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_________________________________________________Justiça manda penhorar bens de atriz de "MALHAÇÃO" JENIFFER OLIVEIRA para indenizar ex-namorado DOUGLAS SAMPAIO (x MARA MARAVILHA) acusado de agressão
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Mídia ATACA Lula com trecho de entrevista e OMITE resposta COMPLETA, com CRÍTICA a Daniel Ortega
O episódio revela que a mídia corporativa está preparada para JOGAR SUJO contra LULA a qualquer momento
Os BOLHAS das Folhas e as ANTAS de Antagonistas, já estão divulgando FAKE NEWS

247 – Um trecho de uma resposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal El País, retirado de contexto, tem viralizado nas redes sociais. A versão que corre daria conta de que a jornalista espanhola teria desmontado Lula, após sua resposta sobre os 16 anos de Daniel Ortega, na Nicarágua, e de Angela Merkel, na Alemanha. Na resposta completa, no entanto, Lula critica Ortega e diz que quem permanece tempo demais no poder acaba se transformando em ditador. Ao ser questionado pela entrevistadora sobre prisões de opositores, Lula também lembra que foi preso político no Brasil. Confira a resposta completa de Lula:
O episódio revela que a mídia corporativa está preparada para atacá-lo a qualquer momento. Confira a versão editada, que viralizou:
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_________________________________________________Aldo Rebelo critica identitarismo e diz que linguagem neutra "é inaceitável"

247 – O ex-ministro Aldo Rebelo, que atuou nos governos Lula e Dilma, participou de um evento com militares em que criticou duramente a cultura Woke (que defende posturas associadas ao politicamente correto), o identitarismo e linguagem neutra, que utiliza pronomes como "todes" e "todxs". Rebelo participou de evento no instituto instituto do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas na última sexta-feira (19), em debate mediado por Alexandre Garcia e do qual participou também o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Jair Bolsonaro.
Segundo ele, a linguagem neutra é inaceitável, um "atentado à sociedade nacional", e que se trata da tentativa de criar outra língua, inventar palavras para "impor à sociedade uma outra forma de expressão da cultura", de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.
"É algo importado. Não é linguagem neutra, o que estão querendo impor é outra língua", disse. "O que estão querendo fazer não é o uso das palavras existentes. É a criação de uma outra língua, de um outro idioma, porque estão inventando palavras que não existem na língua portuguesa. Não é o problema do gênero, é a tradição, a cultura", afirmou.
Aldo lembrou ainda que a cultura Woke interessa às grandes corporações. "Aqui no Brasil, essa agenda tomou conta do mercado, pelas corporações que estão nisso, da mídia, de certa forma o Legislativo vai entrando nisso e o Judiciário nem se fala", disse. Rebelo afirmou ainda que o país mergulhou em um processo de desorientação quando a agenda do crescimento perdeu sentido diante da "agenda identitária e da guerra cultural".
"Em 2011, 12, 13, 14, o Brasil mergulhou naquele movimento 'Não Vai Ter Copa', de sabotagem contra o Brasil, com setores desorientados da política, de tudo quanto é tendência. Nas ruas, um movimento pesado, difícil, e o país mergulha em um certo processo de desorientação, a agenda do desenvolvimento e do crescimento perde um pouco sentido em função de outras agendas: a agenda identitária, a agenda da guerra cultural, a agenda da fragmentação", disse ele. Ele ainda afirmou que o Brasil é uma nação "essencialmente mestiça" e estão tentando transformá-lo em um país "de pretos e brancos".
"Essa é a nossa marca, a miscigenção. Agora querem transformar em um país de pretos e brancos. Acho uma coisa criminosa, inaceitável, imposta de fora para dentro, financiada de fora. Porque se o Brasil chegar à conclusão de que somos um país dividido entre africanos e europeus, nós vamos ter que reconhecer que passamos 500 anos errados, equivocados. E que tudo aquilo que o Gilberto Freyre e o Darcy Ribeiro falaram do povo brasileio, do mestiço que é bom, estava errado. É isso que querem nos impor", argumentou Rabelo.
_________________________________________________Avenida do 5G e os investimentos | Míriam Leitão - O Globo
Por Míriam Leitão

O investimento para implantar o 5G não deve aumentar muito as inversões do setor de telecom, mas em compensação estarão abertas as possibilidades para os investimentos dos setores em geral. A manufatura 4.0, a telemedicina, a agricultura conectada, as cidades inteligentes, as construções inteligentes. Muitos projetos passam a ser possíveis. Antes, contudo, há um pedregoso caminho para as operadoras.
Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis, entidade que reúne as empresas de telecom, diz que será instalada a estrada, mas tudo dependerá da forma como ela será usada:
— A grande mudança do 5G é essa, é mudar a maneira pela qual a sociedade se organiza do ponto de vista social e econômico. Claro que vai estimular o investimento em outros setores. A gente monta a rodovia, o consumidor vai usar a rodovia via celular, mas os setores é que decidirão como farão a sua transição. Tudo depende de como a indústria, o comércio, os serviços, a agricultura, a saúde, a educação vão adotar o 5G.
A nova tecnologia foi atrasada pelos adiamentos do leilão, mas a implantação da nova via rápida de transmissão de dados poderá induzir investimentos, apesar de o país estar vivendo uma conjuntura econômica e política das mais hostis. O ano que vem será de estagnação, inflação alta, juros subindo e aumento da incerteza fiscal. Contudo, o 5G pode ser uma força motriz de investimento nos próximos anos, e não apenas neste difícil 2022.
O que foi leiloado este ano começará a ser implantado no ano que vem. Mas haverá barreiras tecnológicas, logísticas, regulatórias. Primeiro, será necessário “limpar” a faixa de 3,5 GHz, o que significa contatar os 20 milhões de brasileiros, nas áreas rurais ou periféricas das cidades, que usam as antenas parabólicas e trocar essas antenas. É na mesma faixa das parabólicas que será instalada a internet de alta velocidade. Depois ainda será preciso esperar que as cidades tenham leis atualizadas para as antenas, que agora são pequenas, e não aquelas enormes para as quais criou-se a regulação vigente.
— A Lei Geral de Antenas foi aprovada em 2015, no governo Dilma, e regulamentada no ano passado. As leis municipais tinham que se adequar a ela, mas 95% das cidades não o fizeram. Vinte capitais, por exemplo, não têm, inclusive São Paulo. Então as empresas têm que seguir a ordem da Anatel e obedecer aos prazos de instalação, mas não podem desrespeitar as leis municipais que são ainda velhas. Eu tenho que escolher se vou ser multado pela Anatel ou pelos municípios. Como Porto Alegre já fez sua mudança na lei, a cidade pode ter uma internet muito melhor do que São Paulo, por exemplo — disse Ferrari.
A explicação da Conexis para o fato de que o investimento global do setor não deve subir muito, apesar da entrada na nova fronteira tecnológica, é que haverá, ao mesmo tempo, um investimento crescente no 5G, e uma queda do que está sendo aportado em 4G:
— Do ponto de vista econômico, o 4G está no auge da receita. É nesse momento que começará a entrar o 5G. Haverá uma migração gradual de um para o outro, e a Anatel prevê o fim desse processo em 2029. O setor de telecom é capital intensivo. Investimos em média R$ 32 bilhões por ano. O que vai acontecer a partir do ano que vem? Provavelmente vai mudar a composição do investimento, porque naturalmente o que for destinado ao 4G vai cair, e o do 5G vai subir.
Do ponto de vista do consumidor há uma barreira econômica. Hoje o dispositivo para usar o sinal 5G é muito caro. Teria que haver a troca dos atuais smartphones pelos novos aparelhos. Portanto, o serviço é excludente. Mas ao longo dos próximos anos o custo certamente vai cair muito, pelo aumento da produção.
Quem venceu a concorrência pelos 26 GHz terá que aportar dinheiro para conectar as escolas. Mas ainda não está claro como e quem vai pagar pelo uso dessa internet na sala de aula. As operadoras dizem que têm que levar o 5G até a porta das escolas, por isso vai ter a infraestrutura, mas quem vai pagar pelo serviço, ainda não se sabe. Uma ideia sem dúvida seria o velho Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (Fust). Arrecadou R$ 26 bilhões desde a privatização, ou R$ 40 bilhões, ao preço de hoje, uma vez e meia o capex (investimento) anual das empresas de telecom no Brasil, e nunca foi usado para o fim pela qual foi criado.
_________________________________________________Felipe Neto e o analfabetismo político - Davis Sena Filho
E não para por aqui. Para você não cair em armadilhas é salutar começar a ler sobre o que representam e o que pensam as lideranças partidárias e sociais, a exemplo de Lula e Dilma Rousseff, além de evidentemente entender quem são os políticos e a parte da sociedade brasileira que deram e continuam a dar apoio a governos militaristas, neofascistas e ultraliberais, como o governo do político de extrema direita, o inconsequente e bárbaro Jair Bolsonaro.
Contudo, fico muito à vontade e satisfeito por uma pessoa jovem como o Felipe Neto, que conseguiu ter sucesso tão cedo em sua atividade profissional fazer um sincero mea-culpa e reconhecer que passou dos limites contra a presidente Dilma Rousseff, que foi alvo de um golpe bananeiro de estado e vítima das piores barbaridades em forma de palavras e imagens, que tinham por finalidade manchar sua imagem moral e política.
Ataques sem precedentes, brutalmente misóginos, contra a primeira mulher que se tornou presidente neste País escravocrata e pleno de preconceitos, assim como crimes praticados pelos maiores usurpadores e canalhas já vistos após a redemocratização do País, que se associaram para formar um consórcio golpista liderado por Justiça, MPF, PF, Exército, imprensa de mercado e a direita partidária em maioria no Congresso Nacional, além da classe média idiotizada, a reverberar o ódio propagado pela imprensa dos coronéis midiáticos, nas ruas de todo o País, sendo, inclusive, contra seus próprios direitos.
A verdade é que a direita e a extrema direita com o apoio de uma classe média, que está a comer fogo e a levar ferro ao ficar desempregada, perder seus direitos, ter os salários achatados e perder o poder de compra terá de urgentemente rever seus conceitos, valores e princípios e lutar pela retomada da democracia e do estado democrático de direito, a exemplo de Felipe Neto, que há algum tempo reconhece o erro que foi entrar na onda do golpismo, que terminou em neofascismo e ultraliberalismo, que levou os pobres a humilhações, pois a passar fome e a entrar na fila do osso nos açougues e mercados da vida.
Quando se juntam o analfabetismo político, a ignorância sobre a história do Brasil, o desconhecimento dos 300 anos oficiais de escravidão, além de inúmeros preconceitos que tomam a alma e o espírito de milhões de brasileiros, compõem-se uma química diabólica, cujo resultado é o que se vê no Brasil atual: fome, miséria, violência, enfermidades somadas às políticas públicas econômicas e sociais draconianas e perversamente excludentes.
Políticas que evidenciam, sem sombra de dúvida, a ausência de humanismo e de cuidado com os interesses do País e com a população, principalmente a mais pobre e que por isso vive no fio da navalha. Ainda bem que Felipe Neto reconhece seus erros e se divorcia de todo esse jogo bruto e infame perpetrado pelos neoliberais e fascistas de índoles imperialistas, que estão a arrasar a autoestima dos brasileiros, que irão votar novamente para presidente em outubro de 2022. É isso aí.
_________________________________________________Há vencedores na disputa entre Globo e Camila Queiroz? Colunistas opinam

