9 ____________________________________* Moisés na Montanha * ______________________________________* SERRANA e NEW YORK indicam como será a COVID-19 no BRASIL 2022 ______________________________________*
_________________________________________________ * Moisés na Montanha * _________________________________________________
Gripe que está atacando o RIO e agora SAMPA: Cepa "H3N2-Darwin" NÃO está na VACINA contra a GRIPE "Influenza_A". __________________________ É uma epidemia ATÍPICA". ______________________ NÃO teremos a NOVA vacina antes de MARÇO. _ A imunização contra vírus RESPIRATÓRIO não dura mais do que SEIS MESES. _________________ H3N2 circula desde 1968 (gripe de Hong-Kong) _________________________________________________SERRANA e NEW YORK indicam o 2022 da COVID-19 no BRASIL das ELEIÇÕES _________________________________________________ Com AUMENTO de casos, SERRANA (SP) ALERTA para FUTURO da PANDEMIA no BRASIL _________________________________________________ Anvisa confirma PRIMEIRO caso de BRASILEIRO infectado com Covid vindo da ÁFRICA do SUL _________________________________________________ NOVA YORK declara ESTADO de EMERGÊNCIA após aumento de casos de covid-19 _________________________________________________
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_________________________________________________Surto de gripe chega a São Paulo com vírus que escapa da vacina
Cepa que causou epidemia no Rio provoca alta de internações na capital paulista
O vírus influenza A H3N2, o mesmo associado à epidemia de gripe Rio de Janeiro, está circulando na cidade de São Paulo e já provoca aumento de atendimentos nos prontos-socorros e internações em hospitais públicos e privados.
Segundo a infectologista Nancy Bellei, professora da Unifesp e coordenadora da testagem do Hospital São Paulo, entre segunda (13) e terça (14), já são nove pessoas hospitalizadas com o H3N2. Em uma semana, são 19 casos de internações. Ano passado, de março a junho, período de pico da gripe, foram 12 casos.
"Nós estamos numa epidemia de H3N2, não tenho dúvidas disso. No consultório, estou atendendo vários casos, minha filha teve, vários amigos dela tiveram", afirma a médica.

O virologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, também diz que aumentou a taxa de positividade do H3N2 nas amostras analisadas, mas ainda não tem um número fechado. "Foi o que aconteceu no Rio. Lá aumentou mais de dez vezes a positividade nos exames [para o H3N2]. Agora tá chegando aqui."
Nesta terça, o secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, confirmou que a capital baiana também enfrenta surto de gripe. Só neste ano, foram registrados 77 casos de influenza, sendo 74 entre o final de novembro e o início de dezembro. Desses 74, 56 são do vírus H3N2.
O vírus H3N2 é um dos subtipos do vírus influenza A. Os sintomas provocados por este vírus são os clássicos de gripe: febre alta com início agudo, cefaleia, dores articulares, constipação nasal e inflamação de garganta e tosse. Em alguns casos pode haver vômito e diarreia, sintomas mais comuns em crianças.
Embora a vacina contra a gripe usada no programa de imunização tenha na sua composição a cepa H3N2, não é a mesma que circula agora no Rio e em São Paulo. Essa, chamada de Darwin [cidade na Austrália onde ela foi identificada pela primeira vez], não está coberta pela atual vacina.
"Todos os anos a gente muda a receita da vacina [contra o H3N2]. Para 2022, a OMS [Organização Mundial da Saúde] já mudou. Será a influenza A H3N2 Darwin. É a cepa que a Fiocruz identificou no surto do Rio", explica Nancy Bellei.
Celso Granato diz que, mesmo que a vacina deste ano tivesse a cepa Darwin, a imunização contra vírus respiratório não dura mais do que seis meses.
"É um surto extemporâneo. A gente não tem surto em dezembro. Juntou tudo: a vacina que não protege muito, tomada há mais de seis meses, e as pessoas que estão deixando de usar máscaras, estão se aglomerando."
"A gente deu azar. É um vírus que não está na vacina disponível e a gente não terá a nova vacina [já com a cepa Darwin] antes de março. É uma epidemia atípica", reforça Bellei.
Segundo os especialistas, o melhor a ser feito neste momento é as pessoas continuarem usando máscaras e evitando aglomerações.
