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_________________________________________________https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/causadores-paul-watson/#cover
*****____________________________________________ÔMICRON: como evitar o USO ERRADO da MÁSCARA 'CERTA'
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2022/01/31/omicron-como-evitar-o-uso-errado-da-mascara-certa.htm *****____________________________________________
SAIBA por quanto tempo é RECOMENDADO usar a MESMA MÁSCARA e como CONSERVÁ-LA *****____________________________________________
2022-01-19: Pandemia NÃO ESTÁ NEM PERTO do FIM, adverte OMS (Tedros Adhanom) ________________________________________________2022-02-07: PANDEMIA: AFROUXAR restrições, mesmo em áreas com POUCOS CASOS, pode causar 2 MILHÕES de mortes em UM ANO ________________________________________________O que muda na prática SE COVID VIRAR ENDEMIA? ________________________________________________
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__________________________________________________PERDA de QI - Uma nova rotina. Estudos científicos mostraram ALTERAÇÕES no CÉREBRO em exames de imagem de pacientes que tiveram covid

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_________________________________________________'Parece que perdi pontos de QI', diz neurologista que pesquisa e sofre com covid longa


Uma nova rotina

_________________________________________________SP tem ao menos 1,4 milhão de casos de covid a mais do que diz gestão Doria
Segundo a pasta, as vigilâncias municipais já foram notificadas "para que insiram a totalidade de dados nos sistemas federais e encerrem os casos de acordo com os documentos oficiais".
"O Governo do Estado de São Paulo tem como premissa fundamental a transparência em todas as suas ações, inclusive com relação às estatísticas e medidas de enfrentamento à covid-19", diz a pasta.
Diferença de 770 mil casos na capital
A maior defasagem foi identificada na capital paulista, mas em outros grandes municípios o problema é parecido:
Capital - Diferença de 770 mil casos, ou 76%
Araraquara - Diferença de 83 mil casos, ou 69%
Franca - Diferença de 21 mil casos, ou 55%
Ribeirão Preto - Diferença de 59 mil casos, ou 50%
Notificações duplicadas?
O governo atribui a inconsistência nos dados à duplicidade de notificações. A assessora de Saúde Pública da secretaria, Olivia Ferreira Pereira de Paula, disse ao UOL que o governo paulista extrai as notificações diariamente de dois sistemas federais antes de iniciar "um processo de higienização dos dados, que retira as duplicidades".
Ela diz que o governo analisa coincidências de notificações como, por exemplo, um mesmo caso registrado no mesmo dia e horário em duas cidades vizinhas. "As informações são as mesmas. Como houve registro duplicado, a gente faz a higienização", afirma.

Vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor de infectologia, o médico Alexandre Naime critica a demora na consolidação dos dados pelo governo.
"Não é factível que a totalidade dessa diferença seja por inconsistência na base de dados primários", afirma. "Não dá para explicar essa imensa diferença somente porque os dados são duplicados ou digitados errados."
Pesquisadora da Info Tracker, a matemática Marilaine Colnago concorda que a diferença de 1,4 milhão de casos não pode ser atribuída apenas à duplicidade de casos.
"Concordo com o médico. A diferença passou de 500 mil novos casos só em 2022", afirma. "Além disso, a discrepância era mínima para a maioria das cidades antes de setembro de 2021."
"Não sabemos ao certo o motivo, mas achamos que se trata de uma defasagem de casos não detectados pelo algoritmo do governo estadual", diz a matemática, que é pós-doutoranda na USP.
É uma inconsistência gravíssima. Pode haver demora na auditoria dos dados, mas é inconcebível essa demora diante de uma emergência de saúde pública."
Alexandre Naime, professor e infectologista
Para o infectologista, a defasagem afeta tanto as políticas públicas contra a pandemia quanto a percepção da população em relação a ela.
"Se o gestor estadual não tem uma ideia real do que está acontecendo, ele não tem condição de estabelecer políticas públicas de prevenção, como restringir a circulação de pessoas", diz. "Se não tem esses dados totalizados, a população não consegue ver a gravidade do problema."
_________________________________________________Estado do Rio registra 140 mortes por Covid em 24 horas, maior número em quatro meses

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RIO — Nesta sexta-feira, o estado do Rio de Janeiro registrou 140 mortes por Covid-19. O número é o mais alto desde o dia 9 de outubro de 2021, quando foram contabilizados 141 óbitos. Os dados estão no painel da Secretaria de Estado de Saúde do Rio. Nas últimas 24 horas, também foram somados às estatísticas 11.470 novos casos - o total passa de 1,9 milhão. A soma de mortes no estado chegou a 70.668. A taxa de letalidade da Covid-19 no Rio está em 3,71%. Enquanto isso, a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva voltadas para a doença no estado é de 53,2%. Já a dos leitos de enfermaria é de 38%.
De acordo com a 68ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgado nesta sexta-feira, o estado do Rio voltou para a bandeira amarela, classificação de baixo risco para a doença. A análise da Secretaria de Saúde faz a comparação da quinta semana epidemiológica deste ano, 30 de janeiro a 05 de fevereiro, com a terceira, 16 a 22 de janeiro. A região Noroeste continua em bandeira vermelha, de risco alto.
Por outro lado, o mapa desta semana apresenta uma melhora nas regiões Metropolitana I, que saiu da bandeira laranja, que representa risco moderado, para bandeira amarela e Serrana, que estava em bandeira vermelha e agora aparece em bandeira laranja. As regiões Metropolitana II, Baixada Litorânea e Baía da Ilha Grande permaneceram com bandeira amarela. As regiões Médio Paraíba, Centro Sul e Norte continuam em bandeira laranja.
Apesar do número de mortes no mesmo patamar de quarto meses atrás, o secretário de Saúde do estado, Alexandre Chieppe, afirmou em nota que esta edição do mapa de risco consolida ainda mais a queda dos indicadores da Covid-19
— Mostra que a Ômicron já atingiu o pico e agora está em queda sustentável na maior parte das regiões do estado. Nas regiões Norte e Noroeste, ainda estamos com o alerta ligado e, para isso, abrimos dois centros de testagem, um na UPA Campos e outro no Centro Poliesportivo de Itaperuna – afirma.
No período analisado no mapa, as internações tiveram uma redução de 71,34%, saindo de 1.267 para 363 entre as semanas analisadas. Já os óbitos caíram 30,21%, saindo de 321 para 224. Os indicadores apontaram que, no período de 1º a 8 de fevereiro, a taxa de positividade para SARS-CoV-2 em testes RT-PCR realizados em unidades de saúde de todo o estado foi de 50%.
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_________________________________________________Hong Kong bate recorde de casos de Covid, e moradores se desesperam em meio às medidas mais restritivas da pandemia

_________________________________________________Covid-19: Saiba por quanto tempo é recomendado usar a mesma máscara e como conservá-la

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Antes de mais nada, é preciso saber: onde você normalmente guarda suas máscaras respiratórias?
A) Em vários sacos de papel pardo marcados com os dias da semana, alinhados no parapeito da janela.
B) Pendurada em ganchos perto da porta.
C) Enfiada em um saco plástico na minha bolsa ou mochila.
D) Às vezes encontro uma enfiada no bolso da calça ou no chão do carro.
Se você respondeu “D”, não fique envergonhado. Convivo com o caos das máscaras na minha casa também. As máscaras estão por toda parte — em ganchos e maçanetas, em gavetas, enfiadas em bolsos de casacos e mochilas e, sim, confesso que já peguei uma máscara no chão do meu carro. (Por favor, não faça isso. Um estudo da Clorox descobriu que o lugar com mais germes em seu carro é o tapete do lado do motorista. O porta-copos do banco da frente não estava muito atrás.)
Agora que as autoridades de saúde pública estão recomendando que todos usemos máscaras respiratórias de alto desempenho — como PFF2, N95 e KN95 — o cuidado com as máscaras é mais importante do que nunca. Ao contrário das máscaras de pano, você não pode jogar uma máscara de alto desempenho na máquina de lavar na lavanderia. Sem falar que elas custam mais caro — R$ 79 ou mais um conjunto de 10 – por isso é importante saber como reutilizá-las.

