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_________________________________________________https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/09/desembargador-ataca-tv-globo.htm _________________________________________________https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/09/sonia-abrao-acusa-tadeu-de-pegar-leve-em-despedida-de-jade-ficou-feio.htm

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_________________________________________________22 Must-See Movies With Zero Oscar Nominations in 2022

The French Dispatch

Mass

Jockey

The Card Counter

The Harder They Fall

Red Rocket

Titane

Bergman Island

The Green Knight

The Souvenir Part II

C’mon C’mon

Memoria

Passing

Pig

The Summit of the Gods

Zola

In the Heights

The Humans

Test Pattern

The Velvet Underground

The Killing of Two Lovers

Procession



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2016:Reinhard Anton Adler 2022:Isaque Firmino ASSASSINO: Carlos Alexandre Correa da Silva

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2022/02/07/policia-prende-garoto-de-programa-acusado-de-matar-homem-em-estacao-de-trem-no-rio.ghtml
9
https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2022/02/07/policia-investiga-mortes-de-vizinhos-apos-briga-por-causa-de-som-alto-em-cidade-do-para.ghtml
9
https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/fotos/2022/01/vesperas-do-bbb-22-veja-como-estao-os-vencedores-e-o-ranking-de-popularidade-nas-redes-sociais.html
*
https://oglobo.globo.com/economia/negocios/shopee-cresce-no-brasil-aumenta-dificuldades-de-varejistas-on-line-como-magalu-americanas-mercado-livre-1-25358903
*
PRIMAVERA ÁRABE: 
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60025024

_________________________________________________Brasileiros têm BILHÕES a RECEBER de BANCOS e NÃO SABEM. Veja se você é um deles _________________________________________________Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. A data foi estabelecida pela ONU: 10 filmes para entender a história

“O Menino do Pijama Listrado” (2008)
“Um Ato de Liberdade” (2008) 
“Olga” (2004)
“O Pianista” (2002)
“Cinzas de Guerra” (2001)
“O Trem da Vida” (1998)
“A Vida é Bela” (1997)
“Bent” (1997) 
“A Lista de Schindler” (1993)
“Fuga de Sobibor” (1987) 

_________________________________________________11 16 17 21 44 52 40 _________________________________________________

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www.brasil247.com -

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____________________________________________Em 'Um lugar ao Sol', Christian humilha Bárbara após perder filha: 'Você é doente' - Patrícia Kogut, O Globo

Gabriela Antunes

Desolado depois de perder Lara (Andréia Horta) e Ravi (Juan Paiva), Christian irá aceitar adotar uma criança com Bárbara (Alinne Moraes) (Foto: Reprodução)
Alinne Moraes como Bárbara em cena de 'Um lugar ao Sol' (Foto: Reprodução)

Nos últimos capítulos da novela "Um lugar ao Sol", Christian/Renato (Cauã Reymond) vai humilhar Bárbara (Alinne Moraes) depois de perder a filha que eles adotaram.

Ela decidirá devolver a bebê para o abrigo após descobrir mais uma traição do marido. Os dois irão se separar imediatamente, e Christian aparecerá aos prantos diante do berço vazio de Ludmilla. Quando ele estiver indo embora, Bárbara aparecerá e o provocará:

- E ainda se dá ao luxo de ir embora sem um pedido de desculpas, sem uma palavra.

- Você quer uma palavra? Arrependimento. O único pedido de desculpas que eu devo é a mim mesmo. Por ter feito isso com a minha vida. Por ter deixado de ser quem eu era.

- Quem você era? O bêbado mimado que atropelou e matou uma pessoa? Que se encostou em mim por causa de dinheiro, foi ou não foi?

- Você ainda tem dúvida? Por que outro motivo, Bárbara, você acha que eu me envolveria com alguém como você?

- Certo. Sou eu a megera que devolveu a criança. Nem na cara da menina você olhava, mas a errada, a vilã, sou eu.

- Nem isso você chega a ser, o que é ainda mais triste. Você é doente.

- Eu sou doente? E você é o quê, então?

- Doente também. Ou não teria entrado nessa história. A diferença é que eu desprezo o que eu sou. E quero me curar. Me curar de você. E de tudo o que você representa.

- Do dinheiro que eu represento também?

- Acredite ou não: principalmente disso - encerrará ele, deixando Bárbara arrasada.

____________________________________________'Um lugar ao Sol': antes de morrer, Stephany revela segredo de Christian - Patrícia Kogut, O Globo

Gabriela Antunes

Renata Gaspar, a Stephany de 'Um lugar ao Sol' (Foto: Reprodução)
Renata Gaspar, a Stephany de 'Um lugar ao Sol' (Foto: Reprodução)

Tudo acontecerá quando Érica (Fernanda de Freitas), desconfiada de que a irmã esteja tendo um caso com o rapaz, aparecer de surpresa no apartamento dela:

- Que história é essa, Stephany, de ficar mandando mensagem para o Renato? Fora que eu acabo de ver ele saindo do prédio. Será que você pode me explicar o que é que ele estava fazendo aqui?

- Escuta, por que é que tudo comigo tu acha que tem que ter sacanagem? A gente estava bebendo, batendo um papo, não pode? Aqui: ele me deu de presente.

- O Renato te deu isso? A troco de quê?

- A troco de me agradar, caramba! Engraçado como tu é incapaz de acreditar que alguém pode se interessar por mim, não é? Acontece que o Renato, meu bem, tu não conhece como eu conheço.

LEIA MAIS:

Érica perguntará se a irmã está tendo um caso com ele. Stephany desconversará.

- Stephany, o Renato é um homem íntegro, decente, ele acaba de ter uma filha... - afirmará a personal trainer.

- Claro, todo mundo é íntegro, decente, menos eu. Pois fique sabendo que do Renato tu não sabe da missa a metade!

- Do que é que você está falando?

Tô falando que ele faz tu, o Santiago (José de Abreu), a Bárbara (Alinne Moraes), a família inteira de idiota. E não é de hoje.

Neste momento, a campainha tocará. Será Roney (Danilo Grangheia), que pouco depois matará Stephany, deixando Érica sem os detalhes sobre Christian/Renato.


____________________________________________Opinião - Manuela Cantuária: 'Euphoria', com tanto sexo e drogas, mostra que viver nos anos 2000 era diferente

Na minha época, o que tínhamos era maconha prensada com urina de traficante e gás de buzina, chamado de 'droga da Copa'

A personagem adolescente de "Euphoria" acorda três horas antes do início da aula para se arrumar. Se maquia como se estivesse indo à própria festa de 15 anos. Um delineado que poderia ser exposto no
MoMA. Unhas tão longas quanto a BR-116. Isso sem falar dos looks para desfilar pelos corredores da escola como numa passarela em Milão.

Minha adolescência foi bem diferente. Acordava 20 minutos depois de a aula ter começado. O único despertador capaz de me tirar da cama era o lamento gutural da minha mãe se perguntando onde foi que ela errou. Eu tinha meia hora para me arrumar e chegar para o segundo tempo. Amarrava um moletom na cintura para me proteger das mãos bobas no ônibus lotado, os olhos ornados apenas por remelas.

Ilustração publicada em 21 de fevereiro - Silvis

A personagem adolescente de "Euphoria" usa drogas como fentanil, heroína, oxicodona, morfina e ketamina. Basta bater na porta de um dealer fantasiado de vitrine da Adidas, cuja maleta é quase um Mercadão de Madureira das drogas. Só a pressão de escolher entre tantas opções já desencadeia uma crise de ansiedade. Por sorte, o dealer também dispõe de ansiolíticos.

Sentem-se em volta da poltrona, vovó vai contar para vocês sobre as drogas que conseguia obter nos anos 2000. Maconha prensada com urina de traficante. Gás de buzina, conhecido também como a "droga da Copa". Benflogin, um anti-inflamatório que, se tomado em grandes quantidades, deixava temporariamente psicótico. Cogumelos colhidos diretamente da bosta do boi Zebu em expedições das quais voltávamos devoradas por carrapatos.

Imagens da série 'Euphoria' (2ª temporada)

Mais

A personagem adolescente de "Euphoria" transa. Não importa se é homem, mulher, não binárie, genderfluid, se é a melhor amiga, o ex da melhor amiga, o pai do ex da melhor amiga. 

Assistir a suas peripécias sexuais me incentiva a buscar as memórias mais picantes de minha adolescência. Não as encontro. Posso contar nos dedos as vezes em que transei, e todas foram um fiasco que preferi apagar da memória.

Voltada para o público jovem e adulto, a série da HBO foi criticada por abrir mão da verossimilhança ao representar o universo adolescente. 

O dia em que uma série conseguir retratar a adolescência como ela é, o resultado será inassistível. Essa fase da vida, na real, é um porre. Prefiro sentir nostalgia por uma adolescência que nunca vivi.



____________________________________________Ricardo Feltrin - Saiba quais são os 10 maiores salários da TV aberta

Colunista do UOL 13/02/2022 04h05

A coluna passou as últimas semanas fazendo um levantamento sobre salários de estrelas da TV aberta brasileira.

O levantamento é baseado em estimativas de fontes da coluna dentro das emissoras. Nenhuma das celebridades abaixo jamais revelou salários ou faturamento.

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Perrengue na Band massacra Encrenca no ibope; veja nºs

Mas, sabe-se que muitos salários (como Pessoa Física ou Jurídica) açambarcar a casa dos muitos milhões de reais.

Na lista abaixo não estão incluídos ganhos fora da emissora, como eventuais campanhas publicitárias privadas pessoais das celebridades.

Veja agora a lista dos Top 10 Salários Milionários1º lugar - Silvio Santos: R$ 10 milhões por mês

Ninguém sabe e nem imagina quanto ganha Silvio Santos, mas basta lembrar que em 2015 ele chegou a recusar uma proposta de R$ 100 milhões da JBS para estrelar uma propaganda da Friboi.

Seria a primeira vez na vida que Silvio faria propaganda para terceiros. Isso porque ele anuncia os produtos de sua empresa. E suas empresas pagam a ele como um garoto-propaganda de luxo -com certamente o maior cachê do país.

Além disso, ele recebe um vultoso pró-labore mensal do SBT e do Grupo Silvio Santos, os quais é dono e senhor aos 92 anos.

Em 2013, segundo a Forbes, sua fortuna líquida era de R$ 2,67 BILHÕES.

Renda mensal estimada: R$ 10 milhões

2º Faustão: R$ 3,5 milhões (ou mais)

Fontes ouvidas pela coluna na Band garantem que a nova estrela da casa obtém cerca de R$ 3,5 milhões mensais entre salário, merchandising e participação em anúncios.

Isso representa quase o mesmo que Faustão, 73 anos, recebia na Globo, embora com apenas um programa semanal.

A explicação está nas tabelas comerciais das duas emissoras: a da Globo deve ser 10 vezes mais cara que a da emissora do Morumbi.

Faustão é um colosso publicitário. Não só tem um enorme poder de vendas, como também atrai e negocia às vezes pessoalmente o patrocínio de empresas.

3º lugar - Luciano Huck: R$ 3,0 a R$ 3,5 milhões

Huck já ganhava muitíssimo bem no "Caldeirão", mas sua migração para o domingo deu um senhor "upgrade" em seus vencimentos desde sempre parrudos.

Apesar de fazer apenas um programa semanal, voltamos a repetir que a tabela comercial da Globo tanto para comerciais e patrocinadores como em merchandising é uma fábula.

E Huck também é um excelente vendedor. Sua imagem é muito forte diante de anunciantes e, especialmente, do público AB.

4º lugar - Fátima Bernardes: R$ 2,5 milhões

A ex-senhora Bonner pode deixar a Globo este ano, mas nem precisa mais se preocupar com trabalho nunca mais.

Estima-se que Fátima Gomes Bernardes, 59 anos e 1m69 de altura (na TV ela até parece baixinha, mas não é) receba mensalmente, entre salário e merchandising, cerca de R$ 2,5 milhões. Às vezes até mais.

Seu poder junto ao mercado é enorme e, diferentemente de muitas estrelas, ela é amada pelos telespectadores da classe A à classe E. E pelos anunciantes também.

5º lugar - Ratinho: R$ 1,5 milhão

Trabalha com um sistema de parceria com o SBT e recebe uma fortuna mensal com publicidade.

O SBT até se arrependeu desse modelo de parceria (quando percebeu os enormes ganhos do apresentador) e tentou mudar o contrato para um salário fixo.

Ratinho, que não é bobo e nem nada, obviamente, disse não.

6º lugar - Rodrigo Faro: R$ 1,5 milhão

Outro caso que, embora não esteja atravessando a melhor das fases no ibope, ainda assim continuar com forte apelo publicitário.
Diz a lenda, entre "merchandisings" e salário, Faro, 48 anos, extrairia cerca de R$ 1,5 milhão por mês na Record.

Mas isso não é nada perto do "iceberg" de dinheiro que Faro ganha com campanhas publicitárias particulares.

Ano após ano, mês após mês, a gente sempre vê Faro anunciando produtos e serviços não só na TV, mas na internet, jornais e revistas.

7º lugar - Eliana: R$ 1 milhão

Depois de Fátima Bernardes é provavelmente o maior nome feminino da publicidade brasileira.

Eliana, 48 anos (absolutamente nada aparentes), também é uma estrela da propaganda que atrai um espectro muito grande de consumidoras e consumidores. Não só agrada mulheres (público majoritário de Fátima, por exemplo), como também homens.

Dito isso, a estimativa é que, entre propagandas e salário, ela faça retiradas mensais no SBT na casa de R$ 1 milhão, a despeito do seu programa ser semanal.

Fora as campanhas publicitárias privadas. Mais que merecido.

8º lugar - William Bonner: R$ 1 milhão

Como apresentador e editor-chefe do "Jornal Nacional", o jornalista William Bonemer Júnior, 58 anos, deve amealhar ao menos R$ 1 milhão mensais, o que para seu status nem parece muito.

Em 2020 passou a ser investigado pela Receita Federal, como esta coluna publicou com exclusividade. Ele foi multado, pagou, mas rejeita a punição e está recorrendo da autuação.

Segundo ele próprio informou a esta coluna no dia seguinte à publicação, seu contrato com a Globo hoje é de pessoa física. Ou seja, é R$ 1 milhão registrado em carteira (CLT).

Fora isso, ele também tem um gordíssimo PLR (participação nos Lucros e Receitas) anual na Globo.

9º lugar - Galvão Bueno: R$ 900 mil

Há décadas a voz mais poderosa do esporte brasileiro e, por incrível que parece, reticente para fazer trabalhos publicitários, mesmo com autorização da Globo.

São raras as campanhas e empresas que podem se dar ao luxo de ter Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, 71 anos, como garoto-propaganda. Galvão também é um próspero produtor de excelentes vinhos. E alguns mais modestos custam algo na casa dos R$ 300 a garrafa.

10º lugar - Celso Portiolli: R$ 800 mil

Um apresentador talentoso, longevo e subestimado pelo público elitista.

Porém, pode ser considerado há décadas um gigante na publicidade nacional. Como se diz no jargão publicitário, Celso Yunes Portiolli "entrega" ao cliente.

Em outras palavras: as empresas que anunciam com ele jamais se arrependem.

Entre salários e "merchadisings" no SBT deve tirar algo em torno de R$ 700 mil ou mais.

Porém, assim como Faro, é estrela em muitas campanhas publicitárias às quais negocia ao largo do contrato com o SBT.

_________________________________________________SpaceX perde 40 satélites por tempestade geomagnética um dia após laçamento

O foguete Falcon 9 levaria 49 satélites ao espaço, dos quais 40 foram atingidos Foto: PATRICK T. FALLON / AFP
O foguete Falcon 9 levaria 49 satélites ao espaço, dos quais 40 foram atingidos Foto: PATRICK T. FALLON / AFP

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A empresa espacial SpaceX, do bilionário Elon Musk, anunciou a perda de dezenas de satélites atingidos por uma tempestade geomagnética um dia após serem lançados na semana passada. Ao todo, 40 de 49 satélites foram impactados, fazendo com que queimassem em vez de alcançar a órbita esperada.

Os satélites foram lançados na última quinta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida. Eles foram atingidos por uma tempestade solar, causadas por explosões na superfície do Sol, no dia seguinte, segundo divulgou a companhia em comunicado. O fenômeno é provocado por uma interação entre um fluxo de partículas carregadas do Sol e o campo magnético da Terra.

"Infelizmente, os satélites implantados na quinta-feira foram significativamente impactados por uma tempestade geomagnética na sexta-feira", disse a SpaceX em comunicado. "Essas tempestades fazem com que a atmosfera se aqueça e a densidade atmosférica em nossas baixas altitudes de implantação aumente".

Embora feitos para se proteger da tempestade, os satélites não conseguiram realizar as manobras necessárias. De acordo com a empresa, há risco zero de colisão com outros equipamentos. Eles são projetados para se desintegrar ao reingressar na atmosfera terrestre, o que faz com que nenhuma parte atinja o solo.

Os objetos afetados deveriam integrar o projeto de internet via satélite Starlink. Trata-se da proposta de Musk para fornecer internet de alta velocidade usando milhares de satélites em órbita.

O sistema é relativamente caro, mas pode ser usado em locais onde as conexões com fio não podem. Um dos exemplos é Tonga, onde um terremoto em janeiro cortou o cabo de dados submarinos da ilha. Uma estação Starlink está sendo construída nas proximidades de Fiji para ajudar a restaurar o acesso.

____________________________________________22 Must-See Movies With Zero Oscar Nominations in 2022

TRADUÇÃO:
https://variety.com/lists/best-movies-no-oscar-nominations-2022/
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Everett Collection

The nominations for the 94th Academy Awards have been announced, and it was a great morning for the likes of “Dune,” “The Power of the Dog,” “West Side Story,” “Don’t Look Up” and more. For smaller-scale indies such as Sean Baker’s “Red Rocket,” Janicza Bravo’s “Zola” and Michael Sarnoski’s “Pig,” it was a morning of expected misses, but heartbreak nonetheless. Not every great film from last year was going to land an Oscar nomination, but it’s a tough pill to swallow when great movies such as “The French Dispatch” “The Card Counter,” “Mass,” and “The Green Knight” have zero Oscar nominations among them.

Check out a roundup of the best movies completely rejected by the 2022 Oscars in the list below.

1

The French Dispatch

Photo : Everett Collection

“The French Dispatch” is the now the first Wes Anderson movie since 2007’s “The Darjeeling Limited” to receive zero Oscar nominations, which is quite the surprise given that “The French Dispatch” marked Anderson at the peak of his powers in regards to production design, cinematography, costumes and makeup. Variety film critic Peter Debruge named “The French Dispatch” the second best movie of 2021, writing, “Fortunately, Anderson has shared his impressions of Paris, playfully reimagined in this endlessly inventive portmanteau film — meaning we get several movies for the price of one. Like a great issue of The New Yorker magazine, his dense zibaldone of character sketches and cross-cultural observations is nearly too much to devour in one sitting, yielding more on repeat visits.”

2

Mass

Photo : Everett Collection

Fran Kranz’s devastating feature directorial debut “Mass” stars Reed Birney, Ann Dowd, Jason Isaacs and Martha Plimpton as the parents of a school shooter and one of the victims who agree to sit down and talk six years after the tragedy. Dowd earned a surprise and much-deserved BAFTA nomination for supporting actress, but her Oscar chances were always slim given the low profile of the film throughout awards season. From Variety’s review: “‘Mass’ might be described as a talk-therapy thriller built out of memory — a psychodrama, a meditation, and benediction, all at the same time. On some level the film is undeniably a conceit; it takes a highly explosive situation and gives it the rounded contours of a 12-step catharsis. Yet the writing is so deft, and the actors so committed, that by the end you feel you’ve touched the burning core of something real.”

3

Jockey

Photo : Everett Collection

Clifton Collins Jr. was always a long shot to break into the best actor race with “Jockey,” so let this list be a reminder that his career-defining performance in Clint Bentley’s character study deserved a lot more buzz this season. Variety film critic Peter Debruge named “Jockey” the best film of 2021, writing, “A gifted character actor with more than 70 credits to his name, Collins has waited his entire career for an opportunity like this, but instead of overplaying such an emotional part, he reins it in for even greater impact. Together with inner-city family drama ‘Concrete Cowboy’ (another 2021 treasure), this sensitive indie offers a window into a seldom-seen milieu in which professional actors and real-life horsemen appear side by side — both crucial experiments as our collective sense of authenticity evolves.”






4

The Card Counter

Photo : Everett Collection

Considering Paul Schrader earned his first Oscar nomination for screenwriting with “First Reformed” despite a career that includes iconic scripts for “Taxi Driver,” “Raging Bull” and more, it was never a lock that the writer-director’s follow-up drama “The Card Counter” would land on Oscar voters’ radars. The film was left out of the race despite Schrader’s firecracker script and an even greater performance by Oscar Isaac at its center. From Variety’s review: “In ‘The Card Counter,’ the writer-director Paul Schrader moves into this genre with consummate ease and skill. A great poker sequence makes you feel like you’re seated at the table, at the heady center of the action, and ‘The Card Counter’ gives you that sensation…Schrader sets up a heady thriller framework and embeds it with a topical issue that’s like an open wound, a scar on our national psyche. In this case, the issue is that of state-sanctioned torture in the period after 9/11.”

5

The Harder They Fall

Photo : Everett Collection

Netflix dominated the 2022 Oscars, with “The Power of the Dog” leading all films with an astounding 12 nominations. But not every Netflix awards contender made the cut. Enter “The Harder They Fall,” Jeymes Samuel’s revisionist Western that got Oscar shortlisted for original song but did not make the final nomination list. From Variety’s review: “The musician-turned-director assembles a terrific cast to play some of the most notorious (yet under-portrayed) outlaws ever to ride the West in this stylish revenge saga…The movie isn’t some fantasy Western full of made-up characters but an all-star assembly of real-life Black cowboys, including Nat Love (Jonathan Majors), Stagecoach Mary (Zazie Beets) and Cherokee Bill (LaKeith Stanfield). ‘The Harder They Fall’ is committed to putting its stamp on larger-than-life legends.”

6

Red Rocket

Photo : Everett Collection

Simon Rex earned the best reviews of his career with “Red Rocket,” but he never broke out of his Oscar dark horse bubble to become a serious contender for the Academy Award. Sean Baker’s previous film, “The Florida Project,” managed to earn Willem Dafoe an Oscar nomination for supporting actor, but “Red Rocket” and its porn star storyline was always going to be a tougher sell to Oscar voters no matter how daring Rex proved to be in the lead role. As Variety wrote in its review: “Here, it’s the cred Rex brings to a part that’s the first genuinely meaty role of the B-lister’s career, and he’s not about to blow it, inhabiting the hyper, always-hustling Saber the way Mickey Rourke did ‘The Wrestler.’ We’ve never seen Rex like this before — and quite a few have probably never seen him at all. Either way, the jolt works to the role’s advantage.”

7

Titane

Photo : Everett Collection

Julia Ducournau made history with “Titane” as the second woman director to win the Palme d’Or at the Cannes Film Festival, but her movie did not follow in the footsteps of Bong Joon Ho’s “Parasite” in going from Cannes winner to Oscar sensation. Despite being France’s official selection for the international film race, the Academy did not even include “Titane” on the category shortlist. From Variety’s review out of Cannes: “It’s a daringly queer and undoubtedly controversial ride, resulting in a most uncommon monster movie — a cross between David Cronenberg’s ‘Crash’ and the uterine horrors of Takashi Miike’s ‘Gozu,’ perhaps — where the main character hardly ever speaks and what Ducournau is trying to say is wildly open to interpretation.”

8









8

Bergman Island

Photo : Everett Collection

Mia Hansen-Løve’s intricate screenplay for “Bergman Island” deserved to be an Oscar contender this year. The filmmaker takes inspiration from her own relationship with director Olivier Assayas in this study of a female filmmaker at a creative roadblock who struggles with breaking out of the shadow of her director husband. There’s also a marvelous film-within-a-film, starring a vibrant Mia Wasikowska as the central character in the director’s still-evolving new romance script. From Variety’s review: “If ‘Bergman Island’ is a roman à clef about Mia Hansen-Løve and Olivier Assayas, it’s an oblique one. If it’s a “Before” film, it’s one that embeds a crucial element of emotional exploration in the educated guesswork of the audience. If it’s a cinephile shell game made with disarmingly clever sincerity — and I would say that’s just what it is — it’s one that leaves you grateful to have paid a visit to this island.”

9

The Green Knight

Photo : Everett Collection

In a perfect world, David Lowery’s meditative Medieval epic “The Green Knight” would be a contender in numerous below-the-line Oscars categories like production design, costume design, visual effects and cinematography. Dev Patel stars as Sir Gawain in this slow-burn adaptation of the 14th century poem. From Variety’s review: “‘The Green Knight’ is a vital and fascinating artifact. If ‘The Lord of the Rings’ undergirds ‘Star Wars,’ and the King Arthur saga undergirds ‘The Lord of the Rings,’ what are we to make of a misty, lavishly scaled medieval odyssey, full of ghosts and magic and hallucinations and wandering, that adapts — and does its best to stay true to — ‘Sir Gawain and the Green Knight,’ an epic poem of tormented romantic nobility, with links to the Arthurian legends, written by an anonymous author in the late 14th century? As a movie, ‘The Green Knight’ feels like it was scraped out of the deepest, muddiest archaeological sediment of the Age of Chivalry.”

10

The Souvenir Part II

Photo : Everett Collection

Considering Joanna Hogg’s autobiographical stunner “The Souvenir” landed no Oscar nominations, no one was expecting her dazzling follow-up “The Souvenir Part II” to break into the awards race. Regardless, Honor Swinton Byrne’s performance ranks with the best of 2021. From Variety’s review: “Though fully distinct in its thematic and aesthetic fixations, ‘The Souvenir Part II’ abuts its predecessor to form one of the medium’s most intimate, expressive portraits of the artist as a young woman — a mirror tilted just enough away from the filmmaker that the audience, too, can catch itself in the glass. With A24 once more distributing Stateside, this time off a bow in Directors’ Fortnight at Cannes, ‘Part II’ will surely retain the first film’s select but devoted following.”

11

C’mon C’mon

Photo : Everett Collection

Joaquin Phoenix followed his Oscar win for “Joker” by delivering some of the most delicate and sensitive acting of his career in Mike Mills’ “C’mon C’mon,” in which the actor plays a soft-spoken journalist traveling the country for a new project alongside his young nephew. Mills earned  screenwriting Oscar nominations for “Beginners” and “20th Century Women,” but not even Phoenix’s well-reviewed turn could break “C’mon C’mon” into the race. Variety critic Peter Debruge called “C’mon C’mon” a “profound family drama” in his review, writing, “The movie is loaded with terrific specifics. Mills’ movies always are, and ‘C’mon C’mon’ allows him to use the fictional dynamic between his two main characters to explore his own insecurities as a parent.”

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Memoria

Photo : Everett Collection

Apichatpong Weerasethakul’s “Memoria” was selected as Colombia’s official entry for the international feature Oscar, but the film joined “Titane” in not even being included on the Academy’s category shortlist. Tilda Swinton stars as a woman traveling through Bogotá and trying to figure out the source of the loud boom noise she can’t stop hearing. The film maximizes Weerasethakul’s love for slow-burn immersion, so it’s no surprise the Academy didn’t go for it considering they overlooked the filmmaker for previous efforts such as Palme d’Or winner “Uncle Boonmee.” From Variety’s review: “Weerasethakul’s films may shock at times, coaxing images out of nightmares and the darker corners of the subconscious, but they tend to do so quietly, leaving audiences to mull their mysteries to the sounds of insects and rustling leaves. Rather than limiting himself to what can be explained by science or logic, the director embraces the so-called supernatural: spells and spirits, invisible threats and animals that seem to possess a kind of menacing power only partway understood by humans.”

13

Passing

Photo : Everett Collection

Ruth Negga missing out in the supporting actress race for her remarkable work in Rebecca Hall’s “Passing” was named by Variety as one of the biggest Oscar snubs of 2022. Adapted from Nella Larsen’s 1929 novel of the same name, “Passing” stars Tessa Thompson and Negga as childhood friends who reconnect in 1920s New York City. Negga’s Clare Bellew is a light-skinned Black woman passing for white and married to a racist, wealthy white man from Chicago. From Variety’s review: “This radically intimate exploration of the desperately fraught concept of ‘passing’ — being Black but pretending to be white — ought to be too ambitious for a first-time filmmaker, but Hall’s touch is unerring, deceptively delicate, quiet and immaculate, like that final fall of snow.” Negga is nominated for best supporting actress at the Golden Globes and the Independent Spirit Awards. The movie was also up for five Gotham Awards, including best feature.

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Pig

Photo : Everett Collection

Nicolas Cage earned some of the best reviews of his career thanks to his performance in Michael Sarnoski’s thriller “Pig.” Cage stars as a reclusive truffle hunter in Oregon who sets out on a mission to find his kidnapped pig. Cage was considered an Oscar dark horse aftering earning a nomination for best actor at the Critics Choice Awards, but all the critical love for the actor wasn’t enough to push this small indie to the forefront of one of the biggest Oscar races. From Variety’s review: “Less revenge thriller than intimate character study, ‘Pig’ is above all else a reminder that Cage is among the most gifted, fearless actors working today… As a descent into the apparently high-stakes world of truffle-pig-poaching, ‘Pig’ is unexpectedly touching; as a showcase for Cage’s brilliance, it’s a revelation.”

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The Summit of the Gods

Photo : Everett Collection

“The Summit of the Gods” is an exhilarating adaptation of the Japanese manga series of the same name by Jiro Taniguchi. The film was nominated for an Annie Award for best animated feature (independent) but never stood a chance in the animation Oscar race. The movie centers on a young Japanese reporter on his quest to climb Mount Everest and to investigate the origins of the reported first adventurers to climb to the summit in 1924. From Variety’s review: “For the 4,000-plus people who have climbed Mt. Everest, it’s likely that no film will ever come close to capturing the reality of that once-impossible experience. For the rest of us, ‘The Summit of the Gods’ and its ilk will have to suffice. … There’s a gentleness to the film, a light touch that emphasizes the elegant, at times majestic movements necessary to conquer these peaks — as well as the varying motivations for even attempting such a feat. That’s not to say that the life-or-death stakes are downplayed, but rather that beauty and brutality intermingle to an unusual degree here.”

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Zola


Photo : Everett Collection

Despite seven nominations at the Independent Spirit Awards, including best film, Janicza Bravo’s exhilarating “Zola” failed to gain traction with the Academy. Variety’s Owen Gleiberman named “Zola” the sixth best film of 2021, writing, “It became known as ‘the movie based on a tweetstorm,’ but that makes it sound like a skip-stuttering cross between drama and social media instead of what it is: a wild ride into the sex-industry abyss. Janicza Bravo, in a directorial voice as searing as that of vintage Scorsese, tells the story of two women who head down to Florida for a weekend gig at a strip club. As Stefani, whose antic jabber is so ‘street’ she’s a walking personality crisis, Riley Keough is outrageous enough to match the outer limits of Crispin Glover and James Franco, while Taylour Paige, as Zola, becomes our wary, amused heroine-survivor, surveying a violent, arrested, horndog America where everything is for sale. The riveting Colman Domingo gives the most complex performance as a pimp since Morgan Freeman in ‘Street Smart.’ Elegant and savage, ‘Zola’ is a movie that takes the male gaze and turns it in on itself.”

