalmente. Parou guerras, Lucélia Santos ganhou a Águia de Ouro como melhor atriz na China. Voto popular, recebeu 300 milhões de votos…. a lista de feitos é enorme."

Deborah Secco, atriz: “Tieta” (1989)

“Me marcou muito. Quando fecho os olhos e lembro da minha infância, é a novela que mais me vem na memória”.

Dira Paes, atriz: "Escrava Isaura” (1976)

"Foi a primeira novela que assisti e que me trouxe a consciência sobre a escravidão no Brasil e no mundo. A escrava Isaura era uma representação do desejo de liberdade. A atuação da Lucélia Santos, Léa Garcia e de todo o elenco foram tão arrebatadoras, que a novela conquistou o mundo inteiro. Hoje, quem diria que sou amiga de ambas, minhas eternas musas inspiradoras.”

Edgard Scandurra, guitarrista: “Mulheres de areia” (1973)

"Essa novela, ainda em preto e branco, tinha a excelente interpretação de Carlos Zara, Eva Wilma e Gian Francesco Guarnieri , entre muitos atores e atrizes excepcionais. E tinha a abertura inesquecível em que Eva Wilma corria pela praia em câmera lenta."

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Érika Martins, cantora: “Que rei sou eu?” (1989)

"Eu era pequena e não perdia um capítulo com as minhas irmãs. Me levou a pensar sobre desigualdade, luta por direitos, injustiças... Coisas que levei para a vida toda.  Vivíamos isso na realidade do Brasil, mas para uma criança é bem mais fácil entender visualizando dentro de uma história, de forma lúdica. E era um elenco poderoso, com uma trilha sonora bacana. Lembro que até comprei o vinil com o dinheiro da merenda!"

Evandro Mesquita, cantor: “Top model” (1989)

"As gravações eram na praia, o elenco era ótimo, e autores e diretores davam liberdade para improviso dentro do tema. A novela me deixou uma marca profunda, tomei 23 pontos na cabeça surfando antes das gravações. Pude levar meus amigos e lendas do surf (Pepê, Paulo Proença, Maraca, Otávio Pacheco) para participar de um capítulo e dar mais credibilidade ao tema, com aval dos autores e direção, claro."

Fabrício Mamberti, diretor: “Renascer” (1993)

"Foi uma obra emblemática porque, além de mudar a dramaturgia das novelas, trouxe novos conceitos de luz e acabamento, e uma fotografia muito apurada. Como diretor, Luiz Fernando Carvalho desenvolveu um trabalho forte na preparação de elenco, com a atuação mais contemporânea e uma prosódia mais trabalhada.”

Fafá de Belém, cantora: “Gabriela” (1975)

"São muitas novelas marcantes. Só de trilha sonora eu tenho mais de 50. Mas a inesquecível é a primeira. Com 'Gabriela' nasceu Fafá de Belém"

Fernanda Gentil, jornalista: “Avenida Brasil” (2012)

“Tinha todos os ingredientes que fazem uma boa novela: personagens do subúrbio, que são sempre muito ricos, elenco pequeno, o que facilita a identificação do público com os personagens, conversas reais, com falas que se atropelavam, como na vida real, e ainda assim entendíamos tudo. Além de amor, humor, suspense e maldade. Pacote completo, novelão, uma aula de dramaturgia que me encantou e parou o Brasil!“

Fernanda Montenegro, atriz: “Brilhante” (1981) e “Guerra dos sexos” (1983)

“O melodrama a gente sabe dar conta, pelo menos na minha memória foram novelas históricas ou pela amplidão de que essas histórias vão para milhares de pessoas. É uma herança do folhetim do século 19 que ficou, a minha mãe era leitora desses folhetins que vendiam semanalmente na porta, veio a rádio e depois a TV. Se tivesse que apontar então duas novelas dessas inúmeras seriam ‘Guerra dos Sexos’ e “Brilhante’.”

Fernanda Vasconcellos, atriz: “Sonho meu” (1993) e “O rei do gado” (1996)

“Lembro-me muito de assistir com a família reunida na sala. Não perdíamos um capítulo”.

Francisco Cuoco, ator: “Selva de pedra”(1986)

“Esta novela é muito marcante porque retratou o nosso cotidiano com seus dramas e comédias. Os sonhos e pesadelos. Retratou o ser humano com seus labirintos de emoções”.

Fred Mayrink, diretor: "Roque Santeiro” (1985)

"Foi assistindo a essa novela que disse à minha avó: Um dia estarei aí, na tela! Lá se vão 25 anos de Globo. Ator, assistente de direção, diretor, diretor geral e hoje diretor artístico."

Gabriel Thomaz, cantor e guitarrista: “Celebridade” (2003)

"Nunca me esquecerei de Malu Mader no papel de Maria Clara Diniz, da 'cachorra' (Claudia Abreu), do Nelito (Taumaturgo Ferreira) com o bordão 'que o'clock são?' e de sua mulher hilária. Eu não perdia essa novela"

Gaby Amarantos, cantora: “Cheias de charme” (2012)

"Eu sou muito noveleira. Eu amava as empreguetes! E tinha música na abertura da novela, então foi um divisor de águas na minha vida. Eu tenho muita saudade dessa novela, queria um come back das empreguetes now!"

Gal Costa, cantora: “Gabriela” (1975)

"Uma novela encantadora e muito bem feita."

Glória Pires, atriz: “Vale tudo” (1988)

“Novela maravilhosa, personagens cheios de humanidade e com tudo o que o ser humano é capaz de ter dentro de si. Gilberto (Braga) foi brilhante e Maria de Fátima foi uma personagem inesquecível.”

Guilherme Arantes, cantor e compositor: “Dancin' days” (1978)

"Foi um momento fulgurante na teledramaturgia, um marco do Brasil moderno que se descobria jovem e explodia na noite feérica ao som da música dançante e com as maravilhosas Frenéticas na abertura"

Jayme Monjardim, diretor: “Roque Santeiro” (1985)

"Esse é um projeto único na história da televisão brasileira. Considero uma das novelas mais importantes porque simbolizava e mostrava as realidades do Brasil".

João Emanuel Carneiro, autor: "Roque Santeiro" (1985)

"Marcou a minha infância. Eu era muito pequeno e passei a assistir TV por causa da novela."

José Luiz Villamarim, diretor: “Vale tudo” (1988)

"Pelo tema, pela contemporaneidade, pela direção, pelos diálogos. Infelizmente, é uma novela cuja temática continua atual."

Kevin o Chris, funkeiro: “Avenida Brasil” (2012)

”Retratou bem a realidade que a gente vive no subúrbio, com bom humor e várias reflexões. O elenco também era brabo demais!”

Laura Cardoso, atriz: “Irmãos coragem" (1970)

“Uma novela escrita pela maravilhosa Janete Claire, por quem eu tenho um carinho especial, foi minha vizinha de infância. É uma novela cheia de emoção, cheia de drama. Havia uma movimentação nessa novela que era especial, assim como o elenco”

Lilia Cabral, atriz: “Selva de pedra”(1972)

“Eu estava entrando na adolescência, uma época em que a gente pensa muito em histórias de amor. Nessa novela, as histórias de amor dos personagens eram quase impossíveis. A Arlete Salles e a Dina Sfat estavam maravilhosas. Acho que eu já sonhava em querer ser atriz, e ver aqueles personagens, cada um lutando pelo que eles acreditavam e pelo amor, era muito bonito.”

Lima Duarte, ator: “O bem amado” (1973) e “O salvador da pátria” (1989)

“Eu guardo todos os personagens com carinho. Mas uma novela que me marcou e que eu adorei fazer foi o ‘O bem amado’. Na época em que eu interpretei o Zeca Diabo fiquei muito amigo do Paulo Gracindo. Nós convivemos por 1 ano diariamente gravando a novela e essa relação permaneceu por toda a vida. Em ‘O salvador da pátria’, eu tinha um grande romance com a Maitê. Eu poderia dizer que foi essa novela que eu mais amei porque o meu personagem adorava a personagem dela, loucuras e devaneios. Gostei muito de ter aquele amor em cena."

Marcos Schechtman, diretor: "Roque Santeiro” (1985) e "O clone" (2001)

"’Roque Santeiro’ foi uma novela que parou o país, e teve uma capacidade de sinergia, de interação com o momento socioeconômico que a gente vivia, com os arquétipos, o imaginário coletivo. Os personagens tinham o voo do realismo mágico, narrativa tão peculiar da América Latina, e, ao mesmo tempo, um humor autenticamente brasileiro. Destaco ainda ‘O clone’. Enquanto o mundo tomava uma aversão com o mundo islâmico diante do atentado de 11 de setembro, a novela, ao contrário, surpreendeu pela curiosidade das pessoas conhecerem mais esse mundo tão contrastante, tão diferente, e conhecer o outro.”

Maria Adelaide Amaral, autora: “Dancin' days’" (1978)

"Além da boa trama, foi uma revolução visual na moda e também no comportamento da época".

Maria Beltrão, jornalista:

Maria Beltrão, jornalista: "Roque Santeiro” (1985)

"Foi a primeira e única novela que meu pai assistiu, e era nosso programa juntos. Uma novela inesquecível, com interpretações incríveis, e tem toda aquela história da censura da primeira versão, então tinha uma "demanda recalcada" por ela. E era uma metáfora do Brasil, falava muito da gente, da exploração do povo, da politicagem.”

Mariana Gross, jornalista: “Que rei sou eu?” (1989)

“A novela de época fazia paralelos com fatos históricos de forma bem humorada. Trazia uma verve crítica sobre o comportamento de nossos políticos. Tinha um elenco estelar, com destaque para Jorge Dória e John Herbert, uma produção caprichada, com figurinos impecáveis. Nunca mais me esqueci".

Mariana Rios, atriz: “Mulheres de areia” (1993)

"Gosto do elenco, do texto, da história, da forma como foi contada. É uma novela rica em detalhes, enredo, e é atemporal.”

Marieta Severo, atriz: “Que rei sou eu?”(1989)

“Cassiano Gabus Mendes criou um reino imaginário e, através dessa fantasia rasgada, conseguiu falar da realidade do Brasil, de um país que saía de uma ditadura cruel e opressora. É muito interessante a última fala da novela, em que o revolucionário diz: ‘ninguém vai explorar o trabalho do pobre’. E com Jorge Fernando na direção, a diversão na gravação era garantida, muita risada. Tenho excelentes lembranças.”

Mateus Solano, ator: “Que rei sou eu?”(1989)

“Marcou demais a minha infância. Tenho uma lembrança muito forte e viva.”

Michel Teló, cantor: “Pantanal (1990)"

"Marcou minha infância. Eu me identificava muito, por ser da minha região, da minha terra. Mesmo sendo pequeno, eu me lembro bem de Campo Grande parado para assistir. Foi uma grande revolução".

Moacyr Luz, cantor e compositor: “Tieta” (1989)

"Eu fiz parte da trilha sonora da novela com a música 'Coração do Agreste', em parceira com o Aldir Blanc, gravada pela Fafá de Belém, que proporcionou momentos maravilhosos na minha vida com a dimensão que ela trouxe pro meu trabalho de compositor"

Nelson Motta, jornalista: “Vale tudo” (1988)

"Um espetacular show da maldade humana, do cinismo e da ambição, em que o mal quase sempre faz o bem de bobo, como na vida real, e especialmente naquele momento de raiva e desencanto do Brasil de 1988. Já teve duas reprises e está cada vez melhor e mais atual".

Nivea Maria, atriz: “A moreninha" (1975)

“Uma romântica e inspiradora história de amor, com imagens lindíssimas da Ilha de Paquetá, figurinos deslumbrantes e com uma qualidade técnica e artística surpreendente para a época (1975). Ficou para sempre na minha memória como atriz e espectadora.”