_________________________________________________O que muda na prática se covid virar endemia?
"É possível que precisemos de vacinas adaptadas de acordo com o surgimento de novas variantes, para proteger principalmente os grupos mais vulneráveis, como idosos, pacientes imunossuprimidos e crianças", antevê Croda.
É cedo para decretar uma endemia?
As decisões tomadas por alguns países europeus geraram algumas controvérsias no meio acadêmico.
Num artigo publicado na revista especializada Nature, o pesquisador Aris Katzourakis, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criticou o que ele considera um "otimismo preguiçoso".
"Como virologista evolutivo, fico frustrado quando gestores públicos invocam a palavra 'endemia' como uma desculpa para fazer pouco, ou não fazer nada. Existem mais coisas que podem ser feitas do que aprender a conviver com rotavírus, hepatite C ou sarampo endêmicos", escreveu.
Katzourakis também diz que é um erro pensar que a evolução dos vírus sempre os tornam mais "bonzinhos".
"Lembre-se que as variantes alfa e delta são mais virulentas que a versão original detectada em Wuhan, na China. E a segunda onda da pandemia de gripe espanhola em 1918 foi muito mais mortal que a primeira", argumenta.
"Pensar que a endemia é leve e inevitável não é apenas errado, mas perigoso: deixa a humanidade à mercê de muitos anos da doença, incluindo ondas imprevisíveis e novos surtos. É mais produtivo considerar o quão ruim as coisas podem ficar se continuarmos a dar ao vírus oportunidades de nos enganar. E daí então podemos fazer mais para garantir que isso não aconteça", finaliza.
Para Croda, só o tempo dirá se a decisão dos países europeus foi certa ou errada. "Isso depende muito de fatores que não controlamos. Nesse meio tempo, pode surgir uma nova variante extremamente contagiosa, com escape imunológico e maior risco de hospitalização e óbito", especula.
"É justamente para evitar que isso aconteça que precisamos ofertar vacinas para todos, especialmente para aqueles que ainda não tomaram nenhuma dose. Essa deveria ser a prioridade número um do mundo inteiro", acrescenta.
Maciel concorda. "Quando a transmissão está muito alta, tudo pode acontecer, inclusive o surgimento de novas variantes.", alerta.
"E o Brasil, além de seguir com a vacinação, precisa ampliar o acesso aos tratamentos contra a covid, como os anticorpos monoclonais e os antivirais, que já são usados em outros países", complementa.
Onde o Brasil se encaixa nesse debate?
Por ora, ainda é muito cedo para falar de endemia no nosso país, explicam os especialistas. Estamos na crista da onda da ômicron, com recordes no número de casos e um aumento expressivo nas hospitalizações e nas mortes por covid durante os últimos dias.
O Instituto de Métricas em Saúde da Universidade de Washington, nos EUA, projeta que o Brasil deve atingir o pico de óbitos relacionados a essa nova variante no meio de fevereiro. A partir daí, os números devem cair novamente e se estabilizar durante o mês de março.
Portanto, estamos alguns passos atrás do que é observado em outras partes do mundo, onde os números já estão se estabilizando.
Para garantir uma situação mais tranquila por aqui, também é preciso ampliar a cobertura vacinal com a terceira dose. No momento, 23% dos brasileiros tomaram o reforço, número muito aquém do ideal. Vários estudos já mostraram que essa aplicação do imunizante é essencial para proteger contra a ômicron e seus efeitos mais graves no organismo.
Croda entende que, com o passar do tempo, vários países devem seguir os passos dos europeus e começarão a encarar a covid sob uma nova ótica.
"E a América do Sul pode até ter uma vantagem nisso, já que é o continente com a maior cobertura vacinal contra a covid do mundo", compara.
"Assim que a onda da ômicron passar, podemos ficar numa condição muito melhor para diminuir as restrições", diz.
Para entender como os gestores públicos enxergam essa discussão e se já há algum planejamento para que o país entre nessa fase de transição, a BBC News Brasil entrou em contato com o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e com o Ministério da Saúde.
Por meio de uma nota de esclarecimentos, o Conass declarou que "o avanço da vacinação no Brasil, que hoje já alcança mais de 75% do público-alvo vacinado com as duas doses, é o primeiro passo para que o país caminhe para superar a pandemia da covid-19, porém, a introdução da variante ômicron mostrou a complexidade do enfrentamento do vírus e sua alta capacidade de mutações."
"A rápida transmissão desta variante criou uma nova pressão na rede assistencial e o aumento de óbitos. Não é possível considerar de caráter endêmico uma doença que traz esse peso na assistência e que tenha essa alta morbimortalidade. Superar a pandemia não quer dizer que não teremos mais casos e óbitos pela covid-19, mas não temos parâmetros ainda para saber o quanto de casos e óbitos serão considerados esperados e, dessa forma, tratados como endêmicos", continua o texto.
"As atenções e os esforços atuais devem estar voltados para garantir a ampliação e manutenção dos leitos clínicos e UTI covid, além da intensificação das campanhas de incentivo para que todos os brasileiros completem o esquema vacinal, incluindo a dose de reforço. Ainda não é o momento para baixar a guarda e decretar o controle da pandemia no Brasil", conclui o Conass.
O Ministério da Saúde não enviou resposta até a publicação desta reportagem.
_________________________________________________Covid-19: afrouxar restrições, mesmo em áreas com poucos casos, pode causar 2 milhões de mortes em um ano
_________________________________________________Drauzio Varella diz que Marcelo Queiroga "envergonha a medicina"

247 - O médico Drauzio Varella criticou duramente o governo Bolsonaro e a sua política negacionista em relação às vacinas contra a Covid-19 e defendeu a criação de uma legislação para punir quem divulga fake news.
“A realidade é que temos um presidente da República que é contra as vacinas. O que ele entende de medicina? Nada, é um ignorante total. Temos um ministro da Saúde que foi colocado lá para obedecer o presidente da República. No caso do ministro, a situação é mais grave porque ele é médico e tem o peso que a profissão lhe dá”, afirmou Drauzio, durante entrevista à Globonews.
E acrescenta: “Ele [Marcelo Queiroga] é um médico que não está lá como médico, aliás ele envergonha a medicina. Está lá para obedecer às ordens do presidente da República”.
Drauzio destacou que o negacionismo foi impulsionado por razões políticas.
“Quando você imaginou que ia existir uma onda de notícias falsas querendo convencer as pessoas a não tomar vacinas por razões políticas e não por razões científicas? A revolta da vacina no início do século, mas eram movimentos que surgiram na população. Agora não. eles vem de cima. Vem do presidente da República, vem do ministro da Saúde e de uma série de políticos”, frisou.
Para o médico, é preciso estabelecer uma legislação que puna esses crimes. “Insisto que são crimes porque não há outra palavra para caracterizar esse tipo de ação”.
Ele lembrou que em todo o mundo já foram aplicadas mais de 10 bilhões de doses da vacina contra a covid. “Vocês viram alguém que morreu depois que tomou a vacina? Alguém que teve um problema sério de saúde? Zero. É tudo falso o que aparece por aí”, aponta.
_________________________________________________OMS: Europa vive 'trégua' com covid-19 que pode levar ao fim da pandemia
_________________________________________________Há dois anos, campanhas de desinformação atacam vacinas anticovid-190
_________________________________________________Ômicron: como evitar o uso errado da máscara 'certa'
Quanto melhor for a barreira oferecida pela máscara, menor é a chance de inalarmos quantidades prejudiciais de partículas virais, ela agrega.
Estudos científicos sobre vedação de máscaras
A vedação de máscaras é um dos principais temas recentes de estudo de O'Kelly.
Para avaliar a capacidade das pessoas em ajustar bem as máscaras ao rosto, ela e seus colegas mediram o ar de dentro de uma máscara em uso (o ar entre a máscara e o rosto) e o compararam ao ar do ambiente. Em tese, se a máscara está "agindo", o ar de dentro deve estar bem mais limpo do que o ar do ambiente.
Só que esse não foi o caso para o ar de dentro das máscaras que estavam mal ajustadas, nem mesmo para as N95, que são as equivalentes à PFF2 e, portanto, têm a melhor capacidade de filtragem.
"Para que essas máscaras sejam altamente protetoras, elas devem se adequar corretamente ao (rosto do) usuário, mas é comum que isso não aconteça", escreveu O'Kelly.
A preocupação é ainda maior com as máscaras do tipo KN95, que, com seus elásticos que se prendem na orelha (e não atrás da cabeça), não necessariamente se fixam bem em torno do rosto.
E, nos casos em que a KN95 não estava bem vedada, sua capacidade de proteção se igualou a de máscaras que têm, em tese, pior qualidade, como as de tecido ou cirúrgicas, segundo os estudos de O'Kelly.
Outro estudo, este feito com máscaras cirúrgicas e de tecido e conduzido por pesquisadores do Departamento de Química de Partículas do Instituto Max Planck, na Alemanha, apontou que até mesmo pequenos vazamentos podem "deteriorar fortemente" a eficiência de filtragem de uma máscara.
"O estudo mostrou que um vazamento correspondente a 1% da área de superfície da máscara levou a uma redução de 50% na capacidade de coletar partículas de 2.5 microns nas condições em que o estudo foi feito", explica Vitor Mori.
Isso quer dizer que aqueles espaços entre o nariz e a máscara, por exemplo, podem comprometer fortemente a eficiência dessa camada protetora.
Como saber, então, se a minha máscara está bem vedada?
Antes de mais nada, é bom reforçar a importância de usarmos boas máscaras, como as PFF2, sobretudo nos lugares fechados ou de baixa circulação do ar.
É que, nesses lugares, é mais fácil que se acumulem partículas de aerossol potencialmente carregando o coronavírus, as quais ficam suspensas no ar e podem tirar proveito de brechas na vedação das máscaras.
"A transmissão por aerossol é a mais difícil de se prevenir", explica Eugenia O'Kelly.
Sendo assim, uma máscara de alta filtragem que esteja bem ajustada ao rosto é uma barreira importante à entrada do vírus por nossas vias respiratórias.
Em alguns casos, é fácil perceber quando uma máscara está deixando passar ar não filtrado - quando há brechas na região do nariz ou nas laterais do rosto.
Mas alguns vazamentos podem não ser tão perceptíveis.
Vitor Mori sugere colocar um pequeno espelho perto do rosto - nas laterais, por cima do nariz, no queixo - enquanto estamos usando a máscara. Se o espelho embaçar enquanto estivermos inspirando e expirando, é sinal de que o ar está escapando pelas laterais ou por cima do rosto sem estar sendo filtrado.
O'Kelly sugere que, para melhorar a eficácia dessa técnica, você fale e faça expressões faciais enquanto checa se o espelho está embaçando. Isso simula um uso mais real da máscara, que não necessariamente fica paralisada em nosso rosto porque este se movimenta.
(Vale ressaltar que o ar filtrado também vai sair - através do tecido da máscara -, o que pode embaçar um pouco os óculos de quem os usa. Isso não é um problema.)
De modo geral, máscaras que acompanhem a sua respiração - ou seja, que inflam e desinflam conforme você respira - também estão, em tese, mais bem vedadas. "Não é uma garantia de que não haja vazamentos, mas é um bom indicador", explica O'Kelly. Essa técnica só é útil para máscaras que não sejam feitas de tecido extremamente rígido, como é o caso de algumas PFF2.
Mori faz também um alerta para homens que usam barba: o pelo facial atrapalha a boa vedação da máscara. "O ideal é que a máscara esteja em contato com a pele", diz o físico.
O'Kelly, por sua vez, adaptou, para uso caseiro, um método usado em hospitais para verificar a vedação de máscaras.
Esse método adaptado consiste em diluir um pouco do adoçante sacarina sódica (substância escolhida por ter sabor) em água destilada ou purificada. Essa diluição deve ser colocada em um nebulizante ou um difusor aromático, para liberar a substância no ar ao redor do usuário da máscara.
Se o usuário conseguir sentir o sabor da sacarina mesmo enquanto estiver vestindo a máscara, é sinal de que o protetor facial não está filtrando corretamente e, portanto, a máscara não está bem vedada.
Aumentando a proteção das cirúrgicas e KN95
Segundo os estudos de Eugenia O'Kelly, é possível também melhorar a eficácia de máscaras cirúrgicas ou do tipo KN95, embora seja bom destacar que elas não alcançam a filtragem de uma PFF2.
Isso pode ter serventia em ambientes de menor risco, como parques ou áreas bem ventiladas.
Primeiro, é importante que essas máscaras sejam certificadas (para evitar falsificações de baixa qualidade).
Em máscaras cirúrgicas ou KN95, foi possível melhorar a vedação colando fitas do tipo esparadrapo ou micropore nos vácuos entre rosto e máscara, segundo os estudos de O'Kelly.
Não há, segundo os estudos de O'Kelly, uma dica única de vedação que funcione para todos os tipos de máscara cirúrgica ou KN95 - é preciso ver como cada máscara se adapta a cada tipo de rosto. Em alguns casos, para rostos mais finos, nós rentes à lateral das alças ajudam a aumentar a vedação, por exemplo.
As máscaras de pano, porém, estão muito distantes de oferecer uma alta proteção, segundo a pesquisadora de Cambridge.
Nos testes feitos por O'Kelly, nem mesmo as melhores máscaras de pano chegaram perto da capacidade de proteção oferecida pelas piores (ou menos vedadas) máscaras PFF2/N95. "As máscaras de tecido são capazes de bloquear apenas as partículas maiores", explica O'Kelly. "O fato de haver tanta transmissão neste momento indica que muito dela ocorre pelas partículas menores."
Uma máscara de tecido que se ajuste bem ao rosto pode ajudar, porém, a melhorar a eficácia de uma máscara cirúrgica, se for colocada por cima dela para melhorar sua vedação.
Com tudo isso, é bom reforçar a conclusão de que as máscaras do tipo PFF2 ainda são nossa melhor barreira individual contra partículas de ar potencialmente contaminadas pelo coronavírus.
"A gente deveria ter, desde o começo, falado da (importância da) PFF2. Falhou-se muito ao falar da máscara de pano, que deveria ter sido apenas um plano B para a época em que não tinha muita oferta de máscaras melhores. Daí uma solução que era para ter sido temporária (de popularizar o uso de máscaras de pano) acabou virando definitiva", critica Vitor Mori.
_________________________________________________Covid: Pico das internações em SP deve acontecer em 3 semanas, diz Gabbardo
_________________________________________________Brasil registra maior média móvel de óbitos desde setembro de 2021
Nas últimas 24 horas, 695 mortes por Covid-19. A média móvel foi de 523 óbitos, 243% maior que duas semanas atrás. É a maior média móvel de óbitos já registrada desde setembro de 2021.
_________________________________________________Ciência é maltratada por populistas e antipopulistas
A ciência não pode ser arrogante
_________________________________________________CANADÁ: JUSTIN TRUDEAU vai para ESCONDERIJO em meio a PROTESTOS de CAMINHONEIROS