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In the Heights


Photo : Everett Collection

Jon M. Chu’s sensational adaptation of Lin-Manuel Miranda’s Tony winner “In the Heights” met a dismal fate at the box office last summer, but so did Steven Spielberg’s “West Side Story” in December. So why did the Academy go all-in on “West Side Story” and leave “In the Heights” in the dust? That Netflix’s musical “Tick, Tick…Boom!” also proved a hit with Oscar voters couldn’t have helped either. Variety’s Owen Gleiberman wrote of the movie: “Miranda’s songs are a blend of electrifying hip-hop and salsa and Broadway lyricism, and director Jon M. Chu stages it all with a bravura playfulness, whether he’s setting a production number about upscale dreams in a public swimming pool or letting two lovers loose on the side of a building. ‘In the Heights’ shows us the neighborhood from literally every angle, capturing the lives of people caught up in a delirious, at times heartbreaking dance between the land of their ancestors and the America they’ve made their own.”

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The Humans


Photo : Everett Collection

A24’s fall releases are often some of the buzziest indies of the awards season, but Stephen Karam’s “The Humans” went largely unnoticed when it debuted in theaters and on Showtime during the Thanksgiving holiday weekend. Karam adapted his Tony Award-winning play for his directorial debut, which stars Richard Jenkins, Jayne Houdyshell, Amy Schumer, Beanie Feldstein, Steven Yeun and June Squibb. The actors play family members who meet at a downtrodden apartment and dig into each other’s secrets. Variety’s Peter Debruge wrote in his review: “This exceptionally well-cast (and-acted) indie proves refreshingly quiet and observant compared to your typical dysfunctional-family Thanksgiving drama. … Playwright Stephen Karam hasn’t just made a movie out of his Tony-winning play ‘The Humans’; he’s made an A24 movie, with all the idiosyncrasies and directorial self-indulgences that implies.”

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Test Pattern


Photo : Everett Collection

Shatara Michelle Ford’s revelatory psychological drama “Test Pattern” picked up three Gotham Award nominations and also landed three noms at the Independent Spirit Awards, where it will compete for best first feature, female lead and first screenplay. The movie follows an interracial couple who search for a rape kit after a sexual assault. From Variety’s review: “Eighty-two minutes is not a long time. And yet Shatara Michelle Ford’s intelligent and engrossing feature debut packs an enormous amount in, while still finding room to let characters, moments and difficult, provocative issues breathe. An ostensibly small-scale drama that traces a couple of days in the aftermath of a sexual assault, it’s a remarkable display of compression and control, using one interracial relationship as a microcosm in which to observe the invisible influence of enormous, malign societal forces.”

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The Velvet Underground

Photo : Everett Collection

Todd Haynes’ “The Velvet Underground” made the Oscars shortlist for documentary feature, but it didn’t land a nomination against fellow music doc frontrunner “Summer of Soul.” Variety’s Owen Gleiberman called the film a “dazzling historical collage” in his review, adding, “Haynes appears to have vacuumed up every last photograph and raw scrap of home-movie and archival footage of the band that exists and stitched it all into a coruscating document that feels like a time-machine kaleidoscope. He draws on the underground films of the period, which were often dream-play documentaries, and he divides the screen into sections, introducing the principals by playing their words off the flickering black-and-white images of their Warhol screen tests. As a collage of the period, ‘The Velvet Underground’ is dazzling: a hypnotic act of high-wire montage. You can tell that Haynes wants to take us as close to this band as possible, and if that means his entire documentary is going to have to be a kind of poetic sleight-of-hand trick, then so be it.”

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The Killing of Two Lovers

Photo : Everett Collection

Variety’s Peter Debruge named Robert Machoian’s piercing relationship drama “The Killing of Two Lovers” the 10th best movie of 2021. Clayne Crawford gives a riveting performance as man navigating a trial separation from his wife Niki (Sepideh Moafi). The end of his marriage makes him an outsider to his family, which includes four children. As Debruge writes: “Nobody dies in Robert Machoian’s piercing relationship drama, not literally, although the movie concerns a marriage on life support, and sets audiences on edge with an opening scene in which a man looms over an unidentified couple’s bed, revolver drawn. … Though Machoian’s icy neutrality can feel distancing at times, his characters are unusually candid when it comes to communicating. A major breakthrough played in a minor key, ‘Killing’ wrestles with tough questions about when to call it quits.”

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Procession

Photo : Everett Collection

In films such as “Kate Plays Christine” and “Bisbee ’17,” documentarian Robert Greene has blurred the lines between non-fiction and fiction filmmaking to tap into the cores of his subjects. He relies on this method again in his latest project, “Procession,” and the final results are more searing and unforgettable than they’ve ever been before. The film focuses on six men who all suffered sexual abuse at the hands of Catholic priests. In order to find peace, Greene taps into the power of filmmaking and art by allowing each man to work with a film crew to create fictionalized reenactments of his abuse. These films-within-the-film are a testament to cinema’s power to heal the deepest of wounds.

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____________________________________________10 filmes imperdíveis com zero indicações ao Oscar, segundo a Variety

10 filmes imperdíveis com zero indicações ao Oscar 2022, segundo a VarietyEntre os longas que estão na lista feita pela Variety estão: A Crônica Francesa, Mass, Jockey, The Card Counter: O Jogador e Vingança & Castigo

Rayane Moura

4 horas atrás

Imagem: Divulgação

A lista dos filmes indicados para as 23 categorias do Oscar 2022 saiu nesta terça-feira (8). Entre os destaques estão os longas “Ataque dos Cães”, “Duna”, “Belfast” e “Amor, Sublime Amor”. 

E como já era de se esperar, a 94ª edição da premiação mais importante de Hollywood reafirma a forte presença dos serviços de streaming entre os indicados para concorrer às estatuetas.

Porém, nem todos os grandes filmes do ano passado conseguiram uma indicação ao Oscar 2022. Longas como “A Crônica Francesa”, “Mass”, “Jockey”, “The Card Counter: O Jogador” e “Vingança & Castigo” estão de fora da premiação. Pensando nisso, a Variety fez uma lista com as produções imperdíveis, mas que receberam zero indicações ao prêmio mais esperado de Hollywood. 

Confira um resumo dos melhores filmes completamente rejeitados pelo Oscar 2022 na lista abaixo: 

A Crônica Francesa

“A Crônica Francesa” (“The French Dispatch” no original) é agora o primeiro filme de Wes Anderson desde “The Darjeeling Limited” de 2007 a receber zero indicações ao Oscar, o que é uma grande surpresa. O crítico de cinema da Variety, Peter Debruge, nomeou “A Crônica Francesa” como o segundo melhor filme de 2021.

Mass

A devastadora estreia na direção de Fran Kranz, “Mass”, é estrelada por Reed Birney, Ann Dowd, Jason Isaacs e Martha Plimpton como os pais de um atirador escolar e uma das vítimas que concorda em sentar e conversar seis anos após a tragédia. Dowd ganhou uma surpreendente e merecida indicação ao BAFTA de atriz coadjuvante.

Jockey

Clifton Collins Jr. poderia entrar na corrida de melhor ator com “Jockey”, mas não rolou. Então ele está nesta lista como um lembrete de que seu desempenho  merecia muito mais buzz nesta temporada. O crítico de cinema da Revista, Peter Debruge, elegeu “Jockey” como o melhor filme de 2021.

The Card Counter: O Jogador

O filme ficou de fora da corrida apesar do roteiro bombástico de Schrader e de uma atuação ainda maior de Oscar Isaac. Da crítica da Variety: “Em ‘The Card Counter’, o roteirista e diretor Paul Schrader entra nesse gênero com extrema facilidade e habilidade. Uma ótima sequência de pôquer faz você se sentir como se estivesse sentado à mesa, no centro inebriante da ação, e ‘The Card Counter’ lhe dá essa sensação… como uma ferida aberta, uma cicatriz em nossa psique.

Vingança & Castigo

A Netflix dominou o Oscar de 2022, com “Ataque dos Cães” liderando todos os filmes com impressionantes 12 indicações. Mas nem todos os candidatos do serviço de streaming aparecem na lista para concorrer às estatuetas. Exemplo é o longa de Faroeste “Vingança & Castigo” (“The Harder They Fall” no original).

Red Rocket

Simon Rex recebeu as melhores críticas de sua carreira com “Red Rocket”, mas ele nunca saiu de sua bolha de azarão do Oscar para se tornar um sério candidato ao prêmio. O filme anterior de Sean Baker, “Projeto Flórida”, conseguiu dar a Willem Dafoe uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante, mas “Red Rocket” e sua história de estrela pornô não emplacaram o  Oscar 2022.

Titane

Julia Ducournau fez história com “Titane” como a segunda diretora mulher a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, mas seu filme não seguiu os passos de “Parasita” de Bong Joon Ho ao passar de vencedor de Cannes a sensação do Oscar. A Academia nem sequer incluiu “Titane” na lista de finalistas da categoria. 

A Ilha de Bergman

O intrincado roteiro de Mia Hansen-Løve para “A Ilha de Bergman” merecia ser um candidato ao Oscar este ano. Ela se inspira em seu próprio relacionamento com o diretor Olivier Assayas neste longa, de uma cineasta em um obstáculo criativo que luta para sair da sombra de seu marido diretor.

The Green Knight

Em um mundo perfeito, o longa épico medieval de David Lowery “A lenda Cavaleiro Verde” (“The Green Knight” no original) seria um concorrente em várias categorias, mas não foi. 

Da crítica da Variety: “’O Cavaleiro Verde’ é um artefato vital e fascinante. Se ‘O Senhor dos Anéis’ sustenta ‘Guerra nas Estrelas’, e a saga do Rei Arthur sustenta ‘O Senhor dos Anéis’, o que devemos fazer com uma odisseia medieval enevoada e ricamente dimensionada, cheia de fantasmas e magia e alucinações e errante, que se adapta – e faz o possível para se manter fiel a – ‘Sir Gawain e o Cavaleiro Verde’, um poema épico de nobreza romântica atormentada, com links para as lendas arturianas, escrito por um autor anônimo no final do século XIV? Como filme, ‘O Cavaleiro Verde’ parece ter sido raspado do sedimento arqueológico mais profundo e lamacento da Era da Cavalaria.”

The Souvenir Part II

Considerando que o atordoante autobiográfico de Joanna Hogg “The Souvenir” não foi indicado ao Oscar, ninguém esperava que seu deslumbrante sucessor “The Souvenir Part II” entrasse na corrida dos prêmios. Independentemente disso, o desempenho de Honor Swinton Byrne está entre os melhores de 2021. 

A Variety selecionou cerca de 22 longas que mereciam uma indicação ao Oscar 2022. Porém, selecionamos apenas os 10 melhores. Para ver a lista completa, basta acessar aqui!


____________________________________________Com verba cada vez MENOR para PESQUISA, Brasil vê FUGA de CÉREBROS se INTENSIFICAR e virar 'DIÁSPORA'

De acordo com levantamento do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), há atualmente, pelo menos, de dois a três mil pesquisadores brasileiros no exterior

Greice Westphal, de 33 anos, está no Canadá, onde deve seguir a carreira de pesquisadora Foto: Arquivo pessoal

RIO - Num cenário de restrições orçamentárias cada vez maiores para pesquisa, a fuga de cérebros já virou uma diáspora. É com essa expressão que o mundo acadêmico tem se referido ao aumento exponencial de mão de obra altamente qualificada de pesquisadores que têm deixado o Brasil em busca de melhores oportunidades, condições de trabalho e reconhecimento. Na bagagem, eles levam conhecimento de ponta e anos de investimento público. De acordo com levantamento do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), há atualmente de dois a três mil pesquisadores brasileiros no exterior.

O orçamento das duas principais agências federais de fomento à pesquisa indica como a capacidade de produção brasileira está mais restrita. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) informa que o orçamento para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) caiu de R$ 5,13 bilhões em 2012 para R$ 2,48 bilhões este ano. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro bloqueou outros R$ 802 milhões. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) perdeu a metade da verba que teve dez anos atrás, passando de R$ 2,04 bilhões para R$ 1,02 bilhões.

— O Brasil, assim, está financiando os países ricos. Estamos entregando mão de obra altamente qualificada e nos privando do desenvolvimento que eles poderiam propiciar para o país — afirma Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC.

Realidades opostas

Greice Westphal, de 33 anos, pesquisa um modelo de tratamento multiprofissional da obesidade para que vire um serviço do SUS. Ela é doutoranda na Universidade Estadual de Maringá e, atualmente, está no Canadá, onde fez parte da sua pesquisa. Voltará ao Brasil apenas para defender a tese, mas o futuro como pesquisadora será em Ottawa.

— Aqui eles pagam até para os voluntários participarem da pesquisa. No Brasil, temos que implorar para os pacientes continuarem o tratamento para não perdemos os dados. Aliás, tive diversas vezes que tirar dinheiro do meu próprio bolso para comprar insumos ou consertar equipamentos. É tão parte da rotina que nem sei quanto já gastei — conta Westphal. — Trabalho com pesquisa científica há oito anos e nunca fui tão bem reconhecida como estou sendo aqui.

Coordenadora do Laboratório de Estudos de Educação Superior da Unicamp, Ana Maria Carneiro, que pesquisa a diáspora desde 2020, afirma que, apesar de não haver dados precisos, há fortes indícios de que esse movimento se intensificou por conta da queda brusca de financiamento nos últimos anos. No ano passado, o CNPq teve o menor orçamento deste século.

— Esse cenário é muito desanimador. Quem tem oportunidade de deixar o Brasil, vai — explica Carneiro.

Com apenas 22 anos, Mateus Silva já está saindo do país. Ele foi aceito para fazer doutorado em Yale e na Universidade de Nova York com uma bolsa do governo americano que financia novos cientistas. Aluno de mestrado em Neurociências e Biologia Celular da Universidade Federal do Pará, ele aponta o sucateamento da ciência brasileira como principal motivo da sua saída.

— O sucateamento começa desde a remuneração dos jovens pesquisadores. As bolsas infelizmente não são reajustadas desde 2013 e hoje limitam muito a qualidade de vida da maioria dos pós-graduandos, em especial dos que vivem sozinhos em outra cidade — explica Silva. — A situação já está ruim nos grandes centros de pesquisa no Sul e Sudeste, que recebem o grosso do investimento nacional. Agora, imagine como estão as regiões que recebem um financiamento muito menor do governo federal, como a região Norte?

Formado em fisioterapia pela Universidade Federal de Sergipe, Fernando Sousa, de 26 anos, desenvolve tratamentos para dor. No mestrado, ele investigou o efeito de dois programas simples de exercícios que os pacientes podem fazer sozinhos em casa para tratar a dor do ciático. No doutorado, desenvolveu um projeto para estudar a eficácia da telerreabilitação para pessoas com dores no ombro. Tentou bolsa três vezes no CNPq até desistir. Em janeiro desse ano, desembarcou em Melbourne, na Austrália, onde desenvolverá sua ideia pela Monash University.

— A fila de espera no hospital universitário da cidade em que eu morava no Brasil chegava a um ano e meio. São pessoas com dor sofrendo esse tempo inteiro sem assistência. A pesquisa que estou desenvolvendo aqui na Austrália seria útil para o aprimoramento do SUS, diminuindo essa fila — diz.

No entanto, segundo o pesquisador, o trabalho que ele desenvolverá precisará ser modificado para poder ser usado no Brasil.

— A realidade da Austrália é totalmente diferente. Existem fatores culturais e locais que influenciam o manejo da dor. Assim, é preciso investimento para desenvolver uma pesquisa similar aplicada ao SUS no Brasil — explica.

Na pandemia, importantes nomes no combate à Covid-19 acabaram deixando o país. Alvo de hostilidade de negacionistas, a microbiologista Natália Pasternak, por exemplo, foi para Columbia, nos EUA, pesquisar desinformação em ciência. Já Pedro Hallal, responsável pelos maiores inquéritos sorológicos no Brasil durante a pandemia, foi dar aulas na Universidade da Califórnia.

— O melhor aluno de doutorado que tive saiu do Brasil. Ele foi vendo que as oportunidades e o financiamento estavam cada vez mais difíceis no país, acabou aceitando um convite da Austrália e acho que nunca mais volta — afirma Hallal, que voltará ao Brasil ainda neste ano. — Além de todos os problemas, sofri ainda perseguição ideológica deste governo até no financiamento de projetos.

Falta de emprego

Na avaliação do presidente da SBPC, o Brasil vê se repetir um fenômeno do final dos anos 1990, quando o país doutorava pessoas que não conseguia empregar. Com isso, explica Renato Janine Ribeiro, esses profissionais acabam tendo renda incompatível com a formação de ponta que possuíram — e encontram oportunidades no exterior.

— Enquanto isso, algumas instituições de pesquisa sofrem com a falta de sangue novo. O Inpe, por exemplo, tem setores que estão muito desfalcados. O Brasil precisa contratar esses jovens. Não porque tem que dar emprego para eles, mas porque o país formou essas pessoas e as instituições precisam delas — diz.

Atualmente, um aluno de doutorado no Brasil recebe R$ 2.200 de bolsa com obrigação de dedicação exclusiva.

— Com esse dinheiro, não posso morar sozinha, não posso juntar dinheiro. Não estou mais jovem para ficar morando em república. Não quero mais ter essa vida de universitário. Quero começar minha vida. Não é nem o piso salarial de ninguém com graduação e não conta para aposentadoria, não tem férias, FGTS, nada — afirma Sabrina Paes Leme, mestranda do Inpe em sensoriamento remoto que já conseguiu financiamento para estudar em universidades na Austrália e na Holanda.

De acordo com Ana Maria Carneiro, o Brasil ainda pode reverter os danos causados pela fuga de cérebros se conseguir, no futuro, atrair esses profissionais de volta ou pelo menos fazer com que eles estabeleçam parcerias com universidades brasileiras. Segundo a pesquisadora da Unicamp, o Itamaraty já tem treinado seus diplomatas para eles conseguirem estimular os cientistas brasileiros no exterior a criarem pontes com o país.

— Esses pesquisadores têm intenção de manter laços com o Brasil, mas ainda há entraves aqui no país para que isso ocorra com mais frequência — diz.


____________________________________________União Brasil nasce formalmente hoje, envelhecido por disputas regionais: sigla é rica, tem tempo de TV, mas não tem futuro

8 de fevereiro de 2022, 09:18

Por Luís Costa Pinto, do 247 –  Em sessão marcada para a noite desta 3ª feira, 8 de fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral sacramenta formalmente a fusão do Democratas (partido que tem raiz na Aliança Renovadora Nacional, Arena, braço de sustentação da ditadura militar instalada no País em 1964) com o Partido Social Liberal (PSL, fundado em 1994 pelo pernambucano Luciano Bivar, que tentava traduzir em esperteza política algumas ideias do ex-senador Marco Maciel).

O cruzamento dos dois partidos situados atualmente entre os espectros da direita e da extrema-direita dará origem ao União Brasil, sigla cujos filiados disputarão a eleição de 2022 com o número 44 à frente de seus materiais de campanha.

Certidão de nascimento num dia, vários pedidos de desfiliação no outro

Na manhã seguinte, o União Brasil terá nominalmente a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 81 parlamentares, e a terceira maior do Senado, com 8 senadores. Será quimera e já à noite estará liquefeita. Estima-se que no mínimo 30 deputados federais dos ora extintos PSL e DEM peçam desfiliação das antigas legendas. Mas, há cálculos dando conta de até 40 defecções. A maioria deles pegará o rumo de legendas extremistas de direita, como o PL ou o Republicanos, que pretendem permanecer dando apoio formal a Jair Bolsonaro na tentativa (cada vez mais distante) de reeleição em outubro deste ano. 

O PP, que também apoiará Bolsonaro sem fechar questão nos estados (os diretórios de Pernambuco, Bahia e Ceará, por exemplo, pretendem apoiar o ex-presidente Lula), o Podemos do ex-juiz (parcial e investigado por corrupção) Sérgio Moro e o PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, que não deverá ter candidato presidencial, são opções de filiação dos migrantes do União Brasil. Até o PSDB, que está à míngua e pode ele mesmo perder de 12 a 17 deputados, tem chance de receber ao menos um filiado nessa diáspora da direita brasileira.

Em curso, a grande diáspora da direita brasileira

O mês de março fechará com um União Brasil provavelmente menor que o PT na Câmara. O Partido dos Trabalhadores tem hoje 53 deputados. A nova sigla será, seguramente, muito menor que a Federação de esquerda praticamente sacramentada entre PT, PSB, PCdoB e PV, que nascerá como grande novidade na cena política e poderá reunir na largada da campanha mais de 90 deputados federais – pois deverá atrair filiações solteiras e ainda há a possibilidade de obter o ingresso até de novas legendas que costuram entre si uma Federação paralela, como Rede e PSOL.

O idealizador da fusão do DEM com o PSL foi o deputado Rodrigo Maia, enquanto esteve na Presidência da Câmara dos Deputados. Hoje licenciado do mandato parlamentar e secretário de Parcerias do estado de São Paulo, Maia desenhou o projeto do União Brasil (e até encomendou a marca do novo partido a uma agência de publicidade) a fim ampliar sua sustentação no Parlamento e negociar a transição do bolsonarismo com a construção de uma alternativa à direita do espectro político. antônio Rueda, vice-presidente do PSL que mandará na rica Tesouraria do União Brasil, logo se entusiasmou pela ideia de Maia e tratou de dar a ela consequência legal e viabilidade interna dentro da velha sigla. 

Maia e Rueda, cuja irmã será a tesoureira do União Brasil e decidirá (junto com ele) o destino de R$ 955 milhões neste ano eleitoral – R$ 780 milhões de Fundo Eleitoral, soma à qual DEM e PSL fazem jus, e R$ 175 milhões de Fundo Partidário – seguem amigos, embora o ex-presidente da Câmara dificilmente se filie ao novo partido. Antônio Rueda também decidirá sobre a distribuição do tempo de TV, o maior da grade eleitoral dentre todos os partidos, de acordo com as prioridades que ele definirá para a nominata de candidatos a deputado.

Rodrigo Maia pode terminar no PSDB fluminense, controlando-o

O PSDB de João Doria, a quem Rodrigo Maia vai apoiar no primeiro turno da eleição presidencial (ele já disse, em entrevista à TV 247, que apoiará o ex-presidnete Lula num segundo turno contra Jair Bolsonaro) pode ser a opção partidária do idealizador do União Brasil. O ex-presidente da Câmara recebeu carta branca de Doria e de Bruno Araújo, presidente do partido, para ocupar como lhe aprouver o PSDB fluminense. Maia ainda avalia o PSD, embora os últimos movimentos de adesão total do partido de Gilberto Kassab no Rio de Janeiro, aderindo à candidatura presidencial de Ciro Gomes pelas mãos do prefeito Eduardo Paes, tenham-no feito arrefecer o ânimo da filiação. 

Quem tirou Maia do caminho do União Brasil foi o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente do DEM até a morte definitiva da legenda programada para a noite desta 3ª feira. Quando percebeu que a fusão de seu partido com o PSL estava respondendo à velocidade desejada por Rodrigo Maia e pelo projeto pessoal dele de se reeleger presidente da Câmara (o que era legalmente vetado) em 2021, ou pôr o deputado Baleia Rossi em sua cadeira para assumir a posição de liderança parlamentar de um amplo bloco, Neto cortou as asas do ex-amigo. 

Brigas na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul

Agora, ACM Neto perdeu o protagonismo nacional que tinha como presidente de uma legenda fermentada pelo golpe jurídico/parlamentar/classista de 2016 que o DEM ajudou a dar, mas, não colheu benefícios pragmáticos por muito tempo. Na Bahia, brigou também com o ex-secretário e hoje inimigo figadal João Roma, ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro, a quem colocou no Republicanos como forma de controlar decisões extra-partidárias. Roma tende a ser candidato ao governo baiano, sonho do neto de Antonio Carlos Magalhães. 

Pesquisa Vox Populi divulgada há duas semanas deixou claro que nenhum dos dois é páreo para o senador Jaques Wagner (PT), que, quando surge nos levantamentos pré-eleitorais como “candidato apoiado por Lula”, tem chance até de vencer o pleito em 1º turno. Wagner deverá fechar a chapa local com o senador Otto Alencar (PSD) como candidato à reeleição para o Senado. 

Em Pernambuco, a deputada estadual Priscila Krause, um dos nomes que o antigo DEM enxergava mais promissores na política local, deixou o União Brasil antes mesmo da certidão de nascimento do novo partido. Filha do ex-prefeito do Recife, ex-deputado e ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause, Priscila avaliou que o União Brasil é uma geleia ideológica particularmente amarga e intragável na mesa de doces e sofisticadas articulações pernambucanas. 

Por fim, no Rio Grande do Sul, o ministro do Trabalho de Jair Bolsonaro, Ônyx Lorenzonni, é outro que tende a não se beneficiar das verbas e do tempo de TV do União Brasil em sua determinação de ser candidato ao governo gaúcho. Filiado ao DEM, ele deixará o governo em 31 de março. Porém, como não tem segurança do apoio do novo partido aos projetos hegemônicos bolsonaristas (cada vez mais distantes de se concretizar), flerta com PP, Republicanos e PL.

____________________________________________Opinião - Latinoamérica21: COSTA RICA: ELEIÇÕES em tempos de CRISE 

O que não há dúvida é que o próximo presidente vai caminhar no fio da navalha

Enrique Gomáriz Moraga
Candidatos à Presidência da Costa Rica, José María Fugueres, Lineth Saborio e Fabricio Alvarado (da esquerda para a direita) participam de debate na capital do país, San José
Candidatos à Presidência da Costa Rica, José María Fugueres, Lineth Saborio e Fabricio Alvarado (da esq. para a dir.) participam de debate na capital do país, San José - Ezequiel Becerra - 1º.fev.2022/AFP

Sociólogo, participou da Zona Aberta e da refundação do Leviatã. Foi consultor internacional de PNUD, UNFPA, GIZ, IDRC e BID

​Existe uma concordância em todos os centros de pesquisa e estudos acerca de que a palavra que define bem a atual corrida eleitoral na Costa Rica é incerteza.

Uma incerteza relativa, é claro, porque mais da metade da população acredita que o próximo presidente da República será José María Figueres, candidato do social-democrata Partido de Liberação Nacional (PLN).

Mas a considerável dispersão dos candidatos e o alto nível de indecisos (mais de 40%) valida essa sensação de incerteza, posto que, embora exista coincidência acerca de que nenhum candidato vencerá no primeiro turno, é impossível prever quem irá para o segundo.

O problema de fundo é que esta campanha, sem brilho e incerta, tem lugar numa conjuntura de crise nacional como não se lembrava desde 1984, quando a grande crise da dívida explodiu.

Isso é repetido pela maioria dos candidatos, muitos dos quais falam da emergência nacional em que o país se encontra.

E, claro, faz muito tempo que não ocorre uma coincidência tão grave entre a estagnação econômica e a crise sociopolítica.

Imediatamente antes de a pandemia chegar, a Costa Rica mostrou um sério desequilíbrio macroeconômico.

O aumento acentuado da dívida e o déficit fiscal forçaram o governo a lançar a Lei 6.935, sobre o fortalecimento das finanças públicas, que provocou um forte declínio no consumo e um aumento considerável do mal-estar social.

De toda maneira, no início de 2019 a dívida atingiu 60% do PIB e o déficit fiscal de 7% do produto interno. É sobre esse panorama que a pandemia aterrissou no início de 2020.

A contração econômica daquele ano se aproximou de 5% do produto nacional, e os gastos sanitários agravaram a situação das finanças públicas: a dívida ultrapassou 70% do PIB e o déficit fiscal aumentou ainda mais.

O governo do Partido da Ação Cidadã (PAC), encabeçado por Carlos Alvarado, aceitou que o país iria à imediata falência se não recorresse ao apoio internacional e entrou em negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, fala na COP26, em Glasgow (Escócia) - Hannah McKay - 2.nov.2021/Reuters

Em setembro de 2020, houve a explosão social contra a negociação com o fundo que paralisou o país por vários dias e que fez muitos lembrarem dos protestos no Chile no ano anterior.

Recentemente, faltando poucos dias para as eleições, o verdadeiro alcance dessa explosão social veio à tona: os líderes do protesto haviam pedido ao então presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Cruickshank, que fosse formado um governo porque o objetivo final da mobilização era derrubar o presidente Alvarado.

Essa perspectiva de golpe em uma democracia como a da Costa Rica dá uma ideia da gravidade da crise sociopolítica.

A queda da popularidade do governo de saída, em meio a altos escândalos de corrupção, poderia provocar o colapso do partido no poder, que não só perderia as eleições retumbantemente (as pesquisas dão-lhe 1% de intenção de voto) mas até mesmo enfrenta o risco de ser irrelevante na Assembleia.

Dois governos sucessivos foram suficientes para minar os fundamentos nos quais se baseou a configuração do PAC.

Mas talvez o fenômeno mais preocupante seja o baixo nível de confiança mútua que o país experimenta.

Os costarriquenhos não confiam nas instituições públicas, mas também não confiam uns nos outros. Os estudos mais recentes a esse respeito mostram níveis de confiança mútua semelhantes a países como El Salvador ou Nicarágua.

Não surpreende, portanto, que as tentativas de conseguir acordos básicos para enfrentar a crise nacional não tenham se concretizado nesta legislatura. Faltavam ingredientes básicos, como a credibilidade da liderança convocante e um nível mínimo de confiança mútua.

Nessas condições, há dois fenômenos que estão presentes nestas eleições: a escolha por descarte (ou eleição do menos ruim) e a existência de um elevado nível de intenção oculta do voto. Não são fenômenos novos, porque já se manifestaram nas eleições de 2018, mas nas atuais parecem mais pronunciados.

Nas últimas pesquisas, o percentual de indecisos subiu novamente, para 49%, e as respostas mais frequentes referem-se a que escolherão por descarte.

Mas a maioria dos observadores acredita que o aumento dos indecisos contém uma quantidade considerável de votos ocultos. O eleitorado não está disposto a declarar em quem votará, entre outros motivos, porque há também um alto voto de rejeição manifesta.

Candidatos à Presidência da Costa Rica, José María Fugueres, Lineth Saborio e Fabricio Alvarado (da esq. para a dir.) participam de debate na capital do país, San José - Ezequiel Becerra - 1º.fev.2022/AFP

Por exemplo, o candidato que lidera as pesquisas, Figueres, enfrenta esta grave circunstância: 40% dos entrevistados dizem que nunca votariam nele, o que coloca em questão sua vitória no segundo turno.

O candidato do Partido da Unidade Social Cristã (PUSC), Lineth Saborío, que aparece como segunda opção nas urnas, apresenta uma menor rejeição.

Especula-se sobre qual será o destino desse voto oculto.

Tudo indica que uma parte iria para o PAC, que dificilmente ficaria apenas com esse 1% de apoio. Outra parte seria orientada para o próprio Figueres, apesar do voto contrário que se faz público.

