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__________________________________ FURA-FILA IMIGRAÇÃO AMERICANA https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2022/02/07/global-entry-veja-como-se-inscrever-no-programa-fura-fila-da-imigracao-que-torna-entrada-mais-rapida-nos-eua.ghtml _________________________________________________________________________
https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/causadores-paul-watson/#cover
_________________________________________________________________________https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/causadores-paul-watson/#cover
_________________________________________________________________________https://www.uol.com.br/nossa/album/2022/01/16/casa-no-topo-de-pedra-em-ilhabela-e-um-templo-de-contemplacao-e-relaxamento.htm?foto=1
_________________________________________________________________________https://www.uol.com.br/nossa/album/2022/01/12/reforma-em-ape-de-30-m-da-decada-de-1920-libera-vista-para-todos-ambientes.htm?foto=9
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https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/rafael-cardoso-entra-para-o-time-dos-carecas.ghtml __________________________________________________________
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https://oglobo.globo.com/cultura/livros/pesquisadores-defendem-parceria-com-outras-especies-mostram-que-aprender-com-animais-plantas-ate-bacterias-25363498
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https://www.uol.com.br/nossa/colunas/historias-do-mar/2022/01/29/tempestade-traz-de-volta-a-superficie-navio-afundado-ha-quase-50-anos.htm
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https://www.uol.com.br/carros/colunas/cacador-de-carros/2022/02/03/conversiveis-acessiveis-e-faceis-de-manter.htm
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_________________________________________________ORGASMO COLETIVO e aulas de PRAZER: o 1º FESTIVAL de SEXUALIDADE do Brasil _________________________________________________________________________


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Cruzeiro Wonder of the Seas, o maior do mundo, em 2022 Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas, o maior do mundo, em 2022 Foto: Royal Caribbean
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https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2022/01/05/sistema-aposentadoria-islandia-problema-muito-dinheiro.htm

_________________________________________________Alzheimer, um recomeço? Três histórias surpreendentes sobre a demência _________________________________________________12 coisas para saber sobre Halston » STEAL THE LOOK

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Maior navio do mundo, com 19 piscinas e área verde com 20 mil plantas e árvores, zarpa pela primeira vez

Inauguração do Wonder of the Seas, cinco vezes mais pesado do que o Titanic, ocorreu na sexta-feira em Fort Lauderdale, na Flórida, EUA
Cruzeiro Wonder of the Seas, o maior do mundo, em 2022 Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas, o maior do mundo, em 2022 Foto: Royal Caribbean

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RIO — O maior navio de cruzeiro do mundo, com 236.857 toneladas — cinco vezes mais pesado que o Titanic — zarpou na última sexta-feira, com suas 19 piscinas, 20 restaurantes, 11 bares, uma pista de gelo, um cassino e uma área verde, com 20 mil plantas e árvores. A viagem inaugural de sete dias partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, nos EUA, e vai até o Caribe.

Com capacidade para transportar 6.988 clientes e 2,3 mil tripulantes, o Wonder of the Seas também pode conter, segundo a Royal Caribbean, cerveja suficiente para encher duas vezes todas as piscinas a bordo.

O transatlântico, com 362 metros de comprimento, levou três anos para ser construído em Saint-Nazaire, na França, mediante um custo equivalente a R$ 6,7 bilhões. São 18 deques, sendo 16 para passageiros, com uma velocidade máxima de 22 nós (40 quilômetros por hora). O navio já tem previsão de realizar um novo passeio no verão do hemisfério Norte, pelo litoral europeu.

Imagens do maior cruzeiro do mundo, Wonder of the Seas

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Wonder of the Seas foi construído ao longo de três anos Foto: Royal Caribbean
Wonder of the Seas foi construído ao longo de três anos Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas pesa 236 mil toneladas Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas pesa 236 mil toneladas Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas possui 20 restaurantes Foto: Royal Caribbean
Cruzeiro Wonder of the Seas possui 20 restaurantes Foto: Royal Caribbean
Entre as atrações no navio, está o musical 'Chicago' Foto: Royal CaribbeanEntre as atrações no navio, está o musical 'Chicago' Foto: Royal Caribbean
Uma suíte do cruzeiro Wonder of the Seas Foto: Royal Caribbean
Uma suíte do cruzeiro Wonder of the Seas Foto: Royal Caribbean

Entre os destaques estão coquetéis feitos por robôs no Bionic Bar, na área Royal Promenade, possibilidade de assistir ao musical "Chicago", apresentado por um elenco da Broadway, uma piscina de surf com ondas de quatro metros de altura, uma tirolesa de 25 metros de comprimento e duas paredes de escalada.

Há ainda um campo de minigolfe, fliperama, cinema ao ar livre, spa de luxo, academia e um escorregador de 30 metros que vai do deque 16 para ao 6 em 13 segundos. Além disso, a suíte Ultimate Family, que pode acomodar 10 pessoas, vem com um escorregador de dois andares do quarto para a sala de estar.

Segundo a companhia responsável pelo cruzeiro, ele estava originalmente planejado para realizar sua estreia na China no último ano, mas teve a inauguração adiada devido à pandemia.

— Os restaurantes foram renomeados e as placas em mandarim foram alteradas para o inglês. Ela navegará pelo Caribe antes de mudar para os cruzeiros europeus neste verão — afirmou um porta-voz da empresa ao "Daily Mail".

_________________________________________________Opinião: Alexandre da Silva - O que fragiliza as pessoas idosas em pleno século 21?

Alexandre da Silva Colunista do UOL 21/02/2022 04h00

Dentre os assuntos da gerontologia que ainda necessitam de um consenso para uma definição mais assertiva, mas que mesmo ainda assim gera reflexões necessárias para se pensar o bem-estar de pessoas idosas, é o conceito de fragilidade.

No dicionário, fragilidade é a qualidade de algo que pode facilmente se quebrar ou romper. Pode ser também interpretado como uma fraqueza. Daí que boa parte da sociedade associa essas definições com estados gerais de quem tem 60 anos ou mais.

Colunistas do UOLNova pesquisa joga terceira via de Moro, Ciro e Doria para o acostamento

No passado, e isso não podemos esquecer, a expectativa de vida era bem menor se comparada e essa que temos hoje, bem como os conhecimentos sobre o funcionamento da máquina humana.

E era comum que nos livros de geriatria e gerontologia a fragilidade traduzisse condições físicas que representassem essas características, ou seja, uma qualidade óssea capaz de gerar um risco maior para fraturas, principalmente nas pessoas que tinham osteoporose, ou o risco para cair, ainda mais quando existiam fatores como baixa acuidade visual, problemas articulares e dores generalizadas.

Antigamente, chegar aos 70 anos era uma façanha alcançada por poucas pessoas. Hoje é cada vez mais frequente e a meta tem sido buscar os 80 ou 90 anos, e vivendo bem.

E, mais do que isso, muitas pessoas septuagenárias hoje estão fisicamente ótimas, com vitalidade para começar atividades nunca pensadas, como musculação, realização de trilhas pelas montanhas, maratona aquática e nessa linha iriam outros exemplos sobre o quanto esse termo fragilidade, nessa linha conceitual inicial, não se encaixa para quem envelhece nos dias atuais.

E o que vem ser fragilidade no envelhecer no século 21? Desde o século passado, muitos grupos de pesquisa espalhados pelo mundo vêm estudando essa condição de fragilidade na velhice. A partir de estudos que, na perspectiva mais biológica, vão buscando características que melhor resumam o que é fragilidade, foram encontradas algumas características que, quando parcial ou totalmente presentes em uma pessoa, apontariam para diagnósticos de pré-frágil ou de frágil.

Quando se pensa em saúde, é necessário considerar os fatores intrínsecos e extrínsecos que determinam formas específicas para adoecer ou manter-se saudável. Nessa perspectiva ampliada, a fragilidade pode também ocorrer a partir de outros fatores e situações não relacionadas diretamente a funções fisiológicas do ser humano.

Uma das definições mais conhecidas no Brasil e em diversos outros países é a defendida pelo grupo da professora Linda Fried que, em 2001, considerou fragilidade como a redução da reserva e da resistência a fatores estressores do organismo e que levam a diminuição da capacidade de retorno à homeostase, ou seja, do quanto um organismo perde suas habilidades e capacidades para manter todas as funções fisiológicas em equilíbrio e, com isso, garantindo possibilidades de realização de todas as atividades do nosso cotidiano.

E, para esse grupo de pesquisadoras e pesquisadores, a fragilidade envolve o acometimento da força muscular, a desregulação neuroendócrina e as alterações imunológicas.

A presença de um quadro depressivo ou agravo do declínio cognitivo também podem ser condições reais que fragilizam pessoas idosas. O problema se agrava quando outros fatores, como estresse e doenças crônicas não controladas, estão presentes e aumentam a possibilidade da instalação dessa fragilidade, já que a autonomia para suas escolhas e necessidades ficam comprometidas.

Pode-se também deduzir que a fragilidade tem fatores sociais que a determinam, isto é, a partir de algumas condições sociais e econômicas a pessoa idosa pode ficar exposta a algum tipo de sofrimento ou carência.

Como exemplo, pode-se considerar a insuficiência familiar decorrente da saída dos filhos de casa para construírem suas próprias casas e continuarem a geração de novos membros familiares, ou aquela insuficiência decorrente da morte precoce de filhas por causas evitáveis, ou mudança dessas para outros centros urbanos onde há mais possibilidades de emprego e de estudo.

De uma forma ou de outra, pessoas idosas passam a ficar mais tempo sozinhas e, se houver necessidade de ajuda para as suas demandas diárias, ficarão sem esse apoio mais próximo, reduzindo a qualidade da sua vida social, podendo até colocar em risco suas vidas.

O óbito, principalmente de quem conviveu com uma pessoa idosa por muitos anos, é um outro problema. São inúmeras as pessoas que, ao perder a companheira ou companheiro, ficaram sem um motivo real para continuar vivendo.

Diversos estudos apontam que a morte de um cônjuge aumenta o risco de óbito de quem ficou, principalmente nos primeiros seis meses de viuvez. E não é sempre que uma família ou grupos de amigos conseguem se organizar para gerar uma rede de apoio mais próxima se comparada àquela existente antes do primeiro óbito.

Se a insuficiência familiar faz mal e pode fragilizar uma pessoa idosa, a presença de maus tratos quando há algum tipo de convivência com familiares é também outro fator capaz de fragilizar a pessoa mais velha. E as formas de violência podem ser inúmeras, desde a patrimonial, quando familiares se apropriam de bens da pessoa idosa sem qualquer consentimento, bem como a violência sexual, que também é outra atitude não consentida.

Outras formas de violência são a física e a psicológica que, muitas vezes, chegam a doer mais que a física.

Outro fator que também pode doer é a fome ou a desnutrição que na pessoa idosa diminui sua energia para realizar as atividades diárias, afeta a massa muscular e gera outros desequilíbrios para o organismo. Se familiares e amigos não percebem ou fingem não enxergar, estamos diante de um abandono ou de um crime.

A dignidade perde seu lugar de respeito na vida de muitas pessoas idosas que, na ameaça da fome, chegam a se submeterem a humilhações ou condições de moradia desumanas.

Culturalmente, pessoas idosas ficam isoladas ou sem acesso a práticas culturais que as fragilizam por não garantirem sua reconexão com o seu mundo, com suas origens. É o prato típico da sua terra natal que ninguém mais faz ou vai em busca, o rádio de pilha quebrado que não foi substituído por outro aparelho e agora a música que se ouve não a afeta mais, não traz lembranças ou vontade de cantar em voz alta

É a festa típica que não participam há tantos anos, já que a família prefere sempre fazer o mesmo itinerário turístico. E a contação de histórias, de "causos" que ocorria quando parte da família se reunia na porta da sala que dava para rua, ou no quintal, embaixo da árvore, e que agora que já virou fato do passado.

A sociedade, com seus hábitos e espaços nem sempre acolhedores para pessoas idosas, também acrescenta possibilidades para a fragilização. Os fatores são diversos: desde o descumprimento das leis que garantem direitos conquistados há décadas para o bom envelhecimento, até a pouca oferta e capilaridade de serviços de saúde que permitem mais longevidade com qualidade de vida e a segurança.

O Brasil cria um teto de vidro para proteger pessoas idosas quanto ao risco de fragilização financeira. Uma aposentadoria já na fase final de vida de muitas pessoas é insuficiente e gera desonra a quem se dedicou a construir essa nação, modelos de atenção à saúde focados nos hospitais é uma janela de oportunidades para que doenças crônicas evoluam em condições nas quais poderiam estar muito bem controladas, a aprendizagem com significado deixa de ser pensada e praticada e, com isso, a exclusão social de pessoas idosas aumenta gradativamente, já que as tecnologias de hoje demandam um preparo para que sejam plenamente usadas.

O idadismo (ou etarismo), que é a discriminação em razão da pouca ou da muita idade, aumenta a partir de construções sociais que reforçam a pessoa idosa como frágil, do ponto de vista conceitual usado lá no começo do texto e da história do envelhecimento populacional.

É necessário avançar para a redução das possibilidades de fragilização das pessoas velhas, já que muitos dos fatores são reversíveis e o nosso futuro será grisalho, inevitavelmente.

_________________________________________________Opinião: Ana Canosa - Já foi um tabu, mas se popularizou: 4 pontos importantes sobre o sexo anal

Ana Canosa Colunista de Universa 08/02/2022 04h00

O sexo anal está atravessado por uma série de questões. Sobre a anatomia, já sabemos que ele é praticado desde que o mundo é mundo e que envolve alguns cuidados. A questão da higiene é fundamental e muitas pessoas o evitam justamente porque tem nojo. Preservativo é necessário para evitar contágio de ISTs/AIDS. Mas tem também a relação de dominação e submissão, o ânus relegado à marginalidade e a transgressão.

Já foi um tabu, mas agora popularizou. Prática que muitos anseiam realizar ardentemente, e outras pessoas se satisfazem só com a fantasia. Eu sempre digo: clitóris e c* tem vida própria, há que saber respeitar seu momento. Há quem seja "virgem" de vagina, mas não de ânus, quem se recuse por convicção moral e quem nunca experimente com medo de gostar, por se ver ameaçado em sua identidade sexual.

Conheço um homem que nem faz tanta questão assim de fazer sexo anal, mas fica superexcitado ao narrá-lo para a sua parceira enquanto está penetrando em sua vagina.

Também conheço mulheres e homens que amam escutar, no entanto não necessariamente gostam de ser penetradas, ou pelo menos nem sempre, afinal o sexo anal pode ser desconfortável em alguns dias e em outros ser uma prática deliciosa.

Quando usamos expressões que o incorporam como xingamento, reforçamos essa ideia de humilhação. Ou seja, a prática do sexo anal está condenada politicamente ao preconceito. No sexo entre homens, alguns se recusam ser penetrados porque, segundo a lógica patriarcal de dominação, isso lhes aproximaria de um papel dito 'feminino', portanto menor.

Para ser passivo feliz nesse Brasil, olha, tem que estar com a terapia em dia (como se você, que se julga o ativo, não estivesse também levando no lombo ultimamente, não é?!). Aliás, passivo e ativo são conceitos que estão a ponto de ser ultrapassados: insertivo e receptivo são os novos termos politicamente corretos.

Feita a introdução preliminar - porque ninguém merece sexo anal sem aquecimento preliminar - vamos a 4 dicas essenciais:

1. Não tenha pressa - A não ser que a sua parceria seja fissurada na prática e esteja acostumada, geralmente será necessário um certo grau de intimidade sexual para que a pessoa receptiva se sinta segura. Pressa não é condizente. Nada de ir colocando o dedo de supetão. O sexo oral estendido ao ânus - o famoso beijo grego - é uma interessante maneira de provocar desejo. A reação corporal deve ser considerada: quando o intestino está com mau funcionamento, por exemplo, a sensação de alguma coisa entrando quando há o que sair pode ser muito desconfortável. Nesse caso, a resistência precisa ser respeitada.

2. Quanto mais excitação melhor. O sexo basiquinho pode não ser tão motivador. Evite também quando o teor alcoólico estiver além do limite da consciência. Muita estimulação no corpo todo, favorece a excitação. Passe a glande na entrada, sem penetrar, só para brincar. Tenha por perto camisinha e lubrificante.

3. Prepare o terreno. A membrana mucosa do reto é muito fina e se rompe com facilidade. Por não ter cicatrização rápida, é vulnerável a infecções. Se o machucado aumenta, pode transformar-se em uma fissura e em casos mais graves (e menos frequentes) uma fístula - vá por mim, isso é muito ruim! Massagear o ânus do(a) receptivo(a) com o dedo e com lubrificante é palavra de ordem, é preciso ir devagar. Só depois de perceber relaxamento é que o pênis ou dildo tem a sua vez.

Como o ânus não tem lubrificação natural, é imprescindível o uso de lubrificante à base de água, pois os muito oleosos podem prejudicar a integridade do látex da camisinha. Aliás, seu uso também é fundamental: a prática do sexo anal sem preservativo é a mais predisposta a contaminação de ISTs! E nunca, nas relações heterossexuais, retire o pênis do ânus e volte para a vagina, sem trocar o preservativo.

4. Escolha bem as posições: Para os iniciantes, evitem a posição "de quatro". Ela permite penetração mais profunda e pode doer à beça, além de deixar a pessoa sem controle nenhum. A velha e boa papai e mamãe ou "de colher" (de ladinho) podem ser bem melhores. Lembre-se que, se a apessoa receptiva contrair o esfíncter anal, terá dor e a prática será um fiasco. Geralmente a glande entra, mas em seguida o insertivo sente a resistência. É preciso ter paciência para aguardar o relaxamento e continuar a penetração. A estimulação conjunta do clitóris ou do pênis do receptivo pode ser bem interessante.
Por fim, lembrem-se que nem sempre vai dar para praticar o sexo anal até que se chegue ao orgasmo, Às vezes algum incômodo pode interromper a continuidade, e tudo bem, o sexo não precisa acabar por isso.

Assista ao episódio #63 do podcast Sexoterapia "O sexo anal realmente deixou de ser tabu?", com participação da escritora e podcaster Abhiyana, autora de "O Manual do Sexo Anal"

_________________________________________________Opinião: Ana Canosa - Grudado demais, que dá barraco ou entediado: que tipo de casal você faz?

Ana Canosa Colunista de Universa 19/02/2022 04h00

Ao longo de um relacionamento, um casal vai estabelecendo uma forma de agir e reagir ao comportamento do par.
A dinâmica de um casal pode mudar ao longo do tempo, já que não somos as mesmas pessoas e isso pode desestabilizar uma relação.

A seguir, faço uma lista de alguns dos perfis mais comuns que já vi passar pelo meu consultório nesses anos como terapeuta de casal. Também faço uma análise dos pontos positivos e negativos e sugiro algumas atitudes e reflexões para mudar a dinâmica do relacionamento.

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Marido descobre traição e, para agradá-lo, mulher finge não gozarQue tipo de casal vocês formam?

1. O "eu" foi substituído por "nós": O casal trabalha junto, almoça junto, faz academia junto, viaja junto, toma banho junto... Nunca se desgrudam.
Pontos positivos: Diminuem sentimentos como insegurança, medo da perda, ciúmes. Fazem amigos em comum e conhecem melhor a rotina do parceiro.
Pontos negativos: As personalidades se "perdem', as diferenças não aparecem e correm o risco de, lá na frente, alguém achar que viveu a vida do outro.
Sugestão: Desenvolver o "eu", permitindo que cada um faça coisas sozinhos: uma maneira é encontrar amigos de colégio ou faculdade, por exemplo, que o parceiro atual ainda não conhece ou fazer um curso ou esporte sem o parceiro.

2. Todo dia a gente faz tudo sempre igual: Rotina é a palavra que define esse casal: sempre comem nos mesmos lugares, fazem os mesmos programas no final de semana, viajam para os mesmos lugares, relacionam-se com as mesmas pessoas.
Pontos positivos: Mantém a estabilidade da relação evitando discordâncias, criam "raízes" e aprofundam amizades.
Pontos negativos: Não se lançando para o desconhecido, não se permitem conhecer novas pessoas, lugares e coisas: embotam a criatividade!
Sugestão: Peçam para os amigos em comum escolher o restaurante ou o hotel da viagem, assim serão "obrigados a experimentar" o novo.

3. Casal barraco: Discutem o tempo todo, por qualquer motivo e na frente de todo mundo.
Pontos positivos: São espontâneos e colocam para fora as emoções.
Pontos negativos: Perdem o limite entre o público e o privado, expõem a relação e os envolvidos, além de chatear os outros.
Sugestão: Controle das emoções: respirar fundo a cada vontade de sair lavando a roupa suja. Combinar um dia por semana para fazer uma DR em casa.

4- Casal neura: Os dois compartilham senha de e-mail, celular, Facebook, não dão um passo sem avisar onde estão e jamais podem sair com amigos sem o parceiro.
Pontos positivos: tem controle sobre o outro (espremendo, pois não vejo nada de positivo nessa atitude)
Pontos negativos: não percebem que as pessoas são livres, não treinam confiança, não reforçam a autoestima, tentando manter a segurança do amor do outro, sufocam esse sentimento e sempre tem dúvida se, ao se afastarem, se o outro ainda o amará. Se afastam dos amigos. Passam muito tempo vigiando o outro, tempo precioso que poderiam estar usando para fazer outras dezenas de coisas interessantes.
Sugestão: Treinar a autonomia e a segurança desse amor, deixando que cada um possa sair com seus próprios amigos

5. Casal fofinho... demais: Só se tratam por apelidinhos ridículos e com voz de criança, mesmo na frente dos outros. Não têm o menor pudor de se agarrar durante um jantar com mais uma (pobre e constrangida) pessoa.
Pontos positivos: declaram o amor livremente, sem vergonha de ser feliz. Exalam alegria, felicidade e desejo.
Pontos negativos: às vezes se tornam infantilizados e perdem o limite ao expor seus beijos e amassos em pleno restaurante familiar no domingo. Excluem as pessoas que estão ao redor. Ao longo do tempo o sexo pode ficar chato, faltando aquela "pegada" mais poderosa e sacana.
Sugestão: Ter simancol e treinar pegada mais sexy e sacana no sexo. Quem sabe, isso muda o jeito de se tratarem durante o dia?


_________________________________________________ORGASMO COLETIVO e aulas de PRAZER: o 1º FESTIVAL de SEXUALIDADE do Brasil

Realizado em uma ecovila na Bahia, o festival "Sexsibility Brasil" reuniu 120 participantes, a maioria mulheres - Felipe Brêtas
Realizado em uma ecovila na Bahia, o festival "Sexsibility Brasil" reuniu 120 participantes, a maioria mulheres Imagem: Felipe Brêtas

Júlia Flores De Universa 18/02/2022 04h00

"Não queremos anular a rapidinha da sua vida, mas provar que sexo não é só um ato de alívio físico."

É fim de tarde e cerca de 50 pessoas dispostas em círculo ouvem atentas os ensinamentos de uma terapeuta sexual, que mostra técnicas para "alcançar o êxtase" através da "arte do prazer próprio". Primeiro passo: respiração. Os participantes inspiram lentamente o ar e soltam um gemido orgástico enquanto expiram. "A arte do autoprazer começa pela respiração, mas o toque, o som e o movimento também são importantes", garante.

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Depois de 20 minutos compartilhando suas experiências e explicando o significado de sexualidade sadia, ela lança: "Agora, vamos para a prática". É nessa hora que pede aos presentes que fiquem de quatro. A nudez está liberada.

"Simulem um círculo com o 'rabo' de vocês. Vamos! Quero ouvir a respiração, mais alto", estimula a terapeuta. O movimento tem que partir do cóccix e seguir até o pescoço. "Tocar-se é um exercício de meditação."

Festival Sexualidade Brasil - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
Os dias amanheciam com uma meditação, às 7h. Quem se sentisse confortável, podia fazer as práticas despidos Imagem: Felipe Brêtas

A palavra "masturbação" não é mencionada. "Fomos condicionados a achar que autoprazer é algo feito rápido, por puro tesão. Aqui, vamos desconstruir esse conceito juntos. "Quem se sentir à vontade, pode deitar no chão." Imediatamente, o círculo se fecha e corpos nus se espalham pelo espaço. Os toques nas genitais são lentos.

O workshop de quase duas horas culmina com alguns alcançando o clímax e dá uma prévia do que está por vir.

Das genitais vêm o poder do coração

No início de fevereiro, Universa passou quatro dias no "Sexsibility Brasil", primeira edição nacional do festival de sexualidade positiva que acontece há 12 anos na Suécia. "Comecei esse trabalho porque eu era neurótico com relação à sexualidade", conta o sueco Lorenzo Stiernquist, de 50 anos, fundador do movimento.

Ele relembra: "Terminei um casamento de 14 anos, perdi o emprego e tinha dois filhos para criar. Fiquei perdido. E resolvi olhar para a minha vida sexual". Depois de ler um livro que falava sobre o "poder do orgasmo no empoderamento feminino", decidiu criar eventos que exploravam a temática. Logo se tornou professor de tantra, coach de sexualidade e fundou o Sexsibility Festival.

Festival Sexualidade casal - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
A prática da nudez fica restrita a algumas áreas por causa de desavenças com a comunidade da vila ecológica da Bahia escolhida para receber o evento Imagem: Felipe Brêtas

Trazido por um brasileiro que participou do festival sueco em 2019, ele pede para não ser identificado por trabalhar no mercado financeiro. Ainda assim, na abertura do evento, sobe ao palco e declara: "Para mim, é um sonho sendo realizado. Nesses dois anos e meio eu descobri meu propósito de vida: fomentar a sexualidade saudável no mundo".

As condutas e normas são claras: é vetado o uso de qualquer substância de expansão de consciência (drogas, álcool ou cigarro) e a prática da nudez fica restrita a algumas áreas por causa de desavenças com a comunidade da vila ecológica da Bahia escolhida para receber o evento.

Quanto à camisinha, uma regra básica: o usuário deve jogar o "fluído sagrado" (sêmen) na natureza, lavar o objeto e descartá-lo em caixas de papelão disponíveis. A promessa era a de que o lixo produzido viraria material para bioconstrução.

O evento de abertura se encerra sob um forte coro de respiração orgástica e um pedido de Lorenzo: colocar uma das mãos sobre a genitália e a outra sobre o coração. "Das genitais vêm o poder do coração."

Sexualidade enquanto "tratamento espiritual"

Encravada entre o rio e o mar, a área do festival é composta por três "ocas" temáticas, onde acontecem as palestras e workshops, além dos espaços reservados para a troca sexual: um playroom e um centro tântrico que só funcionam à noite. As atividade são classificada por desenhos de "chillis" (pimentas), que variam de acordo com sua intensidade.

Kamila Camillo, 29 anos, consultora de projetos digitais - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
Kamila Camillo estava há três anos sem ter relações sexuais: "Vim para um processo de cura" Imagem: Felipe Brêtas

Entre as opções, palestra sobre "sexo sagrado solo com respiração", aula sobre "cordas (shibari) tântricas" para casais e um workshop sobre pornografia pessoal. Em comum, a abordagem espiritual do assunto. "Vim para um processo de cura", conta a consultora de projetos digitais Kamila Camillo, de 29 anos, que estava havia três anos sem transar. Depois de uma desilusão amorosa, decidiu "focar" a energia sexual em outras áreas, como a profissional.

O celibato, segundo ela, funcionou. Só que tinha chegado a hora de quebrar o jejum de sexo. "Não vim para cá esperando nada do festival, mas sim de mim. Acho que aqui consigo ser quem eu sou e viver a sexualidade da maneira que quiser", afirma.

Acredito que só dá para alcançar a cura através da liberdade. E a verdadeira liberdade só a sexualidade pode trazer Kamila Camillo

A carioca Vanessa também chegou atrás de um tratamento espiritual para a própria sexualidade. "É uma área que venho curando dentro de mim. Entrei nesse mundo porque descobri que tinha o chacra da sexualidade bloqueado. Queria aprender ferramentas e atividades para me curar", explica.

A carioca Vanessa - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
A carioca Vanessa Imagem: Felipe Brêtas

Ela, que é massoterapeuta tântrica e tem 22 anos, descobriu esse descompasso entre o "yin and yang" por causa de relacionamentos passados. "Era muito dominadora com meus parceiros. Sentia que os caras não eram suficientes para mim. Não sabia comunicar como gostava de ser tocada, era traumatizada por causa da minha infância violenta". No festival, ela garante estar sendo tratada.

Para receber o "tratamento", Vanessa desembolsou R$ 1.900 pelo ingresso do festival, que chegava a R$ 5 mil para quem optasse por uma suíte particular (com refeição inclusa).

Playroom com forró e centro tântrico

Uma meditação abria os dias, às 7h. Quem se sentisse confortável, podia fazer as práticas despidos. Um time de facilitadores oferecia atendimento emocional aos participantes — o "emoteam". Diariamente, também aconteciam as "partilhas", momento em que um grupo de participantes conversava sobre suas vivências no festival.

festival.

Luiza Tormenta  - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
A pornógrafa paulistana Luiza Tormenta Imagem: Felipe Brêtas

Para a pornógrafa e educadora sexual Luiza Tormenta, de 30, sexualidade nunca foi um problema. Pelo contrário: "Claro que a sexualidade pode ser doentia, mas os debates que o festival levanta vão além do sexo, como é o caso das rodas e palestras sobre consentimento que acontecem aqui".

Existe algo de espiritual no prazer. No ápice do orgasmo é quando me sinto mais próxima de Deus

Luiza Tormenta

Foi em busca dessa plenitude espiritual que a americana Kristina Caltabiano aterrizou no litoral sul da Bahia. "Meu propósito é repensar a maneira como vejo a minha sexualidade. Em uma relação com homens, me entrego demais e esqueço de olhar para mim. Aqui, estou buscando redefinir meus limites com o outro", desabafa. Para ela, participar do evento é um "ato de amor próprio".

Solteira aos 32 anos, nômade digital e com uma vida sexual ativa, Kristina revela ter dificuldades em algumas atividades. "Quando estou em um grupo só de mulheres, me sinto segura. Com homens, meu corpo responde instantaneamente", reflete.

Festival Sexualidade Brasil - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
Facilitadora conduz atividade com participantes Imagem: Felipe Brêtas

Dos 120 participantes do evento, cerca de 80 são mulheres. Ainda assim, a presença masculina é marcante. A maioria héteros, brancos e cisgêneros, traziam barba no rosto, usavam coque, falavam sobre poliamor e praticavam yoga.

O desconforto de Kristina é compreensível. Apesar das palestras sobre consentimento e a importância de respeitar a vontade alheia, alguns homens dirigiam seus olhares para os corpos das mulheres de maneira possessiva.

Em workshops que envolviam toque físico — ainda que limites fossem traçados — participantes insistiam para romper esses pactos. "Não estou te abraçando, este é — na verdade — um exercício do tantra", ouvi de um deles.

Julia Flores (à esquerda), nossa repórter, participou do evento - Felipe Brêtas - Felipe Brêtas
Julia Flores (à esquerda), nossa repórter, participou do evento Imagem: Felipe Brêtas

Só foi possível experimentar o tesão coletivo ao escolher uma parceira do sexo feminino para realizar oficinas. "Olhe para ela como se fosse uma deusa. Trate-a como algo inalcançável, sinta desejo, dance para ela, honre-a", instigava a facilitadora. E assim foi feito.

A prática da penetração não era estimulada em oficinas nem workshops; só era permitida no "playroom", uma cabana temática formada por folhas de bananeira, luz neon e corpos nus. No ar, o cheiro de incenso. Gemidos e barulhos de tapa contrastavam com o som do forró que vinha do fundo da casa.

"Vá para o playroom mesmo que não faça nada; vá e fique olhando. Ainda que você se ache um estranho no ninho, é importante se habituar. Com o tempo, ficará mais confortável com o ambiente", pregavam os facilitadores. Foi o que fiz. Para tentar entrar no clima, deixei me levar pelo ritmo do forró enquanto, no quarto ao lado, casais transavam. A sintonia com o parceiro de dança não foi das melhores — a energia não bateu. Naquela noite, fui para a cama sozinha.

Penetração energética

Embora não tenha gozado do festival na sua plenitude, a experiência foi positiva. Nunca imaginei participar de uma oficina sobre "penetração energética", em que um grande pênis dourado e imaginário "ocupava" a sala.

Ver tantas mulheres em um só lugar celebrando a própria sexualidade, questionando padrões, se tocando, foi libertador. As palestras e rodas de conversa sobre consentimento também foram importantes — olhar para si mesma e questionar os próprios limites é enriquecedor.

Sem dúvidas, aproximei ainda mais o coração da genitália, como ensinou Lorenzo. "Ano que vem queremos realizar o festival novamente", planeja ele.

_________________________________________________Por que os gatos amassam sua barriga como um travesseiro? - Gizmodo Brasil

São vários motivos que levam o animal a fazer o movimento, desde demonstrar carinho até para anunciar o cio. Entenda

Carolina Fioratti 3 dias atrás

Quem tem um bichano em casa já está acostumado com a situação: quando menos se espera, o animal vai até você e começa a amassar sua barriga ou perna. O pet também pode repetir o movimento em almofadas, travesseiros, na cama ou onde se sentir confortável.

Carinhosamente, alguns tutores dizem que o animal está “fazendo pãozinho” para definir a situação – uma referência ao movimento de “sova” feito por padeiros. Há muitas situações que podem levar o gato a amassar você ou outros objetos. Algumas delas foram listadas pelo portal americano Insider, que buscou veterinários para falarem sobre o assunto. 

O primeiro motivo pode soar como novidade para quem é leigo, já que se refere a um período da vida do gatinho em que nem sempre ele está na casa onde irá viver. Estamos falando de seus primeiros meses, quando o animal está sendo alimentado pela mãe. 

Nessa fase, os filhotes massageiam a barriga das mães para estimular o fluxo de leite. Muitos carregam o comportamento até a vida adulta, como se o gesto trouxesse conforto para eles. Alguns gatos até babam quando amassam, pois ficam na expectativa do leite. 

Outro ponto curioso: estes felinos possuem glândulas odoríferas em suas patas, que expelem cheiros. Então, é comum que os gatos amassem superfícies para demarcar territórios. 

O ato de “fazer pãozinho”, por mais fofo que pareça, também pode remeter a um instinto de proteção antigo. Os ancestrais felinos precisavam revistar as áreas de descanso antes de dormir, e por isso tateavam o território em busca de perigos escondidos. Hoje, os gatos amassam os espaços em busca de conforto para uma soneca tranquila.

E na hora de levantar, o movimento pode se repetir. Os gatos parecem afofar as superfícies para alongar, acordando os músculos e estimulando a circulação. Gatas fêmeas não castradas também podem usar o gesto como forma de mostrar que estão receptivas ao acasalamento. 

Mas o melhor ponto, que vai amaciar até mesmo o ego dos tutores, ficou para o final: os gatos podem fazer pãozinho na sua barriga porque simplesmente gostam de você. 

Da mesma forma que os cães lambem, os felinos massageiam para mostrar que estão confortáveis na sua companhia. Quanto mais feliz o animal estiver, mais forte ele vai amassar. Considere os empurrões um ótimo sinal.

_________________________________________________Ilhabela não é ilha e nem vive só de praia: veja curiosidades sobre o local

Dan Novachi Colaboração para Nossa 03/02/2022 04h00

Com quase 36 mil habitantes, Ilhabela possui mais de 80% de sua área de Mata Atlântica preservada, maré tranquila e condições geográficas tornam o local ideal para mergulhos, kitesurfing e barco a vela.

O destino paradisíaco no litoral norte de São Paulo, porém, reserva muito mais do que algumas das praias mais bonitas do Brasil e também atrai viajantes que buscam aventuras nas alturas e muitas histórias e lendas.

Ilhabela é um arquipélago Vista aérea de Ilhabela Imagem: Christian Felix Möller Somers/Unsplash O que pouca gente sabe é que a ilha é um munícipio arquipélago, um dos únicos do Brasil ao lado de Cairu, na Bahia. Além da porção maior de terra, que consiste no centro da Ilha, a cidade é formada pelas ilhas de Búzios, Vitória e Pescadores, todas habitadas por comunidades locais. E também pelos ilhotes de Cabras, Sumítica, Serraria, Castelhanos, Aves, Galhetas de Fora, Galhetas de Dentro, Lagoa, Figueira, Codó e Prainha, além das lajes Garoupa e Enchovas. Flávia explica que a cidade é considerada um dos melhores destinos de natureza no Brasil. Imagens de satélite de Ilhabela Image... - Veja mais em https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2022/02/03/ilhabela-nao-e-ilha-e-nem-vive-so-de-praia-veja-curiosidades-sobre-o-local.htm?cmpid=copiaecola

_________________________________________________Lenda da NFL, Tom Brady se aposenta após 22 temporadas, segundo mídia americana

Astro ainda não se pronunciou oficialmente, apesar de a própria NFL ter confirmado a aposentadoria. Quarterback afirmou que conversaria com Giselle Bündchen antes de tomar uma decisão
Tom Brady ficará nos Bucs até 2022 Foto: Mark J. Rebilas / USA TODAY Sports
Tom Brady ficará nos Bucs até 2022 Foto: Mark J. Rebilas / USA TODAY Sports

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O quarterback Tom Brady, de 44 anos, que fez história no New England Patriots e defendeu o Tampa Bay Bucaneers nas últimas temporadas, decidiu pela aposentadoria após 22 temporadas. A informação foi divulgada pela ESPN americana e confirmada pela liga profissional de futebol americano, a NFL, que se despediu de sua principal estrela em vários posts em suas redes sociais.

Marido da top model brasileira Giselle Bündchen, o jogador é considerado o maior nome da história da modalidade. Principal campeão da NFL, com sete títulos do Super Bowl, é também o mais velho quarterback a conquistar o troféu, no ano passado, aos 43 anos. Nenhuma franquia em toda a História conseguiu sete vitórias no Super Bowl, como Brady.

A última partida oficial foi a eliminação para o Los Angeles Rams, na semifinal da Conferência Americana, por 30 a 27, semana passada. No entanto, a partida chamou a atenção porque os Rams chegaram a estar vencendo por 27 a 3, mas se viram diante de uma impressionante reação comandada por Brady.

Vale destacar, porém, que Brady ainda não se pronunciou oficialmente. O perfil TB12Sports, marca de wellness do jogador, chegou a publicar um post sobre a sua aposentadoria, mas apagou pouco depois. Já o pai de Tom Brady afirmou que o filho não está aposentado, em entrevista à 'Kron4 News'.

