9 _________________* KÁBÔU-SE. KÁBÔU-SE MESMO = THE END = ___________________* Moisés ROLANDO da MONTANHA: ___________________* METAVERSO exigirá hardware 1000X+ PODEROSO ___________________*

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_________________________________________________https://www.uol.com.br/tilt/reportagens-especiais/james-webb-veja-os-misterios-do-espaco-que-o-telescopio-podera-desvendar/#page19 _________________________________________________

https://www.paulopes.com.br/2015/11/nao-ha-interseccao-entre-ciencia-e-religiao-diz-astrofisico.html?m=1#.YhSCpFNv96h
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https://www.paulopes.com.br/2022/02/ainda-se-paga-o-preco-de-inquisicao-ter.html?m=1#.YhSBTFNv96g
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https://www.paulopes.com.br/2017/02/90-trechos-da-biblia-que-sao-exemplos-de-odio-e-atrocidade.html?m=1#.YhSDk1Nv96g
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https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2021/01/como-desenhar-no-word.ghtml
https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2018/06/como-fazer-um-fluxograma-no-word.ghtml
https://www.techtudo.com.br/noticias/2015/12/como-fazer-um-organograma-no-word.ghtml
https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2021/12/como-fazer-mapa-conceitual-no-word.ghtml
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_________________________________________________https://www.uol.com.br/tilt/reportagens-especiais/james-webb-veja-os-misterios-do-espaco-que-o-telescopio-podera-desvendar/#page19 ________________________________________________WinX DVD Ripper ***** _________________________________________________LANÇAMENTO DE TELESCÓPIO ESPACIAL JAMES WEBB É ADIADO APÓS INCIDENTE. (MOISÉS_NA_MONTANHA) _________________________________________________Bill Gates acredita que PANDEMIA ACABARÁ em 2022 * METAVERSO está PRÓXIMO _________________________________________________Canon desenvolve SENSOR que consegue 'VER_no_ESCURO _________________________________________________ALERTA VERMELHO: Log4J: 5 razões que tornam a falha a MAIOR e MAIS PERIGOSA da DÉCADA _________________________________________________

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Foguete de Elon Musk pode revolucionar a viagem espacial – DW – 12/02/2022

Foguete Starship, da SpaceX, deverá fazer seu primeiro voo de teste orbital em março

Foto: Reginald Mathalone/NurPhoto/picture alliance

TecnologiaGlobal

Foguete de Elon Musk pode revolucionar a viagem espacial

Kristie Pladson

12/02/2022

12 de fevereiro de 2022

O Starship, da SpaceX, deverá ser testado em órbita apenas em março, mas especialistas já dizem que ele deverá ser o começo do fim para as empresas concorrentes.

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Na noite desta quinta-feira (10/02), numa base de lançamento em Boca Chica, no Texas, o bilionário fundador da SpaceX, Elon Musk, deu uma atualização sobre o Starship, um poderoso foguete que alguns dizem que transformará a indústria espacial de maneira que muitos sequer podem imaginar. E essa falta de imaginação pode representar um problema para outros concorrentes do setor.

"Neste momento, sinto-me altamente confiante de que entraremos em órbita neste ano", disse Musk, referindo-se ao Starship.

O foguete estava em exibição nas instalações de teste chamada Starbase durante o discurso de Musk. Localizado sobre o seu impulsionador gigante, chamado de Super Heavy, o Starship mede quase 120 metros de altura.

Isso o torna mais alto que Saturn V, o foguete da Nasa, a agência espacial americana, de cerca de 110 metros de altura, usado para as missões lunares Apollo nas décadas de 1960 e 1970, atualmente o maior foguete operacional já usado. O Starship deve ser totalmente reutilizável e ter capacidade de transportar mais de 100 toneladas para Marte e a Lua.

"Espera-se que os sistemas totalmente reutilizáveis do Starship e Super Heavy ​​permitam atividades espaciais que antes não eram possíveis", escreve a SpaceX no guia de usuário do Starship.

O Starship seria um grande passo em direção ao objetivo da SpaceX de viabilizar a vida interplanetária. A enorme capacidade de carga útil do foguete, juntamente com sua reusabilidade, pode mudar drasticamente as questões financeiras referentes ao envio de seres humanos e objetos ao espaço.

O discurso de Musk focou nos desenvolvimentos técnicos do Starship, mas ele permaneceu vago quanto aos projetos a empresa poderia estar preparando.

"Haverá alguns anúncios futuros que vão deixar as pessoas bem entusiasmadas", disse o empresário. "Muitos clientes adicionais que vão querer usar o Starship. Eu não quero me antecipar, pois eles farão seus próprios anúncios."

Explosões e acidentes

Em 2021, o projeto do foguete Starship recebeu um apoio importante, depois que a Nasa ofereceu à SpaceX um contrato de 2,9 bilhões de dólares para levar astronautas à Lua.

Isso ocorreu depois que, em 2020, a SpaceX se tornou a primeira corporação privada a enviar astronautas ao espaço ao transportar astronautas da Nasa para a Estação Espacial Internacional no Falcon 9, o primeiro foguete reutilizável de classe orbital do mundo.

A atualização desta quinta-feira sobre a Starship foi a primeira em mais de dois anos. O foguete havia sido programado para fazer seu primeiro voo de teste orbital em janeiro ou fevereiro, mas houve um adiamento devido a avaliações ambientais pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês), além de alguns problemas de hardware.

Segundo Musk, ambos os problemas estarão resolvidos dentro de alguns meses. Porém esta não foi a primeira vez que o projeto sofre atrasos. "Vai soar totalmente louco, mas acho que queremos tentar alcançar a órbita em menos de seis meses", contou Musk na última atualização sobre o Starship, em 2019.

E ele tinha meia razão: o objetivo era irreal. Nos dois anos que se passaram, os protótipos do Starship sofreram acidentes e explosões, e o voo orbital não foi possível. 

Para piorar as coisas, uma tempestade solar no fim de semana destruiu dezenas de satélites que a SpaceX lançara na semana anterior, destinados a integrar a Starlink, uma ampla rede de comunicações pela internet.

Especialista diz que empresa de Elon Musk poderá ser o único player no futuro Foto: Patrick Pleul/dpa-Zentralbild/dpa/picture alliance

"Elevador" para o espaço

Musk ganhou a fama de estabelecer cronogramas excessivamente ambiciosos, o que pode explicar por que grande parte do setor espacial ainda não espera um Starship funcional, e tudo mais o que ele representaria.

"Um Starship totalmente funcional tornaria todos os sistemas de lançamento tão obsoletos, que eles poderiam nunca ter existido", opinou, em entrevista à DW, Casey Handmer, físico e fundador da startup de captura de carbono Terraform Industries, que escreve regularmente em seu blog sobre os avanços das viagens espaciais.

O Starship poderia "permitir uma capacidade logística de esteira rolante para a órbita baixa da Terra", escreveu Handmer. Quem estiver em condições de explorar essa grande mudança prosperará, enquanto todos os demais desaparecerão rapidamente na obscuridade, acrescentou. 

Especialistas em finanças parecem concordar. "Pensamos em foguetes reutilizáveis ​​como um elevador para a órbita baixa da Terra", declarou Adam Jonas, analista de ações do Morgan Stanley, em comunicado, usando outra metáfora. "Assim como era necessário mais inovação na construção de elevadores antes que os arranha-céus de hoje pudessem pontilhar a linha do horizonte, também as oportunidades no espaço amadurecerão por causa do acesso e da queda dos custos de lançamento."

Investidores miram a Lua

O banco de investimento Morgan Stanley estima que a indústria espacial global possa gerar mais de 1 trilhão de dólares em receitas até 2040, acima dos 350 bilhões de dólares atuais. No curto e médio prazos, grande parte disso provavelmente virá do acesso à internet de banda larga via satélite, parte da assim chamada economia espaço-Terra.

Mas a consultoria McKinsey relata que tem aumentado constantemente o investimento em projetos "lunares e mais além". Num comunicado publicado em janeiro, indicou que tais iniciativas estavam atraindo entre 10% e 15% de todo o investimento privado de empresas relacionadas ao espaço – ou cerca de 1 bilhão de dólares. Uma década atrás, essa percentagem era de menos de 5%. Assim, um foguete como o Starship desempenharia um papel importante nessa guinada econômica.


E, até agora, não há muitas alternativas comparáveis ao Starship e seus predecessores da SpaceX. Em dezembro, a empresa ganhou mais três voos para a Nasa, enquanto a gigante aeroespacial Boeing continuava lutando para resolver problemas com sua própria espaçonave Starliner. Ambas as empresas assinaram contratos com a agência espacial americana para transportar seus astronautas até a Estação Espacial Internacional.


A empresa espacial europeia ArianeGroup também tenta recuperar o atraso: seu sistema de lançamento Maïa está programado para se abrir ao mercado de lançamento de satélites em 2026 e está sendo projetado para ser reutilizável.


Em tamanho, no entanto, ele será ofuscado pelo Starship e poderá lançar apenas 1 tonelada métrica em modo reutilizável para a órbita baixa da Terra – contra as 100 toneladas métricas planejadas para o Starship.


Curiosamente, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, chamou o sistema de lançamento Maïa de "nosso Falcon 9", comparando-o a um produto da SpaceX que se tornará obsoleto em 2026, se os planos de Musk forem bem-sucedidos.


"Se não se tomar cuidado, a SpaceX será o único player", disse Fatih Ozmen, cofundador da empresa aeroespacial americana privada Sierra Nevada Corp., ao periódico Financial Times, em outubro.


Esta é, porém, uma longa conversa sobre um foguete que ainda não completou um voo orbital de teste. E, se os contratempos da Tesla, a empresa de carros elétricos e autônomos de Musk, nos mostraram alguma coisa, é que grandes projetos podem levar tempo. Mas Musk e seus funcionários não querem esperar muito. 


"A SpaceX tem uma equipe de engenheiros e técnicos qualificados, motivados e capazes em Boca Chica que trabalham 24 horas por dia para criar esse futuro", relata Handmer. "Eles têm bons recursos e querem ter êxito."


Iuri Gagarin, pioneiro da viagem espacialO soviético Iuri Gagarin foi o primeiro ser humano a circundar a Terra a partir do cosmos. Há 60 anos começava uma história de competição internacional – mas também de cooperação.


Foto: picture alliance/dpa


Pronto para partir


Em 12 de abril de 1961, Iuri Gagarin levantou voo a bordo da espaçonave Vostok 1 e fez uma órbita da Terra. Assim, tornava-se o primeiro ser humano no espaço. Ao ser escolhido para a viagem espacial, o russo ainda fazia seu treinamento como piloto de combate.


Foto: AFP/Getty Images


Belka e Strelka preparam o caminho


Antes de Gagarin, quase não havia experiência com seres vivos no espaço. As cadelas Belka e Strelka foram os primeiros animais a completar um voo com saúde, juntamente com um coelho, 40 camundongos e dois ratos. Em 19 de agosto de 1960, o grupo foi enviado ao espaço no satélite Sputnik 5, retornando ileso numa cápsula de aterrissagem.


Foto: picture-alliance/dpa/ Heritage Images


Herói festejado


Após o retorno, Gagarin foi grandemente festejado, atravessando o mundo todo como embaixador do programa espacial da União Soviética. Após concluir a formação de piloto, ele originalmente deveria trabalhar para o programa de cosmonáutica. Porém em 27 de março de 1968 morreu num acidente com um avião de caça soviético MIG-15, num de seus voos de treinamento.

Reconhecimento internacional


Apesar da Guerra Fria, Gagarin também foi celebrado no Ocidente por sua façanha. Ao mesmo tempo, a notícia incitou os Estados Unidos a também desbravarem o espaço cósmico. Nesta edição do jornal "Huntsville Times", o engenheiro teuto-americano Wernher von Braun já alertava que os EUA teriam que se esforçar para superar a cosmonáutica soviética.


Foto: AFP/Getty Images


Glenn segue o exemplo


Em 20 de fevereiro de 1962, os EUA enviaram seu primeiro homem ao espaço, numa nave Mercury Atlas 6. John Glenn completou três órbitas terrestres. Ele tinha mais experiência do que Gagarin: antes da carreira como astronauta, fora piloto de combate e de testes da Marinha, e quebrara recordes de voo supersônico.


Foto: Reuters/NASA


A vez da primeira mulher


Dois anos depois de Gagarin, a URSS enviava a primeira mulher ao espaço: Valentina Tereshkova passou três dias a bordo da nave Vostok 6, dando 48 voltas pela Terra. Na foto entre os colegas Gagarin e Valery Bykovsky. Tereshkova virou estrela da mídia: na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, ela portou a bandeira olímpica. Hoje com 84 anos, desde 2011 é deputada da Duma.


Foto: picture-alliance/RIA Nowosti


Corrida pela Lua


Em 20 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin (na foto) tornaram-se os primeiros seres humanos a pôr o pé na Lua. Os EUA pareciam ter vencido a corrida espacial. Até hoje, só a Nasa levou tripulantes até o satélite terrestre.


Foto: picture-alliance/Photoshot/Neil A. Armstrong


Mito Gagarin


Sobretudo nos países do Leste da Europa, manteve-se viva a memória de Iuri Gagarin – como mostra esse mural na Ucrânia. Durante a era soviética, todos os aliados da URSS – como a Alemanha Oriental, Romênia ou Bulgária – puderam enviar seus próprios cosmonautas ao espaço, também como símbolo da união e força do sistema socialista.


Foto: DW/R. Goncharenko


Hoje: cooperação ao invés de competição


Com o fim da confrontação Leste-Oeste, a concorrência gradativamente deu lugar à cooperação, a começar com a estação espacial Mir, 1986, para a qual a União Soviética também convidou astronautas ocidentais. Hoje as iniciativas conjuntas se concentram na Estação Espacial Internacional (ISS), da qual, além da Rússia e dos EUA, participam a agência europeia ESA, o Canadá e o Japão.


Foto: picture-alliance/dpa/ESA/NASA


Amanhã: juntos na Lua?


No futuro, a cooperação das nações que desenvolvem programas espaciais deverá se intensificar ainda mais. Talvez um próximo destino comum seja a Lua. E uma aldeia lunar como esta poderá até mesmo ser a sucessora da ISS.


_________________________________________________Elon Musk critica utilidade do Metaverso de Mark Zuckerberg - Gizmodo Brasil

"Não vejo ninguém amarrando uma maldita tela no rosto o dia todo", disse o famoso bilionário dono da Tesla e da Space X, sobre o Metaverso

Hemerson Brandão

Nesta terça-feira (21), durante uma entrevista para um canal no YouTube, o bilionário sul-africano Elon Musk fez duras críticas ao Metaverso, um ambiente de realidade virtual propagado recentemente pelo magnata da mídia Mark Zuckerberg.

“Tela no rosto”

Musk afirmou que não conseguia ver um uso atraente e convincente para o Metaverso por meio de óculos de realidade virtual, no qual as pessoas vão abandonar o mundo físico para viver em um virtual.

“Não vejo ninguém amarrando uma maldita tela no rosto o dia todo”, afirmou o excêntrico bilionário, chegando a sugerir que esses óculos poderiam gerar enjoos e problemas na visão das pessoas.

“Eu não sei se eu necessariamente acredito nessa coisa de Metaverso, embora as pessoas falem muito comigo sobre isso.” (Elon Musk)

Também sobrou para a Web3

O CEO da Tesla Motors e da SpaceX também aproveitou para ridicularizar a Web3, um conceito nebuloso e ainda pouco conhecido que pretende unir os serviços da Internet em torno de redes blockchain. “Eu não entendi, talvez entenderei, mas ainda não entendi”, resumiu.

Segundo o homem mais rico do mundo, essas tendências que prometem revolucionar a internet são “mais marketing do que a realidade”. Porém, ele reconheceu que pode estar “muito velho” para entender essas novas tecnologias.

Neuralink

A declaração de Elon Musk pode ser classificada não apenas como polêmica, mas também como uma estratégia de marketing.

Vale lembrar que além da Tesla e da SpaceX, Musk também co-fundou a Neuralink, uma empresa que tem o objetivo de produzir implantes cerebrais para restaurar e melhorar as nossas capacidades físicas por meio de computadores.

Em abril passado, ele chegou a explicar que o primeiro produto da Neuralink permitirá que pessoas com paralisia poderão utilizar smartphones com a mente de uma forma mais rápida do que alguém que utiliza os polegares.

Se tiver sucesso, um sistema sofisticado da Neuralink também poderia rivalizar com o Metaverso, fazendo com que as pessoas acessem realidades virtuais com os implantes e sem o uso dos óculos de realidade virtual e aumentada.

_________________________________________________O CD morreu, mas você pode ressuscitá-lo! - Gizmodo Brasil

O hoje obsoleto compact disc está esquecido na sua estante, mas ainda pode dar alegrias. Confira dicas para retomar o gosto pela audição deles.

Hemerson Brandão

Enquanto os serviços de streaming se popularizam, a venda de álbuns musicais na forma de CDs continua a despencar.

Por mais que exista um movimento para ressuscitar os “vintages” discos de vinil, a mesma iniciativa não tem ocorrido com os CDs.

Introduzido no início dos anos 1980, os discos compactos atingiram o ápice ao longo da década de 1990 e no início dos anos 2000. Entretanto, de lá para cá, a mídia tem caído em desuso.

Vendas despencaram 97%

Segundo reportagem da Wired, a venda de CDs nos Estados Unidos caiu 97% desde o ápice no ano 2000 até o ano passado.

Hoje, novos computadores e notebooks saem de fábrica já sem os leitores de CD. O mesmo vale para carros, home theaters, caixas de som, entre outros eletrônicos.

O motivo é a inegável conveniência dos serviços de streaming –que podem ser conectados a uma infinidade de dispositivos– aliado a uma pequena assinatura mensal.

Streaming engolindo

Além disso, para agradar aqueles ouvintes mais puristas, com ouvidos mais afiados e que ainda defendiam uma sobrevida aos CDs, as plataformas passaram a disponibilizar planos HiFi, uma tecnologia que permite reproduzir músicas em altíssima qualidade, via streaming, no formato FLAC. Com o áudio sendo transmitido em 16 bits, sem perdas ou compressão, e com qualidade comparável aos CDs, fica difícil defender os antigos “disquinhos”.

Entretanto, se você passou os anos 1990 acumulando CDs na estante e não pretende se livrar tão cedo ou mesmo gostaria de dar um fim mais honroso para eles, aqui apresentamos algumas dicas para ressuscitá-los.

1. Coloque para rodar

Infelizmente, a disponibilidade de CD players no mercado não é mais a mesma de cerca de 20 anos. Porém, ainda é possível encontrar aparelhos tocadores, como é o caso do belo –mas não menos caro– CD Player Air CD Pro Ion ICD08. O aparelho oferece a possibilidade de escutar os discos por meio de fones de ouvido sem fio, além de servir como um bom item de decoração.

Para quem curte fazer festa em casa, é possível adquirir o Mini System MHC-V02 da Sony, que ainda mantém uma entrada para CDs. O dispositivo também tem compatibilidade com o Sony Music Center para controlar a música, as cores da iluminação, os modos de DJ e de karaoke, tudo pelo celular.

E quem é fã dos players portáteis –os famosos “discmans”– será possível reviver essa época com um projeto da NINM Labs, que pretende lançar um gadget que busca unir a reprodução dos antigos discos, com novas tecnologias como fones de ouvido sem fio e tecnologia bluetooth.

2. É hora de ripar

Agora, se você gostaria de economizar espaço em casa e não perder o dinheiro investido nas mídias físicas, experimente converter –ou “ripar”, se preferir– os CDs para arquivos de áudio em mp3.

Existem empresas que oferecem esse tipo de serviço, facilitando o trabalho daqueles que têm dezenas ou mesmo centenas de discos guardados.

Entretanto, o mesmo trabalho pode ser feito de forma caseira, bastando apenas comprar uma unidade de CD externa. Basta plugá-la em um PC ou notebook via USB e utilizar programas como MakeMKV, Handbrake ou WinX DVD Ripper, por exemplo.

E para quem entende de servidores, é possível montar uma biblioteca com todos os áudios ripados e criar uma espécie de “Spotify caseiro”, transmitindo os arquivos via streaming, por meio de programas como o VLC.

3. Não jogue fora

Agora, se você quer realmente dar um fim para a sua coleção de CDs, evite simplesmente jogar no lixo.

Os CDs –assim como as caixinhas– são compostos por metais e plásticos e, portanto, são recicláveis. Infelizmente, não há muitas empresas ou ONGs no Brasil que fazem a reciclagem desse material.

Porém, em vez de descartá-los, considere dar outro fim mais honroso para eles.

Por exemplo, pense na possibilidade de doar os CDs para algum sebo da sua cidade. Por mais que eles não sejam mais utilizados por você, ainda existirão pessoas que preferem escutar músicas no formato antigo.

Dependendo do estado dos discos, também é possível fazer um bom dinheiro ao vendê-los para colecionadores na internet.

E, finalmente, existem vários tutoriais na internet que ensinam como transformam os CDs em verdadeiras obras de arte ou mesmos itens de decoração para sua casa.

Se você não se encaixa em nenhuma dessas opções, simplesmente mantenha sua coleção e espere um novo “revival” da mídia. Nunca se sabe o que o mercado musical pode aprontar…

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Ômicron pode cancelar a CES, maior evento tech de 2022 - Gizmodo Brasil

Grandes big techs como Amazon, Facebook e Twitter cancelaram presença no evento tecnológico em Las Vegas no começo do ano

Hemerson Brandão
A pandemia ainda não acabou.

Por mais que as campanhas de vacinação estejam avançado no mundo, o aparecimento da variante Ômicron, da Covid-19, começa a ameaçar grandes eventos, como é o caso da Consumer Electronics Show (CES), que ocorre em Las Vegas, nos Estados Unidos, em janeiro próximo.

Em meio a preocupações sobre a disseminação do vírus e novas restrições sanitárias, grandes big techs, como Amazon, Twitter e Meta (do Facebook) já anunciaram que não pretendem enviar expositores para a CES 2022. A lista inclui ainda Lenovo, Intel e muitos outros.

Já outras empresas, como a Sony, Waymo e Alphabet (do Google) ainda planejam comparecer.

Geralmente, mais de 2 mil marcas participam do evento, mas esse número está diminuindo a cada dia, conforme a nova variante se espalha pelo mundo.

CES é referência tech

A CES é considerada um dos mais importantes eventos da tecnologia, onde empresas apresentam seus mais novos gadgets e falam sobre tendências do setor. A feira já chegou a atrair 180 mil participantes.

O evento de 2022 contará com protocolos sanitários obrigatórios, como uso de máscaras, realização de testes de Covid e apresentação de comprovante de vacinação.