_________________________________________________Covid-19: pelo segundo dia consecutivo, estado tem mais de 200 pessoas em fila de espera por leito

RIO — O estado do Rio teve 30.092 novos casos de Covid-19 e 25 óbitos em 24 horas. Um aumento de 43% em relação ao número de casos confirmados no dia anterior. Há 201 doentes aguardando na fila por uma vaga de enfermaria ou UTI.
Na capital, foram quase 20 mil casos confirmados em 24 horas. Ao todo, 19.821 testaram positivo para a doença e são 78 casos graves com necessidade de internação. A cidade tem 925 pessoas internadas e 73 aguardando por um leito. O número de internações é maior do que o registrado nesta sexta-feira, quando havia 903 pessoas em hospitais. O número já havia ultrapassado o total registrado no pico da variante Delta, quando o município chegou a 850 internações.
A capital também registrou três óbitos em 24 horas. Como especialistas já destacaram, apesar do alto número de confirmados, a variante Ômicron tem casos mais leves do que a variante Delta.
_________________________________________________Brasil registra mais de 202 mil casos de Covid-19 e média móvel volta a bater recorde
_________________________________________________Infecções pela covid-19 disparam e mortes também registram alta no Brasil
A explosão de casos diários, que já passam de 200 mil, eleva as internações
Impacto nas mortes
A curva de mortes começou a subir recentemente por conta do tempo entre o contágio, hospitalização, óbito, confirmação da causa e, finalmente, o registro. Em 31 de dezembro, a média móvel registrava 97 óbitos diários. No dia 19, essa mesma métrica registrava 215 óbitos diários — aumento de 121% em pouco mais de duas semanas.
Dessa forma, a média móvel de vítimas atingiu agora um patamar acima do que estava às vésperas do ataque hacker, quando a média indicava 183 mortos pela doença a cada dia. Desde o dia 3 de dezembro de 2021, o país não ultrapassava as 200 mortes diárias.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
_________________________________________________TEM que ter PENA-CAPITAL, não é possível...! PAREDÃO JÁ!!!
Após quase DOIS ANOS de PANDEMIA, Ministério da Saúde diz que CLOROQUINA é EFICAZ e VACINAS, NÃO
_________________________________________________Sem vacina, atriz Elizangela está em estado grave no CTI com sequelas da Covid

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A atriz Elizangela, de 67 anos, foi internada na quinta-feira (20), em Guapimirim, na Baixada Fluminense, em estado grave com sequelas respiratórias da Covid. Segundo a prefeitura, ela chegou passando muito mal ao Hospital Municipal José Rabello de Mello e quase teve que ser intubada.
Segundo a assessoria da artista, Elizangela é "bem rebelde" e radicalmente contra a vacinação — como deixa claro em suas redes sociais. Ela não tomou nenhuma dose do imunizante contra a doença.
Nesta sexta-feira (21), Elizangela estava estabilizada no CTI (Centro de Terapia Intensiva). Os testes recentes apontaram que a atriz não tem mais o vírus da Covid.
A Prefeitura de Guapimirim disse que a atriz já tinha ido ao hospital na semana passada após se sentir mal. Na ocasião, ela foi atendida, medicada e teve alta.
Na quinta-feira, Elizangela retornou à unidade em estado mais grave. Ela foi encaminhada à sala vermelha, onde os médicos conseguiram estabilizá-la.

Elizangela estreou na TV como criança, no programa "Clube do Guri", na extinta TV Tupi, em 1965. Logo depois passou ao programa infantil "Clube do Capitão Furacão", na TV Globo. Ela já participou de mais de 30 novelas. A última foi "A dona do pedaço", em 2019.
_________________________________________________Por que a Ômicron está DESCARTANDO a ESPERANÇA de atingirmos a IMUNIDADE de REBANHO
_________________________________________________Opinião: Chico Alves - Barra Torres usa a palavra certa para definir atos de Bolsonaro: crime

_________________________________________________Ômicron: qual a melhor MÁSCARA para proteger contra covid, segundo autoridades americanas
_________________________________________________12 mitos e verdades sobre a covid-19
7 - Máscaras causam aumento do nível de CO2
MITO Embora o uso prolongado de máscaras possa ser desagradável para algumas pessoas, elas não causam intoxicação por CO2 ou redução no nível de oxigênio. As máscaras devem ser bem ajustadas ao rosto para oferecerem boa proteção contra o vírus.
Apesar de a OMS não recomendar o uso de um tipo específico de máscara, especialistas indicam as máscaras PFF2 para maior proteção.
8 - Clima muito quente ou muito frio ajuda a matar o vírus
MITO O vírus pode se disseminar em ambientes frios, quentes, úmidos ou secos, e países com climas diversos registraram altas taxas de infecção.
9 - Estudos clínicos mostram que a hidroxicloroquina não é indicada para tratar a covid-19
VERDADE A hidroxicloroquina e a cloroquina são drogas usadas no tratamento de doenças como malária, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide e foram estudadas para o tratamento da covid-19. Os dados dos estudos mostraram que as drogas não reduziram as taxas de morte entre pacientes internados nem trouxeram benefício clínico para pacientes com quadros moderados de covid.
10 - A dexametasona é recomenda para todos os pacientes com covid-19.
MITO A dexametasona, um corticoesteroide indicado para o tratamento de algumas condições de saúde por seu efeito anti-inflamatório e imunossupressor, deve ser utilizada apenas quando houver indicação médica e não é recomendada para pacientes com sintomas leves. A droga tem benefício para pacientes internados em UTIs, em uso de ventiladores pulmonares.
11 - Antibióticos não devem ser usados para prevenir ou tratar a covid-19
VERDADE A covid-19 é causada por um vírus. Antibióticos devem ser utilizados para tratar infecções causadas por bactérias, portanto não são indicados para a doença.
No entanto, algumas pessoas hospitalizadas por covid-19 podem necessitar de antibióticos caso tenham uma infecção bacteriana associada à covid-19.
12 - Vitaminas e suplementos minerais não servem para tratar covid-19
VERDADE Micronutrientes, como zinco e vitaminas D e C, são necessários para o bom funcionamento do sistema imunológico, mas não há nenhuma indicação para utilizá-los no tratamento da covid-19.
Sua reposição deve ser feita com indicação médica e apenas em casos em que há carência desses micronutrientes.
Por fim, para evitar a covid-19 e suas complicações, vacine-se com todas as doses recomendadas das vacinas utilizadas para prevenir a doença, use máscara bem ajustada ao rosto (dê preferência às PFF2), evite aglomerações, mantenha os ambientes bem ventilados e lave as mãos.
_________________________________________________A linha turva entre proteção e protecionismo na China da 'Covid zero' | Marcelo Ninio - O Globo

_________________________________________________Júlia Rocha - Para conhecer Felipe Durante: será que ninguém morre de covid na China?