Don Yee, agente do quarterback, afirmou que "Tom será a única pessoa a expressar seus planos com completa precisão. Ele conhece as realidades do calendário de negócios e planejamento do futebol americano melhor que ninguém, então isso deve acontecer em breve".

A carreira de Tom Brady

  • 7 títulos do Super Bowl
  • 3 vezes MVP da NFL
  • 15 vezes indicado para o Pro Bowl
  • 6 vezes indicados com All Pro
  • Mais vitórias na carreira: 243
  • Líder em passes para touchdown: 624
  • Líder em jardas de passe: 85,520

Anteriormente, em entrevista ao podcast “Let’s go”, Brady afirmou que a decisão sobre sua aposentadoria passaria por conversas com a esposa e seus filhos.

— Ela se machuca ao me ver tomar pancadas aqui fora. E ela merece o que precisa de mim como marido, e meus filhos merecem o que precisam de mim como pai. Eu me divirto muito jogando futebol. Eu amo isso. Mas, sem jogar futebol, eu também tenho muita alegria agora, com meus filhos ficando mais velhos e vendo o desenvolvimento e o crescimento deles. Então, tudo isso precisa ser considerado. E será — afirmou Brady.

— Vou passar algum tempo com eles e dar-lhes o que eles precisam, porque eles realmente me deram o que eu preciso nos últimos seis meses para fazer o que eu amo fazer. Eu disse isso há alguns anos, é o que são os relacionamentos. Nem sempre é o que eu quero. É o que queremos como família. E eu vou passar muito tempo com eles e descobrir no futuro o que vem a seguir — completou.

Enquanto Brady expressou desapontamento por ser eliminado da pós-temporada, ele disse que isso significava comer waffles com seus filhos na segunda-feira de manhã, algo que ele não pode fazer na temporada.

Nas redes sociais, Julian Edelman, um dos maiores companheiros de carreira de Brady, se manifestou confirmando a aposentadoria.

_________________________________________________Astrofísicos lançam o maior mapa do universo, que cobre 1/3 do céu - Gizmodo Brasil

O trabalho de mapeamento do universo é feito com espectrógrafos e deve ajudar pesquisadores em novos estudos sobre a energia escura

Carolina Fioratti
Mapa Universo
Imagem: Bryan Goff/Unsplash/Reprodução

Pesquisadores do Departamento de Energia dos EUA estão desenvolvendo um mapa do universo. Não é da Terra. É do universo!

O trabalho, feito a partir do DESI (sigla em inglês para Instrumento Espectroscópico de Energia Escura), começou há sete meses, mas já está trazendo resultados. 

Até agora, os astrofísicos já mapearam um terço do céu –a maior faixa já obtida até hoje. De acordo com um comunicado publicado pelo Berkeley Lab, isto é apenas 10% de todo o estudo, que deve durar cinco anos.

O DESI está instalado no Observatório Nacional Kitt Peak, no Arizona. Para ter uma ideia de sua imensidão, o projeto consiste em vários aparelhos instalados dentro de uma cúpula de 14 andares. Há, no total, 5 mil robôs do tamanho de canetas que permitem que o instrumento colete dados precisos de 5 mil galáxias de uma só vez.

Além disso, o DESI possui vários espectrógrafos, um instrumento astronômico capaz de dispersar a luz estelar, formando um espectro em comprimento de onda. Com essa ferramenta, os pesquisadores conseguem medir o desvio para o vermelho de uma galáxia. Basicamente, quanto mais longe o objeto está da Terra, mais longo é seu comprimento de onda e, consequentemente, o nível de vermelho que apresenta é maior.
Mapa do universo
Mapa do universo obtido por pesquisadores. Cada ponto colorido representa uma galáxia, que por sua vez é composta por centenas de bilhões de estrelas. Imagem: D. Schlegel/Berkeley Lab usando dados do DESI/Reprodução

Com os desvios de vermelho, o DESI poderá observar a profundidade do céu. Isso está dentro de seu objetivo principal, que é medir com precisão a expansão do universo. Ao final de tudo, os cientistas pretendem entender o que é a energia escura, uma forma hipotética de energia que parece constituir 70% do universo e atuar diretamente em sua expansão.

Por enquanto, o mapa do universo registrou cerca de 7,5 milhões de galáxias, mas este número deve chegar a 40 milhões. As observações e o processamento de dados são, em grande parte, automatizados. Isso permite que os cientistas obtenham diariamente dados de aproximadamente 100 mil galáxias. 

O DESI enxerga a mais de 10 bilhões de anos-luz de distância. Ou seja, está capturando a luz emitida por galáxias quando o universo tinha menos da metade de sua idade atual.

A equipe por trás do DESI planeja disponibilizar o primeiro conjunto de dados oficiais em 2023. As informações servirão para que outros cientistas também sigam estudando as galáxias.


_________________________________________________Radical, Chic e Dona de Si: a personagem entrevista a atriz

Cartunista Miguel Paiva, criador da personagem Radical Chic, encarnada há quase 30 anos pela Andrea Beltrão, pôs a personagem para entrevistar a atriz

25 de janeiro de 2022, 20:57 h
www.brasil247.com -
(Foto: Divulgação | Miguel Paiva
Miguel Paiva, criador da Radical Chic, para o 247 - Andrea Beltrão é inegavelmente um sucesso. Mais uma vez. Com a novela da Globo no ar, ela toda semana cria um novo motivo para ter importância. Andrea vem fazendo sucesso há muitos anos. No teatro, no cinema e na televisão. Um desses sucessos foi a série Radical Chic na TV Globo. Miguel Paiva, membro do Jornalistas pela Democracia e do 247, era o criador do personagem nos quadrinhos e na TV. Naquela época, as mulheres tinham pouco espaço para falar. A Radical falou bastante por elas e Andrea na TV foi uma dessas vozes. O que mudou de lá pra cá. Radical sai do seu refúgio pós-hippie de Mauá para entrevistar Andrea. Aproveitem.

A entrevista

Radical

Andrea, antes de tudo é um prazer quase sexual te encontrar depois de tantos anos. Estamos mais velhas, mas não menos fogosas, bem cuidadas e radicais. Você acha que está melhor hoje? 

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Andrea Beltrão

Radical, minha querida, estamos muito bem. Algumas coisas fazem falta, uma boa dose de colágeno, outras abundam, como os fios brancos. Mas na soma geral continuamos radicais, sem abrir mão de viver bem até a última gota.

Radical

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Fazer sucesso depois dos 50 anos é uma consequência natural depois de tantos sucessos passados? 

Andrea Beltrão

Não, matamos um leão por dia. Nada é garantia de sucesso. E um bom fracasso também é provocador de vez em quando. 

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Radical

O que a Andrea de hoje, empoderada e liberada aos 58 anos, diria àquela pré-balzaca do fim dos anos 1980, início dos anos 1990, que eu sou? Ou era? Aliás: quem diria que naqueles tempos a gente ia usar a expressão "empoderada" para definir uma mulher? 

Andrea Beltrão

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Gosto mais da ideia de mulher livre, prefiro a palavra liberdade. Mas sei que o empoderamento é o termo da hora, importante. Só não curto muito a palavra ‘’poder”. O poder tem um cheiro de papel picado... Radical, sejamos livres. 

Radical

O corpo da gente está mais ligado ao espelho ou à cabeça.

Andrea Beltrão

Depende do dia. 

Radical

Eu, quando estava no auge fotografei nua para a Playboy. Hoje, você com a sua idade gravou nua para a novela. O corpo nu é uma coisa natural? 

Andrea Beltrão

O corpo nu é lindo quando mostrado com seus mistérios, suas curvas, sem vulgaridade. Mas não tenho nada contra a vulgaridade, só não me excita. Prefiro descobrir o que não está exposto, o que é insinuado. 

Radical

Sexo é bom e você gosta? 

Andrea Beltrão

Opa. Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do... 

Radical

O Brasil se transformou num país hostil aos pobres, aos trabalhadores, às minorias, aos artistas e às mulheres. Como mudar isso? 

Andrea Beltrão

Minha maior esperança é viver num Brasil sem fome, com educação de excelência para todos, saúde, Viva o SUS, trabalho, oportunidades para todo mundo, respeito e tolerância. 

Radical

Na nossa época áurea as questões femininas estavam começando a ser discutidas. O que mudou hoje? 

Andrea Beltrão

Hoje não são mais questões que discutimos. Esse é O assunto de todas nós e de todos os homens interessantes. 

Radical

Vivi numa época em que os homens eram mais seguros de si, o universo era masculino. Os homens de hoje mudaram? São mais sensíveis? E deixaram de ser "machos" por isso? 

Andrea Beltrão

A ideia de “macho” é medieval. Gosto é de gente com coragem pra ser o que é. 

Radical

Eu não tive filhos, escolha própria. Vida de personagem é complicada. Você teve. Em que país você gostaria que seus filhos vivessem? 

Andrea Beltrão

No Brasil. 

Radical

Apesar de já ter sido personagem vinda dos quadrinhos você é essencialmente uma atriz de teatro. Como está sendo sobreviver de teatro nos dias de hoje? 

Andrea Beltrão

Ninguém sobrevive de teatro neste momento. O teatro está, por enquanto, paralisado. Mas estamos aí, em breve os teatros estarão abertos. O teatro existe há milênios, nós precisamos do teatro. A vida não basta. 

Radical

As mulheres até que conseguiram um lugar de fala mais evidente. Qual é o lugar do homem hoje? Lugar de escuta? 

Andrea Beltrão

O diálogo é a coisa mais importante. Ouvir, escutar. Essa é a graça. Uma conversa onde só um fala é uma coisa meio chata, não? 

Radical

Meu corpinho ainda está inteiro. Vejo que o seu também. Algum segredo ou basta desencanar? 

Andrea Beltrão

Muita luta, querida. Ginástica. 

Radical

Eu, que saí dos jornais para as revistas e de lá para a TV, daria uma série hoje? No streaming? Ou fui ultrapassada pelos modelos femininos de hoje?

Andrea Beltrão

Você nunca saiu de moda. 

Radical

Saudades de algum período da vida passada? 

Andrea Beltrão

Às vezes sim, uma nostalgia de alguns momentos. Mas passa rápido.

Radical

Projetos daqui pra frente? 

Andrea Beltrão

Fazer teatro. 

Radical

Vamos ter que conviver com a Covid como convivemos com a gripe? 

Andrea Beltrão

Leio todos os jornais e acredito piamente nos cientistas. Eles dizem que sim... 

Radical

O que você diria a um negacionista? 

Andrea Beltrão

Por favor, não chateia e toma a sua vacina, numa boa. 

Radical

As mulheres continuam em desvantagem neste mundo? 

Andrea Beltrão

Sim, ainda. Mas olha que beleza está acontecendo no Chile agora. Mais da metade dos ministérios chilenos serão comandados por mulheres. E que mulheres interessantes. Fiquei muito animada, nosso vizinho dando um show. 

Radical

Eu sempre achei que nós mulheres, o dia que conquistarmos de fato pelo menos a metade do poder vamos mudar o mundo. Nosso jeito de ver as coisas é diferente? Você não acha? 

Andrea Beltrão

Vamos mudar o mundo todos juntos. Vai ser mais divertido. Não gosto do clube da Luluzinha. Nem do Bolinha. 

Radical

O Brasil é mulher? 

Andrea Beltrão

Deus é mulher. E se Deus é brasileiro, ele é mais mulher ainda. Uma mulher alegre, feliz, livre. Que dança. Sorte a dele. 






_________________________________________________2024 ou 2025?

FUDÊU-FUDÊU-FUDÊU-FUDÊU-FUDÊU-FUDÊU: servidores querem DERRUBADA do VETO de BolsoBosta que CORTOU R$ 1 BI-LHÃO do INSS: 'Vai faltar até papel higiênico'

— Precisava era de INVESTIMENTO no INSS para dar conta desse CAOS, com FILA de 1,8 MILHÃO de PEDIDOS 

Categoria afirma que funcionamento da instituição, que tem 1,8 milhão de pessoas esperando por benefícios, pode piorar com decisão de Bolsonaro

Fernanda Trisotto e Bruno Góes 25/01/2022

Principal corte do INSS foi na administração, que perdeu R$ 709,9 milhões Foto: Divulgação
Principal corte do INSS foi na administração, que perdeu R$ 709,9 milhões

BRASÍLIA — O corte de quase R$ 1 bilhão no orçamento do INSS deve afetar ainda mais o atendimento à população, alertam servidores do órgão, que reclamam do sucateamento das agências.

Para tentar reverter a situação, a categoria planeja pressionar os parlamentares para derrubarem o veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) ou recomporem o orçamento do órgão.

Com menos verbas para pagar despesas gerais e investir em processamento de dados e a quantidade de servidores diminuindo, o temor é pela paralisia nas atividades do INSS, com potencial para ampliar a fila de espera pela concessão de benefícios, que já é de 1,8 milhão de pessoas.

O INSS perdeu R$ 988 milhões, distribuídos em quatro áreas. A maior redução foi nos recursos para administração nacional, que minguaram em R$ 709,8 milhões.

Os serviços de processamento de dados perderam R$ 180,6 milhões. Outros R$ 94,1 milhões foram retirados de um projeto de melhoria contínua e R$ 3,4 milhões da área de reconhecimento de direitos de benefícios previdenciários.

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator setorial da Previdência no Orçamento, disse que vai analisar o veto do presidente Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o corte não foi proposto por ele em seu relatório.

— Sabendo das filas do INSS e da situação dos aposentados e daqueles que precisam se aposentar, não realizei cortes para administração de unidades do INSS — disse o senador, que completou: — [O corte] foi uma decisão política do governo federal.

'Vai faltar até papel higiênico'

O vice-presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasp), Paulo César Régis, diz que o corte orçamentário vai afetar o funcionamento das agências, o que é agravado pela falta de servidores.

— Com esse corte vamos ter problemas de manutenção das agências, vai faltar de papel higiênico até o computador, além problemas nos estados e vamos continuar com os problemas de represamento de pedidos. E se não tem servidor para conceder aposentadoria, não tem o que fazer. É o pior corte que o governo pode fazer – lamenta.

Régis critica a falta de reposição de servidores do INSS. Dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), do Ministério da Economia, mostram que o número de servidores na ativa do instituto encolheu 37,7% em dez anos. Em 2012, havia 36.417 servidores do INSS na ativa, número que minguou para 22.676 no ano passado.

Possível impacto nos serviços ao cidadão

Para Viviane Peres, secretária de Políticas Sociais da diretoria colegiada da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde Trabalho e Previdência Social (Fenasps), a situação é preocupante:

— O impacto no funcionamento das agências vai ser extremamente relevante e avaliamos a possibilidade de não conseguir manter o funcionamento das agências. Temos contratos com empresas terceirizadas, que é pessoal da limpeza e vigilância. Sem esses profissionais, principalmente de limpeza nesse momento da pandemia, é impossível manter o atendimento.

Além da restrição no atendimento presencial, Viviane alerta para problemas de sucateamento enfrentados pelo INSS, como equipamentos e computadores antigos e problemas de conectividade, com internet em baixa velocidade.

— Precisava era de investimento no INSS para dar conta desse caos, com fila de 1,8 milhão de pedidos – pondera.

A Federação deve publicar nota pública ainda nesta terça-feira, alertando para os riscos do corte, e vai trabalhar com a sensibilização de parlamentares para tentar reverter a situação.

_________________________________________________Opinião: Econoweek - Yolanda Fordelone - BBB 22: é possível viver de renda com o dinheiro do prêmio?

Conteúdo exclusivo para assinantes
Yolanda Fordelone

25/01/2022 04h00

Depois de muita polêmica de quem entra e quem não vai, começou o BBB 2022. Os personagens mudam de um ano para outro, mas o que se mantém é o prêmio. Aliás, desde 2010.

Há 12 anos, o valor do prêmio segue em R$ 1,5 milhão. A coluna traz abaixo quanto deveria ser o prêmio atual, corrigido pela inflação, além de algumas simulações de investimento.

Open banking vem aí: 2022 deve trazer novidades no mundo das finanças

O prêmio de R$ 1,5 milhão muda a vida de muita gente, mas poderia render mais caso tivesse acompanhado a inflação das últimas décadas. Segundo a calculadora de correção de valores do Banco Central, a inflação oficial medida pelo IPCA corrige a quantia para R$ 3.040.772,25.

Já a inflação do aluguel, medida pelo IGP-M, eleva ainda mais o valor: R$ 4.082.783,85.

Você se lembra do Kleber Bambam? Em 2002, na primeira edição do BBB, ele levou o prêmio de R$ 500 mil. Pela inflação oficial desde 2002, o valor deveria estar bem próximo desses R$ 1,5 milhão que são oferecidos atualmente (R$ 1.688.173,15).

Pela inflação do aluguel, que sempre acaba sendo maior que o IPCA, a história é outra. O prêmio do BBB 22 deveria estar em R$ 2.546.661,55.

Quanto rende o prêmio do BBB?

Triste realidade, mas nem tanto assim, porque o R$ 1,5 milhão é um belo dinheiro. Se investido, poderia dar uma boa condição de vida ao ganhador.

Atualmente, o mercado oferece CDBs que pagam até 14% ao ano. Nesse investimento, a pessoa empresta dinheiro ao banco. Daqui alguns anos, recebe de volta a aplicação junto com juros.

Neste CDB, o R$ 1,5 milhão mais que dobraria de valor se investido até 2027, ou seja, por cinco anos.

No Tesouro Direto, seria possível obter uma renda semestral de R$ 35 mil (pouco menos de R$ 6 mil por mês) no Tesouro IPCA ou de R$ 60 mil semestrais (R$ 10 mil por mês) no Tesouro Prefixado.

É uma boa condição de vida em um país em que 90% das pessoas ganham menos de R$ 3.500 por mês, mas se mal administrado o dinheiro acaba.

O que você faria se ganhasse R$ 1,5 milhão? Eu faria um curso de teatro para continuar ganhando dinheiro na televisão.

Você pode contar qual seria o destino do seu dinheiro aqui nos comentários ou nas nossas redes sociais (Instagram e YouTube).

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Ela faz, sozinha, trilhas pelo Brasil e elege as três mais desafiadoras

Daiana Antonio da Silva  nos cânions de Santa Catarina - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva nos cânions de Santa Catarina Imagem: Arquivo pessoal

Marcel Vincenti

Colaboração com Nossa

24/01/2022 04h00

Antes de virar tendência entre muitas pessoas na pandemia, isolar-se no meio do mato já fazia parte do estilo de vida da engenheira mato-grossense Daiana Antonio da Silva (@daieletrica). Há anos, ela descobriu o prazer de realizar, sozinha, trilhas na natureza. E, até hoje, já fez diversas caminhadas solitárias em áreas selvagens do Brasil e do exterior.

"Trilhas com grandes grupos de pessoas fazem com que o contato com a natureza não seja tão profundo. A gente acaba conversando muito no percurso e diversas coisas passam despercebidas", diz.

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Quando estou sozinha, minha concentração aumenta. Consigo prestar mais atenção aos detalhes das paisagens ao meu redor. A conexão com a natureza é total".

Hoje com 34 anos, Daiana já fez, só, aproximadamente 20 trekkings, em lugares paradisíacos como os Alpes suíços e a Noruega.

Porém, mesmo tendo viajado por vários lugares do mundo, ela ressalta que três das trilhas mais especiais que encarou sozinha estão no Brasil: as caminhadas através da serra da Canastra (em Minas Gerais), por cânions no sul do país e o percurso que percorre grande parte das praias de Ilha Grande (RJ).

Na serra da Canastra, ela fez um percurso de cinco dias, acampando no meio do caminho. E o isolamento lhe deu a oportunidade de contemplar a rica natureza da região com toda a calma do mundo, sem distrações causadas por outras pessoas.

Me encantou estar perto do São Francisco, um rio tão importante para o Nordeste. E foi inesperado cruzar com um veado-campeiro, um bicho totalmente selvagem no meio da natureza. Foi incrível me deparar com um animal assim em seu habitat".

Daiana Antonio da Silva na Serra da Canastra - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva na Serra da Canastra Imagem: Arquivo pessoal

Ela também entrou em contato com horizontes grandiosos durante seu trajeto pelo sul do Brasil, onde acampou em áreas cercada por natureza e passou por paisagens como o cânion do Funil e o mirante da serra do rio do Rastro, em Santa Catarina.

"Foram aproximadamente 38 quilômetros atravessados. Um dos momentos altos foi, sem dúvida, o nascer do sol no cânion do Funil.

Eu estava lá completamente sozinha, vendo o sol alaranjado surgir sobre o cânion e ouvindo o som dos passarinhos e o barulho do vento. Foi uma experiência inesquecível".

Daiana Antonio da Silva  nos cânions de Santa Catarina - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva nos cânions de Santa Catarina Imagem: Arquivo pessoal

Já no litoral fluminense, a mato-grossense enfrentou, só, um desafiador percurso que visita grande parte das praias de Ilha Grande. Ela passou cinco dias caminhando pela ilha, cobrindo uma extensão de cerca de 80 quilômetros e dormindo em áreas de camping.

O trajeto tem trechos cansativos no meio da mata Atlântica, mas recompensa os viajantes com paisagens belíssimas.

Daiana Antonio da Silva em Ilha Grande - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva em Ilha Grande Imagem: Arquivo pessoal

"Esta é uma das trilhas mais lindas que já fiz na vida. No meio do caminho, eu parava nas praias e mergulhava no mar com snorkel, onde curtia uma vida marinha abundante, com tartarugas e peixes coloridos. Também dá para visitar um mirante que oferece vista incrível para a praia do Aventureiro. E, quando o sol estava a pino, passei pela praia do Caxadaço, com a água com uma cor que eu nunca tinha visto na vida".

Preparada para a natureza

Quando sai de casa para fazer uma longa trilha sozinha (hoje ela mora no Rio de Janeiro), Daiana sempre está preparada para fazer uma imersão na natureza da maneira mais eficiente possível.

Em seu mochilão, ela frequentemente carrega barraca de camping, saco de dormir, comida que não precisa de refrigeração, fogareiro e panela para preparar refeições no meio do mato, além de roupas impermeáveis.

A mochila de Daiana Antonio da Silva em Ilha Grande - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
A mochila de Daiana Antonio da Silva em Ilha Grande Imagem: Arquivo pessoal

Também entram na lista outros itens básicos para qualquer trilheiro, como calçados especiais para caminhadas em terrenos acidentados, chapéu, bastões de caminhada, óculos de sol, protetor solar e repelente.

E itens de segurança são fundamentais: durante uma trilha solitária, qualquer acidente pode ter graves consequências, pois Daiana fica constantemente a quilômetros de distância de outras pessoas.

"Sempre carrego um kit de primeiros socorros, com remédios, tala, bandagem e outros itens que podem me ajudar em algum acidente. Também dependo muito do meu celular para a minha navegação. Então, sempre levo bateria extra", explica.

E é preciso estar atento a todo momento na trilha. Enquanto caminho, não posso me distrair tirando fotos. É perigoso tropeçar e cair em algum precipício. Fico alerta, pois sei que, sozinha, só posso contar comigo mesma".

Daiana Antonio da Silva recomenda cuidados básicos para quem quer começar a trilhar - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva recomenda cuidados básicos para quem quer começar a trilhar Imagem: Arquivo pessoal

Além disso, a viajante utiliza perneiras, que a protegem de possíveis picadas de cobras.

Daiana conta que nunca teve um acidente sério em seus trekkings, mas afirma já ter passado por perrengues.

"Durante a trilha em Ilha Grande, acabei me deparando com várias cobras. Tomei um susto bem grande quando pisei muito perto de uma delas. E, na travessia dos cânions de Santa Catarina, peguei um trecho com muita cerração. Não conseguia ver nada e perdi a capacidade de me direcionar".

A mato-grossense, porém, costuma se sentir segura nas trilhas que faz. E, mesmo curtindo ficar sozinha, ela nunca está fechada para interagir com outros trilheiros com os quais se depara em suas andanças.

Ela conta que já fez amizade com pessoas que conheceu no meio das trilhas - e com as quais resolveu percorrer parte dos trajetos.

Daiana Antonio da Silva  nos cânions de Santa Catarina - Arquivo pessoal

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Daiana Antonio da Silva nos cânions de Santa Catarina

Arquivo pessoal

Daiana Antonio da Silva  nos cânions de Santa Catarina - Arquivo pessoal

Daiana Antonio da Silva na Serra da Canastra

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Dicas para trilheiros solitários

Segundo Daiana, a pessoa com vontade de fazer trilhas solitárias deve tomar alguns cuidados para diminuir a possibilidade de percalços na viagem.

As travessias começam com planejamento. É importante comprar um kit de primeiros socorros, baixar mapas, traçar a rota, ver o desnível topográfico do caminho, calcular a quilometragem diária que será percorrida, descobrir onde são os pontos de coleta de água e analisar o histórico da previsão do tempo para o período em que você pretende fazer a trilha, além de estimar a quantidade de comida e os equipamentos que deverão estar na mochila.

Daiana Antonio da Silva na Serra da Canastra - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Daiana Antonio da Silva na Serra da Canastra Imagem: Arquivo pessoal

"Dependendo da extensão da trilha, leve pilhas extras [para fazer funcionar, por exemplo, lanternas] e um power bank para recarregar o celular. E, logicamente, é importante estar com o físico e a mente preparados para a empreitada".

Daiana diz que, para ela, o maior problema de fazer a trilha sozinha sendo mulher é a questão de segurança em relação às pessoas.

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_________________________________________________Ator detalha beijo grego com Eric Dane em 'Euphoria': 'Sonho realizado'

Ator posou com Eric Dane após cena íntima em "Euphoria" - Twitter
Ator posou com Eric Dane após cena íntima em 'Euphoria' Imagem: Twitter

Daniel Palomares De Splash, em São Paulo 24/01/2022 04h00

Depois de exibir diversas cenas de nu frontal masculino em seu primeiro episódio, "Euphoria" chamou atenção mais uma vez, agora por um beijo grego exibido nos primeiros minutos de seu segundo episódio.

Eric Dane, galã conhecido como o Dr. Mark Sloan de "Grey's Anatomy", é visto praticando o ato com um rapaz misterioso e o ator responsável por gravar a cena foi ao Twitter dar mais detalhes sobre sua experiência.

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Sonho realizado de estar nessa série incrível, com um diretor incrível e vários atores multi-talentosos. E ainda consegui gravar uma cena de sexo com um crush da infância e uma inspiração para mim!

festejou Christin Byrdsong no Twitter

Conversando com fãs, Christin deu mais detalhes sobre a gravação da cena e o contato com Eric por trás das câmeras. "Ele é muito profissional e tranquilo. Eu era obcecado por ele na infância. Ele é um cara muito legal", contou.

Para a realização da cena íntima, Christin contou com a ajuda da coach de intimidade Amanda Blumenthal, entrevistada por Splash em novembro.

"Garantimos que o consentimento e os limites dos atores estejam sendo respeitados e que ninguém esteja sendo pressionado ou coagido a fazer ou mostrar mais do que concordou. Todos os atos sexuais que vemos na câmera são simulados. Os atores não são autorizados a performar nenhum ato sexual de verdade em cena", esclareceu a coach.

Tudo é totalmente falso. Uma peça foi construída para estar entre minhas nádegas e o rosto dele. Foi tranquilo e um marco para mim.

"Quando estava no set e fiquei na posição (de quatro), me perguntaram se eu estava confortável. Eu disse 'sonhos realmente se realizam'. O set inteiro morreu de rir!", brincou o ator.

_________________________________________________CAINDO NAS GARRAS DE SATANÁS: Morre o guru bolsonarista, o astrólogo e ANALFABETO FUNCIONAL, Olavo de Carvalho, aos 74 anos

O escritor e influenciador bolsonarista Olavo de Carvalho Foto: Vivi Zanatta / Agência O Globo
O escritor e influenciador bolsonarista Olavo de Carvalho Foto: Vivi Zanatta / Agência O Globo
"DEUS", se existisse, JAMAIS perdoaria esse ímpio MALÍGNO que veio à Terra unicamente para espalhar o ÓDIO, a MENTIRA e as TREVAS.

Olavo de Carvalho foi diagnosticado com Covid-19 em 16 de janeiro. Oficialmente, porém, a causa da morte ainda não foi divulgada.



Presidente Bolsonaro lamentou o falecimento. Escritor havia sido diagnosticado com Covid-19 no dia 16 de janeiro, mas causa oficial da morte ainda não foi divulgada

VIRGÍNIA, EUA - O escritor bolsonarista Olavo de Carvalho faleceu, aos 74 anos, na noite de 24 de janeiro. A notícia da morte foi comunicada pela família nas redes sociais do autor. Segundo a postagem no Twitter, o guru da família Bolsonaro estava hospitalizado na região de Richmond, no estado da Virgínia (EUA).

Olavo de Carvalho foi diagnosticado com Covid-19 em 16 de janeiro. Oficialmente, porém, a causa da morte ainda não foi divulgada.

Em seu perfil, também no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro lamentou a morte: "Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país, o Filósofo e Professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre", escreveu.

Internação e vinda ao Brasil

Em julho do ano passado, o escritor - ferrenho crítico às universidades públicas brasileiras - havia sido internado às pressas no Instituto do Coração, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), em São Paulo.

Naquela ocasião, foi submetido a uma cirurgia renal (um mês antes, Olavo tinha operado um câncer na bexiga, nos EUA). Depois de receber alta, teve novas complicações e passou mais de quatro meses internado na clínica Saint Marie, na Zona Sul da capital paulista.

No dia 9 de novembro, ainda internado, Olavo recebeu uma intimação para depor no inquérito sobre a existência de milícias digitais. No dia seguinte, ele fugiu da clínica e, no dia 13 de novembro, voltou para os Estados Unidos.

Olavo de Carvalho, que nasceu em Campinas, interior de SP, em 1947, era cardiopata e portador da Doença de Lyme, infecção transmitida por carrapatos. Autointitulado professor de filosofia e apoiador do conservadorismo, o escritor deixa a esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos.

Repercussão

Pelas redes, políticos e admiradores do escritor lamentaram a morte. Além do presidente Bolsonaro, seus filhos Carlos e Eduardo publicaram condolências à família. O deputado Eduardo, ex-aluno de Olavo, afirmou que "seus livros, vídeos e ensinamentos permanecerão por muito tempo". Carlos Bolsonaro cita o "legado" deixado pelo guru bolsonarista.

Heloisa de Carvalho, filha do guru bolsonarista, rompida com o pai, repercutiu a morte e declarou: "Que Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu".

_________________________________________________Taise Spolti - Você se sente sempre cansado? Entenda o que pode estar acontecendo

Colunista do UOL 23/01/2022 04h00

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Uma das maiores reclamações, e mais frequentes, que eu recebo é quanto à disposição do dia a dia. O cansaço físico e emocional está sempre na lista de reclamações, sejam de mulheres com rotinas intensas de mãe, lar e home office, sejam de pais com rotina de trabalho em escritórios, homens jovens, mulheres de meia-idade, não importa. Hoje em dia nossa rotina e demandas estão intensas, e acabam afetando diretamente nossa energia.

O cansaço físico está diretamente relacionado às respostas que nosso organismo está enfrentando e combatendo a todo momento. Para que nosso corpo permaneça vivo, ele está constantemente combatendo agentes patológicos, e entenda, agentes patológicos são todos e quaisquer agentes que causem danos ao nosso organismo e sistemas.

Eles podem ser alergênicos, vindo de fontes alimentares, cremes, sintéticos, medicamentos, ou podem vir de infecções, contato com agentes tóxicos, poluição do ar, processos inflamatórios provenientes de inúmeros fatores, passando desde a idade, consumo alimentar e condições higiênicas.

Imagine, tudo que tem perto de você, neste exato momento, possui uma interação direta com seu organismo. Essa relação molda como seu corpo vive e sobrevive diariamente, fazendo modulações genética e metabólica.

Esse resumo é parte do que acontece internamente com o corpo e os motivos pelos quais ele nunca está descansando. Quando dormimos, apenas uma parte do corpo 'desliga', pois no mais, tudo está a todo vapor fazendo reparos celulares e de danos, e isso tudo é muito cansativo.

Já é algo previsto pela natureza, a longevidade é dependente desse reparo celular e danos, e quanto mais danoso for nosso estilo de vida, mais reparos teremos que fazer, e quanto mais reparos fizermos, mais acelerado é nosso processo de morte celular programada, afinal, tal organismo com muito dano a ser reparado pode ser o mesmo organismo que não oferece as melhores condições de reparo ideal: alimentação adequada, nutrientes equilibrados, sono reparador, hidratação, estímulos físicos através da atividade e exercícios físicos regulares, etc.

Imagine, agora, um organismo que está constantemente reparando danos de um indivíduo que ataca constantemente seus sistemas com alimentação inadequada, rica em ultraprocessados, conservantes e aditivos químicos que ficam no organismo sem ser metabolizado, se acumulando entre células e causando inflamações, ou então que abusa do álcool, do cigarro, da poluição, não oferece a hidratação adequada que o corpo necessita, possui uma péssima qualidade de sono e abusa de drogas como medicamentos sem prescrição, imaginou?

Pois esse corpo, mesmo com toda cafeína, adrenalina e pique diário para ter mais energia, estará sempre cansado, com maior probabilidade de apatia, desânimo, e também com maior risco de ansiedade e depressão. Esse cansaço não vai embora mesmo com muitas horas de sono, xícaras de café e energéticos.

Espero que tenha entendido o motivo real do cansaço crônico. E isso se dá também para pessoas que possuem uma rotina muito intensa de trabalho mental, como gamers, CEOs, investidores, pessoas que leem ou estudam muito, realizam muitas pesquisas e reuniões.

O trabalho mental equivale ao mesmo tempo de atividade física, ou seja, o cansaço mental é igualmente e proporcional ao cansaço físico, e sabemos que muitas vezes é exatamente este publico que abusa de substâncias químicas para manter o ritmo.

Então afinal, o que é necessário fazer para diminuir esse cansaço que nunca passa?

A resposta seria: reduzir as inflamações e infecções. Isso por si só já reduziria a maior parte do seu cansaço justamente por que deixará seu organismo livre e não sobrecarregado.

Ele conseguirá realizar as tarefas naturalmente programadas para cada célula e sistema do corpo de forma integra e regular, sem precisar promover uma sinalização inflamatória para que o corpo produza novas células de combate. Evitar, então, processos inflamatórios desnecessários é o que você deve fazer.
Tenha um sono reparador - iStock - iStock
Tenha um sono reparador Imagem: iStock
1. Reduza alimentos inflamatórios: ultraprocessados, cheios de aditivos químicos, aromatizantes e sintéticos.

2. Reduza o consumo e a frequência de consumo de alimentos com maior potencial alergênico: leite e glúten entram nessa lista, mas para indivíduos com intolerância e alergia, o ideal é reduzir o consumo especificamente daquele grupo alimentar, que pode incluir ovos, castanhas, amendoim, soja. Contudo, é importante buscar ajuda médica para investigar possíveis restrições alimentares.

3. Se mantenha hidratado: essa hidratação pode vir de alimentos ricos em água como frutas, mas também de água pura, filtrada, que vai lhe proporcionar maior eliminação de toxinas através da urina e suor, mantendo seu equilibrio hídrico.

4. Faça exercícios regulares: eles promovem naturalmente um reforço na resposta inflamatória aguda. Você treina para melhorar sua resposta imune, assim como a saúde do coração, músculos, articulações, pulmões, e isso também vai afetar positivamente a circulação sanguínea e manutenção dos nutrientes que chegam em cada célula do seu corpo.

5. Durma! Priorize a qualidade do sono. Sem um sono reparador, uma bola de neve de problemas hormonais e metabólicos vai acontecer no corpo, e não tem rotina de exercícios ou alimentação saudável que consiga reparar tais danos. O sono é a base da boa saúde.

6. Não abuse de substâncias energéticas: café, chimarrão, chás para energia, energéticos sintéticos ou naturais, podem fazer o efeito oposto, que chamamos de rebote, ou seja, levam o corpo a um estado de esgotamento físico e mental ao invés de promover energia.

Se isso está acontecendo, reduza o consumo de todos energéticos que consome e volte para a qualidade do sono, assim que você regular seu sono e as inflamações, sua energia vai melhorar e regular.

Não se esqueça de que todas as dicas são para casos iniciais e crônicos de cansaço físico e mental, mas em casos mais graves pode estar acontecendo uma fadiga adrenal e, para isso, é necessário uma investigação com clínico, médico do esporte ou endocrinologista. E, por fim, as ações de melhora são individuais.




_________________________________________________As infecções resistentes a antibióticos que matam milhões

Os antibióticos podem não funcionar mais porque as bactérias que eles deveriam matar estão se tornando resistentes - Getty Images
Os antibióticos podem não funcionar mais porque as bactérias que eles deveriam matar estão se tornando resistentes Imagem: Getty Images

Philippa Roxby - Repórter de Saúde, BBC News

20/01/2022 12h00

Mais de 1,2 milhão de pessoas morreram em todo o mundo em 2019 por infecções causadas por bactérias resistentes a antibióticos, de acordo com o maior estudo sobre o assunto realizado até hoje.

Este número é maior do que o total de mortes por malária ou Aids a cada ano.

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Os países mais pobres são os mais afetados, mas a resistência antimicrobiana ameaça a saúde de todos, diz o relatório.

O investimento urgente em novos medicamentos e o uso mais sensato dos atuais são as recomendações contra isso.

O uso excessivo de antibióticos nos últimos anos para combater infecções triviais significa que eles estão se tornando menos eficazes contra infecções graves.

As pessoas estão morrendo de infecções comuns, anteriormente tratáveis, porque as bactérias que as causam se tornaram resistentes ao tratamento.

As autoridades de saúde do Reino Unido alertaram recentemente que a resistência antimicrobiana era uma "pandemia oculta" que poderia surgir na sequência da covid-19, a menos que os antibióticos sejam receitados com responsabilidade.

Particularmente mortal

A estimativa de mortes globais por resistência antimicrobiana, publicada na revista científica The Lancet, é baseada em uma análise de 204 países, feita por uma equipe de pesquisadores internacionais, liderada pela Universidade de Washington, nos EUA.

Eles calculam que até cinco milhões de pessoas morreram em 2019 por doenças nas quais a resistência antimicrobiana desempenhou algum papel além das 1,2 milhão de mortes que causou diretamente.

