______________________________* Moisés na Montanha * ______________________________* ALERTA-VERMELHO-ALERTA-VERMELHO: OMS batiza NOVA variante de CORONAVÍRUS de OMICRON

_________________________________________________ALERTA-VERMELHO-ALERTA-VERMELHO: OMS_batiza nova variante de CORONAVÍRUS de OMICRON _________________________________________________ALERTA VERMELHO: Surto de INFLUENZA_A ATINGE Rio de Janeiro; saiba como prevenir a doença _________________________________________________[ Com 100% de vacinados no Estado? ] Número_de_mortes por Covid VOLTA a AUMENTAR em SÃO_PAULO _________________________________________________MÉDICOS estão ASSUSTADOS com RAPIDEZ de PROPAGAÇÃO da covid na França _________________________________________________NEM PENSAR em fazer FESTEJO de RÉVEILLON ou CARNAVAL, adverte Vecina, o fundador da Anvisa _________________________________________________Situação sanitária se DETERIORA em São Paulo, com HOSPITALIZAÇÕES por GRIPE em ALTA
_________________________________________________Miguel Nicolelis ALERTA: Brasil é um dos países MAIS VULNERÁVEIS à variante ômicron
_________________________________________________Estados Unidos registram mais de 1 MILHÃO de casos de Covid-19 EM UM DIA pela primeira vez Mais de 100 mil pessoas estão INTERNADAS com a doença
_________________________________________________PREFEITURA do Rio informa que ÔMICRON já tem TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA na CIDADE
_________________________________________________Ômicron: Rio vive uma EXPLOSÃO de CASOS de Covid e tem aumento de 6.778% em 20 dias
Em uma semana, do Natal para o réveillon, a alta foi de 360%
_________________________________________________
_________________________________________________
_________________________________________________
//////////////////////////////////////////////// *
_________________________________________________"Não basta vacinar. Precisamos parar de aglomerar e temos de usar máscara o tempo todo", declara Miguel Nicolelis

247 - Em entrevista à TV 247, o cientista Miguel Nicolelis explicou detalhes sobre a nova variante ômicron, que tem se espalhado com rapidez, e falou sobre a importância da vacinação.
Segundo Nicolelis, a taxa de transmissão da ômicron é “DEVASTADORA ”.
“As vacinas foram um grande sucesso porque reduzem casos e reduzem a gravidade", disse.
“Mas não basta vacinar. Precisamos parar de aglomerar e usar máscara o tempo todo", completa.
No Brasil, até a última quinta-feira (6), O Brasil havia registrado 22.351.104 casos de Covid-19.
Em 24 horas, secretarias de saúde confirmaram 27.267 novos diagnósticos positivos da doença.
O total de infectados com a variante ômicron chegou a 265 na quinta-feira.
Até a quarta-feira (5), esse número estava em 170.
"A terceira onda da Covid-19 já começou no Brasil", disse Nicolelis.
“É uma terceira onda bem mais complexa. Nós vamos ter influenza, ômicron e delta”.
Nicolelis ainda comentou sobre a pandemia em meio ao governo Bolsonaro.
“A falta de uma estratégia de comunicação, de combate, de uma coordenação central, todas as medidas que foram tomadas com atraso contribuíram para a catástrofe sanitária que o Brasil enfrenta”, afirmou Nicolelis.
“Nós não temos liderança nenhuma”.
_________________________________________________Cientistas projetam EXPLOSÃO de CASOS de Covid no Brasil: 1 MILHÃO de infectados POR_DIA nas próximas DUAS SEMANAS
_________________________________________________
Covid-19: Brasil registra 45.717 novos casos nas últimas 24 horas, mostra consórcio de imprensa

O Brasil registrou, nesta quinta, 171 mortes por Covid-19, elevando para 619.730 o total de vidas perdidas no país para o coronavírus. A média móvel foi de 101 óbitos, 10% menor que o cálculo de duas semanas atrás, o que demonstra tendência de queda.
Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.
Nas últimas 24 horas, 45.717 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 22.395.322 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 17.100 diagnósticos positivos, 477% maior que o cálculo de 14 dias atrás, o que demonstra tendência de alta.
A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.
Vacinação
Quatorze unidades federativas do Brasil atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quinta. Em todo o país, 161.560.434 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 75,74% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 143.955.901 pessoas, ou 67,48% da população nacional. Já 28.482.658 pessoas receberam uma dose de reforço.
Nas últimas 24h foram registradas a aplicação de um total de 773.452 doses de vacinas contra a Covid-19. Foram 60.303 primeiras doses, 143.841 segundas doses, 1.758 doses únicas, e 567.550 doses de reforço.
_________________________________________________Em editorial lido por Bonner e Renata Vasconcellos, Globo escracha Bolsonaro e negacionismo (vídeo)

247 - Em editorial, nesta quinta-feira, 6, o principal programa da TV Globo, o Jornal Nacional, realizou fortes críticas a Jair Bolsonaro pelos ataques que faz às vacinas contra a Covid-19 e à imunização de crianças no Brasil. Os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos destacaram os absurdos cometidos pelo presidente brasileiro.
“As declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as mortes de crianças por Covid afrontam a verdade e desrespeitam o luto de milhares de brasileiros, parentes e amigos das mais de 300 vítimas de cinco a onze anos”, disse Bonner.
“O presidente também desrespeita todos os técnicos da Agência Nacional da Vigilância Sanitária ao questionar qual seria o interesse da Anvisa com a autorização da vacinação de crianças”, continua. Segundo o jornalista, “o interesse da Anvisa está expresso na lei que a criou: coordenar o sistema nacional de vigilância sanitária em defesa da saúde da população”.
Ele ainda lembrou que Bolsonaro ameaçou divulgar nomes de integrantes da Anvisa que aprovaram a vacinação infantil, atacando a independência do órgão garantida por lei. Já Renata Vasconcellos destacou que Bolsonaro desrespeita a Constituição, que ele “jurou respeitar”, pois “a saúde é direito de todos os cidadãos e dever do Estado”.
Renata ainda afirmou que “o governo Bolsonaro retardou a decisão sobre vacinas para crianças desde o dia 16 de dezembro até ontem, data limite imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Convocou uma consulta pública estapafúrdia, porque remédios não podem ser aprovados pelo público leigo, mas por cientistas”.
“Em razão dessa demora, as famílias têm que aguardar ainda ao menos sete dias até a chegada das primeiras doses pediátricas. Como se não bastasse, hoje ele insistiu em atacar as vacinas”, argumentou.
“O presidente Jair Bolsonaro é responsável pelo que diz, pelo que faz. Espera-se que também seja responsável pelas consequências”, concluiu Bonner. Confira:
Reação na internet
Na internet, diversos internautas e jornalistas comentaram o editorial do Jornal Nacional, destacando que foi duro com o negacionismo e a atitude criminosa de Bolsonaro em relação à vacinação infantil.
Ataques à vacinação durante live
Nesta quinta, a transmissão ao vivo semanal de Bolsonaro foi iniciada antes da hora e foi possível ver o presidente ser orientado a atacar a vacinação infantil. Durante a live, Bolsonaro voltou a atacar a vacinação de crianças, falando em efeitos adversos causados pela gripe, e disse que ela não será obrigatória.
_________________________________________________Afastamento de pessoas por covid-19 vai interromper serviços, diz Gabbardo
_________________________________________________Reportagem: Lucia Helena - Por que tomar vacina da gripe se ela não protege contra esse vírus H3N2?
_________________________________________________Ronilso: Bolsonaro faz ideologia de morte em fala pirracenta sobre vacina
_________________________________________________Contrariando Bolsonaro, Exército exige de militares vacina e máscaras
_________________________________________________Ômicron: especialistas não recomendam máscaras de pano ou cirúrgicas; entenda

Receba notícias em tempo real no app.
SÃO PAULO — Em meio a muitas incertezas, os cientistas afirmam com segurança que a variante Ômicron é mais transmissível. Diante da explosão de casos de Covid-19 que ocorreu nos últimos dias, máscaras cirúrgicas e de pano, embora as mais comuns, não são suficientes para garantir proteção.
Vitor Mori, pesquisador na Universidade de Vermont e membro do Observatório COVID-19BR, explica que o vírus SARS-CoV-2 segue um mesmo padrão: se transmite da mesma forma e tem o mesmo tamanho. Mas há variáveis que ainda não foram totalmente dimensionadas: se as pessoas infectadas carregam mais vírus, se a localização da carga viral (nas vias superiores) facilita o caminho, ou se a quantidade de vírus necessária para infecção é menor.
— Com esse vírus mais transmissível, as medidas de proteção têm que acompanhar o risco. Então faz sentido usar uma máscara melhor — explica Mori.
Segundo ele, a máscara mais segura é a PFF2, de preferência com a tira na cabeça, mas a que prende atrás da orelha também é boa opção. Em terceiro lugar, a KN95, que é uma equivalente à PFF2, mas sem os mesmos certificados.
Caso nenhuma dessas esteja acessível, a recomendação é usar a cirúrgica com uma de pano por cima, nessa ordem porque a cirúrgica vai filtrar e a de pano terá o papel de ajustá-la melhor. Como última opção, a cirúrgica, bem ajustada, ou a de pano, com, no mínimo, duas camadas.

— Mas essas duas opções representam risco grande em espaços fechados com muita gente — alerta o pesquisador. — É preciso desmistificar a PFF2. Ela não é mais difícil de achar, basta procurar além da farmácia, como lojas de material de construção ou EPI. E como pode ser reutilizada várias vezes, não é tão cara.
De qualquer forma, é importante levar sempre em conta dois pontos centrais: ajuste e filtração. Não adianta ser PFF2 se o ar sair pelas laterais. Ou a de pano bem ajustada, mas com tecido de tricô. Além disso, é importante considerar o conforto, para que a máscara seja corretamente utilizada, pelo tempo necessário.
_________________________________________________Covid: Goiás registra primeira morte por Ômicron no Brasil
Óbito ocorreu em Aparecida de Goiânia; vítima era um homem de 68 anos, com comorbidades e três doses da vacina

Receba notícias em tempo real no app.
SÃO PAULO — Um óbito pela Covid-19 causado pela variante Ômicron foi registrado em Goiás nesta quinta-feira. Segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde de Aparecida de Goiânia, no interior do estado e onde o óbito foi confirmado, esse é o primeiro registro de morte pela variante no Brasil.
A vítima era um homem de 68 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial. Ele estava internado em unidade hospitalar e já havia recebido três doses da vacina.
Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmaram que, atualmente, o que se vê é que a Ômicron tende a causar casos mais leves em pessoas totalmente vacinadas. No entanto, naquelas com imunossupressão ou comorbidade grave, como era o caso o paciente, há aumento do risco de complicações.
Segundo informações da pasta, o paciente era contactante de um caso confirmado como infecção pela variante. A confirmação do primeiro óbito ocorre exatamente dez dias após a declaração de transmissão comunitária na cidade.
Aparecida de Goiânia tem um Programa Municipal de Sequenciamento Genômico que faz a análise de amostras positivas de RT-PCR coletadas no município para mapear a informação genética e identificar as variantes em circulação do novo coronavírus. Até o momento, 2.386 sequenciamentos já foram realizados na cidade, que já confirmou 55 casos de Ômicron. A prevalência da variante alcançou a casa dos 93,5%.
"Na semana epidemiológica 48 de 2021, a prevalência da variante delta era 100%. Já na semana 52, última do ano, alcançamos 93,5%. Esse dado confirma a rapidez da disseminação da Ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul. Mas, ainda é muito recente para que possamos analisar dados como letalidade e taxas de agravamento", disse Alessandro Magalhães, secretário de Saúde do município, em comunicado.
_________________________________________________Surto de Covid: Globo tem quase 40 jornalistas infectados e entra em estado de alerta
_________________________________________________Ômicron: Rio vive uma EXPLOSÃO de CASOS de Covid e tem aumento de 6.778% em 20 dias
Em uma semana, do Natal para o réveillon, a alta foi de 360%
_________________________________________________Prontos-socorros lotam com a explosão de novos casos de covid-19 no Brasil
_________________________________________________ATRASO para vacinar CRIANÇAS é 'NEGAÇÃO INACREDITÁVEL da CIÊNCIA diante de aumento de casos de covid, diz médico da Fiocruz - BBC News Brasil
_________________________________________________

_________________________________________________Gamma, Delta e Ômicron: Entenda o ATUAL CENÁRIO da Covid-19 no Rio
Número de casos da doença DISPAROU nos ÚLTIMOS DIAS e coincide com a chegada de uma NOVA VARIANTE na CIDADE

RIO — Desde o réveillon, a cidade do Rio convive um grande aumento no número de casos de Covid-19 que já refletem no atendimento em unidades de saúde da capital.
O aumento da procura por testes após as festas de fim de ano coincide com a chegada da variante Ômicron no município.
Até o momento foram apenas três casos da cepa foram confirmados no Rio, mas as autoridades de saúde já trabalham com o cenário que a variante já circula na capital.
Os números da Covid-19 mostram que o Rio viveu TRÊS ONDAS da doença em 2021,
que coincidiram com a ENTRADA e AUMENTO da circulação de variantes do coronavírus.
Especialistas avaliam que com a entrada da nova cepa na cidade, a tendência é que o processo se repita.
Em todo o estado, 312 casos já tiveram resultados de triagem “positivos” para a variante Ômicron e são alvo de análise genética pelos laboratórios, como a Fiocruz.
Se esses casos forem confirmados, a variante Ômicron já terá se tornado a PREDOMINANTE no estado do Rio.
O aumento, no entanto, ainda NÃO reflete nas taxas de internação de casos graves tanto na rede pública quanto privada.
Nesta terça-feira, pro exemplo, haviam 24 pessoas internadas por Covid na rede pública cidade e outras quatro aguardando a transferência por um leito.
— Estamos vendo perto da gente o aumento de casos. Vinhamos de uma REDUÇÃO de casos por 17 semanas e, DE REPENTE, a gente começa a ter um aumento de novos casos.
E isso é claro o indicativo de uma nova variante.
E toda vez que temos uma nova variante chegando, significa que teremos mais casos.
É por isso que ela foi classificada como uma variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde.
Felizmente ela não tem gerado casos graves, óbitos e internação — disse o secretário municipal de Saúde Daniel Soranz em transmissão on-line com o prefeito Eduardo Paes.

Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da Uerj e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), destaca que o BLOQUEIO VACINAL tem se mostrado EFETIVO CONTRA a variante ATÉ O MOMENTO:
— Não estamos conseguindo testar suficientemente para identificar o quanto a variante Ômicron é a responsável dos casos.
Mas há grande chance de ser sim. Importante, no entanto lembrando que aumento dos casos, independente de qual variante, tem a ver com as festas de final de ano.
O relaxamento no uso de máscaras, as aglomerações MESMO QUE ENTRE FAMÍLIAS aumentará sem dúvida a circulação do vírus — diz.

Virada de 20/21 em meio a uma onda
No fim de 2020, enquanto o país discutia o planejamento para a vacinação da Covid-19, o Rio enfrentava um aumento de casos graves, óbitos e casos de coronavírus.
A onda de casos se estendeu para os primeiros dias de 2021 e coincide com o estabelecimento da variante P2, identifica primeiramente no próprio estado do Rio.
Por causa do aumento no número de casos, a festa de réveillon de 2020 para 2021 foi cancelada pela prefeitura.
O Rio chegou a ter mais de 1,7 mil casos confirmados para o dia primeiro de janeiro e 92 mortes.
A variante Gamma
Em março, a cidade enfrentou a segunda onda da doença no ano, que seria uma das mais graves.
Os casos foram provocados majoritariamente pela variante Gamma, identificada primeiramente em Manaus.
Pela primeira vez na pandemia o número de pedidos de internação para terapia intensiva superava os de enfermaria.
O aumento abrupto levou a um outro problema nos hospitais: a escassez de medicamentos do “kit intibuação”.
O alto número de pessoas agravando pela Covid-19 nesta época se perdurou por mais tempo, ao contrário da onda anterior. Com o avanço da vacinação para adultos, os números foram reduzindo, mas ainda em um patamar alto. No pico desta onda, o Rio chegou a ter 165 óbitos em um único dia — quase sete por hora.
A variante Delta
Os casos da doença haviam se estabilizado em números ainda altos, quando a variante Delta começou a circular no Rio.
Em julho, os casos começaram a voltar a subir, embora desta vez não a curva de óbitos não tenha acompanhado tão vertiginosamente.
A explicação, segundo especialistas, foi o avanço da vacinação, que já começara a contemplar adultos mais jovens.
Desde então, com o avanço da imunização para todos os maiores de 12 anos, os casos de Covid-19 na cidade vinham em queda vertiginosa desde o final de agosto.
Em dezembro, apesar da epidemia de gripe, o Rio teve os menores índices de novos casos e óbitos por coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020.
Foram esses um dos indicadores apontados pelos Comitês Científicos do da prefeitura do Rio e do governo do Estado que embasaram a decisão de retirara obrigatoriedade do uso de máscara ao ar livre e, posteriormente, permitir a realização de queima de fogos em Copacabana e outros pontos da cidade.
A chegada da Ômicron
A vigilância genoômica, que acompanha a evolução das variantes no Rio ainda investiga em todo o estado 312 casos suspeitos de serem Ômicron, embora até o momento tenha confirmado apenas três.
A chegada da variante ocorre no mesmo momento que há problemas nas plataformas de notificação do Ministério da Saúde, o que pode atrapalhar a vigilância.
Neste início de ano, no entanto, os casos de Covid-19 no Rio voltaram a subir.
Dados do painel da prefeitura do Rio mostram que, até o momento, 21 pessoas diagnosticadas com coronavírus disseram ter começado a sentir sintomas no dia 14 de dezembro.
Já em 28 de dezembro, duas semanas depois, a quantidade salta para 553.
Os dados mais recentes podem ser ainda maiores, já que esse é o número de pessoas que até essa segunda-feira já foram inseridas no sistema após procurarem uma unidade de saúde da capital e que relataram ter começado a sentir os sintomas da doença no dia 28.
O Rio não confirmava tantos de Covid-19 casos pelo início dos sintomas desde o dia 20 de setembro, quando 697 pessoas disseram ter começado a perceber os sinais da doença.
Desde então os casos entraram em queda até atingir um patamar baixo de estabilidade.
A média móvel dos casos confirmados pelo início dos sintomas mostra a reversão desta tendência de estabilidade baixa.
Em 20 de setembro, a média era de 558 pessoas e atingiu no dia 16 de dezembro o menor patamar: 16 casos. Mas desde então a curva apenas sobe, atingindo 435 casos no dia 02 de janeiro.
Somente nesta segunda-feira na cidade do Rio, a taxa de positividade para testes de Covid-19 foi de 13%.
Ou seja, a cada 100 pessoas com sintomas da doença, 13 tiveram o diagnóstico confirmados.
Na rede privada, a taxa de positividade já aumentou para cerca de 30%.
Este são dos dados que indicam que o número de casos por data de início de sintomas deve aumentar nos próximos dias.
Até meados de dezembro, a taxa de positividade não ultrapassou 1%.
Nesta segunda, com o apelo das autoridades de saúde pela dose de reforço, a procura por vacinas no Rio aumenta em quase 40%.
_________________________________________________Covid, 2 anos depois: 5 coisas que descobrimos desde o início da pandemia
_________________________________________________