Marcado para começar em 5 de janeiro de 2022, em Las Vegas, a CES 2022 deverá durar quatro dias. Em paralelo ao evento presencial, também existirá uma versão online, com acesso a sessões de conferências, palestras e networking.

Em 2021, por conta da pandemia, o evento foi realizado totalmente online.

_________________________________________________Feito para revelar segredos do universo, James Webb é lançado com sucesso


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Engenheiros manuseiam telescópio James Webb em imagem feita em 2 de novembro - NASA/Chris Gunn/Handout via Reuters

Engenheiros manuseiam telescópio James Webb em imagem feita em 2 de novembro. O observatório vai "dobrado" dentro do foguete Ariane 5. Ao chegar em seu ponto ideal, a 1,5 milhão de km da Terra, ele será "aberto" para começar a captar imagens

NASA/Chris Gunn/Handout via Reuters

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Imagem feita em 2 de novembro mostra telescópio James Webb aberto com seu espelho de 6,5 metros - Kevin Lamarque/Reuters

Imagem feita em 2 de novembro mostra telescópio James Webb aberto com seu espelho de 6,5 metros de largura

Kevin Lamarque/Reuters

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Imagem da noite do dia 22 de dezembro mostra foguete Ariane 5 - Bill Ingalls/NASA/Handout via Reuters

Imagem da noite do dia 23 de dezembro mostra foguete Ariane 5 já na plataforma de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa

Bill Ingalls/NASA/Handout via Reuters

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Imagem da manhã de 25 de novembro do foguete espacial Ariane 5 em plataforma de lançamento - Bill Ingalls/Nasa/AFP

Imagem da manhã de 25 de novembro do foguete espacial Ariane 5 em plataforma de lançamento


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Foguete Ariane 5 na plataforma de lançamento, minutos antes da contagem final para decolagem - jody Amiet /AFP

Foguete Ariane 5 na plataforma de lançamento, minutos antes da contagem final para decolagem

jody Amiet /AFP

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Por volta de 9h20 (horário de Brasília), conforme previsto, o foguete Ariane 5 foi lançado com o telescópio espacial James Webb a bordo. Missão foi considerada um sucesso pela Nasa, Esa (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense) - Nasa/Nasa TV/Handout via Reuters

Por volta de 9h20 (horário de Brasília), conforme previsto, o foguete Ariane 5 foi lançado com o telescópio espacial James Webb a bordo. Missão foi considerada um sucesso pela Nasa, Esa (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense)

Nasa/Nasa TV/Handout via Reuters

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Por volta de 9h20 (horário de Brasília), conforme previsto, o foguete Ariane 5 foi lançado com o telescópio espacial James Webb a bordo. Missão foi considerada um sucesso pela Nasa, Esa (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense) - Nasa/Nasa TV/Handout via Reuters

Por volta de 9h20 (horário de Brasília), conforme previsto, o foguete Ariane 5 foi lançado com o telescópio espacial James Webb a bordo. Missão foi considerada um sucesso pela Nasa, Esa (Agência Espacial Europeia) e a CSA (Agência Espacial Canadense)

Nasa/Nasa TV/Handout via Reuters

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Imagem captada de transmissão ao vivo da Nasa mostra o telescópio espacial James Webb se separando do foguete Ariane 5 - AFP/NasaTV

Imagem captada de transmissão ao vivo da Nasa mostra o telescópio espacial James Webb se separando do foguete Ariane 5

25/12/2021 09h37Atualizada em 25/12/2021 17h04

Aconteceu! O telescópio espacial James Webb foi lançado na manhã deste sábado de Natal (25), levado pelo foguete Ariane 5, lançado desde a base de Kourou, na Guiana Francesa, às 9h20 (horário de Brasília). Apesar das nuvens, não houve impedimento na missão, que foi alvo de diversos atrasos. Espera-se que quando estiver ativo, o James Webb possa ajudar a revelar os segredos do universo.

Por volta das 9h50, o telescópio espacial se separou do foguete Ariane 5 e abriu parte de seus painéis solares, que vão fornecer energia necessária para a trajetória dele. Se tudo der certo, ele passará a mandar imagens para os pesquisadores na Terra no fim do primeiro semestre de 2022.

Imagem captada de transmissão ao vivo da Nasa mostra o telescópio espacial James Webb se separando do foguete Ariane 5 Imagem: AFP/NasaTV

"É um grande dia para o planeta Terra. Produzimos este telescópio, que é uma 'máquina do tempo', por três décadas. Ele vai nos levar a descoberta de fatos do início do universo", disse Bill Nelson, administrador da Nasa, em transmissão da agência espacial dos EUA.

Apesar do lançamento de sucesso e do desacoplamento bem-sucedido do telescópio do foguete, há ainda uma série de desafios a serem enfrentados.

Antes de chegar a 1,5 milhão de km da Terra (conhecido como ponto Lagrange L2), o telescópio deverá executar sem falhas uma série de operações envolvendo 140 mecanismos, 400 polias e quase 400 metros de cabos apenas para a blindagem de proteção.

Devemos lembrar também que o telescópio tem 12 metros de altura e uma espécie de guarda-sol do tamanho de uma quadra de tênis. Tudo isso foi dobrado para caber da espaçonave e, aos poucos, deverá ser desdobrado no espaço.

A importância do James Webb

Com quase 30 anos de desenvolvimento e com custo de US$ 10 bilhões, o JWST (James Webb Space Telescope) promete revolucionar a ciência espacial. Isso porque ele permitirá a observação em luz infravermelha, que não pode ser percebida pelo olho humano.

De acordo com a Nasa, ao ver o Universo em comprimentos de onda infravermelhos, o JWST vai nos mostrar coisas nunca antes vistas por qualquer outro telescópio. É apenas neste comprimento de onda que podemos ver estruturas mais antigas, da época do Big Bang.

Ele é considerado o sucessor do telescópio espacial Hubble, que está na ativa desde 1990. Eles, inclusive, poderão trabalhar em observações juntos.

A título de comparação, o James Webb tem um espelho de 6,5 metros de diâmetro, enquanto o Hubble conta com um de 2,4 metros.

Vários atrasos

Inicialmente, o James Webb estava previsto para ser lançado em algum momento entre 2007 e 2011. No entanto, com o tempo, o projeto ficou cada vez mais complexo. Se antes, havia a expectativa de se gastar até US$ 3,5 bilhões, o equipamento acabou custando cerca de US$ 10 bilhões.

Havia ainda a expectativa de lançá-lo em 2018, mas a agência voltou a adiar.

Finalmente, em outubro deste ano, o James Webb chegou à Guiana Francesa. A primeira data para lançamento era 18 de dezembro, mas técnicos descobririam uma falha.

Depois, o lançamento foi remarcado para 24 de dezembro, na véspera de Natal. Rolou mais um cancelamento, só que agora por más condições climáticas.

Quem é afinal James Webb?
James Webb, que dá nome ao telescópio, administrou a Nasa entre 1961 e 1968 - Nasa - Nasa
James Webb, que dá nome ao telescópio
Como é comum neste tipo de missão, esta foi batizada para homenagear um pioneiro na exploração espacial. James E. Webb foi considerado uma figura-chave dentro da agência espacial dos EUA para implementar o projeto Apollo, que contou com missões tripuladas à Lua.

Ele ocupou cargo de direção na Nasa entre 1961 e 1968. Segundo o site da agência, ele defendia que houvesse um equilíbrio entre missões tripuladas e missões científicas, como as exercidas por telescópios.

James Webb, que dá nome ao telescópio, administrou a Nasa entre 1961 e 1968 Imagem: Nasa

Durante seu mandato, foram criados, por exemplo, robôs para explorar a Lua para que, posteriormente, humanos pudessem visitar nosso satélite natural, e o envio de sondas para orbitar Marte e Vênus.

Neste ano, um grupo de três astrônomos publicou um artigo na revista "Scientific American" solicitando que o telescópio fosse rebatizado. 

Segundo eles, Webb era um oficial do governo Harry S. Truman, que estabeleceu uma política chamada "Susto de Lavanda" (Lavender Scare, do inglês), que pregava a perseguição contra pessoas LGBTQI. A agência espacial norte-americana manteve o nome.

James Webb faleceu aos 85 anos em março de 1992.

*Com informações da AFP

_________________________________________________Metaverso: saiba tudo sobre a aposta futurista do Facebook

5 min de leitura
Imagem de: Metaverso: saiba tudo sobre a aposta futurista do Facebook

O metaverso voltou a ser um foco recentemente, quando o Facebook renovou seu compromisso com um projeto que junta realidade virtual à realidade aumentada para permitir aos usuários habitarem mundos digitais juntos.

Mas afinal, o que é esse metaverso? Será que o termo não é puro marketing? Já existe algum pronto para uso? Se você nunca ouviu falar sobre o assunto ou tem dúvidas sobre o que é o metaverso, hoje o TecMundo te explica.

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Da Grécia para o mundo

Para começar, nada melhor do que analisar a palavra em si. “Meta” vem do grego e significa “além de” ou “depois de” algo, e o “verso” vem de "universo". Então, estamos falando de um ambiente digital que é uma evolução de tudo o que a gente está acostumado até agora.

Então, o metaverso pode ser chamado de um universo digital compartilhado e com experiências variadas, totalmente imersivas, interativas e muito realistas. Não estamos falando de realismo gráfico necessariamente, mas sim de tarefas e possibilidades de ação mais naturais, com a presença de elementos que estão no cotidiano — como lugares reais, marcas que existem fisicamente e movimentos mais dinâmicos do seu avatar.

O lugar é esse espaço coletivo que recria experiências reais a partir da integração de várias ferramentas. Não é exatamente um jogo ou uma rede social, mas sim um ecossistema mais vasto e que pode incluir esses dois aspectos se você quiser.

Decifrando o conceito de metaverso

De certo modo, tudo isso ficaria ainda mais imersivo em uma realidade virtual, mas isso não é necessariamente obrigatório. Dessa forma, a presença de marcas é o que mais desperta a atenção das próprias marcas, já que significa maior espaço de exposição de produtos, parcerias de divulgação e acordos a preços altos.

Pense em um MMORPG. Dependendo da complexidade daquele universo, você pode criar um avatar com características físicas bem-personalizadas, talvez até parecido com o seu eu de verdade, passeando por um mapa supervariado para batalhar, explorar e conversar. Porém, existe sempre uma limitação, uma certa quantidade de ações que você pode fazer ou então um direcionamento que o próprio game tenta te empurrar — tipo uma campanha, missões com boas recompensas e por aí vai.

Multiverso

Imagem: Peera_stockfoto (Shutterstock)

Fonte: Shutterstock

Mas e se você quisesse só ficar de boa no mapa, convivendo pacificamente com os outros? E se, além de um ou outro NPC, todos os avatares ali fossem pessoas também dispostas a isso? Em vez de virar obrigatoriamente um mago ou cavaleiro, você poderia, sei lá, abrir uma taberna e gerenciá-la ou virar um músico na praça da vila. Eu sei que parece tudo meio abstrato, e é mesmo, mas é assim que podemos imaginar a ideia de metaverso mais próxima do que temos hoje.

Indo em um exemplo do que já existe: Fortnite. Claro que ele continua sendo um battle royale, sendo o destaque absoluto as partidas que duram até sobrar só um jogador. Entretanto, pense na quantidade de avatares personalizados, de marcas e franquias que já fizeram parcerias com a Epic Games ou então na promoção de eventos, como os shows de artistas badalados (por exemplo a Ariana Grande).

Se isso for expandido, talvez para uma área em que combate não seja prioridade e você possa só passar o tempo, esse pode ser o primeiro metaverso de uso massivo e duradouro que veremos.

A origem do termo

O termo se originou em um livro chamado Snow Crash, escrito em 1992 por Neal Stephenson. A obra tem uma pegada cyberpunk e fala do chamado Metaverso como uma espécie de sucessor evoluído da internet, com maiores possibilidades de interação e avatares com mil e uma possibilidades de ação. O termo pegou e foi adotado pela indústria.

Portanto, é bem seguro dizer que o primeiro grande experimento nesse sentido na vida real foi com Second Life, o fenômeno das experiências virtuais lançado em 2003. A gente já fez um vídeo aqui no Entenda para explicar o que era esse serviço, que ainda existe e tem uma comunidade muito fiel, e o Second Life meio que cumpria todos os requisitos do conceito de metaverso, faltando só segurar as pessoas no mesmo lugar.

Second Live Metaverso

Imagem: Gorodenkoff (Shutterstock)

Fonte: Shutterstock

Atualmente, podemos considerar que Roblox e Fortnite estão tentando virar metaversos, expandindo cada vez mais as experiências e as simulações, mas ainda tem um longo caminho pela frente. E, claro, agora sabemos que o Facebook está na jogada com "olhos voltados para o futuro". Então, o timing não é coincidência: a pandemia da covid-19 ajudou muito a impulsionar essas ideias, já que ficamos muito mais em casa para realizar atividades de trabalho ou lazer.

Alguns filmes também já imaginaram esse cenário. Obras como TronMatrix e o Avatar do James Cameron apresentam uma visão dessas simulações virtuais supercomplexas e cheias de possibilidades. É claro que tem ainda o programa Oasis, de Jogador Número 1, que é originalmente um livro e virou filme nas mãos do Steven Spielberg. No ambiente dessa obra, você pode acessar a plataforma do jogo simplesmente para passar um tempo e dar uma passeada, sem ser obrigado a participar de qualquer partida.

O que podemos esperar?

E qual é o futuro disso tudo? Bom, ainda é cedo para dizer se tantos projetos conseguirão "sair do papel", mas algo é certo: muita empresa por aí vai falar que a sua plataforma é um metaverso só para entrar na onda, então cuidado com esse tipo de marketing.

Já a rede social do Zuckerberg tenta há alguns anos ser meio que uma “pequena internet”, concentrando notícias, bate-papo, vídeos e o que eles acham que seria tudo o que é necessário para alguém se manter online. Não deu tão certo ainda, mas conhecemos recentemente o último passo.

Mark Zuckerberg comentou que deseja construir o tecido que conecta diferentes espaços digitais e superar as limitações físicas. Um dos exemplos iniciais que vimos foram as salas de videoconferência Horizon Workrooms, que ainda são bem cruas e limitadas, mas podem ser adotadas para quem trabalha em home office.

Assim, o blockchain tem um potencial muito alto dentro da construção e da manutenção de metaversos, já que a descentralização de informações e a possibilidade de implementar uma economia própria tem tudo a ver com esse conceito.

Em resumo, o metaverso ainda é algo muito abstrato e que corre o risco de virar uma daquelas palavras que é bonito de falar, mas difícil de ver na prática. Por outro lado, pelas informações e pelos exemplos que temos hoje, pode resultar sim em algumas experiências bem interessantes.

E aí, o que você acha dessa ideia de metaverso? Toparia participar de um ambiente digital assim? Que ferramenta você gostaria de ver virando um “mundo dentro de outro”? Vamos conversar ali embaixo nos comentários!

_________________________________________________Blockchain: o que é, como funciona e quais são as aplicações

2 min de leitura
Imagem de: Blockchain: o que é, como funciona e quais são as aplicações
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Sendo uma tecnologia relativamente recente, apresentada em 2008, o blockchain é um método de verificação de dados que viabiliza comprovar a autenticidade e a procedência de dados de modo que para que uma transação seja validada precisa apresentar todas as informações relativas a cada movimentação, o que, por sua vez, inibe fraudes e duplicidades.

O que é blockchain?

O Blockchain sempre é associado ao bitcoin, posto que é a tecnologia que permite mineração e transações utilizando a moeda virtual. Em outras palavras, é o que assegura que determinado usuário é dono de um valor específico em bitcoin, assim como valida a transferência ou o pagamento utilizando a moeda virtual.

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Evidentemente, o blockchain vai muito além do bitcoin, já que permite a validação de dados de maneira muito eficiente e descentralizada, o que fez que a tecnologia pudesse ser considerada um método de verificação em diversos segmentos.

Como funciona o blockchain?

Os dados no blockchain obedecem a um padrão para que possam ser verificados e validados a qualquer momento, criando uma cadeia de informações que necessariamente precisa estar associada a cada um deles de modo ordenado. Isso faz que não seja possível atravessar a cadeia de dados, visto que para que um dado seja validado parte da informação se encontra no dado anterior e parte no dado seguinte.

Essa organização em cascata permite maior confiabilidade em todo o sistema, pois não é possível inserir dados aleatoriamente no blockchain. Sendo assim, uma transação só pode ser realizada uma vez, inibindo duplicidade e até mesmo fraudes. 

Dados no Blockchain ficam organizados em elos que não podem ser quebrados.

Dados no blockchain ficam organizados em elos que não podem ser quebrados.

Fonte:  Reprodução/Pixabay 

É seguro?

Vamos imaginar que chegamos a um local que oferece senhas para atendimento, as quais, além de um número que ordena a chegada dos usuários, têm informações de data e hora de retirada. Assim, em um único dado, é possível saber quando o usuário chegou, quem chegou antes e quem deve ser o próximo. O blockchain funciona de maneira similar, de modo que os dados podem ser validados basicamente da mesma forma que uma senha, já que cada um deles apresenta informações sobre sua procedência e não pode ser duplicado.

Como vimos, é praticamente impossível fraudar uma movimentação por meio do blockchain, o que fez que instituições financeiras passassem a considerar a modalidade de validação para suas movimentações. Além disso, o método permite a verificação de dados de maneira muito eficiente, o que pode ser utilizado para validar certificados e até mesmo documentos e contratos virtuais. 

A tecnologia ainda não é empregada em grande escala fora do universo das criptomoedas, mas a tendência é que haja uma expansão da modalidade de validação, pois é uma forma extremamente segura de garantir a confiabilidade de informações transmitidas pela internet, inclusive sendo uma alternativa para a segurança de dispositivos conectados.

_________________________________________________NFT e mais: 7 termos da tecnologia que serão tendência em 2022


23/12/2021 3 min de leitura

Neste ano, as redes sociais foram inundadas com diversos novos termos frequentemente ligados à tecnologia. Palavras como "NFT", "Blockchain" e "Metaverso" tornaram-se cada vez mais comuns entre as postagens e tópicos em destaque, enquanto pouco significavam para a maioria dos usuários. 

Para descomplicar a vida dos internautas e evitar que eles percam as próximas tendências, o TecMundo elaborou um breve glossário com os vocábulos mais recentes. Confira:

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Blockchain

Geralmente citado em explicações, o termo "Blockchain" pode ser traduzido como "corrente de blocos" e se refere a uma tecnologia de proteção de dados e autenticação. Seu funcionamento se dá através da inscrição de pequenos conjuntos de informações, batizados de "blocos", em uma sequência que deve ser validada por desafios matemáticos digitais, enviados a uma rede online e decentralizada de usuários, a cada nova adição.

Exemplo de funcionamento de uma blockchain. (Fonte: iHodl / Reprodução)

Exemplo de funcionamento de uma blockchain. (Fonte: iHodl / Reprodução) Fonte:  iHodl 


Esse processo, conhecido como "mineração", é incentivado financeiramente por recompensas digitais nativas da respectiva rede, as infames criptomoedas, que podem ser negociadas sem restrições pelos participantes. Proposto por Satoshi Nakamoto ainda em 2008, um pseudônimo para o também criador do Bitcoin, o modelo garante um nível poderoso de criptografia e ainda não foi decodificado por nenhum hacker ou algoritmo.

Inicialmente, a tecnologia foi desenvolvida para o uso financeiro, garantindo que as transações de valores digitais não fossem duplicadas ou fraudadas por usuários maliciosos. No entanto, atualmente, a solução foi adotada como ferramenta para a validação de outros documentos, como obras de artes e certificados.

Outro tópico que fomentou discussões calorosas nas redes sociais foi o "NFT". A sigla significa "non-fungible tokens" e pode ser traduzida para o português como "tokens não-fungíveis" ou "códigos irreplicáveis", em uma adaptação livre. De maneira bastante resumida, o termo se refere aos ativos enviados a uma blockchain para serem validados como "únicos", possuindo um certificado de autenticidade decentralizado que pode ter sua posse transmitida de maneira confiável entre usuários.

Os NFTs acabaram se popularizando pelo seu uso no meio artístico, já que possibilitavam a negociação de obras digitais com certificados de posse autografados pelos seus respectivos autores. Naturalmente, não demorou para que o nicho encarasse uma repentina especulação, seguida de supostos problemas de gasto energético e casos de plágio, que dividiram parte dos internautas em apoiadores e protestantes.

Ganhando tração nas redes sociais após o anúncio da gigante Meta, empresa-mãe do Facebook, o "metaverso" pode ser definido como um "mundo" inteiramente digital, abrigado na internet, capaz de oferecer um nível superior de interação entre os usuários através da tecnologia de realidade aumentada. 

O nome, contudo, não é exatamente novidade, já que foi cunhado no livro Snow Crash, escrito por Neal Stephenson e lançado ainda em 1992. Seu significado é fruto de um neologismo, que combina a palavra grega "meta" com "universo", resultando na expressão "além do universo" — como uma evolução dos espaços digitais na internet.

WEB 3.0

Ainda teorizado por muitos especialistas, o termo "WEB 3.0" representa a futura evolução e decentralização da internet. 

Seu diferencial para alcançar o feito seria a adoção da inteligência artificial em sua estrutura, mitigando a influência de grandes empresas, governos e outras autoridades na navegação online. 

Apesar de parecer distante, vale ressaltar que as iterações WEB 1.0 e WEB 2.0 significaram, na prática, à democratização do acesso e da produção de conteúdo na internet — iniciada há 32 anos.

DeFi

Sendo uma abreviação, o vocábulo é traduzido para o português como "finanças decentralizadas", representando as ferramentas financeiras que funcionam sem intermediários, como bancos e outras entidades reguladores. Seu funcionamento é garantido através dos contratos inteligentes abrigados em diversas blockchains, que executam transações financeiras automaticamente, conforme suas próprias regras.

O termo é uma abreviação que corresponde a "moedas alternativas" ,em tradução livre para o português, referindo-se a qualquer criptomoeda que não seja o Bitcoin. Subdividindo-se, a categoria também abriga outros grupos de ativos, como: as "memecoins" que se inspiram em piadas da internet; as "shitcoins", que costumam ser mal-fundamentadas e parte de mecanismos para fraudes; e as "stablecoins", lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar norte-americano.

Sumarizando, por exemplo, pode-se afirmar que toda memecoin é uma altcoin, mas o contrário não é sempre válido.

Buy Now, Pay Later

Representando a evolução do amado "carnêzinho", o termo "Buy Now, Pay Later" refere-se ao crediário digital, que tem se tornado cada vez mais popular no comércio internacional. A modalidade faz bastante sucesso entre os mais jovens, possibilitando o parcelamento de compras mesmo sem adoção de um banco. O avanço é garantido por empréstimos disponibilizados para cada usuário por fintechs, que exigem apenas alguns dados básicos para realizar a avaliação.