"Do ponto de vista biológico, não vale a pena orientar as pessoas a se revacinarem. Vale a pena usar máscara, mantendo o distanciamento. São as mesmas recomendações para prevenir a Covid", afirma a médica.

"Usar máscaras e lavar as mãos são as vacinas universais. Por que não tivemos gripe no ano passado? Porque as pessoas usaram máscaras", diz Granato.
A principal diferença entre os vírus, segundo Nancy Bellei, é o fato de a letalidade do H3N2 ser menor do que a da Covid-19, comparando os mesmos grupos de risco.
Mas os sintomas clínicos do influenza, mesmo que leves, são piores do que os da Covid leve. "O paciente tem febre alta, calafrios, mialgia e cefaleia importantes, mal-estar, fica sem apetite, não consegue levantar da cama. A maioria dos casos leves de Covid não tem isso."
A recomendação da médica é para que as pessoas que apresentarem os sintomas gripais se isolem por cinco ou seis dias. "Tem que esperar a febre cessar totalmente. Tem que cair a temperatura para 36°C, esperar 24h e aí pode sair do isolamento. Tem que isolar senão essas festas de fim de anos serão o caos."
Segundo a infectologista, a transmissão do H3N2 é muito rápida. O período de incubação do vírus é de dois dias a três, no máximo. Nos últimos anos, o Brasil não registrou uma circulação importante desse subtipo e, com isso, aumentou o número de pessoas suscetíveis.
"Nasceram mais crianças, a gente vacinou menos e tem a evolução do vírus. O H3N2 não desaparece. Ele fica nas áreas subtropicais. Na Índia, por exemplo, quando caíram os casos de Covid, em agosto e setembro, começou o [aumento de casos do H3N2]."
Os vírus do subtipo H3N2 são considerados sazonais desde a pandemia de 1968 (gripe de Hong Kong), quando foram introduzidos na população humana. A partir de 2005, passou a circular com frequência pelo mundo. Por ser um vírus há décadas adaptado aos humanos, apresenta um perfil clássico de atingir pessoas nos extremos de faixa etária, crianças e idosos, que podem apresentar complicações com necessidade de internação.
Bellei diz que vários artigos científicos, com modelos matemáticos, já previam que, com a redução do Sars-Cov-2 e um relaxamento das medidas preventivas, o vírus influenza ganharia espaço.
A Folha contatou sete hospitais públicos e privados de São Paulo, todos confirmam aumento de atendimento com sintomas gripais, mas ainda preparam levantamento do quanto o H3N2 tem representado dessas amostras.
A Rede São Camilo, por exemplo, atende, em média, 210 pacientes com sintomas respiratórios por dia. De novembro até terça (14), a média passou para 335, ou seja, um aumento de 59%.
No Hospital Infantil Sabará, a taxa de positividade dos testes para o vírus influenza A mais do que dobrou entre novembro e dezembro (de 13% para 29%) e já é a maior do ano. Em números absolutos, pulou de 2 para 13 casos.
"Infelizmente esse exame não tem cobertura pelos planos de saúde, então é realizado apenas para as famílias que concordam em pagar. Nesse cenário, a positividade do exame é mais representativa que o número absoluto de testes positivos", diz o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, gerente de qualidade do Sabará.
Segundo o médico, em geral, as crianças apresentam os sintomas respiratórios clássicos, com febre mais alta. "Frequentemente vem com relato de casos confirmados de influenza na família ou na escola."
Em novembro, o hospital registrou sete internações por influenza, mas sem confirmação laboratorial do subtipo do vírus.
_________________________________________________Duas doses das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer não induzem níveis suficientes de anticorpos neutralizantes contra a Ômicron, diz estudo inédito

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SÃO PAULO — Um estudo realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que duas doses das vacinas contra Covid-19 de Oxford-AstraZeneca e da Pfizer-BioNTech induzem poucos anticorpos neutralizantes contra a Ômicron. Isso indica um provável aumento de infecções em pessoas previamente infectadas ou totalmente vacinadas.
Para chegar a essa conclusão os pesquisadores analisaram amostras de sangue de indivíduos que haviam recebido anteriormente duas doses das vacinas Oxford-AstraZeneca ou Pfizer-BioNTech como parte do estudo Com-COV em um isolado de vírus vivo da nova variante. Os resultados mostraram que os títulos neutralizantes - uma medida do nível de anticorpos neutralizantes, aqueles que impedem a entrada do vírus nas células, gerados pela vacinação — naqueles que receberam duas doses da AstraZeneca caíram para abaixo do limite detectável em todos, exceto um participante.