03/01/2022 18h17
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informou hoje (3) que a variante Ômicron do novo coronavírus tem transmissão comunitária na capital fluminense. Isso significa que já não é mais possível rastrear a origem dos casos e associá-la a viajantes, indicando que o vírus já circula entre a população local.
Apesar disso, o município confirmou apenas dois casos de infecção causados pela variante, detectado após sequenciamento genômico realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mais 180 suspeitas de infecção pela Ômicron estão em investigação.
Testes rápidos de covid ainda fazem sentido para a ômicron?
O segundo caso confirmado foi em uma brasileira de 23 anos que mora em Nova York e chegou ao Brasil em 17 de dezembro. No mesmo dia de sua chegada, ela procurou uma unidade particular de saúde com quadro de amigdalite, e, após teste RT-PCR, foi confirmada a covid-19. A jovem já se recuperou dos sintomas e o laudo que confirmou a variante Ômicron ficou pronto hoje. De acordo com a SMS, ela havia sido imunizada com as duas doses da vacina da farmacêutica Moderna, tendo recebido a última há mais de seis meses, sem a aplicação de uma dose de reforço posterior.
A prefeitura considera que a transmissão comunitária da variante Ômicron já está se refletindo em um aumento de notificações da doença na cidade. A taxa de positividade dos testes de covid-19, que já havia subido de 0,7% para 5,5% na semana passada, chegou hoje a 9,6%. A taxa indica quantos testes realizados de fato indicam a presença do coronavírus.
O município pede que cariocas que passaram réveillon fora da cidade e que estão com sintomas gripais devem procurar atendimento para testagem em uma das 230 unidades de atenção primária de saúde pela cidade, ou nos centros de atendimento a pacientes com síndrome gripal, localizados na Vila Olímpica do Alemão, no Parque Olímpico da Barra, na Vila Olímpica de Honório Gurgel, na Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho (Bangu), na Unidade Ambulatorial Almir Dulton (Campo Grande), e na Policlínica Rodolpho Rocco (Del Castilho).
_________________________________________________Estados Unidos registram mais de 1 MILHÃO de casos de Covid-19 EM UM DIA pela primeira vez
Mais de 100 mil pessoas estão INTERNADAS com a doença

Receba notícias em tempo real no app.
WASHINGTON — Os Estados Unidos registraram na segunda-feira mais de um milhão de casos de Covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia, conforme dados da plataforma de monitoramento da Universidade Johns Hopkins. O total de 1.083.948 é quase o dobro do recorde anterior de cerca de 590 mil casos, estabelecido há apenas quatro dias, em meio à disseminação da variante Ômicron, mais contagiosa.
Segundo as autoridades de saúde, atualmente há 103 mil pessoas internadas devido à doença no país, o maior número em quatro meses. As hospitalizações ocorrem principalmente entre os não vacinados, diante dos obstáculos que o governo enfrenta para alavancar uma campanha de imunização há meses estagnada: apenas 62% dos americanos receberam as duas doses iniciais anti-Covid, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).
De acordo com os dados mais recentes do CDC, até novembro, as taxas de internações eram oito vezes maiores para adultos não imunizados e cerca de dez vezes maiores para crianças com idades entre 12 e 17 anos que não tomaram as doses contra o coronavírus.
O número de pessoas infectadas pode ser ainda maior no país, onde os testes caseiros, cujos resultados não são enviados para as autoridades, tornam-se cada vez mais populares. Ainda assim, é possível que os dados da primeira segunda-feira útil de 2022 tenham sido inflados pelo acúmulo de notificações atrasadas das festas de fim de ano.
As mortes, por sua vez, não crescem na mesma proporção dos casos, em mais um indício de que a Ômicron causa quadro menos graves que cepas anteriores: os EUA registraram na segunda 1.688 vidas perdidas para a Covid, levando a média móvel para 1.236. Há um ano, quando o país registrava a média móvel de ao redor de 250 mil casos diários — média que hoje ultrapassa 486 mil —, chegaram a morrer 3,4 mil americanos por dia.
Nesta terça-feira, o presidente Joe Biden e a vice Kamala Harris planejam se reunir com a equipe de enfrentamento ao coronavírus da Casa Branca para discutir um novo plano de ação no país.
Retorno para as aulas
O cenário com mais infecções mudou os planos de distritos escolares que programavam o retono dos alunos para as aulas nesta segunda-feira, após as festas de fim de ano. Em alguns estados, as aulas vão começar de forma remota, outros vão exigir dos estudantes comprovante de vacinação e até teste com resultado negativo para a Covid-19.
O epicentro inicial da Ômicron nos EUA foi centralizado no Nordeste, com os novos casos crescendo 800% em Washington e 600% na cidade de Nova York na última semana de 2021. Ambas são regiões com vacinação além da média nacional e não veem as mortes crescerem na mesma proporção.
A variante agora ganha impulso no Sul americano, onde as taxas de inoculação abaixo da média e a resistência a restrições sanitárias levantam uma incógnita sobre como a Ômicron se comportará. Geórgia, Louisiana, Mississippi e Alabama viram seus casos crescerem mais de 450% nas últimas duas semanas. Em nenhum deles, o percentual de pessoas totalmente inoculadas ultrapassa 51%.
Na Flórida, onde 63% da população recebeu duas doses, os casos cresceram 511% em uma quinzena. A média móvel de novos casos no estado é de aproximadamente 43 mil, quase o dobro dos 23 mil registrados durante o surto causado pela Delta no meio de 2021, cenário similar ao da Louisiana.
Em todos esses estados, que também registram comparativamente baixa procura às doses de reforço, teme-se um agravamento da crise conforme os surtos chegarem a zonas ruais, menos vacinadas e com acesso mais difícil a hospitais.
_________________________________________________Seria a Ômicron o começo do fim da pandemia? | A hora da Ciência - O Globo

_________________________________________________'Não trocavam nem o lençol e já colocavam outros passageiros na cabine', lembra passageira que denunciou despreparo com surto de Covid em navio
Em resposta ao GLOBO, a MSC Cruzeiros não informou o número exato de passageiros e tripulantes com casos confirmados de Covid-19 até o momento, mas se pronunciou sobre a situação do Splendida: "Como parte da nossa rotina de monitoramento de saúde, que inclui testagens frequentes e diárias de 10% de todos os hóspedes e tripulantes do navio, ação que integra nosso protocolo de saúde e segurança, líder do setor, identificamos um número limitado de casos de COVID-19 entre os hóspedes e tripulantes do MSC Splendida.
Conforme definido pelo protocolo, isolamos imediatamente estas pessoas e seus contatos próximos em uma seção dedicada e separada do navio, longe de todos os outros passageiros e em cabines com varanda, seguindo as medidas previstas para este tipo de situação." A empresa informa, ainda, que realizou uma escala técnica em Santos no dia 30 de dezembro, providenciando o desembarque "em segurança" de todos os casos confirmados e seus contatos próximos, com transporte dedicado e exclusivo. A empresa informa, ainda, que ofereceu aos hóspedes "as opções de uma carta de crédito no valor do cruzeiro original, que pode ser resgatada em qualquer cruzeiro futuro até o dia 31 de dezembro de 2022, ou o reembolso total dos valores pagos pelo cruzeiro, além do reembolso dos pacotes pré-pagos (bebidas, excursões, etc.), proporcionalmente aos dias não utilizados".
_________________________________________________Impulsionados pela Ômicron, casos de Covid no mundo dobram em uma semana
_________________________________________________Sanitarista critica autorização de cruzeiros na pandemia: 'Fora de questão'
_________________________________________________Anvisa interrompe atividades de cruzeiro atracado em Salvador após surto de Covid-19 a bordo
_________________________________________________Com dados instáveis sobre covid, Brasil não sabe se ômicron avança no país
_________________________________________________Surto global da ômicron leva 20 países a baterem recorde de Covid-19
_________________________________________________Turistas de navios com casos de covid relatam negligência e insegurança

Luciana Amaral Do UOL, em Brasília 31/12/2021 04h00
Turistas de navios de cruzeiro que contabilizam dezenas de pessoas diagnosticadas com covid-19 relataram à reportagem o que classificaram como negligência e insegurança pela falta de informações.
Um deles é o pesquisador Dennis Fujita, do Laboratório de Investigação Médica do Hospital das Clínicas de São Paulo, que está com a noiva a bordo do navio Costa Diadema, da empresa Costa Cruzeiros. O navio atracou na manhã desta quinta-feira (30) no porto de Salvador, na Bahia, com 68 casos positivos de covid-19 confirmados nas últimas 24 horas, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Há 56 tripulantes e 12 passageiros infectados.
Temor de onda de covid faz capitais do Nordeste reverem planos de Réveillon
Situação é "desesperadora"
Fujita relata um clima de insegurança sobre os novos rumos da viagem. Inicialmente, diz o pesquisador, a empresa avisou que, devido a protocolos da Anvisa, o tempo de parada em Salvador seria reduzido. No entanto, não houve liberação para desembarque na capital baiana. Das 12h até 17h30, conta Fujita, nenhum tripulante informou o que aconteceria com os passageiros.
Mais cedo, a Anvisa informou, em nota, que não autorizou a operação do navio em Salvador. Portanto, o embarque e o desembarque de viajantes estão proibidos até que seja finalizada uma investigação em andamento.
A determinação de quarentena ou até mesmo da suspensão das atividades do cruzeiro não está descartada pela agência.
Segundo Fujita, a situação dentro do navio é "desesperadora".
"Está todo mundo aqui confabulando sobre o que vai acontecer. Se vai ter quarentena, se vai voltar para o porto de Santos", afirmou. "O que mais deixa a gente preocupado é que não temos informações."
O Costa Diadema chegou do porto de Santos, em São Paulo, e teria Ilhéus, na Bahia, como o próximo destino. Agora, Fujita diz que ninguém mais sabe o que vai acontecer. Ao todo, são 3.836 pessoas no navio —1.320 tripulantes e 2.516 passageiros, segundo a Anvisa.
Na segunda (27), o Costa Diadema já havia ancorado em Santos com a confirmação de 13 casos de covid-19, sendo dez passageiros e três tripulantes.
Fujita afirmou que protocolos de distanciamento social e de uso de máscara estão sendo negligenciados por parte dos viajantes. Segundo ele, os protocolos de segurança da Anvisa são transmitidos no circuito interno de televisão e os funcionários do cruzeiro costumam usar as máscaras de proteção corretamente, mas, nas festas promovidas a bordo, a empresa não cobra o uso por parte dos passageiros.
_________________________________________________Taxa de positividade nos testes de covid aumentou fortemente no Rio, diz Eduardo Paes
Agência Brasil – O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse hoje (30) que o percentual de positividade de covid-19 nos testes realizados na última semana aumentou na capital. Conforme os números que ele recebeu ontem à noite, a taxa subiu para 5,5% e antes estava em 0,77%.
De acordo com o prefeito, o importante nesta situação é verificar a evolução da curva que já vem sendo notada pela população e tem se confirmado na testagem.
“Nós tivemos uma taxa de positividade da covid em 0,77%. A taxa subiu para 5,5% na última semana. Nós já vimos 80%, mas o importante aí não é o número, o importante é a curva que verificamos na última semana. Isso que vamos sentindo e ouvindo as pessoas no nosso entorno falar, começamos a perceber também na testagem”, afirmou, após participar da entrega da estação Golfe Olímpico, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, que é a 46ª reformada desde o início desse governo em janeiro. A estação estava fechada desde março de 2020 e tinha sido destruída por um incêndio em abril deste ano.
Para Eduardo Paes, é possível que o Rio registre um aumento dos casos da doença na cidade, mas ele acrescentou que ainda não há impacto no número de internações.
“Parece inevitável, isso vamos monitorando, mas a gente deve ter certamente um aumento significativo dos casos de covid. Isso ainda não se manifestou em internações e problemas mais graves, mas estamos preparados para isso e mobilizados”, disse.
De acordo com o prefeito, não há mais ambiente para novas restrições, por isso ele pediu que a população fique atenta e se preserve, especialmente, das aglomerações.
“As pessoas estão sempre me perguntando sobre o réveillon em Copacabana. Esse é o que menos me preocupa. Me preocupa muito mais, as festas que as pessoas fazem em ambiente fechado, as famílias se encontrando agora no dia 31 de dezembro. Isso, em geral, são locais de transmissão muito mais intensos. Então, quem tiver com sintoma de gripe vai testar. Se tiver com algum sintoma e não conseguiu testar, deve evitar o contato com muita gente em ambiente fechado. A pessoa deve se preservar, se cuidar e a gente vai monitorando e torcendo, para que, primeiro, as pessoas se vacinem. Aqueles que ainda não tomaram a sua dose de reforço, que o façam o mais rápido possível e, principalmente, que as pessoas entendam que essa é uma doença que está aí e a gente precisa tomar todos os cuidados", disse o prefeito.
_________________________________________________EUA batem novo recorde com quase meio milhão de casos de Covid em 24 horas
_________________________________________________Chineses confinados por covid em Xian afirmam não ter o que comer
_________________________________________________Zé Felipe cancela shows da virada após diagnóstico de pneumonia viral

De Splash, em São Paulo 29/12/2021 13h37
O sertanejo Zé Felipe cancelou os shows que faria na virada do ano após receber o diagnóstico de pneumonia viral. Segundo a assessoria de imprensa do cantor, além dele, outros seis membros da equipe também tiveram que ser afastados: três em decorrência do diagnóstico positivo para covid-19 e outros três que estão com a gripe H3N2.
Os shows seriam realizados amanhã em Guarapari (ES), na sexta-feira (31) em Ortigueira (PR) e no sábado (1) em Torres (RS).
Relacionadas

Zé Felipe surpreende Virgínia com anel de diamantes no Natal
Apesar do cancelamento, a assessoria informou que o cantor "apresentou uma melhora significativa" e que está "empenhada em remarcar as datas o quanto antes".
O cantor já havia anunciado para os fãs o diagnóstico por meio das redes sociais. "Ontem quando eu comecei a passar mal a gente fez um tanto de teste e exame aqui e estou com pneumonia viral. Agora é cuidar, tomar os remédios para em breve estar bom logo e voltar [aos palcos]", contou nos Stories do Instagram.
Zé Felipe está isolado com a mulher Virgínia Fonseca. No Instagram, eles lamentaram a saudade da filha Maria Alice, de 6 meses, que está sob os cuidados dos avós.
_________________________________________________Fake news, religião e briga política derrubam vacinação contra covid em RR

Felipe Pereira
Do UOL, em Boa Vista e Pacaraima (RR)
30/12/2021 04h00
Com Roraima apresentando índices decepcionantes de imunização contra covid-19, o amontoado de gente ao redor do postinho de Amajari (RR) animou a coordenadora estadual de Vigilância em Saúde, Valdirene Oliveira. A alegria durou o tempo de uma injeção. A equipe que dividia o carro com ela explicou que as pessoas estavam sentadas na calçada para pegar o sinal de wifi.
Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca andam menos populares que WhatsApp, Instagram e Facebook em Roraima. A consequência é a pior cobertura vacinal do Brasil. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, somente 55,28% da população tomou a primeira dose e 39,68%, a segunda. Mas estes dados estão desatualizados há alguns dias.
Sem chefe há 5 meses, programa de imunização tem retrocesso inédito no país
De acordo com a Secretaria de Saúde do estado "o Vacinômetro está sem atualização, em virtude da dificuldade de acesso aos sistemas do Ministério da Saúde, desde o ataque sofrido pelo Ministério que ainda não conseguiu restabelecer por completo o sistema SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações) para acesso ao banco de dados."
Ainda de acordo com a nota, o órgão estadual afirma que tem mantido contato com o Ministério Saúde e "foi informado de que o Departamento de Informática do SUS (DataSUS) continua trabalhando para o restabelecimento das plataformas. E assim que estiverem em sua total funcionalidade, os dados do Vacinômetro serão atualizados."
"Fake news" impedem vacinação, diz governo
A coordenadora da Vigilância em Saúde conta que as fake news, um dos maiores obstáculos ao programa de imunização, vêm justamente destes aplicativos. Foi pelo Facebook que Jhonny Gustavo Guedes, 46, sedimentou a crença de que a vacina engrossa o sangue, causa doenças cardíacas e até a morte.
"Hoje, meu maior problema é recusa. A população não quer se vacinar porque não acredita na vacina", diz Valdirene.
A interpretação que lideranças religiosas deram à pandemia também atrapalha a imunização. A técnica em enfermagem Yara Aragão chegou em uma casa de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, oferecendo a vacina. O pastor que visitava a família não sentiu constrangimento em comparar a equipe de saúde a enviados de Lúcifer.
"Ele falou: 'O inimigo manda emissário de casa em casa'. Ninguém tomou a vacina", conta.
Além da máquina de mentiras da internet e da pregação religiosa contrária, a campanha de imunização em Roraima enfrenta a politização da pandemia.
O trânsito de Boa Vista convive com pedidos de voto impresso e auditável em plotagens de carros que transportam seguidores de um presidente que dúvida da vacina.
No campo político estadual, a população assistiu o governador Antonio Denarium (PP) trocar o secretário da Saúde seis vezes durante a pandemia. Entre os ocupantes do cargo esteve Airton Soligo, que trabalhou como assessor do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde que criou dificuldades para compra de vacinas.
Vacina em domicílio

Na distribuição da vacina, a estrada é íngreme e tão ruim que nem a caminhonete 4x4 passa. Melada de suor pelo calor da Amazônia, a equipe de saúde serpenteia a pé barracos sem reboco escondidos no meio do mato. A mulher que carrega a caixa com os imunizantes escuta apelos. "Vai devagar".
Conselho pertinente, mas dispensável. Antes dele, a agente de saúde já caminhava com o mesmo olhar zeloso que um vigilante de carro forte sai da agência bancária. Ela sabe que 30 doses de CoronaVac, 30 de AstraZeneca e 36 de Pfizer podem se perder num escorregão.
Esta tarefa custosa de se embrenhar no mato virou rotina. Por causa do baixo índice de vacinação, Roraima criou uma força-tarefa para visitar residências nos fundões de seus 15 municípios. Trabalhar nos grotões de Pacaraima significa ir muito longe para encontrar pouca gente.
Tanto empenho explica a cara de decepção da equipe quando a venezuelana Jessica Martinez, 22, recusa a primeira dose. Ela justifica que ouviu na mídia (Facebook) que a vacina mata gente. O marido, o venezuelano Jhonny Gustavo Guedes, 46, percebe o rumo da prosa e é rápido em inventar uma desculpa para fugir da conversa.

