9 __________* POINT 202 * JUNIOR BARBOSA (45)


_________________________________________________Copacabana - POINT 202 (2003) Sauna gay sobrevive à pandemia, mas Junior Barbosa (45) prevê sucumbir a apps a médio prazo _________________________________________________CANCELAMENTO e DEMISSÃO de Maurício_Souza do vôlei servem mais à DIREITA do que à causa LGBTQIA+ - Leonardo Attuch _________________________________________________Superman bi: a política identitária instrumentalizada contra sua própria luta - Marcus Atalla _________________________________________________ATOR Paddy McGuinness afirma ter BEIJADO PRÍNCIPE HARRY durante festa _________________________________________________70 anos de novelas: 'ROQUE SANTEIRO' é eleita a trama mais marcante da história, seguida de 'VALE TUDO' _________________________________________________
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_________________________________________________SIMONE PONCIO: quem é a pastora que foi internada e como ela causou PELADA
O primeiro casamento HOMOAFETIVO da IGREJA_PENTECOSTAL_ANABATISTA da Barra. O quê?

Gabi Brandt rebate críticas por 'brilho' após separação: 'Forçam a barra'

_________________________________________________Hildegard: Regina Duarte é das mais leais ao Jim Jones brasileiro, sai no tapa para tomar veneno se Bolsonaro mandar

247 - A jornalista Hildegard Angel comentou sobre a montagem postada pela atriz e ex-secretária de Cultura Regina Duarte em que Jair Bolsonaro aparece de mãos dadas com Jesus. “Regina Duarte é das mais leais ao 'Jim Jones brasileiro'”, comentou a jornalista nas redes sociais, nesta quinta-feira, 6.
Jim Jones foi o norte-americano fundador e líder da seita Templo dos Povos, que ficou famosa por promover suicídio em massa.
Segundo Hildegard, se Bolsonaro mandar formar fila para tomar veneno, Regina “até sai no tapa para pegar um lugar na frente. Para sua doença, não há vacina”.
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_________________________________________________José de Abreu fala em 'retirada geral' do Twitter após ataques de Bolsonaro
_________________________________________________Opinião - Bernardo Carvalho: Desejo oprime e emancipa em 'Ataque dos Cães'
_________________________________________________Grupo evangélico se opõe ao conservadorismo, defende diversidade sexual e cria debate ao propor 'novas narrativas' na Igreja
_________________________________________________Ivete Sangalo ganha apoio de Luísa Sonza e Ingrid Guimarães após ser atacada por Jair Bolsonaro
_________________________________________________Chico Barney - Lembra dele? Regis Tadeu leva invertida de Gil do Vigor no Instagram
_________________________________________________Além da traição: Como foi o namoro entre Rodrigo Santoro e Luana Piovani?

_________________________________________________Nina Lemos - Apesar da tragédia das enchentes, famosos ostentam em festas na Bahia


Nina Lemos
Colunista de Universa
30/12/2021 04h00
Às vésperas do Réveillon de 2022, a Bahia está embaixo d'água. Na tarde de quarta-feira (29), mais de 77 mil pessoas estavam desabrigadas por causa das fortes chuvas que tomaram conta do estado no últimos dias. O número de mortes era de 21 e 136 cidades estão em situação de emergência, o que representa 30% do estado.
Entre as cidades em emergência que recebia pacientes feridos de estados mais atingidos, estava Porto Seguro. Só que isso não parece ter feito com que a maioria dos famosos e ricos mudassem seus planos de Réveillon. Caio Castro, Nati Vozza, Gabigol, MC Rebecca são algumas das celebridades que vão celebrar a virada de ano no estado, apesar do estado de calamidade. A distopia encenada pelos influenciadores em terras baianas ensaia, agora, seu terceiro capítulo.
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Há um ano, com a pandemia bombando (na época ainda não estávamos vacinados), a cidade de Porto Seguro virou notícia por um feito inédito. O aeroporto do lugar, onde fica Trancoso, uma das praias preferidas pelos ricos e famosos do Brasil, registrou engarrafamento de jatinhos. Sim, os milionários e influenciadores correram para lá (na época não dava para viajar para fora do Brasil, já que países da Europa e os Estados Unidos não aceitavam a entrada de brasileiros) e festejaram a vontade.
Em 2020, outra praia paradisíaca da Bahia foi associada a tragédias. Um dos primeiros surtos de coronavírus registrados no Brasil aconteceu em Itacaré, em março, no casamento da influencer Marcella Minelli, irmã da blogueira fitness Gabriela Pugliesi, com o empresário Marcelo Bezerra.
"Lá em cima estava sol"
Na tarde de quarta-feira, enquanto parte do estado estava debaixo d'água, influenciadores como sorriam e exibiam looks do dia no Instagram. Alguns até faziam piada. Caso da influenciadora Nati Vozza que chegou de jatinho e postou uma foto da janela do avião: "lá em cima estava sol, mas tudo é uma questão de perspectiva", escreveu. Como? Ela não percebeu que estava rindo da desgraça de pessoas que perderam tudo que tinham? Talvez não. Mas um dia após ter feito a piada ela já estava postando foto fazendo brinde com cerveja na praia.
Em Itacaré, a empresária Tati Sanches Oliva, que produziu uma festa de pré-Réveillon com Anitta se empolgou. Na quarta-feira, postou de biquini na praia em cima de uma árvore derrubada e trazida pela maré. Sim, ela sensualizou na tragédia.
E ainda tentou fazer uma pensata: "As fortes chuvas trouxeram as praias (sic) de Itacará um novo visual. Agora com o sol, o que parecia sujeira e destruição vai se acomodando a um novo cenário e virando beleza natural. Sem palavras". Ela completou com um emoticon de gratidão. É sério. Isso aconteceu, por mais inacreditável que possa parecer.
Há poucos quilômetros dali, em outra cidade do Sul da Bahia, Morro de São Paulo, Caio Castro e Kéfera passeavam de barco. Junto com outros influenciadores, eles chegaram de jatinho e postaram no Instagram, cheios de sorrisos.
Se a chuva atrapalha? Na página da festa Origens, que reunirá influenciadores em Trancoso, há informação de alteração de alguns horários e a informação de que os eventos "são cobertos".
Há também quem reclame da dificuldade de chegar na Bahia. Caso do jogador Gabigol, que passa as festas em Barra Grande, com a irmã e amigos e reclamou em seu perfil no Instagram que a viagem foi muito longa. MC Rebecca, que foi se apresentar em uma festa no estado, também usou o Stories para reclamar da demora da viagem.
Gabigol e outros frequentadores tradicionais de praias da Bahia, como a influenciadora Thassia Naves, ajudaram na divulgação de informações para doações ao estado e muito possivelmente doaram, justiça seja feita. Mas isso é o mínimo, vamos combinar.
Será que dá mesmo para manter o clima de festa?
Não fica no mínimo esquisito celebrar com 30% do estado em situação de emergência?
Em se tratando de ricos e famosos na Bahia tudo é possível.
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_________________________________________________'Lá vem o aluno com seu travequinho'; atleta trans revela ameaças após formatura de namorado militar

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Uma imagem quase passou despercebida no último dia 4, na formatura da Escola de Sargentos da Infantaria, em Três Corações, Minas Gerais. O ineditismo só foi percebido quando a mulher de um dos formandos reconheceu Thaynna Dantas De Souza, que foi à formatura como mais uma das namoradas e mulheres dos militares. Atleta transexual, Thaynna é um fenômeno das redes sociais em Natal, Rio Grande do Norte, onde o casal mora. Tem mais de 400 mil seguidores, inevitável ser reconhecida. Thaynna conta que não houve qualquer restrição do Exército à sua presença na cerimônia formal, tampouco na formatura. Mas o que era celebração virou pesadelo: já de volta a Natal, ela passou a receber ameaças de outros usuários das redes.
Thaynna conta que, ao chegar em casa, passou a receber áudios agressivos pelo celular. Alguns, com dois minutos de ameaças. Registrou queixa no 15º Distrito Policial de Natal.
– Chorei duas horas sem parar ao ouvir. Se era para ser uma brincadeira, virou um crime. Eram palavras transfóbicas, absurdas, ameaças. Por que isso? Só porque sou trans... Jamais um relacionamento tem que interferir na imagem de um militar. O que ele faz na caserna diz respeito à sua função. O que faz fora é sua vida particular – disse Thaynna, em depoimento ao lado do noivo, que a ajudava a lembrar datas e detalhes da cerimônia de formatura.
Juntos há três anos, a atleta e o terceiro-sargento, que se formava na ocasião, namoram há três anos e estão noivos. Ela, 33, ele 24. Lucca Michelazzo pediu Thaynna em casamento este ano. Está no Exército há dois. Já Thaynna interrompeu os estudos aos 15 anos para iniciar a transição de gênero. Atualmente, tem uma carreira eclética: além de atleta, ela se forma em nutrição no segundo semestre.
'Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho'
A polícia começa hoje a investigar os ataques virtuais. Quando foi estudar na Escola de Sargentos do Exército, Lucca já namorava Thainna e nunca se ressentiu da reação de colegas, que foram poucas. Mas o casal lembra de um em especial: "Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho".
– Cheguei a entrar no grupo de Whatsapp de mulheres e namoradas de militares. Todas doidas para casar. Não sabiam que eu era trans. Aí veio a frase: 'Lá vem o aluno entrando na ESA com seu travequinho'. Como era aluno, não denunciei. Desde essa época, já tinha preconceito. Soube agora que uma menina pesquisou foto minha no Google e encaminhou as fotos que descobriu em outro grupo. O preconceito ia ter de qualquer jeito, mas Lucca é totalmente de boa com isso. À noite, no baile de formatura, a mãe disse: nossa: "tá lindíssima". Estávamos tão felizes que só queríamos curtir. Independente de olhares. Quando me viram pessoalmente, devem ter pensado: 'é um casal normal'.
_________________________________________________Criadora de "Run the World": "São negras incríveis ocupando uma NY diversa"

Mariane Morisawa Colaboração para Universa 15/05/2021 04h00
Na nova série "Run the World", Whitney (Amber Stevens West), Ella (Andrea Bordeaux), Renee (Bresha Webb) e Sondi (Corbin Reid) são quatro amigas de 30 e poucos anos que equilibram carreira, relacionamentos amorosos e diversão em Nova York. Quatro amigas + Nova York sempre evocam "Sex and the City". Foi assim com "Girls", que atualizava a fórmula para o século 21, com o Brooklyn no lugar de Manhattan e garotas hipsters de 20 e poucos anos em vez das mulheres glamourosas interpretadas por Sarah Jessica Parker e companhia.
"Run the World" (mesmo nome da música de Beyoncé), que estreia neste domingo (16) na plataforma de streaming Starzplay, com um episódio novo toda semana, transfere a ação para o Harlem e está em sintonia com o agora ao fazer de suas protagonistas quatro mulheres negras.
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A criadora da série, Leigh Davenport, fica honrada, claro, com qualquer comparação com "Sex and the City", um marco da televisão. Mas enxerga muitas diferenças. "'Sex and the City' era uma série divertida sobre mulheres brancas numa grande cidade diversa. E esta série é sobre mulheres negras ocupando uma grande cidade diversa", disse ela em entrevista a Universa por videochamada. Sua intenção era ampliar a maneira como o público imagina que mulheres negras transitam em sua negritude.
Somos seres políticos, sexuais e criativos, tudo ao mesmo tempo agora, todos os dias

Demorou esse tanto, mas eu adoraria que a visão do que é ser uma mulher moderna em Nova York fosse a imagem dessas mulheres negras lindas, inteligentes e engraçadas
Na trama, Whitney, Ella, Renee e Sondi enfrentam racismo e preconceito. "Elas vivem em suas peles negras todo dia, afinal", afirmou Davenport. Mas suas reações variam. Às vezes, apenas dão risada. Outras, nem ligam. E em algumas situações precisam rebater ou ter uma discussão a respeito.
"Queria dar ao público a oportunidade de viver conosco de uma forma orgânica e não sentir como se eu estivesse intencionalmente tentando impor conversas sobre a minha negritude. Se você está apenas no meu mundo, conforme eu e minhas amigas vivemos em espaços negros, você vai entender muita coisa."
"São mulheres negras vivendo graciosamente em suas verdades"
Outra grande diferença com "Sex and the City", segundo Davenport, é que "Run the World" não foca encontros sexuais, homens e relacionamentos. "É sobre irmãs que estão tentando descobrir o que querem da vida, como conseguir chegar lá, como apoiar umas às outras para tentarem ser as mulheres que querem ser."
Por mais que se ame Carrie (Sarah Jessica Parker), Charlotte (Kristin Davis), Samantha (Kim Cattrall) e Miranda (Cynthia Nixon), elas eram representações de tipos de mulheres — tanto que era comum perguntar se alguém era a Carrie ou a Samantha. "Em 'Sex and the City', as mulheres eram o extremo oposto uma das outras", disse Davenport. "Eu queria fugir dos estereótipos, ainda mais porque estava contando histórias sobre mulheres negras. Eu busquei os meios-termos. A cada momento pensávamos no que as tornava seres humanos completos e o que fazia delas apenas um tipo."