Naqueles que completaram o esquema vacinal com o imunizante da Pfizer, a queda foi de 29,8 vezes. Em cinco participantes, houve queda abaixo do nível de detecção. De acordo com os pesquisadores, isso indica que há queda significativa nos títulos neutralizantes para quem completou o esquema com as duas vacinas, portanto, a Ômicron tem o potencial de levar a uma nova onda de infecções, incluindo em pessoas já vacinadas. Por outro lado, ainda não há evidências de que isso possa levar a mais infecções graves, hospitalizações ou mortes neste grupo.
Os pesquisadores não avaliaram o impacto do reforço, mas acreditam que sua aplicação melhore a proteção contra a nova variante, já que, naturalmente, a dose extra aumenta significativamente as concentrações de anticorpos.
"Esses dados ajudarão aqueles que estão desenvolvendo vacinas e estratégias de vacinação a determinar as rotas para melhor proteger suas populações e transmitir a mensagem de que aqueles que estão elegíveis ao reforço devem tomá-lo", disse Gavin Screaton, chefe da Divisão de Ciências Médicas da Universidade e principal autor do artigo, em comunicado.
O professor de Pediatria e Vacinologia da Universidade de Oxford Matthew Snape, que também é co-autor do estudo ressalta que esses dados mostram apenas uma parte do cenário.
"Eles só olham para os anticorpos neutralizantes após a segunda dose, mas não nos falam sobre a imunidade celular, e isso também será testado em amostras armazenadas assim que os testes estiverem disponíveis", disse em comunicado.
Ele se refere à resposta celular, das células B e T, que são outros fatores importantes do nosso sistema imunológico para o combate ao novo coronavírus. De acordo com os pesquisadores, essa linha de defesa não deve ser severamente impactada e pode conferir um grau de proteção contra hospitalização e doença grave.
"No entanto, deve-se notar que maior transmissão, inevitavelmente levará a um aumento número de casos e maior sobrecarga nos sistemas de saúde, mesmo sem mudanças proporcionais no gravidade", escreveram os autores.
Os resultados foram publicados no servidor de pré-impressão MedRxiv e ainda precisam ser revisados por pares.
_________________________________________________Ômicron, réveillon e carnaval | A hora da Ciência - O Globo
Por Natalia Pasternak 11/12/2021 • 18:13

Enquanto uma nova variante do SARS-CoV-2 se espalha pelo mundo, a questão no Brasil é se teremos festas de fim de ano e carnaval em 2022. Se por um lado estamos em uma situação muito melhor do que nas festas de 2020, quando a vacinação ainda não existia, e a recomendação era não reunir nem os parentes próximos, agora há quem não se satisfaça com festas em família, com todos vacinados – inclusive idosos com terceira dose. Querem festas de rua, aglomeração e carnaval. Todos sentimos falta das nossas celebrações, claro. Mas podemos tê-las agora? Ou será necessário um pouco mais de paciência?
A ômicron aparece com mais de 50 mutações que a distinguem da cepa original, mais de 30 apenas na proteína S, responsável pela entrada do vírus na célula. Com isso, a variante é menos reconhecível para os anticorpos gerados por doença prévia ou pelas vacinas existentes, que foram desenhadas tendo como modelo a proteína S original. Isto confere à ômicron uma capacidade de evadir os anticorpos, infectando algumas pessoas vacinadas ou que já tiveram a doença. Anticorpos não são, contudo, a única linha de defesa, e a variante não parece escapar de outros aspectos do sistema imune. Ou seja, não estamos desprotegidos contra a ômicron. Mas a situação requer cautela.
Estudos preliminares indicam que teremos duas maneiras de lidar com a Ômicron: uma terceira dose das vacinas existentes – que parece segurar a evasão imune — ou uma nova vacina desenhada especificamente para esta variante, para ser usada como reforço. Uma nova vacina deve demorar alguns meses, então melhor apostar na terceira dose, por enquanto.