Diz que vai trocar de roupa para estar à altura da visita. Os agentes de saúde respondem que não precisa roupa de missa para tomar injeção. Jhonny fala que vacinas engrossam o sangue e causam ataque do coração. O diálogo ganha contornos de grupo de WhatsApp.
Até a implantação de um chip é mencionada pelo casal. Jessica está irredutível, mas o marido cede. Enrola a manga da camiseta e toma injeção. "Me pegaram desprevenido, então eu tomei."
Ele admite que se não fossem até sua casa, jamais visitaria um postinho. Os agentes de saúde se entreolham orgulhosos.
Com o marido vacinado, o discurso de Jessica se torna mais radical, mas o tom de voz é vacilante. A agente de saúde usa aquele timbre amistoso da avó que tenta convencer o neto a tomar xarope. E funciona. Os dias de triunfo da fake news são encerrados naquela casa.

Mais uma vez a alegria dura pouco. Os agentes de saúde voltam para o asfalto e visitam pessoas que estão no prazo para segunda dose. Maria Lourdes Leite de Souza, 52, argumenta que a primeira dose de AstraZeneca causou dor no pescoço, enxaqueca e comprometeu os músculos. Se declarando cliente da Neosaldina, a cadeirante nega a vacina.
Fogo amigo

As equipes que partiram para diferentes pontos de Pacaraima se reencontram na UBS no meio da tarde. Chefe da equipe que vacinou o casal venezuelano, Yara Aragão recebe a segunda dose.
A matemática não fecha. Ela já deveria estar na terceira dose, mas a profissional que ganha a vida oferecendo saúde tem um passado negacionista.
"Eu não queria tomar porque pensava que a gente estava servindo de cobaia", diz.
Enfermeiro responsável pela vacinação na UBS, José Luiz Gutierrez enxovalha as fake news enquanto saca o livro com dados de vacinação. Ele lê os números de 5 de dezembro: 34 doses aplicadas, 19 recusas. Luiz vira a página. Em 4 de dezembro, foram 19 vacinados e 11 recusas.
A invasão hacker no sistema do Ministério da Saúde impede a Vigilância em Saúde de Roraima de ter os números finais da força-tarefa. Os dados preliminares são de 10.442 doses aplicadas e 4.916 recusas em todo o estado, entre 2 e 12 de dezembro.
Pregação antivacina

A missionária Domingas do Carmo de Leite Jesus, 49, está no grupo que não quer saber de vacina. Ela explica que em 2014 o marido teve uma visão na qual Deus alertou que uma pandemia abalaria o mundo. De acordo com do Carmo, quando as primeiras mortes no Brasil começaram, houve uma nova aparição.
Deus teria dito que surgiriam várias curas, mas todas seriam falsas. A proteção estava no divino e os remédios inventados pelo homem eram instrumento de uma ação do capitalismo satânico. Ele iria usar a morte para concentrar dinheiro e poder nas mãos de poucos.
O pastor Ribamar de Jesus, 53, é o homem que teve as visões. Ele afirma que não aborda a vacina em seus cultos e só trata do assunto quando procurado pelos fiéis.
Muitos frequentadores da igreja partilham o ceticismo com o programa de imunização. Cabo do Exército, Miguel Pereira, 21, sempre se esquiva da vacina. Mesmo quando ela foi ofertada no quartel onde trabalha.
A Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde pretende conversar com lideranças religiosas. Muitas vezes eles são a ponta de uma rede de desinformação que acaba tendo ligações com o Palácio do Planalto.
"O presidente tem influência naqueles seguidores que brigam por causa dele, mas sozinho não faria tanto estrago. O maior problema são alguns líderes religiosos. Em local pequeno, o estrago causado por eles é maior", diz Valdirene.

Politicagem na vacina
Boa Vista tem números melhores que o restante do estado: 78% da população com a primeira dose e 56% com a segunda. Nada que satisfaça a superintendente municipal de Vigilância em Saúde da cidade, Francinete Rodrigues. Ela estuda formas para chegar aos 90% de imunização.
"A gente tem conversado com empresas para quem apresentar a carteira de vacinação ganhar descontos. Apresentar a carteira completa e participar de sorteios."
Francinete também vai entrar na guerra da informação. Agentes de saúde vão de casa em casa explicar que a vacina previne a forma grave da covid-19. A iniciativa tem aval das autoridades sanitárias do Estado.
A Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde apoia o planejamento de Boa Vista, mas ressalta que Roraima tem 40% do seu território inacessível por via terrestre. Este trabalho de formiguinha no corpo a corpo, que já é trabalhoso por natureza, beira o impossível nas áreas rurais, comunidades ribeirinhas e indígenas.
Mas enquanto as autoridades de saúde mostram alinhamento, os políticos trocam ofensas. Mês passado, o governador de Roraima acusou o prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (MDB), de fazer politicagem para que os hospitais ficassem lotados.
O prefeito divulgou uma nota afirmando que as críticas do governador têm motivação eleitoral. "As graves acusações, em tom político por conta da aproximação das eleições do ano que vem", diz um trecho.
Os obstáculos à vacina em Roraima vão dos gabinetes com ar-condicionado aos fundões da Amazônia. Mas os problemas foram colocados em segundo plano neste final de ano. O governo gastou esforços organizando a tradicional festa da virada no Parque Anauá, em Boa Vista.
_________________________________________________Crescem casos de Covid no Brasil e país pode ter explosão como a Europa, dizem especialistas
_________________________________________________Diretor-geral da OMS diz estar preocupado com "tsunami de casos" de variantes da Covid-19
29 de dezembro de 2021, 13:09

_________________________________________________Casos de Covid-19 disparam em todo o mundo e aumentam medo de novas quarentenas
29 de dezembro de 2021
_________________________________________________EUA batem recorde da pandemia, com mais de 260 mil casos de Covid por dia

Receba notícias em tempo real no app.
NOVA YORK — O recorde de casos diários de coronavírus foi quebrado na terça-feira nos Estados Unidos, com a convivência de duas variantes altamente contagiosas — a Delta e a Ômicron. Com o terceiro ano da pandemia se aproximando, a média móvel de novas infecções no país passou de 265 mil, de acordo com o site Our World in Data, da Universidade de Oxford. As mortes também cresceram, mas a média diária em torno de 1.500 por dia é menor que o recorde de 3.400 registrado em janeiro deste ano.
Na Europa, países como França, Espanha, Portugal, Itália, Reino Unido, Dinamarca e Grécia também registraram recordes de novos casos nesta semana, atribuídos ao avanço da Ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul, no final de novembro.
A situação na Europa e nos EUA levou o número de novos casos em todo o mundo a passar de 1 milhão pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, com uma média móvel de sete dias que ultrapassou 900 mil infecções diárias. O recorde mundial anterior ocorreu em abril, com média de 826 mil novos casos diários.
— Estou muito preocupado porque a Ômicron, sendo altamente transmissível e se disseminando ao mesmo tempo em que a Delta, está levando a uma tsunami de casos — disse o diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom. — Isso está colocando e continuará a exercer uma pressão imensa sobre os profissionais de saúde exaustos, e os sistemas de saúde estão à beira de um colapso.
Nos EUA, o recorde anterior de casos diários foi registrado em 11 de janeiro, quando a média de sete dias era de 251.232 novas infecções, durante um inverno catastrófico muito pior do que o atual, quando mais de 62% dos americanos estão totalmente vacinados. As primeiras evidências indicam que a nova variante causa sintomas mais leves do que anteriores, com doses de reforço ajudando a prevenir formas graves da da Covid-19 e mortes.
Embora as hospitalizações tenham aumentado nos EUA, com média de mais de 71 mil por dia, elas permanecem em número muito abaixo dos níveis máximos registrados no começo do ano. Mesmo assim, um aumento do número de pacientes ameaça sobrecarregar hospitais, enquanto os próprios profissionais de saúde estão cada vez sendo mais infectados.
A rápida disseminação da nova variante também aumenta a escassez de mão de obra, afetando os setores médicos, farmacêuticos e de turismo, entre outros.
Apesar do avanço da Ômicron, um número considerável de pacientes nos EUA permanece infectado com a variante Delta, que é mais mortal. Na terça, o CDC relatou que os casos de Ômicron representam uma porcentagem menor do que o esperado, de cerca de 59%. E para a semana encerrada em 18 de dezembro, a agência revisou para baixo sua estimativa de 73% de casos com a nova variante, para cerca de 23%.
Em breve, no entanto, a Ômicron dominará os EUA e isso pode ser uma boa notícia: um novo estudo realizado por cientistas sul-africanos mostrou que as pessoas que se recuperaram de uma infecção com a nova cepa podem ser capazes de evitar infecções posteriores com a Delta.
A nova cepa também está atingindo alguns estados, como Washington, Maryland e Virginia, de maneira especialmente crítica.
— Washington é um marco do que provavelmente veremos em grande parte do resto do país — disse ao New York Times Neil J. Sehgal, professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Maryland. — Uma onda gigantesca em casos de Ômicron provavelmente inundará grande parte dos EUA no próximo mês.
França mantém boates fechadas
Embora os recordes de novos casos também estejam sendo quebrados na Europa, até agora líderes de Reino Unido, França, Espanha e outros países têm resistido à imposição de restrições mais duras e apostam que a alta cobertura vacinal e a aceleração das doses reforço, junto com as restrições anteriores ainda em vigor, serão suficientes para manter a pandemia administrável.
Na França, o governo anunciou que casas noturnas vão permanecer fechadas por mais três semanas, a partir de 3 de janeiro, depois que o país registrou quase 180 mil novos casos na terça-feira, recorde que foi de novo batido nesta quarta, quando foram registrados 208 mil casos.
Os cerca de 1.600 estabelecimentos do ramo estavam fechados desde 6 de dezembro, inicialmente por um período de quatro semanas que coincidiram com o período do Natal. O ministro do Turismo, Jean-Baptiste Lemoyne, garantiu que as empresas receberão um auxílio para compensar as perdas com o fechamento durante o período de festas.
No Parlamento, o ministro da Saúde, Olivier Véran, disse que, apesar do aumento de casos, a Ômicron ainda não teve impacto nas hospitalizações, cujo principal vetor continua sendo a Delta. Ele alertou, porém, que os efeitos da nova cepa ainda estão para ser medidos.
— Hoje, a cada segundo, dois franceses testam positivo para o coronavírus. Nunca passamos por uma situação dessas — disse Véran, que descreveu a situação como "atordoante".
Já o ministro do Interior, Gerald Darmanin, estimulou as autoridades locais a limitarem reuniões e celebrações públicas para o Ano Novo, impondo, em particular, o uso obrigatório de máscaras ao ar livre.
O Parlamento francês começa a debater nesta quarta-feira uma nova lei que exige um passaporte de vacinação para ter acesso a restaurantes, cinemas, museus e outros locais públicos, como uma forma de incentivar a população a se vacinar no país, que já tem uma das maiores taxas de imunização do mundo, de 73% da população.
O passe de vacinação substituirá o anterior passe sanitário, que também admitia testes de Covid para a entrada em locais públicos fechados e nos meios de transporte.
________________________________________________BNDES recua sobre trabalho presencial após casos de Covid-19 entre funcionários

Luã Marinatto
O BNDES decidiu dar um passo atrás no cronograma de retomada ao trabalho presencial depois que funcionários contraíram a Covid-19. Em comunicado interno enviado segunda passada, o Subcomitê de Contingência do órgão informa que a última semana do ano será toda com trabalho exclusivamente remoto, inclusive para quem já estava batendo ponto na sede do banco estatal, no Centro do Rio.
Além disso, os empregados que tinham retorno ao presencial previsto para a primeira segunda-feira de 2022, em 3 de janeiro, terão a medida adiada em pelo menos uma semana, até o dia 10. Nos próximos dias, nem mesmo estagiários e menores aprendizes poderão ingressar no prédio do BNDES.
Vale lembrar que, conforme revelou a coluna em outubro, a retomada do trabalho presencial no banco chegou a ir parar na Justiça. Na ocasião, a 6ª Vara do Trabalho determinou que o retorno fosse adiado até que o banco viabilizasse o término do home office mantendo o "cuidado com a saúde dos seus empregados", o que fez com que a volta à sede só começasse de fato um mês depois.
_________________________________________________A ceia de Natal trouxe muita 'Ômicron' para o Brasil | Ancelmo - O Globo
_________________________________________________Miguel Nicolelis alerta: Brasil é um dos países mais vulneráveis à variante ômicron
_________________________________________________Situação sanitária se deteriora em São Paulo, com hospitalizações por gripe em alta
_________________________________________________ÔMICRON leva MUNDO a bater RECORDE DIÁRIO de casos de Covid, mas número de mortes CONTINUA no patamar de outubro
_________________________________________________Pela primeira vez desde o início da pandemia, mundo registra mais de 1 MILHÃO de casos de COVID em VINTEEQUATRO horas
_________________________________________________Casos de síndrome respiratória aguda grave voltam a subir no RJ após três meses de queda
_________________________________________________Primeira-dama domina mensagem de Natal de Bolsonaro, sem citar pandemia
Do UOL, em São Paulo 24/12/2021 20h33 Atualizada em 25/12/2021 08h22
Na véspera do Dia de Natal, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um rápido pronunciamento em rede nacional, ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ele citou "muitas dificuldades" enfrentadas pelo seu governo ao longo do ano, mas sem detalhar quais foram. Em bairros de São Paulo e do Rio de Janeiro, a transmissão foi acompanhada de panelaço.
Nem o presidente nem Michelle mencionaram nominalmente a pandemia de covid-19, muito menos a vacinação de crianças, tema que vem movimentando o governo Bolsonaro neste final de ano. Mais cedo nesta sexta-feira (24), o presidente disse que "não está havendo morte de criança" para justificar decisão emergencial a respeito da imunização infantil.
Políticos criticam governo por condicionar vacinação infantil a receituário
Estamos finalizando mais um ano. Um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento e na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias."Presidente Jair Bolsonaro
O discurso natalino do casal durou um minuto e 11 segundos. Michelle Bolsonaro falou mais que o marido —foram 41 segundos da primeira-dama e 30 segundos do presidente.
Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiarmos a todos, em especial, os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e do que defendemos: Deus, pátria, família e liberdade. Agradecemos a cada brasileiro pela confiança em nosso país. Desejamos a todos que celebrem este Natal do jeito que amamos: com os nossos familiares e amigos. Temos a honra de desejar a você e a sua família um Natal abençoado e repleto de alegrias."Michelle Bolsonaro, primeira-dama
Nas redes sociais, usuários compartilharam vídeos e fotos de panelaços durante o pronunciamento:
Leia o discurso do casal na íntegra
Bolsonaro: Boa noite a todos. Sob a proteção de Deus chegamos a mais um Natal.
Michelle: Um tempo especial na vida de todos os brasileiros. Tempo de agradecer, construir e confraternizar.
Bolsonaro: Estamos finalizando mais um ano. Um ano de muitas dificuldades. Contudo, não nos faltaram seriedade, dedicação e espírito fraterno no planejamento e na construção de políticas públicas em prol de todas as famílias.
Michelle: Com dignidade e respeito ao próximo, não economizamos esforços para apoiamos a todos, em especial, os mais vulneráveis. Não nos afastamos em nenhum momento do que acreditamos e do que defendemos: Deus, Pátria, família e liberdade. Agradecemos a cada brasileiro pela confiança em nosso país. Desejamos que todos celebrem este Natal do jeito que amamos: com os nossos familiares e amigos. Temos uma honra de desejar a você e a sua família um Natal abençoado e repleto de alegrias.
Bolsonaro: Que 2022 seja um ano de esperança, conquistas e realizações. Que Deus proteja as nossas famílias. Muito obrigado.
_________________________________________________Opinião: Mauricio Stycer - Bolsonarista e anti-Globo, dono da RedeTV! discursa em defesa da fé cristã