No mesmo ano, acredita-se que a Aids tenha provocado 860 mil mortes, e a malária, 640 mil.

A maioria das mortes por resistência antimicrobiana foi causada por infecções do trato respiratório inferior, como pneumonia, e infecções da corrente sanguínea, que podem levar à sepse.

A MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) foi particularmente mortal, enquanto a E. coli e várias outras bactérias também foram associadas a altos níveis de resistência a medicamentos.

Com base em prontuários de pacientes de hospitais, estudos e outras fontes de dados, os pesquisadores dizem que as crianças pequenas correm mais risco cerca de uma em cada cinco mortes relacionadas à resistência antimicrobiana são de menores de cinco anos.

Estima-se que as mortes por resistência antimicrobiana foram:

- Mais altas na África Subsaariana e no Sul da Ásia, com 24 mortes para cada 100 mil pessoas.

- Mais baixas em países de alta renda, uma média de 13 para cada 100 mil pessoas.

O professor Chris Murray, do Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde da Universidade de Washington, disse que os novos dados revelaram a verdadeira dimensão da resistência antimicrobiana em todo o mundo e foi um sinal claro de que uma ação imediata é necessária "se quisermos ficar à frente na corrida contra a resistência antimicrobiana".

Outros especialistas dizem que um melhor monitoramento dos níveis de resistência em diferentes países e regiões é essencial.

Ramanan Laxminarayan, do Centro de Dinâmica, Economia e Política de Doenças, em Washington DC (EUA), afirma que os gastos globais para combater a resistência antimicrobiana precisam subir para níveis observados no caso de outras doenças.

"Os gastos precisam ser direcionados para a prevenção de infecções em primeiro lugar, garantindo que os antibióticos existentes sejam usados de forma adequada e criteriosa e para trazer novos antibióticos ao mercado", avalia.

Segundo ele, parte do mundo enfrentou o desafio do acesso precário a antibióticos eficazes e com preços acessíveis e isso precisa ser levado a sério por líderes políticos e de saúde em todos os lugares.

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Beber água de forma errada prejudica a saúde; veja o que não fazer

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Marcelo Testoni Colaboração para VivaBem 20/01/2022 04h00

Beber água é importante e faz muito bem à saúde. Além de nos hidratar, o líquido, tratado, sem cor nem gosto nem cheiro, regula a temperatura corpórea, ajuda a transportar oxigênio e absorver nutrientes, mantém e melhora o funcionamento de órgãos e articulações.

Mas, é preciso saber consumi-lo do jeito certo. Do contrário, em vez de benefícios, podem é aparecer problemas no organismo. A seguir, uma lista médica do que é preciso tomar cuidado:

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Água gelada - iStock - iStock
Beber água extremamente geladaImagem: iStock

Pode ser refrescante tomá-la sob mais de 30ºC, mas, com o corpo superquente, há risco de choque térmico no sistema digestivo, que é sentido com espasmos dolorosos no esôfago e paragem momentânea do funcionamento do estômago.

Quem é hipersensível pode ter redução de batimentos, queda de pressão, tontura e mal-estar. Água gelada ainda pode cursar com sensibilidade nos dentes e facilitar e piorar quadros de rouquidão, amigdalite e faringite.

Beber água mal armazenada

Água mantida em garrafas já abertas, levadas à boca e esquecidas por mais de três horas dentro de carro ou mesa do trabalho, não é segura. Há risco de contaminação por bactérias e crescimento de algas e fungos quando exposta a calor e luz solar.

Por isso, também não tome nem compre água de procedência duvidosa. Escolha embalagens de marcas conhecidas e livres de BPA (bisfenol-A), composto tóxico usado em plásticos e identificado pelos números 3 e 7.

Cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo (AM) - Lula Sampaio/UOL - Lula Sampaio/UOL
Imagem: Lula Sampaio/UOL
Beber água diretamente de rios

É tentador se deparar com uma cachoeira ou riacho no meio de uma trilha na mata, mas, embora essa água possa parecer muito limpa e até cristalina, não é recomendável bebê-la. O motivo? Como não é tratada, você pode se contaminar por dejetos, substâncias químicas, microrganismos e sofrer desde vômitos e diarreias a outras complicações mais sérias, como hepatite, febre tifoide e infecções por vermes que afetam músculos, cérebro e outros tecidos.

Água saborizada - iStock - iStock
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Beber água 'saborizada' passadaImagem: iStock

Tem gente que para conferir sabor à água adiciona pedaços crus de frutas, especiarias e legumes. Até aí legal, pois essas receitas até ajudam a estimular o consumo do líquido e obter nutrientes. O lado ruim é que, sem cuidados, facilitam contaminações e intoxicações alimentares leves. Por isso, os ingredientes devem ser muito bem higienizados, frescos e, por serem perecíveis, consumidos e descartados, assim como a água, até o fim do dia do preparo.

Beber muita água de uma vez só

Hidrate-se, mas não precisa ser de cinco em cinco minutos ou com um único e longo gole de água. Tomar mais que 1 litro por hora pode sobrecarregar os rins, causar distensão abdominal e até hiponatremia, uma intoxicação hídrica caracterizada por dor de cabeça, enjoo e câimbras. Ela ocorre quando os eletrólitos e o sódio presente no sangue se diluem e ficam abaixo do nível ideal. Se ocorrer durante treinos, com a perda de suor, pode gerar convulsões e matar.

Beber água enquanto come

Misturar as refeições com água —o que também vale para suco, refrigerante e álcool— não é saudável. A começar pela boca, durante a mastigação, esse hábito prejudica a trituração da comida e facilita engasgos. No estômago, o líquido atrapalha a digestão (causa azia, inchaços e flatulência), como a absorção de vitaminas e minerais e a sensação de saciedade. E, ao "enganar" o estômago, o consumo de alimentos aumenta e o ganho de peso também.

Beber água durante o sono

Despertar para isso e ir ao banheiro repercute em insônia e, no dia seguinte, cansaço, falta de concentração, dor de cabeça e irritabilidade. Fora que, durante o sono, os órgãos se lentificam, assim como a digestão e a filtragem dos rins, podendo aumentar as toxinas no organismo.

Para evitar a sede noturna, hidrate-se durante o dia, evite consumir álcool e alimentos salgados e picantes antes de se deitar e consulte um médico para investigar outras possíveis causas.

Mão segurando remédio, comprimido, medicamento, copo de água com remédio - iStock - iStock
Imagem: iStock
Beber pouca água com comprimido 

Para fazer o remédio descer até o estômago e, em alguns casos, não grudar, se dissolver e "queimar" as mucosas da faringe e do esôfago, nada de beber só um golinho. Tome junto cerca de 200 ml de água, o que dá um copo cheio. Mas não precisa virá-lo goela abaixo, beba aos pouquinhos e, de preferência, em pé. E nada de ingerir água com conteúdo dissolvido de cápsulas ou pílulas trituradas. Ajuda na deglutição, mas pode fazer mal e afetar a absorção.

Beber água de ponta-cabeça

Essa é uma tática comumente adotada para frear crises de soluço, mas desaconselhada. É que se por um lado a água, sobretudo fria, interage com o sistema nervoso, causando alterações que relaxam o diafragma, por outro, ingerida de ponta-cabeça, pode facilitar acidentes potencialmente perigosos. Existe o risco de engasgo e aspiração do líquido para dentro dos pulmões.

Beber água sem se conhecer

Sabe aquela regra de tomar 2 litros de água por dia? Pois não siga literalmente. Atualmente, a recomendação é consumir uma quantia compatível individualmente com peso, idade, clima, estilo de vida e que se oriente pela cor da urina, que deve se manter clarinha ou transparente. Mas vale tomar, em média, 35 ml de água por quilo. Assim, alguém saudável e que pesa 70 kg, requer cerca de 2,4 litros de água ao dia. Chás e sucos também compõem o resultado da conta.

Fontes: Débora Palos, nutricionista da clínica Dra. Maria Fernanda Barca (SP); Edvânia Soares, nutricionista da Estima Nutrição (SP) e pós-graduada em nutrição clínica esportiva e vigilância sanitária; Gabriella Cilla, gastróloga e nutricionista clínica, funcional e esportiva da NutriCilla (SP); Marcelo Sampaio, cardiologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Marcos Moura, dentista de Maceió e membro da ABHA (Associação Brasileira de Halitose).

_________________________________________________ROBÔ surpreende AGRICULTORES por matar ERVAS DANINHAS com ELETRICIDADE 

Os robôs Tom (esquerda) e Dick (direita) em operação para matar ervas daninhas em uma fazenda na Inglaterra Imagem: Divulgação/Small Robot Company

Mateus Omena Colaboração para Tilt, em São Paulo 18/01/2022 04h00

Em vez de recorrerem aos seus trabalhadores humanos, os donos de uma fazenda na Inglaterra contaram com a ajuda de três robôs para detectar e eliminar ervas daninhas com ajuda da eletricidade. Em seguida, as sementes no solo limpo puderam ser plantadas.

Nomeados de Tom, Dick e Harry, os robôs foram desenvolvidos pela Small Robot Company, uma startup britânica de agrotecnologia, com o objetivo de livrar a terra de ameaças às plantações, com o uso limitado de produtos químicos e maquinário pesado.

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Em entrevista à CNN Internacional, Ben Scott-Robinson, cofundador e presidente-executivo da empresa, explicou como o sistema funciona para a proteção do plantio e como a eletricidade é usada para remover ervas daninhas:

"Ele cria uma corrente que atravessa as raízes da planta através do solo e depois volta, o que destrói completamente a erva daninha. Podemos ir a cada planta individual que está ameaçando as plantas cultivadas e retirá-la", afirmou

"Não é tão rápido quanto seria se você saísse para pulverizar todo o campo. Mas você tem que ter em mente que só temos que entrar nas partes do campo onde as ervas daninhas estão. As plantas que são neutras ou benéficas para as culturas são deixadas intocadas", completou.

A Small Robot chama essa técnica de "per plant farming" ("agricultura por planta", em tradução livre) — um tipo de agricultura precisa onde cada planta é contabilizada e monitorada.

O robô mais velho, Tom, foi lançado em abril de 2017 e logo foi disponibilizado no mercado. Ele já está em operação em três fazendas no Reino Unido.

De acordo com a Small Robot, Tom tem a capacidade de escanear 20 hectares por dia, coletando dados que, posteriormente, serão usados e entra em ação para plantar sementes no solo limpo.

Já os robôs Dick e Harry ainda são protótipos e encontram-se em fase de testes.

Com o sistema, a promessa é que os agricultores reduzam os custos de operação em 40% e o uso de produtos químicos em até 95%. "O recurso que criamos permite que os agricultores livrem seus solos esgotados e danificados de uma dieta baseada em produtos químicos", explica Scott-Robinson.

A inovação surge em um momento no qual diversas instituições globais condenam a aplicação de agrotóxicos nas plantações, levando em conta seus prejuízos ao solo e a saúde dos consumidores. No entanto, o uso destes recursos ainda persiste em muitas localidades.

De acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), seis milhões de toneladas métricas de pesticidas foram comercializadas globalmente em 2018, avaliadas em US$ 38 bilhões.

_________________________________________________'BBB 22': Apartamento de Tiago Abravanel, com neon no banheiro e máquina de pegar pelúcia, vira assunto na web

Integrante do Camarote, ator mostrou a casa no GNT em agosto de 2021; confira o vídeo

A máquina de pelúcia de Tiago Abravanel Foto: Reprodução GNT

As cores chamativas da casa do "Big Brother Brasil 22" têm causado reações controversas na web, mas os fãs do programa já estão imaginando quem vai se sair bem por lá. E apostam logo em Tiago Abravanel. É que o neto de Silvio Santos também é adepto de partes chamativas na decoração da própria casa, como mostrou no canal Casa, do GNT, no YouTube, em junho do ano passado.

Logo na porta de entrada, vários bonecos coloridos estão instalados na porta. No banheiro, o ator tem um arco-íris neon.

"A casa do Tiago Abravanel já é um protótipo de casa do 'BBB'", brincou um fã. "Tiago Abravanel o único que não vai sofrer com a decoração do 'BBB' porque a casa dele já é assim", escreveu outra seguidora. "Eu acho que o 'Big Brother' poderia ser transferido para a casa do Abravanel", completou um internauta. "Ele já está em casa", disse outro usuário.

Quando apresentou seu duplex em São Paulo, Tiago Abravanel explicou que chama o ambiente carinhosamente de "Abravalândia". O cantor explicou que queria trazer um pouco do universo do parque de diversão para dentro de casa e se emocionou com um presente do marido: uma máquina de pegar pelúcias.

O banheiro, com neon, tem uma bela vista da capital paulista. No terraço, o cantor tem uma área de lazer com piscina, jardim vertical e cinema a céu aberto.

"O lugar onde eu tomo meu banho, onde faço minhas necessidades, onde eu me encontro, onde eu adoro ficar. Gente, eu adoro o banheiro! Bom, cantor ama banheiro porque a acústica é maravilhosa", disse.

_________________________________________________Escolhi a foto do meu marido no tinder', conta escritora carioca radicada na Suécia

Por causa do livro 'Emma e o sexo', Ilana Eleá fez imersão em práticas eróticas, como shibari, sexo tântrico e BDSN, e 'abriu' o casamento: 'Fiz a proposta ao meu marido ao completarmos dez anos de casados. Ele estourou um champanhe'

Em depoimento a Marcia Disitzer 17/01/2022 Ilana Eleá Foto: Erik Thor

Ilana Eleá Foto: Erik Thor
Ilana Eleá Foto: Erik Thor
"Minha mãe estava grávida de nove meses quando descobriu a ‘pulada’ de cerca do meu pai. Fez questão de saber quem era o seu objeto de desejo e ele acabou revelando por quem se apaixonara: Ilana, uma estudante de oceanografia de olhos azuis. Minha mãe conta que, ao ouvir a sonoridade daquele nome, até então, desconhecido para ela, eu me revirei na barriga. Foi assim que escolhi como gostaria de ser chamada.

Diante da traição, eles se separaram, e cresci ao lado de uma mãe fora dos padrões, liberta, onírica, e do meu padrasto, com quem ela se casou, quando eu tinha 2 anos. Na infância e na adolescência, morei em Bangu, Ilha do Governador e Vila Isabel. Embora sem grandes recursos financeiros, minha mãe investiu na minha educação. E eu correspondi à altura.

Fui bolsista na PUC-Rio, me formei em Pedagogia, fiz mestrado. Progredi. O sonho do casamento se realizou em 2004. Queria formar uma família, ter filhos e ainda acreditava piamente no amor romântico. Foi, quem diria, a destruição do meu castelo de conto de fadas que desencadeou o início de uma revolução. Descobri a infidelidade do meu marido. Dois anos depois de trocarmos alianças, estava solteira novamente e profundamente ferida.

A vida profissional ia de vento em popa. Além da especialização na Itália e do doutorado, estava à frente de um curso de extensão na PUC-Rio. Porém, meu coração seguia vago, não encontrava ninguém que me seduzisse na cidade. Decidi arriscar a sorte num site de encontros, e foi lá que conheci meu marido, Johan. Sueco, ele também sonhava casar e ter filhos. Depois de muita conversa on-line, Johan cruzou o oceano e desembarcou no Rio. Ficamos 18 dias grudados. Um mês depois, em 2011, me mudei para a Suécia e nunca mais voltei a morar no Brasil. Em 2012, tive o nosso primeiro filho, Dante, e, em 2015, nasceu nossa filha, Liv Athena.

Porém, nem tudo são flores. O choque cultural que sofri ao me mudar para um país tão diferente fez com que eu caísse em depressão. É claro que a Suécia já era maravilhosamente feminista, fora o privilégio de morar num lugar brindado por políticas públicas, onde nem existe plano de saúde. Por outro lado, ninguém me olhava na rua, ninguém abria um sorriso largo nem fazia perguntas triviais na padaria. E ainda havia o frio congelante e a língua com sons guturais, que demorei para aprender.

Nesse meio tempo, escrever se tornou uma válvula de escape. Redigi os livros “Encontros de neve e sol” e “Poemas acesos”. Também comecei a trabalhar como consultora na Universidade de Gotemburgo e abri uma biblioteca no jardim de casa para socializar. Mas a depressão não saía de mim. E, pior: os remédios psiquiátricos prescritos acabaram surtindo efeito reverso. Para mudar de ares, resolvemos passar um ano morando na Itália.

Ao chegar lá, meu marido observou: ‘Nossa, aqui tem um monte de Ilanas’. A Toscana deixou o meu erotismo à flor da pele. Até então, mantínhamos um casamento monogâmico. Lembro-me de estarmos na estrada e colocar um TED talk da psicoterapeuta belga Esther Perel, que fala como ninguém sobre como equilibrar domesticidade e erotismo. Ficamos mexidos.

Por uma conspiração do destino, já novamente em Estocolmo e revigorada, recebi o convite de um editor de livros para me dedicar à escrita erótica. No início estranhei, mas decidi me jogar. Assim nasceu a Emma, a antropóloga sueco-brasileira especialista em sexualidade do livro “Emma e o sexo”. A personagem causou uma transformação profunda na minha maneira de entender o prazer. Por causa dela, fiz uma imersão: entrei no curso de pompoarismo, me apaixonei pelo shibari (técnica de amarraçãoerótica), me aventurei no BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo), explorei o sexo tântrico, frequentei piqueniques poliamorosos, tudo para poder escrever. Diante de tanta informação, ao completar dez anos de casada, propus ao meu marido: ‘O que acha de abrirmos o casamento por um ano?’. Ele estourou um champanhe.

Há 12 meses, vivemos uma não monogamia consensual, sem confessionário. Estabelecemos regras, como não envolver os filhos e não flertar com outras pessoas quando estamos juntos — a não ser em uma casa de swing, por exemplo.

Eu me interesso por práticas, como shibari, com as quais ele não se identifica, e tudo bem. Somos indivíduos com fantasias e desejos distintos. Entrei na faculdade de Sexologia (em sueco!) e busco uma editora para dar prosseguimento à saga erótica de Emma. Estou feliz no auge dos meus 43 anos.

Outro dia, uma conhecida me ligou para avisar que meu marido está no Tinder. ‘Eu que ajudei a escolher a foto, amor’, respondi a ela, encerrando a conversa. Acabamos de renovar os votos. Sabe o acordo de um ano de casamento aberto? Estendemos para três. Nosso mundo se ampliou.”

_________________________________________________Reportagem: Terra à vista! - Aeroporto do país menos visitado do mundo vira área de lazer dos locais

Praia da ilha de Tuvalu - Getty Images/iStockphoto
Praia da ilha de Tuvalu Imagem: Getty Images/iStockphoto
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8º31'S, 179º'11'L
Aeroporto Internacional de Funafuti
Funafuti, Tuvalu

No mais recente levantamento da Organização Mundial do Turismo, Tuvalu ostentava o curioso título de país menos visitado do planeta. São cerca de 3 mil intrépidos viajantes por ano. É mais ou menos o que o Brasil, que está longe de ser uma potência em se tratando de quantidade de visitantes estrangeiros, recebe em quatro horinhas.

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É evidente, meu ansioso leitor, que estou comparando países de dimensões contrastantes. Toda a população de 12 mil pessoas dessas ilhas da Oceania cabe com folga na Vila Belmiro ou, na medida certa, no Lomantão, em Vitória da Conquista. A área total do arquipélago equivale à área urbana de Itaperuna (sendo que a cidade do norte fluminense tem quase dez vezes mais gente).

Tuvalu é um país formado por atóis, cujo ponto culminante tem 5 metros. A "montanha" mais alta da nação tem a metade da altura da estátua de Borba Gato, em São Paulo, ou um sexto da "Estátua da Liberdade" da Havan (base inclusa) que o vento de Capão da Canoa derrubou no ano passado.

A economia de Tuvalu se baseia no coco, nas remessas de tuvaluanos que trabalham na gringa e na concessão do direito de uso a seu domínio na internet, ".tv", o que deu uma bombada em seu PIB. Hoje ele está na casa dos US$ 49 milhões.

Vista do aeroporto de Tuvalu - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Vista do aeroporto de Tuvalu Imagem: Getty Images/iStockphoto

Superisolado e minúsculo, Tuvalu tem um tráfego aéreo quase tão agitado quanto uma câmara de vereadores na última semana do ano. Em janeiro há somente um voo direto por semana, ligando a capital do país, Funafuti, a Fiji. Em fevereiro, eles passam a ocorrer três vezes por semana. Ou seja, em boa parte da semana a pista fica inutilizada. Mas só pelas aeronaves.

É aí que a população de Funafuti toma o espaço, que não tem grades nem qualquer isolamento, e o transforma em uma praia de asfalto, só para se contrapor às belas faixas de areia com águas cristalinas do atol.

Nos fins de tarde, as pessoas jogam futebol e vôlei, pedalam, andam de moto ou simplesmente jogam conversa fora sentadas em cadeiras. Como se, em São Paulo, o Parque Minhocão invadisse Congonhas.

Aeroporto Internacional de Funafuti, em Tuvalu - Michael Coghlan - Michael Coghlan
Aeroporto Internacional de Funafuti, em Tuvalu Imagem: Michael Coghlan
Locais jogam rugbi na pista do aeroporto de Tuvalu - Michael Coghlan - Michael Coghlan
Locais jogam rugbi na pista do aeroporto de Tuvalu Imagem: Michael Coghlan
Crianças de Tuvalu observam chegada de avião no aeroporto - lirneasia - lirneasia
Crianças de Tuvalu observam chegada de avião no aeroporto Imagem: lirneasia

O aeroporto foi construído pela Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943. Naquela época, Tuvalu se chamava Ilhas Ellice e era uma colônia britânica unida às Ilhas Gilbert, o atual Kiribati.

Os americanos usaram Tuvalu de base para combater os japoneses, que controlavam Kiribati e chegaram a bombardear a pista tuvaluana. Terminada a guerra, em 1945, os militares foram embora e o aeroporto foi reformado para uso comercial.

Mas não é que ele teve muito uso. Além de Fiji, o único país que já operou voos para lá foram as Ilhas Marshall, outro arquipélago do Pacífico. Em 2021, houve conversas no governo para iniciar voos domésticos entre as ilhas — algo que seria útil, já que a maior distância entre elas beira os 1.600 quilômetros.

Se demorar muito, talvez nem precise mais. Tuvalu pode se tornar inabitável nos próximos cem anos com a elevação do nível da água dos mares. O quarto menor país do mundo, com a terceira menor população e o menos visitado, pode se tornar, também, o primeiro a desaparecer.

Índice de lugares do Terra à Vista

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado, o PIB de Tuvalu não é maior do que o de Brasília, que foi de R$ 273,6 bilhões em 2019.

_________________________________________________Prefeituras criam 117 novas unidades de conservação para proteção da Mata Atlântica em quatro anos

As áreas foram identificadas em levantamento da ONG SOS Mata Atlântica e representam uma iniciativa na contramão do discurso antiambiental que reverbera no governo federal
Praia de Castelhanos, em Ilhabela, no litoral de São Paulo Foto: Roman_Rahm / Getty Images
Praia de Castelhanos, em Ilhabela, no litoral de São Paulo Foto: Roman_Rahm / Getty Images

SÃO PAULO – Em Ilhabela, no litoral paulista, a Baía de Castelhanos foi transformada numa Reserva Extrativista (Resex), onde os caiçaras vão poder manter seu modo de vida tradicional, tirando sustento do mar e da terra sem destruir a natureza. São 25 km de extensão, da Ponta da Pirassununga à Ponta da Cabeçuda, numa área de 957 km².

Em Florianópolis (SC), 12% do território do município abriga agora o Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe, onde estão as nascentes de duas bacias hidrográficas e vivem pelo menos 10 espécies ameaçadas de extinção, como a cuíca d'água e a perereca de vidro.

As duas fazem parte de um conjunto de 117 unidades de conservação criadas entre 2017 e 2021 por municípios, na contramão do discurso antiambiental que reverbera nos últimos quatro anos, principalmente por parte do governo federal. Elas foram identificadas num levantamento feito pela ONG SOS Mata Atlântica, que catalogou 1.388 unidades de conservação de Mata Atlântica criadas por municípios. Juntas, elas preservam 5,4 milhões de hectares do bioma.  

O esforço da ONG faz sentido porque apenas 329 unidades de conservação (UCs) municipais estão incluídas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), a base de dados do Ministério do Meio Ambiente. Na maioria das vezes, as prefeituras não têm mão de obra disponível ou capacitada para inserir os dados no sistema federal. O último levantamento, feito em 2017, menos abrangente, havia encontrado 934 UCs municipais. 

– A boa notícia é que tem mais unidades de conservação municipais do que pensávamos – diz Diego Martinez, coordenador de projetos da entidade.

A Mata Atlântica abrange 3.429 municípios em 17 estados. Deste total, 2.172 fizeram parte do levantamento, ou 63% do total de municípios inseridos no bioma. Em 29% das cidades analisada existe alguma área protegida sob gestão municipal. Faltam ainda 1.257 municípios a serem pesquisados, o que deve ocorrer em estudos futuros. 

Segundo a ONG, cerca de 28% dos remanescentes florestais com área acima de 3 hectares, que são as matas mais conservadas do bioma, estão dentro de unidades de conservação – que são 12 tipos e podem ser criadas por municípios, estados e pelo governo federal.

Embora a maioria das unidades de conservação municipais não sejam áreas de proteção integral, que devem permanecer intocadas, a ação das Prefeituras é essencial para conter a expansão imobiliária, que continua a avançar sobre o bioma.  

A maior parte delas está nos estados do Rio de Janeiro (114), Paraná (127) e São Paulo (61). Juntas, respondem por 72%. O Mato Grosso do Sul registra a maior área abrangida por unidades de conservação municipais, com 342 mil hectares protegidos.  

A Mata Atlântica mantém hoje apenas 12,4% de sua vegetação original. Para Martinez, a paralisação nas ações do governo federal abre espaço para que estados e municípios tomem a frente das ações de proteção ambiental em seus territórios. Afinal, é na vida das cidades que as mudanças climáticas causam os impactos mais visíveis, como racionamento de água e até mesmo deslizamentos de encostas motivados por falta de vegetação. 

_________________________________________________Sem medo de Lula na economia | Míriam Leitão - O Globo

Por Alvaro Gribel 13/01/2022 • 04:30

Lula chegou à Argentina ontem | Reuters 
(Míriam Leitão está de férias)

Um ex-ministro liberal com passagem por várias administrações federais é taxativo: não há motivo para receios sobre a condução da economia em um eventual governo Lula. A visão é de que o ex-presidente tem uma compreensão prática sobre o tema e aprendeu que o maior prejudicado pelas crises fiscais é o próprio trabalhador, na ponta. “Lula sabe mais de economia do que muitos economistas. Se há descontrole fiscal, o dólar sobe, a inflação sobe, e o trabalhador perde. Isso é muito claro na cabeça dele”, afirmou o economista, que participou direta ou indiretamente de todos os governos do país nos últimos 15 anos, até a transição para Bolsonaro.

Ontem, pesquisa eleitoral da Genial/Quaest mostrou novamente Lula isolado na frente, vencendo em todos os cenários. No mercado financeiro, há uma busca por interlocutores que consigam decifrar o mistério da agenda econômica do candidato petista, que até agora deu poucos sinais dos caminhos que pretende seguir. Esse economista acredita que, se por um lado a pauta de privatizações deve sofrer um baque, por outro, o país ganhará com a estabilidade institucional, com reflexo sobre o dólar e os investimentos.

— O mercado já está vendo que é muito melhor ter um presidente que gaste um pouco mais com o social, mas sem perder o controle da política fiscal, do que um presidente que pode criar uma crise de grandes proporções a qualquer momento. O gasto a mais pode ter previsibilidade, a instabilidade institucional é um risco incalculável — afirmou.

Ainda assim, ele explica que há uma mudança de gerações dentro do PT que deixou o partido mais radicalizado. Por isso, acredita que caberá ao próprio Lula ter o controle da agenda política e econômica, para buscar as alianças e composições que viabilizem o seu governo. Esse economista, que participou dos governos Lula, Dilma e Temer, entende que o BNDES teria o papel reforçado nos investimentos, mas sem voltar à política dos campeões nacionais.

— Não vejo os campeões nacionais voltando. Houve um grande aprendizado sobre isso no PT. E também há um ressentimento muito grande dentro do partido sobre a participação dos grandes grupos no processo de impeachment. O foco seriam as pequenas empresas — disse.

Entre os possíveis nomes para o Ministério da Economia, a aposta é no ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, mesmo que hoje ele esteja ao lado do governador João Dória. Além dele, Lula teria proximidade com o ex-diretor-executivo do Banco Mundial Otaviano Canuto. Ainda que seja um outro nome, a convicção dessa fonte é de que nada parecido com o descontrole fiscal do primeiro mandato de Dilma aconteceria em um terceiro governo Lula.

Contas em atraso

Pesquisa da CNI com o Instituto FSB mostrou que quase a metade dos brasileiros que contraíram dívidas em 2021 estão inadimplentes. Em 12 meses até novembro, 44% dos endividados tinham parcela em atraso, contra 46% que estavam em dia (veja o gráfico). Os outros 10% que contraíram dívidas já haviam quitado o financiamento. A inadimplência é maior entre jovens de 16 a 24 anos (58%) e pessoas com renda de até um salário mínimo (56%). A pesquisa ouviu 2.016 pessoas em todos os estados.

gráfico_inadimplentes

Dilema na conta de luz

Com o aumento do nível de água dos reservatórios, começou a pressão para a redução da bandeira tarifária, hoje sob regime de escassez hídrica. O Conacen enviou ofício à Aneel pedindo a redução imediata da bandeira. A medida também agrada ao presidente Bolsonaro, que está carente de boas notícias na economia. O problema é que a bandeira extra está cobrindo o déficit das distribuidoras, que será pago pelos consumidores. Se houver a redução, o empréstimo autorizado por Bolsonaro para cobrir o rombo será maior e pago com acréscimo de juros. O alívio agora custará mais caro depois.

_________________________________________________Reportagem: Página Cinco - Dostoiévski, 200 anos: como mergulhar na obra do grande autor russo

Página Cinco Colunista do UOL 26/11/2021 04h00

- Papo com Raquel Toledo, mestre em Literatura e Cultura Russa, sobre Fiódor Dostoiévski, escritor que nascia há 200 anos.

Destaques do papo com Raquel:

Direita e esquerda
Ele é um dos escritores mais polêmicos. A gente encontra hoje, na internet, uma variedade imensa de leitores de Dostoiévski politizados. À direita e à esquerda, os dois espectros políticos gostam de Dostoiévski, o que torna tudo ainda mais divertido.

Por onde começar?
O Dostoiévski já te joga direto nesse universo da Rússia. Ele é muito russo. Tudo no Dostoiévski é muito russo. Os debates políticos são muito russos. Gosto disso, mas sei que ele pode ser uma porta de entrada meio complicada... Do Dostoiévski, no início, eu apostaria nas novelas, nos textos mais curtos. Gosto muito do primeiro livro dele, o "Gente Pobre", gosto de "O Duplo", segundo livro dele, e também gosto do Dostoiévski humorista, que a gente não conhece tanto, mas ele existe... A minha dica de sempre é: escolha a sinopse que mais te interessa.

Tempo de leitura
Eu gosto dessa ideia desafiadora que a literatura traz, de colocar um freio na nossa velocidade de leitura. E tudo bem. Tem livro que é assim. E quando a gente se dedica a esses livros antigos, e aos russos, dos quais posso falar com propriedade, eles vão demandar esse tempo da gente. E ainda bem. Quantos Idiotas a gente vai poder ler na vida? Se for só um, que seja com muito carinho, com o tempo que ele demora para florescer dentro da gente. Sou bastante partidária dessa leitura mais cuidadosa e menos apressada.

Fascínio pelos russos
Rússia e Brasil são países à margem da Europa. Nós não só à margem da Europa, mas também da América do Norte. E a Rússia é essa Europa de lá, essa Europa distante, essa Europa que é ou não é, que não sabe o quanto de si é oriente, o quanto é ocidente. E o Brasil também é uma dessas economias e dessas culturas marginalizadas, que não têm tanto prestígio. Acho que essas duas coisas nos unem e, em alguma medida, criam uma relação. São dois países que sempre tiveram problemas de desigualdade social muito grande. Dois países que tiveram seus sistemas de trabalho compulsório, aqui a escravidão e lá a servidão. Acho que isso tudo acaba nos aproximando, de alguma forma, historicamente e culturalmente.

Após a prisão
Essa conversão do Dostoiévski é uma conversão não só à monarquia, mas também a um jeito russo de ser. Aí vem todo esse asco que ele tinha em relação à Europa. A Europa que era moralmente defeituosa para ele, a Europa que não tinha fé, que não tinha nada de novo a oferecer. Mas isso não quer dizer que ele era só, por exemplo, antissocialista. Uma das ideias que o Dostoiévski rechaçava absolutamente era o capitalismo. Ele achava o capitalismo uma aberração, algo que ia ser antinatural na Rússia, que é abandonar os pobres à própria sorte. Ele tinha sim preocupações sociais, só não achava que a resposta viria através de uma revolução socialista nem de importar um capitalismo que ele achava absurdo. O Dostoiévski é uma figura muito dúbia, não conseguimos encaixá-lo nesses quadradinhos que temos hoje.

Para começar os cinco elefantes
Tenho problemas com o final de "Crime e Castigo"... Acho um livro que tem um final um pouco brega. Mas até esse final meio catártico é dostoievskiano. Essa breguice faz parte do Dostoiévski. Acho que é um bom começo. E eu também gosto bastante de "O Idiota", principalmente porque, diferente de "Crime e Castigo", com o protagonista que a gente não consegue criar afeição, em "O Idiota" é o contrário. O Príncipe Míchkin, que é o idiota propriamente dito, é um fofo absoluto. A premissa do livro é ótima: essa ideia de um personagem completamente bom, uma pessoa completamente pura, uma mistura de Jesus e Quixote, segundo o próprio Dostoiévski, que tem que encarar a vida na cidade, a questão social.

Verdadeira escolha muito difícil
O Dostoiévski tem uma mente muito fascinante. Ele tem um jeito de olhar para o mundo que é muito único. Acho que enriquece muito a leitura da obra dele quando você entende onde ele quer chegar, por que aquilo está sendo feito. E acho que ele consegue fazer isso de um jeito menos didático, e isso é bom, do que o Tolstói, que em alguns momentos cai na palestrinha... Mas o Tolstói tem textos muito potentes. Gosto muito do "Ressurreição", que foi o último romance dele... Acho que se você não gosta de um livro do Tolstói, não vai gostar de nenhum. Mas se você não gosta do Dostoiévski de "Crime e Castigo", pode adorar o Dostoiévski de "O Sonho de um Homem Ridículo". Tem muito do Dostoiévski, ele é muito múltiplo. E o Tolstói eu vejo com um cara muito mais linear do ponto de vista da produção literária.

Conflitos atuais

O Dostoiévski vai tratar em todos os seus livros, em alguma medida, de como o ser humano lida com coisas que fogem ao seu controle e, principalmente, como é essa vida interna das personagens, muito mais importante às vezes do que a vida externa. "Memórias do Subsolo" é uma excelente prova disso. Como essa vida interna da personagem, confusa, com desejos, com ímpetos, como ela vai lidar com todos esses sentimentos e não vai conseguir solucioná-los. Isso é muito atual. Essa ideia de que existem os limites que são impostos a nós, os limites sociais. E a ficção do Dostoiévski vai trazer personagens que tentam romper esses limites e o que acontece com eles. Ou outros que vão tentar se encaixar em alguns desses limites e vão enlouquecer, não vão conseguir, aquilo vai acabar com eles por dentro.

O podcast do Página Cinco está disponível no Spotify, na Apple Podcasts, no Deezer, no SoundCloud e no Youtube.

_________________________________________________“Ninguém criou o universo”: Stephen Hawking explica por que Deus não existe

Rodrigo Casarin 27/11/2018 11h02

Existe vida inteligente fora da Terra? É possível prever o futuro? E fazer uma viagem no tempo? Sobreviveremos no nosso planeta? Deveríamos tentar colonizar outros cantos do universo? A inteligência artificial vai nos superar? Deus existe?

Respostas para essas perguntas nada fáceis que Stephen Hawking nos oferece em "Breves Respostas Para Grandes Questões", livro póstumo que acaba de chegar às livrarias pela Intrínseca. Hawking, que morreu no último mês de março aos 76 anos, foi um dos pesquisadores mais respeitados e conhecidos de nossa história recente. Dominando a matemática, a física e a cosmologia, preocupou-se em não deixar seu conhecimento limitado à academia e atingiu o grande público ao lançar obras como "Uma Breve História do Tempo" e "O Universo Numa Casca de Noz".

"A maioria das pessoas acredita que ciência de verdade é difícil e complicada demais. Não concordo com isso. Pesquisar sobre as leis fundamentais que governam o universo exigiria uma disponibilidade de tempo que a maioria não tem; o mundo acabaria parando se todos tentassem estudar física teórica. Mas a maioria pode compreender e apreciar as ideias básicas, se forem apresentadas de maneira clara e sem equações, algo que acredito ser possível e que sempre gostei de fazer", escreve o cientista.

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Hawking segue essa linha de divulgação científica para leigos em "Breves Respostas Para Grandes Questões", que reúne um material descoberto em seus arquivos logo após sua morte. Quem tem o livro em mãos só não deve achar, no entanto, que as respostas breves do autor se limitem a poucos parágrafos – estamos diante de temas que rendem pesquisas profundas, que muitas vezes chegam a conclusões ou possibilidades diferentes, vale lembrar.

Para falar a respeito da existência ou não de algum deus, por exemplo, ao longo de 12 páginas o cientista passa por questões de linguagem, pelas leis da natureza, equações científicas básicas e dá uma aula sobre energia negativa que eu não me meterei a reproduzir, tudo para embasar o parecer. Passa ainda pela história, lembrando que a ciência explicou quase todos os fenômenos anteriormente atribuídos a divindades, restando apenas o momento da criação do universo como um cantinho onde algum deus ainda poderia estar escondido.