_________________________________________________Primeiro chip 6G do mundo é lançado com velocidade de 11 Gb/s 

Mas a SAMSUNG estuda um 6G com velocidades de 1.000 Gb/s, 50 vezes maiores do que o 5G

Pesquisa cria chip que transmite 1,3 GB/s e atinge velocidades mais altas do que o 5G.

Por Filipe Garrett, para o TechTudo

30/08/2020 04h10 Atualizado há um ano

Cientistas criaram um chip capaz de transmitir dados a 11 Gb/s (Gigabits por segundo) de velocidade. O resultado pode ser útil para a implementação do 6G nos próximos anos. O componente deixa as promessas mais otimistas de 10 Gb/s para o futuro do 5G para trás e chega a acessar frequências na faixa dos THz (terahertz). A tecnologia oferece velocidades que se traduzem em 1,3 GB/s (gigabyte por segundo). O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU, em Singapura) e da Universidade de Osaka, no Japão.

1 de 3 Resultado de estudo é um chip que permite redes capazes de transmitir 1,3 GB/s — Foto: Divulgação/NTU

Resultado de estudo é um chip que permite redes capazes de transmitir 1,3 GB/s — Foto: Divulgação/NTU

O chip criado pelos pesquisadores consegue atingir velocidades altas porque transmite ondas de rádio em frequências na faixa dos terahertz. Hertz é uma unidade de frequência e conta ciclos por segundo: um sinal de 1 THz terá um trilhão de ciclos dentro de um segundo – cada um deles carregando informações. Com o aumento da frequência, há também o crescimento na quantidade de dados que podem ser enviados e recebidos dentro de um segundo.

O uso de altas frequências em sistemas de comunicação sem fio é uma frente de pesquisa em alta e os técnicos asiáticos encontraram uma forma de contornar os obstáculos envolvidos em transmitir tantos dados por segundo. Entre estes desafios há problemas de inconsistência da informação transmitida, além de problemas de propagação do sinal.

2 de 3 Chip permite conexão com frequências na faixa dos terahertz — Foto: Divulgação/NTU

Chip permite conexão com frequências na faixa dos terahertz — Foto: Divulgação/NTU

A solução encontrada aplica conceitos de ótica para criar um meio em que o sinal fica isolado e trafega por superfícies, em vez de viajar dentro de conectores no interior do chip, algo que deixaria a transmissão sujeita a imperfeições do material. A técnica, chamada de Photonic Topological Insulators (PTI), cria um percurso para que o sinal percorra o componente, evitando assim a inconsistência dos dados.

A velocidade de 11 Gb/s deixa bem para trás as redes 5G mais rápidas do mundo que hoje atingem por volta de 0,8 Gb/s. No entanto, é preciso considerar que ainda é cedo para saber como será o processo de implementação do 6G. Estimativas indicam que a tecnologia que envolve a sexta geração das redes móveis só devem começar a chegar ao mercado em 2030.

Imagem à direita mostra o sinal luminoso percorrendo o chip. À direita, cientistas mostram uma transmissão via streaming de conteúdo em 4K usando a tecnologia — Foto: Reprodução/Nature Photonics

Como ainda não há um norte técnico para o 6G no momento, tem horizontes até mais promissores em termos de velocidade. A Samsung, por exemplo, estuda um 6G com velocidades de 1.000 Gb/s, 50 vezes maiores do que o 5G.

No Brasil, a implementação das redes de quinta geração ainda não foi realizada. A Claro estreou um 5G DSS com oferta de velocidades maiores, mas que não oferecem a experiência do 5G completo. Os leilões da Anatel necessários para que as operadoras invistam pesado na tecnologia está previsto para acontecer apenas em 2021.

Veja também: dicas caso seu celular seja roubado ou perdido

_________________________________________________James Webb, o revolucionário telescópio que mira na origem de tudo

Astrônoma Duília de Mello, pesquisadora associada da NASA, conta os detalhes da missão de US$ 10 bilhões que investigará os mistérios sobre a formação das primeiras estrelas e os planetas que podem oferecer condições para a vida
Lançamento do James Webb está previsto para o dia 25, na Guiana Francesa Foto: Arte
Lançamento do James Webb está previsto para o dia 25, na Guiana Francesa Foto: Arte

Em 24 de abril de 1990, a Humanidade abria uma janela para o Universo com o lançamento do telescópio espacial Hubble, que, aos trancos e barracos, segue vivo até hoje, produzindo muito conhecimento científico e imagens incríveis, tanto do Sistema Solar quanto de galáxias muito distantes, a bilhões de anos-luz da Terra. Mas essa história pode ficar ainda mais interessante no Natal. Está marcado para o dia 25 de dezembro o lançamento do telescópio espacial James Webb, no Porto Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Ele estará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, contra 600 quilômetros de distância do Hubble. Seus olhos veem em infravermelho. E ele é muito maior. Por isso, verá o que o Hubble não enxerga e vai investigar a luz que viajou no espaço por 13 bilhões de anos.

Foram 10 anos de planejamento, outros 20 de construção, e um investimento de US$ 10 bilhões, da NASA e da Agência Especial Europeia. Seu espelho é gigante. Tem 6,5 metros, contra 2,4 metros do Hubble. E poderá desvendar mistérios sobre uma época anterior à formação das primeiras galáxias; recalcular a quantidade da poeira que dá origem a tudo o que existe no Universo; e observar, diretamente, planetas que podem ter condições para abrigar a vida. No Ao Ponto desta quinta-feira, a astrônoma Duília de Mello, professora de física e astronomia da Universidade Católica de Washigton e pesquisadora associada da NASA, conta quais são as contribuições esperadas do mais importante telescópio já construído pela Humanidade.

A partir de sexta-feira, o Ao Ponto dá uma rápida parada e retorna no próximo dia 3 de janeiro.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

_________________________________________________Blackview lança seu tablet carro-chefe mais poderoso - Tab 11

Desde o lançamento do Blackview Tab 10 em junho deste ano, a Blackview tem trabalhado para melhorar sua série de tablets . Assim, o Blackview Tab 11 , que é feito após a laboriosa e longa papelada da marca, agora tem sua estreia.

A estreia do Tab 11 vale o hype, já que um oficial sênior da equipe do laboratório de P&D da Blackview disse que fizeram 2.000 tentativas para criar um tablet com um corpo fino e uma bateria ainda maior. E o Tab 11 é aparentemente o fruto de seu trabalho. Blackview diz que o Tab 11 é um potente quadro de referência, que afirma trazer experiências de cair o queixo tanto para o trabalho quanto para o entretenimento. Então, vale a pena comprar? Continue lendo para descobrir.

Tela maior de 10,36 "+ design de bordas retas
O Tab 11 vem com uma tela grande de 10,36 polegadas, proporcionando uma experiência de visualização envolvente para o conforto de assistir filmes ou jogar jogos. Quase fazendo os usuários se sentirem como se estivessem assistindo a uma tela de televisão. Com resolução de 2K e brilho de tela de 360 ​​nit, o Tab 11 está pronto para apresentar gráficos animados com tons vibrantes e detalhes nítidos.

Inspirado pela estética do minimalista, o designer Blackview criou o Tab 11 com linhas de contorno bem retas. Fazendo com que ele tenha uma certa semelhança com os tablets recém-introduzidos da Apple. Seu chassi de alumínio e acabamento fosco destacam o gosto elegante de seus proprietários, ajudando a chamar a atenção e elogios no trabalho. 

Além disso, graças ao esforço persistente da Blackview em buscar a super magreza de seu tablet sem sacrificar a bateria grande, os usuários agora podem colocar o Tab 11 de 8,1 mm de espessura dentro de sua mochila escolar ou bolsa facilmente. 

Câmeras Sony 8MP + 13 MP

Do lado da câmera, o selfie shooter frontal usa sensor Sony IMX 219 de 8MP, sendo capaz de capturar mais detalhes. Enquanto isso, a câmera traseira rivaliza com muitas câmeras de tablet de última geração do mercado, pois possui um sensor Sony IMX 258 com resolução de 13MP, elevando a chance de capturar momentos inesquecíveis e apresentar fotos, que melhor simulam o que as pessoas veem com os próprios olhos.

Octa-core T618 + 128 GB de ROM + armazenamento expansível ilimitado

Depois de lançar o modelo T616, a Unisoc continua aprimorando o desempenho de seu chipset com o lançamento do T618. Que é um dos chipset mais poderosos que a Unisoc já produziu. Em relação ao AnTuTu Benchmark (uma ferramenta de benchmarking para smartphones e tablets Android que ajuda a verificar o desempenho dos dispositivos), o T618 obteve uma pontuação de 210.000 pontos, superando o Snapdragon 675 que obteve apenas 170.980. 

Embalado com 8 GB de RAM LPDDR4, 128 GB eMMC 5.1 ROM, bem como armazenamento expansível ilimitado, Tab 11 oferece mais espaço para aplicativos de jogos “sensíveis ao armazenamento” e gravação fluida de vídeos e fotos. Todos os que desejam ser criadores de conteúdo inovadores podem começar sua jornada criativa com a Tab 11.

O tablet chega com Doke OS_P 2.0 atualizado baseado no Android 11. O sistema traz vários aplicativos personalizados vistos no Doke OS_P 2.1 em telefones Blackview. Incluindo System Manager, Cold Room, Game Mode, Data Migration Assistant e muito mais. O Blackview também redesenhou papéis de parede atraentes e ícones criativos, fornecendo dois temas lindos para decorar as interfaces do tablet para experiências de visualização mais confortáveis. O Tab 11 também oferece suporte para visualização dividida, para que você possa executar diferentes aplicativos lado a lado para tornar a multitarefa mais fácil do que nunca.

As notas pela primeira vez

Você não precisa mais se distrair tomando notas em uma aula, especialmente quando o professor dá palestras em alta velocidade. Porque o Tab 11 fornece o aplicativo Notas para ajudá-lo a fazer anotações. O aplicativo Notas permite que você digite e registre o que os professores disseram em sala de aula ou apenas tire fotos do que eles escreveram no quadro negro. Você também pode organizar facilmente essas notas como preferir. 

Reuni-los nas mesmas páginas ou classificá-los em uma determinada ordem é ainda mais fácil, 

Reuni-los nas mesmas páginas ou classificá-los em uma determinada ordem é ainda mais fácil, sem o incômodo de escrever as mesmas notas novamente.

 Widevine L1 Certified

Cansado de vídeos de baixa definição na maioria dos tablets Android? Tab11 garante clareza de visualização de alta definição com a certificação Google Widevine DRM L1. Com o Tab 11 em mãos, os usuários podem transmitir filmes em 1080p, reality shows ou dramas de TV no Netflix, Youtube, Disney + e outros serviços de streaming.

Outros recursos que valem a pena explorar

O Tab 11 também se preocupa com o conforto do seu ouvido com dois alto-falantes alojados em ambos os lados. Ajustado individualmente por técnicos habilidosos para criar um áudio mais simétrico e som envolvente para cada um de seus ouvintes. Eles são um substituto ideal para alto-falantes estéreo caros e caros do mercado. Comparado com suas contrapartes, Tab 11 oferece uma melodia mais doce e contundente, que o deixa relutante em desligar os alto-falantes.

Além disso, o Tab 11 foi projetado com um slot para cartão SIM 2 em 1. Os usuários podem colocar dois cartões SIM ou um cartão SIM e um cartão TF no slot. O que significa que você pode combinar seu número de telefone comercial com um privado. Não há mais necessidade de comprar dois smartphones para separar o trabalho da vida privada. Basta usar o Tab 11.

Blackview também reduziu o tamanho da bateria do Tab 11, mas ainda continua grande o suficiente para qualquer usuário pesado grudado em seu telefone o dia todo. O Tab 11 possui capacidade de 6580mAh, o que se traduz em 30 horas de reprodução de música, 5,5 horas de vídeo e até 10 horas de navegação na web com 360 nits de brilho da tela.

Mais inovação com Teal Green

Para adicionar mais tons e possibilidades à vida dos usuários, os designers do Tab 11 criaram três variantes de cores inspiradoras. Teal Green sendo provavelmente o mais atraente. Cada variante de cor também vem com uma caixa de cores correspondentes.

Preço e disponibilidade

Blackview agora oferece chances limitadas de obter o Tab 11 por 169,99 $ com um cupom de 20 $ no site da Blackview de 6 a 10 de dezembro PT. Mas observe que os compradores russos ou brasileiros podem visitar o site da Blackview para obter mais cupons por um preço ainda inferior a 169,99 $ . Quanto mais cedo você fizer o pedido do Tab 11 , maior será a probabilidade de obtê-lo por um preço mais baixo.

_________________________________________________China acirra disputa e prevê lançamento de internet 6G em 2030

2 de 3 Internet 6G deve ser disponibilizada a partir de 2030 — Foto: Reprodução/GizmoChina

Internet 6G deve ser disponibilizada a partir de 2030 — Foto: Reprodução/GizmoChina

Wang também explicou que o 5G está num estágio inicial, mas os estudos para a rede sucessora já estão em curso. “Enquanto estamos construindo o 5G, o 6G já começou”, comentou. Ele disse que é preciso acelerar a pesquisa e o desenvolvimento da futura rede.

Apesar de deter uma posição de destaque nesta área, a China não é a única que deu largada nas pesquisas sobre o 6G. Fabricantes como Apple e Samsung tocam projetos para implementar uma internet ainda mais rápida. A Nokia lidera as pesquisas na Europa e deve trabalhar em conjunto com fabricantes como Ericsson e Siemens, além de operadoras de telefonia conhecidas na região. A Huawei também participa desta corrida, com as primeiras análises sobre 6G em 2019, no Canadá.

Samsung é uma das fabricantes que já pesquisam sobre a implementação do 6G — Foto: Nathalia Duarte/TechTudo

A Xiaomi declarou em 2020 que estava dando os primeiros passos para entrar no grupo de pesquisadores que querem entregar a próxima geração de rede. O Japão investiu com verbas públicas um valor capaz de iniciar pesquisas nesse sentido. A região se destacou em 2020 por registrar o primeiro chip capaz de transmitir dados a 11 Gb/s, o que pode ser útil na era do 6G.

Mesmo com tantas empresas e países na disputa, é preciso lembrar que a materialização do 6G demore alguns anos para de fato acontecer. Por enquanto, vale voltar as atenções para a conexão 5G, que ainda está longe de se popularizar. No Brasil, o tão esperado leilão de radiofrequências aconteceu neste ano e a expectativa do governo é de que a conexão chegue às capitais no primeiro semestre de 2022.

Com informações de Gizchina

_________________________________________________Quer smartwatch? Lista traz 6 recursos que você precisa conhecer

Dispositivos podem variar no design e no acabamento das pulseiras — Foto: TechTudo

1. Modo treino e alerta de sedentarismo

A maior parte dos smartwatches dispõe de configurações capazes de acompanhar a prática de exercícios físicos. Eles abrangem uma série de modalidades que vão desde corrida até pilates. O modo treino registra algumas informações como quantidade de tempo dedicado à atividade, quilômetros percorridos e batimentos cardíacos durante o exercício. Isso pode ajudar o usuário a observar o desempenho, as calorias perdidas e assim por diante.

Para além dos esportes, os relógios inteligentes também podem registrar a quantidade de passos dados diariamente, bem como a quantidade de horas que uma pessoa fica sentada. Quando o wearable detecta que o usuário está há muitas horas sem se movimentar, ele pode emitir um alerta de sedentarismo.

Dispositivos vestíveis podem acompanhar desenvolvimento do usuário na prática de exercícios — Foto: Divulgação/Polar

2. Acompanhamento da saúde e detecção de possíveis doenças

O acompanhamento de sinais vitais e outros aspectos relacionados à saúde é um dos pontos de destaque desses dispositivos. Modelos como o Apple Watch 6 (R$ 2.998) e o Galaxy Watch Active 2 (R$ 1.099) oferecem o eletrocardiograma para acompanhar os batimentos cardíacos, recurso que já chegou a ajudar pessoas a reconhecer complicações no coração. Além disso, alguns aparelhos também permitem medir o nível de oxigênio no sangue e a pressão arterial.

A Samsung inova ao trazer também um sistema de bioimpedância para o Galaxy Watch 4, ferramenta que permite saber gordura e água corporal, massa muscular e outros aspectos de saúde. Por fim, o monitoramento do sono é outra ferramenta presente em grande parte dos relógios e que se enquadra no quesito da saúde. Ao dormir com o wearable, o usuário consegue ter relatórios detalhados sobre a qualidade do sono ao longo da noite.

Essas funcionalidades já geraram relatos de pessoas que estavam com alterações na pressão, nos batimentos cardíacos e na oxigenação do sangue e não sabiam. Com base nos relatórios do dispositivo, elas puderam prevenir complicações mais sérias.

Eletrodos do Apple Watch permitem fazer eletrocardiograma direto no pulso. — Foto: Divulgação/Apple

3. Visualização de notificações e envio de mensagens

O acesso às notificações pelo pulso é um facilitador para a rotina. Checar mensagens e atender ligações mesmo longe do celular deve conferir uma autonomia em relação ao smartphone. Alguns modelos, como o Galaxy Active, possibilitam também responder a SMS, o que deve otimizar mais ainda algumas tarefas que antes só eram possíveis com um telefone.

A tela inicial tende a acomodar informações importantes também, como horário, previsão do tempo, além de ser algo bem personalizável com temas diferentes para papel de parede e outros detalhes do exibidor.

4 de 6 Galaxy Watch 4 garante envio de mensagens pelo relógio — Foto: Divulgação/Samsung

Galaxy Watch 4 garante envio de mensagens pelo relógio — Foto: Divulgação/Samsung

4. Donwload de apps sem necessidade do celular

A evolução dos relógios trouxe a suporte para usar aplicativos dentro do próprio smartwatch. Isso é um fator que emancipa ainda mais o dispositivo, pois confere às pessoas a possibilidade de ouvir músicas, ver mensagens, fazer acompanhamento de exercícios – tudo isso sem um telefone por perto.

Além disso, algumas ferramentas nativas, como o despertador e GPS, são exemplos de funcionalidades que já integram a dinâmica dos relógios e também cumprem com a tarefa de ajudar no dia a dia.

Smartwatch traz apps para uso no dispositivo — Foto: Paulo Alves/TechTudo

5. Pagamento por aproximação

Pagamentos por aproximação sem a necessidade de um cartão por perto já são uma realidade entre os celulares. Entretanto, relógios como o Huawei Watch 3 chegaram com suporte NFC para facilitar ainda mais na hora de pagar algo.

A Apple tem trabalhado na possibilidade de digitalizar documentos, o que otimizaria ainda mais a vida das pessoas. Nesse caso, a carteira poderia ser facilmente dispensada, já que não seria necessário levar documentos físicos, tampouco cartões.

5 de 6 Relógios que contam com NFC oferecem pagamentos por aproximação — Foto: Divulgação/Xiaomi

Relógios que contam com NFC oferecem pagamentos por aproximação — Foto: Divulgação/Xiaomi

6. Ligações de emergência

Por mais inusitado que possa parecer, grande parte dos relógios, principalmente os da Apple, contam com chamadas de emergência. Existem várias histórias de pessoas que foram salvas por conta dessa função quando estavam em condições adversas, como após acidentes ou até mesmo durante tentativa de sequestro.

Apple Watch ajuda a localizar mulher sequestrada com função de chamada de emergência — Foto: Reprodução/Apple Insider

Modelos disponíveis no mercado

A Samsung e a Apple têm grande destaque no mercado de wearables. A exemplo de modelos que elas comercializam hoje, é possível citar o Galaxy Watch 4, da Samsung, e o Apple Watch Series 7. Ambos são lançamentos relativamente recentes e podem ser encontrados por valores a partir de R$ 1.549 e R$ 3.299 na Amazon, respectivamente.

Por outro lado, é possível encontrar opções mais em conta, como o Multilaser Roma Atrio, que é vendido por cifras a partir de R$ 385 na Amazon. Também marcam presença neste segmento as marcas tradicionais Garmin e Polar, com versões do Fenix 6S (R$ 5.999) e Ignite (R$ 2.130).

Independentemente da marca, é preciso sempre estar atento aos aparelhos falsos. Essas opções que não são oficiais podem ser mais acessíveis, mas não contam com homologação da Anatel e podem entregar um desempenho duvidoso nas tarefas realizadas.

_________________________________________________Governo hackeado. Estamos todos vulneráveis?

Repórter Eduardo Gonçalves e o diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade, Carlos Affonso de Souza, explicam a fragilidade dos sistemas federais e apontam melhorias que podem reforçar a segurança dos dados transferidos ao Executivo

Após ataque hacker, ConecteSus enfrenta problemas desde o dia 10 Foto: Arte

Em 10 de dezembro, o Ministério da Saúde sofreu um ataque cibernético que afetou o Conecte SUS, plataforma digital que oferece acesso à carteira digital de vacinação. A instabilidade provocada pela ação dos hackers tem reflexos até hoje. Os criminosos teriam invadido a nuvem contratada para armazenar dados por meio do login e da senha de um funcionário do governo, mas o governo não explica com clareza a real dimensão dos prejuízos. Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), há indícios de que um grupo também atacou o sistema do Ministério da Economia, com efeito na Secretaria do Tesouro Nacional. Porém, as investidas vêm de várias frentes e já prejudicaram órgãos como a Controladoria Geral da União e a Polícia Rodoviária Federal. Ainda no ano passado, um pedido de resgate foi feito por criminosos que invadiram as redes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E tudo isso ocorre em um cenário preocupante: 74% dos órgãos da administração federal não têm uma política padrão de backup e 66% das instituições não armazenam arquivos criptografados.

Os investimentos em segurança cibernética também estão muito aquém do necessário. Os gastos federais caíram nos últimos três anos, passando de R$15 milhões, em 2019, para R$7 milhões, em dezembro deste ano. Mas a prevenção não passa apenas por grandes investimentos. Depende também de medidas simples, que valem para todos, como o uso de senhas fortes, diante do aumento progressivo dos casos. O número de inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar esse tipo de crime aumentou 35% entre 2020 e 2021. O principal alvo dos criminosos são os sites públicos de órgãos federais, estaduais e municipais. No Ao Ponto desta quarta-feira, o repórter Eduardo Gonçalves conta o que já se sabe sobre os recentes ataques a órgãos federais e faz um diagnóstico sobre a vulnerabilidade da administração pública. O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), Carlos Affonso de Souza, analisa o atual quadro e aponta as medidas que devem ser adotadas para minimizar os danos desse tipo de prática.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.


_________________________________________________Echo Dot x Google Nest Mini: qual deve ser seu 1º alto-falante inteligente?