Júlia Rocha 18/01/2022 16h28
A iniciativa para esta conversa partiu de mim e do meu grande desejo de conhecer um pouco mais da realidade da China hoje. Sou uma entre tantas outras médicas brasileiras que vivenciou o completo caos no enfrentamento à pandemia da covid-19. Foi angustiante contemplar a falta de comando centralizado para a definição das políticas públicas que protegeriam o país dessa onda mortífera que nos assolou e segue nos rondando dois anos depois. Assim, entender como foi possível que a China parasse de registrar mortes por covid-19 era algo importante.
A entrevista de hoje é com o engenheiro paulistano Felipe Durante. Felipe mora na Ásia há cinco anos. Há dois anos e meio, está na China, onde viveu todo o período da pandemia da covid-19. Felipe usa o Twitter e o Youtube para divulgar o cotidiano chinês e dedica uma parte considerável da sua energia nessas redes sociais para contrapor notícias falsas ou equivocadas sobre o país.
Júlia Rocha - "A China não é santa." Ouvi você dizendo esta frase recentemente em uma live em que você foi convidado para falar de uma China que pra nós é distante em todos os sentidos. Acho que esta fala é um bom começo para nos trazer para a realidade. O que ainda te surpreende, tanto de forma negativa quanto de forma positiva, na China?
Felipe Durante - O que mais me incomoda é a censura. E não falo da censura do governo em relação às redes sociais. Há uma camada a mais nisso que é a questão dos dados. A gente sabe que, de um modo geral, as maiores redes sociais do mundo não se importam muito que grupos nazistas de extrema direita estejam se organizando através de suas plataformas. Eu nem entro nesse mérito especificamente. Eu falo da censura aos filmes, aos produtos culturais.
Há filmes cuja estreia não tem sequer data prevista por aqui. E há um motivo. Sabemos que há um motivo para a censura, mas não sabemos qual é esse motivo. E o cidadão comum fica privado disso. Não me incomoda não ver o filme em si. Me incomoda não poder vê-lo.
Isso impacta na forma como as pessoas comuns pensam. Veja que interessante. Quando há demanda por profissionais em áreas criativas e de resolução de problemas, como design de produtos, por exemplo, muitas empresas chinesas preferem contratar profissionais estrangeiros. Talvez porque nós tivemos acesso a uma produção cultural mais diversa de forma mais livre a vida toda e isso nos facilite a pensar fora da caixa e encontrar soluções mais sofisticadas.
O que me surpreende de forma positiva é que é muito conveniente morar na China. Recentemente, precisei resgatar a minha carteira que estava guardada em uma mala para poder viajar para os Estados Unidos. Aqui eu não tenho carteira. Faço absolutamente tudo através de alguns aplicativos no celular. Desde pagar todas as minhas contas (aluguel, inclusive) a comprar em qualquer loja, reservar um hotel, comprar passagens de trem, de avião, pedir táxi, transferir dinheiro para outra pessoa. Tudo. Não se usa dinheiro. Não há caixas eletrônicos, porque ninguém tira dinheiro.
Uma facilidade muito boa é que você consegue ir a qualquer lugar do país de forma muito simples através dos trens-bala. Há um trem-bala para qualquer canto da China. E você anda por qualquer lugar sem sentir medo. Há uma sensação de segurança muito forte. Não se vê polícia na rua, mas eu me sinto muito seguro. Uma mulher pode andar sozinha na rua de madrugada que a chance de acontecer qualquer coisa é muito pequena. Há crimes? Sim. Há estupros, assassinatos, mas é muito menos. É muito seguro, mesmo. E como eu disse, não há polícia na rua. Não é seguro porque as pessoas sentem medo do governo. No Vietnã, eu não senti medo/ na Tailândia, eu não senti medo. Me parece que há na Ásia um senso de pertencimento social muito grande.
Seja pela distância geográfica, seja pela distância cultural e política, ou ainda pelas restrições de acesso à informação entre a Ásia e o ocidente, muito do que nos chega sobre os acontecimentos na China são informações bastante questionáveis e que não resistem às checagens. Como você percebe a produção jornalística ocidental em relação à Ásia, especialmente nos países de regime comunista?
Acredito que notícias fofas a respeito da China, coisas boas, fatos corriqueiros não vão chegar ao Brasil. É muito longe. Muito! Uma notícia trivial sobre a China não gera cliques no Brasil ou em qualquer outro país que está tão distante. Para uma notícia chegar aí, necessariamente é uma notícia que vai impactar. O caminho de volta também é o mesmo. O chinês comum não sabe que a inflação do Brasil está em 10%. Isso não chega aqui. Não faz diferença para eles.
Normalmente chega quando o governo para de importar carne, ou quando o Bolsonaro faz algum comentário em relação à China. Precisa ser algo maior. E aí, é claro que no meio dessa guerra fria da informação que os Estados Unidos vem impondo, o foco das notícias sobre a China obviamente será de coisas negativas e vai seguir sendo assim por um bom tempo, afinal eles precisam desse inimigo. Eles são um país que estão constantemente em guerra. Eles precisam disso. E essa guerra de informações não vai parar tão cedo.
A política de "zero covid" que a China faz hoje é pintada de forma negativa porque está prejudicando empresas na Europa e nos Estados Unidos, o que é um absurdo. É justamente essa política em relação à covid na China que faz o mundo continuar funcionando. Se a China estivesse vivendo nas condições do Brasil e dos Estados Unidos, teríamos a fábrica do mundo parada. Eles conseguem construir uma imagem negativa de uma política que salva vidas.
Um exemplo disso é que o mundo todo questionou os números de mortos pela covid aqui na China. As pessoas não acham possível que um país de 1,3 bilhão de habitantes tenha perdido menos de 5.000 vidas para a doença. Mas estas mesmas pessoas não questionam os números nos Estados Unidos. Mesmo tendo havido uma admissão por parte da Casa Branca de manipulação de dados durante o governo Trump. Cientistas de dados na Flórida estavam sendo constrangidos pela polícia em suas casas ao divulgarem dados que contestavam a veracidade dos dados oficiais. Com isso ninguém se importou. Ninguém foi atrás para checar se os dados americanos estavam corretos e se, de fato, morreram 800 mil pessoas ou se foram mais. Mas quando as notícias se referem à China, elas sempre serão questionadas, porque é a China, país comunista.
Felipe, uma coisa que me intriga muito são esses dados sobre a covid. É tão inacreditável para uma médica brasileira que esse nível de controle sobre uma doença tão transmissível e tão potencialmente grave como a covid-19 tenha sido possível que me pego a pensar que algo de muito especial deve ter sido feito aí. Se não, a conta não fecha. Acompanho você no Twitter e assisto a todos os seus vídeos no seu canal no Youtube. Quando vi o seu relato contando sua jornada para retornar à China depois de uma viagem de trabalho nos Estados Unidos, comecei a pensar que se o controle foi daquele jeito, então esses números realmente podem ser reais. Afinal, o que determinou esse sucesso acachapante da China diante dessa pandemia?
Vou te trazer dois exemplos que ilustram bem a forma como a China está enfrentando a pandemia. Acharam quatro ou cinco casos em Xangai na semana passada, em uma casa de chá. Todo mundo que teve contato com aquelas pessoas está em quarentena hoje. São mais de 300 pessoas. Eles rastreiam o segundo e, às vezes, até o terceiro nível de contato. Nesse episódio, foram mais de 50 mil pessoas testadas em 48 horas.
Os condomínios onde essas quatro ou cinco pessoas infectadas moram foram colocados inteiros em quarentena, e quem está lá não pode sair. Eles têm todo o apoio do governo em relação a questões financeiras, de alimentação, etc, mas não podem sair.
No final de 2021, uma pessoa que foi à Disney de Xangai testou positivo. Por conta desse único caso, a Disney fechou durante o dia para testar todas as pessoas que estavam lá dentro. Ficaram até de madrugada testando. Quem trabalha na Disney passou pelo mesmo processo. Um funcionário da mesma empresa em que trabalho esteve no mesmo trem que esta pessoa do caso identificado. na Disney — isso se sabe a partir dos dados de localização fornecidos por aplicativos usados para o controle da covid-19. Esse funcionário entrou em quarentena de 14 dias. Não dá para saber sequer se ele esteve no mesmo vagão da pessoa infectada, mas, por precaução, a informação de que estavam no mesmo trem já gerou esse movimento de isolá-lo. E a minha empresa autorizou todas as pessoas que tiveram contato com ele a trabalharem de casa por 14 dias.
É assim que a China age hoje quando identifica um caso novo. É uma reação que pode ser vista como exagerada, mas eles sabem que numa cidade como Xangai, que tem 26 milhões de habitantes, se eles não fizerem assim, há uma chance imensa de tudo sair do controle.
É preciso somar a essa análise a dificuldade de entrar no país. A China fechou as fronteiras em março de 2020. Já são quase dois anos. Eu mostrei recentemente em um vídeo no meu canal como o processo para entrar no país atualmente é muito complicado. Quem tem visto de turista não entra, quem tem visto de negócios não entra. Você precisa ter o visto de trabalho ou o visto de residência, que é o meu caso. Isso já reduz muito o número de pessoas que podem entrar. Ao redor do mundo, muitos consulados não estão sequer emitindo vistos. Definitivamente não é um processo simples.
Além disso, mais de 90% da população já está vacinada. Isso faz com que a chance de morrer alguém caia ainda mais. Acontecem casos como o de Xian, cidade que está em lockdown há quase 1 mês. Não é um lockdown no mesmo nível do que foi o de Wuhan. É um fechamento parcial, bem menos restritivo, mas que teve o objetivo de conter o espalhamento da ômicron que ocorreu muito rapidamente.
Com esse nível de controle, muito poucas pessoas adoecem gravemente e eles conseguem atender de forma muito eficiente quem precisa de hospitalização, por exemplo.
Resumindo: é dificílimo entrar na China. Para quem entra, o controle é muito rigoroso. Se ocorre um caso, a reação é imediata e contundente. A vacinação já avançou até para crianças de 3 anos. Com poucas pessoas adoecendo gravemente, fica fácil tratar quem precisa de forma muito qualificada. É por tudo isso que quase ninguém morre de covid-19 na China hoje em dia.
Felipe, obrigada por esses esclarecimentos. É importantíssimo que tenhamos essas oportunidades de conhecer a China a partir de outros olhares. Fique à vontade para deixar uma mensagem final para quem nos acompanhou até aqui.
Eu diria para que as pessoas criem o hábito de checar as informações sobre a China que circulam pelo ocidente. É preciso pesquisar. Há muita fonte de informação pela internet e a própria Wikipédia pode ser um bom ponto de partida. Os artigos têm muitas fontes que servem como uma boa base inicial.
E eu sigo no Youtube publicando meus vídeos e tentando também trazer essas informações com o olhar de quem mora aqui há muitos anos. Agradeço a quem nos acompanhou até aqui. Quanto mais a gente falar da China e da Ásia no Brasil, melhor. São dois pontos geograficamente muito distantes e poder trazer notícias desse cotidiano real é valioso.
_________________________________________________Reino Unido bate recorde de mortes em um dia por Covid desde fevereiro de 2021
Apesar de alto, o número ficou bem abaixo do visto durante o pico de óbitos, em janeiro de 2021, quando o país chegou a ter uma média móvel diária de mais de 1.200 mortes.
_________________________________________________Queda de casos em outros países indica que pico de Ômicron pode acontecer em duas a três semanas
_________________________________________________Médicos preveem colapso do sistema municipal de saúde de São Paulo
São Paulo – Médicos da rede municipal de São Paulo preveem que o sistema de saúde está prestes a colapsar, devido à falta de profissionais somada a uma quantidade crescente de pacientes com o avanço dos casos de Covid-19.
“Quando não tem estrutura, são os médicos que são agredidos na ponta. Nossas demandas foram feitas para que tenham medidas e não aconteça o colapso que vemos se delinear”, afirmou ao Metrópoles o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo, Victor Dourado.
O sindicato negocia melhores condições de trabalho e atendimento à população com a prefeitura. Sem acordo, a categoria havia decidido por uma paralisação no atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nesta quarta-feira (19/1). No entanto, a pedido da prefeitura, a Justiça concedeu liminar na terça-feira (18/1) que proibiu a greve.
A paralisação, segundo o sindicato, foi a única medida cogitada para prevenir o esgotamento do sistema público de saúde.
Entre as causas de um possível colapso, citadas pelos sindicalistas, estão a falta de reposição de médicos que deixam de trabalhar nos postos de saúde ou que estão afastados justamente por terem contraído o coronavírus ou apresentarem sintomas. O número reflete a alta de casos na cidade. A prefeitura estima que a cidade pode estar em seu pior momento de propagação do vírus.
Dourado diz que, no dia 13 de janeiro, 3.190 médicos da rede municipal estavam afastados por razões ligadas à Covid.
Déficit de médicos
Ele também se queixa da falta de transparência nos dados da prefeitura, o que impede de diagnosticar o verdadeiro déficit de médicos na rede pública. Dourado estima que, só pela falta de reposições de profissionais que saíram no ano passado, faltem 900 médicos para dar conta da atual demanda.
Esse cálculo do sindicato leva em consideração a demanda existente de mais dois médicos prestarem serviço nas 469 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que são a porta de entrada da rede de atenção à saúde.
Para tentar aliviar a reivindicação dos médicos, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou a contratação de 700 profissionais de saúde. O sindicato, porém, afirma que, desse contingente, só 140 profissionais seriam médicos.
“Esse anúncio de 140 contratações não é plano de contingência nem para a quantidade de profissionais afastados pela doença”, criticou o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo.
Na segunda-feira (17/1), após reunião com o sindicato, a Secretaria Municipal de Saúde prometeu, entre outros, regularizar o pagamento das horas extras acumuladas até o fim do ano passado. Informou ainda que pagará horas extras e plantões extras na folha de pagamento do respectivo mês, inclusive para os demais servidores da rede.
_________________________________________________No Rio, 90% dos internados com Covid-19 não se vacinaram
"As internações se APROXIMARAM de ZERO em novembro, mas voltaram a SUBIR agora em alguns hospitais. MAS isso ainda NÃO tem IMPACTO sobre o VOLUME TOTAL de leitos da unidade.
A evolução dos casos causados por essa cepa tende a ser muito mais benigna. Muitas vezes não requer nem o uso de antibióticos. Ela também não afeta os pulmões como as outras variantes.