"As leis da natureza nos dizem que não só o universo pode ter surgido sem ajuda, como um próton, e não ter exigido nada em termos de energia, como também é possível que nada tenha causado o Big Bang. Nada. […] À medida que viajamos de volta no tempo em direção ao momento do Big Bang, o universo fica cada vez menor e continua diminuindo até finalmente chegar a um ponto em que se torna um espaço tão ínfimo que na verdade se trata de um único buraco negro infinitesimalmente pequeno e denso. E, assim como acontece com os buracos negros que hoje flutuam pelo espaço, as leis da natureza ditam algo verdadeiramente extraordinário. Elas nos dizem que aí também o próprio tempo tem que parar. Não podemos voltar a um tempo anterior ao Big Bang porque não havia tempo antes do Big Bang. Finalmente encontramos algo que não possui uma causa, porque não havia tempo para permitir a existência de uma. Para mim, isso significa que não existe a possibilidade de um criador, porque ainda não existia o tempo para que nele houvesse um criador", escreve Hawking, que depois deixa sua posição ainda mais clara:

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"Quando me perguntam se um deus criou o universo, digo que a pergunta em si não faz sentido. O tempo não existia antes do Big Bang, assim não existe tempo no qual deus produziu o universo. É como perguntar onde fica a borda da Terra. A Terra é uma esfera e não tem borda; procurá-la é um exercício fútil. […] Se eu tenho fé? Cada um é livre para acreditar no que quiser. Na minha opinião, a explicação mais simples é que deus não existe. Ninguém criou o universo e ninguém governa nosso destino. Isso me levou a perceber uma implicação profunda: provavelmente não há céu nem um além-túmulo. Acho que acreditar em vida após a morte não passa de ilusão. Não existe evidência confiável disso e a ideia vai contra tudo que sabemos em ciência. Acho que, quando morremos, voltamos ao pó. Mas, em certo sentido, continuamos a viver: na influência que deixamos, nos genes que passamos adiante para nossos filhos. Temos apenas esta vida para apreciar o grande plano do universo, e sou extremamente grato por isso".

Dentre os muitos momentos interessantes do livro, também merece destaque a resposta que Hawking dá para a pergunta "Qual é a maior ameaça ao futuro do planeta?". Para ele, a mudança climática descontrolada deveria ser nossa principal preocupação para que o mundo não vire um forno. "Uma elevação na temperatura do oceano derreteria as calotas polares e causaria a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono. Ambos os efeitos poderiam deixar nosso clima como o de Vênus, mas com uma temperatura de 250ºC". Fica mais esse alerta para quem acha que aquecimento global é uma mentira – ou que é mera vontade de deus.

_________________________________________________Escalador morre após ser atingido por raio na Serra do Cipó (MG)

Segunda vítima foi retirada do local, no Morro da Pedreira, em estado grave

Local onde as vítimas foram atingidas por um raio 
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Local onde as vítimas foram atingidas por um raio Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Local onde as vítimas foram atingidas por um raio Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
RIO - Dois escaladores foram atingidos por um raio na Serra do Cipó, em Santana do Riacho, em Minas Gerais, nesta terça-feira, por volta das 15h08. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas. Uma das vítimas morreu por conta da descarga elétrica e outra foi retirada do local em uma ambulância, em estado grave.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas faziam parte de um grupo de aproximadamente 20 pessoas que estava na pedra que foi afetada pelo raio. Chovia no momento da descarga elétrica.

Um homem que ainda não identificado não resistiu e morreu no local por eletrocussão. Uma segunda vítima, uma mulher de 45 anos, sofreu queimaduras e foi conduzida por uma ambulância ao Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte.

A corporação sobrevoou o local, que fica em um descampado, dentro da Serra do Cipó. Nenhuma outra pessoa do grupo precisou ser socorrida.

Minas Gerais tem sido atingida por fortes chuvas ao longo dos últimos dias.  De acordo com informações da Defesa Civil do estado, dos 853 municípios de Minas, 145 decretaram estado de emergência até a manhã desta segunda-feira. A expectativa é de que o número aumente.

No sábado, as chuvas causaram o transbordamento de uma barragem da Mina Pau Branco, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.  Após pedido do Ministério Público do estado, a Justiça interrompeu as atividades da mineradora Vallourec, que terá que garantir moradia aos desabrigados e  o resgate de animais atingidos pelo acidente.

No domingo, a situação da barragem de uma usina hidrelétrica na cidade de Pará de Minas levou a prefeitura a emitir um alerta máximo aos moradores da região, que tiveram de deixar suas casas sob o risco de rompimento da represa.

_________________________________________________Verônica Laino - Quer perder peso? Faça marmitas! Veja como montá-las e armazená-las

Verônica Laino Colunista do UOL 11/01/2022 04h00
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Se a sua resolução de Ano-Novo é reduzir peso, as marmitas podem salvar seu projeto! "Marmitar" já virou uma tendência e é uma ótima opção para quem quer comer alimentos mais saudáveis, nutritivos e ainda economizar um dinheirinho no final do mês. Preparar o alimento em casa, além de ser muito mais barato, ainda faz você saber o que tem dentro da sua comida. Outro ponto positivo é que fica muito mais fácil adequar as porções propostas pelo seu nutricionista e assim colher melhores resultados.

Antes de ir ao supermercado, faça uma lista de compras levando em consideração os alimentos que você já tem no seu armário e geladeira, assim não corre o risco de eles vencerem e de você não comprar comida em excesso.

O ideal é preparar suas comidas para quatro dias, assim você não precisa congelar suas marmitas. Então reserve um tempinho do seu domingo e quinta-feira para prepará-las.

Na hora de montar, você precisa pensar em basicamente três itens: carboidrato, proteína e nutrientes (legumes e verduras).
Carboidrato - iStock - iStock
Imagem: iStock

Carboidratos

Na hora de montar, você precisa pensar em basicamente três itens: carboidrato, proteína e nutrientes (legumes e verduras).
Os carboidratos costumam ser os mais fáceis de preparar. Neste grupo entram arroz, feijão, macarrão, batata, mandioca, inhame ou mandioquinha. Você pode fazer um volume que dê para as quatro marmitas e então na próxima leva você muda a fonte de carboidrato, assim não enjoa da comida ao longo do mês e tem menos trabalho na hora do preparo.

alimentos fontes de proteína - iStock - iStock

Proteínas

Sobre a proteína, o ideal é focar em cortes mais magros como peito de frango, lombo suíno, peixe e patinho, por exemplo. Você pode fazer a proteína na panela de pressão com tomate, cebola, cenoura —estes preparos deixam aquele caldinho que faz toda diferença quando você esquenta a marmita.

Evite fazer grelhado, que tende a ressecar demais quando aquecido no micro-ondas. Os cozidos são sempre melhores opções. Se mesmo assim você preferir o grelhado, uma dica é fazer um molho para colocar por cima, como molho de tomate, iogurte ou pesto.
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Alimentação saudável, salada, vegetais, comida - demaerre/Istock - demaerre/Istock
Imagem: demaerre/Istock

Legumes e verduras

Os nutrientes são os legumes e verduras. Se você gosta de salada crua, a sugestão é montar uma marmita separada com a salada. Potes de conserva são excelentes para armazenar a salada. Você coloca no fundo do pote o azeite e o vinagre, depois os vegetais mais duros como brócolis, couve-flor, cenoura, beterraba, e por cima vegetais mais delicados como tomate, abobrinha e berinjela, por último vem as folhas. Na hora de consumir, é só agitar o pote, assim o tempero pega em todos os legumes e você pode consumir direto do pote ou transferir para um prato.

Agora, se você gosta dos vegetais cozidos, pode prepará-los no vapor e depois temperar com ervas. Para quem gosta de praticidade ou não curte muito consumir legumes e verduras, uma boa pedida é cozinhar os vegetais junto com o carboidrato ou a proteína. No arroz, você pode acrescentar cenoura ralada ou brócolis picado; no feijão, coloque beterraba ou abóbora; nas carnes, tomate, cebola, alho-poró, abobrinha, berinjela, vagem etc. O legal de cozinhar os legumes junto é que além de ser mais prático, eles ainda pegam o tempero da sua comida e ficam bem mais saborosos.

Como armazenar

Para armazenar a marmita o ideal é sempre usar um pote de vidro. Muita gente prefere guardar em potes de plástico, por eles serem mais leves e ocuparem menos espaço, neste caso, o indicado é esperar a comida esfriar para colocar no pote e nunca esquentar a comida no pote: transfira-a para um prato de vidro ou porcelana e então aqueça no micro-ondas.

Se preferir congelar, a marmita pode ficar congelada por até 60 dias, porém alguns alimentos podem modificar a textura ao descongelar, por isso eu sempre prefiro fazer quatro marmitas e deixar na geladeira por no máximo quatro dias.

_________________________________________________Elite do atraso: Pais de colégio que custa R$ 8 mil fazem abaixo-assinado contra vacinação

Grupo com parte dos responsáveis por alunos da Escola Americana do Rio de Janeiro, em alinhamento total com o negacionismo bolsonarista, quer que direção da instituição retire obrigatoriedade de imunização para o ano letivo

Por Henrique Rodrigues 10 jan 2022 - 20:52
Foto: Unidade da Barra da Tijuca da Escola Americana do Rio de Janeiro (School Rubrics/Reprodução)

Após a direção da Escola Americana do Rio de Janeiro estabelecer em suas orientações gerais para o início do ano letivo a obrigatoriedade do comprovante de vacinação contra a Covid-19 para professoresfuncionários e alunos, um grupo de pais organizou um abaixo-assinado para que a instituição volte atrás e libere as aulas para os jovens que não queiram receber as doses do imunizante, ou que tenham sido impedidos por seus responsáveis.

A norma imposta pelo tradicional colégio carioca, fundado em 1937 e que tem mensalidades de pouco mais de R$ 8 mil, é para crianças e pré-adolescentes de 5 a 12 anos e será condicionante para que este grupo etário retorne às aulas presenciais no suntuoso liceu que tem unidades localizadas nos bairros da Gávea e da Barra da Tijuca.

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No entanto, a exigência despertou a fúria dos pais negacionistas, que até a noite desta segunda-feira (10) já reuniam 130 assinaturas contra a medida, de um universo de aproximadamente mil discentes. São adultos contrários ao uso dos imunizantes que controlaram o número de mortos pela Síndrome Respiratória Aguda Grave provocada pelo Sars-Cov-2 e que dão eco às insanidades anticiência tomadas como políticas públicas pelo governo ultrarreacionário e extremista de Jair Bolsonaro.

No texto referente ao abaixo-assinado, disponível numa plataforma voltada a esse tipo de documento, o autor do manifesto reproduz a retórica bolsonarista e diz que “a vacinação de crianças deve ser uma atribuição dos pais, não cabendo ao diretor da escola ou à sua diretoria, o direito moral ou a competência médica para compelir os pais a vacinarem suas crianças, sob pena de privá-los de frequentar presencialmente a escola”.

_________________________________________________Pensando nas próximas viagens? Conheça essas novos aplicativos

Programas para celulares ajudam a encontrar informações como atualizações de protocolos contra Covid

Stephanie Rosenbloom / 2022 / The New York Times

10/01/2022 - 04:30

Novos aplicativos de viagem ajudam desde o momento de encontrar destinos perto de casa a administrar os pontos de programas de fidelidade Foto: Naomi Elliott / The New York Times

Embora as viagens tenham ganhado um nível extra de tensão por conta da Ômicron, muita gente continua sonhando com a próxima escapada — e até há novos aplicativos para facilitar o planejamento e ajudá-lo a aproveitar mais. Vários foram lançados (e outros, mais populares, atualizados) durante o período de paralisação quase total. Pensando em qual deles apostar? Aqui vai uma seleção variada, com soluções inteligentes — entre elas, como transformar pontos em suíte de hotel, fazer uma caminhada ao lado de um guarda-florestal, ouvir a história do seu local de destino, checar as atualizações dos protocolos da Covid — para ajudá-lo, por meio de toques e deslizadas, a aproveitar o que esperamos ser um ano novo cheio de aventuras.

Serviço Nacional de Parques dos EUA

Finalmente, um aplicativo oficial que reúne os serviços dos mais de 400 parques nacionais dos EUA, do Acadia ao Zion. Criado pelos funcionários do Serviço Nacional de Parques, coloca um punhado de informações úteis — como taxas, horários de funcionamento, webcams, como chegar, onde comer, sanitários, novidades e eventos (caminhadas, palestras, vagas para voluntariado) — na palma da sua mão, literalmente. Você pode fazer a busca por proximidade, nome, estado, atividade (como passeios a cavalo, com trenós de cães, exploração de cavernas) ou tópico (patrimônio afro-americano, mudança climática, vulcões).

Segundo o aplicativo, o momento para andar de trenó puxado por cães pelos parques e reservas do Alasca é agora, embora haja dezenas de outras opções pelo país se sua praia for a velocidade equina. Dá para baixar detalhes para uso offline em trilhas nas montanhas e outros trechos onde não há cobertura, além de manter uma lista atualizada dos parques já visitados. Gratuito.

HearHere — companhia na estrada

Quando se pensa em uma viagem de carro, várias imagens podem vir à mente — que muito provavelmente não incluem Kevin Costner. Mas isso pode estar para mudar: o ator e diretor é um dos fundadores do HearHere, aplicativo que usa sua localização e seus interesses para reproduzir trechos de áudio (alguns narrados pelo próprio astro) sobre a história, a cultura e as belezas naturais dos lugares onde estiver. Há passagens sobre o que se vê (como monumentos) e o que não está visível, como os povos que viveram ali antes.

Lançado em 2020, o aplicativo anunciou recentemente uma expansão, passando das histórias de viagens na Costa Oeste a mais de 8.700 relatos por todos os EUA, incluindo detalhes sobre os primórdios de Portland, no Maine; o incêndio em Washington perpetrado pelas tropas britânicas, em 1814; e o primeiro conjunto habitacional racialmente integrado da Filadélfia. Disponível somente para iOS. Preço: gratuito para as primeiras cinco histórias. Depois disso são US$ 29,99 por 30 dias de acesso ilimitado; US$ 35,99 por um ano de assinatura; US$ 69,99 por três anos.

Bublup

O Bublup é um serviço de armazenamento em nuvem que você pode usar para salvar e organizar todo tipo de conteúdo (fotos, vídeos, documentos, links, PDFs) em pastas bonitinhas e, se quiser, até compartilhá-las. Por exemplo, digamos que esteja planejando uma viagem a Vermont; com alguns toques, você pode criar uma pasta "Férias" e escolher, entre os modelos oferecidos, um para a lista do que levar e outro para as coisas que quer fazer. É fácil encaminhar e-mails de confirmação de aluguel de carro/reserva de voo, importar fotos e vídeos inspiradores e adicionar links para artigos de viagem e opções de pousadas estilo bed & breakfast.

Um detalhe que faz do app (e a versão para computador) um colírio para os olhos é que dá para escolher as cores de suas pastas e inclusive personalizar as capas com fotos próprias, que também podem virar pano de fundo para as imagens internas. Cada tipo de conteúdo que se acrescenta à pasta (seja um link ou uma foto) ganha uma caixinha bonitinha, o que faz com que a rolagem pelas informações dê a impressão menos de trabalho e mais de, claro, férias.

Comece explorando o template de "planejamento de férias", que tem pastas bem úteis — e personalizáveis — para informações de voos, alimentação e bebidas, localização, opções de acomodações e atrações imperdíveis. Toque em "convidar" para permitir que seus companheiros de viagem vejam ou colaborem, adicionando ou editando o conteúdo. Para conhecer as outras opções de planejamento, é só dar uma espiada do blog. Preço: grátis para até 3 GB de armazenamento; para volumes maiores e outras funções, de US$ 2,99 a US$ 9,99 por mês ou de US$ 27,60 a US$ 94,80 por ano. Detalhamento dos preços: Bublup.com/premium-features.

The Points Guy

O site The Points Guy, famoso por desmistificar as regras dos pontos de fidelidade e milhas, em perpétua mutação, agora tem um aplicativo de mesmo nome para ajudá-lo a conquistar, usar e controlar os prêmios conquistados com muito sacrifício.

Uma carteira de pontos permite que você insira as informações do programa de sua companhia aérea e de seu hotel, receba alertas para uso da milhagem e dos pontos antes que o prazo expire e saiba se está perto (ou não) de conseguir uma viagem na faixa.

Há também um espaço para as informações de seu cartão de crédito e o rastreio de ofertas extras, além de dicas de como gastar para ganhar mais pontos. Toque no ícone "explorar prêmios" para saber como trocar pontos e milhas e dar busca em estimativas de preços de viagens prêmio. O feed de notícias traz as últimas novidades sobre aéreas, aeroportos, promoções, destinos e exigências de viagem por conta da Covid. Disponível somente para iOS. Gratuito.

Una Travel: planejador inteligente

Atualmente na versão beta público, esse aplicativo quer saber detalhes de seu estilo de viagem — como o tipo de lugar em que prefere ficar (hotel de praia? ecologicamente correto?) e os tipos de comida que enchem sua boca d'água (mexicana? italiana?) — antes de começar a oferecer itinerários e recomendações de coisas para fazer. Os criadores enfatizam a viagem responsável, incluindo várias atividades ao ar livre como caminhadas, passeios de bicicleta, camping, visitas a parques e monumentos e refeições em restaurantes com espaço externo. E você também pode ajudar a planejar e a dar pitaco naquela viagem para acampar ou pedalar com os amigos e a família. Gratuito.

Welcome: guia de rua inteligente

Idealizado pelos criadores do Cameo, aplicativo de vídeo móvel que foi comprado pelo Vimeo em 2014, o Welcome saiu da fase beta e quer ajudar o usuário a descobrir aonde ir e o que fazer. Permite que você siga publicações de viagem, especialistas em turismo e amigos, além de oferecer recomendações baseadas não só em suas preferências, mas também em considerações em tempo real como horário, clima e temperatura e feriados. (Observação: é preciso fornecer o número de seu telefone para entrar.) Disponível só para iOS. Gratuito.

Elude App

Alguns aplicativos de viagem mais novos não ganham muitas resenhas na App Store e no Google Play, mas, como são de graça, dá para testar antes de decidir se merecem um lugar no seu smartphone. Por exemplo, se você estiver morrendo de vontade de ir a um lugar e quer saber como chegar lá, o Elude App sugere destinos baseado em suas respostas para perguntas do tipo "Dá vontade ou deixa para lá?" (acompanhados de fotos de uma tábua de frios, um barco de sushi ou pitaia) e "Tenta ou passa?" (acompanhados de fotos e descrições de atividades como "aprender a cozinhar como um chef", "tentar dançar salsa como um nativo" e "silêncio; visitando um local arquitetônico silencioso"). Dá também para procurar itinerários informando o orçamento total disponível e a cidade de partida. Disponível só para iOS. Gratuito.

E outros…

E outros…

É claro que hoje em dia há tanta informação de viagem que não é fácil se manter atualizado em relação às regras que ditam aonde se pode ir e quando. O Wandry: Travel Planner quer ajudar reunindo informações a partir de diversos portais oficiais em um único lugar. Descubra onde é possível (ou não) zanzar e saiba quais são as exigências para a realização de exames para a Covid, vacinação e quarentenas. Gratuito.

Outra boa opção é revisitar os aplicativos já conhecidos, como Hopper, Skyscanner, TripIt e Tripadvisor, que ganharam atualizações, incluindo exigências e informações relacionadas à pandemia e à saúde. O App in the Air, no qual o usuário faz a reserva e monitora suas viagens e seus programas de fidelidade, introduziu um "passaporte de saúde" digital, recentemente atualizado, no qual você pode inserir os resultados dos exames de PCR e a certificação vacinal antes de viajar. É gratuito, mas com as funções adicionais como atualização de status sai por US$ 9,99 por ano ou US$ 49,99 pela assinatura vitalícia.

Enquanto isso, em terra firme, a atualização do aplicativo Google Maps (gratuito) pode ser útil para quem quer andar por aí ao ar livre. As informações sobre compartilhamento de bicicletas e lambretas foram expandidas e agora incluem mais de 300 cidades ao redor do mundo. Consulte o aplicativo para encontrar as estações mais próximas e, em locais como Nova York e Barcelona, saber quantas unidades estão disponíveis no momento.

Se você é um dos muitos que atualmente estão preferindo explorar locais mais perto de casa, a atualização do Trivago, que ajuda o viajante a encontrar boas promoções de acomodação, pode ser interessante. O aplicativo gratuito lançou o Trivago Weekend, nova maneira de descobrir experiências e viagens mais próximas. É só informar a cidade onde está e tocar no ícone "fim de semana" para conferir possíveis opções de estada e destinos para 2022 que não exigem cartão de embarque.


_________________________________________________Para ouvir e ler | Opinião - O Globo

Por Marcello Serpa 10/01/2022 • 00:01

Recebi da minha filha uma dica preciosa: “Você precisa ouvir o podcast ‘Real dictators’”. Como pai obediente, fui lá escutar e descobri uma pérola de pesquisa histórica apresentada por Paul McGann, ator e diretor inglês, narrando a vida de alguns dos mais sanguinários ditadores da História. Hitler, Stálin, Mao, Kadafi, Idi Amin, Papa Doc, Kim Jong-il e o generalíssimo Franco. O objetivo do podcast é tentar explicar como um único homem consegue convencer milhares a matar em seu nome enquanto outros milhões se fazem de desavisados.

Além da tragédia humana e das atrocidades, algumas bizarrices: Kim Jong-il sequestrando a principal estrela de cinema sul-coreana e seu marido diretor para dirigir, durante anos, filmes para ele. Um deles, de tão ruim, virou cult no Ocidente: “Pulgasari”. O vaidoso Muamar Kadafi mandou retirar os nomes dos jogadores de futebol das camisas para não se tornarem famosos: “Oito passa para seis, que cruza para dez e... gol de dez!”. Pelo mesmo motivo, despediu todos os apresentadores dos noticiários de TV e recrutava aleatoriamente pessoas na rua para ler as notícias do dia.

Todos os episódios são surpreendentes, mas sugiro começar com Franco e Mao Tsé-Tung. Entender esses dois ditadores, em campos ideológicos opostos, serve como preparo para o melhor livro que li em 2021: “Olhar para trás”, obra-prima do escritor colombiano Juan Gabriel Vásquez.

A história real de uma família de republicanos obrigada a fugir da Espanha após a vitória das forças nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, ganha apenas após uma ajuda forte do irmão de alma de Franco, Hitler. Depois de um trajeto tortuoso, chega à Colômbia, onde o pai, Fausto Cabrera, se torna um famoso ator e diretor de teatro e televisão. Seus filhos, Sergio e Marianella, crescem na Colômbia até seus pais se transformarem em maoistas convictos, a ponto de se mudarem todos para a China para dar aulas de espanhol a membros do Partido Comunista e até chegarem, anos depois, como guerrilheiros, à selva colombiana.

O livro conta, na primeira pessoa do filho Sergio, hoje diretor de cinema colombiano, a saga dessa família contaminada pela história e por seus conflitos. Ao escrever, depois de anos de convívio com a família Cabrera, Juan Gabriel mantém uma distância contida, nunca cometendo o deslize de emitir qualquer juízo de valor; nem nos sugere escolher lados ou condenar as opções de qualquer um dos personagens.

Vamos lendo como a dedicação total da família Cabrera a uma causa provoca feridas que nunca cicatrizam. Sergio e Marianella, com outros milhões de jovens chineses, se tornam guardas vermelhos da Revolução Cultural em 1969, incitada por Mao para recuperar o poder político dentro do Partido Comunista chinês, onde o Grande Timoneiro começava a ser questionado. Eles ajudaram, embalados por seus colegas chineses, a perseguir professores, intelectuais, líderes do partido ou quem cometesse o pecado de ser mais velho que a Revolução de 1949. Assembleias populares pipocavam nas ruas sugerindo novas regras que refletissem o espírito da revolução. Numa delas, conta Sergio no livro, surgiu a ideia de trocar o significado do vermelho e verde nos faróis e sinais de trânsito. O vermelho, como cor da revolução, não poderia ser o sinal de parar, e sim de avançar.

Da China, os irmãos vão parar na selva colombiana para se juntar às Farc. É fascinante acompanhar os dois irmãos maoistas latinos pelos caminhos da floresta, onde o pragmatismo dos campesinos vai embaralhando a linha que separa o certo do errado. Cheios de certezas e armados de ideologia e Kalashnikovs, eles aos poucos são obrigados a aprender a duvidar e a reencontrar sua humanidade.

Ouvindo o podcast, fica claro quanto os ditadores dependem de um dogma rígido para justificar a opressão política e o terror contra os inimigos da “ordem” estabelecida por eles. O grande mérito de “Olhar para trás” é nunca deixar claro o que é o mal e onde está o bem, provando que, quando a doutrina bate de frente com a natureza humana e a ambiguidade das nossas emoções, ela se desmancha.

Por Marcello Serpa

_________________________________________________Mike Tyson diz que cogumelos mágicos salvaram sua vida

Mike Tyson devorando um punhado de cogumelos mágicos durante o podcast de Logan Paul

O ex-campeão dos pesos pesados Mike Tyson credita a psilocibina — o composto ativo dos cogumelos mágicos — por salvar sua vida e espera que os psicodélicos possam ser usados ​​para ajudar a mudar o mundo.

Tyson já falou abertamente sobre sua batalha contra as drogas e depressão, e também sobre o seus pensamentos suicidas. Ele disse que as coisas mudaram depois que ele comeu cogumelos com psilocibina e outras substâncias que alteram a consciência, e começou uma exploração espiritual.

“Pensar onde eu estava — quase suicida — em relação a isso agora. A vida não é uma viagem, cara? É um remédio incrível, e as pessoas não olham para ele da perspectiva pela qual precisa ser examinado”, disse Tyson à Reuters.

“Eu nem posso te dizer quais problemas mentais eu costumava ter. Eu estava doente. Todos pensaram que eu estava louco, eu mordi a orelha desse cara”, disse Tyson em referência à sua luta infame em 1997 contra Evander Holyfield. “Eu fiz tudo isso, e um dia fui apresentado aos cogumelos … minha vida mudou.”

“Comecei a lutar boxe! Olhe o que eu estou fazendo agora“, ele disse alegremente, referindo-se a sua recente exposição contra Roy Jones Jr . novembro passado.

Tyson, de 54 anos, também investiu na indústria da cannabis e ganha cerca de US $ 1 milhão por mês com isso.

Rob Hickman, um empresário que fez parceria com “Iron Mike”, disse à GQ no ano passado que testemunhou uma melhora geral na ex-lenda do boxe, dizendo: “Isso mudou vida dele. Ele é uma pessoa perfeita. ”

A Forbes relatou recentemente que a Cybin, uma empresa de desenvolvimento de drogas psicodélicas, foi aprovada para lançar um ensaio clínico de fase dois com psilocibina e pacientes com Transtorno Depressivo Maior.

O CEO da Cybin, Doug Drysdale, que trabalhou na indústria farmacêutica por 30 anos, considerou a aprovação para iniciar o teste – que começará ainda este ano – um grande passo.

“Eu realmente acho que temos a oportunidade de revolucionar a forma como tratamos doenças mentais”, disse Drysdale. “Não existe nada hoje que permita remover os sintomas depressivos de uma pessoa por, potencialmente, meses por vez.”


_________________________________________________Cogumelos mágicos podem ser o maior avanço no tratamento da depressão desde a fluoxetina

Durante a maior parte de sua vida adulta, Aaron Presley, de 34 anos, se sentiu um “lixo”. Ele estava preso em uma realidade tão terrivelmente entediante que tinha dificuldade para sair da cama pela manhã. Então, de repente, a névoa deprimente e esmagadora na sua alma começou a se dissipar, e a experiência mais significativa de sua vida começou.

A virada para Presley veio quando ele estava deitado no divã de um psiquiatra na Universidade Johns Hopkins, usando uma máscara de dormir e ouvindo música de fones de ouvido. Ele havia consumido uma grande dose de psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos mágicos (as vezes chamado erroneamente de cogumelo alucinógeno), e entrou em uma espécie de sonho lúcido. As visões da família e da infância desencadearam sentimentos de amor avassaladores e há muito perdidos, diz ele, “como o paraíso na terra”.

Presley foi um dos 24 voluntários que participaram de um pequeno estudo com o objetivo de avaliar a eficácia de uma combinação de psicoterapia e esta poderosa droga que altera a mente para tratar a depressão; uma abordagem que, caso receba aprovação, pode ser o maior avanço na saúde mental desde o Prozac (também conhecido como flueoxetina) nos anos 1990.

A depressão, muitas vezes caracterizada por sentimentos de inutilidade, apatia profunda, exaustão e tristeza persistente, afeta 320 milhões de pessoas em todo o mundo. Aproximadamente um terço das pessoas que procuram tratamento não respondem às terapias medicamentosas orais ou convencionais.

A terapia com cogumelos mágicos está oferecendo alguma esperança para esses casos desesperadores. No estudo Hopkins, publicado no ano passado na JAMA Psychiatry, a terapia foi quatro vezes mais eficaz do que os antidepressivos tradicionais. Dois terços dos participantes mostraram uma redução de mais de 50% nos sintomas de depressão após uma semana; um mês depois, mais da metade foi considerada em remissão, o que significa que eles não se qualificaram mais como deprimidos.

Ensaios clínicos maiores em andamento nos Estados Unidos e na Europa têm como objetivo obter a aprovação regulatória. Dois estudos que envolveram mais de 300 pacientes em 10 países receberam o status de “terapia inovadora” em 2018 e 2019 pela Food and Drug Administration ( FDA ) dos EUA, que agora agilizará sua revisão dos resultados. Se os testes forem bem-sucedidos, novos protocolos que combinem psilocibina com psicoterapia em um ambiente clínico para o tratamento da depressão podem ser estabelecidos rapidamente. Os tratamentos podem aparecer nas clínicas já em 2024, nos EUA.

A retomada da psilocibina como tratamento médico levanta algumas preocupações. Alguns cientistas se preocupam com o fato de a droga, que pode induzir psicose em algumas pessoas.

Mas muitos cientistas na área da saúde mental acreditam que os riscos diminuem em relação aos benefícios potenciais, que incluem não apenas tratamentos eficazes para a depressão, mas também uma nova compreensão da base neural de muitos transtornos de saúde mental. “Estamos convencidos de que os efeitos dessas drogas são muito profundos e que há uma história que será relevante para a compreensão de novas abordagens para doenças cerebrais”, disse Jerrold Rosenbaum, professor da Harvard Medical School, ex-psiquiatra-chefe da Hospital geral de Massachusetts e líder de seu novo Centro de Neurociência Psicodélica.

Um novo renascimento

Embora drogas psicodélicas tenham sido usadas por populações indígenas por milênios, elas só entraram na mentalidade médica ocidental em 1943, quando Albert Hoffman, um químico da gigante farmacêutica suíça Sandoz, acidentalmente ingeriu um composto chamado dietilamida de ácido lisérgico, ou LSD. Ele prontamente entrou “em um estado de sonho” e alucinou “um fluxo ininterrupto de imagens fantásticas, formas extraordinárias com intenso efeito caleidoscópico de cores”. Hoffman se convenceu de que o LSD poderia ter algum uso na medicina e na psiquiatria. No Brasil os cogumelos mágicos são de livre comércio, mas o princípio ativo isolado deles, a psilocibina, é uma substância controlada pela Anvisa.

Não muito depois, um banqueiro de Manhattan chamado R. Gordon Wasson fez uma viagem a Oaxaca, México, experimentou cogumelos psilocibinos e publicou um relato de 15 páginas de sua experiência psicodélica na revista Life, apresentando ao mundo o poder dos fungos.

Os psiquiatras logo relataram benefícios terapêuticos. Na década de 1960, eles haviam administrado a mais de 700 alcoólatras, metade dos quais permaneceu sóbrio por ao menos alguns meses. Outros pesquisadores descobriram que as drogas eram úteis para ansiedade, depressão, angústia existencial de pacientes terminais com câncer e outros transtornos mentais; desde que administrados sob supervisão.

As drogas psicodélicas perderam sua legitimidade logo depois que a contra-cultura as adotou para recreação, desencadeando alguns suicídios, colapsos mentais e viagens ruins. O financiamento federal para pesquisa parou. Com o passar dos anos, no entanto, alguns grupos nos Estados Unidos e no exterior continuaram a conduzir experimentos em ratos e mapear a estranha ginástica em nível molecular que dá à psilocibina sua capacidade de alterar profundamente a percepção humana.

A chave para a ação da droga é sua capacidade de se ligar a uma classe especial de proteínas minúsculas que se projetam a partir da superfície de muitos neurônios no cérebro e detectam a passagem de sinais químicos; neste caso, o neurotransmissor serotonina. O que tornou as moléculas ativas do LSD e da psilocibina tão poderosas foi uma peculiaridade em sua geometria que fez com que as substâncias químicas ficassem presas nessas proteínas — conhecidas como receptores de serotonina 5H 2A — e permanecessem por horas, em vez de desaparecer rapidamente como os neurotransmissores normais. Uma vez que o produto químico é colocado em um dos receptores, ele começa a causar alterações na sinalização interna da célula, fazendo com que alguns neurônios que normalmente não disparam acendam como fogos de artifício e fazendo com que outros apagassem.

Esses insights não chegaram perto de explicar as profundas questões que os cientistas tinham sobre as drogas — por que, por exemplo, elas provocam profundas experiências espirituais? — que só poderiam ser observadas com experimentos em humanos. No início dos anos 1990, após uma campanha de ações judiciais e lobby por defensores dos psicodélicos nos EUA, a FDA reavaliou as drogas psicodélicas e outras “drogas de abuso” e indicou que estaria aberta a pedidos para estudá-las.

Ensaios clínicos em experiências místicas, pacientes com câncer em estado terminal e vícios surgiram em meados dos anos 2000 de instituições de prestígio como a New York University, UCLA e Johns Hopkins. Enquanto isso, exames de varredura cerebral ajudaram a documentar os efeitos notáveis ​​das drogas no cérebro. Nos últimos anos, uma imagem mais clara de como essas drogas agem — e por que podem funcionar como terapia para transtornos mentais — começou a surgir.

O cérebro místico

Tanto o LSD quanto a psilocibina perturbam profundamente os padrões normais de comunicação no cérebro. Os pesquisadores podem detectar essas mudanças usando varreduras cerebrais que mostram quais áreas do cérebro parecem estar ativas simultaneamente ou em rápida sucessão (sugerindo quais estão se comunicando). Em particular, eles parecem interferir na conectividade e no funcionamento das redes de estruturas cerebrais envolvidas no planejamento, tomada de decisões e pensamento associativo; muitos dos circuitos neuronais de alto nível dos quais dependemos para interpretar e dar sentido ao mundo. As drogas também parecem interferir no funcionamento do núcleo reticular talâmico, uma estrutura próxima ao centro do cérebro que regula o volume dos sinais sensoriais, permitindo-nos concentrar nossa atenção em algumas entradas de informação e bloquear outras.

Robin Carhart-Harris, neurocientista que recentemente se mudou do Imperial College London para a UC San Francisco, articulou uma das teorias mais amplamente citadas sobre como as drogas induzem experiências transformadoras. Ele acredita que isso decorre de sua capacidade de desligar de alguma forma uma constelação específica de estruturas cerebrais conhecida como “modo padrão de rede” neural. Essa rede é mais ativa quando nossa mente divaga – quando estamos sonhando acordados. É aquela voz que ouvimos em nossas cabeças, que muitas vezes é hiperativa em pacientes deprimidos e ansiosos que são atormentados por ciclos de pensamentos negativos.

Alguns cientistas pensam no modo padrão de rede como o correlato neural do “ego” de Freud, aquela porção da personalidade humana que experimentamos como o “eu” que lembra, avalia, planeja, ajuda a integrar nossos mundos externo e interno e fornece o filtro mental através que experimentamos e interpretamos nossa experiência a cada momento. A experiência de Aaron Presley mostra como essa rede pode dar errado. Antes de seu tratamento, Presley lembra, ele costumava dizer a si mesmo que era uma perda de espaço e que não havia esperança de melhorar. Esse pensamento repetitivo e improdutivo, ou “falsa solução de problemas”, é conhecido no campo da psiquiatria como “ruminação”. De acordo com Rosenbaum de Harvard, a ruminação desempenha um papel fundamental nas condições de saúde mental, como depressão, vício e transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC.

Para Presley, a experiência com a psilocibina fez com que sua ruminação inútil cessasse. Isso desligou a voz crítica e dominadora da sua mente. Ele vislumbrou um nível de autoaceitação e um senso de agência em sua própria vida que ele não pensava ser possível.

Charles Raison, psiquiatra da Universidade de Wisconsin-Madison especializado em depressão, explica essas experiências em termos freudianos. Com o ego desligado, o inconsciente de Freud tem rédea solta para se expressar, muitas vezes revelando verdades internas e percepções profundas para as quais aqueles que usam drogas normalmente não enxergam.

“A ideia de que os psicodélicos liberam algumas dessas áreas emocionais mais profundas e poderosamente valiosas do cérebro – as áreas límbicas envolvidas na memória e na emoção – para ter uma opinião consistente com o que as pessoas estão relatando”, diz Raison, que também atua como diretor clínico e pesquisa translacional para o Usona Institute, uma organização sem fins lucrativos que está liderando um ensaio clínico com psilocibina. “Eles são freqüentemente superados por essas emoções realmente poderosas que são surpreendentes, como se viessem de fora, mas ainda assim parecem completamente críveis… Essas áreas são liberadas…”

Nada disso, entretanto, explica talvez o mistério mais duradouro dessas drogas, o que Raison chama de “o Santo Graal”, e outros se referem como a “caixa preta” em nosso conhecimento científico atual.

Muitos distúrbios cerebrais são definidos por um “repertório mental e comportamental restrito” que confina aqueles que sofrem deles a “padrões subótimos” dos quais eles não conseguem escapar”, diz Matthew Johnson, professor de psiquiatria e ciências comportamentais da Johns Hopkins e um dos os co-autores do estudo sobre depressão do qual Aaron Presley participou. Esses “padrões subótimos” se manifestam comportamentalmente, como no pensamento ruminativo e uma expectativa reflexiva de que as coisas vão mal, e também se manifestam fisicamente em atividade cerebral anormal. Muitos distúrbios de saúde mental são caracterizados por atividade cerebral aberrante, na qual populações de neurônios especializados, conhecidos como circuitos, ficam presos em padrões de comunicação rígidos e perdem a capacidade de se comunicar efetivamente com outros circuitos cerebrais. O cérebro perde a flexibilidade e agilidade que lhe permitiriam responder e interpretar novas situações e reagir de acordo. Ficamos doentes.