Whitney, por exemplo, trabalha no mercado financeiro, é uma mulher alfa, perfeccionista, e essas personagens frequentemente aparecem como malvadas e frias. Mas ela é doce. Renee é bem-sucedida, desbocada, espalhafatosa e poderia facilmente parecer ser alguém que não precisa de ninguém, mas ela sofre com o fim do seu casamento. Amber, que segue carreira acadêmica, tem medo das consequências da descoberta de sua relação com seu orientador. Ela sabe que a corda sempre arrebenta do lado da mulher, que é acusada de oportunista. E Ella, que teve sucesso com um livro, viu sua carreira patinar e voltou a trabalhar num site de celebridades. Pode ser cínica e sarcástica, mas também é romântica e idealista.
Bresha Webb, que interpreta Renee, disse que nunca havia visto esse perfil de personagens negras na tela.
Eu li no roteiro mulheres negras vivendo graciosamente em suas verdades, elegantemente, exuberantemente. Suas amizades eram complexas. Vi as conversas que eu tenho com minhas amigas sobre sexo, sobre preconceito de idade, racismo. Sobre coisas que acontecem. Mas que também temos humor. E temos amor, e há tantos lados diferentes para as mulheres. E eu nunca tinha tido a chance de ver isso tudo refletido
Andrea Bordeaux, a Ella, espera que a série sirva para expandir a maneira como as próprias mulheres negras se enxergam. "Há uma grande reclamação na comunidade de sermos tratadas como um monolito. E nós mesmas fazemos isso, nos colocamos certas limitações na maneira como vivemos ou nas histórias que contamos", disse.
"E voltemos a 'Sex and the City'. Muitas vezes vivemos experiências similares, mas não nos sentimos capazes de contar histórias assim. 'Run the World' oferece esse panorama nova-iorquino de alta moda e energia, mas adicionando a cultura negra americana. Essas personagens vestem Gucci, mas também LaQuan Smith."
_________________________________________________Volta de 'Sex and the city' é PURA DECEPÇÃO
Patrícia Kogut 19/12/2021 - 07h00
Atrizes gravam 'Sex and the city' (Foto: Reprodução)O lançamento de “And just like that” na HBO Max faz duvidar de que valha a pena ressuscitar programas de tanto sucesso como “Sex and the city”. A série original foi ao ar entre 1998 e 2004. O enredo acompanhava quatro amigas, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon). Solteiras, elas namoravam muito e trocavam confidências de forma irrestrita. Falavam de sexo com uma liberdade àquela altura ainda pouco vista na televisão. A produção marcou e deixou um legado na teledramaturgia. Sua linguagem e os temas que retratou balizaram inúmeras atrações que vieram depois.
Havia um rompimento de padrões na forma de contar as histórias. A abordagem tão livre da intimidade feminina trazia uma verdade que conquistou o público. As quatro circulavam pelos lugares charmosos de Nova York com um figurino de primeira, principalmente Carrie, dona de uma coleção de sapatos. A moda era um tema central, quase um personagem. A cidade, também. A série tinha um arco dramático maior e situações que se esgotavam mais rapidamente. As amigas viraram emblemas de uma época.
Entre a história original e a de hoje, fizeram três filmes de qualidade duvidosa. Nenhum deles alcançou o êxito obtido pela televisão. Mas nada arranhou a força da boa lembrança que a série tinha deixado.
Agora, esse símbolo da memória afetiva pura no palito está sucateado. Vinte anos se passaram num instante, como indica o título. Porém, em “And just like that”, não houve amadurecimento. As amigas chegaram aos 50 com voz de púberes e fazendo biquinho de adolescentes. Ao que indicam os dois primeiros episódios, elas perderam o bonde do charme, da iconoclastia e do frescor narrativo. Aquelas mulheres que viviam à frente de seu tempo agora parecem adultas que não cresceram totalmente.
As personagens já não são as mesmas, natural. Os temas também mudaram. Só que nada disso acontece de forma orgânica. É simplista e preguiçosa, por exemplo, a forma como a série tenta responder às acusações de ter um elenco não inclusivo. A solução é esquemática: cada uma tem uma amiga de alguma minoria, pronto.
Miranda, antes uma mulher decidida, inteligente e articulada, perdeu o traquejo. Depois de anos como advogada numa empresa, ela volta a estudar. Mas exagera nos figurinos. Vai à primeira aula vestida para o baile e erra tudo o que diz à professora. Não parece Miranda, e sim uma daquelas donas de casa que decidem enfrentar o mercado depois de um longo hiato profissional. Uma figura que, convenhamos, foi mais comum nos anos 1970/1980. Não em 2021.
Charlotte, a romântica, se casou e é uma mãe dedicada de duas meninas. Mas, francamente, também evoluiu mal. É só boba.
Carrie conserva o figurino de antes e o jeito charmoso, e tenta se adequar aos tempos. Em “And just like that”, pena, até isso se expressa de forma cosmética: ela agora faz um podcast — oh!, que moderna.
O público que vinha aguardando essa estreia com grande expectativa sabe que Kim Cattrall saiu por desentendimentos com Sarah Jessica. O roteiro resolveu bem a ausência, que é mencionada abertamente. Uma grande virada acontece no segundo episódio (e não vou detalhar aqui porque é um mega spoiler). Ela é trágica, mas, noves fora, serve a impulsionar a trama.
“Sex and the city” merecia muito mais.
SIGA A COLUNA NAS REDES No Twitter: @PatriciaKogut No Instagram: @colunapatriciakogut No Facebook: PatriciaKogutOGlobo
Patrícia Kogut 19/12/2021 - 07h00

O lançamento de “And just like that” na HBO Max faz duvidar de que valha a pena ressuscitar programas de tanto sucesso como “Sex and the city”. A série original foi ao ar entre 1998 e 2004. O enredo acompanhava quatro amigas, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon). Solteiras, elas namoravam muito e trocavam confidências de forma irrestrita. Falavam de sexo com uma liberdade àquela altura ainda pouco vista na televisão. A produção marcou e deixou um legado na teledramaturgia. Sua linguagem e os temas que retratou balizaram inúmeras atrações que vieram depois.
Havia um rompimento de padrões na forma de contar as histórias. A abordagem tão livre da intimidade feminina trazia uma verdade que conquistou o público. As quatro circulavam pelos lugares charmosos de Nova York com um figurino de primeira, principalmente Carrie, dona de uma coleção de sapatos. A moda era um tema central, quase um personagem. A cidade, também. A série tinha um arco dramático maior e situações que se esgotavam mais rapidamente. As amigas viraram emblemas de uma época.
Entre a história original e a de hoje, fizeram três filmes de qualidade duvidosa. Nenhum deles alcançou o êxito obtido pela televisão. Mas nada arranhou a força da boa lembrança que a série tinha deixado.
Agora, esse símbolo da memória afetiva pura no palito está sucateado. Vinte anos se passaram num instante, como indica o título. Porém, em “And just like that”, não houve amadurecimento. As amigas chegaram aos 50 com voz de púberes e fazendo biquinho de adolescentes. Ao que indicam os dois primeiros episódios, elas perderam o bonde do charme, da iconoclastia e do frescor narrativo. Aquelas mulheres que viviam à frente de seu tempo agora parecem adultas que não cresceram totalmente.
As personagens já não são as mesmas, natural. Os temas também mudaram. Só que nada disso acontece de forma orgânica. É simplista e preguiçosa, por exemplo, a forma como a série tenta responder às acusações de ter um elenco não inclusivo. A solução é esquemática: cada uma tem uma amiga de alguma minoria, pronto.
Miranda, antes uma mulher decidida, inteligente e articulada, perdeu o traquejo. Depois de anos como advogada numa empresa, ela volta a estudar. Mas exagera nos figurinos. Vai à primeira aula vestida para o baile e erra tudo o que diz à professora. Não parece Miranda, e sim uma daquelas donas de casa que decidem enfrentar o mercado depois de um longo hiato profissional. Uma figura que, convenhamos, foi mais comum nos anos 1970/1980. Não em 2021.
Charlotte, a romântica, se casou e é uma mãe dedicada de duas meninas. Mas, francamente, também evoluiu mal. É só boba.
Carrie conserva o figurino de antes e o jeito charmoso, e tenta se adequar aos tempos. Em “And just like that”, pena, até isso se expressa de forma cosmética: ela agora faz um podcast — oh!, que moderna.
O público que vinha aguardando essa estreia com grande expectativa sabe que Kim Cattrall saiu por desentendimentos com Sarah Jessica. O roteiro resolveu bem a ausência, que é mencionada abertamente. Uma grande virada acontece no segundo episódio (e não vou detalhar aqui porque é um mega spoiler). Ela é trágica, mas, noves fora, serve a impulsionar a trama.
“Sex and the city” merecia muito mais.
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_________________________________________________Sex and the City' de volta: como série contaminou minha vida amorosa


Carrie é chata, e série é revolucionária, mas estereotipada
A autora do livro homônimo que deu origem à série vê o programa como uma história não muito positiva para as mulheres. Candace Bushnell disse em entrevista ao jornal "New York Post", em outubro, que não considera o programa feminista, principalmente por causa das incessantes tentativas de Carrie de ficar com Big. No final das contas, segue o estereótipo da mulher heterossexual: então a felicidade só será completa se eu tiver um homem ao meu lado?

Com os olhos de hoje, há vários outros problemas, começando pela falta de representatividade. No programa, a mulher branca hetero e rica está no centro do que se chama de feminino. É como se representassem um perfil universal de mulher.
O conceito deveria englobar diferentes raças, classes, orientações sexuais. E nem dá para colocar a culpa em uma possível falta de discussão da época: a filósofa Angela Davis fala disso, pelo menos, desde 1981. Eu, uma mulher branca de classe média, não percebi o problema por muito tempo. Errei. Hoje me salta aos olhos.

Com o tempo também comecei a achar a Carrie uma amiga chata, autocentrada e pouco empática. É sarcástica quando ouve desabafos de amigas, desliga o telefone na cara delas e fala de si o tempo todo, como se tudo girasse em torno de sua vida.
Mais nova, não tinha muita simpatia pela Samantha (Kim Cattrall), talvez por me assustar com sua sexualidade. Hoje me parece a mais divertida das quatro. A imprensa americana diz que foi por causa do brilho da personagem que, nos bastidores, Cattrall passou a ser destratada pelas outras três colegas, especialmente por Sarah Jessica Parker. Por isso, e por não querer mais falar tanto sobre sexo aos 61 anos, Cattrall não quis participar da continuação da série.
O que eu gostaria de ver nos novos episódios

Também senti, pelas prévias do que virá, que os diálogos não serão tão forçados quanto nos dois filmes lançados após o fim do seriado.

Vi que no elenco há mulheres negras e outras com corpos diferentes do padrão de magreza que a série sempre mostrou. Agora é ver como suas histórias serão abordadas, se serão apenas um step para as protagonistas brancas e magras ou terão personalidades complexas, como deveria ser. Além disso, espero que os relacionamentos com homens — e tomara que haja relações homoafetivas também — sejam tratados como uma parte da vida, e não a prioridade.
Falei bem mal de "Sex and the City" aqui, mas a verdade é que ainda é minha série preferida. É para onde volto quando não há nada de novo e interessante para ver nos serviços streamings. Tenho uma ligação afetiva, um carinho. É o programa que cito nas conversas com as amigas e é de onde saem algumas frases que decorei e reproduzo de vez em quando. Por muito tempo tive vergonha de admitir isso, por já ter ouvido que é uma série de "mulherzinha". Bom, se for assim, posso me considerar uma.
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Mauricio Stycer - Volta de "Sex and the City" sem Samantha deveria se chamar só "The City"
Colunista do UOL
13/01/2021 13h13
Volta e meia os fãs pedem a volta de séries muito queridas que já terminaram há anos. E a indústria, em crise de criatividade, dá corda para estes desejos embalados por saudosismo.
Foi assim, por exemplo, com a volta de "Gilmore Girls", em 2016, patrocinada pela Netflix. O serviço de streaming desenvolveu quatro longos episódios inéditos, protagonizados por Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e sua filha, Rory Gilmore (Alexis Bledel). O título deixou claro o aspecto saudosista: "Gilmore Girls - Um Ano para Recordar".
A Netflix também é responsável (culpada?) pela volta de "Arrested Development", uma série cult, exibida originalmente em 2003 e cancelada em 2006, após três temporadas. O serviço de streaming resgatou a série em 2013 e não funcionou muito bem. Em 2018, uma nova leva de episódios foi lançada, igualmente sem maior repercussão.
Há anos lemos sobre planos (ou sonhos, melhor dizendo) de ver o sexteto de "Friends" reunido para uma nova safra de episódios. Em 2020, finalmente, a Warner anunciou que faria um especial, mas o projeto foi adiado por causa da pandemia de coronavírus. Gosto da série, mas espero, com todo respeito aos fãs, que este projeto seja cancelado.
O mesmo ocorre com "Seinfeld", "The Office" e tantas outras séries queridas. Em nome da minha memória afetiva, espero que esses projetos não vinguem.
Esta semana a notícia é a da volta de "Sex and the City". A HBO Max (Warner) anunciou o projeto "And Just Like That...", que vai seguir as protagonistas agora na faixa dos 50 anos. A série original, exibida entre 1998 a 2004, acompanhava as protagonistas em seus 30.
"Sex and the City" é um dos marcos da era de ouro da TV americana no início deste século. Por meio do quarteto de protagonistas, quatro mulheres independentes, mas muito diferentes entre si, abordou temas que a TV ainda não tratava de forma tão aberta.
A volta agora me parece uma péssima ideia. Prefiro uma reprise. Como disse, acho melhor guardar na lembrança a qualidade da série e das personagens no contexto da exibição original.