247 - Em hospitais da rede privada do Rio de Janeiro, 90% dos internados com Covid-19 não se vacinaram, informa o diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj), Graccho Alvim. As informações são do jornal O Globo.
Segundo Alvim, o número de internados cresceu nas últimas semanas por causa da nova onda de casos, motivada principalmente pela variante ômicron, mais infecciosa. A situação, contudo, ainda está controlada. Quatro estados, porém, estão com ocupação de leitos de UTI acima de 80%.
"As internações se aproximaram de zero em novembro, mas voltaram a subir agora em alguns hospitais. Mas isso ainda não tem impacto sobre o volume total de leitos da unidade.
Ainda há uma estabilidade grande nas internações. Se houver necessidade, temos capacidade de abrir muito mais leitos. Mas a demanda atual não chega perto do que já vimos em outras ondas", afirma Alvim.
De acordo com a Aherj, os casos de Covid-19 causados pela ômicron costumam ser mais leves, ainda que os cuidados continuem sendo necessários. "
De acordo com a Aherj, os casos de Covid-19 causados pela ômicron costumam ser mais leves, ainda que os cuidados continuem sendo necessários. "A evolução dos casos causados por essa cepa tende a ser muito mais benigna. Muitas vezes não requer nem o uso de antibióticos. Ela também não afeta os pulmões como as outras variantes", diz Alvim.
_________________________________________________Pandemia não está nem perto do fim, adverte OMS
_________________________________________________Governo Bolsonaro indicou aos estados que deixaria vacinas de crianças na metade do caminho
Em Goiás, as autoridades locais foram avisadas que o transporte dos primeiros lotes da vacina para crianças só seria feito até o aeroporto.
A rede de frios do governo local fica a alguns quilômetros do aeroporto. Um pedido de transporte foi feito à empresa, o que surtiu efeito: a logística foi efetivada até a central de armazenamento.
O transporte das primeiras doses à capital goiana sofreu atrasos sucessivos, com quatro remarcações de horários. O avião acabou pousando em Brasília, e foi necessário transportar as doses por terra, uma distância de 220 quilômetros.
Antes de fazer o transporte de vacinas para crianças, a IBL prestou um único serviço relacionado à pandemia, conforme o Painel de Compras Covid-19 da União: coleta, separação e entrega de 100 mil máscaras para os hospitais universitários federais, dentro de um contrato de R$ 16 mil com a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).
Os contratos para as vacinas envolvem 16,6 milhões de frascos, que devem ser armazenados e transportados numa temperatura entre -90ºC e -60ºC.
A empresa relatou uma única experiência de transporte de vacina, com um laboratório privado, entre 2015 e 2018.
Sobre os imunizantes, a IBL afirmou que a carga recebida em Guarulhos é armazenada em ultrafreezers, dispostos em câmaras frias, quando começa a preparação para a distribuição até os estados.
"As vacinas são acomodadas em caixas isotérmicas, certificadas e validadas para até 72 horas com gelo seco", disse, em nota. "A IBL Logística atende rigorosamente o que está determinado em contrato. As demais prerrogativas são exclusivas do Ministério da saúde", afirmou.
A empresa disse ainda que é uma das maiores do ramo de logística do país e que foi qualificada por técnicos do ministério no processo de dispensa de licitação. As entregas das vacinas são feitas "em prazo recorde, antes até do limite exigido na maioria das praças".
O ministério disse que não houve prejuízo a nenhuma vacina pediátrica entregue aos estados e ao Distrito Federal. "A pasta prestou toda assistência aos entes federados no processo de envio das doses, realizado em tempo recorde para que a imunização infantil tivesse início. A empresa IBL compareceu em todas as capitais para o recebimento da carga."
A pasta afirmou ainda que houve um "processo seletivo" para a escolha da IBL, com "concorrência" entre diversas empresas do mercado.
_________________________________________________Opinião: Maria Carolina Trevisan - Queiroga assume bolsonarismo radical ao mentir sobre óbitos e vacinas
_________________________________________________Explosão de covid-19 no Brasil: veja os setores que podem ser mais afetados
_________________________________________________Explosão de covid-19 no Brasil: veja os setores que podem ser mais afetados
Variante ômicron tem causado recorde de contaminados no Brasil, o que afeta também a Bolsa