De Splash, em São Paulo
18/11/2021 12h37
Atualizada em 18/11/2021 15h19
A saída de Camila Queiroz da reta final de "Verdades Secretas 2" pegou os fãs da novela e da atriz de surpresa na tarde de ontem. Após o anúncio oficial de que as gravações da novela seguiriam sem ela, a intérprete de Angel criticou a emissora e afirmou ter sofrido uma punição por mudar seu contrato.
O assunto tomou conta das redes sociais enquanto muitos tentam, desde então, apontar certos e errados nesta briga. Mas, afinal, existem vencedores nesta situação? Os colunistas do UOL opinam.
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Chico Barney:
Na disputa entre Globo e Camila Queiroz, só encontramos perdedores —principalmente o público, que terá uma gambiarra para encerrar uma história que já não estava aquelas coisas.
"Pela primeira vez a Globo precisa lidar com concorrentes realmente fortes, com planos de longo prazo, de olho em seus talentos, e isso de certa forma pode empoderar artistas populares na hora de negociar. Mas tudo pareceu meio descabido e imagino que o episódio será lembrado como um ponto exemplar dessa fase de transição da emissora, do mercado e da relação com as estrelas."
Marcelle Carvalho:
Nessa situação, acredito que Camila Queiroz tenha se prejudicado. A postura dela não foi nada profissional.
"Sua atitude após a divulgação da nota da TV Globo, bastante incisiva, aliás, corrobora com isso. A atriz apareceu em videozinho no TikTok, dublando uma música, dando a entender que sabe de verdades que poderiam prejudicar outras pessoas. Não é um comportamento que se espera de uma profissional. Até mesmo a nota divulgada por sua assessoria deixa muita coisa por explicar. Quanto menos esclarecedoras as declarações da atriz nesse momento, maior será o prejuízo da sua imagem junto ao público."
Mauricio Stycer:
Acho que não houve vencedores. Camila, aparentemente, foi levada a acreditar que era imprescindível para a Globo. Uma ilusão que gerou um tombo.
"Os próximos anos dirão se esse episódio terá impacto em sua carreira. Já a Globo, ao expor a sua fúria com a atitude de Camila, acabou demonstrando estar numa posição defensiva diante da concorrência dos grandes serviços de streaming, como a Netflix."
Guilherme Ravache:
É uma disputa em que os dois perdem. Mas no longo prazo a Globo se beneficia.
"A Globo está adotando uma comunicação mais transparente. Agora discute seus problemas, desafios e conta seu lado da história. Ainda não nos acostumamos a essa nova Globo. No passado, os talentos talvez tivessem receio de falar algo negativo até pelo mercado de trabalho ser mais "limitado" para grandes produções, como são as novelas da Globo. Mas existe uma outra novidade nessa dinâmica, ainda não nos acostumamos ao fato de que até a Globo pode receber exigências descabidas."
Aline Ramos
Uma atriz como Camila é substituível, mas uma emissora como a Globo, não.
"Com certeza a Globo se deu bem melhor nessa queda de braço. Ela contou primeiro a sua versão dos fatos, que acabou se tornando a oficial. Camila está tendo que lidar com os prejuízos de ser dispensada de 'Verdades Secretas II', mas também com um dano à sua imagem já que muitos interpretaram que ela agiu de má fé ao faltar ao último de gravação. Mesmo sendo influente, Camila é só uma atriz diante de uma empresa com o tamanho da Rede Globo. Ela ainda é o elo mais fraco nessa história. Outra vantagem que a Globo tirou nessa história toda foi o 'buzz' gerado em torno da novela".
_________________________________________________Camila Queiroz chora após briga com a Globo: 'Nunca vivi algo parecido'
Camila faz carta para Angel e diz que "não permitiram" o final adequado
Mais cedo, a atriz escreveu uma carta aberta se despedindo de Angel, sua personagem em "Verdades Secretas 2" (Globoplay). Nas redes sociais, a artista falou com carinho da protagonista que mudou a sua vida.
No recado, ela voltou a criticar a Globo pela sua saída e disse que "não permitiram" que a personagem principal da trama tivesse o final que ela merecia. "Quem sempre me acompanhou sabe que eu sempre me despedi dos meus personagens por aqui também, e essa carta é pra você, Angel", iniciou ela.
"Minha Angel, escrevo essa carta com lágrimas nos olhos, mas com o coração tranquilo. Em 2015 quando nos conhecemos, soube que o nosso encontro seria eterno. Sempre senti a sua força, sua potência e o furacão que você é", continuou.
"Ser sua casa sempre foi desafiador, você sempre me tirou da zona de conforto, sempre me fez ir além daquilo que eu mesma duvidava ser capaz e pra você e por você eu me doei e me entreguei. Nosso reencontro foi tão lindo e tão cheio de significados, pra mim e pra você", afirmou.
"Crescemos e amadurecemos. Você não imagina a força e a coragem que você me trouxe e traz como mulher e artista num país tão machista. Agradeço as deusas e aos deuses pelo nosso encontro e agradeço a você por ter me escolhido. Hoje a minha dor é tamanha que pareço ter perdido alguém da família, mas na verdade não, porque você é eterna, você é gigante e você sempre estará comigo e com todos que viveram com a gente a sua história", disse ela, emocionada.
"Desculpa não ter me despedido de você como você merecia, não me permitiram, mas no meu coração e na minha história, você sempre estará. Com amor e gratidão", finalizou.
O que sabemos sobre a briga de Camila Queiroz com a Globo:
Desligamento
A atriz não estará nos episódios finais da série "Verdades Secretas 2". Em comunicado enviado a Splash, a TV Globo afirma que precisou estender o período de gravações, o que gerou um impasse de agenda. Entenda como serão as cenas finais sem Angel.
A emissora carioca explica que a extensão das gravações por mais sete dias foi em razão dos "rigorosos protocolos sanitários" contra a covid-19 — motivo para a emissora e Camila fecharem detalhes para a gravação final.
A atriz, que atualmente apresenta "Casamento às Cegas" (Netflix), "quis determinar o desfecho da personagem Angel" e "exigiu um compromisso formal de que faria parte de uma eventual terceira temporada da obra, além de outras demandas contratuais inaceitáveis", de acordo com a Globo.
A Globo, então, decidiu concluir Verdades Secretas 2 sem a participação da atriz. A novela seguirá sendo gravada e as cenas serão adaptadas para que seja mantida a essência da trama.
Assessoria de Imprensa da Globo
_________________________________________________Opinião: Guilherme Ravache - Por que TV Jovem Pan News faz sucesso e erra quem subestima conservadores