Quando o efeito da droga passa e tudo se foi, de alguma forma isso leva ao restabelecimento e essas redes cerebrais voltam a um padrão mais saudável”, diz David Nichols, químico aposentado da Purdue University, que estuda a biologia molecular de drogas psicoativas por mais de 50 anos. “E essa é a grande questão que eu acho que os psiquiatras vão olhar por muito tempo. O que é esse mecanismo de reconfiguração?”

Nos últimos anos, alguns cientistas começaram a descobrir evidências que sugerem uma possibilidade tentadora: que as drogas podem de alguma forma levar o cérebro a liberar agentes de crescimento que não apenas enviam um sinal global que permite às células do cérebro se reconectarem e forjarem novas conexões. Que as drogas podem até catalisar o cérebro para começar a se regenerar.

Em um estudo, pesquisadores da Escola de Medicina de Yale usaram um microscópio de varredura a laser para examinar o cérebro de ratos. Em particular, eles observaram “espinhos dendríticos”, ramificações na extremidade dos neurônios que permitem que eles se comuniquem com as células cerebrais vizinhas. O estresse crônico e a depressão são conhecidos por reduzir o número desses conectores neuronais e fazer com que os existentes murchem. Quando os pesquisadores pegaram os camundongos estressados ​​e deprimidos com dendritos murchos e deram psilocibina a eles, seus dendritos floresceram.

Surpreendentemente, essa reconfiguração do cérebro após uma única dose parece durar muito: um mês depois, os ratos que receberam psilocibina tinham 10% mais conexões neuronais do que antes. O aumento da densidade desses conectores neuronais cruciais teve benefícios observáveis: os ratos mostraram melhorias comportamentais e aumento da atividade do neurotransmissor.

“Essas novas conexões podem ser as mudanças estruturais que o cérebro usa para armazenar novas experiências”, diz Alex Kwon, professor associado de psiquiatria e neurociência e autor do artigo.

Outros grupos que expuseram células cerebrais humanas à droga em placas de Petri relatam o crescimento de novas células cerebrais; um processo chamado “neurogênese”. Uma teoria é que a capacidade das drogas de colocar os receptores de serotonina na posição “ligada” por um longo período de tempo de alguma forma desencadeia uma série de reações químicas que levam os neurônios a liberar sinais semelhantes aos de hormônios que estimulam a neurogênese.

Se os cientistas puderem fazer engenharia reversa e mapear essas reações químicas, diz Rosenbaum de Harvard, eles poderão lançar uma nova luz não apenas sobre o que está errado em vários distúrbios cerebrais, mas também desenvolver novos tratamentos para muitos distúrbios cerebrais intratáveis.

Diferença da noite para o dia

Enquanto Presley estava deitado no divã de seu psiquiatra, ele não estava pensando em seus dendritos florescendo ou em seu id freudiano. Ele era uma criança de sete anos de novo, sentado em um banco da igreja com sua família durante um sermão de domingo. Ele e seus dois irmãos estavam tentando fazer o outro rir.

“Eu realmente podia sentir meus irmãos ao meu lado e como era divertido”, lembra ele. “E eu simplesmente senti quanto amor eu tenho por meus irmãos e meus pais. Foi um daqueles momentos em que você faz o outro rir até chorar.”

Presley também viu seu próprio funeral, o de seus pais e os de outras pessoas que amava (todos ainda vivos). Ele traçou um possível futuro com sua namorada. Ele soluçou tanto que parecia que tinha levado um chute na barriga e sentiu seu corpo inundar de pura alegria e gratidão. Presley sabia que o que estava experimentando não era tecnicamente real. Mas as cenas eram tão detalhadas, tão cheias de paixão e significado que pareciam reais.

Quando tudo acabou, depois que ele processou com seus facilitadores Hopkins, algo mudou. Nas semanas e meses que se seguiram, as visões de alegria e significado que ele vislumbrou se tornaram suas suas bússolas. Ele se juntou a um coral musical, porque cantar lhe trazia alegria. Ele raspou a barba e a cabeça e mais uma vez começou a participar de eventos sociais. Ele fez um esforço para se reconectar com velhos amigos e familiares. Com a ajuda de terapeutas de Hopkins que estavam à disposição para ajudar a “integrar” sua experiência, ele fez listas de tarefas que poderia realizar se — ou quando — a escuridão voltasse: Ligue para um amigo ou ente querido, vá para para a academia praticar escalada, levantar pesos, cantar, tocar piano, entrar em contato com pessoas na academia e iniciar conversas sobre seu trabalho.

“Eu estava tão cansado, tão esgotado”, ele lembra de seu tempo antes do tratamento. “Parecia que eu estava embaixo de um peso enorme. E, de repente, acabou. É, tipo, a diferença entre o dia e a noite.”

Essas experiências transformadoras são comuns nos consultórios aconchegantes e mal iluminados dos profissionais de saúde mental, com seus sofás macios, estátuas de Buda e pinturas de paisagens. Mary Cosimano, diretora de serviços facilitadores do Centro Johns Hopkins para Pesquisa Psicodélica e de Consciência, participou de mais de 475 sessões com voluntários em ensaios clínicos. As experiências individuais variam amplamente, mas compartilham alguns temas comuns.

Uma voluntária que participou de um estudo de psilocibina para tratar a anorexia experimentou a sensação de ser abraçada e aceita por um ser superior — “descansando nos braços de Deus” — o que lhe deu uma sensação de paz e pode ter ajudado a abandonar sua necessidade de controlar tantos aspectos de sua vida. Outra voluntária descreveu sentimentos de inutilidade que a deixaram com medo de falar com alguém em seu trabalho. Em uma sessão, ela teve uma visão de si mesma no trabalho. Ela viu seus colegas de trabalho se tornarem “muito, muito pequenos” e depois os devorou. A experiência a deixou com a sensação de que “estamos todos conectados, todos [somos] um”. Quando voltou ao trabalho, ela se sentiu igual a seus colegas de trabalho e foi capaz de tratá-los com igualdade.

O Dr. Charles Grob, professor de psiquiatria e ciências biocomportamentais na UCLA, que trabalhou com pacientes com câncer terminal no início dos anos 2000, diz que muitos dos pacientes com os quais trabalhou emergiram da experiência com uma capacidade recém-descoberta de se concentrar no momento presente.

A maioria de seus pacientes chegou experimentando altos níveis de sofrimento existencial, desmoralização, depressão e ansiedade. Depois dos tratamentos com psilocibina, eles geralmente saíam com uma nova sensação de paz e a determinação de passar o resto de seus dias conectando-se com seus entes queridos e aproveitando ao máximo o tempo que lhes restava.

Muitas vezes, quando ficamos gravemente doentes, ele explica, “perdemos aquela parte da identidade, que é tão vital para a nossa função, e este tipo de processo de tratamento parece restabelecer aquele senso de significado e identidade ancorado em quem somos no passado “, diz ele. “Você não se sente mais isolado e meio abandonado de seu antigo senso de identidade. Descobrimos que, em muitos aspectos, isso era medicina existencial.”

Cosimano ressalta que a viagem em si é apenas uma parte do protocolo clínico. Na Johns Hopkins, e na maioria dos experimentos em andamento, o que acontece depois é tão importante quanto. Depois que suas sessões terminam, os voluntários são solicitados a escrever “relatórios de sessão”, às vezes simplesmente apontando suas experiências. Eles então lêem os relatórios para seus facilitadores, que ajudam os voluntários a explorar o que a experiência significou para eles e como eles podem integrar os insights em suas vidas diárias.

“Se você não fizer algo com o que vive [na viagem], isso vai voltar a ser como era antes”, diz Cosimano. “É uma disciplina. É algo com o qual você tem que se comprometer.”

Um pesado mandato

Para que os medicamentos cheguem à clínica e ajudem pacientes reais, os defensores terão de evitar os erros do passado. Muitos dos que incentivam as terapias acreditam que é importante distinguir entre o abuso das drogas fora da clínica e as experiências daqueles que as usam em um ambiente terapêutico seguro, supervisionado e rigidamente controlado.

Este mandato pesa muito sobre George Goldsmith, um dos fundadores da Compass Pathways, a empresa de biotecnologia de capital aberto com sede em Londres que conduz um estudo de 22 locais em 10 países com 233 pacientes que atendem aos critérios de diagnóstico para depressão “resistente ao tratamento”. Goldsmith tem uma conexão pessoal com o problema: ele e sua esposa Ekaterina Malievskaia descobriram a terapia psicodélica enquanto procuravam a cura para seu filho com problemas mentais e se comprometeram a tirá-la das sombras.

Ao projetar o ensaio, ele e Malievskaia conversaram com os órgãos reguladores. Na verdade, um regulador britânico sugeriu que eles elaborassem seu primeiro ensaio para tratar a depressão resistente a medicamentos. Eles também recrutaram um grupo de conselheiros respeitados que inclui Tom Insel, ex-diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, Paul Summergrad, ex-chefe do Instituto Psiquiátrico Americano, e Sir Alasdair Breckenridge, ex-presidente dos Medicamentos do Reino Unido e Agência Reguladora de Produtos de Saúde.

“Sou de opinião que precisamos de inovação neste espaço”, diz Insel.

Insel se preocupa com o fato de esses esforços serem superados por outros eventos. Nos Estados Unidos, um movimento ativo para descriminalizar a psilocibina ganhou impulso nos últimos anos, com eleitores em Denver, Oakland, Santa Cruz, Washington, DC e Somerville e Cambridge em Massachusetts votando a favor. Embora as drogas continuem ilegais sob a lei federal, ele se preocupa com o que pode acontecer se elas se espalharem fora da clínica. Sem supervisão, os psicodélicos podem acelerar o início da psicose em pessoas vulneráveis ​​a ela. Isso poderia levar ao tipo de tragédias e publicidade negativa que foi o pretexto para o combate a droga no passado.

A corrida de ouro por tratamentos, porém, já começou. Centenas de novas empresas de biotecnologia estão buscando investimentos para terapêuticas e grupos de pesquisa que estudam os compostos para uso clínico mais que dobraram de número.

A terapia que Compass está propondo inclui um protocolo projetado para garantir que os medicamentos possam ser tomados com segurança e que especialistas estejam à disposição para ajudar caso um paciente comece a se sentir sobrecarregado. Os pacientes passam por triagem, participam de reuniões preparatórias com um terapeuta, são supervisionados e monitorados durante suas sessões de dosagem e participam de sessões de acompanhamento com o objetivo de integrar suas experiências.

Se o FDA aprovar a terapia, é provável que o faça com disposições especiais estipulando que os medicamentos não podem ser tomados fora do ambiente clínico, serão cuidadosamente controlados e só poderão ser administrados por um profissional de saúde treinado.

“Muitas vezes, você pode ter uma experiência muito desafiadora e ainda assim ter muitos benefícios”, diz Goldsmith. “Não acho que uma viagem ruim seja necessariamente uma experiência ruim. É uma experiência desafiadora. É um conteúdo que você pode não querer ver, mas na verdade pode ser bastante terapêutico. E é por isso que é importante ter o terapeuta presente.”

Em ambientes clínicos adequados a terapia pode ajudar muitas pessoas em que outras terapias não tiveram efeito. Três anos após sua experiência em Hopkins, a depressão de Aaron Presley ainda volta às vezes. Mas quando isso acontece, não o domina mais, e ele sabe o que fazer para se livrar dela. A experiência o inspirou a estender a mão para seus pais e irmãos para se conectar mais profundamente. Ele é mais aberto sobre assuntos pessoais que antes evitava discutir, diz ele.

“Percebi que é possível ter um conjunto de ações e atividades, apenas a combinação e sequência certas, que produzem características ideais para mim. E tenho a agência para fazer isso acontecer. Encontrei minhas paixões novamente, o que realmente me motiva bem lá no fundo.” [Newsweek]

_________________________________________________Cogumelos mágicos tratam depressão e trauma em um novo estudo

Em um novo estudo recente, cogumelos contendo psilocibina trataram com sucesso sintomas de depressão e Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Um estudo conduzido na Yale School of Medicine (EUA) no qual os pesquisadores analisaram o ingrediente psicoativo encontrado nos cogumelos mágicos psicoativos Psilocybe cubensis, usando camundongos como parte do estudo.

Quando administrado nos animais, os pesquisadores descobriram que a psilocibina faz com que o tamanho e a densidade dos nêutrons no córtex frontal do cérebro aumentem em 10% – o que poderia levar a uma “remodelação estrutural” com efeitos positivos no cérebro.

“A psilocibina é fascinante porque tem uma meia-vida incrivelmente curta, o que significa que sai do corpo rapidamente e ainda tem efeitos comportamentais de longa duração”, disse o professor de psiquiatria e neurociência Alex Kwan em comunicado a imprensa.

“Vimos que a psilocibina pode ser eficaz no tratamento da depressão e outros distúrbios neuropsiquiátricos. Neste estudo, queríamos investigar este mistério, observando as conexões individuais no cérebro de camundongos.”

Outro estudo recente revelou que os cogumelos mágicos podem ser “4x mais eficazes” que os antidepressivos comumente receitados por médicos, oferecendo uma “alternativa promissora” aos medicamentos produzidos quimicamente.

A psilocibina estimula os receptores de serotonina no cérebro de maneira muito parecida com o LSD e outros psicodélicos, e freqüentemente causa “experiências espirituais” quando ingerida em doses maiores. Eles também levam uma taxa altíssima de fumantes de longa data a pararem de fumar.

“Fui inspirado pelo Dr. Ronald Duman, que estudou o efeito da cetamina na densidade da coluna [espinhal]”, disse Kwan sobre o novo estudo.

“No entanto, escolhemos usar a psilocibina porque ela é muito bem estudada clinicamente. Atualmente, há um grande ensaio clínico de fase dois investigando os efeitos da psilocibina no transtorno depressivo maior.”

A pesquisa com psicodélicos foi interrompida na década de 1970 após a Guerra às Drogas nos EUA, e agora está sendo lentamente revivida conforme a pesquisa positiva vem do estudo de drogas como psilocibina, LSD, mescalina, MDMA e outras.


_________________________________________________Medo e depressão: está cada vez mais claro que insetos têm sentimentos - Gizmodo Brasil

Assim como os humanos, abelhas e moscas-das-frutas também podem experenciar alguns sentimentos. Veja as evidências.

Carolina Fioratti 38 segundos atrás

Imagem: Erik_Karits/Pixabay/Reprodução

O cérebro dos insetos segue um padrão similar ao dos humanos. A maior parte do aprendizado e da memória destes seres, por exemplo, ficam em regiões arqueadas que já foram comparadas ao nosso córtex. Caso você não se lembre, essa é a seção responsável pela nossa linguagem, raciocínio, consciência, entre outras funções.

Como foi mostrado em reportagem publicada pela BBC, a capacidade cognitiva de humanos e insetos pode ser comparada. As abelhas conseguem contar até quatro, enquanto as formigas são capazes de selecionar objetos externos e aplicá-los em suas tarefas do dia a dia. 

Estudos recentes trazem evidências de que, assim como nós, os insetos também podem ter sentimentos. Confira: 

Abelhas

Uma pesquisa de 2011 realizada por cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, decidiu examinar se as abelhas poderiam expressar emoções. Para isso, treinaram um conjunto de insetos que deveria associar odores a recompensas. O primeiro odor era de uma substância açucarada enquanto o segundo pertencia a um líquido amargo.

As abelhas foram divididas em dois grupos. Um deles foi agitado o bastante para causar desconforto similar ao de predadores, mas não causar danos. Já o outro pôde ficar apenas apreciando a bebida doce. 

Então, os pesquisadores testaram como as diferentes experiências afetavam o humor das abelhas. Elas foram expostas a novos odores, e as abelhas que ficaram no bem bom seguiam esperando receber outro drink açucarado. As abelhas que foram chacoalhadas, por sua vez, eram menos propensas a essa reação. Na verdade, elas se tornaram céticas e desconfiadas.

Há ainda um segundo comportamento observado por pesquisadores que indica o medo das abelhas. Estes insetos são comumente caçados por vespas gigantes, capazes de atacar colônias inteiras. 

Um estudo publicado em novembro de 2021 sugere que as abelhas usam uma versão amplificada de seu zumbido quando estão sob ameaça destes insetos. Não há confirmações de que o grito seja uma reação emocional das abelhas, mas as características acústicas são similares aos gritos de alarme de vários outros animais, como aves e primatas.

Moscas-das-frutas

Evidências indicam que as larvas de mosca-das-frutas e também as moscas adultas são capazes de sentir dor mecânica. Basta pegá-las na mão e elas tentarão escapar.

Provar a dor emocional, por outro lado, é mais difícil. Em entrevista à BBC, o pesquisador da Universidade de Sydney Greg Neely citou um exemplo similar ao das abelhas. De acordo com ele, as moscas-das-frutas podem ser treinadas para associar certos odores a coisas desagradáveis. Sendo assim, elas correm para longe sempre que sentem o cheiro específico.

Porém, quando estas moscas não conseguem fugir do odor negativo, desistem e exibem um comportamento de desamparo que pode ser comparado à depressão. Mais uma evidência de que os insetos têm sentimentos.

_________________________________________________Ex-BBB Paulinha Leite explica como ganhou 54 vezes na loteria; site de bolões fica instável e sai do ar

Roraimense de 34 anos criou empresa especializada em apostas em jogos de azar: 'Não estava esperando esse tanto de acesso', ela conta
Paulinha com um dos 54 prêmios que já venceu Foto: Reprodução/Instagram
Paulinha com um dos 54 prêmios que já venceu Foto: Reprodução/Instagram

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"Sempre tive muita sorte com sorteio, com coisas relacionadas a números", afirma a ex-BBB Paulinha Leite, sobre o fato de já ter ganhado 54 jogos de loteria. A explicação para o elevada quantidade de vitórias, ela conta, segue uma estratégia pessoal, baseada em intuição e análise de jogos anteriores.

Desde os 21 anos, a roraimense, hoje com 34 anos, realiza apostas em diferentes jogos de azar. E ela sempre está com o pé quente. "Minha mãe jogava na loteria, e, um dia, joguei, fiz a quadra e comecei a gostar.. Fui para o Big Brother, ganhei tudo lá dentro: apartamento, carro... Quando saí , numa das entrevistas que eu dei, falei que já tinha ganhado na loteria", ela relembra.

A sorte com os jogos fez com que ela criasse uma empresa especializada em realizar bolões. Desde a última segunda-feira (3), quando Paulinha mostrou que acertou 16 quinas na Mega-Sena da Virada, o site do negócio está fora do ar, devido ao alto número de acessos. "Peço só um pouquinho de paciência, porque a gente não estava esperando esse tanto de acesso simultaneamente no nosso site", ela comunicou os clientes: "Em um dia ganhamos o que demoramos um ano para construir. Chegaram cem mil novas pessoas ao site".

A empresa surgiu por acaso. Há uma década, após deixar o confinamento no "BBB", Paulinha deu números aos seguidores, e eles acertaram a quadra. "Depois, uns seguidores me pediram números. Dei, e eles ganharam a quadra de novo. Um mês depois, alguns seguidores continuaram jogando e ganharam a Quina, ganharam R$ 28 mil... E eu falei: 'Gente, muita coincidência!'. Fui e dei de novo (outros números), e aí eles ganharam de novo", ela recorda.

A ex-BBB Paulinha Leite mostra o cartão vitorioso da Mega-Sena Foto: Agência O Globo
A ex-BBB Paulinha Leite mostra o cartão vitorioso da Mega-Sena Foto: Agência O Globo

Foi quando os seguidores de Paulinha pediram que ela realizasse um bolão. "Pensei em como faria isso, se todo mundo morava num canto do Brasil. Daí tive um sonho e resolvi criar um Instagram para conseguir definir quem ia participar", ela explica. "Achei que ia ser só uma brincadeira com meus seguidores. Quando a gente viu, já não estava dando conta. A gente ganhou o bolão, e disso nasceu a empresa", rememora ela, que hoje coordena 25 funcionários no estabelecimento chamado Unindo Sonhos.

— Escolho os números com base no que vejo no meu dia a dia, aqueles que me chamam atenção. Aí vou misturando com os números que mais saem, outros jogos com os que menos saem... — explica ela, que tem os números 4 e 14 como favoritos.

A empresa e Paulinha Lite já está com um ano e três meses  e já distribuiu quase R$ 8 milhões aos apostadores, de acordo com as contas da ex-BBB.

— Não posso reclamar da minha sorte nem um pouquinho — diz, aos risos.

_________________________________________________Em vez de se preocupar com a dieta em si, treine o cérebro

Uma variedade de técnicas que encorajam a consciência de como comemos, a aceitação relacionada aos alimentos que queremos ingerir e exercícios alimentares intuitivos pode ser usada para suprimir desejos e remodelar nossos hábitos alimentares

Tara Parker-Pope, do New York Times

05/01/2022 - 03:30

Eis uma resolução de ano novo que você pode manter: pare de fazer dieta e comece a saborear sua comida Foto: ANDREW B. MYERS / NYT

Eis uma resolução de ano novo que você pode manter: pare de fazer dieta e comece a saborear sua comida.

Isso pode parecer um conselho surpreendente, mas há evidências científicas crescentes que sugerem que as dietas não funcionam. Pesquisas mostram que a restrição alimentar só dá vontade de comer mais. E, a longo prazo, fazer dieta pode sair pela culatra, desencadeando as defesas de sobrevivência do seu corpo, como a desaceleração do seu metabolismo, que pode dificultar ainda mais perder peso no futuro.

A resolução de parar de fazer dieta não significa desistir de ter um corpo mais saudável. Mas, para conquistar o hábito de fazer dieta com sucesso, você precisará abandonar as velhas ideias sobre contar calorias, banir seus alimentos favoritos e medir o sucesso por um número em uma balança.

Então, qual é a alternativa? Muitos pesquisadores andam incentivando uma nova abordagem para obter uma alimentação saudável com base na ciência do cérebro. Uma variedade de técnicas que encorajam a consciência de como comemos, a aceitação relacionada aos alimentos que queremos ingerir e exercícios alimentares intuitivos pode ser usada para suprimir desejos e remodelar nossos hábitos alimentares.

— Os paradigmas em torno da força de vontade não funcionam. Você tem que começar sabendo como sua mente funciona —, disse o Judson Brewer, professor associado de ciências sociais e comportamentais na Escola de Saúde Pública da Universidade Brown que estudou práticas alimentares conscientes.

Sem dietas restritivas

Deixar de lado velhos hábitos de dieta nesta época do ano é especialmente difícil por causa do fascínio dos planos para perder peso. Muitos programas e aplicativos de dieta famosos tentam atrair usuários com a promessa de que eles não estão promovendo uma dieta tradicional, apenas para impor práticas alimentares restritivas assim que você se inscrever.

Traci Mann, que chefia o laboratório de saúde e alimentação da Universidade de Minnesota, observa que, além da decepção de não perder peso, a dieta também afeta seu corpo de várias maneiras negativas. Entre outras coisas, a restrição alimentar pode afetar a memória e as funções executivas, levar a pensamentos alimentares obsessivos e disparar o cortisol, um hormônio do estresse.

— Fazer dieta é uma forma desagradável e de curta duração de tentar perder peso — explica Mann, autora de “Segredos do laboratório de alimentação: A ciência da perda de peso, o mito da força de vontade e por que você nunca deve fazer dieta novamente” (em tradução livre para o português), que continua: — Você pode emagrecer no curto prazo, mas ele (o peso) volta. Isso acontece não importa quem você seja, com pessoas com grande força de vontade e com pessoas com péssima força de vontade.

Se você ainda estiver tentado a experimentar aquela dieta da moda, considere o seguinte: as evidências sugerem que a dieta restritiva e a rápida perda de peso podem levar a mudanças duradouras que podem desacelerar seu metabolismo, alterar hormônios que regulam a fome e dificultar os esforços para manter o peso.

Um corpo com peso reduzido responde de forma diferente aos alimentos e exercícios do que um corpo que não fez dieta, sugerem os estudos, e os músculos de quem está fazendo dieta podem queimar menos calorias do que o esperado durante o exercício. Essas mudanças ajudam a explicar por que pessoas que estão sempre "de dieta" podem estar comendo muito menos calorias do que aqueles ao seu redor, mas ainda não estão perdendo peso, explica Rudolph Leibel, professor de medicina do Instituto de Nutrição Humana da Universidade Columbia.

Como os hábitos alimentares são formados

Brewer, um psiquiatra especializado em vícios, testou uma série de práticas de mindfulness para ajudar as pessoas a parar de fumar, diminuir a ansiedade e reduzir a ingestão de alimentos por motivos emocionais. Ele também criou um aplicativo chamado Eat Right Now, que usa exercícios de atenção plena para ajudar as pessoas a mudarem seus hábitos alimentares.

Um estudo da Universidade Brown com 104 mulheres com sobrepeso descobriu que o treinamento de mindfulness reduziu a alimentação relacionada ao desejo em 40%. Outra revisão feita por cientistas da Universidade Columbia descobriu que o treinamento alimentar intuitivo e consciente muitas vezes resultou em pelo menos um benefício para a saúde metabólica ou cardíaca, como aumento dos níveis de glicose, redução do colesterol ou melhora da pressão arterial

Brewer observa que os comportamentos alimentares, como comer batatas fritas distraidamente ou comer sobremesas, costumam ser o resultado de ciclos de hábitos que são reforçados com o tempo.

Os laços de hábito podem ser formados a partir de experiências boas e ruins, explica Brewer. Sorvete, por exemplo, é algo que podemos comer durante as comemorações. O cérebro aprende a associar comer sorvete a se sentir bem. Embora não haja nada de errado com o sorvete, ele pode se tornar um problema quando começamos a comê-lo sem pensar após um gatilho emocional, como quando nos sentimos estressados ou com raiva. Agora nossos cérebros aprenderam que o sorvete também nos faz sentir bem em momentos de estresse, reforçando o ciclo do hábito.

Com o tempo, podemos desenvolver uma série de hábitos que nos levam a comer quando estamos entediados, com raiva, estressados, cansados depois do trabalho ou apenas assistindo televisão.

— O complicado sobre os ciclos de hábito é que, quanto mais automáticos eles se tornam, com o tempo você nem mesmo escolhe conscientemente essas ações — diz Brewer.

Ao compreender seus próprios ciclos de hábito e os gatilhos por trás deles, explicou o especialista, você pode ajudar a quebrar o controle que eles exercem sobre você, atualizando seu cérebro com novas informações. Os exercícios de atenção plena, que o levam a desacelerar e pensar sobre como e por que você está comendo, podem ensinar seu cérebro que uma comida "agradável" não faz você se sentir tão bem quanto lembrava. Praticar a atenção plena a cada vez que você pegar um alimento ou decidir comê-lo pode interromper o ciclo do hábito.

Experimente o 'desafio de comer bem'

Comece a praticar a conscientização, desacelerando e pensando sobre o que você está comendo e por que está comendo. Tente não se concentrar na perda de peso, na restrição alimentar ou na eliminação dos alimentos favoritos de sua dieta. Evite rotular os alimentos como "bons" ou "ruins". Seu objetivo desta semana é focar nos sabores e texturas dos alimentos e em como você se sente antes, durante e depois de comer.

Pode levar algum tempo para desenvolver a consciência plena sobre o que você está comendo, então seja paciente.

Em um estudo, os participantes levaram entre 10 e 15 tentativas — para muitas pessoas, 38 ou mais — para começar a remodelar seus hábitos alimentares.

Aqui estão dois exercícios simples do programa Eat Right Now de Brewer para você começar.

1. Comece com um aquecimento antes da refeição

Antes de cada refeição desta semana, tente este exercício simples de conscientização. Não há necessidade de monitorar o que você come ou restringir sua dieta. Basta observar seu corpo toda vez que comer. Em uma escala de zero a 10, com zero sendo o estômago vazio e 10 sendo desconfortavelmente cheio, você está com fome ali no momento?

Na sequência, olhe para a comida, observando as texturas e cores. Agora cheire sua comida. Finalmente, pegue o garfo e dê a primeira mordida consciente. Enquanto mastiga, abaixe o garfo e preste muita atenção ao sabor e à sensação do alimento na boca.

Depois de várias mordidas, observar se você está com fome ou cheio. Você pode ouvir aqui o Dr. Brewer guiá-lo durante o aquecimento antes da refeição.

2. Mapeie seus hábitos alimentares

Use este exercício para melhorar algum comportamento alimentar que você gostaria de mudar, como comer demais ou pedir fast food.

Nossos hábitos alimentares têm três elementos: um gatilho, um comportamento e um resultado. Mapeando seus costumes, você pode fornecer a seu cérebro novas informações sobre como o hábito realmente faz você se sentir. Você pode baixar uma planilha no site do dr. Judson Brewer para ajudá-lo com este exercício.

Comece escolhendo um comportamento alimentar que você gostaria de mudar. Talvez você queira lanchar menos durante o dia, cortar delivery ou biscoitos, batatas fritas ou sorvete. Embora não haja nada de errado em desfrutar desses alimentos, você identificou isso como um comportamento alimentar problemático. Questione-se por que você pensa assim.

Agora pense sobre o que desencadeia esse comportamento. É uma emoção, como raiva ou estresse, ou você está se recompensando com uma guloseima? Ou pode ser uma situação, como assistir televisão ou fazer compras quando está com fome.

Concentre-se no resultado. Antes de comer, pergunte a si mesmo. O que estou ganhando com isso? Como vai me fazer sentir comer essa comida? Pense em como você se sentiu na última vez que comeu determinado alimento. Você gostou? Você acabou comendo muito? Você se sentiu desconfortavelmente cheio ou com náuseas? Você se sentiu culpado mais tarde e se culpou por comê-lo? Pensar em como um alimento faz você se sentir antes, durante e depois de comer atualiza as informações que seu cérebro tem sobre o quão gratificante (ou não) um alimento realmente é. E pode ajudar a quebrar a influência que um determinado alimento exerce sobre você.



_________________________________________________Visitantes que comprarem ingressos combinados pagarão menos em janeiro para ir ao AquaRio, BioParque e Corcovado

Promoção "super férias" é válida tanto para moradores do estado como para turistas
AquaRio comemorou 5 anos em novembro com direto a sereia em tanque Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo
AquaRio comemorou 5 anos em novembro com direto a sereia em tanque Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

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RIO - Durante todo o mês de janeiro, os visitantes que comprarem ingressos combinados pagarão menos para ir ao AquaRio, BioParque e Corcovado. O combo "Super férias" é válido tanto para moradores do estado como para turistas.

A novidade é o combo que conjuga idas ao BioParque do Rio e ao Cristo Redentor, através das vans oficiais de Paineiras Corcovado. Os ingressos nesta modalidade saem a partir de R$39,90 e dão direito ao passeio de barco no ambiente Savana Africana, uma das atrações do BioParque, localizado em São Cristóvão.

Leão Simba, de 13 anos, uma das atrações do BioParque Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo
Leão Simba, de 13 anos, uma das atrações do BioParque Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

No BioParque é possível ver de perto animais de biomas do continente, como hipopótamos, avestruzes, antílopes, entre outros. O combo que conjuga essa atração e a visita ao AquaRio tem ingressos partir de R$99,90, também incluindo o passeio de barco. 

Outra opção é combinar a visita ao AquaRio e ao Cristo Redentor, pagando pelo combo a partir de R$69,90. Os preços promocionais são válidos para moradores do estado do Rio de Janeiro, que podem visitar o cartão postal da cidade através das vans oficiais de Paineiras Corcovado, pagando a partir de R$10,70.

O AquaRio comemorou cinco anos em novembro com bolo debaixo d'água e até sereia. Seus tanques, onde moram as mais de 350 espécies, somam 4,5 milhões de litros d'água e ocupam 26 mil metros quadrados.

O BioParque ocupa o espaço do antigo o zoo do Rio, que após uma ampla reforma reabriu em março passado com uma nova concepção. Agora, com mais interação entre visitantes e animais num ambiente de preservação ambiental que une educação, pesquisa e conservação.

O Corcovado dispensa apresentações. Situado no Parque Nacional da Tijuca é onde está localizado o Cristo Redentor, um dos principais símbolos não só da cidade, mas também do país, que em outubro passado completou 90 anos.

A compra de ingressos antecipada dos ingressos deve ser feita através dos sites oficiais www.bioparquedorio.com.br e www.painierascorcovado.com.br. Os passeios podem ser agendados diariamente, inclusive fins de semana e feriados.

_________________________________________________12 coisas para saber sobre Halston » STEAL THE LOOK _____ mas, e ENDORA.?

Tema da nova minissérie do Netflix que estreia hoje, Roy Halston Frowick, conhecido apenas como Halston, foi um dos mais influentes estilistas da história e seu impacto continua décadas após seu falecimento precoce em 1990. Estrelada por Ewan McGregor e produzida por Ryan Murphy, o roteiro da produção é baseado no livro "Simply Halston" de Steven Gaines e ao curso de 5 episódios, reconta a trajetória fascinante e trágica do estilista, nascido em Iowa, que conquistou a América via Nova Iorque.

Fenômeno entre os anos 60 e 80, seus looks esvoaçantes, com contornos definidos eram os favoritos das celebridades para ferver na pista do Studio 54, a música disco era a trilha sonora perfeita para seu glamour nonchalante. Porém, vivendo na máxima do "live fast, die young", o designer teve uma carreira tão espetacular, quanto frenética com picos altíssimos e queda igualmente épica. No seu auge, foi o designer americano mais famoso do mundo, suas criações icônicas foram prenúncio da estética minimalista, sexy e prática que virou sinônimo da moda made in USA. Os excessos ausentes em seus designs, ficavam aparentes no estilo de vida, digno de rockstar, tanto pela fama conquistada, quanto pelos hábitos cultivados. Abaixo, listamos 10 coisas que você precisa saber sobre o incomparável Halston

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Foto: Halston (Reprodução)

_começou a carreira como milliner ou chapeleiro

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Foto: Jackie Kennedy (Reprodução)

Assim como Coco Chanel e Jeanne Lanvin,  teve seu start confeccionando chapéus para alta sociedade, antes de se aventurar no métier de roupas. Em 1961, foi responsável por desenhar o modelo usado por Jackie Kennedy, na posse de JFK como presidente dos E.U.A. O modelo pillbox, foi inventado nos anos 30, porém ganhou notoriedade depois da primeira dama elegê-lo para a data.

_o início

Habitante de Chicago, onde morava quando a fama bateu à sua porta, mudou-se para Manhattan aos 26 anos, com intuito de expandir sua visão criativa para outros horizontes. 

Em 1966 decidiu evoluir para roupas, primeiramente assinando coleções para Bergdorf Goodman, até que em 1968, lançou sua marca própria, dando início ao novo e decisivo capítulo de sua história.

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Foto: Halston (Reprodução)

_design

Funcionalidade e glamour eram fatores inegociáveis e que conviviam muito bem em seus designs. Um dos hits iniciais, o vestido ultra suede, tinha shape inspirado em camisa masculina e se destacou pelo material pioneiro uma espécie de camurça sintética, que garantia o efeito do tecido, mas podia ser lavado na máquina, fácil e versátil, capturando perfeitamente as necessidades do guarda roupa da mulher moderna pós revolução sexual que entrava com tudo no mercado de trabalho, inaugurando o conceito de casual chique.

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Foto: Desfile Halston (Reprodução)

_os looks

A primeira coleção de roupas, ficou conhecida pelo seu estilo minimalista e pela ausência de zíperes. Suas peças, atemporais e sofisticadas, se mantêm modernas até hoje. A simplicidade aliada aos designs impecáveis e fluídos, faziam parte de sua preocupação de vestir mulheres sem restringi-las, oferecendo opções para qualquer hora do dia, sem abrir mão da elegância e nem da comodidade. Durante as provas de roupas, perguntava às modelos se elas conseguiam se sentar e caminhar de forma confortável, caso a resposta fosse negativa, a peça era repensada. 

Campanha Halston - Halston - netflix - verão - street style - https://stealthelook.com.br
Foto: Campanha Halston (Reprodução)

_marca registrada

Entre suas marcas registradas, vestidos frente única, assimetria, com destaque para ombro só e corte em viés que remetiam à nomes célebres da história da moda como Madame Grès e Vionnet, porém com twist perfeito para o clima dancing days através de metalizados, detalhes estratégicos e paetês. Um sex appeal permeado de elegância com decotes assimétricos, recortes estratégicos e silhueta clean.

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Foto: Halston (Reprodução)

_legado

O legado de Halston, influenciou nomes como Tom Ford e Donna Karan, e foi um dos primeiros a inserir o estilo athleisure e investir na moda hi-lo, mesclando bem toques de alta-costura através do glamour potente, mas o tornando acessível com roupas para vida real.  Utilizava materiais como cashmere para confeccionar vestidos longos, adorava macacão para ocasiões noturnas, kaftans e experimentava com tecidos como jersey de efeito matte, sempre buscando aprimorar sua visão da mulher moderna e antecipar seus desejos.

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Foto: Pat Ast (Reprodução)

_casting

Diversidade e um pensamento progressista surgiam de forma natural em suas escolhas de casting, as Halsonettes, apelido dado às suas modelos favoritas, eram um grupo variado de raças, tipos físicos e belezas. Pat Cleveland e Beverly Johnson, duas das primeiras top models negras, Anjelica Huston, famosa por seus traços singulares e Pat Ast, plus sizesuperstar de Andy Warhol e também uma das musas de Halston. Antes de lançar uma linha masculina, lançou coleções agênero.

Farrah Fawcett  - Halston - netflix - outono - street style - https://stealthelook.com.br

Foto: Farrah Fawcett (Reprodução)

_queridinho das celebs

Adorado por celebridades, de quem era amigo, sua loja, que ocupava um prédio inteiro nos anos 70,  funcionava como QG de encontros de nomes como Liza Minelli, sua bff, Elizabeth Taylor, Bianca Jagger e Cher. Os looks criados por Halston eram favoritos das estrelas de Hollywood e ele assinou alguns dos vestidos mais icônicos usados na cerimônia do Oscar, como o dourado de Farrah Fawcett e o arco-íris pastel de Candice Bergen.

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Foto: Halston (Reprodução)

_produtividade

Multifacetado, Halston era pop, além dos vestidos perfeitos para blacktie, desenhou uniforme da polícia de Nova Iorque, de escoteiros e também para a delegação americana nas Olimpíadas de 76. Seu nível de produtividade o levaram a criar 10 coleções por ano, ritmo insano, ainda mais naquele período. Essa sede por sucesso fez com que em 1973 vendesse sua marca, acreditando que seguiria no comando, fato que se confirmou por uma década até perder o controle da empresa. Passou o resto da vida tentando comprá-la de volta, infelizmente sem êxito.