Para piorar, Kim Catrall, a Samantha, não vai participar do projeto de reencontro. Apenas Sarah Jessica Parker (Carrie), Kristin Davis (Charlotte) e Cynthia Nixon (Miranda) estão envolvidas. Ora, como brincaram alguns fãs, "Sex and the City" sem Samantha é apenas "The City".
Na minha lembrança, a personagem de Catrall era quem encarnava de forma mais radical o mote feminista "meu corpo, minhas regras". Samantha fazia sexo com quem ela queria e não dava a menor bola para quem recriminasse as suas relações.
_________________________________________________Opiniões Universa - Sex and the city: Samantha teve que correr muito para Fleabag poder voar

Carla Lemos Colaboração para Universa 13/01/2021 04h00
A notícia está em toda parte: Sex and the City estará de volta para uma nova temporada na HBOMAX. Só que mais que empolgação e expectativas para sabermos como estão estas personagens que influenciaram toda uma geração de mulheres, o que todo mundo quer saber é: existe Sex and the City sem Samantha Jones? Sex and the City, sem sex.
Pois é, cara leitora, é isso mesmo. A atriz Kim Cattrall já mandou avisar há alguns anos, enquanto se especulava a produção de um terceiro filme inspirado na série, que não reviveria o papel de Samantha. Muita gente usa isso pra alimentar aquele velho fetiche social de rivalidade feminina, mas a questão aqui é outra: Kim declarou que ao chegar aos 60 anos resolveu que era o momento de encerrar este ciclo na sua carreira. Quando uma mulher diz não, cabe a toda sociedade respeitar sua escolha.
Eu devia ter uns 19,20 anos, logo no início dos anos 2000, quando ouvi falar de Sex and the City a primeira vez numa revista de moda. Sempre fui "a loca das séries" então corri para a revista da TV a cabo para descobrir quando passava essa série que representava tanto a vida da mulher moderna. Eu era uma jovem adulta do subúrbio do Rio, adolescente de igreja, namorinho de portão que não sabia era nada sobre o mundo ou da própria sexualidade.
Samantha Jones me chocava. A liberdade sexual dela por vezes assusta quem foi reprimido por toda a vida. Por mais que ela me deixasse de olhos arregalados em muitos episódios, eu a admirava. Era importante demais ver que existiam mulheres (mesmo que na ficção) que tinham a si mesmas como grande amor e sua própria felicidade como foco na vida.
A abertura da série era um anúncio da coluna da Carrie que dizia que ela conhecia um bom sexo, mas, a real é que, quem deu aulas sobre liberdade sexual por todas as temporadas da série (e nos 2 filmes) não foi a Carrie Bradshaw. Foi, sim, Samantha Jones.
Muito antes de amarmos a franqueza de Phoebe Waller-Bridge em Fleabag, Samantha Jones já estava praticando o seu direito de ter uma vida sexual plenamente ativa (inclusive se apaixonando por padres por aí...) e priorizando o seu prazer. Ela gostava de sexo e não tinha vergonha nenhuma disso, mesmo sendo incompreendida pelas suas próprias amigas que muitas vezes recriminavam seu comportamento. Carrie, Charlotte e Miranda eram obcecadas demais pela aprovação masculina para compreenderem uma mulher que se importava com suas próprias necessidades.

Samantha popularizou não só o uso dos vibradores, mas também a noção de que sexo tem que ser prazeroso para ambas as partes envolvidas — porque, se não for assim, não vale a pena, viu garotas?
Sex and the City foi ao ar a primeira vez em 1998 e (re)assistindo aos primeiros episódios, me impressionou ver como a liberdade sexual da Samantha é, talvez, a única coisa que tenha "envelhecido bem" na série.
Tomada pela nostalgia, ao rever o segundo episódio da primeira temporada vi Carrie, Miranda e Charlotte simplesmente não conseguindo compreender que Samantha tivesse uma autoestima saudável.
Enquanto as três olhavam para as modelos nas capas de revistas e depreciavam a si mesmas, Samantha reconhecia um vestido igual ao seu. Ela não se intimidava com convenções sociais.
Enquanto Carrie, Miranda e Charlotte viviam sofrendo por uns homens meio bosta, Samantha estava sempre cuidando da própria felicidade. Era honesta sobre si e seu prazer. 'Tento de tudo, pelo menos uma vez', dizia. Defendia sua libido (e suas amigas) acima de todas as coisas. E tá errada?
"Se eu me preocupar com o que falam sobre mim, nem saio de casa", dizia.
Samantha correu muito para que Fleabag pudesse voar. Mas, mesmo passados 20 anos da estreia de Sex and the City, a sociedade ainda se choca ao ver uma personagem feminina em controle da sua própria vida sexual como a criada por Phoebe Waller-Bridge. O sexo feminino continua sendo um grande desconhecido na televisão.

Talvez seja este o grande incômodo gerado pelo anúncio dessa nova temporada.
Sem a autonomia de Samantha e suas lições de sexualidade e amor-próprio, o que podemos esperar de uma série protagonizada por três mulheres heterossexuais brancas da elite de Nova York em 2021?
Bom, o jeito é aguardar para ver se finalmente a influência de Samantha bateu nas suas amigas da ficção como bateu nas fãs da série.
*Carla Lemos é feminista, carioca e produtora de conteúdo há mais de 15 anos. Observadora atenta das mudanças de comportamento das mulheres na sociedade, Carla comanda o podcast PRIMAS e é autora do livro "Use a Moda A Seu Favor". Em 2021, lançará seu novo livro, "As Mentiras que te Contaram Sobre Ser Mulher"
_________________________________________________'And Just Like That': novo Sex And The City mostra que envelhecer faz bem

Júlia Flores
De Universa
10/12/2021 08h22
Estrearam na madrugada desta quinta-feira (09) dois episódios de "And Just Like That", sequência da série "Sex And The City". Sim, a gangue de Carrie está de volta (dessa vez sem Samantha, já que a atriz Kim Catrall se negou a participar do reboot por conflitos com a equipe).
Em 2021 a trama de Sex And The City ganha novos conflitos e levanta discussões sobre padrões de beleza, raça e gênero. Miranda, por exemplo, abandona a carreira de advogada para dedicar-se a um mestrado em Direitos Humanos — trazendo as discussões para atualidade chega a debater o termo "White Savior".
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Para alguns críticos, a trama perdeu a originalidade ao tentar se retratar com o passado e deixar a série "menos branca". O jornal The Guardian chegou a dizer que "And Just Like That" reduz as personagens principais "a um trio perplexo que tenta se encontrar em novo mundo estranho".
Mas a verdade é que a sequência foca no amadurecimento (e envelhecimento!) de suas personagens e é esse o principal ponto positivo do novo "Sex And The City". Explicamos o porquê:
Série prova que envelhecer faz bem

Carrie, Miranda e Charlotte, ainda que carreguem seus trejeitos e manias, estão diferentes. Carrie, por exemplo, agora é host de um podcast sobre comportamento e - choque! - fica tímida ao fazer piadas sobre masturbação... Cadê aquela jornalista audaciosa que escrevia sobre fetiches e taras de importantes figuras de Nova York perto dos anos 2000?.
Só que, por outro lado, em uma sociedade marcada pelo etarismo, ver uma mulher bem-sucedida, em uma nova carreira e com posicionamentos redefinidos na casa dos 50 anos prova que não há idade limite para mudanças. E isso é ótimo!
Outro debate importante trazido pela série é
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70 anos de novelas: 70 personalidades revelam sua trama favorita