Comparativo Amazon Echo Dot e Google Nest 

Comparativo Amazon Echo Dot e Google Nest Mini - Reprodução
Comparativo Amazon Echo Dot e Google Nest Mini Imagem: Reprodução
Colaboração para Tilt, em São Paulo 21/12/2021 04h00 
Atualizada em 21/12/2021 11h27

Quem está à procura de um alto-falante inteligente de baixo custo logo se depara com um dilema: Echo Dot, da Amazon, ou Nest Mini, do Google? Os dois aparelhos realizam tarefas similares, como informar a previsão do tempo, criar rotinas, anotar compromissos na agenda, tocar músicas ou reproduzir programas de notícias e receitas, acionar produtos da casa inteligente, como lâmpadas, campainhas e aspiradores.

Tanto a Alexa quanto o Google Assistente, como são chamados os assistentes de voz dos dois dispositivos, respectivamente, entendem comandos de voz em português sem a necessidade de usar frases específicas para a execução de tarefas: você pode perguntar se precisa de um guarda-chuva hoje, qual é a previsão do tempo ou se há risco de chover.

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A Amazon possui diversos modelos de alto-falantes da linha Echo à venda no Brasil, alguns deles têm até tela, como é o caso da família Echo Show (que tem opções de display com 5, 8 e 10 polegadas).

Já o Google vende apenas dois modelos no Brasil, o Nest Mini e o Nest Audio — este último tem som mais potente, mas custa mais caro.

Para ajudar você na missão de escolher o seu primeiro alto-falante inteligente, Tilt comparou a ficha técnica e o custo benefício dos modelos mais acessíveis da Amazon e do Google:

DesignEcho Dot 4ª geração: 100 mm x 100 mm x 89 mm. Peso: 328 gNest Mini 2ª geração: 98 mm x 98 mm x 42 mm. Peso: 183 g

Atualmente na quarta geração, o Echo Dot teve uma reformulação visual e ganhou formato de bola, abandonando o formato de disco de hockey. Com o design antigo, o Dot se assemelhava ao Nest Mini. Agora, a diferença visual entre eles é bem marcante.

Os dois aparelhos têm botões na parte superior, que permitem aumentar ou diminuir o volume do som ou desligar o microfone — uma função ótima para quem aprecia a sensação de ter maior privacidade.

Apesar ambos terem Bluetooth, o Echo Dot conta com uma saída de som no padrão 3,5 mm (P2). Esse recurso não é indispensável, e não aparece no Nest, mas é bacana para quem quer, por exemplo, ligar o aparelho a uma caixa de som de maior potência.

O Echo Dot pode ser preto ou azul, enquanto o Nest Mini pode ser branco ou preto ("giz" ou "carvão", de acordo com o Google). Os dois acendem luzes coloridas quando são acionados ou ligados.

Por ser menor do que o Echo Dot e ter formato redondo, o aparelho do Google pode ser um item mais discreto na decoração da sua casa.

Veredicto: Ambos têm visual discreto e funções parecidos, mas o Dot, apesar de maior, ainda tem saída de áudio para a conexão de outra caixa de som.

Som

Os dois produtos contam com alto-falantes de 1,6 polegada. São aparelhos que oferecem boa qualidade sonora para quem quer ouvir algumas músicas em casa, mas não é muito exigente.

Os aparelhos podem atingir, aproximadamente, até 3 decibéis. Em termos de frequência sonora, eles podem reproduzir a grande maioria dos sons perceptíveis pelo ouvido humano (entre 20 Hz e 20 kHz).

Quem se importar mais com a qualidade sonora precisará pagar um pouco mais e adquirir as versões sofisticadas dos aparelhos, como o Amazon Echo Studio e o Google Nest Audio.

Para captar o que é dito pelo usuário, o Nest Mini conta com três microfones de longo alcance, enquanto o Echo Dot tem quatro microfones.

Nos dois casos, o reconhecimento de voz para o acionamento dos assistentes funciona melhor quando enfatizamos, na fala, que queremos falar com eles. Mas não precisa gritar com nenhum dos aparelhos. Aliás, ambos podem até reconhecer sussurros —basta usar a entonação de fala correta para acioná-los.

Veredicto: Empate técnico. Os dois aparelhos apresentam performance sonora e reconhecimento de fala em grau similar.

Recursos adicionais

Tanto o Echo Dot quanto o Nest Mini funcionam como verdadeiras centrais de casas conectadas. Com os dispositivos certos, como lâmpadas e tomadas inteligentes, você pode controlar funções de eletrônicos com comandos de voz.

Dá para ligar o aparelho de ar-condicionado, mudar a iluminação do ambiente ou acionar a cafeteira enquanto você ainda estiver lutando para sair da cama. Claro, tudo isso depende de ter uma casa preparada para a era da internet das coisas, ou seja, com vários dispositivos conectados à internet.

Se a sua intenção for usar um dos alto-falantes inteligentes para comandar a sua casa conectada, vale pesquisar quais serão os aparelhos que você pretende adquirir posteriormente. Desse modo, há garantia de compatibilidade do assistente de voz com o ecossistema da sua casa conectada.

No caso do aparelho da Amazon, uma vantagem é que a empresa permite a criação de skills (aplicativos para os alto-falantes Echo). De acordo com a Amazon, existem mais de 2 mil delas —por exemplo, jogo do Show do Milhão, sons de meditação, leitura de histórias infantis.

Na hora de bater papo, os dois assistentes de voz conseguem manter a continuidade da conversa. Você começa dando o comando inicial e depois pode fazer uma série de perguntas em seguida, além de dar respostas às perguntas feita pelo dispositivo, em geral um sim ou não ou próxima.

Ambos contam piadas e curiosidades, além de serem capazes de responder a perguntas simples e fazer pesquisas na internet, lendo as respostas em voz alta. Em termos de entendimento de tudo que é dito no dia a dia, a Alexa leva vantagem sobre o Google Assistente.

Os dois dispositivos podem reproduzir músicas de aplicativos de streaming. Cada um dá preferência ao aplicativo da sua empresa. O Echo Dot aciona, por padrão, o Amazon Music para os assinantes do programa de benefícios Amazon Prime, enquanto o Nest Mini aciona o YouTube Music. Mas ambos são capazes de reproduzir músicas do Spotify, desde que a conta seja adicionada aos respectivos aplicativos dos alto-falantes. No entanto, a Deezer só possui integração com a Alexa — graças a uma skill.

Veredicto: O Echo Dot leva a melhor no âmbito dos recursos adicionais, em especial, por causa da ampla gama de aplicativos disponíveis, o que torna a assistente Alexa mais flexível do que o Google Assistente.

Custo-benefícioAmazon Echo Dot 4ª geração: a partir de R$ 331*Google Nest Mini 2ª geração: a partir de R$ 189*

Quem procura um alto-falante inteligente mais simples e barato encontra no Google Nest Mini uma boa opção.

O aparelho faz bem o básico e atende a todos os requisitos de um produto de custo acessível que oferece uma boa experiência de uso para interação com um assistente de voz, para a reprodução de músicas e para o controle de casa inteligente.

Entretanto, o Echo Dot é uma compra mais cara que deve resistir melhor ao efeito do tempo. O fato de possuir um ecossistema de aplicativos, as skills, oferece uma vantagem competitiva ao produto, que pode receber novidades constantes vindas de terceiros, assim como acontece com os smartphones e suas lojas de aplicativos.

Veredito: Aqui mais um empate. Tudo depende de o que você está planejando para sua casa inteligente e quais suas necessidades hoje.


_________________________________________________A vacina nos salvou de Bolsonaro | Vera Magalhães - O Globo

Bolsonaro na posse de André Mendonça no STF

O ano de 2021 foi salvo única e exclusivamente pela vacina. Foi ela, chegando finalmente e contra todas as ações possíveis por parte do governo federal, que nos salvou não só do vírus, mas de um acometimento ainda mais grave do mal que é Jair Bolsonaro.

Devemos à vacina, de sua elaboração em tempo recorde à tão esperada aplicação, aos fabricantes, aos cientistas, ao Butantan, aos governadores — e aí sobretudo ao de São Paulo, João Doria, é preciso dar a César o que é de César —, aos senadores da CPI da Covid e à imprensa. Sem esse consórcio atuando em desafio à disposição permanente de Bolsonaro e de seus ministros em melar a imunização, sabe-se lá a que número de mortos poderíamos ter chegado.

Mas eis que, mesmo diante da constatação óbvia até para terraplanistas irrecuperáveis, Bolsonaro segue barbarizando e espalhando sandices a respeito da imunização contra a Covid-19.

Cheguei a conferir se era a conta mesmo do presidente da República, e não a de um fake, que postara, em resposta a um post do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que tratava de ferrovias (!), um comentário de um anônimo chamando as vacinas de “porcarias”. Não era um fake. Era Bolsonaro. Claro que era Bolsonaro.

No mesmo dia em que a imprensa cumpria o dever desconcertante de noticiar mais essa diabrura do chefe de Estado, a Anvisa finalmente liberava a vacina da Pfizer para aplicação em crianças. Por que tanta demora? E por que a agência não analisa o pedido reiterado do Butantan para que também a CoronaVac — desenvolvida a partir da tecnologia de vírus inativado, comum em imunizantes ministrados em crianças — seja aplicada nessa faixa etária?

Dois anos de pandemia depois, o Brasil anda, na vacinação contra a Covid-19, na desesperadora marcha de um passo à frente a cada dois para trás. Aos trancos e barrancos chegamos a uma cobertura superior à de países da Europa e de outros em que campeia o negacionismo criminoso. Mas sempre lutando contra o presidente, seus ministros, seus bocas de latrina a soldo das redes sociais e de emissoras alinhadas e até, em alguns casos, a Anvisa, cuja atuação teve altos e baixos ao longo da crise sanitária, ora agindo de forma técnica, ora titubeando diante da pressão política explícita exercida por Bolsonaro.

Pois não há explicação para uma agência ter levado tanto tempo para liberar as vacinas para crianças num cenário em que o mundo já o fez, os fabricantes já prestaram todas as informações necessárias acerca da segurança de seus fármacos, uma nova variante, a Ômicron, vai se espalhando pelo mundo e o verão, com festas e viagens de férias, está se aproximando no calendário.

Da mesma forma, a demora específica no caso da CoronaVac cheira a temor da reação de Bolsonaro, desde sempre um detrator da vacinação que primeiro esteve disponível para começar a proteger profissionais de saúde, idosos e pessoas com comorbidades, que, não fosse isso, teriam morrido em número ainda mais intolerável que o que a gente já vergonhosamente ostenta.

A superação definitiva do trauma de uma pandemia que se prolonga só se dará se enfiarmos na cabeça que o único caminho seguro para ela é a vacina.

Desenvolvidas com a pressa que a praga exigia, as diferentes tecnologias possivelmente terão de ser atualizadas, revistas, incrementadas. Mas atirar contra sua segurança mesmo diante do dado óbvio de que elas — diferentemente de medicamentos sem nenhuma eficácia propagandeados e enfiados goela abaixo da população por Bolsonaro e pelos seus soldados — funcionam é mais um crime cometido além dos inúmeros já relacionados no relatório da CPI da Covid. Que, aliás, vai pegando poeira na gaveta de Augusto Aras, que finge tomar providências preliminares quando está só empurrando com a barriga mesmo.

_________________________________________________Celulares mais caros: falta de chips continua e Brasil é atingido em cheio – Tecnoblog

Saiba por que o Brasil foi tão impactado pela falta de chips, que deixou celulares mais caros (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)

A escassez de semicondutores afetou os mercados do mundo inteiro, independente do setor. E o Brasil, é claro, não ficou de fora: boa parte das empresas brasileiras encararam alguma dificuldade para adquirir componentes eletrônicos de outros países. E os reflexos são vistos diretamente nos preços, como aconteceu na indústria de celulares, que presenciou diversos aumentos no valor de smartphones e feature phones nos últimos trimestres.

Em termos de celulares, a principal analista para a América Latina da Counterpoint Research, Tina Lu, apontou ao Tecnoblog que a escassez de chips e outros componentes afetou especialmente o mercado brasileiro no bloco latino-americano. As motivações se concentram no requisito de fabricação local e porque o país está fora dos grandes centros de fabricações de smartphones, como a China e o Vietnã.

“No segundo e no terceiro trimestre de 2021, o Brasil foi o país mais impactado da América Latina”, afirmou.

Escassez de chips dificulta aquisição de componentes por empresas brasileiras (Imagem: Brian Kostiuk/Unsplash)Empresas encaram dificuldade para adquirir componentes

Os impactos da crise são amplamente relatados na indústria brasileira. A Sondagem Conjuntural do Setor Elétrico e Eletrônico de outubro feita pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) ressalta que 67% das empresas entrevistadas relataram dificuldades para adquirir componentes. O problema fica ainda mais aguçado quando se leva em consideração a vinda de componentes eletrônicos de outros países.

Segundo o levantamento, 59% das empresas consultadas tiveram dificuldades para adquirir componentes eletrônicos provenientes da Ásia. O aumento é de cinco pontos percentuais em relação à setembro (54%). Quanto aos insumos vindos de outras regiões, apenas 39% dos entrevistados informaram algum tipo de empecilho.

A pesquisa ainda aponta que sete em cada dez empresas relataram que utilizam chips em sua produção. “28% das entrevistadas informaram que seus fornecedores não passaram nenhuma previsão de normalidade no abastecimento de componentes semicondutores”, diz o estudo. Boa parte das companhias espera que a situação só vá melhorar a partir de meados de 2022.

Enquanto isso, a crise atinge a produção das companhias brasileiras. De um lado, 78% das empresas afirmaram que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas. Do outro, 41% dos entrevistados estão com dificuldade na produção e entrega encararam atrasos na produção e na entrega.

Porém, nenhuma fabricante informou paralisação total da produção devido à falta de componentes desde fevereiro, quando a pergunta foi incluída na pesquisa.

Fechamento de portos devido à pandemia de COVID-19 está entre os motivos por trás da crise de semicondutores (Imagem: Reprodução)E de onde veio essa crise toda?

Parte dessas dificuldades de abastecimento originaram-se em 2020, quando começou a pandemia de COVID-19. Em conversa com o Tecnoblog, a analista de pesquisa e consultoria de consumo da IDC Brasil, Juliana Arouca, lembrou que os portos ficaram fechados devido à crise de sanitária causada pelo novo coronavírus. Assim, as entregas de semicondutores demoraram para chegar aos seus destinatários.

A analista conta que houve um atraso global pois, atualmente, esses componentes têm origem em locais da China. “O mercado brasileiro, assim como outros mercados, ficou desabastecido”, disse. Em consequência, as companhias fizeram adaptações nos últimos meses para manter seus estoques, incluindo destinar mercadorias do Brasil para outras regiões, como os Estados Unidos.

“Esses fabricantes estão, sim, remanejando entre áreas, por exemplo, Estados Unidos, Brasil e México, conforme o seu mercado de priorização do momento”, disse.

Além disso, o remanejamento está atrelado a outras demandas que surgiram em 2020. O último ano foi marcado pelo crescimento do mercado de PCs e tablets conforme a população mundial aderiu ao home schooling e ao home office. Portanto, as companhias passaram a se dedicar a outras categorias de produtos em detrimento do setor mobile, já quase tudo foi feito em casa nos últimos meses.

“De fato, a gente vê as fabricantes fazendo adaptações porque a falta de conectores é uma realidade”, afirmou Arouca. “Isso tanto para o mercado de smartphones como para outros mercados em que esses componentes comportam, como, por exemplo, o mercado automotivo.”

Preços de semicondutores são afetados devido à escassez (Imagem: Divulgação/Intel)


Em tempos de escassez, os preços sobem
Em tempos de escassez, os preços sobem

O reflexo disso tudo ainda é sentido na carteira. E não é só no bolso dos consumidores: as companhias também vêm amargando com a escalada dos valores para comprar insumos, como foi relatado pela pesquisa da Abinee. O analista de mercado de TIC da IDC Brasil, Daniel Voltarelli, também ressalta o mesmo impacto.

“Uma consequência disso é o aumento de preços, que não se deve só à questão de semicondutores, mas também a um cenário de inflação global”, afirmou ao Tecnoblog. “Isso é um problema global, mas também tem questões de desvalorização do real frente ao dólar.”

Juliana Arouca acompanhou a linha de raciocínio: “[é] aquela velha regra do mercado de oferta e procura imperando”, complementou. “Porque a gente viu aqui uma diminuição de vendas de unidades de celular e um aumento no preço médio”. E os impactos são observados em números: no primeiro trimestre, estimava-se um preço médio de celulares de R$ 1.290 (smartphones e feature phones). Depois, no segundo trimestre, houve um aumento de 8% na estimativa.

“E agora, para o terceiro trimestre, em cima desse número do segundo trimestre, a gente já aumentou a expectativa em 5%”, disse. “Enquanto isso, a nossa projeção de volume só veio caindo de 2% a 3% em cada um desses trimestres.”

Produção do iPhone 13 e demais produtos da Apple é atingida por crise de semicondutores (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Ainda assim, isto não significa que o resultado é exatamente negativo para as empresas. Sobre o assunto, a analista levantou dois pontos: de um lado, pode-se dizer que o segmento está gerando até mais valor devido à escassez. Mas, do outro, em termos de volume, você vê uma queda no número de unidades.

“A escassez faz isso”, explicou. “Então, depende do ponto de vista. Se você for pensar que menor unidade é menor custo, até que para o fabricante o cenário não é tão ruim assim em termos de Ebitda [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização].”

Ainda assim, os reflexos dessa crise se mostram presentes (e bem nítidos). Peguemos a Apple como exemplo: de acordo com o Nikkei Asia, a produção do iPhone 13 e outros produtos foi interrompida pela primeira vez nos feriados de fim de ano da China, em vez de dar hora extra. Não à toa, ao comprar um iPad Mini de 64 GB nesta quinta-feira (16), para São Paulo (SP) e pelo site da Apple do Brasil, a previsão de entrega é de 24 a 31 de janeiro de 2022.

Tina Lu também fala sobre as dificuldades de outras fabricantes. “As empresas menores só podem esperar obter alguns chipsets por meio de leilões abertos”, afirmou. “Portanto, seu custo aumentou substancialmente.”

Tecnocast 187 – A crise global de chips

O aumento no consumo de eletrônicos durante a pandemia está provocando uma escassez na oferta de semicondutores. As fabricantes não estavam preparadas para atender a essa demanda e esse descompasso deve afetar o preço dos produtos nos próximos meses.

No segundo bloco conversamos sobre o 5G no Brasil com Juliana Zoia, que é especialista de produto da Motorola. Dá o play e vem com a gente!








_________________________________________________Vazam fotos da linha Galaxy S22; veja diferenças entre os celulares 

 A linha Galaxy S22 parece estar cada vez mais próxima de ser anunciada pela Samsung. Desta vez, possíveis imagens dos três modelos – convencional, Plus e Ultra – vazaram na internet, reforçando rumores sobre o design dos próximos celulares premium da marca sul-coreana.

Caso as imagens divulgadas sejam reais, o Galaxy S22 Ultra resgataria o padrão de design da linha Galaxy Note, que foi descontinuada em 2021. Já o S22 e o S22 Plus, parecem trazer poucas mudanças externas, oferecendo um visual semelhante ao já encontrado no Galaxy S21. Rumores indicam o possível anúncio global do trio em fevereiro de 2022.

Linha Galaxy S22 vaza no Twitter — Foto: Reprodução/Yogesh Brar
2 de 3 Linha Galaxy S22 vaza no Twitter — Foto: Reprodução/Yogesh Brar

Linha Galaxy S22 vaza no Twitter — Foto: Reprodução/Yogesh Brar

O S22 Ultra demarca uma diferença bem evidente em relação aos outros integrantes da linha. Ao invés de bordas arredondadas, ele traz um formato quadrado nas laterais e a impressão de uma tela infinita. A estrutura deve ainda acomodar a S Pen, como sugerem alguns rumores. Deste modo, a versão mais poderosa do trio S22 viria com formato semelhante ao visto no Note 20 Ultra, lançado em 2020.

Outro aspecto que diferencia o carro-chefe dos demais é o acabamento fosco do vidro traseiro. Na contramão do modelo mais caro, os outros dois celulares parecem apresentar uma alternativa com aspecto brilhante, mas ainda de vidro. Essa última opção pode desagradar alguns consumidores, visto que é mais suscetível a marcas de uso e arranhões.

O S22 e a variante Plus dispõem de bordas bem arredondadas e demarcam um módulo de câmera da lateral do aparelho. Eles foram apresentados nas cores preta e branca e demarcam uma ligeira diferenciação em termos de tamanho. Se o lançamento confirmar a réplica divulgada, a opção mais simples vai trazer uma tela menor, por volta de 6,06 polegadas, enquanto o modelo Plus deve entregar possíveis 6,5 polegadas.

Galaxy S21 Ultra deve perder moldura da câmera na próxima geração — Foto: Thássius Veloso/TechTudo
3 de 3 Galaxy S21 Ultra deve perder moldura da câmera na próxima geração — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Galaxy S21 Ultra deve perder moldura da câmera na próxima geração — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

As especificações devem variar de acordo com cada dispositivo, mas para o S22 é esperada uma bateria de 3.800 mAh, câmera tripla com lentes de até 50 MP e suporte para carregamento rápido de 65W. Há características esperadas para toda a linha, como a presença dos chips Exynos 2200 e Snapdragon 8 Gen 1.

Apesar de uma série de vazamentos terem sido veiculados, a Samsung não se pronunciou para confirmar nenhuma informação até o momento. Até mesmo a data de lançamento, esperada para fevereiro, aparece apenas como rumor por enquanto.

Com informações do Twitter (1/2)

Mais do TechTudo

_________________________________________________Log4J: 5 razões que tornam a falha a maior e mais perigosa da década

Dado Ruvic/Reuters
Imagem: Dado Ruvic/Reuters Gabriel Daros De Tilt, São Paulo 16/12/2021 15h42

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O software Log4j, uma biblioteca de códigos abertos, é desconhecido da maioria das pessoas, mas está por trás de alguns dos programas mais usados do mundo, como Apple iCloud, Google, Twitter, Steam e Minecraft. Por isso, desde que descobriram que ele tinha falha de segurança empresas de tecnologia e segurança estão em alerta total.

A brecha foi considerada uma das mais perigosas do mundo, recebendo nota máxima em sua avaliação de risco, porque permite que pessoas mal-intencionadas executem códigos maliciosos remotamente.

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"A vulnerabilidade de execução de código remoto da Apache Log4j é a maior e mais crítica da última década", disse Amit Yoran, especialista em segurança de redes de computadores e fundador da Equipe de Prontidão para Emergências de Computadores dos Estados Unidos.