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Foto: Halston (Reprodução)

_vanguardismo

Seu sonho era "vestir todas as pessoas da América" e essa ambição foi responsável por catapultá-lo à níveis extraordinários. O licenciamento na primeira metade dos anos 70 foi bem-sucedido e permitiu que a marca Halston se expandisse além de roupas e chapéus para acessórios e cosméticos, seu primeiro perfume, lançado em 1975, vendeu 85 milhões de dólares em dois anos, com frasco desenhado por Elsa Peretti, virou símbolo de status. 

Visionário, assinou um contrato com a gigante JC Penney para vender produtos assinados por ele com preços acessíveis. Muito avançado para a época, seus clientes de luxo não gostaram da popularização e ele acabou perdendo contratos com as grandes lojas de departamento. Se a experiência não teve final feliz para Halston, a atitude abriu o caminho para as inúmeras colaborações de fast fashion e grandes marcas que viriam anos depois, comprovando seu vanguardismo e visão.

Bianca Jagger - Halston - netflix - outono - street style - https://stealthelook.com.br

Foto: Bianca Jagger (Reprodução)

_sabia viralizar muito antes do termo existir

Autopromoção era talento nato. Sua capacidade de criar momentos perfeitos para gerar publicidade é lendária, foi ele o responsável pela inesquecível entrada de Bianca Jagger, em cima de um cavalo branco, em sua festa de aniversário de 30 anos em pleno Studio 54. Além disso, andava sempre acompanhado de entourage de amigas famosas e de suas Halsonettes, muitas vezes usando looks idênticos, ou variando cartela de cores, o que garantia um impacto visual irresistível e gerava ainda mais furor em torno da marca.

Battle of Versailles - Halston - netflix -      -      - https://stealthelook.com.br

Foto: Battle of Versailles (Reprodução)

_battle of versailles

Participou do desfile mais icônico da história, apelidado de "Battle of Versailles", ocorrido no monumental palácio de Versalhes, na França, em 1973. O evento reuniu cinco estilistas americanos, Halston, Oscar De La Renta, Bill Blass, Stephen Burrows e Anne Klein e cinco estilistas franceses: Hubert de Givenchy, Pierre Cardin, Yves Saint Laurent, Marc Bohan e Emanuel Ungaro. De proporções épicas, o acontecimento visava angariar fundos para a restauração do palácio e conseguiu a proeza de juntar 10 dos maiores estilistas de todos os tempos em uma ocasião.

_________________________________________________Agente de Betty White revela causa da morte e nega relação com vacina

Betty White completaria 100 anos em janeiro Imagem: Mario Anzuoni/Reuters

Colaboração para Splash, em São Paulo 03/01/2022

O agente e amigo de Betty White, Jeff Witjas, afirmou em comunicado que a veterana atriz morreu de causas naturais na véspera de Ano Novo, e afastou boatos de que o falecimento foi causado pela terceira dose da vacina contra a covid-19.

"Betty morreu pacificamente enquanto dormia em sua casa. As pessoas estão dizendo que sua morte estava relacionada a uma injeção de reforço três dias antes, mas isso não é verdade. Ela morreu de causas naturais. Sua morte deveria não ser politizada — essa não é a vida que ela viveu", disse Witjas no comunicado enviado para a revista "People".

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Morre Betty White, atriz e comediante norte-americana, aos 99 anos

Desde o anúncio da morte da humorista, uma das mais queridas do entretenimento norte-americano, correram boatos nas redes sociais de que a causa teria sido a dose de reforço que White teria tomado três dias antes — entretanto, para a "Associated Press", o agente já havia negado essa informação.

Betty White tinha 99 anos — ela completaria 100 no dia 17 de janeiro.

Carreira

Betty White nasceu em Oak Park, Chicago, em 1922. Ela é filha única de Tess, dona de casa, e Horace White, engenheiro eletricista.

A atriz é lembrada nos EUA por ter a carreira mais longa de um artista na TV. Ela participou de diversos programas desde 1939, quando fez sua estreia.

"The Golden Girls", exibida pela emissora NBC entre 1985 e 1992, foi um dos principais trabalhos da carreira de Betty. Ela interpretou Rose Nylund, uma das protagonistas. A série ficou conhecida no Brasil como "Supergatas" e foi exibida pela TV Globo.

As séries e programas "Community", "No Calor de Cleveland", "Justiça sem Limites", "Everwood", "That '70s Show" e "Malha de Intrigas" também estão entre os projetos de destaque na trajetória da artista.

O seu primeiro papel em uma comédia veio em 1973, quando a atriz interpretou Sue Ann Nivens no programa ""The Mary Tyler Moore Show". Betty White participou de 115 produções ao longo de sua carreira, informou o TMZ.

Segundo o site oficial do Emmy Internacional, uma das principais premiações da TV, Betty White foi indicada 22 vezes em diferentes categorias e venceu em 6 oportunidades.

Ela também recebeu um Grammy em 2012 pelo livro "Se você me perguntar (e é claro que não vai)".

_________________________________________________'O festival do amor': Dilemas amorosos e existenciais atemporais com o encantamento de Woody Allen


Filme reúne ingredientes como a paixão do cineasta pelo cinema e seu roteiro criativo

Filme "O festival do amor", de Woody Allen Foto: divulgação/QUIM VIVES / Agência O Globo

Na primeira cena de “O festival do amor”, o escritor e professor de cinema Mort Rifkin (Wallace Shawn) diz ao seu analista que festivais perderam seu encanto, já que os filmes não são mais como as obras-primas dos grandes mestres europeus que ele costumava abordar em sala de aula. Só aceitou ir à San Sebastián porque sua mulher Sue (Gina Gershon) era a assessora de imprensa de um jovem cineasta francês (Louis Garrel) incensado por filmes políticos, cujo próximo projeto tinha a pretensão de oferecer uma solução para o conflito no Oriente Médio.

O incômodo com uma “nova ordem” no cinema mundial, em que o ativismo passa a ser mais importante que a arte, não é a única preocupação demonstrada por Rifkin na sessão de terapia de 90 minutos em que consiste o novo filme de Woody Allen. Ele também tem ciúme da mulher com o galã francês, é hipocondríaco e sofre com um bloqueio criativo em relação ao seu novo livro. Ou seja, um daqueles personagens característicos que Woody Allen sempre colocou em cena como uma espécie de alter ego ficcional que criou para si.

Por isso o espectador consegue imaginar como o filme ficaria mais engraçado se cada comentário mordaz ou cada gesto hesitante de Rifkin estivesse sendo interpretado por Woody Allen, que não atua desde a série “Crise em seis cenas”, de 2016. Shawn (que esteve em “Manhattan” e outros filmes do diretor), embora oito anos mais novo, parece cansado, não tem o mesmo timing de Allen para os diálogos cômicos.

Se por conta disso rimos menos, por outro lado “Festival do amor” tem um encantamento que esteve ausente do filme anterior do diretor, “Um dia de chuva em Nova York”. E isso se deve sobretudo ao fato de nele Woody Allen tornar ainda mais explícita sua paixão pelo cinema. Os cineastas europeus, sobretudo Bergman e Fellini, foram uma influência recorrente em sua obra, com citações frequentes. Desta vez ele reuniu todos de uma vez, juntando os dois com Godard, Truffaut, Chabrol, Buñuel e o “intruso” Welles em recriações de cenas marcantes de “Oito e meio”, “Jules e Jim”, “Persona” e “O Anjo Exterminador”, entre outras. O diretor de fotografia Vittorio Storaro propiciou enquadramentos e iluminação quase idênticos aos originais, enquanto o roteiro de Allen as inseriu organicamente na trama do filme de maneira extremamente criativa.

Trata-se claramente de um aceno ao seu público fiel, formado por cinéfilos nostálgicos que vão envelhecendo com ele, enquanto as novas gerações perdem o interesse por seus filmes, embora os dilemas amorosos e existenciais que Allen tão bem aborda desde “Annie Hall”, de 1977, sejam atemporais. Azar o delas.

Cotação: Boneco aplaude sentado


_________________________________________________Aos 48 anos, Vannessa Gerbelli fala da reprise de 'O Cravo e a Rosa', do filho de 14 e de elogios ao corpo: 'Tento me cuidar ao máximo, mas sem pirar' - Patrícia Kogut, O Globo

Gabriel Menezes

Vannessa Gerbelli (Foto: Reprodução)
Vannessa Gerbelli (Foto: Reprodução)

Com um longo currículo profissional, Vannessa Gerbelli está revivendo sua estreia na televisão com a reprise de “O Cravo e a Rosa”, no ar no Vale a Pena Ver de Novo. Na trama, ela interpreta Lindinha, uma jovem capaz de fazer muitas maldades por conta do amor por Petruchio (Eduardo Moscovis). A atriz diz que assistir ao trabalho novamente é o resgate de boas lembranças:

- Eu adoro rever. A novela é uma graça, divertida e emocionante. E é bom se ver 20 anos atrás. Traz lembranças boas. O “Cravo e a Rosa” foi fundamental na minha carreira. Era o meu primeiro papel. Foi uma produção espetacular, com profissionais incríveis. Eu pude aprender muito e criar uma base para as personagens que fiz depois.

E um trabalho recente marcou a atriz por causa de um reencontro especial. Dezoito anos após interpretar a mãe de Bruna Marquezine em “Mulheres apaixonadas”, as duas voltaram a ter o mesmo parentesco na série “Maldivas”, que estreará ano que vem na Netflix.

- Nós nos gostamos muito, foi um reencontro muito, muito bom. Depois de “Mulheres apaixonadas”, fizemos juntas também a novela “Em família” (2014), mas nos encontrávamos pouco. Na série, seremos novamente mãe e filha. A cumplicidade em cena entre a gente permanece a mesma - afirma ela, que atualmente está em cartaz com o espetáculo “Copacabana Palace – o musical”, de Gustavo Wabner.

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Vannessa destaca que o período de quarentena, com a espera pela retomada dos trabalhos na TV e no teatro, foi de altos e baixos. Ela, que está solteira, atravessou a pandemia ao lado da mãe e do filho, Tito, de 14 anos:

- A minha mãe tinha ficado viúva do meu pai fazia pouco tempo quando a pandemia começou. Tentamos nos unir e nos dar força. Acho que todos tivemos altos e baixos. Ainda temos. Nunca tivemos tanta intimidade com a morte, infelizmente. Eu enfrentei esse período me voltando para dentro, meditando, rezando, ficando em silêncio, ficando com a família e tentando melhorar as relações. Tentei também acolher os meus medos, falando muito com amigos queridos, assistindo a filmes de que gosto e lendo.

Recentemente, a atriz, de 48 anos, viu uma foto de biquíni postada nas redes sociais ganhar vários sites e gerar enorme repercussão. Ela comenta sobre envelhecimento:

- Hoje, a aparência muitas vezes não reflete a idade e podemos ser saudáveis e bonitos por muito mais tempo. Eu tento me cuidar ao máximo, mas sem pirar. Faço pilates e controlo a alimentação quando consigo.

Vannessa Gerbelli e o filho, Tito (Foto: Reprodução)

Vannessa Gerbelli e o filho, Tito (Foto: Reprodução)

Vannessa Gerbelli (Foto: Reprodução)

Vannessa Gerbelli (Foto: Reprodução)

_________________________________________________Erupção de buraco negro supermassivo é fotografada; veja detalhes da imagem

Buraco negro em erupção - Ben McKinley, ICRARCurtin e Connor Matherne, Louisiana State University
Buraco negro em erupção Imagem: Ben McKinley, ICRARCurtin e Connor Matherne, Louisiana State University

Marcella Duarte Colaboração para Tilt, em São Paulo 29/12/2021 

Um grupo internacional de astrônomos produziu uma imagem detalhada da enorme erupção do buraco negro supermassivo mais próximo da nossa galáxia. Foi o maior evento do tipo já registrado em alta qualidade. Se pudesse ser visto daqui a olho nu, ele se estenderia por oito graus de largura —ou 16 luas cheias enfileiradas em nosso céu.

Buracos negros supermassivos ficam no centro das galáxias —neste caso, a gigante Centaurus A, a cerca 12 milhões de anos-luz de nosso planeta. Este "monstro" ativo tem 55 milhões de vezes a massa do nosso Sol. Ele devora gás, poeira e outras partículas ao seu redor, ejetando material e energia em poderosos jatos pelo espaço intergaláctico, quase na velocidade da luz.

Na bela imagem, é possível ver os dois coloridos e gigantescos lobos de plasma, que se espalham muito além das fronteiras da própria Centaurus A —que ocupa apenas uma pequena área no centro.

Os pontos brilhantes ao fundo não são estrelas, mas sim galáxias mais distantes; os pontos no primeiro plano são estrelas da nossa própria galáxia, a Via Láctea.

Centaurus A Imagem: Connor Matherne/Louisiana State University

Centaurus A - Connor Matherne/Louisiana State University - Connor Matherne/Louisiana State University

Centaurus A Imagem: Connor Matherne/Louisiana State University

"Ondas de rádio vêm do material sendo sugado para o buraco negro supermassivo no meio da galáxia. Um disco se forma ao redor dele e, à medida que a matéria é rasgada ao chegar perto, poderosos jatos se formam em ambos os lados do disco, ejetando a maior parte do material de volta para o espaço, a distâncias de provavelmente mais de um milhão de anos-luz", explica Benjamin McKinley, pesquisador do Instituto de Radioastronomia da Universidade Curtin.

Registro inédito e desafiador

Registrar algo tão brilhante com nitidez é um enorme desafio. Para produzir a imagem, os astrônomos capturaram as ondas de rádio das emissões, utilizando o telescópio Murchison Widefield Array (MWA), no deserto da Austrália.

"As observações anteriores não conseguiram lidar com o brilho extremo dos jatos e os detalhes da área maior ao redor da galáxia foram distorcidos, mas nossa nova imagem supera essas limitações", explica McKinley, principal autor do estudo publicado recentemente na revista "Nature Astronomy".

"Nesta pesquisa, fomos capazes de combinar as observações de rádio com dados ópticos e de raios-X, para nos ajudar a entender melhor a física dos buracos negros supermassivos."

Telescópio MWA, na Austrália Imagem: Pete Wheeler, ICRAR

O plasma de rádio liberado pelo buraco negro é visto em azul, interagindo com as emissões de gás quente emissor de raios-X (laranja) e com hidrogênio frio e neutro (roxo).

Tons vermelhos revelam as chamadas linhas espectrais H-alfa, características do hidrogênio que está perdendo elétrons.

Para o diretor do MWA, o professor Steven Tingay, o feito foi possível graças ao campo de visão extremamente amplo do telescópio, sua excelente sensibilidade e localização rádio silenciosa, sem interferências.

"O MWA é um precursor do Square Kilometer Array (SKA), uma iniciativa global para construir os maiores radiotelescópios do mundo na Austrália Ocidental e na África do Sul", disse.

"O amplo campo de visão e, consequentemente, a extraordinária quantidade de dados que podemos coletar, significa que o potencial de descoberta de cada observação é muito alto. Isso fornece um passo fantástico em direção a um SKA ainda maior".



_________________________________________________Studio 54: A lendária casa noturna de Nova York que marcou uma geração

O Studio 54 contava com shows exclusivos de cantoras como Grace Jones, Cher, Donna Summer, Gloria Gaynor, Sylvester e Liza Minnelli

Referência mundial para a moda, design, música e diversos segmentos artísticos, a boate Studio 54 se tornou lendária, sobretudo, pelas histórias irreverentes de celebridades que frequentavam o local. Inaugurada no final da década de 1970, em Nova Iorque, a discoteca durou menos de uma década; tempo o suficiente para ter sua história recontada em dezenas de filmes, séries e documentários.

Studio 54 (Foto: Reprodução)

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Studio 54 (Foto: Reprodução9

O empreendimento surgiu após o estudante de direito de origem judaica Ian Schrager perder seus pais repentinamente (o pai morreu de câncer e, três anos depois, a mãe foi vítima um ataque cardíaco). Em depressão e descontente com o curso de direito, Ian recebeu apoio do amigo da faculdade Steve Rubell, que o estimulou a buscar algo que se identificasse profissionalmente.

Recém-saído do armário, Russel levava Ian a bares e baladas gays como o Stonewall Inn, Club Flamingo, o Le Jardins. Encantado, Ian imaginou levar a animação dos points LGBTs (até então muito segmentados e considerados de “gueto”) para o “mainstream”. A dupla então comprou um espaço decadente no centro de Manhattan, contratou designers da moda para cuidar da decoração e, em 26 de abril de 1977, o Studio 54 abriu as portas na 54th West Street.

Steve Rubell e Ian Schrager, na boate Studio 54 (Reprodução de “Studio 54: The Documentary”)

Steve Rubell e Ian Schrager, na boate Studio 54 (Foto: divulgação Studio 54: The Documentary)
Steve Rubell e Ian Schrager, na boate Studio 54 (Reprodução de “Studio 54: The Documentary”)
Na época, muitas casas noturnas inauguravam e faliam em Nova York. No dia da inauguração, o jornal “USA Today” noticiou a abertura do empreendimento com o título “Studio 54, onde fica isso?”. Às 23h, repórteres de vários veículos de comunicação foram ao local, viram poucas pessoas dentro da discoteca e foram embora. Uma hora depois, foram convocados por suas respectivas redações a retornarem ao Studio 54, pois a casa estava tão cheia que Frank Sinatra e Warren Beatty não conseguiam entrar.

Com a noite de estreia sendo tal sucesso, a fama de “hype” da boate ganhou a cidade e as grandes filas com “empurra-empurra” para entrar no Studio 54 se tornaram cotidianas. Foi aí que surgiu o conceito de “door police”, onde, em pé sobre o hidrante na calçada, Steve Rubell selecionava quem poderia entrar na discoteca. O critério era baseado na aparência, por isso, figuras excêntricas surgiam. Os que não conseguiam entrar ficavam revoltados, alguns atiravam garrafas de vidro contra os funcionários, outros tentavam escalar o prédio ao lado para burlar a segurança. Todos queriam fazer parte de um dos locais mais badalados de Nova York e dançar ao lado de John Travolta, beber na companhia de Mick Jagger, esbarrar com o jogador brasileiro Pelé, arrumar contatos e ter fama. Rubell era gay, logo os bartenders eram belos e jovens rapazes seminus. O ator Alec Baldwin, na ocasião um desconhecido, foi ajudante de garçom da casa, mas pouco se sabe sobre suas peripécias no local.

Studio 54 (Foto: Reprodução)

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Studio 54 (Foto: Reprodução
Rapidamente, a discoteca bombou, celebridades se tornaram presença assídua: Calvin Klein, o cantor David Bowie, Andy Warhol, Divine, Elton John, Liza Minnelli, Elizabeth Taylor e um jovem Michael Jackson, fazendo com que o acesso à casa se tornasse super restrito. Uma multidão de anônimos (de todas as orientações sexuais) ficavam na porta enquanto os porteiros decidiam quem poderia entrar – um deles declarou, certa vez, que as pessoas desesperadas ofereciam desde dinheiro a sexo para ter a chance de pôr os pés no Studio 54.

Studio 54 (Foto: Reprodução)

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Studio 54 (Foto: Reprodução

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Studio 54 (Foto: Reprodução
O Studio 54 contava com shows exclusivos de cantoras como Grace Jones, Cher, Donna Summer, Gloria Gaynor, Sylvester e Liza Minnelli, artistas consideradas ícones pela comunidade LGBT até os dias de hoje. Entre os ambientes, havia no porão uma área VIP repleta de colchões para as celebridades extravasarem seus excessos. O uso de drogas era algo comum, as pessoas consumiam poppers na pista de dança e outras substâncias. Em 1979, a dupla de proprietários chegou a ir parar atrás das grades.

No primeiro ano de funcionamento, o Studio 54 faturou $7 milhões de dólares. A cifra atraiu a atenção da Receita Federal que começou a investigar a dupla por sonegação de impostos e, para piorar a situação, eles tinham um diário onde detalhavam seus negócios ilícitos, levando os dois a prisão durante 13 meses no final dos anos 1970.

Studio 54 – Reprodução

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Studio 54 – Reprodução
A badalada casa noturna fechou as portas em meados de 1980. Na festa de encerramento, a cantora Diana Ross foi a última artista a se apresentar. 

Nove anos depois, Rubell (um dos donos) veio a falecer por complicações causadas pelaAids. 

O Studio 54 reabriu em 1981 sob nova direção, mas sem êxito; fechou as portas alguns anos depois, imortalizando a cena disco na memória coletiva de uma geração que só queria dançar e se divertir.

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_________________________________________________Cinco ameaças à economia global em 2022 – DW – 28/12/2021

Em novembro, mercados financeiros levaram um susto com a variante ômicron

Ashutosh Pandey 28/12/2021 28 de dezembro de 2021

A recuperação econômica global segue prejudicada pela pandemia. E mutações do coronavírus são apenas um de vários riscos que poderiam abalar os ânimos de investidores no ano que vem.

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A economia global começou a se recuperar fortemente em 2021 de suas baixas na pandemia, mas o ritmo diminuiu no segundo semestre, em parte devido a novos surtos de covid-19, gargalos em cadeias de fornecimento, falta de mão de obra e uma campanha lenta de vacinação contra o coronavírus, especialmente em países de baixa renda e em desenvolvimento.

A recuperação mais lenta fez com que economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) reduzissem suas previsões de crescimento para este ano em outubro e dezembro, respectivamente.

Ambas as instituições mantiveram, no entanto, suas previsões para 2022, embora tenham alertado que variantes do coronavírus poderiam prejudicar o crescimento e ressaltado a necessidade de vacinar rapidamente a grande maioria da população global.

A pandemia segue, portanto, sendo um grande risco para o crescimento global, mas não é a única ameaça que provavelmente manterá investidores atentos no ano que vem.

Variantes do coronavírus resistentes a vacinas

Em novembro, mercados financeiros levaram um susto: uma nova variante do coronavírus, a ômicron, foi reportada no sul da África. A cepa altamente transmissível derrubou mercados financeiros e de commodities.

Ao longo da semana seguinte, mercados globais continuaram a oscilar enquanto investidores tentavam avaliar as implicações econômicas da nova variante. Governos vêm apertando restrições para conter o avanço da cepa, o que ameaça a recuperação econômica.

Evidências iniciais e especialistas sugerem que, embora seja mais transmissível que a variante delta, a ômicron não seja tão grave quanto sua predecessora e que a nova cepa não escapa da imunidade produzida pelas vacinas atuais.

Enquanto cientistas analisam os dados, estrategistas do JP Morgan afirmaram que se a ômicron de fato for "menos mortal", então ela pode acabar acelerando o fim da pandemia.

É possível que a ômicron não seja, portanto, capaz de tirar a recuperação econômica dos trilhos, mas uma variante futura poderia ser. Especialistas têm alertado que, se a pandemia não for controlada, poderão surgir variantes resistentes às vacinas, o que poderia significar o retorno de lockdowns.

"Se a covid-19 tiver um impacto prolongado – no médio prazo –, poderia reduzir o PIB global em 5,3 trilhões de dólares (R$ 30 trilhões) nos próximos cinco anos em relação à nossa projeção atual", disse a economista chefe do FMI, Gita Gopinath, em outubro.

Gopinath afirmou que a principal prioridade política deveria ser garantir que 40% da população de cada país esteja totalmente vacinada até o fim deste ano e 70% até meados de 2022. Até o momento, menos de 5% da população dos países de baixa renda já foi totalmente vacinada.

Gargalos em cadeias de abastecimento

Interrupções nas cadeias de abastecimento tiveraram um papel fundamental para frear a recuperação global este ano. Problemas no transporte marítimo, incluindo a escassez de contêineres, e uma recuperação acentuada da demanda quando as restrições

Interrupções nas cadeias de abastecimento tiveraram um papel fundamental para frear a recuperação global este ano. Problemas no transporte marítimo, incluindo a escassez de contêineres, e uma recuperação acentuada da demanda quando as restrições relacionadas à pandemia foram aliviadas deixaram produtores lutando por componentes e matérias-primas.

O setor automotivo tem sido um dos mais afetados pela queda da produção na zona do euro, inclusive na Alemanha, nos últimos meses. Fabricantes de automóveis cortaram a produção diante da falta de materiais, especialmente semicondutores.

Embora haja sinais de que a escassez em cadeias de abastecimento esteja diminuindo, especialistas esperam que gargalos continuem a afetar o crescimento no ano que vem.

"Esperamos que a situação não se atenue em 2022 - e até que novas capacidades relevantes de transporte marítimo sejam implantadas em 2023 ou que as cadeias de abastecimento sejam adaptadas ao nearshoring", disse Frank Sobotka, diretor administrativo da empresa de transporte e logística DSV Air & Sea Germany, à DW.

Inflação em alta

A falta de matérias-primas e insumos, juntamente com preços mais altos de energia, levaram a inflação na zona do euro e nos EUA ao nível mais alto em anos. Isso tem assustado investidores mundo afora, que temem que os bancos centrais sejam forçados a aumentar prematuramente as taxas de juros para domar a alta dos preços.

O Banco Central Europeu tem afirmado que os preços vêm sendo empurrados para cima por fatores temporários, tais como escassez de oferta e preços de energia mais altos. A instituição espera que a inflação recue assim que os efeitos de desequilíbrios entre a oferta e a demanda global diminuírem.

Com interrupções das cadeias de abastecimento se mostrando mais persistentes do que se pensava anteriormente, espera-se que a inflação continue em alta durante a maior parte de 2022, pressionando o Banco Central Europeu.

Nos EUA, espera-se que as preocupações com a inflação sejam ainda maiores, impulsionadas por uma rápida recuperação econômica, um estímulo fiscal maciço, e escassez de mão de obra e de oferta. O Federal Reserve sinalizou aumentos da taxa de juros em 2022. Uma alta poderia significar problemas para algumas economias emergentes, incluindo África do Sul, Argentina e Turquia, que poderiam ver uma fuga de capital.

Repressão chinesa

Uma desaceleração na China, a segunda maior economia do mundo, certamente aumentaria as preocupações dos investidores em 2022.

A potência econômica asiática ajudou o mundo a se recuperar da recessão provocada pela pandemia em 2020, impulsionando a demanda global por seus produtos eletrônicos e médicos. Foi a única grande economia a crescer em 2020 e espera-se que cresça cerca de 8% este ano, tornando-a a grande economia que mais cresce depois da Índia.

Entretanto, a recuperação pós-pandêmica está sendo travada pela ofensiva de Pequim contra gigantes tecnológicos do próprio país, incluindo Alibaba e Tencent; empresas imobiliárias altamente endividadas, como Evergrande e Kaisa; e a indústria de educação privada.

As principais autoridades chinesas procuraram acalmar os ânimos, dizendo que estabilizar a economia seria sua prioridade máxima para o próximo ano, suscitando expectativas de um estímulo fiscal no início de 2022.

A relutância de Pequim em abandonar sua posição "covid zero", que manteve o país isolado por mais de um ano e levou a restrições draconianas após um único caso de covid-19, também permanece como um grande risco para a economia global.

Tensões geopolíticas

Mesmo com as temperaturas em queda no Hemisfério Norte, o clima tem esquentado no que diz respeito às relações entre a Rússia e os EUA e seus aliados europeus. Washington advertiu Moscou contra uma invasão da Ucrânia em meio a uma enorme quantidade de soldados russos estacionados na fronteira ucraniana.

"As tensões EUA-Rússia são um risco enorme, que poderia deixar cada vez mais os aliados da Otan no leste à beira de uma guerra", disse Edward Moya, analista sênior de mercado do grupo comercial OANDA, à DW. "Se os EUA e a Europa travarem o gasoduto Nord Stream 2, isso poderia levar a uma crise energética global que elevaria os custos do petróleo para 100 dólares por barril. O aumento dos preços da energia poderia ser a gota d'água que forçaria os banqueiros centrais, globalmente, a acelerar o enrijecimento de políticas monetárias."

Além disso, as relações EUA-China têm estado tensas em relação a Taiwan, com Washington alertando Pequim contra a mudança unilateral do status quo sobre o território da ilha.

Washington irritou ainda mais Pequim com seu anúncio de que as autoridades americanas boicotarão os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim em fevereiro devido a "atrocidades" relacionadas a direitos humanos na China. A China afirmou que os EUA iriam "pagar um preço" por sua decisão.

_________________________________________________Senado italiano barra lei anti-homofobia – DW – 28/10/2021

Ativistas protestam diante do Senado italiano nesta quarta

Igualdade de direitos Itália

Senado italiano barra lei anti-homofobia

28/10/2021 28 de outubro de 2021

Senadores rejeitam projeto aprovado pela Câmara que tornaria violência contra pessoas LGBTQ um crime de ódio similar ao racismo. Proposta foi alvo de oposição de partidos de direita e do Vaticano.

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O Senado italiano rejeitou uma ampla lei contra a homofobia nesta quarta-feira (27/10). O texto propunha que a homofobia fosse tratada como um crime de ódio similar ao racismo, prevendo penas para atos de discriminação e incitação à violência contra pessoas LGBTQ.

No Senado italiano, 154 legisladores votaram contra a lei, e 131 foram a favor. O projeto havia sido aprovado pela câmara baixa do Parlamento italiano em 2020.

A chamada Lei Zan, batizada em homenagem ao deputado Alessandro Zan, do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, desencadeou um debate acalorado na Itália. Abertamente gay, Zan é um dos maiores defensores da lei.

Os maiores opositores da proposta foram os partidos Liga Norte, ultradireitista, e Irmãos da Itália (Fratelli d'Italia), nacionalista de direita, assim como o Vaticano.

Os dois partidos de direita que se opuseram à lei forçaram uma votação no Senado, depois que críticos e deputados favoráveis à lei não conseguiram chegar a um consenso naquela altura.

"Desgraça para a Itália"

Após a rejeição da proposta nesta quarta, o deputado Alessandro Zan afirmou que "o Senado decidiu se manter distante das exigências reais" do país.

O líder do partido Movimento 5 Estrelas, o ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte, declarou que claramente alguns membros do Parlamento não progrediram tanto quanto o restante da sociedade italiana.

O ministro do Exterior, Luigi di Maio, também do Movimento 5 Estrelas, afirmou ser uma "desgraça" que a lei tenha sido rejeitada, e afirmou que gays ainda enfrentam discriminação na Itália.

O ministro do Trabalho, o social-democrata Andrea Orlando, igualmente descreveu o resultado da votação no Senado como uma "desgraça para o país".

O líder dos social-democratas, Enrico Letta, afirmou que as pessoas que queriam que a Itália regredisse no tempo venceram desta vez. "Mas o sentimento no país é outro. E logo isso vai ficar claro."

Críticas do Vaticano

Críticos da lei afirmaram que ela colocava em risco a liberdade de expressão, incluindo daqueles que acreditam que uma família é formada pela união entre um homem e uma mulher, e poderia abrir caminho para propaganda gay em escolas.

Em junho, o Vaticano apresentou uma rara queixa diplomática formal contra a proposta, alegando que ela violaria a concordata, um tratado bilateral, entre a Itália e a Santa Sé. A lei poderia fazer com que católicos fossem processados por expressar opiniões em favor de estruturas familiares heterossexuais tradicionais, argumentou.

O Vaticano também temia que a lei pudesse levar à criminalização da própria Igreja Católica por se recusar a realizar casamentos gays, se opor à adoção de crianças por casais do mesmo sexo ou se recusar a ensinar teoria de gênero em escolas católicas.

Matteo Salvini, líder da Liga Norte, afirmou que os autores da lei não conseguiram angariar apoio dos críticos devido à sua inflexibilidade em relação aos conteúdos do projeto. "Eles disseram não a todas as propostas de consenso, incluindo aquelas propostas pelo Santo Padre [papa Francisco], por associações e por muitas famílias."

Maioria da população a favor da lei

Agora, o Parlamento não pode retomar discussões sobre o projeto de lei nos próximos seis meses, segundo as regras do Legislativo italiano, o que torna quase impossível aprová-lo antes que a legislatura atual termine, no início de 2023.

Uma pesquisa de opinião realizada em julho apontou que 62% dos italianos apoiavam o projeto de lei anti-homofobia. No país, onde a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada em 2016, propostas envolvendo direitos civis frequentemente são alvo de forte oposição de grupos católicos e conservadores.

O grupo de defesa dos direitos LGBTQ Arcigay afirmou que registra mais de 100 casos de crimes de ódio e discriminação por ano e que tentativas de punir atos de homofobia e transfobia nos últimos 25 anos fracassaram.

lf/ek (AFP, DPA, Reuters)

_________________________________________________Onde os direitos LGBTQ avançaram em 2021 – DW – 30/12/2021

Embora a comunidade LGBTQ enfrente riscos crescentes em muitos países, houve avanços

Onde os direitos LGBTQ avançaram em 2021

Sonia Phalnikar 30/12/2021 30 de dezembro de 2021

A DW reuniu conquistas mundo afora, da aceitação de um prefeito transgênero em Bangladesh à restauração de direitos nos EUA e à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no Chile.

Neste ano, a comunidade LGBTQ obteve uma série de conquistas mundo afora, com mudanças em leis e normas que envolvem a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo, discriminação e igualdade de direitos. E a aceitação de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e queer está em ascensão, de acordo com o Centro de Pesquisa Pew, sediado nos EUA.

Ao mesmo tempo, países como a Polônia e a Hungria têm visto uma inversão do progresso duramente conquistado, com governos conservadores alimentando o sentimento anti-LGBTQ em nome do que chamam de valores familiares. Em muitos países, as comunidades LGBTQ têm sido desproporcionalmente afetadas por um retrocesso global da democracia e dos direitos humanos e pelas consequências da pandemia da covid-19.

A DW reuniu a seguir avanços ocorridos em 2021, apesar dos reveses e abusos:

Ásia

O minúsculo reino himalaico do Butão tornou-se a última nação asiática a descriminalizar a homossexualidade em 2021. Em fevereiro, o rei Druk Gyalpo assinou uma lei aprovada pelos legisladores, alterando uma linha do código penal que criminalizava "sodomia ou qualquer outra conduta sexual que seja contra a ordem da natureza", anteriormente tratada como uma referência ao sexo gay.

Ativistas saudaram a mudança em um país onde o estigma e a discriminação são abundantes e é comum que gays sejam chantageados. Muitos dizem que o país agora precisa começar o trabalho duro de combater a homofobia.

Nazrul Islam Ritu, primeiro prefeito transgênero em Bangladesh Foto: bdnews24.com

Em Bangladesh, foi eleito o primeiro prefeito transgênero em 2021. Nazrul Islam Ritu, do "terceiro gênero", a designação oficial para pessoas transgênero na nação de maioria muçulmana, venceu seu rival em uma eleição em novembro para se tornar prefeito da pequena cidade rural de Trilochanpur, no oeste de Bangladesh, onde nasceu.

Falando à mídia local, Nazrul disse que sua vitória mostrou uma crescente aceitação da comunidade "Hijra", um termo para aqueles a quem foi atribuído o gênero masculino ao nascer, mas que não se referem a si mesmos como homem ou mulher. Bangladesh abriga cerca de 1,5 milhão de pessoas transgênero, que enfrentam discriminação e violência e são frequentemente forçadas a sobreviver mendigando ou como profissionais do sexo.

Outro país do Himalaia, o Nepal, introduziu pela primeira vez uma terceira categoria de gênero em seu censo este ano. Os respondentes têm a opção de escolher "outros" como gênero, ao lado de "masculino" ou "feminino". Os ativistas de direitos humanos disseram que a comunidade LGBTQ − estimada em 90 mil pessoas − ainda enfrenta discriminação, particularmente em empregos, saúde e educação e por falta de dados, o que tem dificultado o acesso aos benefícios. Espera-se que os dados coletados através do censo possam ajudar a comunidade a defender seus direitos.

América do Norte

Os Estados Unidos assistiram neste ano a uma restauração dos direitos relacionados à orientação sexual e identidade de gênero, que haviam sofrido retrocessos durante o governo Trump. O presidente Joe Biden pôs fim a uma proibição de pessoas transgênero nas Forças Armadas, reverteu uma política que anteriormente permitia às empresas de saúde negar cobertura a pessoas gays e transgênero e assinou uma ordem executiva prometendo usar a diplomacia americana e a assistência externa dos EUA para promover e proteger os direitos LGBTQ em nível internacional.

A Casa Branca também anunciou a nomeação de Jessica Stern como enviada especial dos EUA para questões globais LGBTQ, preenchendo um posto deixado vago pela administração Trump.

Em fevereiro, o ex-candidato presidencial Pete Buttigieg tornou-se o primeiro membro abertamente gay do gabinete de governo confirmado pelo Senado dos EUA. "Na audiência, quando eu era questionado pelos senadores, podia-se ver meu marido, Chasten, por cima do meu ombro, e isso é algo que nunca aconteceu antes com um candidato ao gabinete", disse Buttigieg, em uma entrevista à emissora ABC. "Minha esperança é que isso [a orientação sexual] não seja visto como barreira nas gerações futuras."

Pete Buttigieg, primeiro membro abertamente gay do gabinete confirmado pelo Senado dos EUA Foto: Kevin Lamarque/REUTERS

Buttigieg, que é secretário de Transportes do governo Biden, chamou atenção em outubro ao sair em licença paternidade por várias semanas após ele e o marido terem adotado gêmeos.

No início deste mês, o Canadá uniu-se a um esforço crescente ao redor do mundo para proibir a chamada terapia de conversão, aprovando um projeto de lei que a proíbe formalmente. A prática amplamente desacreditada tem como objetivo mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de uma pessoa. O "tratamento" pode variar de conversa e terapia comportamental a tratamentos médicos.

Críticos dizem que a terapia de conversão causa danos a suas vítimas e se baseia na falsa premissa de que a orientação sexual e a identidade de gênero podem, ou devem, ser "curadas". A lei canadense considera ofensa criminal fazer com que alguém se submeta a uma terapia de conversão e promover ou anunciar a prática. Ativistas no Canadá saudaram o que chamaram de um momento histórico.

América do Sul

No início de dezembro, o Chile aprovou um projeto de lei histórico que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O país legalizou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em 2015, e a aprovação do casamento gay era ansiosamente aguardada − a então presidente, Michelle Bachelet, havia enviado o projeto de lei ao Congresso em 2017.