Com a capacidade de evadir anticorpos, e possível transmissibilidade aumentada, a Ômicron tem potencial de tornar-se predominante no mundo? Possivelmente. Isso pode ser uma boa notícia ou um “presente de Natal”? É cedo para dizer. A esperança seria de que a Ômicron fosse mais contagiosa porém menos grave do que a Delta, e assim, realmente transformasse a Covid em uma gripezinha. A ideia tem como base o fato de que, até o momento, não foram identificados casos graves causados pela Ômicron, mas temos que olhar para essa informação com cuidado. Os casos observados ocorreram em pessoas com infecção prévia ou vacinadas, ou seja, que tinham já uma proteção, e pessoas jovens. Não temos dados ainda de como a variante vai se comportar entre idosos e/ou não vacinados.
E afinal, o quanto a Ômicron precisaria ser menos grave para que possa ser considerada um presente da Natal? Se for mais contagiosa, e já sabemos que escapa de anticorpos, mas só um pouco menos grave, ainda assim teremos muita gente hospitalizada com doença severa. Se causar doença leve em um grande número de pessoas, também teremos muitos casos de Covid longa, que pode aparecer mesmo em infecções mais leves.
E as festas de fim de ano e o carnaval? Aqui em Nova York, com a abertura para o turismo, a cidade está bem diferente. O transporte público está lotado, e algumas regiões mais populares, mesmo ao ar livre, apresentam grande aglomeração de pessoas. O número de casos subiu 65% em relação à média de duas semanas atrás. Se tomarmos Nova York como exemplo, dá para imaginar o que podemos ver no Brasil se a situação não melhorar muito até o carnaval, ainda mais se seguirmos sem a obrigatoriedade do passaporte de vacinas para entrar no país, o que pode colocar o Brasil como destino turístico de antivacinas.
A pandemia não acabou. Não podemos erradicar o coronavírus como fizemos com varíola e quase fizemos com poliomielite, mas podemos controlá-lo. Para isso, no entanto, é preciso cautela e paciência. Melhor garantir que quando voltarmos a festejar em grandes celebrações, essas não sejam seguidas de grandes contaminações.
_________________________________________________ÔMICRON: África do Sul teve AUMENTO 'EXPONENCIAL de casos de Covid com avanço de variante, dizem autoridades

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JOANESBURGO - Autoridades de saúde da África do Sul alertaram que a variante Ômicron está provocando um aumento "exponencial" e "preocupante" de casos de Covid-19 no país. A declaração ocorre em meio ao avanço da cepa para outras nações, que detectaram seus primeiros casos.
A médica Michelle Groome, do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD), disse que houve um "aumento exponencial" nas infecções nas últimas duas semanas. Saltou de uma média semanal de cerca de 300 novos casos por dia para 1.000 na semana passada e mais, recentemente, para 3.500.
Na quarta-feira, a África do Sul registrou 8.561 casos. Uma semana antes, a contagem diária era de 1.275. O grau de aumento foi classificado como "preocupante" por Groome.
Segundo o NICD, 74% de todos os genomas de vírus sequenciados no mês passado eram da nova variante, que foi encontrada pela primeira vez em uma amostra coletada em 8 de novembro em Gauteng, província mais populosa da África do Sul.
Especialistas ao redor do mundo têm se debruçado sobre questões como quão transmissível é a variante Ômicron e qual o nível de proteção proporcionado pelas vacinas contra Covid-19. O NICD disse que os primeiros dados epidemiológicos mostraram que a Ômicron escapou de alguma imunidade, mas as vacinas existentes ainda devem proteger contra doenças graves e morte.
O executivo-chefe da BioNTech, Uğur Şahin, também disse que a vacina fabricada em parceria com a Pfizer provavelmente oferece forte proteção contra formas graves da variante.
Até o momento, a Ômicron já foi detectada em mais de 20 países, incluindo o Brasil. Nesta terça-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou os dois primeiros casos da variante no país. A disseminação da cepa levou governos a adotar restrições na fronteira com intuito de evitar maior propagação do vírus.
Na Europa, a presidente do órgão executivo da União Europeia disse que havia uma "corrida contra o tempo" para evitar a nova variante enquanto os cientistas determinavam o quão perigosa ela é. A UE antecipou o início da aplicação da vacina para crianças dos 5 aos 11 anos em uma semana, para 13 de dezembro.
— Prepare-se para o pior, espere o melhor — disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em entrevista coletiva.