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Em 21 de dezembro de 1951, há exatas sete décadas, era exibido o primeiro capítulo da primeira telenovela brasileira: "Sua vida me pertence". Para comemorar os 70 anos de uma das maiores paixões nacionais, o GLOBO perguntou a 70 personalidades ligadas ao gênero, entre atores, diretores, autores, jornalistas e músicos, qual sua trama preferida e por quê.
A campeã, com 10 votos, foi o clássico “Roque Santeiro”, que estreou na Globo em 1985, seguida de “Vale tudo” (1988), com 5 votos. Em terceiro lugar, empataram “Que rei sou eu” (1989), “Renascer” (1993) e “Avenida Brasil” (2012), com 4 votos cada uma. Estes e outros sucessos serão lembrados no especial “70 anos esta noite”, que vai ao ar na TV Globo nesta terça-feira (21) logo após “Um lugar ao Sol”, com participação de grandes nomes da dramaturgia.
Confira o voto de cada jurado.
Adriana Esteves, atriz: “Renascer” (1993)
“Uma novela tão importante na minha vida, e uma das mais bonitas já produzidas. Nesta novela, conheci o Marco [Ricca]. Começamos a namorar um ano depois, ficamos casados por 10 anos e tivemos um filho lindo, Felipe Ricca. Foi um trabalho maravilhoso e especial também por esta parte pessoal”.
Aguinaldo Silva, autor: “Pecado capital” (1975)
“Foi a primeira a ter êxito na tentativa de misturar o melodrama, o folhetim, com o realismo da crônica do cotidiano. O ‘naturalismo’ quase documental conferido ao texto pela autora Janete Clair e fielmente seguido pelo diretor Daniel Filho fez da obra uma espécie de mapa depois seguido pelas novelas futuras.”
Alcione, cantora: “Roque Santeiro” (1985) e “Da cor do pecado” (2004)
“‘Roque Santeiro', com seu inesquecível Sinhozinho Malta, e 'Da cor do pecado', que retratou as belezas da minha terra: nosso Centro Histórico e seus casarões, o som único do tambor de crioula e tantas maravilhas do Maranhão."
Alexandre Nero, ator: “O bem amado” (1973)
"Dias Gomes talvez tenha sido o maior autor de telenovelas do país. Ele retrata as nossas mazelas com uma visão tragicômica e ao mesmo tempo atemporal. O elenco reúne atores brilhantes em personagens repletos de camadas. Um passeio para quem interpreta e quem assiste.”
Alinne Moraes, atriz: “Além do tempo” (2015)
“Foi uma novela que abordou épocas e personagens tão distintos, uma beata no século XIX e depois uma empresária rica em pleno 2012. É uma obra romântica e muito atual. Até hoje as pessoas se lembram muito e me chamam de Lívia. Tem cenas lindas, foi muito marcante para mim.”
Amora Mautner, diretora: “O cravo e a rosa” (2000)
"Foi uma brilhante adaptação do Walcyr do texto ‘A megera domada’ de Shakespeare, e por ter sido a primeira novela que dirigi."
Ana Carolina, cantora: “Andando nas nuvens” (1999)
“Sempre me interessei pela forma como as novelas contam a vida do povo brasileiro. E elas, de certa forma, contam a minha também. ‘Andando nas nuvens’ marcou minha carreira, foi a primeira com música minha e que me deu meu primeiro grande sucesso: 'Garganta', tema da Deborah Bloch.”
Ana Maria Braga, apresentadora: “Avenida Brasil” (2012)
“A trama do João Emanuel Carneiro trouxe personagens cativantes e ambientados à realidade do momento que era exibida, o que foi um divisor de águas nas novelas brasileiras. O telespectador se enxergava naqueles diálogos e cenários. Toda a vingança da Nina, as maldades de Carminha deixavam espaço para momentos de muito humor e fui telespectadora assídua desta novela!"
André Paixão (Nervoso), cantor e guitarrista: “Roque Santeiro” (1985)
"É uma novela que não envelheceu, até em termos de diálogos e piadas. Muito divertida, remete à minha adolescência. Traz um sentimento bom. Trilha sonora cheia de músicas lindas. Das novelas que já assisti foi a que melhor retratou o Brasil, nosso povo, nossas crenças, nossa cultura, nossa identidade."
Antonio Fagundes, ator: “Renascer” (1993)
“Sou realmente apaixonado por essa novela... E por um acaso eu fiz parte do elenco, mas, de qualquer forma, é maravilhosa”
Benedito Ruy Barbosa, autor: "Pantanal (1990)"
"Essa era uma novela que estava na minha cabeça e ninguém topava fazer, eu precisei bancar o louco. Saímos do estúdio, filmamos na água, em tantos lugares,... Foi um marco".
Betty Faria, atriz: “Tieta”(1989)
“Irresistível não escolher Tieta. Com inúmeras novelas maravilhosas que tive a sorte de fazer, Tieta é a escolhida porque toca o coração, é amorosa, tem humor, sem preconceitos e com consciência ecológica. É sempre atual e o povo ama”.
Bruno de Luca, ator: “Top model” (1989)
“Tinha muitas crianças, um núcleo infantil grande. O Nuno Leal Maia fazia o personagem Gaspar, ele tinha seis filhos, cada um com uma mãe diferente. Foi ali que eu vi que poderia ser ator, que entendi um pouco a profissão. Eu fui ver a gravação na Praia da Macumba uma vez e foi um sonho pra mim. Falei: quero fazer isso da minha vida”.
Bruno Gouveia, cantor: “Louco amor" (1983)
“Assistia novelas desde pequeno, na casa de meus avós. ‘Louco amor’, entretanto, foi uma novela e tanto pra mim, cheguei a correr esbaforido pelas ruas para não perder os capítulos mais marcantes. Ali me caiu a ficha que tinha herdado a mania de meus avós e virado um noveleiro de marca maior”.
Carlinhos de Jesus, dançarino e coreógrafo: “Avenida Brasil” (2012)
“Foi uma grande novela que me chamou muito a atenção e mexeu muito comigo. A história, a trama, o elenco, a tecnologia, tudo conta muito. Eu entrei pro GloboPlay por causa da novela, para assistir quando estava na rua. Mas eu evitava sair, agendava meus compromissos para antes ou depois da novela.”
Cauã Reymond, ator: “Renascer” (1993)
“Eu assistia com meus avós, e me levou para um universo completamente diferente, que é o universo do realismo fantástico, com os personagens do Osmar Prado, do Antonio Fagundes, Marcos Palmeira, Adriana Esteves, Maria Luísa Mendonça fazendo a Buba. Foi uma novela que me marcou de um jeito muito bacana, como se eu tivesse lendo um livro espetacular."
Christiane Torloni, atriz: “Mulheres apaixonadas” (2003)
“É um projeto muito humanista do Manoel Carlos. Através das personagens, ele vai desde o abuso sexual até a proteção à saúde moral e física dos idosos. Os personagens não são heróis, são seres humanos incríveis. É uma novela epistolar, com um elenco digno de Oscar”.
Claudette Soares, cantora: “Vale tudo” (1988)
"Tinha a Odete Roitman interpretada pela maravilhosa Beatriz Segall, e a personagem da Cássia Kis, que o público só consegue descobrir no último capítulo que matou a Odete"
Cláudia Raia, atriz: “Roque Santeiro” (1985)
“Um clássico dos clássicos. É uma síntese da nossa brasilidade. Traz os folclores, as lendas, a questão da corrupção. É uma história atemporal, que até hoje está atual. Dias Gomes, aliás, foi um autor que escreveu sobre o Brasil como ninguém”.
Daniel Filho, diretor: "Escrava Isaura” (1976)
"Projetou o Brasil internacionalmente. Parou guerras, Lucélia Santos ganhou a Águia de Ouro como melhor atriz na China. Voto popular, recebeu 300 milhões de votos…. a lista de feitos é enorme."
Deborah Secco, atriz: “Tieta” (1989)
“Me marcou muito. Quando fecho os olhos e lembro da minha infância, é a novela que mais me vem na memória”.
Dira Paes, atriz: "Escrava Isaura” (1976)
"Foi a primeira novela que assisti e que me trouxe a consciência sobre a escravidão no Brasil e no mundo. A escrava Isaura era uma representação do desejo de liberdade. A atuação da Lucélia Santos, Léa Garcia e de todo o elenco foram tão arrebatadoras, que a novela conquistou o mundo inteiro. Hoje, quem diria que sou amiga de ambas, minhas eternas musas inspiradoras.”
Edgard Scandurra, guitarrista: “Mulheres de areia” (1973)
"Essa novela, ainda em preto e branco, tinha a excelente interpretação de Carlos Zara, Eva Wilma e Gian Francesco Guarnieri , entre muitos atores e atrizes excepcionais. E tinha a abertura inesquecível em que Eva Wilma corria pela praia em câmera lenta."
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Érika Martins, cantora: “Que rei sou eu?” (1989)
"Eu era pequena e não perdia um capítulo com as minhas irmãs. Me levou a pensar sobre desigualdade, luta por direitos, injustiças... Coisas que levei para a vida toda. Vivíamos isso na realidade do Brasil, mas para uma criança é bem mais fácil entender visualizando dentro de uma história, de forma lúdica. E era um elenco poderoso, com uma trilha sonora bacana. Lembro que até comprei o vinil com o dinheiro da merenda!"
Evandro Mesquita, cantor: “Top model” (1989)
"As gravações eram na praia, o elenco era ótimo, e autores e diretores davam liberdade para improviso dentro do tema. A novela me deixou uma marca profunda, tomei 23 pontos na cabeça surfando antes das gravações. Pude levar meus amigos e lendas do surf (Pepê, Paulo Proença, Maraca, Otávio Pacheco) para participar de um capítulo e dar mais credibilidade ao tema, com aval dos autores e direção, claro."
Fabrício Mamberti, diretor: “Renascer” (1993)
"Foi uma obra emblemática porque, além de mudar a dramaturgia das novelas, trouxe novos conceitos de luz e acabamento, e uma fotografia muito apurada. Como diretor, Luiz Fernando Carvalho desenvolveu um trabalho forte na preparação de elenco, com a atuação mais contemporânea e uma prosódia mais trabalhada.”
Fafá de Belém, cantora: “Gabriela” (1975)
"São muitas novelas marcantes. Só de trilha sonora eu tenho mais de 50. Mas a inesquecível é a primeira. Com 'Gabriela' nasceu Fafá de Belém"
Fernanda Gentil, jornalista: “Avenida Brasil” (2012)
“Tinha todos os ingredientes que fazem uma boa novela: personagens do subúrbio, que são sempre muito ricos, elenco pequeno, o que facilita a identificação do público com os personagens, conversas reais, com falas que se atropelavam, como na vida real, e ainda assim entendíamos tudo. Além de amor, humor, suspense e maldade. Pacote completo, novelão, uma aula de dramaturgia que me encantou e parou o Brasil!“
Fernanda Montenegro, atriz: “Brilhante” (1981) e “Guerra dos sexos” (1983)
“O melodrama a gente sabe dar conta, pelo menos na minha memória foram novelas históricas ou pela amplidão de que essas histórias vão para milhares de pessoas. É uma herança do folhetim do século 19 que ficou, a minha mãe era leitora desses folhetins que vendiam semanalmente na porta, veio a rádio e depois a TV. Se tivesse que apontar então duas novelas dessas inúmeras seriam ‘Guerra dos Sexos’ e “Brilhante’.”
Fernanda Vasconcellos, atriz: “Sonho meu” (1993) e “O rei do gado” (1996)
“Lembro-me muito de assistir com a família reunida na sala. Não perdíamos um capítulo”.
Francisco Cuoco, ator: “Selva de pedra”(1986)
“Esta novela é muito marcante porque retratou o nosso cotidiano com seus dramas e comédias. Os sonhos e pesadelos. Retratou o ser humano com seus labirintos de emoções”.
Fred Mayrink, diretor: "Roque Santeiro” (1985)
"Foi assistindo a essa novela que disse à minha avó: Um dia estarei aí, na tela! Lá se vão 25 anos de Globo. Ator, assistente de direção, diretor, diretor geral e hoje diretor artístico."
Gabriel Thomaz, cantor e guitarrista: “Celebridade” (2003)
"Nunca me esquecerei de Malu Mader no papel de Maria Clara Diniz, da 'cachorra' (Claudia Abreu), do Nelito (Taumaturgo Ferreira) com o bordão 'que o'clock são?' e de sua mulher hilária. Eu não perdia essa novela"
Gaby Amarantos, cantora: “Cheias de charme” (2012)
"Eu sou muito noveleira. Eu amava as empreguetes! E tinha música na abertura da novela, então foi um divisor de águas na minha vida. Eu tenho muita saudade dessa novela, queria um come back das empreguetes now!"
Gal Costa, cantora: “Gabriela” (1975)
"Uma novela encantadora e muito bem feita."
Glória Pires, atriz: “Vale tudo” (1988)
“Novela maravilhosa, personagens cheios de humanidade e com tudo o que o ser humano é capaz de ter dentro de si. Gilberto (Braga) foi brilhante e Maria de Fátima foi uma personagem inesquecível.”
Guilherme Arantes, cantor e compositor: “Dancin' days” (1978)
"Foi um momento fulgurante na teledramaturgia, um marco do Brasil moderno que se descobria jovem e explodia na noite feérica ao som da música dançante e com as maravilhosas Frenéticas na abertura"
Jayme Monjardim, diretor: “Roque Santeiro” (1985)
"Esse é um projeto único na história da televisão brasileira. Considero uma das novelas mais importantes porque simbolizava e mostrava as realidades do Brasil".
João Emanuel Carneiro, autor: "Roque Santeiro" (1985)
"Marcou a minha infância. Eu era muito pequeno e passei a assistir TV por causa da novela."
José Luiz Villamarim, diretor: “Vale tudo” (1988)
"Pelo tema, pela contemporaneidade, pela direção, pelos diálogos. Infelizmente, é uma novela cuja temática continua atual."
Kevin o Chris, funkeiro: “Avenida Brasil” (2012)
”Retratou bem a realidade que a gente vive no subúrbio, com bom humor e várias reflexões. O elenco também era brabo demais!”
Laura Cardoso, atriz: “Irmãos coragem" (1970)
“Uma novela escrita pela maravilhosa Janete Claire, por quem eu tenho um carinho especial, foi minha vizinha de infância. É uma novela cheia de emoção, cheia de drama. Havia uma movimentação nessa novela que era especial, assim como o elenco”
Lilia Cabral, atriz: “Selva de pedra”(1972)
“Eu estava entrando na adolescência, uma época em que a gente pensa muito em histórias de amor. Nessa novela, as histórias de amor dos personagens eram quase impossíveis. A Arlete Salles e a Dina Sfat estavam maravilhosas. Acho que eu já sonhava em querer ser atriz, e ver aqueles personagens, cada um lutando pelo que eles acreditavam e pelo amor, era muito bonito.”
Lima Duarte, ator: “O bem amado” (1973) e “O salvador da pátria” (1989)
“Eu guardo todos os personagens com carinho. Mas uma novela que me marcou e que eu adorei fazer foi o ‘O bem amado’. Na época em que eu interpretei o Zeca Diabo fiquei muito amigo do Paulo Gracindo. Nós convivemos por 1 ano diariamente gravando a novela e essa relação permaneceu por toda a vida. Em ‘O salvador da pátria’, eu tinha um grande romance com a Maitê. Eu poderia dizer que foi essa novela que eu mais amei porque o meu personagem adorava a personagem dela, loucuras e devaneios. Gostei muito de ter aquele amor em cena."
Marcos Schechtman, diretor: "Roque Santeiro” (1985) e "O clone" (2001)
"’Roque Santeiro’ foi uma novela que parou o país, e teve uma capacidade de sinergia, de interação com o momento socioeconômico que a gente vivia, com os arquétipos, o imaginário coletivo. Os personagens tinham o voo do realismo mágico, narrativa tão peculiar da América Latina, e, ao mesmo tempo, um humor autenticamente brasileiro. Destaco ainda ‘O clone’. Enquanto o mundo tomava uma aversão com o mundo islâmico diante do atentado de 11 de setembro, a novela, ao contrário, surpreendeu pela curiosidade das pessoas conhecerem mais esse mundo tão contrastante, tão diferente, e conhecer o outro.”
Maria Adelaide Amaral, autora: “Dancin' days’" (1978)
"Além da boa trama, foi uma revolução visual na moda e também no comportamento da época".
Maria Beltrão, jornalista:
Maria Beltrão, jornalista: "Roque Santeiro” (1985)
"Foi a primeira e única novela que meu pai assistiu, e era nosso programa juntos. Uma novela inesquecível, com interpretações incríveis, e tem toda aquela história da censura da primeira versão, então tinha uma "demanda recalcada" por ela. E era uma metáfora do Brasil, falava muito da gente, da exploração do povo, da politicagem.”
Mariana Gross, jornalista: “Que rei sou eu?” (1989)
“A novela de época fazia paralelos com fatos históricos de forma bem humorada. Trazia uma verve crítica sobre o comportamento de nossos políticos. Tinha um elenco estelar, com destaque para Jorge Dória e John Herbert, uma produção caprichada, com figurinos impecáveis. Nunca mais me esqueci".
Mariana Rios, atriz: “Mulheres de areia” (1993)
"Gosto do elenco, do texto, da história, da forma como foi contada. É uma novela rica em detalhes, enredo, e é atemporal.”
Marieta Severo, atriz: “Que rei sou eu?”(1989)
“Cassiano Gabus Mendes criou um reino imaginário e, através dessa fantasia rasgada, conseguiu falar da realidade do Brasil, de um país que saía de uma ditadura cruel e opressora. É muito interessante a última fala da novela, em que o revolucionário diz: ‘ninguém vai explorar o trabalho do pobre’. E com Jorge Fernando na direção, a diversão na gravação era garantida, muita risada. Tenho excelentes lembranças.”
Mateus Solano, ator: “Que rei sou eu?”(1989)
“Marcou demais a minha infância. Tenho uma lembrança muito forte e viva.”
Michel Teló, cantor: “Pantanal (1990)"
"Marcou minha infância. Eu me identificava muito, por ser da minha região, da minha terra. Mesmo sendo pequeno, eu me lembro bem de Campo Grande parado para assistir. Foi uma grande revolução".
Moacyr Luz, cantor e compositor: “Tieta” (1989)
"Eu fiz parte da trilha sonora da novela com a música 'Coração do Agreste', em parceira com o Aldir Blanc, gravada pela Fafá de Belém, que proporcionou momentos maravilhosos na minha vida com a dimensão que ela trouxe pro meu trabalho de compositor"
Nelson Motta, jornalista: “Vale tudo” (1988)
"Um espetacular show da maldade humana, do cinismo e da ambição, em que o mal quase sempre faz o bem de bobo, como na vida real, e especialmente naquele momento de raiva e desencanto do Brasil de 1988. Já teve duas reprises e está cada vez melhor e mais atual".
Nivea Maria, atriz: “A moreninha" (1975)
“Uma romântica e inspiradora história de amor, com imagens lindíssimas da Ilha de Paquetá, figurinos deslumbrantes e com uma qualidade técnica e artística surpreendente para a época (1975). Ficou para sempre na minha memória como atriz e espectadora.”
Patrícia Pillar, atriz: "Roque Santeiro” (1985)
“A meu ver, uma novela completa. O texto do Dias Gomes e os personagens tão brasileiros criados por ele são um retrato fiel e bem-humorado do Brasil. Além de ter um motivo especial pra mim porque foi minha primeira novela. Que sorte!”
Paulo Betti, ator: “Estúpido cupido” (1976)
"É bucólica. Gosto dos personagens, do preto e branco. O último capítulo foi exibido em cores, quando a TV se tornou colorida. E tinha um elenco muito bacana.”
Roberta Campos, cantora: "A viagem (1994)"
"Me interesso muito por espiritualidade, e a novela aborda esse tema de uma forma bonita e dentro de tudo que eu já havia lido e estudado, o que me encantou! Além de tudo, a trilha sonora é maravilhosa e tem um núcleo de atores incríveis”.
Rosane Svartman, autora: “Estúpido cupido” (1976)
"É a primeira novela que eu lembro de ter visto, eu tinha uns 6,7 anos. Acho incrível como as telenovelas acompanham a sociedade e também nossas vidas. Ver ‘Estúpido cupido’ fazia parte da minha rotina."
Silva, cantor: “Mulheres de areia” (1993)
"É sempre a primeira novela que vem à minha cabeça. Ainda não entendia muita coisa, era bem pequeno, mas lembro que amava a Raquel (Glória Pires) e a trilha era muito boa."
Simone, cantora: “Sol de verão” (1982)
“Eu sabia que a música 'Tô que tô' estaria na trilha, mas não imaginava que seria na abertura. Fiquei muito impactada e isso me marcou”
Stênio Garcia, ator: “O clone” (2001)
"Era uma novela envolvente. Ficamos quase três meses no Marrocos e eu pude conhecer e me aprofundar na cultura islâmica, que é muito bonita e interessante. Eu aprendi muita coisa. Meu personagem Tio Ali era um sábio, era o tio do momento no Brasil, todo mundo queria ter um."
Teresa Cristina, cantora: “Dancing days” (1978) e “Saramandaia” (1976)
“De 'Dancing Days', lembro de uma cena em que a Gal Costa participa e, em uma sequência espetacular de provocação entre as duas irmãs Julia Mattos (Sônia Braga) e Yolanda Pratini (Joanna Fomm), canta sua melhor versão de 'Folhetim'. Já 'Saramandaia' mora no meu coração. Era um realismo fantástico onde tudo acontecia. Essa novela me preparou para ser uma leitora desse gênero, inclusive. Toda a surpresa que tive depois de ler o (José) Saramago em algum momento, mostra que tem alguma coisa de 'Saramandaia' dentro de mim”.
Thelma Guedes, autora: “Irmãos coragem" (1970)
"Pra mim, a novela mais emblemática de todas da história da televisão brasileira. Era uma história grandiosa, uma saga familiar heróica, trágica, épica, certamente inspirada na peça ‘Mãe Coragem e seus filhos’, de Bertolt Brecht. Tinha a belíssima e tão importante premissa sobre o perigo da ganância e de suas consequências trágicas. Era altamente refinada, uma obra de arte, mas ao mesmo tempo popular. Porque envolvia o público pela emoção. Eu era menina quando foi ao ar, mas meu coração batia mais forte a cada capítulo que eu assistia e, com certeza, essa novela tem muito a ver com a minha escolha profissional.”
Thiago Fragoso, ator: "A favorita” (2008)
“Sempre fui noveleiro, e essa assisti como espectador. Fiquei impressionado com a virada na novela criada pelo João Emanuel Carneiro. Gênio"
Tico Santa Cruz, cantor: “Roque Santeiro” (1985)
"Toda aquela saga que envolvia um personagem misterioso que voltava para a cidade de Asa Branca para acabar com um sistema político-religioso que explorava sua imagem e fazia um jogo de poder, lucrando com a história do Mito. Mesmo tendo sido escrita há tantos anos, essa história representa um Brasil Raiz, onde poderosos usam da boa fé do povo, para sustentar-se no poder.”
Tony Bellotto, guitarrista: “Beto Rockfeller” (1968)
"Tinha muito bom humor, talento e inventividade, numa época ainda heróica das novelas, em que as ousadias eram mais frequentes e o formato mais solto e menos engessado. Sou um saudosista e entusiasta da transgressão, e a novela tinha de sobra."
Tony Ramos, ator: não conseguiu escolher
“Impossível escolher a melhor novela em 70 anos de apresentação. Tendo que contar as novelas da Tupi, Excelsior, na própria Globo. Não existe a melhor de todas. Isso eu deixo para o público eleger. É claro que o gosto pessoal de cada telespectador é único.”
Vinícius Coimbra, diretor: “Vale tudo” (1988)
"Gilberto Braga era o gênio brasileiro da Zona Norte, era a nossa Maria de Fátima. Essa história da filha gananciosa e da mãe que não desiste da filha é comovente, demasiadamente humana, uma tragédia grega ambientada no Rio de Janeiro."
Vinny, cantor: “Vamp” (1991)
"Foi a primeira trilha sonora de novela da qual participei. Adorava a novela, adorava ver a história, sempre fui fanático por Conde Drácula e todas as histórias de vampiro da época. Aquele humor da novela misturado com vampiros era muito bacana"
_________________________________________________Artigo: 70 anos de uma história brasileira