Para Juan Andres Guerrero-Saade, pesquisador de cibersegurança da empresa SentinelOne, o problema é "uma daquelas vulnerabilidades dignas de pesadelo e que praticamente não há forma de se preparar para ela".

O problema foi revelado por um pesquisador de segurança da companhia chinesa Alibaba Group Holding.

Confira abaixo 5 motivos que tornam esta brecha um grande motivo de atenção:

1) 
Houve 1,8 milhão de ataques em 4 dias

A notificação da vulnerabilidade fez com que o número de ciberataques tomasse proporções altíssimas já no dia seguinte. Durante o fim de semana, empresas e órgãos governamentais do mundo todo apareceram como alvos em painéis de monitoramento de segurança.

Segundo um apontamento da Check Point, só nos quatro primeiros dias houve 1,8 milhão de ataques explorando a falha na biblioteca do Log4j.

Pesquisadores de cibersegurança notaram que a falha no Log4J causou alvoroço nos fóruns de cibercriminosos na deep web.

2) 
Programa pode invadir computador a distância

Em menos de 24 horas, foram detectados cerca de 70 malwares diferentes que se aproveitavam da brecha. Além disso, já foi detectado que um worm (programa malicioso que se espalha sozinho) baseado na vulnerabilidade está em desenvolvimento.

Ele poderá baixar arquivos remotamente, dará controle dos computadores ao usuário e pode usar o computador comprometido como servidor para se difundir.

3) 
É muito fácil de ser usado

Segundo uma análise da Kaspersky, tudo o que criminosos precisam para se aproveitar da falha no Log4J é forçar o aplicativo a gravar uma linha de código (string) num programa desenvolvido com ele.

Feito isso, a pessoa pode fazer upload de seu próprio código no aplicativo, sem qualquer ação do dono do equipamento.

Fábio Assolini, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky, informa que esta vulnerabilidade é especialmente perigosa porque até mesmo hackers com pouca experiência podem explorá-la facilmente.

4) 
Governos já usam a brecha para ciberespionagem

Grupos de ciberinteligência financiados por governos também estão explorando maneiras de se aproveitarem da falha para espionagem virtual, segundo a Check Point.

O grupo iraniano Phosphorus, conhecidos por aplicar ransomwares (programas que sequestram e criptografam dados e depois cobram resgate), comprou ferramentas para explorar a falha no Log4J em seus alvos.

O Charming Kitten, outra organização hacker iraniana, já começou a visar alvos israelenses com esta vulnerabilidade.

Outras equipes de ciberespionagem, como a chinesa Hafnium, e outros agentes não identificados na Coreia do Norte e na Turquia já foram identificados.

O Centro de Inteligência de Ameaças da Microsoft (MSTIC) espera que a vulnerabilidade seja abusada pelo grupo em outros ataques.

O governo dos EUA enviou na sexta-feira um alerta ao setor privado sobre a falha e o risco que ela representa.

O software afetado pela Log4j pode ser desconhecido do grande público, mas o caso parece o que aconteceu no ano passado com a SolarWinds, cujo software ficou no centro de uma ampla campanha de espionagem russa.

5)
Biblioteca de código aberto é projeto de baixo custo

Parte da gravidade da situação do Log4J está no fato de que a biblioteca possui pouco suporte. Desenvolvida por quatro desenvolvedores no tempo livre, a estrutura de código aberto foi amplamente adotada sem nunca receber apoio das grandes empresas.

"Houve muitas críticas agora porque Microsoft, Cisco e muitas empresas grandes de big tech usam o Log4j e não colocam um real no projeto", lamenta Assolini.

Apesar de um conserto parcial ter sido divulgado na sexta (10) pela Apache, a fundação sem fins lucrativos responsável pelo Log4j, especialistas dizem que vai ser necessário tempo para achar o defeito e implementar as soluções. A pressa, somada a falta de recursos, faz com que o problema demore até ser resolvido completamente.

"É um software crítico, usado por muita gente, e que tem quatro pessoas mantendo, como voluntários, sem receber nada, sem suporte financeiro", finaliza o especialista. (Com Reuters)

_________________________________________________KÁBÔU-SE - Moisés ROLANDO da MONTANHA: METAVERSO exigirá hardware MIL VEZES mais PODEROSO, alerta INTEL 


Fabricante ressalta que muitos avanços ainda são necessários antes de alcançar a visão propagada por Mark Zuckerberg

Hemerson Brandão

42 minutos atrás

Imagem: Reprodução/YouTube

Nos últimos meses, o metaverso ganhou espaço cativo no noticiário internacional por conta do universo de possibilidades que a tecnologia poderá proporcionar.

Entretanto, muita gente está esquecendo de um “pequeno” detalhe: temos infraestrutura para rodar esse gigantesco mundo digital?

Segundo a Intel, ainda não! A gigante dos chips semicondutores afirma que se juntarmos toda a infraestrutura de computação, armazenamento e rede, ela ainda não tem poder suficiente para sustentar a visão de metaverso, propagada por Mark Zuckerberg em outubro passado.

Não apenas isso, mas a empresa diz que construir um metaverso acessível em tempo real para bilhões de humanos seria necessário aumentar em 1.000 vezes a eficiência computacional que temos hoje.

“Precisamos de várias ordens de magnitude de capacidade de computação mais poderosa, acessível em latências muito mais baixas em uma infinidade de fatores de forma de dispositivo.” (Raja Koduri, vice-presidente sênior e chefe do Grupo de Sistemas e Gráficos de Computação Acelerada da Intel)

O executivo da Intel afirma que antes de habilitar o metaverso em escala será preciso realizar grandes atualizações na internet. Serão necessários avanços em transistores, empacotamento, memória e interconexão, assim como novos algoritmos e arquiteturas de software.

Outras complicações

Por mais que o metaverso esteja na moda –sendo inclusive apontado como o sucessor da internet móvel– ele não deve ter uma adoção tão rápida e em massa como muitos pensam.

Um dos principais gargalos é que os usuários precisarão investir pesadamente em óculos de realidade virtual e aumentada, assim como luvas de capturas de movimento. Isso sem falar nas outras tecnologias que ainda serão desenvolvidas para viabilizar o acesso ao metaverso.

Essas tecnologias ainda são muito caras, com os preços sendo reduzidos apenas se as grandes empresas por trás dos metaversos passarem a subsidiar esses equipamentos.

Vale lembrar que um dos motivos que o Second Life não vingou num passado recente é que nem todo mundo tinha condição de investir em um bom PC para rodar o jogo. Além disso, a baixa velocidade de conexão na época também era uma limitação.

Entretanto, a Intel ainda se mantém confiante de que participará do desenvolvimento dessas novas tecnologias para o metaverso.

“Acreditamos que o sonho de fornecer um petaflop de poder de computação e um petabyte de dados a um milissegundo de cada ser humano no planeta está ao nosso alcance.” (Raja Koduri)

_________________________________________________Rússia diz que medidas do Ocidente contra Assange são atos de canibalismo

Porta-voz da chancelaria russa diz que está em curso um processo para exterminar uma pessoa

17 de dezembro de 2021, 06:25 h

(Foto: Reuters)

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247 - A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, descreveu a maneira como o Ocidente agiu em relação ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, como canibalismo, destacou a agência de notícias TASS nesta quinta-feira (16). 

A representante da diplomacia russa afirmou em nota que as ações desses países visam “exterminar” o jornalista.

Segundo Zajárova, o caso contra Assange não fala mais em dois pesos e duas medidas e nem mesmo atropela princípios e ideais elevados. "É sobre o extermínio de uma pessoa, a vingança pela sua bravura e porque considerou necessário, mesmo aparentemente conhecendo os possíveis riscos, partilhar com o mundo informações muito importantes que lançam luz sobre as mentiras e enganos de todos uma série de países", observou ela.

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A porta-voz questionou a reação apática da comunidade internacional ao tratamento desumano que Assange tem recebido desde a sua detenção em abril de 2019, após quase sete anos de asilo na embaixada do Equador na capital britânica. 

O Supremo Tribunal de Justiça de Londres aprovou em 10 de dezembro a extradição do editor do WikiLeaks para os Estados Unidos, onde ele é acusado de espionagem e hacking de computador.

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As acusações contra ele naquele país acarretam pena máxima de 175 anos de prisão pela publicação, desde 2010, de centenas de milhares de páginas de documentos militares secretos e cabos diplomáticos sobre as ações de Washington nas guerras do Iraque e do Afeganistão.




_________________________________________________Julian Assange: a batalha mais importante pela liberdade de imprensa nos nossos tempos - Chris Hedges

Por Chris Hedges

Julian Assange
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Artigo originalmente publicado no Sheer Post (conteúdo cedido ao 247)

Tradução de Rubens Turkienicz

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WASHINGTON, D.C. – Durante os últimos dois dias, estive assistindo via uma conexão de vídeo de Londres as oitivas para a extradição de Julian Assange. Os Estados Unidos estão apelando a decisão de um tribunal de primeira instância que indeferiu o pedido dos EUA para extraditar Assange – infelizmente, não porque na visão do tribunal ele seja inocente de um crime, porém – como a juíza Vanessa Baraitser concluiu em janeiro – porque o estado psicológico precário do Assange se deterioraria, dadas as “duras condições” do sistema inumano do sistema prisional dos EUA, “induzindo-o a cometer suicídio”. Os Estados Unidos indiciaram Assange em 17 acusações sob o Ato de Espionagem (Espionage Act), acusações que poderiam aprisioná-lo por 175 anos.

Assange, com o seu longo cabelo branco, apareceu na tela no primeiro dia da sala de videoconferência na Prisão de Belmarsh. Ele vestia uma camisa branca, com uma gravata sem nó, solta ao redor do seu pescoço. Ele aparentava estar esquelético e cansado. Os juízes explicaram que ele não estava na sala do tribunal porque estava recebendo a “uma alta dose de medicações”. No segundo dia, aparentemente ele não estava presente na sala de videoconferência da prisão.

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Assange está sendo extraditado porque a sua organização – Wikilieaks – publicou em outubro de 2010 os registros da Guerra do Iraque, os quais documentam numerosos crimes de guerra dos EUA – incluindo imagens de vídeo do fuzilamento de dois jornalistas da agência Reuters e de 10 outros civis desarmados, registrado no vídeo de assassinatos ‘Collateral’, sobre a tortura rotineira de prisioneiros iraquianos, o encobrimento de milhares de mortes de civis e o assassinato de cerca de 700 civis que chegaram perto demais de postos de controle dos EUA. Ele também está sendo visado pelas autoridades dos EUA por outros vazamentos – especialmente aqueles que expuseram as ferramentas de hacking usadas pela CIA, conhecidas como Vault 7 (Cofre 7), que permitem à agência de espionagem vigiar carros, TVs inteligentes, motores de busca na internet e os sistemas operacionais da maior parte dos telefones celulares, bem como de sistemas operacionais como Microsoft Windows, macOS e Linux.

Caso Assange seja extraditado e for considerado culpado de publicar material classificado, isso estabelecerá um precedente legal que porá efetivamente um fim às reportagens sobre segurança nacional, permitindo que o governo use o Ato de Espionagem (Espionage Act) para indiciar qualquer repórter que possua documentos classificados e qualquer denunciante (whistleblower) que vaze informações classificadas.

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Se a apelação (recurso judicial) dos Estados Unidos for aceita, Assange será julgado novamente em Londres. Não se espera que a sentença sobre a apelação ocorra antes de janeiro de 2022.

O julgamento de Assange em setembro de 2020 expôs dolorosamente quão vulnerável ele tornou-se após 12 anos de detenção, incluindo os sete anos passados na embaixada equatoriana em Londres. No passado, ele tentou o suicídio cortando os seus pulsos. Ele sofre de alucinações e de depressão, toma medicação antidepressiva e o remédio antipsicótico Quetiapine. Depois que se observou que ele caminhava de um lado para o outro na sua cela até colapsar no chão, que ele batia na sua própria face e batia a sua cabeça contra a parede, ele foi transferido por alguns meses para a ala médica da prisão de Belmarsch. As autoridades da prisão descobriram “metade de uma lâmina de barbear” escondida sob as suas meias. Ele chamou repetidamente a linha de ajuda contra suicídio operada pelos Samaritanos, porque pensava em matar-se “centenas de vezes por dia”.

James Lewis, o advogado que representa o governo dos Estados Unidos, tentou desacreditar os relatórios médicos e psicológicos detalhados e perturbadores sobre Assange que foram apresentados ao tribunal em setembro de 2020, tentando caracterizá-lo como um mentiroso e um fingidor. O mesmo advogado desqualificou a decisão da Juiza Baraitser de impedir a extradição, questionou a competência dela e, de forma leviana, ignorou as montanhas de evidências de que os prisioneiros de alta segurança nos EUA - como Assange - são sujeitados à Medidas Administrativas Especiais (Special Administrative Measures – SAMs) e ficam detidos praticamente em isolamento virtual nas prisões supermax (prisões de segurança máxima), sofrem de aflição psicológica. O advogado de acusação atacou o Dr. Michael Kopelman - professor emérito do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College de Londres, quem examinou Assange e testemunhou pela defesa – acusando-o de enganar o ao “ocultar” o fato de que Assange gerou duas crianças com a sua noiva Stella Morris enquanto estava refugiado na embaixada equatoriana em Londres. Ele disse que, caso o governo australiano pedisse, Assange poderia cumprir o seu tempo de prisão na Austrália, sua terra natal, depois que as apelações tivessem sido exauridas, porém evitou prometer que Assange não seria detido em isolamento, ou que ficasse sujeito às SAMs.

A autoridade repetidamente citada por Lewis para descrever as condições sob as quais Assange seria detido e julgado nos Estados Unidos foi Gordon Kromberg – o promotor público assistente do Distrito Leste da Virginia. Kromberg, é o grande inquisidor do governo em casos de terrorismo e segurança nacional. Ele expressou abertamente o seu desdém por muçulmanos e pelo Islamismo e condenou aquilo que ele chama de “islamização do sistema de justiça estadunidense”. Ele supervisionou os 9 anos de perseguição contra o ativista e acadêmico Dr. Sami Al-Arian e, num certo momento, recusou o pedido deste último para postergar a data da sua apresentação ao tribunal para após o feriado religioso de Ramadan. “Eles podem matar-se entre sí durante o Ramadan, portanto podem apresentar-se ao tribunal do júri. Eles só não podem comer antes do pôr do sol”, disse Kromberg numa conversa em 2007 - segundo uma declaração juramentada submetida por um dos advogados de Arian, Jack Fernandez.

Kromberg criticou a Daniel Hale - o ex-analista da Força Aérea dos EUA que foi recentemente condenado a 45 meses numa prisão supermax (de segurança máxima) por haver vazado informações sobre as matanças indiscriminadas de civis feitas com drones - dizendo que Hale não contribuiu para o debate público, mas “colocou em perigo as vidas das pessoas que fazem a luta”. Ele ordenou que Chelsea Manning fosse aprisionada depois que ela se negou a testemunhar frente a um grande júri que investigava o WikiLeaks. Manning tentou cometer suicídio em março de 2020, enquanto estava detida na prisão da Virginia.

Tendo feito a cobertura do caso de Syed Fahad Hashmi, que foi preso em Londres em 2006, eu tenho uma boa ideia do que aguarda Assange se ele for extraditado. Hashmi também foi detido em Belmarsch e foi extraditado aos Estados Unidos em 2007, onde passou três anos em confinamento solitário sob os SAMs. O seu “crime” foi que um conhecido que ficou no seu apartamento quando ele era estudante de mestrado em Londres tinha capas de chuva, ponchos e meias impermeáveis em depósito guardadas no apartamento dele. Este conhecido planejava entregar estes itens ao al-Qaida. Mas eu duvido que o governo estivesse preocupado com as meias impermeáveis que seriam enviadas ao Paquistão. Suspeito que a razão pela qual Hashmi foi visado – assim como no caso do ativista palestino Dr. Sami Al-Arian e como no de Assange – era que ele não tinha medo e dedicava-se zelosamente à defesa daqueles que estavam sendo bombardeados, alvejados por tiros, aterrorizados e mortos em todo o mundo muçulmano enquanto ele estudava no Brooklyn College.

Hashmi era profundamente religioso e alguns dos seus pontos de vista – incluindo o seu louvor à resistência afegã – eram controversos, porém ele tinha o direito de expressar estes sentimentos. Ainda mais importante, ele tinha o direito de esperar ter a liberdade de não ser perseguido nem aprisionado por causa das suas opiniões – assim como Assange deveria ter a liberdade, como qualquer jornalista, de informar o público sobre o funcionamento interno do poder. Ao enfrentar a possibilidade de ser sentenciado a 70 anos de prisão e tendo já passado quatro anos na cadeia – a maior parte daquele tempo em confinamento solitário – Hashmi aceitou fazer uma delação premiada sobre uma acusação de conspiração para fornecer material de apoio ao terrorismo. A juíza Loretta Preska – que sentenciou o hacker Jeremy Hammond e o advogado de direitos humanos Steven Donziger – o condenou à sentença máxima de 15 anos. Hashmi ficou detido durante nove anos em condições similares às de Guantánamo nas instalações de supermax ADS (Administrative Maximum System) em Florence, Colorado – onde, se considerado culpado em um tribunal estadunidense, é quase certo que Assange seria aprisionado. Hashmi foi liberto em 2019.

As condições de detenção pré-julgamento que Hashmi sofreu foram planejadas para quebrá-lo psicologicamente. Ele foi monitorado eletronicamente 24 horas por dia. Ele só podia receber ou enviar correio à sua família imediata. Ele foi proibido de falar com outros prisioneiros através das paredes. Lhe proibiram de participar de rezas em grupo. Lhe permitiam uma hora de exercícios por dia, numa jaula solitária sem ar fresco. Ele não pôde ver a maior parte das evidências usadas para indiciá-lo – as quais foram classificadas segundo o Ato de Procedimento de Informações Classificadas (Classified Information Procedures Act), promulgado para evitar que agentes de inteligência dos EUA processados judicialmente revelem segredos de estado, para manipular os procedimentos legais. As duras condições debilitaram a sua saúde física e psicológica. Quando ele apareceu em público no tribunal no procedimento final para aceitar a delação premiada, ele estava em um estado quase-catatônico, claramente incapaz de acompanhar os procedimentos ao seu redor.

Se o governo dos EUA chegar ao ponto de perseguir alguém que alegava estar envolvido em mandar meias impermeáveis para o al-Qaida, o que se pode esperar que o governo faça a Assange?

Uma sociedade que proíbe a capacidade de falar, na verdade extingue a capacidade de viver com justiça. A batalha pela liberdade de Assange sempre foi muito mais do que sobre a perseguição a um jornalista. Esta é a batalha mais importante pela liberdade de imprensa da nossa era. Caso percamos esta batalha, isto será devastador não só para Assange e a sua família, porém para nós mesmos.

As tiranias invertem o estado de direito. Estas transformam a lei num instrumento de injustiça. Elas encobrem os seus crimes numa falsa legalidade. Elas usam o decoro dos tribunais e dos julgamentos para mascarar a sua criminalidade. Aqueles que, como Assange, expõem esta criminalidade para o público são perigosos – eis que, sem o pretexto da legitimidade, a tirania perde a sua credibilidade e nada sobra no seu arsenal senão o medo, a coerção e a violência. A longa campanha contra Assange e o Wikileaks é uma janela para o colapso do estado de direito, para o surgimento daquilo que o filósofo Sheldon Wollin chama de o nosso sistema de totalitarismo inverso, uma forma de totalitarismo que mantém a ficção da velha democracia capitalista – incluindo as suas instituições, iconografia, símbolos patrióticos e retórica – porém, internamente, rendeu-se ao controle total dos ditames das corporações globais e a segurança e vigilância do estado.

Não existe base legal para manter Assange na prisão. Não há base legal para julgá-lo, um cidadão australiano, sob o Ato de Espionagem dos EUA. A CIA espionou Assange na embaixada equatoriana em Londres através de uma empresa espanhola – a UC Global – contratada para prover a segurança da embaixada. Esta espionagem incluía a gravação das conversas privilegiadas entre Assange e os seus advogados, enquanto estes discutiam a sua defesa. Este fato bastaria para invalidar o julgamento. Assange está sendo mantido numa prisão de alta segurança de modo que o estado – como testemunhou Nils Melzer, o Relator Especial sobre Tortura da ONU – possa continuar o degradante abuso e tortura que espera que leve à sua desintegração psicológica, senão física. Os arquitetos do imperialismo, os senhores da guerra, os braços legislativos, judiciais e executivos dos governos controlados pelas corporações e os seus obsequiosos cortesãos do setor de mídia. Prove esta verdade – como Assange, Chelsea Manning, Jeremy Hammond e Edward Snowden o fizeram – permitindo que possamos analisar os mecanismos internos do poder, e você será caçado e perseguido.

O “crime” de Assange é que ele expôs as mais de 15 mil mortes não-relatadas de civis iraquianos. Ele expôs a tortura e o abuso em Guantánamo de uns 800 homens e meninos, com idades de 14 a 89 anos. Ele expôs que, em 2009, Hillary Clinton ordenou que diplomatas dos EUA espionassem o Secretário-Geral da ONU Ban Ki Moon e outros representantes na ONU da China, França, Rússia e o Reino Unido – espionagem que incluía a obtenção do DNA, varredura de írises, impressões digitais e senhas pessoais – como parte de um extenso padrão de vigilância ilegal que incluía a espionagem sobre o Secretário Geral da ONU Kofi Annan durante as semanas que antecederam a invasão do Iraque pelas tropas lideradas pelos EUA em 2003. Ele expôs que Barak Obama, Hillary Clinton e a CIA orquestraram o golpe militar em Honduras em junho de 2009, o qual destituiu o presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya, substituindo-o por um regime militar assassino e corrupto. Ele expôs que George W. Bush, Barak Obama e o General David Patraeus executaram no Iraque uma guerra que, segundo as leis pós-Nuremberg, é definida como uma guerra criminosa de agressão, um crime de guerra, o qual autorizava centenas de assassinatos direcionados no Yemen – incluindo os de cidadãos estadunidenses. Ele expôs que os Estados Unidos lançaram secretamente mísseis, bombas e ataques de drones no Yemen, matando dezenas de civis. Ele expôs que a Goldman Sachs pagou 657 mil USD à Hillary Clinton para dar palestras – uma soma tão grande que só pode ser considerada como suborno, e que ela garantiu, em privado, aos líderes corporativos, que ela defenderia os interesses destes, enquanto prometia ao público a regulação e reforma financeira. Ele expôs a campanha interna para desacreditar e destruir o líder do Partido Trabalhista Britânico Jeremy Corbin, feita por membros do próprio partido deste. Ele expôs como as ferramentas de hacking usadas pela CIA e a NSA (National Security Agency – Agência Nacional de Segurança dos EUA) permitem a vigilância em massa do governo sobre as nossas televisões, computadores, telefones celulares e softwares antivírus – permitindo que o governo grave e armazene as nossas conversas, imagens e mensagens privadas de texto, até mesmo de aplicações encriptadas.