E talvez nesse voto oculto haja também uma proporção de eleitores que apoiariam Fabricio Alvarado, do partido Nova República, que representa os setores confessionais, principalmente evangélicos, que já perderam as últimas eleições por terem proposto a separação da Costa Rica da Corte Interamericana de Direitos Humanos, quando decidiu a favor do casamento homossexual.

De qualquer forma, não está descartada a surpresa de quem passará em segundo lugar para a próxima fase, dado o nível de rejeição apresentado pelas principais forças políticas. E provavelmente o candidato escolhido o faria com uma proporção muito reduzida do padrão eleitoral.

Pode-se, assim, falar de um círculo vicioso entre a incerteza eleitoral e a crise econômica e sociopolítica.

A dispersão dos candidatos e o alto nível de indecisos não são simplesmente fenômenos políticos epidérmicos, mas refletem problemas com raízes profundas nas entranhas da sociedade.

O que não há dúvida é que o próximo presidente vai caminhar no fio da navalha.

Mesmo que obtenha um período inicial de carência, qualquer tropeço em sua gestão dará origem a novas manifestações que expressem o mal-estar social acumulado.

É difícil estimar o grau de turbulência que se antecipa no horizonte.

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'Só quero ser sedado e ir embora', diz portador de ELA, sobre testamento vital para evitar terapias paliativas e abreviar sofrimento

Dados inéditos mostram que 780 brasileiros documentaram suas últimas vontades em relação a tratamentos e cuidados médicos no fim da vida

Renata Mariz

06/02/2022 - 03:30 / Atualizado em 06/02/2022 - 21:03

Gervásio Bernades Borges com a família. Ele optou por fazer o testamento após descobrir uma doença degenerativa Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

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BRASÍLIA - Dez dias em cima de uma moto, viajando de Brasília para as serras catarinenses, foi a maneira que Gervásio Borges escolheu para digerir a notícia mais impactante de sua vida: a morte está próxima. O homem de 63 anos, sorriso fácil e fala tranquila recebeu no ano passado o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), após peregrinar por 12 consultórios tentando descobrir a causa de câimbras, perda de peso e fraqueza. Assustou-se com a velocidade impiedosa da doença degenerativa que causa paralisia motora, até para respirar ou engolir, restando apenas os movimentos dos olhos na fase mais avançada.

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Ao receber o diagnóstico, o então servidor público se aposentou. E, após se despedir das viagens sobre duas rodas, uma de suas paixões, Gervásio, mais conhecido como Vavá, decidiu que não passaria no tempo que lhe resta — não mais que três anos, pelo prognóstico médico — por sofrimentos desnecessários. Ele fará uso das Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), chamadas de “testamento vital”, instrumento usado para documentar de forma expressa o que se quer ou não em termos de cuidados médicos diante de doença grave, irreversível e sem possibilidade de cura.

— Não quero chegar à parte final da doença, quando a pessoa só mexe os olhos. Já vivi muito. Só quero ser sedado e ir embora, sem prolongar a agonia. Está tudo registrado no documento: não quero ventilação mecânica, alimentação por sonda, nada artificial — conta Vavá, que anda sempre com a papelada a tiracolo.

O registro de DAVs bateu recorde no Brasil em 2021. Dados inéditos obtidos pelo GLOBO mostram que 780 brasileiros se dirigiram a cartórios de notas para deixar documentadas suas últimas vontades em relação a tratamentos e cuidados médicos no fim da vida — 41% a mais que no ano anterior e o maior registro desde 2007, quando começa a série histórica levantada pelo Colégio Notarial do Brasil. Naquele ano, foram 79 casos.

Comum em países da Europa, o documento aos poucos se torna mais conhecido no Brasil, dentro da concepção da morte digna e da autonomia do paciente. Em 2012, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou o tema para orientar os médicos a respeitar o desejo dos doentes em estado terminal.

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Professor de ética médica e diretor acadêmico da Associação Médica Brasileira, Clovis Francisco Constantino afirma que as Diretivas Antecipadas de Vontade são “extremamente importantes” hoje devido ao aumento da expectativa de vida da população.

— Os pacientes não morrem mais jovens de doenças infecciosas agudas, mas sim idosos com doenças crônicas degenerativas, Alzheimer, câncer. Chegam próximo da terminalidade física da vida e é importante que o médico e a equipe saibam o que eles pensam sobre isso — diz Constantino. — O médico não deve executar tratamentos fúteis apenas para postergar a morte. Está no Código de Ética Médica.

Constantino ressalta que até mesmo entre os médicos ainda há desconhecimento da existência das diretivas antecipadas, assim como na população em geral. Ele esclarece que o escopo do documento é bem definido. As últimas vontades do paciente só serão cumpridas caso a morte seja irreversível. Vidas saudáveis, diz o médico, têm que ser salvas. A Covid-19, por exemplo, apesar da gravidade para muitos pacientes, não se enquadraria em situação passível de recusa de tratamentos.

Edyanne Moura da Frota Cordeiro, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil da seção Rio de Janeiro, tabeliã com experiência em lavrar testamentos vitais, diz que a pandemia parece ter despertado as pessoas para pensar mais sobre a hora da morte.

— Todo mundo se concentra no nascimento, chama fotógrafo, escolhe a clínica, pouca gente quer falar da morte. Mas isso está mudando e a tendência se reflete no maior número de registros — afirma.

Ela diz que nem sempre as pessoas que registram suas diretivas de vontade em cartório têm doenças incuráveis:

— São pessoas que, muitas vezes, viveram dramas pessoais, viram entes queridos sofrerem ao fim da vida e se preocupam com isso.

As diretivas, a rigor, nem precisam ser registradas em cartório. A resolução do CFM fala em “conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade”. E determina que as vontades sejam registradas no prontuário, prevalecendo inclusive sobre os desejos de familiares.

Vice-corregedora do CFM, Helena Maria Carneiro Leão diz não ter conhecimento de nenhum médico processado por atender ou deixar de atender diretivas antecipadas de vontade. Ela destaca que em muitas situações, sobretudo em emergências, onde o atendimento é feito por plantonistas, o desejo do paciente pode deixar de ser conhecido ou respeitado.

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— Nunca vi denúncias, mas vai acontecer de o paciente, por exemplo, ser atendido por médicos muito jovens, que, com medo de serem processados, vão reanimar. Vai levar um tempo para essa cultura chegar aos médicos e aos pacientes — diz Leão.

Segundo ela, a popularização dos cuidados paliativos ajuda na conscientização sobre o respeito aos desejos do paciente no fim da vida:

— Não deixa de ser uma diretiva o paciente dizer: não quero mais ficar na UTI, quero ir para casa com uma máscara de oxigênio. Esse momento da vida, que é a hora da morte, tem que ser de paz.

Embora não haja uma lei sobre o tema, as diretivas antecipadas de vontade são admitidas pela doutrina, afirma o jurista Flavio Tartuce, mestre e doutor em Direito Civil. Ele explica que o documento se baseia na liberdade da pessoa e em artigo do Código Civil, que diz que “ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica”. Tartuce ressalta que a aplicação das diretivas não se confunde com o conceito de eutanásia:

— Muitas vezes acabam confundindo a eutanásia, que é a abreviação da vida por ato positivo, com ortotanásia, que é deixar de empreender a obstinação terapêutica (foco das diretivas antecipadas).

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Vavá, que sente o avanço da doença ao não conseguir mais comer sólidos, conta que se surpreendeu com o que chama de “atraso” do país em relação ao tema da morte digna.

— O médico falou que só o documento não resolveria. Que eu podia chegar num hospital e iriam querer me salvar. Não basta a família toda assinar? Esse Brasil é muito atrasado. Por orientação do médico, anexei dois relatórios — diz.

Cida Borges, casada há 38 anos com Vavá, e os três filhos apoiam a decisão do pai. O mais velho, Pedro, conta que passou dias “tentando fugir do documento”:

— Sempre queremos um milagre, um tratamento experimental, um remédio. Mas quando você conhece alguém com a doença, e sabe da evolução, entende.

Rodeado pela família, Vavá já definiu os próximos passos antes da partida:

— Comecei a arrumar minha vida, me despedir das coisas e exercer a gratidão.

____________________________________________Chefão do Globoplay foi a manifestações anti-Lula ("Get up, stand up").

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247 - O chefão do Globoplay, Erick Bretas foi a eventos anti-Lula e contra o PT. No início de 2018, ele não apenas esteve presente na manifestação organizada pelo MBL - Movimento Brasil Líder - como fez questão de divulgar em suas redes sociais. Além disso, o executivo também fez posts defendendo o impeachment de Dilma Rousseff, em 2015. A reportagem é do portal Na Telinha.

A reportagem teve acesso a uma postagem do grupo de direita no Facebook, organizando um evento para o dia 3 de abril de 2018 com o título "Ou você vai, ou ele volta". A frase é uma expressão pedindo para a população ir às ruas a fim de evitar que Lula voltasse à presidência. Naquele período, o petista liderava as intenções de voto com mais de 40% dos votos, segundo o Datafolha.

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Além de compartilhar a postagem em seu perfil, Erick, que é responsável por aprovar projetos como o documentário sobre o caso de Celso Daniel,  deu a letra do que pensava à época. "Vamos", escreveu. O chefão do Globoplay esteve presente, inclusive divulgou imagens dele próprio na manifestação. Lula acabou sendo preso quatro dias depois do protesto e só foi solto após o STF decidir que prisão em 2ª instância é inconstitucional. Pouco depois, o petista viu todas as sentenças anulados pela Justiça, que considerou o juiz Sergio Moro como suspeito, após vazamento de conversas dele com membros do MP.

Além de convocar seus seguidores para o ato "Ou você vai, ou ele volta", falando de Lula, o chefão do Globoplay, em 2015, foi taxativo em apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Em seu perfil no Facebook, ele chegou a substituir sua foto de exibição por uma em que se lia "Game Over". Em outro momento, ele convocou a população a protestar pelo impeachment escrevendo a frase "Get up, stand up".

____________________________________________Séries recentes mostram um NOVO TIPO de HERÓI 

PATRÍCIA KOGUT 01/02/2022 - 06H00

Na crítica de domingo sobre “Ozark” (leia aqui), falei sobre os anti-heróis que marcam a teledramaturgia moderna. No caso dessa série, eles estão muito bem representados pelo casal central. Marty (Jason Bateman) e Wendy Byrde (Laura Linney) são capazes dos piores crimes, mas, ao mesmo tempo, encarnam valores “do bem”, como a defesa incondicional da família. É uma carpintaria fina, multidimensional, que leva o espectador a torcer pelo triunfo dos (não apenas) maus. Os sinais trocados funcionam como um desafio-surpresa. Tony Soprano (James Gandolfini) inaugurou essa era. Depois dele, vieram inúmeras outras figuras assim, multifacetadas: o professor de ensino médio que vira bandido, o Walter White (Bryan Cranston) de “Breaking bad”, e o publicitário bonitão e genial Don Draper (Jon Hamm), de “Mad men”, são dois exemplos. Seu sucesso mostra um grau de requinte dos roteiros. E prova a capacidade do público de compreender que a ficção não precisa se dividir entre simples bonzinhos e malvados. Mais do que isso, é um mosaico.

Nas séries recentes, entretanto, acompanhamos a ascensão de um novo tipo: o herói falho, mas com um desejo de evolução moral. A sinceridade e o espírito “positivo” estão em alta. Prova disso é Ted Lasso. Outro exemplo: a família de “Schitt’s Creek”. Um artigo muito interessante sobre isso saiu na “Esquire.com” (“TV’s antihero era is over. Welcome to the golden age of hope”. Em português: A era dos anti-heróis acabou. Bem-vindo à era da esperança). Vale observar.

____________________________________________Goleiro Bruno vira empreendedor no Rio de Janeiro e tem vida luxuosa

2 de fevereiro de 2022, 09:22

247 - Assinar a renovação de seu contrato com a equipe do Cruz Azul. time amador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, não é a única novidade na vida do Goleiro Bruno. Ele agora também vai empreender na gastronomia, vendendo açaí, revela reportagem do jornal Extra.

Na próxima sexta-feira (4) Bruno inaugura com outros sócios uma lanchonete na periferia de São Pedro. Até então, o ex-goleiro do Flamengo, que cumpre pena em regime aberto pelo assassinato de Eliza Samúdio, em 2010, havia anunciado sua aposentadoria nos campos e o ingresso na vida de trader, ou investidor financeiro.

Morando em Cabo Frio, ele sempre é visto por lá a bordo de carrões, cujos valores chegam a R$ 230 mil. Bruno tem uma dívida de R$ 3 milhões com o filho Bruninho Samúdio, pelas pensões que nunca foram pagas.

O crime

O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele culpa Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pela morte de Eliza.

A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas tiveram participação nos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados em júri popular realizado em novembro de 2012.

____________________________________________Tiago desabafa sobre relação com Silvio Santos: 'Conexão nunca existiu'

Colaboração para Splash, em São Paulo

01/02/2022 02h25

Enquanto conversava com Rodrigo, emparedado da semana do "BBB 22" (TV Globo), o brother Tiago Abravanel revelou alguns detalhes sobre o seu relacionamento com Silvio Santos, avô do ator e apresentador.

O papo teve início quando Tiago chamou Rodrigo para explicar as posturas do brother que o incomodam no jogo. Para ele, o gerente comercial precisa mostrar sua vulnerabilidade para continuar no confinamento. "Seu lado humano não deve ser apagado por conta do lado jogador. Posso até estar te ajudando no jogo com isso", analisou o participante.

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Em seguida, Tiago, então, resolveu mostrar o seu lado mais vulnerável e revelou alguns detalhes sobre a sua relação com o dono do SBT. "Imagina para mim, que estou na capa de uma revista, que estou em uma das famílias mais famosas do Brasil. Imagina como é para mim ter que lidar com essa exposição toda e fazer com que as pessoas entendam que eu não sou só aquilo ali e, às vezes, também não sou nem o que aquilo ali quer dizer?", começou o desabafo.

Continuou: "A minha relação de família com o lado da família do meu avô praticamente não existe, ao contrário do que as pessoas pensam. Eu aprendi a lidar com isso de uma maneira mais leve, mas já me machuquei muito". Dando continuidade à revelação, o ator e apresentador também disse: "Já me doeu demais saber que estávamos comemorando o Natal apenas eu, minha mãe, minhas irmãs e os meus sobrinhos, e o outro resto da família estava junto. Isso dói em mim, mas já aprendi a lidar com isso".

Contudo, o brother reiterou que já tentou se aproximar da parte da família do "homem do baú". "Por mais que as pessoas idealizem, por mim, ser a família da capa de revista não é real. Me dói ter que receber a notícia que um primo nasceu pela revista, e não por uma ligação. E não foi por falta de tentativa, sempre me coloquei à disposição".

Memórias de infância

Relembrando sua infância, de acordo com Tiago, era comum que pessoas ficassem à espera de Silvio Santos em festas da escola ou de família. "Quando tinha festa na minha casa, os pais dos alunos ficavam esperando para ver se ele [Silvio Santos] estava na festa ou não estava".

As pessoas não imaginam que, tirando meu aniversário de 1 ano, que tem foto dele comigo no colo e tudo mais, meu avô nunca foi a uma festa de aniversário minha Tiago Abravanel

Continuou: "E eu não o julgo por isso. Pelo contrário. Podem ser as circunstâncias da vida, a quantidade de trabalho, mas, principalmente, a falta de relação. Conexão nunca existiu".

O brother seguiu explicando que só se aproximou do dono do SBT quando resolveu virar artista. "Me aproximei muito mais do meu avô quando me tornei artista do que antes de estar na mídia. E aí eu te pergunto: será que essa relação se estabeleceu pelo profissional ou pelo Tiago? Não sei", questionou.

Laís, que acompanhava o bate-papo entre os confinados, perguntou: "Você já chegou a conversar isso com ele?".

"Eu já sentei com ele, depois de adulto, acho que umas duas vezes para realmente dizer para ele assim: 'vô, é até difícil toda vez que te encontro te chamar de vô'. Porque a minha referência de avô é o pai do meu pai. Eu quero dizer para o senhor que eu estou aqui, que eu gostaria de ter a liberdade de ligar e falar: 'posso ai te dar um abraço?', mas eu nunca tive essa tranquilidade de estar nesse lugar porque essa relação nunca existiu", revelou.

Fala homofóbica de Patrícia Abravanel

Durante a conversa, o neto do dono do SBT também relembrou o episódio em que rebateu um comentário homofóbico feito por sua tia, a apresentadora Patrícia Abravanel. "Quando aconteceu um episódio da minha tia que ela falou alguma coisa na televisão e eu fui no Instagram e coloquei, eu me coloquei ali na posição de uma pessoa que tem um vínculo familiar, mas que não tem uma relação familiar. São duas coisas diferentes", apontou.

Recebi muito apoio, mas muitas pessoas também chegaram a mim e perguntaram: 'mas por que você não ligou para ela, ao invés de postar no Instagram?'. Então, eu respondia: 'e por que ela não me ligou também antes de dar a opinião dela durante um programa de televisão, sem saber o que estava dizendo?' Tiago Abravanel


____________________________________________Fernanda Takai manterá em seus shows a música "Com açúcar, com afeto", que Chico Buarque decidiu não cantar mais

Autor da música, feita a pedido de Nara Leão, Chico Buarque já não cantava "Com açúcar com afeto" há vários anos

29 de janeiro de 2022, 21:15 h

Fernanda Takai (Foto: Leonardo Attuch)

247 - A cantora Fernanda Takai, da banda Pato Fu, anunciou neste sábado (29) que manterá no repertório de suas apresentações a música "Com açúcar, com afeto", de Chico Buarque. 

"Fiz a lista do meu novo show. já tinha colocado "com açúcar, com afeto". E ela vai continuar. Adoro a canção, a história sobre como surgiu, muito bem escrita. Uma letra que dá voz a uma personagem. Um espaço bem delimitado na arte", escreveu Takai. 

Durante entrevista ao documentário "O Canto Livre de Nara Leão", dirigida por Renato Terra, Chico disse que não cantaria mais a canção, que ele já não canta há mais de 30 anos, por acreditar que a canção é preconceituosa contra as mulheres.

A música foi o resultado de um pedido que Nara Leão fez ao cantor e compositor. "Gostei de fazer, a gente não tinha esse problema. É justo que haja... As feministas têm razão, vou sempre dar razão às feministas, mas elas precisam compreender que naquela época não existia, não passava pela cabeça da gente que isso era uma opressão, que a mulher não precisa ser tratada assim", diz Chico Buarque. "Elas têm razão. Eu não vou cantar 'Com açúcar e com afeto' mais e, se a Nara estivesse aqui, ela não cantaria, certamente", acrescenta. 

____________________________________________Documentário que retrata luta dos Uru-Eu-Wau-Wau contra grileiros, em Rondônia, vence o Prêmio Especial do Júri do Sundance

Elogiado pela crítica, o documentário foi adquirido pela National Geographic

29 de janeiro de 2022, 22:28 h

247 - O Festival de Sundance, uma das maiores premiações do cinema independente no mundo, premiou o documentário "The territory", sobre a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra a invasão de seu território em Rondônia, nas categorias Prêmio do Público e Prêmio Especial do Júri para Arte Documental.

O documentário é dirigido pelo cineasta norte-americano Alex Pritz e coproduzido por Darren Aronofsky e acompanha como jovens líderes indígenas e ativistas ambientais arriscam suas próprias vidas para defender áreas de proteção da ocupação ilegal de fazendeiros, extrativistas e mineradores e compõe uma crítica à política ambiental do governo de Jair Bolsonaro.

____________________________________________Efeito do golpe: depois de castigar pobres, crise atinge a classe média-alta

Renda per capta caiu 8% na classe que concentra 10% dos brasileiros com maior renda de trabalho

29 de janeiro de 2022, 16:58 h

Ao apoiar golpe, classe média deu tiro no pé (Foto: Reprodução do Twitter)

247 - A crise econômica desencadeada com movimento de direita que levou ao golpe contra Dilma Rousseff começa a afetar com maior força a renda do trabalho da classe média-alta nas regiões metropolitanas do Brasil. É o que indica a sexta edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles, publicado pela Folha.

Conforme o estudo, a renda domiciliar per capita do trabalho dos 10% mais ricos caiu para R$ 6.411, em média, no terceiro trimestre de 2021. O valor é 8% menor do que o verificado em igual trimestre de 2020 (R$ 6.967) nas regiões metropolitanas.

Na visão dos responsáveis pelo boletim, a queda reflete a combinação entre fraqueza da atividade econômica e escalada da inflação —os dados levam em conta o avanço dos preços no país.

A pesquisa foi realizada em parceria entre PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Observatório das Metrópoles e RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina).

Esses 10% mais ricos não são apenas super-ricos; incluem também trabalhadores considerados de classe média-alta, ressalta André Salata, professor do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da PUCRS e um dos coordenadores do boletim.

A classe média-alta inclui famílias com rendimento domiciliar per capita acima de R$ 3.100 nas metrópoles, de acordo com o professor. Profissionais liberais e empresários de menor porte são exemplos de possíveis integrantes do grupo.

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Site Stacker elege as 100 melhores séries de todos os tempos

Entre as melhores séries eleitas pelo site estão: "The West Wing", "The Sopranos", “Game of Thrones”, “Avatar: The Last Airbender” e “Breaking Bad”

Rayane Moura

3 horas atrás

Imagem: Reprodução/AMC - Breaking Bad

Antes dos serviços de streaming inventarem o termo “maratonar” e levarem o público a assistir séries inteiras em um único fim de semana, existia um mundo onde ver um seriado na TV no horário nobre já era uma felicidade.

Isso mantinha os fãs colados nos sofás semana após semana, ano após ano, para descobrir o que aconteceria a seguir. 

Algumas séries eram tão boas que fãs compravam caixas em VHS ou DVD para assistir de novo e de novo. Agora, temos tudo na palmas da mão com os streamings, que permitem acessar qualquer coisa, a qualquer hora, em qualquer lugar.

Para celebrar a história da grande televisão, o site especializado Stacker compilou uma lista baseada em dados dos 100 melhores programas de TV de todos os tempos, usando o IMDb. Os programas foram classificados pelas classificações dos usuários do IMDb, com empates desfeitos pelo número de votos. Para esta lista, as séries tinham que ter pelo menos 50.000 votos.

Entre as melhores séries eleitas pelo site estão “The West Wing”, “The Sopranos”, “The Wire”, “Game of Thrones”, “Narcos”, “Friends”, “Avatar: The Last Airbender” e “Breaking Bad”. 

Confira as 100 melhores séries de todos os tempos, e refresque sua memória da cultura pop, lembre-se de uma farra épica, chore com alguns dramas, ou adicione à sua lista de observação. Se liga só: 

1- Breaking Bad

– Classificação do usuário do IMDb: 9,4

– Anos no ar: 2008–2013

A aclamada série da AMC “Breaking Bad” transformou Walter White em um ícone. A produção também levou Bryan Cranston para o status de cult por sua interpretação do professor do ensino médio que virou chefão da metanfetamina. Cranston ganhou quatro Emmy Awards pelo papel. Além disso, a série foi considerada um dos maiores programas de TV de todos os tempos, tendo se tornado o programa de TV a cabo mais assistido na televisão americana e mais aclamado pela crítica de todos os tempos.

2 – The Wire

– Classificação do usuário IMDb: 9,3

– Anos no ar: 2002–2008

Ainda citado como um dos maiores programas de TV já feitos , “The Wire” saiu do ar há mais de 10 anos. O aclamado drama da HBO contou com um elenco negro, ajudando a lançar as carreiras de Michael B. Jordan, Idris Elba e Michael K. Williams, e deu uma olhada realista em Baltimore e seu cenário de drogas, departamento de polícia, escolas e mídia. Após sua execução, o show foi duas vezes indicado ao Emmy Awards de Melhor Roteiro para Série Dramática.

3 – Avatar: The Last Airbender

– Classificação do usuário IMDb: 9,3

– Anos no ar: 2005–2008

Bryan Konietzko e Michael Dante DiMartino co-criaram este programa de animação americano inspirado em anime, com a história de fundo envolvendo o “Avatar”, uma pessoa que pode “dobrar” e manipular todos os quatro elementos principais de ar, água, fogo e terra. Aang é o atual Avatar, encontrado pelos irmãos da Tribo da Água Katara e Sokka 100 anos depois que Aang congelou em um iceberg, deixando o mundo sitiado pela Nação do Fogo. A produção foi seguida por “The Legend of Korra”, um show ambientado 70 anos depois sobre o próximo Avatar. A amada animação ganhou uma indicação ao Emmy de Melhor Programa de Animação (por programar menos de uma hora) em 2007.

4 – Game of Thrones

– Classificação do usuário do IMDb: 9,2

– Anos no ar: 2011-2019

Baseada na amada série de romances de George RR Martin, “As Crônicas de Gelo e Fogo”, esta série de megahit da HBO ganhou vida própria. O épico de fantasia medieval premiado seguiu as aventuras mortais de duas famílias poderosas enquanto lutavam pelo controle dos Sete Reinos de Westeros. Ele frequentemente desafiou “The Sopranos” nas classificações de audiência durante suas primeiras quatro temporadas. O programa inspirou mercadorias licenciadas, jogos, réplicas de armaduras e impulsionou as vendas dos romances originais. Com 160 indicações, o show levou para casa 56 Emmys.

5 – Rick and Morty

– Classificação do usuário do IMDb: 9,2

– Anos no ar: 2013–presente

A comédia de ficção científica para adultos do Cartoon Network, “Rick and Morty”, segue as aventuras de Rick Sanchez, um cientista maluco, e sua filha (Sarah Chalke) e seus filhos. Ele recebeu notas altas dos críticos por sua criatividade, precisão científica e maluquice geral, e tem um grande culto de seguidores. Desde então, a série de desenhos animados recebeu dois prêmios Emmy, incluindo Melhor Programa de Animação em 2020.

6 – The Sopranos

– Classificação do usuário IMDb: 9,2

– Anos no ar: 1999–2007

O falecido James Gandolfini liderou esta premiada série da HBO como Tony Soprano, um mafioso ítalo-americano que teve que equilibrar a vida familiar com o crime organizado. Edie Falco, Lorraine Bracco e Jamie-Lynn Sigler co-estrelaram o que alguns críticos consideram uma das séries mais inovadoras já feitas por causa de seu efeito na indústria ao elevar a forma de arte. Com 112 indicações ao Emmy no total, “The Sopranos” levou para casa 21 honras.

7 – Sherlock

– Classificação do usuário do IMDb: 9,1

– Anos no ar: 2010–presente

Benedict Cumberbatch estrela como Sherlock Holmes nesta popular produção, baseada na série policial de mesmo nome de Sir Arthur Conan Doyle. Produzido como uma co-produção da BBC e WGBH em Boston para a PBS Masterpiece, o programa recebeu elogios de críticos e fãs. Entre os elogios do programa incluem ganhar três Emmys, incluindo Melhor Ator Principal para Cumberbatch.

8 – Firefly

– Classificação do usuário IMDb: 9,0

– Anos no ar: 2002–2003

O drama espacial futurista de curta duração, mas amado, de Joss Whedon foi cancelado pela Fox, mas depois se tornou um favorito dos fãs quando foi lançado em DVD. A série contou com um elenco liderado por Nathan Fillion, e ganhou um Emmy por efeitos especiais. Também inspirou quadrinhos e um jogo de RPG, bem como o filme de 2005 “Serenity”.

9 – Batman: The Animated Series
– Classificação do usuário do IMDb: 9,0

– Anos no ar: 1992–1995

Bruce Timm co-desenvolveu “Batman: The Animated Series”, que se tornou a primeira série em um universo animado maior que terminou com “Liga da Justiça Sem Limites”. A produção se concentrou em Bruce Wayne, dublado por Kevin Conroy, e suas façanhas como o Caped Crusader. É a fonte da performance de voz mais famosa do ator Mark Hamill como o Coringa. A série animada levou para casa vários prêmios Emmy, incluindo Melhor Roteiro em um Programa de Animação em 1993.

10 – The Twilight Zone

– Classificação do usuário do IMDb: 9,0

– Anos no ar: 1959–1964, 1985–1989, 2002–2003, 2019–2020

A icônica e aclamada série “The Twilight Zone” de Rod Serling abordou questões de preconceito, guerra, governo e moralidade. Misturando fantasia, suspense e ficção científica, muitos dos temas e lições das histórias memoráveis ​​(embora super assustadoras) ressoam hoje. Enquanto a série original em preto e branco liderada por Serling foi exibida de 1959 a 1964, a primeira reinicialização chegou em 1985, seguida por outros revivals e uma versão cinematográfica produzida por Steven Spielberg em 1983. O programa conquistou três dos oito prêmios Emmy para o qual foi indicado.

Confira as outras 90 melhores séries de todos os tempos restantes, segundo o Stacker: 

True Detective
The Office
Fargo
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____________________________________________O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta sexta-feira, 28, alerta de 'grande perigo' por causa de tempestades para Sul de Minas Gerais, São Paulo e região metropolitana do Rio de Janeiro.

Entre esta sexta-feira, 28 e sábado, 29, há possibilidade de até 100mm de chuvas, ventos fortes e até granizo nas regiões atingidas

Há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. 

Aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia sejam desligados durante a tempestade. 

Em situações de grande perigo, deve-se ligar para a Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193).

Chuvas seguem castigando o Sudeste e parte do Nordeste Foto: Fotoarena / Agência O Globo

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta sexta-feira, 28, um alerta vermelho de “grande perigo” por conta de tempestades. De acordo com o alerta do instituto, parte do Sul de Minas e outras muitas áreas que podem ser afetadas, como Rio de Janeiro e São Paulo, podem ser atingidas por chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou superiores a 100 milímetros/dia, ventos superiores a 100 quilômetros por hora e queda de granizo. O alerta vai das 16h desta sexta-feira até às 9h de sábado, 29.

As regiões que devem ser afetadas são: Campinas, Sul/Sudoeste de Minas, Zona da Mata, Sul Fluminense, Campo das Vertentes, Vale do Paraíba Paulista, Piracicaba, Centro Fluminense, Metropolitana de São Paulo, Macro Metropolitana Paulista, Metropolitana do Rio de Janeiro, Oeste de Minas, Araraquara e Ribeirão Preto.

Segundo o Inmet, há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário. O alerta é para que aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia sejam desligados durante a tempestade. Em situações de grande perigo, deve-se ligar para a Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193).


____________________________________________Cientistas da Austrália encontram objeto na Via Láctea 'diferente de tudo que já foi visto'

Descoberta está a cerca de quatro mil anos-luz da Terra e libera enorme quantidade de energia três vezes por hora

O Globo e agências internacionais 27/01/2022 - 08:06
Cientistas da Austrália descobrem objeto na Via Láctea que libera enorme quantidade de radiação eletromagnética três vezes por hora Foto: ICRAR/Curtin
Cientistas da Austrália descobrem objeto na Via Láctea que libera enorme quantidade de radiação eletromagnética três vezes por hora Foto: ICRAR/Curti
SYDNEY — Cientistas australianos divulgaram a descoberta de um objeto na Via Láctea que libera uma enorme quantidade de radiação eletromagnética que ruza nossa linha de visão na Terra três vezes por hora, algo que alegam ser "diferente de tudo que já foi visto" até o momento na astronomia.