Patrícia Pillar, atriz:  "Roque Santeiro” (1985)

“A meu ver, uma novela completa. O texto do Dias Gomes e os personagens tão brasileiros criados por ele são um retrato fiel e bem-humorado do Brasil. Além de ter um motivo especial pra mim porque foi minha primeira novela. Que sorte!”

Paulo Betti, ator: “Estúpido cupido” (1976)

"É bucólica. Gosto dos personagens, do preto e branco. O último capítulo foi exibido em cores, quando a TV se tornou colorida. E tinha um elenco muito bacana.”

Roberta Campos, cantora: "A viagem (1994)"

"Me interesso muito por espiritualidade, e a novela aborda esse tema de uma forma bonita e dentro de tudo que eu já havia lido e estudado, o que me encantou! Além de tudo, a trilha sonora é maravilhosa e tem um núcleo de atores incríveis”.

Rosane Svartman, autora: “Estúpido cupido” (1976)

"É a primeira novela que eu lembro de ter visto, eu tinha uns 6,7 anos. Acho incrível como as telenovelas acompanham a sociedade e também nossas vidas. Ver ‘Estúpido cupido’ fazia parte da minha rotina."

Silva, cantor: “Mulheres de areia” (1993)

"É sempre a primeira novela que vem à minha cabeça. Ainda não entendia muita coisa, era bem pequeno, mas lembro que amava a Raquel (Glória Pires) e a trilha era muito boa."

Simone, cantora: “Sol de verão” (1982)

“Eu sabia que a música 'Tô que tô' estaria na trilha, mas não imaginava que seria na abertura. Fiquei muito impactada e isso me marcou”

Stênio Garcia, ator: “O clone” (2001)

"Era uma novela envolvente. Ficamos quase três meses no Marrocos e eu pude conhecer e me aprofundar na cultura islâmica, que é muito bonita e interessante. Eu aprendi muita coisa. Meu personagem Tio Ali era um sábio, era o tio do momento no Brasil, todo mundo queria ter um."

Teresa Cristina, cantora: “Dancing days” (1978) e “Saramandaia” (1976)

“De 'Dancing Days', lembro de uma cena em que a Gal Costa participa e, em uma sequência espetacular de provocação entre as duas irmãs Julia Mattos (Sônia Braga) e Yolanda Pratini (Joanna Fomm), canta sua melhor versão de 'Folhetim'. Já 'Saramandaia' mora no meu coração. Era um realismo fantástico onde tudo acontecia. Essa novela me preparou para ser uma leitora desse gênero, inclusive. Toda a surpresa que tive depois de ler o (José) Saramago em algum momento, mostra que tem alguma coisa de 'Saramandaia' dentro de mim”.

Thelma Guedes, autora: “Irmãos coragem" (1970)

"Pra mim, a novela mais emblemática de todas da história da televisão brasileira. Era uma história grandiosa, uma saga familiar heróica, trágica, épica, certamente inspirada na peça ‘Mãe Coragem e seus filhos’, de Bertolt Brecht. Tinha a belíssima e tão importante premissa sobre o perigo da ganância e de suas consequências trágicas. Era altamente refinada, uma obra de arte, mas ao mesmo tempo popular. Porque envolvia o público pela emoção. Eu era menina quando foi ao ar, mas meu coração batia mais forte  a cada capítulo que eu assistia e, com certeza, essa novela tem muito a ver com a minha escolha profissional.”

Thiago Fragoso, ator: "A favorita” (2008)

“Sempre fui noveleiro, e essa assisti como espectador. Fiquei impressionado com a virada na novela criada pelo João Emanuel Carneiro. Gênio"

Tico Santa Cruz, cantor: “Roque Santeiro” (1985)

"Toda aquela saga que envolvia um personagem misterioso que voltava para a cidade de Asa Branca para acabar com um sistema político-religioso que explorava sua imagem e fazia um jogo de poder, lucrando com a história do Mito. Mesmo tendo sido escrita há tantos anos, essa história representa um Brasil Raiz, onde poderosos usam da boa fé do povo, para sustentar-se no poder.”

Tony Bellotto, guitarrista: “Beto Rockfeller” (1968)

"Tinha muito bom humor, talento e inventividade, numa época ainda heróica das novelas, em que as ousadias eram mais frequentes e o formato mais solto e menos engessado. Sou um saudosista e entusiasta da transgressão, e a novela tinha de sobra."

Tony Ramos, ator: não conseguiu escolher

“Impossível escolher a melhor novela em 70 anos de apresentação. Tendo que contar as novelas da Tupi, Excelsior, na própria Globo. Não existe a melhor de todas. Isso eu deixo para o público eleger. É claro que o gosto pessoal de cada telespectador é único.”

Vinícius Coimbra, diretor: “Vale tudo” (1988)

"Gilberto Braga era o gênio brasileiro da Zona Norte, era a nossa Maria de Fátima. Essa história da filha gananciosa e da mãe que não desiste da filha é comovente, demasiadamente humana, uma tragédia grega ambientada no Rio de Janeiro."

Vinny, cantor: “Vamp” (1991)

"Foi a primeira trilha sonora de novela da qual participei. Adorava a novela, adorava ver a história, sempre fui fanático por Conde Drácula e todas as histórias de vampiro da época. Aquele humor da novela misturado com vampiros era muito bacana"










_________________________________________________Artigo: 70 anos de uma história brasileira

Não foram poucos os temas difíceis, sensíveis e relevantes para a sociedade que vieram à tona nas telenovelas
Regina Duarte e Lima Duarte no capítulo final de "Roque Santeiro" Foto: Divulgação
Regina Duarte e Lima Duarte no capítulo final de "Roque Santeiro" Foto: Divulgação

A telenovela brasileira, que completou 70 anos na última semana, é uma das expressões sociais e culturais mais fortes da nossa história. É também motivo de orgulho para tantas brasileiras e brasileiros que amam e valorizam nosso jeito único de ser e viver.

Desde seu surgimento, em 1951, a telenovela começou a fazer parte da vida da gente, criando uma grande conexão entre todos nós brasileiros. Ela tornou possível descobrir as paisagens, culturas e costumes tão diversos desse país de dimensões continentais. Através dela pudemos nos ver como parte de um todo, como parte de uma mesma comunidade.

A nossa telenovela também foi decisiva na construção de uma cumplicidade e sensibilidade coletivas. Compartilhar emoções nos aproxima. A forma como os brasileiros pensam os laços de amor, amizade, família e as relações humanas mais essenciais passa muito pelo jeito como nossas histórias foram e ainda são contadas pelos talentos da nossa dramaturgia. A telenovela também reflete o país que somos e queremos ser. Ela é janela e espelho.

Através da enorme diversidade de tramas a que assistimos pelas nossas telas, pudemos também reconhecer os principais desafios que a realidade brasileira trouxe ao longo desses 70 anos. Isso, inclusive, muitas vezes mexeu ou alterou a nossa própria noção de cidadania. Não foram poucos os temas difíceis e sensíveis que vieram à tona: clonagem humana, eutanásia, doação de órgãos, dependência química, racismo, homoafetividade, machismo, feminicídio, crise ambiental, assim como tantas outras questões que foram amplificadas e viraram conversas relevantes para toda a sociedade.

A nossa telenovela também foi um motor da criatividade e originalidade de artistas brasileiros. Talentos de diversas áreas como teatro, cinema, música popular, artes plásticas e literatura passaram a contribuir para o universo das telenovelas, ampliando o alcance de suas obras e se aproximando cada vez mais do público. Podemos, de certa forma, dizer que a telenovela é uma das melhores sínteses sobre o que é a cultura brasileira. Não é à toa que somos reconhecidos em boa parte do mundo por essas produções. A telenovela brasileira tem cumprido um dos papéis mais importantes de promoção e expansão da nossa produção cultural internacionalmente. O que dá orgulho para quem faz e para quem vê.

Desde 1965, quando levamos ao ar as primeiras novelas da Globo, buscamos na sensibilidade e na qualidade uma forma de construir uma relação forte e verdadeira com as pessoas. Sempre conectamos grandes talentos para contar da melhor forma histórias que emocionam, divertem e contribuem para a educação e o progresso da nossa sociedade. Temos um compromisso de criar histórias sempre de forma ética e sintonizada com os desejos dos brasileiros. Esse é um gênero democrático e de todos nós. Celebrar seus 70 anos é celebrar a riqueza e a diversidade do nosso jeito de ser. É uma chance de a Globo reforçar o seu compromisso de sempre ser um lugar que acolhe, conversa, entende e valoriza quem somos. E que continuará, nas próximas décadas, a busca por contar histórias que possam iluminar o nosso passado, valorizar o nosso presente e ajudar na construção do melhor futuro possível para as pessoas.

Viva a cultura brasileira, viva a telenovela e seus 70 anos de história.

Paulo Marinho é diretor de Canais da Globo e assumirá a presidência executiva da empresa em fevereiro de 2022

_________________________________________________5 toques importantes antes de ver a estreia de "Matrix Resurrections" - Gizmodo Brasil

5 toques importantes antes de ver a estreia de “Matrix Resurrections”Franquia protagonizada por Keanu Reeves, além dos filmes, também tem uma extensa guia de quadrinhos, jogos e curtas animados. Confira tudo desse fenômeno

Luana Nunes

O que são 18 anos? Uma ETERNIDADE para quem é fã da franquia Matrix!

Após esse tempo todo de espera, nesta quarta-feira (22) finalmente estreia nos cinemas o esperado “The Matrix Resurrections”, sucede “Matrix Revolutions”, de 2003.

Protagonizado desde o início pelo ator Keanu Reeves, além dos filmes, Matrix também tem uma extensa guia de quadrinhos, jogos e curtas animados. A saga moldou uma geração toda de cibernéticos.

Se você vai conferir a nova produção, separamos toques importantes relacionados ao filme: o que assistir, jogar e detalhes para entender tudo de um dos maiores sucessos do cinema. Veja:

1. Trilogia dos filmes

Quem deseja maratonar apenas a trilogia principal de Matrix antes de ver “The Matrix Resurrections”, basta seguir os filmes na mesma ordem em que foram lançados, afinal eles seguem uma mesma história em continuação direta. Essa trilogia pode ser assistida na HBO Max e no Telecine.

Matrix (1999)Matrix Reloaded (2003)Matrix Revolutions (2003)2. Coletânea Animatrix

Além da trilogia principal, no entanto, a franquia ganhou uma série de curtas animados, que misturam computação gráfica e anime. Chamados de Animatrix, eles foram lançados em 2003, compostos por nove histórias à parte do enredo central.

Segue abaixo a lista na ordem para acompanhar os animatrix. Para assistir à coletânea de curtas é necessário alugar ou comprar no YouTube.

O Segundo Renascer – Parte I (curta-metragem)
O Segundo Renascer – Parte II (curta-metragem)
Uma HIstória de Detetive (curta-metragem)
Matrix (primeiro longa-metragem)
Era Uma vez um Garoto (curta-metragem)
O voo final de Osiris (curta-metragem)
Matrix Reloaded (segundo longa-metragem)
Matrix Revolutions (terceiro longa-metragem)
Além da Realidade (curta-metragem)
O Record Mundial (curta-metragem)
O Robô Sensível (curta-metragem)
Um Coração de Soldado (curta-metragem)

3. Quadrinhos

Além dos curtas e da trilogia principal, Matrix também deu origem aos quadrinhos que foram inicialmente lançados exclusivamente no site oficial da Matrix em 1999, e assim foi até 2003. Foram mais de 20 quadrinhos publicados nesse período, que foram posteriormente coletados em dois volumes impressos. Mas, se você é fã de HQs e deseja ver toda essa história, vale a pena conferir o “The Matrix Comics” uma coletânea da edição impressa especial do 20º aniversário da franquia.