Nos Estados Unidos, o conselheiro médico chefe do presidente Joe Biden, Anthony Fauci, disse que os adultos totalmente imunizados devem buscar reforço quando estiverem aptos, visando a maior proteção possível.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu para a contínua mutação do coronavírus e que as novas variantes devem circular livremente em populações não vacinadas.
— Globalmente, temos uma mistura tóxica de baixa cobertura vacinal e testes muito baixos - uma receita para reproduzir e amplificar variantes — disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrando ao mundo que a variante Delta "responde por quase todos os casos".
_________________________________________________Surto de Ômicron em festa de Natal corporativa na Noruega é o maior fora da África do Sul, diz autoridade

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OSLO — Pelo menos 13 pessoas em Oslo foram infectadas com a variante Ômicron da Covid uma festa de Natal corporativa, que foi descrita como um "evento de super propagação". Segundo disseram autoridades nesta sexta-feira, o número de infectados pode passar de 60.
O surto ocorreu em uma festa de Natal em 26 de novembro organizada pela empresa de energia renovável Scatec, que tem operações na África do Sul, onde a variante foi detectada pela primeira vez.
"Esta festa foi um evento de super propagação", disse Preben Aavitsland, um importante médico do Instituto Norueguês de Saúde Pública, por e-mail. "A hipótese que estamos trabalhando é de que pelo menos metade dos 120 participantes foram infectados com a variante Ômicron durante a festa. Isso torna este, por enquanto, o maior surto de Ômicron fora da África do Sul."
Além das pessoas infectadas na festa, disse Aavitsland, duas pessoas que vivem na costa oeste do país e outras duas em quarentena no aeroporto de Oslo foram confirmadas como portadoras da variante.
O surto levou o governo norueguês a reintroduzir algumas restrições em todo o país para conter a disseminação da Covid. Em toda a Europa, empresas estão cancelando os planos de festa de Natal devido ao surgimento da Ômicron.
Sem casos graves por enquanto
A primeira pessoa em Oslo que teve a infecção pela variante confirmada compareceu à festa, na qual pelo menos um funcionário tinha acabado de retornar da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Segundo um porta-voz da Scatec, citado pelo New York Times, esse funcionário foi infectado pela Ômicron. Todos os participantes estavam totalmente vacinados e com teste negativo antes do evento, de acordo com a empresa.
"As autoridades de saúde confirmaram mais 12 casos de Ômicron em Oslo após um surto", disse a prefeitura da norueguesa em um comunicado. "Até agora, 13 casos da Ômicron foram confirmados após o sequenciamento. Espera-se que haja mais casos."
As autoridades de saúde disseram que os indivíduos infectados, até agora, apresentavam sintomas leves. Nenhum deles foi internado.
"Ainda é muito cedo para dizer se o quadro clínico da doença é diferente nas infecções por Ômicron e nas infecções pela [variante] Delta", disse Aavitsland. “Nenhum dos pacientes apresentou sintomas graves; nenhum foi hospitalizado. No entanto, isso não é inesperado, já que os participantes [da festa] não tinham idade avançada."
A empresa Scatec informou que tem seguido os conselhos das autoridades durante a pandemia, acrescentando que seu foco é cuidar de seus funcionários e limitar a propagação do vírus.
_________________________________________________Vera Iaconelli: Sugiro rebatizar a nova variante do coronavírus
Por descaso, vemos o mundo se ajoelhar diante do vírus outra vez
Entendo que a cobertura vacinal funciona como se cada cidadão contribuísse com uma telha para cobrir uma casa castigada por um temporal. Pouco importa se sua telha é rosa ou transparente, desde que ela cumpra sua parte nessa proteção. Lembrando que é necessário dar abrigo àqueles que por razões lícitas (crianças, imunodeprimidos) não podem contribuir com a sua cobertura individual. A analogia me ocorreu na época dos sommeliers de vacina que colocam suas prioridades imaginárias acima de uma causa maior, que, ironicamente, também os prejudica, uma vez que a coisa toda só funciona no atacado, não no varejo.
Nos vemos agora diante da tão temida previsão dos epidemiologistas: a hesitação na cobertura vacinal, a transmissão desenfreada por um tempo prolongado nos levando a produção de uma variante mais contagiosa, de letalidade desconhecida e cuja resistência às vacinas permanece uma incógnita. Fogo no parquinho e duas reações imediatas.