A descoberta foi realizada pelo estudante da Universidade de Curtin, Tyrone O'Doherty, em uma região no interior da Austrália Ocidental conhecida como Murchison Widefield Array. Durante a observação, ele usou um telescópio e uma nova técnica que havia desenvolvido.

O'Doherty faz parte da equipe do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR), liderada pela astrofísica Natasha Hurley-Walker, que explica que objetos que parecem "ligar e desligar" no céu não são novidade para os astrônomos — que o classificam como "transitórios" —, mas um objeto que fica "ligado" por um minuto inteiro é algo inusitado.

Veja: Vídeo registra momento em que tornado de neve atinge ilha grega no mar Egeu

"Ficava aparecendo e desaparecendo ao longo de algumas horas durante nossas observações. Isso foi completamente inesperado. Foi até assustador, porque não há nada conhecido no céu que faça isso", ressaltou em comunicado divulgado pelo centro de pesquisa.

Por meio da análise de dados, foi possível estimar que o objeto está a cerca de quatro mil anos-luz da Terra e possui um campo magnético extremamente forte. Os cientistas acreditam que ele pode ser uma estrela de nêutrons ou uma anã branca — termo usado para os resquícios de uma estrela colapsada. Após a descoberta inicial, pretendem aprofundar os estudos sobre o tema.

"Novas pesquisas poderão apontar se este foi um evento único e raro ou uma vasta nova população que nunca havíamos notado antes. Estou ansioso para entender esse objeto e, em seguida, estender a busca para encontrar mais como esse ", ressaltou Hurley-Walker.

____________________________________________Vera Fischer, 70 (SETENTA) anos: 

'Minha vida não faz sentido sem trabalho'

Por Ancelmo Gois 28/01/2022 • 06:00

Vera Fischer


A eterna musa Vera Fischer, que recentemente completou 70 anos e superou a Covid-19, estreia na próxima quarta, dia 2, no Teatro do Sesc Copacabana, "Quando eu for mãe quero amar desse jeito", uma comédia de Eduardo Bakr, com direção de Tadeu Aguiar.

“Minha vida não faz sentido sem trabalho", diz ela, que começou sua vida profissional depois de vencer o concurso Miss Brasil 1969: "Quero trabalhar até meus 100 anos, quero fazer uma festa maior e melhor do que a dos meus 50!"

Maravilha!

____________________________________________Entenda o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto em 10 filmes

Dia Internacional da Lembrança do Holocausto: 10 filmes para entender a históriaA data foi estabelecida pela ONU e marca o fim de Auschwitz-Birkenau, campo de concentração e extermínio usado pelo nazismo. Confira os filmes

Rayane Moura 2 minutos atrás

Imagem: Reprodução/Divulgação - "O Menino do Pijama Listrado"

Nesta quinta-feira (27) é celebrado o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. A data foi estabelecida pela ONU e marca o final de Auschwitz-Birkenau, complexo de campos de concentração e extermínio, em uma ação das tropas soviéticas em 1945.

Esta é uma data dedicada às milhões de pessoas que foram torturadas e mortas nos campos de concentração comandados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), sob o comando do nazista Adolf Hitler.

O dia foi designado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1º de novembro de 2005, após uma sessão do órgão que marcou o 60º aniversário da libertação do campo de concentração e, com isso, o fim do Holocausto.

As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, na Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram. 

Em homenagem aos 77 anos da Libertação de Auschwitz, e ao fim do Holocausto, separamos 10 filmes produzidos sobre o tema. Confira abaixo:

“O Menino do Pijama Listrado” (2008)

Baseado em um livro de mesmo nome do autor irlandês John Boyne, a trama mostra a história de Bruno (Asa Butterfield), um menino de oito anos, que se muda com sua família de Berlim para as proximidades de um campo de concentração, onde seu pai se tornou comandante. Se sentindo infeliz e solitário, o menino vive vagando por perto de sua casa, até o dia que encontra Shmuel (Jack Scanlon), um garotinho da mesma idade. Mesmo com uma rede de arame os separando, os meninos se tornam amigos e criam um vínculo inesperado. Contudo, as consequências desta amizade proibida logo começam a aparecer. O diferencial do filme, como do livro, é mostrar a guerra através dos olhos de uma criança muito pequena, que não entende o que está acontecendo ao seu redor.

“Um Ato de Liberdade” (2008) 

O longa se passa em 1941. Tuvia (Daniel Craig), Zus (Liev Schreiber) e Asael (Jamie Bell) são irmãos que, ao fugir da perseguição nazista aos judeus, se escondem em uma floresta que conhecem desde a infância. De início eles apenas pensam em sobreviver, mas à medida que seus atos de bravura se espalham diversas pessoas passam a procurá-los, em busca de liberdade. Tuvia assume a posição de líder mas é contestado por Zus, que teme que suas decisões os levem à morte.

“Olga” (2004)

O representando nacional nesta lista narra a história de Olga Benário, interpretada brilhantemente pela atriz Camila Morgado. Olga era uma judia alemã e militante do partido comunista. Ela se torna alvo de perseguição em Berlim e acaba fugindo para Moscou, onde recebe treinamento militar e fica encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam se apaixonando. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes passam a lutar pelo amor, pelo comunismo e pelas suas vidas. 

“O Pianista” (2002)

O filme conta a história do pianista judeu-polonês Wladyslaw Szpilman, que se depara com a invasão da Polônia pelos nazistas em 1939. Após escapar da ida ao Gueto de Varsóvia, que segregou cerca de 380.000 poloneses, Szpilman passa a se esconder em prédios abandonados e casas de amigos não-judeus, em busca de alimentos e proteção. Ele testemunha o levante de Varsóvia e escapa da morte por diversas vezes, até a derrota da Alemanha na Segunda Guerra.

O longa de Roman Polanski foi indicado a sete categorias do Oscar, vencendo as de Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. O filme estrelado por Adrien Brody também venceu a Palma de Ouro, no Festival de Cannes.

“Cinzas de Guerra” (2001)

O filme estrelado por David Arquette retrata a vida dos Sonderkommandos, judeus encarregados de conduzir outros colegas de prisão à morte e depois levar os corpos até a fornalha. Revoltados, o grupo planeja uma reviravolta: escondem uma sobrevivente dos nazistas e passam a planejar um contra-ataque, carregando armas em meio aos corpos que levam aos crematórios.

Com direção do norte-americano Tim Blake Nelson, o filme é baseado no levante ocorrido no campo de extermínio de Auschwitz, localizado ao sul da Polônia.

“O Trem da Vida” (1998)

No enredo da Segunda Guerra Mundial, em 1941, um vilarejo na Europa Ocidental recebe a notícia de que a invasão nazista se aproxima. A ideia dos habitantes é forjar a deportação dos judeus no trem, com alguns se passando por maquinistas e outros por alemães. O problema é que as encenações ficam realistas demais e os judeus começam a se rebelar contra os agora autoritários nazistas.

Dirigida por Radu Mihaileanu, a trama mostra de uma forma satírica como o ser humano é volúvel e acaba por incorporar um personagem. A comédia se diferencia de outros filmes da época por apostar na fantasia ao invés do realismo.

“A Vida é Bela” (1997)

Um verdadeiro clássico sobre o Holocausto, amado por todos e vencedor de dois Oscar. No longa conhecemos o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué (Giorgio Cantarini), que são capturados e levados a um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, o homem tem que usar a imaginação para fazer o filho pequeno acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com a intenção de protegê-lo do terror e da violência que os cercam. É um filme doce, intenso e que nos deixa com os sentimentos a flor da pele. Vemos como um pai é capaz de tudo pelo filho e como o ser humano é capaz de várias atitudes para se proteger das situações mais terríveis.

“Bent” (1997) 

Bent conta a história de Max, um homossexual que vive em um campo de concentração na Alemanha nazista. No entanto, ele se identifica como um judeu, usando uma estrela amarela. Por ironia do destino, Max se apaixona por Horst, que usa com orgulho o triângulo rosa que o identifica como gay.

O filme é baseado na peça de 1978, do dramaturgo norte-americano Martin Sherman e, para além do Holocausto, aborda a intolerância sexual. Clive Owen, Lothaire Bluteau e Ian McKellen fazem parte do elenco do longa.

“A Lista de Schindler” (1993)

Outro clássico vencedor do Oscar e baseado em uma história real, vivida durante o Holocausto.  O filme nos apresenta Oscar Schindler (Liam Neeson), um alemão que vê na mão de obra judia uma solução barata e viável para seus negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir autorizações e abrir uma fábrica. Contudo, o que poderia parecer uma atitude de um homem ganancioso e sem coração, se transformou em um dos maiores casos de amor à vida da história, pois este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus em plena luta contra o extermínio alemão.

Antes mesmo de irem aos campos de concentração, os judeus eram contratados por Schindler para trabalhar em sua fábrica. Baseado no romance de Thomas Keneally, o longa foi sucesso absoluto. O blockbuster recebeu sete prêmios do Oscar, incluindo Melhor Diretor, Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora Original.

“Fuga de Sobibor” (1987) 

Esta longa-metragem trata de um dos acontecimentos mais extraordinários da 2ª Guerra Mundial: a fuga em massa, bem-sucedida, dos prisioneiros jovens de um campo de extermínio. No caso, do campo de Sobibor, na Polônia. Impressione o plano de escapara também não contemplasse um grupo de escapar 20 ou 30. Todos os 600 presos que estavam lá – trabalhando como escravos e vigiando a matança – que fugiram nas câmaras de gás – fugiram. Foi a única revolta desse tipo que envergonhou os alemães ponto de fecharem o campo certo e plantarem uma floresta de pinheiros no lugar. Dos 600 fugitivos, no entanto, 300 foram mortos na tentativa e só 50 sobreviveram à guerra.

“Fuga de Sobibor” conta os detalhes dessa ação histórica. Leon (Alan Arkin) é uma liderança entre os presos e, diante dos fuzilamentos aleatórios, dos espancamentos e humilhações diárias, compreende que é só questão de sorte estar vivo. Ele então começa a arquitetar um plano de fuga, mas o projeto só pega no tranco quando chega um soldado russo (Rutger Hauer). É o militar quem convence os pacatos judeus de uma verdade inconveniente: não há possibilidade possível sem assassinar os oficiais da SS que comandam o campo.




____________________________________________São Paulo 468 anos: 10 filmes rodados em SP para conhecer a cidade

Bairros, ruas e avenidas da cidade já foram cenário em produções nacionais e internacionais. Confira uma seleção de dez filmes onde SP brilha

Rayane Moura

2 dias atrás

Imagem: Divulgação/O Casamento de Romeu e Julieta

O aniversário de 468 anos de São Paulo é comemorado nesta terça-feira, 25 de janeiro e a maior cidade do Brasil já serviu de cenário para inúmeros filmes durante essa história toda. 

As ruas e avenidas de São Paulo já serviram de pano de fundo em produções nacionais e internacionais. Alguns casos até passam despercebidos pelo espectador, mas em outros o cenário paulistano faz mesmo parte da trama e assume até o protagonismo. 

Por isso, a prefeitura de São Paulo oferece um incentivo financeiro para as grandes produções rodadas na metrópole (é preciso que tenha sido gasto, pelo menos, R$ 500 mil). É um jeito de colocar a cidade em destaque nos cinemas e nas televisões do mundo todo. 

Pensando nisso, separamos 10 filmes gravados na cidade, para conhecer melhor alguns dos bairros típicos de São Paulo e compreender a rotina desta metrópole.

Se liga só: 

1- Ensaio Sobre a Cegueira

O longa, baseado no romance de José Saramago, foi dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles e conta com astros de Hollywood como Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga.

Vários pontos de São Paulo, como o Minhocão, aparecem nas cenas da cidade fictícia da trama.

Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país.

À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo governo começam a falhar, as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação, a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore). Ela, juntamente com um grupo de internos, tenta encontrar a humanidade perdida.

2- O Casamento de Romeu e Julieta

O que seria dos paulistanos sem as rivalidades entre seus times de futebol? A maior delas, entre Corinthians e Palmeiras, ganha ar de comédia no longa de Bruno Barreto. Romeu é um corintiano roxo, enquanto Julieta já foi até musa do Palmeiras. Enquanto vivem esse romance “proibido”, passam pelo icônico estádio do Pacaembu, –hoje em reforma. 

Em “O Casamento de Romeu e Julieta”, Alfredo Baragatti (Luís Gustavo) é um advogado descendente de italianos, palmeirense roxo e membro do Conselho Deliberativo do clube. Alfredo criou sua Julieta (Luana Piovani) para ser como ele, mais uma apaixonada pelo Palmeiras. Batizada em homenagem aos ídolos palmeirenses, “juli” de Julinho e “eta” de Echevarietta, ela é centroavante do time feminino do Palmeiras. Julieta se apaixona por Romeu (Marco Ricca), um médico oftalmologista de 45 anos que é corinthiano roxo.

Em nome do amor Romeu aceita se passar por palmeirense, chegando a se filiar como sócio do clube e ir aos jogos para torcer pelo rival. Tais atitudes geram desconfiança em sua família, principalmente em seu filho Zilinho (Leonardo Miggiorin) e na avó Nenzica (Berta Zemmel), ambos corintianos fanáticos.

3- Carandiru

Um dos filmes mais sangrentos do cinema nacional e também um clássico dele, foi dirigido por Hector Babenco. Retrata a história do Massacre do Carandiru, episódio na antiga Casa de Detenção de São Paulo, que ficou conhecida por conta do nome do bairro na Zona Norte da cidade. 

Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho preventivo contra a Aids no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade dos cárceres, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

4- 2 Coelhos 

Daqueles filmes no maior estilo de ação hollywoodiano, “2 Coelhos” foi dirigido por Afonso Poyart e se passa na cidade de São Paulo. Os lados bom e ruim da cidade aparecem em meio a cenas de explosões, efeitos especiais que simulam quadrinhos e muito mais. Dá para reconhecer muitos lugares no filme, como o Copan, a Praça Roosevelt e ruas da cidade. 

Pouco comum no cinema nacional, o filme de ação estilo quebra-cabeças de Afonso Poyart explora o centro da capital paulista, das padarias tradicionais ao seu lado mais “cinza”, coberto por concreto e grafite. 

5- As Melhores Coisas do Mundo

A diretora do filme, Laís Bodanzky, já é conhecida por mostrar nas telas as ruas de São Paulo. Nesse filme, adolescentes da classe média paulistana passam por momentos de diversão e também sérios, comuns nessa fase da vida. Diversos bairros da Zona Oeste aparecem nas cenas, como a Praça do Pôr-do-Sol.

Mano (Francisco Miguez) é um adolescente de 15 anos. Ele está aprendendo a tocar guitarra com Marcelo (Paulo Vilhena) pois deseja chamar a atenção de uma garota. Seus pais, Camila (Denise Fraga) e Horácio (Zé Carlos Machado), estão se separando, o que afeta tanto ele quanto seu irmão mais velho, Pedro (Fiuk).

Sua melhor amiga e confidente é Carol (Gabriela Rocha), que está apaixonada pelo professor Artur (Caio Blat). Em meio a estas situações, Mano precisa lidar com os colegas de escola em momentos de diversão e também sérios, típicos da adolescência. 

6- O Cheiro do Ralo

O personagem de Selton Mello, Lourenço, é dono de um antiquário localizado no tradicional bairro da Mooca. As expressões paulistanas preenchem boa parte do filme, que é muito mais baseado nos diálogos do que em ação. O “boteco” que o personagem frequenta também é a cara do centro da cidade.

No longa, Lourenço desenvolve um jogo com seus clientes, trocando a frieza pelo prazer que sente ao explorá-los, já que sempre estão em sérias dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo, ele passa a ver as pessoas como se estivessem à venda, identificando-as através de uma característica ou um objeto que lhe é oferecido.

Incomodado com o permanente e fedorento cheiro do ralo que existe em sua loja, Lourenço vê seu mundo ruir quando é obrigado a se relacionar com uma das pessoas que julgava controlar. 

Ele passa os dias humilhando seus clientes e encarando-os como objetos, até que fica obrigado a se envolver com eles, humanizando-os e a si mesmo. Inspirado no livro de Lourenço Mutarelli.

7- Cidade Cinza

Os grafites que adornam São Paulo de ponta a ponta enchem de cor o documentário de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo. Inspirados por um conflito entre grafiteiros e a prefeitura, quando um gigantesco mural foi pintado de cinza, os diretores acompanharam a realidade desses artistas e compararam a situação paulistana com a de outros países.

Em 2008 a prefeitura da cidade resolveu iniciar uma política de limpeza urbana, na qual os muros seriam pintados com a cor cinza de forma a apagar as intervenções neles realizadas. Artistas como OsGemeos, Nunca e Nina, que tiveram importantes obras destruídas pela iniciativa, se juntam para repintar um muro de 700 metros.

8- São Silvestre

A corrida de São Silvestre acontece todos os anos no dia 31 de dezembro, atraindo atletas amadores de todos os estados e profissionais de diferentes países –em especial o Quênia e a Etiópia. Em 2013, a diretora Lina Chamie reuniu esses corredores numa série de depoimentos que tentam explicar a “febre” que começa e termina na Avenida Paulista desde 1925.

O documentário reproduz a sensação de participar da maratona de São Silvestre, a maior corrida a céu aberto da América Latina. Com uma câmera acoplada ao corpo do ator Fernando Alves Pinto, o filme busca captar o cansaço, a velocidade, o suor, a respiração e o movimento dos atletas.

9- Salve Geral

Os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) que ocorreram em São Paulo, em 2006, é a inspiração para este filme. O longa conta a história de Lúcia, professora que tem seu filho adolescente preso.

Ela passa por dificuldades financeiras e tem uma missão: tirar o filho adolescente da cadeia. Enquanto isso, a crise entre prisioneiros e o sistema carcerário se agrava, e a facção criminosa envia seu código: Salve Geral. 

Lúcia (Andréia Beltrão) é uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael (Lee Thalor), de 18 anos, da prisão. Em suas frequentes visitas à penitenciária, ela conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada do Professor (Bruno Perillo), líder do Comando.

As duas ficam amigas e logo Lúcia é usada em missões ligadas à organização criminosa. Precisando do dinheiro, ela aceita realizar as tarefas. Paralelamente o Comando passa por uma luta interna pelo poder, ampliada pelo confronto dos prisioneiros com o sistema carcerário.

Quando o governo decide transferir, de uma só vez, centenas de presos para penitenciárias de segurança máxima no interior do estado, o Comando envia a ordem para que seus integrantes realizem uma série de ataques em pleno Dia das Mães, deixando a cidade de São Paulo sitiada.

10- O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias

Ambientado na década de 1970, o filme aborda a situação política brasileira a partir da visão de Mauro, um garoto de 12 anos. O filme faz uma reconstituição primorosa da época, graças ao figurino e cenários, como as comunidades de diferentes etnias que formaram o bairro do Bom Retiro, incluindo especialmente os judeus, formam a nova família do pequeno Mauro. 

Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele.

Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir da perseguição política, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é vizinho do avô de Mauro. Enquanto isso, ele só precisa se preocupar com a proximidade da Copa do Mundo.





____________________________________________A pandemia de nossas vidas | Gabeira

Durante um ano, escrevi todos os dias sobre a pandemia do coronavírus. Com a chegada da vacina, voltei a viajar e pensava que estávamos caminhando para o fim de toda a tragédia.

A vacina funcionou para mim como uma centelha de esperança. E, como dizia Albert Camus, “depois que a menor centelha de esperança se tornou possível, acabou o domínio da peste”.

Para muitos de nós, esta pandemia é uma experiência única. Não há mais sobreviventes da Espanhola. O ebola foi contido na África Ocidental e vencido nos últimos meses de 2015.

De certa forma, tivemos sorte. Na chegada do vírus, os cientistas já haviam passado por quatro fases, a julgar pelo livro “O gene: uma história íntima”, de Siddhartha Mukherjee.

Já se conhecia a base celular da hereditariedade, os cromossomos. Em seguida, definiu-se a base molecular da hereditariedade: a dupla hélice de DNA. Antes de sequenciar o genoma humano, foi possível desenvolver o mecanismo pelo qual as células leem as informações contidas em genes.

Os cientistas aprenderam a fazer o mesmo, com a invenção da tecnologia de clonagem e sequenciamento do DNA recombinante. Na minha visão de leigo, consigo imaginar que daí foi possível produzir uma mensagem para que nossas células combatessem o vírus.

Com essa base de conhecimento, dificilmente outro vírus não terá como antídoto essa nova maneira de fazer vacina. Vivemos um triunfo da ciência, e não me refiro ao debate com o terraplanismo, que teve tanto peso no Brasil.

Penso em algo mais amplo, no crescimento da terceira cultura, por meio da qual cientistas e pensadores vão substituindo o pensamento tradicional na definição do que somos e de quem somos.

Tenho algumas léguas a andar, antes de chegar a grandes conclusões sobre isso. Esquematicamente, vejo que a religião perdeu importância num certo momento histórico, e o mundo desencantou. A política tomou seu lugar, deslocando o paraíso celeste para as possibilidades de um mundo terreno.

Com o declínio da política, a ciência avança para ocupar o lugar e pode preencher o espaço que a religião ocupou no passado. Claro que, por suas características, ela abre margem para crítica e contestação desse papel.

Sei apenas que a pandemia precipitou um processo que já era visível, até nas livrarias, com o êxito dos títulos de divulgação científica: o mundo está sendo reexplicado pela terceira cultura, destinada a preencher essa lacuna entre intelectuais literários e cientistas.

Essas coisas me vêm à cabeça meio desordenadamente, mas tenho minhas razões. Sempre considerei que o grupo de risco diante do coronavírus era definido biologicamente, idosos ou portadores de algumas doenças.

Mas, examinando as pesquisas da Oxfam, mostrando como os pobres ficaram mais pobres na pandemia e os muitos ricos enriqueceram, lembrei-me da incidência da Covid-19 em áreas populares e pensei: o nível de renda é um forte critério para definir grupo de risco.

Em vez de pensar na religião,política e ciência como etapas estanques, imagino que talvez um diálogo entre as três pudesse nos levar mais adiante.

E olha que não fomos tão longe. No princípio da pandemia, pensávamos que surgiria dela um mundo mais solidário. Ao chegarmos à fase quase terminal, constatamos que as diferenças se acentuaram.

O mundo em 2015 se uniu para conter e derrotar o ebola na África Ocidental. Agora, com a Covid-19, ele se contraiu no nacionalismo de vacinas: enquanto alguns países têm excesso, outros não têm nem geladeiras para armazená-las.

Na pandemia de nossas vidas, vejo cada vez mais próximo o cenário do filme “Blade Runner”, onde miséria e alta tecnologia convivem com naturalidade.

É muito perturbador.

Fernando Gabeira - assinatura

Por Fernando Gabeira

____________________________________________O que ACOMPANHANTES podem FAZER para EVITAR VIOLÊNCIA obstétrica no parto?

Gisele Lopes
Imagem: Gisele Lopes
Rute Pina De Universa 25/01/2022 04h00

Após o episódio de violência obstétrica vivido em seu parto, a influenciadora e empresária Shantal Verdelho teve que se pronunciar nas redes sociais para pedir fim aos ataques ao marido. Mateus Verdelho, que acompanhava o nascimento da filha do casal, foi criticado por não ter feito uma intervenção no momento das agressões. "Ele estava em situação de vulnerabilidade tanto quanto eu. A vida e saúde da esposa e da filha estavam nas mãos do médico. Ia fazer o quê? Brigar?", publicou Shantal.

De fato, quem acompanha uma mulher na hora do parto -- seja marido, companheira, mãe, irmã ou qualquer outra pessoa de confiança da gestante -- também está em situação de pressão e nervosismo e pode ter dúvidas sobre como agir para evitar violência obstétrica. Em casos como o de Shantal, o que poderia ser feito?

Para responder a essa questão, Universa conversou com a obstetriz Flavia Estevan, da equipe do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, de São Paulo. Segundo ela, se o acompanhante testemunha a agressão, ele pode intervir e pedir a troca da equipe médica que faz a assistência à gestante.

"Nesses casos, a equipe de enfermagem do próprio hospital pode ser chamada e o acompanhante pode fazer uma denúncia, chamar a atenção para aquela situação e dizer que você quer outra equipe porque a atual está incapacitada e exercendo violência", orienta a obstetriz.

Especialistas ouvidos pela reportagem também dão outras orientações importantes. Segundo eles, quem vai acompanhar um parto precisa sair de uma posição passiva. Só assim, vai conseguir ajudar a evitar as diversas formas de violências que podem ocorrer no momento -- desde as relacionadas a procedimentos, como uso de estimulantes para acelerar o parto e realização da episiotomia (abertura entre ânus e vagina que facilitaria a passagem do bebê), a agressões físicas e verbais.

Estevan diz que o acompanhante também está vulnerável por ter vínculos com a mulher e o bebê. Mas, ainda assim, essa pessoa pode ser peça-chave para auxiliar a parturiente. "O acompanhante está intimamente ligado ao paciente, mas ele não está com a dor ou a perda de consciência da mulher em trabalho de parto. Então, seu papel é fazer a mediação entre a equipe e a pessoa", diz obstetriz.

Acompanhante deve estar por dentro do plano de parto

A especialista pontua que, para uma boa condução de problemas que podem aparecer, o acompanhante precisa estar cada vez estar mais envolvido com a gestação, desde o pré-natal. "Essa pessoa é quem vai estar em consciência para resolver questões que se apresentam na hora do parto e representar os interesses da paciente", explica.

Por isso, a especialista diz que quem acompanha também tem que estar por dentro de todos os procedimentos que podem ser aplicados. "Ela é uma testemunha do que está sendo feito, o que é muito importante."

Uma medida que vem ganhando força, mas que ainda é pouco divulgada, é o plano de parto, um documento que a gestante entrega na chegada ao hospital listando seus desejos e vontades.

Estevan diz que o documento pode ter um efeito moral e auxiliar o acompanhante a expor que determinada ação da equipe médica contraria o desejo da mulher. "O plano de parto é uma carta de intenções, um documento que não tem valor jurídico no Brasil, mas que faz muita diferença ao entrar na instituição", diz a obstetriz.

"Antigamente, as pessoas torciam nariz para quem levava plano de parto, mas hoje é mais aceito. Os hospitais recebem, registram e assinam. Então, isso vem cada vez mais ganhando espaço e muitas vezes isso já indica para o profissional que a mulher está esclarecida sobre seus direitos."

O casal Natália da Cruz, 33, e André Aquino, 31, fizeram o plano de parto para a chegada de sua primeira filha Nina, hoje com um ano e sete meses. Para eles, a carta de intenção foi fundamental para dar mais tranquilidade ao momento e tirar a sensação da impotência do acompanhante, conta André. No documento de três páginas, eles abordaram questões como uso de anestesia a menções religiosas.

"A gente se preparou bastante, fizemos cursos e conversamos com muitas pessoas. Lemos o plano de parto de outras mulheres para saber o que elas diziam para fazer e não fazer", diz André. "Já ter pensado em decisões que poderiam ser tomadas em um momento que você não está desesperado, pressionado, com frio na barriga e tudo acontecendo é muito importante."

Natália começou o trabalho de parto em casa, orientada por obstetra e parteira. Mas decidiram ir para o hospital após a demora na evolução do processo. O casal montou um grupo no WhatsApp com profissionais de referência e com a família para compartilhamento de informações — estratégia que também pode ajudar o acompanhante a tomar decisões em momento de nervosismo.

Após alguns exames, Natália teve indicação para a cesárea. E, novamente, o plano de parto ajudou o casal a passar pela decisão com tranquilidade. "Sempre tem algo imprevisível. Mas estávamos muito seguros de várias decisões difíceis que a gente iria se deparar. Você fica, de fato, muito vulnerável e propenso a tomar decisões das quais pode se arrepender depois", diz André.

Para Natália, estar na companhia de alguém que se preparou com ela foi essencial: "Só percebi a importância da companhia dele no desenrolar do momento. O parto foi muito longo, e eu tinha me preparado para ter tido um parto normal. Mas tivemos que tomar decisões e, realmente, você fica sem saber o que está acontecendo. Então foi importante ter alguém junto que não está com dor, mas está conectado a seus planos e sabe as possibilidades quando as coisas dão errado. Fiquei frustrada de ter feito a cesárea, mas segura de que era isso que deveria ter sido feito."

André Aquino e Natália da Cruz no nascimento da primeira filha do casal Imagem: Gisele Lopes

O Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde disponibiliza online um modelo de plano de parto para que mulheres se inspirem e usem para elaborar seu próprio plano de parto. A carta pode ser baixada no site da organização.

Em caso de agressões, solicite a troca de equipe

Se mesmo com todo o preparo, agressões ou violências acontecerem, a obstetriz Flavia Estevan explica que o acompanhante pode e deve acionar a enfermagem ou equipe médica responsável pelo plantão e pedir para que seja substituído o profissional que está prestando a assistência.

Se for uma equipe particular, como era o caso de Shantal, também há a possibilidade de chamar profissionais do próprio hospital e dispensar o médico que estava atuando com violência.

Para se preparar, conheça equipe médica e visite hospital antes do parto

Quando a parturiente dá entrada no hospital, a documentação assinada naquele momento autoriza o parto, e a equipe médica tem autonomia para avaliar o que será feito em cada caso. "A partir deste momento, o acompanhante não tem como autorizar ou não os procedimentos", diz Estevan.

Por isso, a obstetriz afirma que a conversa com a equipe antes deste momento é essencial. "Você precisa abordar o profissional sobre o que ele pensa, falar dos procedimentos. Hoje, profissionais embasados, por exemplo, têm uma taxa zero de aplicação da episiotomia."

A doula Edite Neves afirma que gestante e acompanhante devem ficar atentos aos sinais que o médico pode transmitir por piadas ou comentários no pré-natal. "É importante a rede de apoio desta mulher fazer uma pesquisa sobre o médico, ver qual índice ele tem de parto normal e cesárea, se já tem alguma denúncia ou reclamações sobre ele. Uma dica é conversar com grupos e equipes que já trabalharam com ele", afirma.

"Uma doula também pode ajudar neste processo. E se o médico diz que não aceita doulas na equipe, isso já é um sinal de alerta."

Outra dica é visitar o hospital para entender não só a estrutura do local, mas também conhecer previamente os protocolos da instituição. A Lei 11.634/2007 garante que toda a gestante assistida pelo SUS (Sistema Único de Saúde) conheça a maternidade onde o parto será realizado e qual a maternidade que ela pode ser atendida nos casos de intercorrência pré-natal.

Nesta visita, argumenta Estevan, é importante checar possíveis procedimentos — a obstetriz aconselha que a mulher e seu acompanhante chequem a política do hospital sobre, por exemplo, uso de medicamentos para aliviar a dor da gestante. "Claro que a pandemia complicou a entrada a hospitais, mas este também é um direito garantido por lei", lembra. "O acompanhante pode exigir, por exemplo, a analgesia, se for um desejo da mulher."