Resumo da notícia
- Joven Pan News surpreende em estreia na TV, crescer rapidamente na audiência e já encosta na CNN
- Público conservador era carente de um canal que trouxesse conteúdo que refletisse seus valores
- Crescimento da Fox News e de seus concorrentes conservadores nos Estados Unidos dão pistas de para onde pode caminhar a mídia no Brasil
- Aumento da polarização e do jornalismo de entretenimento podem ser consequências do aumento da concorrência entre canais de notícias
- O conteúdo conservador gera alto engajamento e milhões de reais de receita com publicidade em plataformas como YouTube e Facebook
- Cada vez mais, os espectadores querem ver seus valores refletidos no conteúdo que consomem
Demorou, mas finalmente o Brasil ganhou um canal conservador. E para surpresa de muitos, a TV Jovem Pan News, apesar de problemas técnicos e muitos gritos nos debates, já incomoda canais estabelecidos como a CNN.
O discurso público das concorrentes é que elas possuem públicos diferentes e que a novata não as incomoda. Afirmam que a audiência da Jovem Pan TV é mais velha e conservadora. Mas nos bastidores há uma crescente preocupação não somente com o rápido crescimento de audiência, mas também com uma potencial dispersão da verba publicitária começando a ir para a estreante.
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Mesmo cortando R$ 281 milhões em salários, Globo tem aumento de prejuízo
No final do dia, se você é uma empresa de mídia, está no negócio da atenção. E a JP News, de um modo ou outro, tem atraído atenção de apoiadores e detratores.
Fox News do Brasil
A TV tem perdido audiência e anunciantes para o digital e o streaming, mas ignorar sua influência é um erro, particularmente no Brasil, onde ainda é o principal meio de informação para grande parcela da população.
Possivelmente a chegada de uma TV de direita ao país tenha acontecido com 25 anos de atraso. Nos Estados Unidos, a Fox News foi lançada em 1996. Observar o que aconteceu no mercado americano dá pistas do que pode acontecer aqui.
Assim como a JP News, a Fox News estava em desvantagem quando seu sinal foi ao ar em 1996 e muitos duvidavam que sobreviveria, ainda mais se tornar a gigante dos dias de hoje.
É sobre o público, não a qualidade técnica
"Justa e equilibrada" era como Roger Ailes, executivo que comandou a fundação da Fox News, definia sua TV. Como lembra a jornalista Jennifer Graham, "mesmo que o slogan fosse ridicularizado pelos críticos da Fox News, foi fundamental para a forma como a rede iria crescer e manter um público ferozmente leal".
A fórmula é simples, mas poderosa. A Fox News, assim como seus jornalistas, se posicionam como paladinos fora da influência da grande mídia liberal que distorce a cobertura para promover os ideais de esquerda. Fato ou ficção, uma boa parcela do público se identifica com o discurso e se torna um obstinado apoiador.
Ironicamente, o dono da Fox News é o bilionário Rupert Murdoch, que construiu um império de mídia conquistando os conservadores em países como Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.
Conservadores carentes
Quando a Fox News surgiu, o público conservador sentia falta de um veículo à direita que o representasse. A Fox News assumiu esse papel. Hoje, cerca de 200 milhões de pessoas consomem conteúdos da Fox e suas plataformas todos os meses, de sites a podcasts e livros. Para esses espectadores, a Fox é um espaço seguro na mídia onde seus valores são refletidos.
Críticos apontaram corretamente problemas de iluminação, pauta e transmissão na JP News. Porém, o rápido crescimento do canal mostra que existe um enorme público carente dos conteúdos abordados pela estreante. Mas a verdade é que as pessoas apenas querem ver seus valores refletidos na cobertura jornalística.
Alguns estudiosos culpam a Fox pela disparada da polarização política nos Estados Unidos. Para eles, o sucesso foi tão grande ao longo dos anos que diversos veículos de direita surgiram no rastro, mas cada vez mais radicais para se diferenciarem da gigante.
Tendo a concordar com outra parcela de especialistas que vê a TV e as redes sociais como uma câmara de eco, que apenas amplifica o que já temos diante de nós, ao dar voz àqueles que não eram ouvidos.
Jornalismo de entretenimento
Seja como for, à medida que novos concorrentes como o Newsmax entram no mercado tentando abocanhar a audiência da Fox News, mais radicais se tornam esses veículos. A própria Fox acaba se tornando mais histriônica para não perder audiência. Como consequência, o jornalismo acaba virando entretenimento. É um círculo vicioso, com mais radicalismo editorial para aumentar o engajamento de uma audiência cada vez mais inflamada pelo que consome na mídia.
Se a JP News seguir crescendo e se tornar uma pedra no sapato da CNN e Globonews, não será uma surpresa se esses canais adotarem uma postura editorial mais combativa (até de entretenimento pautado no jornalístico) para reter o público, o que de fato pode criar um círculo vicioso de radicalização, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos.
O risco dos anunciantes
Uma grande questão é se os anunciantes estão dispostos a investir na JP News. A Fox novamente pode ser uma referência. As pautas pela redução de impostos e maior liberalismo econômico são apreciadas pelo empresariado. Se a Jovem Pan conseguir manter um verniz de equilíbrio, mesmo que somente no discurso, terá boas chances de conquistar os donos do dinheiro e que decidem para onde vai a verba publicitária.
O CEO do grupo Jovem Pan, Tutinha (Antônio Amaral de Carvalho), tem ótimo trânsito entre os grandes empresários e políticos do país.
Independentemente da publicidade tradicional, a Fox News é uma das líderes de audiência em vídeo em plataformas digitais nos Estados Unidos e recebe milhares de dólares todos os meses de plataformas como YouTube e Facebook. Manter apresentadores comentando temas variados tem baixo custo de produção e geram grande audiência online.
Segundo o SimilarWeb, o site da Pan recebe 6,39 milhões de visitantes por mês. No YouTube, tem 4,27 milhões de seguidores. Com a produção para a TV, o volume de conteúdo deve aumentar, atraindo ainda mais audiência, seguidores e publicidade digital.
Desencanto dos conservadores com a mídia
Prever o sucesso da Jovem Pan TV é impossível. Uma série de fatores, incluindo desafios de execução e novos concorrentes podem destruir o negócio. Mas o desencanto conservador com as redes de notícias de TV vinha crescendo há décadas no Brasil.
A Jovem Pan ganhou relevância nos últimos anos ao se aventurar por onde poucos entravam: a defesa dos ideais conservadores. Agora, faz o mesmo na TV. Talvez a Pan não vença essa corrida, mas o crescimento da mídia de direita no Brasil é um caminho sem volta.
_________________________________________________Opinião: Guilherme Ravache - Aumento de lucro e receita da Globo ajudam a explicar caso Camila Queiroz
Resumo da notícia
- Após anos de reestruturação e cortes a Globo começa a mostrar bons resultados, com aumento de faturamento, lucro e bons números no Globoplay
- Os números positivos fortalecem a nova estratégia da Globo e a postura de Camila Queiroz se tornou uma oportunidade de mandar um recado
- A atriz descobriu do pior modo possível que a comunicaçnao da Globo também mudou ao adotar uma postura mais transparente e direta, até humanizada
- No passado, a emissora ignoraria ataques de uma atriz iniciante; mas agora a gigante de mídia não esconde suas dores, fraquezas e opiniões
- Camila e sua equipe foram pegos de surpresa, assim como a mídia, que repercutiu a notícia alimentada pelos equívocos da atriz em suas redes sociais
- O processo da atriz Scarlett Johansson contra a Disney ilustra como o mercado artístico brasileiro tem a aprender com as agências de Hollywood
Desde 2018 a Globo começou um profundo processo de transformação. O projeto UmaSóGlobo reuniu cinco empresas, cortou centenas de posições e reduziu drasticamente custos e despesas.
Os resultados já começam a aparecer. No último trimestre a receita líquida da Globo alcançou R$ 3,7 bilhões, um aumento de 19% comparado ao mesmo período do ano passado. Este é o melhor resultado de receita no terceiro trimestre da Globo nos últimos quatro anos.
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Já o lucro entre julho e setembro foi de R$ 142 milhões e reverteu os prejuízos registrados pela empresa nos primeiros seis meses de 2021. No primeiro semestre deste ano, a líder de audiência teve um prejuízo de R$ 114 milhões.
Na soma dos nove primeiros meses de 2021, a receita líquida da Globo cresceu 18% (ou R$ 1,5 bilhão) em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 10,1 bilhões.
Por que os números são importantes nessa conversa? Porque gostemos ou não, essa transformação é um caminho sem volta. Os números mostram que a Globo não tem um problema de dinheiro ou relacionamento com as estrelas, apenas mudou suas prioridades.
E como em toda mudança, isso gera desconforto, vencedores e perdedores e os talentos são o aspecto mais visível deste processo.
Globoplay cresce e ganha destaque
Possivelmente a Globo tenha exagerado em alguns momentos e cometeu equívocos. Cortar custos e reduzir despesas nunca é um processo popular e saber o limite e a hora de parar é um desafio. Além disso, a pandemia intensificou essa transformação e levou a medidas ainda mais extremas.
Mas quais são as alternativas para as TVs abertas e a cabo à medida que a audiência e os anunciantes migram rapidamente para o digital? Basicamente, há três caminhos: reduzir o tamanho da conta cortando custos, apostar no digital para trazer novas receitas ou fazer as duas coisas.
A Globo apostou no corte de custos para investir no digital e crescer o Globoplay. Tira o dinheiro de um lado para apostar em outro. Se a conta vai "fechar" é uma incógnita. A expectativa dentro da emissora é que o Globoplay só dê lucro em 2024 ou 2025.
Mas no último trimestre o Globoplay cresceu 70% em receita e aumentou 27% o número de assinantes em comparação ao mesmo período do ano anterior. O streaming da Globo repetiu os bons números do trimestre anterior. Se você trabalha na Globo, neste momento o Globoplay é o pior lugar para você comprar uma briga.
Famosos desconectados da mudança
Camila Queiroz e sua equipe provavelmente são as mais recentes "vítimas" dessa nova realidade. A atriz é jovem e possivelmente não tenha tido o apoio ideal para fazer uma leitura correta do contexto em que estava. Certa ou errada, saiu com a imagem desgastada.
Possivelmente, Camila subestimou a necessidade da Globo de reafirmar sua estratégia digital, onde o grupo e a marca sempre terão mais força que uma única estrela. Ao mandar uma dura mensagem para Camila, a Globo mandou um recado para seus colaboradores e para todo o mercado. O jogo mudou.
A posição da Globo também sinaliza para o mercado que, mesmo com mais dinheiro no caixa, a disciplina seguirá em curso na emissora. Isto vale para Camila e para todos os parceiros, inclusive federações e grandes organizações proprietárias de direitos. A estratégia de levar os conflitos para mídia como parceiros faziam também deve perder força.
Se a Globo discute com uma atriz iniciante, mostra que não terá vergonha ou receio de discutir publicamente com ninguém. Em comunicação, quando você não fala, alguém fala por você. E a Globo não falava. A mudança na emissora carioca foi semelhante ao da Disney no confronto com a atriz Scarlett Johansson (mais sobre o tema adiante).
Mesmo a polêmica estratégia de contratos por obra implementada pela Globo, cortando salários fixos, já era amplamente usada pelo Netflix sem grandes questionamentos. Na Globo, gerou desconforto ao levar à saída de muitas estrelas. Nomes como Faustão, Lázaro Ramos e Ingrid Guimarães fora da Globo são um choque e rendem manchetes e tuítes atacando a gigante da mídia. Inclusive atores que não foram demitidos, saíram porque queriam buscar algo novo, não negaram manchetes de demissão, que geram solidariedade e boa vontade no público.
Cópia da Netflix e uberização das artes
Um aspecto menos discutido, mas que fica cada vez mais evidente como os números da Globo mostram, é a ineficiência do modelo de salários fixos na indústria artística. Não raro, atores se diziam indisponíveis para filmar quando eram requisitados pela emissora mesmo tendo um contrato fixo. Além disso, se existisse o desejo de autores e produtores de contratar talentos diferentes de fora dos quadros da empresa, ficava mais difícil justificar o "extra" se existe um elenco fixo.
Os efeitos desta "uberização das artes" podem ser amplamente discutidos. Mas é inquestionável que a Globo não pode se dar ao luxo de seguir um modelo menos eficiente frente aos concorrentes que, além de eficazes, estão entre as empresas mais ricas do mundo.
A Globo fez o que seus concorrentes internacionais já fazem no streaming. Um modelo no qual o volume de produções é tão alto que o conjunto pesa mais que um ou outro produto. No streaming, uma produção como Round 6 pode custar uma fração em comparação a outras grandes produções e se tornar a série mais vista da história.
Imagino a Globo seguirá os passos da Netflix, Amazon e demais gigantes do streaming, com grandes estrelas criando suas próprias produções e vendendo para quem oferecer o melhor acordo, incluindo o Globoplay.
Globo mais humanizada
Uma novidade é que a mudança na estratégia de negócios da Globo, agora parece também estar sendo acompanhada por uma mudança na comunicação da empresa, que está se tornando mais transparente e direta. A emissora discute seus problemas, desafios e conta seu lado da história.
De certo modo, a Globo se tornou mais humana e tem cada vez menos vergonha de discutir seus problemas. No passado, vivia em um pedestal. Era atacada e seguia soberana, sem nem mesmo responder. Agora, quando a maior empresa de mídia da América Latina responde e a uma atriz iniciante, choca a todos. Ainda não nos acostumamos com esta nova Globo.
Por outro lado, antes os talentos talvez tivessem mais receio de falar algo negativo até pelo mercado de trabalho ser mais "limitado" para grandes produções, como são as novelas da Globo.
As oportunidades criadas no streaming e nas redes sociais para os "globais", também encorajam os talentos a se arriscarem mais. O que pode ser ótimo, mas também aumenta exponencialmente o risco de amplificar os erros.
Artistas também erram
Nos Estados Unidos, onde atores cantam, dançam, atuam e só palpitam na produção se tiverem cargo de produtor, as grandes empresas de representação de talentos dominam o mercado. As gigantes Creative Artists Agency (CAA), William Morris Endeavor e United Talent Agency (UTA) são inspiração até para o Vale do Silício e são estudadas em grandes escolas de negócio. Ainda não chegamos a este nível no Brasil, infelizmente.
Mas assim como para a Globo a digitalização foi o caminho, para os artistas o aumento da profissionalização será natural. Scarlett Johansson processou a Disney, recebeu US$ 20 milhões por sua atuação no filme Viúva Negra e exigia mais US$ 50 milhões. Quem liderou as conversas públicas e privadas de Scarlett? A CAA, agência da atriz.
Quantos posts de Scarlett sobre o tema nas redes sociais? Nenhum. Mas a atriz e a Disney entraram em acordo e em breve a atriz poderá até fazer um novo filme para a Disney. Como dizem os americanos, money talks bulshit walks.
_________________________________________________Enquanto Lula é recebido como presidente por Macron, Bolsonaro passeia de moto no Catar (vídeo)

247 - Enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e alertou para a necessidade de uma multipolaridade no mundo, Jair Bolsonaro fez nesta quarta-feira (17) uma transmissão ao vivo no Facebook para compartilhar o seu 'passeio' de moto pelo Catar. Ele, que desembarcou em Doha, a capital do país, transmitiu por pouco mais de 6 minutos a motociata.
No vídeo, Bolsonaro disse: "motociclistas do Brasil, estou no Catar. Fui convidado aqui a dar um passeio de moto na capital. Vamos dar uma volta, uns 30, 40 minutos, e retornar para cá".
Segundo Bolsonaro, as 'motociatas' tendem a crescer pelo mundo. "A febre, aquilo que foi plantado no Brasil pelos motociclistas, está pegando e vai pegar no mundo todo", disse.
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Por igualdade e justiça, Lula recebe prêmio ‘Coragem Política’ na França

