___________________________________* Dia Nacional da MAMOGRAFIA: exame é essencial mas TEM MESMO que DOER? ___________________________________*

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_________________________________________FÁCIL, MANDONA, FOFA: livro mostra como esses adjetivos nos JOGAM pra BAIXO 

_________________________________________Mito ou verdade: a carne de porco tem mais colesterol? _________________________________________

Além de mais baratos, os cortes suínos estão entre os mais saudáveis e com pouca gordura
Carne de porco é nutritiva e há cortes magros para consumo. Foto: Freepik.com
Carne de porco é nutritiva e há cortes magros para consumo. Foto: Freepik.com

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RIO — Foi-se o tempo em que a carne de porco era vista como uma vilã da alimentação saudável e balanceada. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, a carne suína não tem mais colesterol que as demais. Mas para se beneficiar deste alimento, é preciso escolher os cortes mais magros.

A nutricionista Priscilla Primi, colunista de O GLOBO e mestre pela Faculdade de Saúde Publica da USP, explica que, no passado, derivados de carne suína disponíveis para a população eram os que tinham mais gordura, como a linguiça e o salame, por exemplo. E, por conta disso, as pessoas associem a carne de porco à maiores níveis de colesterol.

— Antigamente, diante de pacientes com colesterol alto, os médicos e nutricionistas recomendavam cortar a carne de porco. Com as pesquisas e a evolução da produção de alimentos, começaram a ser vendidos outros cortes que têm pouca gordura na composição ou que tem tanta gordura quanto a carne de frango ou de boi — diz a nutricionista.

O lombo, a picanha e o filé mignon de porco, por exemplo, são opções de carnes magras por possuírem pouca gordura em suas composições. Em um cenário de alta no preço das carnes de boi, incluir a carne suína na dieta é uma substituição viável, pois diminui os custos sem comprometer o valor nutrivo da refeição.

Segundo Primi, a carne suína tem o mesmo valor proteica que os outros tipos de carne. Por isso, não haveria problemas, por exemplo, de comer porco todos os dias. As preparações podem ser tanto assadas quanto em bife. O único tipo de carne que não pode ser substituído é o peixe, pois possui algumas gorduras específicas que são benéficas para a saúde.

— A carne de porco tem é uma fonte proteica muito boa. As nossas melhores fontes de proteína atualmente são as de origem animal, seja da carne ou do leite, pois elas contêm todos os aminoácidos essenciais que precisamos para manter uma boa saúde — afirma Primi.

Muitas pessoas evitam comer a carne de porco devido ao risco de contaminação com alguns parasitas que causam doenças como a cisticercose. Outras, cozinham em excesso a carne para matar todos os tipos de micro-organismos nocivos. No entanto, Primi afirma que, atualmente, as carnes de porcos vendidas em mercados e açougues possuem certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura. Por isso, não há motivo de preocupação com uma possível contaminação.

— No entanto, pessoas que criam porcos em suas propriedades ou compram de pessoas que criam sem passar pelos processos de inspeção, o que é mais comum em cidades do interior, devem continuar tomando cuidado no momento do preparo, fazendo uma cocção mais prolongada — aconselha.

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Dia Nacional da mamografia: exame é essencial mas tem mesmo que doer?

Rafaela Polo

Colaboração para Universa

05/02/2022 04h00

Hoje, 5 de fevereiro é comemorado o Dia Nacional da Mamografia. A data foi criada para dar destaque a importância de se fazer o exame de detecção precoce do câncer de mama. Você já fez esse exame? E se já, qual foi a última vez? Essencial para detectar o câncer de mama em seus estágios iniciais para mulheres assintomáticas, o procedimento ainda é pouco realizado no país. Se comparamos os índices de realização do procedimento em 2019, pré-pandemia, com 2021, a queda foi de 19%, segundo dados da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA). Já se a análise for feita entre os anos de 2019 e 2020 os resultados são ainda piores: a queda chega a 39% de exames feitos no Brasil.

"A mamografia de rastreamento e o incentivo ao exame tem sido a pauta da FEMAMA desde 2006, quando a instituição foi fundada. Nosso objetivo é aumentar a cobertura de mamografia no Brasil de 40% para 70%. Em 2018 e 2019 chegamos perto, mas em 2020, com a pandemia, vimos uma grande queda que ainda não foi recuperada. Estamos correndo atrás", diz Maira Caleffi, chefe do serviço de mastologia do hospital Moinho de Vento, em Porto Alegre, e presidente voluntária da FEMAMA.

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As dificuldades para chegar a esses números são diversas, desde os profissionais que não recomendam o exame, a falta de agilidade do SUS na hora de agendar e entregar o resultado às pacientes, até a falta de um programa nacional pensado nisso. "É necessário entender que a mamografia é uma saída para diminuir o número de mortes por câncer de mama, que temos que diminuir a demora, a falta de acesso rápido quando há uma busca pela mamografia no SUS e melhorar a qualidade do exame no país", conclui Maíra.