É lei: toda mulher pode ter acompanhante

A legislação brasileira garante desde 2005 o direito de a mulher grávida ter um acompanhante durante todo o parto, o que inclui o pré e o pós imediato. Em 2015, a Lei do Parto Humanizado reiterou esse direito. Vale lembrar que o acompanhante pode estar presente tanto na cesária quanto no procedimento natural.

Segundo ela, ainda é comum hospitais negarem acompanhante, principalmente homens, se as mulheres estiverem em enfermaria coletiva. Para Estevan, esta violação também pode ser considerada um tipo de violência obstétrica.

Conhecer a lei foi o que garantiu à costureira Giva Malta, 52, estar ao lado da filha, em março de 2020, quando ela deu à luz. A família se preocupou com a demora do parto e uma possível falta de oxigenação do bebê ao nascer.

A equipe que acompanhava a filha de Giva administrou o medicamento misoprostol para a indução do nascimento da criança. Ainda assim, após 48 horas, a dilatação não evoluía.

"Disse que ela não queria mais tentar o parto normal. Depois disso, pediram para que eu saísse, argumentando que eu não poderia mais acompanhá-la porque estava em um quarto comunitário com outras quatro pessoas em trabalho de parto", lembra.

"Mas eu sabia que poderia ficar. Minha filha estava em uma situação em que ela não conseguia nem andar ou ir ao banheiro sozinha. Então falei que não iria sair dali e não saí mesmo. Sabia que era um direito da paciente", conta a avó de Joaquim, que nasceu horas seguintes, após uma cirurgia cesárea.


____________________________________________O Brasil está puxando a AMÉRICA do SUL PARA BAIXO. Um DESASTRE ABSOLUTO.

Bolsonaro/Guedes fez do BRASIL a LANTERNINHA da economia latino-americana. Realmente, um PRODÍGIO!!!

A ARGENTINA de Alberto Fernández deve crescer CINCO VEZES MAIS do que nós: 2,2%. 

Sem maior expressão econômica na região, o pequeno PARAGUAI guarda expectativas que nos humilha: 3,8%. Ou seja: quase OITO VEZES MAIOR do que a BRASILEIRA.

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Brasil de Bolsonaro/Guedes é lanterninha da economia latino-americana, puxando para baixo o PIB da região - Ricardo Bruno

Por Ricardo Bruno 22 de janeiro de 2022, 18:10

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A canícula dos últimos dias, própria da plenitude do verão carioca, fez-me isolar no ar condicionado diante da tela do computador. O garimpo de notícias trouxe-me, em meio a outras informações menos relevantes, um gráfico revelador do tamanho do desastre da economia brasileira, sob Paulo Guedes – o tal posto Ipiranga que, no correr do governo, se mostrou com baixa competência de gestão, transmutando-se numa bandeira pirata, sem mais respeito ou credibilidade.

A Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) acabou de lançar as previsões sobre o comportamento do PIB em 2022 dos países da região. O Brasil tem a pior expectativa de crescimento do grupo: 0,5%. Outrora locomotiva da economia regional, o país administrado pela dupla Bolsonaro-Guedes está puxando para baixo o crescimento da região. O posto Ipiranga conseguiu o “prodígio” de nos fazer âncora da economia latino-americana.

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Destroçado por crises políticas e pelos solavancos de terremotos devastadores nos últimos anos, o Haiti tem previsão de crescimento de 1,4%, quase três vezes maior do que a brasileira. Alvo permanente de ácidas críticas de Jair Bolsonaro, a Argentina de Alberto Fernández deve crescer cinco vezes mais do que nós: 2,2 %. Sem maior expressão econômica na região, o pequeno Paraguai guarda expectativas que nos humilha: 3,8%. Ou seja: quase oito vezes maior do que a brasileira.

Ao analisar os números, o economista Mauro Osorio, professor da UFRJ, aponta quão determinante tem sido a gestão de Paulo Guedes para travar o crescimento econômico da região.

– Estamos puxando a América do Sul para baixo. Um desastre absoluto.

É sempre bom lembrar que o Brasil já foi diferente. Impulsionado por políticas públicas nacionalistas, a maioria das quais formuladas por Getúlio Vargas, o país, entre 1930 e 1980, foi o que mais cresceu no Mundo. Em 1980, nosso PIB era 15 vezes maior do que o chinês. Sob Lula, em 2010, tivemos a maior alta em 24 anos: 7,5%. Não estamos, portanto atavicamente atados ao fracasso. Ao contrário, o país historicamente tem dados mostras de vitalidade todas as vezes em que o interesse republicano prevalece na gestão da economia.

Há os que tentam relativizar a atuação desastrosa do ministro com falsos atenuantes. Falam das consequências da pandemia, da paralisação involuntária da atividade econômica; das dificuldades acadêmicas de sua equipe para pilotar um país em crise aguda. Tudo, verdade mas nada diferente do que ocorreu em todos os demais países com a debacle ocasionada pelo vírus.

De profissional exemplar à vilão da economia brasileira, Guedes se esfarelou, moído pela incompetência; pela visão caolha, exclusivamente pró-mercado, em que atuou, mesmo em momento de crise a exigir a ação firme do estado; e pela suspeição que o atingiu em pleno voo após a revelação de sua offshore no exterior.

O ministro responsável pelo destino da economia nacional tem apresentado lucros fabulosos com a desvalorização do real frente ao dólar. O patrimônio de US$ 9,55 milhões investido pelo ex-posto Ipiranga na offshore que mantém no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas sobe ao sabor de suas próprias decisões no Ministério da Economia. Ano passado, em quatro dias, ela havia ganho R$ 1,24 milhão. Uma excrescência.

Confira a previsão de crescimento dos países da região para 2022:

____________________________________________Brasileiros têm bilhões a receber de bancos e não sabem. Veja se você é um deles

Ferramenta lançada pelo BC permite consultar saldo e verificar se houve cobrança indevida de tarifa. Há ao menos R$ 8 bilhões parados nas instituições financeiras

Com ferramenta do Banco Central, brasileiros conseguem consultar se tem dinheiro para receber de instituições financeiras Foto: Agência O Globo

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RIO — O Banco Central (BC) lançou um serviço que permite aos cidadãos checar se têm dinheiro a receber de instituições financeiras. O Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR) permite a consulta de recursos remanescentes nas contas, para pessoas físicas e empresas, e facilita o processo de devolução.

O sistema entrou em operação no fim do ano passado e oferece informações sobre saldo credor de contas encerradas, parcelas de empréstimo e tarifas cobradas indevidamente, além de recursos não procurados após o encerramento de grupos de consórcio e cotas de capital a devolver em cooperativas de crédito, entre outros.

Segundo o Banco Central, um levantamento feito em junho de 2021 mostrou os clientes tinham cerca de R$ 8 bilhões a receber dos bancos e que boa parte das pessoas desconhece ou não se lembra que tem esse direito.

De acordo com o BC, os dados estão disponíveis no Registrado e se referem a contas de depósitos em moeda nacional encerradas com saldo disponível; contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível; contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

O sistema também tem informações sobre tarifas cobradas indevidamente, não devolvidas ou sujeitas à devolução; parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, não devolvidas ou sujeitas à devolução em decorrência de formalização de compromissos com entidades e órgãos reguladores ou de fiscalização e controle; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.

Como acessar

O interessado deverá acessar a página Minha Vida Financeira no site do BC, digitar seu CPF ou o CNPJ de sua empresa ou da empresa que você representa e ver se tem ou não valores a receber. Em caso positivo, você deverá acessar o Registrato e verificar

o total de dinheiro a receber;o banco que deve te devolver o recurso; ea origem desse recurso.

Para acessar o Registrato, o interessado deve ter o login Registrato ou o login gov.br (nível prata ou ouro).

Para receber os valores de volta, há duas opções que estarão disponíveis na área da consulta. Se o cliente encontrar um aviso "Solicite aqui" significa que o banco aderiu ao Termo do BC que prevê a devolução do valor via Pix na sua conta em até 12 dias úteis. Excepcionalmente, o banco poderá pagar via TED ou DOC, mas desde que no prazo de até 12 dias úteis e desde que na conta onde você registrou a chave Pix indicada no Registrato.

Já se houver um símbolo de telefone com a indicação "Solicitar via instituição" significa que o consumidor tem valores a receber, mas o banco não aderiu ao Termo do BC e, por isso, ele deverá entrar em contato com ele para combinar a devolução dos valores.

Os valores de contas anteriores a 2001 não aparecem neste sistema. Caso o cliente queira consultar essas contas, tendo o nome da instituição financeira e o número da conta de depósito, é possível realizar a pesquisa aqui.

____________________________________________A solução de 2% para a mudança climática: leia artigo do autor de 'Sapiens'


Um progresso significativo custa uma fatia pequena do PIB global, e, de alguma forma, esta notícia maravilhosa foi deixada de lado no debate acalorado sobre a questão

Apocalipse evitável. Cientistas investigam efeitos da mudança climática numa colônia de pinguins na Antártica Foto: NATALIE THOMAS / REUTERS/16-01-2022

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À medida que a crise climática piora, muita gente está passando da negação diretamente para o desespero. Há alguns anos, era comum ouvir pessoas negarem a mudança climática, minimizarem a magnitude da ameaça ou argumentarem que era muito cedo para se preocupar com ela. Agora, muitos dizem que é tarde demais. O apocalipse está chegando, e não há nada que possamos fazer para evitá-lo.

O desespero é tão perigoso quanto a negação. E igualmente falso. A Humanidade tem enormes recursos sob seu comando e, aplicando-os com sabedoria, ainda podemos evitar o cataclismo ecológico. Mas quanto exatamente custaria deter o apocalipse? Se a Humanidade quisesse evitar a mudança climática catastrófica, qual seria o valor do cheque que teríamos que preencher?

Yuval Noah Harari Foto: EMILY BERL / NYT

Naturalmente, ninguém sabe ao certo. Minha equipe e eu passamos semanas analisando relatórios e trabalhos acadêmicos, vivendo em uma nuvem de números. Mas, ainda que os modelos por trás dos números sejam complexos, o resultado final deveria nos deixar animados. Segundo a Agência Internacional de Energia, alcançar uma economia de carbono zero exigiria que gastássemos somente 2% do PIB global anual com nosso sistema de energia acima do que já gastamos. Em uma pesquisa recente com economistas do clima feita pela Reuters, a maioria concordou que chegar à neutralidade de carbono custaria apenas entre 2% e 3% do PIB global anual. Outras estimativas deixam o custo de descarbonização da economia um pouco abaixo ou acima disso, mas todas ficam na casa de um dígito do PIB global anual.

Esses números ecoam a avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climaticas, que afirmou em seu relatório histórico de 2018 que, para limitarmos o aquecimento global a 1,5°C, os investimentos anuais em energia limpa precisariam aumentar para cerca de 3% do PIB global. Como a Humanidade já gasta cerca de 1% do PIB global anual em energia limpa, precisamos somente de uma fatia extra de 2% do bolo!

Os cálculos acima se concentram no custo de transformação dos setores de energia e transporte, que são de longe os mais importantes. Porém, existem também outras fontes de emissões, como o uso da terra, a silvicultura e a agricultura. Você sabe, aqueles peidos de vaca infames. A boa notícia é que muitas dessas emissões podem ser cortadas de forma barata através de mudanças comportamentais, como a redução do consumo de carne e laticínios e uma dieta mais baseada em vegetais. Não custa nada comer mais vegetais, e isso pode ajudar você (e as florestas tropicais) a viver mais.

Podemos discutir infinitamente os números, ajustando os modelos de um jeito ou de outro. Mas devemos olhar para o cenário além da matemática. A notícia crucial é que o preço de prevenir o apocalipse fica na casa de poucos dígitos do PIB global anual. Certamente não está em 50% do PIB global anual, nem 15%. Em vez disso, está em algum lugar abaixo de 5%, talvez tão baixo quanto investir dois pontos adicionais do PIB global nos lugares certos.

E perceba a palavra “investir”. Não estamos falando de queimar pilhas de dinheiro em algum grande sacrifício aos espíritos da Terra. Falamos em fazer investimentos em novas tecnologias e infraestrutura, como baterias avançadas para armazenar energia solar e redes elétricas modernizadas para distribuí-la. Esses investimentos vão criar empregos novos e oportunidades econômicas, e provavelmente serão economicamente lucrativos em longo prazo, reduzindo em parte os gastos com saúde e salvando milhões de pessoas de doenças causadas pela poluição do ar. Podemos proteger as populações mais vulneráveis dos desastres climáticos, nos tornarmos melhores ancestrais para as gerações futuras e criar uma economia mais próspera nesse processo.

De alguma forma, esta notícia maravilhosa foi deixada de lado no acalorado debate sobre a mudança climática. Devemos trazê-la para o centro, não somente para dar esperança às pessoas, mas ainda mais porque pode ser traduzida em um plano de ação político concreto. Nos últimos anos, aprendemos a definir nossa meta em termos de um número: 1,5°C. Podemos definir os meios para fazer isso com outro número: 2%. Aumentar o investimento em tecnologias e infraestrutura ecológicas em dois pontos percentuais acima dos níveis de 2020.

Obviamente, ao contrário do valor de 1,5°C, que é um consenso científico, a cifra de 2% representa apenas uma estimativa. Deve ser entendida como um valor aproximado, útil para enquadrar o tipo de projeto político que a Humanidade exige. Ele nos diz que prevenir a mudança climática catastrófica é um projeto totalmente viável, embora obviamente custe muito dinheiro. Como o PIB global é agora de cerca de US$ 85 trilhões, 2% são cerca de US$ 1,7 trilhão. Isso significa que, para salvar o meio ambiente, não precisamos inviabilizar completamente a economia ou abandonar as conquistas da civilização moderna. Só precisamos acertar nossas prioridades.

Assinar um cheque de 2% do PIB global anual está longe de ser toda a história. Não resolverá todos os nossos problemas ecológicos, como oceanos repletos de plástico ou a contínua perda de biodiversidade. E, mesmo para evitar mudanças climáticas catastróficas, precisamos garantir que os fundos sejam investidos nos lugares certos e que os novos investimentos não tenham seus próprios efeitos ecológicos ou sociais negativos. Se destruirmos ecossistemas para extrair metais raros que são necessários para a indústria de energias renováveis, podemos perder tanto quanto ganhamos. Também precisaremos mudar alguns comportamentos e formas de pensar, do que comemos a como viajamos. Nada disso será fácil. Mas é por isso que temos políticos — o trabalho deles é lidar com as coisas difíceis.

Os políticos são muito habilidosos em transferir 2% dos recursos daqui para lá. É o que eles fazem o tempo todo. A diferença entre as políticas dos partidos de direita e de esquerda frequentemente equivale a alguns pontos percentuais do PIB. Quando confrontados por uma grande crise, os políticos transferem muito mais recursos para combatê-la. Em 1945, por exemplo, os EUA gastaram cerca de 36% de seu PIB para vencer a Segunda Guerra Mundial.

Durante a crise financeira de 2008-2009, o governo dos EUA gastou cerca de 3,5% do PIB para salvar instituições financeiras consideradas “grandes demais para falir”. Será que, talvez, a Humanidade também não devesse tratar a floresta amazônica como “grande demais para falir”? Considerando-se o preço atual das terras da floresta tropical na América do Sul e o tamanho da floresta amazônica, comprar toda ela para proteger as florestas locias, a biodiversidade e as comunidades humanas de interesses comerciais destrutivos custaria cerca de US$ 800 bilhões, ou menos de 1% do PIB global.

Apenas nos primeiros nove meses de 2020, governos de todo o mundo anunciaram medidas de estímulo no valor de quase 14% do PIB global para lidar com a pandemia da Covid-19. Se os cidadãos os pressionarem o bastante, os políticos poderão fazer o mesmo para lidar com a crise ecológica, assim como os bancos de investimento e fundos de pensão. Esses fundos detêm cerca de US$ 56 trilhões. De que adianta uma pensão se você não tem futuro?

Hoje, nem empresas nem governos estão dispostos a fazer o investimento adicional necessário para evitar a mudança climática catastrófica. Para onde vai o dinheiro?

Em 2020, os governos gastaram US$ 2 trilhões em suas forças armadas — 2,4% do PIB global. A cada dois anos, outros 2,4% do PIB global são gastos em alimentos que vão para o lixo. Os governos também gastam cerca de US$ 500 bilhões anualmente em — veja isso — subsídios diretos para combustíveis fósseis! Isso significa que, a cada 3,5 anos, os governos preenchem um cheque no valor equivalente a 2% do PIB global anual de presente para a indústria de combustível fóssil. Pior: quando se leva em conta os custos sociais e ambientais que a indústria de combustíveis fósseis provoca, sem ser obrigada a pagar por eles, o valor desses subsídios chega a impressionantes 7% do PIB global anual a cada ano.

Agora considere a evasão fiscal. A União Europeia estima que o dinheiro escondido pelos ricos em paraísos fiscais vale cerca de 10% do PIB global. Todos ano, outros US$ 1,4 trilhão em lucros são escondidos no exterior por corporações, o que equivale a 1,6% do PIB global. Para evitar o apocalipse, provavelmente precisaremos impor novos impostos. Mas por que não começar recolhendo os antigos?

O dinheiro está lá. Claro que cobrar impostos, cortar orçamentos militares, acabar com o desperdício de comida e cortar subsídios é mais fácil de falar do que fazer, especialmente diante de alguns dos lobbies mais poderosos do mundo. Mas isso não requer um milagre. Requer apenas organização determinada.

Portanto, não devemos sucumbir ao derrotismo. Sempre que alguém diz: “É tarde demais! O apocalipse está próximo!”, responda: “Não, podemos pará-lo com apenas 2%”. E quando a COP27 se reunir em novembro de 2022, no Egito, devemos dizer aos líderes reunidos que não é suficiente fazer promessas futuras vagas de 1,5°C. Queremos que eles peguem suas canetas e assinem um cheque de 2% do PIB global anual. 

*Yuval Noah Harar é o autor de "Sapiens", "Homo Deus" e "Sapiens: Edição em quadrinhos". As fontes de dados deste artigo podem ser encontradas aqui.

_________________________________________________Francês de 75 anos morre ao cruzar o Oceano Atlântico

Ele ativou seus sinalizadores de socorro e não fez nenhum contato desde então; barco foi encontrado virado em alto mar

O Globo e agências internacionais
22/01/2022 - 18:50 / Atualizado em 22/01/2022 - 18:53
Barco com Jean Jacques Savin, de 75 anos foi encontrado em Açores Foto: PHILIPPE LOPEZ / AFP
Barco com Jean Jacques Savin, de 75 anos foi encontrado em Açores Foto: PHILIPPE LOPEZ / AFP



PARIS — O corpo de um francês, de 75 anos, que remava pelo Atlântico desde o início do ano foi encontrado sem vida dentro da cabine de sua canoa. 

A informação foi confirmada pela equipe dele à AFP neste sábado. Antes disso, Jean Jacques Savin, que ainda comemorou seu aniversário a bordo de sua canoa "Audaz", no dia 14 de janeiro, partiu de Sagres (sul de Portugal) com o objetivo de se tornar "senior do Atlântico" e "se divertir com a velhice".

"Infelizmente, desta vez o oceano foi mais forte do que nosso amigo, que adorava velejar e o mar", disse um comunicado em sua página no Facebook. As circunstâncias exatas de sua morte ainda não foram determinadas.

Nesta sexta-feira, ele ativou seus sinalizadores de socorro e não fez nenhum contato desde então. Segundo a sua equipe, a segurança marítima portuguesa localizou o seu barco virado na altura dos Açores na sexta-feira e neste sábado, um mergulhador conseguiu descer e entrar no barco.

A filha de Jean, Manon, disse que as buscas foram realizadas imediatamente em coordenação com os serviços de salvamento francês, português e americano". Segundo o responsável pela comunicação da equipe de voluntários, o francês estava em alto mar, a norte da Madeira, em direção para a pequena ilha de Ponta Delgada, no arquipélago dos Açores, para reparos em seu barco.

Após ser desviado por causa dos ventos fortes e ter alongado consideravelmente o percurso planejado, ele teve sérios problemas, causados por falhas de baterias elétricas e coletores solares. Savin planejava passar cerca de três meses em sua canoa de 8 metros, que ele chamava de seu "amigo".



____________________________________________FÁBIO FARIA entrou com um processo contra ERNESTO ARAÚJO por calúnia, injúria e difamação.

MP vê possível DIFAMAÇÃO, mas NÃO CALÚNIA

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em depoimento à CPI da Covid no ano passado Imagem: Adriano Machado/Reuters

Thaís Barcellos Brasília 22/01/2022 15h00

O Ministério Público do Distrito Federal se manifestou pela rejeição parcial da queixa-crime do ministro das Comunicações, Fábio Faria, contra o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Faria entrou com um processo contra seu ex-colega de governo por calúnia, injúria e difamação na última quinta-feira (20), na 7ª Vara Criminal de Brasília, motivada por declarações feitas por Araújo durante o programa ConversaTalk, no mês passado. A promotora de Justiça Maria Dalva Borges Holanda apresentou parecer contrário à acusação de crime de calúnia, mas orientou que, com declínio de competência para um dos Juizados Especiais de Brasília, prossiga o processo de difamação, "cuja pena máxima em abstrato seria inferior a dois anos de detenção".

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A queixa-crime de Fábio Faria foi motivada por declaração de Araújo, no programa Conversa Talk, de que o atual ministro das Comunicações teria entregue o "5G para a China".

Em sua decisão, a promotora de Justiça citou um "pacífico entendimento" do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios que diz que o crime de calúnia não pode ser configurado por afirmações vagas e genéricas.

"Portanto, considerando o modo como os fatos foram narrados pelo autor na exordial, tem-se que o crime de calúnia não está suficientemente descrito, eis que não há como deduzir, de modo minimamente seguro e apto a embasar uma acusação na esfera penal, que os fatos atribuídos pelo querelado ao querelante configurem crime de prevaricação."

Por outro lado, a decisão afirma que "atribuir a um Ministro de Estado a prática de pautar suas ações para atender interesses de um estado estrangeiro" pode ser "fato ofensivo a sua honra objetiva", configurando, em tese, crime de difamação. Faria anunciou a abertura do processo através das redes sociais na última quinta-feira (20). "Enquanto a gente trabalha pelo Brasil, uns só atrapalham. A partir de agora, mentiras e teorias esdrúxulas, fruto de criações mentais, serão tratadas na justiça", disse no dia.


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Suprema Redundância da Suprema Infâmia - Camila Ribeiro

Por Camila Ribeiro

Julian Assange
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____________________________________________Neymar NÃO aceita explicação de Zélia_Duncan e diz que HONRA foi ofendida

Neymar afirma que Duncan EXTRAPOLOU a LIBERDADE de EXPRESSÃO 

Ele processa a cantora por postagem na internet, em que ela afirma que o jogador é uma "decepção"

O atacante Neymar afirmou na última sexta-feira que não viu explicação razoável na resposta enviada por Zélia Duncan à Justiça, em processo de difamação movido pelo jogador. A informação foi publicada pelo site UOL.

Em petição enviada ao Judiciário, o atleta do PSG reforçou que teve sua honra ofendida nos tuites feitos pela artista em setembro do ano passado, quando ela escreveu que o jogador é uma "decepção".

Após o jogo contra o Peru, em setembro, Neymar disse a um repórter que não sabia mais o que fazer para ser respeitado. O atleta estava incomodado com críticas relacionadas ao seu peso. Zélia, então, criticou o atleta no Twitter.

"Não sou de futebol, mas Neymar me parece até agora uma promessa como atleta e uma decepção como cidadão. Quer respeito? Dê-se a ele e mostre serviços. Ah, e pague seus impostos!", escreveu a artista na rede social.

O comentário foi apagado logo depois. A postagem irritou o jogador que foi à Justiça. Para Neymar, Zélia Duncan extrapolou a liberdade de expressão.

A defesa de Zélia Duncan havia se manifestado no processo afirmando apenas que ela expôs sua opinião, sem ofender ou ultrapassar os limites da liberdade de expressão nas críticas feitas ao jogador. Lembrou ainda que Neymar é uma pessoa pública e está sujeito a críticas da imprensa e do grande público.

Ao UOL, a contora havia dito que "não há motivo para isso (processo) ir adiante. É engraçado saber que o Neymar fez isso. Acho muito desproporcional para um cara que tem tanto o que fazer, mas alguma coisa doeu nele. Estamos em tempos difíceis de internet", afirmou Zélia, em outubro, quando soube do processo.


____________________________________________Capa de novo álbum do Mundo Livre S/A vira alvo da milícia bolsonarista

20 de janeiro de 2022, 15:44

247 - A capa do nono álbum da banda pernambucana Mundo Livre S/A, intitulado Walking Dead Folia, virou alvo da milícia bolsonarista antes mesmo do seu lançamento oficial, previsto para esta quinta-feira (20). A imagem, que faz alusão ao negacionismo e inação de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia, foi marcada por bolsonaristas como o vereador Carlos Bolsonaro e o secretário especial de Cultura, Mário Frias.

 A ilustração, de autoria de Wendell Araújo, mostra diversas figuras, com um Adolf Hitler vestido com uma faixa verde-amarela, e foliões carregando num caixão um palhaço morto vestido com uma camiseta da seleção brasileira onde se lê “Sorria, você teve alta!”.  

“Nas últimas horas, comecei a notar que as postagens são mais de bolsonaristas, marcando perfis da Polícia Federal, do [vereador] Carlos Bolsonaro... e do [secretário especial de Cultura] Mário Frias (risos)”, disse o vocalista e fundador da banda, Fred 04 ao jornal O Globo. “Você sabe que está furando a bolha quando começa a aparecer esse tipo de coisa!”, completou o músico.

Além de denunciar o descaso de Jair Bolsonaro em relação à pandemia, o título do álbum faz referência a um bloco carnavalesco que de fato existiu em Olinda. “Esse bloco realmente existia, num carnaval mais underground da madrugada, de décadas atrás. Era uma galera que saía com um caixão de madeira e que botava nele qualquer um que encontrasse apagado na calçada. Só não fui jogado num caixão desses, depois de ter detonado um garrafão, porque um colega ficou me vigiando na sarjeta”, ressaltou Fred 04. 

As músicas do novo disco possuem uma forte carga de crônica política e social, além de estarem relacionadas à questões pessoais vividas por Fred 04 durante a pandemia. 

Escute o álbum em uma das plataformas de streaming.

____________________________________________A Folha precisa salvar o próprio rabo

2022-01-20 Moisés Mendes Jornalistas pela Democracia

É histórico, exemplar e inspirador o manifesto de jornalistas da Folha contra a manobra do jornal de publicar textos com abordagens racistas em nome de pluralidade e diversidade. É uma bravura a ser aplaudida não só pelos colegas jornalistas.

O fundamentalismo avança no Brasil pela disseminação de desinformação, alienação, resignação e omissões. E segue em frente bem acomodado também no reboque da covardia.

O nazismo prosperou na Alemanha e na Paris ocupada porque muitos se acovardaram. Recorrer ao argumento da defesa da pluralidade, para dar espaço a pensadores do racismo, é uma forma de se acovardar.

O que a Folha está dizendo é que, para acalmar seus leitores racistas, precisa abrir espaços a tudo o que os clichês do cinismo chamam genericamente de contraditório.

A Folha subestima seus leitores. É um vexame que tal argumento seja usado num momento em que até a imprensa das corporações não admite, por exemplo, dar espaço a ideias negacionistas difundidas nas redes sociais e na mídia bolsonarista como sendo “o outro lado”.

William Bonner chegou a ler editorial no Jornal Nacional, no ano passado, em que a Globo deixava claro: aqui não haverá espaço a quem se vale do direito de opinião para negar a ciência e se dedicar à propaganda da cloroquina e à sabotagem da vacinação. 

Mas a Folha acha que, para mimar seus brancos que se consideram oprimidos pelos negros, pode publicar textos de defensores da classe média decadente e reacionária refugiada no colo de Bolsonaro.

A Folha joga para a sua torcida branca e bolsonarista, mesmo que dissimulada, para fomentar falsas controvérsias e melhorar audiências.

Se a Folha acredita mesmo no que defende, deverá potencializar seu ponto de vista com decisões que reafirmem essa postura. Deve abrir espaço a negacionistas, na mesma medida em que concede a teóricos do racismo reverso.

A Folha é desafiada, na mesma linha, a contratar articulistas que ataquem a democracia em nome de uma pretensa defesa da democracia.

Deve chamar para seus quadros articulistas grileiros, garimpeiros e contrabandistas de madeira que falem da ameaça dos defensores da Amazônia aos seus negócios criminosos.

Que contrate não só colunistas eventuais e avulsos defensores da grilagem reversa, mas fixos e bem remunerados.

O manifesto dos jornalistas emparedou a Folha e não terá, como alguns pretendem, o efeito contrário de fortalecer a ideia de que o jornal pratica a diversidade.

O custo da repercussão do manifesto é maior do que as vantagens para o jornal que sempre tenta vender a conversa de que é plural. A Folha que se vangloriava de ter o rabo preso com os leitores está agora com o rabo nas mãos dos racistas.

O custo é alto. A empresa parece estar se divertindo com o marketing da pluralidade, como já fez outras vezes. Mas a guerra não é mais apenas, como nos anos 80, de democratas contra sabotadores da redemocratização.

O Brasil e o mundo ficaram mais complexos. Não adianta insinuar que denunciar racismo é exagerar na abordagem das questões identitárias.

As convicções do jornal passam a ser testadas. São duas as alternativas mais óbvias: aprofundar a ideia da pluralidade a qualquer custo ou recuar e rever a conduta da radicalização das ‘liberdades’ com pensadores identificados com a extrema direita.

O bom é que a Folha acionou a bravura dos próprios jornalistas, como acontecia na ditadura. Com a diferença de que na ditadura os comandos do jornalismo e os donos dos jornais aderiram em algum momento ao barulho das redações. A Folha precisa salvar pelo menos o próprio rabo.

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ANTIPROFISSIONALISMO de Sóbis INFELIZMENTE é COMUM 

Atacante Rafael Sobis participa de treino do Cruzeiro - Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Atacante Rafael Sobis participa de treino do Cruzeiro Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Rodolfo Rodrigues 19/01/2022 17h33

O ex-atacante Rafael Sóbis deu uma declaração polêmica nessa semana para o canal do Duda Garbi no Youtube, dizendo que tirou o pé quando defendia o Cruzeiro, em 2016, para não prejudicar o Internacional, se ex-clube, que lutava contra o rebaixamento, na penúltima rodada do Brasileirão daquele ano.

Se o Cruzeiro vencesse aquele jogo, o Colorado, clube que revelou Rafael Sóbis para o futebol, seria rebaixado. No fina, o Inter ganhou por 1 x 0, mas depois, na rodada seguinte, acabou mesmo rebaixado. O não-profissionalismo de Sóbis naquela partida e o desrespeito pela camisa do Cruzeiro e seus torcedores, pouco adiantou no final.