A telenovela brasileira, que completou 70 anos na última semana, é uma das expressões sociais e culturais mais fortes da nossa história. É também motivo de orgulho para tantas brasileiras e brasileiros que amam e valorizam nosso jeito único de ser e viver.
Desde seu surgimento, em 1951, a telenovela começou a fazer parte da vida da gente, criando uma grande conexão entre todos nós brasileiros. Ela tornou possível descobrir as paisagens, culturas e costumes tão diversos desse país de dimensões continentais. Através dela pudemos nos ver como parte de um todo, como parte de uma mesma comunidade.
A nossa telenovela também foi decisiva na construção de uma cumplicidade e sensibilidade coletivas. Compartilhar emoções nos aproxima. A forma como os brasileiros pensam os laços de amor, amizade, família e as relações humanas mais essenciais passa muito pelo jeito como nossas histórias foram e ainda são contadas pelos talentos da nossa dramaturgia. A telenovela também reflete o país que somos e queremos ser. Ela é janela e espelho.
Através da enorme diversidade de tramas a que assistimos pelas nossas telas, pudemos também reconhecer os principais desafios que a realidade brasileira trouxe ao longo desses 70 anos. Isso, inclusive, muitas vezes mexeu ou alterou a nossa própria noção de cidadania. Não foram poucos os temas difíceis e sensíveis que vieram à tona: clonagem humana, eutanásia, doação de órgãos, dependência química, racismo, homoafetividade, machismo, feminicídio, crise ambiental, assim como tantas outras questões que foram amplificadas e viraram conversas relevantes para toda a sociedade.
A nossa telenovela também foi um motor da criatividade e originalidade de artistas brasileiros. Talentos de diversas áreas como teatro, cinema, música popular, artes plásticas e literatura passaram a contribuir para o universo das telenovelas, ampliando o alcance de suas obras e se aproximando cada vez mais do público. Podemos, de certa forma, dizer que a telenovela é uma das melhores sínteses sobre o que é a cultura brasileira. Não é à toa que somos reconhecidos em boa parte do mundo por essas produções. A telenovela brasileira tem cumprido um dos papéis mais importantes de promoção e expansão da nossa produção cultural internacionalmente. O que dá orgulho para quem faz e para quem vê.
Desde 1965, quando levamos ao ar as primeiras novelas da Globo, buscamos na sensibilidade e na qualidade uma forma de construir uma relação forte e verdadeira com as pessoas. Sempre conectamos grandes talentos para contar da melhor forma histórias que emocionam, divertem e contribuem para a educação e o progresso da nossa sociedade. Temos um compromisso de criar histórias sempre de forma ética e sintonizada com os desejos dos brasileiros. Esse é um gênero democrático e de todos nós. Celebrar seus 70 anos é celebrar a riqueza e a diversidade do nosso jeito de ser. É uma chance de a Globo reforçar o seu compromisso de sempre ser um lugar que acolhe, conversa, entende e valoriza quem somos. E que continuará, nas próximas décadas, a busca por contar histórias que possam iluminar o nosso passado, valorizar o nosso presente e ajudar na construção do melhor futuro possível para as pessoas.
Viva a cultura brasileira, viva a telenovela e seus 70 anos de história.
Paulo Marinho é diretor de Canais da Globo e assumirá a presidência executiva da empresa em fevereiro de 2022
_________________________________________________5 toques importantes antes de ver a estreia de "Matrix Resurrections" - Gizmodo Brasil
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Dinheiro e morte de irmão: a treta que tirou Samantha de 'Sex and the City'
Fernanda Talarico De Splash, em São Paulo 11/12/2021 04h00
Muitos fãs ficaram revoltados com a ausência de uma das personagens mais queridas de todas, mas não teve jeito, a atriz disse diversas vezes que nunca mais trabalharia com a ex-colega de elenco. Tenso.
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Sexo não é o forte dos novos episódios de 'Sex and the City', e tá tudo bem
Para entender o que originou a confusão, Splash te explica tudo o que rolou entre as duas que terminou com Samantha fora do revival.
Siga o dinheiro
Em 2004, Cattrall deu uma entrevista ao programa Friday Night With Jonathan Ross e explicou que "Sex and the City" terminaria na sexta temporada por um motivo principal: dinheiro. Mesmo com a atriz sendo também produtora executiva desde o segundo ano, e com um salário de US$ 300 mil à época, ela ainda desejava mais.
"Senti que, depois de seis anos, era hora de todas nós participarmos da sorte financeira inesperada de 'Sex and the City'", disse. "Quando eles não pareciam interessados nisso, pensei que era hora de seguir em frente."
Na época, ainda não se falava da possibilidade de um filme sobre a série, que foi lançado em 2008.
"Sex and the City 3"
Ao todo, a série tem 6 temporadas originais e 2 filmes, ou seja, foram muitos anos que Cattrall e Jessica Parker trabalharam lado a lado em um clima que, até então, parecia ser pacífico. No entanto, rumores já apontavam que as duas não eram exatamente melhores amigas, mas nada tinha sido provado ainda, e ambas negavam qualquer tipo de problema entre elas.
Em 2010, o filme "Sex and the City 2" foi lançado, e conversas sobre um possível terceiro longa começaram a acontecer, com a atriz de Carrie Bradshaw sempre se mostrando bastante positiva quanto à ideia.
Porém, em setembro de 2017, um balde de água fria foi jogado nos fãs da série, pois qualquer possibilidade de um novo filme estava fora de cogitação. O motivo? Kim Cattral.
Segundo foi reportado pelo Daily Mail, a Warner Bros tinha aprovado o projeto, depois de meses de especulação, e o longa já começaria a ser rodado. "No entanto, o estúdio não pode seguir, pois Cattrall exigiu que eles produzissem outros filmes que ela tinha em desenvolvimento, ou ela não se inscreveria no projeto. A Warner Bros. se recusou a atender suas demandas e teve de cancelar a produção, pois a empresa decidiu que não seria justo para os fãs que fosse feito um filme com apenas três das quatro personagens principais."
A atriz respondeu à matéria do Daily Mail em uma publicação no Twitter na qual disse que a "única demanda que eu fiz foi a que eu não faria um terceiro filme... E isso foi em 2016".
Sem Amizade
No mesmo ano, Cattrall participou do programa de Piers Morgan e voltou a dizer que não faria um novo filme. Além disso, ela afirmou que nunca foi realmente amiga das outras atrizes da série.
A intérprete de Samantha Jones também rebateu as críticas sobre ter se comportado com uma "diva" e pedido mais dinheiro. Para ela, a atriz de Carrie Bradshaw é que não tinha o comportamento adequado. "Acho que Sarah Jessica Parker poderia ter sido mais legal. Eu realmente acho que ela poderia ter sido mais legal. Não sei qual é o problema dela."
Ao ser questionada sobre o caso, Jessica Parker disse ter ficado chateada com Cattrall, pois ela considerava que havia uma amizade entre as duas. "Não era esse o jeito que eu me lembrava."
Tragédia Familiar
Foi em 2018 que o desentendimento ficou exposto para todo o mundo. Tudo começou quando o irmão de Cattrall ficou desaparecido por alguns dias, até ser encontrado morto, aos 55 anos. Então, Sarah Jessica Parker comentou na publicação feita pela atriz e prestou suas condolências.
Mas, para a surpresa dos fãs, Kim Cattrall deletou os comentários e se revoltou com o fato de a ex-colega ter se pronunciado. Para demonstrar o seu descontentamento, ela publicou outro post atacando Jessica Parker diretamente.
"Eu não preciso do seu amor ou apoio nesse momento trágico. Minha mãe me perguntou quando que Sarah Jessica Parker, essa hipócrita, me deixará em paz? Seu contato contínuo é um doloroso lembrete de quão cruel você realmente era antes e agora também. Deixe-me ser bem clara, você não é minha família e nem minha amiga, então eu estou escrevendo para te dizer pela última vez: deixe de explorar a nossa tragédia para restaurar a sua personalidade de 'legal'", escreveu a atriz na legenda.
Na publicação, ela também compartilho uma matéria do New York Post com relatos de comportamentos abusivos de Sarah Jessica Parker. Segundo foi relatado, a atriz teria ficado incomodada com os fãs gostarem tanto de Samantha Jones e o protagonismo que a personagem foi ganhando, afinal, ela é uma das favoritas do público.
E quem está certa?
A única coisa que é possível afirmar é que Kim Cattrall não volta tão cedo ao icônico papel em "Sex and the City", de resto, não dá para saber. Afinal, toda a história é cheia de rumores e especulações, com informações sendo desmentidas por todos os lados.
Porém, vale ressaltar que todo o elenco ficou ao lado de Jessica Paker, tanto Cynthia Nixon e Kristi Davis quanto Jason Lewis (Smith Jerrod) e Chris Noth (Mr. Big).
And Just Like That
O retorno de "Sex and the City" já começou e, logo no primeiro episódio, a ausência de Samantha é explicada, mas também é sentida por todos, tanto pelas personagens quanto pelos fãs da série. No entanto, esse era o único jeito de a produção voltar, afinal, parece ser quase impossível Samantha Jones voltar à história das quatro amigas queridas morando em Nova York.
_________________________________________________70 anos de novelas: 'Roque Santeiro' é eleita a trama mais marcante da história, seguida de 'Vale tudo'