_________________________________________________'A pandemia vai ser cada vez mais leve', diz presidente da Pfizer no Brasil

_________________________________________________VACINAÇÃO INFANTIL
Apesar de Bolsonaro, CIÊNCIA está vencendo OBSCURANTISMO
58% considera que o presidente mais atrapalha do que ajuda a imunização.
"Apenas" 25% pensam o contrário !!!
Mas, e os 17% pensam o que ?!? TOTAL 42%
_________________________________________________Casos de Síndrome Respiratória Grave sobem 135% em todo país
Dados são do boletim InfoGripe, da Fiocruz
_________________________________________________Os cientistas pedem que o governo americano olhe para ALÉM da variante ÔMICRON, RECONHECENDO que ela NÃO deve MARCAR o FIM da PANDEMIA.
As iniciativas do presidente americano focam em ELIMINAR o vírus, ENQUANTO deveriam se CONCENTRAR em VIVER com ele de maneira SEGURA. _________________________________________________
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_______________________________________________________Estamos no início do fim da pandemia?
_______________________________________________________Em aceleração inédita, casos de covid no Brasil já superam pico da 1ª onda

Carlos Madeiro Colaboração para o UOL, em Maceió 13/01/2022 12h54
Com uma aceleração inédita durante a pandemia, o número de casos de covid-19 explodiu esta semana no país, o que fez a média móvel de sete dias superar o pico da primeira onda registrada em 2020. A projeção é que, nos próximos dias, o número de casos supere o recorde da segunda onda.
Segundo o painel de dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), ontem o país registrou 87.471 novos casos, fazendo a média móvel alcançar 52.271.
Conass avisa Saúde que não vacinados deixam Brasil vulnerável com a ômicron
O crescimento de casos este ano impressiona. Dez dias antes, em 3 de janeiro, foram 11.850 novos casos registrados —alta de 737%, algo inédito para um mesmo período durante toda a pandemia.

O recorde da média na primeira onda foi batido em 29 de julho de 2020, com 46.536 casos. Já na segunda onda, o recorde da média foi em 24 de junho de 2021, com 77.265 casos.
A alta agora é atribuída à chegada e circulação da variante ômicron, somado às festas natalinas e de Réveillon. A curva de aceleração de casos é a mesma vista em outros países que também são desafiados pela transmissão da nova cepa. A previsão é que metade da Europa seja infectada nas próximas semanas.
Os números, porém, devem ser muito maiores já que ainda há resquícios dos problemas que gerou um apagão de dados do Ministério da Saúde e por conta da subnotificação de casos devido à quantidade de casos leves, falta de testes e de pessoas que não buscam serviços de saúde para testagem. Some-se a isso a ausência de um programa massivo de testagem em âmbito nacional.
"Este é, sem dúvida, o momento de maior número de casos no Brasil", diz o cientista Miguel Nicolelis, que alerta para o que seria uma falsa premissa de que a ômicron —por gerar casos mais leves e pela alta taxa de vacinação no país— não deve causar problemas, como lotação em hospitais.
Em nível populacional não tem nada de leve! Não interessa se os sintomas são leves da maioria das pessoas porque, quando você multiplica um número gigantesco por um número pequeno dá um número gigantesco ainda. Muita gente infectada, logo, muita gente vai precisar de internação"Miguel Nicolelis, cientista
O diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou no sábado passado que a ômicron não deve ser descrita como branda, já que o número recorde de pessoas infectadas vem lotando sistemas de saúde em todo mundo.
"A ômicron está entre os vírus mais infecciosos já conhecidos pelo homem, pau a pau com e até ganhando do vírus do sarampo", diz Flávio Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

Explosão de casos
Em alguns estados, o número de casos já é recorde, como no Espírito Santo. Em Pernambuco, a ocupação de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) para casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) está em 85%, mesmo com a abertura de mais de 200 vagas nas últimas semanas.
No Amazonas, onde as ondas de covid passadas causaram colapso hospitalar, o número de casos explodiu esta semana após apresentarem meses de números sob controle. Ontem, foram 1.659 casos notificados, uma incrível alta de em comparação ao dia 3, quando foram registrados 88 casos.
Outros dados apontam que a pandemia no Brasil também apresenta dados além do notificado oficialmente.
No Rio de Janeiro, a positividade de testes feitos de covid-19 chegou a 50%, com o dobro de casos de dezembro em apenas sete dias do ano.
Como não há boletins epidemiológicos de covid-19 publicados este ano ainda pelo Ministério da Saúde, não é possível saber o atual percentual de positividade dos testes em laboratórios públicos no país.
Um outro exemplo da explosão de casos é o número de buscas no Google por "teste de covid", que nos últimos dias bateu recorde no Brasil.

O número de pessoas que reportaram sintomas de covid também atingiu, em muitos estados, o seu recorde, segundo dados do projeto da Rede Análise Covid-19, em parceria com o Facebook e Universidade de Maryland (EUA).
"Temos indícios que mostram que o apagão pode estar não nos deixando ver um incêndio forte. Eu acredito que podemos estar no pior momento [de casos], mas também podemos não estar. Não temos como comprovar isso", diz Isaac Schrarstzhaupt, analista de dados e coordenador na Rede Análise Covid-19.
Outro número que chama atenção é a projeção do IHME (Institute for Health Metrics and Evaluation), da Universidade de Washington. Ele aponta que o Brasil teria hoje uma subnotificação de casos que chegaria a até seis vezes do total, o que faria o país ter ao menos 450 mil casos no dia.
No painel de análise de projeções, o pico de casos ocorrerá no início de fevereiro, superando 2 milhões de casos por dia no Brasil. "Agora imagina se tivermos isso com um serviço de saúde já baleado?", questiona Miguel Nicolelis.

Ele questiona o porquê de as autoridades no país não estarem tomando medidas mais rígidas para garantir o distanciamento social.
"Primeiro falaram que não era para olhar o número de casos, que o que importava era o de hospitalização. Aí depois veio o aumento de hospitalizações, falaram que deveríamos olhar somente para o de leitos de UTI, e que agora também está disparando também."
Somente no estado de São Paulo, o número de pessoas internadas em UTI cresceu 40% em apenas oito dias: no dia 3 de janeiro, havia 1.141 pacientes; na segunda-feira (10), eram 1.597 pacientes. O número de entradas diárias de pacientes cresceu ainda mais: 91%.
Estamos tendo recorde de casos nos EUA, foram 1,4 milhão de casos do domingo para a segunda. O Reino Unido estava em 5 mil pessoas internadas e agora está em 20 mil; e as mortes estão na ordem de 300, eram de 10 a 12. Ou seja, as pessoas aqui não olham os casos e dados do mundo. A minha sensação é essa"Miguel Nicolelis, cientista
_________________________________________________Positividade chega a 50%
O efeito da imunização se reflete em outras faixas etárias. No grupo de 12 a 59 anos que está com a vacinação atrasada, a taxa de mortes por Covid-19 é de 0,53 caso por cem mil habitantes; entre aqueles com a vacinação em dia, o índice é de zero.
Em relação às internações, a diferença é ainda mais acentuada. Idosos com a imunização incompleta ou sem dose alguma registram 24 vezes mais hospitalizações por Covid-19 do que os com a vacinação em dia, ou seja, com a dose de reforço. O primeiro grupo tem uma taxa de 204,88 internações por cem mil habitantes; o outro, de apenas 8,60 casos a cada cem mil pessoas. A vacina tem o mesmo impacto positivo nas outras faixas etárias.
Mas a avalanche de casos de Covid-19 deixa autoridades em alerta. Postos de saúde estão lotados desde o início do ano de pessoas em busca de exames para diagnosticar a doença, enquanto laboratórios privados já sofrem com a falta de insumos para testes. Nesta quarta-feira, a taxa de positividade para Covid na cidade do Rio chegou a 50%. Para dar conta da demanda, a prefeitura está contratando servidores que vão atuar nas unidades de testagem em troca de diárias de cem reais. Além disso, novos leitos estão sendo abertos na capital: ontem havia 233 internados e 40 doentes na fila de espera.
A Ômicron, que desencadeou a quinta onda da doença no Rio, já desbancou a Delta em número de casos, e de longe. No último sábado, a média móvel pela data de início de sintomas bateu 4.611 novas infecções. E o número ainda pode ser atualizado nos próximos dias. Ainda assim, já é mais que o dobro do registrado no pico da onda provocada pela Delta, em agosto, quando a média móvel chegou a 1.983 casos.
Mas, quando analisadas as internações e as mortes por Covid, a situação é inversa. No pico da Delta, quando os adultos estavam apenas com a primeira dose da vacina, a cidade tinha mais de 500 doentes internados em UTIs e 250 em enfermaria, o triplo do que temos hoje. Já a média móvel de óbitos era de 70, enquanto agora há quatro confirmados desde o início de janeiro.
_________________________________________________Idosos não vacinados morrem 15 vezes mais por Covid-19 no Rio do que idosos com imunização em dia

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RIO — Dados de efetividade da vacina contra a Covid-19 compilados pela prefeitura do Rio apontam que, na cidade, mortes pela doença ocorrem 15 vezes mais entre os idosos não imunizados do que entre aqueles com o esquema completo. Entre as pessoas de 12 a 59 anos com dose de reforço, a incidência de mortes pela doença a cada cem mil habitantes foi de zero nos últimos 50 dias. Para a Secretaria municipal de Saúde (SMS), os números indicam a proteção “altíssima” conferida pela vacinação, em especial pela dose de reforço. As informações se referem ao período de 1º de dezembro a 10 de janeiro. Mas a escalada da doença continua: nesta quarta-feira, a capital registrou 11.043 casos, o maior desde o início da pandemia.
Os números constam do novo boletim epidemiológico da Secretaria municipal de Saúde, apresentado ontem na reunião do Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC). Com base nos dados, o grupo de especialistas que assessora a prefeitura destacou, na ata oficial do encontro, que “os pacientes internados têm status vacinal inversamente proporcional à proteção plena”. Atualmente, apenas 0,1% das infecções causadas pela Covid-19 é grave, “o que demonstra claramente que as vacinas funcionam na prevenção de casos graves e óbitos”, pontuam os cientistas.
Distribuição de casos leves e graves e óbitos por mês de início dos sintomas