A nova lei chilena também permite que pais do mesmo sexo tenham direitos parentais sobre os filhos biológicos ou adotados de um cônjuge e cria regras padrão sobre herança e outras questões financeiras. O Chile é apenas uma das nações na maioria católica da América do Sul com leis semelhantes. Entre elas estão Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador e brasil, onde a união civil homoafetiva é considerada legal desde 2011.

Europa

A Suíça tornou-se uma das últimas nações da Europa Ocidental a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em setembro, com o apoio de quase dois terços dos eleitores em um referendo. A mudança da lei permitirá que casais do mesmo sexo se casem em cerimônias civis e lhes dará os mesmos direitos de outros casais casados. Cônjuges estrangeiros poderão requerer a cidadania através de um procedimento simplificado, e os casais do mesmo sexo poderão fazer adoções juntos.

"Isso reflete a mudança de mentalidade nos últimos 20 anos", disse Olga Baranova, porta-voz da Campanha 'Sim', à agência de notícias Agence France-Presse. "É realmente o reflexo de uma aceitação muito ampla e muito importante das pessoas LGBT na sociedade."

Em junho, a França aprovou uma lei que ampliou o acesso a seus tratamentos de fertilidade gratuitos, como a inseminação artificial e a fertilização in vitro para mulheres em relacionamentos do mesmo sexo e mulheres solteiras. O procedimento era anteriormente reservado para casais heterossexuais inférteis, obrigando casais lésbicos e mulheres solteiras a procurar ajuda no exterior.

Reprodução assistida para solteiras e casais de mulheres

Embora grupos conservadores tenham dito que o projeto de lei levará a um surto de filhos "sem pai", os defensores dizem que a lei finalmente coloca a França em sintonia com alguns de seus vizinhos europeus. "O mais importante sobre esta legislação é que ela permite que todas as mulheres escolham por si mesmas se querem ter um filho e como querem tê-lo", disse Benedicte Blanchet, que trabalha para a Mam'en Solo, uma organização que faz campanha pelos direitos das mães solteiras na França. "Trata-se de respeitar sua escolha individual."

África

Em novembro, a corte de apelação de Botsuana manteve uma decisão de 2019 que descriminalizou as relações entre pessoas do mesmo sexo, o que foi considerado uma grande vitória para os defensores dos direitos dos gays no continente. Antes da decisão de 2019 pelo Supremo, o envolvimento em sexo gay em Botsuana era punível com até sete anos de prisão.

O tribunal de cinco juízes decidiu por unanimidade que a criminalização de relações entre pessoas do mesmo sexo é uma violação dos direitos constitucionais dos indivíduos LGBTQ à dignidade, liberdade, privacidade e igualdade. Os ativistas esperam que a decisão sirva de exemplo para outras nações africanas. A homossexualidade é ilegal em muitos países africanos, com condenações com pena de morte em alguns lugares.

Em fevereiro, entrou em vigor um novo código penal em Angola. Ele suprime uma passagem de 133 anos atrás que proibia as relações entre pessoas do mesmo sexo, aplicada quando a nação do sudoeste africano ainda era uma colônia portuguesa. O novo código também contém proteções totais contra a discriminação com base na sexualidade e na identidade de gênero.

Embora pessoas LGBT não tenham enfrentado processos nas últimas décadas, as relações entre pessoas do mesmo sexo ainda eram amplamente consideradas tabu pelo governo conservador de Angola, em grande parte devido à poderosa influência da Igreja Católica.

Superman, Batwoman e outros personagens LGBTQO filho do Superman, Jon Kent, revelou ser bissexual em um novo quadrinho da DC. Veja outras figuras LGBTQ dos universos DC e Marvel.

Foto: 2021 DC Comics

Jon Kent

Jon Kent, filho do Superman Clark Kent, se declara bissexual na próxima história em quadrinhos da DC Comics. Os editores fizeram a revelação nesta segunda-feira (11/10) quando é comemorado nos EUA o National Coming Out Day (dia nacional de sair do armário). O pai dele, Clark, era apaixonado pela repórter Lois Lane, e Jon se apaixona pelo jornalista Jay Nakamura.

Foto: 2021 DC Comics

Arlequina e Hera Venenosa

Arlequina é figura recorrente no universo Batman e aparece como interesse amoroso do Coringa. Sua história apareceu pela última vez no filme "Aves de Rapina". Arlequina também fora relacionada à vilã do Batman, Hera Venenosa, e os boatos estavam certos. Ela foi revelada como bissexual em 2017.

Foto: DC Universe/Courtesy Everett Collection/picture alliance

Deadpool

Deadpool, que protagoniza o filme de mesmo nome, é um dos personagens LGBTQ mais populares. O criador de Deadpool, Gerry Duggan, diz que a figura é sexualmente atraída por "qualquer coisa com pulso". Nos últimos anos, o personagem flertou com quase todas as figuras do universo Marvel, e os autores usam o senso de humor de Deadpool para falar sobre sexualidade.

Foto: Cinema Publishers Collection/imago

Lanterna Verde

O primeiro Lanterna Verde era heterossexual, casou-se novamente várias vezes e teve filhos. Em 2012, uma versão alternativa e gay do personagem foi introduzida no universo Marvel. O super-herói saiu do armário com estas palavras: "No passado, eu mantive uma parte de mim escondida de meus amigos e colegas... Eu sou gay."

Foto: ZUMA/imago images

Loki

"Minha cultura não compartilha muito da ideia de identidade sexual. Há atos sexuais e é isso." Com essas palavras, Loki se declarou uma pessoa não binária ou com fluência de gênero na revista "Jovens Vingadores" (2014). Seu personagem pode mudar e ser, às vezes, feminino ou masculino.

Foto: Marvel

Batwoman

Os quadrinhos da Batwoman não só exibem ilustrações incríveis, mas a supermulher da DC também é a primeira protagonista abertamente gay em uma série de super-heróis na TV. A mulher por trás da máscara é Kate Kane, uma jovem judia rica. Kate tem uma namorada e é demitida do corpo de fuzileiros navais após revelar sua sexualidade.

Foto: Everett Collection/imago images

John Constantine

A bissexualidade do anti-herói John Constantine, da DC, se tornou pública quando ele disse que tinha namoradas e namorados em 1992. Mas além dessa afirmação, pouco foi dito sobre sua bissexualidade até 2016, quando a série "Lendas do amanhã" confirmou que Constantine gosta de homens e mulheres.

Foto: DC Comics/Panini

_________________________________________________Ano Novo: 6 boas notícias que 2021 vai nos deixar

Profissional de saúde aplica vacina em posto de São Paulo Imagem: Divulgação/Governo estadual de São Paulo

Redação - BBC News Mundo 31/12/2021 18h29

Para milhões de pessoas, o ano de 2021 foi um ano muito difícil e doloroso. Mas também foi um ano que nos deu boas notícias, algumas delas contadas pela BBC.

Além disso, pedimos a três especialistas, de diferentes áreas, que escolhessem uma notícia positiva e explicassem sua importância.

Como América do Sul passou de epicentro da pandemia a líder em vacinação

Aqui apresentamos seis notícias positivas do ano.

1. As vacinas contra covid-19 provaram ser eficazes

Para Edda Sciutto, bioquímica e imunologista do Instituto de Pesquisas Biomédicas da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), não há dúvida de que uma das melhores notícias de 2021 é que o "coronavírus é suscetível à imunidade e que vacinas poderiam ser desenvolvidas de forma eficaz para controlar a pandemia".

"Isso é o mais importante que aconteceu neste ano porque existem outros patógenos que não são suscetíveis às vacinas e se fosse esse o cenário estaríamos em uma situação grave", diz à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

As vacinas contra a covid-19 foram desenvolvidas em tempo recorde.

A covid foi declarada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020 e, em menos de uma semana, a primeira vacina de mRNA iniciou a fase um de ensaio clínico.

A US Food and Drug Administration (FDA), agência sanitária dos Estados Unidos, aprovou a vacina Pfizer-BioNTech em 11 de dezembro de 2020 e, alguns dias depois, deu luz verde à opção fabricada pela Moderna.

Em 30 de dezembro, o Reino Unido aprovou a versão da Universidade de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca.

Junto a outras vacinas desenvolvidas em países como China e Rússia, essas versões ajudaram a imunizar milhões de pessoas no mundo. Estima-se que mais de 8 bilhões de doses foram administradas em pelo menos 197 países.

A detecção, em novembro, da variante ômicron colocou as vacinas à prova.

Segundo Ignacio López-Goñi, professor de Microbiologia da Universidade de Navarra, na Espanha, "as pessoas com duas doses de vacina continuam protegidas contra a hospitalização, mesmo que tenham perdido parte da proteção contra a infecção".

Provavelmente, isso se deve ao fato de a maioria das vacinas dar uma resposta celular que não é afetada por essa variante.

Embora muitos mais estudos sejam necessários, pesquisas feitas até agora indicam que uma terceira dose ajuda a estimular a resposta imunológica e a proteção contra a ômicron, com estimativas de eficácia entre 70 e 75%, disse Melissa Hawkins, professora de Saúde Pública da American University, em Washington, nos Estados Unidos.

Uma análise realizada pelo Imperial College, de Londres, indica que ter uma população imunizada reduz entre 25% e 30% o risco de hospitalização por infecção pela ômicron.

Mas os problemas no fornecimento de vacinas nos países de baixa renda também marcaram 2021.

Ao longo do ano, lideranças de diversos países e entidades fizeram apelos veementes por uma distribuição equitativa das vacinas no mundo.

Em março, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, criticou a disparidade crescente no número de vacinações entre países ricos e pobres.

É uma lacuna "que cresce a cada dia e se torna mais grotesca a cada dia", disse.

Em setembro, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou essa desigualdade como uma "obscenidade" e uma falha ética.

Apesar disso, a América do Sul encerra 2021 com dados auspiciosos: é a região que apresenta a maior vacinação contra o coronavírus, com 63,4% de sua população completamente inoculada, e 74,3%% de seus 434 milhões habitantes com pelo menos uma dose, de acordo com dados oficiais publicados pela OMS.

2. Representação tridimensional de proteínas

O avanço no campo da representação tridimensional de proteínas neste ano foi elogiado por vários cientistas.

"Isso vai mudar a face da biologia moderna", disse Tobin Sosnick, biofísico da Universidade de Chicago, em um artigo publicado na revista científica Nature.

"Haverá um antes e um depois de 2021, quando as pessoas perguntarem: 'O que é biologia estrutural?'", escreveu.

Na reportagem que a revista dedica a personalidades que "ajudaram a moldar a ciência em 2021", destaca-se o trabalho de John Jumper, que juntamente com os seus colegas da DeepMind - empresa que se dedica à inteligência artificial - desenvolveu "uma ferramenta que pode transformar a biologia."

A Science, outra revista de referência no campo científico, assim como a NewScientist, fizeram eco a esta tecnologia ao rever os avanços mais importantes do ano.

"Não tenho dúvidas de que nos próximos anos (a tecnologia) vai gerar uma enorme mudança social na área da saúde, diagnósticos, lavouras, produção de alimentos, cuidado com o meio ambiente", disse o professor e microbiologista Diego Comerci.

"Este é um sonho perseguido desde o Prêmio Nobel de Christian Anfinsen (1972) e, a partir daí, todos os bioquímicos do mundo, biólogos moleculares, queriam ter programas que lhes permitissem prever com precisão a estrutura tridimensional das proteínas".

Os programas de inteligência artificial Alpha Fold e RoseTTA Fold têm sido capazes de prever com "uma enorme quantidade de cálculos e precisão" a estrutura tridimensional das proteínas, graças a sua sequência de aminoácidos, explica o especialista.

"É importante porque a maioria das funções bioquímicas das células de todos os seres vivos são realizadas por proteínas, sabendo que sua estrutura tridimensional nos permitiria desenvolver digitalmente novos medicamentos e inibidores."

"O impacto que essa tecnologia tem na pesquisa de novas terapias e vacinas vai ser brutal e veremos isso muito em breve, nos próximos anos".

A vantagem, ele explica, é que as equipes por trás do Alpha Fold e RoseTTA Fold disponibilizaram os bancos de dados gratuitamente para todos os pesquisadores do mundo.

E, como sugere a revista Nature, imagine que determinar a estrutura de quase todas as proteínas poderia ser tão simples quanto fazer uma pesquisa na internet.

3. A primeira vacina contra a malária

A malária é uma das mais mortais doenças da humanidade há milênios, matando principalmente bebês e crianças. Ela é causada por um parasita que invade e destrói as células sanguíneas para se reproduzir, e é transmitida por picadas de mosquito.

No entanto, no dia 6 de outubro, uma boa notícia foi divulgada: a OMS deu luz verde à vacina RTS, que comprovou sua eficácia há seis anos.

Após o sucesso dos programas piloto de imunização em Gana, Quênia e Malaui, a OMS recomendou que a vacina fosse usada entre crianças na África Subsaariana e em outras regiões com transmissão de moderada à alta.

"É um momento histórico", disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.

"A tão esperada vacina contra a malária para crianças é um avanço para a ciência, a saúde infantil e o controle da doença", disse. "(Poderia) salvar dezenas de milhares de vidas jovens todos os anos."

4. Mais mulheres chegando ao poder

Em 1º de março, uma mulher fez história na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Depois de ocupar o segundo lugar no Banco Mundial, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala tornou-se a primeira mulher e a primeira africana a assumir o cargo de diretora-geral da OMC.

Para a economista, formada em Harvard e com mais de 30 anos de experiência na área de desenvolvimento em diferentes continentes, a OMC precisava "de uma reorganização, alguém disposto a fazer as reformas e liderar".

Na América Latina, por sua vez, Xiomara Castro ganhou as eleições em Honduras e a partir de 2022 será a primeira mulher a governar o país.

Castro vai encerrar 12 anos de um governo conservador. É a primeira vez que a esquerda hondurenha chega ao poder depois que Manuel Zelaya, marido de Castro, foi deposto por um golpe em 2009.

Meses antes, em janeiro, a Estônia havia nomeado a primeira mulher chefe de governo de sua história: Kaja Kallas.

Em março, a morte do presidente da Tanzânia, John Magufuli, levou sua vice-presidente, Samia Suluhu Hassan, a se tornar a primeira mulher chefe de Estado do país.

Em agosto, a presidente disse à BBC que havia pessoas que duvidavam que ela fosse qualificada para liderar a Tanzânia. "Alguns não acreditam que as mulheres podem ser melhores presidentes e estamos aqui para mostrar que podemos", disse.

Outra mulher que ganhou as manchetes internacionais em 2021 foi Kamala Harris.

De mãe indiana e pai jamaicano, ela se tornou a primeira mulher, a primeira negra e de ascendência asiática a se tornar a vice-presidente dos Estados Unidos.

Para Frédéric Mertens de Wilmars, coordenador do curso de Relações Internacionais da Universidade Europeia de Valência, a nomeação de Kamala foi a boa notícia do ano.

"Internamente, ela mudou a visão que os americanos têm de sua própria sociedade em termos de representatividade do establishment político", disse.

"E, em nível internacional, também é um sinal positivo para as mulheres e para todos os indivíduos que historicamente 

"E, em nível internacional, também é um sinal positivo para as mulheres e para todos os indivíduos que historicamente foram discriminados por causa de sua cultura, religião, raça e diversidade étnica. Elas observam e dizem: 'sim, nós podemos', há mais além do mandato de Barack Obama."

5. A importância da saúde mental no esporte

O ano de 2021 foi olímpico, o que gerou emocionantes imagens dos jogos.

Já Simone Biles, uma das melhores ginastas da história, levantou uma importante reflexão. A atleta americana se retirou de cinco de seus seis últimas disputas para se concentrar em sua saúde mental.

"2021 não foi o ano que eu esperava. Neste verão, tive que me afastar da competição para me recuperar de uma lesão invisível", disse ela, em dezembro, após receber o prêmio pelo conjunto de sua obra na cerimônia de Personalidade Esportiva do Ano da BBC.

"Essa foi a decisão mais difícil da minha vida, mas decidi falar abertamente para mostrar que as lutas pela saúde mental não são nada para se envergonhar", disse.

"No início esperava algumas críticas, mas o que aconteceu foi o contrário. O apoio e o incentivo que recebi foram avassaladores e me enche o coração pensar nessas palavras positivas. O que sempre vou valorizar, mais do que qualquer medalha, é ouvir como eu poderia ter ajudado alguém a se sentir um pouco melhor."

O impacto de sua atitude, dentro e fora da arena esportiva, foi imenso.

"Sigo Biles e a admiro muito. Quando ela falou o que aconteceu com ela, além da decisão que ela tomou, eu também fiz uma pausa. Foi natural, e é normal que eu pudesse sentir o mesmo, porque também estava na mesma situação", disse a ciclista colombiana Mariana Pajón, a mulher com maior número de medalhas de ouro na América Latina em modalidades individuais nos Jogos Olímpicos, em um entrevista com BBC Mundo em Tóquio.

Biles não foi a única atleta de elite a falar publicamente sobre saúde mental.

A tenista japonesa Naomi Osaka, vencedora de quatro torneios do Grand Slam e que se tornou a número um do mundo, decidiu se retirar do Aberto da França pelo mesmo motivo: para se concentrar em sua saúde mental.

Em julho, a atleta escreveu um artigo na revista Time intitulado: "Está tudo bem, não vai ser bom. (É bom não ser bom)".

6. A volta dos pandas e demônios da Tasmânia

Os esforços de conservação dos animais trouxeram notícias promissoras ao longo de 2021.

Em julho, as autoridades chinesas anunciaram que não classificam mais os pandas como ameaçados de extinção, embora tenham alertado que a espécie continua vulnerável.

A classificação melhorou porque o número de indivíduos na natureza atingiu pelo menos 1.800.

"Os chineses têm feito um excelente trabalho investindo nos habitats dos pandas, expandindo e criando novas reservas", disse Ginette Hemley, vice-presidente para conservação da vida selvagem do World Wildlife Fund (WWF).

A nova classificação ocorre anos depois de a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) remover este animal de sua lista de espécies ameaçadas de extinção e o reclassificar como "vulnerável", em 2016.

Embora a "Lista Vermelha" da IUCN classifique 37.480 espécies como ameaçadas de extinção, nem tudo é desolador.

Em setembro, essa agência informou que, após reavaliar as sete espécies de atum mais pescadas comercialmente, constatou que "quatro delas mostram sinais de recuperação graças a cotas de pesca sustentável ??e a um combate mais eficiente contra a pesca ilegal implementadas pelos países".

Isso permitiu que o atum-rabilho do Atlântico passasse da categoria "em perigo" para a de "menor preocupação"; atum-rabilho do sul, de "criticamente em perigo" a "em perigo"; e o atum-voador e o atum albacora passassem de "quase ameaçados" a "menos preocupantes".

"A atualização de hoje da Lista Vermelha da IUCN é um poderoso sinal de que, apesar das crescentes pressões sobre nossos oceanos, as espécies podem se recuperar se os Estados realmente se comprometerem a implementar práticas sustentáveis", disse Bruno Oberle, diretor-geral da IUCN.

Em fevereiro, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) informou que a onça pintada, "o maior predador da América do Sul", havia retornado aos estuários do Iberá, no nordeste da Argentina.

Isso aconteceu 70 anos depois que a caça e a perda de habitat levaram essa espécie à extinção naquela área.

Uma onça-pintada - que havia sido resgatada no Brasil - e seus dois filhotes foram soltos no Gran Parque Iberá, os primeiros dos nove indivíduos que estão previstos para serem libertados na área.

"A reintrodução cuidadosa de predadores como as onças pode ajudar a restaurar os ecossistemas", disse Doreen Robinson, chefe de Vida Selvagem do PNUMA.

"Sem essas espécies, a biodiversidade sofre e os serviços que a natureza oferece podem entrar em colapso, desde a mitigação de doenças e proteção do solo até a regulação dos sistemas de água."

Outra espécie que deu boas notícias neste ano foram os demônios da Tasmânia.

No final de 2020, grupos ambientalistas introduziram 26 espécimes adultos no norte de Sydney e, em maio, relataram que, pela primeira vez em 3.000 anos, os demônios da Tasmânia renasceram na Austrália continental.

"Embora seja apenas o começo, conseguimos devolver o diabo ao continente", disse Tim Faulkner, presidente da Aussie Ark, uma das organizações que promove o programa.

Desde seu retorno, "a equipe e eu ficamos maravilhados: não apenas os demônios sobreviveram, mas cada um deles evoluiu".

Estima-se que 25 mil demônios ainda vivem na ilha da Tasmânia.

_________________________________________________Gêmeos: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: discriminação

Desafios do ano

Como este será um ano mais movimentado e de muitas novidades no campo externo, você sentirá o quanto ficou para trás ou o quanto está em dia com as tendências da atualidade. Nada de se sentir envergonhado ou ultrapassado, combinado? Isso faria você perder o rumo e o foco, ficando à deriva dos acontecimentos.

O tempo que se perdeu, já foi. Não é mais possível recuperá-lo. Entretanto, você pode recuperar habilidades ao se atualizar e ao lidar com a nova realidade que se apresenta. Saturno em Aquário favorece o pensamento profundo, mas adverte contra superstições e temores injustificados. Saiba discriminar o que é real.

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2022 vem com energia da carta 'Os Enamorados' no tarô. O que significa?

Janeiro, novembro e dezembro trazem desafios aos seus planejamentos. Vênus, Sol, Mercúrio e Plutão parecerão zombar dos planos que você fizer no campo financeiro. Isso servirá para lembrar que nunca temos o controle total das circunstâncias.

Conquistas do ano

Incorporar o espírito do tempo e abrir seu olhar para as tendências atuais são dois bônus que Júpiter traz a você em 2022. A arte, a visão universalista e a sensibilidade podem enriquecer e ampliar seus horizontes.

Mais sensível às causas do momento, você poderá traduzi-las através de seu trabalho, como indica a importante conjunção entre Júpiter e Netuno, que ocorre entre abril e maio. São meses que trazem a oportunidade de contagiar corações e mentes.

Entre março e abril, Saturno em Aquário recebe bons aspectos de Marte. Isso traz outra conquista importante: ter um corpo de crenças firme e confiável, além de um grupo de amigos que represente seus sonhos de um mundo melhor.

Conselho dos astros para 2022

Marte transitará por seu signo durante um longo tempo em 2022. Primeiro, em movimento direto, a partir de 21 de agosto. Já a partir de 30 de outubro, retrógrado. Essa configuração astral indica a tendência de ter comportamentos abruptos, instáveis e distrações que podem gerar conflitos ou aborrecimentos com outras pessoas.

O conselho dos astros é claro: pense duas vezes antes de agir, de falar e de se envolver em brigas. Além disso, evite cirurgias eletivas no segundo semestre. Caso tenha que passar por algum procedimento, aproveite o mês de seu aniversário para isso.

Canalize toda sua energia e impaciência em esportes leves, que melhorem seu autocontrole, equilíbrio e respiração. De junho a setembro, poderá parecer que tudo ficou mais lento. São os movimentos planetários retrógrados - um período para repensar e aprimorar propostas, projetos e decisões.

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Câncer: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: ampliação

Desafios do ano

Até meados de maio, os desafios serão leves - exceto no que diz respeito a uma escolha amorosa a ser feita em janeiro. Se, por ora, tiver medo de romper hábitos conhecidos, saiba que a decisão final não passará de dezembro. No entanto, após maio, os desafios começam com a retrogradação de diversos planetas denotando um tempo de repensar o que não estava tão bem.

A impulsividade é uma característica que estará dominante para o seu signo em 2022, algo que promete efeitos complexos e até prejudiciais a partir de agosto. A partir de outubro, Marte, o astro dos impulsos, transita Gêmeos em movimento retrógrado, indicando pensamentos inquietos. Para neutralizar, converse expondo suas dúvidas.

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Evite contar ou ouvir segredos, eles podem tirar o sono. Além disso, busque não particularizar algumas situações. Lembre-se de que a humanidade está se refazendo de um pesadelo demorado e cada um reage de um jeito.

Conquistas do ano

Júpiter e Netuno em Peixes, juntos como há 9 anos não acontecia, trazem fé, intuição e criatividade para o seu 2022. Os astros expandem, sensibilizam e fertilizam suas chances de ter um estilo de vida mais divertido e amoroso. Em maio, Vênus em Peixes pode trazer o resultado positivo de algo familiar relativo a mudanças.

Respeitar sua saúde e seu bem-estar são tendências que afloram logo no começo do ano. Entre junho e agosto você terá um período positivo para viagens que visem abrir sua mente e seu coração para novos assuntos. Além disso, Júpiter em Áries sinaliza colheita profissional e reconhecimento por seus talentos.

Sua intuição estará afiadíssima neste ano, algo que será poderoso para os momentos de dúvida. Outra conquista importante tem a ver com Saturno e Urano, que permitirão pensar contra a corrente e reconhecer sua responsabilidade social. Julho pode ser um mês bastante feliz nesse sentido, assim como novembro.

Conselho dos astros para 2022

Tanto em janeiro quanto entre novembro e dezembro será necessário repensar sua posição nas relações amorosas e nas parcerias de trabalho. Pergunte-se: até que ponto você pode ceder seus princípios, valores e integridade em nome de manter esses laços?

No final de abril, um eclipse solar traz oscilações em amizades - reflita se vale a pena seguir adiante com um amigo ou se chegou a hora de distanciar os caminhos. No mesmo mês, pode ser que você se desligue de uma associação ou de um grupo. São rupturas ditadas por ocorrências acima do seu poder de controle.

Em novembro será possível descobrir os motivos pelos quais o rompimento tinha que ocorrer. No amor, dois eclipses trazem reflexões sobre continuidade e disposição de entrega: em 16 de maio e em 25 de outubro. Será mais fácil decidir após o acontecimento dos dois fenômenos.

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Aquário: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: expressão

Desafios do ano

Aquário gosta de liberdade, mas adora ter tudo sob controle. Então, o que fazer em caso de terremoto? Aceitar a realidade. Em janeiro, Saturno e Urano em guerra no céu dão um gostinho de quais conflitos devem emergir. O principal será entre controle e desconfiança. Como lidar com o inesperado, representado por Urano? Aguente firme e segure a pressa. Deixe os fatos se desenrolarem naturalmente.

Em abril, conforme indica o eclipse solar em Touro, é possível que você viva rupturas e afastamentos, inclusive no campo familiar. A sensação de inconstância e de falta de controle podem se acentuar, causando insegurança sobre o presente e o futuro. Como um segundo eclipse no mesmo signo anuncia em novembro, o desapego de circunstâncias acima do seu controle será o grande desafio.

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Agosto também pode ser desafiador no campo das parcerias e de relacionamento amoroso. Com Marte em Gêmeos, a vontade de namorar e conquistar se acentua. Desde que isso não abale sua relação principal, algo difícil dado o conjunto de aspectos turbulentos de Marte, você receberá contribuições benéficas.

Conquistas do ano

A maior conquista de todas será ter a prova de que seu visionarismo funciona e é confiável. Com Júpiter em Peixes durante o primeiro trimestre, você não apenas intuirá, como saberá comunicar sua percepção a quem tiver ouvidos para ouvir. Esse talento terá efeitos positivos em todas as áreas de sua vida e deve melhorar inclusive sua conta bancária.

Entre abril e maio, Júpiter e Netuno denotam um ótimo período para expandir seus negócios. Conte com boa articulação e objetividade. Para completar, Marte em Gêmeos por longos meses afirma a importância de se fazer entender e de se comunicar com clareza.

Sim, você tem articulação para isso, mas deve se precaver contra a tendência de mal-entendidos que podem abalar sua reputação. Atente-se, ok? Nada de disseminar, na base do impulso, informações que podem se mostrar falsas posteriormente.

Conselho dos astros para 2022

Tenha clareza e objetividade com seu amor. Se a relação caiu na mesmice, crie surpresas, mas averigue se são agradáveis para ambas as partes. Expresse sua vontade com palavras firmes, mas doces.

Uma viagem, um final de semana diferente e novos aprendizados irão enriquecer o relacionamento.

O impulso de sair por aí paquerando e conquistando meio mundo pode ser até engraçado se você estiver livre e sem compromisso, mas pode acabar em lágrimas se for para provocar a pessoa com quem se relaciona atualmente. Tome cuidado!

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Escorpião: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: reinvenção

Desafios do ano

Durante todo o ano, Urano em Touro e Marte em Gêmeos trazem desafios. Especialmente ativada durante o eclipse solar de 30 de maio, sua maior dificuldade será aceitar o inesperado por parte de parcerias, inclusive as amorosas. Em meados de abril, tudo pode ir pelos ares. As rupturas serão para valer. Questione-se se deseja seguir dessa maneira.

No entanto, saiba que tudo é possível a partir dessas transformações. Um novo amor, uma nova sociedade ou um novo emprego, ainda que iniciados no calor do momento, servirão como libertação. Prepare-se para experiências que deixarão marcas profundas em você!

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O eclipse solar de 25 de outubro traz desafios à sua vitalidade, especialmente se você nasceu no comecinho do signo. Tenha atenção redobrada com sua saúde. Não é indicado praticar esportes radicais ou tomar remédios sem prescrição médica. Cirurgias eletivas podem ser adiadas para ocasiões mais equilibradas.

Conquistas do ano

Júpiter em Peixes promete um amor dos sonhos, que pode ser o resgate da relação atual após um susto - como indicam Urano e o eclipse em Touro em abril - ou o retorno de uma paixão antiga. Para quem está a fim de um romance, há a possibilidade de viver um memorável.

Também é um ano que indica bastante fertilidade física. Se for do seu desejo, 2022 pode ser o momento em que a família começa a crescer. Caso não seja sua vontade, tenha sapiência.

No campo da criatividade e da autoconfiança, Júpiter fará um verdadeiro milagre de expansão. Você se sentirá mais confiante até mesmo para encarar novos desafios profissionais. Aproveite!

Conselho dos astros para 2022

Saturno em Aquário impulsiona a construção de um ambiente familiar mais íntimo e zeloso sobre o espaço de cada um. Você terá meios de criar uma independência fazendo com que os outros respeitem suas escolhas. O primeiro trimestre exigirá de você, neste sentido, confiança nas pessoas e nada de controle ou cobranças. Viva e deixe viver, sem alimentar rancores íntimos.

Este ano a família pode se distanciar fisicamente, mas vocês estarão unidos por meio das crenças e certezas em comum, algo que será confirmado após um intenso período de retrogradações astrais em setembro.

No segundo semestre, Marte retrógrado em Gêmeos traz complicações no que diz respeito a entendimento e diálogo, então o conselho é checar as informações com cuidado, além de negociar valores, contratos e acordos. Vale a pena brecar os gastos e rever orçamentos a fim de não criar desentendimentos e extravios.

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Capricórnio: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: transformação

Desafios do ano

Encarar a lei da vida, que é a mudança permanente, e seguir em frente, renunciando o que está em crise, pode doer, mas é necessário. Já não é de agora que algumas situações apontam para a finitude das coisas, tirando a ideia de que a vida é controlável mediante planos bem elaborados.

A saúde será um ponto delicado e, por conta disso, você aprenderá a ser mais flexível e se adaptar às situações acima de seu poder de controle. Plutão em Capricórnio, acionado pelas conjunções de Vênus em janeiro e dezembro, sinaliza essa tendência. Para completar, Marte em Gêmeos a partir de agosto indica a necessidade de fazer exames de rotina e revisar tratamentos.

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O eclipse solar em Escorpião, que ocorre no dia 25 de outubro, e Urano em Touro aceleram a necessidade de aprender a fluir e confiar no ritmo da existência. Evite ceder à vontade de transformar abruptamente sua vida pessoal ou profissional, pois o cenário astral indica falhas e extravios no segundo semestre.

Conquistas do ano

Reveja o que é mais importante e conecte-se com o que é possível no aqui e agora. Saturno em Aquário por todo o ano traz ganhos no campo da valorização pessoal. Com isso, você saberá distinguir quem te valoriza e aproveitar cada momento para apreciar as coisas boas da vida

Júpiter em Peixes ampliará, no primeiro semestre, a vontade de saber, conhecer e aprender. Portanto, você avançará em estudos e poderá crescer intelectualmente ao se dedicar.

Por saber respeitar o tempo, poderá aproveitar o período de maio a setembro, recheado de retrogradações astrais, para rever alguns assuntos pessoais - como por exemplo vida amorosa e relação com familiares.

Conselho dos astros para 2022

Tome consciência de seus pontos fortes, em especial no primeiro trimestre e entre outubro e novembro, meses mágicos para o amor e para a amizade. Se uma relação não estiver à altura das suas necessidades reais, há chances de fazer revisões para evitar reviravoltas mais adiante.

Júpiter em Áries de maio a outubro traz a chance de realizar um grande sonho como a mudança de casa, uma viagem ou a conquista de mais harmonia nas relações familiares. A promessa do astro é de que a família cresça com o nascimento de crianças.

Marte transitará Gêmeos de agosto a março de 2023 e, durante este período, pode sinalizar tumultos e problemas com pessoas sob suas ordens. Evite a sobrecarga de tarefas, tenha cuidado com desgastes físicos e adie gastos financeiros grandiosos.

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Virgem: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: abertura

Desafios do ano

Cuidar da saúde e continuar seguindo as regras para manter tudo em equilíbrio será necessário. A tendência ao exagero será grande entre março e junho, mas com um pouco de disciplina você conseguirá controlar isso. No entanto, nada de exigências. Em junho e julho, a dança dos astros traz outro desafio: driblar as demandas alheias com a sua necessidade de descanso. Mais uma vez, vale cuidar da saúde e deixar claro que você tem o direito de descansar.

Além da saúde, os desafios profissionais batem à porta em janeiro. Há muita demanda e pouco reconhecimento no horizonte astral. Embora isso possa trazer desânimo, desafie-se a fazer todas as tarefas com perfeição. Seus dias de glória chegarão no futuro!

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Dar orientações claras aos assistentes e a quem trabalha sob suas ordens será tão necessário quanto difícil, especialmente quando Marte estiver retrógrado em Gêmeos. A partir de outubro, a falta de clareza pode se tornar um problema.

Conquistas do ano

2022 tem ótimos bônus astrais de Júpiter em Peixes para você. O trânsito expande sua vida social até meados de maio e novamente de outubro em diante. Para quem quer encontrar um amor, os augúrios são ótimos. Pessoas e relacionamentos que podem acolher você estão despontando no horizonte. Entre maio e abril, a magia do amor estará no ar!

Durante o tempo em que Júpiter transitar Áries, ou seja, de meados de maio a outubro, você também poderá conquistar uma melhor posição financeira. Aguarde novas parcerias ou clientes e a solução de uma pendência judicial.

Seja como for, 2022 será melhor em termos financeiros para você. No fim do ano, vários astros em Capricórnio associados a Plutão promovem profundidade amorosa, conexão mais firme com filhos e vitória em competições.

Conselho dos astros para 2022

Urano, o astro das rupturas, estará abrindo seus caminhos mentais e intelectuais. Com isso, você poderá reciclar conhecimentos e testar suas filosofias de vida na prática. Crenças de outros povos podem te atrair, algo que impulsiona a expansão do conhecimento através de estudos e viagens.

Dois eclipses também são afortunados no sentido de expandir seu conhecimento. O solar em Touro, que acontece no dia 30 de abril, pode reverter uma tendência ligada a estudos ou viagens, mas que no fim será a seu favor. Já o eclipse lunar no mesmo signo, no dia 08 de novembro, será ótimo para dar fim em falsas ilusões.

A passagem de Marte em Gêmeos por todo o segundo semestre aconselha a ter objetividade e cuidado ao se relacionar com a família, principalmente porque algumas retrogradações estarão direcionando você para o setor familiar.

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________Libra: desafios e conquistas para o signo em 2022

Palavra do ano: autorrespeito

Desafios do ano

O primeiro desafio, que começa em janeiro e segue por fevereiro, será lidar com pessoas íntimas e familiares que tendem a manipular as situações em seu próprio favor, algo que pode prejudicar você de alguma maneira. Para driblar essa tendência, imponha respeito na medida do possível.

No final de abril, surpresas inesperadas de saúde ou no setor financeiro abalam sua autoconfiança por um breve tempo. No entanto, mesmo que algumas perdas financeiras sejam possíveis, logo em seguida você se recomporá.

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A partir de agosto, Marte em Gêmeos representa seu maior desafio de 2022: se entender com as pessoas. Com o astro retrógrado de outubro em diante, mudanças inesperadas de ideias ou de parcerias acabam por impossibilitar o planejamento tranquilo e efetivo de planos em comum. Exija confirmações prévias para tentar driblar a tendência de brigas e desentendimentos.

Conquistas do ano

2022 pode ser um ano cheio de boas conquistas para você! Saturno, que representa a experiência e o realismo, será um farol constante e confiável — mesmo em épocas turbulentas como as que se apresentarão, como um todo, de maio a outubro. O conforto fica por conta de Júpiter em Áries que, nesse período, poderá expandir sua vida social.

Saturno em Aquário recebe o apoio de Mercúrio e de Vênus em março, cenário que possibilita boas escolhas amorosas, financeiras e profissionais. Em maio, uma bela negociação familiar ou profissional será motivo de brinde. Já em outubro, Vênus em Libra traz senso de harmonia e favorece suas conquistas.

No finalzinho do ano, uma grande conquista estará à sua espera! Será possível colher o resultado de seus esforços para construir algo que valha a pena. Compra, venda e mudança de imóvel estão favorecidos, mas depende de você se manter firme em seus propósitos. No segundo semestre, Marte retrógrado em Gêmeos aconselha o preparo cuidadoso de viagens e negociações.

Conselho dos astros para 2022

Não permita que os abalos costumeiros da vida levem embora sua autoconfiança! No fim de abril e na última semana de outubro, podem surgir situações chatas que coloquem você contra a parede num assunto profissional.

Seu poder de encantar será posto em xeque. Lembre-se de que não é possível agradar a todos o tempo todo e, se você precisa bater o pé para ter respeito, pagar o preço pela sua libertação inclui perder uma amizade, um cliente ou uma paquera.

O conselho é se distanciar e pagar o preço necessário para que valorizem você. Siga em frente com coragem!

Por Barbara Abramo (@barbara.abramo), astróloga de Universa.

_________________________________________________À meia-noite, um grupo de jovens deu início a um arrastão na areia, na altura do Copacabana Palace. Quatro pessoas foram ESFAQUEADAS na PRAIA, duas delas na HORA VIRADA.