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_________________________________________________Influenciador relata homofobia e diz ter sido jogado para fora de Uber

247 - O influenciador Leo Lacerda, ex-participante do reality show "De Férias com o Ex Brasil", relatou ter sido vítima de homofobia ao ser expulso de um carro durante uma viagem pela Uber. Ele disse que quando mencionou chamar a polícia, o motorista o teria tirado à força do veículo na Avenida Francisco Matarazzo, na Zona Oeste de São Paulo.
"O cara me jogou no meio da avenida. Entrei no carro, ele parou no meio do trajeto para abastecer. Só entrei no Uber e fiquei quieto. Ele falou, 'não vou te levar porque você está de cara feia e vai me dar nota baixa. Vaza do meu carro, vai embora'", disse Leo.
"Quando eu falei da polícia, ele saiu do banco dele, veio atrás e começou a me empurrar, a me puxar, me puxou e tirou pela perna. Eu caí no meio da avenida, ralei as minhas costas. O carro quase passou por cima de mim".
"Falaram que o carro era dele e ele tinha o direito de me expulsar daquele jeito. Mano, como assim? Não tem direito de fazer isso comigo e com ninguém".
De acordo com Lacerda, a polícia se negou a atender a ocorrência. "Falaram que o carro era dele e ele tinha o direito de me expulsar daquele jeito. Mano, como assim? Não tem direito de fazer isso comigo e com ninguém".
_________________________________________________Produtora de filmes adultos lança paródia para Halloween: "Todo Mundo em PaniCu"
A produtora de filmes adultos “Irmãos Dotados” está celebrando o Halloween com nova produção: “Todo mundo em PaniCu“, uma paródia a tradicional cinessérie “Todo Mundo Panico”, que também é uma paródia dos filmes de terror. Estão no elenco Kevin Nurff, Skatista e Amir Laden.
A obra possui 20 minutos e 26 segundos. A sinopse diz: “Kevin Nurff está em casa assistindo um filme de terror quando o Skatista aparece fantasiado de Pânico, dentro de sua casa, após o telefone tocar. Kevin está decidido a fazer o que for preciso para não morrer, então o Skatista bota o p** grande e grosso para fora da fantasia e deixa Kevin com maior t3são. Ele não resiste e cai de boca no p** suculento do Skatista que fica maluco com o b*qu3t3 delicioso de Kevin. O p** do Skatista é tão gostoso que Kevin decide sentar bem gostoso e dá o c* delicioso pro macho. Skatista não perde tempo e f*de bem gostoso o rabo de Kevin, deixando o put4o maluco de t3são, gemendo alto de tanto prazer. Enquanto o c* de Kevin está sendo arrombado pelo p** do Skatista, o irmão de Kevin, Amir Laden chega e presencia a cena – e é convidado a participar. Amir acha aquilo tudo uma delícia e bota seu irmão para m4mar sua r0la grande e deliciosa. Amir pergunta a Kevin se está doendo a socada do Skatista em seu rab* e ele confirma com cara de dor, então Kevin não tem pena e s*ca também o rabo do irmão, que vai à loucura com mais um macho para f*der seu c* guloso. Amir Laden e Skatista se divertem nesse Halloween com o rabo delicioso de Kevin Nurff que não desiste de ter essas duas r*las deliciosas em seu rab*”.
Assista ao trailer:
Aqueles que já tiverem idade para tirar carteira de motorista e queiram dar uma conferida em “Todo Mundo em PaniCu“, basta acessar este link.
Anteriormente, a produtora Irmãos Dotados ganhou destaque ao fazer um reality show com o seu elenco, tendo como vencedores Atlas Xavier, Erick Diaz e Leicy Sposito.
PROMOÇÃO DE ARREPIAR
Com a data festiva, além de “Todo Mundo em PaniCu“, a Irmãos Dotados também criou uma promoção “de arrepiar de t3são”, oferecendo assinatura mensal do site por R$ 29,90 para novos assinantes. A promoção vale até dia 31 de outubro e o pagamento deve ser realizado via PIX.
ÉRAMOS GAYS
Outra paródia que ganhou destaque este ano foi “Éramos Gays“, em referência à clássica novela brasileira que teve diversas versões na televisão, sendo as duas mais conhecidas no SBT em 1994 e na Rede Globo em 2019. Na produção, realizada pela produtora “Meninos Online”, os atores que dão protagonismo à obra são Eros Garcia e Guilherme Machado.
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Participantes fazem "brotheragem" em reality show da MTV Brasil
A versão brasileira do reality show Rio Shore, exibido pela MTV, está repercutindo nas redes sociais por conta das cenas ousadas entre os participantes confinados em uma casa passando o dia curtindo, bebendo e namorando.
Em um dos últimos episódios, houve uma tentativa de três participantes de fazerem um “ménage”: Cristal, Ricardo e um convidado. No entanto, ela acabou saindo e deixou os dois rapazes sozinhos. Ambos acabaram dormindo nus juntos, mas aparentemente não aconteceu nada.
“A Cristal deu uma ajudada para dar ‘aquela encaixada’, mas depois foi só ladeira abaixo”, disse Ricardo, “Essa festa virou um enterro”, completou, provavelmente fazendo uma referência a um meme de Clodovil Hernandes.
Em outro momento, o participante Gabriel tomou banho pelado na frente das câmeras também.
Em entrevista ao canal TV e Famosos, o vice-presidente sênior da MTV América Latina, Tiago Worcman, explica a ideia por trás do reality show.
“É quase uma novela dentro de um reality. Eles vão se transformando durante a temporada. Isso é o principal, a vida deles é colocada dentro do Shore. É um reality show em que mostramos sem filtro pegação, curtição, liberdade e festa. Não tem limite. O ‘De Férias’ tem algumas regras. O tablet é quem guia o que eles devem e não devem fazer. A convivência em ‘Rio Shore’ gera milhões de histórias. Há episódios que se tivessem script [roteiro] pareceria exagerado. É impressionante. É mais rico do que um script, muitas vezes. A cada episódio você fala, não acredito que isso é possível. É muita pegação.”.
“Não queremos que as pessoas assistam ao reality para ver cenas de sexo explícito. Hoje, você pode fazer isso de várias maneiras. Não é a nossa onda. A nossa onda é mostrar como eles se relacionam, de uma maneira geral. Não de uma maneira hardcore. O sexo é a cereja do bolo”, explicou.
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Victor Ferraz e Raissa Barbosa terminam noivado
O rompimento veio cerca de um mês após o ex-ator pornô pedir a ex-Fazenda em casamento em Dubai.
Raissa Barbosa anunciou na madrugada do último dia 28 de outubro que encerrou seu relacionamento com o Wellington Raposo, mais conhecido pelo nome artístico de Victor Ferraz. O rompimento veio cerca de um mês após o ex-ator pornô pedir a ex-Fazenda em casamento em Dubai. As informações são da Marie Claire.
Os dois discutiram durante uma live no perfil de Wellington. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ele aparece com marcas de agressão no rosto e desviando dos ataques de Raissa. “Eu não tenho currículo de agressão, você tem”, diz ele no vídeo.
Já Raíssa explica que a briga se iniciou por ela ter ido à uma festa em um motel. “Eu estava em um relacionamento com uma pessoa que assim que eu cheguei em casa começou a ficar alterado (…) ele não aceitou eu não ter levado ele para a festa”, escreveu. “Ligou a live na intenção de me difamar falando que eu o agredi, quando na verdade eu me defendi dele”, ela explicou. “Ele não aceita o término. É tão tóxico que não aceita meus trabalhos e sempre briga por ciúmes.”

Wellington também se pronunciou nos stories do Instagram, com diversos vídeos dando cada detalhe sobre o que aconteceu. Segundo ele, a live foi feita para que ela parasse de agredí-lo. “Nunca denunciei porque não sabia que mulher também pode ser presa por agressão. Tem homem que tem vergonha de dizer que apanhou da mulher”, disse. “Não foi ciúmes, sou seguro, mas não quero que falte com respeito”, continuou ele. “Nunca dei um tapa nela”.
“Eu tentei, ela também tentou, eu sou grato, ela se esforçou porque não é fácil assumir um ator pornô”, contou, citando a profissão que abandonou para ficar com Raissa, “larguei tudo para ficar com ela”.
“Se eu dou um tapa na Raissa, se ela aparece com uma manchinha de um tapa meu e consegue provar que fui eu, vocês queriam me matar e já estaria preso. Engraçado que se fosse o menino batendo nela, ele já estaria preso”, diz Victor Ferraz.
“Já tiveram várias agressões [dela]. Ela mandou mensagem dizendo que não falou que eu agredi ela. Mas deixou subentendido. Se eu agredi ela, por que não chamou a polícia para mim? Não foi ciúme, ela sabe que eu sou muito seguro. Mas também não quero que falte respeito. Ciúmes é uma coisa, respeito é outra. Uma mulher de 30 anos casada tem que se dar o respeito. Não era para ela estar lá na festa até 3h30 da manhã”, continuou.
Assista:
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Centenas de pessoas vão às ruas para a "Marcha do Pênis Pequeno"
Centenas de homens e mulheres participaram da”Small Dong March” (“Marcha do Pênis pequeno”, em tradução livre), no último dia 23 de outubro, em Los Angeles. Realizado no Pershing Square, a ideia do movimento é acabar com o estigma negativa em tornos do órgão genital masculino.
Os organizadores do evento, Chad e JT, conhecidos no YouTube dos EUA, disseram ao Daily Star que eles perceberam que há uma demanda para este movimento após uma exposição de arte que mostrava pênis pequeno.
“Isso é real, precisamos de você aí. Eu sei que algumas pessoas têm vergonha de aparecer, mas se você tem um pequeno pênis, a verdade aparecerá”, disse a dupla em um vídeo.
Um dos participantes, que no YouTube atende pelo nome de FlyingOverTr0ut, disse que entrou no movimento porque no passado fazia bullying com seus amigos. “Eu costumava intimidar as pessoas com pênis pequenos, era horrível e não me orgulho disso. Mas, comecei a perceber que as pessoas com pênis pequenos também eram como eu. Percebi que um dos meus amigos tinha um pênis pequeno, então decidi mudar“, contou.