4. Matrix games

Assim como no cinema, Matrix também apareceu com uma trilogia no mundo dos videogames. O primeiro jogo foi lançado em 2003 e os dois últimos em 2005. Confira:

Enter the Matrix (2003)The Matrix: Path of Neo (2005)The Matrix Online (2005)

5. Onde jogar

Para quem ainda não jogou e desejar conhecer a trilogia do game, as opções são limitadas. Enter the Matrix foi lançado para PC, PlayStation 2, Xbox e GameCube, então cópias impressas desses discos podem ser compradas, mas o jogo não está acessível online ou digitalmente.

The Matrix: Path of Neo também foi lançado para PC, PlayStation 2 e Xbox. Da mesma forma, pode ser reproduzido com CDs em seus consoles originais, mas não está mais disponível de forma online. Já The Matrix Online está completamente inacessível.

Trailer

Confira o segundo trailer oficial do quarto filme da franquia, que estreia nesta quarta-feira (22). E descubra mais detalhes sobre o desenrolar da trama.

_________________________________________________Os 9 melhores filmes de ficção científica de 2021, segundo a Wired

Entre os filmes selecionados pela revista estão “The Map of Tiny Perfect Things”, “Dune”, "Oxigênio", “Finch” e “Voyagers”

Rayane Moura

No embalo do lançamento de Matrix Resurrections nesta quarta-feira (22), aí vai uma boa lista. A revista Wired selecionou os melhores filmes de ficção científica de 2021. Entre os selecionados pela revista, estão Dune, Oxigênio, Finch e Voyagers. Confere aí:

Dune (HBO Max)

A Wired começa e termina a matéria elegendo Dune como o melhor filme de ficção científica de 2021. A revista descreve “Dune é, à sua maneira, o filme de ficção científica perfeito para 2021: um romance casto e adolescente com Zoom”. Além disso, elogia a trama: “Dirigido por Denis Villeneuve, são muitas coisas: extenso, shakespeariano, muito arenoso. Os vermes são fantásticos”. 

Dune conta a história de Paul Atreides, jovem talentoso e brilhante que nasceu com um destino grandioso, para além de sua própria compreensão, e precisa viajar ao planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua família e seu povo.

Timothée Chalamet interpreta Paul Atreides, protagonista do filme. Além disso, outros nomes conhecidos do cinema também fazem parte do elenco, como Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Efeito Fallout), Zendaya (Euphoria), Oscar Isaac (Star Wars), Oscar Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita), Stellan Skarsgard (Vingadores: Era de Ultron) e Dave Bautista (Vingadores: Ultimato).

A direção do filme ficou com Denis Villeneuve, a partir do roteiro coescrito com Jon Spaihts e Eric Roth, baseado no romance homônimo escrito por Frank Herbert.

Free Guy (Amazon Prime)

Outro longa que não podia ficar de fora da lista é Free Guy: Assumindo o Controle. A revista descreve o longa como um romance adolescente, e questiona a idade mais velha da estrela do filme, Ryan Reynolds.

“O cara se apaixona pela garota não por meio de sonhos, mas em níveis ontológicos. Ele é um NPC em um videogame online; ela é uma das jogadoras humanas do jogo. “Eu realmente quero beijar você”, Reynolds diz para a mulher, na cena mais bizarra de Free Guy. “Isso é estranho?” Sim! Mas ela concorda, assistindo em sua tela de computador e tentando não se dissociar enquanto seu avatar semelhante fecha os lábios com um programa senciente. O futuro dos primeiros beijos, em outras palavras, é interdimensional”, descreveu a Wired. 

O que aconteceria se os NPCs do seu jogo favorito ganhassem vida e começassem uma verdadeira revolução? Essa é a premissa de Free Guy: Assumindo o Controle, que conta a história de um caixa de banco de rotina entediante. Mas tudo muda quando ele descobre que é um personagem secundário de um videogame, assumindo as rédeas da vida e fazendo de tudo para salvar aquele mundo. A descrição é básica, mas não se engane: o longa surpreendeu muita gente por ter mais camadas e profundidade do que aparenta.

The Map of Tiny Perfect Things (Amazon Prime)

O romance The Map of Tiny Perfect Things, da Amazon Prime, não poderia ficar de fora desta lista. “Um menino preso em um loop temporal encontra uma garota presa no mesmo loop temporal, e a dita garota não vai beijar o dito garoto até perceber que o dito beijo é o vértice final de um mapa hipercúbico 4D de momentos perfeitos, cuja conclusão irá libertar os dois desta “anomalia temporal”. Há referências repetidas a Groundhog Day (Dia da Marmota) , Edge of Tomorrow (No Limite do Amanhã) e Doctor Who , todas as quais deveriam parecer forçadas, mas não parecem”, descreve a revista sobre o longa. 

O filme é dirigido por Ian Samuels e protagonizado por Kathryn Newton e Kyle Allen. O longa acompanha a história de Mark e Margaret, dois jovens que estão presos em um time loop – enredo comum na ficção científica de sempre voltar a um determinado período de tempo. Na tentativa de evitar a mesmice da rotina, os personagens embarcam em uma aventura de encontrar as pequenas coisas perfeitas do dia a dia. 

Com a “missão” de Mark e Margaret, o filme reflete constantemente sobre a necessidade de valorizar os simples momentos do dia a dia e sobre o significado do tempo. Como um bom romance adolescente, é com esta aventura – sensível e divertida – que os dois vão se aproximando, e é claro, se apaixonar. 

Boss Level (Hulu) 

Boss Level, ou simplesmente Mate ou Morra no Brasil, acompanha a história de Roy Pulver (Frank Grillo), um oficial da polícia aposentado que inexplicavelmente fica preso no tempo e é obrigado a vivenciar repetidamente o dia de sua morte. Enquanto tenta evitar ser morto, ele percebe que existe uma razão maior para que tudo isso aconteça.

“Estrelado por Frank Grillo como um ex-soldado musculoso com um conjunto particular de habilidades, que é forçado a reviver o mesmo dia repetidamente, suportando a morte por todos os tipos de esfaqueamentos, tiros, decapitações e explosões enquanto tenta, com a ajuda da espada de Michelle Yeoh, encontrar uma maneira de resgatar seu antigo namorada (uma Naomi Watts confusa), xeque-mate final (um Mel Gibson muito confuso) salve o mundo do colapso do espaço-tempo (a fonte da confusão)”, explica a revista sobre a trama. 

Oxigênio (Netflix)

De acordo com a sinopse, “Em Oxigênio, presa dentro de uma câmara criogênica, uma mulher deve agir com precisão e calma para conseguir escapar. Quanto mais o tempo passa, mais desaparece o oxigênio e mais diminuem suas chances de sair dali com vida”.

A Wired descreve perfeitamente o filme francês, cujo personagem principal – quase único – é uma cientista interpretado por Mélanie Laurent. “Ela acorda em uma cápsula criogênica controlada por IA e deve descobrir como escapar dela antes que o oxigênio titular acabe. Quem a colocou lá? Onde ainda é lá ? Logo, ela começa a se lembrar de um homem. Um marido. O amor de sua vida. Que morreu em uma horrível pandemia na Terra. Sim, é isso: ela faz parte de uma missão para salvar a raça humana, prevista para morrer completamente em duas gerações”. 

Little Fish (Hulu)

“No meio de uma pandemia na vida real, pode ser desconfortável, ou simplesmente não convincente, assistir a um filme sobre um falso – a menos que esse filme tenha sido feito antes da pandemia da vida real e, portanto, não sofra de nenhuma das literalidades e falsidades de arte criadas em resposta imediata à catástrofe. Esse é o caso do melhor filme de ficção científica de 2021, Little Fish (Hulu), que foi filmado em 2019, mas só saiu este ano”, descreve a revista. 

No longa, Emma e Jude, interpretados pelos promissores Olivia Cooke e Jack O’Connell, se encontram na praia, se apaixonam e se casam, apenas como um vírus começa a se espalhar por todo o planeta. Mas a doença não é basicamente física, como Covid é; afeta apenas as memórias. Jude começa primeiro, lentamente, esquecendo a mulher que ama. 

“Porque o toque, seja agora ou em um futuro socialmente distanciado, sempre será a coisa. Se o cinema de ficção científica de 2021 afirma algo, é o valor – a necessidade absoluta – de não esquecer como as pessoas se sentem”, explica a Wired. 

Finch (Apple TV +)

Outro longa que faz parte da lista da Wired é Finch, filme estrelado por Tom Hanks e disponível no catálogo da Apple TV+. Na história, um homem, um robô e um cachorro formam uma família improvável em uma aventura poderosa e emocionante rumo a São Francisco em busca de uma vida melhor.

À beira da morte, o engenheiro de robótica Finch cria Jeff, um robô alto e meio desengonçado, para cuidar do doguinho Goodyear quando ele não estiver mais por aqui. Enquanto o trio embarca em uma jornada perigosa em um desolado Oeste dos Estados Unidos, Finch se esforça para mostrar para sua criação a alegria e a maravilha do que significa estar vivo.

Voyagers (HBO Max)

Voyagers também está na lista da Wired. O longa é estrelado por Colin Farrell e Tye Sheridan, e gira em torno de um grupo de 30 jovens que, com o futuro da raça humana em risco, são criados para obedecer e enviados para uma expedição de explorar e colonizar um planeta distante.

No entanto, após descobrirem segredos perturbadores da missão, eles desafiaram as regras pelas quais foram designados. Logo, serão consumidos pelo medo, luxúria e desejo de poder, o que promete revelar seus instintos mais primitivos e trazer caos para a vida na nave espacial.

Reminiscence (HBO Max)

Reminiscence, ou simplesmente Caminhos da Memória no Brasil, fecha a lista da Wired. A revista descreve: “Mesmo que a realização do filme seja realmente péssima, como no pior filme de ficção científica deste ano, em que um homem triste prefere, no final, tocar a memória de uma mulher morta a tocar nada mesmo”

“A trama segue Nick Bannister (Hugh Jackman), um investigador particular da mente, que navega no mundo sombrio e atraente do passado, ajudando seus clientes a acessar memórias perdidas. Morando na periferia da costa afundada de Miami, sua vida muda para sempre quando ele aceita uma nova cliente, Mãe (Rebecca Ferguson). Uma simples questão de achados e perdidos torna-se uma obsessão perigosa. Enquanto Bannister luta para descobrir a verdade sobre o desaparecimento de Mãe, ele descobre uma violenta conspiração e deve responder à pergunta: até onde você iria para manter aqueles que ama?”, diz a sinopse do longa. 


_________________________________________________Os dez melhores episódios de “Os Simpsons” segundo a Paste Magazine

Os dez melhores episódios de “Os Simpsons” segundo a VarietyA tarefa não foi fácil por se tratar de um programa com mais de três décadas no ar. Mas a revista destacou os melhores momentos da família de Springfield

Rayane Moura

Se você nunca assistiu pelo menos um episódio de Os Simpsons, provavelmente está vivendo errado!

Programa de animação mais longo da história dos Estados Unidos, por mais de três décadas a série vem contando histórias sobre uma família de classe média em Springfield.

Criada por Matt Groening, Os Simpsons é uma representação satírica da vida americana, resumida pela família que consiste em Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie. A animação é uma paródia da cultura e sociedade americana, a televisão e a condição humana.

Nos mais de 700 episódios da série, Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie viajaram por todo o mundo, conheceram centenas de celebridades e salvaram o mundo inúmeras vezes. E como toda e qualquer família tradicional, eles também já tiveram muitas brigas, e cantaram bastante. 