Ele expôs a verdade. Ele a expôs uma vez após a outra, reiteradamente, até que não houvesse mais dúvidas sobre a ilegalidade, corrupção e falsidade endêmicas que definem a elite dominante global. E ele é culpado apenas por estas verdades.

_________________________________________________Julian Assange tem derrame em prisão de segurança máxima na Inglaterra

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247 - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, sofreu um derrame na prisão de Belmarsh, na Inglaterra. A informação foi divulgada pela noiva dele, Stella Moris. A informação é do Metrópoles.

O jornalista australiano e defensor do direito à livre informação está preso no Reino Unido e foi condenado a extradição para os Estados Unidos pela Alta Corte de Justiça de Londres nesta sexta-feira (10).

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Assange tem 50 anos está sob prisão preventiva na penitenciária de segurança máxima. Preso desde 2019, Assange é alvo de 18 acusações criminais nos EUA, por suposta espionagem e vazamento de dados sigilosos.

O jornalista teria sofrido um acidente vascular isquêmico na manhã de sua última audiência do processo de extradição, em 27 de outubro, segundo informações do Daily Mail. A informação, no entanto, só foi revelada agora. De acordo com Moris, entre os efeitos do quadro, ele ficou com a pálpebra direita caída, problemas de memória e sinais de danos neurológicos causados por estresse.

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Assange foi denunciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por "conspirar" com a ex-analista militar Chelsea Manning e por receber e publicar informações confidenciais.

De acordo com os procuradores, Assange agiu ao lado de Manning para obter arquivos secretos, incluindo documentos diplomáticos e relatórios sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão.

_________________________________________________Com a falta de imóveis para quem mora em Nova York, cidade abre guerra contra aluguel ilegal pelo Airbnb

Câmara Municipal deve aprovar projeto de lei que exige que os anfitriões se registrem na cidade antes de alugar suas casas por um período curto ou por menos de 30 dias
Nova York em guerra com aluguéis irregulares Foto: HIROKO MASUIKE / NYT
Nova York em guerra com aluguéis irregulares Foto: HIROKO MASUIKE / NYT

NOVA YORK —  O Airbnb anunciou recentemente que teve seu melhor trimestre de todos os tempos, refletindo uma demanda crescente por viagens e turismo com o arrefecimento da epidemia de Covid-19. Mas na cidade de Nova York, a empresa está no centro de uma narrativa diferente: os líderes da cidade, após lutarem por anos para limitar a proliferação de aluguéis ilegais de curto prazo, estão prestes a impor restrições mais rígidas à plataforma on-line.

A Câmara Municipal deve aprovar um projeto de lei que, pela primeira vez, exige que os anfitriões se registrem na cidade antes de alugar suas casas por um período curto ou por menos de 30 dias. A medida reflete os regulamentos de outras cidades, como Boston e Santa Monica, na Califórnia.

Na cidade de Nova York, um dos maiores mercados domésticos do Airbnb, as autoridades municipais e defensores da habitação reclamam há muito tempo que os proprietários e inquilinos exacerbaram a crise imobiliária contornando as leis e reservando casas para alugar por alguns dias a turistas ou outros visitantes.

Os aluguéis de curto prazo costumam ser mais lucrativos do que os de longo prazo.

E a indústria hoteleira, duramente afetada pela pandemia, há muito reclama do Airbnb e de locadoras on-line semelhantes, acusando-as de desviar negócios.

O novo projeto foi elaborado para evitar que aluguéis que violam essas leis até mesmo apareçam on-line. Isso inclui uma lei do estado de Nova York que proíbe aluguéis de apartamentos por menos de 30 dias quando o anfitrião não estiver presente.

“Não temos moradias suficientes e qualquer coisa que possamos fazer para colocá-las de volta no mercado é uma coisa boa”, disse o vereador Ben Kallos, democrata que representa o Upper East Side e patrocinador do projeto de lei.

Segundo autoridades municipais, o prefeito Bill de Blasio apóia o projeto, cujas regras entrarão em vigor 12 meses após se tornar lei.

A pressão para impor uma exigência de registro reflete a maneira como as cidades em todo o mundo estão tentando regulamentar os aluguéis de curto prazo ou de férias oferecidos por empresas como a Airbnb e seu concorrente Vrbo, agora parte do Grupo Expedia.

O regulamento surge no momento em que as empresas foram ajudadas por uma mudança para o trabalho remoto e uma retomada no número de viagens.

E é o mais recente acontecimento em uma longa batalha que as autoridades em Nova York travaram com as empresas.

As autoridades municipais, a indústria hoteleira e grupos de defesa há muito criticam o Airbnb por não fazer mais para reprimir os aluguéis ilícitos. Em 2018, o Airbnb abriu um processo depois que a cidade de Nova York tentou forçar as plataformas a compartilharem mais dados sobre hosts, resultando em um acordo em junho de 2020.

O novo projeto de lei seria muito mais rígido, disse Michael McKee, membro de um grupo de organizações de bairro e pró-inquilinos.

“Acreditamos que esta será a maneira mais eficaz de se livrar da atividade ilegal de hotéis”, disse McKee, que também faz parte do Tenants PAC, um grupo de defesa que ajudou a redigir o projeto. “Pode levar de dois a três anos, mas no final das contas isso tornará virtualmente impossível para os proprietários mal-intencionados converter o que deveriam ser apartamentos residenciais em aluguéis de curto prazo.”

O Airbnb se opôs ao projeto de lei, argumentando que a empresa estava ajudando a levantar a economia da cidade durante a pandemia.

Em comunicado, um dos diretores do Airbnb Alex Dagg disse que o projeto “prejudica famílias de classe média nos bairros periféricos que procuram ganhar um pouco mais de dinheiro” e era “especialmente intrigante, dado que a cidade está tentando ressuscitar o turismo. ”

A empresa também recorreu a hosts para suporte. Alguns deles argumentaram que a renda dos hóspedes os ajudou a pagar os custos crescentes de moradia em Nova York.

O Grupo Expedia não comentou o assunto. 

_________________________________________________Anne Rice, autora de 'Entrevista com o vampiro', morre aos 80 anos

Autora do best-seller 'Entrevista Com o Vampiro', Anne Rice Foto: Reprodução Facebook
Autora do best-seller 'Entrevista Com o Vampiro', Anne Rice Foto: Reprodução Facebook
Em decorrência de complicações de um AVC, a morte foi confirmada pelo filho, Christopher Rice, na página no Facebook da escritora

Autora do best-seller 'Entrevista Com o Vampiro', Anne Rice Foto: Reprodução Facebook

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Autora do best-seller "Entrevista Com o Vampiro", a escritora Anne Rice morreu neste sábado (11), devido a complicações de um AVC. A informação foi confirmada pelo filho, Christopher Rice, na página no Facebook da escritora americana.

"Queridas pessoas da página. Este é o filho de Anne, Christopher, e parte meu coração trazer esta triste notícia. No início desta noite, Anne faleceu devido a complicações resultantes de um acidente vascular cerebral. Ela nos deixou quase dezenove anos depois que meu pai, o marido dela, Stan, morreu. A imensidão da dor de nossa família não pode ser exagerada. Como minha mãe, seu apoio a mim foi incondicional - ela me ensinou a abraçar meus sonhos, rejeitar a conformidade e desafiar as vozes sombrias do medo e da dúvida. Como escritora, ela me ensinou a desafiar os limites do gênero e a me render às minhas paixões obsessivas. Em suas horas finais, sentei-me ao lado de sua cama de hospital admirado com suas realizações e sua coragem, inundado em memórias de uma vida que nos levou das colinas enevoadas da Baía de São Francisco às ruas mágicas de Nova Orleans e ao cintilar vistas do sul da Califórnia. Ao se despedir de Anne com um beijo, sua irmã mais nova, Karen, disse: 'Que passeio você nos levou, garota'. Acho que todos podemos concordar. Vamos nos consolar com a esperança compartilhada de que Anne esteja agora experimentando em primeira mão as respostas gloriosas a muitas das grandes questões espirituais e cósmicas, cuja busca definiu sua vida e carreira. Ao longo de grande parte de seus últimos anos, suas contribuições para esta página trouxeram-lhe muita alegria, junto com um profundo senso de amizade e comunidade. Anne será enterrada no mausoléu de nossa família no cemitério Metairie em Nova Orleans em uma cerimônia privada. No próximo ano, uma celebração de sua vida acontecerá em Nova Orleans. Este evento será aberto ao público e contará com a participação de seus amigos, leitores e fãs que lhe trouxeram alegria e inspiração ao longo de sua vida", escreveu Christopher Rice na rede social.

Rice nasceu em Nova Orleans, no estado da Luisiana, nos Estados Unidos, em 1941. Batizada de Howard Allen O'Brien, ela mesma escolheu "Anne" como primeiro nome ao entrar na escola. Em 1956, perdeu a mãe, Katherine, e dois anos depois, com o pai casado novamente, a família mudou-se para a cidade de Richardson, no Texas. Foi lá onde ela conheceu o marido, o poeta e pintor Stan Rice, já falecido.

Autora de uma série de livros de terror e fantasia e dos livros de vampiro mais célebres da literatura fantástica, Rice alcançou o maior sucesso de sua carreira com a série "Crônicas vampirescas", de 1976. No Brasil, o livro foi traduzido por Clarice Lispector. Em 1994, a obra virou o filme "Entrevista com vampiro", baseado no primeiro volume da série, com o elenco recheado de personalidades: Tom Cruise, Bradd Pitt, Kirsten Dunst, Antonio Banderas, além da própria autora.

Rice contou ter escrito esse livro em apenas uma semana, após a morte de sua filha (retratada na personagem Cláudia) por leucemia. Quando a obra foi adaptada para os cinemas, com roteiro da autora, ela acompanhou de perto a produção e, a princípio, ficou decepcionada com a escolha de Tom Cruise para o papel de protagonista.

Na época, a americana chegou a dizer que o considerava apenas "um rosto bonito". Sua preferência era pelo ator Rutger Hauer (inclusive no livro "A História do Ladrão de Corpos" ela indica isso por meio de uma fala de Lestat,). Contudo, após acompanhar a dedicação e o desempenho de Cruise, Anne voltou atrás e elogiou a atuação do astro.

A escritora também criou polêmica ao fazer críticas à série “Crepúsculo” e à autora Stephenie Meyer, afirmando que achava os livros "ruins e mal escritos". Afirmou ainda que eram são baseados na "premissa tola de que imortais vão para o colégio".

Aos 80 anos, a autora ainda escrevia e publicava. A última obra, lançada no Brasil em 2018, foi "Comunhão do sangue".

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20 dicas e truques para PS5 que você precisa conhecer

Dicas ajudam a melhorar privacidade, economizar espaço e até energia; conheça

Por Filipe Garrett, para o TechTudo

O PlayStation 5 (PS5) já completou um ano de lançamento e ainda reserva surpresas e funcionalidades menos conhecidas aos usuários. Recursos como a habilidade de controlar o armazenamento do console por um app de celular e o cuidado de desativar o microfone do DualSense podem ajudar no dia a dia com o produto. Na lista abaixo, separamos 20 recursos e funcionalidades do dispositivo da Sony que você precisa conhecer.

PS5 conta com algumas funcionalidades que muitos usuários não conhecem — Foto: Divulgação/Sony
1 de 5 PS5 conta com algumas funcionalidades que muitos usuários não conhecem — Foto: Divulgação/Sony

PS5 conta com algumas funcionalidades que muitos usuários não conhecem — Foto: Divulgação/Sony

1. Controle o armazenamento no PS App

Você pode gerenciar o espaço em disco do console à distância — Foto: Rubens Achilles/TechTudo
2 de 5 Você pode gerenciar o espaço em disco do console à distância — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Você pode gerenciar o espaço em disco do console à distância — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

O aplicativo da Sony permite ao usuário visualizar o total de armazenamento disponível no console, espaço livre, e até selecionar jogos para serem removidos, liberando espaço sem precisar ligar o PS5.

2. Personalize a PlayStation Store Wishlist para receber notícias dos seus jogos favoritos

A Wishlist, ou “Lista de Desejos”, da PS Store permite criar uma lista de games que você está quer comprar. Conforme novos conteúdos sobre esses jogos forem lançados ou mesmo promoções entrem em vigor, o usuário recebe notificações para não perder nenhuma novidade.

3. Use o microfone do controle DualSense para pesquisas e texto por voz

O DualSense conta com um microfone integrado que, além de permitir a comunicação entre jogadores, também pode ser usado para dar comandos por voz ao console. Para usar a função basta procurar pelo ícone de microfone em caixas de busca e teclados virtuais na tela.

4. Duplo toque no botão PS para troca rápida

O botão PS no controle tem uma função de duplo toque que varia conforme o contexto: sem rodar o game, o atalho abre o painel "Explore". Dentro de um jogo, a ação ativa tanto o card mais recente do título (para games com essa funcionalidade), ou exibe mídia relacionada para jogos sem cards.

5. Segure o botão do microfone DualSense para silenciar todo o áudio do console

5. Segure o botão do microfone DualSense para silenciar todo o áudio do console

Ao desativar som/microfone, o controle acende o LED na cor âmbar — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Se você pressionar o botão de microfone e som do DualSense por alguns segundos irá deixar todas as saídas e entradas de som do console mudas. Isso desativa toda a saída de som e também a entrada por meio do microfone integrado do controle ou do headset conectado, se houver.

6. O triângulo é um botão de atalho universal

Dependendo do contexto, tocar no botão triângulo leva o cursor na tela para pontos definidos: na PS Store, a ação conduz para a barra superior, onde você acha a pesquisa e lista de desejos. Na interface geral do sistema, o atalho leva para o botão de configurações na tela.

7. Gravação de capturas de tela em 4K

O hardware do PS5 permite que você configure as opções de captura de games para gerar vídeos de resolução 4K com até 59 minutos de duração. Mas, vale lembrar: a 4K, cada registro consumirá bastante espaço e você pode registrar clipes em 720p ou 1080p para economizar espaço.

8. Crie predefinições para todos os jogos

O PS5 permite que você crie predefinições para facilitar a configuração de seus jogos. Entre as opções, é possível ajustar games para rodar na resolução mais alta possível ou com maior fps, além de permitir configurações de idioma para som e legenda.

9. Coloque seu controle para desligar automaticamente quando não estiver usando

Entre as configurações de energia, há a opção de selecionar um intervalo para que o DualSense seja desligado automaticamente, caso não esteja em uso. Além do controle em si, a mesma modificação pode ser aplicada no console, que entra em repouso depois de um intervalo ocioso.

10. Cuidado ao deixar o microfone do controle sempre ativado

DualSense está sempre com microfone ativo por padrão: toque no botão de áudio para desativar — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Por padrão, o microfone do DualSense está sempre ativo e é fácil esquecer desse detalhe ao ligar o console e entrar em um jogo – online ou não – com seu áudio aberto. Para evitar constrangimentos, basta tocar uma vez no botão de microfone para mutar o acessório completamente.

11. Evite spoilers de amigos

Nas Configurações de jogos você pode determinar para que conteúdo gerado pelos seus amigos com o botão Criar seja bloqueado quando houver spoilers de games que você ainda não jogou ou não completou.

12. Desative clipes de troféu automáticos

Cada troféu que você conquista no PS5 gera uma captura de tela e também um vídeo de 15 segundos, mostrando toda a ação. Se você não liga tanto para completar as litas dos games, pode desativar a função para poupar espaço no SSD.

13. É possível acessar navegação na web

O PS5 não tem um navegador de Internet, mas durante a configuração de uma conta do Twitter, você pode abrir um browser limitado clicando no logo da rede social. Não será possível inserir endereços de sites e a navegação fica limitada a links disponíveis em tuítes.

14. Controle o PS5 remotamente pelo celular

O aplicativo oficial do PlayStation permite fazer algumas ações no seu console, mesmo à distância. Além de gerenciar o armazenamento, você pode iniciar downloads de games, colocar o console em repouso ou mesmo reativá-lo pelo celular.

15. Ajuste as configurações dos gatilhos do controle

Você pode diminuir a intensidade dos gatilhos resistivos do controle — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Os gatilhos do DualSense têm motores elétricos que criam resistência e vibração conforme as ações dos jogos. No interesse de preservar a vida útil do acessório, você pode limitar a força com que os motores trabalham – ou até desativar completamente o recurso.

16. Remova as notificações automáticas

Assim como em celulares, o sistema operacional do console gera um grande volume de notificações. O usuário pode acessar o painel de configurações para realizar ajustes granulares e escolher o tipo de notificação que mais interessa receber.

17. Veja quais dados você quer compartilhar com seus amigos

Nas configurações de privacidade, você pode determinar que dados seus amigos – e jogadores desconhecidos – podem ter acesso. Também é possível configurar informações que a Sony pode coletar a respeito do seu uso tanto do console como de serviços.

18. Explore o sistema de cartas do PS5

As cartas, ou cards, são uma funcionalidade disponível em games com versões nativas para PS5. Cards permitem que você pule direto para pontos específicos dos games, usando o SSD de alta velocidade e ganhando tempo de jogo.

19. Jogue Astro's Playroom

Todo PS5 vem de fábrica com uma cópia de Astro’s Playroom instalada. O game serve para apresentar o console, com destaque para o retorno tátil do DualSense e para os gatilhos. Divertido, o jogo de plataforma também serve de retrospectiva sobre os mais de 25 anos de consoles PlayStation.

20. Veja quanto tempo você já gastou em cada jogo

Na listagem de games do seu perfil, o PS5 agora mostra a contagem total de tempo que você gastou em cada game. A função é útil para você ver quais games mais consomem seu tempo e tirar a dúvida a respeito de quantas horas você levou para terminar jogos longos, por exemplo.

_________________________________________________Canon desenvolve sensor que consegue 'ver' no escuro

Sensor da Canon poderá enxergar no escuro como nenhum outro — Foto: Divulgação/Canon
2 de 2 Sensor da Canon poderá enxergar no escuro como nenhum outro — Foto: Divulgação/Canon

Sensor da Canon poderá enxergar no escuro como nenhum outro — Foto: Divulgação/Canon

De acordo com a publicação, o sensor inédito da Canon seria capaz de capturar cores em fotos noturnas com apenas "um décimo do brilho de que os sensores convencionais precisam".

Isso é possível por causa do aperfeiçoamento de um elemento receptor de luz conhecido como "Diodo de Avalanche de Fóton Único", ou SPAD em inglês, que já é usado desde a década de 1970 fazendo o papel de um "fotodetector". Entretanto, a Canon garante que conseguiu criar um SPAD com resolução três vezes maior que as versões convencionais, em um sensor com 3,2 milhões de pixels.

As câmeras de segurança devem ser os primeiros equipamentos a receber o novo sensor CMOS da Canon, para substituir a captura de imagem por infravermelho, que consegue até "enxergar" os objetos no escuro, mas sem distinção de cor.

Com informações de Gizmodo e PetaPixel

Mais do TechTudo

_________________________________________________Bill Gates acredita que pandemia acabará em 2022 - Gizmodo Brasil

Cofundador da Microsoft teceu previsões otimistas para o futuro, incluindo que o pior da pandemia chegará ao fim em 2022 e que o metaverso está prtóximo

Hemerson Brandão
Imagem: GatesNotes/Reprodução

Nesta quinta-feira (9), o cofundador da Microsoft, Bill Gates, publicou um artigo em um blog pessoal com algumas reflexões sobre a pandemia e o ano de 2021.

Também aproveitou o texto para tecer algumas previsões para o futuro, indicando o que as empresas de tecnologia deverão estar procurando nos próximos dois a cinco anos.

Acertos e erros

Vale relembrar que Gates é conhecido por fazer previsões futuristas, algumas delas assertivas. Em 1987, por exemplo, previu que o mundo do século 21 seria preenchido com monitores de tela plana.

Entretanto, nem todos os chutes foram certeiros. Ele chegou a dizer uma vez que ninguém mais utilizaria cartões de crédito em 2007.

Reproduzimos aqui alguns trechos do artigo de Gates com cinco de suas previsões para o futuro:

1. A fase aguda da pandemia chegará ao fim em 2022

Começando pelas boas notícias, Bill Gates acredita que o pior da pandemia chegará ao fim no próximo ano.

Entretanto, ele ressalta que isso não significa que tudo voltará ao normal de 2019, mas que será muito melhor.

Por causa da variante Delta e dos desafios com a absorção da vacina, não estamos tão perto do fim da pandemia como eu esperava. Não previ que tal variante altamente transmissível viria e subestimei o quão difícil seria convencer as pessoas a tomar a vacina e continuar a usar máscaras.

Eu estou esperançoso, porém, que o fim está finalmente à vista. Pode ser tolice fazer outra previsão, mas acho que a fase aguda da pandemia chegará ao fim em 2022 .

Entretanto, Gates não fez uma previsão sobre a situação dos não vacinados pelo mundo e em seu próprio país. Nesta quinta-feira, por exemplo, os Estados Unidos registraram 123.484 novos casos de Covid-19 e outras 1.294 mortes. Os que não tomaram a vacina estão entre os doentes mais graves.

2. Reuniões no Metaverso serão comuns em até 3 anos

Assim como Mark Zuckerberg, da Meta, o cofundador da Microsoft também investe na ideia de que o Metaverso está próximo.

Nos próximos dois ou três anos, prevejo que a maioria das reuniões virtuais se moverá das grades de imagens de câmeras 2D – que chamo de modelo “Hollywood Squares”, embora saiba que isso provavelmente me data – para o metaverso, um espaço 3D com avatares digitais. O Facebook e a Microsoft recentemente revelaram suas visões para isso, o que deu à maioria das pessoas a primeira visão de como será.

A ideia é que você acabe usando seu avatar para se encontrar com pessoas em um espaço virtual que replique a sensação de estar em uma sala real com elas. Para fazer isso, você precisará de algo, como óculos de realidade virtual e luvas de captura de movimento, para captar com precisão suas expressões, linguagem corporal e a qualidade de sua voz. A maioria das pessoas ainda não possui essas ferramentas, o que retardará um pouco a adoção. (Uma das coisas que possibilitaram a rápida mudança para videoconferências foi o fato de que muitas pessoas já tinham PCs ou telefones com câmeras). A Microsoft planeja lançar uma versão provisória no próximo ano, que usa sua webcam para animar um avatar a partir da configuração 2D atual.

Assim como a apresentação de Zuckerberg, a visão de Gates sobre o futuro do Metaverso permanece nebuloso, levantando mais dúvidas do que certezas.