Complexo de pênis pequeno: a maioria tem um tamanho normal, mas queria que fosse maior
De acordo com o livro Greek Homossexuality (via Veja), lançado em 1978 pelo historiador Kenneth Dover, na Grécia antiga a sociedade valorizava os pênis de tamanho pequeno, pois na época julgavam que os grandes eram feios e grosseiros, coisa de “bárbaro”.
A associação era: quem tem pênis pequeno tinha um rosto bonito e um intelecto mais aprimorado, sendo as pessoas mais elegantes, enquanto quem tinha pênis grande eram os de rosto feio, não eram inteligentes, os “deselegantes”.
Por essa mesma razão que as estátuas antigas representando os deuses da época sempre os retratam com o órgão genital pequeno. Já os romanos, que vieram posteriormente, tinham outra cultura e valorizavam os pênis grandes como símbolo de virilidade, e alguns generais eram promovidos devido ao tamanho de seus órgãos genitais.
Assim como os valores de uma sociedade vão mudando em diversas questões ao longo da história, o mesmo vale para o pênis, sendo que hoje em dia a valorização é pelo tamanho mais avantajado.
Um estudo realizado por pesquisadores do King´s College London com 15 mil homens ao redor do mundo concluiu que a média mundial de tamanho de pênis quando ereto é de 13,12 centímetros. No entanto, cada país tem sua média, e no Brasil é de 15,7 centímetros
Entende-se que um tamanho normal é aquele que varia de 12 a 17cm. Acima disso é considerado grande, e menos que 12 é pequeno, mas que não impede de uma pessoa ter relações sexuais saudáveis a menos que tenha uma condição chamada micropênis.
Pessoas com micropênis são aquelas que tem menos de 7cm em estado ereto, dificultando a penetração e o desempenho sexual, além de trazer diversos problemas de ordem emocional.
No entanto, a maioria dos homens que procuram um consultório de urologia para relatar que sofrem por terem pênis pequeno têm apenas uma questão psicológica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, menos de 1% das pessoas que buscam aumentar o órgão genital têm, realmente, algum problema médico, sendo apenas uma questão de vaidade que atrapalha a autoconfiança e a autoestima.
Em casos mais graves, há uma condição chamada “transtorno dismórfico corporal peniano“, que assim como outros transtornos, independente do tamanho real, é uma causa de intenso sofrimento que impede a pessoa em ter uma vida saudável.
Dá para fazer uma analogia a anorexia nervosa, que mesmo a pessoa estando muito magra, ela continua se achando gorda.
Isso significa que o pênis só é um problema a ser tratado se ele tem menos de 7 centímetros ereto.
_________________________________________________Ator afirma ter beijado príncipe Harry durante festa
Em seu livro autobiográfico, o ator e humorista Paddy McGuinness também relata ter dançado "juntinho" sem camisa com Harry
O ator e humorista Paddy McGuinness afirma que, além de ter dançado “juntinho”, beijou a boca do príncipe Harry, durante uma festa na companhia de outras celebridades. A revelação consta no livro autobiográfico do artista, intitulado “My Life” (“Minha Vida”, em tradução livre), onde ele revela alguns segredos de sua trajetória
Segundo o ator, o beijo aconteceu em 2016, antes do membro da realeza britânica assumir namoro com Meghan Markle. No livro, Paddy se vangloria de ter sido a última pessoa que o príncipe beijou antes de se encontrar com sua futura esposa.

“Dizer que estávamos dançando perto era um eufemismo – nossos peitos estavam se tocando. Ele me perguntou novamente se eu poderia mandá-lo para a ilha. Ele então começou a tirar minha camisa. Então agora estou de topless, uma garrafa de cerveja em cada mão, dançando com o Príncipe Harry”, lembrou o ator.
A “ilha” a que Paddy se refere no livro, é a Ilha Fernando, um destino de férias fictício visitado por casais no programa de namoro “Take Me Out”, apresentado pelo ator. O artista também revelou que o neto da Rainha Elizabeth II estava desesperado para conhecer o lugar.
O ator, que é casado com Christine McGuinness, continuou a descrição do episódio e disse que, após o fim da dança, eles se abraçaram e então, sob aplausos e gritos dos presentes, Harry lhe deu “um beijo na boca”.

De acordo com Paddy, o beijo aconteceu durante uma festa organizada pelo também comediante Jack Whitehall, na boate Jak’s, localizada em Chelsea, Londres. Ainda segundo ele, estavam presentes algumas personalidades da música, da TV e ex-jogadores da Inglaterra.
Logo após o beijo, Paddy contou que o príncipe saiu imediatamente da festa, deixando todos chocados. O humorista ainda disse que Harry era uma “lenda absoluta” por seu comportamento festeiro e beberrão. No dia seguinte, o ator disse que Harry perguntou a ele como estava sua cabeça e mandou uma mensagem a Jack para agradecer a todos pela ótima noite.
_________________________________________________Superman bi: a política identitária instrumentalizada contra sua própria luta - Marcus Atalla
Por Marcus Atalla
PUBLICIDADENo dia 11 deste mês, a DC Comics anunciou a publicação da revista em quadrinhos “Superman: Son of Kal-El, n°5”, nela o Superman é bissexual. Hoje no dia 30/10, dezenove (19) dias após o anúncio, a polêmica e discussões em jornais e na internet continua.
A falsa retórica usada pela DC é a busca da conscientização, representatividade e a luta inclusiva. Os identitários comemoram a mudança como uma vitória das lutas sociais, mas nada pode ser mais equivocado.
A intenção da empresa é causar cizânia, confronto e discussões exacerbadas entre setores da sociedade. Isso aumenta a resistência dos leitores de quadrinhos às pautas identitárias. Muitos desses leitores nem são homofóbicos, nem racistas, entretanto, revoltaram-se com a alteração.
PUBLICIDADEEntenda porque leitores não homofóbicos se tornam radicais contra o Superman bissexual e a DC Comics usa isso a seu favor
Diferente das revistas em quadrinho japonesas, mangás, nas quais os personagens envelhecem, casam, têm filhos e morrem “de verdade”, os personagens de quadrinhos norte-americanos são imutáveis.
PUBLICIDADEO Superman teve poucas mudanças desde sua criação em 1938. A maior alteração no personagem foi deixar de dar grandes saltos para passar a voar. O personagem já foi negro, já morreu, já esteve preso na Zona Fantasma, teve sua amada Lois Lane assassinada, no entanto, poucas edições depois, tudo voltou ao normal, ao que era antes.
A grita e revolta da maioria dos fãs do Superman, não é por serem homofóbicos, racistas ou misóginos, é porque eles não aceitam nenhuma mudança em seu personagem. Eles querem aquele Superman que os acompanha desde crianças. Não é um simples personagem para essas pessoas, é seu alter-ego.
PUBLICIDADEHá uma identificação, elas se veem refletidas naquele herói, projetam símbolos heroicos e seus próprios defeitos naqueles personagens, que mesmo não sendo perfeitos, são virtuosos. Esses seres fantásticos se tornam seus eu-identitário. O símbolo do que admiram e gostariam de ser. A identificação com os traumas e desvirtudes desses personagens, é o que os faz escolherem entre gostar do Superman, do Batman ou do Wolverine. Mudar seu amado herói é mudar o seu próprio eu simbólico.
A DC Comics, fundada em 1934, trabalha há 87 anos com gerações e gerações do mesmo público e acompanha-o de criança à fase adulta. De boba ela não tem nada. Ninguém conhece tão bem seu leitor como ela. A empresa tem plena consciência de que seu público será contra qualquer mudança em seu personagem de 83 anos de existência. Que o Superman bissexual terá uma boa venda em seus três primeiro títulos, por ser uma novidade, depois será um fracasso de vendas e o personagem será descontinuado e desaparecerá.
PUBLICIDADEA editora já tem a desculpa preparada para isso. O Superman bissexual é do multiverso paralelo, continuamos publicando o seu Superman clássico.
Essa polêmica, as brigas e conflitos gerados pela mudança é proposital. Na publicidade viral da internet, o ódio gera engajamento, em consequência propaganda gratuita, que se torna notícia nos principais meios de comunicação do mundo. É a publicidade do falem mal, mas falem de mim.
Essa publicidade aumenta as vendas dos títulos da DC e, mais ainda, do Superman clássico. Os fãs demonstrarão sua desaprovação comprando mais quadrinho do Superman clássico, o de sempre, e boicotarão as revistas do personagem bissexual.
Se o intuito da DC fosse um herói inclusivo como teria feito?
Se a intenção da editora fosse a inclusão, ela nunca transformaria um herói já existente e tão consolidado em homossexual, mulher ou em outra etnia. Cada personagem tem sua própria gênese, motivações, traumas de infância, medos e idiossincrasias. Para se criar um herói verdadeiramente inclusivo é necessário a feitura de um novo personagem. Um que seus poderes, heroísmo, medos, virtudes e história de vida tenha como influência a superação do preconceito sofrido. Os heróis têm seus traumas ou sofrimento de um mal injusto como o fato gerador de sua nobreza, heroísmo, noção de justiça e a busca pelo bem comum – “a Jornada do Herói”-.
Maurício de Sousa, o maior quadrinista nacional, defende e usa essa abordagem em seus personagens inclusivos. Como já fez com os personagens negros Jeremias, Pelezinho e Milena. –“Mauricio de Sousa cogita incluir personagem LGBT na Turma da Mônica”.
Para o novo herói ser conhecido e benquisto do público, bastaria colocá-lo em participações nos títulos dos heróis de ponta. Aqueles com maior público e vendas, ora no quadrinho do Batman, ora da Mulher Maravilha e assim por diante.
Também se escolheria os quadrinistas e autores de maior prestígio, cujo sucesso de vendas está em seus nomes vinculados a qualquer quadrinho, independente do personagem. Isso foi feito pela DC Comics?
Claro que não, seu objetivo não é a inclusão, é a cizânia, que gera engajamento nas redes e consequentemente, publicidade gratuita, que por fim, aumento nas vendas.
A comemoração do Superman bi é um tiro no pé dos próprios identitários
Não se deve confundir a política identitária como o mesmo que a luta contra o racismo, misoginia e homofobia. Ela é um tipo de política entre várias outras políticas possíveis. Portanto, críticas à política identitária não é o mesmo que ser preconceituoso.
Dito isso, os identitários estão comemorando como uma grande vitória o Superman bi. Creem que a indústria de quadrinhos tomou consciência da importância da inclusão, aderiu à pauta identitária e a mudança do personagem traz o debate e subsequentemente a conscientização social. Lendo engano.
Essa mudança causa muito mais um feedback negativo que um feedback positivo.
Os algoritmos das redes sociais são projetados para compartilhar os comentários negativos. Dessa forma edificam a discordância, o ódio, por conseguinte, engajamento.
O setor social que não está nem aí para quadrinhos e heróis, está sendo bombardeado pelas queixas dos fãs e pelo discurso reacionário.
A narrativa é os identitários serem intolerantes e estão impondo a mudança ao personagem, são autoritários, castradores das liberdades individuais, até o gostar ou desgostar é fiscalizado e compulsório. Aqueles que expressam não terem gostado do Superman bi são tratados como homofóbicos e xingados nas redes sociais.
É óbvio que isso causa um efeito bumerangue, causa uma resistência e uma oposição às questões identitárias. Mesmo entre as pessoas que, até então, eram simpáticas a essa luta.
O que é uma antítese curiosa, o identitarismo visto como agressor do “eu-identitário” dos indivíduos.
Nessa história, a DC Comics é interpretada como super-herói e as pautas identitárias como a vilã.
Por Marcus Atalla