Se você procura os melhores episódios em meio a tantos, a revista Variety fez uma lista completa com os os 30 principais da série (até agora). Pensando nisso, separamos os 10 melhores. Se liga só: 

10 – Cape Feare – (5ª temporada, episódio 2)

Embora Sideshow Bob tenha tentado matar Bart muitas, muitas vezes, nada superou o episódio da 5ª temporada, em que Bart e sua família são colocados na proteção de testemunhas para protegê-los das ameaças de Bob. (Alerta de spoiler: a proteção de testemunhas não é suficiente) Como sempre, Bart consegue ser mais esperto que seu adversário, desta vez usando o amor de Bob pela música contra ele, ao solicitar uma apresentação do HMS Pinafore como último desejo – o que lhe dá tempo suficiente para Bob ser pego.

9 – Lisa’s Substitute – (Temporada 2, Episódio 19)

Lisa não tem dificuldades com a escola, sendo muito esperta e motivada para suas aulas e prejudicada por professores que frequentemente não se esforçam. Mas ela finalmente tem a chance de florescer quando um substituto, o Sr. Bergstrom, chega e reconhece seus dons. Isso torna as coisas agridoces o fato de ser tão curto, mas ele a deixa com uma nota encorajadora antes de sua partida: “Você é Lisa Simpson”.

8 – Flaming Moe’s – (Temporada 3, Episódio 10)

As três principais lições do episódio são que a felicidade está a apenas um Flaming Moe de distância, xarope para tosse é um excelente ingrediente secreto para uma bebida e você nunca deve revelar esse ingrediente secreto em uma sala cheia de pessoas – porque você poderia sabotar um acordo planejado de US$ 1 milhão para a receita da bebida Flaming Moe.

7 – The Springfield Files – (8ª temporada, episódio 10)

Quando Homer avista um alienígena, Mulder e Scully do Arquivo X vêm investigar. Embora sejam céticos em relação a Homer, eles fazem algumas escavações e, no final das contas, não encontram nada. Homer não desiste, porém, e descobre que o “alien” era na verdade um Burns altamente medicado, cujo brilho vinha de anos de trabalho na usina. É indiscutivelmente o crossover mais eficaz que o show já fez, ambos permanecendo fiéis a Os Simpsons, enquanto isso, se divertem com a popularidade de Arquivo X.

6 – And Maggie Makes Three – (6ª temporada, episódio 13)

Este é outro episódio de flashback, enquanto Homer explica porque não tem fotos de bebê de Maggie em casa. A família estava feliz e em uma situação financeira onde Homer poderia sair da usina e trabalhar em um emprego dos sonhos, mas ele teve que voltar assim que Marge revelou que estava grávida. Burns, nunca gracioso na vitória, dá a Homer uma placa em sua estação de trabalho dizendo: “Não se esqueça: você está aqui para sempre”. Para torná-lo suportável, Homer colocou fotos de Maggie em seu escritório, transformando a placa para dizer: “Faça por ela”. É uma das mais puras vitrines de amor da série até agora.

5 – Treehouse of Horror IV – (5ª temporada, episódio 5)

O melhor episódio de “Treehouse” também é emblemático do melhor de Os Simpsons em geral: mostra o coração (Homer vendeu sua alma ao diabo por um donut, mas a recuperou provando que jurou alma para Marge no dia do casamento), conhecedor da cultura pop (a homenagem a The Twilight Zone [Além da Imaginação no Brasil]) e um pouco estranho (Burns como Drácula).

4 – Who Shot Mr. Burns? (Part One) – (Temporada 6, Episódio 25)

Para uma série que geralmente não faz suspense, Os Simpsons foi all-in quando se transformou em uma das reviravoltas mais icônicas da história da TV (enredo de Dallas,  “Quem atirou em JR?”) para a sua 6ª temporada mais próxima. Com Burns alienando a todos, era realmente uma polêmica.

3 – Mr. Plow – (Temporada 4, episódio 9)

Homer teve muitos, muitos, muitos empregos ao longo dos anos, mas nenhum tinha um jingle como Mr. Plough. E era realmente um trabalho em que ele era bom! Infelizmente para ele, Barney decidiu que queria entrar na ação e, bem, ficou quente e a neve derreteu, então durou pouco.

2 – Marge vs. the Monorail – (Temporada 4, Episódio 12) 

O golpista carismático Lyle Lanley chega à cidade, vendendo aos residentes o apelo do monotrilho – apesar de não ser realmente necessário. Quase todos os residentes, exceto Marge e Lisa, são levados pela mania do monotrilho. Phil Hartman teve um desempenho incrível como Lyle, que precisava da quantidade certa de arrogância e seriedade para aplicar o golpe. E a música “Monorail” continua sendo uma das melhores do show.

1 – Homer at the Bat – (Temporada 3, Episódio 17)

Depois de fazer uma grande aposta no resultado de um jogo, Burns decide trazer jogadores para o time de beisebol da fábrica – jogadores da MLB Roger Clemens, Wade Boggs, Ken Griffey, Jr., Steve Sax, Ozzie Smith, José Canseco, Don Mattingly, Darryl Strawberry e Mike Scioscia. Um por um, eles caem do elenco, até que Homer é o único jogador regular que resta no banco. Apesar disso, ele ainda consegue salvar o dia: ele entra como rebatedor e é atingido pelo gramado, trazendo a sequência da vitória. O episódio é perfeitamente ridículo, embora ainda permita que Homer obtenha a vitória – mesmo que seja à custa de sua dignidade. Foi um dos usos mais eficazes de vozes convidadas nas três décadas de exibição do programa e seu legado inclui o mockumentary de uma hora de duração Springfield of Dreams: The Legend of Homer Simpson.

Vale lembrar que no Brasil, Os Simpsons pode ser assistida pelo Star+ e pelo Disney+.

_________________________________________________Sete séries memoráveis, com novidades e mágica, em um ano para esquecer

Nostalgia, cinismo, empatia e provocação norteiam os títulos lançados neste tenebroso 2021

O clichê das listas de fim de ano é inescapável e, como seria imprudente enumerar as "melhores séries do ano", esta é a escolha das sete coisas que mais gostei de ver na TV em 2021. Em seus diferentes gêneros, elas têm em comum, além da novidade, a mágica de fazer esquecer do mundo por umas horas quando mais precisamos disso.

"Get Back" (Disney+). O diretor Peter Jackson recupera filmagens de meio século e nos põe dentro do estúdio dos Beatles com a destreza de quem pilota um caça sob o radar. Quando achávamos que tudo já havia sido dito e mostrado sobre o maior fenômeno cultural do último século, ele nos surpreende.

O documentário, uma espécie de reality show de um mês de gravações da banda antes mesmo de o conceito existir, oferece um grau de intimidade com os quatro músicos que só não é mais espantoso do que a sintonia telepática entre eles. Um banquete de música, cinema, jornalismo e boas histórias.

Veja cenas de 'The Beatles: Get Back', série que traz momentos inéditos da banda

"O Psiquiatra ao Lado" (Apple TV). Esta minissérie de inspiração real é quase um tratado sobre sociopatia, embutindo ora cinismo ora humor em uma história com retrogosto de terror psicológico. Nos oito episódios, acompanhamos o simpático psiquiatra Ike Herschcopf (Paul Rudd) se apoderar da vida do tímido Marty (Will Ferrell). A dupla central, habituada à comédia, é um assombro também no drama.

"The White Lotus" (HBO Max). O ser humano pode ser uma criatura horrível, e o roteirista Mike White não tem pudor nenhum de mostrar isso ao máximo nesta comédia soturna sobre um grupo de turistas ricos em um resort havaiano. Direto em sua abordagem do conflito de classes, lembra a obra de Robert Altman, com figurino de "Magnum". E a veterana Jennifer Coolidge está sensacional como a herdeira Tanya.

"Onde Está Meu Coração" (Globoplay). Um elenco impecável encabeçado por Leticia Colin faz o espectador mergulhar no drama da médica Amanda, dependente química, e de sua família. O roteiro de George Moura e Sergio Goldenberg mostra o vício em crack de forma crua e honesta, e a sensibilidade em tratar as muitas camadas que envolvem a doença e seu tratamento é tão sublime quanto urgente.

"Mare of Easttown" (HBO). Não há revolução artística nem temática nesta minissérie dramática sobre uma policial empedernida pelo suicídio do filho em uma cidadezinha da Pensilvânia onde todos se conhecem; as atuações de Kate Winslet, como Mare, e Jean Smart, como sua mãe, Helen, contudo, são o bastante para tornar esta história de crime —e família— memorável.

"Kevin Can F* Himself" (Amazon Prime Video). Este drama de humor corrosivo detona a quarta parede ao misturar o formato de sitcom do fim do século passado com os mais soturnos dramas de agora para falar da solidão da dona de casa Allison (Annie Murphy, em grande interpretação após o sucesso "Schitt’s Creek"). Por trás das risadas da claque, há um olhar atento às mazelas da classe média suburbana de boa parte dos Estados Unidos.

Imagens da série Round 6 (1ª temporada)

"Round 6" (Netflix). A série sul-coreana que se tornou incontornável em qualquer conversa neste ano recorre à memória afetiva e a uma estética pueril para montar uma alegoria sobre o capitalismo selvagem e o totalitarismo igualitário. Há exagero (de sangue, sobretudo) na trama escrita e dirigida por Hwang Dong-hyuk, mas há também um bem cerzido apelo a dilemas universais das sociedades modernas.

E na sua lista, o que entraria?

_________________________________________________Globo ignora Regina Duarte em especial sobre 70 anos da teledramaturgia e abre polêmica nas redes sociais

Atriz se tornou símbolo da adesão ao bolsonarismo

22 de dezembro de 2021, 05:49 h

Bolsonaro e Regina Duarte (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 – A exclusão da atriz Regina Duarte de um especial da Globo sobre 70 anos da teledramaturgia no Brasil provocou protestos acalorados de bolsonaristas nas redes sociais, que lembram a importância que ela teve na história das novelas, tendo sido a "namoradinha do Brasil" e vivido papéis importantes, como o da Viúva Porcina. Outros internautas responsabilizaram a própria atriz pela exclusão. Confira

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Dinheiro e morte de irmão: a treta que tirou Samantha de 'Sex and the City'

Fernanda Talarico De Splash, em São Paulo 11/12/2021 04h00

Muitos fãs ficaram revoltados com a ausência de uma das personagens mais queridas de todas, mas não teve jeito, a atriz disse diversas vezes que nunca mais trabalharia com a ex-colega de elenco. Tenso.

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Sexo não é o forte dos novos episódios de 'Sex and the City', e tá tudo bem

Para entender o que originou a confusão, Splash te explica tudo o que rolou entre as duas que terminou com Samantha fora do revival.

Siga o dinheiro

Em 2004, Cattrall deu uma entrevista ao programa Friday Night With Jonathan Ross e explicou que "Sex and the City" terminaria na sexta temporada por um motivo principal: dinheiro. Mesmo com a atriz sendo também produtora executiva desde o segundo ano, e com um salário de US$ 300 mil à época, ela ainda desejava mais.

"Senti que, depois de seis anos, era hora de todas nós participarmos da sorte financeira inesperada de 'Sex and the City'", disse. "Quando eles não pareciam interessados nisso, pensei que era hora de seguir em frente."

Na época, ainda não se falava da possibilidade de um filme sobre a série, que foi lançado em 2008.

"Sex and the City 3"

Ao todo, a série tem 6 temporadas originais e 2 filmes, ou seja, foram muitos anos que Cattrall e Jessica Parker trabalharam lado a lado em um clima que, até então, parecia ser pacífico. No entanto, rumores já apontavam que as duas não eram exatamente melhores amigas, mas nada tinha sido provado ainda, e ambas negavam qualquer tipo de problema entre elas.