Segundo o documento, a taxa de óbitos por coronavírus entre idosos com o esquema primário (duas doses) da vacina mais o reforço é de 1,31 caso por cem mil habitantes. Já entre os não vacinados ou com o esquema incompleto nesta faixa etária, a incidência sobe para 19,51 mortos por cem mil habitantes. Aqueles que tomaram as duas doses mas ainda não receberam o reforço ficam no meio do caminho, com 5,57.
— O reforço confere uma proteção altíssima — avalia o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. — Ele é fundamental para evitar internações e óbitos pela variante Ômicron. O desafio agora está em vacinar 722 mil cariocas que já completaram quatro meses da segunda dose e estão aptos a tomar a terceira.
Taxa de óbitos por Covid segundo status vacinal

Positividade chega a 50%
O efeito da imunização se reflete em outras faixas etárias. No grupo de 12 a 59 anos que está com a vacinação atrasada, a taxa de mortes por Covid-19 é de 0,53 caso por cem mil habitantes; entre aqueles com a vacinação em dia, o índice é de zero.
Em relação às internações, a diferença é ainda mais acentuada. Idosos com a imunização incompleta ou sem dose alguma registram 24 vezes mais hospitalizações por Covid-19 do que os com a vacinação em dia, ou seja, com a dose de reforço. O primeiro grupo tem uma taxa de 204,88 internações por cem mil habitantes; o outro, de apenas 8,60 casos a cada cem mil pessoas. A vacina tem o mesmo impacto positivo nas outras faixas etárias.
Mas a avalanche de casos de Covid-19 deixa autoridades em alerta. Postos de saúde estão lotados desde o início do ano de pessoas em busca de exames para diagnosticar a doença, enquanto laboratórios privados já sofrem com a falta de insumos para testes. Nesta quarta-feira, a taxa de positividade para Covid na cidade do Rio chegou a 50%. Para dar conta da demanda, a prefeitura está contratando servidores que vão atuar nas unidades de testagem em troca de diárias de cem reais. Além disso, novos leitos estão sendo abertos na capital: ontem havia 233 internados e 40 doentes na fila de espera.
A Ômicron, que desencadeou a quinta onda da doença no Rio, já desbancou a Delta em número de casos, e de longe. No último sábado, a média móvel pela data de início de sintomas bateu 4.611 novas infecções. E o número ainda pode ser atualizado nos próximos dias. Ainda assim, já é mais que o dobro do registrado no pico da onda provocada pela Delta, em agosto, quando a média móvel chegou a 1.983 casos.
Mas, quando analisadas as internações e as mortes por Covid, a situação é inversa. No pico da Delta, quando os adultos estavam apenas com a primeira dose da vacina, a cidade tinha mais de 500 doentes internados em UTIs e 250 em enfermaria, o triplo do que temos hoje. Já a média móvel de óbitos era de 70, enquanto agora há quatro confirmados desde o início de janeiro.
_________________________________________________Candida auris: Anvisa confirma terceiro caso de 'superfungo' no país

_________________________________________________Testes de Covid estão em falta em todo o País. Associação de laboratórios sugere parar testagem de assintomáticos
_________________________________________________UTIs Covid de 4 capitais estão em alerta crítico de ocupação
_________________________________________________EUA - AnthonyFauci : ÔMICRON INFECTARÁ quase TODO MUNDO, mas vacinados sofrerão menos, diz especialista

São Paulo 12/01/2022 12h41
A variante ômicron do novo coronavírus infectará "quase todo mundo", independentemente do status de vacinação, disse o principal especialista em doenças infeccionas dos Estados Unidos, Anthony Fauci na última terça-feira, 11. Porém, pessoas vacinadas devem responder melhor às infecções. Aqueles que foram vacinados "muito provavelmente, com algumas exceções, se sairão razoavelmente bem" e evitarão hospitalização e morte, disse Fauci, falando em um evento virtual com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.
Fauci também disse em uma audiência no Senado no mesmo dia que os não vacinados são 20 vezes mais propensos a morrer, 17 vezes mais propensos a serem hospitalizados e dez vezes mais propensos a serem infectados do que os vacinados. "Aqueles que ainda não foram vacinados sofrerão o impacto do aspecto grave disso", disse ele, referindo-se ao aumento de casos. "E embora seja menos grave caso a caso, quando você tem quantitativamente tantas pessoas infectadas, uma fração delas vai morrer", disse ele.
Variante ômicron faz pandemia de covid-19 bater recordes na América Latina
Um funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS) previu na terça-feira que a variante Ômicron infectará mais da metade da população na região europeia nas próximas seis a oito semanas, se as tendências atuais se mantiverem.
EUA mais perto do pico
Cientistas estão vendo sinais de que a alarmante onda da Ômicron pode estar perto de atingir o pico nos Estados Unidos e logo deve começar a cair drasticamente. O mesmo parece estar sendo observado no Reino Unido. O motivo: a variante provou ser tão contagiosa que já pode estar ficando sem pessoas para infectar, apenas um mês e meio depois de ter sido detectada pela primeira vez na África do Sul.
"Vai cair tão rápido quanto subiu", disse Ali Mokdad, professor de análises de métricas de saúde da Universidade de Washington em Seattle.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que ainda há muita incerteza sobre como a próxima fase da pandemia pode se desenrolar. O platô ou refluxo nos dois países não está acontecendo em todos os lugares ao mesmo tempo ou no mesmo ritmo. E semanas ou meses de sofrimento ainda estão por vir para pacientes e hospitais sobrecarregados, mesmo que a queda aconteça.
"Ainda há muitas pessoas que serão infectadas à medida que descermos a curva", disse Lauren Ancel Meyers, diretora do Consórcio de Modelagem covid-19 da Universidade do Texas, que prevê que os casos relatados atingirão o pico dentro de uma semana.
Na verdade, ela disse, pelos cálculos complexos da universidade, o número real de novas infecções diárias nos EUA - uma estimativa que inclui pessoas que nunca foram testadas - já atingiu o pico, atingindo 6 milhões em 6 de janeiro.
Casos menos graves
Um novo estudo com quase 70.000 pacientes na Califórnia demonstra que a Ômicron causa infecções menos graves do que outras variantes, resultados que se alinham com descobertas semelhantes da África do Sul, Grã-Bretanha e Dinamarca, bem como uma série de experimentos em animais .
Em comparação com a Delta, as infecções por Ômicron tinham metade da probabilidade de enviar pessoas para o hospital. Dos mais de 52.000 pacientes identificados a partir de registros médicos eletrônicos, os pesquisadores descobriram que nem um único paciente precisou de respirador durante esse período.
Apesar da virulência menos grave da Ômicron, os hospitais dos EUA estão a beira do colapso sob um influxo de casos. Em média, mais de 730.000 pessoas testam positivo todos os dias nos Estados Unidos, quase três vezes o pico anterior no inverno passado.
À medida que os cientistas reuniram evidências de que a Ômicron é menos severa, eles lutaram para entender o porquê. Uma razão é que as pessoas infectadas com a variante têm mais defesas imunológicas do que em ondas anteriores. Em outros países, os pesquisadores descobriram que infecções anteriores com outras variantes reduzem as chances de as pessoas ficarem gravemente doentes com a Ômicron. A vacinação também oferece proteção. Estudos em animais sugerem que o Omicron infecta prontamente as células das vias aéreas superiores, mas funciona mal nos pulmões, o que poderia explicar seus efeitos mais leves.
(Com agências internacionais)
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O Brasil registrou, nesta terça, 139 mortes por Covid-19, elevando para 620.281 o total de vidas perdidas no país para o coronavírus. A média móvel foi de 139 óbitos, 15% maior do que o cálculo de duas semanas atrás, o que demonstra tendência de alta.
Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.
Nas últimas 24 horas, 73.617 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 22.630.142 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 44.016 diagnósticos positivos, 631% maior que o cálculo de 14 dias atrás, o que demonstra tendência de alta.
A "média móvel de 7 dias" se dá pela média entre o número do dia e dos seis imediatamente anteriores. Ela é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados "abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.
Vacinação
Ao todo, 14 unidades federativas do Brasil atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta terça. Em todo o país, 161.727.955 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 75,82% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 144.763.135 pessoas, ou 67,86% da população nacional. Já 30.676.931 pessoas receberam uma dose de reforço.
Nas últimas 24h foram registradas a aplicação de um total de 764.355 doses de vacinas contra a Covid-19. Foram 3.366 primeiras doses, 134.265 segundas doses, 5.667 doses únicas e 621.057 doses de reforço.
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Do UOL, em São Paulo 11/01/2022 13h44 Atualizada em 11/01/2022 17h59
O infectologista Renato Kfouri, que é presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), disse hoje, em entrevista ao UOL News, que o Brasil deverá ter recorde de casos diários de covid-19 nas próximas semanas em razão da variante ômicron. Apenas ontem, o mundo registrou um novo recorde de casos de covid-19 em 24 horas, com mais de 3 milhões de infecções.
"A gente nunca viu um momento da pandemia de covid com tantos casos. O mundo está batendo recordes, e já, já nós vamos bater todos os recordes de números e registros de casos diários. Nós nunca vamos ter na pandemia, um número de casos tão grande como teremos nas próximas semanas", declarou.