3. Pessoas fazendo diagnósticos de saúde em casa

Durante a década de 1960, as pessoas previam que todo mundo teria computadores com capacidade para realizar diagnósticos médicos em casa. Esse futuro ainda não chegou, mas Gates ainda não desistiu desse sonho.

Agora, quando chega a hora do seu exame físico anual, você provavelmente precisa ir ao consultório do seu médico para tirar os sinais vitais e o sangue. Mas e se você tivesse um dispositivo em casa que seu médico pudesse controlar remotamente para testar sua pressão arterial? E se ele ou ela pudesse olhar os dados coletados de seu relógio inteligente para ver como você está dormindo e qual é sua frequência cardíaca atual? E se você pudesse fazer o exame de sangue em um local conveniente na sua vizinhança – talvez na farmácia local – que envia os resultados diretamente para o seu médico? E se você pudesse continuar a consultar um médico de cuidados básicos de que gosta, mesmo que se mude para outro estado?

Todas essas são possibilidades reais no futuro, e estou curioso para ver como elas transformarão os cuidados de saúde. Além dos limites de tecnologia e privacidade, também há obstáculos regulatórios que precisamos identificar antes que o sistema de saúde digital se torne realmente popular. Alguns estados [dos EUA] ainda tornam difícil ver os pacientes virtualmente em um estado diferente por causa da forma como o licenciamento funciona atualmente.

Por mais que os smartwatches atuais possam se tornar futuros monitores de saúde pessoal, ainda é necessário o desenvolvimento de muitos aplicativos e sensores para que essa visão se torne realidade.

4. Exames de sangue para diagnosticar Alzheimer

Assim como a Covid, Gates também está extremamente otimista de que teremos muitos avanços médicos nos próximos anos, incluindo um exame de sangue para a doença de Alzheimer.

Outra área a ser observada em 2022 é o diagnóstico de Alzheimer . Um enorme progresso foi feito nessa frente recentemente, e há uma chance razoável de que o primeiro exame de sangue acessível para o Alzheimer seja aprovado no próximo ano. Embora ainda não seja uma boa notícia para pessoas que têm a doença – que atualmente não tem cura ou mesmo uma maneira de desacelerar-lá – este teste irá acelerar o progresso na busca por um avanço no tratamento.

5. 2022 será o ano do “novo normal”

Por mais que Bill Gates acredite que o pior da pandemia terminará em 2022, ele explica que todos nós criaremos uma nova versão do normal, mesmo que muitos resquícios da crise sanitária continuem em nossas vidas.

Acho que 2022 será um ano em que muitos de nós finalmente entraremos em um novo normal pós-pandemia. Para mim, isso significará ir ao escritório um pouco mais, pois espero que os casos de Covid diminuam. Quero encontrar um novo ritmo em casa, agora que meus três filhos se mudaram e meu dia não é tão estruturado para encontrar tempo para ficar com eles. Estou ansioso para passar mais tempo interagindo com as pessoas por meio do meu blog e de outros canais. Eu gostaria de manter meu hábito da era Covid de assistir muitos vídeos educacionais no YouTube e serviços de assinatura como o Wondrium, porque eles são uma ótima maneira de aprender sobre tópicos obscuros. (Agora sei mais sobre fabricação de vidro, observação de pássaros e a história da Samoa Americana do que jamais esperava.

Por mais que pareça um histórico irregular de previsões, Gates mantém a esperança de que dias melhores virão. Um futuro em que todo mundo estará um pouco mais saudável e, quem sabe, um pouco mais normal.

_________________________________________________MOISÉS NA MONTANHA: Especialistas projetam como serão os smartphones de 2030 - Gizmodo Brasil

Entrevistamos um painel de especialistas sobre como o smartphone pode ser nos próximos 10 anos, e eles estavam OTIMISTAS de que as coisas mudem SIGNIFICATIVAMENTE 

Vinicius Marques
Imagem: Benjamin Currie/Gizmodo

Se você perguntasse a um painel de especialistas há 10 anos como seriam os smartphones em uma década, teria obtido todos os tipos de respostas selvagens. Lembre-se de que, em 2001, o maior destaque da tecnologia de telefonia celular era o Nokia 8250, cujo principal ponto de venda era seu display colorido. Em vez de preto e branco, a tela do telefone era azul. Na época, isso era enorme. Olhando para trás, é surpreendente que passamos disso para o iPhone em apenas seis anos. Dado um salto evolutivo dessa magnitude, quem poderia dizer então o que aconteceria com mais 10? Os smartphones, como os conhecemos, ainda existirão?

No Giz Responde desta semana, entrevistamos um painel de especialistas sobre como o smartphone pode ser nos próximos 10 anos, e eles estavam otimistas de que as coisas mudem significativamente. Quão significativas serão essas mudanças? Leia abaixo para descobrir.

Audrey Lankford Barnes

Professora de Desenho Industrial na James Madison University

Em geral, o telefone como o conhecemos é um artefato ditado pela tecnologia do início a meados dos anos 2000. Não queremos as caixas pretas em nossas bolsas e bolsos. Queremos acesso, comunicação e conexão. Conforme a tecnologia avança, o mesmo acontece com a forma e a capacidade de nossos dispositivos.

O futuro do smartphone – ou dispositivo(s) de conexão – dependerá de um envolvimento mais profundo em termos sensoriais como humanos. À medida que a realidade virtual e aumentada (VR/AR) se torna uma realidade estendida (XR) mais verdadeira e holística, a capacidade de sobrepor e ampliar nossa realidade  e as redes sociais com experiências visuais, sonoras, táteis, etc. é vasta. Já existem materiais flexíveis, telas escaláveis, projeção retinal e holográfica, smartwatches e óculos e implantes biônicos. Em 10 anos, eles terão sido refinados e expandidos da mesma forma que o telefone foi na última década. Provavelmente mais rápido. Quando você sobrepõe avanços em reconhecimento facial (humano), conexões sem fio e computação quântica, os meios de conexão podem ser incorporados em qualquer lugar. Chegamos a um ponto em que podemos não precisar mais carregar dispositivos.

Parece legal, certo? Eu seria negligente se não apontasse também o fato de que, como muitas pessoas, tenho dificuldades com o que considero um vício substancial em smartphones. É a primeira e a última coisa que toco todos os dias. Eu me pergunto se chegará um ponto em que nós, humanos, decidiremos que podemos subsistir, até mesmo prosperar, sem estarmos constantemente conectados, rastreados, quantificados, estimulados, informados e engajados. Quando se trata de dopamina, os humanos não são os melhores em tomar decisões no melhor interesse para nós e para o nosso planeta.”

Cliff Kuang

Designer de UX e escritor

“Meu trabalho é basicamente traçar conceitos de como podemos usar nossos telefones e dispositivos daqui a dois ou cinco anos.

Em dez anos, é uma questão em aberto se o smartphone ainda será o único dispositivo que dominará todos eles.

Há algum tempo, migramos para o telefone móvel de um mundo onde o computador desktop era o foco de toda a nossa computação. De muitas maneiras, o telefone móvel quase substituiu ou suplantou o computador desktop – não necessariamente o aumentou. Essas duas coisas, desktop e mobile, ainda funcionam de forma paralela e duplicada. Você pode realizar a mesma tarefa em ambos os dispositivos, mas fundamentalmente está operando em mundos paralelos.

No entanto, desde o início da era fundamental para a computação pessoal, as pessoas têm uma visão diferente – uma visão de um mundo no qual você está rodeado por um universo de objetos. Esses objetos não são necessariamente dispositivos de computação gerais; eles podem ser apenas o que está mais próximo e mais natural de usar naquele momento, mas ainda oferecem tudo o que você precisa. Este seria um mundo de thin clients – basicamente, dispositivos de interface que não têm necessariamente todo o poder de computação dentro deles, mas que usam a nuvem para fornecer os aplicativos e serviços de que você precisa.

Este é o caminho que se bifurca, na minha opinião. Por um desses caminhos, o smartphone continua a ser um hub central para todos os nossos serviços, contendo tudo o que é importante para você. Este telefone está conectado a um monte de dispositivos – seu carro, seus fones de ouvido, etc. Do outro lado, o telefone é apenas mais um thin client, outro paradigma de interface. Ainda pode ser o mais dominante, ou pelo menos o mais onipresente, mas sua identidade será abstraída do telefone real.

Um exemplo óbvio de como isso poderia ser seria o filme Her : você vê uma espécie de onde o sistema operacional é uma presença contínua e responsiva, que ele acessa pegando qualquer dispositivo que esteja à mão enquanto se move pelo mundo. O SO não existe em nenhuma dessas coisas – ele existe em todas elas, extraindo de algum repositório central não local. Esta é uma boa ilustração da visão da computação ubíqua que existe há 40 anos.

Dito isso, há muitos incentivos comerciais no momento para prender as pessoas a seus telefones. Muitas empresas têm interesse em manter esse modelo. Ainda não se sabe como as coisas correrão.

Anthony Reale

Professor adjunto de design de produto no College of Creative Studies, com estudos focados em design e interrogação de tecnologias, Internet das coisas, cidades inteligentes e sistemas ecológicos inteligentes.

No momento, nossos telefones interagem com absolutamente tudo ao nosso redor – temos relógios inteligentes, dispositivos biométricos, códigos QR, dispositivos domésticos inteligentes, etc. Como a tecnologia que antes era limitada ao smartphone é disseminada em outros produtos, seu telefone acabará se tornando a ponte ou interface para o ambiente ampliado do qual aos poucos estamos nos tornando parte. O smartphone, na próxima década, se tornará sua chave para o mundo aumentado do futuro.

Há muita coisa acontecendo agora com nanotecnologia – tentando revestir íon de lítio com nitrogênio. Ao revesti-lo dessa forma, você obtém maior densidade de energia em um pacote menor. Ele também interrompe a produção de dendritos, que é o que causa a falha das baterias. Portanto, a plataforma da bateria que vai encolher em breve vai permitir que os próprios telefones fiquem menores e se tornem mais parte de nossa moda cotidiana. A forma e o tamanho do telefone ficarão cada vez menores, trabalhe por mais tempo enquanto carrega mais rápido.

Também é importante observar o movimento Right to Repair vindo da Europa, que entre outras coisas está tentando forçar a Apple a usar conexões USB-C, etc. No momento, estamos presos no modelo de negócios em que a cada ano você está espera-se gastar mais de mil dólares em um dispositivo. Mas isso não funciona para todos. Inevitavelmente, se o direito de consertar ganhar terreno, ele moldará a maneira como os telefones são fabricados.

Se você está falando sobre telefones inteligentes em áreas onde há uma infraestrutura em desenvolvimento – o desembolso de 5G ou tecnologia de satélite para comunicação bidirecional – existem estratégias totalmente diferentes de como as informações vão se mover, com um smartphone sendo a porta de entrada para a educação , comunicação e transações financeiras.

Então: qual é o futuro do smartphone? O futuro do smartphone é uma pequena peça de tecnologia dinâmica com a qual o usuário se engaja para fazer a interface com sua rede conectada.

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Globo muda logotipo e internautas reagem: "que negócio horrível"

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247 - A Rede Globo apresentou na noite desta quarta-feira (1) a seus telespectadores o novo logotipo da emissora. O 'globo' dentro de uma espécie de televisor redondo continua o mesmo, apesar de agora ser mais 'chapado', reto.

As cores de fundo, porém, foram alteradas para uma paleta violeta.

De acordo com a emissora, a ideia é acompanhar a diversidade e a pluralidade da sociedade.

Os internautas não gostaram da nova marca e reagiram, lembrando de Hans Donner, responsável pela guinada gráfica da Globo em 1975, quando surgiu o logotipo utilizado como base até os dias atuais.



acharam da minha nova marca? ✨ #HojeÉUmNovoDia
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Google anuncia os melhores apps de 2021 para Android no Brasil

Google Play Store anuncia vencedores do prêmio Melhores aplicativos de 2021 com Disney Plus como grande campeão — Foto: Marcela Franco/TechTudo
1 de 2 Google Play Store anuncia vencedores do prêmio Melhores aplicativos de 2021 com Disney Plus como grande campeão — Foto: Marcela Franco/TechTudo

Neste ano, a escolha do público e dos editores coincidiu. O aplicativo que mais agradou os dois grupos foi o Disney+, streaming de filmes e séries da empresa do grupo Walt Disney Company. Lançado em 2019, o serviço reúne produções clássicas e inéditas em um acervo ilimitado de conteúdos que podem ser baixados para assistir offline. O Disney+, vale lembrar, já havia aparecido no prêmio do ano passado, o Melhores aplicativos de 2020, quando integrou o top cinco na categoria de "Apps mais divertidos".

Disney+ ganha como melhor app de 2021 no voto popular e na escolha dos editores — Foto: Reprodução/Marcela Franco
2 de 2 Disney+ ganha como melhor app de 2021 no voto popular e na escolha dos editores — Foto: Reprodução/Marcela Franco

Disney+ ganha como melhor app de 2021 no voto popular e na escolha dos editores — Foto: Reprodução/Marcela Franco

De acordo com a Play Store, os aplicativos destaques desse ano foram fundamentais para ajudar os usuários a manterem o equilíbrio, a instigar sua criatividade e ainda achar inspirações. Por causa disso, apps como Yoga Down Dog, que reúne praticas de meditações guiadas ou para dormir, e PhotoRoom e Canva, voltados para edição de imagem, aparecem também na lista dos vencedores do ano.

Além disso, com o aumento do uso de smartwatches, a Play Store também acrescentou os melhores apps na categoria Wear OS. Nas linhas abaixo, confira todos os aplicativos escolhidos.

Melhor aplicativo - eleito pelo Google:

  • Disney+

Melhor aplicativo - eleito pelo voto popular:

  • Disney+

Melhores apps para o dia a dia:

Melhores apps para crescimento pessoal:

Melhores tesouros escondidos:

  • BoldVoice
  • Moonly — Horóscopo Diário
  • Rock Identifier: Pedra Scanner

Mais divertidos:

  • Colorize por Photomyne
  • Disney+
  • Videoleap Editor de Lightricks

Wear OS (smartwatch):

Melhores apps para tablet:

Com informações de Google Play Store

_________________________________________________Celular com  velocidade de 10 Giga, foto com resolução de 200 Mega, identificação de doenças. Veja as novidades para 2022

Qualcomm e fabricantes apresentam as tendências com 5G e os novos sistemas de inteligência artificial em evento presencial nos EUA
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

HAVAÍ, EUA - Na palma da mão, um celular com sistema de inteligência artificial que conta com reconhecimento do padrão de voz para detectar algum problema de saúde do usuário.  Câmeras equipadas com sensores que permitem registrar mais de um bilhão de cores e fazer fotos com resolução de até 200 megapixel. Há ainda novo ”detalhe” essencial: uma velocidade de conexão que pode chegar a inéditos 10 Gigabits por segundo (Gbps) nas redes 5G.

É dessa forma que os principais fabricantes de smartphones estão apostando todas as suas fichas para a temporada de 2022.

No primeiro evento presencial desde o início da pandemia da Covid-19, a Qualcomm, em conjunto com os principais fabricantes de celulares do mundo, apresentaram suas novas tecnologias e estratégias para impulsionar ainda mais as vendas de 5G.

A previsão é que  os aparelhos de quinta geração representem mais da metade do mercado em todo o mundo já em 2022, estima a consultoria IDC.

Uma das principais novidades  é que essa nova leva de smartphones vai contar com uma solução inédita que vai permitir velocidades de até 10 Gbps na internet móvel.

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Com a nova velocidade que será possível baixar um video de 4k de duas horas em apenas um minuto.

Na prática, é como se uma antena 5G estivesse dentro do processador  (chamado comercialmente de Snapdragon) do celular. 

Como base de comparação, a Coreia do Sul, um dos países mais avançados tecnologicamente do mundo, chega a ter hoje picos de velocidade 5G de 830 megabits por segundo (Mbps), de acordo com dados da consultoria Open Signal. Um Gigabit equivale a mil Megabits.

Além da Motorola, as chinesas Xiaomi e Realme, deverão ser os primeiros fabricantes a ter a nova tecnologia. A Qualcomm fechou ainda contrato de dois anos com  a Samsung. Hoje, os processadores da americana estão presentes em cerca de dois bilhões de smartphones.

—  Refizemos a nossa solução para entregar uma experiencia melhor e uma experiência mais imersiva. O smartphone vai permitir cada vez mais que as pessoas tenham uma experiência mais premium seja com conexão 5G e inteligência artificial em imagem e som — disse Cristiano Amon, presidente e CEO global da Qualcomm na abertura do evento.

Jane Cui, CEO da Ernest Leitz Labs, fabricante alemã de fotografia, a câmera nos smartphones vêm se tornando cada vez mais um dos principais atributos dos smartphones. Por isso, a companhia anunciou parceria para levar ainda mais a inteligência artificial para novas lentes que estão em desenvolvimento.

— Vamos lançar novas lentes em 2022 e usar a inteligência artificial para entender o mundo e permitir correção de cor e refinamento de bordas  — disse Jane, destacando que o tamanho das lentes será maior de forma a trazer imagens mais realistas.

Segundo ela, na era do 5G , a imagem vai ganhar serviços e produtos que se comunicam com a nuvem. Ou seja, as câmeras contam com filtros que fazem ajustes automáticos.

— Temos um software embutido (Leitz Engine) disponível nos telefones Android top de linha que, ao contrário de um filtro, que altera um arquivo de foto após o fato, o Leitz Engine se comunica diretamente com a cadeia de ferramentas de imagem em sua câmera e funciona junto com o software  de inteligência artificial para renderizar a imagem — disse Jane.

Veja as principais novidades:

Conectividade

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

Os novos celulares vão contar com processador que  conta com um novo sistema integrado de 5G. Isso vai 

Os novos celulares vão contar com processador que  conta com um novo sistema integrado de 5G. Isso vai permitir que os smartphones cheguem a velocidades médias de download de 10 Gigabit por segundo (Gbps).

 Isso porque esses celulares serão equipados com a tecnologia chamada "cutting-edge 5G". Ou seja, é como se uma antena de 5G estivesse dentro do modem do celular que conta com o processador chamado "Snapdragon 8".

No Brasil, o 4G tem velocidade média de 13 Megabits por segundo (Mbps) e pode chegar, em alguns casos, a 80 Mbps. Já o 5G DSS, em operação em algumas cidades, permite em média velocidades de 200 Mbps.

Inteligência artificial

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

  Os novos modelos vão contar com inteligência artificial que vai funcionar como uma espécie de assistente pessoal. Será possível analisar os padrões vocais de um usuário para determinar se há risco de sofrer algum tipo de problema de saúde, como asma, depressão e até Covid-19. 

Além disso, poderá analisar suas notificações, e criar alertas específicos e priorizar certas mensagens.

Câmera profissional

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

  As câmeras contam com um sistema próprio que vai permitir registrar quatro mil vezes mais dados no momento da captura de imagem em relação à geração atual de smartphones. Ou seja, é possível fotos até 200 megapixel de resolução.

 Essa maior capacidade  nas lentes vai permitir, por exemplo, fazer vídeos de maior nitidez com uma resolução de até 3,2 gigapixels por segundo.

Modo "mega noturno"

Depois das fotos em “modo noturno”, as empresas buscam facilitar ainda mais os registros ao cair da luz. Para isso, desenvolveram o modo “mega noturno” que  vai captar até 30 imagens ao mesmo tempo. É um volume cinco vezes maior que a geração atual. A tecnologia consiste em mesclar as melhores partes de todas as fotos feitas em uma  única imagem.

A promessa  é uma imagem mais clara, nítida e colorida após o anoitecer. 

Vídeos em 8K com HDR

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

Esqueça o 4K. A próxima onda da imagem nos celulares é o "8K HDR". Além da maior definição do 8K, o HDR permite fazer vídeos com maior contraste de cores e mais brilho,  gravando mais de um bilhão de tons de cor.

Som em alta velocidade 

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

O sistema de som permite latência zero, ideal para games. Sem atraso, o sistema permite ainda neutralizar diferentes ruídos ao mesmo tempo

Edição vídeo

Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa
Sistema de inteligência artificial e mais processamento em imagem, som e vídeos com ultravelocidade Foto: Bruno Rosa

Depois da edição em fotos, o foco é fazer edição em vídeos. Uma das novas tecnologias é a chamada "Bokeh Engine", que adiciona fundos aos vídeos. É o "modo retrato" para a captura de vídeos.

Lente sempre ligada

Os novos celulares trazem o recurso "Always-on", no qual é possível  manter a câmera ligada o tempo todo sem comprometer a vida útil da bateria. O sistema de inteligência artificial detecta rostos e torna a focagem ainda mais rápida.

Segurança

Os smartphones vão contar com o "Android Ready SE", um novo padrão para chaves digitais de automóveis , carteiras de motorista entre outros.

*O repórter viajou à convite da Qualcomm

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Opinião: Alvaro Machado Dias - Esqueça o Facebook: é o avanço destas tecnologias que cria o metaverso

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Álvaro Machado Dias 30/11/2021 04h00

Metaverso é o conceito do momento e, como tende a ser o caso, está sendo mal compreendido.

Porém, há algo de peculiar aqui. Estamos todos tão incomodados com o reposicionamento do Facebook, cuja função é criar uma cortina de fumaça frente a seus mais recentes escândalos reputacionais, que deixamos de lado algumas das perguntas mais fundamentais: será que o metaverso é só isso ou será que para em pé por si só? Que visão de futuro nos convida a ter? Quais são os requisitos necessários para tanto? O artigo de hoje vai nesta direção. Em suma, metaverso para entender agora e, sendo o caso, meter o pau depois.

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Ao longo dos últimos 3-4 anos, cinco grandes linhas de tecnologias foram palco de avanços exponenciais: IoE, digital twins, conectividade de baixa latência, XR e blockchain.

Em paralelo, o aprendizado de máquina, cujo ponto de virada foi o lançamento do deep learning, por Geoff Hinton e colegas, na primeira década do século (2006), explodiu em popularidade, amarrando as pontas disso tudo, por meio de modelos preditivos, algoritmos de linguagem natural e elevação da consistência da computação gráfica.

Originalmente, as cinco tecnologias + deep learning não tinham muito a ver umas com as outras. Mas a ampliação de seus escopos, aliada ao rearranjo dos incentivos mercadológicos sob o isolamento social, tornou a combinação das mesmas inevitável.

E isto que é o metaverso, uma síntese tecnológica, que transcende os interesses e capacidades de cada uma das empresas dispostas a capitalizar em cima da sua expansão.

Esta síntese assume que existe um estado de coisas inatingível por qualquer uma destas tecnologias de base, em que as fricções que caracterizam as passagens do digital para o analógico e vice-versa são drasticamente reduzidas e as interações entre neurônios e bits, radicalmente amplificadas.