No dia 11 deste mês, a DC Comics anunciou a publicação da revista em quadrinhos “Superman: Son of Kal-El, n°5”, nela o Superman é bissexual. Hoje no dia 30/10, dezenove (19) dias após o anúncio, a polêmica e discussões em jornais e na internet continua.
A falsa retórica usada pela DC é a busca da conscientização, representatividade e a luta inclusiva. Os identitários comemoram a mudança como uma vitória das lutas sociais, mas nada pode ser mais equivocado.
A intenção da empresa é causar cizânia, confronto e discussões exacerbadas entre setores da sociedade. Isso aumenta a resistência dos leitores de quadrinhos às pautas identitárias. Muitos desses leitores nem são homofóbicos, nem racistas, entretanto, revoltaram-se com a alteração.
Entenda porque leitores não homofóbicos se tornam radicais contra o Superman bissexual e a DC Comics usa isso a seu favor
Diferente das revistas em quadrinho japonesas, mangás, nas quais os personagens envelhecem, casam, têm filhos e morrem “de verdade”, os personagens de quadrinhos norte-americanos são imutáveis.
O Superman teve poucas mudanças desde sua criação em 1938. A maior alteração no personagem foi deixar de dar grandes saltos para passar a voar. O personagem já foi negro, já morreu, já esteve preso na Zona Fantasma, teve sua amada Lois Lane assassinada, no entanto, poucas edições depois, tudo voltou ao normal, ao que era antes.
A grita e revolta da maioria dos fãs do Superman, não é por serem homofóbicos, racistas ou misóginos, é porque eles não aceitam nenhuma mudança em seu personagem. Eles querem aquele Superman que os acompanha desde crianças. Não é um simples personagem para essas pessoas, é seu alter-ego.
Há uma identificação, elas se veem refletidas naquele herói, projetam símbolos heroicos e seus próprios defeitos naqueles personagens, que mesmo não sendo perfeitos, são virtuosos. Esses seres fantásticos se tornam seus eu-identitário. O símbolo do que admiram e gostariam de ser. A identificação com os traumas e desvirtudes desses personagens, é o que os faz escolherem entre gostar do Superman, do Batman ou do Wolverine. Mudar seu amado herói é mudar o seu próprio eu simbólico.
A DC Comics, fundada em 1934, trabalha há 87 anos com gerações e gerações do mesmo público e acompanha-o de criança à fase adulta. De boba ela não tem nada. Ninguém conhece tão bem seu leitor como ela. A empresa tem plena consciência de que seu público será contra qualquer mudança em seu personagem de 83 anos de existência. Que o Superman bissexual terá uma boa venda em seus três primeiro títulos, por ser uma novidade, depois será um fracasso de vendas e o personagem será descontinuado e desaparecerá.
A editora já tem a desculpa preparada para isso. O Superman bissexual é do multiverso paralelo, continuamos publicando o seu Superman clássico.
Essa polêmica, as brigas e conflitos gerados pela mudança é proposital. Na publicidade viral da internet, o ódio gera engajamento, em consequência propaganda gratuita, que se torna notícia nos principais meios de comunicação do mundo. É a publicidade do falem mal, mas falem de mim.
Essa publicidade aumenta as vendas dos títulos da DC e, mais ainda, do Superman clássico. Os fãs demonstrarão sua desaprovação comprando mais quadrinho do Superman clássico, o de sempre, e boicotarão as revistas do personagem bissexual.
Se o intuito da DC fosse um herói inclusivo como teria feito?
Se a intenção da editora fosse a inclusão, ela nunca transformaria um herói já existente e tão consolidado em homossexual, mulher ou em outra etnia. Cada personagem tem sua própria gênese, motivações, traumas de infância, medos e idiossincrasias. Para se criar um herói verdadeiramente inclusivo é necessário a feitura de um novo personagem. Um que seus poderes, heroísmo, medos, virtudes e história de vida tenha como influência a superação do preconceito sofrido. Os heróis têm seus traumas ou sofrimento de um mal injusto como o fato gerador de sua nobreza, heroísmo, noção de justiça e a busca pelo bem comum – “a Jornada do Herói”-.
Maurício de Sousa, o maior quadrinista nacional, defende e usa essa abordagem em seus personagens inclusivos. Como já fez com os personagens negros Jeremias, Pelezinho e Milena. –“Mauricio de Sousa cogita incluir personagem LGBT na Turma da Mônica”.
Para o novo herói ser conhecido e benquisto do público, bastaria colocá-lo em participações nos títulos dos heróis de ponta. Aqueles com maior público e vendas, ora no quadrinho do Batman, ora da Mulher Maravilha e assim por diante.
Também se escolheria os quadrinistas e autores de maior prestígio, cujo sucesso de vendas está em seus nomes vinculados a qualquer quadrinho, independente do personagem. Isso foi feito pela DC Comics?
Claro que não, seu objetivo não é a inclusão, é a cizânia, que gera engajamento nas redes e consequentemente, publicidade gratuita, que por fim, aumento nas vendas.
A comemoração do Superman bi é um tiro no pé dos próprios identitários
Não se deve confundir a política identitária como o mesmo que a luta contra o racismo, misoginia e homofobia. Ela é um tipo de política entre várias outras políticas possíveis. Portanto, críticas à política identitária não é o mesmo que ser preconceituoso.
Dito isso, os identitários estão comemorando como uma grande vitória o Superman bi. Creem que a indústria de quadrinhos tomou consciência da importância da inclusão, aderiu à pauta identitária e a mudança do personagem traz o debate e subsequentemente a conscientização social. Lendo engano.
Essa mudança causa muito mais um feedback negativo que um feedback positivo.
Os algoritmos das redes sociais são projetados para compartilhar os comentários negativos. Dessa forma edificam a discordância, o ódio, por conseguinte, engajamento.
O setor social que não está nem aí para quadrinhos e heróis, está sendo bombardeado pelas queixas dos fãs e pelo discurso reacionário.
A narrativa é os identitários serem intolerantes e estão impondo a mudança ao personagem, são autoritários, castradores das liberdades individuais, até o gostar ou desgostar é fiscalizado e compulsório. Aqueles que expressam não terem gostado do Superman bi são tratados como homofóbicos e xingados nas redes sociais.
É óbvio que isso causa um efeito bumerangue, causa uma resistência e uma oposição às questões identitárias. Mesmo entre as pessoas que, até então, eram simpáticas a essa luta.
O que é uma antítese curiosa, o identitarismo visto como agressor do “eu-identitário” dos indivíduos.
Nessa história, a DC Comics é interpretada como super-herói e as pautas identitárias como a vilã.
_________________________________________________Cancelamento e demissão de Maurício do vôlei servem mais à direita do que à causa LGBTQIA+
Por Leonardo Attuch 29 de outubro de 2021, 10:41

Qual é a pauta mais importante do Brasil nos dias atuais? Sem sombra de dúvida, a política de preços pornográfica da Petrobrás, que lucrou R$ 31 bilhões no último trimestre e decidiu antecipar dividendos no mesmo valor a seus acionistas, enquanto brasileiros pagam quase oito reais por litro de gasolina e 125 reais pelo botijão de gás. Esta política de preços, implantada após o golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff para que a renda do petróleo fosse desviada do povo brasileiro para acionistas privados da Petrobrás, sobretudo internacionais, não tem ideologia de gênero. Ela atinge héteros, gays, lésbicas e transexuais, de forma indiscriminada. Aumenta a fome, a miséria e a inflação para todos os golpeados.
No entanto, quando este assunto central para o futuro do Brasil, que é nossa soberania energética, deveria estar sendo discutido de manhã, de tarde e de noite e unindo brasileiros de todas as orientações sexuais, qual é o tema que bomba nas redes sociais? A polêmica que envolve o jogador Maurício, demitido pelo equipe de vôlei do Minas Tênis Clube, e seu post no Instagram sobre o filho do superman, personagem da DC Comics, que é bissexual. O que disse Maurício? "Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…", postou o atleta:
Imediatamente, ele foi demitido pelo Minas Tênis Clube, a pedido de dois de seus patrocinadores: Fiat e Gerdau. Em seguida, a esquerda, que vem sendo massacrada pelos golpistas desde 2016, celebrou sua grande "vitória". Ato contínuo, a base bolsonarista nas redes sociais mobilizou todas as suas forças e o atleta ganhou nada menos que 800 mil seguidores em menos de 24 horas. Sinal de que a "agenda da família tradicional" tem mais adeptos do que a cultura "woke" – que foi desenvolvida nos Estados Unidos exatamente por forças que pretendem estimular o liberalismo nos costumes para fazer avançar ainda mais a agenda neoliberal na economia.
O tema Maurício e sua masculinidade supostamente ameaçada por um personagem de quadrinhos foi rapidamente utilizado pelos bolsonaristas para desviar o foco do que realmente interessa. Em vez de se explicarem sobre os crimes apontados pela CPI da Covid, pela máquina de fake news comprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral nas eleições de 2018 (e que segue a todo vapor) ou sobre os planos de privatização da Petrobrás para dar o tiro de misericórdia na soberania brasileira, enterrando de vez a era Vargas, como sempre sonharam os nossos liberais, do que eles falam? De sua solidariedade ao atleta Maurício.
Eis aí desenhado o cenário para a "mamadeira de piroca 2.0". Agora, a família Bolsonaro virá salvar a tradicional família brasileira do superman bissexual, enquanto entrega as riquezas nacionais e sepulta de vez qualquer possibilidade de desenvolvimento nacional. No fim, eles estarão todos ricos, talvez milionários ou até bilionários, e exercendo suas sexualidades em total liberdade. O povo brasileiro, por sua vez, estará cada vez mais pobre e condenado ao subdesenvolvimento. E quando tudo tiver sido destruído, virá então a proposta do ecossocialismo. Triste ver um país que tinha projeto e futuro sendo destruído de forma tão escancarada.
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Copacabana - POINT 202 (2003) Sauna gay sobrevive à pandemia, mas Junior Barbosa (45) prevê sucumbir a apps a médio prazo.
202André Aram Colaboração para o UOL, no Rio 30/10/2021 04h00
Em uma casa branca de três andares, em uma das ruas mais conhecidas de Copacabana, funciona há 18 anos o Point 202. Nos tempos áureos, a sauna gay ostentava longas filas, mas isso ficou no passado. "O futuro das saunas é acabar", diz, taxativo, o proprietário Júnior Barbosa.
A sauna sobreviveu à pandemia do coronavírus —que fechou definitivamente outros "inferninhos" da zona sul carioca—, mas na avaliação do empresário a casa não deve resistir mesmo é aos aplicativos de pegação.
Carro do prefeito de Duque de Caxias (RJ) é atacado a tiros; não há feridos
Barbosa, 45, que já atuou como camelô e garoto de programa, abriu sua primeira sauna aos 19 anos em meados dos anos 1990 e, em 2003, fundou a Point 202 —pouco tempo, manteve apenas a última.
Segundo ele, havia na época uma máfia das saunas, em que uma dominava o espaço de Copacabana, "se abrisse outra, eles te matavam, e logo sofri várias ameaças por anos". Durante quase uma década, Barbosa disse que andou com seguranças e carro blindado.
Ele conta que as ameaças só cessaram após a sauna concorrente fechar. Hoje Barbosa mantém apenas uma das casas —com 700 m², o lugar tem ambientes à meia-luz, sofás, palco, bares, duas saunas e suítes, onde rapazes circulam usando apenas uma toalha branca.

No dia em que a reportagem esteve na sauna, havia em torno de 50 boys e um número um pouco maior de visitantes —homens acima dos 45 anos, muitos deles turistas. No palco, drag queens e strippers se revezavam nas performances.
O empresário, que trocou Cedro (CE) por São Paulo aos 13 anos e chegou ao Rio três anos depois, não enxerga vida longa para o negócio. Acredita que casas do tipo vão acabar no médio prazo —Barbosa estima hoje queda de até 70% do público em razão de sites e apps.
"Quando a internet chegou, tudo acabou. A internet deixou tudo muito fácil. Tem esses aplicativos... As boates grandes faliram (...) Me tirou o sono. No início dos anos 2000, estava ainda muito bom. Antes da internet, era uma coisa de louco, eu tinha dois caixas, era fila pra entrar, fila pra sair."
A situação se complicou ainda mais com a pandemia. Barbosa, que conta ter feito um investimento alto em uma boate no Nordeste meses antes de a covid-19 surgir, mas viu seus dois empreendimentos fecharem —somente o de Copacabana reabriu.
"[Após a reabertura] Reduzi os funcionários pela metade. Temos agora uns dez. Dá tristeza dispensar funcionário."
Apesar das projeções pessimistas, Barbosa —que se identifica como gay— gostaria que o filho de 21 anos seguisse seu legado. O rapaz atua hoje na recepção da sauna.
O gerente da sauna Paulo César de Monteiro, 58, compara, saudoso, o movimento de 2000 e o momento atual. "Acho que as saunas vão deixar de existir. Vai se chamar um rapaz como se pede uma comida, não é desmerecendo ninguém, mas é a tecnologia", lamenta.

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