Rodolfo Rodrigues: Seis times do Brasileirão 2022 têm técnicos estrangeiros

A atitude de torcedor de Sóbis, condenável no futebol profissional, infelizmente é comum entre jogadores no esporte. Seja para beneficiar um ex-clube, a si mesmo ou para prejudicar um rival. Não foram poucos os casos em que vimos isso. Em 2001, Edmundo, atuando pelo Cruzeiro, perdeu um pênalti em São Januário na derrota para o Vasco, clube onde foi profissionalizado, por 3 x 0. Depois do jogo, o ex-atacante ainda acenou para a torcida vascaína. Mas em seguida foi demitido pelo clube mineiro.

Em 2005, o ex-meia Roger Flores, bateu um pênalti de maneira bem duvidosa, muito por cima do gol, na disputa por pênaltis contra o Figueirense, onde o Corinthians acabou eliminado. A atitude irresponsável do jogador visava prejudicar o técnico Daniel Passarella. Anos depois, o Chinelinho acabou revelando que realmente fez de propósito. Banal...

Em 2009, na final na última rodada do Brasileirão, o Grêmio colocou seu time reserva já que não tinha o interesse em vencer do Flamengo para ajudar o rival Internacional a levantar a taça. Douglas Costa, do tricolor, anos depois, confessou ter dado uma 'pedaladas erradas', para não ficar manchado por ajudar o rival a ser campeão. E por aí vai...

No último Brasileirão, o meia Luan, do Corinthians, teve a chance de marcar o gol da vitória contra o Grêmio e rebaixar seu ex-clube. Mas acabou desperdiçando um contra-ataque, quando passou a bola para Róger Guedes, num momento em que poderia ter arriscado o chute para o gol.

O torcedor pode não acreditar que o jogador do seu time tome uma atitude como essa. Mas é sempre bom ficar de olho. Aquele que na semana do jogo contra o ex-clube que já discursa dizendo que não vai comemorar gol contra o ex-clube já é bem duvidoso. Respeito pela camisa da equipe atual vale menos que do time anterior. Infelizmente é assim e assim será.

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Vaivém das Commodities: Se o mundo não for ágil, mudanças climáticas vão afetar produção de alimentos

Alerta é do subdiretor-executivo de fundo de investimentos em clima da ONU; as secas serão mais intensas, e as enchentes, mais constantes

Se nada for feito, os efeitos das mudanças climáticas vão trazer um cenário de grandes desafios para a América Latina e para o Caribe nos próximos anos.

A região vai presenciar secas mais constantes, chuvas mais intensas e inundações de maiores proporções. E um dos setores mais prejudicados será a agropecuária.

As preocupações são de Javier Manzanares, subdiretor-executivo do Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund), o maior fundo de financiamento climático do mundo, criado pela Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Lavoura de soja atingida pela seca em Soledade (RS); Emater-Rs calcula perdas de 25% a 45% na região - Diego Vara/Reuters

Um dos principais setores entre os mais prejudicados será a agricultura, com perda de produtividade, devido a extremos de seca e de frio.

O cenário do ano passado já mostrou isso. Enquanto algumas culturas foram castigadas pelo excesso de calor e pela seca, outras foram prejudicadas pelo frio intenso, como ocorreu com o café.

Para Manzanares, é necessária uma mudança de gestão ou o processo produtivo de alimentos será afetado. Para dar respostas às mudanças climáticas, o fundo quer participar mais nas Américas com investimentos em mitigação da emissão de gás de efeito estufa e na busca de maior resiliência climática.

Nesta segunda-feira (18), quando Manuel Otero assumiu o segundo mandato à frente do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), o instituto e o FVC anunciaram uma iniciativa de redução da emissão de gás metano na pecuária, com recursos de US$ 100 milhões. A carteira do FVC é de US$ 20 bilhões.

O IICA é uma das entidades credenciadas pelo fundo para implementar projetos financiados pela sua carteira. No Brasil, o Funbio, o BNDES e a Caixa Econômica Federal também são credenciados.

Apesar de a agropecuária ser responsável por 25% das emissões de gases, é também um setor muito sensível às mudanças climáticas, e acaba interferindo na economia com​o um todo, diz Manzanares.
O setor é responsável por aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto e 23% das exportações da região. Além disso, é responsável por 70% da água consumida.

"Isso nos obriga a ter uma agenda prioritária na avaliação dessas mudanças climáticas, e uma administração mais eficiente da água", afirma o subdiretor do fundo.

Mas a região não é só problemas. Graças aos seus recursos naturais e à sua biodiversidade, ela pode se converter em um líder mundial em preservação, segundo Manzanares.

Economias verdes podem ter um papel central, e o bom uso e a boa administração de recursos naturais geram um poder geopolítico importante. São duas partes da mesma moeda, segundo ele.

O fundo, por meio de entidades parceiras, financia projetos que visem a redução de emissões de gases e busquem dar maior resiliência aos fatores climáticos em países em desenvolvimento. O Brasil teve sete projetos aprovados, com financiamentos de US$ 380 milhões.

Manzanares diz que os projetos aprovados em mais de uma centena de países abrangem vários setores, entre eles agricultura, florestas, uso racional da água, uso da terra, indústria e geração de energia renovável.

As exigências para que um projeto seja aprovado englobam uma série de critérios de investimentos definidos pelo fundo.

Entre elas estão a participação de comunidades beneficiárias na formulação do projeto, quanto vai ser mitigado e a que custo, como o projeto beneficia grupos vulneráveis, cofinanciamento e estimativas de benefícios ambientais, sociais e econômicos.

Além disso, benefícios gerados para mulheres, população indígena e aceitação do projeto pelo governo do país.

O subdiretor do FVC não deixa de ter preocupações com o futuro da América Latina e do Caribe. "Se não conseguirmos desenvolver mecanismos mais flexíveis e mais ágeis de controle dos efeitos do clima, não vamos dar soluções para os produtores, principalmente para os pequenos", afirma ele.

Os esforços têm de gerar mecanismos de apoio a agricultores e pecuaristas, por meio de um fluxo melhor de financiamento e pela busca de processos mais eficientes de produção.

Entidades de apoio, como o IICA, têm papel preponderante nesse quesito, segundo ele. "Se não encontrarmos solução, os efeitos das mudanças climáticas vão afetar cada dia mais a agricultura e a pecuária."

Geada prejudica plantações de café em Minas

Café A safra de 2022 renderá 55,7 milhões de sacas de café, 17% a mais do que em 2021. Apesar da alta, a produção poderia ser ainda maior, não fossem os estragos provocados pela seca e por geadas nos cafezais no ano passado.

Café 2 A produção e café arábica deverá ficar em 38,8 milhões de sacas, conforme a primeira previsão de safra da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Se confirmado, o volume terá aumento de 23%, em relação a 2021.

Café 3 A safra de café do tipo conilon sobe 4,1% neste ano, atingindo 17 milhões de sacas. Enquanto a principal produção de arábica está em Minas Gerais (27 milhões de sacas), Espírito Santo tem a liderança no conilon (11,6 milhões).

Soja Em janeiro de 2021, o produtor de soja de Mato Grosso​ precisava de 12,1 sacas para comprar uma tonelada de fertilizantes. Neste mês, necessita de 28,5 sacas. O aumento foi de 136%, segundo dados da MacroSector.

Soja 2 A saca passou de R$ 170,72 para R$ 176,16 no mesmo período, com evolução de 3%. Em relação a janeiro de 2020, no entanto, o aumento é de 102%. Sobre janeiro de 2019, atinge 133%. Os dados são do Cepea.


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Josias de Souza - Falta bilheteria para o circo da segurança no Rio

Colunista do UOL

19/01/2022 16h33

O oposto do antigovernismo primário é um pró-governismo inocente, que aceita todas as presunções dos governantes a seu próprio respeito. Em matéria de segurança pública no Rio de Janeiro, isso inclui concordar com a afirmação do governador fluminense Claudio Castro de que o Programa Cidade Integrada, deflagrado nesta quarta-feira na favela do Jacarezinho, é "um grande processo de transformação das comunidades do estado do Rio." Algo que "vai muito além da segurança."

O que espanta não é a hipocrisia eleitoreira de Claudio Castro. A politicagem pelo menos é algo esperado de um governador-tampão que pleiteia a reeleição. O que assusta mesmo é a aposta do doutor na hipótese de que um pedaço da sociedade, em desespero, ainda se dispõe a acreditar que o governo do Rio, em ruínas, colocou em pé uma iniciativa capaz de "mudar a vida da população" pobre, levando dignidade e oportunidade" a quem está submetido ao poder paralelo da bandidagem.

A "integração" prometida por Claudio Castro faz lembrar a UPP, Unidade de Polícia Pacificadora do cleptogoverno de Sergio Cabral. Alega-se novamente que logo chegarão às favelas políticas públicas voltadas à criação de oportunidades e empregos. Por ora, desembarcaram no Jacarezinho e arredores 1.200 policiais —400 da Polícia Civil e 800 da PM. Portavam 42 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

Sob Cabral, as presidências petistas de Lula e Dilma despejaram verbas federais no Rio. Ainda assim, a UPP derreteu antes que o pedaço social do Estado conseguisse estabelecer-se nos morros. Agora, falta financiamento para o picadeiro de Castro. A polícia antecipou-se até às explicações do governado sobre os meandros do seu projeto. Ele promete para sábado a entrevista em que esmiuçará sua mágica.

Quando os traficantes davam as cartas, os governantes do Rio prometiam tirar coelhos da cartola. Hoje, o tráfico é suplantado pela milícia. E Castro deseja convencer o eleitorado de que conseguirá retirar cartolas de dentro dos coelhos.

Recomenda-se uma dose de ceticismo a quem não quiser ser infectado pelo vírus que transforma eleitores em bobos. O Rio habituou-se a conviver com três tipos de governadores. Entre os mais recentes, há os que já passaram pela cadeia (Garotinho, Rosinha e Pezão) há o que ainda está em cana (Cabral) e há o que aguarda na fila (Wilson Witzel).

Para complicar, o próprio Castro, que assumiu o trono após a cassação de Witzel, também se encontra sob investigação. Quer dizer: a criminalidade não está apenas nas bocas de fumo ou nos escritórios da milícia. O crime organizado ocupou os palácios Guanabara e Laranjeiras, sede da administração estadual e residência oficial do governador.

Quando era deputado federal, Bolsonaro ocupou a tribuna da Câmara para elogiar milicianos —gente que despia a farda de policial nas horas vagas para vender segurança a preços módicos a comerciantes e moradores das áreas conflagradas. Na campanha de 2018, ensaiou um lamento: "As milícias tinham plena aceitação popular, mas depois acabaram se desvirtuando. Passaram a cobrar gatonet e gás".

O então presidenciável esqueceu de mencionar o transporte clandestino e as construções ilegais. Os lapsos de memória são compreensíveis. Bolsonaro tinha ao seu redor o ex-sargento e operador de rachadinhas Fabrício Queiroz, além do ex-capitão Adriano da Nóbrega. O primeiro livrou-se da cadeia graças a prestígio dos amigos nos tribunais superiores de Brasília. O segundo foi passado nas armas no interior da Bahia.

No Rio, Bolsonaro impulsionou a eleição de Witzel, um ex-juiz que prometeu extinguir a corrupção e "mirar na cabecinha" dos bandidos. Foi deposto por desvio de verbas da saúde. Antes disso, Luiz Pezão, o antecessor de Witzel, armou com Michel Temer uma intervenção federal cenográfica na segurança do Rio.

Eis o que disse Temer na ocasião: o governo adotará "todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas" que infernizam o Rio de Janeiro. Faltavam dez meses para o melancólico encerramento de sua gestão. De no que está dando. Chefiava a "intervenção" o general Braga Netto, hoje ministro da Defesa e opção de candidato a vice na chapa de Bolsonaro.

Nesta quarta-feira, enquanto a polícia escalava o Jacarezinho, Claudio Castro, o governador-tampão do Rio, passava o pires em Brasília. Sob intensa oposição do Tesouro Nacional e da Procuradoria da Fazenda Nacional, tenta convencer a gestão Bolsonaro a ignorar pareceres técnicos que desaconselham a admissão do Rio na UTI federal do plano de recuperação fiscal.

De duas, uma: ou Bolsonaro adere ao espetáculo do seu aliado ou Castro terá de explicar na entrevista de sábado como fará para levantar a lona do circo eleitoral da segurança pública, com o prometido viés social, sem bilheteria.

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Opinião - Voltaire de Souza: Nada de pânico

Saliva. Garganta. Contaminação.

A variante ômicron se instala no país.

No seu gabinete, o capitão Morretes avaliava o cenário.

–Dois sargentos de cama…

Ele ia corrigindo a planilha.

–Mas nada de pânico.

O sorriso era de superioridade.

–A corporação continua trabalhando normalmente.

Ele apagou o cigarro no cinzeiro de metal.

–Ainda mais com a bandidagem solta por aí.

O olhar de Morretes se fixou no cinzeiro.

–Presente de fim de ano da minha equipe.

Uma caveira com as insígnias do batalhão.

–As operações continuam. Com Covid ou sem Covid.

Ele chamou alguns subordinados.

–Vamos lá. Quem aí tem medo de bandido?

–Ninguém, capitão.

–Quem tem medo de Covid?

–É cloroquina e bala, capitão.

–Nada de pânico.

–Positivo, capitão.

–Positivo? Quem está positivo aí?

O sargento Nóbrega ficou confuso.

–Haha. Brincadeira, sargento.

A viatura chegou com alarde no Jardim Lata d’Água.

Três rapazes negros comiam esfiha num Monza 88.

–Vamos saindo do carro. Sem pânico.

O adolescente Kedson tentava se explicar com a boca cheia.

–Nhungnhem fava fafendo nhada.

Morretes disparou a arma.

–Quem cospe aqui é ela. E mais ninguém.

O vírus tem suas variantes.

Mas a normalidade nem sempre se altera.

História da letalidade policial no RJ

____________________________________________A linha turva entre proteção e protecionismo na China da 'Covid zero' | Marcelo Ninio - O Globo

19/01/2022 • 08:52

Mulher faz teste de swab para Covid-19 em Pequim | NOEL CELIS/AFP

O aparecimento da variante Ômicron em Pequim era esperado, apesar do alerta máximo para as Olimpíadas de Inverno que começam dia 4. A surpresa foi como a Ômicron (supostamente) chegou: pelo correio.

Segundo as autoridades de saúde da capital chinesa, o primeiro caso da nova variante na cidade foi possivelmente causado por um vírus que viajou num envelope enviado do Canadá no dia 7, e passou por Estados Unidos e Hong Kong antes de chegar a Pequim no dia 11. Correios entraram na linha de defesa contra a pandemia, escolas voltaram ao ensino à distância e a população foi alertada a usar luvas e máscara ao manusear pacotes do exterior.

A versão foi amplamente divulgada no país, aumentando o temor de que “casos importados” são um dos grandes perigos de propagação da Covid-19 na China. De certa forma, é apenas uma variante mais agressiva do mesmo discurso mantido pelas autoridades chinesas desde o início da pandemia. Só que antes o foco era o risco de contaminação por produtos alimentícios importados, e agora se estendeu também a cartas do exterior. A tese de que o vírus pode ser transmitido por alimentos ou pacotes não tem evidências científica segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas continua bem viva na China.

Ela levou a medidas extremas de controle sanitário dos alimentos que chegam ao país, e em muitos casos a bloqueios por suspeita de contaminação. Em 2020 houve diversas suspensões na importação de produtos do Brasil, como carnes e frutos do mar, após as autoridades chinesas alegarem que foram detectados traços de coronavírus em embalagens. Como efeito colateral, a suspeita com os alimentos brasileiros dificultou no ano passado a liberação das vendas de carne bovina do país para o mercado chinês. Embora o motivo da suspensão tenha sido a ocorrência de dois casos do mal da vaca louca e não a Covid, a imagem negativa do Brasil no combate à pandemia tornou mais rígidas as exigências dos chineses, que só reabriram seu mercado em dezembro após mais de três meses de árduas negociações.

Para fontes do mercado, mesmo admitindo que a estratégia de contenção da pandemia na China seja ditada por preocupações sanitárias, há sinais de que esteja em sintonia com interesses do mercado doméstico, como o controle de preços, deixando turva a linha entre proteção e protecionismo. Em 2020 o Brasil uniu-se ao Canadá num protesto na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas extremas de controle sanitário da China a alimentos importados, que na prática seriam uma espécie de restrição comercial. Mas a paralisia da OMC tornou o organismo incapaz de avançar normas e resolver conflitos.

Enquanto isso, as exigências chinesas aumentaram o custo para os exportadores sem que jamais fosse comprovada claramente a presença de um vírus ativo nos produtos importados. Há vários exemplos. Os bloqueios tornaram especialmente caótica a situação nas fronteiras da China com o Vietnã, a Tailândia e Mianmar. No fim do ano passado, as importações de pitaia do Vietnã foram suspensas após a descoberta de três casos positivos de Covid, deixando mais de cinco mil caminhões empacados na fronteira.

Centenas de carregamentos de bananas, mangas, jacas e outras frutas de vários países vizinhos estragaram na espera e acabaram no lixo. O excesso de rigor gerou protestos nos países atingidos e questionamentos também na China. Embora as restrições tenham ajudado os produtores locais, que se beneficiaram da menor competição e do aumento de preços, há quem tema retaliações contra produtos chineses e limites excessivos num país que, afinal, depende das exportações de alimentos para satisfazer a demanda doméstica.

Apesar das restrições, a sedução exercida pelo maior mercado importador de alimentos do mundo supera a disposição dos exportadores em protestar contra normas cada vez mais rígidas, mesmo quando elas cheiram a restrição comercial. O importante é não perder o negócio.

O rigor das normas chinesas de importação não é uma simples barreira protecionista, pondera o influente blog Dim Sums, especializado no setor agrícola da China, ainda que elas tenham esse efeito. O maior impacto é “catapultar" a posição do país como um agente determinante para ditar as regras do comércio internacional, afirma o blog: “Depois de anos sendo atormentada a obedecer os padrões de segurança alimentar do Japão, dos EUA e da Europa, a China tem um pretexto para exigir que os exportadores cumpram intermináveis requerimentos para inspeções, certificações e registros”.

Com a confirmação do primeiro caso da variante Ômicron em Pequim, as restrições ganharam contornos de boicote. Autoridades municipais de saúde recomendaram à população que evite comprar produtos importados como forma de combater a propagação do vírus. Quase simultaneamente, o apelo doméstico chocou-se com a retórica que o país direciona para o exterior. No mesmo dia, o presidente Xi Jinping disse num discurso para o Fórum Econômico Mundial que "protecionismo e unilateralismo não protegem ninguém”.

A duas semanas do início da Olimpíada de Inverno e do Ano Novo Chinês, é compreensível que o governo esteja empenhado em endurecer as medidas para que o esforço de dois anos na contenção da pandemia não seja perdido. Até que se prove o contrário, as ações tomadas, principalmente a testagem em massa, o rastreamento e o confinamento de populações em áreas de risco, têm se mostrado eficientes para frear surtos recentes, apesar de seu custo e da ameaça de propagação do Ômicron.

Na terça, a Comissão Nacional de Saúde registrou 87 novos casos no país, um número alto para as ambições da estratégia nacional de "Covid-zero", porém irrisório na comparação com surtos em outros países. Alheio ao ceticismo internacional, o governo sustenta que a estratégia não será alterada, e que o número ainda relativamente baixo de casos da doença justifica a decisão. Mas usar o medo do que vem do exterior como arma contra a Covid, justamente na véspera do desembarque de milhares de atletas estrangeiros, não parece ser a melhor receita para projetar no mundo uma imagem positiva do país, uma das metas de Pequim ao sediar os Jogos Olímpicos pela segunda vez. Além disso, contraria o discurso permanente do governo em defesa do livre comércio e suas críticas à xenofobia.

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Bruno Mazzeo pede à Justiça que viúva de Chico Anysio seja julgada à revelia por não prestar contas | Ancelmo - O Globo


Por Ana Cláudia Guimarães

19/01/2022 • 16:00
Bruno Mazzeo pede à Justiça que Malga di Paula, viúva de Chico Anysio, seja julgada à revelia por não prestar contas do período em que era inventariante do espólio do humorista.

Bruno Mazzeo

Bruno Mazzeo pede à Justiça que Malga di Paula, viúva de Chico Anysio, seja julgada à revelia por não prestar contas do período em que era inventariante do espólio do humorista. Malga foi citada por meio eletrônico para prestar contas no processo que pede a prestação de contas no inventário dos bens deixados por Chico Anysio. Mas não respondeu à Justiça sobre os pedidos e nem se pronunciou nos autos do processo movido por Bruno Mazzeo e os herdeiros.

Por decisão judicial, Malga foi retirada da função de administrar os bens deixados por Chyco Anysio em 2017. Desde então, Bruno Mazzeo passou a ser oficialmente o inventariante do espólio e tenta na Justiça que a viúva preste contas dos gastos apurados no período e a comprovação dos valores. O processo corre na 2ª Vara de Família da Barra da Tijuca.

O oficial de justiça relatou nos autos do processo que a citação foi positiva, Malga teria recebido o teor do mandado via WhatsApp, o que é previsto em lei, e que, disse ele: “Ressalto que, apesar da confirmação de recebimento não ter sido explícita, a Ré aparece com status on-line, logo após o envio das mensagens, confirmando o acesso às mesmas. Certifico ainda que mantive um rápido contato telefônico com a ré, em ligação oriunda de número diverso, porém a mesma desligou ao perceber ser esta oficial de justiça ao telefone, passando a recusar as ligações”.

A citação foi feita em junho de 2021.

____________________________________________Vaivém das Commodities: QUEBRA de SAFRA com CHUVA e SECA vai PROLONGAR INFLAÇÃO dos ALIMENTOS 

Eventos climáticos reduzem ofertas de feijão, leite, arroz, milho e soja

A esperada pressão menor dos alimentos no bolso do consumidor não deverá ocorrer nos próximos meses. A seca atual afeta exatamente os produtos que são os mais importantes no dia a dia dos consumidores.

Seca no Sul e excesso de chuva em partes do Sudeste e do Centro-Oeste vão reduzir as ofertas de feijão, leite, arroz, milho e soja. Os produtos que não vão diretamente para a mesa dos consumidores, como soja e milho, pesam na formação dos custos de proteínas e de óleos vegetais.

A inflação do campo começou de forma mais acentuada a partir de 2018. Daquele ano até o fim de 2021, os preços dos alimentos ficaram 43% mais altos para os consumidores, uma taxa superior aos 24,6% da inflação geral do período.

Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que indica uma aceleração também neste início de ano.

Colheita de arroz orgânico em São Jerônimo (RS) no assentamento do MST, maior produtor desse alimento na América Latina - Divulgação/MST

Na primeira quadrissemana deste mês (dados que incluem preços das últimas três semanas de dezembro e da primeira de janeiro), os alimentos subiram 1,2% na cidade de São Paulo, acima do 0,57% da inflação total do período.

A Fipe considera que, de cada R$ 100 gastos pelos paulistanos com renda de um a dez salários mínimos, R$ 25 são com alimentos. As altas no varejo estão refletindo os aumentos de preços no campo, acelerados após os estragos provocados pelas condições climáticas no país.

O consumidor vai demorar para ter seu poder de compra recuperado. Os produtos agrícolas, à exceção de arroz e de carne suína, estão com patamares recordes de preço no campo. Já as perspectivas de recuperação econômica, e a consequente volta do emprego, estão distantes.

Com a quebra de safra, os estoques finais de alimentos, já projetados com redução para este ano, devem ficar ainda menores. Feijão e milho são os que mais preocupam.

A área de plantio da leguminosa vem perdendo espaço para soja e milho, devido à melhor rentabilidade desses dois. Neste ano, o Paraná, principal produtor de feijão na primeira safra, reduziu a área em 9%, e o estado é um dos que terão queda de produção devido à seca.

Números da Conab, que ainda não apontam o tamanho total do estrago provocado pela seca, indicam um potencial de produção de 988 mil toneladas de feijão nesta primeira safra. Na avaliação do órgão, o potencial da região Sul e dos estados de Minas Gerais e de Goiás, áreas afetadas por seca ou por excesso de chuva, era de 650 mil toneladas.

Os estoques finais, projetados em 239 mil para a safra 2021/22, são 9% inferiores aos da média dos últimos anos. Esse é um produto do qual o país tem dificuldade em formar estoque, e o ajuste da demanda acaba sendo feito pelo preço.

O arroz está entre os poucos produtos que iniciam o ano com preços em queda, em relação a 2021. O excesso de calor no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, no entanto, diminui a oferta de água nos reservatórios e a produtividade esperada não está garantida.

Já os estoques finais de milho estão projetados em 9,6 milhões de toneladas nesta safra, 28% a menos do que se esperava antes do agravamento da seca.

Esses números da Conab ainda não contemplam a redução de produção prevista por assessorias independentes. A quebra nesta safra de verão reduzirá a oferta do cereal no primeiro semestre, uma vez que a safra de inverno —a safrinha, que é a de maior volume— ainda não está semeada.

O Brasil aposta as fichas na safra de inverno, estimada em 86 milhões de toneladas. No ano passado, o volume colhido ficou em apenas 61 milhões, devido a seca e geadas.

Uma nova quebra na safrinha deste ano faria o país ficar, mais uma vez, dependente de importações, além de reduzir a capacidade de exportações. O consumo interno é de 77 milhões de toneladas.

O milho poderá ter outros fatores de alta. As estimativas são de reajuste nos preços do petróleo, o que dá sustentação ao cereal. Pelo menos um terço da produção de milho dos Estados Unidos vai para a produção de etanol. No Brasil, o milho já representa 10% da produção desse combustível.

Além do efeito de alta de preços, devido à quebra de safra, o consumidor interno vai pagar mais pelos alimentos devido à concorrência externa.

A demanda mundial continua acelerada, e a China ainda mantém expectativas de uma boa evolução do PIB (Produto Interno Bruto).

Com isso, os chineses vão continuar levando soja, açúcar e carnes, produtos que já estão em patamares elevados de preços no Brasil em 2022, em relação ao início de 2021.

Falta de chuvas atinge propriedades rurais no RS

Além da demanda externa, que provoca alta também nos preços internos, há uma pressão sobre os custos de produção para os agricultores.

Transporte, energia, dólar, juros e dificuldades na obtenção de insumos forçam uma alta dos custos de produção das commodities. Se tiver demanda, esses custos são repassados para os preços.

Os alimentos atingiram um patamar bastante elevado nos últimos anos, o que afasta parte dos consumidores das compras, devido à perda de renda.





____________________________________________Conheça o casal que inspirou 'Eduardo e Mônica' e que está junto há quatro décadas

Leonice e Fernando Coimbra eram amigos de Renato Russo, mas não se veem representados pelos personagens da canção

São Paulo

O Eduardo fantasiado por Renato Russo em sua célebre canção era ingênuo e pouco dado ao estudo. A Mônica se preparava para ser médica e era bem mais velha. Lá para o final da letra, eles não podem ir viajar porque o filhinho ficou de recuperação. Mas as figuras que inspiraram o artista em "Eduardo e Mônica" não eram bem assim.

Pouca gente sabe, mas o casal da letra existe mesmo –ou, pelo menos, quase. Lançada em 1986 e agora adaptada para o cinema, a faixa do Legião Urbana tomou como inspiração o relacionamento de uma das grandes amigas de Russo, a artista plástica Leonice de Araújo Coimbra, com o marido, Fernando Coimbra.

Confira cenas do filme 'Eduardo e Mônica'

Na época em que ele compôs a faixa, o músico ligou para a amiga –como fazia com frequência, enquanto trabalhava em novas canções– e mostrou a ela o que, ninguém sabia ainda, se tornaria um verdadeiro fenômeno musical.

"Sempre que ele compunha ele me ligava, ou ligava para outras amigas, para mostrar. E aí certa noite ele me ligou e disse que a música era para nós. Eu, honestamente, não estava nem aí naquele momento. Foi só com o tempo que eu fui reconhecer o tamanho do presente que ele, o melhor amigo que eu tive em toda a vida, me deu", diz Leonice, por telefone.

A indiferença inicial se deve ao fato de ela ser uma pessoa reservada e de não se reconhecer na personagem imaginada por Russo. Leonice não estudou medicina nem era tão mais velha que Fernando –que, por sua vez, ela considera o verdadeiro intelectual da relação.

Leonice de Araújo Coimbra e Fernando Coimbra, o casal que era amigo de Renato Russo e o inspirou na criação de "Eduardo e Mônica"
Leonice de Araújo Coimbra e Fernando Coimbra, o casal que era amigo de Renato Russo e o inspirou na criação de "Eduardo e Mônica" - Arquivo pessoal

Leonice fala com este repórter do México, para onde se mudou há poucos meses com o marido, que é embaixador do Brasil no país, carreira que é difícil imaginar Eduardo trilhando. Filha do casal, a também artista Nina Coimbra –que não ficava de recuperação– concorda que o pai é o oposto do personagem. "Na música o Eduardo parece um pouco bobo, ingênuo, e meu pai não é nada disso", afirma.

"Eu acredito que o Renato escreveu essa música idealizando um pouco a minha mãe –o que faz sentido, porque ele era mais próximo dela. Mas a energia da história, esse encontro de amor, isso realmente existe, porque eles são referência de um casamento bacana, são mesmo como feijão com arroz."

O casal conheceu Renato Russo nos anos 1980, num centro acadêmico da Universidade de Brasília, onde Fernando estudava antropologia. O músico estava lá para tocar com sua banda e Leonice ficou hipnotizada pela performance. "Nós nos apaixonamos fraternalmente de cara", diz ela.

Depois, eles foram trabalhar juntos num jornal publicado pelo Ministério da Agricultura e, com o tempo, se tornaram grandes amigos. Leonice lembra uma viagem que ela fez com o marido no início dos anos 1990, para Nova York. Ao encontrar o estúdio que haviam alugado, se deparou com Russo, recém-chegado à cidade, na porta, perguntado se poderia se hospedar com eles –de início, ela não gostou da ideia, mas no fim as férias foram "bárbaras".

Renato Russo foi uma presença constante em sua vida e na de Nina, a filha. Mesmo quando a família começou a mudar de um país para o outro, por causa da carreira de Fernando na diplomacia, o músico sempre se fez presente.

Nina lembra que quando o telefone de casa tocava de madrugada, eles tinham certeza –Renato Russo estava ligando. Por causa do fuso, eles precisavam se falar em horários nada ortodoxos, mas a chamada era sempre motivo de festa.

"Eu lembro de ter, durante a infância, essa noção de que o amigo da minha mãe era um pop star. E o Renato gostava disso. Quando estávamos no Brasil, ele ia nos buscar na escola, fazia tudo ser uma grande cena, com todo mundo enlouquecido. Ele gostava de estar entre crianças, receber esse tipo de afeto, de um público que dava uma atenção menos agressiva para ele", conta ela.

As viagens da família, sem data para acabar, motivaram o líder do Legião Urbana a escrever uma outra canção para Leonice, "Uma Outra Estação". Nela, ele canta que "está longe, em outra estação". "Voltarás na terça-feira/ És fogo e gelo ao mesmo tempo/ E vai ser bom/ Do Equador, da Venezuela, do Uruguai/ Teremos o fim de semana só para nós", diz a letra, escrita numa época em que a amiga morava em Quito, capital equatoriana.