Trata-se do ecossistema que vem se formando na medida em que as distinções entre o que é material e o que é projetivo se diluem por meio de sínteses orientadas pelo ponto de vista do consumidor mais jovem e bem equipado para influenciar as direções do capitalismo da informação.

Por exemplo, nas adolescências do passado, sonhávamos com teletransporte material, ao passo que na atual vemos que é bem mais aprazível, factível, inteligente e desejável interagir num ambiente que nos traga graus relevantes de naturalidade fenomenológica, sem que tenhamos que sair de casa. Parece estranhamente seguro e desinteressante? Pois é, bem-vindo ao clube dos "na minha época".

Guarda a sua nostalgia no saco e esqueça esta história de Second Life revisitado. Não é esta a visão de futuro que importa, o que qualquer adolescente minimamente informado é capaz de lhe explicar.

O metaverso vai gradativamente se definindo pela fusão entre o digital e o físico, a qual vai borrando fronteiras, que são claras hoje em dia.

A interatividade em ambientes digitais, com avatares e NPCs (os

A interatividade em ambientes digitais, com avatares e NPCs (os personagens que estarão lá para preencher o espaço e dar contexto e assim não representarão ninguém especificamente), é apenas uma parte da história, que, aliás, só ganhará sentido efetivo pela naturalização, no planeta todo, do hábito de se transitar entre o físico e o digital.

A perspicácia do Facebook, assim como a da Microsoft, Disney, Roblox, Fortnite e tantos outros, é fruto de um chute embasado: tem mesmo uma coisa grande começando, a qual se fia muito mais ao ethos dos nossos dias do que qualquer paradigma passadista, que possamos aplicar para nos convencer de que se trata de mais do mesmo.

Desconstruindo o metaverso

Para entender que raios de visão é esta que estou apresentando é preciso fazer a lição de casa envolvendo a compreensão das tecnologias constitutivas do metaverso. Aqui vai.

IoE - internet de tudo

internet é uma rede distribuída de computadores. Tirando a parafernália necessária ao seu funcionamento (o chamado backbone da internet), ela é, principalmente, um tipo de abstração.

Quando você acessa um website do seu computador, existe um outro computador (servidor) que está renderizando este website em algum outro lugar. Internet é a ligação entre os dois.

Em geral, você acessa a internet através de um provedor (ISP), que usa um roteador para mandar e receber pacotinhos de informação de cada vez. O roteador é uma espécie de switch para a gestão dos mesmos.

Em torno da virada do milênio, a miniaturização do hardware necessário à conexão, o surgimento do conceito de nuvem (servidores voltados ao armazenamento de muitos dados) e uma técnica de registro baseada em radiofrequência (RFID) levou à popularização da chamada internet das coisas (IoT), a qual envolve sensores que transmitem e, por vezes, recebem dados. Relógios inteligentes, campainhas com vídeo, Alexa e caixas acústicas da mesma marca são exemplos de IoT.

Muitas vezes, estes sensores funcionam de maneira coordenada (eis onde o RFID costuma entrar) e os dados que geram são organizados em painéis de controle voltados ao monitoramento ambiental. Assim é na indústria e na agricultura.

O barateamento e miniaturização dos sensores que funcionam de maneira coordenada apontam para um momento de virada na relação entre as coisas que estão offline e as que estão online, a partir do qual tanto estas irão prevalecer sobre aquelas, como formarão milhares de redes voltadas às microinterações, que darão a sensação de que existe alguém pensando a realidade de quem trafega pelas cidades e demais áreas hiperconectadas; este é o mundo da chamada internet de tudo (IoE).

Um exemplo básico é dado pelos faróis inteligentes, que usam IA e câmeras para se ajustar ao fluxo, identificar acidentes, assaltos e todo tipo de situação que mereça acompanhamento mais de perto. IoE é o coração das chamadas cidades inteligentes, as quais vêm se tornando realidade.

Esta mesma tendência tecnológica ocupa papel central no metaverso, na medida em que permite que as interações digitais, no mundo físico, sejam realmente customizadas e sofisticadas. Como deve ter dado para notar, IoE é uma tendência em curso e não um ponto de chegada.

Por exemplo, uma das principais vantagens desta confluência entre o digital e o físico é a capacidade de entender como os fenômenos complexos funcionam para então pensar maneiras de elevar nossas experiências e, sobretudo, solucionar problemas.

Como as situações de pânico se desenvolvem? Quais os gatilhos para os diferentes tipos de violência? Como o trânsito se forma, nas diferentes regiões da cidade e nos diferentes horários?

Para poder responder isto tudo e criar novos paradigmas em ciências sociais, urbanismo, políticas públicas e demais campos é preciso, antes de mais nada, registrar e armazenar dados envolvendo um sem-fim de microinterações, o que por sua vez só é possível dentro de uma cultura de IoE.

Digital twins

O registro dos dados de sensores típicos das cidades inteligentes não gera, por si só, subsídios para o aperfeiçoamento das nossas interações com o mundo lá fora. A chave para isso está no uso de simulações, que nos permitam antever os desfechos decorrentes dos diferentes arranjos de coisas.

Para simular corretamente um fenômeno ou situação não basta criar uma réplica da mesma; é preciso fazê-la funcionar de modo a refletir o real. Ou seja, é preciso alimentá-la de dados e relações que reflitam com a máxima fidedignidade aquilo que está sendo modelado.

Por exemplo, para reduzir custos, diminuir a pegada energética,

Por exemplo, para reduzir custos, diminuir a pegada energética, aumentar a segurança, desburocratizar o acesso e elevar a qualidade da experiência das pessoas que circulam em um complexo de torres de escritório não basta criar uma simulação destas torres, "tal como um cenário de videogame"; é essencial que a mesma conte com toda a sua estrutura hidráulica, elétrica, gás, ar-condicionado, etc., bem como as dinâmicas de uso, fluxos de pessoas nos diferentes espaços e tudo mais que define o que é este complexo, em termos estruturais, funcionais e fenomenológicos.

Este tipo de coisa incorpora a lógica e os registros do sensores presentes no prédio, dispositivos das pessoas e arredores (IoE) em animações, sobre as quais a IA é usada para estimar os desfechos esperados da manutenção do status quo, bem como de alternativas previstas e imprevistas.

A combinação de animações, dados decorrentes da internetização massiva (IoE) e inteligência artificial produz gêmeos digitais (digital twins) do que vivemos na prática, o que por sua vez é central para a realização da missão integrativa do metaverso.

Em estrito senso, um avatar ou mesmo um registro em vídeo que você faça de si mesmo é uma espécie de gêmeo digital. Porém, na prática, não é isso que gera valor de verdade. A quebra de paradigma acontece ao modelarmos estas coisas todas enquanto sistemas dinâmicos.

Las Vegas, Seul e diversas outras cidades estão com projetos de gêmeos digitais da cidade inteira, em estágio avançado. Estes não envolvem apenas maquetes animadas, mas todos os fluxos (de pessoas, carros, mercadorias etc.) que circulam pela cidade, os quais são providos por sensores e se abrem para várias formas de exploração, usando IA. Se você quiser saber mais, acesse aqui.

As aplicações dos gêmeos digitais vão muito além do urbanismo; aliás, há tempos venho falando que a formulação de leis e políticas públicas deveria partir desta abordagem.

A habilidade de circular livremente entre o digital e o analógico, central ao metaverso, parte daí e depende da evolução deste paradigma para se desenvolver também.

No mesmo espírito, o avanço do metaverso pode criar as condições necessárias para a construção de gêmeos digitais do planeta inteiro (ou quase), o que nos permitiria lidar com seus desafios de uma forma muito mais precisa e sofisticada do que hoje em dia.

É bem possível que em algumas décadas, os historiadores da ciência caracterizem as décadas de 20-30 como "a era das simulações", na qual a lógica fundamental das ciências sociais mudou para sempre, em função do uso de simulações fidedignas (digital twins), que rodam em metaversos.

Conectividade de baixa latência

5G é conhecido pelo salto na velocidade de transmissão de dados. Assim, por exemplo, um filme em 4K pode ser baixado rapidinho no celular.

A velocidade é determinada por dois fatores: latência e largura da banda. A primeira, que a gente mede naqueles testes de "ping" de conexão, determina o tempo para um pequeno pacote de dados ir do computador até o servidor de testes e voltar.

Este princípio é crítico para o metaverso, tanto em termos atuais, quanto em termos futuros.

Imagine um cenário com vários avatares, cada um deles representando uma pessoa. No surgimento, cada avatar é "renderizado" na íntegra para todo mundo que o tem em seu campo de visão, ou seja, a informação contida em todos os seus pixels precisa ser processada e armazenada.

Dali em diante, os avatares não são renderizados de novo, a cada movimento que realizam. O que trafega pela rede é o conjunto de coordenadas necessárias para reposicionar as partes que se moveram, instante a instante. Ou seja, o ponto crítico é a agilidade responsiva.

Na apresentação do Facebook sobre o metaverso, Mark Zuckerberg mostrou uma reunião em que as pessoas enxergam o holograma de um participante que parece totalmente natural, usando óculos de realidade virtual. Isto é pouco realista para a maioria das pessoas porque as taxas de atualização não deixam. O 5G é a porta de entrada para este mundo, que de fato vai ganhar fluidez total com o 6G.

XR

Ao longo destes últimos anos, realidade aumentada (AR), virtual (VR) e mista (MR) vêm disputando o interesse do consumidor.

Hoje em dia, a realidade virtual, representada por óculos inteligentes que bloqueiam completamente a visão de fora para projetarem animações, são o maior mercado, ao passo que a realidade aumentada, representada pelas projeções que não obstruem a visão, são as mais populares.

Isto se explica pelo fato de que muitos ARs não dependem de óculos nenhum, como no caso dos filtros do Snpachat, animais em AR do Google e do Pokémon Go.

Já a MR, que é a mistura de AR e VR é a menos popular pois depende dos óculos inteligentes mais caros, como os da linha Hololens.

Apesar da disputa acirrada e de investimentos bilionários, fato é que os fundos de venture capital e as big techs vêm se decepcionando com o desempenho mercadológico de todas estas tecnologias, desde 2013, quando o Google lançou o infame Glass, que redesenhado ficou bem melhor.

Dois grandes núcleos de motivo determinam o desinteresse do consumidor: experiência e função. Em terceiro lugar vem o preço, que costuma ser elevado para os bons hardwares, tal como é o do iPhone, Macbook e outros sucessos de venda.

No bloco da experiência, a questão central é que os óculos inteligentes são grandes, desengonçados e seu uso prolongado causa dor de cabeça e/ou náusea em muita gente.

A evolução até aparelhos que não incomodem o usuário, nem causem estranhamento nas outras pessoas é essencial para o sucesso da categoria.

No bloco da função, como Kevin Roose escreveu para o New York Times, o ponto é que "fora da área de jogos, não há muito que se possa fazer com um óculos de realidade virtual, que não possa ser feito mais facilmente usando algum outro dispositivo".

O metaverso é altamente dependente desta evolução, como também é de uma tendência que vem se fortalecendo, que é a de criar experiências que podem ser acessadas por diferentes tipos de dispositivos, especialmente celulares "normais".

Esta tendência "agnóstica" permite um novo olhar sobre estes dispositivos todos, que passam a ser vistos como ferramentas de um grande canivete suíço (chinês, para ser mais preciso), que é a realidade estendida ou XR.

Por um lado, XR não é nada mais do que a forma para se referir à soma destas tecnologias que disponibilizam computações volumétricas. Por outro, é muito mais do que isso: trata-se da visão em que todos os caminhos levem à Roma, no caso, ao metaverso.

Apesar da visão prevalente de que o VR terá papel central no metaverso, a partir da popularização dos óculos pequenos, baratos e com a chamada "resolução de retina", como a do Varjo, que torna as imagens digitais indistinguíveis das físicas, acredito que a aderência dos consumidores dos diferentes metaversos, no fundo, será determinada pelo valor agregado conjunto oferecido pelas interações tecnológicas compatíveis.

Ou seja, o pessoal do VR irá encontrar algum valor, o do AR com óculos inteligente, outra parcela de valor, o pessoal só com o celular, terá uma terceira jornada, com seu próprio valor. E assim por diante.

Olhando por cada ponto de vista, não deveremos ter nada tão distinto daquilo que Kevin Roose disse; porém, olhando para todos juntos veremos algo muito maior, até porque este caráter agnóstico do metaverso servirá para aproximar as pessoas, possuidoras de diferentes dispositivos.

Se este raciocínio está correto, é de se esperar que a cada nova porta de entrada criada, de maneira tecnológica, novas formas de relacionamento com o metaverso surjam, fazendo-o se expandir.

Eu aposto em duas portas futuras: lentes de contato inteligentes e hologramas.

Apenas uma empresa conta, atualmente, com um projeto bem documentado de lente de contato inteligente. Esta é a Mojo, uma empresa californiana, que faz parte do programa de aceleração da Disney para o metaverso.

De acordo com o protótipo e documentos técnicos que tive a oportunidade de conhecer, as lentes contém pequenos leds (e baterias) que projetam animações sobre o campo de visão de quem as utiliza. Na versão em desenvolvimento, este campo é restrito a alguns ângulos de visão e é possível notar uma luz azulada saindo dos olhos do usuário, o que afeta seu apelo de tecnológica imperceptível.

Por outro lado, além de fazer a integração entre o físico e o digital, a lente promete visão noturna, zoom, correção de miopia e outras capacidades que só poderão ser disponibilizadas se o FDA/Anvisa e afins concordarem.

Conversas que tive com o pessoal que está na linha de frente deste tipo de desenvolvimento me levam a pensar que tais lentes funcionarão a contento em cerca de 5-6 anos e, dado o valor, irão se popularizar no dobro deste tempo.

Já os desafios enfrentados para incorporar os hologramas visíveis a olho nu ao metaverso são maiores, a despeito da vasta quantidade de projetores holográficos comercializados atualmente para museus, negócios (como restaurantes) e mesmo para casa, como os da Euclideon ou o Looking Glass 8K, que foca o consumidor residencial disposto a desembolsar alguns milhares de dólares.

Além do valor, estes projetores têm limitações que impedem a tão sonhada videoconferência holográfica com o mestre Yoda. Com o 5G, a principal dificuldade está na resolução dos displays. Para renderizar um holograma é preciso pelo menos 50.000 dpis (pixels por polegadas), o que é 100 vezes mais do que entregue pelos celulares mais avançados do mercado.

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Stuttgart (Alemanha) publicaram um artigo na revista Science descrevendo uma tela com polímeros que atinge tal resolução, gerando transições holográficas consistentes, tal como esperamos em uma transmissão em vídeo adequada.

Diversos outros grupos de pesquisa e empresas estão empenhados em

Diversos outros grupos de pesquisa e empresas estão empenhados em atingir este objetivo e a expectativa é que os displays holográficos que realmente funcionem como porta de entrada para o metaverso tomem uns 7-8 anos para serem lançados e uns 12-15 anos para se tornarem populares.

Bem antes disso, em uns 2-3 anos, possivelmente será possível interagir com protótipos de alto nível, na CES ou em ambientes preparados para o metaverso, como os parques da Disney remodelados.

Blockchain no contexto do metaverso

Blockchain é uma maneira distribuída de criar e autenticar registros. Quem tiver interesse em entender sua origem e lógica geral pode acessar este artigo aqui.

Sua entrada mais direta na composição do metaverso dá-se a partir dos chamados tokens não-fungíveis (NFTs), isto é, únicos, que ganharam repercussão em função dos valores atingidos no mercado de obras de arte digitais, registradas desta maneira. Aqui vai um artigo que explica bem isso.

A contribuição dos NFTs para o metaverso não poderia ser maior: as lógicas comerciais deste ecossistema estendido não são muito diferentes das atuais. Em contraste, boa parte dos ativos são imateriais. Como registrar a sua propriedade? Como garantir, por exemplo, que as negociações envolvendo avatares ou adornos digitais não sejam contaminadas pela pirataria desenfreada?

A resposta é simples: comercializando estes ativos por meio da transferência de certificados de unicidade e originalidade que não possam ser adulterados posto que moram num blockchain (NFT).

Ainda que estejam em alta hoje em dia, os tokens não-fungíveis deverão ser menos importantes para o metaverso do que os fungíveis ou "convencionais", afinal, são estes que usamos em todo tipo de pagamento digital.

Só para situar a discussão, note que, em 2019, os pagamentos em tokens, saídos das carteiras digitais do AliPay, contabilizaram US$ 16 trilhões.

Apesar dos tokens do super-app chinês serem meros correlatos de moedas fiduciárias, a cultura do metaverso é bastante propícia ao uso de criptomoedas, as quais já estão sendo utilizadas para custear seu desenvolvimento, em plataformas como a Decentraland, cujos espaços virtuais podem ser comprados usando a sua criptomoeda, chamada Mana.

Visão de futuro a partir do metaverso

A crescente conurbação das tecnologias descritas acima, aliada aos investimentos pesados na construção de jornadas relevantes para quem está disposto a aproximar bits e neurônios, é o que dá sentido ao metaverso. As consequências da sua popularização incluem:

Redução dos gastos energético-temporais e menor pegada ambiental

Ainda que o consumo de eletricidade vá crescer muito com a multiplicação dos dispositivos, usos e abusos dos modelos de IA e tráfego de dados, é certo que muito tempo e deslocamentos serão poupados pela elevação da qualidade das experiências físico-digitais. Na média, o metaverso deve contribuir para a redução da poluição e transição às fontes de energia mais limpas.

Maior relevância econômica do trabalho artístico e do design

O metaverso irá promover a expansão da chamada economia da criatividade (creators economy), que deve contrabalancear a queda de oportunidades que tomou conta da publicidade e áreas afins, conforme tecnologias frias (sobretudo o BI) passaram a ditar a rota dos investimentos digitais.

A retomada da valorização da criatividade deverá permitir que as pessoas talentosas trabalhem de qualquer lugar do mundo, reforçando o chamado nomadismo digital. Para conhecer este movimento e seus impactos no mundo do trabalho, acesse aqui.

Mudança qualitativa na dinâmica intrinsecamente dual do trabalho

Hoje em dia, temos o trabalho remoto, o presencial e o híbrido, que nada mais é do que o trabalho remoto intercalado com dias de trabalho presencial.

Na medida em que o metaverso cumpra sua promessa de amarrar as pontas do digital e do remoto, veremos a expansão de uma terceira modalidade de trabalho (o híbrido não é uma modalidade em si, conforme acima), que é a do trabalho "no domínio líquido da tecnologia".

Isto já ocorre quando operários montam circuitos eletrônicos, fazem cirurgias ou trabalham na construção civil usando óculos inteligentes (para cases do tipo com Hololens, acesse aqui), mas a sua transformação de exceção em regra irá mudar as dinâmicas de contratação e ajudar a selar de uma vez por todas a tensão entre adeptos do trabalho presencial e do remoto.

Explosão dos e-sports, isto é, jogos que se propõem a serem esportes

Jogos eletrônicos chamados de esportes são uma tendência. Acontece que, do ponto de vista mercadológico, esta é muito menor do que parece. Enquanto, a indústria de jogos eletrônicos vale em torno de US$ 175 bilhões, a dos e-sports vale US$ 1,1 bilhão.

Na minha visão, isto reflete o fato de que as experiências dos fãs ainda são muito limitadas e chatas para quem não é do métier.

A principal limitação é de ponto de vista, já que a audiência assiste aos jogos de um ponto de vista externo.

A possibilidade de participar de dentro do jogo, movendo-se com liberdade, com o seu avatar, promete dar outro sentido para estas experiências, que tendem a crescer, puxando a economia da criatividade consigo.

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Estas são algumas das promessas que eu vejo no contexto da expansão do metaverso. A elas se juntam perspectivas bem menos estimulantes. Precisamos falar delas; mas, como mencionado anteriormente, é melhor começarmos entendendo o bê-á-bá e a promessa para então avançarmos para os problemas e eventuais soluções.

Muitos metaversos estão surgindo por aí, uns mais diretamente relacionados a aspirações populares, outros mais relacionados a riscos institucionais e movimentos da concorrência, mas, todos eles refletem o fato de que está em curso um processo de convergência entre tecnologias, envolvendo: internetização de tudo, gêmeos digitais, 5G, realidade estendida, tokenização e, claro, acima de tudo, inteligência artificial.

Este movimento deve influenciar a ocupação do espaço urbano e o trabalho (até porque estes são indissociáveis), a maneira como fazemos ciência, além, é claro, de redefinir marcos do entretenimento, como no caso dos e-sports.

Outra coisa que eu aposto que o metaverso vai influenciar é a própria web. Como? Isto eu deixo para você pensar —e para cotejarmos na próxima. Até lá.

_________________________________________________Lançamento de telescópio espacial James Webb é adiado após incidente

Cientistas querem usar o equipamento, o maior e mais potente já construído, para ver as primeiras estrelas e galáxias formadas

Washington | AFP

O lançamento do telescópio espacial James Webb (JWST), que segundo astrônomos propiciará uma nova era de descobertas, foi adiado de 18 para 22 de dezembro após um "incidente" na plataforma na Guiana Francesa, informou a Nasa nesta segunda-feira (22).

Os técnicos se preparavam para acoplar o James Webb ao "launch vehicle adapter", usado para inserir o telescópio de US$ 10 bilhões na parte superior de um foguete Ariane 5.

Em uma sala, está exposto um telescópio espacial
Telescópio espacial James Webb - Jody Amiet - 5.nov.2021/AFP

"Um súbito desprendimento inesperado de uma argola de sujeição, que fixa o Webb ao launch vehicle adapter, causou uma vibração através do observatório", explicou a agência espacial americana, destacando que o incidente ocorreu enquanto as operações eram realizadas "sob a responsabilidade geral da Arianespace".

A Arianespace é uma empresa francesa, contratada para o lançamento do telescópio.

Telescópio espacial James Webb

Uma investigação da Nasa visa a determinar como ocorreu e testes são realizados para "determinar com certeza que o incidente não danificou nenhum componente".

O telescópio vai orbitar em volta do Sol, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, muito além dos limites de seu irmão mais velho, o Hubble, que opera a 600 km de altitude desde 1990.

Os cientistas querem usar o telescópio James Webb, o maior e mais potente já construído, para olhar para trás no tempo mais de 13,5 bilhões de anos e ver as primeiras estrelas e galáxias formadas, 100 milhões de anos após o Big Bang.

Apresentado como o sucessor do Hubble, o JWST foi construído nos Estados Unidos, sob a direção da Nasa, e incorpora instrumentos das agências espaciais da Europa (ESA) e do Canadá (CSA).

Uma de suas características principais é a sua habilidade para detectar o infravermelho, pois quando a luz dos primeiros objetos chega aos nossos telescópios, se deslocou para o extremo vermelho do espectro eletromagnético como resultado da expansão do universo.

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