Mauricio Stycer Colunista do UOL 07/12/2021 17h07
Desde meados de 2019, quando intensificou a sua atividade no Twitter, Marcelo de Carvalho tem dois assuntos principais: a defesa do governo Bolsonaro e o ataque à mídia, em especial a Globo.
O apoio de Carvalho ao bolsonarismo se reflete na RedeTV!. O jornalismo do canal é claramente simpático ao governo. A visão do vice-presidente da emissora coincide com a do presidente da República inclusive em relação ao combate à pandemia de coronavírus.
Sikêra Jr. diz no ar que grevistas na RedeTV! podem perder o emprego
Contrário aos rigores da quarentena e simpático ao chamado "tratamento precoce", Carvalho chama de "mimimi" a preocupação com a nova variante do vírus e de "coronalovers" os que manifestam intenção de reforçar as medidas de proteção ("home férias", diz).
As críticas de Carvalho à Globo antecedem a sua atividade no Twitter, mas se tornaram mais frequentes e repetitivas nos últimos dois anos. "Hoje é a emissora da lacração. Do jornalismo parcial", escreveu recentemente sobre a emissora carioca. O sócio da RedeTV!, assim como outros bolsonaristas, também implica com a forma como Folha e UOL cobrem o governo (o site da RedeTV! é parceiro do UOL).
Mais recentemente, afinado com uma ala dos apoiadores do governo, Carvalho tem feito manifestações em defesa da tradição e dos valores cristãos. Há duas semanas, comentou uma propaganda dos correios da Noruega em que o Papai Noel é retratado beijando outro homem. "E a Globo aplaudindo. É só o que faltava. Daqui a pouco vão insinuar relação dele com as renas. É o fim do mundo. Ou estou errado???"
Nesta terça-feira (07), Carvalho se debruçou sobre a revista gay alemã "Siegessäule", que trouxe na capa o ativista Riccardo Simonetti como se fosse a Virgem Maria. Italiano, radicado na Alemanha, ele é um embaixador especial da União Europeia para causas ligadas à comunidade LGBTQIAP+.
Ao justificar a imagem iconoclasta, Simonetti escreveu nas redes sociais: "Se ignoramos o fato de que Jesus não era branco, nós também podemos acreditar que Virgem Maria tinha barba. Por não?"
A imagem foi reproduzida na segunda-feira no "Il Giornale", um diário italiano conservador, que classificou o gesto de Simonetti como "o mais recente insulto à sensibilidade religiosa católica". No Brasil, Carvalho foi um dos primeiros a protestar: "Sinceramente. Vocês acham que isso é respeito à comunidade gay? Ou é uma barbaridade sem tamanho, um abuso, uma pouca vergonha?"
A visão mais conservadora de Carvalho também teve reflexo na programação artística da RedeTV!. Um dos primeiros e mais visíveis efeitos foi a cobertura de Carnaval, que já em 2019 se tornou mais "família", suprimindo os exageros que faziam a sua fama.
_________________________________________________Reportagem: Mauricio Stycer - Band chama Queiroga de "porta-voz do negacionismo" e SBT desmente Bolsonaro
Mauricio Stycer Colunista do UOL 07/12/2021 20h52
A decisão do governo brasileiro de não acatar a recomendação da Anvisa de exigência de passaporte vacinal para estrangeiros que desejem visitar o Brasil agitou os noticiários da televisão na noite desta terça-feira (07).
O presidente Jair Bolsonaro comparou a restrição a uma "coleira" e afirmou que "às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade". A frase foi reproduzida pelo ministro Marcelo Queiroga ao anunciar a decisão de permitir a entrada no país de estrangeiros não vacinados, mas impor a estes viajantes uma quarentena de cinco dias.
Globo encerra canal de TV na Europa e vende pacote direto ao assinante
O "Jornal da Band" criticou mais o ministro do que o presidente. Num breve comentário, o âncora Eduardo Oinegue chamou Queiroga de "porta-voz do negacionismo". Falando do passaporte vacinal, ele disse:
"Essa é a medida de segurança mais adequada. E a mais usada no mundo. Tomou vacina, entra. Não tomou vacina, não entra. É simples assim. Aí vem o ministro da Saúde e dá uma entrevista confusa... Pra piorar, o ministro, que deveria ser o porta-voz da ciência dentro do governo, resolveu ser o porta-voz do negacionismo para a sociedade", disse o âncora.
O "SBT Brasil" sublinhou que o governo "acatou em parte" as recomendações da Anvisa e que Bolsonaro usou a palavra "coleira" para se referir a algumas das restrições. O telejornal desmentiu um trecho da fala do presidente, na qual ele diz que "a Anvisa quer fechar o espaço aéreo".
"Em novembro, a Anvisa encaminhou à Casa Civil duas notas técnicas sobre o cenário epidemiológico da covid 19 e não cita o fechamento do espaço aéreo brasileiro", informou o "SBT Brasil".
Da mesma forma, o "Jornal Nacional" registrou que Bolsonaro "distorceu" uma das medidas propostas pela Agência de Vigilância Sanitária. "A Anvisa nunca sugeriu fechar o espaço aéreo. Tem sugerido medidas de contenção", disse. Assim como o "Jornal da Band", o JN registrou que o governo "não definiu como será feita ou como será fiscalizada" a quarentena de estrangeiros.
Na visão do "Jornal da Record", o mais importante foi o fato de que "o presidente Bolsonaro criticou as restrições propostas pela Anvisa para entrada de estrangeiros no país". Disse o telejornal:
"Visivelmente irritado, o presidente Jair Bolsonaro criticou duramente a recomendação da Anvisa". O JR reproduziu a fala em que Bolsonaro diz que o órgão quer fechar o espaço aéreo do país, mas não o desmentiu. O telejornal atribuiu a correção à Anvisa, que "esclareceu que as notas técnicas da agência não apontam o fechamento do espaço aéreo".
_________________________________________________Mauricio Stycer - Folha: "Enfrentando LOUCOS e MENTIROSOS" na cobertura da pandemia

"Esgrimindo com loucos e mentirosos", como bem caracterizou ainda em janeiro o apresentador do "Jornal Nacional", William Bonner, o jornalismo de televisão enfrentou um 2021 especialmente difícil, e saiu arranhado. A pandemia de coronavírus, que já causou mais de 600 mil mortes no país, colocou profissionais e canais alinhados com o governo diante de um dilema: acatar o negacionismo oficial ou salvar a vida dos seus próprios espectadores? A solução exigiu malabarismo.
(...)
Assim como a Jovem Pan, a RedeTV! abriu espaço para discussões sobre a eficácia de vacinas, dando microfone para negacionistas de diferentes matizes tratarem temas de caráter científico como questão de opinião. O caso mais notório de propagação de fake news na televisão ocorreu na CNN Brasil. Em busca de polêmica, o canal de notícias manteve no ar, por mais de um ano, o comentarista Alexandre Garcia, um defensor de tratamentos ineficazes contra a covid-19.
(...)
Esta breve retrospectiva de 2021 permite antever dias ainda mais complicados em 2022, ano de eleições presidenciais. Um exemplo do que vem pela frente foi a demora para dar tratamento jornalístico digno à viagem do ex-presidente Lula à Europa, em novembro. O assunto só entrou na pauta após protestos de espectadores nas redes sociais.
_________________________________________________Como as vacinas de RNA que nos salvaram da covid-19 podem derrotar outras doenças

Tim Smedley - BBC Future
25/12/2021 16h01
Desenvolvida nos últimos 30 anos, tecnologia pode ser central no combate a muitas enfermidades, da Aids à chicungunha.
Há apenas um ano, a pesquisadora britânica Anna Blakney trabalhava em um campo da ciência pouco conhecido do público em geral, e bastante especializado. Poucas pessoas fora do meio científico tinham ouvido falar do tipo de pesquisa que ela realizava no seu laboratório em Londres: o desenvolvimento de vacinas de RNA.
Quando Blakney começou em 2016 seu PhD na universidade Imperial College, em Londres, "muitas pessoas duvidavam que a vacina com uso de RNA pudesse funcionar", diz ela. Em 2019, uma palestra oferecida por Blakney recebeu algumas dezenas de pessoas.
Relacionadas

Reforço com Pfizer aumenta 175 vezes o número de anticorpos, mostra Oxford
Agora, "todo o campo de (uso de tecnologia com) RNA está explodindo. É uma grande mudança na medicina", afirma a pesquisadora. Professora assistente na British Columbia University, no Canadá, Blakney agora tem mais de 250 mil seguidores na plataforma de redes sociais TikTok e mais de 3,7 milhões de "curtidas" nesta rede.
Ela diz que estava "lugar certo e na hora certa" para fazer parte de um progresso nas pesquisas em uma velocidade muito acima do normal. Devido à pandemia de coronavírus, muitas pessoas ouviram falar e receberam vacinas de RNA da Pfizer/BioNTech ou da Moderna.
Com o progresso rápido da tecnologia devido ao grande investimento feito por causa da pandemia, muitas dúvidas e hipóteses para investigação surgiram: as vacinas de RNA poderiam ajudar a curar certos tipos de câncer, HIV, doenças tropicais (como malária)? Elas poderiam ajudar a criar uma "imunidade sobre-humana"?
Sem necessidade de vírus mortais dentro de ovos de galinhas
O ácido ribonucléico mensageiro, ou RNA, é uma molécula em formato de fita que carrega o código genético do DNA para a produção de proteínas em uma célula. Diferente do DNA, que é composto por uma fita dupla de códigos (formando a famosa hélice), o RNA é composto por uma fita simples.
Sem o RNA, seu código genético não seria usado, proteínas não seriam produzidas e seu corpo não funcionaria. Em uma metáfora simples, se o DNA fosse um cartão de banco, o RNA seria o leitor do cartão.
Quando um vírus está dentro de nossas células, ele libera seu próprio RNA, enganando nossas células sequestradas para que produzam cópias do vírus, na forma de proteínas virais, que comprometem nosso sistema imunológico.
As vacinas tradicionais funcionam injetando proteínas virais inativadas chamadas antígenos, que estimulam o sistema imunológico do corpo a reconhecer o vírus quando ele tenta infectar o corpo.
A genialidade das vacinas de RNA é que não é preciso injetar os antígenos: o que essas vacinas fazem é usar a sequência genética ou "código" do antígeno traduzido em RNA, para provocar uma resposta do sistema imune.
Depois, o RNA artificial desaparece, destruído pelas defesas naturais do corpo —incluindo as enzimas que o decompõem, deixando-nos apenas com os anticorpos.
Em comparação com as vacinas tradicionais, a vacina de RNA é mais segura para produzir, mais rápida e mais barata. Não são necessários enormes laboratórios com altos níveis de biossegurança que desenvolvem vírus mortais dentro de ovos de galinha, como é o caso de muitas vacinas tradicionais.

Em vez disso, um único laboratório pode sequenciar as proteínas do antígeno e enviar este código por e-mail para o outro lado do planeta.
Com essa informação, um laboratório poderia produzir "um milhão de doses de mRNA em um único tubo de ensaio de 100 ml", diz Blakney.
Com a pandemia de coronavírus, vimos como esse processo acontece em tempo real.
Correndo contra a covid-19
Em 10 de janeiro de 2020, Zhang Yongzhen, professor de zoonoses no Centro para Controle e Prevenção de Doenças da China em Pequim, sequenciou o genoma do coronavírus e o publicou no dia seguinte.
A covid-19 foi declarada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março.
Em 16 de março, a partir da sequência feita por Zhang, a primeira vacina de mRNA começou a ser testada na fase 1 de um ensaio clínico (com humanos).
Em 11 de dezembro de 2020, a agência sanitária dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou a vacina Pfizer-BioNTech contra a covid-19. Ela se tornou não apenas a primeira vacina de mRNA aprovada para uso em humanos, mas também a primeira a ter mostrado nos ensaios clínicos uma taxa de eficácia de 95%.
Já a vacina de mRNA da Moderna contra a covid-19 foi aprovada pouco depois, em 18 de dezembro.
Antes, a vacina detentora do título de "produzida mais rapidamente na história" era contra a caxumba, que precisou de quatro anos para ser desenvolvida.
Já as vacinas da Moderna e Pfizer-BioNTech precisaram de apenas 11 meses.
A teoria por trás da vacina de mRNA tem a assinatura dos cientistas da Universidade da Pensilvânia Katalin Karikó e Drew Weissman. Eles receberam recentemente o prêmio Lasker 2021, o maior dos EUA na área da biomédica.
No entanto, ainda em 2019, acreditava-se que as vacinas convencionais de mRNA ainda demorariam pelo menos cinco anos para se tornarem realmente aplicáveis na população. A pandemia acelerou este cronograma.
Métodos de entrega: os 'heróis esquecidos'
Importante colaboradora de Weissman e Karikó, a pesquisadora Kathryn Whitehead, professora associada de engenharia química e biomédica na Universidade Carnegie Mellon, admite que "não havia muitas pessoas envolvidas no mundo das terapias de mRNA que imaginariam taxas de eficácia iniciais de 95% neste cenário de emergência."
Mas agora, as possibilidades parecem infinitas. Ou, como diz Blakney: "Bem, já funcionou para uma glicoproteína viral, então que outras vacinas podemos fazer com ela? E o que podemos fazer além disso?"
Na Universidade de Rochester, Dragony Fu, professor associado do departamento de biologia, recebeu um financiamento da US National Science Foundation (Fundação Nacional da Ciência dos EUA) para seu laboratório acelerar a pesquisa sobre proteínas de RNA.
Ele lembra que, antes da covid-19 existir, já havia pesquisas de vacinas de mRNA contra os vírus do HIV, zika, herpes, além do parasita da malária.
"A outra categoria é das doenças autoimunes", diz o pesquisador. "É intrigante porque vai além da definição estrita do que é uma vacina".
Fu acredita que o futuro pode envolver "tratamentos" de mRNA, por exemplo, para reduzir inflamações.
Yizhou Dong, professor associado de farmácia e farmacologia da Ohio State University, é especialista em pequenas bolas de gordura que envolvem o mRNA de forma a entregá-lo com segurança às células, sem que nosso corpo destrua esse material genético imediatamente.
Esses lipídios foram descritos como o "herói esquecido" desta tecnologia —se este método de entrega não tivesse sido aperfeiçoado e aprovado pelo FDA em 2018, possivelmente não haveria as cobiçadas vacinas de mRNA de 2020.
Graças ao avanço combinado da entrega por lipídios e da tecnologia de mRNA, estão em desenvolvimento os projetos Translate Bio para fibrose cística e esclerose múltipla; uma vacina de mRNA da Gritstone Oncology e Gilead Sciences para HIV; terapias para fibrose cística e doenças cardíacas da Arcturus Therapeutics; e tratamentos de doenças pulmonares graves e asma pela start-up alemã Ethris em parceria com a AstraZeneca.

Uma solução para as doenças negligenciadas?
Tratamentos para doenças tropicais também estão sendo explorados.
A Moderna está perto da fase dois (de um total de três) dos ensaios clínicos com vacinas de mRNA para zika e chicungunha. São doenças consideradas negligenciadas por afetar populações de países mais pobres, não recebendo verbas para pesquisa e outros investimentos necessários.
A velocidade de produção e o custo das vacinas de mRNA podem driblar as barreiras atuais que fazem destas doenças negligenciadas.
Mas talvez a próxima vacina de mRNA a chegar a nós seja contra um inimigo mais conhecido: a gripe. Os vírus responsáveis por ela causam entre 290 mil e 650 mil mortes anualmente em todo o mundo.
"Essas vacinas de mRNA estão em desenvolvimento há anos, e os ensaios clínicos até agora são animadores. Atualmente, existem cinco testes clínicos para influenza A, incluindo um já na fase dois", diz Whitehead.
Esses avanços novamente podem chegar no momento certo: Paul Hunter, professor da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e também consultor da OMS, diz que, em alguns países, epidemias de influenza podem causar mais mortes do que a covid-19.
Várias empresas farmacêuticas também estão investindo em vacinas de mRNA como tratamento para o câncer.
"As células cancerosas costumam ter certos marcadores em sua superfície que o resto das células no corpo não têm", explica Blakney.
"Você pode treinar o sistema imunológico para reconhecer e matar essas células, assim como você pode treinar seu sistema imunológico para reconhecer e matar um vírus. É a mesma ideia, basta descobrir quais proteínas estão na superfície das células tumorais e usá-las como uma vacina."
A ideia de terapias de mRNA individualizadas para câncer tem sido tentadora há anos, na qual propõe-se que vacinas personalizadas sejam entregues a cada paciente.

"Um tumor é removido, sequenciado, você observa o que está na superfície e, então, uma vacina é feita especificamente para você", exemplifica a pesquisadora.
Embora não haja ainda ensaios clínicos testando isso, há quem veja também na tecnologia do mRNA a possibilidade de driblar a resistência aos antibióticos.
"Potencialmente, você poderia imaginar a produção de uma vacina contra um antígeno bacteriano como o C. difficile ou contra alguns (patógenos) que são realmente difíceis de tratar", diz Blakney.
Também existe a possibilidade de aplicações comerciais de saúde e bem-estar.
Por exemplo, Fu sugere que a intolerância à lactose, que afeta centenas de milhões de pessoas de ascendência asiática —incluindo ele mesmo— e estimadas 68% da população mundial, pode um dia ser o alvo.
"Não tenho a proteína que me permite quebrar a lactose. No futuro, poderíamos desenvolver alguma forma de transmitir uma mensagem, o mRNA, que criará a proteína que quebra a lactose... Não é uma (demanda para algo que) ameaça à vida, mas eu imagino que seria uma indústria multibilionária. "
No Estado de Ohio, EUA, Dong testou com sucesso o controle do colesterol em ratos.
Pessoas com altos níveis da proteína PCSK9 tendem a ter colesterol alto e desenvolver doenças cardíacas precocemente.
"Percebemos que após um tratamento [em ratos], fomos capazes de reduzir o nível da proteína PCSK9 em mais de 95%. Essa é definitivamente uma direção de pesquisa muito importante", diz ele.
De acordo com o pesquisador, pelo menos uma empresa de biotecnologia está planejando um ensaio clínico usando mRNA para inibir a PCSK9.
Tudo isso levanta a questão: poderiam as terapias de mRNA nos dar uma imunidade quase sobre-humana?
Céu é o limite?

Fato é que as vacinas de mRNA contra a covid-19 levaram algumas pessoas a produzir níveis muito altos de anticorpos, capazes de neutralizar várias variantes do coronavírus de uma só vez.
Também existe a possibilidade futura de misturar várias vacinas de mRNA em uma única dose, o que eventualmente poderia prevenir cânceres e vírus ao mesmo tempo.
Por enquanto, porém, é mais palpável uma vacina combinada contra a covid-19 e gripes, o que vem sendo estudado tanto pela Moderna quanto pela Novavax.
No entanto, antes de ficarmos animados demais, algumas perguntas sobre as vacinas de mRNA permanecem. Uma delas é sobre a duração da imunidade gerada e a necessidade de doses de reforço, que eventualmente podem levar a um acúmulo de reações desagradáveis.
Reações anafiláticas foram observadas em aproximadamente 2 a 5 pessoas por milhão de vacinadas nos Estados Unidos, embora não haja registro de mortes. A taxa de reações foi ligeiramente maior para a vacina Pfizer-BioNTech, de 4,7 por milhão, do que para a vacina da Moderna (2,5 por milhão).
Embora a taxa geral seja baixa, ela é 11 vezes maior do que da vacina contra a gripe.
"Ainda estamos trabalhando para entender quanto tempo dura a resposta dos anticorpos, bem como a resposta celular", diz Blakney.
"Agora, há boas evidências de que você consegue com as vacinas de mRNA uma resposta das células T de memória realmente boa. Mas como esses ensaios clínicos têm apenas um ano e meio na maioria dos casos, ainda estamos tentando entender quanto dura essa imunidade."
A pesquisadora aponta que, para a maioria das pessoas, provavelmente não é desejável "tomar várias doses todos os anos que te nocauteiam por alguns três dias."
No entanto, o laboratório de Blakney na Universidade de British Columbia (UBC), no Canadá, está trabalhando em alternativa: o mRNA autorreplicativo.
Ele tem os mesmos componentes estruturais do mRNA normal, exceto que, uma vez dentro da célula, pode fazer cópias de si mesmo.
"Isso é realmente vantajoso porque permite que você use uma dose muito menor, geralmente cerca de 100 vezes menos do que o mRNA", explica Blakney.
Isso significa mais retorno sobre o investimento e menos dor no braço.
Independente dos cenários vislumbrados para a tecnologia de mRNA que realmente se concretizarão, já sabemos que esse é um nome para se ter em mente ? afinal, ela já permitiu que milhares de doses contra a covid-19 chegassem até nós em tempo recorde e provavelmente continuará trazendo grandes novidades.
_________________________________________________Casos de Covid na China atingem máxima de 21 meses após surto em Xian