Hoje aos 63 anos, Leonice se lembra de Renato Russo, morto em 1996 por complicações da Aids, com carinho. É como se tivesse vivido um segundo amor em sua juventude —um com Fernando, claro, e outro não romântico, com o líder do Legião Urbana. Ela se lembra dele como uma pessoa extremamente culta e também muito generosa.

Renato Russo

Com Fernando, a relação já dura 42 anos. Breve por causa do receio de expor detalhes da vida pessoal, Leonice conta que os dois frequentavam as mesmas rodas e festas nos anos de faculdade e com frequência se cruzavam. As conversas não passavam de amenidades, "mas aí teve um dia que aconteceu e nós começamos a namorar", diz a artista plástica, com discrição.

Ela agora se mostra ansiosa para ver "Eduardo e Mônica" ganhando as telas, no filme homônimo que chega aos cinemas. Ela não se envolveu no projeto, embora Nina tenha feito uma participação especial. "Eu certamente vou ficar emocionada, mas mais pelas lembranças do Renato. Ele certamente teria adorado, ia palpitar para caramba, talvez até quisesse dirigir", brinca Leonice.

"No fim, não tem a menor importância se essa história tem a ver ou não comigo. Eu não quero soar clichê, mas a verdade é que o importante mesmo é entender que nós nada seríamos sem amor. ‘Eduardo e Mônica’ fala de uma história que deve se repetir aos montes por aí, e eu fico muito honrada de a ter motivado de alguma forma."

____________________________________________Alexandre PATO posta e deleta na sequência apoio ao NEGACIONISMO de Djokovic: “RESISTÊNCIA contra o TOTALITARISMO ”


18 de janeiro de 2022, 13:41

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247 - Alexandre Pato, do Orlando City, chamou a atenção por mais uma ação fora dos campos. Em publicação nos ‘stories’ do Instagram – apagada em seguida – o atacante defendeu o tenista Novak Djokovic, proibido de disputar o Australian Open por não se vacinar contra a Covid-19. Na postagem, desfilou negacionismo, chamando o imunizante de “picada experimental”, e xenofobia, ao se referir ao Novo Coronavírus como “peste chinesa”. A reportagem é do portal Lance.

Surfando na onda do negacionismo, Alexandre Pato se referiu a Djokovic como uma lenda do esporte e um herói a ser seguido no “movimento de resistência contra o totalitarismo”. Com o intuito de exaltar o tenista, também citou ações solidárias do sérvio.

____________________________________________Opinião - Demétrio Magnoli: Putin, o cálculo do fraco

Com a Ucrânia, chefão do Kremlin quer evitar um exemplo para a Belarus e para os próprios russos

Cerca de 100 mil militares russos cercam a Ucrânia, ao leste, norte e sul. Gestos valem mais que palavras. A ameaça de invasão, óbvia, mas negada pela diplomacia de Moscou, vai acompanhada por um ultimato: os EUA devem oferecer, no mínimo, garantia legal de que a Ucrânia jamais será admitida na Otan. Diante da exigência impossível, assoma a pergunta: qual é o plano oculto de Putin?

Na aurora da Guerra Fria, a Finlândia firmou o tratado de 1948 com a URSS que impediu seu alinhamento geopolítico com os EUA. "Finlandização": o termo passou a descrever a neutralidade forçada de um Estado soberano. Putin exige a "finlandização" da Ucrânia, não por meio de um acordo bilateral, mas por um tratado com os EUA. A resposta negativa não surpreendeu ninguém. De outro modo, Washington estaria limitando a soberania ucraniana.

A Otan não incorporará a Ucrânia no horizonte previsível, pois rejeita herdar o conflito interno provocado pelo controle separatista da região de Donbass. Mais que a adesão à aliança militar ocidental, Putin teme o espectro de um Estado ucraniano próspero e democrático. O chefão do Kremlin almeja evitar o surgimento de um exemplo para a Belarus e, sobretudo, para os próprios russos. O "inimigo interno", não o externo – eis o ponto.

A hipótese de invasão não emana da força, mas da fraqueza estrutural da Rússia. A economia russa, que equivale à soma da França com a Holanda, assenta-se sobre exportações de combustíveis fósseis. O tempo opera contra Putin. Mas qual é o curso de ação correto?

A opção militar minimalista é a ocupação do Donbass por tropas russas e a anexação formal da pequena região separatista à Rússia, no modelo aplicado à Crimeia. A transformação da fronteira militar interna em fronteira política internacional seria, porém, um equívoco fatal. Sem a guerra crônica contra milícias apoiadas por forças especiais russas, a Ucrânia estaria livre para aderir à Otan, o que garantiria a segurança de suas novas fronteiras. Putin perderia o conflito congelado que assegura sua influência sobre o futuro da nação vizinha.

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A opção maximalista é a ocupação do conjunto da Ucrânia. A operação militar duraria poucas semanas, em virtude da superioridade absoluta das forças russas.

Contudo, é patente a inviabilidade de manter indefinidamente a ocupação de uma nação hostil de 41 milhões de habitantes, similar à do Iraque ou do Afeganistão. Putin, um líder que sabe fazer cálculos, nem mesmo contemplaria um cenário dessa natureza.

Sobra, entretanto, uma assustadora opção intermediária, capaz de abalar os fundamentos da arquitetura de segurança da Europa. A Rússia tem a oportunidade de ocupar todo o leste ucraniano, até o rio Dnieper, além da faixa litorânea sul, privando-a de Odessa e saídas ao mar Negro. São regiões ucranianas que abrigam, predominantemente, populações russófonas. Haveria prolongada resistência porque, para uma vasta maioria, a identidade nacional tem valor maior que a pertinência linguística. Mesmo assim, a aventura teria mais chance de sucesso que a desvairada hipótese de ocupação completa.

Em 1949, a Alemanha foi cindida em dois Estados separados pela Cortina de Ferro. No fim, quatro décadas depois, o Muro caiu e a Alemanha Ocidental incorporou a fracassada Alemanha Oriental. Putin pode, porém, acreditar que a Ucrânia se desviaria do roteiro alemão.

Hoje, os EUA concentram-se na rivalidade global com a China. Sem uma Guerra Fria, Washington carece dos incentivos geopolíticos que geraram o Plano Marshall e o compromisso estratégico sintetizado na criação da Otan. Kiev, ao contrário de Berlim, ficaria só: a bipartição destruiria a frágil economia ucraniana e secaria o solo no qual se tenta semear uma democracia europeia.

Um cálculo desse tipo pode revelar-se certo ou errado. Mas, antes, acenderia a centelha de uma catástrofe.

____________________________________________Reportagem: Mauricio Stycer - DirecTV avisa que vai deixar de exibir canal de notícias da extrema direita

Mauricio Stycer Colunista do UOL 16/01/2022 16h22

Uma das principais operadoras de TV por assinatura nos EUA, com cerca de 15 milhões de assinantes, a DirecTV comunicou que não vai mais oferecer o canal One America News (OAN) a partir de abril, quando termina o contrato. A notícia é um golpe duro no canal e afeta o campo mais conservador da política americana.

Lançado em 2013, o One America News (OAN) se posicionou à direita da FoxNews, um canal notoriamente conservador. Com posições frequentemente mais próximas da extrema-direita, o OAN foi um defensor aguerrido do presidente Donald Trump (2017-2021), ajudou a difundir variadas teorias da conspiração e sempre apoiou a tese de que a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020 foi roubada.

Cinco dias após a Associated Press ter declarado vitória de Joe Biden, a OAN continuou a insistir que Donald Trump havia vencido. O canal seguiu se referindo a Trump como "presidente Trump" (enquanto se referia a Biden sem mencionar o seu título) por meses após a posse do novo presidente, em 21 de janeiro de 2021.

Apresentadores da Fox News podem ser contra vacina, mas os acionistas não

Durante a pandemia de coronavírus, uma comentarista do OAN afirmou que a doença foi criada em um laboratório na Carolina do Norte, e disse que Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, financiou a criação da covid. Em novembro de 2020, após anunciar a falsa cura da doença, o canal foi suspenso do You Tube por uma semana, mas continuou publicando vídeos na sua própria plataforma.

Segundo a Bloomberg, que noticiou a decisão da DirecTV, a operadora não divulgou as razões para interromper o contrato. Segundo o noticiário, em outubro de 2021, Robert Herring., fundador da OAN, afirmou que o canal foi criado a pedido de executivos da AT&T, que é dona da DirecTV. Segundo ele, 90% das receitas do canal vinham do contrato com a operadora.


____________________________________________A atriz Françoise Forton, 64 anos, acaba de falecer no Rio | Ancelmo - O Globo

Por Ancelmo Gois 16/01/2022 • 16:03

Françoise Forton acaba de falecer no Rio

Françoise Forton, 64 anos, acaba de falecer no Rio, na Clínica São Vicente, onde estava internada. Casada com o querido Eduardo Barata, mãe de Guilherme Forton Viotti, a atriz fez mais de 40 novelas, mas está  sem atuar na TV desde 2019.  Ela lutava contra um câncer. Françoise já tinha tido a doença em 1989, quando estava gravando "Tieta".

A atriz nasceu no Rio de Janeiro e iniciou sua vida artística em 1969, em uma pequena participação na novela "A últimavalsa". Quatro anos depois, foi do elenco de "A grande família". Ela interpretava a namorada do Turco, papel vivido por Luiz Armando Queiroz. 

Além do filho Guilherme e do viúvo, Françoise Forton deixa duas enteadas: Maria Eduarda e Maria Antônia, filhas de Eduardo Barata.

Vá em paz, Françoise!

____________________________________________NUBANK. A fintech deixa de ser o BANCO + VALIOSO (¿•?) da América Latina APÓS QUEDA na Bolsa pela SUBIDA dos JUROS nos EUA. 

A fintech terminou a sexta-feira, 14, avaliada em US$ 37,4 bilhões - Divulgação
A fintech terminou a sexta-feira, 14, avaliada em US$ 37,4 bilhões Imagem: Divulgação

Matheus Piovesana e Altamiro Silva Junior Em São Paulo 15/01/2022 14h30

A expectativa de um aumento dos juros mais intenso nos Estados Unidos teve impacto extra nas novas empresas de tecnologia e fez o valor de mercado do Nubank cair abaixo do valor do Itaú. Assim, o Nubank perdeu o posto de banco mais valioso da América Latina. 

A fintech terminou a sexta-feira, 14, avaliada em US$ 37,4 bilhões, enquanto o maior banco privado do Brasil valia US$ 39,5 bilhões. Quando abriu capital, em dezembro, o Nubank foi avaliado em US$ 42 bilhões.

Neste começo de 2022, o banco digital, que fez uma das maiores aberturas de capital nos Estados Unidos no ano passado, vê sua ação cair 13,4%. Comparativamente, os papéis do Itaú negociados na mesma Bolsa de Nova York sobem 13,3% no período. Os do Bradesco (que tem valor de mercado de US$ 32,9 bilhões), têm alta 10,2%.

Empresários pedem retomada de benefício a exportadores

Entre as fintechs, empresas de pagamentos e de tecnologia nos EUA, a corretora digital Robinhood cede 15%, a Toast perde 25% e a Affirm tem queda de 31%.

O movimento é geral. O índice de empresas de tecnologia Nasdaq já cai quase 5% este ano, enquanto os bancos como Goldman Sachs, JPMorgan, Citi e Morgan Stanley passaram a prever elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já em março, seguida de mais três altas até dezembro. De zero, o juro dos EUA deve ir para 2% ou 2,5%, tornando mais caro o custo de capital para as empresas. E as de tecnologia são as que mais precisam de dinheiro.

A economista para Estados Unidos do Citi, Veronica Clark, avalia que o discurso do Fed passou a ficar mais contracionista, na medida em que a inflação americana não dá trégua. Se antes o banco previa a primeira alta de juros nos EUA em junho, agora vê o aumento ocorrendo em março. Clark não descarta que ocorra um aumento mais intenso neste começo de 2022, de 0,50 ponto porcentual. Esse movimento tende a reduzir a liquidez (disponibilidade de dinheiro) no mercado financeiro.

Além da questão do Fed, o executivo de uma empresa brasileira que abriu o capital recentemente nos Estados Unidos, conta que companhias brasileiras estão sendo ainda mais penalizadas na onda de reprecificação das ações do setor de tecnologia. O temor com o risco fiscal, a perspectiva até de uma recessão este ano e a incerteza eleitoral estão contribuindo para a queda mais intensa das ações quando comparadas aos pares internacionais, diz ele.

Esse movimento, no entanto, é desigual. Enquanto Nubank, PagSeguro, Stone e XP recuam ou estão no zero a zero, as ações de algumas das mais tradicionais empresas brasileiras sobem em Nova York. Além dos bancos, os papéis da Petrobras acumulam alta de 13%, e os da Vale, de 10%. Até as aéreas Azul e Gol operam no positivo, apesar do revés trazido ao setor de viagens com a variante Ômicron do coronavírus.

É natural que, diante de um ciclo de alta de juros, os investidores prefiram papéis de empresas com modelo de negócio já estabelecido e lucro estável. Produtoras e exportadoras de commodities, Petrobras e Vale são fortes pagadoras de dividendos. Assim como os bancos brasileiros, que estão entre os mais rentáveis do mundo. O Nubank, assim como muitas fintechs, ainda opera no vermelho - teve prejuízo de R$ 528,4 milhões nos nove primeiros meses do ano passado.

Uma pista está no movimento dos investidores estrangeiros na B3. Neste mês, eles aportam R$ 6,8 bilhões no mercado local, e segundo fontes, o maior interesse é em produtoras de commodities, em especial diante da aceleração da inflação no mundo todo, que tende a expandir os preços dos produtos dessas empresas.

Otimismo

O movimento de mercado que tirou do Nubank o posto de banco mais valioso da América Latina contrasta com as expectativas de analistas para os resultados da fintech. Após o IPO, bancos de investimento começaram a cobrir a ação com estimativas otimistas para o futuro, com previsões de lucros bilionários a partir de meados desta década.

Em relatório divulgado na quinta-feira, o UBS BB previu que o Nubank deve chegar a 52 milhões de clientes nos resultados do quarto trimestre de 2021, que ainda serão divulgados. A operação ainda dará prejuízo, mas os analistas destacaram que, pelo critério ajustado, ficará próxima do zero a zero, com perda de US$ 15 milhões.

"O ARPAC (sigla em inglês para receita média por cliente ativo) deve se expandir um pouco mais, e acreditamos que este é o principal indicador a se monitorar", escreveram os profissionais. A carteira de crédito do Nubank deve saltar 81%, estimam, para US$ 6 bilhões.

Por outro lado, há um contraste em relação aos números esperados pelo próprio UBS BB para o Itaú. O maior banco brasileiro deve apresentar lucro trimestral de R$ 7 bilhões, afirma a casa, com uma carteira de crédito próxima de R$ 800 bilhões e margens de R$ 20,1 bilhões. 


____________________________________________Família de ambientalistas é assassinada a tiros no Sul do Pará

“Zé do lago”, sua esposa Márcia, e Joene, a filha menor de idade do casal. 

www.brasil247.com - A família de ambientalistas foi assassinada a tiros no Pará. Os motivos ainda são desconhecidos pela polícia
A família de ambientalistas foi assassinada a tiros no Pará. Os motivos ainda são desconhecidos pela polícia (Foto: Reprodução
A família era conhecida na região pela soltura de quelônios e por atividades de proteção ambiental

11 de janeiro de 2022, 18:01 h

A família de ambientalistas foi assassinada a tiros no Pará. Os motivos ainda são desconhecidos pela polícia (Foto: Reprodução)

247 - Em mais um triste caso de assassinato de ativistas ambientais, três membros de uma família na região de São Félix do Xingu, no Sul do Pará, foram mortos a tiros.

Conhecidos na região pela soltura de quelônios e por atividades de proteção ambiental, as vítimas moravam há mais de 20 anos na região. Segundo a polícia, o assassinato pode ter ocorrido há cerca de três dias, devido ao estágio avançado de decomposição dos corpos.

Os três corpos encontrados são de um homem conhecido como “Zé do lago”, sua esposa Márcia, e Joene, a filha menor de idade do casal. 

O corpo de Márcia foi encontrado boiando às margens do Rio Xingu. Os corpos do pai e da filha foram encontrados às proximidades da casa da família. O crime chocou a população local pela crueldade. 

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O Brasil é o quarto país do mundo que mais mata ambientalistas, de acordo com relatório da ONG Global Witness. No ano de 2020, foram assassinadas 227 pessoas -- uma média de quatro mortes por semana, de ativistas que tentavam defender seus territórios, o direito à terra, seus meios de subsistência e o meio ambiente.

A Polícia Civil do estado do Pará informou, em nota, que está apurando o crime: “A Polícia Civil comunica que uma equipe está realizando diligências na região para localizar os autores do triplo homicídio ocorrido na ilha da Cachoeira do Mucura, às margens do Rio Xingu, no município de São Félix do Xingu. A PC ressalta ainda que qualquer informação que auxilie no esclarecimento do fato, pode ser repassada via Disque-denúncia, 181”. (Com informações do Globo


____________________________________________Projota: ‘Já perdi muito na vida, mas ali veio tudo de uma vez’

Rapper exorciza a experiência de rejeição no ‘BBB 21’ e a morte da avó no disco ‘A saída está dentro’: ‘Sabia que era assim e não culpo ninguém além de mim’

O rapper Projota Foto: Fred Othero / Divulgação

O rapper Projota Foto: Fred Othero / Divulgação
O rapper Projota Foto: Fred Othero / Divulgação
O rapper Projota, de 35 anos, passou a infância curtindo “filme de vitória” (“eu era moleque e gostava de ‘Karatê Kid’, queria ver o cara que apanha muito, dá a volta por cima e vence no final”). Em março do ano passado, depois de algumas polêmicas e discussões com o colega de casa e também rapper Lucas Penteado, ele deixou o “Big Brother Brasil 21” com uma votação do público que expôs uma rejeição de 91,89% — uma das mais altas da história do programa, mas não a da polarizada edição (que ainda teve os recordistas negativos Viih Tube, Nego Di e Karol Conká).

De uma hora para outra, o “Daniel LaRusso paulistano”, que venceu as principais batalhas no mundo do rap e se sagrou artista de grande sucesso, virou Johnny Lawrence — o valentão que passou o filme “Karatê Kid” fazendo bullying com Daniel e acabou derrotado vergonhosamente na luta final. Mas a vida segue. E, se o vilão do longa de 1984 encontrou a redenção 34 anos depois na série de TV “Cobra Kai”, por que não Projota? Provar para todos — e principalmente para si mesmo — que ainda tem muito a contribuir artisticamente e que a vida não é um reality show é a sua missão agora com “A saída está dentro”, álbum que chega ao streaming às 21h desta quinta-feira.

— Eu sabia que o “Big Brother” era assim, e não culpo ninguém além de mim. Não consegui entender que o tempo ali não seria suficiente para as pessoas verem que não existem anjos e demônios lá dentro, mas seres humanos. E sou impulsivo demais — admite, em entrevista por Zoom, esse artista que viveu em 2021 a pior fase de sua existência. — Já perdi muito jogo na vida, mas ali veio tudo de uma vez. Perdi a avó por quem fui criado [ela morreu em junho], um cachorro e um gato. Perdi amizades, fãs, contratos e prestígio, perdi boa parte do alicerce que levei 20 anos para construir. Você se sente injustiçado, é como se tivesse passado um furacão.

Resumir esse sentimento de quando saiu do “BBB” foi a tarefa a que Projota se impôs em “Volta”, uma das faixas de “A saída está dentro”, que ele antecipou ano passado como single. Com versos como “meu ego faz eu perder meu rumo / minha humildade faz pedir perdão” e “ouvi dizer que eu estava cancelado / o seu cancelamento hoje eu vou cancelar”, a canção, muito aguardada pelo público, exigiu empenho do artista que nunca fizera música por encomenda.

— Quando saí da casa, estava ainda com uma energia muito negativa. Eu escrevia e ficava uma coisa meio raivosa, ou muito de coitadinho. Tive que esperar o tempo passar — conta. — Eu estava me sentindo totalmente derrotado. Já tive depressão e posso falar: se não fosse pela minha esposa e pela minha filha, talvez eu não estivesse aqui agora. Mas, depois de tudo, ganhei seguidores, contratos, publicidade, coisas que não aconteciam para mim no rap. Consegui humanizar minha imagem. Dancei axé, me maquiei, brinquei, fiz de tudo e muita gente viu isso. Hoje consigo valorizar o “BBB”. Quando saí da casa, eu só pensava: “Mano, o que é que eu fui fazer lá?”

De um dos versos de “Volta”, Projota tirou o título do álbum: “A saída está dentro”.

— A depressão é o grande mal que assola a Humanidade, desde antes da pandemia. Ela é um lugar que não tem portas, não tem janelas, não tem um sofá. E como é que você sai dali, desse lugar em que você muitas vezes não sabe que está? A saída está mais para dentro, é quando você olha para o interior de si mesmo — ensina o rapper. — Isso tem a ver com reality, com internet, com intolerância e com desigualdade social. É importante, por exemplo, que as pessoas cobrem das figuras públicas que elas ajam de uma forma melhor, mas existe um exagero. Eu acho que fui para o “Big Brother” no momento errado.

Casado (com a atriz Tâmara Contro) e com uma filha pequena (Marieva, que faz 2 anos no mês que vem), o rapper está cada vez mais caseiro e menos presente nas redes sociais.

— Estou tentando ficar mais equilibrado nesse sentido, porque não dá para não estar nas redes, é o meu trabalho. Hoje eu tenho que me esforçar para estar on-line, para fazer os stories, para mostrar conteúdo à galera, os fãs anseiam por isso. Eles querem muito o dia a dia, tipo eu aqui em casa fritando ovo — diz ele, que não se anima muito em ver outros fazendo o mesmo dentro do “BBB 22”, cuja estreia está marcada para a semana que vem. — Sou do tipo que acompanha o programa pelo Instagram. Não posso dizer que quando começar o “BBB 22” eu não vou me empolgar e assistir, mas eu acho difícil. Agora tenho uma outra perspectiva de tudo isso, é impossível julgar alguém.

Falso moralismo

Composto em estúdio, ao longo de sessões de improvisos com músicos, “A saída está dentro” é o disco mais orgânico da carreira de Projota, com faixas que se dividem entre o romantismo mais deslavado (“Pássaros”, “Ladrão de estrelas” e as duas partes de “Chuva de novembro”) e a indignação pura e simples — como se pode ver em “Homens de bem”, uma das músicas que ele compôs no pré-confinamento do “BBB” e que gravou com Nando Reis, para falar de machismo, violência e falso moralismo.

—Quando comecei a escrevê-la, eu estava falando de mim. Foi uma evolução que me permitiu enxergar que, se não cuidar de mim mesmo, eu posso me tornar o cara no bordel em Paris — ilustra o rapper. — A sociedade te dá dois caminhos: ou você não cresce, ou cresce e se torna um lixo. A gente tem que encontrar o equilíbrio.

Já em “O hype”, com Fernandindo Beatbox, Projota aponta o dedo para o que chama de “rap fascista”.

— As pessoas querem ter direto à opinião mesmo que essa opinião tire a vida e a liberdade de outras pessoas. A gente vive num país extremamente polarizado e era difícil imaginar que dentro do rap a gente ia passar isso. Mas isso existe também — diz. 

— A gente enxerga isso com muita estranheza. Para mim, não faz qualquer sentido o cara ouvir rap e votar no Bolsonaro. Você ouviu esse bagulho a vida toda e depois vota em alguém que não tem nada a ver com o nosso corre? Isso é o absurdo!

____________________________________________Onda de calor na América do Sul pode elevar temperaturas a quase 50 graus

Onda de calor pode fazer com que cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai registrem temperaturas próximas dos 50ºC Imagem: Getty Images

Julia Braun - Da BBC News Brasil, em São Paulo 12/01/2022

Uma onda de calor intensa atinge a região central da América do Sul nesta semana e pode fazer com que cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai registrem temperaturas recordes, próximas dos 50ºC. Causado por uma massa de ar quente e seca, o fenômeno repercute também no sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem chegar a 40ºC.

Os primeiros sinais do aquecimento já são sentidos desde segunda-feira (10/1), quando a cidade de San Antonio Oeste, na Patagônia argentina, registrou 42,8ºC, e a província de Mendoza foi colocada sob alerta vermelho.

Onda de calor rara atinge RS, que pode ter temperaturas recordes; entenda

Nesta terça-feira (12/1), a previsão de máxima de 37ºC para Buenos Aires foi superada e os termômetros marcavam 40ºC por volta das 16h do horário local - a maior temperatura desde 1995.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), a capital argentina enfrenta seu quarto dia mais quente em 115 anos, ou desde que os registros passaram a ser arquivados em 1906.

A expectativa é que o calor só cresça nos próximos dias. Os locais mais quentes da Argentina devem registrar entre 45ºC e 47ºC, de acordo com previsões feitas pela MetSul, empresa de meteorologia gaúcha. Os termômetros uruguaios devem ficar entre 41ºC e 43ºC.

Já no Brasil, as temperaturas mais altas no Rio Grande do Sul devem ser marcadas no oeste do estado, com máximas entre 10ºC e 15ºC acima da média para esta época do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de perigo para 216 municípios do RS em razão da onda de calor.

De acordo com o modelo feito pela MetSul, a área da cidade de Uruguaiana pode ver uma escalada de calor com máximas de 41ºC e 42ºC nos próximos dias. Até regiões mais frias, como a Serra Gaúcha, podem ter marcas extremas no final da semana, com máximas de até 37ºC em Caxias do Sul e ao redor dos 40ºC nos vales de Farroupilha e Bento Gonçalves.

Em Porto Alegre e região, o calor será maior no final da semana e no próximo fim de semana, com marcas ao redor ou acima dos 40ºC e índices de radiação ultravioleta entre 11 e 16. A Defesa Civil do município pede cuidado extremo e recomenda que a população se proteja do sol, mantenha a hidratação constante e evite exercícios entre 10h e 16h.

A maior temperatura já registrada no Rio Grande do Sul, de acordo com os dados oficiais contabilizados desde 1910, foi de 42,6ºC, nos verões de 1917, em Alegrete, e de 1943, em Jaguarão.

Prejuízos no campo e cortes de energia

O impacto das condições climáticas extremas deve ser sentido especialmente pelos agricultores. A região que engloba o sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina sofreu perdas significativas no cultivo com uma profunda seca que marcou o ano que passou, e as temperaturas elevadas podem agravar ainda mais a situação.

No Rio Grande do Sul, 159 municípios já estão em situação de emergência devido à estiagem que começou em novembro. Os prejuízos registrados até o momento estão espalhados pela produção de grãos, frutas, hortigranjeiros e leite.

Já no sul da Argentina, onde as chuvas não acumularam nem 200 milímetros em todo o ano de 2021, a seca atinge especialmente o polo portuário de Rosário, onde cerca de 80% das exportações agrícolas do país são carregadas.

"O setor agropecuário que já vinha sofrendo com a falta de chuva deve ser ainda mais castigado pelas altas temperaturas. O calor em excesso afeta diretamente o desenvolvimento das plantas e pode queimar as plantações", diz Olivio Bahia, meteorologista do Inmet.

Há ainda risco de incêndios florestais e quedas de energia. No Uruguai, os primeiros dias de 2022 já foram marcados por imagens assustadoras do fogo no oeste do país. Cerca de 37 mil hectares foram arrasados nas regiões de Paysandú e Río Negro, marcando a maior queimada da história do país.

Enquanto isso, as autoridades argentinas já alertavam desde a semana passada para a possibilidade de uma crise de abastecimento de luz com cortes de energia em Buenos Aires e outras cidades do país. Só nesta terça-feira, 11 bairros e 700 mil usuários ficaram sem luz na capital.

A falta de energia está associada à alta demanda e ao baixo nível dos rios que abastecem as usinas hidrelétricas do país.

O cenário preocupante levou o governo argentino a reunir vários ministérios e organismos para coordenar ações que possam amenizar os riscos provocados pelas altas temperaturas.

No encontro realizado na segunda-feira, as autoridades discutiram a ampliação da oferta de unidades de terapia intensiva, centros de diálise e neonatologia para acompanhar a população mais vulnerável e buscaram soluções para manter o fornecimento de energia e água.

"Fizemos contato com governadores e prefeitos para unir forças e responder a esta difícil situação excepcional", disse à imprensa o ministro chefe da Casa Civil, Juan Manzur.

O ministro chefe da Casa Civil argentina, Juan Manzur (ao centro, com o microfone), em reunião em Buenos Aires sobre alta das temperaturas no país Imagem: Jefatura de Gabinete de Ministros de ArgentinaO que está causando o calor extremo?

Segundo Éder Maier, especialista em climatologia da América do Sul e membro do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a onda de calor atual é consequência da massa de ar quente e seca instalada entre a Argentina e o Brasil. O fenômeno é favorecido pela área de alta pressão atmosférica que está atuando sobre o Rio Grande do Sul, inibindo a formação de nebulosidade e, consequentemente, elevando as temperaturas e reduzindo a umidade do ar.

"A baixa cobertura de nuvens e o tempo seco causam maior eficiência do sistema ambiental em converter a radiação solar em calor", diz o especialista.

O que se observa atualmente também pode ser classificado como um "extremo climático composto". O termo é utilizado pelos meteorologistas para descrever eventos climáticos extremos simultâneos, concorrentes ou coincidentes, que podem levar a impactos ainda maiores para o meio ambiente e a população.

Atualmente na América do Sul, a poderosa onda de calor é acompanhada por um quadro de estiagem forte a severa - enquanto a seca favorece as altas temperaturas, o calor também piora a estiagem.

Segundo o climatologista e professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias, a onda de calor está ainda associada às fortes chuvas registradas na Bahia e em Minas Gerais nas últimas semanas. O bloqueio de alta pressão atmosférica impede que as chuvas se desloquem para o sul, fazendo com que elas fiquem retidas sobre as regiões nordeste e sudeste do Brasil.

"Funciona como uma gangorra: enquanto o centro da América Latina experimenta seca e calor, o nordeste e sudeste brasileiros sofrem com a chuva", diz.

Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso de perigo para 216 municípios do RS em razão da onda de calor Imagem: Climatempo

Há ainda uma relação com o fenômeno climático La Niña, que se desenvolve quando ventos que sopram sobre o Pacífico empurram as águas quentes da superfície para o oeste, em direção à Indonésia. Isso causa grandes mudanças climáticas em diferentes partes do mundo, inclusive na América do Sul.

"A atmosfera está toda conectada e um fenômeno anômalo nunca acontece de forma isolada", explica o climatologista e professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias. "O La Ninã contribui não só para potencializar a intensidade da atual onda de calor, como também pode fazer com que ela demore a passar".

Há registros de eventos extremos associados ao La Ninã há pelo menos 2 milhões de anos, mas já se sabe que seus efeitos negativos estão se tornando cada vez mais intensos.

Cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) atribuem essa e outras mudanças do comportamento natural do planeta às mudanças climáticas. O estudo, feito por centenas de cientistas que analisam milhares de evidências coletadas ao redor do planeta, alerta para o aumento de ondas de calor, secas, alagamentos e outros eventos climáticos extremos nos próximos dez anos.

"As temperaturas máximas aumentaram significativamente nos últimos 60 anos e o aquecimento global é, sem dúvidas, um potencial candidato para explicar o aumento da intensidade das ondas de calor", diz Silva Dias.

____________________________________________Caso Beatriz: autor do crime é encontrado e detalhes da investigação serão apresentados nesta quarta-feira

Beatriz Angélica Mota

247 - A Polícia Civil do Pernambuco identificou o homem responsável pelo crime contra Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. Há seis anos, a menina foi assassinada com 42 facadas na escola particular em que estudava em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. 

O DNA encontrado na faca utilizada no crime, segundo o laudo pericial, é de Marcelo da Silva de 40 anos, que está preso por outros crimes. Nesta terça-feira (11), após ser ouvido por delegados, ele foi indiciado. Os detalhes da investigação serão apresentados na manhã desta quarta-feira (12). 

No dia 10 de dezembro de 2015, a menina participava da formatura da irmã, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Ela saiu do lado dos pais para beber água e desapareceu. Desde a data do assassinato, foram realizadas sete perícias. O inquérito acumulou 24 volumes, 442 depoimentos e 900 horas de imagens analisadas.

Em dezembro de 2021, os pais da criança percorreram a pé mais de 700 quilômetros, entre Petrolina e o Recife, para pedir justiça. 

____________________________________________Polícia Civil do DF abre inquérito para investigar PM suspeito de homofobia contra colega de farda

Sargento Astrogilson Alves de Freitas é apontado como autor de áudio com ofensas direcionadas ao soldado Henrique Harrison; ouça a mensagem de voz
Soldado Henrique Harrison sofreu ofensas homofóbicas após uma foto com o companheiro Foto: Arquivo pessoal
Soldado Henrique Harrison sofreu ofensas homofóbicas após uma foto com o companheiro Foto: Arquivo pessoal

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RIO — A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou nesta segunda-feira um inquérito para investigar uma suspeita de crime de homofobia por parte do sargento da Polícia Militar Astrogilson Alves de Freitas

O policial é apontado como autor de um áudio com comentários homofóbicos direcionados ao soldado Henrique Harrison, de 29 anos. A vítima foi atacada após a publicação de uma foto dando um beijo em seu marido após cerimônia de formatura.

O áudio atribuído à Freitas começou a circular em grupos de policiais militares no WhatsApp, em janeiro do ano passado. Naquela altura, Harrison tinha acabado de se formar no curso de soldados da corporação. Depois da formatura, ele foi fotografado de farda ao dar um "selinho" no companheiro.

 

— Numa guarnição minha, um cara desse não entra. Se entrar, já ouviu falar em fogo amigo? Vocês conhecem o fogo amigo, né? Fogo amigo não é só atirar nos outros, não — disse Freitas.

— Nós todos já fomos sancionados durante a carreira aí, quase 30 anos [de carreira] e tu sabe que tem isso mesmo (sic), entendeu? — acrescentou. — A gente pode até ficar calado, mas tem outro jeito de sancionar esse tipo de situação — finalizou o sargento.

Freitas questionou: "dois viadinho entra (sic) na polícia para ficar beijando? Para fazer sucesso no jornal? Porra nenhuma, mermão". Ele ainda sugeriu, em referência a Harrison, que "daqui uns dias está de calcinha dentro da viatura".

Henrique Harrison é soldado da PM do Distrito Federal Foto: Arquivo pessoal
Henrique Harrison é soldado da PM do Distrito Federal Foto: Arquivo pessoal

Procurada pelo GLOBO, a PM-DF informou que “decisões judiciais são cumpridas na íntegra pela Polícia Militar quando envolve a corporação. Quando a condenação é particular, referente a um integrante da PM, a instituição não se manifesta”.

Providências

A investigação será conduzida na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência.

A portaria que estabelece a abertura do inquérito determina que a Corregedoria da PM-DF seja oficiada. O documento também solicita que o órgão policial intime e apresente Freitas para prestar depoimento.

Danos morais

O sargento Freitas foi condenado por danos morais pelos ataques homofóbicos feitos contra Harrison. A decisão do juiz João Luis Zorzo, da 15ª Vara Cível de Brasília, estabeleceu o pagamento de R$ 5 mil.

A defesa de Harrison recorreu da decisão. O pedido inicial foi de R$ 25 mil. Na altura em que a sentença foi proferida, o advogado Jostter Marinho alegou que Freitas foi um dos disseminadores principais de homofobia e teve papel central nas ofensas dirigidas à vítima.

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Justiça condena coronel que fez ataques homofóbicos contra PM gay, no DF

Soldado Henrique Harrison vai receber R$ 25 mil na indenização por danos morais
O policial militar Henrique Harrison sofreu nova punição e diz se sentir acuado Foto: Reprodução
O policial militar Henrique Harrison sofreu nova punição e diz se sentir acuado Foto: Reprodução

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RIO - O tenente-coronel Ivon Correa, da Polícia Militar do Distrito Federal, foi condenado nesta quinta-feira a pagar indenização por danos morais pelos ataques homofóbicos feitos contra um subordinado. A vítima é o soldado Henrique Harrison, de 29 anos. Ele sofreu ofensas após publicar uma foto dando um beijo em seu marido na cerimônia de formatura.

Esta é a segunda condenação obtida pela defesa de Harrison pelos ataques homofóbicos sofridos. Em setembro, o  sargento Astrogilson Alves de Freitas foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais. Ao todo, o soldado protocolou 12 ações cíveis com pedidos de indenização contra colegas de farda, bombeiro e civis.

A sentença do juiz Pedro Matos de Arruda, da  7ª Vara Cível de Brasília, condenou o tenente-coronel Correa a pagar R$ 25 mil ao sargento ofendido. Trata-se do valor integral solicitado na ação judicial, de acordo com o advogado Jostter Marinho, representante de Harrison na ação.

As ofensas de Freitas foram feitas em um áudio que começou a circular em grupos de policiais militares no WhatsApp, em janeiro do ano passado. Naquela altura, Harrison tinha acabado de se formar no curso de soldados da corporação. Após a cerimônia, ele foi fotografado de farda ao dar um "selinho" no companheiro.

Nos dias seguintes, um áudio cuja autoria não foi negada pelo tenente-coronel Correa começou a ser compartilhado. O oficial dizia, entre outras coisas, que "a porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem”. Mas que o beijo de Harrison com seu marido foi uma "tentativa de enxovalhar" a farda.

"Se vocês chegarem em qualquer uma das três Forças Armadas, existe essa figura, o homossexualismo, mas eu nunca vi um piloto de caça gay, ou melhor, que se exponha como gay. Gay ele pode ser o tanto que quiser, mas que se exponha enquanto fardado. Eu jamais vi um comandante da marinha fazendo essa frescura toda que está aparecendo ai. Nunca vi no Exército, brigada paraquedista, comandos, e por ai vai, alguém se expondo dessa maneira".

Na decisão, o magistrado afirma que na foto do beijo "não há representação de sexualidade, de lasciva, de ato libidinoso qualquer". E acrescenta que a PM seria maculada caso formasse policiais sem a qualificação necessariamente ao combate à criminalidade e à proteção dos cidadãos.

O tenente-coronel afirmou, no processo, ter sido diagnosticado com transtorno misto ansioso e depressivo em razão da repercussão negativa causada pela exposição do seu áudio. No entanto, ele não apresentou laudo médico que comprova ter sofrido "grande abalo psicológico".

Procurados pelo GLOBO, a PM-DF e o tenente-coronel não se manifestaram até a publicação da reportagem.

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Família soterrada em Brumadinho foi a Minas após morte de parente

Família estava a caminho de aeroporto e tomou um desvio após interdição de rodovia em Brumadinho - Arquivo Pessoal
Família estava a caminho de aeroporto e tomou um desvio após interdição de rodovia em Brumadinho Imagem: Arquivo Pessoal

Pietra Carvalho

Do UOL, em São Paulo

11/01/2022 19h41

Atualizada em 11/01/2022 22h43

A família de cinco pessoas que morreu soterrada dentro de um carro, morava em Mato Grosso do Sul e viajou até Minas Gerais após a morte de um parente pouco mais de uma semana antes.

O pai, Henrique Alexandrino, 41, a mãe, Deisy Lúcia Cardoso Alexandrino Santos, 40, e os filhos Vitor Cardoso Alexandrino Santos, 6, Ana Alexandrino Santos, 3, além de Geovane Vieira, 42, foram encontrados na tarde de ontem no condomínio Retiro do Chalé, em Brumadinho, após dois dias desaparecidos.

Chuvas causam dez mortes em 24 horas em MG; mais de 100 deixam suas casas

De acordo com o secretário, a família saiu de Paula Cândido, na Zona da Mata mineira, e seguia para o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, levados por Geovane, que conduzia o veículo.

Ao se dar conta do bloqueio na BR-040, provocado pelo transbordamento da barragem da Vallourec, na mina do Pau Branco, o motorista teria optado pelo caminho alternativo, que o levou até o Retiro do Chalé, condomínio de luxo no entorno de BH, onde aconteceu o acidente.

"Eles vieram em família pra passar o final de ano, na verdade, a Deise, esposa do Henrique, tinha perdido uma irmã, que faleceu há praticamente uma semana, ela veio também pra dar assistência à família e agora já estava retornando para Mato Grosso do Sul. Onde eles estavam residindo e trabalhando", contou José Geraldo Alves, primo de Henrique, à TV Globo Minas.

Vizinhos avistaram carro e corpo

Na tarde de ontem, moradores do condomínio em que o acidente foi registrado souberam da morte da família.

"Ficamos com muito medo. É triste de qualquer forma, mas foi um pandemônio nos grupos (de vizinhos). Todos ficamos assustados pensando que poderia ser algum morador, amigo ou parente. De toda forma, estamos chocados com a notícia, nunca aconteceu nada assim por aqui", lamentou a publicitária Vivian Coelho, que tem casa no Retiro do Chalé.

O último contato das vítimas com os familiares ocorreu pelo telefone, pouco tempo antes da tentativa do desvio.

UOL apurou com moradores que na localidade da tragédia há um córrego de acesso que, mesmo em dias normais, já é bastante complicado - e que ficou ainda pior, com muita lama, após o transbordamento da barragem e as chuvas do final de semana.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado inicialmente, a família morava em Mato Grosso do Sul e não Mato Grosso. O texto foi corrigido.

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Guilherme Ravache - Globoplay abandona TVs antigas e se alia ao Google para não 'travar' no BBB

Resumo da notíciaÚltima edição do Big Brother Brasil foi marcada por problemas na transmissão do reality no Globoplay, que travava com a 'rajada de tráfego'O efeito 'rajada de tráfego' acontece quando milhões de usuários tentam acessar ao mesmo tempo um conteúdo do Globoplay, a exemplo do BBBPara o BBB 22, Globo vai limitar funcionamento do app do Globoplay a TVs mais novas e terminar o programa em diferentes horários em diferentes praçasGraças a um acordo entre Google e Globo, a emissora irá levar boa parte de suas operações digitais para a nuvem da gigante de buscasGlobo investiu para ampliar sua própria rede de distribuição de conteúdo digital e usará afiliadas como parte da estratégiaBBB 22 é parte essencial da estratégia do Globoplay para seguir aumentando número de usuários e faturamento

O Big Brother faz tanto sucesso que se tornou um problema para a TV Globo. No início deste ano, quem tentava assistir ao reality no Globoplay não raro saia frustrado. Era praticamente impossível acessar a plataforma nos momentos mais emocionantes do show.

Na época, a Globo explicou que o Globoplay sofria do "efeito rajada de tráfego", quando milhões de usuários migravam simultaneamente da TV para o streaming da emissora carioca no final do programa para continuar acompanhando os bastidores.

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Basicamente, a demanda era tão alta que a infraestrutura da Globo não era capaz de suportar o tráfego.

Na última edição do BBB, foram mais de 430 milhões de horas assistidas, sendo 350 milhões em live streaming. Já o número de plays foi de 3,7 bilhões, com 2,4 bilhões de live streaming. Houve picos de 17,62 milhões de requisições simultâneas no Globoplay, um aumento de 352% em relação à edição anterior, e ainda 2,618 milhões de usuários simultâneos na plataforma, um aumento de 261% em relação ao BBB20. Os números foram divulgados por Raymundo Barros, diretor de estratégia e tecnologia da Globo, no 5×5 Tec Summit, na sexta-feira, 10.

Medidas para diminuir impacto do BBB22

Nos últimos meses uma revolução aconteceu na tecnologia da Globo. Primeiramente, o data center da empresa foi vendido. Depois, um grande contrato foi fechado entre o Google e a emissora para usar a tecnologia e os serviços de nuvem da gigante de buscas. Barros afirmou no encontro que o próximo BBB já contará com os serviços do Google.

Questionada sobre quais ações haviam sido tomadas, além da parceria com o Google, para diminuir os problemas do BBB no Globoplay, a Globo informou por meio de sua comunicação que medidas como "o aumento de infraestrutura, otimizações de código, mudanças na arquitetura dos serviços e o desligamento de sistemas nos horários de pico" foram realizadas.

Na transmissão pela TV, ações para 'deslocar' a rajada, como atrasar o final do programa em algumas praças foram adotadas na última edição e serão novamente usadas.

TVs antigas não vão funcionar com Globoplay

A Globo também realizou grandes investimentos. O custo com tecnologia esteve entre as maiores linhas de gastos da empresa, juntamente com conteúdo para o Globoplay. Nos nove primeiros meses de 2021, custos e despesas no grupo Globo foram 28% maiores em relação ao mesmo período do ano passado.

Quem vai se frustrar são os donos de TVs mais antigas. Segundo a comunicação da Globo, outra iniciativa foi a implementação de um programa de desativação do aplicativo em televisores fabricados até 2015. "Constatamos que nestes modelos havia uma grande probabilidade de problemas técnicos que poderiam ocasionar falhas na transmissão por streaming ao vivo. Esta medida foi necessária porque os fabricantes já não dão suporte aos sistemas operacionais que rodam nesses televisores mais antigos, o que torna impossível atualizar o app do Globoplay para as necessidades atuais dos assinantes".

A grande aposta para o BBB22

Outra medida da Globo foi a expansão de sua estrutura de CDN (Content Delivery Network). Resumidamente, CDN é uma rede de distribuição de conteúdo ligada a um grupo de servidores geograficamente distribuídos que trabalham juntos para fornecer entrega rápida de conteúdo da Internet.

Ao invés de ficar apenas em gigantescos servidores distantes das casas dos usuários, o conteúdo também fica disponível em computadores mais próximas dos usuários.

O movimento 'move-to-cloud' também levou os serviços e aplicações mais críticos do Big Brother e Globoplay para um ambiente de cloud computing como parte da parceria fechada entre Globo e Google Cloud.

"No primeiro caso, a jornada de construção de sua própria CDN teve início em 2019, quando a empresa fechou o ano com seis POPs em operação. Em 2020, foi atingida a marca de 18 e, no mesmo ano, chegou ao seu primeiro destino internacional: os Estados Unidos. Em 2021, seus pontos de presença foram expandidos para garantir uma ampla distribuição nacional, atingindo o marco de 100 POPs no Brasil - além de terem também chegado à Europa e ao Canadá", diz a empresa.

Afiliadas são parte da solução

Ter a própria CDN é uma das razões pelas quais a Netflix é tão estável e dificilmente trava. Nesse sentido, a Globo leva a vantagem de ter afiliadas espalhadas por diversas regiões do Brasil.

"Essa capilaridade de infraestrutura garante um salto menor do usuário para consumir um vídeo, melhorando exponencialmente a experiência por todo o país, levando para mais perto do usuário o conteúdo que está sendo servido, reduzindo a distância que os dados precisam percorrer entre os nossos servidores e o dispositivo do assinante", diz a comunicação da Globo.

Boa parte da operação já estará na nuvem quando o BBB22 começar, "principalmente os sistemas que fazem a sustentação dos acessos do fenômeno rajada".

Mas vale notar que a natureza do Globoplay é diferente da Netflix e outras plataformas de streaming. A plataforma da Globo não é apenas um serviço de vídeo sob demanda (VOD), também existe uma grande parte de conteúdo consumido como streaming ao vivo.

A diferença pode não parecer grande para quem consome, mas do ponto de vista técnico é um desafio gigantesco. Quando a Itália levou sua Série A de futebol para o streaming, o resultado foi "travar" a plataforma da DAZN. Milhões de italianos acessavam o serviço simultaneamente para assistir aos jogos e o serviço caia.

O episódio gerou ultraje na nação. A infraestrutura de banda larga no país, ruim em comparação a outros países da Europa, foi apontada como o problema. Neste caso, uma boa CDN também poderia diminuir ou sanar o problema.

Ter uma robusta rede de distribuição (CDN) pode evitar esse tipo de problema. "O que temos visto é que, desde o último BBB, todos os índices relacionados à experiência de consumo do Globoplay apresentaram melhoras significativas, o que nos leva a crer que o desempenho do serviço de streaming na próxima temporada manterá os melhores padrões de qualidade", diz a comunicação da Globo.

Globoplay é prioridade da Globo

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A Globo nos últimos anos realizou uma dura reestruturação, com grandes cortes de funcionários e despesas com o objetivo de se tornar uma empresa direta ao consumidor. O Globoplay é parte central dessa estratégia.

O crescimento da plataforma tem dado sinais animadores. No segundo semestre deste ano, o crescimento da receita do Globoplay foi de 68% e sua base de assinantes aumentou 42% em relação ao ano anterior. No terceiro trimestre, a receita da plataforma cresceu 70% e a base de assinantes 27% em relação ao ano anterior. O forte crescimento de assinantes no segundo semestre está diretamente ligado ao BBB.

O problema para a Globo tem sido o rápido crescimento dos custos da plataforma, que tem demandado altos investimentos em tecnologia e conteúdo. A expectativa da Globo é que o Globoplay passe a dar lucro somente em 2024 ou 2025. No 5×5 Tec Summit, o diretor de tecnologia da Globo destacou que o grande benefício da migração para a nuvem não é custo, mas sim eficiência.

No dia 17 de janeiro, quando estrear o BBB 22, descobriremos o quão eficiente se tornou o Globoplay e se os últimos meses de esforços e investimentos serão recompensados.

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Guilherme Ravache - Como a China venceu Hollywood e se tornou a maior do mundo em cinema


O filme chinês A Batalha do Lago Changjin foi segunda maior bilheteria do mundo Imagem: Getty Images

Resumo da notíciaO mercado de cinema na China superou os Estados Unidos pelo segundo ano consecutivoMenos produções internacionais no país e mais produções locais tem acelerado o crescimento dos cinemas e produtores chinesesA Batalha do Lago Changjin, filme sobre a vitória chinesa sobre os americanos em uma batalha na Guerra da Coreia foi segunda maior bilheteria do mundoApenas 21 filmes de Hollywood foram lançados na China em 2021, muito menos do que a cota de 34 títulos estabelecidaHomem-Aranha não foi suficiente para evitar o declínio da bilheteria nos EUA, onde o faturamento das salas de cinema em 2021 foi 60% menor que 2019A China é um caso extremo, mas aponta para lições que o Ocidente pode aprender sobre incetivar as indústrias nacionais

Enquanto no Brasil muitos ainda encaram políticas de incentivo cultural como desperdício de dinheiro público, países como Austrália, Canadá, França, Inglaterra, Espanha, Índia, Coreia do Sul e até os Estados Unidos intensificam seus esforços para aumentar a produção local de conteúdo audiovisual.

A lógica é simples. Além da indústria cultural empregar milhares de pessoas e gerar divisas com a exportação de filmes e séries para o exterior, produtos culturais são um forte elemento de influência. Filmes, séries e músicas aumentam o poder de identidade nacional e geram o chamado soft power, a capacidade de influenciar estrangeiros levando de maneira sutil sua cultura para outro país.

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Hollywood é um caso notório. Suas produções há décadas influenciam o restante do mundo. Mas o tempo em que os Estados Unidos produziam músicas e filmes sem enfrentar concorrentes internacionais ou limitações no exterior está ficando no passado.

Mas poucos lugares no mundo mostram o aumento da concorrência no setor cultural de maneira tão clara quanto a China e sua indústria cinematográfica.

Filmes com mais qualidade

Em 2020, a China ultrapassou os Estados Unidos como a maior bilheteria do mundo. O feito foi repetido em 2021. A pandemia tem relação direta com a mudança, mas não é o único fator. Enquanto nos Estados Unidos os espectadores ainda não voltaram aos cinemas, na China eles não somente voltaram como aumentaram a frequência de visita às salas.

Além disso, enquanto nas últimas duas décadas a indústria cinematográfica americana se apoiou cada vez mais no mercado chinês para crescer, os chineses criaram sua própria estratégia para crescer e vencer Hollywood.

Os estúdios chineses estão fazendo filmes melhores dos mais variados gêneros. Além disso, o país busca transformar sua crescente força cinematográfica em uma enorme máquina de exportação cultural e influência internacional.

A indústria de cinema chinesa tornou-se mais focada em filmes locais. Essas produções ganharam maior participação no mercado local graças à oferta reduzida de lançamentos de Hollywood e aos crescentes controles políticos do governo chinês sobre o setor cinematográfico.

Apenas 21 filmes de Hollywood foram lançados na China em 2021, muito menos do que a cota de 34 títulos estabelecida pelo Acordo de Cinema EUA-China assinado em 2012. Franquias como Viúva Negra, Shang-Chi, Eternals e Homem-Aranha não estrearam na China.

Maior concorrência interna

Hollywood e a indústria cinematográfica ocidental imaginavam que a China se tornaria mais um novo e crescente mercado a ser explorado. Mas a China se transformou em um gigantesco concorrente.

Imaginar que os filmes chineses são "menores" ou mera ideologia para um público sem opções é um equívoco. O segundo maior filme de ficção científica da China é Terra à Deriva. Baseado em uma história de Liu Cixin, que escreveu o Problema dos Três Corpos (que está sendo adaptada pela Netflix), narra a aventura de um grupo de cientistas que tentam empurrar a Terra para Alpha Centauri com 12.000 foguetes.

Terra à Deriva também está disponível na Netflix. A empresa de streaming não está presente na China, o que reforça a relevância da obra e o potencial de exportação das produções chinesas.

Mas para chegar a esse ponto uma das medidas do governo chinês foi aumentar a concorrência interna. Ao longo da última década, o governo liberalizou gradualmente seu mercado doméstico de cinema até o ponto em que mesmo os filmes fortemente apoiados pelo Partido precisam competir com outros lançamentos.

"Se você olhar para os filmes de maior bilheteria no mercado chinês, verá as posições mais altas ocupadas por produtos de estúdios privados. A forma como a liberalização aconteceu não foi permitindo que mais filmes estrangeiros entrassem no mercado. Mas, em vez disso, alimentando uma indústria de estúdios de cinema na China capaz de fazer filmes que são tão ou até mais populares com o público como um filme dos Vingadores americanos", explica Jon Y, autor da newsletter The Asianometry.

Parcerias internacionais

Os chineses também buscaram apoio em mercados mais desenvolvidos. Mas à medida que as parcerias com os americanos se mostraram complexas em vista das diferenças culturais, os chineses se voltaram para Hong Kong, que possui tradição no setor cinematográfico desde os anos 1970.

Como Jon aponta, "a partir de 2004, o governo chinês aprovou novas medidas para permitir às empresas cinematográficas de Hong Kong um maior acesso ao mercado chinês. As empresas de Hong Kong podem contornar a cota e obter mais receitas de bilheteria".

"As produções de Hong Kong-China subiram para o recorde de mais de 30 filmes por ano. Os principais sucessos iniciais incluem a Sereia de Stephen Chow (2016), Operação Mar Vermelho (2018) e Caça aos Monstros (2015). As empresas chinesas ganharam rapidamente habilidades de produção, um histórico de bilheteria e, o mais importante, pessoas talentosas", conclui.

Investimento em mais salas de cinema

Homem-Aranha Sem Volta Para Casa já superou US$ 1,4 bilhão de bilheteria no mundo. Mas não fosse pelo lançamento da produção da Marvel em dezembro, A Batalha do Lago Changjin, um filme feito sob encomenda do Partido Comunista sobre os chineses derrotando os americanos na Guerra da Coreia, teria sido o mais visto do mundo.

Para piorar, os cinemas americanos têm perdido público há décadas e muitas salas estão ameaçadas de morte. As bilheterias eram altas graças aos aumentos dos preços dos ingressos (fenômeno semelhante acontece no Brasil).

Os Estados Unidos tem pouco mais de 40 mil salas de cinema. Segundo especialistas, é um número muito superior ao necessário. Na China já existem quase 76.000 telas e 5.794 foram adicionadas em 2020, em plena pandemia.

O sucesso de Homem-Aranha não foi suficiente para evitar o declínio da bilheteria nos EUA, onde o faturamento das salas de cinema em 2021 foi 60% inferior ao de 2019, período anterior à pandemia. A queda de receita vinda da China também pesou nas contas de Hollywood. Filmes dos EUA representam menos de 12% da bilheteria total da China em 2021.

Busca de influência global

Vale lembrar que nos últimos anos a China e os Estados Unidos entraram em uma acirrada guerra comercial. O cinema é um dos fronts deste confronto. A China também tem "brigado" com a Índia e a Coreia do Sul nos campos diplomáticos e cinematográficos. A China também tem dificultado a entrada de produções da Índia e Coreia do Sul em seu território.

Diversos países têm obtido bons resultados graças a políticas efetivas de incentivo à produção cultural. O streaming e a criação de cotas locais é o mais recente front dessa batalha.

A China é um caso extremo de controle estatal, mas isso não significa que não possamos tirar lições para acelerar o desenvolvimento da indústria cultural brasileira. E quem sabe, gerar mais empregos, divisas com exportações e influência internacional em uma das indústrias que mais cresce no mundo.

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Marco Pigossi fala sobre os boatos de que namorava Rodrigo Simas

Boatos de que os dois atores têm um relacionamento circulam desde a época da exibição original de "Fina Estampa"

O ator Marco Pigossi concedeu uma entrevista a Piauí e comentou sobre os boatos de que ele teria um relacionamento nos bastidores com Rodrigo Simas, na época em que a novela Fina Estampa estava no ar, dizendo que chegou a ter uma crise de pânico e que o romance nunca aconteceu.

“Quando estava no ar com a novela ‘Fina Estampa’, viajei para o Rio de Janeiro, onde faria gravações. Quando desembarquei no aeroporto, abri meu celular e li uma notícia: que eu estava tendo um relacionamento com um ator da mesma novela. Era mentira absoluta. Chegava a dizer que nós nos ‘pegávamos’ nos bastidores. Era tudo invenção, mas as pessoas acreditam no que querem acreditar. Eu fiquei travado ao ler aquilo”, disse.

“Comecei a tremer e suar. Fui para o banheiro do aeroporto, me tranquei em uma cabine e comecei a vomitar. Liguei para meu parceiro, chorando. Eu dizia para mim mesmo que minha carreira tinha acabado. Não conseguia sair dali. Meu companheiro teve que pegar um voo de São Paulo ao Rio para me buscar. Fiquei horas trancado dentro da cabine, até ele chegar. A crise me deixou com sequelas. Passei a tomar antidepressivos e ansiolíticos. O pânico de sair do armário contra minha própria vontade ficou ainda maior”, recordou.

Marco Pigossi se pronuncia sobre os boatos de que namorava Rodrigo Simas
Reprodução

Ele aproveitou para lembrar que, na época, o autor Sílvio de Abreu disse a um jornal que os LGBTs não deveriam expor sua sexualidade publicamente.

“Ele dizia que atores gays não deviam assumir sua sexualidade publicamente, pois as donas de casa e telespectadoras em geral enxergam o galã como ‘machão’. Ele dizia que um ator assumido era um ‘bobo’, pois a revelação fatalmente prejudicaria sua carreira. Foi uma entrevista muito marcante para mim. Era uma declaração clara de que não era bem-vindo que um ator homossexual abordasse o assunto em público – e isso vinha da boca de uma figura de grande proeminência na emissora”.

POC DO ANO

Marco Pigossi ganhou o troféu POC AWARDS 2021 através do voto popular como “POC DO ANO”, que premia as personalidades que saíram do armário. O ator falou pela primeira vez sobre seu namoro com Marco Galvani em novembro de 2021, ao repostar uma foto de mãos dadas com o namorado.

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Reino Unido concede perdão a todos os LGBTs condenados por lei homofóbica

Anteriormente concedendo perdão a determinados grupos sociais, agora o Reino Unido quer reparar seu "erro histórico" em condenar os LGBTs

Reino Unido anuncia que ampliou o programa que concede perdão aos LGBTs condenados por “indecência grosseira” e “sodomia”, cobrindo agora todas as condenações relacionadas a atividades sexuais consensuais entre pessoas do mesmo gênero. As informações são do Pink News.

Segundo a secretária do Interior, Priti Patel, a medida é para corrigir os erros do passado. “É justo que, onde os crimes foram abolidos, as condenações por atividade consensual entre parceiros do mesmo sexo sejam desconsideradas também”, disse Patel em comunicado.

“Espero que expandindo o perdão, a gente consiga corrigir os erros do passado e reassegurar que o Reino Unido é um dos lugares mais seguros do mundo para os LGBT+ chamarem de casa”, continuou Patel.

Segundo Michael Cashman, membro da Câmara Alta do Parlamento Britânico, essa ampliação da política de indultos ajudará pessoas LGBTs que, ainda hoje, enfrentam dificuldades durante sua vida profissional.

“É muito importante que o Estado reconheça que, como país, fizemos algo totalmente errado e inapropriado”, disse Cashman.

Reino Unido concede perdão a todos os LGBTs condenados por lei homofóbica
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História da lei homofóbica

A Inglaterra adotou a primeira lei que punia os homossexuais em 1534 durante o reinado de Henrique VIII. Dentro do “Ato de Sodomia 1553”, entendia-se que a sodomia era um ato sexual “contra natura”, contra a vontade de Deus e do homem. Posteriormente, os tribunais passaram a condenar apenas o sexo anal e a bestialidade.

Em 1540, houve a primeira execução baseada na lei: Walter Hungerford. No ano seguinte, o clérigo e dramaturgo Nicholas Udall também foi condenado, mas a pena foi convertida em prisão.

Em 1553, a lei foi brevemente revogada durante o reinado de Maria I, mas em 1563 ela foi re-promulgada pela Rainha Elizabeth I. Em 1828, a lei foi revogada e substituída pelo ponto 15 do Ato de crimes contra as pessoas de 1828, e pelo ponto 63 do Ato de Direito Penal Indiano de 1828, desde que a sodomia continuasse a ser um crime capital.

O último assassinato por sodomia ocorreu em 1836, mas o Reino Unido só revogou a legislação em 1967. Até então, a homossexualidade era considerada uma “indecência grosseira” e uma ofensa ao Reino Unido. Foi dentro desta lei que o Alan Turing, foi castrado quimicamente.

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