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https://www.uol.com.br/tilt/reportagens-especiais/james-webb-veja-os-misterios-do-espaco-que-o-telescopio-podera-desvendar/
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Imagem feita pelo telescópio ALMA, à esquerda, mostra a estrutura anelada do disco GW Ori, com o anel mais interno separado do restante do disco. As observações SPHERE, à direita, mostram a sombra deste anel mais interno no restante do disco. Crédito: ESO / L. Calçada, Exeter / Kraus et al.

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_________________________________________________Mensageiro Sideral: SUPERTERRAS podem ser SUPER-HABITÁVEIS, diz estudo

Experimento aponta que CAMPO MAGNÉTICO dura mais em planetas maiores que o nosso

Concepção artística do planeta Kepler-62f, uma superterra com diâmetro 40% maior que o da Terra, orbitando uma estrela a 1.200 anos-luz daqui.
Concepção artística do planeta Kepler-62f, uma superterra com diâmetro 40% maior que o da Terra, orbitando uma estrela a 1.200 anos-luz daqui. - AFP/Nasa/Ames/JPL-Caltech/T. Pyle
Depois de descobertos mais de 4.500 planetas fora do Sistema Solar, já sabemos que planetas rochosos ligeiramente maiores que o nosso, comumente referidos como superterras, são comuns no Universo. Agora, um novo estudo sugere que esses mundos podem também ser até mais convidativos para a vida que o nosso.

A chave é o campo magnético. Gerado pela presença de ferro líquido no núcleo do planeta, ele age com um ímã gigante que protege a superfície de boa parte da radiação nociva do Sol e do meio interestelar. Mas sabemos que o interior planetário vai se resfriando com o tempo, e a capacidade de gerar um campo magnético não é para sempre. Marte, por exemplo, menor que a Terra, já perdeu o dele.

As superterras, contudo, são um desafio: como não há mundo similar no Sistema Solar, só podemos estimar sua magnetosfera modelando o interior do planeta. E para isso é preciso compreender como o ferro se comporta no núcleo desses mundos, sob pressão imensa. Usando um dos mais poderosos sistemas de laser já construídos, os pesquisadores liderados por Richard Kraus, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, comprimiram ferro a pressões de até 1.000 gigapascais –três vezes a pressão do núcleo interno da Terra e quatro vezes maior que o recorde de experimentos anteriores.

Ao traçar a curva do ponto de derretimento do ferro a pressões cada vez maiores, a equipe gerou dados experimentais para modelar corretamente o interior das superterras. Os resultados foram publicados na última edição da Science e indicam que mundos mais parrudos que o nosso podem manter uma magnetosfera protetiva por mais tempo. O auge se daria entre os planetas com 4 a 6 vezes a massa da Terra.

A propósito, os pesquisadores usaram os dados experimentais para estimar a duração da magnetosfera do nosso planeta com base nos dados experimentais, e a notícia é boa: uns 6,2 bilhões de anos. Como a Terra tem 4,5 bilhões, há ainda um longo período de proteção pela frente. Mas as superterras são ainda mais longevas em sua habitabilidade.

O achado é um ótimo exemplo confirmador do clássico princípio copernicano, também conhecido como princípio da mediocridade. No século 16, Nicolau Copérnico defendeu a ideia de que a Terra não era o centro do Universo, e sim apenas mais um planeta, como outros, a girar em torno do Sol. A investigação dos mundos do Sistema Solar revelou que, por essas bandas, o nosso é, disparado, o mais amigável à vida. Mas isso não quer dizer que esse seja o melhor que fica, quando olhamos para outros sistemas planetários. Pelo visto, superterras que orbitem a zona habitável de estrelas similares ao Sol têm mais tempo e oportunidade para a vida se desenvolver e evoluir do que nós tivemos por aqui.

Vale lembrar, contudo, que a presença de uma magnetosfera robusta é apenas uma das várias condições que precisam ser satisfeitas para que um planeta seja de fato habitável.

_________________________________________________Cincurtriplo: este pode ser o primeiro planeta encontrado orbitando 3 estrelas ao mesmo tempo

Uma animação artística do movimento das três estrelas no centro de GW Orionis, baseada em um modelo computacional usando observações feitas pelo Very Large Telescope do European Southern Observatory. Crédito: ESO / Exeter / Kraus et al./L.
Calçada

GW Ori é um sistema estelar a 1.300 anos-luz da Terra, na constelação de Orion. É cercado por um enorme disco de poeira e gás, uma característica comum de jovens sistemas estelares que estão formando planetas. Mas, espetacularmente, é um sistema não com apenas uma estrela, mas três.