Agência PT - O ex-presidente Lula recebeu, na França, nesta quarta-feira (17), o prêmio “Coragem Política 2021”, concedido pela prestigiada publicação Politique Internacionale. Como resultado de um governo que tirou, entre 2003 e 2011, 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza, Lula foi agraciado com o prêmio por “uma obra marcada pelo desejo de promover a igualdade racial e social em seu país”. A respeitada revista especializada em política externa também destacou a resiliência de Lula diante da perseguição política e judicial da qual foi vítima, “esforços recompensados com a decisão do Supremo Tribunal Federal de anular as suas condenações”.
A publicação apontou ainda que Lula “volta a encarnar a esperança aos olhos de uma grande maioria dos seus compatriotas, decepcionados com a gestão de Bolsonaro”.
Após a premiação, Lula concedeu entrevista coletiva à imprensa francesa e defendeu a recuperação da confiança internacional no Brasil, hoje destruída pelo atual governo. Para Lula, o país precisa voltar a participar das decisões políticas internacionais no âmbito da construção de uma nova governança global.
“Estou procurando o restabelecimento da credibilidade que o Brasil já teve junto ao mundo. Viajo para conversar com governantes da Europa, políticos, com a imprensa, para mostrar que o Brasil é infinitamente melhor do que o atual governo, que o povo é melhor, é democrático, generoso, não é essa ignorância que governa hoje”.
“Eu encontrei com muita gente para conversar sobre democracia. Entre 2003 e 2015, o Brasil era protagonista internacional, atuante na Organização Mundial do Comércio, na Organização Mundial da Saúde, na questão ambiental. O Brasil participou ativamente de todos os fóruns multilaterais porque acreditava na existência desses fóruns”, explicou Lula. “Hoje o Brasil está afastado, não participa de nada”, lamentou. “Não somos convidados para nada, ninguém quer visitar o Brasil”.
Lula reafirmou a importância de parcerias estratégicas com a União Europeia, especialmente a partir de um processo de reindustrialização do Brasil. “[É importante] para termos um comércio mais saudável com a União Europeia, com os EUA e com a China”.
O Prêmio Coragem Política é distribuído pela revista desde 1981, sempre que reconhecem em alguma personalidade as qualidades necessárias a uma liderança. A premiação já foi concedida ao papa João Paulo II; aos prêmio Nobel da Paz Anouar el Sadate, ex-presidente do Egito, e Frederik De Klerk, ex-presidente da África do Sul.
_________________________________________________Lula agradece a Macron por “cordial recepção” e diz que “líderes mundiais precisam sentar à mesa para dialogar”

247 - O histórico encontro entre o presidente francês Emmanuel Macron e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quarta-feira (17) no Palácio do Eliseu em Paris terminou com um agradecimento de Lula pela “cordial recepção”. Todo o encontro foi marcado por uma evidente estima mútua e convergência na necessidade de combater a fome, a crise climática, a desigualdade e a extrema direita. Uma contraposição completa ao que representa Jair Bolsonaro.Veja a foto do encontro, com Lula ladeado pelo ex-chanceler Celso Amorim e o atual presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante:

Veja o caloroso abraço de Lula e Macron:

Ao final da reunião, Lula destacou que “os líderes mundiais precisam sentar à mesa para dialogar e enfrentar esses desafios com uma governança global. Dividimos preocupações como o avanço da extrema direita pelo mundo e as ameaças à democracia e aos direitos humanos”. E anotou que estiveram também na pauta do encontro “a urgência climática e questões globais como a fome e a pobreza. Também conversamos sobre o futuro da União Europeia e a integração da América Latina”.
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"Observe o mar", diz especialista após 2 ataques de tubarão em Ubatuba (SP)
Maurício Businari Colaboração para o UOL, em Santos (SP) 19/11/2021 12h53
Os dois ataques de tubarão ocorridos em menos de 15 dias em Ubatuba, no litoral de São Paulo, apavoraram turistas e moradores do município. As causas para o aparecimento dos tubarões na praia —e para os ataques— ainda não podem ser confirmadas cientificamente, mas o fato é que os dois incidentes ocorreram durante feriados prolongados, quando mais pessoas procuram as praias para o lazer.
O aumento demográfico humano é determinante em acidentes com tubarões, segundo pesquisadores. Ou seja: quanto mais pessoas na água, maior é a probabilidade de se depararem com animais marinhos, entre eles os tubarões. Porém, a motivação dos ataques ocorridos em Ubatuba ainda é um mistério.

Que tipo de tubarão mordeu turista em Ubatuba? Biólogo aponta hipóteses
"A motivação do ataque, o que levou os tubarões a atacarem essas duas pessoas ainda é impossível de confirmar", diz o biólogo e especialista em tubarões Otto Bismarck Fazzano Gadig, professor doutor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
"Se existe um fator maior de médio ou longo prazo, média ou larga escala, como mudanças climáticas, mudanças na temperatura do oceano, alterações das correntes marítimas...Isso tudo não dá para responder agora. Não se descarta, mas são coisas impossíveis de se responder agora", completa o pesquisador.
Dois ataques em pouco mais de dez dias
Há mais de 30 anos Ubatuba não registrava um incidente com tubarões. Antes das novas ocorrências, o último registrado tinha envolvido uma menina que pescava com o pai. Ela estava com o braço dentro d'água quando um tubarão esbarrou, provocando um ferimento leve.
Neste ano, em 3 de novembro, um turista francês foi atingido por um tubarão de pequeno ou médio porte, na praia do Lamberto. Foi o suficiente para que especialistas começassem um estado de observação na região.
O alerta se intensificou no último domingo, dia 14, quando uma idosa de 79 anos, foi mordida por um tubarão. Uma análise preliminar indicou que o acidente foi provocado por um tubarão de médio ou grande porte —possivelmente um tubarão-tigre ou cabeça-chata.
Ambas as espécies foram responsáveis pela autoria dos 68 ataques registrados de 1992 a 2021 nas praias do Recife, em Pernambuco.
Um tubarão-tigre, quando adulto, tem em média seis metros de comprimento. Mas pode atingir até nove metros.
O consenso entre os cientistas é que, quanto mais gente na água, maior a probabilidade de encontros com esses animais. Afinal, o mar é o lar deles e somos nós, humanos, que invadimos esse espaço. E, muitas vezes, com comportamentos que atraem os predadores.
"Não foi à toa que os dois acidentes em Ubatuba ocorreram cada um em um feriado diferente. Um no dia 3, Finados, e outro no dia 14, Proclamação da República, quando foi registrado um fluxo maior de pessoas no litoral. E essa é uma tendência verificada no mundo inteiro", avalia Gadig, da Unesp.
O tubarão-tigre pertence à família dos Carcharhinidae de águas tropicais e subtropicais. É encontrado em diferentes ambientes, e muito comum no Nordeste do Brasil. Ele ocupa o terceiro lugar no envolvimento com fatalidades humanas, ultrapassado pelo tubarão-branco (segundo) e pelo cabeça-chata (primeiro).
Essas espécies, junto com o tubarão-de-galha-branca-oceânico, são as que mais oferecem risco de ataque não provocado a humanos, com um número de fatalidades muito maior do que as causadas por outras espécies.
Verão chegando
Após os dois registros, fica a pergunta: com a chegada do verão, os acidentes podem aumentar nas praias do litoral paulista?
Para o professor Gadig, apesar de ser ainda uma hipótese, isso é possível, por conta da retomada das atividades recreativas nas praias, interrompidas no ano passado por causa da pandemia do coronavírus.
"É possível que, um ano após confinados, com restrição de movimento, sem poder ocupar as praias, e agora as pessoas voltando, com feriado emendado e o verão chegando. todo esse conjunto pode fazer com que a gente observe acidentes similares, de menor gravidade ou não nos próximos tempos nas praias da nossa região".
Para Gadig, é necessário haver campanhas de conscientização da população, que ensinem as pessoas a evitarem certos padrões de comportamento que podem atrair a atenção dos predadores marinhos.
Para isso, ele ontem realizou uma videoconferência com outros colegas especializados em tubarões, de todo o país. Eles traçaram estratégias e metodologia para amenizar os riscos e também orientar as pessoas que têm medo destes animais.
"Mesmo que os banhistas não tomem nenhuma precaução, o índice de possibilidade de acidentes envolvendo tubarões é baixo naturalmente. Mas, se você tomar algumas medidas comportamentais preventivas, você pode diminuir esse risco".
Entre as medidas, o professor cita as cinco mais importantes:
- Nunca entre no mar sozinho, em qualquer situação. Se você tiver uma câimbra ou mal-estar, já é perigoso. Imagine se ocorrer algo envolvendo um tubarão.
- Evite se banhar ou nadar em períodos de baixa luminosidade. As duas espécies citadas acima (tubarão-tigre e cabeça-chata) são muito ativas no horário noturno para se alimentar.
- Evite usar objetos que brilhem, como pulseiras, relógios e pingentes. Eles podem refletir a luz do sol e, para o tubarão, podem parecer os pequenos peixes prateados que podem ser eventualmente presas.
- Observe a superfície do mar. Isso não vale só para quem estiver dentro da água. Um cardume de peixes saltando, um burburinho na superfície da água, aves marinhas concentradas na superfície se alimentando...Isso pode indicar que ali está acontecendo alguma atividade alimentar. E pode ser que um tubarão esteja envolvido nesse cenário.
- Não entre no mar se você tiver um ferimento, principalmente sangrando. Esses animais são extremamente desenvolvidos do ponto de vista sensorial e sentem o odor das moléculas de sangue e de qualquer fluido corpóreo. "Esse pessoal que gosta de entrar no mar e fazer xixi lá no fundo está praticamente enviando sinais para caso tenha um tubarão procurando comida lá perto", diz o pesquisador. "Não quer dizer que o tubarão vai atacar, mas ele vai notar esse sinal e pode se interessar."
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A índia e o cara-pálida | Ruth de Aquino - O Globo

Poderia ter sido uma semana calamitosa para a imagem do Brasil na Europa se não surgisse uma jovem indígena no palco da conferência do clima das Nações Unidas, na Escócia. Com um discurso lido em inglês, poético e afiado como flecha, Txai Suruí, de 24 anos, foi aplaudida por mais de 120 chefes de estado.
Essa moça bonita e articulada, de rosto pintado e traje tradicional, hoje estudante do último semestre de Direito, eclipsou a mais patética performance de um líder brasileiro no exterior. O cara-pálida foi ignorado na Itália como se nem fosse mais presidente de nada, ciscou pelos cantos sem companhia, pisou no pé de Angela Merkel e chamou o enviado americano John Kerry de Jim Carrey (“gim quérri”), ator de ‘O mentiroso’ e ‘Debi e Loide’, entre outros. Foi ridicularizado no mundo inteiro. Mereceu.
Felizmente, o Brasil não é só Bolsonaro. Precisamos repetir isso a nós mesmos para manter nossa autoestima em dia. Jamais nossa imagem esteve tão degradada quanto agora, percebo pessoalmente na Europa. A cada aparição do presidente – combatida por protestos de rua –, o sentimento de vergonha e pena se acentua. Peço a amigos brasileiros e europeus: não vamos falar desse cara-pálida. Faz mal à saúde.
Melhor pensar que somos a terra do pianista genial e imortal Nelson Freire, reverenciado dentro e fora do Brasil. Em vez de ter azia ouvindo Bolsonaro, escutei as rádios na França que reproduziram concertos de Freire interpretando Chopin e Débussy. Avassalador, sublime. “Gênio passional e discreto”, como disse o presidente francês Emmanuel Macron em comunicado oficial do Palácio do Eliseu, lamentando sua morte súbita e precoce.
Aproveitei para escutar essa indiazinha gigante do povo Suruí-Paiter, que quer dizer “gente de verdade”. “Temos ideias para adiar o fim do mundo”, disse Txai, numa referência ao livro do líder indígena Ailton Krenak. Ela fala tupi e vive em Rondônia numa área chamada Sete de Setembro. Seu pai é cacique e chegou a ser acusado de difamar o governo Bolsonaro nas redes. Sua mãe recebeu ameaças de morte por telefone e teve de se esconder por dois meses. Suas duas avós morreram de Covid.
Um amigo de Txai, Ari Uru-Eu-Wau-Wau, foi encontrado morto com sinais de espancamento em abril do ano passado. No palco, Txai denunciou o assassinato de seu amigo, que lutava pela floresta, enquanto o mundo faz promessas longínquas para 2030 ou 2050.
“Meu povo vive há pelo menos 6 mil anos na Floresta Amazônica...Vamos frear as emissões de promessas mentirosas e irresponsáveis; vamos acabar com a poluição das palavras vazias, e vamos lutar por um futuro e um presente habitáveis”. Txai falou de utopia e sonhos. Tudo isso em dois minutos. Encantou.
O cara-pálida do Planalto, que nem foi a Glasgow por estar consciente de que o Brasil, isolado e pressionado, teria de assinar compromissos, recuar no desmatamento da Amazônia e enfiar a viola no saco, criticou em seu cercadinho a ida de Txai. “Levaram uma índia para lá, para substituir o Raoni, para atacar o Brasil”.
Chora, Bolsonaro. O que lhe resta, como especulador, predador e desmatador, é o crime de tentar transformar Paraty, patrimônio mundial da Unesco, na Cancún brasileira. Tudo isso para se vingar da multa que sofreu por pesca ilegal. Não conseguirá aprovar. O projeto de lei de seu filho Flávio Bolsonaro é um feixe de desatinos inconstitucionais. Mais uma bomba na imagem internacional do Brasil.
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Cuidado com as brigas nos encontros pós-pandemia | Ruth de Aquino - O Globo
Por Ruth de Aquino