Uma, como bem apontou Mathias Alencastro nesse jornal, foi de fechar acessos internacionais a cidadãos de alguns países africanos, criando um cordão de isolamento político geográfico, que penaliza mais ainda os que sofrem do apartheid vacinal (feliz expressão do querido Paulo Werneck). As consequências econômicas e sociais são desastrosas e duradouras.
A outra foi um sentido de urgência para aproveitar a janela de oportunidade ameaçada de fechar pela sombra do ômicron, a nova variante, produzida pelo descaso da civilização. O desejo delirante de antecipar o Carnaval para o último fim de semana passou pela cabeça, como num sonho diurno com a finalidade de compensar tamanha frustração e angústia diante da terrível possibilidade de voltarmos à estaca zero.
A lição que se esconde sobre a nova onda de Covid é que cobrir o Hemisfério Norte e parte da América Latina, deixando a África ao Deus dará, é como telhar a sala de estar enquanto deixa os quartos a céu aberto. Não dá para morar nessa casa que chamamos de Terra, se continuarmos a pensá-la como partes isoladas e independentes.
Se você acha que se trata apenas de problemas de alguns países do combalido continente africano, vale lembrar o abismo entre os números de sudestinos vacinados em comparação com nortistas, no Brasil, e veremos que o apartheid é o que está verdadeiramente acima de tudo em nosso país. O estado de São Paulo comemora quase 75% de sua população imunizada com duas doses, enquanto Roraima mal passa dos 30%, num flagrante de injustiça social que só um governo que cumprisse sua função de diminuir desigualdades poderia equalizar.
Corremos contra o relógio, enquanto o vírus segue inabalável em sua
Corremos contra o relógio, enquanto o vírus segue inabalável em sua sanha por sobreviver –luta por existir que não deixa de ser admirável. Entre humanos a pequenez de objetivos e a falta de visão de longo prazo têm trazido tanto sofrimento e tamanha ameaça às futuras gerações que causa inveja a capacidade de um vírus de mutar. Qual seria a mutação necessária para os seres humanos sobreviverem se não uma visão de conjunto mais inteligente e menos predatória?

A pandemia, seu manejo e consequências em escala global explicitam pedagogicamente as perdas coletivas de uma civilização decadente. As variantes que tanto nos ameaçam –cujas aparições têm sido alertadas por cientistas desde o início– encontram em nossa hesitação individual e institucional (de governos e órgãos internacionais) seu criadouro.
Sem querer tirar o mérito do próprio vírus, sugiro rebatizar a variante ômicron de hominecron.
_________________________________________________Apenas sintomas leves', diz médica sobre pacientes infectados pela Ômicron ______________ [ ok, mas TODAS as VARIANTES do Covid-19 não são exatamente assim? ]
247 - A médica sul-africana Angelique Coetzee já tratou cerca de trinta pacientes com Covid-19 gerada a partir da variante Ômicron do coronavírus, que tem assustado todo o mundo em razão de sua suposta maior transmissibilidade e potencial de "driblar" dos efeitos das vacinas.
Segundo Angelique, seus pacientes até o momento apresentaram apenas "sintomas leves" e, por enquanto, não precisaram ser internados.
A médica é também presidente da Associação Médica da África do Sul e contou à AFP que seus pacientes relataram "grande cansaço".
Eles também apresentaram dores musculares, tosse seca ou "coceira na garganta". Poucos tiveram febre baixa.
_________________________________________________Anvisa confirma primeiro caso de brasileiro infectado com Covid vindo da África do Sul

247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou neste domingo (28) que identificou o primeiro caso positivo de Covid-19 em um passageiro brasileiro com passagem pela África do Sul, que desembarcou em Guarulhos (SP), no sábado (27). Segundo a Anvisa, não há confirmação se o caso é da variante Ômicron. O paciente, que já está em isolamento, foi vacinado contra a Covid-19. A informação é da CNN Brasil.
O passageiro chegou a apresentar o teste RT-PCR negativo (exigido pelas autoridades brasileiras com 72h antes do embarque no país de origem), mas ao chegar em São Paulo realizou novo teste, positivando para Covid-19.