26/12/2021 13h06
PEQUIM (Reuters) - A China relatou seu maior aumento diário em casos locais de Covid-19 em 21 meses, já que as infecções mais que dobraram na cidade de Xian, no noroeste, o mais recente polo de transmissão de coronavírus do país.
A cidade de 13 milhões de habitantes, que entrou em seu quarto dia de lockdown, detectou no sábado 155 casos de transmissão doméstica com sintomas confirmados, ante 75 no dia anterior, segundo dados oficiais divulgados neste domingo.
Com vacinação menor, Brasil vê risco de surtos de gripe e outras doenças
Isso elevou a contagem diária nacional para 158, a maior desde que a China conseguiu conter um surto nacional no início de 2020.
Xian, com 485 casos sintomáticos locais relatados para o período de 9 a 25 de dezembro, impôs medidas pesadas para conter o surto, em linha com a política de Pequim de que qualquer surto deve ser contido o mais rápido possível.
A cidade conseguiu detectar rapidamente esses casos por meio de três rodadas de testes em massa, disse He Wenquan, uma autoridade de Xian, em uma coletiva de imprensa neste domingo, acrescentando que números elevados de casos podem persistir nos próximos dias.
"A fim de rastrear rapidamente os grupos de pessoas infectadas, após uma análise de especialistas, vamos intensificar as medidas de controle em áreas-chave, especialmente em locais com maior nível de risco", disse Wenquan.
O governo local também anunciou que lançaria uma campanha de desinfecção em toda a cidade a partir das 18h, horário local, pedindo aos moradores que fechem as janelas e tragam roupas ou outros itens de suas varandas.
Os residentes não podem deixar a cidade sem a aprovação dos empregadores ou das autoridades locais e várias rodadas de testes em massa foram realizadas para identificar os casos.
A cidade ainda não anunciou nenhuma infecção causada pela variante Ômicron, embora as autoridades chinesas tenham relatado diversas infecções pela nova variante entre viajantes internacionais e no sul da China.
Incluindo os casos importados, a China continental confirmou 206 novos casos em 25 de dezembro, ante 140 um dia antes.
Nenhuma nova morte foi relatada, deixando o número cumulativo de mortes em 4.636. A China continental tinha 101.077 casos confirmados em 25 de dezembro.
(Reportagem de Roxanne Liu, Stella Qiu e Ryan Woo)
_________________________________________________23 funcionários de empresa de MG se infectam com ômicron após festa em SP

Daniel Leite Colaboração para o UOL 25/12/2021 19h15
A Prefeitura de Extrema (481 km de Belo Horizonte), no sul de Minas, afirmou que 23 trabalhadores de uma mesma empresa estão infectados com a variante ômicron do coronavírus. Todos participaram de uma festa de confraternização em São Paulo e, após o evento, começaram a sentir sintomas.
Segundo o coordenador de combate do covid da cidade, o médico Enis Donizetti Silva, o grupo está sendo monitorado e as pessoas só poderão voltar ao trabalho na próxima quinta-feira. O número de doentes representa em torno da metade do corpo de funcionários da empresa, que não teve o nome e nem o ramo de atuação divulgados.
Ômicron torna-se dominante em Portugal, um dos países mais vacinados do mundo
Três dias depois do evento festivo, realizado no último dia 17, alguns dos trabalhadores, com sintomas de gripe, procuraram um laboratório de exames da cidade. No total, 4 testaram positivo para a variante.
"A partir disso, a vigilância sanitária e a epidemiológica de Extrema foram comunicadas por alguns dos funcionários e estiveram na sede da empresa", explica o médico. A firma fica no parque industrial, que reúne outras empresas do município, de 36 mil habitantes.
O local foi fechado, os trabalhadores enviados para casa e todos fizeram testes, avaliados pelo Instituto de Medicina Tropical, da USP, com o qual a prefeitura tem parceria.
Os resultados confirmaram mais 19 positivos, tendo, assim, contabilizados 23 contaminados pela variante ômicron. Todos estiveram na festa na capital paulista. "[Foram] 19 confirmados através do laboratório de São Paulo e mais 4 confirmados pelo nosso laboratório de Extrema", confirma o coordenador.
Agora, de acordo com ele, as amostras serão enviadas para a Secretaria Estadual de Saúde mineira para nova confirmação. "Juntamos todas as amostras e outras, e vamos levar para o laboratório central da Secretaria Estadual de Saúde para fazer o sequenciamento para reconfirmar a variante ômicron. A nota técnica prevê que tem de fazer o sequenciamento", explica.

Enis Donizetti lembra que a variante tem maior capacidade de transmissão e diz que a prefeitura tem tomado medidas para enfrentar a situação, como criar uma unidade para avaliar casos com sintomas gripais que antes iam para o Pronto-Socorro. "Uma boa parte dos pacientes é muito transmissora na fase inicial, e a gente concentrou num lugar só", afirmou
Ele afirma ainda que a cidade aumentou o número de postos de vacinação e faz uma grande quantidade de testes, bem como trabalha com telemedicina durante o isolamento de dez dias dos infectados.
De acordo com o médico, também é feita a distribuição de máscaras cirúrgicas e N95, mais eficientes, de acordo com o especialista, que destaca também o trabalho de comunicação para conscientizar a população.
O fato de a festa dos funcionários ter sido em São Paulo não significa que a causa das infecções foi o local. "A ômicron está aí, ela entrou no Brasil, está em vários lugares", completa.
_________________________________________________Com ômicron, 4 países da Europa ultrapassam 50 mil novos casos de covid/dia

Lucas Borges Teixeira Do UOL, em São Paulo 25/12/2021 Atualizada em 25/12/2021
Quatro países da Europa já ultrapassaram a marca de 50 mil novos casos por dia neste final de ano. É a primeira vez que isso acontece em conjunto desde o início da pandemia no continente, em fevereiro de 2020.
Ontem, na véspera de Natal, Reino Unido e França ultrapassaram a marca de 100 mil casos, segundo os governos locais e a Itália ultrapassou 50 mil. Na última quinta (23), a Espanha já tinha atingido 70 mil casos, segundo o World in Data, da Universidade de Oxford,
Ômicron causa casos menos graves que outras variantes, diz novo estudo
A considerada quinta onda no continente europeu é atrelada à disseminação da variante ômicron, que também já está em transmissão comunitária no Brasil. Identificada na África do Sul em novembro, ela tem um alto poder de transmissão e se tornou dominante em parte dos países por que passou, como Reino Unido e Estados Unidos, em poucas semanas.
Neste final de ano, ela pode ser ligada à explosão de casos no continente, que, pela primeira vez, na última quinta, atingiu a marca de 702 mil novos casos em um único dia. Antes de dezembro, o recorde era de 461 mil novos casos em 20 de novembro de 2020.
Os números de ontem (24) ainda estão sendo somados - alguns países, como Espanha, ainda não divulgaram seus levantamentos - mas já chegam a 533 mil novos casos. Quatro ultrapassaram 50 mil:
- Reino Unido: 122 mil
- França: 104 mil
- Espanha: 72 mil (em 23/12)
- Itália: 54 mil
De acordo com o registro do World in Data, esta é a primeira vez que quatro países ultrapassam a marca de 50 mil concomitantemente.
Até então, a França já tinha ultrapassado essa marca em diversos dias de dois períodos, outubro de 2020 e abril de 2021, a Itália em março de 2020 e a Espanha e o Reino Unido em janeiro de 2021.
Mortes não explodiram
Apesar de o número de casos apresentar altas históricas, as mortes não voltaram a explodir no continente. Nas outras ondas, de abril de 2020 e janeiro de 2021, Espanha, França e Reino Unido chegaram a ter mais de mil mortos por dia e a Itália ultrapassou 700.
Por enquanto, a onda gerada pela ômicron ainda não apresenta o mesmo efeito. Desde meados de novembro, quando a variante foi identificada, nenhum dos países apresentou mais de 200 mortos por dia, com exceção da França em três datas.
_________________________________________________Jamil Chade - Sem vacinas, países pobres expõem fracasso da resposta global contra covid
Colunista do UOL 27/11/2021 04h00
Por meses, a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou: a pandemia da covid-19 só vai ser controlada num país quando ela for controlada em todos os países. Mas quase ninguém ouviu. Ou optou por ouvir.
Menos de um ano depois de as primeiras doses da vacina serem administradas em braços de europeus, americanos e de outros países ricos, a crise sanitária volta a assustar o planeta, derruba bolsas, obriga governos ricos a suspender voos e reabre o temor sobre o vírus.

OMS teme 236 mil mortes extras até dezembro na Europa por covid-19
A nova variante ômicron, identificada no sul do continente africano, apresenta duas vezes mais mutações que a variante delta, a mais perigosa até agora.
Para a OMS, o cenário de uma nova variante ainda mais perigosa sempre esteve sobre a mesa. Mas, para a agência, isso não é era inevitável e o mundo paga um preço caro por ter fracassado em distribuir vacinas de forma justa pelo planeta.
Por meses, as entidades internacionais, governos de diferentes partes do mundo e grupos de cientistas insistiram que essa distribuição não era caridade. Mas a garantia de reduzir os riscos do surgimento de novas mutações.
Antonio Guterres, secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), chegou a alertar que a concentração de doses nas mãos de poucos países era "estúpido".
Mas os apelos não tiveram consequências. Cientistas alertavam que a única forma de frear o surgimento teria sido por meio de uma vacinação ampla de todos os países, capaz de criar uma imunidade e reduzir as transmissões. Com a queda da transmissão, o risco de mutações também cairia.
Com isso em mente, nas salas de reuniões da OMS, especialistas em saúde pública correram para montar um plano ousado, justamente para impedir que as vacinas ficassem concentradas apenas nas mãos de poucos países.
Foi então criado um fundo que, com recursos e vacinas, garantiria a distribuição de doses a todos os países e, assim, permitiria uma imunidade para o planeta. Mas a estratégia —que ganhou o nome de Covax— fracassou e o nacionalismo e o mercado venceram.
O mecanismo, que pretendia distribuir 2 bilhões de doses de vacinas até o fim de 2021, conseguiu atingir apenas 25% de sua meta. Não faltou dinheiro. Faltaram vacinas, guardadas como tesouros nas prateleiras dos países ricos. Vários deles, como no caso do Canadá, chegaram a comprar vacinas para o equivalente a seis vezes sua população.
Todos os planos criados pela OMS também fracassaram. O primeiro deles era de ter 10% da população de cada país do mundo vacinado até o fim de setembro. Mais de 50 países ficaram abaixo da meta. Para o fim de dezembro, a meta é de 40%. Mas, de novo, nada indica que o objetivo seja atingido.
Se a ciência venceu e produziu vacinas em tempo recorde, o capitalismo também. E impediu que a lógica da saúde prevalecesse sobre a do mercado. Empresas farmacêuticas resistiram aos apelos por quebra de patentes e, um ano depois de o projeto ter sido lançado por Índia e África do Sul, europeus resistem à ideia de suspender as patentes e permitir que versões genéricas sejam produzidas.
A lógica do mercado se mostrou de forma tão clara que, em meio ao debate sobre vacinas, foi descoberto que uma das poucas fábricas na África com vacinas exportava os produtos para os países europeus.
Apartheid de Vacinas
Assim, um ano depois de a vacinação começar no mundo e de certos países terem atingido mais de 70% de suas populações com doses completas, continentes inteiros continuam esperando sua vez.
No mundo, 7,8 bilhões de doses já foram distribuídas e, por dia, são 33 milhões de pessoas imunizadas. Trata-se de 102 doses para cada cem pessoas no mundo. Nos EUA, por exemplo, já foram mais de 453 milhões de doses.
Mas isso não foi suficiente para impedir uma profunda desigualdade. Hoje, quase 40 países pelo mundo continuam com uma cobertura de vacinas de menos de 10% de suas populações.
Na República Democrática do Congo, a taxa é de apenas 0,1%, contra 1% no Haiti, 1,3% no Sudão e 1,5% na Etiópia.
A Nigéria, um dos principais centros econômicos da África e com uma população de mais de 200 milhões de habitantes, a taxa de vacinação é de apenas 1,7%. Em Angola, ela não chega a 10%.
Em Botsuana, 80% da população não tem qualquer previsão de receber a primeira dose. Na África do Sul, a proteção chega a apenas 24% da população e 25 milhões de doses foram distribuídas. O volume é inferior ao que o estado da Flórida distribuiu à sua população.
Na África do Sul e em outros países da região, o temor é de que novas camadas de disparidade e de distanciamento entre países ricos e pobres estejam sendo estabelecidas. Não apenas eles não receberam as vacinas como agora, diante da nova variante, estarão impedidos de viajar ou receber turistas e investimentos.
A dupla punição contra os países mais pobres já é alvo de denúncias internacionais. "Esse é o apartheid de vacinas", disse Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul.
Para a OMS, o que mais choca é que, com as mais de 6 bilhões de doses já produzidas no mundo, haveria vacina suficiente para imunizar todas as populações mais vulneráveis, reduzindo de forma importante a taxa de mortes.
"Isso não aconteceu e, agora, corremos o risco de voltar à estaca zero", lamentou Bruce Aylward, um dos principais conselheiros da OMS para vacinas.
_________________________________________________Nova York declara estado de emergência após aumento de casos de covid-19

Do UOL, em São Paulo 27/11/2021 08h41
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, emitiu uma declaração de "emergência de desastre" ontem, devido às taxas crescentes de infecções e hospitalizações pela covid-19 no estado, além da ameaça da variante ômicron, recém-descoberta na África do Sul e classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como "de preocupação".
Ela disse que a variante ainda não foi detectada no estado, mas que decidiu assinar uma ordem executiva para permitir que o departamento de saúde limite procedimentos não essenciais e não urgentes em hospitais e adquira suprimentos essenciais mais rapidamente. A medida entra em vigor em 3 de dezembro e será reavaliada em 15 de janeiro, segundo a Bloomberg.
Brasil fechará fronteiras a 6 países da África por causa de nova variante
"Continuamos a ver sinais de alerta de picos de covid neste inverno e, embora a nova variante ômicron ainda não tenha sido detectada no estado de Nova York, ela está chegando", escreveu a governadora em sua conta oficial no Twitter.
Ela afirmou que a situação seria evitável se as pessoas se vacinassem e fez um apelo para que os nova-iorquinos procurem postos de saúde para serem imunizados, classificando as vacinas como "nossa maior arma nesta pandemia". Segundo dados do jornal The New York Times, 68% da população do estado está completamente imunizada contra a covid-19.
EUA impõem restrições de viagem a 8 países da África
O presidente dos EUA, Joe Biden, vai impor restrições de viagem a oito países do sul da África a partir de segunda-feira (29). O objetivo é tentar controlar o avanço da nova variante do coronavírus.
Seguindo o conselho de Anthony Fauci —principal infectologista do governo norte-americano— e dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, a administração Biden restringirá viagens da África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini (ex-Suazilândia), Moçambique e Maláui.
As medidas não se aplicarão a cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais. Como acontece com todos os viajantes internacionais, eles ainda devem testar negativo para a covid-19 antes da viagem.
_________________________________________________Bolsonaro fala em 'nova onda', mas rebate pedido para 'fechar' aeroportos

Fábio Castanho
Do UOL, em São Paulo*
26/11/2021 10h22
No momento em que países da Europa apertam restrições para conter o salto de casos do novo coronavírus, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou hoje que "está vindo uma outra de covid". Em conversa em frente ao Palácio da Alvorada, no entanto, o chefe do Executivo rebateu a sugestão de um apoiador para 'fechamento" de aeroportos do Brasil para tentar reduzir o contágio da doença.
"Tem que aprender a conviver com o vírus", repetiu o presidente.
"Não vai vedar, rapaz. Que loucura é essa? Fechou o aeroporto, o vírus não entra? Já está aqui dentro", declarou Bolsonaro ao ser questionado, de forma genérica, sobre a possibilidade de restringir a entrada de estrangeiros no País.
O apoiador citou a quarta onda de covid-19 na Europa, mas o presidente minimizou. "Você está vendo muita [TV] Globo".
A declaração de Bolsonaro ocorre em um momento em que o Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou — com apoio de diversos estados e municípios — um aumento nas restrições para a entrada de estrangeiros no Brasil, com o ingresso apenas de vacinados. O Governo, porém, já deu indicações que é contrário à medida. Não houve referência na conversa com apoiadores a essa proposta.
Paralelamente à questão da legislação nacional, desde ontem países têm demonstrado preocupação com a descoberta de uma nova variante do novo coronavírus. A partir desta sexta-feira, por exemplo, o Reino Unido começa a impor barreiras aéreas contra a África do Sul e mais cinco países vizinhos.
Regiões da Alemanha, além de França, Itália e Áustria, têm ampliado restrições sanitárias, e Portugal voltou a exigir máscaras em espaços fechados.
Na quinta-feira, Bolsonaro, depois de se contrapor sistematicamente a medidas sanitárias para conter a covid-19, se disse contrário à realização do carnaval em 2022. Capitais brasileiras mantêm sob dúvidas a realização da festa em 2022. Dentre as grandes cidades, só o Rio de Janeiro confirmou o carnaval no ano que vem.
Bolsonaro conversou com apoiadores antes de embarcar para Guaratinguetá, em São Paulo, onde participa no período da manhã de cerimônia de conclusão do curso de formação de sargentos da Escola de Especialistas de Aeronáutica. À tarde, segue para o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o presidente vai comparecer à cerimônia de formatura do 76º Aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista.
*Com informações da Estadão Conteúdo
_________________________________________________CDC não coleta dados de pessoas reinfectadas transmitindo covid-19