Em 2010, o filme "Sex and the City 2" foi lançado, e conversas sobre um possível terceiro longa começaram a acontecer, com a atriz de Carrie Bradshaw sempre se mostrando bastante positiva quanto à ideia.

Porém, em setembro de 2017, um balde de água fria foi jogado nos fãs da série, pois qualquer possibilidade de um novo filme estava fora de cogitação. O motivo? Kim Cattral.

Segundo foi reportado pelo Daily Mail, a Warner Bros tinha aprovado o projeto, depois de meses de especulação, e o longa já começaria a ser rodado. "No entanto, o estúdio não pode seguir, pois Cattrall exigiu que eles produzissem outros filmes que ela tinha em desenvolvimento, ou ela não se inscreveria no projeto. A Warner Bros. se recusou a atender suas demandas e teve de cancelar a produção, pois a empresa decidiu que não seria justo para os fãs que fosse feito um filme com apenas três das quatro personagens principais."

A atriz respondeu à matéria do Daily Mail em uma publicação no Twitter na qual disse que a "única demanda que eu fiz foi a que eu não faria um terceiro filme... E isso foi em 2016".

Sem Amizade

No mesmo ano, Cattrall participou do programa de Piers Morgan e voltou a dizer que não faria um novo filme. Além disso, ela afirmou que nunca foi realmente amiga das outras atrizes da série.

A intérprete de Samantha Jones também rebateu as críticas sobre ter se comportado com uma "diva" e pedido mais dinheiro. Para ela, a atriz de Carrie Bradshaw é que não tinha o comportamento adequado. "Acho que Sarah Jessica Parker poderia ter sido mais legal. Eu realmente acho que ela poderia ter sido mais legal. Não sei qual é o problema dela."

Ao ser questionada sobre o caso, Jessica Parker disse ter ficado chateada com Cattrall, pois ela considerava que havia uma amizade entre as duas. "Não era esse o jeito que eu me lembrava."

Tragédia Familiar

Foi em 2018 que o desentendimento ficou exposto para todo o mundo. Tudo começou quando o irmão de Cattrall ficou desaparecido por alguns dias, até ser encontrado morto, aos 55 anos. Então, Sarah Jessica Parker comentou na publicação feita pela atriz e prestou suas condolências.

Mas, para a surpresa dos fãs, Kim Cattrall deletou os comentários e se revoltou com o fato de a ex-colega ter se pronunciado. Para demonstrar o seu descontentamento, ela publicou outro post atacando Jessica Parker diretamente.

"Eu não preciso do seu amor ou apoio nesse momento trágico. Minha mãe me perguntou quando que Sarah Jessica Parker, essa hipócrita, me deixará em paz? Seu contato contínuo é um doloroso lembrete de quão cruel você realmente era antes e agora também. Deixe-me ser bem clara, você não é minha família e nem minha amiga, então eu estou escrevendo para te dizer pela última vez: deixe de explorar a nossa tragédia para restaurar a sua personalidade de 'legal'", escreveu a atriz na legenda.

Na publicação, ela também compartilho uma matéria do New York Post com relatos de comportamentos abusivos de Sarah Jessica Parker. Segundo foi relatado, a atriz teria ficado incomodada com os fãs gostarem tanto de Samantha Jones e o protagonismo que a personagem foi ganhando, afinal, ela é uma das favoritas do público.

E quem está certa?

A única coisa que é possível afirmar é que Kim Cattrall não volta tão cedo ao icônico papel em "Sex and the City", de resto, não dá para saber. Afinal, toda a história é cheia de rumores e especulações, com informações sendo desmentidas por todos os lados.

Porém, vale ressaltar que todo o elenco ficou ao lado de Jessica Paker, tanto Cynthia Nixon e Kristi Davis quanto Jason Lewis (Smith Jerrod) e Chris Noth (Mr. Big).

And Just Like That

O retorno de "Sex and the City" já começou e, logo no primeiro episódio, a ausência de Samantha é explicada, mas também é sentida por todos, tanto pelas personagens quanto pelos fãs da série. No entanto, esse era o único jeito de a produção voltar, afinal, parece ser quase impossível Samantha Jones voltar à história das quatro amigas queridas morando em Nova York.

_________________________________________________70 anos de novelas: 'Roque Santeiro' é eleita a trama mais marcante da história, seguida de 'Vale tudo'

Em terceiro lugar, empataram “Que rei sou eu” (1989), “Renascer” (1993) e “Avenida Brasil” (2012); GLOBO ouviu 70 personalidades

Regina como a Viúva Porcina, ao lado de Lima Duarte, que vivia Sinhozinho Malta, na novela 'Roque Santeiro' (1985), de Dias Gomes Foto: Divulgação
Regina como a Viúva Porcina, ao lado de Lima Duarte, que vivia Sinhozinho Malta, na novela 'Roque Santeiro' (1985), de Dias Gomes Foto: Divulgação

Regina como a Viúva Porcina, ao lado de Lima Duarte, que vivia Sinhozinho Malta, na novela 'Roque Santeiro' (1985), de Dias Gomes Foto: Divulgação

Em 21 de dezembro de 1951, estreava na extinta TV Tupi a primeira telenovela do Brasil, escrita e dirigida por Walter Forster: “Sua vida me pertence”. Foi paixão (nacional) à primeira vista. Celebrando estes 70 anos, o GLOBO ouviu 70 personalidades ligadas ao gênero (atores, diretores, autores, jornalistas e músicos) para saber qual a trama mais marcante nestas sete décadas de amores, conflitos, segredos, vinganças, identidades trocadas, vilões punidos e finais felizes.

Resultado: entre 37 citadas, a campeã, com 10 votos, foi o clássico “Roque Santeiro”, que estreou na Globo em 1985, seguida de “Vale tudo” (1988), com 5 votos. Em terceiro lugar, empataram “Que rei sou eu” (1989), “Renascer” (1993) e “Avenida Brasil” (2012), com 4 votos cada uma. Em tempo: estas e outras novelas serão lembradas no especial “70 anos esta noite”, que vai ao ar nesta terça-feira (21), na TV Globo.

—O texto de Dias Gomes para “Roque Santeiro” e os personagens tão brasileiros criados por ele são um retrato fiel e bem-humorado do Brasil, é uma obra completa. — diz a atriz Patricia Pillar, justificando seu voto na trama, com a qual estreou em novelas.

O folhetim que marcou a teledramaturgia brasileira travou uma batalha contra a censura até ir ao ar. Sua primeira versão, de 1975 —baseada em um texto teatral de Dias Gomes, “O berço do herói” (1963) — foi vetada pela ditadura. Compondo uma sátira à exploração da fé popular, a novela só foi estrear dez anos depois, logo após o fim do regime.


Na novela "Roque Santeiro" (1985), fez um de seus papéis mais emblemáticos. Na pele da Viúva Porcina, personagem de Betty Faria na primeira versão da trama, vetada pela censura, divertiu o público ao lado de Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e de Roque (José Wilker) Foto: Divulgação
Na novela "Roque Santeiro" (1985),  Regina Duarte fez um de seus papéis mais emblemáticos. Na pele da Viúva Porcina, personagem de Betty Faria na primeira versão da trama, vetada pela censura, divertiu o público ao lado de Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e de Roque (José Wilker) Foto: Divulgação

Na novela "Roque Santeiro" (1985), fez um de seus papéis mais emblemáticos. Na pele da Viúva Porcina, personagem de Betty Faria na primeira versão da trama, vetada pela censura, divertiu o público ao lado de Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e de Roque (José Wilker) Foto: Divulgação

Co-escrita por Aguinaldo Silva e dirigida por Paulo Ubiratan, a trama acompanhava a desordem causada quando Roque, dado como morto e santificado, volta à sua cidadezinha, cuja economia gira em torno da sua memória. Em um elenco estrelado, destacaram-se as performances de Lima Duarte, Regina Duarte e José Wilker vivendo os icônicos Sinhôzinho Malta, Viúva Porcina e Roque Santeiro — a dúvida sobre quem Porcina escolheria como par durou até a última cena, em um capítulo final que teve picos de 100% de audiência pelo Ibope.

Ao fim dos anos 1980, com o país diante da inflação galopante e da redemocratização decepcionante, duas novelas se debruçaram sobre os temas da corrupção e dos dilemas éticos — e entraram para o top 5 da nossa enquete. “Vale tudo”, criada por Gilberto Braga e co-escrita por ele, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, jogava uma pergunta para o público: vale a pena ser honesto no Brasil?


Beatriz Segall, a vilã Odete Roitman de 'Vale tudo' Foto: TV Globo
Beatriz Segall, a vilã Odete Roitman de 'Vale tudo' Foto: TV Globo
Beatriz Segall, a vilã Odete Roitman de 'Vale tudo' Foto: TV Globo

Quase todo capítulo mostrava gente idônea sendo feita de otária por malandros de todas as classes — traço ressaltado pela oposição entre a trabalhadora Raquel (Regina Duarte) e sua filha trambiqueira Maria de Fátima (Glória Pires). Para completar, a novela dirigida por Dennis Carvalho ainda hipnotizou o país com um assassinato misterioso: o Brasil parou para saber quem matou Odete Roitman, vilã vivida por Beatriz Segall e odiada por todos os personagens.

— “Vale tudo” é um espetacular show da maldade humana, do cinismo e da ambição, em que o mal quase sempre faz o bem de bobo, como na vida real, e especialmente naquele momento de raiva e desencanto do Brasil de 1988 — aponta Nelson Motta, jornalista, compositor e colunista do GLOBO.

Em 1989, enquanto o país se preparava para a primeira eleição direta para presidente após quase 30 anos, chegou “Que rei sou eu?”. A aventura de capa-e-espada se passava em Avilan, nação europeia fictícia com ares de França pré-revolucionária, mas também satirizava o Brasil da época, com referências à moeda desvalorizada e altos impostos.


Outro sucesso foi "Que rei sou eu?" (1989), de Cassiano Gabus Mendes. Da esquerda para direita: Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo
Outro sucesso foi "Que rei sou eu?" (1989), de Cassiano Gabus Mendes. Da esquerda para direita: Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo
Outro sucesso foi "Que rei sou eu?" (1989), de Cassiano Gabus Mendes. Da esquerda para direita: Cláudia Abreu, Tato Gabus Mendes, Antônio Abujamra, Tereza Rachel, Mila Moreira e Hilda Rebello Foto: Miriam Fichtener / Agência O Globo

—Cassiano Gabus Mendes criou um reino imaginário e, através dessa fantasia rasgada, conseguiu falar da realidade do Brasil — lembra Marieta Severo, parte do elenco que também tinha Edson Celulari e Tereza Rachel, todos dirigidos por Jorge Fernando.

Outro país, o Brasil Profundo, chegou às telas com Benedito Ruy Barbosa. Após o sucesso de “Pantanal” (1990) na TV Manchete, o autor voltou à Globo para escrever outra saga rural: “Renascer” (1993), projeto que começou a desenvolver 20 anos antes, com uma viagem pelo sertão baiano coletando histórias. A trama estrelada por Antônio Fagundes, Marcos Palmeira, Adriana Esteves e Osmar Prado teve direção de Luiz Fernando Carvalho, que na época chamou atenção por trazer uma linguagem de cinema para a TV.

— Sou realmente apaixonado por essa novela — diz Fagundes, que viveu o patriarca Zé Inocêncio.