Como se isso não fosse intrigante o suficiente, o disco de GW Ori é dividido em dois, quase como os anéis de Saturno se eles tivessem uma enorme lacuna entre eles. E para ficar ainda mais estranho, o anel externo está inclinado em cerca de 38 graus.

Os cientistas têm tentado explicar o que está acontecendo lá. Alguns levantaram a hipótese de que a lacuna no disco poderia ser o resultado da formação de um ou mais planetas no sistema. Se for isso mesmo, este seria o primeiro planeta conhecido que orbita três estrelas ao mesmo tempo, também conhecido como planeta circuntriplo.

Agora, o sistema GW Ori foi modelado com mais detalhes, e os pesquisadores dizem que um planeta — um gigante gasoso com a massa de Júpiter — é a melhor explicação para a lacuna na nuvem de poeira. Embora o planeta em si não possa ser observado, os astrônomos podem estar testemunhando a formação de sua órbita em seu primeiro milhão de anos de existência.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado em setembro no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Os cientistas dizem que isso refuta uma explicação alternativa: que o torque gravitacional das estrelas limpou o espaço do disco. O artigo sugere que não há turbulência suficiente no disco, conhecida como viscosidade, para que essa explicação seja plausível.

A descoberta também destaca o quanto mais há para aprender sobre as maneiras inesperadas em que os planetas podem se formar.


Imagem feita pelo telescópio ALMA, à esquerda, mostra a estrutura anelada do disco GW Ori, com o anel mais interno separado do restante do disco. As observações SPHERE, à direita, mostram a sombra deste anel mais interno no restante do disco. Crédito: ESO / L. Calçada, Exeter / Kraus et al.

Qualquer pessoa que já assistiu ao filme “Guerra nas Estrelas” original de George Lucas está familiarizado com planetas que podem ter duas estrelas subindo e descendo em seus céus. A casa empoeirada de Luke Skywalker em Tatooine estava em um sistema estelar binário. Mas um planeta orbitando três estrelas seria mais incomum.

Se uma forma de vida familiar pudesse residir em um gigante gasoso como aquele que orbita GW Ori, não seria realmente capaz de ver as três estrelas em seus céus. Em vez disso, eles veriam apenas um par, visto que as duas estrelas mais internas orbitam tão próximas que parecem um único ponto de luz. No entanto, à medida que o planeta girava, suas estrelas subiriam e desceriam em amanheceres e entardeceres fascinantes, diferentes de qualquer outro mundo conhecido.

Os cientistas estiveram à procura de um planeta orbitando três estrelas e encontraram evidências potenciais em outro sistema, GG Tau A, localizado a cerca de 450 anos-luz da Terra. Mas os pesquisadores dizem que a lacuna no anel de gás e poeira de GW Ori o torna um exemplo mais convincente.

“Pode ser a primeira evidência de um planeta circuntriplo abrindo uma lacuna em tempo real”, disse Jeremy Smallwood, da Universidade de Nevada, Las Vegas, EUA, principal autor do novo artigo.

William Welsh, astrônomo da San Diego State University, EUA, disse que “Se for um planeta, seria fascinante. ”

Alison Young, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, que argumentou que as estrelas de GW Ori causaram a lacuna no disco do sistema, ao invés de um planeta, afirma que as observações do telescópio ALMA e do Very Large Telescope no Chile nos próximos meses podem concluir o debate.

“Seremos capazes de procurar evidências diretas de um planeta no disco”, disse Young.

Se a hipótese do planeta for confirmada, o sistema reforçaria a ideia de que a formação de planetas é comum. Vários mundos, conhecidos como planetas circumbinários, já orbitam duas estrelas ao mesmo tempo. Mas é mais difícil encontrar planetas circuntriplos; apesar das estimativas de que pelo menos um décimo de todas as estrelas se aglomeram em conjuntos de três ou mais. No entanto, sua possível existência sugere que os planetas podem surgir em qualquer lugar, mesmo neste bizarro sistema.

“Três estrelas não são suficientes para matar a formação de planetas”, disse o Dr. Nealon.

Isso sugere que os exoplanetas podem surgir em locais cada vez menos comuns. “O que aprendemos é que quando os planetas podem se formar, eles se formam”, disse Sean Raymond, astrônomo da Universidade de Bordeaux, na França, que não participou do estudo.

Talvez até mesmo um planeta orbitando quatro, cinco ou seis estrelas ao mesmo tempo?

“Não vejo por que não”, disse ele. [NY Times]

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