Do Projeto Comprova
26/11/2021 09h55
Atualizada em 26/11/2021 10h21
São enganosos os posts no Twitter que afirmam que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos não tem registros de pessoas não vacinadas contra a covid-19 que tenham transmitido a doença para terceiros após reinfecção.
O documento utilizado nos tuítes aqui verificados, em que o CDC responde a uma consulta sobre o assunto feita por uma advogada, é autêntico. Contudo, o órgão afirma não ter os registros porque estes dados não são coletados, o que não significa que não existam casos de pessoas não vacinadas que tenham transmitido a doença.
Não há relação entre casos de mal súbito em atletas e vacinas contra covid
Em pelo menos quatro postagens feitas no Twitter, é anexado um documento do CDC enviado a uma advogada de Nova York, após uma solicitação de informações por meio do Freedom of Information Act (FOIA), lei de acesso à informação do governo norte-americano.
No documento, ela consulta o CDC sobre a existência de "documentos que refletem qualquer caso documentado de um indivíduo que: (1) nunca recebeu uma vacina contra covid-19; (2) foi infectado com covid-19 uma vez, se recuperou e, mais tarde, ficou infectado novamente; e (3) transmitiu Sars-CoV-2 para outra pessoa quando reinfectado".
A resposta do CDC é de que não foram encontrados registros, porque os dados pedidos não são coletados devido às proteções de privacidade. Os posts no Twitter, de fato, afirmam que o CDC disse não ter registros. Contudo, os tuítes em resposta não deixam claro que a pergunta feita pela advogada foi sobre transmissão por não vacinados após reinfecção.
A interpretação de boa parte das pessoas que interagiram com os posts é de que o fato de não haver registros no CDC significa que não há casos desse tipo.
Essa interpretação fica evidente nas respostas: há perfis que falam que a imunidade natural é melhor do que a da vacina, que este é um "segredo guardado a sete chaves pela indústria" e que esta é uma prova de que o "experimento" não tem dado o resultado desejado, se referindo à vacina.
No momento em que um perfil questiona a interpretação de que a falta de registros significaria a ausência de casos, é rebatido pelo autor de um dos tuítes: "Se não há a informação, porque a afirmação é feita então? Este é o ponto".
Os quatro autores dos tuítes verificados — @RafaelFontana, @DiretoDaAmerica, @Dr_Francisco_ e @profcabarros, — foram procurados, mas somente os dois últimos responderam, no sentido de reafirmar que a ausência de dados do CDC valida a tese de que reinfectados não transmitem covid-19.
Este conteúdo foi considerado enganoso pelo Comprova porque leva a uma interpretação diferente da intenção do autor, com ou sem a intenção de causar dano.
Como verificamos
O Comprova usou o Google para localizar a advogada cujo nome é citado no documento utilizado nos tuítes e, ao encontrar um contato de e-mail no site oficial do escritório onde ela trabalha, a questionou sobre a veracidade do documento utilizado na rede social.
Em seguida, entrou em contato com o CDC, a fim de saber se o documento era verdadeiro e por que razões não existem registros para casos de pessoas que não foram vacinadas e tenham transmitido covid-19.
Por fim, foram procurados os autores dos quatro tuítes verificados por meio de mensagens diretas enviadas no Twitter, Instagram e Facebook. Dois deles responderam ao contato do Comprova, os outros dois, até a publicação deste texto, não retornaram.
O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 24 de novembro de 2021.
Verificação
O documento é autêntico?
Sim. Ele foi enviado pelo CDC no dia 5 de novembro de 2021 à advogada Elizabeth Brehm, que trabalha no escritório Siri & Glimstad, em Nova York. O pedido de informações tinha sido feito em 2 de setembro de 2021 por meio de um formulário no site do FOIA. Os dois documentos - pergunta e resposta - foram disponibilizados em um texto escrito pelo sócio-gerente do escritório, Aaron Siri.
Quem é Elizabeth Brehm e qual o contexto da consulta?
Ela é uma das advogadas do escritório Siri & Glimstad, sediado em Nova York. De acordo com informações do site da empresa, ela tem formação em Ciências e em Direito e, antes de se juntar à equipe do Siri & Glimstad, trabalhou por nove anos em outro escritório, atuando sobretudo em ações antitruste e fraudes no sistema de saúde.
O escritório onde ela trabalha atualmente mantém uma página em
O escritório onde ela trabalha atualmente mantém uma página em seu site oficial, na qual afirma defender clientes dos 50 estados norte-americanos, "com compaixão e experiência" e "sem custos de representação", que tenham sofrido lesões decorrentes de vacinas. Eles consideram como as mais comuns bursite, tendinite, lesões no manguito rotador e capsulite adesiva - uma condição de rigidez na articulação do ombro também chamada de ombro congelado. O escritório ainda menciona a Síndrome de Guillain-Barré como uma "lesão de vacina".
Ao ser questionada sobre a veracidade do documento, que circulava em tuítes no Brasil, e sobre a consulta que teria feito ao CDC, Elizabeth Brehm respondeu ao Comprova por e-mail apenas encaminhando um link para um texto publicado pelo sócio-gerente do escritório onde ela trabalha, Aaron Siri.
No texto, em que anexa a pergunta feita pela funcionária e a resposta do CDC, Aaron afirma que seria de se imaginar que o CDC deveria ter ao menos uma prova de que um indivíduo não vacinado transmitiu a covid-19 para outras pessoas.
No mesmo post, ele confirma que o CDC respondeu que não tinha os registros solicitados por Elizabeth Brehm porque os dados não eram coletados. No decorrer da publicação, Aaron afirma que há estudos que comprovam que pessoas vacinadas transmitem a covid-19 e que é "distópico" que o CDC suspenda as restrições aos vacinados, enquanto "está ativamente destruindo os direitos de milhões de indivíduos naturalmente imunes neste país, caso eles não recebam a vacina".
Ele ainda afirma que a proteção natural pela doença é superior à da vacina. O Comprova já mostrou que era a falsa a afirmação de que o CDC tinha admitido que a proteção natural era superior à da vacina contra a covid-19 e que autoridades de saúde do Brasil seguem recomendando que todos se vacinem, já que a imunidade natural também tende a cair com o tempo.
Por que o CDC não tem registros?
O CDC alegou ao Comprova, por e-mail, que por "questões de privacidade" não mantém registros de eventuais casos de transmissão da covid-19 por pessoas que já tiveram a doença e não foram imunizadas. A agência, porém, salientou que não há razões para acreditar que pessoas que já testaram positivo não possam ser transmissoras.
Na sequência, dois estudos sobre taxas de reinfecção foram enviados (1 e 2) à reportagem pela agência norte-americana, embora não especificamente sobre o risco de transmissão por pessoas reinfectadas.
O primeiro, feito com cinco residentes de uma enfermaria especializada, mostrou que quatro deles apresentaram quadros mais severos da doença após a reinfecção, com uma morte. O segundo reuniu indícios de que a vacinação contra a covid-19 em pessoas já infectadas pelo vírus reduz a possibilidade de reinfecção.
Em janeiro deste ano, um estudo feito com profissionais de saúde do Reino Unido apontou que a resposta imune a partir de uma infecção anterior por covid-19 reduz em 83% o risco de se contrair de novo a doença. Os resultados apontados pelos pesquisadores foram publicados na plataforma MedRxiv, ainda em fase de pré-print, e sugeriam que essa proteção durava aproximadamente cinco meses.
Dos mais de 6 mil participantes no estudo, que já tinham tido a covid-19, houve reinfecção em menos de 1%. Contudo, os pesquisadores descobriram que, nos poucos casos em que isso ocorreu, os pacientes levavam altos níveis de carga viral no nariz e na garganta, mesmo sem apresentar sintomas. De acordo com a pesquisadora Susan Hopkins, investigadora principal do estudo, essas cargas virais estavam sendo associadas a um alto risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
Quem são as pessoas que publicaram os documentos?
O Comprova entrou em contato com os quatro perfis que postaram o mesmo conteúdo verificado nesta reportagem. @RafaelFontana é jornalista, escritor e, de acordo com suas redes sociais, trabalha em uma empresa de comunicação brasileira sediada nos Estados Unidos. O segundo perfil contatado foi @profcabarros, jornalista e advogado.
Carlos respondeu à reportagem defendendo o conteúdo que foi publicado em seu tuíte: "A questão aqui é que você parte da premissa que existem estes casos, mesmo que não hajam dados" (sic). E, após o envio da resposta dada pelo CDC sobre não coletarem tais dados, o jornalista reafirmou que seu tuíte não estava distorcendo ou inventando o conteúdo publicado.
O perfil Direto da América também foi procurado. Nas redes sociais, o perfil é descrito como um portal de notícias dos Estados Unidos voltado para brasileiros de todo o mundo. O site do portal estava temporariamente desativado e o perfil no Instagram é privado. O contato foi feito por meio da página no Facebook, mas não houve retorno
Também foi contatado o médico infectologista Francisco Cardoso. Em junho deste ano, o profissional esteve presente na CPI da Covid a fim de defender o "tratamento precoce", que não possui comprovação científica contra a covid-19, por indicação do governo federal.
Além disso, Francisco também é investigado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por receber auxílio-doença mesmo sem estar incapaz de exercer a profissão. O contato foi realizado via e-mail disponibilizado nas redes sociais do médico.
Francisco Cardoso respondeu ao Comprova e defendeu que sua publicação no Twitter estava correta, visto que as afirmações feitas na postagem são as mesmas dadas ao Comprova pelo CDC, e que os documentos apresentados no tuíte são verdadeiros.
Por que investigamos?
Em sua quarta fase, o Comprova investiga publicações sobre o governo federal, as eleições e a pandemia que tenham viralizado nas redes sociais. A postagem aqui checada foi compartilhada no Twitter por pelo menos quatro perfis. Entre curtidas, retuítes e retuítes com comentários, foram mais de 5,8 mil interações.
Neste caso, o fato de os tuítes não refletirem o teor completo do documento levou a uma interpretação diferente daquela que foi a intenção do autor e reforçou o discurso antivacina, que tem sido base para a difusão de argumentos contrários à implementação do passaporte sanitário e ao próprio avanço da vacinação. É consenso na comunidade científica que a curva de mortos e de infectados pelo vírus cai com o avanço da cobertura vacinal, realidade que pode ser atestada no Brasil.
Outubro foi o mês com menos mortes por covid-19 no país desde abril de 2020. O esquema vacinal foi completado em mais de 60% da população brasileira, apesar da recusa do governo federal a ofertas para compra de vacinas como a Pfizer.
O Comprova já checou outros conteúdos relacionados a vacinas, como o que concluiu que o secretário de fomento à cultura desinformou ao afirmar que os imunizantes contra o coronavírus são experimentais, ou o que confirmou ser enganosa a relação entre eles e casos de mal súbito entre atletas.
Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.
O Comprova é um projeto integrado por 33 veículos de imprensa brasileiros que descobre, investiga e explica informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas compartilhadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagens. Envie sua sugestão de verificação pelo WhatsApp no número 11 97045 4984.
_________________________________________________Nova variante do coronavírus preocupa OMS, e países fecham fronteiras
Thaís Augusto Do UOL, em São Paulo* 26/11/2021 10h59 Atualizada em 26/11/2021 11h25
A nova variante do coronavírus, encontrada na África do Sul, é motivo de preocupação entre cientistas e autoridades, que começam a bloquear as fronteiras para evitar a propagação da cepa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a B.1.1.529 é a variante mais "significante" detectada até agora e tem alto potencial de propagação.
A variante tem uma proteína de espigão diferente daquela do coronavírus original, na qual se baseiam as vacinas contra covid-19. Isso aumenta a preocupação de que a B.1.1.529 possa "escapar" da proteção dos imunizantes. A Bélgica detectou hoje o primeiro caso da nova variante na Europa.

Covid: Anvisa recomenda restrições para voos vindos de 6 países da África
Segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, a cepa também foi identificada em Botswana e Hong Kong.
David Nabarro, enviado especial da OMS para o combate ao coronavírus, disse ser "apropriado" a preocupação sobre a nova variante. "Vou te dizer o porquê: o vírus parece ter uma capacidade maior de escapar das defesas que todos nós construímos como resultado das vacinas que recebemos desde o início deste ano", afirmou em entrevista ao site BBC.
Hoje, os especialistas da OMS se reúnem para discutir a nova variante, e definir um nome, mas a agência adiantou que demorará "várias semanas" para entender melhor o impacto da cepa e determinar sua virulência.
A variante B.1.1.529 tem um número "extremamente alto" de mutações e potencial "muito alto" de disseminação, estimou o virologista brasileiro Tulio de Oliveira, que mora na África do Sul e é diretor do KRISP, um centro especializado no estudo do coronavírus em Durban, onde foi descoberta a variante beta em 2020.
A África do Sul, que é o país mais afetado pelo vírus no continente, registrou 22 casos da variante, principalmente em jovens. Em todo o continente africano, apenas 7% dos 1,3 bilhões de habitantes estão totalmente vacinados.
Agora, a Europa se apressa para bloquear as fronteiras e impedir o avanço da variante, mas um epidemiologista da Universidade de Hon Kong disse que já pode ser tarde demais para endurecer as restrições de viagem.
Temos que admitir que muito provavelmente este vírus já está em outros lugares. Então, se fecharmos a porta agora, provavelmente será tarde demais.Ben Cowling, epidemiologista da Universidade de Hong Kong
O coronavírus provocou mais de 5,16 milhões de mortes em todo o mundo desde que foi descoberto na China no final de 2019, embora a OMS considere que os números reais podem ser muito maiores.
Europa fecha fronteira, mas Brasil resiste
Autoridades globais reagiram com alarme à nova variante do coronavírus detectada na África do Sul. União Europeia e Reino Unido anunciaram controles de fronteira mais rigorosos enquanto cientistas tentam determinar se a mutação é resistente a vacinas.
O Reino Unido pediu que os britânicos que estejam voltando da África e de locais próximos entrem em quarentena.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recomendou hoje a suspensão de todos os voos para países afetados da África e citou um "freio de emergência" a ser que implementado na União Europeia.
Segundo ela, a medida ajudará a "limitar a disseminação" da variante. França, Itália e Alemanha já anunciaram restrições para viagens. A Europa, que já superou 1,5 milhão de mortos na pandemia, vive há semanas um preocupante aumento dos casos de covid-19.
A Índia também proibirá voos da África do Sul e de países vizinhos.
Nos Estados Unidos, o infectologista e conselheiro da Casa Branca, Anthony Fauci, disse que é necessário ter mais informação sobre a nova variante antes de determinar bloqueios.
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica, hoje, recomendando que o governo adote medidas de restrição para viajantes e voos vindos de seis países da África em razão da identificação da nova variante no continente, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou a implantação de de barreiras sanitárias.
Hoje, em conversa com apoiadores, Bolsonaro afirmou "que está vindo uma nova onda de covid", mas rebateu a sugestão de um apoiador para o "fechamento" de aeroportos do Brasil.
"Tem que aprender a conviver com o vírus", repetiu o presidente, que classificou a sugestão do apoiador como "loucura".
No programa UOL News, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, explicou que não é possível deter a variante, mas que dá para atrasar a sua entrada no Brasil. "Vamos tentar retardar, diminuir, fazer com que chegue em menor número".
Em nota técnica a estados e municípios hoje, o Ministério da Saúde recomendou que se aumente a testagem e o rastreamento de contato de pessoas com contato com áreas de risco e se notifique imediatamente casos suspeitos.
O Brasil registrou 613.697 mortes por covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.
Bolsas de todo o mundo caem com temor
As Bolsas de todo o mundo registram perdas hoje diante do temor pela descoberta da nova variante do coronavírus na África do Sul. No Brasil, a Bolsa abriu estável, mas chegou a cair 3,89%, seguindo a tendência do mercado global.
Bolsas de todo o mundo caem com temor As Bolsas de todo o mundo registram perdas hoje diante do temor pela descoberta da nova variante do coronavírus na África do Sul.
No Brasil, a Bolsa abriu estável, mas chegou a cair 3,89%, seguindo a tendência do mercado global.
Na B3, as ações que mais caíram estão relacionadas ao mercado do turismo. Às 13h17, os papéis da Gol (GOLL4) caíam 13,9%, os da Azul (AZUL4), 12,85%, os da CVC (CVCB3), 12,49% e os da Embraer (EMBR3), 9,89%.
As principais Bolsas da Europa não escaparam da tendência e iniciaram o dia com quedas expressivas. O STOXX 600, um índice que reúne informações de 17 países europeus, já abriu em queda e às 17h30 (horário local) caía 3,72%.
Nos Estados Unidos, os índices abriram em forte queda hoje após o feriado de Ação de Graças. Os papéis de viagens, bancos e commodities liderando as perdas.
*Com Reuters e AFP.
______________________________________________Nova variante do coronavírus preocupa OMS, e países fecham fronteiras
Via Redação | Publicado por Administrador | às 10:57:10