Cuidado com a volta ao presencial. Estamos com a sensibilidade muito aguçada. À flor da pele. Estamos ansiosos. Inseguros. São quase dois anos de confinamento, máscara, medo, solidão individual ou a dois. Perdas. Separações. Cancelamentos. Trabalho remoto, sexo reinventado. Tortura psicológica do governo.
Ninguém normal fica imune a isso. Na hora de retomar cara a cara as amizades, os amores, os colegas, os chefes, os subordinados, cuidado. Passamos tanto tempo nos comunicando por WhatsApp e pelas redes que se perdeu o traquejo social. Agora é sem emoji ou figurinha. E sem áudio gravado. Qualquer aresta pode virar briga feia. Perguntei ao psicanalista Luiz Alberto Py se ele percebe isso nessa volta à vida real.
“Antes da pandemia, a presença do outro funcionava como um freio, inibindo a violência. Mas a gente viveu virtual muito tempo. Nas redes, as pessoas têm mais facilidade de expressar intolerância, isso foi cultivado no confinamento. As pessoas se habituaram e agora trazem essa vibe intensa das redes para os encontros. Estão agressivas. Há uma tendência a não ter mais censura, a dizer o que pensa sem pudor”.
Sem pudor e sem tato. As pessoas nem querem saber se melindram o outro, se adentram território particular e movediço. É muita carga de emoção aprisionada. A gente se irrita mais, sem paciência. O espaço do diálogo foi contaminado. Até o olhar direto, sem o filtro da tela, pode importunar. Em sociedade, deveríamos cuidar para não invadir o outro. Só que “o outro” sumiu desde março de 2020. E agora está diante de nós, em carne viva.
Começamos, tímidos, a nos encontrar em reuniões de vacinados e a nos abraçar, desajeitados e efusivos. Ensaios para o retorno à normalidade. Volta e meia, um personagem se mostra fora do tom. Tóxico. Agressivo. Envenena a atmosfera. Exagera nos palavrões e na bebida. Os assuntos nem precisam ser política, eleições ou terceira via, temas condenados. O tema pode ser só a vida de cada um. ‘Life’, não ‘live’.
Estive num encontro em que uma pessoa tudo fez para estragar o ambiente. Era tão claro o descontrole que as outras à mesa não sabíamos como agir. Tentou-se dar um toque. Mas ela só escutava o eco de sua voz. Sem querer ofender, ofendia. Até que foi advertida por uma convidada. Levantou-se e foi embora. Antes da pandemia, ela não era assim. O que aconteceu?
A gente precisa se policiar. Respeito, gentileza e capacidade de escutar são mais necessários do que nunca. Li aqui no Globo o que disse uma terapeuta de casais na Filadélfia. “Nossos cérebros estão tão sobrecarregados que não notamos a angústia um do outro”.
Um filme do Polanski de 2011, “Deus da carnificina”, adaptado de uma peça da Yasmina Reza, mostra como o excesso de palavras pode prejudicar a comunicação. Em Nova York, dois casais se encontram na casa de um deles. O filho de um agrediu o filho do outro. Começam a conversar civilizados, mas acabam em insultos recíprocos. Dá muito nervoso ver como a situação foge de controle. É o caos em torno de tulipas, cafés, doces caseiros e livros de arte. Caem as máscaras. Tem uma hora que a Kate Winslet grita: "Estou c#&*agando para seus direitos humanos".
Falo aqui de privilegiados. Não de quem faliu na pandemia, perdeu o emprego, a casa, a renda. Muitos de nós só perdemos o chão emocional. Nervos estão aflorados. Cuidado para não chamuscar o outro. É como se a palavra presencial desse choque. Sai faísca.
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Promotoria quer rever condenação de dois acusados pela morte de Malcolm X
Ele foi morto a tiros no Audubon Ballroom de Nova York enquanto se preparava para fazer um discurso. Três membros da Nação do Islã foram condenados pelo ataque

Reuters - A procuradoria do distrito de Manhattan informou nesta quarta-feira (17) que trabalhará para libertar dois homens condenados por matar o ativista negro e defensor dos direitos civis Malcolm X em 1965, o que representará um reconhecimento oficial de erros cometidos no caso.
Malcolm X ganhou destaque como porta-voz nacional da Nação do Islã, um grupo muçulmano afro-americano que defendia o separatismo negro. Ele passou mais de uma década com o grupo antes de se desiludir, rompendo publicamente com o movimento em 1964 e moderando algumas de suas opiniões anteriores sobre separação racial.
Ele foi morto a tiros no Audubon Ballroom de Nova York enquanto se preparava para fazer um discurso. Três membros da Nação do Islã foram condenados pelo ataque.
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Uma investigação de quase dois anos conduzida conjuntamente pelo promotor de Manhattan e advogados dos dois homens descobriu que promotores e agências de segurança negligenciaram evidências importantes que, se tivessem sido consideradas, provavelmente teriam levado à absolvição da dupla.
A ação da promotoria distrital foi relatada pela primeira vez pelo New York Times e confirmada à Reuters por um porta-voz do gabinete da promotoria de Manhattan nesta quarta-feira.
Em uma entrevista ao Times, o promotor distrital de Manhattan Cyrus Vance Jr. se desculpou em nome da polícia, que disse ter falhado com as famílias dos dois homens, Muhammad Aziz e Khalil Islam.
"Isso aponta para a verdade de que as forças de segurança ao longo da história muitas vezes falharam em cumprir suas responsabilidades", disse Vance. "Esses homens não receberam a justiça que mereciam."
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Juristas e familiares de vítimas da Covid-19 vão pedir impeachment de Bolsonaro com base em relatório da CPI

247 - Um grupo de juristas e advogados e também de familiares de vítimas da pandemia da Covid-19 deverá apresentar à Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment de Jair Bolsonaro.
De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o pedido é baseado nos crimes apontados pela CPI da Covid e deverá ser protocolado no dia 8 de dezembro, em Brasília.
O assunto foi discutido pelo grupo e pelos senadores que integraram o colegiado nesta quinta-feira (18).
Entre os crimes listados pela CPI e que constam do pedido de afastamento do chefe do Executivo estão “prevaricação, charlatanismo, epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade”.
Entre os juristas que assinam o documento junto com os familiares das vítimas da Covid-19 estão Miguel Reale Júnior, Sylvia Steiner, Helena Lobo da Costa, Alexandre Wunderlich, José Rogério Cruz e Tucci, Floriano de Azevedo Marques, Miguel Jorge, Aloyso Lacerda Medeiros, Clito Fornaciari Júnior, Alberto Silva Franco, Belisário dos Santos Júnior, Antônio Funari, Walter Maierovitch, Salo de Carvalho e Davi Tangerino.
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Com pandemia, total de mortes cresce quase 15% e atinge número recorde no Brasil

Ansa - O Brasil registrou em 2020 o maior número anual de mortes em sua história, resultado que está diretamente ligado à pandemia de Covid-19.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país totalizou exatos 1.513.575 registros de óbitos no ano passado, um aumento de 196.283 mortes (+14,9%) em relação a 2019.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil somava 194.949 falecimentos por Covid-19 em 31 de dezembro de 2020, número compatível com o "excesso" de óbitos do ano passado.
Considerando apenas os registros com sexo e idade confirmados, foram 1.510.068 mortes em 2020, aumento de 195.965 em relação ao ano anterior, o que significa uma taxa de 14,9%.
Esse é o maior crescimento no número de mortes já registrado desde o início da série histórica, em 1984, tanto em índices absolutos quanto relativos. Entre 2018 e 2019, por exemplo, a variação havia sido de 2,7%.
O crescimento engloba todas as regiões do Brasil, porém foi mais intenso no Norte (25,9%) e no Centro-Oeste (20,4%). Em seguida aparece o Nordeste (16,8%), enquanto Sudeste (14,3%) e Sul (7,5%) foram as únicas regiões abaixo da média nacional.
Entre os estados, o Amazonas registrou o maior aumento, com 31,9%, seguido de Pará (27,9%) e Mato Grosso (27%). Para efeito de comparação, o crescimento mais alto em 2019 havia sido do Sergipe, com 6,2%.
De acordo com o IBGE, cerca de 73,5% dos óbitos de 2020 ocorreram em hospitais; 20,7%, em domicílios; e 5,8%, em outro local de ocorrência ou sem declaração.
Além disso, 99,2% das 195.965 mortes a mais (considerando apenas aquelas com sexo e idade confirmados) no ano passado se deram por causas naturais, o que inclui doenças, como a Covid-19.
As pessoas com mais de 60 anos de idade, faixa etária mais vulnerável à Covid, respondem por 75,8% do excesso de óbitos, com aumento de 148.561 em relação a 2019. Já o número total de mortes de menores de 15 anos caiu 15,1% em 2020.
Outro efeito da pandemia foi nos matrimônios: o número de registros de casamentos teve uma redução de 26,1% entre 2019 e 2020 (de 1.024.676 para 757.179), maior queda da série histórica. Essa tendência é observada desde 2015, mas o IBGE diz que a variável foi afetada pelo isolamento social em decorrência da Covid.
Já os nascimentos caíram 4,7%. Todos os dados se baseiam nos registros de nascimentos, casamentos e óbitos dos cartórios do país.
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Ciro volta a atacar Lula e leva invertida de Leonardo Boff: 'leitura caolha'

247 - O teólogo e escritor Leonardo Boff rebateu Ciro Gomes nesta quinta-feira (18), após o presidenciável do PDT mais um ataque contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista à CNN, Ciro acusou Lula de promover a "generalização da corrupção" no Brasil e que isso teria levado à ascensão de Jair Bolsonaro.
Pelo Twitter, Boff respondeu: "Esta é uma leitura caolha. Sua iracúndia nada sagrada lhe impede de ver a revolução social nunca havia antes neste país, devolvendo dignidade a milhões de covardemente desprezados pela elite do atraso. A pior corrupção é a do mercado que sonega bilhões anuais em impostos".
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Tereza Campello diz que Bolsonaro está deixando quase 30 milhões de pessoas na miséria e excluídas do Auxílio Brasil