Réveillon em Copacabana teve show no céu para marcar a retomada

RI Rio de Janeiro (RJ) 31/12/2021 - Festa de réveillon na Praia de Copacabana . Foto: Fernando Maia
/ Prefeitura Foto: Agência O Globo

Entre os presentes, a saúde ficou em primeiro lugar na lista de pedidos para 2022

RIO — Sem uma grande multidão, a Praia de Copacabana foi coberta por um mar de esperança na passagem para o novo ano. Após a entrada de 2021 sem festa, fogos ou vacina, 2022 chegou com luzes no céu, chuva para lavar a alma e abraços —um “luxo” possível após o Rio atingir mais de 80% de sua população imunizada com duas doses contra a Covid-19. O sentimento do público — a Riotur não forneceu uma estimativa de quantas pessoas acompanharam o espetáculo — era de recomeço. Para quem brindou a vida com pés na areia, foi o momento de olhar para frente, sem esquecer das lições aprendidas com a pandemia. Não houve shows — a presença do vírus ainda exige cautela. E as restrições no trânsito e no metrô (que fechou às 20h) contribuíram para evitar aglomerações. Mas não faltou brilho na virada: foram 15 minutos de um emocionante espetáculo pirotécnico, que teve como pontos altos explosões de corações em 3-D, estrelas multicoloridas e, para fechar a noite, cascatas prateadas e douradas nunca vistas no réveillon carioca.

Saúde, emprego e vacina

Como trilha sonora, uma seleção especial do DJ MAM, que embalou o público por meio de 25 torres de som. No momento da virada, o que mais se viu foram pessoas transbordando em alegria e fé: saúde ficou em primeiro lugar na lista de pedidos, seguida de emprego e de apelos para que as crianças também possam ser vacinadas.

Tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana marca a chegada de 2022 no Rio de Janeiro Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana marca a chegada de 2022 no Rio de Janeiro Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana marca a chegada de 2022 no Rio de Janeiro Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

E teve vacina no braço no último dia de 2021: em Copacabana, 370 pessoas aproveitaram para receber sua dose nos postos médicos montados na praia. A decoradora Maria da Graça Alves, de 55 anos, moradora do Catete, tomou o seu reforço contra a Covid-19:

— Não tivemos caso grave na família, e, nesta virada para 2022, vamos comemorar e pedir, principalmente, para que a pandemia passe logo e que nossas vidas voltem ao normal.

Como há muito não se via, Copacabana foi ocupada por diferentes sotaques. Turistas estrangeiros e de todo o Brasil, mas sobretudo de São Paulo, lotaram os hotéis se somaram a cariocas. Algumas famílias, mesmo marcadas pela saudade de entes queridos que se foram por causa do coronavírus, fizeram questão de resgatar a tradição de festejar a chegada de um novo ano à beira-mar. Outras comemoraram o fato de terem passado dois anos críticos sem perdas. Entre os simbolismos deste réveillon em Copacabana, um é o do reencontro. Seja entre amigos, familiares ou mesmo do povo com a rua. A sensação era de retomada.

— É a primeira vez que viajamos para outro estado depois da pandemia, e, para o ano que chega, espero que a gente se mantenha com bastante saúde para aproveitar momentos como este — disse a a gerente de marketing Cyntia Pietrobon, que veio de São Paulo com a família assistir ao espetáculo de luzes.

Tempo de superação

O casal Denilson Ramos e Karina Ribeiro, de Campinas, escolheu Copacabana para festejar um novo ciclo. Após sofrer muito com a perda de uma prima para a Covid-19, ela deu a volta por cima e está esperando um bebê. Ele, por sua vez, conseguiu mudar para um emprego melhor:

— Muitas pessoas perderam seus entes queridos, e não foi diferente para nós. Mas Deus nos abençoou este ano com o Gael, que está com seis meses. E, em plena pandemia, consegui me reerguer, arrumar um novo trabalho.

Também houve a retomada de festas icônicas do Rio. No Morro da Urca, o público foi embalado por Jorge Aragão e a bateria da Mangueira. O Copacabana Palace serviu um jantar e, à meia-noite, sua varanda serviu como camarote para a queima de fogos.

O Hotel Nacional, em São Conrado, contou com uma cascata de fogos de 50 metros. E o Cristo Redentor, protagonista do réveillon anterior — quando iluminou o céu com uma contagem regressiva até a meia-noite — teve convidados animados aos seus pés, com um show de Lulu Santos.

A cascata de fogos do Hotel Nacional Foto: DivulgaçãoArrastão à meia-noite

A alegria deu o tom do réveillon carioca, mas houve também violência. 

Apesar do policiamento reforçado, com 4.500 agentes, pessoas relataram furtos e roubos ao longo da noite.

E, justamente quando os relógios marcaram meia-noite, um grupo de jovens deu início a um arrastão na areia , na altura do Copacabana Palace. De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, quatro pessoas foram esfaqueadas na praia, duas delas na hora virada. Uma das vítimas é uma turista colombiana, ferida no rosto.


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2021 termina com panelaço contra Bolsonaro e esperança de dias melhores com Lula em 2022

Lula e Jair Bolsonaro

247 - O Brasil chega ao final desta sexta-feira (31), último dia do ano de 2021, com panelaços contra Jair Bolsonaro em várias partes do País, em protesto contra seu discurso negacionista no enfrentamento à Covid-19.





No último pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, Bolsonaro voltou a criticar a adoção de passaporte vacinal no país e defendeu prescrição médica para a imunização de crianças com vacinas contra a Covid-19. “Não apoiamos o passaporte vacinal. Nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar. Também defendemos que a vacina para as crianças entre cinco e onze anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica", disse Bolsonaro, enquanto panelas soavam em casas e apartamentos pelo país.

Apesar do discurso negacionista, Bolsonaro termina 2021 enfraquecido politicamente. Com todas as pesquisas mostrando a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, com eventual vitória no primeiro turno, 2022 se inicia com esperança para o povo brasileiro.

Na mensagem de fim de ano publicada nesta sexta, o ex-presidente Lula externou votos de força e solidariedade para os brasileiros que passam dificuldades com o desemprego, com a pandemia, com a falta de alimentos ou de moradia digna. Lula apontou para a esperança que o ano que se inicia traz consigo. "Vamos trabalhar em 2022 para que todos os brasileiros possam ter uma vida digna e voltarmos a ter um país que nos encha de orgulho. Jamais desistir e sempre batalhar por um amanhã melhor", disse o ex-presidente nas redes sociais.

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= ALERTA = CINCO asteroides POTENCIALMENTE PERIGOSOS passarão pela Terra em JANEIRO

02/01 (domingo)
No domingo, o asteroide 2021 YK será observado a 190 mil quilômetros da Terra. 
Com cerca de 12 metros de largura, ele será o objeto espacial que mais vai se aproximar da Terra em janeiro.

05/01 (quarta-feira)
Um asteroide de 64 metros de largura passará a 2,1 milhões de quilômetros da Terra. 

06/01 (quinta-feira)
No dia seguinte, um asteroide de sete metros de largura passará a 7,4 milhões de quilômetros de distância do planeta. 

07/01 (sexta-feira)
Um asteroide de quatro metros de largura passará a 1,7 mil quilômetros de distância.

11/01 (terça-feira)
Rocha espacial "2013 YD48", que tem aproximadamente 104 metros de diâmetro

_________________________________________________Asteroide quase três vezes maior que o Cristo Redentor vai passar próximo da Terra em janeiro

Asteroide passará próximo ao planeta Terra em 11 de janeiro Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech
Asteroide passará próximo ao planeta Terra em 11 de janeiro Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech
Asteroide passará próximo ao planeta Terra em 11 de janeiro Foto: Divulgação/NASA/JPL-Caltech
Um asteroide quase três vezes maior que o Cristo Redentor vai passar próximo da Terra no começo de 2022. Trata-se da rocha espacial apelidada de "2013 YD48", que tem aproximadamente 104 metros de diâmetro e deve se aproximar do planeta no dia 11 de janeiro. O monumento situado na capital fluminense tem 38 metros de altura. As informações foram divulgadas pela agência espacial americana (Nasa) nesta quinta-feira.

O asteroide passará a uma distância de 5,6 milhões de quilômetros de distância da Terra. Apesar de parecer distante, em termos de espaço é uma longitude pequena. Segundo a Nasa, qualquer objeto espacial que passe em um raio menor que 7,5 milhões de quilômetros da órbita da Terra é considerado potencialmente perigoso.

A Nasa monitora a aproximação deste asteroide, por meio do painel do Asteroid Watch. Este projeto acompanha objetos espaciais que passam relativamente próximos da Terra.

Outros quatro asteroides estão previstos para passar nas "proximidades" do planeta no começo do próximo ano. No domingo, o asteroide 2021 YK será observado a 190 mil quilômetros da Terra. Com cerca de 12 metros de largura, ele será o objeto espacial que mais vai se aproximar da Terra em janeiro.

Em 5 de janeiro, um asteroide de 64 metros de largura passará a 2,1 milhões de quilômetros da Terra. No dia seguinte, um asteroide de sete metros de largura passará a 7,4 milhões de quilômetros de distância do planeta. E no dia 7, um asteroide de quatro metros de largura passará a 1,7 mil quilômetros de distância.

_________________________________________________Da praia à cachoeira: onde curtir a natureza na cidade do Rio de Janeiro

Vista para Corcovado, Pão de Açúcar, Morro Dois Irmãos, praia de São Conrado e Parque Nacional da Tijuca, da Pedra da Gávea - Getty Images
Vista para Corcovado, Pão de Açúcar, Morro Dois Irmãos, praia de São Conrado e Parque Nacional da Tijuca, da Pedra da Gávea Imagem: Getty Images

Marcel Vincenti

Colaboração para Nossa

27/12/2021 04h00

Não é exagero dizer que a cidade do Rio de Janeiro foi erguida em uma área abençoada pela natureza. Dentro do território carioca é possível encontrar, bem perto de suas zonas urbanizadas, uma infinidade de opções de passeios no meio de muito verde e, também, em praias ermas com pouquíssimas construções no horizonte.

Uma das pessoas que conhecem muito bem este lado selvagem do Rio é a carioca Babi Cady (@babicady), que, sempre que pode, se isola no meio das belezas naturais da sua cidade.

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Com espírito viajante, Babi já explorou diversas áreas de Mata Atlântica e praias menos conhecidas da capital fluminense e, aqui, dá dicas de três passeios de ecoturismo imersivo por lá.

Parque Nacional da Tijuca

O parque abriga uma das maiores florestas urbanas do mundo. E, também, oferece diversas trilhas curtas e longas, além de muitas cachoeiras, locais para piqueniques e vários mirantes.

Ciclistas no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro - Getty Images - Getty Images
Ciclistas no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro Imagem: Getty Images

Segundo a carioca, ao entrar nesta área de Mata Atlântica, o turista chega a esquecer que está no meio de uma grande capital.

"Você não ouve o barulho dos carros, mas escuta o som de cachoeiras e de diversos animais. A floresta é um excelente lugar para fazer observação de pássaros. São muitos das mais variadas espécies e tamanhos. E, se tiver sorte, você verá até tucanos pelo caminho.

Reduza o ritmo da caminhada e preste atenção ao seu redor. Se tiver o olhar e o ouvido atentos, será possível admirar muitos bichos".

Um dos atrativos favoritos de Babi no parque é a Cachoeira dos Primatas, acessada através de uma trilha.

Babi na Cachoeira dos Primatas, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Babi na Cachoeira dos Primatas, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro Imagem: Arquivo pessoal

Não esqueça de levar traje de banho para se refrescar na cachoeira e, também, um lanchinho para comer depois da trilha. Para visitar a Cachoeira dos Primatas, reserve pelo menos duas horas do dia.

Eu, particulamente, gosto de ir até lá para ficar mais tempo, para me desconectar, meditar e escrever. Gosto de ir também depois da praia em dias muitos quentes, pois a água da cachoeira é bem fresquinha".

Prainha

Prainha, no Rio de Janeiro - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Prainha, no Rio de Janeiro Imagem: Getty Images/iStockphoto

É uma praia na Zona Oeste do Rio de Janeiro, sem construções ao redor, só poucos quiosques e um ou dois restaurantes.

O estacionamento é limitado, por isso não tem tanta gente na praia, principalmente em dias de semana. O ideal é chegar cedo para garantir o estacionamento.

Este é um excelente lugar para surfar, jogar frescobol ou pegar sol sem o barulho da cidade", diz Babi.

E as atividades não param por aí. Se quiser estender o passeio, é possível seguir na direção da praia de Grumari, bem mais extensa do que a Prainha e muito bonita também. "Você pode finalizar o dia com um almoço em um dos muitos restaurantes na Barra de Guaratiba, outro lugar de muita natureza e que tem um rio que desemboca no mar", indica.

Prainha, no Rio de Janeiro - Getty Images/iStockphoto - Getty Images/iStockphoto
Prainha, no Rio de Janeiro Imagem: Getty Images/iStockphoto

Lá, dá para fazer um passeio de stand up paddle pelo rio, passando por um manguezal, sentindo o ventinho no rosto e ouvindo o barulho dos pássaros. Converse com os locais para saber sobre as condições das marés antes de se aventurar pelo mangue.

Babi afirma que reservaria um dia inteiro para conhecer esta região do Rio de Janeiro, pois é uma área mais afastada e, assim, sobrará tempo para aproveitar com calma a natureza, a praia, o visual das montanhas e a Mata Atlântica.

Parque Lage

Parque Lage, no Rio de Janeiro - Getty Images - Getty Images
Parque Lage, no Rio de Janeiro Imagem: Getty Images

Apesar de também fazer parte do Parque Nacional da Tijuca, este parque é uma atração à parte, com características muito peculiares, que compõem uma paisagem de filme.

É possível chegar de transporte público, de Uber ou carro. Fica localizado na movimentada rua Jardim Botânico, mas é só você entrar e começar a caminhar pelo parque que vai esquecer que está no meio da cidade", afirma Babi.

Parque Lage, no Rio de Janeiro - Babi Cady - Babi Cady
Parque Lage, no Rio de Janeiro Imagem: Babi Cady

No parque, há um casarão onde funciona uma escola de artes visuais. Além disso, dá para fazer, no local, trilhas curtas ou piquenique na beira de um dos lagos. "E não deixe de explorar todos os cantos do parque. Não fique somente na parte da frente, que é perto dos carros. Lá, existem muitos lugares escondidos onde não se ouve o barulho da cidade", recomenda.

Para visitar o parque Lage com calma, Babi sugere que o turista reserve pelo menos duas horas do dia.

E a partir desta área, é também possível fazer uma trilha até o Corcovado.

É uma trilha longa e de nível dificil, mas o percurso no meio da floresta, rodeado por inúmeras espécies da Mata Atlântica, faz valer a pena cada gota de suor".

_________________________________________________Alzheimer, um recomeço? Três histórias surpreendentes sobre a demência

Mônica Vasconcelos - Da BBC News Brasil em Londres

22/12/2021 10h19

Três mulheres cujas mães vivem ou viveram com demência e uma médica compartilham visões surpreendentes da doença.

"Logo ela deixou de se lembrar de mim. No começo eu falava, 'olha, sua filha chegou'" Lígia Galli

"Eu não tenho saudade do pão que ela fazia, da roupa que ela costurava. Eu tenho saudade do sorriso, que é a presença dela mesmo." Ivani Alexandre

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"Eu falei, 'mãe, você entrou na contramão, você quase se matou e matou o Matheus junto'... ela falou, 'nossa, eu fiz isso?'" Denise Marques

Quando tudo de uma pessoa parece ter ido embora —identidade, linguagem, habilidades, memória...? Onde fica guardado o amor?

Especialistas alertam que a pandemia de covid-19 vai acelerar uma epidemia de demência que já existe hoje no mundo. A notícia preocupa, mas entre profissionais de saúde, pacientes e familiares, cada vez mais pessoas vêm propondo que busquemos formas diferentes de pensar a doença. Não como o fim, mas como um possível recomeço.

Nesta reportagem, três mulheres cujas mães viveram ou vivem hoje com demência e uma médica geriatra compartilham visões sobre a doença que podem surpreender muita gente.

"Quando você recebe um diagnóstico de demência de um ente querido seu, parece que tudo acabou", diz a geriatra Celene Pinheiro. "Só que nem sempre é assim."

"Foram os melhores anos da vida dela e os melhores anos dela comigo", diz Denise.

Ao compartilhar suas histórias e reflexões, as entrevistadas vão também oferecendo suas respostas para questões comuns entre pessoas afetadas pela demência.

Como cuidar bem de alguém que tem demência? Colocar um ente querido com demência em casa de repouso é abandoná-lo? Como o idoso com demência pode ser incluído na sociedade e quem se beneficia com isso? Até que ponto no desenvolvimento da demência a pessoa é capaz de se sentir amada ou hostilizada?

E quando aceitam fazer seus depoimentos, as mulheres (e sim, é sobre elas que recai, na grande maioria dos casos, a responsabilidade de cuidar) expressam um desejo em comum: contribuir para que a sociedade conviva melhor com uma doença que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta hoje 50 milhões de pessoas no mundo e deve afetar mais de 150 milhões em 2050.

Denise e Eneide - Alzheimer, um recomeço?

Denise e Eneide - Alzheimer, um recomeço?

Denise Marques tem 54 anos e é terapeuta. Sua mãe, Eneide Marques Cavalcante, recebeu o diagnóstico de doença de Alzheimer em janeiro de 2015 e faleceu em dezembro de 2019 aos 85 anos.

"A minha mãe teve Alzheimer, é uma doença que quando a gente ouve a respeito, assusta. Mas eu aprendi que o Alzheimer não é terrível como falam."

Eneide tinha uma deficiência: ela nasceu sem a cabeça do fêmur, o maior osso da perna.

"Minha mãe foi criada pelos meus avós com muito amor, carinho e cuidado, devido à deficiência dela. E aí eu imagino o choque que ela teve quando se viu num casamento totalmente abusivo. E ela não conseguia sair porque meu pai ameaçava que se ela se separasse ele mataria todos nós —eu, minha mãe e meus avós."

No relato de Denise, o horror da violência doméstica vivenciada por ela e outros familiares momentaneamente toma lugar central na narrativa.

"Quando meu pai chegava em casa, já estava todo mundo tremendo. De que jeito ele ia chegar? Ele voltava alcoolizado, uma força, entortava a torneira, arrebentava a geladeira. Era uma coisa muito violenta."

Mais adiante, veremos que, sobre o pano de fundo dos 35 anos de abuso físico e psicológico que Eneide viveu, a doença de Alzheimer que ela desenvolve terá um papel singular em sua vida ? e na de sua filha.

Denise conta que seu pai morreu em janeiro de 1997, mas a mãe nunca se recuperou da violência que sofreu e começou a fazer tratamento para depressão. Episódios estranhos, como aquele em que Eneide entra na contramão em uma rua movimentada de Campinas e depois não se lembra do que fez (episódio descrito no início dessa reportagem), são para Denise um prenúncio do que estava por vir.

"Eu entendo que o Alzheimer é uma doença muito sorrateira, silenciosa", diz.

Dez anos mais tarde, Eneide tornou-se paciente da geriatra Celene Pinheiro.

"Eu conheci e acompanhei a dona Eneide por pelo menos dez, doze anos", diz a médica. "E uma coisa que chamava muito a atenção no relacionamento das duas é que ambas se tratavam muito mal."

"Quando elas chegavam à clínica, nesse relacionamento conflituoso ? a filha falava às vezes de forma ríspida com a mãe ? as minhas secretárias já vinham: 'doutora, nossa, como ela trata mal a mãe! Coitada da nona Eneide!'. E eu falava: 'gente, calma. A gente não deve julgar. A gente deve ouvir. E entender o cenário onde essa relação se construiu.' E foi o que acabou acontecendo", conta Celene.

Em seu depoimento, Denise oferece pistas sobre como era o relacionamento com a mãe: "A Eneide que eu conhecia era extremamente rígida. Eu a chamava de general."

"Quando eu comecei a namorar a Vera, a minha mãe não aceitou de jeito nenhum", ela recorda. "Ficou muito indignada e não permitia que eu conversasse com ela sobre isso."

De repente, a relação entre mãe e filha se transforma, conta Celene.

"Quando ela (Denise) leva (Eneide) para a instituição, e a demência da dona Eneide avança mais um pouquinho, a hora que eu vejo, as duas começam a se relacionar de uma forma leve, bem humorada, alegre, afetuosa. Um afeto muito grande da Denise para com a Eneide."

A médica conta que não entendia o que estava acontecendo. Até que, um dia, quando visitava sua paciente na clínica de repouso, Denise lhe falou do casamento com Vera, e da recusa da mãe em aceitar a homossexualidade da filha.

Mas o Alzheimer mudaria tudo isso.

"Quando a dona Eneide desenvolve a demência, essas convenções sociais caem por terra", conta Celene. "E ela começa a dar espaço para essa aproximação que, eu acho, a Denise desejava tanto."

Dois anos após a morte de Eneide, em entrevista por Zoom à BBC News Brasil, Denise ri, maravilhada, ao recordar os últimos quatro anos na vida da mãe. Não ficou nada mal resolvido, diz.

"Quando a minha mãe chegou nesse nível maior do Alzheimer, virou a chavinha. Como se essa couraça que ela desenvolveu para se proteger de tanto sofrimento na vida tivesse caído, vindo abaixo."

"E aí foram os melhores anos da minha mãe, e os melhores anos meus com ela. Conheci aquela mulher alegre, risonha, que fazia todo mundo sorrir. Carinhosa, abraçava, beijava. Foi uma coisa incrível. Eu vejo que o Alzheimer deu para a minha mãe e para mim uma oportunidade de a gente fazer um resgate. Foi uma história linda."

Os efeitos inesperados da demência

Os efeitos inesperados da demência

Na experiência de Eneide, a doença de Alzheimer não apagou apenas regras e convenções sociais. A demência fez também o que anos de terapia e medicamentos não tinham conseguido fazer: eliminou da memória de Eneide sua experiência traumática de violência.

"No caso da Eneide, a demência foi um presente, porque ela pôde apagar essa memória muito triste e pôde voltar a ser a pessoa alegre que ela era antes", reflete Celene. Mas, infelizmente, não é assim para todos, diz a médica.

"Eu conheço uma senhora que até hoje repete: 'não bate na criança'. Porque o marido dela era muito violento com os filhos. Até hoje ela verbaliza isso: 'Ai, coitadinha, não bate.' Tem pessoas que ficam com essas recordações por terem um valor afetivo muito grande."

Lígia e Áurea - Levar pessoa com demência para a instituição é abandonar?

A dona de casa Lígia Galli tem 59 anos. Sua mãe, Áurea Moraes Galli, tem 81 anos e recebeu o diagnóstico de demência em 2012. Desde então, Áurea vive em uma instituição de longa permanência (ILPI).

"Minha mãe sempre foi uma pessoa ativa, prestimosa com a casa, com os cuidados com os filhos. Fazia tricô, crochê, bordado. Ela cozinhava extremamente bem, fazia pinturas a óleo lindíssimas", conta Lígia.

"Então eu notei muita diferença, retomando, após a morte do meu pai. Quando eu ia visitá-la, a casa estava muito suja, muito largada, com um cheiro ruim, comida estragada na geladeira. Era uma coisa que chocava a mim porque minha mãe não passava nem perto de um tipo de comportamento assim."

Logo, Lígia percebe que a mãe não pode mais viver sozinha. Seu depoimento nos remete a um dilema quase universal entre pessoas afetadas pela demência: cuidar em casa ou levar para uma ILPI?

"Várias pessoas falaram em colocar minha mãe numa clínica, mas para mim, naquele momento, aquilo era impensável. Aquela ideia de que a gente vai abandonar o idoso, largar aos cuidados de estranhos", diz.

Lígia decide levar a mãe para morar com ela em Indaiatuba, interior de São Paulo. Ela conta que, no começo, sua filha, que tinha 7 anos de idade, achava certas situações engraçadas.

"Porque minha mãe ainda mantinha um bom humor", lembra. "Com piadas, com coisas engraçadas, que começaram a ser misturadas com momentos de raiva, mau humor, desespero, de falar sozinha, de tirar a fralda e guardar as fezes em gaveta."

"Começou um drama muito grande", lembra Lígia. De um lado, a filha, aos prantos. De outro, uma mãe que agora precisava de atenção 24 horas por dia.

"E quanto mais difícil a situação ficava, mais eu achava que tinha de ser capaz de cuidar", lembra.

Para ter um pouco de descanso, Lígia começa a levar Áurea para passar o dia em uma clínica.

"Quando eu chegava em casa, o dia que ela ficava em casa, eu abria a porta e sentia o cheiro de fezes. Eu brigava com ela. Sentava no banheiro, fechava tudo, chorava, chorava. Senão eu ia realmente perder a paciência com ela."

Do consultório, a geriatra Celene Pinheiro acompanhou a luta de Lígia para cuidar da mãe.

"A Lígia é minha paciente. Ela veio me contando como foi o diagnóstico da mãe, de doença de Alzheimer."

"Ela estava se desdobrando, se desgastando, sofrendo, até que ela fala: 'meu Deus, só tem uma saída: pedir ajuda especializada'", recorda a médica.

Mas Lígia ainda precisou de um último empurrão. Um dia, ela recebe um telefonema da clínica onde a mãe estava passando o dia. Áurea tinha caído e sofrido várias fraturas.

"Depois desse acidente, para mim ficou claro que ela tinha de ir para uma clínica de longa permanência", diz Lígia.

"Minha prima ainda brincou: 'coitada da tia Aurinha. Deus teve que quebrar a sua mãe toda para você entender que era hora de levar ela para uma clínica. Para ter um tratamento adequado e você também, de ficar cuidando de você e da sua filha.'"

Quando você leva um idoso com demência para uma ILPI, está atendendo a uma necessidade dele, diz Celene Pinheiro.

"Eu falo para os filhos dos meus pacientes, você sabe ler e escrever? Quando seu filho entrou na idade de ser alfabetizado, você levou para a escola, para que ele fosse alfabetizado por especialistas em fazer isso. Não está abandonando seu filho."

Quando se trata de um idoso com demência, você tem de pensar assim, prossegue a médica. "Você sabe cuidar, mas às vezes a pessoa precisa de algo a mais."

Livre da responsabilidade de cuidar, Lígia passa a se relacionar com a mãe de maneira diferente.

"Ela me disse que pela primeira vez, depois de muito tempo, se sentia filha da mãe dela", diz a geriatra.

E é como filha que Lígia viverá um encontro inesquecível com a mãe.

"Um dia, cheguei em uma visita e estava tão triste, tão abalada, com tanto problema da minha filha, do meu marido, falta de dinheiro...", conta.

"Minha mãe estava no terraço sozinha, sentei e comecei a conversar com ela. Até hoje eu converso com ela, como se ela entendesse. Acaba saindo sem querer e acho que alguma coisinha sobra, lá dentro da cabecinha dela. E eu deitei no colo dela. E chorei tanto, tanto. Falei, 'poxa mãe, estou com tanto problema'."

Lígia continua.

"Ela passou a mão na minha cabeça e falou: 'ah, coitadinha, ela tá triste.' E falou: 'eu te amo'. Foi a primeira vez, na minha vida, que eu ouvi a minha mãe falar 'eu te amo'. Eu chorei muito, e em seguida ela começou a cantar 'boi, boi, boi, boi da cara preta...'. Que é uma música que ela canta até hoje."

"Foi um consolo", conta. "O momento de amor que eu nunca tinha recebido da minha mãe a minha vida inteira. Recebi aquele dia."

Em seguida, sorrindo entre as lágrimas, Lígia pede: "Você tem um lencinho aí pra mim?"

Como se comunicar com quem tem demência? O poder da linguagem não verbal

Ao ler o relato desse precioso encontro entre mãe e filha, alguns talvez se perguntem: mas então, onde é que estava esse sentimento que Áurea expressa? Onde fica guardado o amor?

Talvez não haja uma resposta, claro. Mas o episódio sugere que pessoas com demência são, sim, capazes de sentir e expressar amor.

Para Celene, essa história ilustra a importância da comunicação não verbal com pessoas que têm demência.

"Se a Lígia falasse para a mãe, 'mãe, eu estou triste', talvez a mãe não compreendesse porque, muitas vezes, ela não entende o significado da palavra em si. Mas à medida que ela deita no colo da mãe, se coloca nessa posição de fragilidade e chora, e externa esse sentimento dela, a mãe percebe pela posição, e pelo choro, a situação que a filha está passando. E aí ela compreende, e fala: 'tadinha, ela está triste'."

Na verdade, pondera a médica, não se trata de entender com a razão.

"Ela entendeu da forma como ela podia, ou (melhor), acho que ela não entendeu, ela sentiu. Tem coisas que não passam pelo campo da compreensão, passam pelo campo do sentimento."

Por outro lado, observa a médica, uma expressão facial hostil, ou alarmada, pode assustar a pessoa que tem demência.

"Isso é muito nítido. Às vezes, você pode falar uma coisa que não seja agressiva, mas por uma feição agressiva, a pessoa se assusta."

Um dilema e um privilégio

Antes de concluirmos a história de Lígia e Áurea, é importante ressaltarmos que, para a grande maioria dos brasileiros, o dilema vivido por Lígia ? cuidar em casa ou na instituição? ? é quase um privilégio. E por que privilégio?

Segundo Celene Pinheiro, que além de geriatra é também presidente voluntária da regional paulista da Associação Brasileira de Alzheimer e Outras Demências (ABRAz), estima-se que entre 1,5 e 2 milhões de pessoas vivam hoje com alguma forma de demência no Brasil.

Faltam estudos sobre o tema, a médica explica, e os números são imprecisos. Ainda assim, aqui vão dados preliminares fornecidos pela Frente Nacional de Fortalecimento às ILPIs:

  • Haveria 7 mil ILPIs no Brasil, abrigando por volta de 300 mil idosos.
  • Dessas ILPIs, 5% apenas seriam públicas. Outras 35% seriam filantrópicas (muitas das quais pagas) e 60% particulares.
  • Entre as pagas, as mensalidades oscilariam entre 70% de um salário mínimo e R$ 20 mil reais.

Ou seja, há uma carência gritante de ILPIs no país. E entre as instituições que existem, a maioria está fora do alcance do brasileiro comum.

Para esses brasileiros, a mensagem da geriatra é: peça ajuda.

"Procure a assistente social no posto de saúde mais próximo", ela sugere. "Busque saber que recursos estão disponíveis. Medicamentos? Fraldas?"

Ela prossegue.

"É importante que a família se sensibilize e se mobilize para cuidar desse idoso. Muitas vezes, fica uma só pessoa cuidando, isso é muito cruel com quem cuida", comenta.

Por fim, diz Celene, as instituições de apoio (entre elas a ABRAz) oferecem uma gama de serviços. Aconselhamento jurídico, por exemplo.

"Às vezes, a orientação jurídica permite que a pessoa viabilize recursos para cuidar desse idoso."

As associações também oferecem suporte emocional e oportunidades para que cuidadores e outras pessoas afetadas pela demência se encontrem, se apoiem mutuamente, troquem experiências e recebam informações práticas sobre como cuidar, explica.

A médica deixa claro que tudo isso está longe de ser suficiente. Mas diz que profissionais de saúde como ela e entidades de apoio vêm pressionando autoridades e políticos para que promovam mais pesquisas sobre as demências e aumentem a oferta de serviços e de instituições públicas para pacientes.

Não por acaso, acaba de ser aprovado no Senado um projeto de lei que institui uma política nacional de enfrentamento à doença de Alzheimer e outras demências.

"Vamos avançar para aumentar o acesso ao cuidado de qualidade e às instituições", diz.

Mas nem todo paciente com demência precisa ser cuidado em uma instituição. A história que encerra essa reportagem é uma experiência de cuidar bem ? em casa.

Ivani e Luzia - O que é um bom evoluir da demência?

Ivani Alexandre, professora aposentada, tem 59 anos. Sua mãe, Luzia da Silva, com 81 anos, vive com Alzheimer e outras demências há pelo menos 8 anos.

"Minha mãe costurava, quando foi para a minha casa ainda costurou. Costurou uma colcha de retalhos maravilhosa, mas nos últimos retalhos foi muito difícil, e eu falo que essa colcha de retalhos foi a história da minha aceitação."

"Eu insistindo e e eu percebendo que cada dia ela tinha uma dificuldade. Ela não gravava o que tinha feito no dia anterior e a gente começava do zero. Sempre começando do zero. Mas foi super bacana essa colcha, e aí eu entendi."

Celene Pinheiro diz que começou a atender Luzia em 2012.

"A Ivani percebeu que era entrando nesse mundo de novas necessidades da dona Luzia, e atendendo a essas necessidades, que ela ia conseguir tanto estimular a dona Luzia como também trazer muito mais conforto e serenidade", diz.

As demências são doenças degenerativas e progressivas, diz a médica. Elas vão piorar ? mas podem evoluir de formas diferentes.

O bom evoluir da demência se apoia em dois grandes pilares, explica. Um é a saúde geral do paciente ? que depende de fatores como boa alimentação, exercícios físicos e o controle de doenças crônicas como diabetes, por exemplo.

O outro grande pilar tem a ver com as interações sociais, a qualidade do ambiente, o entorno da pessoa.

"Tem casos de pessoas que têm diagnóstico de demência há bem mais de dez anos e estão estáveis porque têm engajamento social, uma vivência interessante com a família, uma vida bem organizada no sentido da rotina", diz. "Você vê que essas pessoas evoluem melhor."

Aqui, a médica toca em um ponto central ao novo jeito de pensar a demência que surge no Brasil e no mundo: chega de segregação. A pessoa com demência precisa ser incluída na sociedade, ela defende.

Como incluir a pessoa com demência e quem ganha com isso?

Como educadora, Ivani já tinha familiaridade com o conceito de inclusão. Ela conta que, quando era professora de educação física, adorava ver crianças com deficiência e sem deficiência fazendo aula juntas. Ela diz à BBC News Brasil que, hoje, pratica inclusão em casa, com a mãe.

A família mora em uma chácara. Luzia é incentivada a contribuir com pequenas tarefas, como debulhar feijão, por exemplo.

"A coordenação fina dela ainda é muito boa", explica.

Mas a história vai ficar ainda mais interessante. Por causa da pandemia, a neta de Ivani, Dyanna, com 4 anos de idade, vem passar uma temporada na chácara.

Agora, são quatro gerações em convivência: Luzia, Ivani e seu marido, o filho do casal e a neta. "A gente foi construindo um relacionamento", conta.

Bisneta e bisavó passam a fazer refeições juntas. Luzia torna-se "a ajudante" de Dyanna e participa das atividades escolares. "Minha mãe sempre prestativa", comenta Ivani. "Afinal, ela quer ser útil."

"Por exemplo, meu filho e minha neta fizeram um bilboquê e a minha mãe brincou junto", lembra. "Ela mostrou uma habilidade, todo mundo ficou admirado, aplaudiu, e ela ficou toda feliz, sorridente."

Ivani não se esquiva de falar do aspecto mais dolorido dessa convivência com a demência.

"Sinto falta do sorriso, que é a presença dela mesmo. Não gosto muito quando ela está com aquele ar ausente, isso me machuca. E a minha neta trouxe essa vivacidade para a minha mãe."

Luzia, por sua vez, também oferece a Dyanna oportunidades de se incluir e fazer sua contribuição.

"Havia alguns momentos em que minha mãe falava para a Dyanna: 'ah, vou embora'."

"Ela levantava, ia saindo, e não dava tempo de a Dyanna vir contar para mim, para eu tomar uma atitude."

Esse, aliás, é um quadro comum entre pacientes com demência. Durante certos períodos do dia, ficam inquietos e começam a vagar, forçar as portas e querer ir embora. Médicos chamam esse comportamento de Síndrome do Pôr do Sol. Dyanna logo aprende a lidar com ele.

"Ela corria atrás da minha mãe, pegava pela mão e explicava: 'não, bisa, você mora aqui.' Aí ela levava a minha mãe no quarto: 'olha, aqui é seu quarto, aqui é seu banheiro.' Ela estava repetindo os gestos que tinha me visto fazer", conta. "Ela se prontificou a ser cuidadora também."

O depoimento de Ivani é repleto de momentos encantadores, em que bisavó e bisneta parecem habitar um mundo só delas. Dyanna e Luzia pescando. Dyanna sentada na poltrona ao lado da cama da bisavó, trocando histórias.

"A conversa ia longe! E eu ouvindo atrás da porta, para saber se estavam fazendo arte."

E o episódio em que Dyanna tenta convencer a a avó a sentar em um pequenino balanço, feito sob medida para a criança.

"Se eu não tivesse surtado, eu deveria ter filmado: 'Não, bisa, senta aqui, põe uma perna, depois põe a outra... não, não tem problema, não vai acontecer nada'."

Ivani ri, deliciada, ao recordar o episódio.

"E minha mãe simplesmente indo... não têm amarras, nenhuma das duas."

Poder trocar histórias, conviver e participar da vida da família eleva muito a autoestima da pessoa que tem demência, diz Celene. Mas para a geriatra, a história de Ivani, Luzia e Dyanna mostra que não só o idoso se beneficia.

"A criança também, começa a perceber o outro, a não olhar só para si."

"E ganha a cuidadora Ivani, que aprendeu tanto e tem tido momentos tão ricos de convívio."

Dizendo adeus aos poucos

Ao longo de várias entrevistas à BBC News Brasil, Celene Pinheiro não esconde seu desejo de mudar a imagem que se faz das demências. Mas ela reconhece: "Ninguém quer ter de enfrentar um caso de demência na família."

Por outro lado, "quantos perdem familiares de forma repentina e sofrem tanto", observa. A demência pode ser a oportunidade de uma despedida gradativa.

"Quando você percebe que essa é uma condição que vai levar tempo para acontecer, e que você pode fazer dele um tempo bom, e se permitir ter esses momentos bonitos, é muito engrandecedor."

Mas as palavras finais de Celene Pinheiro vão para quem não conseguiu se enxergar nos relatos de Lígia, Ivani e Denise.

Ela conta que, em 18 anos de geriatria, já viu muitas famílias saírem do consultório ou da sala de palestras se sentindo culpadas.

"Não estamos pregando modelos virtuosos, que devam ser erguidos", explica. "Conhecemos muito mais histórias tristes do que bem sucedidas. Mas, quem sabe ouvir histórias positivas nos ajuda a vislumbrar outras possibilidades?"

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