A nova variante do coronavírus, encontrada na África do Sul, é motivo de preocupação entre cientistas e autoridades, que começam a bloquear as fronteiras para evitar a propagação da cepa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a B.1.1.529 é a variante mais “significante” detectada até agora e tem alto potencial de propagação.
A variante tem uma proteína de espigão diferente daquela do coronavírus original, na qual se baseiam as vacinas contra covid-19. Isso aumenta a preocupação de que a B.1.1.529 possa “escapar” da proteção dos imunizantes. A Bélgica detectou hoje o primeiro caso da nova variante na Europa.
Segundo a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, a cepa também foi identificada em Botswana e Hong Kong.
David Nabarro, enviado especial da OMS para o combate ao coronavírus, disse ser “apropriado” a preocupação sobre a nova variante. “Vou te dizer o porquê: o vírus parece ter uma capacidade maior de escapar das defesas que todos nós construímos como resultado das vacinas que recebemos desde o início deste ano”, afirmou em entrevista ao site BBC.
Hoje, os especialistas da OMS se reúnem para discutir a nova variante, e definir um nome, mas a agência adiantou que demorará “várias semanas” para entender melhor o impacto da cepa e determinar sua virulência.
A variante B.1.1.529 tem um número “extremamente alto” de mutações e potencial “muito alto” de disseminação, estimou o virologista brasileiro Tulio de Oliveira, que mora na África do Sul e é diretor do KRISP, um centro especializado no estudo do coronavírus em Durban, onde foi descoberta a variante beta em 2020.
A África do Sul, que é o país mais afetado pelo vírus no continente, registrou 22 casos da variante, principalmente em jovens. Em todo o continente africano, apenas 7% dos 1,3 bilhões de habitantes estão totalmente vacinados.
Agora, a Europa se apressa para bloquear as fronteiras e impedir o avanço da variante, mas um epidemiologista da Universidade de Hon Kong disse que já pode ser tarde demais para endurecer as restrições de viagem.
Temos que admitir que muito provavelmente este vírus já está em outros lugares. Então, se fecharmos a porta agora, provavelmente será tarde demais.Ben Cowling, epidemiologista da Universidade de Hong Kong
O coronavírus provocou mais de 5,16 milhões de mortes em todo o mundo desde que foi descoberto na China no final de 2019, embora a OMS considere que os números reais podem ser muito maiores.
Europa fecha fronteira, mas Brasil resiste
Autoridades globais reagiram com alarme à nova variante do coronavírus detectada na África do Sul. União Europeia e Reino Unido anunciaram controles de fronteira mais rigorosos enquanto cientistas tentam determinar se a mutação é resistente a vacinas.
A Índia também proibirá voos da África do Sul e de países vizinhos. Já o Reino Unido pediu que os viajantes britânicos que estejam voltando da África e de locais próximos entrem em em quarentena.
A Europa, que já superou 1,5 milhão de mortos na pandemia, vive há semanas um preocupante aumento dos casos de covid-19.
No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica, hoje, recomendando que o governo adote medidas de restrição para viajantes e voos vindos de seis países da África em razão da identificação de uma nova variante do novo coronavírus no continente, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resiste a levantar barreiras sanitárias.
Hoje, em conversa com apoiadores, Bolsonaro afirmou “que está vindo uma nova onda de covid”, mas rebateu a sugestão de um apoiador para o “fechamento” de aeroportos do Brasil.
“Tem que aprender a conviver com o vírus”, repetiu o presidente, que classificou a sugestão do apoiador como “loucura”.
Com a demora para a compra de vacinas e falta de coordenação nacional, o Brasil registrou 613.697 mortes por covid-19 desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de Saúde.
*Com Reuters e AFP
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
CDC não coleta dados de pessoas reinfectadas transmitindo covid-19
É enganoso que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) emitiu documento que comprove a inexistência de casos de pessoas não vacinadas que tenham transmitido a doença depois de uma segunda infecção
O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 24 de novembro de 2021.
Verificação
O documento é autêntico?
Sim. Ele foi enviado pelo CDC no dia 5 de novembro de 2021 à advogada Elizabeth Brehm, que trabalha no escritório Siri & Glimstad, em Nova York. O pedido de informações tinha sido feito em 2 de setembro de 2021 por meio de um formulário no site do FOIA. Os dois documentos – pergunta e resposta – foram disponibilizados em um texto escrito pelo sócio-gerente do escritório, Aaron Siri.
Quem é Elizabeth Brehm e qual o contexto da consulta?
Ela é uma das advogadas do escritório Siri & Glimstad, sediado em Nova York. De acordo com informações do site da empresa, ela tem formação em Ciências e em Direito e, antes de se juntar à equipe do Siri & Glimstad, trabalhou por nove anos em outro escritório, atuando sobretudo em ações antitruste e fraudes no sistema de saúde.
O escritório onde ela trabalha atualmente mantém uma página em seu site oficial, na qual afirma defender clientes dos 50 estados norte-americanos, “com compaixão e experiência” e “sem custos de representação”, que tenham sofrido lesões decorrentes de vacinas. Eles consideram como as mais comuns bursite, tendinite, lesões no manguito rotador e capsulite adesiva – uma condição de rigidez na articulação do ombro também chamada de ombro congelado. O escritório ainda menciona a Síndrome de Guillain-Barré como uma “lesão de vacina”.
Ao ser questionada sobre a veracidade do documento, que circulava em tuítes no Brasil, e sobre a consulta que teria feito ao CDC, Elizabeth Brehm respondeu ao Comprova por e-mail apenas encaminhando um link para um texto publicado pelo sócio-gerente do escritório onde ela trabalha, Aaron Siri.
No texto, em que anexa a pergunta feita pela funcionária e a resposta do CDC, Aaron afirma que seria de se imaginar que o CDC deveria ter ao menos uma prova de que um indivíduo não vacinado transmitiu a covid-19 para outras pessoas.
No mesmo post, ele confirma que o CDC respondeu que não tinha os registros solicitados por Elizabeth Brehm porque os dados não eram coletados. No decorrer da publicação, Aaron afirma que há estudos que comprovam que pessoas vacinadas transmitem a covid-19 e que é “distópico” que o CDC suspenda as restrições aos vacinados, enquanto “está ativamente destruindo os direitos de milhões de indivíduos naturalmente imunes neste país, caso eles não recebam a vacina”.
Ele ainda afirma que a proteção natural pela doença é superior à da vacina. O Comprova já mostrou que era a falsa a afirmação de que o CDC tinha admitido que a proteção natural era superior à da vacina contra a covid-19 e que autoridades de saúde do Brasil seguem recomendando que todos se vacinem, já que a imunidade natural também tende a cair com o tempo.
Por que o CDC não tem registros?
O CDC alegou ao Comprova, por e-mail, que por “questões de privacidade” não mantém registros de eventuais casos de transmissão da covid-19 por pessoas que já tiveram a doença e não foram imunizadas. A agência, porém, salientou que não há razões para acreditar que pessoas que já testaram positivo não possam ser transmissoras.
Na sequência, dois estudos sobre taxas de reinfecção foram enviados (1 e 2) à reportagem pela agência norte-americana, embora não especificamente sobre o risco de transmissão por pessoas reinfectadas.
O primeiro, feito com cinco residentes de uma enfermaria especializada, mostrou que quatro deles apresentaram quadros mais severos da doença após a reinfecção, com uma morte. O segundo reuniu indícios de que a vacinação contra a covid-19 em pessoas já infectadas pelo vírus reduz a possibilidade de reinfecção.
Em janeiro deste ano, um estudo feito com profissionais de saúde do Reino Unido apontou que a resposta imune a partir de uma infecção anterior por covid-19 reduz em 83% o risco de se contrair de novo a doença. Os resultados apontados pelos pesquisadores foram publicados na plataforma MedRxiv, ainda em fase de pré-print, e sugeriam que essa proteção durava aproximadamente cinco meses.
Dos mais de 6 mil participantes no estudo, que já tinham tido a covid-19, houve reinfecção em menos de 1%. Contudo, os pesquisadores descobriram que, nos poucos casos em que isso ocorreu, os pacientes levavam altos níveis de carga viral no nariz e na garganta, mesmo sem apresentar sintomas. De acordo com a pesquisadora Susan Hopkins, investigadora principal do estudo, essas cargas virais estavam sendo associadas a um alto risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
Quem são as pessoas que publicaram os documentos?
O Comprova entrou em contato com os quatro perfis que postaram o mesmo conteúdo verificado nesta reportagem. @RafaelFontana é jornalista, escritor e, de acordo com suas redes sociais, trabalha em uma empresa de comunicação brasileira sediada nos Estados Unidos. O segundo perfil contatado foi @profcabarros, jornalista e advogado.
Carlos respondeu à reportagem defendendo o conteúdo que foi publicado em seu tuíte: “A questão aqui é que você parte da premissa que existem estes casos, mesmo que não hajam dados” (sic). E, após o envio da resposta dada pelo CDC sobre não coletarem tais dados, o jornalista reafirmou que seu tuíte não estava distorcendo ou inventando o conteúdo publicado.
O perfil Direto da América também foi procurado. Nas redes sociais, o perfil é descrito como um portal de notícias dos Estados Unidos voltado para brasileiros de todo o mundo. O site do portal estava temporariamente desativado e o perfil no Instagram é privado. O contato foi feito por meio da página no Facebook, mas não houve retorno.
Também foi contatado o médico infectologista Francisco Cardoso. Em junho deste ano, o profissional esteve presente na CPI da Covid a fim de defender o “tratamento precoce”, que não possui comprovação científica contra a covid-19, por indicação do governo federal.
Além disso, Francisco também é investigado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por receber auxílio-doença mesmo sem estar incapaz de exercer a profissão. O contato foi realizado via e-mail disponibilizado nas redes sociais do médico.
Francisco Cardoso respondeu ao Comprova e defendeu que sua publicação no Twitter estava correta, visto que as afirmações feitas na postagem são as mesmas dadas ao Comprova pelo CDC, e que os documentos apresentados no tuíte são verdadeiros.
Por que investigamos?
Em sua quarta fase, o Comprova investiga publicações sobre o governo federal, as eleições e a pandemia que tenham viralizado nas redes sociais. A postagem aqui checada foi compartilhada no Twitter por pelo menos quatro perfis. Entre curtidas, retuítes e retuítes com comentários, foram mais de 5,8 mil interações.
Neste caso, o fato de os tuítes não refletirem o teor completo do documento levou a uma interpretação diferente daquela que foi a intenção do autor e reforçou o discurso antivacina, que tem sido base para a difusão de argumentos contrários à implementação do passaporte sanitário e ao próprio avanço da vacinação. É consenso na comunidade científica que a curva de mortos e de infectados pelo vírus cai com o avanço da cobertura vacinal, realidade que pode ser atestada no Brasil.
Outubro foi o mês com menos mortes por covid-19 no país desde abril de 2020. O esquema vacinal foi completado em mais de 60% da população brasileira, apesar da recusa do governo federal a ofertas para compra de vacinas como a Pfizer.
O Comprova já checou outros conteúdos relacionados a vacinas, como o que concluiu que o secretário de fomento à cultura desinformou ao afirmar que os imunizantes contra o coronavírus são experimentais, ou o que confirmou ser enganosa a relação entre eles e casos de mal súbito entre atletas.
Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
O escritório onde ela trabalha atualmente mantém uma página em seu site oficial, na qual afirma defender clientes dos 50 estados norte-americanos, "com compaixão e experiência" e "sem custos de representação", que tenham sofrido lesões decorrentes de vacinas. Eles consideram como as mais comuns bursite, tendinite, lesões no manguito rotador e capsulite adesiva - uma condição de rigidez na articulação do ombro também chamada de ombro congelado. O escritório ainda menciona a Síndrome de Guillain-Barré como uma "lesão de vacina".
Ao ser questionada sobre a veracidade do documento, que circulava em tuítes no Brasil, e sobre a consulta que teria feito ao CDC, Elizabeth Brehm respondeu ao Comprova por e-mail apenas encaminhando um link para um texto publicado pelo sócio-gerente do escritório onde ela trabalha, Aaron Siri.
No texto, em que anexa a pergunta feita pela funcionária e a resposta do CDC, Aaron afirma que seria de se imaginar que o CDC deveria ter ao menos uma prova de que um indivíduo não vacinado transmitiu a covid-19 para outras pessoas.
No mesmo post, ele confirma que o CDC respondeu que não tinha os registros solicitados por Elizabeth Brehm porque os dados não eram coletados. No decorrer da publicação, Aaron afirma que há estudos que comprovam que pessoas vacinadas transmitem a covid-19 e que é "distópico" que o CDC suspenda as restrições aos vacinados, enquanto "está ativamente destruindo os direitos de milhões de indivíduos naturalmente imunes neste país, caso eles não recebam a vacina".
Ele ainda afirma que a proteção natural pela doença é superior à da vacina. O Comprova já mostrou que era a falsa a afirmação de que o CDC tinha admitido que a proteção natural era superior à da vacina contra a covid-19 e que autoridades de saúde do Brasil seguem recomendando que todos se vacinem, já que a imunidade natural também tende a cair com o tempo.
Por que o CDC não tem registros?
O CDC alegou ao Comprova, por e-mail, que por "questões de privacidade" não mantém registros de eventuais casos de transmissão da covid-19 por pessoas que já tiveram a doença e não foram imunizadas. A agência, porém, salientou que não há razões para acreditar que pessoas que já testaram positivo não possam ser transmissoras.
Na sequência, dois estudos sobre taxas de reinfecção foram enviados (1 e 2) à reportagem pela agência norte-americana, embora não especificamente sobre o risco de transmissão por pessoas reinfectadas.
O primeiro, feito com cinco residentes de uma enfermaria especializada, mostrou que quatro deles apresentaram quadros mais severos da doença após a reinfecção, com uma morte. O segundo reuniu indícios de que a vacinação contra a covid-19 em pessoas já infectadas pelo vírus reduz a possibilidade de reinfecção.
Em janeiro deste ano, um estudo feito com profissionais de saúde do Reino Unido apontou que a resposta imune a partir de uma infecção anterior por covid-19 reduz em 83% o risco de se contrair de novo a doença. Os resultados apontados pelos pesquisadores foram publicados na plataforma MedRxiv, ainda em fase de pré-print, e sugeriam que essa proteção durava aproximadamente cinco meses.
Dos mais de 6 mil participantes no estudo, que já tinham tido a covid-19, houve reinfecção em menos de 1%. Contudo, os pesquisadores descobriram que, nos poucos casos em que isso ocorreu, os pacientes levavam altos níveis de carga viral no nariz e na garganta, mesmo sem apresentar sintomas. De acordo com a pesquisadora Susan Hopkins, investigadora principal do estudo, essas cargas virais estavam sendo associadas a um alto risco de transmissão do vírus para outras pessoas.
Quem são as pessoas que publicaram os documentos?
O Comprova entrou em contato com os quatro perfis que postaram o mesmo conteúdo verificado nesta reportagem. @RafaelFontana é jornalista, escritor e, de acordo com suas redes sociais, trabalha em uma empresa de comunicação brasileira sediada nos Estados Unidos. O segundo perfil contatado foi @profcabarros, jornalista e advogado.
Carlos respondeu à reportagem defendendo o conteúdo que foi publicado em seu tuíte: "A questão aqui é que você parte da premissa que existem estes casos, mesmo que não hajam dados" (sic). E, após o envio da resposta dada pelo CDC sobre não coletarem tais dados, o jornalista reafirmou que seu tuíte não estava distorcendo ou inventando o conteúdo publicado.
O perfil Direto da América também foi procurado. Nas redes sociais, o perfil é descrito como um portal de notícias dos Estados Unidos voltado para brasileiros de todo o mundo. O site do portal estava temporariamente desativado e o perfil no Instagram é privado. O contato foi feito por meio da página no Facebook, mas não houve retorno
Também foi contatado o médico infectologista Francisco Cardoso. Em junho deste ano, o profissional esteve presente na CPI da Covid a fim de defender o "tratamento precoce", que não possui comprovação científica contra a covid-19, por indicação do governo federal.
Além disso, Francisco também é investigado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por receber auxílio-doença mesmo sem estar incapaz de exercer a profissão. O contato foi realizado via e-mail disponibilizado nas redes sociais do médico.
______________________________________________OMS batiza nova variante de corona vírus de Omicron
26 de novembro de 2021, 16:54

(ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como "preocupante" a variante B.1.1.529 do coronavírus, identificada na África, e decidiu chamá-la de Omicron, informou a entidade nesta sexta-feira (26).
A divulgação do nome técnico foi feita após uma reunião de urgência convocada pelo grupo de trabalho sobre a Covid-19 da OMS.
A classificação da nova mutação como uma "variante de preocupação" (VOC, na sigla em inglês) é uma medida de alerta sobre os possíveis efeitos que a cepa pode ter sobre o curso da pandemia.
B.1.1.529 foi relatada pela primeira vez em Botsuana, no sul da África, no último dia 24 de novembro. "Esta variante tem um grande número de mutações, algumas das quais preocupantes", disse a OMS em um comunicado.
"A evidência preliminar sugere um risco aumentado de reinfecção com esta variante, em comparação com outros VOCs", acrescentou a organização.
Atualmente, são consideradas variantes de preocupação a Alfa (B.1.1.7), do Reino Unido, a Beta (B.1.351), da África do Sul, a Delta (B.1.617.2), da Índia, a Gama (P.1), do Brasil, e a B.1.1.529, de Botsuana.
Em publicação no Twitter, a líder técnica da OMS para temas da Covid-19, Maria van Kerkhove, pediu que sejam ampliados a vigilância epidemiológica e os sequenciamentos genéticos das amostras.
_________________________________________________Nem pensar em fazer festejo de Réveillon ou Carnaval, adverte Vecina, o fundador da Anvisa

247 - Fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico sanitarista Gonzalo Vecina disse, ao portal UOL nesta quinta-feira (25) que a realização das festas de Réveillon e Carnaval prejudicará o combate à pandemia de Covid-19. "Estamos longe de alcançar o fim da pandemia. Nem pensar fazer réveillon ou Carnaval. Tudo que estamos fazendo vai por água abaixo", advertiu.
Com a volta do turismo a todo o vapor neste ano, as maiores capitais do Nordeste, por exemplo, planejaram realizar novamente as tradicionais festas de Réveillon na praia, com fogos e atrações. Algumas chegaram a lançar editais para contratar empresas e artistas para a virada de ano.
Entretanto, a alta no número de casos na Europa após a reabertura e a vacinação ainda aquém de índices confiáveis fizeram dezenas de prefeituras recuarem e deixarem em aberto a realização dos eventos, com uma tendência a permitir apenas festas particulares menores.
"Festas que você não controla quem entra, não podem ocorrer", completou o médico sanitarista. Ele cita como exemplo de eventos possíveis os jogos de futebol.
_________________________________________________Médicos estão assustados com rapidez de propagação da covid na França

24/11/2021 11h20
Atualizada em 24/11/2021 13h28
A quinta onda meteórica da epidemia de covid-19 na França surpreende os médicos, destaca nesta quarta-feira (24) a manchete do jornal Le Parisien. Em 24 horas, o país registrou 30.454 novos casos positivos da doença, uma alta de 100% em dez dias e um patamar que não se via desde abril.
Nas páginas do Le Parisien, os médicos Arnaud Fontanet, membro do conselho científico que assessora o governo na crise sanitária, e Gilles Pialoux, chefe do serviço de doenças infecciosas do Hospital Tenon, em Paris, consideram que o presidente Emmanuel Macron não tem outra alternativa a não ser reintroduzir restrições para frear a epidemia, antes que os hospitais fiquem novamente sobrecarregados.
UE muda posição e cogita dose de reforço contra covid para adultos
Os cientistas recomendam o retorno do uso da máscara em todos os locais fechados - depois que houve relaxamento em relação a esse cuidado básico preventivo -, a volta generalizada do trabalho em home office, para quem pode, e principalmente a extensão da terceira dose da vacina a toda a população. Até agora, a dose de reforço é oferecida apenas para pessoas com mais de 50 anos. A tendência é que outras faixas etárias sejam rapidamente incluídas na campanha.
Nessa terça-feira (23), 8.525 pessoas estavam internadas com a covid-19, sendo 1.455 em UTIs. No ritmo atual de contaminações, os médicos preveem o ingresso de mil pacientes por dia nos hospitais franceses nas próximas semanas.
A França tem 75% da população completamente vacinada, mas essa cobertura é insuficiente ante a variante Delta, muito contagiosa e predominante no país. O vírus circula principalmente entre os 6,4 milhões de adultos não vacinados e nas escolas, onde 10 milhões de crianças menores de 12 anos não fizeram parte da campanha de imunização.
Embora Israel, Estados Unidos e outros países tenham iniciado a vacinação para crianças a partir de 5 anos, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) iniciou recentemente, em outubro, a avaliação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.
Nesta quarta-feira, 6 mil classes do ensino primário estavam fechadas em todo o país - 50% a mais do que na semana passada. Com isso, 150 mil alunos estão sem aulas, em casa, cumprindo uma quarentena de sete dias, destaca o portal de notícias France Info. O governo, que havia prometido realizar 6 mil testes salivares de diagnóstico por semana nas crianças, faz quatro vezes menos, critica o site.
Novos medicamentos
Em Paris, a taxa de incidência da covid-19 deve ultrapassar em breve 200 casos positivos por 100 mil habitantes. Ainda existe margem até se alcançar os 54 mil casos diários registrados na segunda onda, mas o reforço das medidas preventivas é urgente devido à "brutalidade" da quinta onda, assinalam os médicos.
O jornal Le Figaro diz que o presidente Emmanuel Macron quer evitar a qualquer preço o fechamento do comércio e de empresas, às vésperas das festas de fim de ano. O diário recorda que, além da vacinação, é possível contar agora com dois novos medicamentos contra a infecção viral, desenvolvidos por laboratórios americanos, que evitam a forma grave da doença. Um dos tratamentos passará a ser prescrito na França a partir de dezembro.
_________________________________________________Com 100% de vacinados no Estado? Número de mortes por Covid VOLTA a AUMENTAR em SÃO_PAULO
No restante do Brasil, a melhoria perdeu força
Não é um repique, não é uma onda, mas o número de mortes por Covid em São Paulo voltou a aumentar.
Não se dá muita atenção porque se trata de um alta da casa de 60 vítimas por dia para a casa dos 70.
No restante do Brasil, a melhoria perdeu força.
O ritmo do morticínio está entre queda ligeira e quase estabilidade.
A situação paulista é pior, segundo os registros oficiais (isto é, se a subnotificação não aumentou em outros estados).
Desde fins de outubro, parou de despiorar.
Fica agora ainda mais evidente a ficção do dia de "morte zero", alardeada faz umas duas semanas.
Era bobagem propagandística precipitada, um erro estatístico e uma interpretação errada dos registros administrativos.
O número de mortes em São Paulo ainda era de 300 por dia no final de julho, havia sido de 800 por dia em abril.
Entende-se, portanto, que pouca gente preste atenção ao problema recente, ainda mais porque faz tempo há saturação com o assunto e porque a vacina dá uma sensação maior de segurança.
Mas entende-se também o motivo de um em cada nove municípios paulistas terem cancelado também o Carnaval de rua de 2022.
A epidemia ainda não acabou.