Com o custo médio de R$ 200, a mamografia pode não ser das mais caras, mas está muito longe da realidade financeira de quem precisa da saúde pública para se cuidar. "Nossa ideia sempre foi que as prefeituras contratem mamografias a preço de SUS em instituições privadas, para não depender da estrutura técnica de ter um mamógrafo em todo lugar, que pode quebrar e depois não ter sua manutenção realizada", completa Maíra. Universa conversou com alguns especialistas para tirarmos as principais dúvidas sobre o exame. Veja só:

Tire suas dúvidas sobre mamografia

Qual a importância da mamografia para a saúde da mulher?
De uma forma bem direta, a resposta para esse questionamento é a diminuição da mortalidade pelo câncer de mama. Ele é a única maneira de detectar a doença em fases ainda bem embrionárias, quando a mulher está assintomática e sem conseguir sentir nenhum nódulo. "Ele leva à redução da mortalidade das mulheres de até 25%", diz o Sérgio Masili, ginecologista, obstetra e mastologista.

Mamografia dói?
Você com certeza já deve ter ouvido histórias de como é dolorosa a realização deste exame. Em contrapartida, algumas mulheres alegam não sentir nada. Não dá para negar que é um momento muito desconfortável. Contudo, também é importantíssimo para a saúde. "Ela não dói, mas é desconfortável, porque é um raio-x da mama feito pelos lados e pela parte de cima. Algumas mulheres, claro, são mais sensíveis que as outras. Por isso, se for uma mamografia de rastreamento, indicamos que seja feito fora do momento pré-menstrual, por exemplo. Quando é diagnóstica não tem jeito: tem que ser feito naquele momento mesmo", diz Fernanda Barbosa, mastologista, especialista na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças da mama.

Quem tem prótese de silicone pode fazer mamografia?
Não precisa se preocupar porque a mamografia não vai estragar as próteses de silicone. Existe uma técnica na hora de realizá-lo que permite que o exame seja feito sem nenhum risco ao implante.

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Opinião: Brenda Fucuta - Fácil, mandona, fofa: livro mostra como esses adjetivos nos jogam pra baixo

'Adjetivo Feminino: Dicionário de Experiências', de Marina Jerusalinsky, traz 59 verbetes que definem pejorativamente uma mulher Imagem: Divulgação

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Brenda Fucuta

Colunista de Universa

14/03/2022 04h00

Gosto dos livros pequenos. Eles são como o Kindle: leves, cabem na bolsa e enfrentam lindamente uma sala de espera. Na semana do Dia das Mulheres, recebi em casa um livro pequeno chamado "Adjetivo Feminino". Ele já foi devorado e vai morar ao lado de três outros livros que amo: "Devoção", da Patti Smith, "Meu Livro Violeta", de Ian McEwan, e o menor de todos, "Sejamos Todos Feministas", de Chimamanda Ngozi Adichie.

Mas este texto é sobre "Adjetivo Feminino: Dicionário de Experiências", da autora Marina Jerusalinsky, publicado pela editora Bebel Books. E o que ele traz? São 59 verbetes que, basicamente, definem pejorativamente uma mulher. Outra maneira de enxergar: 59 verbetes que ouvimos muito durante nossa vida de mulher. Ou ainda: 59 verbetes que nos jogam para baixo e que, talvez, expliquem essa falta de autoestima que nos atormenta tanto.

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É um livro que poderia ter existido no século 19 porque, embora haja neologismos, ele trata de coisas que vêm lá de trás —o tal do machismo estrutural. Por exemplo, vamos à página 61 dar uma olhada no verbete "Exigente". "Mulher que exige de um homem tarefas impossíveis, como pendurar a toalha em seu lugar após o uso."

Uma espiada na página seguinte. Consta ali um adjetivo que os homens adoram usar: "Fácil". Mulher fácil é, segundo o livro, "a mulher promíscua, que não serve para casamento porque gosta muito de sexo, o que constituiria problema grave em uma relação conjugal". Como bom dicionário, o livro traz mais de uma definição. Então, a terceira definição para mulher fácil também é muito interessante: [aquela] "Que inflige ao homem o cruel sentimento de ser igual a qualquer outro mortal, ao invés de reconhecer que ele deve ser seleto, único e especial".

Por outro lado, ele só poderia ter sido escrito por uma autora jovem, filha de sua geração. Os jovens Y e Z já nascem feministas e antirracistas (graças a deus —ou às deusas). Por isso, a definição que as jovens dão ao chamamento "Prostituta" dificilmente seria reconhecida no passado. "Mulher negra que se detém na calçada para fumar um cigarro." Ou: "Termo que comumente se refere a profissionais do sexo, mas serve igualmente à crença alucinatória masculina de que toda mulher está à sua disposição."

Vocês já perceberam, claro, que as definições são irônicas. Por isso, o livro é leve e divertido, apesar de trazer em suas minúsculas páginas o peso da língua que agride, humilha e violenta mulheres.

"Adjetivo Feminino" é minha recomendação de presente para chefes, amigos, maridos, namorados, irmãos e quem mais estiver com dificuldade para compreender uma mulher que, como a autora diz, é "toda pessoa que se considera como tal, incluindo aí apenas os adjetivos que bem entender".






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