Em nota, a Anvisa informou que “após a identificação e testagem com resultado positivo para Covid-19, o paciente foi colocado em isolamento e já cumpre quarentena residencial. Os órgãos de saúde estadual e municipal passam a fazer o monitoramento do caso. O Ministério da Saúde acompanha o caso”.
Na sexta-feira (26) a Anvisa recomendou a restrição de voos e viajantes vindos da África do sul, Botswana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, após a detecção de uma nova variante do coronavírus na África do Sul, informou o órgão regulador em nota.
O Brasil proibiu, neste sábado, voos com destino ao país que tenham origem ou passagem pelos seis países recomendados pela Anvisa inicialmente.
A nova variante já foi detectada em 12 países:.
África do Sul: 77 casos na Província de Gauteng
Holanda: 13 casos foram detectados entre 61 passageiros que desembarcaram em Amsterdã vindos da África do Sul
Austrália: Dois casos de passageiros vacinados que voltaram do sul da África para Sydney
República Tcheca: Um caso em uma mulher foi confirmado pelo hospital da cidade de Liberec, no norte do país
Botsuana: Quatro casos Hong Kong: Uma pessoa que viajou à África do Sul
Reino Unido: Três casos, relacionados a viagens ao sul da África Israel: Um caso de uma pessoa que chegou do Malauí
Alemanha: Dois casos na Baviera; ambos foram registrados em viajantes que chegaram da África do Sul
Bélgica: Um caso em uma pessoa não vacinada
Dinamarca: Dois casos de pessoas em voos provenientes do sul da África
Itália: Um caso na região de Nápoles, num homem que havia retornado de Moçambique.
_________________________________________________Nova York declara estado de emergência após aumento de casos de covid-19
Do UOL, em São Paulo
27/11/2021 08h41
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, emitiu uma declaração de "emergência de desastre" ontem, devido às taxas crescentes de infecções e hospitalizações pela covid-19 no estado, além da ameaça da variante ômicron, recém-descoberta na África do Sul e classificada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como "de preocupação".
Ela disse que a variante ainda não foi detectada no estado, mas que decidiu assinar uma ordem executiva para permitir que o departamento de saúde limite procedimentos não essenciais e não urgentes em hospitais e adquira suprimentos essenciais mais rapidamente. A medida entra em vigor em 3 de dezembro e será reavaliada em 15 de janeiro, segundo a Bloomberg.
"Continuamos a ver sinais de alerta de picos de covid neste inverno e, embora a nova variante ômicron ainda não tenha sido detectada no estado de Nova York, ela está chegando", escreveu a governadora em sua conta oficial no Twitter.
Ela afirmou que a situação seria evitável se as pessoas se vacinassem e fez um apelo para que os nova-iorquinos procurem postos de saúde para serem imunizados, classificando as vacinas como "nossa maior arma nesta pandemia". Segundo dados do jornal The New York Times, 68% da população do estado está completamente imunizada contra a covid-19.
Seguindo o conselho de Anthony Fauci —principal infectologista do governo norte-americano— e dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, a administração Biden restringirá viagens da África do Sul, Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini (ex-Suazilândia), Moçambique e Maláui.
As medidas não se aplicarão a cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais. Como acontece com todos os viajantes internacionais, eles ainda devem testar negativo para a covid-19 antes da viagem.
_________________________________________________Com aumento de casos, Serrana (SP) alerta para futuro da pandemia no Brasil

Leonardo Martins Do UOL, em São Paulo 28/11/2021 04h00
Enquanto o Brasil engatinhava no calendário da vacinação contra a covid-19, no primeiro semestre deste ano, a cidade de Serrana, no interior de São Paulo, era palco de um projeto científico que, entre fevereiro e abril, vacinou em massa sua população e mostrou que a vacina CoronaVac —produzida pelo Instituto Butantan e desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac— diminui a transmissão e as mortes pela doença.
Com o avanço na vacinação nos estados brasileiros ao longo do ano, essa redução dos indicadores pode ser vista em todo o país. Mas, em Serrana, apesar dos índices de internações e mortes permanecerem baixos, houve um salto nos números de novos casos —antecipando o cenário nacional daqui a alguns meses, segundo avaliam cientistas ouvidos pelo UOL.
Brasil ignora testagem e adota, às cegas, estratégia de 'viver com a covid'
A previsão já era preocupante antes mesmo da notícia da nova variante ômicron, que surgiu na África do Sul e já circula em alguns países da Europa.