247 - A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Tereza Campello destacou que quase 30 milhões de pessoas estão excluídas do Auxílio Brasil.
De acordo com a ex-titular da pasta, 43,9 milhões foram ou são beneficiárias de alguma ajuda, sendo 39,4 milhões do agora extinto auxílio emergencial e outras 4,5 milhões do programa Bolsa Família.
O governo Bolsonaro anunciou, no entanto, que apenas 14,6 milhões de pessoas serão contempladas com o Auxílio Brasil. Ou seja, dos mais de 43 milhões, quase 30 milhões de pessoas foram excluídas de algum tipo de ajuda governamental.
"Pode chegar a 29 milhões de excluídos pelo Programa Auxílio Brasil em Novembro. Começou hoje o pagamento do Programa Auxílio Brasil. Ao que informa o governo, 14,6 milhões de beneficiários serão contemplados. O que esconde o governo: quem foi excluído!", escreveu ela no Twitter.
_________________________________________________Por que uma estudiosa de primatas tem esperança diante das mudanças climáticas
Jane Goodall expôe em seu livro as razões de sua esperança, apesar da destruição do meio ambiente Imagem: GETTY IMAGES
Foi difícil obter a permissão do que na época era o governo colonial britânico. Eles argumentaram: "Não vamos assumir a responsabilidade. Essa é uma ideia estúpida, uma jovem que vai se internar na selva." Mas, no final, como Leaky insistiu, disseram: "Está bem, mas tem que haver alguém com ela".
E foi então que minha mãe se ofereceu como voluntária para vir. Eu tinha recursos para ficar lá por seis meses, e ela viria por quatro. A minha mãe montou uma pequena clínica. Ela não era médica nem enfermeira, mas tinha medicamentos básicos, como aspirinas, band-aids, coisas assim.
Ela estabeleceu uma ótima relação com a comunidade local, e isso me ajudou muito.
BBC Mundo - A senhora relata em seu livro que esses primeiros seis meses foram muitos difíceis porque a senhora não obtinha os resultados que esperava e se sentia desanimada. E foi sua mãe que a ajudou a seguir adiante.
Goodall - Eu sabia que, com o tempo, eu poderia conseguir que os chimpanzés confiassem em mim, mas só tinha recursos para seis meses. E, após quatro, os chimpanzés continuavam fugindo toda vez que me viam.
Eu saía para as montanhas antes do amanhecer e voltava ao anoitecer. E minha mãe sempre me dizia: "Jane, pense em tudo que você está aprendendo".
Por exemplo, "como fazem ninhos durante a noite, como viajam em grupos de diferentes tamanhos, às vezes todos juntos, às vezes sozinhos. Você está aprendendo o que eles comem, as chamadas que fazem. Então está aprendendo mais do que você pensa". Ela levantou o meu moral.
E que tristeza que ela voltou apenas duas semanas antes da primeira observação sem precedentes, quando vi o chimpanzé que eu chamei de David Greybeard — o primeiro que perdeu o medo — fabricar e usar ferramentas para extrair cupins de dentro de pequenos montes de terra.
BBC Mundo - A senhora poderia nos dar a ideia de como foi revolucionário esse momento, de afirmar que os chimpanzés podiam produzir ferramentas, que tinham personalidades e emoções?
Goodall - Na época se acreditava que apenas os humanos usavam e fabricavam ferramentas, pelo menos era no que acreditava a ciência ocidental. Depois de aproximadamente um ano e meio de observações, Leaky me enviou à Universidade de Cambridge.

Eu nunca havia ido à universidade, mas Leaky disse que eu tinha de obter um título e que não havia tempo para uma licenciatura, assim eu entrei diretamente para obter um doutorado, um PhD.
Imagina como eu me senti quando os professores me disseram que eu havia feito tudo errado, que eu não deveria ter dado nomes aos chimpanzés, mas números. Que eu não podia falar de suas personalidades, de suas mentes capazes de resolver problemas e certamente não de suas emoções, que isso se dava unicamente aos seres humanos.
E me disseram que eu não podia sentir empatia com meu objeto de estudo, que se você é um cientista tem que ser friamente objetivo. Mas, claro, eu sabia devido ao meu professor de infância, meu cachorro Rusty, que isso não era verdade, que os professores estavam equivocados.
BBC Mundo - Como foi que seu trabalho para proteger os chimpanzés a levou a proteger também outras pessoas e a lutar contra a pobreza, com iniciativas como Tacare, seu programa que oferece desde microcréditos até educação e saúde?
Goodall - Depois de obter meu título, eu voltei a Gombe. Eu passava horas na selva tropical tentando compreender como tudo estava conectado. Foram dias maravilhosos, os melhores da minha vida.
Foi difícil obter a permissão do que na época era o governo colonial britânico. Eles argumentaram: "Não vamos assumir a responsabilidade. Essa é uma ideia estúpida, uma jovem que vai se internar na selva." Mas, no final, como Leaky insistiu, disseram: "Está bem, mas tem que haver alguém com ela".
E foi então que minha mãe se ofereceu como voluntária para vir. Eu tinha recursos para ficar lá por seis meses, e ela viria por quatro. A minha mãe montou uma pequena clínica. Ela não era médica nem enfermeira, mas tinha medicamentos básicos, como aspirinas, band-aids, coisas assim.
Ela estabeleceu uma ótima relação com a comunidade local, e isso me ajudou muito.
BBC Mundo - A senhora relata em seu livro que esses primeiros seis meses foram muitos difíceis porque a senhora não obtinha os resultados que esperava e se sentia desanimada. E foi sua mãe que a ajudou a seguir adiante.
Goodall - Eu sabia que, com o tempo, eu poderia conseguir que os chimpanzés confiassem em mim, mas só tinha recursos para seis meses. E, após quatro, os chimpanzés continuavam fugindo toda vez que me viam.
Eu saía para as montanhas antes do amanhecer e voltava ao anoitecer. E minha mãe sempre me dizia: "Jane, pense em tudo que você está aprendendo".
Por exemplo, "como fazem ninhos durante a noite, como viajam em grupos de diferentes tamanhos, às vezes todos juntos, às vezes sozinhos. Você está aprendendo o que eles comem, as chamadas que fazem. Então está aprendendo mais do que você pensa". Ela levantou o meu moral.
E que tristeza que ela voltou apenas duas semanas antes da primeira observação sem precedentes, quando vi o chimpanzé que eu chamei de David Greybeard — o primeiro que perdeu o medo — fabricar e usar ferramentas para extrair cupins de dentro de pequenos montes de terra.
BBC Mundo - A senhora poderia nos dar a ideia de como foi revolucionário esse momento, de afirmar que os chimpanzés podiam produzir ferramentas, que tinham personalidades e emoções?
Goodall - Na época se acreditava que apenas os humanos usavam e fabricavam ferramentas, pelo menos era no que acreditava a ciência ocidental. Depois de aproximadamente um ano e meio de observações, Leaky me enviou à Universidade de Cambridge.

Eu nunca havia ido à universidade, mas Leaky disse que eu tinha de obter um título e que não havia tempo para uma licenciatura, assim eu entrei diretamente para obter um doutorado, um PhD.
Imagina como eu me senti quando os professores me disseram que eu havia feito tudo errado, que eu não deveria ter dado nomes aos chimpanzés, mas números. Que eu não podia falar de suas personalidades, de suas mentes capazes de resolver problemas e certamente não de suas emoções, que isso se dava unicamente aos seres humanos.
E me disseram que eu não podia sentir empatia com meu objeto de estudo, que se você é um cientista tem que ser friamente objetivo. Mas, claro, eu sabia devido ao meu professor de infância, meu cachorro Rusty, que isso não era verdade, que os professores estavam equivocados.
BBC Mundo - Como foi que seu trabalho para proteger os chimpanzés a levou a proteger também outras pessoas e a lutar contra a pobreza, com iniciativas como Tacare, seu programa que oferece desde microcréditos até educação e saúde?
Goodall - Depois de obter meu título, eu voltei a Gombe. Eu passava horas na selva tropical tentando compreender como tudo estava conectado. Foram dias maravilhosos, os melhores da minha vida.
Em 1986 os chimpanzés já eram estudados em outros seis lugares além da África, e eu ajudei a organizar uma conferência para que pudéssemos discutir se o comportamento dos chimpanzés era igual ou diferente em entornos distintos. Será que tinham algo que se parecia com uma cultura? Algo que, aliás, existe mesmo.
Nessa conferência, tivemos uma sessão sobre conservação que me impactou profundamente. Em todos os lugares onde se estudava, as florestas estavam sendo dizimadas e o número de chimpanzés estava diminuindo.
Também houve uma sessão sobre as condições em laboratórios de pesquisa médica, onde havia chimpanzés mantidos em cativeiro em jaulas de 1,5 metro por 1,5 metro, nossos parentes mais próximos, seres socialmente inteligentes que podem viver 60 anos.
Saí dessa conferência como uma pessoa diferente. Não escolhi mudar, algo mudou dentro de mim. Cheguei à conferência como cientista e naturalista. Fui embora como ativista e defensora da vida silvestre.
BBC Mundo - O que a senhora fez então?
Goodall - A primeira coisa que eu fiz foi conseguir algum dinheiro para ir à África e aprender mais em primeira mão. Aprendi muito sobre os problemas dos chimpanzés, mas também sobre a difícil situação das pessoas, a pobreza paralisante, a falta de serviços de saúde e educação.
E tudo chegou a um pouco crítico quando voei sobre o pequeno Parque Nacional de Gombe, que havia sido parte da Grande Floresta Equatorial na África e, no final dos anos 1980, era apenas uma pequena ilha florestal.

Todas as colinas estavam desmatadas. As pessoas eram pobres demais para comprar comida em outros lugares e desmatavam em seu desespero para obter mais terra para cultivo, porque seus terrenos haviam sido explorados demais e eram inférteis, ou para ganhar dinheiro queimando árvores e vendendo carvão vegetal.
Aí foi quando eu me dei conta de que, se não ajudássemos essas pessoas a encontrar formas de vida sem destruir nosso meio ambiente, não podíamos salvar os chimpanzés, as florestas ou nenhuma outra coisa.
Foi então que o Instituto Jane Goodall começou o programa chamado Tacare, [pronuncia-se] "take care" ("cuide", em inglês), que é muito holístico e está funcionando agora em outros seis países.
BBC Mundo - Vamos falar de seu novo livro. Uma das quatro razões de esperança que a senhora menciona é o poder dos jovens.
Goodall - Sim, eu falo da assombrosa determinação, a paixão dos jovens, assim que compreendem os problemas e os capacitamos para que atuem. E sempre lhes digo: "Não sejam agressivos, apenas tentem atingir o coração. Se começarem a apontar os dedos para as pessoas, dizendo-lhes que são más, dizendo que estão 'destruindo meu futuro', então elas não os escutarão".
"Encontrem uma história que chegue ao coração. As pessoas mudam a partir de dentro."
BBC Mundo - Como os jovens são apoiados em seu programa Roots & Shoots (Raízes e Brotos)?
Goodall - Roots & Shoots começou em 1991 porque nas minhas viagens eu encontrava jovens deprimidos que haviam perdido a esperança. Começou com 12 estudantes de segundo grau na Tanzânia. A mensagem principal é de que todos se importam. Todo mundo tem um papel a desempenhar. Inclusive se não sabem disso, todos têm um papel no planeta todos os dias.
No Roots & Shoots, o que fazemos é reunir um grupo de jovens, discutir as coisas que importam para eles e deixá-los escolher. E quando se debatem e decidem o que querem fazer, têm que escolher um projeto para ajudar as pessoas, outro para ajudar os animais e outro para ajudar o meio ambiente, porque tudo está interconectado.
Quando começam a arregaçar as mangas e atuar, eles rapidamente sentem que fizeram diferença. Eu me lembro de um garoto no Burundi, olhando para mim com olhos grandes e me perguntando: "Se eu recolho um pedaço de lixo todos os dias, isso fará diferença?"
diferença?"