O aumento do número de mortes não é lá surpreendente.
Desde outubro, acabaram quase todas as restrições de aglomeração.
Os estádios de futebol estão cheios, embora o transporte público na região metropolitana de São Paulo ainda esteja com um movimento 30% abaixo do normal (ou, pelo menos, 30% menor do que se registrava em outubro de 2019).
O que vai acontecer quando trens e ônibus estiverem de novo tão lotados quanto antes, "AP", Antes da Pandemia? Aliás, vão voltar a lotar ou a vida nas cidades mudou?
O Carnaval está longe, mas o primeiro Natal com vacina está logo aí.
Até lá, a situação pode melhorar, da vacinação inclusive. A campanha tem sido um sucesso, uma demonstração da capacidade do sistema nacional de imunização e um sinal de esperança, pois os brasileiros tomam as injeções, apesar do governo monstruoso.
No entanto, apesar desse progresso, a doença resiste.
No estado de São Paulo, 99,7% das pessoas com 12 anos ou mais tomaram a primeira dose; 87% estão completamente vacinadas; 10% tomaram a dose de reforço.
O número diário de novas internações em UTI continua caindo.
Estão na casa de 320 por dia. Em fins de julho, eram 1.200. Em abril, passaram de 3 mil por dia.

_________________________________________________Surto de Influenza A atinge Rio de Janeiro; saiba como prevenir a doença

Giulia Granchi Do VivaBem, em São Paulo 24/11/2021 16h46
Os casos de Influenza A, um tipo de gripe, subiram na cidade do Rio de Janeiro nos últimos dias. A cobertura vacinal chegou a apenas 57% do público-alvo da campanha, e agora parte da população já sofre com os sintomas.
Em entrevista à Globo, o secretário de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que a cidade já apresenta um aumento dos casos, e 38% das ocorrências com sintomas respiratórios que chegam à rede municipal são causadas pela influenza A.
Relacionadas

Vacina contra gripe não aumenta risco de contágio ou piora a covid-19
Os quadros mais graves, disse ele, apareceram em crianças de seis meses a seis anos, gestantes e pessoas com mais de 60 anos.
Na avaliação do infectologista Álvaro Costa, que atua no HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), um fator que pode ter levado a esse quadro foi a priorização da vacina contra a covid-19. "Pela urgência do momento, muitas pessoas receberam a imunização contra o Sars-CoV-2 e deixaram outras de la. A cobertura vacinal acabou ficando ruim para algumas doenças infecciosas."
Como se proteger da Influenza A?
Vacinação
Por ser um vírus respiratório, as medidas de proteção são bastante semelhante àquelas adotadas contra a covid-19. A primeira, e bastante eficaz, é a vacinação.
"O imunizante protege contra a Influenza A e outros subtipos do vírus da gripe —sempre é incluída a proteção contra os vírus que estavam circulando no inverno anterior. Assim como é com a vacina da covid-19, ela não impede a infecção, mas protege contra a forma grave da doença", aponta Costa.
Na cidade do Rio de Janeiro, apesar de a campanha oficial ter acabado em agosto, é possível receber a vacina na rede pública enquanto durarem os estoques das doses.
Se você está com os sintomas da gripe e ainda não foi vacinado, o melhor é esperar cerca de duas semanas para receber o imunizante —que também não deve ser tomado junto com a vacina contra a covid-19. A recomendação do Ministério da Saúde, por falta de dados sobre a aplicação conjunta das duas vacinas, é fazer um intervalo de 14 dias entre a aplicação das doses diferentes.
Uso de máscara
O hábito de usar máscara, avalia o infectologista, é um legado positivo que a pandemia pode deixar. "É uma maneira de se proteger contra as doenças respiratórias em geral, essencial, principalmente, para os grupos mais vulneráveis."
A proteção deve ser usada também por quem está com os sintomas da gripe, para que evite passar a doença para outras pessoas.
Distanciamento
Manter o distanciamento de pessoas com sintomas e evitar locais fechados, com aglomeração e com pouca ventilação —recomendação que vale também pela pandemia da covid-19 não estar totalmente controlada— são boas práticas para diminuir os riscos.
Será gripe ou covid-19? Confirmação só pode ser feita com teste
A gripe inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sinais são extremamente similares aos causados pelo coronavírus.
"A perda de olfato e paladar pode ajudar, mas em geral, é quase indistinguível, os sintomas clínicos são muito parecidos", esclarece Álvaro Costa. Para certificar-se de que não é covid-19, é possível fazer os testes de detecção da doença.
As mais lidas agora
_________________________________________________Áustria entra em lockdown, enquanto revolta contra restrições anticovid cresce na Europa

Em Viena
22/11/2021 07h16
A Áustria entrou oficialmente em confinamento à zero hora de segunda-feira, uma medida severa que desatou protestos no país no fim de semana, bem como na Bélgica e na Holanda, onde houve manifestações contra as restrições anticovid.
Viena parecia uma cidade fantasma, onde lojas, restaurantes, mercados natalinos, salas de concerto e salões de beleza baixaram as portas. Com exceção das escolas, a capital e o restante do país amanheceram em silêncio hoje.
Novas restrições contra covid levam milhares de pessoas às ruas na Europa
Como em confinamentos anteriores, os 8,9 milhões de austríacos teoricamente estão proibidos de sair de casa, exceto para fazer compras, praticar esportes ou receber atendimento médico.
Também podem ir ao escritório e levar as crianças para a escola, mas as autoridades pediram à população para permanecer em casa.
O anúncio das medidas, feito na sexta-feira, devido a um repique dos casos de covid-19, repercutiu em outras partes da Europa, com grandes protestos na Holanda e Bélgica, entre outros países.
A Holanda viveu ontem sua terceira noite de protestos, com fogos de artifício e vandalismo nas cidades de Groningen e Leeuwarden, no norte, bem como em Enschede, no leste, e em Tilburg, no sul.
No entanto, os protestos foram menos intensos e violentos do que os que sacudiram Roterdã, na sexta-feira, e Haia, no sábado.
A polícia holandesa informou que 145 pessoas foram detidas depois de três dias de protestos.
O incômodo na Holanda surgiu pelas restrições que afetam especialmente os restaurantes, que devem fechar às 20h.
Caos
O governo holandês planejou proibir o acesso dos não vacinados a certos locais para conter a onda de contágios.
"As pessoas querem viver (...) Por isso estamos aqui", declarou à AFP Joost Eras, um dos organizadores das manifestações, que se distanciou da violência.
Na Áustria, o cenário parecia impensável semanas atrás, quando o ex-chanceler conservador Sebastian Kurz declarou o fim da pandemia diante da proliferação de vacinas.
Seu sucessor, Alexander Shallenberg, que assumiu o cargo em outubro, "não quis contradizer esta mensagem e por muito tempo manteve a ficção" de que tudo estava bem, comentou à AFP o cientista político Thomas Hofer.
Com o aumento dos contágios, que chegaram a níveis inéditos desde o início da pandemia, o governo austríaco começou a tomar medidas destinadas aos não vacinados, impedindo seu acesso a locais públicos.
A taxa de vacinação é "baixa demais", com 66% da população contra 75% na França, por exemplo, destacou o cientista político.
Além do confinamento, previsto para se estender até 13 de dezembro, a vacinação da população adulta será obrigatória em 1º de fevereiro de 2022, uma medida que poucos países do mundo adotaram.
"É um verdadeiro caos", disse Hofer, ao destacar "a ausência de uma estratégica clara do governo".
"Eu esperava que não chegássemos a isto, sobretudo agora que temos a vacina. É dramático", avaliou Andreas Schneider, economista belga de 31 anos, que trabalha em Viena.
Mobilização e distúrbios
A reação não demorou: na tarde de sábado, cerca de 40.000 pessoas foram às ruas de Viena aos gritos de "ditadura", convocadas pelo partido de extrema direita FPO.
Na cidade de Linz, ao norte, uma mobilização também reuniu milhares de manifestantes.
Em outras partes da Europa, além da Holanda, onde o número de contágios também aumenta, voltam as restrições e crescem as frustrações.
Em Bruxelas foram registrados confrontos neste domingo, quando dezenas de milhares de pessoas se reuniram para protestar contra as medidas destinadas aos não vacinados.
Também houve mobilizações contra a vacinação na Austrália, enquanto nas Antilhas francesas foram registrados protestos violentos contra a exigência do passe sanitário e a vacinação obrigatória do pessoal médico.
O departamento francês de Guadalupe, no Caribe, recebeu no domingo reforços policiais da França, depois das manifestações violentas contra a vacinação obrigatória.
Na Oceania, a Austrália anunciou que voltará a aceitar a entrada de estudantes e trabalhadores especializados do exterior a partir de dezembro, com a flexibilização de uma das restrições sanitárias mais severas do mundo.
Vinte meses depois do fechamento das fronteiras do país, algumas pessoas com vistos, além de cidadãos do Japão e da Coreia do Sul, poderão entrar no país a partir de 1º de dezembro.
A Nova Zelândia acabará em dezembro com o confinamento de três meses e meio na maior cidade do país, Auckland, ao adotar uma nova estratégia de controle do coronavírus, anunciou a primeira-ministra Jacinda Ardern.
A partir de 2 de dezembro, o país aplicará uma nova resposta à covid-19 para tentar conter a variante, mais do que tentar eliminá-la por completo.
"A dura realidade é que a delta está aqui e não vai embora", declarou a chefe de Governo.
"Nenhum país conseguiu eliminar a variante delta por completo, mas a Nova Zelândia está em melhor posição que a maioria para enfrentá-la", disse.
A resposta neozelandesa ao coronavírus foi baseada em confinamentos estritos, rastreamento rigoroso dos contatos dos infectados e fechamento da fronteira.
_________________________________________________Nova Zelândia anuncia fim de lockdown em Auckland

22/11/2021 11h15
Atualizada em 22/11/2021 11h48
WELLINGTON, 23 NOV (ANSA) - A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou que o lockdown em vigor há três meses e meio em Auckland será encerrado em 2 de dezembro.
Com a decisão, o país vai adotar uma nova estratégia para combater a pandemia de Covid-19, principalmente o avanço da variante Delta, que é altamente transmissível.
Diversos estabelecimentos em Auckland, entre eles bares, restaurantes e academias, poderão ser reabertos, mas os clientes precisarão provar se foram totalmente vacinados contra o novo coronavírus.
"A dura verdade é que a Delta está aqui e não vai embora. Apesar de nenhum país ter sido capaz de eliminar completamente essa variante, a Nova Zelândia está em uma posição melhor do que outros para lidar com ela", explicou Ardern a repórteres.
O novo sistema da Nova Zelândia para combater o coronavírus Sars-CoV-2 é uma espécie de "semáforo" pandêmico, que é baseado na utilização de passaportes de vacinas. Esse método colocará um fim nos bloqueios usados pela nação para eliminar os surtos de Covid-19, mas que não conseguiram extinguir a variante Delta.
A ideia deste novo método de controle é permitir que as autoridades locais consigam rastrear de maneira mais eficaz os pontos onde a doença pressiona o sistema de saúde. Ardern confirmou que Auckland entrará inicialmente sob luz vermelha, indicação que permite que apenas pessoas vacinadas tenham acesso às atividades em público.
A Nova Zelândia registra diariamente por volta de 200 novos casos de Covid-19, a maioria delas em Auckland. No momento, cerca de 85 indivíduos estão hospitalizados em virtude da doença e o país relatou apenas 40 óbitos em uma população de cinco milhões desde o início da emergência.
_________________________________________________Opinião: Gustavo Cabral - Festas, futebol, Carnaval e pandemia, a combinação fatal!

Gustavo Cabral Colunista do VivaBem 22/11/2021 04h00
Estamos vivendo o que podemos chamar de momento "mais confortável" da pandemia da covid-19. Atualmente, diferentemente de qualquer outro período dentro desses quase dois anos de tragédia humana, econômica, educacional etc., já é possível dizer que estamos mais próximos de conseguir paz em nossas vidas, com um possível controle do coronavírus.
Isso se deve a uma série de fatores, principalmente ao alto percentual de vacinação que temos aqui no Brasil e, consequentemente, a enorme queda do número de internações e mortes provocadas pela covid-19, levando a um esvaziamento de hospitais —escrevo isso com uma felicidade imensa, impossível de descrever. Mas, como cientista, não posso falar apenas com a emoção e tenho obrigação de usar a razão. Por isso, devo chamar a atenção para questões que precisamos focar nesse momento, para não darmos passos para trás e atrapalhar a luta contra a pandemia —como aconteceu em muitos países.
O problema da vez são as festas programadas por muitos governantes, que vão desde as comemorações de fim de ano ao Carnaval.
Você, caro leitor, pode perguntar: "Qual o problema das festas? Vocês, cientistas, não falaram que com aproximadamente 70% da população completamente vacinada nós voltaríamos à vida normal?"
Realmente, esse é um percentual que tanto desejamos. Por outro lado, não podemos nos esquecer do conceito básico de pandemia, que é quando uma doença atinge o nível mundial. Ou seja, quando determinado problema, como a covid-19, espalha-se por diversos países e continentes.
Dessa forma, é superimportante agir localmente, buscando a vacinação em massa em nosso país, mas nunca devemos deixar de ficar de olho no que acontece pelo mundo, pois esse vírus tem nos pregado surpresas nada agradáveis. As lideranças de verdade pensam além da "saúde pública padrão condomínio", na qual acham que a segurança é importante apenas onde moram.
Imagine o que pode acontecer em uma festa de Ano-Novo em Copacabana ou na Paulista e no Carnaval em muitos lugares do país? Um número absurdo de pessoas vindo de várias partes do mundo, se misturando, se abraçando, se beijando, compartilhando vírus e suas variantes, um para o outro, sem nenhum pudor! Jesus Amado, isso é tudo que qualquer vírus quer, disseminação descontrolada!!
Daí, surgem novas variantes (se é que já não surgiram e não descobrimos ainda), e vai que uma delas seja capaz de escapar das vacinas, mesmo que parcialmente. O prejuízo será terrível. Dessa forma, se os governantes quiserem carregar nas mãos e na alma a possibilidade de mais mortes provocadas pela covid-19, basta cravarem que teremos mais e mais eventos grandiosos como festas de Ano-Novo e Carnaval antes de controlar a pandemia!
Com diversos países e até continentes sem suporte vacinal, o cuidado para fazer festas que trazem alta taxa de pessoas vindo de várias partes do mundo para nosso país precisa ser muito maior. A coisa deve ser mais organizada. Esse tipo de evento só pode acontecer após o controle da pandemia de forma global.
Precisamos também levar em consideração que o Brasil é horrível em vigilância genômica, nossas estratégias de fazer diagnósticos em massa são medíocres. Dessa forma, baixem o facho e vão trabalhar para salvar vidas e gerar condições sociais de melhor qualidade, não fiquem querendo expor a população a maiores riscos, para voltarmos à carnificina e fechamento de escolas, comércio etc.
E o futebol e festas "locais"?
"Se o problema é reunir gente do mundo inteiro, por que não fazemos apenas festas nacionais?", alguém pode questionar. "Podemos fazer algo como o futebol, que está acontecendo com os estádios cheios e as pessoas que entram são aquelas com o passaporte vacinal."
Não é bem assim. A Austrália e outros países fizeram isso e quebraram a cara. Estão em lockdown novamente! A vacinação, vale sempre ressaltar, é para evitar que as pessoas que tenham contato com o vírus possam desenvolver a doença em estado grave e moderado. Mas a vacina não é uma bala mágica, que protege 100% das pessoas.
Na verdade, a vacina não protege, ela estimula nosso sistema imunológico a proteger o corpo. Então, dependendo da pessoa, a vacina pode variar sua capacidade de estímulo. Se uma pessoa não estiver com a imunidade em bom estado, o estímulo provocado pela vacina não será o mesmo de uma pessoa em perfeitas condições. Mas, como podemos saber se a pessoa está com o sistema imune nas melhores condições, levando em conta uma população de mais de 210 milhões de habitantes e tão desigual socialmente?
Por isso, até controlarmos a pandemia, precisamos da ajuda da sociedade para manter os cuidados. E, principalmente, das autoridades!
Como bom corintiano que sou, fui assistir (pela TV) ao jogo contra o Flamengo, na semana passada, e o que vi foi o Maracanã lotado de gente sem máscara! Só Jesus na causa! Todos gritando e os que estão infectados, mesmo que assintomáticos, expelindo o vírus no ar, que certamente aproveitou a "alegria" festa de quem estava no estádio para se instalar no corpo do maior número possível de pessoas. Que alegria e que festa, hein?! (sarcasmo)
Sim, eu sei que o transporte público no dia a dia está tão lotado quanto os estádios. Mas temos que pensar com a razão. Além de no transporte as pessoas estarem com máscara e não se abraçarem, cantarem e se beijarem, o transporte público é essencial para as pessoas irem e virem e buscarem seu sustento. Futebol, Carnaval e festas de fim de ano não são essenciais nesse momento de pandemia, por mais que tenham uma importante função social e econômica.
Precisamos pensar de forma complexa e estratégica, pois a situação exige isso. Simples assim, não temos outra opção, ou a humanidade pensa e age de forma coletiva e abre mão de certas coisas que não são prioridade, como festas e ver a um jogo no estádio, ou viveremos de forma restritiva e sob o medo contínuo por um longo período!
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL




Comentários
Postar um comentário