Antônio Fagundes e Marcos Palmeira Foto:  
Antônio Fagundes e Marcos Palmeira Foto
Antônio Fagundes e Marcos Palmeira Foto:

Em 2012, trazendo para primeiro plano a classe média suburbana que ascendia, outro fenômeno tomou conta do país. Cheia de reviravoltas e com uma linguagem inovadora, “Avenida Brasil” virou assunto obrigatório entre o público, vidrado na vingança de Rita (Débora Falabella) contra a madrasta Carminha (Adriana Esteves). O sucesso, escrito por João Emanuel Carneiro e dirigido por Amora Mautner e José Luiz Villamarim, atravessou fronteiras e já foi exibido em mais de 130 países.

Nascido em Duque de Caxias (RJ), o funkeiro Kevin O Chris é fã da trama:

— “Avenida Brasil” retratou bem a realidade que a gente vive no subúrbio, com bom humor e várias reflexões. O elenco também era brabo demais!”


Personagens memoráveis como Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) foram um dos motivos que levaram “Avenida Brasil” a ser indicada como melhor novela no Emmy Internacional
Foto: Divulgação
Personagens memoráveis como Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) foram um dos motivos que levaram “Avenida Brasil” a ser indicada como melhor novela no Emmy Internacional Foto: Divulgação
Personagens memoráveis como Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) foram um dos motivos que levaram “Avenida Brasil” a ser indicada como melhor novela no Emmy Internacional Foto: Divulgação


Ranking das novelas

> 10 votos:  “Roque Santeiro” (1985) 

> 5 votos: “Vale tudo” (1988)

> 4 votos: “Que rei sou eu?”(1989), “Renascer” (1993) e “Avenida Brasil” (2012)

> 3 votos: “Dancin’ days” (1978), “Tieta”(1989) e “Mulheres de areia” (1993)

> 2 votos: “Irmãos coragem” (1970),“O bem amado” (1973), “Gabriela” (1975), “Estúpido cupido” (1976),“Escrava Isaura” (1976), “Selva de pedra” (1986), “Top model” (1989), “Pantanal” (1990) e “O clone” (2001) 

> 1 voto: “Beto Rockfeller” (1968),“A moreninha” (1975), “Pecado capital” (1975), “Saramandaia” (1976), “Brilhante” (1981), “Sol de verão” (1982), “Louco amor” (1983),“Guerra dos sexos” (1983), “O salvador da pátria” (1989), “Vamp” (1991), “Sonho meu” (1993), “A viagem” (1994), “O rei do gado” (1996), “Andando nas nuvens”(1999), “O cravo e a rosa” (2000),“Mulheres apaixonadas” (2003), “Celebridade” (2003), “Da cor do pecado” (2004), “A favorita” (2008), “Cheias de charme” (2012) e “Além do tempo” (2015)

A enquete do GLOBO ouviu os jurados 
Adriana Esteves, 
Aguinaldo Silva, 
Alcione, 
Alexandre Nero, 
Alinne Moraes, 
Amora Mautner, 
Ana Carolina, 
Ana Maria Braga, 
André Paixão (Nervoso), 
Antônio Fagundes, 
Benedito Ruy Barbosa, 
Betty Faria, 
Bruno de Luca, 
Bruno Gouveia,
Carlinhos de Jesus, 
Cauã Reymond, 
Christiane Torloni, 
Claudette Soares, 
Cláudia Raia, 
Daniel Filho, 
Deborah Secco, 
Dira Paes,
Edgard Scandurra, 
Érika Martins, 
Evandro Mesquita, 
Fabrício Mamberti, 
Fafá de Belém, 
Fernanda Gentil, 
Fernanda Montenegro, 
Fernanda Vasconcellos, 
Francisco Cuoco, 
Fred Mayrink, 
Gabriel Thomaz,
Gaby Amarantos, 
Gal Costa, 
Gloria Pires, 
Guilherme Arantes, 
Jayme Monjardim, 
João Emanuel Carneiro, 
José Luiz Villamarim, 
Kevin o Chris, 
Laura Cardoso, 
Lilia Cabral, 
Lima Duarte, 
Marcos Schechtman, 
Maria Adelaide Amaral, 
Maria Beltrão, 
Mariana Gross, 
Mariana Rios, 
Marieta Severo, 
Mateus Solano, 
Michel Teló, 
Moacyr Luz, 
Nelson Motta,
Nivea Maria, 
Patrícia Pillar, 
Paulo Betti, 
Roberta Campos, 
Rosane Svartman, 
Silva, 
Simone, 
Stênio Garcia, 
Teresa Cristina, 
Thelma Guedes, 
Thiago Fragoso, 
Tico Santa Cruz, 
Tony Bellotto, 
Tony Ramos, 
Vinicius Coimbra e 
Vinny. 

Confira os votos e depoimentos completos.

Especial '70 anos esta noite'

A data histórica será celebrada pela TV Globo com o especial “70 anos esta noite”, que vai ao ar logo após “Um lugar ao Sol”, com reprise amanhã no Viva, às 18:30. Com participação de grandes nomes da dramaturgia, como Lima Duarte, Tony Ramos, Gloria Pires, Taís Araújo e Fernanda Montenegro, o programa vai passear pelos personagens e momentos inesquecíveis da televisão brasileira.


Fernanda Montenegro participa do especial '70 anos esta noite' Foto: Paulo Belote
Fernanda Montenegro participa do especial '70 anos esta noite' Foto: Paulo Belote

Fernanda Montenegro participa do especial '70 anos esta noite' Foto: Paulo Belote

— As novelas são uma experiência coletiva, que compartilhamos com amigos, familiares, colegas de trabalho. São memórias afetivas que se confundem com nossa própria trajetória. — aponta o diretor artístico do especial Henrique Sauer.

Na supervisão de texto do programa está o autor e roteirista George Moura, que destaca que as telenovelas são um espelho dos sentimentos humanos e um dos bens culturais mais acessíveis à população: — Você liga a TV aberta e estão lá as mais diferentes histórias há sete décadas. A junção desses e outros fatores faz da novela brasileira a mais popular identidade audiovisual do país.

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_________________________________________________Influenciador relata homofobia e diz ter sido jogado para fora de Uber

Influenciador Leo Lacerdade
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247 - O influenciador Leo Lacerda, ex-participante do reality show "De Férias com o Ex Brasil", relatou ter sido vítima de homofobia ao ser expulso de um carro durante uma viagem pela Uber. Ele disse que quando mencionou chamar a polícia, o motorista o teria tirado à força do veículo na Avenida Francisco Matarazzo, na Zona Oeste de São Paulo.

"O cara me jogou no meio da avenida. Entrei no carro, ele parou no meio do trajeto para abastecer. Só entrei no Uber e fiquei quieto. Ele falou, 'não vou te levar porque você está de cara feia e vai me dar nota baixa. Vaza do meu carro, vai embora'", disse Leo.

"Quando eu falei da polícia, ele saiu do banco dele, veio atrás e começou a me empurrar, a me puxar, me puxou e tirou pela perna. Eu caí no meio da avenida, ralei as minhas costas. O carro quase passou por cima de mim".

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"Falaram que o carro era dele e ele tinha o direito de me expulsar daquele jeito. Mano, como assim? Não tem direito de fazer isso comigo e com ninguém".

De acordo com Lacerda, a polícia se negou a atender a ocorrência. "Falaram que o carro era dele e ele tinha o direito de me expulsar daquele jeito. Mano, como assim? Não tem direito de fazer isso comigo e com ninguém".

_________________________________________________Produtora de filmes adultos lança paródia para Halloween: "Todo Mundo em PaniCu"

A produtora de filmes adultos “Irmãos Dotados” está celebrando o Halloween com nova produção: “Todo mundo em PaniCu“, uma paródia a tradicional cinessérie “Todo Mundo Panico”, que também é uma paródia dos filmes de terror. Estão no elenco Kevin Nurff, Skatista e Amir Laden.

A obra possui 20 minutos e 26 segundos. A sinopse diz: “Kevin Nurff está em casa assistindo um filme de terror quando o Skatista aparece fantasiado de Pânico, dentro de sua casa, após o telefone tocar. Kevin está decidido a fazer o que for preciso para não morrer, então o Skatista bota o p** grande e grosso para fora da fantasia e deixa Kevin com maior t3são. Ele não resiste e cai de boca no p** suculento do Skatista que fica maluco com o b*qu3t3 delicioso de Kevin. O p** do Skatista é tão gostoso que Kevin decide sentar bem gostoso e dá o c* delicioso pro macho. Skatista não perde tempo e f*de bem gostoso o rabo de Kevin, deixando o put4o maluco de t3são, gemendo alto de tanto prazer. Enquanto o c* de Kevin está sendo arrombado pelo p** do Skatista, o irmão de Kevin, Amir Laden chega e presencia a cena – e é convidado a participar. Amir acha aquilo tudo uma delícia e bota seu irmão para m4mar sua r0la grande e deliciosa. Amir pergunta a Kevin se está doendo a socada do Skatista em seu rab* e ele confirma com cara de dor, então Kevin não tem pena e s*ca também o rabo do irmão, que vai à loucura com mais um macho para f*der seu c* guloso. Amir Laden e Skatista se divertem nesse Halloween com o rabo delicioso de Kevin Nurff que não desiste de ter essas duas r*las deliciosas em seu rab*”.

Assista ao trailer:

Aqueles que já tiverem idade para tirar carteira de motorista e queiram dar uma conferida em “Todo Mundo em PaniCu“, basta acessar este link.

Anteriormente, a produtora Irmãos Dotados ganhou destaque ao fazer um reality show com o seu elenco, tendo como vencedores Atlas XavierErick Diaz e Leicy Sposito.

PROMOÇÃO DE ARREPIAR

Com a data festiva, além de “Todo Mundo em PaniCu“, a Irmãos Dotados também criou uma promoção “de arrepiar de t3são”, oferecendo assinatura mensal do site por R$ 29,90 para novos assinantes. A promoção vale até dia 31 de outubro e o pagamento deve ser realizado via PIX.

ÉRAMOS GAYS

Outra paródia que ganhou destaque este ano foi “Éramos Gays, em referência à clássica novela brasileira que teve diversas versões na televisão, sendo as duas mais conhecidas no SBT em 1994 e na Rede Globo em 2019. Na produção, realizada pela produtora “Meninos Online”, os atores que dão protagonismo à obra são Eros Garcia e Guilherme Machado.

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Participantes fazem "brotheragem" em reality show da MTV Brasil

A versão brasileira do reality show Rio Shore, exibido pela MTV, está repercutindo nas redes sociais por conta das cenas ousadas entre os participantes confinados em uma casa passando o dia curtindo, bebendo e namorando.

Em um dos últimos episódios, houve uma tentativa de três participantes de fazerem um “ménage”: Cristal, Ricardo e um convidado. No entanto, ela acabou saindo e deixou os dois rapazes sozinhos. Ambos acabaram dormindo nus juntos, mas aparentemente não aconteceu nada.

“A Cristal deu uma ajudada para dar ‘aquela encaixada’, mas depois foi só ladeira abaixo”, disse Ricardo, “Essa festa virou um enterro”, completou, provavelmente fazendo uma referência a um meme de Clodovil Hernandes.

Em outro momento, o participante Gabriel tomou banho pelado na frente das câmeras também.

Em entrevista ao canal TV e Famosos, o vice-presidente sênior da MTV América Latina, Tiago Worcman, explica a ideia por trás do reality show.

“É quase uma novela dentro de um reality. Eles vão se transformando durante a temporada. Isso é o principal, a vida deles é colocada dentro do Shore. É um reality show em que mostramos sem filtro pegação, curtição, liberdade e festa. Não tem limite. O ‘De Férias’ tem algumas regras. O tablet é quem guia o que eles devem e não devem fazer. A convivência em ‘Rio Shore’ gera milhões de histórias. Há episódios que se tivessem script [roteiro] pareceria exagerado. É impressionante. É mais rico do que um script, muitas vezes. A cada episódio você fala, não acredito que isso é possível. É muita pegação.”.