Eu disse a ele: "Sim, e você poderá persuadir a dez de seus amigos para que recolham lixo todos os dias, e então cada um deles poderá persuadir dez de seus amigos". Os olhos do menino ficaram maiores e maiores. Ele crescerá com esperança, isso é certo.
BBC Mundo - A senhora insiste muito que um componente especial da esperança é a ação.
Goodall - Sim, depois de escrever o livro eu pensei nesta imagem: é como se estivéssemos em um túnel muito, muito escuro, porque na verdade estamos em tempos escuros, disso não há dúvida. Mas exatamente no final desse túnel há uma pequena estrela brilhante. Essa estrela é a esperança, mas para chegar a ela temos que escalar, nos arrastar e passar por todos os obstáculos do túnel. Temos que agir.
BBC Mundo - Muitas pessoas, diante da imensidade dos desafios das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, sentem que é muito pouco o que podem fazer. Mas no livro a senhora nos lembra de qual é o impacto das ações acumuladas de milhares ou milhões de pessoas.
Goodall - Milhões de pessoas fazem um oceano. Embora por sua conta o público em geral não possa mudar as coisas totalmente, definitivamente podemos avançar na direção de um mundo em mudanças.
E as crianças do Roots & Shoots estão mudando seus pais e professores. E, devido ao que começarmos em 1991, muitos desses membros agora estão em postos em que tomam decisões. As empresas estão começando a mudar, em parte devido à pressão dos consumidores, que estão começando a exigir produtos de origem responsável. Podemos pressionar para elegermos governos que se preocupem com o meio ambiente e apoiá-los.
BBC Mundo - Frequentemente se fala em "pensar globalmente, atuar localmente", mas a senhora dá uma volta nessa frase e diz: "Atuar localmente primeiro, depois pensar globalmente". E aconselha: "Pense no que você pode fazer e faça isso bem".
Goodall - É certo que todos podemos fazer a diferença. E uma coisa que poderiam fazer nos meios [de comunicação] é compartilhar mais histórias sobre boas notícias. Há tanto por aí que é maravilhoso, tantos projetos que restauram a natureza na terra que temos explorado, tantos animais resgatados do limite da extinção, pessoas que superam deficiências físicas de uma maneira que inspira os outros... O livro da esperança conta muitas histórias e está cheio de boas notícias.
Quando as pessoas estão deprimidas e se sentem impotentes e sem esperanças, é em parte porque os meios difundem tanto pessimismo, e, sim, precisamos saber dessas notícias ruins. Estamos destroçando o planeta. Criamos as mudanças climáticas. Causamos a perda de biodiversidade, e a pandemia é culpa nossa, devido a nossa falta de respeito à natureza e aos animais.

Se você olha ao redor do mundo, se sentirá desesperado e indefeso, mas pense em fazer algo onde você vive. Pode ser qualquer coisa, desde plantar árvores, cultivar alimentos orgânicos no jardim de uma escola, arrecadar dinheiro para as pessoas sem moradia, proporcionar alimentos a um banco de alimento.
Quando você começa a fazer algo e vê que tem um impacto, isso faz você se sentir bem, e quando você se sente bem, quer fazer mais. E, à medida que você faz mais, inspira outros, e eles querem ajuda.
Isso está acontecendo com nossos grupos do Roots & Shoots, em 65 países. Está mudando o mundo.
BBC Mundo - Outro motivo de esperança de que o livro fala é o "espírito humano indomável", é não se dar por vencido diante da adversidade. E ele menciona casos como o de Nelson Mandela, mas também muitos outros, como dos amigos na China, um cego e outro sem braços, que plantaram milhares de árvores. A senhora acredita que todos temos em nós mesmos esse espírito humano indomável?
Goodall - Oh, sim. Creio que isso é parte de ser um ser humano e, de fato, muita gente não se dá conta de que o possui. Pense em todas as pessoas que chegaram como refugiadas. Talvez tenham perdido tudo e vêm a um novo país onde, provavelmente, sejam recebidas com hostilidade, porque infelizmente isso é o que está acontecendo. Mas, de alguma maneira, conseguem ganhar a vida, educam seus filhos. Esse é o espírito indomável. Não se rendem diante da adversidade.
BBC Mundo - Além do poder dos jovens e do espírito humano indomável, quais são os outros motivos de esperança?
Goodall - Um deles é o assombroso poder do intelecto humano. Muitas vezes, não o temos usado bem. Não faz sentido que essa criatura intelectual esteja destruindo sua única casa. Perdemos a sabedoria. Sabedoria é que a cabeça e o coração trabalhem juntos e tomemos decisões baseadas não em como isso me ajuda agora, na minha reunião de acionistas ou na minha próxima campanha, mas sim em como as minhas decisões afetarão as gerações futuras e o planeta.
E outro motivo de esperança é a resistência da natureza. Por exemplo, graças a nosso programa Tacare, se você sobrevoar hoje o Parque Nacional de Gombe, já não verá colinas desmatadas. Com o tempo, com um pouco de ajuda, a natureza volta, se recupera.
BBC Mundo - No livro, a senhora se refere a uma "grande força espiritual" que lhe dá força para seguir adiante. A senhora poderia falar sobre isso que a senhora diz sentir, particularmente quando está em meio à natureza?
Goodall - Especialmente quando estou num bosque, eu me sinto muito fortemente conectada a uma grande força espiritual e mantenho o bosque dentro de mim. Essa força espiritual do bosque está sempre comigo. Estou falando agora da casa onde eu cresci, e ali fora está minha árvore favorita.
BBC Mundo - Aquela que desde pequena se chama Beech, uma árvore de faia?
Goodall - Sempre ao meio-dia eu levo meu pequeno prato e almoço embaixo da Beech. Descanso meia-hora e olho para cima. Durante o verão, eu observava através do verde [das folhas]. E também há um pequeno pássaro, um pintarroxo, que vem me ver na janela, e isso também é natureza.
Quando eu viajava pelo mundo e estava no meio de uma cidade, com sorte a minha janela tinha uma árvore do lado de fora. Eu sempre movia a cama para que, ao acordar, eu pudesse ver as folhas verdes pela janela.

E, de fato, plantar árvores em áreas urbanas é muito, muito importante. Oferece saúde física e mental às pessoas, o que já foi provado várias vezes. Eu me refiro a este entendimento: que há algum tipo de poder espiritual a que eu posso recorrer quando estou realmente cansada e me sinto um pouco triste, por causa de alguma coisa. E isso me dá forças.
BBC Mundo - Eu gostaria de lhe perguntar sobre o que a senhora chama em seu livro de sua "próxima grande aventura". O que a senhora quer dizer com isso?
Goodall - Em uma conferência, com uma plateia de umas 10 mil pessoas, alguém me perguntou: "Qual é sua próxima grande aventura?". Nunca haviam me perguntado isso antes, e se me tivessem perguntado há uns dez anos, eu teria dito que gostaria de ir aos lugares selvagens de Papua Nova Guiné. Sempre me fascinaram.
Mas não posso fazer isso agora. Tenho 87 anos. Estou muito em forma, mas tenho um joelho um pouco fraco que às vezes simplesmente se dá por vencido. Aí então eu pensei e respondi: "Morrer".
Houve um silêncio sepulcral na sala. Eu continuei falando: "Bem, quando você morre, ou não existe nada depois, e nesse caso, bem, você vai, as preocupações do mundo não mais pesarão sobre seus ombros, ou sim, existe alguma coisa. E, devido a diversas experiências da minha vida, eu acredito que, de fato, sim, existe algo".
"E, se isso estiver certo, pode haver uma aventura maior que descobrir o que é essa coisa? E sabe o quê? O que tememos não é, na realidade, a morte. É o processo de morrer, que às vezes é doloroso e horrível."
BBC Mundo - Eu gostaria de concluir voltando a sua mensagem de esperança do livro. Diante da COP26, a cúpula sobre mudanças climáticas, realizada em Glasgow (Escócia, Reino Unido), muitas pessoas sentem-se desesperadas. Mas a senhora diz que ainda existe uma janela de oportunidade e nos encoraja a dizer não somente "sim, podemos", mas "sim, nós faremos".
Goodall - Um dia, estávamos na Tanzânia numa reunião regional de integrantes da Roots & Shoots, e os jovens estavam dizendo: "Juntos podemos mudar o mundo". E eu lhes disse: "Sim, podemos, sabemos que precisamos fazer isso, sabemos que temos que deixar de derrubar bosques e contaminar o oceano com plástico. Sabemos que temos que acabar com as indústrias pelo dano que elas causam. Sabemos todas essas coisas. Mas precisamos é da vontade de fazê-las".
Então agora os jovens dizem: "Juntos podemos, juntos faremos". Eu tentei a mesma coisa com um grupo de empresários e representantes de governos no Fórum Econômico Mundial, em Davos [Suíça]. Havia uma sala cheia de gente, e no final lhes perguntei: "Se estão comigo, se creem que precisamos e podemos mudar o mundo, unam-se a mim dizendo 'Juntos podemos, juntos faremos!'".