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Kfouri explicou que mesmo que uma porcentagem menor de pessoas seja internada em comparação ao número de casos, muita gente ainda irá morrer pelo novo coronavírus.
"A receita a gente já sabe: distância, máscara, lavagem de mãos, vacina, esquema completo, duas doses, ampliar a base de vacinados, vacinar as crianças, que são hoje as não vacinadas da nossa população."
O presidente da SBIm ainda reforçou o pedido para que os pais levem os seus filhos pequenos para serem vacinados contra o vírus e incentivou que as pessoas aptas a serem imunizadas também se encaminhem aos postos de saúde.
"Não temam, não confiem, não acreditem nessas fake news de antivacinas que não querem o bem de seus filhos. Vamos vacinar as crianças, completar o esquema vacinal de todos e reforçar aqueles que perdem a proteção. Esse parece ser o enredo melhor para enfrentar essa onda de ômicron", concluiu.
Mundo registra mais de 3 milhões de casos de covid em 24 h
Em meio à disseminação da variante ômicron, o mundo registrou um novo recorde de casos de covid-19 em 24 horas, com mais de 3 milhões de infecções. Os dados são de ontem e foram divulgados hoje pelo Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford. É o 4º recorde diário de novos infectados nos últimos 8 dias.
O número total registrado foi de 3,28 milhões. O dado foi mais uma vez impulsionado pelos Estados Unidos, que registraram 1,48 milhão de casos.
A Europa registrou 991 mil novos infectados e a Ásia, 400 mil (1,39 milhão somados). Os continentes têm 748 milhões e 4,6 bilhões de habitantes, respectivamente, contra 332 milhões dos EUA.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que a variante não deve ser descrita como branda. Estudos sugerem que ela tem menos probabilidade de deixar as pessoas gravemente doentes do que as variantes anteriores de covid, mas o número de pessoas infectadas vem deixando os sistemas de saúde sobrecarregados, disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
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Gabriel Bueno da Costa
São Paulo
11/01/2022 14h22
Duas autoridades da Organização Mundial de Saúde (OMS) enfatizaram, durante evento virtual nesta terça-feira, a necessidade de manter os cuidados contra a covid-19. Líder técnica da covid-19 na OMS, Maria Van Kerkhove notou que a variante ômicron de fato tende a causar menos graves, mas rechaçou que isso não significa necessariamente que ela gere uma "doença leve". Ela lembrou que muitos dos hospitalizados pelo mundo atualmente contraíram a variante ômicron.
Destacou também, durante sessão de perguntas e respostas, o grande salto recente no número de casos da doença. Segundo ela, participar de festas com muitas pessoas, no quadro atual, "é muito perigoso".
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Maria Van Kerkhove insistiu na necessidade de medidas como a vacinação e também o distanciamento físico, que se usem boas máscaras, multidões sejam evitadas e que os locais sejam ventilados.
Ainda recomendou que, se houve a possibilidade, manter o trabalho remoto é a melhor alternativa, neste momento.
Diretor executivo da OMS, Michael Ryan disse que "não seria razoável" apostar que a variante ômicron será a última da covid-19.
Ele destacou o salto recente dos casos e considerou que houve uma "tempestade perfeita" para isso. Além do fato de que essa cepa é mais contagiosa, houve muitos contatos entre as pessoas com as festas de fim de ano, lembrou.
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10/01/2022 17h14
A variante ômicron do coronavírus tornou as pessoas mais dependentes dos testes rápidos de antígeno para descobrirem se estão com a covid-19, mas será que colocar um cotonete no nariz é o suficiente?
Por ora, a orientação depende de onde você mora.
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Alguns cientistas já disseram que pessoas podem transmitir a ômicron quando ela tiver infectado sua garganta e saliva, ainda antes de o vírus chegar ao nariz, então o cotonete nas narinas no início da infecção não irá detectá-la.
Um estudo recente pequeno nos Estados Unidos apoia essa hipótese. Testes de PCR com a saliva de 29 pessoas infectadas com a ômicron detectaram o vírus em média três dias antes do que as amostras extraídas do nariz, nos chamados testes de fluxo lateral.
Em geral, testes rápidos têm uma sensibilidade menor do que os PCR processados em laboratório, o que significa que eles produzem mais falsos negativos.
Mas se você testar positivo, você pode quase certamente ter a covid-19, tornando os testes de antígenos uma ferramenta poderosa no combate à pandemia, já que a demanda por testes PCR para a ômicron está sobrecarregando laboratórios no mundo todo.
No Brasil, atualmente, os testes de antígeno estão disponíveis apenas nas farmácias e clínicas, mas o Ministério da Saúde estuda as especificidades para avaliar a implantação deste tipo de exame, como já ocorre em outros países.
Como resultado de estudos recentes, alguns especialistas nos Estados Unidos agora aconselham que as pessoas deveriam passar o cotonete na garganta, em vez do nariz.
Todos os testes de antígeno com autorizações de uso emergencial da FDA nos EUA usam amostras nasais, e a agência expressou preocupação com os riscos de uso do cotonete na garganta em casa, dizendo que os usuários devem seguir as instruções dos fabricantes.
Em Israel, uma importante autoridade de saúde disse que as pessoas que se autotestam para covid-19 devem usar o cotonete na garganta e no nariz ao usarem testes rápidos de antígeno, mesmo que vá contra as instruções emitidas pelos fabricantes.
Alguns outros países, incluindo o Reino Unido, aprovaram testes rápidos de antígeno que usam cotonetes na garganta e no nariz, ou apenas no nariz.
Na Alemanha, o Ministério da Saúde disse estudará a confiabilidade dos testes rápidos de antígeno na detecção da variante ômicron, e publicará uma lista dos produtos mais precisos.
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Além disso, esses especialistas consideram "que vacinas contra a covid-19 de elevado impacto em termos de transmissão e prevenção da infeção, além de prevenir formas graves de doença e morte, são necessárias e devem ser desenvolvidas".
Isso limitaria o impacto da covid em termos de saúde, mas também "a necessidade de medidas sanitárias e sociais rigorosas e em grande escala", argumentam.
"Enquanto aguardamos a disponibilização de tais vacinas, e à medida que o vírus SARS-CoV-2 evolui, pode ser necessário atualizar a composição das vacinas anticovid atuais, a fim de garantir que (elas) continuem a fornecer os níveis de proteção recomendados pela OMS contra a infecção e a doença" causadas por variantes, incluindo a ômicron.
Pouco mais de seis semanas após sua identificação na África do Sul, os dados de vários países convergem em dois pontos: a ômicron —que se enquadra na categoria de variantes preocupantes da OMS— é transmitida muito mais rápido do que a variante antes dominante, a Delta, e parece causar formas menos graves da doença.
"No entanto, há necessidade de obter mais dados sobre a eficácia das vacinas, em particular no que diz respeito às internações, formas graves da doença e óbitos", observam os especialistas da OMS.
Ponto importante: não se sabe se essa gravidade aparentemente menor decorre das características intrínsecas da variante, ou se está relacionada ao fato de atingir populações já parcialmente imunizadas pela vacina ou por uma infecção anterior.
Ainda assim, a ômicron está avançando de forma acelerada em muitos países e os casos estão dobrando a cada dois ou três dias, algo inédito em variantes anteriores.
As mutações na ômicron parecem permitir que ela reduza a imunidade dos anticorpos contra o vírus. Consequência: provavelmente pode contaminar um grande número de vacinados e reinfectar pessoas previamente infectadas pelo vírus.
Especialistas da OMS pedem mudanças na composição das vacinas para garantir que protejam mais contra doenças e continuem atendendo aos critérios estabelecidos pela organização, incluindo proteção contra formas graves da covid.
Pedem, em particular, que as vacinas "se baseiem em cepas (...) próximas das variantes em circulação".
Os especialistas também consideram importante que "os fabricantes de vacinas tomem medidas de curto prazo para desenvolver e testar vacinas contra variantes dominantes e compartilhar esses dados" com a OMS.
A organização quer acabar com a pandemia este ano. Para isso, todos os países precisariam vacinar 70% de sua população até meados de 2022.
Mas esse objetivo ainda está longe de ser alcançado. Globalmente, mais de 8 bilhões de doses de vacinas anticovid foram administradas em pelo menos 219 países ou territórios, de acordo com uma contagem feita pela AFP a partir de fontes oficiais.
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RIO - Toda a família Lucco testou positivo para Covid-19 e faz isolamento em casa. O primeiro a ter o diagnóstico foi o cantor Lucas Lucco, depois foi a vez de sua mulher, Lorena Carvalho, e do filho Luca. Por conta da doença, ele desmarcou os shows que faria nos próximos dias.
Em fotos e vídeos publicados neste domingo em suas redes sociais, o cantor e a mulher mostraram como está sendo o tratamento da família. Lorena está sem sintomas, Lucas contou que sente cansaço, mas é o filho Luca, de 10 meses, que apresenta mais sintomas, com tosse e espirros.
Numa das imagens publicadas por Lucas aparecem muitas garrafas de água mineral e a ingestão de líquidos é uma das recomendações médicas na recuperação da doença. Na plha de medicamentos, que inclui um corticóide e um anticoagulante, chama a atenção a caixa de ivermectina.
A ivermectina é um vermífugo usado para promover a eliminação de vários parasitas do corpo. O medicamento faz parte do chamado "Kit Covid", voltado ao suposto "tratamento precoce" da doença. O presidente Jair Bolsonaro costuma defender o uso desses remédios, mesmo sem comprovação de eficácia por estudos científicos.
Lucas tem 17 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram e 4 milhões no Twitter. Ele nasceu em Minas Gerais e fez sucesso com "Pra te fazer lembrar", em 2012. O cantor tinha parcerias inéditas com Marília Mendonça.

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