“Não queremos que as pessoas assistam ao reality para ver cenas de sexo explícito. Hoje, você pode fazer isso de várias maneiras. Não é a nossa onda. A nossa onda é mostrar como eles se relacionam, de uma maneira geral. Não de uma maneira hardcore. O sexo é a cereja do bolo”, explicou.

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Victor Ferraz e Raissa Barbosa terminam noivado

O rompimento veio cerca de um mês após o ex-ator pornô pedir a ex-Fazenda em casamento em Dubai.

Raissa Barbosa anunciou na madrugada do último dia 28 de outubro que encerrou seu relacionamento com o Wellington Raposo, mais conhecido pelo nome artístico de Victor Ferraz. O rompimento veio cerca de um mês após o ex-ator pornô pedir a ex-Fazenda em casamento em Dubai.  As informações são da Marie Claire.

Os dois discutiram durante uma live no perfil de Wellington. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ele aparece com marcas de agressão no rosto e desviando dos ataques de Raissa. “Eu não tenho currículo de agressão, você tem”, diz ele no vídeo.

 Raíssa explica que a briga se iniciou por ela ter ido à uma festa em um motel. “Eu estava em um relacionamento com uma pessoa que assim que eu cheguei em casa começou a ficar alterado (…) ele não aceitou eu não ter levado ele para a festa”, escreveu. “Ligou a live na intenção de me difamar falando que eu o agredi, quando na verdade eu me defendi dele”, ela explicou. “Ele não aceita o término. É tão tóxico que não aceita meus trabalhos e sempre briga por ciúmes.”

Victor Ferraz e Raissa Barbosa terminam noivado
Reprodução

Wellington também se pronunciou nos stories do Instagram, com diversos vídeos dando cada detalhe sobre o que aconteceu. Segundo ele, a live foi feita para que ela parasse de agredí-lo. “Nunca denunciei porque não sabia que mulher também pode ser presa por agressão. Tem homem que tem vergonha de dizer que apanhou da mulher”, disse. “Não foi ciúmes, sou seguro, mas não quero que falte com respeito”, continuou ele. “Nunca dei um tapa nela”.

“Eu tentei, ela também tentou, eu sou grato, ela se esforçou porque não é fácil assumir um ator pornô”, contou, citando a profissão que abandonou para ficar com Raissa, “larguei tudo para ficar com ela”.

“Se eu dou um tapa na Raissa, se ela aparece com uma manchinha de um tapa meu e consegue provar que fui eu, vocês queriam me matar e já estaria preso. Engraçado que se fosse o menino batendo nela, ele já estaria preso”, diz Victor Ferraz.

“Já tiveram várias agressões [dela]. Ela mandou mensagem dizendo que não falou que eu agredi ela. Mas deixou subentendido. Se eu agredi ela, por que não chamou a polícia para mim? Não foi ciúme, ela sabe que eu sou muito seguro. Mas também não quero que falte respeito. Ciúmes é uma coisa, respeito é outra. Uma mulher de 30 anos casada tem que se dar o respeito. Não era para ela estar lá na festa até 3h30 da manhã”, continuou.

Assista:

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Centenas de pessoas vão às ruas para a "Marcha do Pênis Pequeno"

Centenas de homens e mulheres participaram da”Small Dong March” (“Marcha do Pênis pequeno”, em tradução livre), no último dia 23 de outubro, em Los Angeles. Realizado no Pershing Square, a ideia do movimento é acabar com o estigma negativa em tornos do órgão genital masculino.

Os organizadores do evento, Chad e JT, conhecidos no YouTube dos EUA, disseram ao Daily Star que eles perceberam que há uma demanda para este movimento após uma exposição de arte que mostrava pênis pequeno.

“Isso é real, precisamos de você aí. Eu sei que algumas pessoas têm vergonha de aparecer, mas se você tem um pequeno pênis, a verdade aparecerá”, disse a dupla em um vídeo.

Um dos participantes, que no YouTube atende pelo nome de FlyingOverTr0ut, disse que entrou no movimento porque no passado fazia bullying com seus amigos. “Eu costumava intimidar as pessoas com pênis pequenos, era horrível e não me orgulho disso. Mas, comecei a perceber que as pessoas com pênis pequenos também eram como eu. Percebi que um dos meus amigos tinha um pênis pequeno, então decidi mudar“, contou.

Centenas de pessoas vão às ruas para a "Marcha do Pênis Pequeno"
Reprodução

Complexo de pênis pequeno: a maioria tem um tamanho normal, mas queria que fosse maior

De acordo com o livro Greek Homossexuality (via Veja), lançado em 1978 pelo historiador Kenneth Dover, na Grécia antiga a sociedade valorizava os pênis de tamanho pequeno, pois na época julgavam que os grandes eram feios e grosseiros, coisa de “bárbaro”.

A associação era: quem tem pênis pequeno tinha um rosto bonito e um intelecto mais aprimorado, sendo as pessoas mais elegantes, enquanto quem tinha pênis grande eram os de rosto feio, não eram inteligentes, os “deselegantes”.

Por essa mesma razão que as estátuas antigas representando os deuses da época sempre os retratam com o órgão genital pequeno. Já os romanos, que vieram posteriormente, tinham outra cultura e valorizavam os pênis grandes como símbolo de virilidade, e alguns generais eram promovidos devido ao tamanho de seus órgãos genitais.

Assim como os valores de uma sociedade vão mudando em diversas questões ao longo da história, o mesmo vale para o pênis, sendo que hoje em dia a valorização é pelo tamanho mais avantajado.

Um estudo realizado por pesquisadores do King´s College London com 15 mil homens ao redor do mundo concluiu que a média mundial de tamanho de pênis quando ereto é de 13,12 centímetros. No entanto, cada país tem sua média, e no Brasil é de 15,7 centímetros

Entende-se que um tamanho normal é aquele que varia de 12 a 17cm. Acima disso é considerado grande, e menos que 12 é pequeno, mas que não impede de uma pessoa ter relações sexuais saudáveis a menos que tenha uma condição chamada micropênis.

Pessoas com micropênis são aquelas que tem menos de 7cm em estado ereto, dificultando a penetração e o desempenho sexual, além de trazer diversos problemas de ordem emocional.

No entanto, a maioria dos homens que procuram um consultório de urologia para relatar que sofrem por terem pênis pequeno têm apenas uma questão psicológica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, menos de 1% das pessoas que buscam aumentar o órgão genital têm, realmente, algum problema médico, sendo apenas uma questão de vaidade que atrapalha a autoconfiança e a autoestima.

Em casos mais graves, há uma condição chamada “transtorno dismórfico corporal peniano“, que assim como outros transtornos, independente do tamanho real, é uma causa de intenso sofrimento que impede a pessoa em ter uma vida saudável. 

Dá para fazer uma analogia a anorexia nervosa, que mesmo a pessoa estando muito magra, ela continua se achando gorda.

Isso significa que o pênis só é um problema a ser tratado se ele tem menos de 7 centímetros ereto.

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_________________________________________________Ator afirma ter beijado príncipe Harry durante festa

Em seu livro autobiográfico, o ator e humorista Paddy McGuinness também relata ter dançado "juntinho" sem camisa com Harry

O ator e humorista Paddy McGuinness  afirma que, além de ter dançado “juntinho”,  beijou a boca do príncipe Harry, durante uma festa na companhia de outras celebridades. A revelação consta no livro autobiográfico do artista, intitulado “My Life” (“Minha Vida”, em tradução livre), onde ele revela alguns segredos de sua trajetória

Segundo o ator, o beijo aconteceu em 2016, antes do membro da realeza britânica assumir namoro com Meghan MarkleNo livro, Paddy se vangloria de ter sido a última pessoa que o príncipe beijou antes de se encontrar com sua futura esposa.

Paddy afirma ter beijado Harry durante festa (Foto: Reprodução)

“Dizer que estávamos dançando perto era um eufemismo – nossos peitos estavam se tocando. Ele me perguntou novamente se eu poderia mandá-lo para a ilha. Ele então começou a tirar minha camisa. Então agora estou de topless, uma garrafa de cerveja em cada mão, dançando com o Príncipe Harry”, lembrou o ator.

A “ilha” a que Paddy se refere no livro, é a Ilha Fernando, um destino de férias fictício visitado por casais no programa de namoro “Take Me Out”, apresentado pelo ator. O artista também revelou que o neto da Rainha Elizabeth II estava desesperado para conhecer o lugar.

O ator, que é casado com Christine McGuinness, continuou a descrição do episódio e disse que, após o fim da dança, eles se abraçaram e então, sob aplausos e gritos dos presentes, Harry lhe deu “um beijo na boca”.

(Foto: Reprodução)

De acordo com Paddy, o beijo aconteceu durante uma festa organizada pelo também comediante Jack Whitehall, na boate Jak’s, localizada em ChelseaLondres. Ainda segundo ele, estavam presentes algumas personalidades da música, da TV e ex-jogadores da Inglaterra.

Logo após o beijo, Paddy contou que o príncipe saiu imediatamente da festa, deixando todos chocados. O humorista ainda disse que Harry era uma “lenda absoluta” por seu comportamento festeiro e beberrão. No dia seguinte, o ator disse que Harry perguntou a ele como estava sua cabeça e mandou uma mensagem a Jack para agradecer a todos pela ótima noite.

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_________________________________________________Superman bi: a política identitária instrumentalizada contra sua própria luta - Marcus Atalla

Por Marcus Atalla

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No dia 11 deste mês, a DC Comics anunciou a publicação da revista em quadrinhos “Superman: Son of Kal-El, n°5”, nela o Superman é bissexual. Hoje no dia 30/10, dezenove (19) dias após o anúncio, a polêmica e discussões em jornais e na internet continua. 

A falsa retórica usada pela DC é a busca da conscientização, representatividade e a luta inclusiva. Os identitários comemoram a mudança como uma vitória das lutas sociais, mas nada pode ser mais equivocado. 

A intenção da empresa é causar cizânia, confronto e discussões exacerbadas entre setores da sociedade. Isso aumenta a resistência dos leitores de quadrinhos às pautas identitárias. Muitos desses leitores nem são homofóbicos, nem racistas, entretanto, revoltaram-se com a alteração.  

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Entenda porque leitores não homofóbicos se tornam radicais contra o Superman bissexual e a DC Comics usa isso a seu favor

Diferente das revistas em quadrinho japonesas, mangás, nas quais os personagens envelhecem, casam, têm filhos e morrem “de verdade”, os personagens de quadrinhos norte-americanos são imutáveis. 

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O Superman teve poucas mudanças desde sua criação em 1938. A maior alteração no personagem foi deixar de dar grandes saltos para passar a voar. O personagem já foi negro, já morreu, já esteve preso na Zona Fantasma, teve sua amada Lois Lane assassinada, no entanto, poucas edições depois, tudo voltou ao normal, ao que era antes.

A grita e revolta da maioria dos fãs do Superman, não é por serem homofóbicos, racistas ou misóginos, é porque eles não aceitam nenhuma mudança em seu personagem. Eles querem aquele Superman que os acompanha desde crianças. Não é um simples personagem para essas pessoas, é seu alter-ego. 

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Há uma identificação, elas se veem refletidas naquele herói, projetam símbolos heroicos e seus próprios defeitos naqueles personagens, que mesmo não sendo perfeitos, são virtuosos. Esses seres fantásticos se tornam seus eu-identitário. O símbolo do que admiram e gostariam de ser. A identificação com os traumas e desvirtudes desses personagens, é o que os faz escolherem entre gostar do Superman, do Batman ou do Wolverine. Mudar seu amado herói é mudar o seu próprio eu simbólico. 