Dados levantados a pedido da reportagem pelo Infotracker, instituto de monitoramento de dados da USP e Unesp, apontam um aumento de 300% na média móvel de novos casos em Serrana desde o começo do ano: eram oito novos casos diários, em média, em 1º de janeiro de 2021, pouco antes do início da campanha de vacinação no Brasil, contra 32 no último dia 19. A cidade tem 46 mil habitantes.
No gráfico abaixo, é possível visualizar a variação de casos desde o início deste ano. Os casos diminuem a partir de abril, quando Serrana vacinou quase que totalmente sua população, e há um salto no número de diagnósticos a partir de outubro, quando a imunização completou seis meses.
Os dados de internações também caíram a partir de abril e chegaram a subir novamente, mas permanecem em patamares relativamente baixos até hoje.
É possível ver cenário semelhante de queda em relação aos números absolutos de mortes por covid. Hoje, Serrana mantém números de mortes diárias próximos do que tinha em março de 2020, quando o vírus chegou ao Brasil.
O fato de a vacina não evitar que uma pessoa infectada transmita o vírus já era esperado pelos cientistas. No começo deste mês, um estudo publicado na revista científica Science concluiu que a efetividade das vacinas da Pfizer e Janssen caem pela metade após um semestre da aplicação.
Serrana sugere o mesmo efeito para CoronaVac, já que a maioria da população recebeu o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, explica o infectologista da USP Benedito Lopes da Fonseca, que também integra o núcleo de cientistas que coordenam os estudos em Serrana.
O que era esperado?
"Era esperado que teríamos esse aumento de casos, mas o corpo ainda mantém as células de memória que permitem à pessoa infectada rapidamente produzir uma proteção. Isso faz com que a doença seja de menor gravidade", afirma Fonseca. "Os casos de maior gravidade no hospital de Serrana geralmente são de pessoas que não se vacinaram", completa.
Pedro Garibaldi, médico hematologista do Hospital Estadual de Serrana e um dos coordenadores do plano de vacinação em massa na cidade —conhecido como Projeto S—, concorda com Fonseca e nega que houve frustração pela queda da proteção da vacina.
Mesmo que a vacina não controle a transmissão e infecção de casos leves, ela freia internações e óbitos, que é o que precisamos: reduzir o estresse no sistema de saúde. Nos frustramos, como todos, de ver os casos subindo. Mas só de o hospital não estar tomado por pacientes com covid isso traz um ânimo. Caso estejamos diante de uma terceira onda, ela deve vir como uma marolinha."
Pedro Garibaldi, médico hematologista e um dos coordenadores do Projeto S
Espelho do Brasil
Como Serrana vacinou sua população com bastante antecedência, os cientistas analisam que o comportamento do vírus na cidade, hoje, é uma previsão do que deve acontecer no país. Pedro Garibaldi afirma: "Temos em Serrana um espelho do Brasil".
Benedito Fonseca corrobora. "É bem provável que o cenário de Serrana seja um exemplo do que será o Brasil daqui a alguns meses. Essa terceira dose, no entanto, vai ajudar muito no sentido de dar um 'boost' na resposta imune e, com isso, causar uma incidência de novos casos bem menor", diz.
Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus, que assessora o governo de São Paulo no monitoramento da pandemia no estado, também supõe que o Brasil deve enfrentar uma alta de casos em breve, mas ressalta que a cobertura vacinal trará um cenário menos grave do que o enfrentado em alguns países europeus.
"Estamos vendo esse movimento da pandemia na Europa. Nós temos uma vantagem em relação à Europa que é o fato de termos conseguido uma cobertura vacinal maior, pelo menos no estado de São Paulo. Nos próximos meses teremos ótima cobertura de terceira dose", diz Menezes.
Para saber se há um aumento de casos, é preciso testar. Mas, no Brasil, não há política de testagem para monitoramento. O país ocupa a 125º posição quando se trata da proporção de testes por milhão de habitantes, segundo o site Wordometers.
Outro problema é a ausência de uma coleta de dados confiável pelo Ministério da Saúde. As plataformas de monitoramento do governo federal, utilizadas pelos estados, estão com dados defasados há pelo menos dois meses. Há duas semanas, o UOL procurou o Ministério da Saúde para questionar o sistema e não recebeu retorno.

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