No começo houve uma resposta patética. Então eu lhes disse: "As crianças fazem muito melhor que vocês. Podemos tentar mais uma vez?" E toda a sala se colocou de pé e gritou: "Juntos podemos, juntos faremos!".
Um jornalista de um dos principais jornais americanos que estava presente se aproximou de mim e disse: "Estive em Davos todos os anos e quando escutei essa resposta dessas pessoas, meus olhos se encheram de lágrimas. Não pensei que isso fosse possível."
Então, juntos podemos, juntos faremos, lembrando que cada um de nós importa, que cada um de nós em um papel a desempenhar, que cada um de nós tem um impacto cada dia, com nossas ações. E que podemos escolher.
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Falcão acusa filha de querer destruir sua carreira: "fofoquinha e mimimi com o meu nome"
"Agora, descobrir com 20 anos de idade, criada por outra pessoa, com nome de outra pessoa, não tive a oportunidade de estar junto, e aí aparece porque é o tal da vocalista daquela banda lá, e aí aparece com dois pés no peito querendo destruir minha carreira. Eu sou um cara do bem, eu sou um cara honesto, ninguém vai conseguir fazer isso", disse

247 - O cantor Marcelo Falcão se pronunciou sobre sua prisão domiciliar decidida pela Justiça do Rio de Janeiro por não pagar a pensão da filha. Na sexta-feira, 12, Falcão usou os stories do Instagram para esclarecer alguns pontos da polêmica e acusou a menina de "querer destruir minha carreira".
"Está cheio de fofoquinha e mimimi com o meu nome, e eu nunca deixei de cumprir nada perante a justiça. Sempre fui cumpridor de tudo perante a justiça", rebateu ele.
"Agora, descobrir com 20 anos de idade, criada por outra pessoa, com nome de outra pessoa, não tive a oportunidade de estar junto, e aí aparece porque é o tal da vocalista daquela banda lá, e aí aparece com dois pés no peito querendo destruir minha carreira. Eu sou um cara do bem, eu sou um cara honesto, ninguém vai conseguir fazer isso", disse.
A filha do cantor, Agatha Cristal Silveira tem 22 anos e propôs entrar com uma ação que previa o pagamento de R$ 80 mil. Falcão está em São Francisco (EUA) fazendo turnê.
_________________________________________________Justiça manda penhorar bens de atriz de "MALHAÇÃO" JENIFFER OLIVEIRA para indenizar ex-namorado DOUGLAS SAMPAIO (x MARA MARAVILHA) acusado de agressão
Por Ancelmo Gois 12/11/2021 • 07:00

A 48ª Vara Cível decretou a penhora no valor de mais de R$ 23 mil nos bens da atriz Jeniffer Oliveira Andrade que forem encontrados na residência dela, na Barra da Tijuca. A penhora vai garantir o pagamento da indenização ao também ator Douglas dos Santos Sampaio, ex-namorado da artista, e a quem ela acusou de uma suposta agressão física em um evento em 2018.
Mais exclusivas de hoje na Coluna do Ancelmo:
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O casal, que ficou conhecido pela atuação em 'Malhação', mantinha um relacionamento há um mês quando ocorreu o episódio. A acusação de Jeniffer foi feita em rede social e causou grande repercussão na mídia e no público, inclusive pela postagem de fotos com possíveis hematomas.
A 16ª DP (Barra da Tijuca) chegou a abrir um inquérito, que foi arquivado sem a comprovação que a agressão tenha ocorrido. Inocentado, Douglas Sampaio entrou com o pedido de indenização, alegando danos para a imagem e prejuízo à carreira. A atriz acabou condenada ao pagamento da indenização de R$ 10 mil, com correção monetária, que Douglas Sampaio tenta receber há mais de dois anos.
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'Tentava buscar resposta de alguém. Aí vi que era Marília', diz bombeiro

Do UOL, em São Paulo
08/11/2021 10h00
Atualizada em 08/11/2021 23h39
O soldado Rafael Libardi, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, relatou como foi ser o primeiro bombeiro a entrar no avião que levava a cantora Marília Mendonça e dois assessores e caiu em Piedade de Caratinga (MG) na sexta-feira (5). Todos os cinco ocupantes do avião, incluinco piloto e copiloto, morreram.
"Me aproximei do avião, a porta do avião já estava aberta. Eu chamava, tentava verbalizar, tentava buscar uma resposta de alguém. Aí que eu fui me dar conta que realmente era Marília Mendonça", disse Libardi ao "Fantástico", da TV Globo.
Homem é preso após atropelar e arremessar pedestre de viaduto em São Paulo
"O primeiro trabalho nosso é garantir a segurança. Garantimos a segurança ancorando a aeronave em árvores do local", relatou ele sobre os procedimentos usados antes de iniciar o resgate. "De um dia para o outro a gente perde a vida e tem mais nada para se prosseguir a partir disso", completou ele.
O médico do Samu Kleyton Ferreira de Carvalho foi quem constatou a morte dos ocupantes e relatou que o avião estava bastante destruído.
"A aeronave estava bastante quebrada, havia muitos destroços na aeronave, a bagagem estava sobre as vítimas. E, prontamente, eu fui em cada um para verificar se tinha sinais vitais, se estariam vivos, né. Depois que eu verifiquei todos os sinais vitais eu reconheci que já estavam em óbito", disse ele.
Causas do acidente
O avião havia partido de Goiânia (GO) e seguia para Caratinga (MG), cidade em que a cantora faria um show para 8.000 pessoas. Além de Marília, também morreram o produtor Henrique Ribeiro; o tio da artista, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) confirmou que a aeronave atingiu uma linha de distribuição de alta tensão antes de cair, a cinco quilômetros do aeródromo. Ainda de acordo com a Cemig, o cabo específico rompido na colisão era um cabo para-raios, que não fica energizado.
Tentava buscar resposta de alguém. Aí vi que era Marília', diz bombeiro

Do UOL, em São Paulo
08/11/2021 10h00
Atualizada em 08/11/2021 23h39
O soldado Rafael Libardi, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, relatou como foi ser o primeiro bombeiro a entrar no avião que levava a cantora Marília Mendonça e dois assessores e caiu em Piedade de Caratinga (MG) na sexta-feira (5). Todos os cinco ocupantes do avião, incluinco piloto e copiloto, morreram.
"Me aproximei do avião, a porta do avião já estava aberta. Eu chamava, tentava verbalizar, tentava buscar uma resposta de alguém. Aí que eu fui me dar conta que realmente era Marília Mendonça", disse Libardi ao "Fantástico", da TV Globo.
Homem é preso após atropelar e arremessar pedestre de viaduto em São Paulo
"O primeiro trabalho nosso é garantir a segurança. Garantimos a segurança ancorando a aeronave em árvores do local", relatou ele sobre os procedimentos usados antes de iniciar o resgate. "De um dia para o outro a gente perde a vida e tem mais nada para se prosseguir a partir disso", completou ele.
O médico do Samu Kleyton Ferreira de Carvalho foi quem constatou a morte dos ocupantes e relatou que o avião estava bastante destruído.
"A aeronave estava bastante quebrada, havia muitos destroços na aeronave, a bagagem estava sobre as vítimas. E, prontamente, eu fui em cada um para verificar se tinha sinais vitais, se estariam vivos, né. Depois que eu verifiquei todos os sinais vitais eu reconheci que já estavam em óbito", disse ele.
Causas do acidente
O avião havia partido de Goiânia (GO) e seguia para Caratinga (MG), cidade em que a cantora faria um show para 8.000 pessoas. Além de Marília, também morreram o produtor Henrique Ribeiro; o tio da artista, Abicieli Silveira Dias Filho; o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) confirmou que a aeronave atingiu uma linha de distribuição de alta tensão antes de cair, a cinco quilômetros do aeródromo. Ainda de acordo com a Cemig, o cabo específico rompido na colisão era um cabo para-raios, que não fica energizado.
Pilotos haviam relatado a existência de uma antena e uma torre de energia sem iluminação próximos ao aeródromo de Caratinga. Segundo a Cemig, porém, os equipamentos estão fora da zona de proteção do aeródromo, ou seja, não são irregulares.
As causas do acidente estão sendo apuradas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Os investigadores devem conversar com testemunhas e também fazer análises de partes da aeronave. A FAB (Força Aérea Brasileira) afirma que a apuração será feita "no menor prazo possível".

Velório com multidão de fãs
O velório de Marília Mendonça aconteceu ontem, na Goiânia Arena, e atraiu uma multidão de fãs. Outros cantores, como Luísa Sonza, Maiara e Maraisa e Henrique e Juliano também foram prestar suas últimas homenagens.
Depois, o corpo foi levado em um cortejo até o cemitério Parque Memorial Goiânia, onde foi enterrado.
____________________________________________________Marília Mendonça: Pilotos denunciaram torres ilegais na região do acidente
Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Maceió
05/11/2021 21h17
Dois pilotos fizeram notificações no sistema oficial da Aeronáutica, nos últimos três meses, alertando sobre os riscos de antena e torre de energia, sem iluminação, próximo ao aeródromo de Caratinga (MG) —para onde iria o avião que levava a cantora Marília Mendonça.
Os relatos oficiais constam no sistema público do DECEA (Departamento de Controle Espaço Aéreo), da Aeronáutica.
Marília lembrou sua primeira vez em um avião em uma das últimas entrevistas
A Cemig (companhia energética de Minas Gerais) informou, em nota nesta noite, que o avião em que estava Marília Mendonça se chocou com fios de alta tensão na região próxima onde ele caiu. Testemunhas confirmaram ter visto o choque.
Os relatos dos pilotos foram feitos no quadro de avisos aos aeronavegantes, o chamado Notam (que é um documento para divulgar, de forma antecipada, informação de interesse direto e imediato à segurança, regularidade e eficiência da navegação).
A primeira notificação, de 6 de julho, cita que há um obstáculo (antena). Para isso, ele usa os termos "NEG LGTD", que quer dizer um objeto de forma não autorizada e não iluminada.
O relato diz que isso viola o plano básico de zona de proteção. A notificação ainda traz as coordenadas exatas.
A segunda notificação, de 13 de setembro, também cita "obstáculo montado (torre)" e traz os mesmo termos.
Segundo uma fonte da área aeronáutica informou a reportagem, essas notificações deveriam subsidiar uma interdição do aeródromo onde o avião com Marília Mendonça deveria pousar hoje. "Todo piloto deve olhar esses alertas antes de qualquer voo, para saber detalhes, por exemplo, se um número de telefone mudou", diz ele, que pediu para não ser identificado.
Ainda segundo apurou o UOL, o avião se aproximou do aeroporto pelo setor oeste, quando o indicado seria pelo setor sul. Outro ponto que chama a atenção é que, para se chocar com fios, a aeronave teria de estar voando abaixo do indicado.
As causas da queda do avião ainda serão investigadas pelo Seripa 3 (Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que vai emitir um relatório apontando o motivo do acidente.
O acidente na tarde de hoje matou cinco pessoas. A artista voava de Goiânia com destino a Caratinga (MG), onde se apresentaria hoje.
_______________________________________________________Marília Mendonça e vítimas morreram no local, diz capitão da PM de MG
Colaboração para o UOL 05/11/2021 20h11
Aos 26 anos, a artista teve a morte confirmada no fim da tarde, horas após decolar de Goiânia (GO) com destino a Caratinga (MG), onde Marília faria um show nesta noite.
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Modelo de avião de Marília Mendonça era bastante seguro, diz especialista
Em entrevista ao UOL News, o capitão da polícia relatou a conversa com o médico no local do acidente, que confirmou a morte de todos os tripulantes e passageiros do avião.
Além de Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto e co-piloto da aeronave, que ainda não tiveram as identidades confirmadas, também morreram no acidente.
"Conversei com o médico assim que cheguei ao local e ele disse que tiveram muita dificuldade para entrar na aeronave, considerando as avarias sofridas, que contorceu a porta", disse o policial.
"Mas tão logo o médico conseguiu ter contato com as pessoas no interior da aeronave, ele logo detectou, infelizmente, que as cinco pessoas, dentre elas a cantora, já estavam sem vida", completou.
Avião teria tocado em antena, relatam moradores
Segundo o capitão Jefferson, que atendeu ao chamado de queda de aeronave na zona rural de Piedade de Caratinga, moradores da região relataram que o avião de Marília Mendonça tocou em uma antena de transmissão momentos de cair.
"A aeronave teria, de acordo com informações preliminares, tocado uma torre de transmissão que fica aqui na região, que é bastante montanhosa", disse o capitão da PM.
"Isso teria causado a perda, ainda que parcial, da aeronave e ela teria caído praticamente dentro da cachoeira, que tinha bastante água e pedras, o que dificultou muito a chegada dos socorristas e a retirada dos corpos", completou.
Moradores da região também disseram aos socorristas que ouviram quando o avião tocou na antena e, logo em seguida, também escutaram o barulho da aeronave caindo no solo, afirmou o capitão da Polícia Militar.
"Não podemos afirmar que de fato o acidente teria acontecido dessa forma, mas os relatos de pessoas que residem na localidade dizem isso", ressaltou.



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