A DC Comics, fundada em 1934, trabalha há 87 anos com gerações e gerações do mesmo público e acompanha-o de criança à fase adulta. De boba ela não tem nada. Ninguém conhece tão bem seu leitor como ela. A empresa tem plena consciência de que seu público será contra qualquer mudança em seu personagem de 83 anos de existência. Que o Superman bissexual terá uma boa venda em seus três primeiro títulos, por ser uma novidade, depois será um fracasso de vendas e o personagem será descontinuado e desaparecerá.

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A editora já tem a desculpa preparada para isso. O Superman bissexual é do multiverso paralelo, continuamos publicando o seu Superman clássico.

Essa polêmica, as brigas e conflitos gerados pela mudança é proposital. Na publicidade viral da internet, o ódio gera engajamento, em consequência propaganda gratuita, que se torna notícia nos principais meios de comunicação do mundo. É a publicidade do falem mal, mas falem de mim.

Essa publicidade aumenta as vendas dos títulos da DC e, mais ainda, do Superman clássico. Os fãs demonstrarão sua desaprovação comprando mais quadrinho do Superman clássico, o de sempre, e boicotarão as revistas do personagem bissexual.

Se o intuito da DC fosse um herói inclusivo como teria feito?

Se a intenção da editora fosse a inclusão, ela nunca transformaria um herói já existente e tão consolidado em homossexual, mulher ou em outra etnia. Cada personagem tem sua própria gênese, motivações, traumas de infância, medos e idiossincrasias. Para se criar um herói verdadeiramente inclusivo é necessário a feitura de um novo personagem. Um que seus poderes, heroísmo, medos, virtudes e história de vida tenha como influência a superação do preconceito sofrido. Os heróis têm seus traumas ou sofrimento de um mal injusto como o fato gerador de sua nobreza, heroísmo, noção de justiça e a busca pelo bem comum – “a Jornada do Herói”-.

Maurício de Sousa, o maior quadrinista nacional, defende e usa essa abordagem em seus personagens inclusivos. Como já fez com os personagens negros Jeremias, Pelezinho e Milena. –“Mauricio de Sousa cogita incluir personagem LGBT na Turma da Mônica”.

Para o novo herói ser conhecido e benquisto do público, bastaria colocá-lo em participações nos títulos dos heróis de ponta. Aqueles com maior público e vendas, ora no quadrinho do Batman, ora da Mulher Maravilha e assim por diante.

Também se escolheria os quadrinistas e autores de maior prestígio, cujo sucesso de vendas está em seus nomes vinculados a qualquer quadrinho, independente do personagem. Isso foi feito pela DC Comics? 

Claro que não, seu objetivo não é a inclusão, é a cizânia, que gera engajamento nas redes e consequentemente, publicidade gratuita, que por fim, aumento nas vendas.

A comemoração do Superman bi é um tiro no pé dos próprios identitários

Não se deve confundir a política identitária como o mesmo que a luta contra o racismo, misoginia e homofobia. Ela é um tipo de política entre várias outras políticas possíveis. Portanto, críticas à política identitária não é o mesmo que ser preconceituoso. 

Dito isso, os identitários estão comemorando como uma grande vitória o Superman bi. Creem que a indústria de quadrinhos tomou consciência da importância da inclusão, aderiu à pauta identitária e a mudança do personagem traz o debate e subsequentemente a conscientização social. Lendo engano.

Essa mudança causa muito mais um feedback negativo que um feedback positivo.

Os algoritmos das redes sociais são projetados para compartilhar os comentários negativos. Dessa forma edificam a discordância, o ódio, por conseguinte, engajamento. 

O setor social que não está nem aí para quadrinhos e heróis, está sendo bombardeado pelas queixas dos fãs e pelo discurso reacionário.

A narrativa é os identitários serem intolerantes e estão impondo a mudança ao personagem, são autoritários, castradores das liberdades individuais, até o gostar ou desgostar é fiscalizado e compulsório. Aqueles que expressam não terem gostado do Superman bi são tratados como homofóbicos e xingados nas redes sociais.

É óbvio que isso causa um efeito bumerangue, causa uma resistência e uma oposição às questões identitárias. Mesmo entre as pessoas que, até então, eram simpáticas a essa luta.

O que é uma antítese curiosa, o identitarismo visto como agressor do “eu-identitário” dos indivíduos. 

Nessa história, a DC Comics é interpretada como super-herói e as pautas identitárias como a vilã.

_________________________________________________Cancelamento e demissão de Maurício do vôlei servem mais à direita do que à causa LGBTQIA+

Por Leonardo Attuch 29 de outubro de 2021, 10:41

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Qual é a pauta mais importante do Brasil nos dias atuais? Sem sombra de dúvida, a política de preços pornográfica da Petrobrás, que lucrou R$ 31 bilhões no último trimestre e decidiu antecipar dividendos no mesmo valor a seus acionistas, enquanto brasileiros pagam quase oito reais por litro de gasolina e 125 reais pelo botijão de gás. Esta política de preços, implantada após o golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff para que a renda do petróleo fosse desviada do povo brasileiro para acionistas privados da Petrobrás, sobretudo internacionais, não tem ideologia de gênero. Ela atinge héteros, gays, lésbicas e transexuais, de forma indiscriminada. Aumenta a fome, a miséria e a inflação para todos os golpeados.

No entanto, quando este assunto central para o futuro do Brasil, que é nossa soberania energética, deveria estar sendo discutido de manhã, de tarde e de noite e unindo brasileiros de todas as orientações sexuais, qual é o tema que bomba nas redes sociais? A polêmica que envolve o jogador Maurício, demitido pelo equipe de vôlei do Minas Tênis Clube, e seu post no Instagram sobre o filho do superman, personagem da DC Comics, que é bissexual. O que disse Maurício? "Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…", postou o atleta:

Imediatamente, ele foi demitido pelo Minas Tênis Clube, a pedido de dois de seus patrocinadores: Fiat e Gerdau. Em seguida, a esquerda, que vem sendo massacrada pelos golpistas desde 2016, celebrou sua grande "vitória". Ato contínuo, a base bolsonarista nas redes sociais mobilizou todas as suas forças e o atleta ganhou nada menos que 800 mil seguidores em menos de 24 horas. Sinal de que a "agenda da família tradicional" tem mais adeptos do que a cultura "woke" – que foi desenvolvida nos Estados Unidos exatamente por forças que pretendem estimular o liberalismo nos costumes para fazer avançar ainda mais a agenda neoliberal na economia.

O tema Maurício e sua masculinidade supostamente ameaçada por um personagem de quadrinhos foi rapidamente utilizado pelos bolsonaristas para desviar o foco do que realmente interessa. Em vez de se explicarem sobre os crimes apontados pela CPI da Covid, pela máquina de fake news comprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2018 (e que segue a todo vapor) ou sobre os planos de privatização da Petrobrás para dar o tiro de misericórdia na soberania brasileira, enterrando de vez a era Vargas, como sempre sonharam os nossos liberais, do que eles falam? De sua solidariedade ao atleta Maurício.

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Eis aí desenhado o cenário para a "mamadeira de piroca 2.0". Agora, a família Bolsonaro virá salvar a tradicional família brasileira do superman bissexual, enquanto entrega as riquezas nacionais e sepulta de vez qualquer possibilidade de desenvolvimento nacional. No fim, eles estarão todos ricos, talvez milionários ou até bilionários, e exercendo suas sexualidades em total liberdade. O povo brasileiro, por sua vez, estará cada vez mais pobre e condenado ao subdesenvolvimento. E quando tudo tiver sido destruído, virá então a proposta do ecossocialismo. Triste ver um país que tinha projeto e futuro sendo destruído de forma tão escancarada.

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Copacabana - POINT 202 (2003) Sauna gay sobrevive à pandemia, mas Junior Barbosa (45) prevê sucumbir a apps a médio prazo. 

Palco da sauna gay Point 202 em Copacabana - Reprodução202
Palco da sauna gay Point 202 em Copacabana Imagem: Reprodução

André Aram Colaboração para o UOL, no Rio 30/10/2021 04h00

Em uma casa branca de três andares, em uma das ruas mais conhecidas de Copacabana, funciona há 18 anos o Point 202. Nos tempos áureos, a sauna gay ostentava longas filas, mas isso ficou no passado. "O futuro das saunas é acabar", diz, taxativo, o proprietário Júnior Barbosa.

A sauna sobreviveu à pandemia do coronavírus —que fechou definitivamente outros "inferninhos" da zona sul carioca—, mas na avaliação do empresário a casa não deve resistir mesmo é aos aplicativos de pegação.

Carro do prefeito de Duque de Caxias (RJ) é atacado a tiros; não há feridos

Barbosa, 45, que já atuou como camelô e garoto de programa, abriu sua primeira sauna aos 19 anos em meados dos anos 1990 e, em 2003, fundou a Point 202 —pouco tempo, manteve apenas a última.

Segundo ele, havia na época uma máfia das saunas, em que uma dominava o espaço de Copacabana, "se abrisse outra, eles te matavam, e logo sofri várias ameaças por anos". Durante quase uma década, Barbosa disse que andou com seguranças e carro blindado.

Ele conta que as ameaças só cessaram após a sauna concorrente fechar. Hoje Barbosa mantém apenas uma das casas —com 700 m², o lugar tem ambientes à meia-luz, sofás, palco, bares, duas saunas e suítes, onde rapazes circulam usando apenas uma toalha branca.

Júnior Barbosa, proprietário de sauna gay em Copacabana, com os acompanhantes que trabalham na casa - André Aram/UOL - André Aram/UOL
Júnior Barbosa, proprietário de sauna gay em Copacabana, com os acompanhantes que trabalham na casa Imagem: André Aram/UOL
Barbosa explica que os boys, como são chamados os acompanhantes, pagam R$ 20 a entrada e que o valor do programa fica para eles (a entrada para clientes custa R$ 60).

No dia em que a reportagem esteve na sauna, havia em torno de 50 boys e um número um pouco maior de visitantes —homens acima dos 45 anos, muitos deles turistas. No palco, drag queens e strippers se revezavam nas performances.

O empresário, que trocou Cedro (CE) por São Paulo aos 13 anos e chegou ao Rio três anos depois, não enxerga vida longa para o negócio. Acredita que casas do tipo vão acabar no médio prazo —Barbosa estima hoje queda de até 70% do público em razão de sites e apps.

"Quando a internet chegou, tudo acabou. A internet deixou tudo muito fácil. Tem esses aplicativos... As boates grandes faliram (...) Me tirou o sono. No início dos anos 2000, estava ainda muito bom. Antes da internet, era uma coisa de louco, eu tinha dois caixas, era fila pra entrar, fila pra sair."

A situação se complicou ainda mais com a pandemia. Barbosa, que conta ter feito um investimento alto em uma boate no Nordeste meses antes de a covid-19 surgir, mas viu seus dois empreendimentos fecharem —somente o de Copacabana reabriu.

"[Após a reabertura] Reduzi os funcionários pela metade. Temos agora uns dez. Dá tristeza dispensar funcionário."

Apesar das projeções pessimistas, Barbosa —que se identifica como gay— gostaria que o filho de 21 anos seguisse seu legado. O rapaz atua hoje na recepção da sauna.

O gerente da sauna Paulo César de Monteiro, 58, compara, saudoso, o movimento de 2000 e o momento atual. "Acho que as saunas vão deixar de existir. Vai se chamar um rapaz como se pede uma comida, não é desmerecendo ninguém, mas é a tecnologia", lamenta.

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